1 de setembro de 2015

Coração Bárbaro

Série Chefes Vikings



Um ataque viking... Um invasor honrado... Uma nova vida como amante dele!

Eles haviam dito que vieram em paz, mas logo Lindisfarne estava em chamas.
Annis de Birdoswald tentou fugir, porém não conseguiu escapar dos guerreiros do Norte.
Haakon Haroldson, o viking sombrio e arrogante, sequestrou-a e a afastou de tudo o que ela amava.
Agora, Annis precisa escolher entre continuar uma prisioneira ou viver uma vida de prazer ao lado desse poderoso invasor.

Capítulo Um

8 de Junho de 793 — Lindisfarne, Nortúmbria
Annis apertou os lábios, tentando não mover a cabeça enquanto a criada trançava seus cabelos. O que ela esperava, afinal? Que seu tio, o abade do Mosteiro de St. Cuthbert, lhe desse dinheiro para lutar contra seu padrasto? A única alternativa que ele havia sugerido fora a igreja. Ela poderia ter uma boa posição, contanto que levasse seu dote consigo.
— Milady, vai ser mais rápido se inclinar ligeiramente a cabeça para este lado.
Annis estudou a parede da casa de hóspedes de St. Cuthbert, com um mural de Maria ajoelhada ao pé da cruz, e procurou se concentrar.
Fora um erro ter ido até ali. A conversa da noite anterior ainda ecoava em seus ouvidos. Seu tio se recusara a ouvir seus argumentos. Por que ela imaginara que seria de outro modo, Annis não sabia.
Ela iria embora do mosteiro e da ilha no dia seguinte, na maré baixa, quando era possível atravessar a ponte, decidiu. Teria de voltar para casa em Birdoswald, às margens do rio Irthing, no oeste de Nortúmbria. E encarar o futuro sozinha.
— Está bom, milady?
Sua nova criada, Mildreth, terminou de fazer a trança e estendeu-lhe um espelho de mão. Annis olhou rapidamente para o seu reflexo. Os cabelos castanhos que antes lhe caíam ao lado do rosto tinham se transformado em duas graciosas tranças. Seu cabelo era o que ela considerava seu traço mais belo e atraente, embora um pouco rebelde demais para o seu gosto. Mildreth sabia o que estava fazendo, Annis reconhecia isso, mas relutava em confiar nela.
Mildreth era uma marionete de seu padrasto. Só podia ser. Ele havia ordenado que todas as criadas, mesmo as mais antigas, fossem substituídas depois que seu marido morrera, e ela retornara às terras da família. Não havia desculpa para ela continuar morando com a família de Selwyn. Ela não tinha filhos, e sua cunhada nunca gostara dela. Então Annis voltara, esperando uma recepção mais calorosa, e descobrira que o padrasto havia assumido firmemente o controle das terras da família.
— Em breve começarão os preparativos para seu noivado.
— Se for a vontade de Deus... — Annis colocou o espelhinho sobre a penteadeira e forçou-se a manter uma expressão suave. Não tinha intenção de se casar com o filho de seu padrasto, o abominável Eadgar, com suas mãos sempre úmidas e modos desagradáveis. Tampouco pretendia ir para um convento, como o tio havia sugerido. Tinha de haver algum outro jeito.
— Terá de se casar um dia, milady. Eadgar é um rapaz... — Mildreth calou-se e sua expressão ficou consternada. — Senhora, não posso mentir. Gosto da senhora. Eadgar é um terror. Todas as criadas morrem de medo dele. Não querem ficar sozinhas com ele nem por um minuto. Por favor, não comente com ninguém.
Annis segurou a mão de Mildreth. Um leve rubor coloriu as faces da moça, fazendo-a parecer quase bonita. Annis sentiu uma alegria como há muito não sentia. Sua viagem até Lindisfarne não tinha sido em vão. Ela havia encontrado uma aliada.
— Temos a mesma opinião sobre Eadgar.
— Disseram que a senhora era bondosa, milady, e é mesmo.
— De qualquer forma, é cedo demais para falar de casamento. — Annis ajeitou a gola do vestido. — Meu marido ainda nem esfriou na sepultura, coitado. Haverá muito tempo para pensar em casamento depois que terminar o período de luto. Vim para cá para pedir conselhos ao meu tio, e agora que já os tenho vou voltar para casa.
— Como achar melhor, milady.
Um súbito e frenético toque de sinos ressoou no aposento, abafando qualquer pensamento ou voz. Cada fibra do corpo de Annis ficou tensa. — Vamos ser atacadas! — Mildreth retorceu as mãos. — Assassinadas, em nossas camas!

Série Chefes Vikings
1- Coração Bárbaro- editora
1-A amante do Viking- traduzido
2-A Paixão de Um Guerreiro
3- Uma Princesa Indomável

29 de agosto de 2015

Falsa Inocência




Sophie Haversahm daria qualquer coisa para não ter o dom de ver o futuro, pois sempre a tomaram por louca e por culpa desse "talento" já tinha perdido seu prometido.

Além disso, convencer a Scotland Yard de que vai se cometer um assassinato é muito mais difícil do que ela pensava; sobre tudo porque a futura vítima é nada mais, nada menos que o atraente detetive Mick Dunbar. 
Mick não acredita em visões e está convencido de que na realidade Sophie está protegendo o possível assassino. Entretanto, quando a vida de Sophie corre perigo, Mick se dá conta de que se apaixonou por essa preciosa e incomparável mulher capaz de lhe ler a mente e o coração. 
Será muito tarde para salvá-la?

Capítulo Um

Londres, 1897
Quando Mick Dunbar despertou essa manhã de 28 de maio não era um homem feliz. Fazia trinta e seis anos, e tinha que encarar o amargo fato de que já não era tão jovem.
Esse dia em concreto, inclusive se sentia mais velho. Doía-lhe o ombro por causa da ferida de bala que tinha recebido dez anos atrás, estava convencido de que tinha mais cãs que a noite anterior e nem sequer ter barbeado o bigode o fazia aparentar menos idade. Mick soube que esse dia ia ser muito, muito longo.
Logo que pôs os pés na Scotland Yard, viu que as brincadeiras relacionadas com seu aniversário já tinham começado. Seu escritório estava vazio. Sua mesa, suas cadeiras, as pastas de seus casos tinham desaparecido. Levaram inclusive as condecorações que ao longo de sua carreira tinha pendurado na parede.
-Thacker! - gritou e viu como o sargento saía correndo da sala que no departamento de investigação criminal utilizavam como sala de reuniões -. Pode-se saber o que está acontecendo aqui?
A careta que desenhou o ruivo bigode do sargento indicou a Mick que Thacker estava ciente do acontecido.
-O inspetor chefe DeWitt decidiu que hoje era o dia perfeito para pintar seu escritório.
-Com certeza - resmungou Mick entre dentes. Nem sequer seu chefe tinha podido resistir às brincadeiras -. E onde estão minhas coisas? No necrotério?
-Não, senhor. Estão no piso abaixo. Siga-me.
Mick desceu a escada junto com o sargento. Além do necrotério, era o pior lugar que podiam ter escolhido os meninos. Qualquer um que ia
dar parte de um delito tinha que passar primeiro por ali. Era um lugar caótico, ruidoso e cheio de gente.
Thacker o levou até o centro da sala. Sua mesa estava ali coberta por um montão de arquivos, e as pastas dos casos abertos estavam no chão, rodeando-a por completo. Mick, que era sem dúvida o oficial mais obcecado com a ordem de toda a Polícia Metropolitana, olhou todo esse caos e amaldiçoou tão forte que o ouviram por toda a sala.
Todos os policiais puseram-se a rir olhando-o divertidos. Mas à medida que se aproximava da mesa se deu conta de que a brincadeira ainda não tinha chegado ao seu fim. Apoiado no respaldo de sua cadeira havia uma bengala.
Mick olhou esse símbolo da terceira idade e franziu o cenho. Fazer brincadeiras quando era o aniversário de um deles era o pão de cada dia, e ele estava acostumado a rir tanto quanto qualquer um, inclusive quando era a vítima. Mas esse ano não.
Agarrou a bengala e, sem nenhuma delicadeza, a deu a Thacker.
-Jogue isto no lixo.
-Feliz aniversário, senhor. -Thacker lhe deu uma sincera palmada nas costas que só fez com que lhe doesse ainda mais o ombro-. Já imaginava algo como isto, verdade?
-Sim, imaginava.
-Anime-se, senhor.


Meu Lorde escândalo

Trilogia Solteiros e Desavergonhados

Sem medo do escândalo

Uma jovem debutante encontra um libertino na varanda da sua alcova. 
Não só a reputação dele se interpõe entre ambos, mas também a antiga inimizade entre as duas famílias, que porá à prova esse amor.
Por que será que a jovem lady Amélia Hathaway só se interessa pelas empreitadas difíceis? 
Por que, dentre todos os jovens da alta sociedade londrinense, ela teve que se fixar em lorde Alexander St. James, tão famoso pelos heroísmos de guerra quanto pelo desprezo que tem pelas regras sociais e os compromissos sentimentais?
Agora Amélia já pode dar nome ao misterioso ladrão que, à noite, surpreendeu-a na varanda do quarto dela e lhe roubou um beijo. 
Lorde Alexander, o filho mais novo do duque de Berkeley, é um vulgar delinquente? Isso é, com efeito, impossível.
O jovem e atraente aristocrata colocou novamente sua reputação em perigo por causa de uma mulher. Mas desta vez se trata de uma mulher muito especial, e quase que a única capaz de obrigá-lo a fazer algo que, em princípio, não quer: sua avó. A velha senhora precisa recuperar um objeto ligado ao passado da família, e essa chave abrirá o coração de Amélia e Alexander.

Capítulo Um

O beco no qual lorde Alexander St. James tinha posto os pés estava sujo e fedia a ranço; estava quase convencido de que, se caísse do parapeito, aterrissaria sobre uma ratazana de bom tamanho. Como esmagar roedores escorregadiços não estava entre os seus passatempos favoritos, agarrou-se com mais força e calculou a distância que o separava do próximo telhado, que pareciam tão distantes quanto Londres de Edimburgo, mas na realidade, devia estar a poucos metros apenas.
— Que diabo há com você? – sussurrou uma voz na escuridão. – Salte de uma vez. Isto foi ideia sua!
— Eu não vou saltar – replicou, pois não estava disposto a confessar que tinha pavor de altura.
Estava assim desde aquela fatídica noite na qual havia salvado a altíssima muralha da cidadela de Badajoz com Forlorn Hope. Ainda se lembrava da chuva fina, das escadas abarrotadas de homens e do imenso vazio negro lá embaixo...
— Eu sei que foi ideia minha – resmungou.
— Então, creio que, salvo se lhe apetecer dar um passeio pela prisão de Newgate, – coisa que, por certo, a mim não, – você vai concordar comigo que precisa agir, porque o alvorecer está prestes a raiar.
A prisão de Newgate. Alex não gostava de espaços fechados tanto quando de altura. Depois do que lhe contara a avó há alguns dias, quis ter uma imaginação menos fértil. Ser trancafiado numa cela miserável era a última coisa que queria no mundo, mas, pelos seres queridos – filosofou explorando o vazio – teria que assumir riscos, e ele adorava a avó.
Esse pensamento o inspirou o suficiente para cobrir a distância e pousar com uma pancada seca do outro lado, com precário equilíbrio sobre as pequenas tábuas cobertas de fuligem. O companheiro lhe fez um sinal com a mão e, agachado, iniciou a lenta peregrinação até a próxima casa.
A lua era uma forma oblonga um tanto coberta pelas sombras das nuvens, perfeita aquela luz para se esconder, embora dificultasse a visão. Dois becos depois, com os respectivos saltos correspondentes e angustiosos, chegaram ao destino, e se soltaram da varanda que dava para um pequeno jardim cercado por muros.
Michael Hepburn, marquês de Longhaven, saltou primeiro e caiu de pé, mantendo o equilíbrio como um bailarino, o que fez Alex se perguntar, pela enésima vez, qual era a função do amigo no Ministério da Defesa.
— O que os seus espiões averiguaram sobre a distribuição da casa?
Michael examinou o lugar na penumbra através dos vidros das portas.
— Neste momento eu podia estar no nosso clube, saboreando um bom conhaque.
— Não reclame – murmurou Alex. – Você vive à base deste tipo de intriga. Felizmente a fechadura é simples. Não vou demorar a abri-la.
Com efeito, dali a pouco as portas se abriram com um forte rangido que incomodou os ouvidos de Alex, que tomou a iniciativa e se infiltrou no quarto às escuras, registrando com um olhar as formas difusas de uma grande cama com dossel e um armário. Sobre a cama jazia algo branco e, inspecionando de perto, viu que era uma camisola debruada com requintadas rendas, e a colcha estava afastada. Aquela peça virginal fez com que ele se sentisse um intruso, e – que diabos! 


Trilogia Solteiros e Desavergonhados
1- Meu Lorde escândalo
2- Um Erro Inconfessável
3- His Sinful Secret  - em revisão

O Italiano

Série Crônicas Italianas


Duas pessoas que se apaixonaram na hora errada, mas pelas razões certas...


Com a queda de Napoleão o Império Austro-Húngaro toma poder sobre o continente europeu.
Em 1820, em todos os cantos da Italia haviam revolucionários, traidores e espiões. 
Angelo Bartolini era um homem com muitas faces: bom filho e irmão, amigo fiel e um patriota incondicional.
Como membro dos carbonários, uma sociedade secreta dedicada a libertar a Itália do poder austríaco, Angelo é um homem muito procurado por seus feitos, apesar de sua fama e temido por ela, mostra seu lado sensível e desperta o desejo da tímida pintora inglêsa Beatrice FairWeather
 

Série Crônicas Italianas
1- A Filha Abandonada
2-  O Italiano
Série Concluída

Magnólia

Magnólia casou com um homem rico, muito mais velho do que ela, para tirar sua família da pobreza.

Uma tarde, o encontrou morto no porão, onde trabalhava como restaurador. Meses depois, decidiu descer ao porão para fazer um balanço, escorrega na escada e sua vela apaga.
Um estranho aparece assustando-a, exigindo uma lista do seu marido.
Ela não sabe do que ele está falando, e para sua surpresa, o estranho a beija.
Mark é um marquês a serviço da coroa da Inglaterra, tentando recuperar uma lista de agentes ingleses que o marido de Magnólia estava prestes a vender para os franceses. Sua carruagem colide contra a dela e Mark perde a memória no impacto. Magnólia leva-o para casa até que se recorde quem ele é.
A atração mútua é muito forte e, gradualmente, Mark ganha a sua confiança e ela acaba contando seus problemas. Juntos, eles encontram a lista, mas quando Magnólia descobre a verdade, desaparece sem dar mais detalhes.
Mark sai em sua busca por meses, mesmo sem saber se ele será perdoado por Magnólia.

Capítulo Um

Magnólia Desceu um degrau. Em seguida, outro. Um terceiro. A luz pulsante chama apenas mostrava as sombras, borrando ao invés de iluminar os contornos dos móveis no porão. Magnólia tinha a boca seca e uma dor aguda na boca do estômago. Não era medo. Ou sim? resistia a pensar que pudesse sê-lo; no fim de contas, tinha estado ali muitas vezes, tinha passado muitas horas naquele lugar. Mas sempre tinha sido de dia, quando a mortiça luz do sol se filtrava pelas janelas situadas no teto. Mesmo assim, não se tinha por uma pessoa temerosa, bem ao contrário.
Nunca entendeu porque seu defunto marido tinha elegido o porão do casarão para trabalhar, quando seria perfeito qualquer um dos quartos da casa, amplos e luminosos. Suas criações de ourives demandavam luz; entretanto, o homem com quem se casou, apressada pela fome de sua família e por uma perseguição desumana, preferia restaurar e criar naquela outra estadia que sempre lhe provocara calafrios. Por isso não tinha voltado ali, a aquela catacumba úmida e lúgubre, desde que… Ao pisar no último degrau, um de seus sapatos escorrega em uma pequena mancha de azeite e esteve a ponto de cair.
Escapou uma exclamação e afiançou a mão direita no carcomido corrimão, evitando o acidente em última instância, mas sem poder sujeitar o castiçal, que caiu com um golpe seco ao que seguiram ecos ao rodar pelo chão. Magnólia ficou ali imóvel, quase sem respiração.
A imagem de seu defunto marido ocupou mais uma vez seu pensamento. Foi ela quem o encontrou, já fazia dois meses, quando desceu para reunir-se com ele levando sob o braço sua caixa de costura. As cinco em ponto da tarde. Sempre à mesma hora e seguindo idêntico ritual cada dia. Não podia saltar uma norma estabelecida pelo Roger. Assim que terminava de comer, seu marido descia ao porão para trabalhar e ela devia unir-se a ele na hora do chá. Minutos depois, exatamente quando o relógio da sala dava à hora e quarto, a senhora Merritt aparecia com o chá e tortas de limão.
Ela tinha chegado a odiar esses doces com toda sua alma, mas eram os preferidos do Roger e em sua casa ninguém podia ir contra aos seus maníacos costumes. Na tarde em que o encontrou morto ao pé da escada tinha sido uma de tantas, uma mais em sua apática vida de casada.
Quando pôde reagir e mandar chamar Lionel Arkinson, o médico da família Hunt desde que Roger nasceu, o doutor ancião só pôde confirmar o que todos temiam: ao parecer, seu marido tinha escorregado e golpeou a cabeça em um dos braços de uma cruz que se encontrou ensangüentada a seu lado.
Para Magnólia resultou obsceno que Roger tivesse perecido por causa de um objeto que significava algo no que ele que nunca acreditou. Notando que lhe tremiam as pernas, deixou-se escorregar até ficar sentada em um dos degraus, com a escuridão rodeando-a como um manto frio.
Sem vela, com a única claridade da lua que atravessava as janelas pulverizando uma pátina leitosa justo sobre o lugar onde encontrou o corpo de seu marido, o porão resultava ainda mais tétrico. Inclusive lhe pareceu ouvir a risada chiada e desagradável do Roger quando se burlava dela e o coração começou a pulsar de forma errática.
Suas mãos umedeceram o suor desceu da têmpora ao queixo, perdendose no vale de seus seios. obrigou-se a relaxar. —Por Deus, não sou uma menina temerosa na escuridão!


22 de agosto de 2015

Malaquita

Série Jóias do Texas



Se não fosse pela coragem de Ônix, o líder dos Comanches teria certamente sido morto, pois os caçadores de búfalos tinham a vantagem dos rifles.

Mas ter salvado a vida de seu líder, dois cervos, não viera sem um preço. 
Ônix tinha oscilado à beira da morte por vários dias. 
Foi apenas por causa do carinho da irmã do chefe que ele sobreviveu.

Capitulo um

Texas, 1871
Ele tinha estado na sela por cinco dias, parando apenas tempo suficiente para algumas horas de sono e mudança de cavalos. A jornada, partindo de um rancho isolado em Montana para a região montanhosa do Texas, tinha já lhe custado dois bons cavalos. Fora forçado a deixar o primeiro para trás em Wyoming, o segundo no Colorado. Ainda, com alguma sorte, devia chegar ao seu destino antes do amanhecer.
Ele deslizou de sua montaria e ajoelhou-se na neve para beber de um córrego gelado. Passando a mão sobre o seu queixo barbudo, esperou impacientemente até que seu cavalo terminar de beber. Então montou e estava em seu caminho mais uma vez.
Ele era impulsionado por um sentimento de urgência. A mensagem tinha sido breve.
Estrela da manhã está doente. Mas ele sabia que a sua mãe nunca teria permitido essas quatro palavras serem enviadas, a menos que a doença fosse grave.
Incitou sua montaria até uma colina, depois, nas águas do riacho ainda entupido de gelo.
E rezou para que chegar a tempo de fazer as pazes com a mãe cujo coração ele tinha quebrado tantos anos atrás, quando tinha deixado sua casa e povo, virando as costas para o seu modo de vida. O Comanche tinha se refugiado para o inverno em uma pequena floresta, densamente arborizada de uma área do Texas. Para um fazendeiro ocasional ou cowboy, as suas tendas eram indistinguíveis das árvores.
Quando os cascos de seu cavalo agitaram os flocos de neve, a notícia se espalhou rapidamente através do acampamento. O filho da Águia tinha retornado.
No momento em que ele entrou na tenda de sua mãe, uma multidão se reuniu, embora todos mantivessem a uma respeitosa distância.
Uma jovem mulher, sentada ao lado da cama, olhou com surpresa antes de, tranquilamente ter sua licença.
No mesmo instante, ele caiu de joelhos e tomou as mãos de sua mãe na sua. Quão pequenas pareciam. Quão frias.
"Eu sabia que você viria, Filho da Águia. "Sua voz era pouco mais que um sussurro. Mesmo o pequeno esforço parecia demais.
"Como eu não viria? Preciso consertar essa coisa entre nós, Mãe. Eu não deveria ter ficado tanto tempo longe. Eu deveria
ter ... "


Série Jóias do Texas
1-Esmeralda
2- Pérola
3- Jade
4- Rubi
5- Malaquita



19 de agosto de 2015

Príncipe Apaixonado

Série Nobres Apaixonados

Josephine Atworthy está escandalizada pelo que acontecia durante a festa celebrada na casa de seu rico vizinho. Muito chocada. 

Mas o charme recatado de Jo seduz um nobre misterioso, que implora um beijo... elogo outro. E em um abrir e fechar de olhos, os dois caem nas profundas redes do amor..




Capítulo Um

— Papai, o que diabos é isto?
A senhorita Jo Atworthy atirou o pacote que carregava sobre a escrivaninha de seu pai. Ele se apressou em pegá-lo antes que batesse na danificada superfície de mogno.
— Cuidado, Jo! É uma coleção muito rara dos poemas de Catullus para Lesbia.
— Oh, Meu Deus.
Jo apertou os dentes e contou até dez. Outro livro caro, e de poesia lasciva, nada menos. Quantas vezes tinha que dizer ao seu pai que não podiam se permitir tais extravagâncias?
O observou enquanto examinava o livro com reverência e acariciava a capa de couro. Dava no mesmo que tivesse falado mil vezes. Ele nunca ouvia o que não queria.
Sufocou um pequeno suspiro. Não tinha nada que fazer. Teria que dizer ao senhor Windley que aceitaria dar aulas de latim para seu filho mais novo, um menino dos mais travessos. Desatou a touca e a tirou. Mas de maneira alguma aceitaria o senhor Windley, não importava o quanto fossem claras as intenções dele de contratá-la permanentemente – com anel de casamento incluído – para que ensinasse sua prole e cuidasse do lar, e talvez, até mesmo, procriar um par a mais de Windleys idiotas.
Ainda que a condenada verdade fosse que esse casamento solucionaria todas suas dificuldades financeiras.
Atirou a touca sobre uma surrada cadeira. Meter um pouco de senso de economia na cabecinha de seu pai também podia funcionar. Nesse momento, ele estava examinando as páginas de sua nova aquisição, com um sorriso de alegria pura e um tanto temerosa.
— Papai, tem que parar de comprar estes livros. Não temos dinheiro para pagá-los.
Ele nem sequer se incomodou em levantar a vista.
— Vamos, Jo, tenho certeza que podemos…
— Não podemos.
Meteu as mãos nos bolsos para não o estrangular, e os dedos deslizaram por uma carta que recolheu junto com o resto da correspondência. Um frenesi de emoção a percorreu. Havia esperado esta carta toda a semana. Quando, por fim, recebeu-a, com seu endereço escrito na familiar letra negra, seu primeiro instinto fora pegá-la a toda pressa, ir a seu dormitório, aconchegar-se em sua poltrona favorita e ler na intimidade..., mas o maldito pacote de seu pai conseguiu fazer com que se esquecesse da carta. Passou um dedo pelo papel. Seu príncipe londrino teria se divertido com seus comentários sobre Virgílio? Esteve em brasas esperando sua reação. Acaso ele...?








Série Nobres Apaixonados
1-  O Duque Apaixonado
2- O Marquês apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3- O Conde Apaixonado
4- O Cavaleiro exposto 
5- O Barão Apaixonado
6- O Visconde Apaixonado
6.5 - Príncipe Apaixonado
7- The Naked King - em revisão








15 de agosto de 2015

Tentado à meia-noite

Sociedade Literária das Damas de Londres



Uma mulher bonita em uma situação desesperadora, vai usar um pequeno truque para garantir o sucesso, e isso não só atrai a atenção do Literary Society of London Ladies, mas do último homem que ela nunca imaginou seria capaz de seduzir.

Emily Stapleford nunca imaginou que a tarefa de salvar sua família da ruína financeira cairia sobre seus adoráveis ombros.
E desde que decidiu se casar só por amor, não por dinheiro, ela tem escrito uma história que espera trazer a cobiçada fortuna que precisa ... Mas tudo o que conseguiu foi a recusa de cada editora a qual enviou seu manuscrito. Afinal, que respeitável leitor que se preze será atraído por uma heroína vampira?
Mas em vez de sentir- se derrotada, Emily elabora um plano e marca uma série de aparições de vampiros para toda a sociedade de Londres. Agora ela tem a publicidade que precisa e o sucesso é garantido ... A menos que o misterioso americano Jennsen Logan perceba seu truque e tenha a intenção de usá-lo em seu próprio benefício. Até que perceba que se apaixonou por ela. Mas Logan também esconde um segredo chocante ... Um que pode colocar suas vidas em perigo.

Capítulo Um

Desejei-o do momento em que o vi.
O aroma de sua pele, de seu sangue, era um delicioso e potente afrodisíaco que me provocava um intenso frenesi de necessidade.
Tentava-me de uma forma inexplicável, e não podia resistir.
Não podia esperar para afundar minhas presas em sua garganta.
O beijo de lady Vampiro, Anônimo
—Vê alguém suspeito?
Logan Jennsen se deteve debaixo de um dos altos olmos que beiravam o caminho de cascalho do Hyde Park e tirou o relógio do bolso do colete; um gesto despreocupado que contrastava com a tensão que gotejava sua voz.
—Suspeito do quê? —perguntou em voz baixa Gideon Mayne, o detetive do Bow Street.
Logan fingiu consultar a hora.
—Ninguém parece me dar a menor atenção, mas tenho a forte sensação de que alguém me vigia.
Notou como Gideon esquadrinhava a zona com um olhar penetrante enquanto fingia, igual a ele, consultar a hora em seu próprio relógio. Graças à ensolarada tarde depois de mais de uma semana do clima deprimente e cinza de janeiro, o parque estava abarrotado de pessoas que passeavam, cavaleiros e carruagens elegantes.
—Pelo seu tom deduzo que esta não é a primeira vez que isso te acontece —disse Gideon, voltando a guardar o relógio no bolso do colete antes de ajoelhar-se para limpar a ponteira de sua bota negra, embora Logan soubesse que o detetive só prestava atenção ao que acontecia a seu redor.
—Não. É a terceira vez em três dias. Por isso pedi que te reunisse comigo aqui. Esperava que pudesse perceber algo estranho.
—Não observo nada fora do normal —disse Gideon levantando-se. —De qualquer forma, será melhor que continuemos caminhando.
Essa era uma das coisas que Logan gostava em Gideon e a razão pela qual tinha pedido ao detetive que o acompanhasse; não perdia o tempo com perguntas desnecessárias tais como« —Está certo disso ? » — nem fazia sugestões como —«Pode ser que tenha imaginado». 








Sociedade Literária das Damas de Londres
1- Despertos à meia noite
2- Confissões de uma Dama
3-  Sedução à meia noite
4- Tentado à meia- noite
Série Concluída







O Visconde Apaixonado

Série Nobres Apaixonados



A verdade apaixonada...

Depois de oito temporadas em Londres, a senhorita Jane Parker-Roth, está desejando abandonar a tediosa busca de marido a favor de interesses mais excitantes. 
De modo que quando encontra um intruso na casa de seu anfitrião, não está disposta a deixar o sem vergonha escapar. 
Até que descobre que está lutando com um Visconde, Lorde Motton, um aristocrata com o qual não se importaria em encontrar na escuridão. E quando fazem em pedaços a uma escandalosa estátua do deus Pan, os problemas estão apenas começando…
Motton estava buscando provas incriminatórias, mas as chocantes pistas dentro da estátua nua, são muito diferentes daquilo que procurava. 
O mesmo pode dizer de Jane, que demonstra ter um talento natural para interferir nos seus assuntos. E quando sua busca se torna um tanto imprópria, descobre que a impetuosa senhorita Jane também tem um grande talento para outras coisas…

Capítulo Um

EdmundSmyth, Visconde Motton, empurrou a porta francesa que dava para o terraço. Esta se abriu facilmente. Perfeito. Ou o mordomo era incrivelmente descuidado,ou o mais provável é que estivesse mais bêbado que uma esponja.
Abriu aporta totalmente e entrou noestúdio do lamentavelmente falecido, ClarenceWidmore. As damas Parker-Roth se encontravam atualmente na residência. Teria que contar a Parker-Roth. Stephen gostaria de saber que suamãe e sua irmã não estavam adequadamente protegidas. Isto eraLondres, ao final de contas.Qualquer tipo de delinquente poderia forçar a entrada.
Motton pegou uma velado suporte da lareira e aproximou das brasas. O fogo voltou a vida.
Claro que, se  Parker-Roth vivesse debaixo deste teto, já estaria a par da situação, mas não podia culpar seu amigo por querer manter sua independência. Ele gostaria de fazer o mesmo, suas tias o estavam deixando louco. Winifred tinha chegado hoje com seu papagaio e seu mico, e com isto, suas cinco tias paternas e suas mascotes, se encontravam, neste preciso momento, morando na sua residência. Por Deus! 
Agora o manicômio de Bedlam seria muito mais tranquilo que sua casa da cidade. O pior de tudo era que as mulheres tinham se unido para lançar um ataque contra sua solteirice. A chegada de tia Winifredera especialmente alarmante.Era uma estrategista muito astuta. Teria que  estar extremamente alerta até que ela voltasse para sua casa.
Inspecionou a habitação.Maldita seja, teria sido muito útil se tivessem lhe dado uma pista de por onde começar. Buscar dentro de todos os livros o misterioso desenho de uns espiões franceses que o Conde Ardley queria,o manteria ali até amanhã.As damas Parker-Roth não ficariam fora tanto tempo.
Edmund abriu o livro que estava mais próximo e folheou as páginas. Se não fosse o vizinho de Widmore e não estivesse tão malditamente aborrecido, teria rechaçado cortesmente — ou não tão cortesmente — o pedido de Ardley.









Série Nobres Apaixonados
1-  O Duque Apaixonado
2- O Marquês apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3- O Conde Apaixonado
4- O Cavaleiro exposto 
5- O Barão Apaixonado
6- O Visconde Apaixonado
7- The Naked King - em revisão







Índigo

Série Comanche


Nascida da união de dois universos diferentes, o branco e o comanche, Índigo Blue vê-se dividida entre mundos diversos...

Crescendo sem muita convivência com os moradores da cidade de Porto Wolf, no Oregon, que não conseguem compreender seu espírito livre e indomável, discriminando-a por considerá-la uma mulher “branca” de sangue Comanche. 
Isto começa a mudar com a vinda de Jake Rand, que chega à cidade para trabalhar como capataz do rancho de sua família, atendendo ao chamado de Hunter, pai de Índigo.
Porém, os reais motivos de Jake são tão secretos quanto a sua verdadeira identidade e tão pessoal como o é sua crescente atração em relação a Índigo, a quem se empenha em conquistar, para isto usa todo o seu arsenal de paciência e sedução.
Irá Jake atingir seus objetivos e também conquistar Índigo? Conseguirá domar o espírito selvagem da sua amada?  









Série Comanche
1– Lua Comanche
2– Coração Comanche
3– Indigo  
4- Magia Comanche

Entre dois mundos

Shanaco era orgulhoso, mas tinha um grande coração, por isso quis cumprir o último desejo de seu avô e levasse sua reduzida tribo de Comanches à reserva do Fort Sill, Oklahoma, onde estariam a salvo. 

Ele prometeu ficar só o tempo necessário para assegurar-se de que sua gente seria tratada como mereciam, até que viu aquela beleza ruiva. 
A rebelde e teimosa Maggie Bankhead tinha abandonado a segurança de seu lar para empreender uma aventura no Oeste. E resultou que ensinar inglês na reserva era o mais de gratificante que tinha feito em sua vida. 
Por isso prometeu ficar no Fort Sill para sempre, até que conheceu o muito bonito guerreiro com pele de bronze e uns olhos prateados capazes de entrar em sua alma solitária.

Capítulo Um

Uma fria noite de outubro de 1875, Shanaco, um comanche mestiço da tribo dos Kwahadi, jogava pôquer em uma habitação privada no andar alto de um luxuoso Saloon da Santa Fé, Novo México. Shanaco vestia jaqueta negra, igual aos outros quatro cavalheiros, brancos e enriquecidos, sentados à mesa.
Em ambos os lados do arrumado mestiço, encarapitadas em tamboretes de veludo, havia duas mulheres ansiosas.
Uma formosa loira, a sua direita, e uma morena voluptuosa à sua esquerda. O fino braço da loira se apoiava sobre os ombros do comanche Kwahadi, enquanto a mão da morena, com as unhas pintadas de vermelho, descansava languidamente sobre sua coxa. Shanaco não prestava atenção a nenhuma delas.
Sua atenção estava fixa nas cinco cartas que sustentava, muito juntas, na palma da mão direita. Gostava do que via, mas não dava mostras de satisfação.
A ninguém se dava melhor em não demonstrar emoções durante um jogo de pôquer. Era um jogador hábil que conhecia as probabilidades e apostava sem acanhamento. Tinha talento para interpretar a expressão dosseu oponentes e era um professor de blefe. Sabia sem dúvida jogar cartas.
Alguns o chamavam sorte. Com os anos, tinha ganho dinheiro suficiente para comprar um pequeno rancho em terras não confiscadas pelo Governo Federal, em um frondoso Vale ao sul de Pracinha Pass. Ali, trabalhando conscientemente e sem ajuda de ninguém, tinha levantado uma modesta cabana e um curral rodeado por um cercado de troncos.
No ano seguinte planejava começar a explorar o rancho e convertê-lo em um verdadeiro lar. Do instante em que tomou posse da terra, tinha ignorado os olhares furiosos e as ameaças veladas dos colonos próximos. Sempre tinha o rifle preparado para defender sua casa.
 O isolamento e a solidão daquele lugar lhe faziam bem. Aquietava seu espírito. Se necessitasse de companhia, ia a Santa Fé por um par de dias. Ali havia uísque, cartas e mulheres, suas três grandes debilidades. Juntas ou em separado.
Naquela áspera noite de outono, Shanaco preferia desfrutar das três coisas de uma vez. Sua mão ocultava cinco cartas com as que sonharia qualquer jogador profissional. Ante ele havia um copo baixo e uma garrafa de bourbon de Kentucky antigo.
Tinha a cada lado uma mulher bonita e ansiosa por conhecê-lo mais intimamente. Os homens brancos e respeitáveis se mostravam menos cordiais e generosos com o Shanaco. Toleravam ao mestiço comanche para jogar cartas com ele, mas longe da mesa de pôquer procuravam lhe evitar. Não queriam ter nada a ver com ele.
Com as mulheres brancas e respeitáveis acontecia o contrário. Atrair o belo sexo não lhe custava nenhum trabalho. Aos seus vinte e seis anos, Shanaco media um metro oitenta e oito e pesava oitenta quilos. Era todo ele fibra e músculos duros. Seu cabelo abundante, comprido até os ombros e preso atrás com um fino cordão de couro cor ébano, era negro como a noite mais escura. Seus olhos de pesadas pestanas eram de um surpreendente cinza prateado. Aqueles olhos assombrosos podiam ser tão frios como gelo pálido ou exalar um fogo branco de puro ódio. Ou arder lentamente de desejo.

9 de agosto de 2015

O Escandaloso, Dissoluto, Nada Bom Sr. Wright





A Senhorita Eliza Cade é uma dama à espera.

Por causa de um erro tolo em sua juventude, não tem permissão para “sair” na sociedade até que suas três irmãs mais velhas estejam casadas.
Mas enquanto está tentando ser boa, continua esbarrando os cotovelos, e, mais desgraçadamente, com os lábios, do notório libertino Harry Wright. 
Cada momento que ela passa com ele, corre o risco da ruína completa. As paixões sensuais que ele desperta nela são tão erradas... Mas Eliza simplesmente não consegue resistir ao irresistível Sr. Wright.

Capítulo Um

Na vigésima sexta noite de abril de 1810
-Não é romântico? - perguntou Georgie. - Ele e Margaret fazem um casal perfeito.
-Eu suponho que sim - disse Eliza, tentando ser diplomática.
Ela inclinou-se para ver melhor. Por que espreitando através de uma abertura nas portas duplas, só podia observar um vislumbre dos dançarinos.
Sir Roland Farnsworth não era exatamente a imagem que Eliza tinha de um romântico. Ele não era nem mesmo sua imagem de um cunhado desejável. Ele era mais sério e cauteloso do que os homens de sua idade deveriam ser. Ele não falou palavras doces a Margaret quando ele se voltou para ela através do salão. Na observação de Eliza, ele não envolvia Margaret — ou qualquer mulher — em uma grande conversa.
Mas tudo isso, ela poderia perdoar—se ele não fosse tão terrivelmente lento.
-Ele certamente esperou muito para pedir a mão de Margaret - disse ela. -Caracóis acasalam mais rápido do que Farnsworths.
Georgie deu-lhe um olhar censurador.
- Eliza.
-Bem, é verdade. Eu assisti.
-Você espionou Sir Roland?
-Não, eu espionei caracóis.
A irmã dela apenas balançou a cabeça dessa forma que dizia, Honestamente, Eliza.
Ela pressionou a testa na fresta entre as portas novamente, olhando o turbilhão colorido de cavalheiros e damas. Em noites como esta, parecia que isto era o mais próximo que ela poderia chegar a dançar entre eles. Ela tinha dezoito anos e ainda se esgueirava por vislumbres pelo buraco da fechadura, tudo por causa de um erro impulsivo—feito anos atrás. Tão miseravelmente injusto.
-Pareça feliz - Georgie insistiu. - Aquela é uma de nós, o que significa uma a menos em seu caminho. Em breve você terá a sua vez.
Oh, certamente. Quando ela tivesse trinta anos, talvez. Ainda tinha que esperar a vez de Philippa. A sonhadora Philippa.
-Peter Everhart está nesse salão de baile. - Ela deixou sua testa bater contra a porta. - Peter Everhart. Ele é tenente agora. Passaram anos desde que ele me viu, e ele vai estar de volta a Portsmouth na próxima semana. Este é o ano em que meus seios finalmente chegaram, e agora ele nunca vai perceber.
-Eliza. Eu acho que você prefere ser notada pela sua personalidade animada.
-Sim. Você poderia pensar isso - ela respondeu. - Eu não sou você.
Ela desejou ser como sua irmã, tão naturalmente paciente e obediente. Tais qualidades teriam sido uma benção, em sua situação.
Mas ela simplesmente não podia ser como Georgie — o gosto pela ousadia e emoção estava muito enraizado em sua natureza. Em uma família grande, uma menina tinha que esculpir seu próprio nicho. Mesmo quando eram crianças, Margaret tinha sido a responsável, enquanto, Philippa tinha a cabeça nas nuvens. Em seguida vinha Georgie, um doce. Eliza era o tempero. Essa era a maneira das coisas serem com as irmãs, não era?
Sua irmã endireitou as luvas.
- Eu fui convidada para dançar a próxima valsa com o coronel Merrivale.



2 de agosto de 2015

Meu Irresistível Conde

Série O Clube Inferno

O Clube Inferno: Em público, essa escandalosa sociedade de aristocratas londrinos é célebre por procurar o prazer e a libertinagem em todas as suas formas. Mas, em privado, são guerreiros que farão qualquer coisa a fim de proteger seu rei e sua pátria...

Outrora ela jurou se casar com Jordan Lennox, conde de Falconridge. Agora ela jura que o esqueceu. 
Depois de tê-la abandonado para viver uma vida repleta de segredos, 
Mara Bryce, lady Pierson, conseguiu se manter à distância, até que o conde aparece em Londres de forma inesperada, fazendo com que ela se apaixone por ele de novo.
Obrigado pelo dever a voltar à vida de Mara, o amor não demora a ser o motivo pelo qual Jordan fique em Londres.
Não conseguu se esquecer daquela tão apaixonada beleza, e nunca quis partir-lhe o coração. Mas essa recém-encontrada felicidade está em perigo..., pois o Clube Inferno exige muito dos seus membros, e a vital missão dele é revelar um mortal complô, que poderia ameaçar a própria vida dos dois...

Capítulo Um

Londres, 
— Tem um homem muito bonito que não para de olhar para você – disse Delillah entre dentes e com voz lânguida, enquanto as duas jovens e elegantes viúvas estavam sentadas em meio à endinheirada multidão reunida nas magníficas salas de leilão Christie’s, em Pall Mall. – Humm... Ele é muito elegante. É louro, tem um olhar ardente. Trajes impecáveis. Vamos lá, dê uma olhada. Vou ficar com ele se você não estiver interessada.
— Shhhh...! Estou tentando me concentrar!
Mara, lady Pierson, ignorou os esforços marotos da amiga para distraí-la, e continuou concentrando a atenção no leiloeiro, que, do alto do púlpito ao fundo da galeria de teto alto, realizava com elegância a venda da grande obra prima de um antigo pintor.
— Oitocentos e cinquenta... Alguém disse oitocentas libras? Oitocentas e cinquenta...
— Você não precisa de outro quadro, querida – opinou Delillah. – O que você precisa de verdade é de um amante, como eu já lhe aconselhei faz muito tempo.
— Eu lhe garanto que isso é a última coisa que preciso.
— Hipócrita...
Mara bufou, e mal prestou atenção à amiga quando o sinalizador subiu de novo. — Outro homem arrogante para me dar ordens? Não, muito obrigada. Acabei de me desvencilhar de um.
— Um amante, querida, é diferente de um marido.
— Bom, isso você sabe muito bem.
Delillah lhe deu um pequeno beliscão no braço por aquela insolência. Mara lhe lançou uma olhada marota de rabo de olho e depois cravou os olhos de novo no fundo da sala.
— Não, minha querida, eu lhe garanto que me viro muito bem sem homem. Tenho quase trinta anos e acabo de encaminhar a minha vida do jeito que me agrada. Por que eu deveria dar chance para algum homem fogoso de arruiná-la?
— Bom, não lhe tiro a razão. Mas os homens fogosos têm sua utilidade, querida. E eu até me atreveria a dizer que você aprenderia a usufruir deles com o tempo.
— Duvido muito. Não tenho talento para essas coisas... Pergunte ao meu marido – e olhou para a mundana amiga com cinismo.
Delillah sorriu de maneira compreensiva.
—Mais uma razão para que você encontre um homem que saiba satisfazer de verdade a uma mulher.
— E por acaso existe tal criatura? – murmurou Mara, observando o leiloeiro com atenção.
— Mas é claro que sim! Eu poderia deixar-lhe meu Cole..., mas não. Depois eu teria que lhe arrancar os olhos!
Mara riu suavemente.
— Não se preocupe. O seu Cole está a salvo de mim. O único homem que me interessa no momento tem dois anos.
— Pode até ser que seja assim, mamãe ursa, mas eu lhe advirto que, agora que terminou o seu período de luto, vão considerá-la presa fácil.
Mara deu de ombros, olhando com inquietude para os que competiam por aquele quadro na sala de leilões.
— Seja lá quem for que tente só vai perder tempo.
— Eu ouvi novecentas?
Mara levantou a raquete numerada mais uma vez, enquanto Delillah deixava escapar um suspiro de tédio.
— Por quê você vai gastar uma fortuna com esse velho e deprimente retrato da esposa de algum mercador alemão? É horrível, e tem o nariz bulboso.
— Arte não é apenas beleza, Delillah. Além do mais, o quadro não é para mim.
Mara fez uma careta diante do elevado preço anunciado pelo leiloeiro.
— Mil libras!


Série O Clube Inferno
1- Meu Perverso Marques
2- Meu perigoso duque
3- Meu Irresistível Conde

31 de julho de 2015

Casar antes de ir para cama com ele

Série Escola de Senhoritas



Esta maravilhosa conclusão da série escola de senhoritas de Sabrina Jeffries, conta a história de Charlotte Harris, a diretora da amada escola. 

Ao longo da série, os leitores se perguntam sobre a relação de Charlotte com o misterioso correspondente, primo Michael. 
Sua identidade será finalmente revelada neste divertido e sexy final.


Capítulo Um

Richmond, Inglaterra Novembro 1824
Charlotte Harris, diretora e proprietária da escola para senhoritas da senhora Harris, sentada à sua mesa e lendo — duas vezes — a carta que havia escrito implorando ao primo Michael, seu benfeitor anônimo. Então ela parou. Que sentido tinha escrever, quando todas as cartas ao advogado eram devolvidas fechadas? Secou as mãos molhadas na saia. Ele devia saber da situação desesperada em que a escola estava — ele sabia de tudo —. E até seis meses atrás, ele sempre lhe dizia tudo o que sabia. Mas depois dela tanto pressioná-lo sobre sua identidade, ele interrompeu a correspondência. E ela não soube mais uma palavra dele desde então. O temor se apoderou dela instigando o nó que sentiu tantas vezes durante os últimos dias no estômago. Ok, talvez ele tivesse boas razões para estar zangado com ela. 
Ela havia concordado que não o pressionaria sobre a identidade dele. No entanto, como ele poderia abandoná-la depois de tanto tempo? Ele fez parte da fundação da escola há quatorze anos. Na verdade, sem ele não teria nenhuma escola.
Ela provavelmente ainda estaria definhando como uma professora na escola de Chelsea, sonhando com o dia em que pudesse abrir sua própria instituição governada por seu próprio currículo e suas próprias regras. Agora, seu vizinho idiota, Sr. Pritchard, estava prestes a jogar tudo fora.
Ele estava espalhando rumores de que estava prestes a vender a propriedade de Rockhurst, contigua a escola, ao proprietário de uma pista de corrida em Yorkshire. Ela já podia ver aqueles homens brutos reunindo-se para apostar nas corridas, esparramados no gramado da escola e abordando suas meninas. Como poderia o primo Michael ficar parado e deixar isso acontecer? Ele era dono da propriedade.
Não se importava se ela fosse forçada a fechar? Ela engasgou. Isso era o que mais doía — a possibilidade de que estivesse permitindo que isso acontecesse para conseguir lucros mais altos.
Desde o início, o aluguel era menor do que o aplicado por outros proprietários em Richmond, e agora, com os valores das propriedades na área nas alturas, estava ridiculamente baixo. Em todos esses anos, seu misterioso primo nunca aumentou.
Por quê? Ela não tinha certeza. Talvez porque percebeu que ela só poderia pagar um aumento modesto? Isso era especialmente verdadeiro agora que as matriculas haviam reduzido, alimentada pelos escândalos de algumas das alunas do último ano.
Se os rumores sobre uma possível venda da propriedade vizinha resultassem verdadeiros, isso só iria piorar as coisas. 
Ela teria que lutar contra isso. Se tivesse pensado que Rockhurst seria comprada meses atrás, ela e suas amigas teriam várias boas ideias para frustrar o Sr. Pritchard.
Elas poderiam fazer um pedido ao Conselho de Licenciamento de novo, ou...

Série Escola de Senhoritas
1- Seduzir um Patife
2- Alguém a quem amar
3- A Vingança Escocesa

4- Um Pilantra em minha Cama
5- Nunca pactue com o diabo
6- Casar antes de ir para cama com ele
Série Concluída


29 de julho de 2015

Era uma vez uma Princesa

Série Família Real Cardinia





Tanya, uma bela e exótica jovem trabalha como uma escrava em uma taberna no Mississipi. 

Não conhece sua origem, desde bebê ficou com um casal, os quais pensava serem seus pais, até que a mulher antes de morrer contou que ela não sabia quem era sua mãe e que está morrera de febre sem esclarecer até mesmo o seu nome. 
Um estrangeiro chega e alega que ela é uma princesa de uma região da Europa Oriental, um local distante – Cardinia – e que ele e seus acompanhantes a levariam de volta. Ela não acredita. Então, eles a sequestram. Ela tenta retornar ao Mississipi, acha que é americana. 
Ela ignora seu sangue real e o príncipe Stefan Barany, tem certeza que ela é a princesa Tatiana Janacek, devido à uma marca feita por seu pai. O príncipe tenta devolve-la ao trono através do casamento.

Série Família Real Cardinia
1- Era uma vez uma Princesa

27 de julho de 2015

A Indomável

 Série V

Chloe Gresham não esperava uma recepção calorosa, afinal, seu novo guardião era um total desconhecido.

Mas quando Sir Hugo Lattimer adentrou Denholm Manor, depois de uma noite de farra e descobriu que ele estava vinculado a uma jovem pupila incontrolável e bonita, o belo solteiro deixou perfeitamente claro que não queria nada com ela. 
Chloe, no entanto, tinha suas próprias idéias...
Impulsionado por memórias sombrias de um desesperado tormento, a última coisa que Hugo precisava era uma estudante irritante, enfurecedora, imprevisível, e especialmente uma cuja deslumbrante beleza e sensualidade natural desafiavam o seu autocontrole. 
No entanto, ele devia à moça e para isso precisava transformá-la em uma dama e casá-la com um jovem senhor rico, em Londres. E, por Deus, iria fazê-lo... caso pudesse resistir à tentação de levá-la para sua cama... e se também pudesse mantê-la a salvo daqueles que usaria uma jovem inocente para executar uma desavergonhada vingança.

Capítulo Um

Agosto de 1819,
Já tinha avançado a manhã quando o fatigado cavalo percebeu, por fim, o aroma do lar, transpôs a entrada de pedra e entrou pelo acidentado atalho que conduzia à casa senhorial de Denholm Manor.
O animal soprou pelo nariz, levantou a cabeça e, quando a casa branca e negra, protegida em parte pelas árvores, apareceu ante sua vista, pôs-se a trotar. O sol quente iluminava as janelas gradeadas e iluminava as vigas vermelhas do teto alto.
A casa tinha um ar de descuido que se manifestava no caminho com seus sulcos de lodo endurecido invadido de ervas daninhas nos emaranhados arbustos, um triste resto do que tinham sido em outros tempos cercas vivas lindamente podadas.
Hugo Lattimer deteve seu cavalo, sem registrar nada disso. Só percebia que lhe palpitava a cabeça, tinha a boca ressecada e lhe ardiam os olhos. Era incapaz de recordar como havia passado as horas transcorridas desde que saíra de sua casa na noite anterior: certamente, em alguma taverna dos subúrbios de Manchester, bebendo um desses conhaques que queimam as tripas e divertindo-se com alguma rameira, até cair sem sentido. Era seu modo habitual de passar as horas noturnas.
Sem necessidade de receber indicações, o cavalo passou por debaixo do arco de entrada que havia a um lado da casa e entrou no pátio pavimentado. Então Hugo notou que em sua ausência tinha acontecido algo fora do comum.
Piscou, sacudiu a cabeça e observou perplexo, a carruagem de aluguel que descansava ao pé da escadaria de entrada da casa. Visitas... Ele jamais recebia visitas. A porta lateral estava aberta; isto também era pouco usual. Em que diabos estaria pensando Samuel?
Já abria a boca para gritar chamando Samuel quando um cão mestiço saiu saltando pelo vão da porta, ladrando a mais não poder, e desceu os degraus mostrando os dentes, o pelo do pescoço arrepiado, e em uma demonstração de incongruência, meneando a cauda como se lhe desse as boas-vindas.
O cavalo relinchou assustado e escorregou de lado pelas pedras. Hugo lançou uma maldição e o reprimiu. O cão desconhecido saltava ao redor do cavalo e cavaleiro, ladrava e movia a cauda como se estivesse saudando dois amigos que fazia muito não via.
— Samuel! — Vociferou Hugo, saltando de sua montaria e fazendo uma careta quando o violento movimento lhe provocou uma aguda dor na cabeça. Ficou de cócoras, aproximou sua cabeça ao buliçoso cão e explodiu: — Silêncio! — Em um tom tão baixo e feroz que o animal retrocedeu, meneando a cauda, desconcertado, e deixando pender fora de sua boca uma língua muito longa e babosa.
Samuel não aparecia; lançando um xingamento baixo, Hugo soltou as rédeas, deu ao cavalo uma palmada na garupa, sinal conhecido para que se fosse para o estábulo, e subiu os degraus da escadaria lateral de dois em dois, com o cão junto a seus calcanhares e em um bendito silêncio... por hora. Hugo se deteve no grande vestíbulo, com a sinistra sensação de que essa não era sua casa.
Um feixe de luz entrava pela porta aberta do outro lado do enlameado piso; as bolinhas de pó bailavam nos raios que entravam pelas janelas gradeadas; uma grossa capa de pó cobria o aparador de carvalho apoiado contra a parede e a maciça mesa Tudor, da mesma madeira.
Tudo isso estava como sempre. Mas o centro do recinto estava cheio de baús, caixas e artigos variados que, a princípio, Hugo não conseguiu identificar. Depois de uns instantes, sob seu olhar incrédulo, um desses objetos se definiu como uma gaiola com um papagaio.
Depois de havê-lo examinado melhor descobriu que tinha uma só pata. Inclinava a cabeça e lançava uma enxurrada dos mais obscenos insultos que Hugo jamais tinha ouvido em seus dez anos de serviço na Armada de Sua Majestade.
Desconcertado, virou-se lentamente. Sem querer, pisou no rabo do cão e este disparou, se lamentando, e depois a estendeu como um peludo leque sobre o piso.
— Fora.

 Série V
1-  Heart's Folly
2-  Virtude
3- A Indomável
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...