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28 de abril de 2016

Casamento Alquímico

Série Guardiões

Sir Adam Macrae passou um ano na Torre, acorrentado em ferro e condenado pelo seu apoio a Maria, Rainha dos Escoceses. 

Adam é um poderoso mago que pode controlar o tempo, e o ferro o priva de seu poder.
Para sua surpresa, um dia Mestre John Dee, o mago da corte de Elizabeth, lhe pede que conjure uma poderosa tormenta para afundar a frota espanhola. 
Adam odeia os espanhóis, mas odeia ainda mais os ingleses, e se nega. 
Dee o apresenta a Isabel de Cortes, uma maga de ascendência espanhola, que tem motivos para odiar seu país ancestral.
Quando Adam usa o cristal de vidência de Isabel e vê o que pode acontecer com sua amada Escócia, se compromete a provocar a tormenta, mas um ano acorrentado drenou seu poder. 
No entanto, Isabel é uma mulher forte que junto com Adam pode ser capaz de reunir a energia necessária para pôr fim a Armada, se é que podem desenvolver a confiança exigida para cooperar entre si.

Capítulo Um

Torre de Londres, julho de 1588
Mesmo que as celas fossem espaçosas e estivessem mobiliadas como correspondia a um prisioneiro de nível, as frias paredes de pedra estavam saturadas com a dor e a morte. Sir Adam Macrae caminhou por sua prisão, sacudindo os grilhões e se perguntando se seria concedido a ele a formalidade de um julgamento antes de ser executado. Ou seria mantido para sempre ali, apodrecendo no silêncio enquanto seu espírito e seu corpo definhavam?
A grossa porta rangeu ao ser aberta. Se virou com cautela, sabendo que não era a hora da entrega dos alimentos. Sua expressão se endureceu a entrada de dois homens com capas escuras e capuz. Assim que a Rainha Virgem e seus conselheiros tinham escolhido silenciá-lo, assassinando-o ao invés de se arriscar a decapitar um escocês proeminente.
Bem, por Deus, não seria derrubado sem uma luta. Se apoderou do pedaço da corrente que conectava suas algemas. Ainda que o detestável ferro reduzisse seu poder, os pesados elos seriam uma arma aceitável.
O mais alto dos homens tirou o capuz, revelando uma longa barba branca e um olhar penetrante. Era John Dee, o bruxo da rainha.
Macrae recobrou o fôlego. Dee tinha verdadeiro poder, assim como influência com a Rainha, mas não seria enviado ali para realizar um simples assassinato.
— Achei que vivia no continente, Mestre Dee. Me disseram que talvez terminasse seus dias na Boêmia, onde seu trabalho é muito valorizado.
Dee lhe deu um pequeno sorriso seco.
— Oficialmente, ainda estou na Boêmia, mas minha rainha me necessitava para uma grande crise que se aproxima.
— Inglaterra está em perigo? Esplêndido. — Macrae aplaudiu, as argolas tilintaram — Rogo por força a seus inimigos.
— Não seja tão rápido para invocar a destruição. Existem destinos piores que Elizabeth, não importa o pouco que você goste dela.
— Ela assassinou a rainha dos escoceses, — disse terminantemente Macrae — merece tudo o que disse e mais.
— Ninguém lamentou a morte de Maria Stuart mais do que Elizabeth. Ela permaneceu a seu lado por anos — décadas — apesar de todas as evidências de que sua rainha estava envolvida em complôs traidores. A necessidade de executar sua própria prima e companheira soberana, provocou em Elizabeth uma dor que quase a deixou louca.
— No entanto, assassinar sua prima, foi o que fez.


Série Guardiões
0.5 - Casamento Alquímico
1 - O Beijo do Destino
2 - Magia Roubada
3 - A Distant Magic

26 de abril de 2016

Magia Roubada

Série Guardiões
Nos escuros bosques da Inglaterra do século XVIII se trava um combate encoberto dos olhos dos homens. 

Simon, membro da estirpe de magos conhecida como os Guardiões, enfrenta o renegado Drayton. 
Mas o poder deste último é muito grande e só a intervenção de uma estranha jovem, Meg, salva Simon de uma morte certa. 
Meg não tem consciência de seu passado nem de sua verdadeira natureza, já que seus poderes, sua personalidade e até mesmo sua beleza, foram reprimidos durante anos através de um feitiço para servir os escuros interesses de Drayton. 
Quando está perto dela, Simon descobre pela primeira vez a magia mais antiga e poderosa que existe: a paixão. Mas para poder desfrutar de seu inesperado amor, antes terão que deter as maquinações do mago escuro, em uma apaixonante aventura onde se conjugam o mistério, a magia e o romance. 
Meg não lembra de nada da sua vida antes que Lorde Drayton a encontrasse no bosque. Sua inteligência, sua forte personalidade e sua vontade própria estão submetidas desde então pelo poder do feiticeiro. 
Um poder capaz de ocultar sua autêntica beleza e fazer que os demais a vejam como uma jovem feia e comum. 
Ela nem mesmo suspeita que possui um enorme dom mágico, um poder que Drayton aprendeu a utilizar e a única razão porque a mantém viva. Até que o encontro com outro mago, Simon, consegue que o malefício se quebre. 
Duas emoções vêm então inquietar a alma da jovem: o desejo de vingança contra o homem que a atormentou durante anos e o poderoso impulso do amor, junto daquele que lhe devolveu sua verdadeira natureza. 

Capítulo Um

Monmuthshire, 1748 
Como Conde Falconer, Simon Malmain viajava escoltado por carruagens, cocheiros e, sobretudo, seu valete. Como o encarregado de fazer cumprir a lei do Conselho dos Guardiões, viajava sozinho, como uma escura sombra na noite.
O céu estava coberto de nuvens, perfeito para as manobras secretas. Ia vestido de negro e levava o cabelo loiro escondido debaixo do tricórnio. E não porque temesse Lorde Drayton, cujos poderes eram menos impressionantes que suas ambições, mas porque um caçador astuto não deixava nada ao azar.
Tinha deixado o cavalo em um prado para poder se aproximar do castelo de Drayton com a maior discrição possível. Havia estado vigiando o castelo à distância e conversado com um antigo criado que partiu porque temia por sua alma. 
O senhor estava em casa, fazia pouco que tinha retornado de uma viagem a Londres, onde ocupava um cargo no governo. Simon tinha cogitado a possibilidade de se enfrentar com ele na cidade, mas logo acabou decidindo por este lugar mais remoto. Se ocorresse uma batalha mágica, quanto menos gente fosse afetada, melhor.
O castelo se levantava acima de uma colina rochosa circundada pela curva de um rio que levava até Severn. A construção original tinha sofrido reformas e ampliações ao longo dos séculos, mas seguia assentada na imponente colina que repelia ataques. Teria custado muito aos soldados penetrar no castelo. À Simon, não.
Encontrou-se com o primeiro obstáculo no alto da colina. Era um escudo de proteção surpreendentemente eficaz. Drayton deve ter praticado bastante. Simon começou a desenhar uma série de símbolos com uma mão. No campo energético, se abriu um buraco com forma humana. Simon o cruzou e o fechou, deixando-o intacto. Ainda que pudesse ter se livrado dos vigias no mesmo instante, não queria colocar Drayton de sobreaviso.
O obstáculo seguinte foram as portas fechadas. Por sorte, tinha uma porta lateral que dava acesso ao castelo e que ficava bem escondida pela abundante vegetação. O feitiço que protegia a fechadura não resultou em nenhuma complicação para Simon. Silenciou o ranger da porta e a fechou atrás de si sem fazer ruído. Seria melhor deixá-la sem passar o trinco. Supôs que não teria que sair correndo, ainda que nunca considerasse nada como certo. Os Guardiões encarregados de fazer cumprir a lei que faziam suposições, tinham muitas poucas possibilidades de morrer na cama.
Oculto detrás da sombra da parede, usou seus sentidos mágicos para estudar o pátio. Tinha um par de guardas entediados vigiando a partir da torrezinha que havia em cima das portas de acesso ao castelo. Em uma Inglaterra em período de paz, aquilo demonstrava que Drayton era um homem desconfiado. Sem dúvida, o produto de uma consciência culpada.
Antes de entrar, observou a torre do tributo. A essa hora, a maioria dos criados estavam dormindo nos desvãos ou nos estábulos, um edifício separado atrás do castelo. 
Enrugou o nariz com desagrado quando percebeu a energia daquela propriedade. Era intensa, corrupta, com a maioria dos seus habitantes prisioneiros do medo e da brutalidade. 
Sentiu a inquieta e mais limpa energia de uma jovem, talvez uma donzela muito jovem. Simon supôs que a pobre logo teria motivos de sobra para amaldiçoar seus pais por tê-la posto para trabalhar sob o mando de Drayton. Pode ser que até mesmo estivesse literalmente submetida a ele. Outra razão a mais para enfrentá-lo antes de que pudesse fazer mais danos.
Em um canto do segundo andar, havia uma sala iluminada e Simon percebeu que Drayton estava ali trabalhando. Sua energia estava tranquila, não tinha se dado conta que alguém havia entrado no seu castelo.
Protegendo-se com um feitiço de invisibilidade, cruzou o pátio e subiu pelas escadas da torre de tributo. 
Os guardas da torre não reagiram, se o viram, foi só como uma sombra.

Série Guardiões
0.5 - Casamento Alquímico
1 - O Beijo do Destino
2 - Magia Roubada
3 - A Distant Magic


18 de março de 2012

O Beijo do Destino

Série Guardiões



Gwynne pertence à linhagem dos Guardiões, famílias possuidoras de poderes mágicos que velam há séculos pela paz na Grã-Bretanha.

Apesar disso ainda não desenvolveu nenhum poder próprio, e se contenta com sua tranquila e apartada vida de bibliotecária. 
Quando entra em sua vida Duncan Macrae, poderoso Guardião escocês se sente envolvida por sua tremenda paixão e grande força. 
Não é preciso nenhuma magia para que ambos os jovens se sintam irremediavelmente atraídos um pelo outro, mas não deseja atar-se a alguém tão poderoso. Entretanto, o Conselho dos Guardiões decide por ela: tem que aceitar a ser a esposa do Duncan, porque as visões anunciam que só ela poderá evitar que o escocês leve a todo o país a uma guerra catastrófica. 
A jovem se vê obrigada a aceitar um plano que a levará a trair seu amor. Apanhada entre o dever e o coração… será capaz?


Capítulo Um

Richmond, Inglaterra Verão de 1745
Duncan Macrae fez uma funda inspiração, aspirando encantado os embriagadores aromas do verão. Chegado a Londres só a noite anterior de um larguísimo e laboriosa viagem pelo Continente, teria preferido acontecer todo o dia dormindo, mas seu amigo lorde Falconer não tinha parado de insistir em levá-lo ao Richmond. Já ali, estava contente de ter ido.
Enquanto davam a volta à esquina da mansão da anfitriã, passeou o olhar pelas mulheres embelezadas com magníficos vestidos que passeavam pela erva verde esmeralda paquerando desenfadadamente com cavalheiros de trajes mais magníficos ainda.
—As damas de Londres são como um buquê de flores exóticas —comentou.
Simon Malmain sorriu perezosamente.
—Não encontrará mulheres tão deliciosas nessas selvagens montanhas escocesas tuas.
—As moças escocesas são igualmente formosas e com muito menos artifício. —Duncan olhou o céu. — Lady Bethany escolheu bem seu dia. Inglaterra em seu melhor aspecto.
—Como sabe, tem algo de sangre Macrae. A suficiente para escolher sempre um formoso dia para suas festas apesar de nosso variável tempo inglês. —Alisou amorosamente uma arruguita da manga de sua jaqueta de brocado azul. — Se tivesse ameaçado chuva não me teria posto esta jaqueta nova. Custou-me condenadamente cara.
Duncan sorriu. Seu amigo imitava tão bem os maneiras de um petimetre que inclusive ele, que o conhecia da sala de estudos dos meninos, às vezes tinha dificuldade para recordar que era o mago mais perigoso da Grã-Bretanha, com a exceção talvez dele mesmo.
—Onde está lady Bethany? Devo ir apresentar lhe meus respeitos a nossa anfitriã. Faz anos que não a vejo.
Simon se fez viseira com a mão para procurá-la entre os grupos.
—Aí, nesse mirante.
Os dois puseram-se a andar para a anfitriã. Duncan olhou com interesse as mesas cheias de refrigérios, mas comer devia esperar; primeiro os bons maneiras. Enquanto se aproximavam do mirante ouviu a música que estava tocando um quarteto de corda dentro do mirante, uma música tão alegre como o dia.
—Costa acreditar que sobre Grã-Bretanha se abate a sombra de uma guerra —comentou em voz baixa.
—Por isso está você aqui —repôs Simon, também em voz baixa. — E esse é o motivo que eu e outros tenhamos passado tanto tempo na Escócia. O futuro não está fixado. Se os Guardiões construir muitas pontes entre nossas nações, talvez se possa evitar a guerra.
—Talvez —disse Duncan, — mas os escoceses e os ingleses levam séculos lutando, e esses malditos hábitos não se abandonam facilmente. —Olhou de soslaio a seu amigo. — A primeira vez que nos vimos, os dois fizemos todo o possível para deixar ao outro inconsciente.
—Sim, mas isso não se deveu a que você fosse um bárbaro escocês —replicou Simon sem perder um segundo. — Eu te odiei porque lhe trouxeram para a sala de estudo durante minhas classes e imediatamente demonstrou que sua grego era melhor que o meu.
Duncan sorriu irônico recordando esse primeiro encontro.
—Suponho que isso é melhor que nos odiar por nossas nacionalidades.

Série Guardiões
0.5 - Casamento Alquímico
1 - O Beijo do Destino
2 - Magia Roubada
3 - A Distante Magic
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