19 de outubro de 2014

Vale da Paixão

Série Oeste
Depois da morte de seu pai,, a bela De Swane aferra a única coisa que lhe resta: o vale de Angel Crek.. 

É então quando o desumano e ambicioso Lucas Cochran desuman o e ambicioso entra na vida da jovem
com a intenção de apoderar-se de seu vake...e dela.
Entretando à medida que a confrontação se transforma em uma violenta paixão. ardente e devastadora, o destino os arrasta a um perigoso abismo no qual poderiam ficar sem pedaços...
Ou o amor poderia nascer tão violento e selvagem como o próprio Oeste, mais forte que a ambição, mais forte que o ódio, mais forte que a vingança...

Capítulo Um

Fazia quase um mês que Lucas Cochran tinha voltado para o lugar que o viu nascer, mas ainda se surpreendia do muito que o povoado de Prosper fazia para estar à altura de seu nome. Nunca chegaria a ter uma grande população, entretanto, estava limpo e cheio de vida. 
Pode-se dizer muito de um lugar em apenas observar às pessoas que passam pela rua, e, segundo essa norma, Prosper era tranquilo, seguro e, definitivamente, próspero. 
Possivelmente as cidades que cresciam depressa graças às minas tinham muito mais vida em suas ruas que um como Prosper, e as pessoas faziam muito mais dinheiro neles, mas esse tipo de população acabava morrendo assim que se esgotavam os minerais.
Em seu começo, Prosper tinha contado com tão somente um edifício que servia de loja, bar e estábulos para os poucos colonos do lugar. 
Lucas recordava os tempos em que a área em que se assentava agora Prosper não era mais que terra vazia, e os únicos homens brancos em quilômetros de distância eram os do rancho Duplo C. 
A febre do ouro de 1858 tinha mudado tudo: milhares de mineiros e aventureiros tinham chegado às montanhas do Colorado em busca de dinheiro rápido, e, embora não se encontrou ouro naquele lugar, alguns tinham se estabelecido ali criando pequenos ranchos. 
Ao aumentar a população, cresceu a demanda de mercadorias. O único armazém logo teve outro edifício ao lado, e assim nasceu o diminuto assentamento que um dia seria Prosper, no Colorado.
Lucas tinha visto muitas cidades mineiras, e todas se pareciam muito em seu ritmo frenético, em suas ruas enlameadas repletas de garimpeiros e daqueles que pretendiam separar os mineiros afortunados de seu ouro: jogadores, proprietários de salões, prostitutas e ladrões de terras. 
Alegrava-se de que Prosper não tivesse recebido a bênção, ou a maldição, conforme se olhasse, do ouro e da prata. Por suas características, o povoado no qual tinha nascido seguiria ali quando a maioria dos assentamentos mineiros não fosse mais que estruturas vazias açoitadas pelo vento.
Tratava-se de um bom lugar para formar uma família, tal e como era claro com as trezentas e vinte e oito almas que residiam ali. Todos os negócios se alinhavam ao longo da rua central, enquanto que as residências se repartiam nas outras nove ruas. 
A maioria das casas eram pequenas e simples, mas alguns, como o banqueiro Wilson Millican, já tinham dinheiro antes de chegar a Prosper. Suas mansões não teriam parecido fora de lugar em Denver ou inclusive nas grandes cidades do Leste.
Prosper só tinha um salão e carecia de bordéis, embora fosse bem conhecido entre os homens da cidade que as duas garotas do salão estavam dispostas a fazer determinados favores sexuais por um preço. 
As mulheres do povoado também conheciam esse acerto, embora seus maridos não fossem conscientes disso.
Havia um colégio para os meninos e uma igreja; um banco, dois hotéis, três restaurantes contando os dois dos hotéis, uma loja que vendia todo tipo de coisas, dois estábulos, uma barbearia, um sapateiro, um ferreiro e inclusive uma loja de chapéus para as damas. 
Até podia dizer que contavam com boas comunicações, porque a diligência passava uma vez por semana.
Em realidade, o povoado só seguia ali porque a família Cochran tinha criado de um nada o grande Duplo C, lutando contra os comanches e os arapahoes, pagando pela terra com sangue. 
Lucas tinha sido o primeiro Cochran nascido ali, e, naquele momento, era o único que restava; tinha enterrado a seus dois irmãos e a sua mãe durante as guerras com os índios, e seu pai tinha morrido fazia um mês.

Série Oeste
1- Uma Dama do Oeste
2-  Vale da Paixão
(GTR)

O Reverso da Vingança








Clive precisava conquistar Lara para pôr em prática sua vingança implacável!

O marquês de Darincourt, Clive Darin, sorriu satisfeito ao ler o anúncio de casamento que mandara publicar na gazette.
Todos pensariam que fora ele quem rejeitara a esnobe lady Charlotte. 
Na verdade, estava magoado e humilhado, pois ela preferira se casar com um duque!
Sua sorte mudou ao encontrar lady Lara, prima de Charlotte, fugindo de casa. A linda órfã seria uma substituta perfeita para a noiva que o preterira...

Capítulo Um

1819
O marquês de Darincourt dirigia seu faetonte com rapidez para fora de Londres.
Todos os pedestres, com os quais cruzava, admiravam seu veículo. Os dois cavalos que havia adquirido recentemente nos leilões de Tattersall eram soberbos e constituíam uma parelha perfeita.
O faetonte, projeto seu, era amarelo, com rodas negras e, sem dúvida, o mais elegante de toda St. James Street.
O próprio marquês tinha uma aparência digna de ser admirada. Além de muito belo, sua postura-e comportamento justificavam seu apelido de Darin, o ousado.
Quando no Exército, Clive Darin alcançara o posto de capitão. Costumava levara bom término qualquer missão que lhe era confiada, não importando seu grau de dificuldade ou perigo. Conseguira per­manecer vivo graças a sua sagacidade e inteligência, daí ganhando dos companheiros a alcunha de ousado.
A guerra havia lhe arrefecido um pouco das ilusões românticas. Por isso, regressando a seu país, dedicou o tempo a amores fortuitos e inconsequentes com entediadas e solitárias senhoras casadas em­bora muito atraentes e sofisticadas.
Todas mostravam-se dispostas a recebê-lo secretamente quando os maridos se ausentavam.
Faziam parte do exclusivo beau monde. Assemelhavam-se às cocottes francesas, que havia conhecido em Paris quando lá estivera, com o Exército de Ocupação.
Finda a guerra, voltou ao lar passando a destacar-se como um dos mais cobiçados homens solteiros do beau monde. Tinha plena consciência de que sua posição exigia que tivesse uma esposa. Como não era de seu feitio adiar decisões importantes, nesse dia levantou-se e preparou-se para uma missão que lhe era nova.
Jamais havia feito algo semelhante antes.
Havia decidido casar-se.
Era filho único. Tanto seu pai, antes de falecer, como todos os parentes, haviam sentido muito medo que desaparecesse num campo de batalha.
Teria sido lamentável se o nome Darincourt, que era parte im­portante na história do país terminasse abruptamente. O título ho­norífico de marques, criado apenas cem anos atrás, fora um acréscimo à glória familiar.
Também isso não deveria ser perdido.
O marques conhecia bem a importância de sua posição.
Tudo isso justificava o assédio sofrido por ele pelas debutantes. Usavam de todos os recursos para atrair-lhe a atenção, contando com a cumplicidade e orações das ambiciosas mamães, que vence­riam qualquer obstáculo para tê-lo como genro.
Porém, em vez de se tornar arrogante ou cheio de autoconvencimento, ele passara a encarar tais expectativas com uma certa dose de cinismo. No íntimo, apreciaria casar-se pelas próprias qualidades e não por suas posses. Seus amigos teriam rido de tal prova de sentimentalismo. Preferiria procurar o amor verdadeiro, tal como ocorria no passado.
O marques Clive Darin era um homem culto que, em contraste com suas aventuras, gostava de deleitar-se com boas leituras. Havia se impressionado com os poemas escritos por lorde Byron. Aliás, o poeta era seu conhecido, pois frequentavam o mesmo clube, o con­ceituado White’s.
Já fazia algum tempo que, tanto a avó quanto os parentes, lhe imploravam, quase de joelhos, para que se casasse.
Sempre atento a tudo o que se passava a sua volta, Clive acreditava haver descoberto, entre as debutantes, uma perfeita pérola.
Lady Charlotte Warde, filha do conde de Langwarde, era, sem sombra de dúvida, a mais bela da nova geração.



Problemas no Paraíso



Ele não queria compromissos... Mas aquela mulher o enfeitiçou!

Roy McMillan jurara viver e morrer solteiro!
Mas sua filosofia de vida caiu por terra no dia em que Ellie Fitzsimmons desceu do trem em Paradise, Nebraska. 
A bela iluminou o dia de outubro com seu brilho. E, embora estivesse ali para visitar seu irmão, Roy teve dificuldade em manter esse fato em mente... e evitar bancar o idiota!
Ellie estava em apuros!  E não havia roupa que escondesse seu segredo por muito tempo. 
Roy McMillan só aumentava seus problemas com aquele sorriso devastador. Mas quando soubesse a verdade, Roy ainda iria querer construir um pequeno paraíso na terra para ambos?

Capítulo Um

Nova York, 1892.
— Em que bela encrenca você se meteu, Ellie — criticou Mary O’Malley, uma das camareiras da Sra. Sternhagen. — Não que eu não tivesse percebido. Em seu primeiro dia na casa, eu disse a mim mesma: “Céus, essa moça vai se complicar, se achando melhor do que as outras... com seus livros e cartas, mais o jeito avoado”. E foi o que fez, não? Complicou-se! Arranjou um fardo!
Ellie assentiu, já com dor nos ouvidos de tanto sermão. O único fardo em que podia pensar eram suas duas malas gastas pousadas na calçada. Continham todos os seus pertences, incluindo os livros adorados, porém pesados, que tinham sido de seu pai.
 Por um segundo, deixou de ouvir a cacofonia de sons, mistura do barulho da rua com a ladainha de Mary... imaginando que destino seus escritores favoritos dariam a uma personagem em sua situação. E então, Sr. Dickens, Sr. Victor Hugo? De repente, Ellie estremeceu. Com certeza, eles lhe arranjariam um final trágico... cairia de um penhasco no litoral durante uma tempestade ou, pior, se casaria com algum fazendeiro banguela com terras à beira dos penhascos, de onde ela ainda se jogaria num dia atormentado. 
A fim de se acalmar, pensou em outros autores... Anthony Trollope. Ou, melhor ainda, Jane Austen. Eles seriam mais generosos... ao menos, inventariam soluções mais engraçadas, embora não tivesse motivo para rir naquele instante.
— E, se quer saber... — continuava Mary. — Aquele café que derrubou no tapete persa da Sra. Sternhagen não foi acidente, tampouco!
Relutante, Ellie abstraiu-se da ficção e voltou a sua biografia real. Deu de ombros, inocente.
— Eu estava transtornada, naturalmente...
— O orgulho precede a queda, não é? Sorte sua eu ser o tipo caridosa — continuou Mary, indiferente à poeira que uma carruagem lhe atirou no rosto ao passar. — Fergus e eu ficamos contentes em ajudá-la. Seu quarto não é mais do que um armário, mas ouso dizer que tem sorte por consegui-lo, já que não poderá nos pagar nada e provavelmente será um fardo terrível.
— Farei o que puder, Mary. — Mas a promessa soou fraca até a seus próprios ouvidos. Tinha pouco dinheiro, provavelmente insuficiente para mantê-la até a chegada do bebê, não importando o quanto economizasse. Mary tinha razão. Era felizarda por conseguir um teto, pelo menos até arranjar uma solução.
Como arranjaria outro emprego? Até então, só trabalhara como doméstica, mas nenhuma família decente contrataria uma moça grávida. 
A barriga ainda não aparecia, porém, mas nenhum uniforme de criada a favoreceria. Além disso, teria de revelar ao empregadores em potencial que fora demitida pela Sra. Louisa Sternhagen, e o motivo viria à tona. Considerando que assuntos particulares sempre se tornavam de conhecimento público no pequeno mundo da sociedade nova-iorquina, logo todos saberiam que sua desgraça se devia a uma relação ilícita com o filho da ex-patroa.
Tinha que deixar Nova York. Mas para onde iria? Filadélfia? A situação lá não seria melhor para uma mãe solteira. Não imaginava nenhum lugar favorável. Exceto...
Por um instante, alienou-se da mistura de fuligem, pó e barulho e imaginou terras planas verdejantes, no Oeste distante. Parker McMillan escrevera que o Nebraska era um lugar bem mais informal do que o Leste. Dissera também que não havia muitas mulheres por lá, o que significava que era praticamente certo arranjar trabalho. Até para uma mãe solteira.
— Chegamos — anunciou Mary, conduzindo Ellie pela porta de uma construção de tijolos sombria. Dentro, viram-se diante de uma escada escura e estreita.
— No andar de cima. — Mary subiu um degrau e olhou por sobre o ombro. — Céus, você parece longe daqui!  Ellie riu.— E estava. Mary franziu o cenho, crítica, como se o riso fosse proibido a moças decaídas como Ellie. — Pensando em algum camarada, suponho. Como se não bastassem os problemas que já arranjou com homens!



13 de outubro de 2014

Um Duque nunca se rende

Trilogia Romances á luz da Lua


Impaciente com as críticas da sociedade britânica educada, Abigail Harewood decidiu viver a vida em seus próprios termos– e a primeira coisa que ela exige é um amante.

Quando o autoritário Duque de Wallingford chega à porta de seu castelo alugado, ela acha que encontrou o candidato perfeito: bonito, arrojado, e experiente na arte do amor. Mas tentar atrair Wallingford para a sua cama parece mais difícil do que ela imaginava. 
Inquieto e insatisfeito com sua vida devassa em Londres, o duque anteriormente libertino está determinado a passar um ano casto. Mas, como Abigail faz de tudo para seduzi-lo, Wallingford encontra sua determinação desmoronando diante de seu charme irresistível... E seus segredos fascinantes.

Capítulo Um

Sudeste de Florença, março de 1890.
Aos quinze anos, a senhorita Abigail Harewood havia enterrado sua querida mãe e se mudado para Londres para viver com sua irmã mais velha, a deslumbrante e jovem marquesa de Morley, e seu marido decrépito e agônico, o marquês.
Depois de uma semana, Abigail havia decidido que jamais se casaria.
— Jamais me casarei, — disse ao cavalariço enquanto o ajudava a secar os cavalos molhados com mantas. — Mas, gostaria de ter um amante. Afinal, acabo de completar vinte e três anos e já é hora, você não acha?
O cavalariço, que falava apenas um rude dialeto da Toscana, deu de ombros e sorriu.
— O problema é que não encontro um candidato adequado. Você não pode imaginar como é difícil para uma moça solteira da minha posição achar um amante. Claro, um amante com o qual deseje ir para a cama. Certamente que Harry Stubbs, o taberneiro, gostaria muito, mas ele não tem dentes. Dentes de verdade, quero dizer.
O cavalariço sorriu novamente. Seus dentes eram de uma brancura deslumbrante sob a luz do lampião.
Abigail inclinou a cabeça.
— Muito bonitos, — disse. — Mas não acredito que desse certo. Quero o tipo de amante que possa conservar ao menos por um ou dois meses, já que é uma grande dificuldade encontrar um, e minha irmã e eu abandonaremos esta encantadora pousada amanhã, assim que a chuva parar.
O cavalariço deu uma última palmadinha no cavalo e se preparou para colocar a manta para secar em uma viga. Poderia ter falado com ele em italiano, claro, embora seu dialeto não correspondesse totalmente à versão clássica que ela conhecia, mas era muito mais fácil conversar com as pessoas quando elas não podiam entender.
O cavalariço deixou a manta sobre a viga, flexionando os braços cobertos por sua camisa de lã. Na verdade, era um tipo bastante corpulento. Seu cabelo era de uma brilhante cor de azeviche, muito longo e levemente ondulado. Justamente o que esperava de um camponês italiano. Abigail interrompeu sua tarefa com a manta enquanto pensava.
— Desculpe-me, — disse. — Mas, posso lhe pedir um beijo? 
O homem baixou os braços e olhou para ela, piscando.
—Che cosa, signorina? — Veja bem,no dia em que completei vinte e três anos tomei a decisão de encontrar um amante antes que o ano terminasse, resolvi empreender uma busca o mais científica possível. Afinal, não se pode ser muito exigente com o primeiro amante, —Abigail ofereceu um sorriso afetuoso; um sorriso de entendimento mutuo. — Sondei as criadas e a governanta; apenas as mulheres, por motivos evidentes, e todas concordaram que o beijo é um fator determinante.
A testa do rapaz se encheu de linhas como um campo arado.
—Che cosa? — Perguntou novamente.
— O beijo, entende? Como método para comprovar a habilidade do candidato. Ternura, paciência, sutileza, sensibilidade com a parceira. Todas essas coisas, segundo minhas amigas, podem ser detectadas no primeiro beijo. Sabe o quê? — Inclinou-se para frente.
—Signorina? — Tinham razão!


Trilogia Romances á luz da Lua
1-  Uma Dama Nunca Mente
2-  Um Cavalheiro sempre é discreto
3-  Um Duque nunca se rende


Pergunte ao Coração



O destino traçou um casamento de conveniência para Valena. Mas os deuses puseram em seu caminho o amor!

Belo como Apolo! 
Foi exatamente isso que Valena pensou ao olhar para aquele cavalheiro subindo a bordo do navio que a levara até os Bálcãs. Quem seria?
Quando seus olhos se encontraram, Valena sentiu um intenso rubor tingir-lhe o rosto. Afinal, estava prometida a outro homem, não podia deixar-se encantar por alguém que via pela primeira vez. 
O que ela não sabia era que aquele homem era Ajax, filho do rei que iria desposá-la!

Capítulo Um

1886
— Oh, está de volta, Arthur. Como foi o funeral? — indagou lady Rose, ao ver o irmão entrando na sala de estar de sua suíte.
— Triste e sombrio, como pode imaginar — respondeu Arthur, duque de Inchcombe. — Compareceram menos pessoas do que eu esperava.
Lady Rose levantou-se da secrétaire, perto da janela, e foi até o sofá, sentando-se nele, à frente do irmão.
— O que farei, querido Arthur? Com a morte de tia Sarah precisarei de outra dama de companhia.
— Durante a viagem a Londres pensei no assunto. O im­portante é arranjarmos uma pessoa discreta.
— Claro. Oh, querido irmão, será que não posso desistir de tudo? Estou apavorada. Você sabe que meu maior desejo é ficar em Londres.
— Sei disso, Rose. Mas não é possível. Trate de pôr um ponto final nesse romance impossível — o duque aconselhou a irmã. — Mais cedo ou mais tarde todos ficarão sabendo do mesmo.
— E se souberem? — inquiriu lady Rose em tom de desafio.
— Sua reputação estará arruinada. Se nossos parentes des­cobrirem o que se passa, você pode imaginar o que eles dirão.
Lady Rose fez com as mãos um gesto de desalento; levantou-se e foi até a janela.
Seguindo-a com o olhar o duque admirou-lhe os cabelos refulgindo ao sol, os traços perfeitos, a pele alva e sedosa. Sem dúvida, a irmã era linda.
Amava-a e sentia muito, sentia desesperadamente por vê-la sofrer, mas não encontrava um modo de tirá-la da situação em que se encontrava.
Atualmente com quase vinte anos, lady Rose estava louca­mente apaixonada por Gerald, marquês de Dorsham. Debutara havia dois anos e vinha fazendo sucesso nos mais altos círculos sociais. 
No fim do ano anterior ela e o marquês se conheceram se apaixonaram.
Aos vinte e sete anos, belo, riquíssimo e correto, o marquês seria um marido excelente para lady Rose, o duque sabia disso.
Infelizmente, Gerald fora obrigado a se casar quando com­pletara vinte e um anos, por insistência do pai. Mavis, a noiva escolhida era de família importante e seus pais estavam a ser­viço da rainha Vitória.
No ano anterior ao casamento Mavis fora uma das beldades da temporada. As duas famílias estavam exultantes e a união prometia ser feliz, além-de excelente. O que os sogros não disseram ao genro foi que a filha tinha às vezes estranhos ataques.




10 de outubro de 2014

Promoção Sorteio de Livros!



Olá galera, acabei de lançar o meu livro e estou sorteando dois de presente. 

1- Para participar entre no meu blog e seja um Seguidor em G+

2- Os participantes deverão curtir minha página do Facebook

3- No post do Face responder a pergunta: 
O que você sente ao ler um livro de época ou ao assistir uma novela; um filme ou uma série épica? 

As duas melhores respostas ganhará um livro de presente autografado.

O resultado sairá no dia 31 de outubro. 
Para o ganhador eu pedirei o endereço para que eu envie pelo correio. 
Lembrando que eu não estou cobrando nada em dinheiro. A pessoa deve apenas curtir a minha página no face e no Blog.

Participem e boa sorte!

Claudio Pereira.

5 de outubro de 2014

Romance pré-histórico

A Face Secreta do Amor









O marquês de Melverley, considerado pelas beldades da aristocracia um bruxo irresistível, enfeitiçava suas amantes.

Era fato corrente que estas se desesperavam, algumas chegando até mesmo à tentativa de suicídio quando ele as deixava. 
Mas lady Emily, uma jovem destemida, ao ver-se forçada, por artifício de sua madrasta, a desposar tão assumido casanova, fugiu de suas garras, abandonou-o às portas da igreja!

Capítulo Um

1818
— Então, gostou do baile de ontem à noite? — indagou a condessa de Harsbourne à enteada.
Lady Emily Borne deixou a leitura do jornal e olhou para a madrasta.
— Oh, sim, foi maravilhoso e divertido como todos os bailes aos quais compareci esta semana.
— Você recebeu de algum dos cavalheiros um pedido de casamento?
— Pedido de casamento?! — repetiu lady Emily, surpresa. — Dancei muitas vezes com um rapaz á quem já havia sido apresentada anteriormente e recebi dele muitos elogios. Mas se ele me propusesse casamento eu o recusaria, pois nunca vi cavalheiro mais sem graça e cansativo.
— Ora, Emily! Você sim, é que está se tomando cada vez mais enjoada e impertinente — a condessa criticou-a em tom cortante. — Para ser franca, acho que está mais do que na hora de você se casar e quanto antes receber um pedido de casamento, melhor.
Os grandes olhos de Emily tomaram-se ainda maiores, tal seu espanto.
— Não sei por que está dizendo uma coisa dessas! Só me casarei por amor. Não tenho a menor intenção de passar o resto da vida ao lado de um homem de quem eu não goste e com quem não tenha interesses em comum.
A condessa franziu as sobrancelhas e não escondeu sua irritação.
— Há já algum tempo eu queria ter uma conversa séria com você, Emily. Parece que você não tem consciência de que é uma mocinha de muita sorte. Você tem, além da beleza, um pai rico e importante que faz tudo para agradá-la. Mas seu comportamento é o de uma filha ingrata que não dá valor ao que recebe. — A condessa fez uma pausa e acrescentou pouco depois em tom dogmático: — Toda debutante exultaria se estivesse em seu lugar. Seu pai já ofereceu dois bailes de gala para você e em consequência disso você tem recebido convites para festas e bailes de todas as famílias mais importantes da alta sociedade. Não pense minha querida, que sua vida continuará a ser um sonho permanente.
— E por que não? — objetou a enteada. — O que não acho certo é fazer um casamento precipitado.
Ao dar essa resposta lady Emily estava pensando em duas colegas de colégio, pouco mais velha do que ela, que se haviam casado no ano anterior, logo depois de debutarem e viviam muito infelizes.
Ao terminar o curso no colégio de aprimoramento social para jovens lady, Emily fizera o firme propósito de não se casar senão por amor.
Agora, ao ouvir a madrasta falar-lhe daquela forma, sentia-se não só exasperada, como receosa. Com cautela, perguntou:
— Está tocando neste assunto por que a senhora e papai têm pressa de se ver livres de mim?
— De forma alguma — volveu a condessa. — Como sua madrasta sou responsável por você e preocupo-me com o seu futuro. Uma jovem da sua posição social deve encontrar um marido importante, à sua altura. E a idade ideal para o casamento é logo depois dos dezoito anos, ou seja, sua idade atual.
— Tenho certeza de que se mamãe vivesse não concordaria com o que a senhora está dizendo — argumentou lady Emily com calmamente.
— E claro que concordaria — contradisse a madrasta, categórica.
— Estive conversando com seu pai sobre o assunto e ele também é da opinião que as mocinhas devem se casar cedo, principalmente quando desejam fazer um bom casamento, com aprovação das duas famílias.
— E se eu quiser me casar com um rapaz que papai e a senhora desaprovem, o que acontecerá? — indagou lady Emily de modo provocativo.
— Isso provavelmente não acontecerá, mas se acontecer, seu pai saberá cuidar desse problema.
Lady Emily suspirou.
Desde a morte da mãe vivia extremamente infeliz e quando o pai se casou pela segunda vez, conseguia, munindo-se de boa vontade, viver bem com a madrasta.
Ambas tinham temperamento completamente diverso e naquele instante lady Emily constatou que se abria entre elas uma distância cada vez maior.
A falecida condessa de Harsbourne era uma mulher meiga que procurava sempre descobrir o que de melhor havia nas pessoas. Para ela o mundo era um lugar encantado, quase como um reino de contos de fadas, semelhante àqueles das histórias que ela costumava ler ou contar para a filha.
Desde criança Emily se acostumara a ter a mente povoada de sonhos e fantasias. Dos contos de fadas passara a conhecer as histórias dos Cavaleiros da Távola Redonda, as poesias trovadorescas e por fim as peças de Shakespeare.
Um ano após a morte da esposa o conde de Harsbourne, não suportando a solidão, casou-se novamente com uma linda viúva, lady Martha Harvey. Todos se impressionaram com a beleza da nova condessa e com Emily não foi diferente. Todavia, ela não tardou a constatar que sua boa nanny estava certa ao dizer na ocasião que aquela beleza era “superficial e enganadora”.

28 de setembro de 2014

A Marca da Paixão



Marcada pela batalha, Lady Isobel Dalceann lutou ferozmente para defender sua fortaleza, colocando em risco a própria vida. 

Por que, então, permitiu que um estranho ultrapassasse suas muralhas? 
Embora configura uma ameaça, as cicatrizes de guerra no corpo de Marc de Courtenay também refletem as dela, fazendo com que Isobel sinta-se inclinada a depositar sua confiança em um mercenário solitário. 
E ele está cada vez mais atraído pela machucada, porém linda, Isobel. Mas agora ela treme ser traída, uma vez que Marc conhece todos os segredos de sua fortificação. 
O que acontecerá quando Isobel descobrir quem ele é de fato?

Capítulo Um

1346, Fife Ness, Escócia
De onde estava, na praia, Isobel Dalceann avistou as formas escuras contra o céu prateado. Eram oito ou mais, mesclando-se às ondas revoltas e cinzentas conforme a névoa se alastrava no horizonte.
— Ali! — gritou ela para os dois homens a seu lado. — Uns 200 metros mar adentro.
Por vezes apareciam por ali destroços de algum naufrágio, ou a carcaça de um animal marinho morto há muito tempo. Mas aquilo? A pouca claridade que ainda restava a oeste iluminou a paisagem com tons de cobre e levemente róseos, transformando o que até então era indistinguível em algo conhecido.
— São pessoas! — Ian foi o primeiro a identificar do que se tratava.
Não eram pedaços de madeira, nem um tronco de árvore que tivesse caído no mar em algum lugar perto de Dundee antes de ser levado para o sul pelas correntes geladas. Eram pessoas!
Pessoas que se afogariam se ninguém as socorresse.
Isobel sempre fora uma excelente nadadora, resistente como poucos.
Tirando os sapatos e a túnica, ela removeu a adaga amarrada aos tornozelos com tiras de pano e correu.
A água fria roubou-lhe o fôlego antes que ela atravessasse as primeiras ondas, que traziam na crista o clima gélido do norte. Quando um forte vagalhão a engolfou, fazendo o cabelo dela se enroscar nos braços, ela segurou a respiração e esperou voltar à superfície.
A cerca de dez metros, Ian gritou e Angus respondeu, a onda seguinte levantando todos eles e facilitando a visão e a direção a seguir. Isobel podia sentir nos ouvidos a própria pulsação, conforme a força da água a fazia afundar outra vez. Contando os segundos para emergir, ela bateu os pés e acabou surgindo a poucos metros de distância de um dos sobreviventes.
O sangue jorrava de um corte aberto do cotovelo ao ombro do homem, tingindo de vermelho a espuma das ondas antes de se diluir na vastidão do Mar do Norte. Ele mal registrou a presença de Isobel enquanto ela nadava em sua direção, só então notando que havia outro homem flutuando ao lado dele.
— Eu o levo para a praia se você conseguir nadar! — gritou ela acima do uivo do vento. Conforme uma chuva espessa começava a cair, os pingos formando cavidades na superfície da água, dando a impressão de que o mar borbulhava.
— Não. — Ele permaneceu imóvel, fitando-a com olhos verdes cuja expressão era de pura determinação. Olhando mais de perto, Isobel percebeu que o outro homem estava morto. — Ele morreu. O mar o levou.
Balançando a cabeça, o homem virou-se, desolado. Isobel viu, por entre a água agitada, os dedos dele se contraindo, a pele das mãos arroxeada pelo frio e marcada por pequenos cortes e hematomas enquanto ele respirava fundo várias vezes, tentando recuperar as forças. Quantas vezes ela mesma reagira assim, sentindo que a solidão, que a vida era insuportável?
— Deixe-me ajudar — pediu ela. — A distância até a praia é longa.
O toque dela no ombro dele fez o homem despertar daquela espécie de transe, e ele a fitou com toda a arrogância de alguém que não estava habituado a receber ordens.
Isobel afastou uma ligeira sensação de desconforto. Aqueles poucos minutos em que ela estava no mar haviam sido suficientes para fazê-la sentir-se congelar, e ela perguntou-se como aquelas pessoas tinham conseguido sobreviver por tanto tempo.
— A-ajude primeiros os outros q-que estão atrás de m-mim.
Quando ele moveu o braço para acomodar a cabeça do homem no ombro que não estava ferido, Isobel reparou que ele usava uma larga pulseira de ouro trabalhado.
Não era um simples marinheiro, então, que navegava pelos estreitos entre
Inglaterra e Escócia para ganhar a vida. O sotaque dele era diferente, tinha um leve timbre de alguma terra estrangeira mais distante.
Um grito atrás de Isobel a fez virar-se, sobressaltada. Ela viu Angus, ofegante de frio, batendo freneticamente os pés para se aquecer. O medo se apoderou dela. Estavam a 200 metros da terra firme, com uma tempestade se aproximando velozmente a leste, a escuridão se assomando sobre eles. Atrás de Angus, dois homens tentavam se manter na superfície para recuperar o fôlego.
Senhor... O mar era implacável, reivindicava suas vítimas sem direito a defesa ou justiça. Nadando furiosamente, Isobel esmurrou com força o homem mais velho na cabeça, livrando-se dos braços que tentavam segurá-la e pressionando-lhe a garganta, até ele revirar os olhos. Em seguida, fez a mesma coisa com o rapaz mais jovem.
— Que Dieu nous en garde! — murmurou Marc.
Aquela mulher com uma cicatriz que lhe atravessava o rosto de fora a fora estava matando os homens que estavam com ele, um a um, e ele, paralisado pelo frio, não podia fazer nada para impedi-la. Guy estava morto. Fazia tempo, talvez uma hora, que sabia disso, e ainda assim não conseguia soltá-lo. A força da água pressionava, clamava por um fim, por um descanso, e finalmente a energia que ele acumulara durante aquela tarefa de resgate o abandonou. Era inútil persistir. Estava acabado. Quando relaxou as mãos e suas pálpebras se fecharam, sentiu o calor, que há muito havia deixado seu corpo, voltar acompanhado por um forte feixe de luz.
Escócia. A terra de seu pai. Ele quase conseguira.
— Segure-o por trás — Isobel instruiu Angus. — Não o deixe virar-se, pois o pânico fará com que ele o afogue.
— Não consigo segurar os dois!

O Príncipe Guerreiro

APIMENTADO Futurista
Série Lordes Dragões 



A sobrevivente…

Embora ninguém jamais pudesse mandar nela, este guerreiro iria tentar conquistar seu coração.
Fisicamente marcada na infância num ato de traição, Pia nunca foi considerada uma mulher atraente.
Um terrível engano e ela está fugindo.
Desesperada para esconder sua identidade, ela faz um acordo com Noivas da Galáxia.
Em troca de um novo rosto, ela vai se casar com qualquer um que se coloque na frente dela. Jamais ela imaginou que seu futuro marido seria o guerreiro mais bonito dos Draig.
O guerreiro...
Embora nenhum homem pudesse frustrar o valente líder Draig, uma mulher seria a sua ruína. Zoran de Draig é um homem que sabe o que quer. Ele precisa, sendo um príncipe e o Capitão da Guarda Draig tem que tomar decisões rápidas, estar pronto para a batalha a qualquer momento, e, acima de tudo, ele sempre tem que estar no controle. Quando sua esposa, a única pessoa que deveria obedecê-lo se recusa a
...
veja em Apimentados 


24 de setembro de 2014

Amor vem a Mim







A elite de Concord está a ponto de admitir um novo membro: a jovem Lucinda Caldwell, uma bela moça mimada em excesso por seu pai.

Parece ter tudo muito claro na vida: casará-se com seu amor de infância, o homem destinado a convertê-la em uma brilhante organizadora de encontros sociais.
Mas não é esse o destino que a espera, a não ser acabar nos braços de um cavalheiro sulino, Heath Rayne, que, desde que a viu, não pôde deixar de pensar nela e de desejar que seu noivado terminasse.
E agora que Lucinda é dele, a única coisa que deseja é dedicar-se a ela por completo. Entretanto, o passado de Heath impedirá que as coisas sejam tão fáceis...

Capítulo Um

Heath levantou as lapelas de seu casaco e amaldiçoou entre dentes ao sentir o vento gelado no pescoço. Era seu primeiro inverno na Nova Inglaterra, e estava começando a compreender que não era o lugar mais adequado para alguém do Sul.
Pisou com suas botas as endurecidas camadas de neve que tinham ido acumulando-se depois das recentes tormentas.
Tinha nevado tanto, tinha esfriado tantas vezes, que temia que toda aquela neve não desaparecesse por completo até o mês de junho.
Apesar de ir vestido com pesadas roupas de lã, como um autêntico nortista, qualquer um poderia haver-se dado conta de que não levava muito tempo ali. ~
Sua pele era escura, com o permanente bronzeado próprio de alguém acostumado ao calor e ao sol do Sul. Media mais de um metro e oitenta, estatura que não destacava especialmente em Kentucky ou Virginia. Mas era muito mais alto que os magros e compactos homens da Nova Inglaterra, e, além disso, olhava fixamente com seus olhos azuis, o qual parecia incomodá-los. 
Em sua terra os estranhos se saudavam ao cruzar-se pela rua; no Norte, parecia que não se tinha o direito de olhar alguém nos olhos se não fosse de sua família, velho amigo ou compartilhava com ele algum negócio. Perguntou-se por que as pessoas de Massachusetts não se davam conta de quão estranhas eram. 
Não havia explicação alguma para sua frieza e sua rigidez, nem para aquele condenado senso de humor de que faziam ornamento. Talvez fosse coisas do clima.
Seus pensamentos lhe fizeram sorrir —um cálido e brilhante sorriso que, tempos atrás, tinha cativado às mulheres do condado de Henrico—, e apertou a mão, coberta com uma luva, ao redor da tocha enquanto ia em busca de lenha. 
Estava acostumado a esgotar com rapidez a madeira e o carvão em seu empenho por manter aquecida a pequena casa que tinha comprado à primavera anterior. Fazia tanto frio fora que lhe resultava difícil assobiar, mas mesmo assim se entreteve interpretando uma aceitável versão de “All Quiet along the Potomac Tonight”, uma das melodias mais populares durante a guerra. 
Tinha-a composto um nortista, mas uma boa canção era uma boa canção fosse quem fosse seu autor.
Seus passos diminuiram e seu assobio se esfumou quando lhe pareceu escutar um tênue ruído proveniente do rio. 
Vivia um pouco acima da beira, assim que o tranquilo som chegou até ele flutuando, levado pela brisa, dispersando-o entre as árvores e fazendo que resultasse difícil escutá-lo com claridade. Mas quase podia assegurar que se tratava da voz de uma mulher.
Não podia morrer, não desse modo, nesse lugar. Ter atravessado o rio gelado por esse ponto em vez de caminhar os trezentos metros que faltavam até a ponte tinha sido uma completa estupidez, mas ela não merecia algo assim; de fato, ninguém o merecia. 
Depois do sobressalto inicial de ver-se atravessar a superfície e cair na água, Lucy tinha lutado violentamente com os pedaços de gelo que flutuavam a seu redor, incapaz de encontrar um ponto de apoio até que suas mãos deram com um dos extremos do buraco em que havia caído. 
Nesses escassos cinco segundos, a água tinha impregnado em suas roupas e o frio lhe chegava até os ossos. Tudo tinha acontecido com grande rapidez, em um abrir e fechar de olhos. 
O ar lhe saía do mais profundo de seus pulmões enquanto se esforçava por sair da água, mas suas luvas de cachemira escorregavam sobre o gelo uma e outra vez. Cada vez que uma de suas tentativas fracassava, afundava-se até o queixo.
—Que alguém me ajude! So... socorro! —Falhou-lhe a voz ao olhar para a paisagem nevada que se estendia além da costa, cercada pela neblina de fumaça que saíam das chaminés das casas próximas. Gritar não ia adiantar, e, além disso, a fazia perder forças, mas seguiu fazendo-o, intercalando palavras e soluços—. Estou em... a água... que alguém... ajude-me...



21 de setembro de 2014

Virtude




Judith e Sebastian Davenport são jogadores profissionais. 

Os atrativos de Judith distraem os competidores enquanto seu irmão realiza jogadas suspeitas. 
Seu verdadeiro sobrenome é Devereux, mas ocultam sua identidade com a esperança de achar o homem que traiu seu pai.
Mas sua sorte muda quando suas manobras no jogo são descobertas por Marcus Devlin, o bonito e temível marquês de Carrington, que lhes exige que mudem sua rotina e ameaça delatá-los. A beleza de Judith o atrai sem remédio, apesar de tratar-se de uma aventureira...
Uma história de paixão e intriga que transcorre no final da guerra contra Napoleão e nos elegantes salões de Londres, pela autora de Beijar Um Espião.

Capítulo Um

Que diabos estaria fazendo ela? Distraído, pensou Marcus Devlin. O muito honorável marquês do Carrington trocou sua taça vazia de champanhe por outra cheia, que tirou da bandeja de um lacaio que passava. 
Afastou seus ombros da parede e se ergueu em toda sua altura para ver melhor o outro lado do abarrotado salão, ali onde estava a mesa de macao. Ela tramava algo. Ele sentia em cada um dos cabelos da nuca, completamente arrepiados.
Ela estava em pé, atrás da cadeira de Charlie, movendo o leque em lentos balanços frente à parte inferior de seu rosto. Inclinou-se para frente sussurrando algo no ouvido de Charlie, a suntuosa curva de seus seios e a funda sombra da fenda entre eles se revelou no decote de seu vestido de noite. 
Charlie a olhou e lhe sorriu com o suave sorriso tolo do primeiro amor juvenil. Não era de estranhar que seu jovem primo tivesse caído rendido aos pés da senhorita Judith Davenport, refletiu o marquês. 
Quase não havia homem em Bruxelas que não se sentisse excitado por ela: criatura de contrastes, vibrante, transbordante, de aguda inteligência... Mulher que de um modo indefinível representava um desafio para um homem, que em um instante colocava a prova o valor de um homem e no seguinte era mansa como uma gatinha, que provocava em um homem desejos de levantá-la em seus braços e embalá-la, protegê-la da tormenta...
Bobagens românticas! O marquês reprovou a si mesmo duramente por se parecer com seu primo e com a metade dos jovens soldados que passeavam orgulhosos em seus uniformes pelos salões de Bruxelas, enquanto o mundo esperava que Napoleão fizesse seu seguinte movimento.
Fazia já várias semanas que observava como Judith Davenport tecia seus feitiços, estava convencido de que a moça seguia com toda clareza um protocolo específico. Entretanto, não conseguia descobrir do que se tratava.
Pousou o olhar sobre o jovem que estava sentado em frente de Charlie. Sebastian Davenport tinha a banca. Belo como a irmã, a sua maneira, estava sentado descuidadamente na cadeira, tanto em sua forma de vestir como em sua postura, irradiava uma estudada indiferença. 
Do outro lado da mesa, ria ao mesmo tempo em que embaralhava as cartas.
O ânimo que reinava nessa mesa era descontraído, o que sempre acompanhava aos Davenport. Era de supor que esse era um dos motivos da popularidade de ambos... 


14 de setembro de 2014

Amor Pagão


A longa capa negra e a máscara evocavam mais perigo que a arma que o salteador trazia nas mãos. 

Sobressaltada, Honor viu-o aproximar-se, os olhos fitando-a com uma intensidade que a desconcertou. "Perdoe-me, milady, mas preciso de suas joias e dinheiro.
" De nada adiantaram os protestos. 
Honor foi roubada de tudo que restara de sua fortuna e que pretendera transferir para Londres.
Ela quis agredi-lo, desafiar tanta ousadia; porém, antes de partir com seus comparsas, o mascarado ainda a tomou nos braços e a beijou, saboreando os lábios de Honor como a uma exótica iguaria.
"Não vou perdê-la de vista", prometeu à estarrecida Honor Dale, sem saber que acabara de atacar a sobrinha de Oliver Cromwell, o líder puritano da Inglaterra!

Capítulo Um

Honor Dale fitou a mão direita, reticente. Pouco discreta, a pérola do anel de noivado destacava-se sob a luva de pelica. Talvez não devesse estar usando a joia. Escondê-la junto às outras na capa, porém, podia parecer uma afronta a sir Tyler Vail.
Lamentavelmente, seu noivo não aguardaria a carruagem vinda de Oxford, ocupado demais que estava com seus investimentos na Bolsa Real. Ainda assim, meditou Honor, não seria direito chegar a Londres para o casamento sem o anel.
Erguendo o olhar sob os cílios longos e dourados, percebeu que o casal sentado no banco oposto examinava-lhe a mão com indisfarçada curiosidade. Ao lado dela, no assento pouco confortável, um homem rude e corpulento, conhecido como dr. Kennel de Kenilworth, chacoalhava de um lado para o outro, como um barco na tempestade.
— Quem ousou chamar essas carroças de "coches voadores" certamente jamais pisou em uma delas! — resmungou o médico, caindo primeiro de encontro a Honor, depois contra a parede do barulhento veículo.
— Não guarda mesmo nenhuma semelhança com uma criatura alada... — observou com afetação a mulher de cabelos grisalhos presos com rigor sob um chapéu.
Honor concordou mentalmente, embora não fizesse nenhum comentário. Esforçando-se para ignorar a trilha acidentada, concentrou-se na paisagem composta de cerrados e faias. O coche gemeu ao contornar uma curva e, projetando-se para a frente, ela buscou equilíbrio. Ao tomar a carruagem, em Oxford, haviam-lhe dito que se podia cumprir a jornada em pouco tempo. Já era quase meio-dia, contudo, e encontravam-se bem a umas vinte milhas da parada, em High Wycombe.
À frente, a parelha mal entrosada de seis animais tentou vencer uma ponte estreita de pedra. O cocheiro instigou-a a prosseguir com um estalar fraco do chicote, fazendo meia dúzia de corvos alçarem voo de uma sebe que margeava a estrada.
Cinco horas de viagem, calculou Honor, tentando se acomodar melhor ao lado do médico obeso que resfolegava a cada tomada de ar. Naquele ritmo, não alcançariam Londres antes da hora da ceia. Deveria ela seguir direto para a residência de tio Oliver, em Whitehall? Os Cromwell, pelo menos, deviam estar a sua espera.
Ansiosa, manuseou as fitas negras do vestido de luto, aproveitando para tatear a capa e certificar-se de que as joias permaneciam em segurança. Reencontrar o tio não era nenhum acontecimento. Sua posição e título nobres de Lorde Protetor da Inglaterra jamais a haviam intimidado. Mesmo quando criança, o considerava afetuoso e de um surpreendente e travesso senso de humor.
A carruagem sacudiu mais do que nunca, percorrendo a estrada que serpenteava por Chiltern Hills. O casal empertigado, sr. e sra. Cosgrove, já sustentava uma expressão de alarme.
— Eu disse! — queixou-se o sr. Cosgrove, enquanto o veículo lutava com uma vala particularmente profunda. — Teria sido mais sensato viajar a cavalo.
— Não a meu ver, meu caro — o dr. Kennel observou, irônico, quase como se divertindo com o desconforto do companheiro. — Prefiro não ficar à mercê dos elementos. Era só o que me faltava, atender aos chamados de meus pacientes acometidos de crupe...
Honor percorreu o corpanzil do médico com os olhos castanhos, indagando-se se ele já não desistira de tentar encontrar uma montaria forte o bastante para carregá-lo de Oxford a Londres. Ela mesma não atinava com o motivo pelo qual resolvera viajar de carruagem. Na ocasião, os preparativos tinham sido feitos tão às pressas... O pobre camareiro de tia Lucy mal pudera acreditar quando lhe revelara a intenção de explorar a cavalo os campos ingleses.
— Uma jovem de dezenove anos? E de luto? O que não diria lady Lucy? — perguntara Master Ormsby, escndalizado.
Na verdade, não diria nada, já que a pobre estava morta havia mais de um mês. De qualquer forma, refletiu Honor, não tinha a menor intenção de desdenhar a memória da tia. Por mais inconsequente e aborrecido que fosse o apego de Lucy Dale Ashford a detalhes e convenções sociais, ela fora para Honor uma verdadeira mãe naqueles últimos dez anos.
Um solavanco devolveu Honor ao presente. O coche inclinou para um lado, arremessando-a para cima do médico obeso. Vexada, ela lutou para endireitar o corpo, consciente do prazer estampado nas feições de Kennel.
— Eh-eh... — ofegou ele, deliciando-se com o contato do corpo jovem contra o seu. — Parece que viajar de carruagem tem lá suas vantagens.
Honor apoiou o pé na parede do carro, buscando equilíbrio e recompondo-se com dificuldade. No outro assento, os Cosgrove faziam o possível para se desembaraçar um do outro com o mínimo de dignidade.
— Com mil demônios! — praguejou o sr. Cosgrove, olhando por cima dos ombros da esposa. — Creio que perdemos uma roda.
— Inferno! — exclamou o médico, espiando disfarçadamente os tornozelos de Honor, esperançoso, e reprimindo um muxoxo ao perceber que ela usava botas. — Assim não alcançamos Londres antes do anoitecer.
Honor.buscou conter a própria perturbação. Graças aos céus era julho e a tarde se estenderia por mais algumas horas. Pela primeira vez, desejou ter acatado o conselho de Master Ormsby e viajado acompanhada por Yetta Ward, a inexpressiva dama de companhia de tia Lucy. 
As incessantes trapalhadas da mulher, porém, somadas a sua resistência em admitir os próprios erros, irritavam-lhe. Após o casamento, ela poderia escolher à vontade, pois Tyler devia manter um verdadeiro exército de criados.
O cocheiro foi até a porta pedir aos passageiros que descessem do veículo para que ele e o lacaio pudessem recolocar a roda. Os resmungos soaram em uníssono, mas Honor manteve a compostura, preocupada apenas em verificar se o forro da capa continuava intato. Que Deus a livrasse de perder as joias, seu único dote, agora que seu irmão Palmer se apossara da herança destinada a ambos.
Herança que, de certa forma, não era nada se comparada às terríveis perdas sofridas pelos Dale na última guerra civil. Se tia Lucy não houvesse falecido tão subitamente, talvez pudesse ter refeito seu testamento em vez de deixar o solar de sua propriedade para as duas bem casadas filhas.
Pela centésima vez, desde a morte da tia, Honor abençoou sir Tyler Vail. Não somente por ter-se apaixonado por ela, mas também por sua delicadeza em adiantar o casamento em três meses. Era bem possível que as primas dela vendessem de imediato a confortável residência de tia Lucy em Whitehorse Hill, abandonando-a à própria sorte.
Afastando-se dos outros, Honor sentou-se à sombra de uma densa faia. A não ser por umas poucas folhas caídas, o solo não apresentava nenhuma vegetação rasteira. Segurando a borda do chapéu negro, olhou para cima, mal podendo avistar o céu azul por entre os galhos cheios. Apenas os grunhidos de esforço do lacaio e o tinir do eixo da roda rompiam o silêncio em Chiltern Hills.
Só então ela se deu conta do quão exausta e faminta se encontrava. A atribulada viagem de coche provara-se bem mais fatigante do que pudera imaginar.
Ajeitando-se melhor contra o tronco da árvore, fechou os olhos e procurou relaxar. Após alguns minutos, adormeceu. Sonhou que avistava sir Tyler Vail, com os cabelos loiro-acinzentados esvoaçando à brisa do verão e as feições nobres abertas num sorriso, à porta de sua elegante residência na praia. Estendia os braços para recebê-la e ela corria para ele.
De repente despertou, deparando-se não com sir Tyler, mas com um estranho usando uma capa e uma máscara.
— Tão linda donzela ocultando-se nas árvores?

Uma Dama do Oeste



A bela e inocente Vitória Waverly, descendente de uma nobre e aristocrática família sulina, é obrigada pela guerra a deixar para trás tudo o que conheceu e a enfrentar um futuro cheio de incertezas no Oeste.

O que não imaginava é que se veria imersa em uma complexa rede de ódio e vingança, e que perderia o coração para um perigoso pistoleiro que a arrastaria a uma escura e poderosa paixão sem limites.
Sendo apenas um menino, Jake Sarratt foi testemunha do brutal assassinato de sua família e do roubo de suas terras.
Agora sendo um duro e implacável pistoleiro estava disposto a vingar-se e reclamar o que era seu por direito.
Nada se interporá em seu caminho. Nada… exceto o feroz desejo que sente por Vitória o que acabará convertendo-se em um profundo amor que rasgará sua alma.
Só seu amor poderia lhe redimir.

Aquela terra era extraordinariamente bela, e talvez essa fosse a razão pela qual os primeiros seres humanos que se assentaram no continente decidiram viver ali. 
Uns vinte e cinco mil anos mais tarde a conheceriamos como Novo México, um nome que não sugeria a magia de seus bosques alpinos do norte, dotados de lagos frios, cristalinos e sombreados, nem suas verdes e onduladas pradarias e suas solitárias montanhas. 
O ar era tão puro que aliviava tanto os olhos como a mente, e ao entardecer o céu sempre se tingia de belas cores.
Seus habitantes viveram e prosperaram durante centenas de anos, mas quando chegaram os colonizadores com seus guerreiros armados, suas lanças de aço e seus ferozes cavalos para desenterrar o ouro oculto naquela rica terra, também reclamaram o lugar para seu longínquo rei. 
Como recompensa a aqueles ambiciosos colonos, os reis espanhóis lhes entregaram as escrituras que testemunhavam a posse do selvagem território que pretendiam dominar.
Um desses primeiros colonos espanhóis foi Francisco Peralta, um homem alto e tranqüilo de olhos verdes e orgulhosos. Marcou os limites do que considerava dele e o defendeu com seu sangue. Construiu uma grande casa de tijolo cru e mandou trazer da Espanha à mulher de bom berço que tinha acertado em ser sua esposa.
Só tiveram um filho, um varão ao que chamaram Juan, que ampliou os limites das terras de seu pai, extraiu ouro e prata, criou cavalos e gado, e se fez rico. Ele 7

também trouxe uma noiva da Espanha, uma mulher que lutou a seu lado durante os ataques índigenas e que lhe deu três filhos: um varão e duas meninas. Juan Peralta construiu uma casa nova para sua família, muito maior que a de seu pai. A sua contava com um desenho harmonioso de entradas em forma de arco, muros de um branco brilhante, chãos de barro escuro, e um grande pátio no que cresciam flores perfumadas.
O filho de Juan, chamado Francisco em honra a seu avô, extraiu ainda mais riqueza do rancho. Mas sua mulher, que era de saúde delicada, morreu só seis meses depois de dar a luz a seu primeiro filho, uma menina. Seu abatido marido nunca voltou a casar-se e mimou a sua filha Elena como o tesouro mais precioso de sua vida.
Naquela época, em 1831, os americanos se expandiam por todo o Oeste através do Texas. A maioria eram trapaceiros, homens das montanhas e aventureiros. No começo não havia muitos, mas a cada dia foram chegando mais; homens impacientes aos quais não lhes interessava a beleza da terra.

Capítulo Um

O comandante Frank McLain saiu do alpendre expondo-se ao sol e observou como se aproximava a calesa enquanto entrecerrava os olhos com expectativa.
Por fim tinha chegado sua prometida.
Uma violenta satisfação se apoderou dele. Aquilo nunca teria acontecido antes da guerra, entretanto, as coisas tinham mudado e agora uma maldita Waverly seria sua esposa. Sua mãe, Margaret, pertencia à poderosa família Creighton, e a jovem tinha o aspecto de uma deles, pálida, elegante e orgulhosa até os ossos.
Vitória Waverly. Poucos anos antes, sua família teria lhe cuspido. Mas agora ia se casar com ele porque tinha dinheiro e não ficava mais que estômagos vazios e uma impecável árvore genealógica. A guerra e a fome eram os melhores ecualizadores do mundo. Os Waverly e os Creighton não tinham duvidado em casar a sua filha com ele em troca de uma vida mais confortável.
Mal podia esperar. Tinha arrancado aquela terra dos Sarratt com sangue e morte, e a tinha feito dele. Naquele momento possuía mais terras que qualquer fazendeiro sulino, tinha conseguido que seu nome se reconhecesse em todo o território, tinha mais ganho e empregava a mais homens que qualquer outro rancheiro e, entretanto, faltava-lhe algo. Ainda não tinha conseguido o que mais desejava na vida, e isso era uma dama sentada a sua mesa, uma autêntica aristocrata que levasse seu sobrenome.
Nunca tinha albergado esperanças de consegui-lo, mas depois da guerra tinha retornado a Augusta, à cidade em que tinha crescido como um desprezível pária. Ali procurou à mulher perfeita, a mulher de seus sonhos, e encontrou a Vitória.
O coração lhe pulsava com mais força em apenas pensar nela. Levava quatro meses esperando sua chegada e por fim estava ali.
Casariam-se aquela mesma noite.
Um dos homens que estavam atrás dele mudou de lugar para ver melhor.
—Quem vem na calesa com ela?
—Sua irmã pequena e sua prima, Emma Gann —respondeu McLain.
Não lhe importava que Vitória houvesse trazido consigo parte de sua família. Em certo modo lhe agradava a idéia das acolher sob seu teto. Provavelmente iriam cortejar os homens chegados de todo o território.
As mulheres brancas seguiam sendo pouco habituais no Oeste, e as damas autênticas eram tão apreciadas como o ouro.
Desfrutou durante um instante com o agradável pensamento das alianças que poderia forjar arranjando proveitosos matrimônios para as duas jovens. Levantaria um império que faria com que os Sarratt parecessem uns sujos granjeiros a seu lado.
Tinham passado vinte anos desde que matou ao último deles e ficasse com sua terra, e ainda seguia odiando aquele sobrenome. Duncan Sarratt o tinha tratado sempre como se fosse lixo, e aquela cadela da Elena tinha atuado como se sujasse o ar que respirava. Mas tinha ido pelos dois, tinha-lhes feito pagar, e agora vivia na casa dos Sarratt. Não, que diabos, era sua casa, do mesmo modo que aquelas eram suas terras. Já não ficavam Sarratt. Encarregou-se disso.
A meia dúzia de homens que tinha às costas estava, em certo modo, igualmente ansiosa como ele por ver a calesa se deter. OH, havia algumas prostitutas brancas em Santa Fé se queriam ir-se tão longe, mas todas as mulheres do rancho ou das redondezas eram mexicanas.
As poucas mulheres brancas de Santa Fé que não se dedicavam à prostituição eram as esposas dos soldados, ou as anciãs mulheres dos rancheiros. Só a esposa do comandante estaria proibida.
Que diabos, todos o conheciam. Se queria deitar-se com a irmã de sua esposa, faria-o sem pensar-lhe duas vezes. Assim observaram a chegada da calesa com olhadas ávidas, perguntando-se que aspecto teriam aquelas mulheres, embora isso tampouco importasse muito.
Will Garnet cuspiu no chão.
—O comandante está atuando como um idiota com essa mulher —murmurou—. Nenhuma fêmea merece tanto alvoroço.
Os poucos homens que o ouviram estiveram de acordo com ele, embora se mantivessem em silêncio. Só havia dois homens imunes à raiva do comandante, e Garnet era um deles.
Tinha quarenta e tantos anos, o cabelo escuro e as têmporas chapeadas, e estava com o McLain desde o começo. Era o capataz e fazia sempre o que queria com a bênção do comandante.
Todos caminharam com passos rápidos a seu redor, exceto o homem que permanecia afastado do grupo, mantendo uma postura relaxada e os olhos frios sob a asa do chapéu. Jake Roper levava só uns meses no rancho, mas ele também parecia imune à ira do comandante.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...