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28 de julho de 2026

Cameron

Série Senhoritas Americanas

 

Um assassinato, um segredo, um perigo... Cameron Madison cresceu protegida, isolada de todos, até que Sean Walsh entrou em sua vida e roubou seu coração.
O empresário de Chicago enxerga além da aparência dela, vê seu espírito indomável, sua sede de vida e experiências. Eles se amam, fazem planos juntos, até que o assassinato de uma escrava o aponta como o único culpado e ela como a única testemunha.
Um oceano de distância não será suficiente para silenciar a verdade, para destruir o amor deles... para acabar com o perigo que persegue Cameron. Ela levou mais do que seu coração, levou a prova de sua inocência. Ele precisa recuperá-la antes que seja tarde demais.

Capítulo Um

Virgínia, Estados Unidos, 1854.
A ansiedade de Cameron Madison se perdia em meio à agitação dos escravos que faziam os preparativos finais para a noite. Como atual senhora da casa, ela seria a anfitriã. Não era algo que a incomodasse, ela vinha desempenhando esse papel há um ano, desde que o período de luto por sua mãe terminara. Ela fora criada para isso, e era algo natural para ela. Mesmo assim, estava grata por ter uma desculpa para fingir inquietação, pois o motivo de seu coração acelerado teria que permanecer oculto por mais um tempo.
—Senhorita Cameron, os quartos…
Cameron parou ao lado de Gasira para revisar a distribuição dos quartos. A mulher de pele negra e corpo voluptuoso era a figura materna mais próxima que a senhorita Madison tinha naquele momento. Seu nome inglês era Victoria, pois ela havia nascido no mesmo dia que a rainha atual, mas Cameron já se acostumara a chamá-las por seus nomes verdadeiros.
—Homens solteiros na ala oeste, famílias na ala leste—, sua voz tremeu no final, —e coloquem o Sr. Walsh no último quarto do lado oeste.
—Sim, senhorita.
Um rubor espalhou-se por suas bochechas após o último pedido, e permaneceu ali durante as horas de preparação. O pedido não tinha nada a ver com o conforto de Walsh, mas sim com a facilidade de acesso ao seu quarto e com a facilidade de se perder dali para o bosque.
O relacionamento dela com Sean Walsh havia começado no verão anterior, quando o empresário ferroviário de Chicago iniciou negociações para transportar algodão por terra para o norte. Sean a cativou imediatamente, e o sentimento era recíproco. Eles mal conseguiam desviar o olhar em jantares, bailes ou passeios. A busca por privacidade para conversas íntimas era inevitável, assim como as consequências de estarem sozinhos.
A celebração do quinquagésimo aniversário de seu pai se apresentava como a ocasião ideal para Sean Walsh conversar com Arnold Madison e pedir a mão de sua única filha em casamento. De qualquer forma, a promessa do homem ia além da aprovação do proprietário de terras, como Cameron bem sabia, pois quando o empresário decidia algo, ele conseguia. E ele havia lhe assegurado que nada nem ninguém poderia separá-los. Ela se sentia confiante no passo que estava prestes a dar e no homem que havia escolhido, embora isso não impedisse que o medo da reação de seu pai a dominasse. Ela sabia que Arnold tinha outras aspirações para ela. Ele não tinha intenção de engordar sua conta bancária ou expandir as plantações de algodão dos Madisons — para quê, se já eram as maiores da Virgínia? A nova ambição do pai de Cameron era Washington: impor ideologias sulistas a um país que começava a ser governado por ideologias nortistas.
E esse era o maior obstáculo a superar. Sean Walsh era um defensor da industrialização americana e da abolição da escravatura. Duas causas com as quais Cameron concordava secretamente. Claro que, como qualquer boa dama sulista, ela aprendera a ficar calada. No entanto, quando compartilhou aquelas primeiras noites de verão com Sean, e suas roupas foram jogadas de lado em meio aos seus corpos nus e satisfeitos, Cameron se sentiu livre para falar, pensar e sentir.
Walsh enxergou além de sua estatura delicada, seus cabelos castanho-claros e seus intensos olhos azuis. Sean se rendeu ao charme genuíno de Cameron, aquele tipo de charme que permanecia aprisionado pelas normas sociais da Virgínia. Ele saboreou aquele fogo, uma paixão que a consumia quando faziam amor, e também quando ela falava de injustiças. Ele a observava em silêncio, cada movimento, cada sorriso e gesto. Ele a estudava como um mapa, a lia como um livro, e quando finalmente ousou falar com ela, já a conhecia, já ansiava por tê-la como esposa.
Não o surpreendeu quando Cameron confessou discordar da escravidão, embora a censura de livros e publicações a impedisse de conhecer as correntes de pensamento que justificavam seus pontos de vista. Para a Srta. Madison, era simples, direto e claro: eles eram seres humanos e a liberdade era inegociável. Tampouco se horrorizou quando ele confessou conhecer a industrialização da agricultura e que, dessa forma, menos mão de obra seria necessária.
Na correspondência que trocaram após a separação, discutiram esses e muitos outros assuntos. Walsh costumava trocar as capas dos livros e, em vez de lhe enviar sonetos de Shakespeare, escondia publicações do The Libertator ou de pensadores europeus atrás delas. E Cameron se sentia especial como nunca antes.
Desde os dezesseis anos, quando foi apresentada à sociedade da Virgínia, a Srta. Madison não teve falta de pretendentes. Poemas, buquês de flores e bajulação superficial já a haviam cansado. Sean era o único que ousava admirar sua inteligência, valorizá-la como algo mais do que um mero objeto. Cameron aprendeu que homens tolos temiam mulheres inteligentes, e isso diferenciava o Sr. Walsh de todos os outros que ela conhecia.
Além disso, ela não era ingênua, não se enganaria dizendo que sua atração por Sean era meramente intelectual. Seu desejo de vê-lo, de ficar a sós com ele, não tinha nada a ver com as conversas que tinham. Ela sabia que ambos eram prisioneiros de um desejo instintivo e irracional.
O sol começava a se pôr quando Cameron terminou seu trabalho, tudo o que restava era esperar a chegada dos convidados. 

 

Série Senhoritas Americanas
2- Cameron



23 de junho de 2026

Miranda

Série Senhoritas Americanas

Para a sociedade inglesa, Miranda Clark é sinônimo de escândalo.

Tudo nela é repudiável: seus figurinos americanos, sua falta de decoro e seu passado desonroso. Infelizmente para eles, Elliot Spencer, ou futuro Duque de Weymouth, especialista em escândalos locais, pensa o contrário. Certifique-se de que sua esposa se torne uma necessidade. Não se apaixone, esse é o plano de Elliot. Não havia vermelho para seus encantos, esse era o plano de Miranda. As apostas estão abertas... quem vai ganhar?

Capítulo Um

—Senhorita—reclamou a mulher que ajudava-lhe a arrumar o cabelo. —, a senhorita não pode sair assim.
Miranda Clark a ignorou e se levantou. Os cachos negros de seu cabelo caíam livremente sobre os ombros, exceto três, que estavam presos por delicados grampos decorados com pérolas.
—O que não podemosp fazer, Elisa, é deixar meu pai esperando, você o conhece. — O aviso de Miranda veio tarde demais, a voz estrondosa de Edward Clark ecoou pela mansão da família em Nova York.
—Miranda!
Elisa estremeceu. Queria protestar contra a partida apressada da jovem, mas manteve os lábios cerrados. Miranda lançou-lhe um olhar divertido, tingido de resignação, antes de desaparecer pelo corredor como um turbilhão de seda lilás e cachos negros.
A Sra. Elisa havia trabalhado para as famílias mais importantes de Nova York, aquelas com um toque de nobreza nas veias ou que gozavam do favor da rainha antes da independência americana. Elas ainda ditavam as regras da sociedade nova-iorquina, mesmo naquela época em que suas contas bancárias estavam apertadas e os novos ricos subiam na vida a passos largos. E os Clarks gostavam de dar grandes passos.
A pobre criada tinha mais conhecimento de protocolo e boas maneiras do que os membros da família, e tentava incutir esses costumes em Miranda, sem muito sucesso até então.
A jovem Clark era tão espirituosa quanto o pai e a mãe, um casal rude, mas bondoso, que ainda ostentava os calos nas mãos com os quais fundaram o império da construção que possuíam hoje. Os gritos de Edward podiam ser ouvidos de todos os cantos da mansão, fazendo com que os criados reprimissem suas expressões. Eles o amavam e o respeitavam, sobretudo porque, até pouco tempo atrás, aquele cavalheiro de terno e bengala com cabo de prata havia sido um deles. Um pedreiro.
Contudo, a falta de esforço do homem em aprender a etiqueta e as boas maneiras deixava os criados, acostumados a um tipo diferente de trabalho, nervosos. Era inútil lembrá-lo das campainhas localizadas em cada quarto e conectadas a uma central por fios, para que ele pudesse chamá-las sem ter que gritar como um estivador.
—Miranda!
—Já vou, pai! — Foi o grito em resposta, que fez Elisa revirar os olhos.
A moça praticamente entrou correndo no escritório do pai, esbarrando de frente em seu peito largo. A tentativa dele de ampará-la terminou em um abraço caloroso antes que ele se afastasse para deixá-la passar. Lá dentro, Eva Clark, sua mãe, estava sentada em um sofá, revisando os livros contábeis.
Eva havia trabalhado como assistente em uma chapelaria antes de se casar e abrir o negócio com o marido, que, até recentemente, era analfabeto. Por esse motivo, era Eva quem revisava as contas, assim como fazia para seu antigo patrão, só que agora as contas continham vários — talvez até demais — zeros a mais.
—O que é tão urgente? — perguntou Miranda num tom que, em outra família, teria sido considerado insolente. —Elisa vai morrer de tristeza, literalmente, vamos matá-la de tristeza.
—Sua mãe e eu queremos conversar sobre Dylan Paterson. Venha, sente-se.
Miranda ficou tensa com a ordem.
Duas coisas que seus pais fizeram indicavam que a situação era séria. Primeiro, Edward nunca pedia que se sentassem, ele acreditava que manter as reuniões em pé ajudava a evitar que as pessoas se distraíssem e as mantinha focadas nos assuntos importantes. Segundo, Eva colocou o livro-razão de lado e, além disso, o fechou. A jovem Clark começou a se preocupar.
—Há algum problema com o Sr. Paterson? — perguntou ela.
Edward insistiu para que ela se sentasse, e Miranda o fez, afundando-se na poltrona em frente à escrivaninha. Sua mãe aproximou-se e, afetuosamente, colocou as mechas soltas de seu cabelo atrás das orelhas. Foi mais um gesto do que uma tentativa de pentear seus cabelos.
—Qual a sua opinião sobre ele? — perguntou Eva com um toque de cautela. Miranda fixou o olhar no pai e percebeu seu desconforto.
—Ele parece ser um bom homem— arriscou ela. —, ele é gentil, me trata muito bem...— Hesitou um pouco antes de acrescentar: —Você sabe como são os outros, ele não se importa que eu quebre as normas sociais.
—Gosta dele? — perguntou sua mãe, um pouco mais adiante. Miranda corou levemente. Suas bochechas voltaram rapidamente à cor original depois de um suspiro de alívio. —Seu pai, Edward, querida, já conversamos sobre isso...

 

Série Senhoritas Americanas
1- Miranda

23 de março de 2026

A Dama Perfeita

Série Família Evans

Fugir de um casamento indesejado exige certa habilidade, mais do que isso, exige arte. 

Lady Madelaine Worringen se considerava dona de ambas as coisas. Tornar-se uma mulher sem graça e arruinar sua reputação parecia uma tarefa muito simples. Ninguém em sã consciência se casaria com ela.
Ela estava errada, Lorde Wilbur Spencer, o velho Duque de Weymouth, estava determinado a fazê-la sua. E Maddie, antes de se casar com aquele homem detestável, mais velho até que seu pai estava disposta a tudo...
Menos recorrer ao filho bastardo do duque. Oh não! Arruinar sua reputação sob a proteção daquele homem parecia ser seu último recurso. Talvez, seu único recurso.
Oliver Evans ofereceu-lhe ajuda. Era uma questão de misericórdia, nada mais.
Ela era uma dama...
Ele, o rei do submundo...
Mergulhar em desejos impossíveis não estava em seus planos. Oliver não era um mártir, de forma alguma. A última coisa que ele queria era sofrer por uma mulher, pela mulher com quem seu pai se casaria.

Capítulo Um

Inglaterra, 1878.
O fim do verão parecia o melhor. Os convidados de Sir Liam Mackenzie passeavam pelos jardins e admiravam as esculturas que os decoravam. O calor não era tão cruel no norte da Inglaterra e, cada vez mais, lordes e senhores abastados fugiam da Londres industrial no verão. Lady Madelaine Worringen não era uma delas, pelo contrário, ela não conhecia outra área além da duvidosa e mutável fronteira com a Escócia. Ela nasceu lá, cresceu lá e, se nada mudasse, ela morreria lá. Não lhe parecia uma má ideia. A vida no campo era pacífica, e ela não tinha nada com que compará-la, tudo o que ela sabia sobre Londres era: é muito cara para o nosso orçamento. E isso foi o suficiente para bani-la de suas aspirações.
O que mais ela poderia desejar? Ela girou a sombrinha, que não tinha outra função além da decorativa. As nuvens cobriam o sol, e a brisa do Norte tornava a caminhada tolerável. A única razão pela qual ainda a carregava era que logo mudaria de função e se tornaria um guarda-chuva.
A caminhada foi interrompida pela chegada de uma carruagem com a insígnia do Visconde de Blois. Ela fechou a sombrinha imediatamente, com pouco decoro, ela acelerou o passo para um trote. Os olhares ao redor dela não eram de desaprovação. No campo, a sociedade era um pouco mais flexível, outro ponto a favor em comparação à capital.
—Tia Sônia! — Exclamou ela com alegria e parou perto da escada. Um lacaio ajudou a mulher a sair, ela não era idosa, mas gostava da atenção dada à sua idade e condição de viúva.
—Minha querida, que maneiras são essas? —É rude expressar felicidade? — Ela respondeu, com um sorriso se espalhando pelos lábios.
—Claro, minha senhora, você deve sempre parecer como se tivesse acabado de beber limonada azeda — A resposta de sua tia a fez rir, então ela compôs uma careta de desgosto. — Muito melhor.
—Lady Wilton… — Sir Liam e sua esposa se aproximaram para prestar suas homenagens. Embora fossem os anfitriões, quase todos os seus convidados estavam acima deles em status social. Os Mackenzie eram ricos como Creso, e esse dinheiro enchiam os cofres britânicos a ponto de a Rainha Vitória elevá-los ao posto de cavaleiro. Afinal, eles fizeram mais pela Inglaterra do que os lordes empobrecidos.
—Obrigado pelo convite, Sir Liam, Sra. Mackenzie. É sempre um prazer compartilhar os últimos dias de verão no norte.
—Estamos felizes em sermos nós a lhe dar essa oportunidade.
Maddie se aproximou da tia, pegou seu braço, abriu novamente a sombrinha e a abrigou sob sua sombra. Ela se inclinou em sua direção e sussurrou em seu ouvido:
—Se você odeia sair da costa no verão. — Ela recebeu um beliscão suave em resposta.
—Não estou aqui por mim, mas por você, minha querida. — ela disse no mesmo tom sussurrante.
—Por mim?
—Sir Liam, senhora. Se me permite a ousadia, ouvi dizer que seus jardins são esplêndidos e não vejo minha sobrinha há muitos meses. Sei que entenderão se eu decidir dar um passeio com lady Madelaine para esticar as pernas.
—Claro, milady. Nossa casa é sua casa…









Série Família Evans
1-A Falsa Preceptora
4- A Dama Perfeita
Série concluída

23 de dezembro de 2025

A fraqueza de Archie

Série Família Evans

O detetive da Scotland Yard, Archibald Lennox, descreveu-se como incompreendido.
 Para a sociedade vitoriana, com seus senhores e jogos de poder, a perspectiva era diferente: um homem muito orgulhoso, tenaz, um tanto arrogante e, acima de tudo, um grande incômodo para os nobres que estavam ansiosos para manter seus crimes e pecados escondidos sob os tapetes de suas mansões.
A verdade é que o detetive Lennox estava raramente errado em seus palpites, e aquele que pressionava seu peito e previa um resultado fatal não tinha nada a ver com questões profissionais. Ou não? Olivia Evans, esse era o nome dela, e embora fosse considerada a heroína do submundo, a justiceira dos humildes, para ele ela não passava de sua inimiga.
Suicídios que não são suicídios. Segredos que não devem ser revelados. Extorsão. E no meio de tudo isso, uma linda e inteligente investigadora particular, decidida a cruzar seu caminho só para colocar em xeque todos os preceitos estabelecidos… quem disse que não se pode misturar trabalho e prazer?

Capítulo Um

Inglaterra, 1876.
Ele gostava de casos encerrados. Quase podia aspirar o aroma de papéis, fios e tinta. Sentir o rangido da última gaveta do arquivo e o som da chave ao girar após abrigar uma nova pasta em seu interior. Caso Alisson Pete.
A fachada da casa da família Liebe era branca, com a porta vermelha e pequenos ramalhetes de flores nas janelas. Nada parecia indicar que seus habitantes estivessem envolvidos em um caso com a Scotland Yard, muito menos, em uma conspiração. Os culpados não tiveram sorte — se tivessem sido designados a Cam Busche ou a Sean McLie como detetives, teriam escapado. Mas o departamento decidiu que o suposto roubo de uma joia por parte da preceptora fosse parar nas mãos do cão farejador mais astuto das forças: Archibald Lennox.
O detetive Lennox soube de duas coisas no exato momento em que se envolveu. A preceptora não era culpada e... e aquele caso lhe traria mil dores de cabeça.
Bateram à porta, a governanta os fez entrar imediatamente. Já os conhecia de visitas anteriores; junto com Noah Goldin, parceiro de Lennox, haviam visitado a casa dos Liebe com frequência nos últimos dias.
— A senhora Liebe os espera — disse a mulher, enquanto lhes indicava o caminho até a sala, com a cortesia própria de sua função. Os Liebe não eram nobres, mas mantinham relações próximas com a nobreza, ninguém queria um escândalo, e seu chefe já havia deixado isso bem claro. Às vezes, para não dizer quase sempre, a verdade era escandalosa.
— Senhora Liebe — Archie tirou o chapéu e fez uma leve inclinação em sinal de saudação—, obrigado por nos receber. São apenas os últimos detalhes.
— Assim espero. — Os dentes da mulher rangeram. À governanta bastou um olhar para encher a xícara de sua senhora, e a dama, sem se preocupar com aparências, acrescentou algumas gotas de conhaque à infusão.
Os detetives não a julgaram, nem pelo álcool, nem pela ausência de convite para se juntarem a ela.
— Acho que não tenho mais o que dizer, tudo isso é extremamente humilhante e... — Afogou o resto das palavras na bebida.
— Eu entendo. — Archie deu um passo à frente, não lhe ofereceram assento.
Tirou seu caderninho—. Meu assistente e eu precisamos de seu depoimento para encerrar o caso. Sabemos que é repetitivo, mas é importante para que os culpados não fiquem impunes.
O riso amargo da mulher lhe causou pena. Noah, às suas costas, sentiu o mesmo.
— Sei que apenas um deles pagará, e não será o mais culpado. — Soltou o ar dos pulmões, e uma lágrima escapou do canto do olho direito. A senhora Liebe se apressou em secá-la, não queria parecer fraca ou abatida, nem que seu choro fosse considerado mais do que raiva e humilhação.
— Se tenho que repetir minhas palavras, preferiria… preferiria fazê-lo diante de sua assistente, se não se importar.
— Claro que não… — Archie entendia. Com sua altura superior a um metro e oitenta, cabelos escuros com apenas alguns fios grisalhos nas têmporas e um olhar penetrante de olhos negros que parecia analisar tudo, ele era bastante intimidador. Às vezes, essa era uma excelente qualidade — especialmente diante de culpados. Quando se tratava de vítimas indefesas, Noah despertava mais confiança.
— O inspetor Goldin…
— Oh, não… Refiro-me à sua assistente mulher, dado o caráter feminino da questão…



Série Família Evans
1-A Falsa Preceptora
2- Coração do Capitão
3- A fraqueza de Archie

4 de novembro de 2025

Coração do Capitão

Série Família Evans
Quem era Evangeline Evans? 
A resposta flutuou no ar de Londres como um boato que nunca sairia de moda: filha bastarda do Duque de Weymouth, segunda irmã do dono das lojas Evans e cunhada de Lady Daphne Webb. Como se isso não bastasse, ela também carregava a imagem social de solteirona.
Para o inferno com isso! Desde a véspera de Natal em que seus caminhos se cruzaram acidentalmente, o Capitão Charles Hobart, dono de uma renomada carreira militar, formou sua própria opinião sobre ela... Uma mulher cheia de sonhos, de aspirações tão simples, que se tornavam complexas, uma dama com maturidade suficiente para um homem como ele, que se esgotava facilmente com a tagarelice jovial das debutantes.
Mas quem era Evangeline Evans, realmente? Quando ele entendesse a realidade oculta por trás daquela garota de cabelos flamejantes, olhos cor de mar e espírito livre seria tarde demais para seu coração. Uma viagem para outro continente, um mal-entendido e um amor inesperado que emerge das profundezas de um mar turbulento e sábio...

Capítulo Um

Inglaterra, 1864.
Ela achava irônico amar tanto o Natal. Evangeline Evans culpava Charles Dickens de tamanha incoerência, ele e sua história de Natal que sempre a fizeram ansiar por um milagre nas pessoas.
De certa forma, ele conseguiu. Ela, pelo menos, sentia-se mais inclinada a perdoar, a rir, a aproveitar aqueles encontros. Devia isso ao tempo que passara em Nova York.
— Ah, vamos lá. — Lady Daphne, sua cunhada insistiu — vista o vermelho. — Ela estendeu um lindo vestido de cor granada na sua frente.
— De jeito nenhum, assim que eu puser os pés nas lojas, os funcionários vão jogar um balde de água gelada em mim achando que estou pegando fogo.
— Você é incorrigível.
Evangeline sorriu. Não adicionaria vermelho à sua roupa, não importa o quão natalina ela fosse. Seu cabelo ruivo era o suficiente para atrair atenção, uma solteirona de 29 anos vestindo granada? Ela olhou para o resto dos vestidos e escolheu o azul.
— Não, não. — Daphne interrompeu — você já usou azul no jantar na casa dos meus pais.
— Você não diz que uma solteirona deve recorrer ao escândalo se manter em evidência sobre as jovenzinhas?
Lady Daphne riu. A nobreza estava tão carente de escândalos, que repetir um mesmo traje significava uma condenação social perfeita para fofocas.
— Você conseguiria isso com o vermelho, mas se recusa. — Ela escolheu um verde e sorriu satisfeita.
— Nesse caso, vou competir com a grande árvore que o David colocou no meio da pista de patinação.
David Evans era seu irmão mais velho, dono das importantes e luxuosas lojas Evans. Era o primeiro Natal desde que abriram as portas em Londres, e o excêntrico proprietário, estava decidido a exibir o dinheiro que havia ganhado nos últimos meses. Seria um evento de alto nível, bem no estilo nova-iorquino, do qual Evangeline tanto sentia falta.
— E você vai ofuscá-la. — Decidiu Daphne, pronta para desempenhar o papel de aia. Ela amava a tarefa, a cumplicidade entre mulheres que elas haviam desenvolvido.
Lady Daphne era a única mulher da família Webb, e fora a sensação da temporada londrina até que o destino a jogou nos braços de David, o bastardo do Duque de Weymouth. Agora, os salões da nobreza a recebiam em meio a um tipo diferente de murmúrio, fofocas que a mulher adorava alimentar. Tanto que naquela noite ela apareceria no evento exibindo sua barriga saliente em público.
— Duvido, todos os olhos estarão voltados para meu sobrinho.
— Sobrinha. — Daphne a corrigiu.
— Sobrinho — argumentou Evangeline — acredite em mim, eu sei a diferença entre a barriga de um menino, e a barriga de uma menina, e você tem um diabinho Evans aí.
— Ah, mal posso esperar! — Ela ficou impaciente, e sua mão esquerda, na qual usava uma enorme aliança de casamento, descansou em sua grande barriga — Um diabinho ruivo.
— Ele pode nascer com cabelos loiros, como você.
—Impossível, e você sabe disso. — Daphne piscou para ela. Os Evans eram Spencer por parte de pai, e os Spencer sempre foram ruivos.
Evangeline concordou em usar verde, não porque gostasse de chamar atenção, mas porque o vestido era lindo e, até então, ela nunca o havia usado. Ela não tinha muita vida social, seu status ilegítimo somado à sua idade avançada, e não apenas isso, mas também, uma condição pulmonar de nascença que frequentemente a enfraquecia. Com exceção de alguns jantares e chás, ela raramente visitava salões e festas. Outra razão pela qual ela achava irônico o amor dela pelo Natal. O ar frio de Londres, e de Nova York não lhe fazia bem, e resultava, na melhor das hipóteses, em uma semana de cama.
Porém ela não perderia isso por nada no mundo. Estava tão animada quanto seus irmãos mais novos, os gêmeos Olivia e Oliver. Os ouvia correndo pela mansão, brigando e gritando em um estado de superexcitação que era difícil de conter.
Ela vestiu o vestido com uma saia tão ampla que precisou de um banquinho para sentar. O colarinho era alto, e se abria em uma renda bordada até a borda do maxilar. O tecido era aveludado e conseguia enganar os olhos dependendo da incidência da luz.
— Como vou patinar com isso? — lamentou ela.
— Como uma dama...


Série Família Evans
1-A Falsa Preceptora
2- Coração do Capitão

16 de setembro de 2025

A Falsa Preceptora

Série Família Evans

Na balança moral da nobreza britânica, o orgulho de um canalha pesa mais do que o bom nome de uma dama... e Lady Daphne Webb acaba de descobrir isso. 
A única filha do Conde de Sutcliff desfruta de maiores privilégios do que os comuns, entre eles o prazer de prolongar sua vida de solteirona até que o amor cruze seu caminho. Sua recusa em aceitar a proposta do Barão Cowrnell a torna alvo de sua vingança, mas ela não está disposta a ser manipulada nem a permitir que os planos de um homem rancoroso governem seu destino. Ela prefere tomar as rédeas de sua vida, mesmo que isso signifique, com pequenas e inofensivas artimanhas, assumir o cargo de preceptora. O que poderia dar errado? David Evans soube assim que a viu, aquela preceptora bonita, falante e pouco ortodoxa não era a melhor escolha para seus irmãos. Aquela mulher era um perigo para todos, especialmente para ele! Com ela, não só sua estabilidade mental estava em risco, mas também seu protegido coração.

Capítulo Um

Inglaterra, 1863.
—Ah, o ego masculino é tão frágil! — Lady Daphne Webb ficou furiosa, pretendendo se jogar dramaticamente na poltrona francesa por um capricho exagerado. Em vez disso, seu traseiro se acomodou graciosamente, suas costas permaneceram retas e seu rubor realçou sua beleza inata.
Afinal, ela era uma Webb, e os Webbs eram lendários por sua boa aparência.
—Você ouviu isso, minha querida? — Elliot Spencer, Lorde Bridport, não era tão gracioso quanto Daphne. — Traga meus sais, acho que vou desmaiar... — Ele arrancou o leque da esposa, Miranda, e o brandiu com abandono exagerado. — Ele nos chamou de frágeis! Frágeis!
Lady Bridport tentou conter o riso, era inapropriada dada à verdadeira angústia de Lady Daphne.
Lorde Colin Webb, irmão mais velho da vítima, entrou na brincadeira.
— Pior! Para os nossos egos. Acho que entendo nas entrelinhas que ela está questionando a nossa superioridade. Eu também vou desmaiar...
O único que não se juntou a encenação foi Lorde Thomas, o mais novo dos irmãos Webb.
—Daphne, minha querida — interrompeu Lady Emily, esposa de Colin. A americana era doce e equilibrada, ao contrário de sua compatriota, Lady Miranda — você deve considerar isso um golpe de sorte... Não só fez bem em recusar o casamento com Lorde Cowrnell, como agora não há dúvidas sobre sua sabedoria...
—Nunca duvidei do meu bom senso! — retrucou Daphne, ofendida. Lorde Thomas pigarreou e a irmã se virou para ele, com o olhar flamejante. — Nem pense nisso... —ela o repreendeu antecipadamente. Ele podia ser o herdeiro do condado, mas ela era sua irmã mais velha e o lembraria disso se necessário.
—Eu nem sonharia com isso, irmã. — Mas um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.
—Tia Daphne, você está brava? — Davon, filho de Miranda e Elliot, aproximou-se dela. Daisy, a mais nova do casal, juntou-se a ele. Eles a examinaram atentamente.
—Acho que ela está triste — disse a menina.
—Não, não. Ela está furiosa, entende? — As mãos do garoto Spencer pousaram nas faces de Lady Daphne. — As bochechas dela estão queimando... — e ele as beliscou de leve. Daphne riu, e um pouco da fúria diminuiu. As crianças do casamento Bridport eram a luz dos seus olhos, sem parentes consanguíneos, ela se apropriou dos filhos dos viscondes para mimá-los.
—Você tem razão, Davon. — Sentou Daisy em seu colo. O menino já era “grande”, conforme ele alardeava, para aquele tipo de carinho com a tia. — Estou furiosa, e você... suas mãos estão pegajosas. E você comeu mais doce do que sua mãe permite?
—Não... —Daisy mentiu alisando uma ruga imaginária em seu vestido bufante.
—Ah, graças a Deus. Quase pensei que alguém tivesse descoberto meu estoque secreto de doces. É impossível imaginar que alguém jamais acreditaria que eu fui esperta o suficiente para escondê-lo no vaso azul do escritório do Conde de Sutcliff... Ops... — Ela cobriu a boca. Davon e Daisy correram imediatamente para o escritório para pegar os doces e irritar o conde, Lorde Arthur Webb que, assim como Daphne, compensava a falta de filhos Webb com os filhos Spencer.
—Eles são diabinhos lindos — comentou Emily.
— Diabinhos sim, lindos... — queixou se Miranda. — São uma dor de cabeça — Seu sorriso desmentia suas palavras, e o olhar mal disfarçado de Elliot na direção do espartilho não tão apertado da esposa, deixava claro que a raça dos diabinhos planejava se expandir nos próximos meses.
—Claro que são lindos, minha querida — Lorde Bridport era um pai orgulhoso demais para permitir tal insulto — graças a você, é claro. Caso contrário, o sangue Spencer não seria diluído...
Todos soltaram uma risadinha, não era apropriado participar da zombaria de uma das famílias mais poderosas da Inglaterra. O único capaz de fazê-lo era Lorde Bridport, porque ele pertencia a ela, até mesmo o Conde de Sutcliff, com seu dinheiro e conexões, teve o cuidado de não ofender o Duque de Weymouth, pai de Elliot. Uma tarefa difícil, porque o homem se ofendia com muita facilidade, nada parecia corresponder à sua linhagem, nem seu filho, muito menos sua nora americana, nem seus netos. Elliot estava parcialmente certo, o sangue Spencer era forte, tanto que se dizia que todos os ruivos da Inglaterra pertenciam à família, exceto pelo atual Lorde Bridport, os Spencers eram conhecidos por seus cabelos ruivos e seus casos extraconjugais que deixavam uma ninhada de bastardos por geração. Elliot tinha primos reconhecidos e não reconhecidos, tios com seu sobrenome e tios com sobrenomes da criadagem... até mesmo na sociedade, “certos filhos de certos nobres” ostentavam o inconfundível cabelo e sardas Spencer. O surpreendente era que, até então, os bastardos do Duque de Weymouth eram desconhecidos, e Daphne tinha certeza que existiam, aparentemente, Sua Graça aprendera com os erros do passado e mantinha seus pecados bem escondidos da Casa Hamilton, a principal mansão do ducado.
—De qualquer forma — continuou Emily — Davon está certo. Você está brava, não triste, porque sabe que fez a coisa certa. Lorde Cowrnell provou ser um idiota, um covarde e, acima de tudo, um péssimo perdedor.
—Sim, sim. Eu já conhecia todos os traços do caráter dele, mas... — Lady Daphne se deixou levar pela fúria — apostar dez mil libras em quem se casar comigo nesta temporada? Vão me deixar louca!
—Já estavam te deixando louca — comentou Miranda. — Você recebe cerca de cinco propostas de casamento por temporada, e duas fora dela. São cerca de sessenta e três propostas desde que você foi apresentada à sociedade... não deve haver muitos homens em Londres que você não tenha rejeitado.
—Não invoque a desgraça!









Série Família Evans
1-A Falsa Preceptora

18 de maio de 2021

Série Maridos Perversos

 Seu Conde errante


Uma herdeira americana casada por causa de seu dote…

Quando Victoria se apaixonou pelo Conde de Pembroke, ela nunca imaginou que ele se casasse, dormisse com ela e a abandonasse no campo. Depois que ele de repente volta, determinado a provar que é um homem mudado, ela não está disposta a perdoá-lo, confiar nele ou sucumbir aos seus beijos abrasadores.
Um futuro duque preso pela obrigação… Will dedicou sua vida a enfurecer seu pai repugnante, criando um escândalo após o outro. O dever força-o a voltar para a esposa da qual se ressente, mas não estava preparado para o desejo bruto que ela o faz sentir. Seduzi-la dificilmente será uma tarefa tediosa. Proteger seu coração, no entanto, é inteiramente outra questão. Um casamento que não era mais de conveniência... O que começa em decepção e em necessidade se transforma em uma atração que eles não podem negar.


02- Seu senhor amado



Ela se casou com ele pelo título...
Maggie, a marquesa de Sandhurst, está presa em um casamento de conveniência sem amor. Seu marido se recusou a consumar a união, e ela não o vê há mais de um ano. Mas, ela tem um plano para reconquistar sua liberdade. Tudo o que precisa fazer é criar o escândalo do século.
Ele se casou com ela por sua fortuna...
Simon, o marquês de Sandhurst, jurou que nunca tocaria na esposa que não queria. Quando ele busca prazer nos braços de uma sereia mascarada em uma festa cheia de pecados numa casa de campo, fica chocado ao descobrir que a mulher em questão é na verdade a sua marquesa. Seu casamento de conveniência se tornará um casamento por amor?
Enquanto a verdade é revelada, marido e mulher não estão mais separados, passando dias e noites explorando o desejo ardente entre eles. Mas quando o passado de Simon voltar para assombrar os dois, sua felicidade recém-descoberta poderá ser destruída para sempre.

 

03-Seu senhor reformado


Resgatada da ruína...
A herdeira americana Daisy Vanreid está desesperada para evitar o casamento com o aristocrata idoso que seu pai abusivo escolheu para ela. Ela fará qualquer coisa, até mesmo prender o notório duque de Trent ao casamento, para escapar de seu destino. Perder o coração para o lindo marido após o casamento não fazparte dos planos.
Nada é o que parece…Um espião de elite, Sebastian, o duque de Trent, está em uma missão para desvendar atentados a bomba nas cidades da Inglaterra. Forçado a se casar com Daisy como parte de seu disfarce, ele não tem intenção de seapaixonar por uma mulher suspeita de traição. Mas, se sente atraído pela beleza agressiva com que se casou e não pode negar a maneira como ela o faz se sentir, embora saiba que ela pode ser a inimiga que procura.
Dever contra amor...Quando o perigo surge, Sebastian deve escolher entre Daisy e sua lealdade à Coroa. E quando Daisy descobrir a verdade finalmente, ela o perdoará?



04- Seu duque enganador



Georgiana, Duquesa de Leeds, não via o marido desde que ele a deixou no dia do casamento para uma longa expedição de caça, e nunca mais voltou. Mas, ela não é o tipo de pessoa que fica esperando ansiosamente por um imbecil arrogante que não se incomoda em lembrar que tem uma esposa, não importa o quão pecaminosamente bonito ele possa ser. Ela encontra toda a satisfação de que necessita ao cuidar dos cães e gatos vadios das ruas de Londres. Até, isto é, o duque retorna, e ela descobre a verdade sobre onde ele esteve...Kit, Duque de Leeds, nunca quis ser duque. Ele estava perfeitamente satisfeito com sua vida como um dos espiões mais dedicados de Sua Majestade,até que a morte inesperada de seu irmão o obrigou a se casar com uma herdeira americana para salvar a propriedade da família da ruína. No dia em que se casou, ele partiu para uma missão secreta na América, sem intenção de voltar.Gravemente ferido e com seu disfarce arruinado, Kit é forçado a voltar para Londres, onde encontra uma casa repleta de criaturas e uma esposa que não consegue suportar a visão dele. Com marido e mulher finalmente sob o mesmo teto, seu casamento de conveniência se transforma em uma paixão tão inegável quanto inesperada. Mas o desejo é suficiente para unir dois corações cautelosos? E assim que as feridas de Kit estiverem curadas, o amor de Georgiana será suficiente para fazê-lo ficar?


05- Seu Marquês perdido



Nell, Lady Needham, ganhou sua reputação escandalosa ao devotar seus dias a uma enxurrada interminável de festas selvagens após a devastadora traição de seu marido. Mas seu apetite por distração não é mais tão voraz como antes. Ela anseia por um casamento verdadeiro e uma família, e finalmente encontrou o homem que lhe daria ambos. Tudo o que precisa fazer é convencer o Marquês de Needham a conceder-lhe o divórcio que ela requer para que possa seguir em frente.
Três anos atrás, Jack arruinou seu casamento em um momento de estupidez por causa de bebida. Ele deu à esposa a distância que ela desejava e merecia, em um esforço para expiar seus pecados. Mas quando ela lhe escreve pedindo o divórcio para que possa se casar com outro homem, ele percebe que chegou a hora de voltar para casa e tentar recuperar a mulher que nunca deixou de amar. Nell não tem intenção de dar a Jack uma segunda chance, pois a dor que ele lhe causou é muito profunda. Quando seu belo marido inicia uma guerra de sedução para reconquistar sua confiança, ela está determinada a permanecer impenetrável como sempre. Mas velhas tentações são difíceis de resistir e, desta vez, Jack não vai desistir sem lutar. Fará qualquer coisa para provar que o coração dela ainda é dele, mesmo que seus pecados passados ameacem consumi-los.



06- Seu virtuoso Visconde

Abandonado pela mulher que amava, Tom, o Visconde Sidmouth, decidiu que ficaria feliz em permanecer solteiro pelo resto de sua vida. Ele não quer ter nada a ver com os assuntos do coração. E certamente não quer nada com a viúva selvagem da porta ao lado. Depois de passar anos presa a um casamento sem amor, Hyacinth voltou a Londres com a missão de experimentar tudo o que perdeu. Bailes, festas, flertes e encontros... ela quer tudo. Ela não vai permitir que seu vizinho desaprovador estrague sua diversão. Agora, está vivendo sua vida como uma celebração barulhenta. Até que ela inadvertidamente acaba no jardim do visconde tarde da noite, e ele a beija descontroladamente. Há algo sobre o belo e proibitivo lorde que a faz querer abandonar suas regras. E Tom? Ele está começando a pensar que talvez a única maneira de esquecer seu coração partido é se perder em uma aventura. Por que não com a mulher devassa que o leva à distração? Não é como se ele fosse se apaixonar...



   

Série Maridos Perversos
01- Seu Conde errante
02- Seu Senhor Amado
03 Seu senhor Reformado

04- Seu duque enganador
05-Seu Marquês perdido
06-Seu virtuoso Visconde