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20 de novembro de 2011

Delito E Desonra



Quando era pouco mais que uma menina.

Bethany Munro se apaixonou perdida mente pelo atraente Ian Rockwell.

Mas Ian teve de partir numa missão para a Coroa, e ela foi forçada a enterrar aquele sentimento bem fundo dentro de seu coração...
Até uma noite enluarada, anos depois, quando ela o avista num salão de baile, e toda a paixão que um dia sentiu vem à tona.

Agora, no entanto, Bethany tem seus segredos... ...Tanto quanto Ian.
Ele leva uma vida perigosa e é suspeito de um crime que não cometeu.
Ele não podia imaginar que a mocinha ingênua que conheceu anos atrás; fosse aquela beldade que tinha agora diante dos olhos, muito menos que seria ela quem o ajudaria a provar sua inocência.
Entretanto, num mundo de fascínio e intrigas, no qual nada é o que parece, um perigoso jogo de sedução logo se transforma numa noite de pecado, e Ian e Bethany descobrem que, ainda mais perigosos do que a atração e o desejo, são o amor e a paixão...

Capítulo Um

Inglaterra, 1876
A alegria e o entusiasmo de Bethany Munro terminaram no momento em que Ian Rockwell passou sob o arco da porta.
Como se a nevasca lá fora invadisse o salão de baile, murmúrios elevaram-se das pessoas que rodeavam a mesa do requintado banquete junto à parede dos fundos.
Numa visão espetacular, todo vestido de preto, os ombros largos emoldurados pela elegante casaca, ele entrou no recinto com uma graciosidade máscula, um sorriso rápido exibindo as covinhas, o olhar reservado apenas à mulher apoiada em seu braço.
Bethany sentiu a respiração presa sob o espartilho.
Desde que se aventurara para longe da vida campestre, dois anos atrás, ela havia aprendido depressa que o mundo estava crivado de tentações.
Porém, nunca cedera a nenhuma delas, pois a fantasia amorosa com um único homem a perseguia e parecia marcar-lhe o futuro.
E, agora, ali estava ele com a linda condessa Dermott á seu lado.
Atencioso, ele saudava o anfitrião e, sem saber ainda, reentrava em sua vida.
Observou-o mover-se, um homem à vontade no ambiente refinado da aristocracia.
Fazia três anos que Bethany não via Ian, e não esperava revelo.
Seus cabelos castanhos exibiam um penteado perfeito no alto da cabeça, o vestido de seda e tule azul-celeste era mais uma joia em seu figurino elaborado.
Imaginou se Ian a reconheceria ali, entre tantas pessoas.
Então, a apreensão crescente dominou a excitação inicial, pois ele estava em Whitley Court, um lugar muito perigoso para ambos, e o último onde gostaria de encontrá-lo.
De repente, Bethany desejou desaparecer dali.
Enquanto refletia se teria coragem de ir embora, o olhar de Ian a encontrou e fitou-a.
Bethany ficou imóvel e rígida feita uma estátua de gelo.
Com uma leve hesitação, o olhar de Ian prendeu o seu, a expressão sombria e determinada.
Então, a mulher apoiada no braço dele disse algo e o breve contato visual se desfez.
Com um sorriso no rosto atraente, Ian curvou a cabeça para ouvir sua acompanhante. Tudo havia ocorrido nos últimos dez segundos como se Bethany houvesse apenas imaginado o lampejo nos olhos verdes dele ao vê-la.
Mas Ian mal tinha notado sua presença.
Como se nunca tivesse depositado o coração aos pés daquele homem, Bethany manteve a postura ereta e a expressão fria ao vê-lo afastar-se.
Charlene riu a seu lado.
— Não se dê o luxo de cobiçá-lo, amiga.

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