25 de maio de 2016

Os segredos de Richard Kenworthy

Quarteto Smythe Smith
Sir Richard Kenworthy
Tem menos de um mês para encontrar uma esposa. 

Ele sabe que não pode ser muito exigente, mas quando vê Iris Smythe-Smith se escondendo atrás de seu violoncelo no musical anual das Smythe-Smith, Richard acha que conheceu alguém muito valiosa. 
Ela é o tipo de mulher que passa despercebida até a realização de um segundo ou terceiro olhar de outra forma. Mas há algo nela abaixo da superfície, algo quente e ele sabe que ela é única. Iris Smythe-Smith...Ela está acostumada a ser subestimada, com seu cabelo claro e tranquila, mas há uma personalidade astuta que ela tende a esconder, e ela gosta dessa forma. Então, quando Richard Kenworthy se aproxima com galanteios e flertes, parece suspeito. 
Dando a impressão de um homem que se rende ao amor, mas ela não pode acreditar que tudo é verdade. Quando sua proposta de casamento se torna uma situação comprometedora obrigatória, você não pode deixar de pensar que há algo escondido por trás disso. . . mesmo que o seu coração diz sim.
 








Quarteto Smythe Smith
1- Assim Como o Céu
2- Uma Noite Como Esta
3- A Soma de todos os 
4- Os segredos de Richard Kenworthy


22 de maio de 2016

Manhãs de Glória





Amor nos olhos de um estranho... Na cidade, eles a chamavam de “louca viúva Dinsmore.”

Mas Elly não era alheia à sua ridicularização, ela tinha sido uma pessoa deslocada durante toda a sua vida, crescendo em uma velha casa sob o olhar rigoroso de seus avós excêntricos.
Agora ela estava sozinha, com dois meninos pequenos para criar, e um terceiro filho a caminho.
Ele derivava em Whitney, Georgia, em uma tarde preguiçosa no verão de 1941, na esperança de colocar seu passado solitário atrás dele... Ele ansiava pela ternura que ele nunca tinha conhecido, a casa que ele nunca teve.
Tudo o que ele precisava era de alguém para lhe dar uma chance. Então ele viu seu anúncio: Procura-se - Um Marido. Quando ele atravessou o quintal desordenado de Elly Dinsmore, Will Parker sabia que ele tinha voltado para casa por fim...

Prólogo

1917 
O trem parou em Whitney, na Georgia, em uma tarde nublada de novembro. Nuvens agitavam-se e as primeiras gotas de chuva caíram como massa grossa no teto negro da carruagem à espera. Ambas as janelas estavam cobertas de preto. Quando o trem veio a uma parada, uma sombra furtivamente levantou um pouco uma cortina e um único olho espiou pela fenda.
— Ela está aqui — A voz de uma mulher assobiou.
— Vamos! — A porta se abriu e um homem saiu. Ele, assim como o transporte, estava de negro, terno, sapatos e um chapéu de abas largas desgastado. Ele olhou nem para a direita nem para a esquerda, mas caminhou propositadamente para os degraus do trem quando uma jovem mulher saiu com um bebê nos braços.
— Olá, papai — disse ela, hesitante, oferecendo um sorriso vacilante.
— Traga o seu filho bastardo e venha comigo. — Ele virou-a bruscamente por um cotovelo e conduziu-os de volta para a carruagem sem olhar para ela ou o bebê. A porta com cortinas foi aberta no instante em que chegaram a ela. A jovem pulou para trás protetora, puxando o bebê em seu ombro. Seus olhos castanhos suaves amedrontados pelos duros verdes acima dela, emoldurados por um gorro preto e vestido de luto.
— Mama... — Entre! — Mama, eu- — Entre antes que cada alma nesta cidade enxergue nossa vergonha! O homem deu a sua filha uma cotovelada. Ela tropeçou para dentro da carruagem, mal capaz de ver através das lágrimas. Ele a seguiu rapidamente e agarrou as rédeas, que foram introduzidas através de um postigo, produzindo apenas uma luz escura.
— Depressa, Albert — A mulher ordenou, sentando-se dura como uma lápide, olhando para a frente. Ele chicoteou os cavalos a um trote.
— Mamãe, é uma menina. Você não quer vê-la?
— Vê-la? — A boca da mulher franziu-se enquanto ela continuava olhando para a frente. — Eu temo que não vou pelo resto da minha vida, enquanto as pessoas sussurrarem sobre a obra do diabo que você trouxe à nossa porta. A jovem agarrou a criança mais apertado. Ela choramingou, então, quando um dissonante trovão ressoou, começando a chorar a plenos pulmões.
— Cale isso, você me ouviu! — O nome dela é Eleanor, mamãe e- — Cale-a antes que todo mundo na rua ouça! Mas o bebê uivou por toda a distância a partir da estação ferroviária, junto a praça da cidade e da principal estrada que leva até a borda sul da cidade, passando por uma fileira de casas a uma cercada por uma cerca de piquete com glórias da manhã subindo em sua varanda da frente.
A carruagem virou, atravessou um quintal e parou perto da porta dos fundos. A mãe e a criança foram conduzidas para dentro pela mulher vestida de negro e imediatamente uma cortina verde escura foi puxada para baixo para cobrir a
janela, seguida de outra e outra até que todas as janelas da casa estavam cobertas. A nova mãe nunca foi vista deixando a casa de novo, nem as cortinas foram levantadas.

16 de maio de 2016

Uma Dança ao Luar

Série Os Fitz.
Depois de perder seu amor de infância para outra mulher, Isabelle Englewood fica deprimida. 

Mas então algo notável acontece: ao chegar a Doyle Grange, sua nova casa, conhece Ralston Fitzwilliam, que se parece muito com o homem que ela não pode ter. 
Tarde da noite, ela lhe diz, que queria fazer amor com ele fingindo que ele é aquele que ela ama. Mal se apercebendo do que está prestes a desencadear.



Capitulo um

Verão de 1896
Somerset, algumas milhas ao sul das colinas Exmoor.
A mulher voltou. Ralston Fitzwilliam a tinha visto uma vez antes, há dois dias. Ele estava acabando uma caminhada de 14 milhas, havia subido e descido colinas suaves de modo que os pés mal batiam no chão, cruzado riachos cheios pela chuva, ao lado de pastos verdes, pontilhado de ovelhas.
Dado que escuras nuvens de chuva, tão baixas que ele quase podia tocá-las, tinham lotado o céu de um lado a outro, ele deveria ter ido direto para casa, para Stanton House, à sua disposição pelo Duque de Perrin para as poucas semanas por ano que Ralston passava na Inglaterra. Mas a caminhada não tinha sido suficientemente cansativa para um homem que queria que seus membros doloridos deixasse sua mente em branco, então ele tinha atravessado a fazenda de Beauregard e dirigiu-se a inclinação no topo da qual podia ver a propriedade rural do visconde de Northword.
Apenas para encontrar uma chuva torrencial no meio do caminho. Ele virou para o Rancho Doyle, uma propriedade menor da propriedade Northword. A propriedade estava desocupada no momento, e ele podia refugiar-se sob seu pórtico coberto de hera sem ser questionado e ouvir um discurso sobre a loucura de estar fora em tal tempo, ainda mais sem um guarda-chuva. 
Quando ele se aproximou do portão do jardim atrás da casa, ela apareceu no caminho do jardim, uma jovem viúva toda de preto.
Ela era linda, alta, régia, seu cabelo tão escuro como as gotas de azeviche que decoravam seu chapéu. Mas o que realmente chamou sua atenção foi à história de vida dela que estava escrito no rosto requintado.
Não tinha sido a mais fácil das vidas. Havia um ar de fragilidade nela, não a timidez inata, mas o medo residual de alguém que tinha sido queimada pelos caprichos do destino.
Ele reconheceu a si mesmo, como ele tinha sido por muitos anos, e talvez até mesmo como ele era agora.
Ela correu para dentro da casa, sem notar a presença dele. Mas ele pensava nela enquanto esperava fora da chuva sob o beiral do galpão do jardim, para sua caminhada de volta para casa.
Ele visitou o Rancho Doyle no dia seguinte, mas a porta da frente estava trancada, e a casa fechada.
E agora aqui estava ela de novo, uma bela silhueta, sombria à luz do fim da tarde de verão, descendo de um cabriolé, com uma bolsa na mão. Seu coração saltou até que ele percebeu que o cabriolé, estacionado na entrada, antes da parede de flores, não saiu. Ele estava esperando por ela para sair da casa e iria transporta-la para outro lugar.
Ele hesitou. Mas em pouco tempo, ele se viu deslizar para o portão da frente e caminhar até a casa. Um movimento de uma cortina de cima chamou sua atenção, ele havia sido avistado. Sob o pórtico, quando ele levantou a mão para tocar o sino, a porta se abriu, e ela se lançou em seus braços.
Ele tinha mais de um metro e oitenta de altura e era forte. Mas ela tinha, pelo menos, um metro e setenta e sete e não era nenhum esqueleto. Ele tropeçou um passo para trás.
Antes que ele conseguisse se recuperar de sua surpresa, ela agarrou seu rosto e beijou-o.
Ele já tinha beijado mulheres a quem ele não tinha sido devidamente apresentado, mas nunca antes tinha acontecido como uma saudação. Ela estava faminta, quase bárbara, como se ela quisesse levanta-lo do chão e destruí-lo.

Série Os Fitz.
0,5 - Reivindicando a Duquesa
1- A revisar
2- Uma Mulher para todas as Estações
2.5 - Uma Dança ao Luar

6 de maio de 2016

Fogo em Seus Braços

Série Call.War


Com seu trabalho em Montana concluído, agora que a rixa Callahan-Warren terminou em casamento, em vez de derramamento de sangue, Degan Grant parte para a Califórnia, porque fica longe da casa que quer esquecer, até que o US marechal que salvou sua vida lhe pede um favor. 

Tudo o que Degan tem que fazer é pegar três bandidos da lista do marechal e entregá-los à lei. Fácil, ele pensa, para um homem com quem ninguém quer confusão.
Mas, em seguida, uma jovem e corajosa mulher cruza seu caminho. Maxine cresceu tão bonita e atraiu tanta atenção indesejada em sua cidade natal Texas que os eventos ficaram fora de controle. 
Ela vai tentar de tudo para escapar do pistoleiro bonito e enigmático, que tem a intenção de entregá-la a um xerife corrupto, que vai enforcá-la em vez de levá-la a julgamento.
Preso a uma audaciosa jovem espirituosa que insiste que é inocente, Degan deve caçar um assassino cruel e manter um velho inimigo à distância. Mas forçado a uma proximidade íntima com sua sedutora prisioneiro, seu desejo entra em um incêndio de paixão, e já não pode negar que é tempo para eles arriscarem confrontar seu passado para que possa ter uma chance de um futuro com ela em seus braços para sempre.

Capítulo Um

— Pensei que tinha deixado o território, Mr. Grant.
Degan olhou para o xerife Ross, sorrindo. Se inclinou para acalmar seu cavalo antes que se erguesse. O palomino não gostava de estranhos tão perto dele. Com tiros não se importava mas com estranhos sim.
— Estou indo hoje. Basta ter certeza que nenhum tiro é disparado na igreja.
— Não preciso me preocupar com isso. A disputa terminou na semana passada, assim que o casal feliz concordou em se casar. Então você está vindo para o casamento?
Degan olhou para a igreja no final da rua. As duas famílias se juntariam naquele dia, os Callahans e os Warren, já estavam dentro. As pessoas da cidade continuavam indo em direção a ela para testemunhar o feliz evento, sob a direção clara de Degan, que estava sentado em seu cavalo no meio da rua. Por mais que gostasse de fazer algo tão normal como assistir a um casamento, sabia o que sua presença faria. E já fizera suas despedidas.
Então, balançou a cabeça para o xerife. — Não é preciso ninguém ficar nervoso em um dia como este. — Ross riu.
— Acho que as pessoas aqui em Nashart já o conhecem suficientemente bem.
— Esse é o problema. Elas me conhecem.
Ross corou um pouco. Era estranho para um xerife tratar Degan tão afavelmente. Normalmente, logo que um xerife sabia quem ele era, pedia-lhe para sair de sua cidade. Ross não tinha feito isso, provavelmente por respeito a Zachary Callahan, que havia contratado Degan para manter a paz até ao casamento do seu filho. Claro que não era garantido o casamento acontecer quando a noiva Warren fora criada no leste no meio do luxo e ia se casar com Hunter Callahan, um cowboy nascido e criado aqui em Nashart, Montana, a quem ela nunca conhecera. E Tiffany Warren tentara definitivamente sair do casamento arranjado. 

No rancho Callahan ela fingia ser uma governanta para poder encontrar uma maneira de acabar com a rivalidade entre as duas famílias, sem se sacrificar a si mesma no altar.
Degan tinha gostado de Tiffany desde o início, porque ela o lembrou de casa, uma casa para onde nunca iria voltar. Mas achou que ela não era realmente uma governanta. Ela tinha tentado a custas não ser formal e adequada, mas simplesmente não poderia conseguir. 

A elegante e sofisticada verdadeira Tiffany aparecia constantemente, embora o fizesse questionar sua intuição. 










Série Call.War
1- Um Coração por Conquistar
2- Fogo em Seus Braços
Série  Concluída

5 de maio de 2016

A Canção

Série Filhos do Destino
Oito irmãos, nascidos em quatro pares de gêmeos, com dois anos de diferença, cumprem a Maldição da Profecia dos Oito. 

Para evitar seu destino tentador, os irmãos são exilados na Ilha Nightfall, onde as mulheres são proibidas. 
Isto representa um desafio para o irmão cuja magia foi destruída...
Evanor, o quarto dos Filhos do Destino, perdeu a voz e, com isso, os seus poderes, na violenta batalha que libertou a família de seu maior inimigo. 
Felizmente, com o retorno seguro de seu irmão gêmeo, Evanor agora sabe exatamente quem pode trazer sua música de volta à vida.  Ela é a encantadora viúva Mariel, uma Curadora levada à Nightfall para ajudar os irmãos em sua hora de necessidade. 
Para Mariel e seu jovem filho, isso significa sair de sua pátria amada para a ilha desconhecida de Nightfall e suas margens ainda proibidas... E com isso, arriscar a paixão que ela desperta no coração de seu paciente intrigante.Mas um novo perigo aparece quando o Conselho de Katan se informa de que pode haver mulheres na Ilha...

Capítulo Um

A coruja saltou de seu poleiro no pilão, transformando-se de volta à sua forma natural.
Alys desembarcou no cais próximo a Evanor. Ele viu como os olhos de seu tio se arregalaram em choque, lembrando-o de que Alys lhes havia dito que tinha fingido sua própria morte magicamente para escapar desta besta assassina de duas pernas.
— Olá, meu tio. — Alys cumprimentou seu parente com o rosto inexpressivo, mas seu tom de voz gotejava com ódio. Evanor estava bastante surpreso com a calma que ela aparentava, ele tinha conhecimento do quanto seu tio a aterrorizava. — Você está parecendo um pouco gordo e careca, como de costume.
— Pirralha insolente! — O mago careca rosnou, apertando as mãos em punhos. — Eu me perguntava por que suas magias não vinham para mim, quando todos os meus feitiços disseram que você estava morta! Um descuido que vou corrigir... Skaren skaroth!
Tudo pareceu abrandar agora, embora, no momento, não houvesse muito mais do que um instante no qual a reação fosse puro instinto.
Uma lâmina letal de luz branco-avermelhada saiu das mãos de Bröger de Devries. Nenhum deles ousou lançar um contra-ataque. O homem tinha se envolvido em feitiços que retornariam para qualquer atacante que o ferisse fisica ou magicamente. Isto, Alys de Devries tinha lhes informado com antecedência. 
A solução tornou-se a necessidade de obrigá-lo a voltar os seus próprios poderes letais contra si mesmo, por ele ter vindo para o lar deles como fez. Seu objetivo era destruir os oito irmãos enviados ao exílio, para que pudesse colher os seus poderes, bem como garantir a reivindicação de seu assento como família. Bröger, então, seria poderoso o suficiente para reivindicar o trono de Katan no continente.
Mas Alys não tinha um dos espelhos de feitiço reflexivos que haviam sido criados para se defender. Não havia tempo suficiente para fazer mais do que alguns. Um já tinha sido usado e destruído no processo, sua cunhada do outro mundo ainda se debruçava sobre a mão ferida, em estado de choque desde a quebra de seu espelho. Evanor deslocou-se entre Bröger e seu alvo, o único que poderia agir. Na época, não tinha havido qualquer tempo para pensar, apenas o instinto de proteger a jovem que estava apaixonada por um dos seus irmãos mais velhos.
Uma única nota reverberando, a magia de Evanor veio como um clarão, uma parede de borracha, mandando o feitiço de volta para o seu criador. O feitiço atingiu Bröger de Devries, quase cortando seu peito ao meio. As energias vermelho sangue foram levadas para trás, seguindo em direção ao seu atacante.
Evanor acordou assustado, flexionando os músculos da garganta, tentando gritar através do persistente sonho e da lembrança da dor ardente, queimando... E foi recebido por um vazio em seus ouvidos, um vazio preenchido exclusivamente pelo assobio de sua respiração. Enrolando-se para fora da cama, ele abaixou a cabeça entre as coxas, cotovelos apoiados sobre os joelhos. 
Correndo os dedos por seus cabelos despenteados da cama, o mago loiro... Ex-mago... Lutou para abrandar a batida do seu coração.
Eu não sei qual forma de acordar é pior, revivendo o pesadelo de perder a minha voz ou acordando esquecido de que eu a perdi ... Até que eu tento falar. Esfregando o rosto com as mãos, ele fechou a luz da manhã que entrava através de suas cortinas. Não me arrependo de salvar a vida de Alys. Ela é doce e maravilhosa, e merece viver. E poderia ter sido muito pior, apesar de Kata saber que isso é ruim o suficiente...





Série Filhos do Destino
1- A Espada
2- O Lobo
3- O Mestre
4- The Song
5-The Cat - a revisar
6- The Storm  - idem os seguintes
7- The Flame
8- The Mage
9- The Destiny
Baixar em Séries



1 de maio de 2016

Rumores na corte

Série Casamentos Reais



Uma aliança duvidosa...

Lady Cecily despreza os reféns franceses mantidos na corte. 
Tratados como convidados de honra, não passam de escroques no jogo de sedução. 
Pior: Cecily teme que a princesa seja corrompida. Fadigado pela guerra, tudo o que o cavaleiro Marc de Marcel deseja é voltar para casa. 
Descrente de que seu resgate será pago um dia, ele faz um acordo arriscado com a tentadora Cecily. 
Marc manterá a princesa a salvo, se Cecily o ajudar a fugir. 
Um pacto que abrirá caminho para o escândalo!

Capítulo Um

Smithfield, Londres — 11 de novembro, 1363
Mon dieu, como essa ilha é fria.
O vento gélido afastou o cabelo da testa de Marc de Marcel e penetrou na cota de malha pela gola. Ele deu uma olhada para os cavaleiros do outro lado do campo, imaginando qual seria seu oponente e quem enfrentaria seu amigo francês.
Bem, não faria nenhuma diferença.
— Derrubarei qualquer um do cavalo — murmurou ele.
— O código de conduta dita que a luta deve consistir de duas partes, a primeira com três golpes com a lança — disse o lorde de Coucy — , a segunda com três golpes com a espada. Só então o vencedor será declarado.
Marc suspirou.
Era uma pena as justas terem se tornado tão enfadonhas. Ele bem que gostaria de matar outro maldito inglês.
— Isso é desperdiçar a força do cavalo, e a minha.
— É melhor não ofender aqueles que nos capturaram, mon ami. Se cooperarmos, nossa estada aqui será bem mais tolerável.
— Somos reféns. É impossível tornar nossa estada tolerável.
— Ah, as damas têm esse poder. — De Coucy inclinou a cabeça na direção da arquibancada. — Elas são très jolie.
Marc olhou na direção das damas, sentadas à direita do rei Eduardo. Impossível de distinguir uma da outra. A rainha devia ser aquela vestida com uma capa lilás com bordas de pele, enquanto as outras vestiam tons similares de violeta e cor de canela, pareciam um borrão colorido... com uma exceção.
Uma dama de cabelo escuro adornado com um arco de ouro olhou na direção dele com os braços cruzados e o cenho franzido. Mesmo à distância, ele reconheceu que ela estava tão aborrecida quanto ele, como se estivesse desprezando tudo e todos.
— Bem, o sentimento é mútuo.
Marc deu de ombro. Les femmes Anglaise não eram de sua conta. Havia dois outros monarcas visitantes ao lado do rei inglês Eduardo, supervisionando a liça do torneio.
— Quero impressionar les rois e não as damas.
— Ah, um cavaleiro sempre tenta impressionar as damas — disse o amigo de cabelo escuro, com um sorriso. — Essa é a melhor forma de espantar os homens delas.
Marc se encantara com a habilidade daquele jovem, Enguerrand, lorde de Coucy, em matar o inimigo com um machado; ele era igualmente competente em entoar umachanson para as damas em seguida. Marc o tinha ensinado a lutar, mas não a cantar.
— Como é que você consegue cumprimentar e sorrir para seus captores?
— Isso é para manter a honra da cavalaria francesa, mon ami.
Enguerrand estava falando em preservar a ideia de que os cavaleiros cristãos viviam de acordo com o código de conduta. E Marc bem sabia que era uma falácia. Os homens falavam em fidelidade aos princípios, mas faziam o que bem entendiam.
— A honra francesa morreu em Poitiers.
Durante a Batalha de Poitiers, os comandantes franceses, inclusive o filho mais velho do rei, fugiram covardemente, deixando o monarca para lutar sozinho.
Enguerrand balançou a cabeça.
— Não lutamos mais por isso.
Mas Marc lutava ainda, apesar de a guerra já ter terminado e a trégua, assinada. Ele era refém dos les Anglais, preso naquele lugar estrangeiro gelado. O ressentimento chegava quase a estrangulá-lo.
O arauto interrompeu os pensamentos dele ao dar as ordens aos dois grupos. Enguerrand lutaria primeiro contra o maior cavaleiro do grupo oponente. Pelo menos seria uma luta digna contra o inimigo.
Para ele sobrara um rapaz mais novo. Se não tomasse cuidado, ele seria capaz de matá-lo. Qual seria seu humor de hoje? Estava cuidadoso?
Por todos os santos, como está frio!
Lady Cecily, condessa de Losford, percebeu sua respiração se condensar enquanto olhava para o campo do torneio. A liça estava enfeitada com bandeirolas e faixas vermelhas, azuis, douradas e prateadas. A festa de cores se estendia também às capas dos cavaleiros e aos paramentos dos cavalos. Era um espetáculo digno da realeza. Eduardo III reinava com toda a majestade depois da vitória contra a França.
Cecily ergueu o queixo, esforçando-se para manter a postura digna de sua posição.
É o seu dever.
Ela ainda ouvia a voz dos pais na memória.
— Não é, Cecily?
Ela olhou para Isabella e imaginou o que a filha do rei devia ter dito. A princesa estava acompanhada por outras seis damas. Mas era ela que sempre se distraía.
— Estou certa de que tem razão, milady. — Esta era sempre uma boa resposta.
— É mesmo? — A princesa sorriu. — Achei que você não ligasse para os franceses.
Cecily suspirou. Isabella adorava brincar quando percebia que ela estava distraída.
— Lamento, mas eu não estava ouvindo.
— Eu disse que os franceses parecem ferozes.
Cecily acompanhou o olhar da princesa. Do outro lado da liça, havia dois franceses montados em seus cavalos, ainda sem o elmo. Um deles ela nunca tinha visto. Era um cavaleiro alto, louro e esbelto. Tal qual um leopardo. Uma fera que podia matar alguém com um salto.
— Ele é bonito, você não acha?
Cecily corou, envergonhada por Isabella ter percebido que ela olhava para o refém francês.
— Não gosto de homens de cabelo claro.
Isabella não escondeu o sorriso.
— Estou falando do moreno.










Série Casamentos Reais
1 Segredos da Corte
2 Rumores na corte
Série Concluída

28 de abril de 2016

Casamento Alquímico

Série Guardiões

Sir Adam Macrae passou um ano na Torre, acorrentado em ferro e condenado pelo seu apoio a Maria, Rainha dos Escoceses. 

Adam é um poderoso mago que pode controlar o tempo, e o ferro o priva de seu poder.
Para sua surpresa, um dia Mestre John Dee, o mago da corte de Elizabeth, lhe pede que conjure uma poderosa tormenta para afundar a frota espanhola. 
Adam odeia os espanhóis, mas odeia ainda mais os ingleses, e se nega. 
Dee o apresenta a Isabel de Cortes, uma maga de ascendência espanhola, que tem motivos para odiar seu país ancestral.
Quando Adam usa o cristal de vidência de Isabel e vê o que pode acontecer com sua amada Escócia, se compromete a provocar a tormenta, mas um ano acorrentado drenou seu poder. 
No entanto, Isabel é uma mulher forte que junto com Adam pode ser capaz de reunir a energia necessária para pôr fim a Armada, se é que podem desenvolver a confiança exigida para cooperar entre si.

*este deu origem a trilogia

Capítulo Um

Torre de Londres, julho de 1588
Mesmo que as celas fossem espaçosas e estivessem mobiliadas como correspondia a um prisioneiro de nível, as frias paredes de pedra estavam saturadas com a dor e a morte. Sir Adam Macrae caminhou por sua prisão, sacudindo os grilhões e se perguntando se seria concedido a ele a formalidade de um julgamento antes de ser executado. Ou seria mantido para sempre ali, apodrecendo no silêncio enquanto seu espírito e seu corpo definhavam?
A grossa porta rangeu ao ser aberta. Se virou com cautela, sabendo que não era a hora da entrega dos alimentos. Sua expressão se endureceu a entrada de dois homens com capas escuras e capuz. Assim que a Rainha Virgem e seus conselheiros tinham escolhido silenciá-lo, assassinando-o ao invés de se arriscar a decapitar um escocês proeminente.
Bem, por Deus, não seria derrubado sem uma luta. Se apoderou do pedaço da corrente que conectava suas algemas. Ainda que o detestável ferro reduzisse seu poder, os pesados elos seriam uma arma aceitável.
O mais alto dos homens tirou o capuz, revelando uma longa barba branca e um olhar penetrante. Era John Dee, o bruxo da rainha.
Macrae recobrou o fôlego. Dee tinha verdadeiro poder, assim como influência com a Rainha, mas não seria enviado ali para realizar um simples assassinato.
— Achei que vivia no continente, Mestre Dee. Me disseram que talvez terminasse seus dias na Boêmia, onde seu trabalho é muito valorizado.
Dee lhe deu um pequeno sorriso seco.
— Oficialmente, ainda estou na Boêmia, mas minha rainha me necessitava para uma grande crise que se aproxima.
— Inglaterra está em perigo? Esplêndido. — Macrae aplaudiu, as argolas tilintaram — Rogo por força a seus inimigos.
— Não seja tão rápido para invocar a destruição. Existem destinos piores que Elizabeth, não importa o pouco que você goste dela.
— Ela assassinou a rainha dos escoceses, — disse terminantemente Macrae — merece tudo o que disse e mais.
— Ninguém lamentou a morte de Maria Stuart mais do que Elizabeth. Ela permaneceu a seu lado por anos — décadas — apesar de todas as evidências de que sua rainha estava envolvida em complôs traidores. A necessidade de executar sua própria prima e companheira soberana, provocou em Elizabeth uma dor que quase a deixou louca.
— No entanto, assassinar sua prima, foi o que fez.


Série Guardiões
0,5- Casamento Alquímico
1- O Beijo do Destino
2- Magia Roubada

26 de abril de 2016

Magia Roubada

Série Guardiões
Nos escuros bosques da Inglaterra do século XVIII se trava um combate encoberto dos olhos dos homens. 

Simon, membro da estirpe de magos conhecida como os Guardiões, enfrenta o renegado Drayton. 
Mas o poder deste último é muito grande e só a intervenção de uma estranha jovem, Meg, salva Simon de uma morte certa. 
Meg não tem consciência de seu passado nem de sua verdadeira natureza, já que seus poderes, sua personalidade e até mesmo sua beleza, foram reprimidos durante anos através de um feitiço para servir os escuros interesses de Drayton. 
Quando está perto dela, Simon descobre pela primeira vez a magia mais antiga e poderosa que existe: a paixão. Mas para poder desfrutar de seu inesperado amor, antes terão que deter as maquinações do mago escuro, em uma apaixonante aventura onde se conjugam o mistério, a magia e o romance. 
Meg não lembra de nada da sua vida antes que Lorde Drayton a encontrasse no bosque. Sua inteligência, sua forte personalidade e sua vontade própria estão submetidas desde então pelo poder do feiticeiro. 
Um poder capaz de ocultar sua autêntica beleza e fazer que os demais a vejam como uma jovem feia e comum. 
Ela nem mesmo suspeita que possui um enorme dom mágico, um poder que Drayton aprendeu a utilizar e a única razão porque a mantém viva. Até que o encontro com outro mago, Simon, consegue que o malefício se quebre. 
Duas emoções vêm então inquietar a alma da jovem: o desejo de vingança contra o homem que a atormentou durante anos e o poderoso impulso do amor, junto daquele que lhe devolveu sua verdadeira natureza. 

Capítulo Um

Monmuthshire, 1748 
Como Conde Falconer, Simon Malmain viajava escoltado por carruagens, cocheiros e, sobretudo, seu valete. Como o encarregado de fazer cumprir a lei do Conselho dos Guardiões, viajava sozinho, como uma escura sombra na noite.
O céu estava coberto de nuvens, perfeito para as manobras secretas. Ia vestido de negro e levava o cabelo loiro escondido debaixo do tricórnio. E não porque temesse Lorde Drayton, cujos poderes eram menos impressionantes que suas ambições, mas porque um caçador astuto não deixava nada ao azar.
Tinha deixado o cavalo em um prado para poder se aproximar do castelo de Drayton com a maior discrição possível. Havia estado vigiando o castelo à distância e conversado com um antigo criado que partiu porque temia por sua alma. 
O senhor estava em casa, fazia pouco que tinha retornado de uma viagem a Londres, onde ocupava um cargo no governo. Simon tinha cogitado a possibilidade de se enfrentar com ele na cidade, mas logo acabou decidindo por este lugar mais remoto. Se ocorresse uma batalha mágica, quanto menos gente fosse afetada, melhor.
O castelo se levantava acima de uma colina rochosa circundada pela curva de um rio que levava até Severn. A construção original tinha sofrido reformas e ampliações ao longo dos séculos, mas seguia assentada na imponente colina que repelia ataques. Teria custado muito aos soldados penetrar no castelo. À Simon, não.
Encontrou-se com o primeiro obstáculo no alto da colina. Era um escudo de proteção surpreendentemente eficaz. Drayton deve ter praticado bastante. Simon começou a desenhar uma série de símbolos com uma mão. No campo energético, se abriu um buraco com forma humana. Simon o cruzou e o fechou, deixando-o intacto. Ainda que pudesse ter se livrado dos vigias no mesmo instante, não queria colocar Drayton de sobreaviso.
O obstáculo seguinte foram as portas fechadas. Por sorte, tinha uma porta lateral que dava acesso ao castelo e que ficava bem escondida pela abundante vegetação. O feitiço que protegia a fechadura não resultou em nenhuma complicação para Simon. Silenciou o ranger da porta e a fechou atrás de si sem fazer ruído. Seria melhor deixá-la sem passar o trinco. Supôs que não teria que sair correndo, ainda que nunca considerasse nada como certo. Os Guardiões encarregados de fazer cumprir a lei que faziam suposições, tinham muitas poucas possibilidades de morrer na cama.
Oculto detrás da sombra da parede, usou seus sentidos mágicos para estudar o pátio. Tinha um par de guardas entediados vigiando a partir da torrezinha que havia em cima das portas de acesso ao castelo. Em uma Inglaterra em período de paz, aquilo demonstrava que Drayton era um homem desconfiado. Sem dúvida, o produto de uma consciência culpada.
Antes de entrar, observou a torre do tributo. A essa hora, a maioria dos criados estavam dormindo nos desvãos ou nos estábulos, um edifício separado atrás do castelo. 
Enrugou o nariz com desagrado quando percebeu a energia daquela propriedade. Era intensa, corrupta, com a maioria dos seus habitantes prisioneiros do medo e da brutalidade. 
Sentiu a inquieta e mais limpa energia de uma jovem, talvez uma donzela muito jovem. Simon supôs que a pobre logo teria motivos de sobra para amaldiçoar seus pais por tê-la posto para trabalhar sob o mando de Drayton. Pode ser que até mesmo estivesse literalmente submetida a ele. Outra razão a mais para enfrentá-lo antes de que pudesse fazer mais danos.
Em um canto do segundo andar, havia uma sala iluminada e Simon percebeu que Drayton estava ali trabalhando. Sua energia estava tranquila, não tinha se dado conta que alguém havia entrado no seu castelo.
Protegendo-se com um feitiço de invisibilidade, cruzou o pátio e subiu pelas escadas da torre de tributo. 
Os guardas da torre não reagiram, se o viram, foi só como uma sombra.

Série Guardiões
1- O Beijo do Destino
2- Magia Roubada


23 de abril de 2016

O Anjo e a Fera

Lançamento Autora Brasileira, prestigiem!

Ela o amou mesmo conhecendo seu pior lado."

França, 1820. 


Stephen tem marcas na pele e na alma. 
O belo lorde que lutou bravamente durante a guerra, agora é motivo de pavor entre a sociedade francesa. 
É por esse motivo que viveu durante anos enclausurado em sua própria casa, longe de qualquer pessoa que pudesse encontrá-lo, vivendo sob a sombra de seus próprios demônios. 
Isso, porém, muda quando encontra uma jovem jogada em frente sua porta, machucada e corrompida. Seu único instinto foi salvá-la. E ele o fez.
Ao acordar em uma cama de lençóis macios e quentes, Rosaleen percebeu que não fora um sonho. Tudo realmente havia acontecido. Desorientada, a jovem sabia que não poderia ficar lamentando-se e, mesmo que estivesse protegida naquela imensa casa, não estava a salvo. Deveria partir.
Deveria, mas seu salvador, o homem que lhe acolheu, não concordava exatamente com esse pensamento. Misterioso e sedutor, o homem com o rosto coberto por uma máscara revela à Rosaleen quais são seus planos para ela, que assim quando os compreende, percebe que está com grandes problemas.
E, quando a consequência de uma noite terrível acontece, os dois se veem envolvidos em uma situação incomum, que testará os limites de cada, colocando-os em prova, assim como a chama de desejo e paixão que surge em ambos.
Com sua docilidade e bom humor, Rosaleen fará de tudo para provar a Stephen que está disposta a salvá-lo, se ele aceitar entregar seu coração a ela...
Em maio será lançado a versão impressa.

9 de abril de 2016

Uma Chama No Horizonte

Série Ventos da Campina

Uma jovem pioneira, um forte índio lakota e uma terra onde os dois precisam começar um legado. 

O índio bateu no peito com a mão fechada e repetiu: - Conhecer Deus aqui. - Abrindo a mão, tocou a têmpora: - Precisar Deus aqui. 
Missionário fala esse livro ensinar Deus, Você ensinar. Capturada por um sioux lakota, numa campina do Nebraska, Jesse King se perguntava como iria adaptar-se à vida entre os índios. 
Mas como ela ora por uma fé sustentadora, descobre a misericórdia compassiva de Deus em sua amizade com uma índia e em seu amor pelo valente sioux, Cavalga o Vento. 
Encontrando uma paz inesperada e um senso de pertencer à tribo, Jesse aprende que os sioux lakotas têm uma linda cultura. E ao aprender a amar essa cultura, torna-se para sempre dividida entre dois mundos. 


Capítulo Um

O bom desejo do meu coração e a oração a Deus... é para sua salvação. Romanos 10:1 Ele tinha visto a cólera dizimar o povo da caravana do comércio de peles em Bellevue, e tinha resistido à zombaria dos homens rudes da montanha. Tinha lutado para ficar em cima de sua mula, quando a doença o fizera tão fraco que não mais podia montar sem ajuda. 
Sua pulsação tinha disparado ao sinal dos galopes de índios aproximando-se da caravana do oeste - e, em seguida, voltado ao normal novamente quando eles atiraram para o ar a fim de mostrarem suas intenções amigáveis. Eleja havia-se medicado, sofrido, passado fome e orado. Mas nada disso havia preparado Marcus Whitman para a cena de um campo indígena com dois mil habitantes. 
A vila estendia-se por milhas ao longo do Rio Laramie, bem acima do lugar onde ele desaguava no Platte. 
O encontro dos dois rios era uma esquina natural onde comerciantes de peles tinham construído o Forte Laramie. A caravana de peles deveria parar ali, em sua viagem ao grande lugar do encontro no Rio Green. Whitman e seu colega missionário, o reverendo Samuel Parker, 4 tinham-se juntado à caravana de peles em Bellevue, Nebraska, e viajariam com ela até seu destino em Oregon. 
Eles tinham ouvido que os índios naquela terra desejavam saber sobre o Deus do homem branco. No local do encontro, eles teriam oportunidade de investigar a veracidade de tais rumores. Então eles viajariam ao Oeste para levar o evangelho 
— Até aos confins da terra. A chegada da caravana de peles causou uma grande comoção na tribo lakota. As crianças saíam pulando das tendas, saudando com gritos estridentes e fazendo muitas perguntas. 
Os cachorros juntavam-se ao desfile tumultuado, ganindo nos cascos da mula teimosa de Whitman até que o animal escoiceasse com fúria. 
Ao alcançar o forte, Whitman desmontou cuidadosamente, grato pela recuperação de suas forças. Ele sorvia famintamente cada detalhe da cena à sua frente, cheio de compaixão pela vasta nação de almas não alcançadas. 
Porém, mais tarde, quando os barris de uísque foram trazidos e a bebedeira prevaleceu, à compaixão do missionário misturou-se o desgosto. Ao chegar a noite, os lakotas divertiram seus visitantes brancos com a dança do búfalo, saltando alto na fogueira, cambaleando num êxtase bêbado.
Quando Whitman se retirava para a privacidade de sua tenda, sua atenção voltou-se para um belo guerreiro pele-vermelha, parado à beira da fogueira. Brincos grandes de metal pendiam das orelhas do guerreiro e penas de águia enfeitavam suas tranças grossas e escuras. 
Um colar de garras de urso decorava o pescoço musculoso. Whitman ficou pensando por que o índio não se juntava aos seus amigos naquela celebração selvagem. Ele estudou sua face. Olhos escuros e inteligentes observavam de soslaio, examinando cada movimento dos dançarinos. 
Descansando uma mão no ombro de uma linda e jovem índia ao seu lado, ele gesticulava e cochichava. Os cantos de sua boca bem formada moveram-se num meio sorriso. Algumas rugas na testa alta e no canto dos olhos faziam-no parecer mais velho que a mulher. 
Ela continuava a olhar para ele com expectativa e com certeza divertindo-se com suas atenções. Enquanto Whitman olhava o índio virou para o lado e deu um passo em direção à sua mulher. As sombras da fogueira acentuaram seu maxilar quadrado e o buraco do queixo. 
De repente o meio sorriso desapareceu... 
 








Série Ventos da Campina
1- Uma Chama No Horizonte
2- Águia Que Voa Alto
3- Pássaro Vermelho
Série Concluída


Águia que Voa Alto

Série Ventos da Campina




A viúva LisBeth King retorna a Nebraska e o mundo assombra com violência.

Conseguirá ela unir um bravo guerreiro e um desiludido soldado pavimentando o caminho de volta a seu lar? As regras mudaram. A vida que ela conhecia acabou.
O que será de Águia Que Voa Alto e sua meia-irmã LisBeth King?


Capítulo Um

"Os nossos perseguidores foram mais ligeiros do que as aves dos céus; sobre os montes nos perseguiram, no deserto nos armaram ciladas." Lamentações 4:19
"Estão todos mortos?", Búfalo Sentado perguntou.
Águia que Voa Alto apeou e aproximou-se do chefe. "Wicunkasotapelo! (Nós matamos todos eles!)"
Búfalo Sentado balançou a cabeça e virou-se. "Então vamos voltar ao acampamento."
Águia que Voa Alto refreou seu pônei, que se mexia como se estivesse dançando, e seguiu Búfalo Sentado até o lugar onde as mulheres, agitadas, tratavam de seus feridos e levantavam tablados para colocar seus mortos.
Ouviu-se um pequeno grito vindo do meio de um grupo de mulheres enquanto Águia que Voa Alto cavalgava entre elas. Uma índia, ainda jovem, correu até seu pônei. "Você está ferido", ela disse, estendendo o corpo para tocar o fluxo de sangue fresco em seu braço.
Águia que Voa Alto rispidamente desviou-se do toque dela. Mas sua voz ainda foi gentil ao responder: "Não é nada".
A índia deu um suspiro profundo e fez uma careta. "É possível sentir a morte no ar aqui."
Águia que Voa Alto balançou a cabeça concordando e virou-se para trás, olhando para a colina pintada com corpos vestidos de azul. "Nós teremos de mudar o acampamento." Ele impeliu seu pônei a andar para frente. 
A jovem índia aproximou-se de novo. Dessa vez colocou a mão no joelho dele e sussurrou: "Vou cozinhar hoje à noite, Águia que Voa Alto. Você não gostaria de vir até a fogueira de meu pai, para compartilhar a história dessa grande vitória?". Seus olhos brilhavam ao olharem para ele. "Você ganhou muitas penas hoje. Ouvi o Urso Andante e Lobo Solitário conversando sobre você. Disseram que você golpeou o inimigo, pelo menos umas quatro vezes!"
Ele queria terminar a conversa abruptamente, mas sabia que o grupo de jovens mulheres, com quem Winona conversava antes, estava observando. Águia que Voa Alto sorriu graciosamente enquanto procurava uma resposta. Quando a encontrou, não era o que a jovem queria ouvir. 
"Não vou compartilhar canções sobre vitória hoje." Tiros a distância deram a ele uma desculpa. "Ainda há soldados lá em cima da ribanceira. Quero dar uns tiros neles." Águia que Voa Alto virou o pônei rapidamente e saiu depressa, deixando Winona em pé na poeira.
"Ele vai vir até a sua fogueira hoje à noite?", perguntou, insolentemente, uma das índias jovens. "Ele tem um pedaço de ouro dos soldados. Não ofereceu a você!?", falou, escarnecendo de Winona. "De qualquer modo ele é muito velho para alguém da sua idade. Você deveria procurar um homem mais novo."
O escárnio teve o efeito desejado. Winona apressou-se até o grupo de mulheres e respondeu de volta: "Águia que Voa Alto é o melhor caçador do nosso bando. É o guerreiro mais bravo - e não há homem na aldeia que ousaria apostar uma corrida com seus pôneis!". 








Série Ventos da Campina
1- Uma Chama No Horizonte
2- Águia Que Voa Alto
3- Pássaro Vermelho
Série Concluída

Pássaro Vermelho

Série Ventos da Campina



Toda sua vida Carrie sonhou com a Águia Voando. 

Agora todos Estão crescidos, pode o amor de Carrie sobreviver ao seu novo modo de vida?






Capítulo Um

Empoleirada na beira da cadeira no salão da Escola Preparatória Chouteau, em St. Louis, no Missouri, Carrie Brown fez um pequeno movimento com a mão esquerda para repelir Everett. Ele tinha se inclinado em sua direção para cochichar algo, mas quando ela levantou sua pequena mão vestida com a luva, ele se sentou bruscamente, resistindo ao desejo de arrumar um dos cachinhos vermelhos que tinham caído de seu abundante cabelo preso. 
Dia de formatura e ele vai me cochichar alguma coisa boba, pensou Carrie. "O céu é só um reflexo de seus olhos hoje, Carrie. Hones-tamente." Carrie dava batidinhas nervosas no chão, com seu pé calçado em uma elegante bota. 
O mais disfarçadamente possível, virava a cabeça de um lado para o outro, procurando algo na multidão. Quando o orador da formatura começou a falar, Carrie endireitou-se, arrumando o cabelo. 
Pegou o buquezinho de flores de sua lapela, inalando o doce perfume do lírio do vale, sem perceber que Everett observava, num estado de adoração, cada um de seus movimentos - interpretando erroneamente a causa de seu nervosismo. 
O orador finalmente concluiu seu discurso. Ao levantar-se para cantar um hino, Everett inclinou-se na direção dela, sorvendo o aroma de verbena e lírio do vale que acompanhava Carrie durante toda a manhã. Ela sentiu a respiração dele em seu pescoço enquanto ele cochichava: "Relaxe, Carrie. Você vai falar bem. Seu discurso está perfeito". 
Carrie virou-se para encará-lo, mas um movimento da multidão no fundo da sala chamou sua atenção. Ela era baixa demais para ver quem havia acabado de chegar, mas com certeza alguém estava atrasado para a formatura. Carrie parou de cantar e seu coração disparou. LisBeth falou que viria e traria uma surpresa - alguém que me deixaria muito feliz. 
O hino terminou. Everett cutucou Carrie por trás e ela se virou para ele furiosa. Mas Everett simplesmente deu-lhe um sorriso e apontou para o palco. Carrie enrubesceu com embaraço, percebendo que era hora de seu discurso pela classe. Apressou-se em direção ao palco, mas, quando chegou lá, gastou um tempinho olhando os rostos familiares até o fim do salão, na esperança de ver LisBeth ... "mas LisBeth não estava lá. Os olhos de Carrie procuraram seus avós. 
Eles estavam sentados na fileira da frente, sorrindo para encorajá-la. Olhando seus colegas de classe, pensou em quão rapidamente o tempo havia passado no Chouteau. Entre os colegas estava Clara Delacroix, tão orgulhosa de seus pais terem sido uns dos pioneiros franceses a fundar St. Louis. Philip Canard, que contava piadas todos os dias e nunca parecia se importar com sua própria linhagem, aliás, muito mais nobre que a de Clara. E Everett. 








Série Ventos da Campina
1- Uma Chama No Horizonte
2- Águia Que Voa Alto
3- Pássaro Vermelho
Série Concluída

2 de abril de 2016

Paixão Proibida



Paixão Proibida...

Um amor proibido que desafia as convenções sociais de um mundo injusto. 
O mundo de Emma Tremayne é o do luxo das grandes mansões, as caçadas e os esplêndidos bailes. 
Nada se espera dela, exceto que se case com o rico proprietário de uma fábrica têxtil, em que os trabalhadores, irlandeses em sua maioria, trabalham em condições desumanas. 
Mas a vida de Emma sofrerá um giro inesperado com a aparição de Bria, uma jovem trabalhadora da fábrica, que interrompe a última caçada da temporada com um menino morto em seus braços. 
Sua amizade com Bria a conduzirá a Shay, antigo revolucionário fugido da Irlanda que, apesar de seu desprezo pelos ricos, não pode negar sua atração por Emma, uma mulher que necessita sua paixão tanto quanto ele necessita suas carícias. Pouco a pouco se desatará entre ambos um amor que desafiará o escândalo.

Capítulo Um

Bristol, Rhode Island. Abril de 1890.
Emma Tremayne sentia seus olhares como bofetadas na pele nua. Era tão tímida que só que a olhassem era uma tortura, apesar de que já deveria estar acostumada. Depois de tudo, era uma Tremayne, uma dos indomáveis, perversos e escandalosamente ricos Tremayne. E era bonita, ou isso lhe haviam dito toda sua vida.
Nunca tinha gostado de participar dos eventos sociais, mas sabia qual era seu dever e, geralmente, esforçava-se ao máximo em fazer o que devia. Tinha ido à última caçada da raposa da temporada porque era uma tradição entre a “Gente importante” de Bristol e os Tremayne tendiam a ter um cuidado especial com as tradições da “gente importante”.
—Agora é nossa última esperança — lhe tinha recordado sua mãe aquela mesma manhã.
Assim tinha ido, por sua mãe e pela família. Por isso e porque gostava da caça. Bom, não exatamente a caça; o que gostava era de cavalgar: galopar a rédea solta cruzando os campos lavrados, através da erva e dos bosques de bétulas e pinheiros; saltar por cima dos muros de pedra e das cercas cobertas de amoras, lançando-se de cabeça para esse instante no tempo em que o cavalo deixava de tocar o chão e ela se sentia tão livre como se carecesse de peso.
Entretanto, naquele momento, aguentava erguida e firme na galeria da fazenda de seu primo. Olhava, com os olhos muito abertos, os inquietos cavalos,
os cães que gemiam a jaqueta vermelha do Caçador líder, as calças de montar, tudo de cor bege, os trajes negros e as cartolas de seda negra. Conhecia aquela gente de toda a vida, mas se sentia relutante a sair ao pátio e reunir-se com eles. Entretanto, quando pensava na desenfreada cavalgada que a esperava, sentia que a enchia uma onda de prazer, descarado e embriagador.
Viu os irmãos Alcott em um canto do pátio, perto da grade, montando um par de baios castrados iguais. 
Tinha esquecido o muito que se pareciam os dois irmãos, com aqueles narizes longos e estreitos e as caras largas, coroadas por fartos cabelos castanhos claro.
Geoffrey montava em seu cavalo com soltura, mas muito erguido, elegante com seu chapéu de feltro negro e sua gravata-borboleta branca pulcramente atada. Stuart estava sentado de qualquer maneira na sela, com um aspecto ao mesmo tempo galhardo e decadente. Mas Stuart sempre tinha sido assim. 
Levava fora de casa sete anos e se alegrou tanto de vê-lo que se imaginou recolhendo as saias e correndo escada abaixo até o pátio, gritando seu nome. 
Sete anos atrás possivelmente o teria feito, inclusive com todo mundo olhando, mas agora não seria apropriado. Não, nunca teria feito uma coisa assim, nem sequer quando era menina. 










27 de março de 2016

Redenção Total

Série Vikings Vitoriosos



Uma noiva guerreira na cama do viking!

Temperamental e geniosa, Lara tem tanto talento com a espada quanto pretendentes indesejados. 
Finn Egilsson chega a seu povoado com o objetivo de fazer uma aliança com Ottar, pai de Lara, para derrotarem um inimigo em comum. 
Ottar estava disposto a oferecer navios e armas, desde que Finn aceitasse desposar sua filha. 
Apesar de não ter intenção de se casar outra vez, um beijo apaixonado de sua noiva relutante faz seu sangue viking ferver. Lara tem coragem suficiente para não se render em uma batalha, mas o que Finn deseja é que ela se entregue completamente no leito nupcial.

Capítulo Um

A névoa se alastrava ampla e extensamente sobre as águas escuras do fiorde e pairava por entre as árvores abaixo do promontório. Os primeiros raios de sol tingiam de tons de rosa e dourado as montanhas distantes.
Em qualquer outra ocasião, Lara talvez tivesse apreciado a cena pacífica que saudava o amanhecer de um novo dia, mas naquele momento seus pensamentos estavam voltados para dentro, o corpo se movendo automaticamente conforme ela praticava os exercícios que Alrik lhe ensinara. Seu irmão não a supervisionava àquela hora da manhã, mas ela fazia bom uso das lições dele, levantando-se cedo todos os dias para treinar, até a sensação do cabo da espada em sua mão se tornar tão familiar quanto uma roca ou um fuso. Ainda não havia ninguém acordado na propriedade, e o promontório ficava suficientemente distante para que ninguém percebesse o que ela estava fazendo. Se seu pai descobrisse, não ficaria nem um pouco satisfeito.
Lara fez uma careta. A tensão entre ela e o pai estava difícil de aguentar. Eles mal haviam se falado desde a última discussão, uma semana antes...
— Você já tem 18 anos e quer ser adulta, e no entanto continua afugentando cada pretendente que tenta cortejá-la.
— Homens medrosos nunca me impressionaram, papai.
— Não seja insolente, menina — repreendeu o jarl Ottar. — Seria bom se você se comportasse direito e aprendesse a cultivar um pouco de charme feminino.
— Eu não sou charmosa, papai?
— Já vi lobas com temperamento melhor que o seu. Homem nenhum quer uma megera de língua afiada como esposa.
— Então que se casem com ovelhinhas.
— É papel de uma mulher ser obediente.
Os olhos de Lara cintilaram de indignação.
— Asa era obediente, não era?
O pai franziu a testa.
— Sua irmã fazia o que era exigido dela. Ela compreendia que tinha um dever para com a família.
— Não use a família como escudo. Asa foi forçada a se casar para satisfazer sua ambição política.
— Foi uma aliança necessária para evitar mais anos de rixas.
— O senhor poderia tê-la jogado num poço de víboras que teria sido a mesma coisa. Mas a mim o senhor não vai usar.
Lara se equilibrou e fez um movimento como se espetasse a lâmina da espada na forma imaginária do homem que havia sido seu cunhado. Teria sido um prazer enorme estripá-lo de verdade, mas infelizmente ele estava fora do alcance. Ela também tinha noção suficiente para saber que, se algum dia se enfrentassem em combate, ele a mataria com facilidade. Ela nunca teria a força nem a habilidade de um guerreiro com a espada, mas aprender as noções básicas de autodefesa lhe dava uma sensação de realização. Conferia também um senso de poder, mais ou menos como ver os futuros pretendentes fugindo bem depressa.
— Não vou perder a fé, Asa — murmurou ela. — Eu juro.









Série Vikings Vitoriosos
1- Noiva Desafiadora
2- Toque de Coragem
3- Entre a Vingança e o Desejo 
4- Redenção Total 
Série Concluída
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