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11 de setembro de 2017

A Filha do Lorde Louco

Série Lordes e Ladys
Trancada por seu pai recluso e intensamente protetor, o recém falecido “Lorde Louco de Northumberland”

Melissa é bela e educada, mas dolorosamente inocente sobre o mundo real e sobre os segredos obscuros de seu nascimento. 
Agora, aos cuidados de seu tio, o Conde de Braddock, ela deve se preparar para entrar para a sociedade Londrina e encontrar um marido apropriado, uma tarefa que se complica quando ela se apaixona pelo único homem que nunca poderia ter. Logo quando uma nova vida promissora começa a eclipsar seu trágico passado, ela se encontrará consumida por um amor proibido que poderia destruir tudo…

Capítulo Um

Bamburgh, Inglaterra, 1862
Melissa olhou para fora de sua janela do primeiro andar e encarou furiosamente a carruagem que subia trazendo o homem que a levaria da única casa que conhecera em sua vida. Sua respiração embaçou o vidro e ela o limpou impacientemente. Ela desejou naquele momento que tivesse poderes especiais e que pudesse fazer a carruagem explodir em chamas, forçando o homem a correr de seu lar em terror para nunca mais retornar.
― Eu o odeio, ― ela disse, tentando impedir a movimentação eficiente de sua criada.
― Sim, senhorita.
― Vá e diga àquele homem que não estarei descendo.
― Sim, senhorita. ― Mas a criada continuou a empacotar, ignorando sua senhora mesmo que concordasse com ela.
― Mary, realmente.
Mary, que não era nada parecida ao que uma jovem moça deveria ter como criada pessoal – ela era bem velha e nada atraente – parou apenas tempo o suficiente para dar a Melissa um olhar reprovador, antes de colocar outra pilha de livros em um peito avantajado. Mary estava com Melissa desde que conseguia se lembrar e era muito mais uma amiga do que uma criada, o que provavelmente explicava por que a mulher continuava a ignorar suas ordens.
― Não estou partindo. Acorrente-me à parede se for preciso, ― Melissa disse dramaticamente, imaginando-se como uma profana Joana d’Arc.
Mary ergueu uma sobrancelha e bateu outra pilha contra o peito.
― Realmente, Mary, você não pode se importar nem um pouco comigo se vai permitir que aquele homem me leve embora. Papai nunca teria permitido isso. Ele queria me proteger. Ele queria… ― ela parou, porque o pensamento de seu pai era simplesmente doloroso demais. Ele morrera há apenas seis meses, deixando-a desolada e completamente sozinha, além de Mary. Ela se perguntava se havia outra alma na Inglaterra que estava tão sozinha quanto a dela. Ela não tinha mãe, nem pai, nem irmãos, e agora, nem casa. Ela engoliu o nó que instantaneamente se formou em sua garganta.
― Seu pai queria que você fosse uma jovem lady normal. Ele apenas não teve a coragem de deixá-la ser, ― Mary disse, seu tom carregando o menor indício de desaprovação. Se era desaprovação por seu pai ou por seu comportamento infantil, Melissa não sabia.
― Ele estava me protegendo, ― ela disse pela centésima vez. Dissera essas mesmas palavras tantas vezes desde a morte de seu pai que elas perderam seu significado e até mesmo começou a duvidar delas.
Em todo o tempo em que foi mantida segura, nunca pensou em si mesma como uma prisioneira. Estivara completamente contente em viver sua vida, sabendo que era protegida e amada, e sabendo que sua segurança fazia seu pai feliz. Não, as dúvidas sobre sua vida tinham começado depois da morte de seu pai, quando ouviu por acaso alguns criados bem-amados caracterizá-la como “a pobre mocinha, mantida prisioneira por todos esses anos”. E então, outra criada misteriosamente acrescentara, “São aqueles olhos”. Na verdade, o comentário tinha sido sussurrado, como se a criada tivesse medo de que ela pudesse escutar.
A primeira reação de Melissa a aquelas palavras ouvidas fora raiva. Como ousavam criticar seu pai por mantê-la segura, por permiti-la viver sem ameaça de morte ou perigo?
Mas as palavras que escutara não a deixariam. Será que os criados realmente tinham pena dela? Será que eles achavam que sua existência segura era mais uma sentença? Será que seu pai tinha lhe roubado, roubado sua infância, sua liberdade, sua própria vida? Ela perguntara a Mary e a mulher mais velha balançou a cabeça em desgosto.
― Apenas palavras tolas em que não deveria prestar atenção, senhorita, ― ela dissera.
Mas enquanto as semanas passavam e Melissa começava a aprender exatamente quão desesperadora era sua situação, ela não pôde evitar e se perguntar se seu pai não fizera tudo o que podia para protegê-la. Ela não gostava da ideia de que seu pai temera por ela, ou tivera medo de algo por conta própria. Assim que esses pensamentos entravam em sua mente, ela os afastava. Seu pai a amara, quisera apenas o melhor para ela. Certamente ele sabia mais do que os criados que trabalhavam para ele.
Melissa caminhou em frente à janela, parando de vez em quando para verificar se alguém estava saindo da carruagem. Ah, lá estava ele, empurrando seu chapéu feio sobre sua cabeça. O próprio diabo que achava que podia arrancá-la de sua casa, levá-la a Deus sabe onde, fazê-la entrar na sociedade com todos os seus perigos. Casá-la.  Oh, Deus.
Ela ainda tinha a carta do demônio, suas palavras perversas encobertas com aparente preocupação. Bah!









Série Lordes e Ladys
1- Quando um Duque diz Sim
2- A Fiha do Lord Louco
Veja vídeo de lançamento


5 de junho de 2017

Quando um Duque diz Sim

Série Lordes e Ladys
A senhorita Elsie Stanhope residia em Nottinghamshire numa área tão rica em cavalheiros titulados, tão prazerosa para as mães com ideias matrimoniais, era chamada de “Ducados”.

De fato, Elsie havia sido prometida desde a infância ao herdeiro de um ducado.
Ela não tinha nenhuma expectativa de que se casaria por amor. 
Ainda menos, que ela entraria em um caso escandaloso com um tipo totalmente diferente de amante. 
E a última coisa que imaginava era que os mistérios do nascimento dele seriam desvendados com tantas voltas e reviravoltas imprevistas, como os segredos mais profundos de seu coração.

Capítulo Um

Nottinghamshire, England, 1862
Uma das tarefas mais angustiantes dos criados de Mansfield Hall era procurar Miss Elsie, que tinha uma tendência a adormecer nos lugares mais estranhos. Uma vez a encontraram equilibrada precariamente na beirada de uma fonte, com uma mão pendurada na água enquanto uma carpa mordiscava curiosamente e sem dor, seus dedos. Embora os criados começassem sempre a busca em seus aposentos, era quase inevitável que a encontrassem onde não deveria estar, e, nunca, em sua cama.
― Porém, não parece um anjo. ― Disse Missy Slater, empregada doméstica de Elsie, olhando para a patroa enquanto dormia como uma criança encolhida, em uma enorme poltrona de couro, na biblioteca de seu pai.
A Sra. Whitehouse, a governanta, era muito menos caridosa e olhou para a garota adormecida. ― Como se eu tivesse tempo para isso ― Ela resmungou, então limpando sua garganta, alto, em uma tentativa de despertá-la.
― Você tem que dar uma boa sacudida. ― Missy disse, fazendo exatamente isso. Ela foi recompensada quando os olhos verde musgo de Elsie se abriram sonolentos, e ela sorriu. Ela, quase, sempre acordava sorrindo.
― O que eu estou perdendo? ― Ela perguntou, como sempre fazia. Estava se sentindo um pouco grogue, porque deveria ter dormido durante, pelo menos, uma hora. Os criados foram instruídos a nunca despertar Elsie a menos que algo de importante estivesse acontecendo.
― Aquele pintor francês está aqui ― disse Missy. ― Eu sei que você queria estar no salão de baile quando seu pai se encontrasse com ele.
― Monsieur Laurent Desmarais, senhorita Elizabeth. Ele chegou há dez minutos, ― disse a Sra. Whitehouse, olhando para Missy por sua familiaridade. Missy fez uma careta atrás das costas da empregada e Elsie se encontrou tentando não sorrir para sua criada. Só porque sabia que deveria, deu a Missy um olhar severo, o que só fez a pequena criada encolher de ombros, inocentemente.
― Obrigada, senhoras ― disse ela, saltando, como se não tivesse dormido. Ela deu uma ajeitada em seus cabelos castanho dourados, que não ficaram piores por ter dormido, e foi para o salão de baile. Ter o grande Laurent Desmarais pintando um mural no seu salão de baile, fora uma grande jogada para a família Stanhope. Normalmente, o famoso muralista não pintava para ninguém abaixo do nível de um visconde, mas seu pai, o barão Huntington, possuia mais libras do que um barão típico, e aparentemente, essa renda era mais do que monsieur Desmarais pudera resistir.
A propriedade de Stanhope estava nas proximidades de Dukeries, uma área de Nottinghamshire que teve um número excessivo de duques, fazendo, da área, um lugar uma vez afortunado para toda a família com meninas em idade casadoura. Elsie teve a sorte de ter sido comprometida com um futuro duque desde a infância. Pelo menos, seu pai insistia, que era, uma boa sorte. 









Série Lordes e Ladys
1- Quando um Duque diz Sim
2- A Fiha do Lord Louco
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