19 de julho de 2018

A Amante Intelectual do Capitão

Série Duques da Guerra
O corpo do Capitão Xavier Grey está de volta entre o beau monde, mas sua mente não pode se libertar dos horrores da guerra. 

Seus amigos tentam ajudá-lo a encontrar a paz. Ele sabe que não merece isso. Assim como ele não merece as atenções da intenção intelectual sensual em seduzi-lo para a cama…
A solteirona Jane Downing quer sair da prateleira e cair nos braços de um homem de sangue quente. Especificamente, o escuro e perigoso Capitão Gray. Ela pode não estar destinada a ser sua esposa, mas nada vai impedi-la de ser sua amante. Ela consegue citar grego clássico desde os quatro anos de idade. Quão difícil pode ser aprender a linguagem do amor?

Capítulo Um

Março 1816, Londres, Inglaterra
Em circunstâncias normais, a senhorita Jane Downing estaria ansiosa para descer de uma carruagem fria e correr para dentro do edifício para uma pausa bem-vinda do inverno brutal. O edifício requintado na frente da longa fila de carruagens não era outro senão o Theatre Royal. O próprio duque de Ravenwood lhes tinha emprestado seu camarote magnífico para a ocasião.
A maioria das debutantes, quase todo o mundo, em realidade, teria estado em êxtase com tal oportunidade.
Jane não estava.
Ela tinha idade suficiente para ser mais corretamente rotulada de solteirona do que de debutante, se alguém tivesse a chance de olhar em sua direção o tempo suficiente para a rotular de qualquer coisa. Ela suspirou, improvável. Afinal, o camarote do teatro principesco não tinha sido emprestado a ela. Ela era uma ninguém.
Mas porque até mesmo solteironas invisíveis não poderiam vagabundear desacompanhadas por aí, sua melhor amiga Grace e seu marido o conde de Carlisle, a quem o camarote tinha sido presenteado, tinham dirigido na direção oposta da casa de ópera, a fim de pegar Jane e regressar a Covent Garden, a tempo para a atuação. Tudo o que podia fazer era manter um sorriso em seu rosto e fazer o seu melhor para ser encantadora.
No entanto, não foi pela ignomínia de seus amigos incomodados que Jane desejou estar em outro lugar. Aqueles eram desafios do dia a dia. E estes eram os seus amigos.
Grace se esticou através do interior apertado para apertar as mãos de Jane enquanto as rodas da carruagem avançavam em frente na fila para o teatro.
― Muitíssimo obrigada por se juntar a nós. Esta é a minha primeira ópera, e estou muito feliz por compartilhar a noite com todas as minhas pessoas favoritas.
Jane deu às mãos de Grace um aperto em resposta. Em situações como essas, a melhor coisa a fazer era mentir.
― Estou muito feliz de estar aqui. Obrigada por me convidar.
Voltou a cruzar as mãos em seu colo e desejou ter outra coisa para dizer para quebrar o silêncio que tinha regressado. Ela era adepta de conversa, quando estava falando em privado com alguém com quem estava confortável. Mas ela e Grace não estavam sozinhas na carruagem. A mãe de Grace, a senhora Clara Halton, sentava-se à esquerda de Jane, olhando amorosamente através do transporte para sua filha. Lord Carlisle, é claro, sentava-se ao lado de sua esposa, olhando para ela como se a lua e as estrelas empalidecessem ao lado de sua beleza.
Jane mataria para ter um homem olhando para ela assim, somente uma vez.
Lord Carlisle não tinha parado de olhar para Grace assim, desde o momento em que ele a viu pela primeira vez, Jane deveria saber. Ela tinha visto isso acontecer. Do seu eterno ponto de vantagem entre as solteironas e as sombras, ela observou tudo. Outras pessoas rindo, dançando, se apaixonado.
No entanto, passar toda a noite com um par recém-casado, obviamente apaixonado, não era o que a fazia morder o lábio e amaldiçoar sua perna nervosa. Jane estava encantada por seus amigos. Ela adorava passar tempo com eles.
Ela odiava estar na sociedade. Não, odiava ser invisível na sociedade, seus amigos não entenderiam. Antes de Grace ter enlaçado um conde e se tornado sua condessa, quando ainda era pobre, nada delicada e persona non grata por ser uma americana arrogante, ainda assim conseguiu chamar a atenção de todos. Afinal, Grace era bonita, com sua pele branca, cabelo preto e olhos de esmeralda brilhantes, atraia facilmente a atenção de homens e mulheres.
Jane não conseguia sequer atrair mosquitos.
Não era por ser simples, muitas mulheres simples conseguiam ser populares e encontrar maridos, Jane não. Em vinte e quatro anos, ela tinha apenas sido convidada para dançar duas vezes.
Seus sonhos de encontrar alguém eram apenas isso, sonhos. Ela alisou suas saias, não foram as poucas libras extras de seu dote, ou que ela era uma intelectual sem remédio. Sua maldição ao longo da vida foi o fato infeliz de ser totalmente, absolutamente, cem por cento… esquecível.
Sua cabeça começou a doer enquanto as rodas da carruagem avançavam cada vez mais perto de uma longa noite de ser ignorada e mal relembrada.
Mesmo com toda essa neve e a trilha serpenteante de carruagens, ela e seus companheiros teriam tempo de sobra para se misturar perto dos refrescos antes de tomar seus lugares.
Jane caiu contra a almofada, se misturar era horrível, significava ficar parada em um mar de rostos que nem uma vez se viravam em sua direção.
Ela voltou seu olhar para a rua e sentou-se reto, um conjunto de senhores bem-vestidos afluíam para uma fila de mulheres passeando em direção ao teatro em deslumbrantes vestidos de cores brilhantes, cortesãs. Ela olhou pela janela fascinada, estes homens estavam caçando suas próximas amantes.
Suas narinas inflamaram enquanto os homens se apresentavam às mulheres do submundo. Algumas das cortesãs eram lindas e algumas eram medonhas, mas cada uma delas receberia mais atenção do sexo masculino em uma noite do que Jane teria em toda sua vida.
É irônico que os mesmos senhores que nunca tinha pensado em pedir Jane para dançar, de bom grado gastam somas exorbitantes de dinheiro em troca de uma hora na companhia de uma mulher com menos educação e uma reputação pior do que ela tinha.
Como seria ser um deles? Estas não eram prostitutas desesperadas, viciadas em gim em algum bordel, forçadas a aceitar todos os brutamontes com um centavo. Essas mulheres eram elegantes e caras, elas poderiam selecionar seus amantes como quisessem.
Jane inclinou a cabeça, se ela pudesse ter qualquer homem que quisesse, quem seria ele?
Um oficial sombrio e duro como o granito, com olhos azuis assombrados saltou imediatamente a sua mente. Capitão Xavier Gray
Calor picou suas bochechas, é claro que ele veio a mente, ele era o que toda a sociedade comentava e um dos amigos mais queridos do conde, ele sempre tinha chamado a atenção de Jane. Anos antes, quando ele era apenas o Sr. Gray, ele ainda era bonito e confiante e a última pessoa no mundo que notaria o olhar apaixonado de uma prestes a se tornar solteirona. E então ele tinha partido para a guerra.
Três anos depois, ele se tornou uma casca oca de um homem, bonito e quebrado. Ele era prisioneiro dentro de sua mente até que Lord Carlisle o tinha resgatado de, bem, onde quer que ele tivesse estado, e voltou para a Inglaterra, determinado a lhe devolver alguma vida.
A última vez que tinha visto o capitão fora mais de um mês atrás, na noite em que Grace e Lord Carlisle tinham sido comprometidos em se casar, ele parecia tão… derrotado. A sociedade estava de pleno acordo que o Capitão Gray tinha miraculosamente despertado de sua fuga naquela mesma noite, mas Jane chegou a uma opinião particular.
Para ele “despertar” implicava que ele tinha estado em um estado de consciência presa e ela não acreditava que era o caso. Cada vez que ela o tinha vislumbrado, seus olhos tinham estado muito tempestuosos para o imaginário inconsciente do mundo que o rodeava, ele só não queria mais fazer parte disso.
Jane colocou os braços sobre o peito e tentou colocá-lo fora de sua mente. O tempo para ficar obcecando sobre um soldado forte, silencioso, com olhos escuros e assombrados, são cinco horas a partir de agora, quando estivesse sozinha na cama com seus pensamentos. Agora, ela precisava se concentrar em ser uma boa amiga para Grace.Ela deu a seus companheiros o sorriso mais radioso.
Como vão as reformas em Carlisle House?
Os olhos de Grace se iluminaram.
― Passou apenas uma semana desde o casamento, por isso não compramos muito além do mobiliário para o quarto de minha mãe, claro. ― Ela enviou um olhar amoroso para a mãe, em seguida, colocou seus dedos no peito de Lord Carlisle. ― Eu não me importo com lustres e vestidos extravagantes, o que temos é mais do que suficiente, quero que Oliver gaste cada centavo em seus inquilinos antes de restaurar a propriedade.
― E eu não quero que você não tenha um único conforto. ― Lord Carlisle respondeu rispidamente quando pressionou um beijo no topo do cabelo de sua esposa.
Não era adorável? 
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Um comentário:

  1. Anônimo8:14 PM

    Nossa que mais que mocinho fresco ( normalmente os mocinhos não são tão reticentes como ele KKK, apesar de eu entender o ponto de vista dele), muito mimimi para o meu gosto,adorei a mocinha ousada e diferente de muitas mocinhas dos romances de época que são mtt moralistas, mas apesar de o mocinho irritar um pouco com a frescura dele adorei a escrita e é um livro super leve e divertido de ler e o romance é fofo.

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