Esse recado será temporário e tão logo retiro do blog.

Hoje abro para vocês o skydrive, em construção...Por Títulos e Séries, veja a Biblioteca "lado direito do Blog"

Não haverá mais link de download no final do post E SIM um direcionamento para Skydrive,facilitarei para vocês direcionando à Lista alfabética, lembrando que os links não podem ser divulgados em outros locais senão eu fecho meu Skydrive.

O HD Virtual Ziddu por enquanto não será desativado de vez, visto que muitos links estão ativos ainda.. MAS NÃO TROCO nenhum link a partir de hoje. Não serão respondidos comentários sobre links inválidos.

Quem quiser o download pelo Ziddu (Pois ainda faltam muitos ebooks para eu carregar no skydrive ENTÃO...leia as instruções que encontra-se no final da página. Leia porque não publicarei comentários e não responderei nada sobre esse assunto, é passado...vamos para o futuro!

Bjs, Jenna

sexta-feira, maio 17

O Juramento De Um Libertino,

Saga Familia Cynster



Ele jurou que nunca se casaria.

Vane Cynster sempre soube para onde soprava o vento, em direção ao matrimônio.
Talvez os demais varões da família Cynster não se importassem de chegar ao altar, mas Vane nunca quis ver-se preso a nenhuma mulher, por mais encantadora que fosse.
Bellamy Hall parecia o lugar perfeito para se ocultar durante a temporada das casamenteiras de Londres. 
Mas quando conhece Patience Debbington compreende que encontrara a parceira ideal para ele e pela primeira vez pensa em algo mais que apenas sedução...
Ela jurou que nenhum homem conseguiria prendê-la. Patience não estava disposta a sucumbir às sensuais propostas de Vane.
Seus beijos a deixava aturdida, suas carícias a faziam derreter, mas ele é um homem arrogante, presunçoso e infiel... Igual a qualquer outro.
Ela tinha prometido a si mesma que jamais iria se entregar a alguém, a ponto de ter seu coração partido.

Capítulo Um

Outubro de 1819 Northamptonshire
 — Vê-se que quer avançar depressa. Dá a impressão de que o próprio diabo o persegue.
— O quê? Tirado bruscamente de seu inquieto estado de contemplação, Vane Cynster levantou a vista das orelhas de sua montaria e olhou ao seu redor para fixar-se por fim em Duggan, o cavalariço... E também na massa de nuvens baixas e ameaçadoras que se abatia sobre eles por trás.
— Maldição! — Vane olhou à frente e sacudiu as rédeas, o par de cavalos que puxava a carruagem saltou para diante com força.
Voltou a olhar a suas costas e disse — Acha que poderemos deixá-la para trás? Estudando as nuvens, Duggan negou com a cabeça.
— Abrange mais de quatro quilômetros, seis talvez. Não nos dá tempo de retornar a Kettering, nem tampouco de chegar a Northampton. Vane soltou uma imprecação. Não tinha nenhuma graça a ideia de terminar ensopado.
Sentiu a ponta do desespero e com os olhos fixos no caminho que os cavalos percorriam a toda velocidade, procurou alguma alternativa, alguma via de escape. Apenas uns minutos antes, pensava em Diabo, o Duque de St. Ives, seu primo, companheiro de infância e amigo íntimo... E na esposa que havia proporcionado esse destino a ele, Honoria, agora Duquesa de St. Ives.
Esta era quem havia ordenado que ele, Vane, e os outros quatro membros ainda solteiros dos Cynster não só financiassem, mas também além de assistirem o serviço religioso, se dedicassem ao conserto do telhado da Igreja do povoado de Somersham, vizinho à casa ducal.
Certo que a procedência do dinheiro que ela tinha decretado que contribuíssem era infame, pois se tratava dos lucros de uma aposta que nem ela nem suas respectivas mães teriam aprovado.
O antigo dito de que as únicas mulheres de quem deviam cuidar os varões Cynster eram as esposas Cynster seguia tendo a mesma validez para a geração atual que para as anteriores.
A razão porque acontecia isto não era algo no qual um varão Cynster gostasse muito de aprofundar.
E aquela era precisamente a razão por que Vane sentia uma necessidade tão imperiosa de sair da trajetória da tormenta.
O destino, disfarçado de aguaceiro, tinha disposto que Honoria e Diabo se conhecessem e em circunstâncias que virtualmente garantiram seu posterior casamento.
E Vane não estava disposto a correr riscos desnecessários.
— Bellamy Hall — agarrou-se à ideia como um homem a ponto de afogar-se — Minnie nos dará proteção. 
— Boa ideia — disse Duggan mais esperançoso - O desvio não fica longe. 
Vane fez a toda velocidade a volta da curva seguinte e deixou escapar uma imprecação ao ter que diminuir o passo dos cavalos. 
O estreito caminho não estava tão bem pavimentado como a estrada que acabavam de deixar. 
Muito afeiçoado com seu resistente cavalo para se arriscar a fazer algum dano, concentrou-se em guiá-lo o mais depressa que se atrevia, consciente da escuridão crescente daquele cedo e antinatural crepúsculo, e do uivar do vento cada vez mais intenso. 
Saíra de Somersham Place, a residência habitual de Diabo, pouco depois de almoçar, depois de ter passado a manhã na Igreja assistindo o serviço religioso que ele e seus primos tinham ajudado. 
Com a intenção de ir ver uns amigos perto de Leamington, deixara que Diabo desfrutasse da companhia de sua esposa e seu filho e partiu rumo ao oeste. 
Esperava chegar sem contratempos a Northampton e na comodidade do Anjo Azul, em vez disso, graças ao destino, ia passar a noite com Minnie e os hóspedes desta. 
Ao menos estaria a salvo. Através dos arbustos que tinha a sua esquerda, Vane vislumbrou ao longe uma extensão de água, de um cinza plúmbeo sob o céu cada vez mais escuro. 
Era o Rio Nene, que indicava que Bellamy Hall, que se erguia sobre um promontório alongado na encosta que dava ao rio, estava perto. 
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Saga Familia Cynster
1-  Diabo
2- O Juramento de um libertino
3- Seu Nome é Escândalo
4- A Proposta de um libertino
5-.Um Amor Secreto
6. Tudo sobre o amor
7- Tudo sobre a paixão
8- A Promessa em um Beijo 
9- Uma Noite Selvagem — em revisão final
10- Sombras ao Amanhecer –  idem
11- A Amante Perfeita –  idem
12- A Noiva Ideal -  ode,
13-  A Verdade Sobre o Amor - idem
14-  Puro Sangue -    idem
15- The Taste of Innocence
16- As Razões do Coração - em revisão final
17- O sabor da Tentação -    idem
Cynster Sisters –  Na lista
1. Viscount Breckenridge to the Rescue
2. In Pursuit of Eliza Cynster
3. The Capture of the Earl of Glencrae
4. And Then She Fell

As Regras Da Sedução

 Os Irmãos Rothwells 


















Capítulo Um

Uma sombra penetrou cedo na casa junto com o visitante inesperado. 
Alexia se sentiu perturbada mesmo antes de ver quem era. Ela descia a escada carregando sua cesta de costura e parou nos degraus ao notar as vozes que conversavam baixo no hall. 
Mesmo sem entender direito as palavras, compreendeu o tom firme de quem faz exigências. 
Percebeu que a forma respeitosa como o empregado se opunha de nada servia. Falkner, o mordomo, foi chamado. 
Diante de um poder silencioso e determinado, as barreiras da casa cediam. 
Um mau pressentimento tomou conta de Alexia, como no dia em que aquele homem havia chegado para contar à família sobre Benjamin. 
Já tivera essa sensação vezes suficientes para saber que não deveria ignorá-la. Más notícias mudam o mundo em um segundo. Mudam o ar. 
O coração humano pressente que o sofrimento está chegando com tanta certeza quanto um cavalo percebe uma tempestade que se aproxima. 
Não conseguiu se mover. Ia se juntar às primas no jardim, para aproveitar o sol da tarde com sua cesta de costura, mas a ideia lhe fugiu da mente. 
Um par de pernas surgiu andando na sua direção. Pernas compridas, calça preta e botas elegantes. 
Elas seguiram o mordomo rumo à escada. Falkner tinha no rosto a expressão de um serviçal que houvesse recebido ordens de um rei. 
 O tronco do visitante começou a entrar em seu campo de visão, logo seguido dos ombros e da cabeça. Como se sentisse que alguém o observava, ele olhou para cima, para o patamar onde ela se encontrava. Imediatamente Alexia entendeu a submissão de Falkner. 
A atitude, o rosto e o porte do visitante intimidariam até quem não conhecesse sua posição social. 
O cabelo escuro, desarrumado de um jeito que parecia não ter sido penteado naquela manhã, emoldurava o belo rosto de traços angulares e fortes, como se fossem entalhados. 
Sinais de cansaço obscureciam o azul profundo de seus olhos. Um autocontrole forçado retesava seu maxilar quadrado e sua boca bem desenhada. 
Lorde Hayden Rothwell, irmão do quarto marquês de Easterbrook, era a imagem do homem exausto mas determinado a cumprir sua dura tarefa. 
Certamente não viera em resposta aos muitos convites que Timothy havia deixado para Easterbrook em sua residência ao longo do último ano. 
Ao se aproximarem, Falkner cruzou os olhos com os dela, expressando seu desânimo. 
O mordomo também pressentia a tempestade. 
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2- LIÇÕES DE DESEJO 





Se Phaedra Blair não possuísse tanta beleza e estilo, a alta sociedade achá-la-ia apenas estranha.

Mas como a Mãe Natureza a dotou de ambas as coisas, consideram-na interessante e excêntrica. 
Ela é uma mulher à frente do seu tempo. 
Deseja liberdade e persegue um sonho. 
Apaixonar-se não está nos seus planos imediatos. Aliás, o seu primeiro encontro com Lorde Elliot não é auspicioso. 
Injustamente presa, será graças ao poder e charme do jovem que consegue escapar. 
Mas Phaedra depressa descobre que o preço da sua "liberdade" é ficar virtualmente ligada ao seu "herói". 
Pois Elliot Rothman não agiu apenas numa missão de boa vontade. 
O seu objectivo é garantir que Phaedra não publicará um manuscrito que ameaça destruir o bom nome da sua família, e para tal, ele está disposto a tudo. 
Não contava, porém, encontrar uma adversária à sua altura. 
Os dois jovens vão debater-se com as convenções de uma sociedade rígida e, acima de tudo, com sentimentos tão intensos quanto contraditórios

Capítulo Um 

Um homem que cometeu um crime tem de esconder o seu rasto, ainda que o tenha deixado com os melhores sapatos que o dinheiro pode comprar.
Para esconder o seu, Lord Elliot Rothwell voltou a entrar na casa da sua família em Londres entre os últimos convidados do baile do seu irmão e comportou-se como alguém que saíra apenas por breves momentos para apanhar ar nesta noite gloriosa e fresca de Maio.
Mal dera um passo além da soleira da porta, já não estava a entrar mas sim a saudar os convivas. 
O alto e bem-parecido irmão mais novo do quarto marquês de Easterbrook – o irmão Rothwell considerado mais afável e normal – concedia sorrisos a todos e, a determinadas senhoras, sorrisos deveras calorosos.
Um quarto de hora depois, Elliot embrenhou-se numa conversa com Lady Falrith tão habilmente como havia regressado ao salão de baile. Retomou um tópico interrompido duas horas antes e adulou a senhora de forma tão astuta que esta se esqueceu que ele se havia retirado há muito. Passados minutos, Lady Falrith perdeu toda e qualquer noção da passagem do tempo.
Enquanto Elliot brindava Lady Falrith com o seu charme, esquadrinhava a multidão no salão de baile à procura do seu irmão. Não
procurava Hayden, que, em conjunto com a sua nova esposa, Alexia, era o anfitrião do baile. Ele buscava o rosto do seu outro irmão, Christian, o marquês de Easterbrook.
O olhar de Christian nunca se cruzou com o dele, mas o regresso de Elliot ao baile não lhe passou despercebido. Christian afastou-se de um círculo de lordes do reino no canto oposto do salão e caminhou na direcção da porta.
Elliot dançou uma valsa com Lady Falrith antes de prosseguir com a missão da noite. Fê-lo em jeito de penitência por ter usado a senhora e agradecimento silencioso pela sua ajuda involuntária. 
A noção de tempo de Lady Falrith podia ser fluida, e a sua memória muito optimista. 
Na manhã seguinte, estaria plenamente convencida de que Elliot a cumulara de atenções a noite inteira e que possuía todas as intenções de lhe fazer a corte. 
A confiança dela no seu próprio poder de atracção iria revelar-se útil se se desse algum desenvolvimento inconveniente relacionado com as suas actividades na City naquela noite.
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Série Os Irmãos Rothwells
1- As Regras da Sedução
2- Lições de Desejo

segunda-feira, maio 13

A Rainha E A Donzela




A jovem Rose, criada de milady Elaine, é igual ou mais bela que sua senhora. 

Atrai olhares de muitos, e, inclusive os vis desejos de alguns. 
Sua senhora, Elaine, forçada por seu pai a contrair matrimônio com um homem feio e de idade avançada, quer a todo custo escapar de seu destino. 
Quando Thomas, o ferreiro, viola Rose, e o povo inteiro parece culpá-la deste fato, as duas mulheres decidem precipitadamente embarcar em uma das maiores aventuras de sua vida: 
Unirem-se a grande cruzada do rei Ricardo Coração de Leão. 
Como membros do séquito de Joana, a irmã do rei, Elaine e Rose se sentem seguras.
Rose inclusive se apaixona por um dos cavalheiros do monarca, o bonito John, que imediatamente fica encantado com a beleza da jovem. 
Mas um dia, Rose descobre Thomas entre os homens do rei e começa a temer por sua vida. 
Aterrorizada, tenta evitá-lo, mas é impossível. Quando o encontro acontece, é John que vai resgatar a jovem. 

Comentário revisora Isis: Gostei da história.Há partes nela em que se fica um pouco confusa, como lembrou a Deny, porque a ação passa de uma a outra personagem. Tem partes violentas...rsrsrsrs...mas como anda comentando a chefa.rsrsrsrsrs..calma: a violência não é praticada pelo mocinho da trama! As duas personagens são mulheres fortes, com ideais,tentando seguir seu caminho num mundo de homens!

Capítulo Um 

 —Rose? Onde está, Rose? Rose? 
 Como se fosse um acordo entre as pessoas, os ruídos e a confusão de vozes na praça do mercado, da pequena cidade do condado do Yorkshire, emudeceram durante uns instantes, e a voz da jovem se elevou, clara e sonora no ar gélido.
Então, com uma exalação, um casal de melros levantaram voo de um espinheiro sem folhas e revoaram chiando por cima da era. 
As conversas reataram, os comerciantes vendendo suas mercadorias, ressonantes golpes de martelo apagados e metálicos, as vacas amarradas mugiram e de seus focinhos brotava um vapor quente. 
A vida, que durante um momento parecia ter parado, temerosa, prosseguiu. 
 Rose se voltou, procurando com o olhar, quem a chamava, mas só viu os ramos negros —ainda agitados pelo peso das aves— de onde penduravam os últimos bagos vermelhos, como gotas de sangue. 
Sentiu uma batida de asas no coração e, durante um segundo, teve a sensação de que ocorreria uma desgraça. 
Mas as palavras do orador, que nesse instante retomava a palavra depois de uma pausa, voltaram a fasciná-la. Reuniu-se junto a outros, em torno de um homem sábio em cima de um tonel, que o utilizava como pódio para dirigir-se à multidão. 
Falava do pecado, e da condenação eterna que ameaçava todos os humanos. 
—Mas há um caminho! Sua voz aumentou de volume e atravessou o ar cinza, carregado da fumaça das lareiras de lenha que ardiam nas choças; elevou-se e retumbou, adotando um tom que insinuava conhecimento e a sabedoria, uma luz resplandecente e algo que ao mesmo tempo tocava o espírito, amedrontando-o e também anunciando a sorte. 
—Há um caminho que conduz a Deus e sua misericórdia. Há um caminho que a luz nos guiará e que nos libertará de toda fatiga, para alcançarmos o paraíso. Encontrá-lo está em suas mãos. 
Rose escutava, concentrada, como de costume. Era uma criada que levava um singelo vestido de lã, com um pano rodeando os ombros, para proteger do frio, e tamancos que cobriam os sapatos excessivamente débeis. 
Tinha pouco mais de quatorze anos, mas seu rosto em forma de coração, sempre estava sério, como se soubesse que a vida não era fácil. 
A cor verde de seus olhos se confundia com o castanho, o vermelho de seus cabelos não ardiam, em sua opinião, permaneciam crespos e curiosamente pálidos. 
Não sabia que era bonita. Ninguém havia dito ainda que as pupilas de seus olhos brilhassem como o âmbar e que seus cachos resplandeciam como o cobre. 
Rose tampouco esperava que ninguém lhe dissesse ou pensasse semelhante coisa. 
Só conhecia os gritos grosseiros que os moços da lavoura dedicavam a ela, pois já tinha o corpo amadurecido, curvilíneo e opulento, com os braços suaves e curvas que se pronunciavam de forma tão feminina em direção à pélvis, que em alguns despertava certas fantasias. 
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sexta-feira, maio 10

A Melhor Companhia

Série Escândalos da Sociedade 





O Capitão Lewis Brabant não achava nenhuma graça em abandonar a vida no mar para voltar para Hewly Manor, junto a Steepwood, em busca de uma noiva, mas seus amigos tinham sugerido que talvez encontrasse a solução para suas toscas maneiras se casasse.

Em Hewly vivia uma prima que também queria ver Lewis casado…Com ela.
Mas não era por sua bonita e ardilosa prima que Lewis sentia uma atração irresistível, e sim por sua amiga, a enigmática Caroline Whiston.


Capítulo Um 

A Senhorita Caroline Whiston deixou o livro de sonetos de Shakespeare e soltou um suspiro romântico. 
Ninguém a tinha comparado nunca com um dia do verão, e se alguém o tivesse feito é certo que teria sido com intenções desonestas. 
Conhecia muitas mulheres que cometeram o engano de acreditar no romantismo e que acabaram se arrependendo. 
Mesmo assim, seria maravilhoso conhecer um homem, a um tão somente, que não fosse um libertino nem um distinto e respeitável Cavalheiro. 
Desde que se convertera em preceptora, dez anos atrás, Caroline classificara nesses dois grupos a todos os homens que conhecera. 
O grupo de libertinos era o mais numeroso, pois continha pais, irmãos, parentes e amigos que se consideravam irresistíveis. 
A todos eles Caroline tratava com uma mescla de dureza e prepotência, e só recorria à violência física quando tinha que deter seus excessos de confiança. Nenhum deles voltava a insistir. 
Caroline não era o bastante bonita para merecer o tempo e o esforço de ninguém, e sempre se assegurava de ocultar seus traços mais chamativos.
Levava recolhida em um sério coque sua formosa cabeleira castanha, e suas maneiras inspiravam um profundo respeito em suas alunas e nos pais das mesmas. 
— A Senhorita Whiston é muito cortante — se queixou o irmão mais velho de suas últimas discípulas — Antes beijaria a uma serpente que tentar me aproximar dela! Depois estavam os Cavalheiros. 
Não eram tão perigosos como os libertinos, mas também teria que ter muito cuidado com eles. Podia ser um tutor ou um pároco que vissem Caroline como uma possível criada. 
Com eles se mantinha amável, mas firme. Não tinha a menor intenção de trocar o fatigante trabalho de uma preceptora por trabalhar sem cobrar como criada em uma paróquia, nem sequer por uma aliança de casamento. Voltou a suspirar. 
Nem sequer sua capa de inverno podia protegê-la da gélida manhã de novembro, e seu vestido de veludo escarlate, presente da mãe de uma aluna, foi idealizado para mostrar mais que para cobrir. 
Caroline sabia que era um exagero vestir um vestido de noite quando saía para passear pelo bosque ao amanhecer, mas tampouco havia alguém que pudesse vê-la, e era a única ocasião em que podia se permitir um pequeno capricho. Mas de todos os modos deveria retornar. 
Fazia frio, e se atrasasse muito, Julia seria tão mordaz como só ela podia ser. Guardou o livro no bolso, recolheu a cesta e se pôs a andar pelo atalho. 
Os raminhos cobertos de geada rangiam sob suas botas e as teias de aranhas reluziam como fios de prata sob o sol. Tudo estava em silêncio. 
Aquelas manhãs eram os únicos momentos de solidão que Caroline podia desfrutar, já que o resto do dia tinha que estar à inteira disposição de Julia, e também as noites, se à Senhora Chessford afligiam ataques de insônia. 
Caroline tinha interpretado o oferecimento de Julia para ficar em Hewly como o convite de uma amiga, mas não tinha demorado a descobrir que não era mais que uma criada. 
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Série Escândalos da Sociedade
1-Um Casamento conveniente
2- Falsas Aparências
3- Dívida de Amor
4- A Melhor Companhia

Maiê em....

 


 Sou do tipo que compra o livro pela capa. 

Aliás, quem não se derrete por uma imagem bonita? Quando comecei a ler romances as capas tinham fotos simples de casais e ainda era fácil achar algumas em que as mocinhas tinham aqueles cabelos de poodle e os bonitões vinham com bigodão.

Um modelo que aparece muito nas capas de nos nossos livrinhos é Nathan Kamp, a Jenna gosta do tipo rs.rs... tem até um slide no blog Contemporâneos de algumas capas que ele já fez entre outras.

Eu gostei tanto da capa de Brumas do Silêncio da Michelle Willingham que fui fazer uma pesquisa sobre os modelos dessas imagens.
Não dá para falar sobre capas de romance sem falar sobre ele. Todo mundo sabe que é preciso ser foda para ter um único nome artístico, como Cher, Madonna, Pelé e é claro: Fábio. 
Famoso pelas capas de romance, por ter matado um passarinho com a cabeça enquanto andava de montanha russa (tem no Youtube) e por em uma discussão em um restaurante, ter mandado George Cloney não ser uma diva. 
Na mesma linha há o inacreditável CJ Hollenbach (que cabelo é esse?), que agora é meu amigo no Facebook. Tudo para o bem desse quadro! 
Ele inclusive tem uma loja em seu site oficial em que vende camisetas, canecas, almofadas e um lindo calendário com ele de sunga sobre um tapete de leopardo.
Agora vocês já sabem o que pedir de aniversário! Tá, parei... 

Entre as mulheres Cindy Guyer, é uma das mais famosas tendo aparecido em centenas de livros. 
Na verdade a Wikipédia cita milhares de capas de livros e revistas. 
Pessoalmente acho que nunca vi mais gorda, mas admito que sou péssima fisionomista. De todos, só reconheci o Paul Marron, que esteve na capa do dos livros do Rehvenge e do Lothaire e é realmente muito bonito. 
Eu que sou capaz de esquecer até o nome da Diana Palmer fiquei impressionada ao descobrir a legião de fãs e sites dedicados a esses modelos que existem e também as convenções de romances em que comparecem autoras, modelos e artistas.
E é difícil deixar de notar como é algo afastado da nossa realidade. Por aqui mal conseguimos ler nossos livrinhos em público, quanto mais fazer eventos sobre eles. 
O que no final das contas é uma benção, porque não tem amor por romances que explique alguém pagar para tirar foto com um viking falso todo trabalhado no óleo corporal. 
Alguns bonitões que fizeram capas de romances, mas bem que podiam: Nathan Kamp, o modelo Tommy Dunn, o ator Taylor Kinney e o lindo Igor Rickli que é o vilão da novela Flor do Caribe.













Dicas de alguns livrinhos imperdíveis para vocês. Andei lendo muito dessa vez, então tem bastante coisa...

Sombras do Crepúsculo da Linda Howard: Livro maravilhoso que resume bem o que os romances tinham de melhor na década de 80: tramas marcantes e personagens fortes e impressionantes. 
A história acontece ao longo da vida do casal protagonista. Eles fazem parte de uma família tradicional e ela é o típico patinho feio. 
O mocinho é casado com a prima perfeita e depois de uma tragédia eles só voltam se encontrar muitos anos depois. 

Princesa Veneno da Kresley Cole: Não é bem um romance, mas uma distopia. O livro é sobrenatural, sobre uma garota que vê suas alucinações sobre o fim do mundo se tornarem realidade. 
Junto com o bad boy da escola tenta sobreviver e descobrir a verdade sobre si mesma e outros jovens predestinados. É empolgante e bem escrito. 

O Desejo de Natal de Lady Sophie da Grace Burrowes: O livro é leve, com um bebê fofo pelo qual o casal principal se apaixona. A mocinha é filha de um duque e ele um barão, se encontram sem saber a identidade um do outro e ficam isolados por causa da neve na casa dela, que está vazia. 
O único problema é que a narrativa é lenta algumas vezes. 

Uma Dama De Aluguel da Amanda Quick : Fiquei economizando esse livrinho para ele não acabar rápido. A história é deliciosa, com protagonistas carismáticos e inteligentes. 
A mocinha é esperta e independente e é contratada por um conde para fingir que é sua noiva a fim de desvendar um mistério. 
Desde o princípio ele a trata como uma parceira e não como uma empregada, sempre valorizando sua opinião e contando tudo para ela. 

Quase Inocente da Jane Feather: A mocinha é filha ilegítima do príncipe herdeiro com a amante francesa e é constantemente comparada com a mãe, uma mulher sedutora que manipulava os homens de acordo com seus interesses. Ela se apaixona pelo mocinho aos 11 anos de idade, ao ficar noiva do sobrinho dele. 
Muita coisa acontece até que possam ficar juntos. Ele é honrado e sensível e resiste o quanto pode às investidas dela. 

A Dança Da Corte da Candace Camp : De toda a série é de longe o melhor livro. O Duque e Francesca se apaixonaram anos atrás, mas ela foi obrigada a se casar com um homem muito mais velho. A redescoberta do sentimento e de sensações que ela desconhecia são deliciosas de acompanhar.

Bjs,

Maiê

domingo, maio 5

Lord Kir de Oz

Série O Retorno ao País das Maravilhas
Veja Também : Série no País da maravilha









Abigail Dorothy Osborne não podia permanecer um minuto mais em seu pequeno povoado no Kansas, onde os homens eram muito velhos, muito jovens, ou muito rústicos.

Para não falar que vivia com sua tia idosa Maye, que pensava que o sexo era um dos sete pecados capitais. 
Mas ao fazer suas malas, acontece um desastre: um tornado passa através de sua casa, levando Abby e também seu cão Lobo Irlandês. 
Quando Abby acorda está segura de que está sonhando. 
Não só não está em Kansas, mas também está em outro planeta. 
Um planeta encantador cheio de homens sexys mais que dispostos a fazer com que todos os seus sonhos eróticos se tornem realidade. 
Lorde Kir, Soberano da Cidade Esmeralda e Senhor dos Lobos moradores das cavernas das montanhas, encontra um tesouro no caminho de tijolos amarelos.
Ela é linda. Está confusa. 
E é absolutamente desesperador, pois Abby não é de seu mundo, entretanto sabe que deve fazê-la sua. 
Reclamá-la. Ensinar-lhe os prazeres da submissão. 
Sim. Esta era sua mulher, sua gatinha, sua companheira. 
Abby Osborne pertencerá a Kir para a eternidade, se puder evitar matá-la primeiro.
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Série O Retorno ao País das Maravilhas
1- Lord Kir de Oz
2- A Descoberta de Kalina - em revisão

domingo, abril 28

A Dança Da Corte

Série Cupidos


Lady Francesca desistira de encontrar o amor de sua vida, e já se dava por satisfeita em unir pares perfeitos.

Portanto, agora, considerava mais do que justo se empenhar em apresentar uma noiva para Sinclair, o duque de Rochford, considerando que rompera seu noivado com ele no passado por ter sido ludibriada. Claro que Francesca estava certa de que não havia restado qualquer centelha de paixão entre eles. 
O modo como se tratavam era a prova disso. 
Mas o jeito com que Sinclair fixou o olhar nela, ou mesmo quando de repente a apanhou em seus braços... Bem, isto fora apenas um ensaio para quando uma jovem, mais adequada, chamasse sua atenção. 
No entanto, logo Francesca achou as lições de amor do duque mais do que irresistíveis, além de ser uma tentação que poderia pôr ambos em perigo. 

Capítulo Um 

Pelo modo como lady Francesca Haughston se movia pelo salão de baile dos Whittington, ninguém teria adivinhado que ela estava dando os primeiros passos na campanha dela. 
Ela caminhava na maneira habitual, detendo-se para elogiar um vestido aqui ou flertar com um dos muitos admiradores ali. Sorria, conversava e abanava com habilidade o leque, uma bela visão no vestido de seda cor de gelo. 
O cabelo louro era uma cascata de cachos pendendo de um coque. 
Contudo, o tempo todo, os olhos azul-escuros dela buscavam a presa. Já fazia quase um mês desde que ela se prometera encontrar uma esposa para o duque de Rochford, e hoje à noite, pretendia pôr o plano em prática. Fizera todos os preparativos. 
Analisara todas as jovens solteiras da elite da sociedade, e através de cuidadosa pesquisa e observação, conseguira reduzir o número de candidatas adequadas para Sinclair a apenas três mulheres. Todas as três jovens estariam presentes ali esta noite, disso ela tinha certeza. 
O baile dos Whittington era um dos destaques da temporada, e à exceção de uma doença séria, todas as jovens em idade de se casar compareciam a ele. Além do mais, havia chances de o duque também estar presente, o que significava que Francesca poderia colocar o plano em ação. 
Sabia que já estava mais do que na hora de começar. Não precisara, de fato, de três semanas para escolher as possíveis noivas para Rochford. 
Havia apenas um pequeno número de jovens com as qualificações para se tornar a duquesa. No entanto, por algum motivo, desde o casamento de Callie; Francesca se vira tomada de tédio, curiosamente relutante em comparecer às festas e ao teatro. 
Até mesmo o melhor amigo dela, Sir Lucien, comentara sobre a súbita preferência dela por ficar em casa. Ela não sabia, ao certo, o motivo. De repente, tudo lhe parecia enfadonho, sequer digno de qualquer esforço. Na verdade, sentira-se um tanto quanto melancólica. 
Resultado, Francesca chegara à conclusão, do fato de Callie, que estivera morando com ela enquanto procuravam um marido para a menina, agora estar casada e haver se mudado. Sem a voz alegre e o encantador sorriso de Callie, a casa de Francesca ficara vazia. 
Ainda assim, procurou não se esquecer, jurara compensar o mal que fizera ao irmão de Callie, Sinclair, 15 longos anos atrás. 
E claro que era impossível consertar as coisas, mas poderia, ao menos, fazer, ao duque, o favor de lhe encontrar uma noiva adequada. Afinal de contas, este era o maior talento dela. 
Sendo assim, viera à festa esta noite determinada a dar início à demorada dança da sedução em nome dele. Francesca deu uma volta no enorme salão de baile, um aposento imenso pintado de branco e dourado, com piso de tábuas corridas de carvalho no tom do mel, e iluminado por três reluzentes cascatas de lustres de cristal. 
Vários suportes dourados com espessas velas de cera ofereciam luminosidade adicional, assim como os candeeiros dourados e brancos ao longo das paredes. 
Todo o brilho era suavizado pelos enormes buquês de rosas vermelhas e peônias emergindo dos vasos encostados nas paredes e grinaldas enroladas nos corrimões da magnífica escadaria que levava ao segundo andar. Era um aposento elegante, digno de um palácio, e boatos diziam que apenas o salão de baile fazia com que lady Whittington desejasse permanecer nesta velha mansão, enorme e antiquada, situada de forma tão inconveniente nos arredores de Mayfair.. 
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 Série Cupidos
1-Aposta no Amor
2-Conquista do Amor
3-Bodas de desafios
4-A Dança da Corte
 

Dama De Espadas

Série Irmãs Copeland 
Um segredo escandaloso!

Após fugir de casa para evitar um noivado indesejado, lady Elizabeth Copeland precisa encontrar meios para sustentar seu disfarce como acompanhante de uma senhora idosa, incluindo aceitar ser enfermeira do sobrinho dela.
Ao contrário do que imaginava, Lorde Nathaniel Thorne, Conde de Osbourne, é o homem mais incrível que já conheceu...
Elizabeth anseia abandonar o uniforme sem graça e revelar seu sangue azul, tão nobre quanto o de Nathaniel.
Mas ela ainda precisa esconder a verdadeira identidade, pois sua vida está em perigo!
A não ser que Nathaniel descubra o disfarce e arranque dela uma confissão..

Capítulo Um   

Maio, 1817 — Mansão Hepworth, Devon
— Como você ousa? Lorde Thorne, eu insisto que me solte imediatamente!
Lorde Nathaniel Thorne, conde de Osbourne, deu uma risada rouca, seus lábios se movendo para o bonito pescoço, parcialmente coberto por cabelos cor de ébano. Ela evitou o beijo, lutando nos confins de seus braços, as contorções daquelas curvas delgadas apenas conseguindo aumentar ainda mais o prazer de Nathaniel.
— Você sabe que não fala sério, minha querida Betsy...
— Eu certamente falo muito sério! — Ela levantou a cabeça para fitá-lo com aqueles olhos indignados e profundamente azuis, cercados por longos cílios escuros, os cachos morenos cheirando a limão e jasmim.
Nathaniel sorriu de maneira confiante.
— Um beijo, Betsy, isso é tudo que eu peço.
A boca de Elizabeth se comprimiu com determinação.
— Muito bem... você pediu por isto!
Nathaniel arfou quando a mulher em seus braços empurrou deliberadamente seu peito numa tentativa de se libertar, um lembrete doloroso de que ele tinha quebrado diversas costelas apenas nove dias atrás, o que resultara em seu estado de confinação àquela cama, ou à outra, desde então.
Um fato do qual essa pequena atrevida estava bem ciente!
— E você tem pedido por isso há dias! — Em vez de libertá-la, Nathaniel apertou mais os braços ao redor dela, enquanto seus dentes mordiscavam um lóbulo cheiroso delicadamente.
A luta de Betsy parou, a expressão no rosto dela se tornando confusa enquanto o fitava.
— Eu tenho?
Bem... talvez ele tivesse exagerado um pouco a situação. Mas, depois de quatro dias passados em Londres, confinado à cama e mimado por seu parente mais próximo... sua tia Gertrude, que era viúva e não tinha filhos... seguidos por outros quatro dias de desconforto dentro de sua carruagem, enquanto eles viajavam para a casa de sua tia na costa irregular de Devonshire, Nathaniel sentira necessidade de alguma diversão feminina.
Acordou de uma soneca da tarde, para encontrar aquela garota deliciosa arrumando seu quarto, também ciente de que, independentemente do quanto seus ferimentos estivessem doendo, eles também o tinham permitido escapar do tédio de uma temporada de bailes em Londres, e da intenção de sua tia de lhe encontrar uma esposa, Nathaniel havia decidido recompensar a si mesmo por aquela escapada de sorte com uma pequena brincadeira com a jovem dama de companhia de sua tia.
Ele lhe sorriu descaradamente agora.
— Você estava mexendo no meu quarto durante a última hora e meia... e, no final, mexendo em mim, também: arrumando o quarto, alisando as cobertas, afofando os travesseiros. — Tempo durante o qual Nathaniel tinha sido presenteado com uma vista tentadora de seios generosos, quando ela se inclinava contra ele, e com um vislumbre atraente de mamilos rosados que enfeitavam aqueles seios deliciosos!
— Foi instrução de sua tia que eu ficasse no seu quarto, de olho em você, esta tarde. — A linda garota de cabelos cor de ébano o olhou, o pequeno nariz erguido no ar.
— E onde está minha querida tia, esta tarde? — perguntou ele.
— Ela descansou bastante na viagem para cá, de modo que saiu na carruagem para encontrar amigas na área... Você está deliberadamente mudando de assunto, milorde! — A expressão de Betsy era indignada mais uma vez.
— Estou? — murmurou Nathaniel com divertimento.
—-Sim — confirmou ela com firmeza. — E eu não posso ver nenhum encorajamento de minha parte neste... neste seu ataque à minha pessoa, nas ações mundanas que acabou de descrever.
O que não era dizer que Elizabeth achara tais atenções completamente desagradáveis, se ela fosse honesta consigo mesma.
O último beijo de Elizabeth... na verdade, seu único beijo...
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Série irmãs Copeland
1- Dama de Copas
2- Dama de Ouro
3- Dama de Espadas
Série Concluída

O Beijo Encantado

Série Contos de Fadas 


Forçada pela madrasta a ir a um baile, Kate conhece um príncipe... e decide que ele é tudo menos encantado.

Segue-se um esgrimir de vontades, mas ambos sabem que a atração irresistível que sentem um pelo outro não os levará a lado nenhum. Gabriel está prometido a outra mulher
— uma princesa que o ajudará a alcançar as suas ambições implacáveis.
Gabriel gosta da noiva, o que é uma surpresa agradável, mas não a ama.
Obviamente, deve cortejar a sua futura princesa, e não a beldade espirituosa e pobre que se recusa a mostrar-se embevecida.
Apesar das madrinhas e dos sapatinhos de cristal, este é um conto de fadas em que o destino conspira para destruir qualquer oportunidade de Kate e Gabriel poderem ser felizes para sempre.
A menos que um príncipe abdique de tudo o que o torna nobre...
A menos que o dote de um coração indisciplinado triunfe sobre uma fortuna...
A menos que um beijo encantado ao bater da meia-noite mude tudo.

Capítulo Um  

Casa Yarrow,
Residência de Mrs. Mariana Daltry, da sua filha Victoria, e de Miss Katherine Daltry.
Miss Katherine Daltry, conhecida praticamente por toda a gente como Kate, desceu do cavalo a ferver de raiva.
Deve dizer-se que esse estado não lhe era estranho. Antes de o pai morrer, sete anos atrás, sentia-se por vezes irritada com a nova madrasta. Mas só depois de ele ter partido e de a nova Mrs. Daltry — que mantivera esse apelido durante uns escassos meses — começar a dar ordens é que Kate aprendeu realmente o significado de raiva.
A raiva estava a ver os arrendatários da propriedade a serem obrigados a pagar a renda a dobrar, ou a deixar as casas em que tinham vivido toda a sua vida. A raiva estava a ver as colheitas a definharem e as sebes a crescerem de mais porque a madrasta dava com relutância o dinheiro necessário para manter a propriedade. A raiva estava a ver o dinheiro do pai a ser esbanjado em vestidos e chapéus novos e coisas supérfluas... Tantas que a madrasta e a meia-irmã não arranjavam dias suficientes no ano para usá-las todas.
Raiva.
Eram os olhares compadecidos que recebia de conhecidos que já não a encontravam ao jantar. Era a ser relegada para um quarto no sótão, com móveis decadentes que anunciavam o valor relativo que ela tinha entre os residentes na casa. Era a aversão por si própria pelo facto de não conseguir abandonar a casa e resignar-se com isso. Era raiva alimentada por humilhação e desespero e pela certeza absoluta de que o pai devia estar a dar voltas no túmulo.
Subiu pesadamente as escadas da frente arregaçando as mangas para a batalha, como o pai teria dito.
— Olá, Cherryderry — disse ela, quando o seu querido velho mordomo abriu a porta. — Agora faz de lacaio?
— Ela Própria mandou os lacaios a Londres chamar um médico — disse Cherryderry. — Para ser exato, dois médicos.
— Está a ter uma crise, não?
Kate tirou as luvas com muito cuidado uma vez que o cabedal estava a separar-se do forro em volta do pulso. Houvera tempos em que podia realmente ter-se interrogado se a madrasta (conhecida entre o pessoal como Ela Própria) fingia estar doente, mas agora já não. Não, depois de tantos anos de alarmes falsos e vozes a gritarem a meio da noite sobre ataques... Que em geral acabavam por ser indigestão.
Embora, como Cherryderry comentara uma vez, uma pessoa possa ter esperança.
— Desta vez não se trata de Ela Própria. É do rosto de Miss Victoria, acho eu.
O Beijo Encantando – Eloisa James
— A dentada?
Ele acenou com a cabeça.
— Está a fazer descair o lábio, disse-nos a criada dela esta manhã. Também tem um inchaço nesse sítio.
Apesar de se sentir amarga, Kate teve um acesso de compaixão. A pobre Victoria não tinha muito a seu favor para além de uma cara bonita e de vestidos ainda mais bonitos; o coração da sua meia-irmã ficaria despedaçado se ela ficasse desfigurada para sempre.
— Tenho de falar com Ela Própria sobre a mulher do vigário — disse ela, entregando a peliça a Cherryderry. — Ou melhor, sobre a mulher do antigo vigário. Depois da morte dele, mudei a família para a casa mais afastada.
— Caso infeliz — disse o mordomo. — Especialmente num vigário. Parece que um vigário não devia pôr termo à vida.
— Deixou-a com quatro filhos — disse Kate.
— Repare bem, não é fácil para um homem ultrapassar a perda de um membro.
— Bem, agora os filhos têm de ultrapassar a perda dele — disse ela com frieza. — Já para não mencionar o facto de a minha madrasta ter mandado ontem uma ordem de despejo à viúva.
Cherryderry franziu o sobrolho.
— Ela Própria diz que a menina tem de ir jantar com elas esta noite.
Kate parou a meio da escada.
— Ela disse o quê?
— Que a menina tem de ir jantar com elas hoje à noite. E Lorde Dimsdale vem jantar.
— Deve estar a brincar, Cherryderry.
Mas o mordomo abanou a cabeça.
— Ela disse isso. E mais, concluiu que as ratazanas de Miss Victoria também têm de ir, mas por qualquer razão exilou-as para o quarto da menina.
Kate fechou os olhos por um momento. Um dia que tinha começado mal só estava a piorar. Detestava a matilha dos cãezinhos da meia-irmã, afetuosamente, ou não tão afetuosamente, conhecidos por toda a gente como as ratazanas. Também detestava Algernon Bennett, Lorde Dimsdale, o noivo da meia-irmã. Sorria com demasiada facilidade. E odiava ainda mais a ideia de se sentar a jantar en famille.
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 Série Contos de Fadas
1- O Beijo encantado 
2- Milagre de amor
3- The Duke is Mine
4- Ugly Duchess

O Desejo de Natal de Lady Sophie

Série As Filhas do Duque






Justamente antes do Natal, lady Sophie Windham se encontra com um bebê abandonado em seus braços e sem ninguém que a ajudasse, salvo um belo desconhecido que detesta festas natalinas.

Sophie e lorde Vim Charpentier sucumbem a um momento de vulnerabilidade e ele sente que deve partir antes que a comprometa.
Mas estão presos em meio a uma tormenta de neve em uma mansão cheia de ramos de visgo, colocados de forma muito estratégica…

Comentário revisora Emília:Esta é a minha primeira revisão para o grupo.E logo de saída peguei este livrinho que adorei.Eu adoro ladys, duques, condes, lordes. Amo este período que a Ana chama de ‘luvinhas’.rsrsrsrs.Espero que gostem tanto quanto eu gostei! A história me envolveu demais! 

Capítulo Um

—Não há nenhum maldito aposento disponível em toda a detestável Londres, chefe! O hospedeiro elevou a voz para gritar por cima da animação provocada pelos gritos de um menino.
—Os estábulos também estão cheios e parece que haverá mais neve! Sinto muito, senhor! Saiu depressa e começou a bramar por cima do estrondo do salão para que alguém limpasse o miserável chão.
Sem surpreender-se pela falta de habitações, Vim decidiu partir para proteger suas endemoninhadas orelhas. 
 Mas mover-se não era nada fácil dentro do abarrotado espaço do salão.
O chão era uma extensão escorregadia, coberta desse particular tipo de lodo que se forma quando as pessoas arrastam a neve, o esterco de cavalo e a sujeira do lodaçal meio congelado em que se converteu o pátio interior. 
E, entretanto, aquilo não era o pior do abarrotado salão.
O fedor que subia do chão se mesclava com o dos corpos sem lavar, com a lã úmida e suja e o aroma de um guisado de cordeiro cozido mil vezes que podia ofender inclusive ao nariz mais insensível.
Acima daqueles aromas, havia um aroma de canela completamente incongruente, como se um pouco de especiarias pudesse conferir à cena algum sentido do alegre espírito das festas.
Aquilo era monstruosamente impossível. 
Através do asqueroso ar, das maldições e dos murmúrios dos viajantes presos ali, dos chiados das botas e dos insultos dos cavalariços que chegavam do pátio, ouvia-se um som capaz de deixar Wilhelm Lúcifer Charpentier completamente louco.
 O pranto de um bebê. Vim tinha notado a presença do pequeno quando haviam dito a todos os passageiros da diligência que deviam apear ali, no próprio coração de Londres, porque o tempo impedia que pudessem seguir a viagem para o sul.
Como ovelhas atordoadas, tinham entrado na estalagem ao leu, conduzindo seus pertences com eles, e se encontrou com aquele ataque a seus ouvidos, que seria o preço por ficar em um lugar onde pudesse descongelar os pés.
Os gritos do menino tinham aumentado e passado da indignação à fúria. Dali, passariam a ser desconsolados, o que podia durar horas. Malditas festas felizes.
 Vim possuía conhecidos em Londres. Pessoas que se mostrariam encantadas em vê-lo, pessoas que sorririam e lhe dariam as boas-vindas como a um inesperado hóspede enquanto durasse o mau tempo. Pessoas felizes, que ofereceriam ponche quente enquanto riam e escutavam os mesmos madrigais de sempre e as mesmas seleções de O Messias de Handel .
Desviou a vista da cena que ocorria do outro lado da janela e olhou à mulher que sustentava o desventurado bebê a poucos metros de distância.
—Se me permitir, senhora. Posso ajudá-la em algo? — Inclinou o chapéu e apertou os punhos aos lados do corpo, movido pela urgente necessidade de lhe arrancar o incomodo menino dos braços—. O menino parece aflito.
Ela fez uma reverência enquanto abraçava o menino.
—Já expliquei que essa manha de criança é de muito má educação e lhe peço desculpas pelo ruído. — Olhou fixamente o menino—. É um menino travesso, jovem Kit, não deve golpear sua jarra desse modo, nem gritar com toda a força de seus pulmões...
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Série As Filhas do Duque
1 – O Desejo de Natal de Lady Sophie 
2 – O Segredo de Lady Maggie
 

segunda-feira, abril 22

Nos Braços Do Guerreiro

Série Irmãos MacEgan





Um guerreiro irlandês com sede de vingança...

Trahern MacEgan tinha o corpo coberto pelas marcas da batalha, e sua alma era escura como as trevas da noite mais sombria.
Muitas, mulheres desejavam domá-lo, mas ele havia amado somente uma vez, e aquele amor estava perdido para sempre. 
Um sofrimento silencioso.
Morren Ó Reilly conheceu a dor e a vergonha, mas mantinha a cabeça erguida, ainda que se sensibilizasse com o toque de um homem.
Uma entrega apaixonante.
Seria possível, que Morren iluminasse a alma obscura de Trahern?
E ele conseguiria romper sua resistência uma vez que a tomasse em seus braços?

Capítulo Um

Manda, 1180

O vento de outono se infiltrava, frio e cortante, através da capa que ele usava. Um aviso sombrio de que precisava procurar um abrigo.
Mesmo assim, Trahern MacEgan mal sentia o frio. Durante a última estação, ele não sentira nada, as emoções estavam tão frias quanto o ar que o cercava. O desejo de vingança o consumia, junto da necessidade urgente de encontrar os homens que haviam matado Ciara.
Ele deixara casa e família e estava voltando para o sudoeste de Éireann, onde vivia o clã Ó Reilly, em Glen Omrigh. Os irmãos dele não sabiam de sua intenção de encontrar os invasores.
Eles acreditavam que Trahern estava viajando outra vez para visitar amigos e contar suas histórias.
Como era um bardo, ele raramente ficava em um lugar só por muito tempo, por isso os irmãos não desconfiaram de nada. Mas, para aquela jornada, Trahern quisera ir sozinho.
Os irmãos tinham as esposas e os filhos para tomar conta. Jamais arriscaria a segurança deles quando tinham tanto a perder. Ele não tinha ninguém, e preferia que fosse assim.
A terra era mais montanhosa agora, com colinas verdes se erguendo do nevoeiro.
Uma estrada estreita serpenteava através do vale, nuvens quentes de vapor saíam das narinas do cavalo.
O vazio combinava com Trahern, que jamais imaginara perder a mulher que amara.
No último verão, o irmão de Ciara, Áron, mandara avisar que o cashel, a fortaleza circular onde vivia o clã, fora atacado por invasores vikings.
Ciara fora pega no meio da batalha, derrubada e morta quando tentava escapar. A notícia devastadora o mantivera longe de Glen Omrigh por meses.
Trahern não queria ver o túmulo de Ciara nem ouvir as palavras de compaixão dos amigos. Mais do que tudo, ele precisava esquecer. Mas o tempo não diminuíra a dor dele; ao contrário, só a fez aumentar.
Não deveria ter deixado a noiva. A culpa o consumia, corroendo e modificando o homem que ele fora.
O ódio corria em suas veias agora, sufocando a dor da perda.
A angústia fora substituída pela raiva e pela determinação. 
Iria encontrar os invasores e, quando isso acontecesse, eles teriam o mesmo fim de Ciara. Quando o sol já estava baixo no céu, Trahern acendeu uma fogueira e montou a barraca.
Embora pudesse ter alcançado logo Glen Omrigh se cavalgasse por mais algumas horas, ele preferia passar a noite sozinho. 
As chamas lambiam a madeira, o laranja brilhante se sobressaindo no céu que começava a escurecer.
No dia seguinte, ele chegaria ao cashel e começaria a rastrear o inimigo. Trahern esticou o corpo sobre a capa e ficou observando o fogo e ouvindo os sons da noite enquanto comia. A distância, ele ouviu o farfalhar das folhas sobre o chão da floresta. Provavelmente eram animais. Mesmo assim, Trahern levou a mão à espada.
O movimento indicava alguma coisa mais pesada do que um esquilo ou uma raposa. Não, os passos eram humanos, e não de um animal. Trahern segurou a espada com força, esperando que a pessoa chegasse mais perto. De repente, uma figura emergiu das árvores.
Era uma jovem donzela, com cerca de 13 anos, talvez, usando um leme branco, rasgado e um vestido verde. O rosto estava sujo de terra, e ela logo estendeu as mãos na direção do fogo.
A menina era tão magra que parecia não ter comido uma refeição completa por semanas. O cabelo longo e castanho descia até à cintura, e ela estava descalça. Jesus, ela devia estar congelando.
— Quem é você? — perguntou ele com delicadeza. A menina manteve os olhos afastados e não respondeu à pergunta. Mas o rosto ficou ruborizado antes que ela o chamasse com um gesto.
— Chegue mais perto, aqueça-se — ofereceu Trahern. — Tenho comida para dividirmos, se estiver com fome. A jovem deu alguns passos na direção do fogo, porém balançou a cabeça e apontou para as árvores atrás dela.
Trahern examinou o lugar, mas não viu ninguém. Embora a garota tenha erguido as mãos para aquecê-las na frente do fogo, a expressão estava cada vez mais assustada.
Mais uma vez, ela gesticulou na direção das árvores. 
— O que foi? — perguntou ele. A jovem tossiu e moveu a boca, mas demorou para falar. — Minha irmã. Trahern se levantou.
— Traga-a para cá. Ela pode se aquecer e comer alguma coisa. Tenho o bastante para as duas. — Isso não era verdade, mas ele não se importava nem um pouco se elas acabassem com a comida.
Era melhor que as mulheres saciassem a fome, já que ele poderia caçar se fosse preciso. A garota voltou a balançar a cabeça. — Ela está ferida. — É grave? A jovem não respondeu, contudo voltou a gesticular para que ele a acompanhasse e entrou na floresta. Trahern olhou primeiro para o cavalo e, então, para a encosta cheia de árvores.
Embora fosse mais rápido ir cavalgando, as árvores eram próximas demais umas das outras para que o animal conseguisse passar. Trahern não estava com a menor vontade de se aventurar na floresta, principalmente porque em menos de uma hora já estaria completamente escuro.
Mas também não podia deixar a jovem voltar para lá sem ninguém para acompanhá-la. 
Carrancudo, ele improvisou uma tocha com um galho caído. Então pendurou o alforje com a comida no ombro, porque não temos nenhum. — Ela balançou a cabeça. 
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Edição Editora
Mesma revisada pelo GRH como Rendida ao Guerreiro.
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