21 de agosto de 2016

A Desonra de Lady Rowena

Série Cavaleiros de Champagne
Dever, honra, verdade e valor!

Roubada no convento!
Sequestrada por um homem mascarado, lady Rowena desaparece. 
Ela sabia que sua vida reclusa no convento estava acabada e sua reputação, em ruínas. 
Até descobrir que o homem que a abduzira era o cavaleiro preferido de seu pai. Leal e honrado, sir Eric de Monfort fizera o que seu lorde ordenara. E, por mais que seu corpo deseje Rowena, ele não a deixará cair em desgraça. 
Contudo, o perigo está cada vez mais próximo. E o único jeito de protegê-la é toma-la como sua... em todos os sentidos.

Capítulo Um

Maio de 1174 — Castelo Jutigny, perto de Provins, no Condado de Champagne!
Fazia tempo desde a última vez que Eric de Monfort visitara o Castelo Jutigny. Era estranho voltar. Ele havia passado a infância ali. Depois de deixar o cavalo nas mãos competentes de um cavalariço, ele atravessou o pátio acompanhado pelo escudeiro, Alard, e seguiu para a escada que levava ao salão nobre.
Jutigny não havia mudado muito, o castelo se avultava sobre todos da mesma forma de antes. O brilho pálido da madeira nova das laterais do caminho que seguia até o alto da muralha era prova de que o lorde Faramus de Sainte-Colombe se preocupava com a defesa da propriedade. Ao redor da fortaleza principal havia uma sequência de edificações menores como a igreja, a cozinha…
Sir Macaire, o guardião do castelo e velho amigo de Eric, estava à porta do salão, conversando com o capitão de armas.
— Eric, graças a Deus que você está aqui! Lorde Faramus estava ficando impaciente, vá encontrá-lo logo — sir Macaire disse, recebendo-o com alegria.
— Antes preciso de uma caneca de cerveja — avisou Eric, seguindo até uma mesa lateral e pegando o jarro da bebida. — Passei a manhã toda na feira em Provins e estou com muita sede. Lorde Faramus não tinha dito que o assunto que tinha comigo era urgente. O que ele quer?
— Não tenho a liberdade de falar, rapaz, mas a cerveja terá de esperar. Lorde Faramus e lady Barbara estão esperando por você no solário há quase uma hora. Você sabe que o conde não é conhecido por sua paciência. — Sir Macaire fez uma careta e lançou o olhar na direção de um cavaleiro que estava estendido num banco perto da escada. — Além do mais, se você não for ao solário direto, tenho ordens de mandar sir Breon. Isso não teria cabimento. — Ele meneou a cabeça e repetiu: — Ridículo…
— Ridículo? — Eric procurou alguma pista na expressão de sir Macaire que explicasse a escolha de palavras, mas decidiu deixar o assunto de lado e serviu-se de cerveja, virando-a toda num gole só.
Eric conhecia Breon desde quando viveu em Jutigny e nunca simpatizou muito com seu jeito intimidador e cruel, mas os cavaleiros eram assim. O mais estranho, porém, era que ele não se lembrava de sir Macaire ter tido problemas com Breon antes.
— Sir Macaire, que raios está acontecendo?
— Não cabe a mim responder. — Sir Macaire inclinou a cabeça na direção da escadaria. — Pelo amor de Deus, Eric, corra lá para cima.
— Você disse que eles estão no solário, não é? Ali não é o espaço reservado de lady Barbara receber as outras damas? — Eric estava cada vez mais intrigado.
Sir Macaire estava suando, praticamente em pânico.
— Qual é o problema?
— Vá até o solário, rapaz. Lá você terá as respostas a todas as suas perguntas.
Lorde Faranus parecia muito abalado enquanto acariciava a barba e andava de um lado a outro do solário diante do fogo baixo da lareira. A esposa, lady Barbara, estava sentada à janela, segurando um pergaminho com as mãos alvas.
Eric tinha boas memórias de lady Barbara, que sempre o tratara com muita delicadeza. Ela também tinha vincos de preocupação na testa e parecia muito aflita. Eric sentiu pena por ver aquele rosto delicado tão transtornado. Será que ela e lorde Faramus haviam brigado de novo?
— Bom dia, milady… milorde…

Série Cavaleiros de Champagne
1- O Campeão De Lady Isobel
2- Os Segredos dos Olhos de Lady  Clare
3- A Amante de Lorde Gawain
4- A Desonra de Lady Rowena
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14 de agosto de 2016

Infame Sedutor





Ele se casou pelo dote dela...ou por vingança?

Inglaterra, 1818.
A reputação do visconde de Stratton precedia-o: aventureiro e audacioso, ele era notório por suas belas amantes. 
A família de lady Elizabeth lhe devia dinheiro, e a única esperança que ele tinha de recebê-lo era apossando-se do considerável dote dela... mas teria de se casar com Elizabeth para obtê-lo!
Lady Elizabeth não desejava se casar com um conquistador infame como aquele, mesmo ele sendo irresistivelmente bonito. Se já era um homem rico, por que Stratton concordara em se casar com ela? Especialmente estando a reputação dela manchada por um escândalo! 
Era por amor... ou por vingança?

Capítulo Um

— Elizabeth!
Lady Elizabeth Rowe virou-se no vestíbulo da elegante casa de sua avó e deparou com a contrariada senhora segurando o nariz entre o indicador e o polegar, uma expressão de aversão no rosto. Elizabeth logo compreendeu. Constrangida, baixou o olhar para a barra de seu vestido. Es­tava suja. Soltou um suspiro e deu de ombros, desculpando-se. Era possível que as manchas no tecido fossem do barro dos canteiros de flores que contornara depois que descera da carrua­gem simples do reverendo Clemence. Infeliz­mente, suspeitava, assim como a avó, que havia sujeira de tipo mais ofensivo em sua roupa. Pro­vavelmente, eram detritos das sarjetas do bairro miserável de Wapping, onde estivera auxiliando o vigário nas aulas da escola dominical, dadas por ambos na rua Barrow.
— Olhe para você! — esbravejou Edwina Sampson na direção da neta, joias faiscando nos dedos rechonchudos enquanto sacudia a mão num gesto desgostoso. — Não há dúvida quando você está em casa. Eu simplesmente sigo meu olfato!
— Não fique tão aborrecida, vovó — disse Elizabeth num tom apaziguador. — Há coisas piores na vida do que um pouco de sujeira. Acabei de estar entre pobres-coitados que con­vivem com esse cheiro fétido diariamente. E ainda passam fome, além de sofrer tantas ou­tras privações.
Edwina Sampson empertigou-se.
— O que está faltando é decência e trabalho árduo! Feche essa porta! — ordenou de repen­te a um homem alto e compenetrado, parado na entrada do vestíbulo, que olhava com as sobrancelhas grisalhadas arqueadas para o rastro de sujeira no chão de mármore. — De­pressa, homem! Eu aqueço esta casa para você deixar simplesmente que o calor se vá? Sabe quanto custa um saco de carvão? Uma carroça de lenha?
— Na verdade, eu sei, senhora — respondeu Harry Pettifer calmamente. — Nesta semana mesmo, paguei a conta ao fornecedor de lenha e carvão.
— Isso é insolência, Pettifer?
— Jamais sou insolente, madame — infor­mou-a o mordomo com ar imperturbável, en­quanto seguia pelo vestíbulo.
Quando passou por Elizabeth, piscou-lhe um olho. Ela sorriu. Durante os poucos anos desde que fora morar com a avó, naquela área tranquila e elegante de Marylebone, já testemunhara discussões bas­tante interessantes entre os dois.
Enquanto descalçava os sapatos enlameados com cuidado, notou que a pequena comoção atraíra outros criados. Prontamente, Pettifer instruiu-os a limpar o vestíbulo.
— Sim, e mande que andem logo com isso, homem! — resmungou Edwina. — Imagine se um visitante resolver aparecer de repente e vir a entrada de minha casa nesse estado!
Elizabeth adiantou-se até as escadas apenas de meias nos pés, a barra da saia erguida.
— Pare de implicar tanto com Pettifer — pe­diu à avó. — Você sabe muito bem que preci­samos dele... muito mais do que o bom homem precisa de nós, eu desconfio. Ouvi dizer que Alice Penney o está cobiçando outra vez. Está deter­minada a levá-lo para trabalhar para ela em sua casa em Brighton.
— Está? — A reação de Edwina foi de indig­nação. — Quem lhe disse isso?
— Vou subir para trocar de roupa e, depois, me reunirei a você na sala para lhe dar mais detalhes sobre a popularidade de Pettifer. Nesse meio tempo, acho melhor você tratá-lo com um pouco mais de gentileza, ou ele ficará tentado a ir desta vez — disse Elizabeth por sobre o ombro com um sorriso de provocação, enquanto subia as escadas agilmente.
Momentos depois, estava em seu quarto, onde pairava a agradável fragrância de lavanda. Sua criada, Josie, torceu o nariz ao ver-lhe o estado das saias e ajudou-a rapidamente a retirar o vestido do dia. A avó estava certa, pensou Elizabeth, enquanto lavava o rosto em água perfumada com pé­talas de rosas. Era o mau cheiro o que mais incomodava. Mesmo em casa e com roupas lim­pas, o forte odor que impregnava Wapping parecia permanecer em suas narinas.

Pacto de Amor




Adriana Sutton e Colton Wyndham se conheciam desde a infância.

O maior desejo de suas famílias era se unir com o casamento entre eles. Mas o coração não conhece imposições. 
Depois de vários anos de ausência, Colton retorna à Inglaterra para herdar o título e as propriedades de seu pai. E logo descobre que a honra da família o obriga a renovar o pacto que ele sempre recusou. 
Em sua memória, Adriana continuava a ser a garota rebelde que o via como um herói. Portanto, é surpreendido e subjugado ao se encontrar com uma mulher bonita, jovem e inteligente, de caráter indomável, determinada a ser a dona do próprio destino. E que não só o vê como o homem que a desprezou... Mas também como o único que poderia amar.

Capítulo Um

Campina de Wiltshire, Inglaterra
Ao nordeste de Bath e Bradford-on-Avon, 5 de setembro de 1815

ady Adriana Sutton atravessou com elegância a varanda em arco de Randwulf Manor e riu quando se esquivou com perícia da mão de seu ansioso admirador. Para a seguir, ele tinha saltado de seu cavalo e corrido atrás dela, com a intenção de a alcançar antes que subisse a escadaria de pedra e desaparecesse no interior da mansão jacobina dos vizinhos e amigos mais íntimos de sua família. 
Ao se aproximar dela, a enorme porta se abriu e, com serena dignidade, um mordomo alto, magro e de idade avançada se afastou para a esperar.
—Oh, Harrison, é um encanto — disse Adriana com voz melodiosa enquanto atravessava o espaçoso vestíbulo. Protegida atrás do criado se virou e adotou uma pose triunfal dedicada a seu perseguidor. Este se deteve na soleira, e a moça arqueou uma sobrancelha, intrigada. 
Apesar do zelo com que Roger Elston a perseguia há quase um ano para reclamar seu amor, irrompendo inclusive na mansão quando não o haviam convidado, dava a impressão de que seu temor pelo defunto lorde Sedgwick Wyndham, sexto marquês de Randwulf, tinha aumentado durante os meses posteriores à sua morte, ao invés de diminuir.
Se em algumas ocasiões lorde Sedgwick havia se exasperado pelas visitas inoportunas do homem, a culpa não era do ancião, pois Roger se mostrava inusualmente persistente na tarefa de conquistar a moça, como se isso fosse remotamente possível. 
Seu descaramento tinha alcançado limites assombrosos. Sempre que tinham convidados, ou quando amigos íntimos desfrutavam de um jantar com os Wyndham, seu teimoso admirador se apresentava com algum pretexto se ela estivesse presente, embora só fosse para conversar uns momentos. 
Isso fazia Adriana se arrepender de ter concordado com a primeira visita do homem a Wakefield Manor. Até depois de sua audaz proposta de matrimônio, recusada imediatamente por seu pai explicando que ela já estava comprometida, Roger a vinha perseguindo sem cessar. Adriana chegara a apensar em dar ordens para impedir que ele a visse, mas os escrúpulos ainda a atormentavam quanto a isso. Às vezes, Roger lhe parecia um indivíduo solitário, um claro reflexo de sua juventude problemática. 
Cada vez que estava a ponto de cortar relações com ele, era invadida pela lembrança de todos os bichinhos indefesos que ela e sua amiga de toda a vida, Samantha Wyndham, tinham alimentado quando pequenas. Sentir menos compaixão por um ser humano que necessitava com desespero de um pouco de amabilidade lhe parecia terrível.
—Acredito que esse covarde tem medo de você, Harrison — brincou Adriana, ao mesmo tempo em que erguia o chicote para apontar o admirador. — Sua relutância em enfrentar um homem como você me favoreceu. Se não tivesse aberto a porta nesse preciso momento, é muito provável que o senhor Elston tivesse me alcançado para me censurar porque Ulises e eu deixamos para trás a ele e a seu miserável cavalo.
Embora Roger não tivesse sido convidado ao passeio daquele dia, apareceu em Wakefield Manor justo quando as amigas de Adriana chegavam a cavalo para reunir-se com ela e uma nova amiga. Que outra coisa teria podido fazer, a não ser oferecer ao jovem uma montaria? Apesar de estar ciente de que
ela já estava comprometida com outro homem por um acordo que seus pais tinham assinado anos antes, a perseverança de Roger parecia infatigável, o que a levava a se perguntar se o ele pensava que sua determinação bastava para anular o contrato e assim conseguir sua mão.
Com expressão perplexa, Adriana arqueou as sobrancelhas enquanto apoiava um dedo no queixo.
—No entanto, por mais que tentasse conter Ulises, temo que ele não possa suportar a visão de outro cavalo diante dele. Se nega a ir trotando ao lado dos castrados de nossos estábulos, tal como o senhor Elston pôde testemunhar com seus esforços por não se atrasar. 
Não me surpreenderia que Ulisses considerasse uma afronta pessoal se relacionar com eles. Já sabe Harrison, que lorde Sedgwick se queixava frequentemente do espírito indomável do corcel.
O sorriso fugaz do criado insinuou um humor disfarçado pela aparência digna.
—Sim o fazia minha senhora, mas sempre com um brilho de orgulho nos olhos, devido a sua habilidade para dominar um corcel tão teimoso.


7 de agosto de 2016

A Noiva Prometida


"Casamos ou não, Caroline Holt?"

De repente, Caroline entendeu que todos na pequena comunidade do interior da Carolina do Norte aceitavam o motivo evidente pelo qual se casaria com Frederich Graeber.

Grávida, abandonada pelo verdadeiro pai da criança e com o parto para dali a poucos meses, seu filho só teria a lucrar se aquele fazendeiro másculo e impetuoso se tornasse seu marido. 
Só Caroline sabia que, ao aceitar a proposta de Frederich, estava se arriscando a trocar a liberdade de seu coração pelos caprichos daquele estrangeiro enigmático.

Capítulo Um

Março de 1862
Caroline Holt esperara a tarde inteira pela volta do irmão, Avery. Vez por outra, apro­ximava-se da janela e olhava os campos da fazenda Graeber. Ainda não acreditava que Avery tivesse algum assunto tão importante assim, a ponto de ser chamado para conversar com Frederich Graeber. Havia toda a terra para arar, afinal aproximava-se a época do plantio da primavera, além do que Avery desprezava o cunhado alemão.
Era quase noite quando seu irmão finalmente apareceu no pátio. Caroline voltou correndo para a cozinha e conti­nuou batendo a manteiga, uma tarefa que começara desde a saída dele. Concentrou-se vivamente na batedeira, deci­dida a não lhe dar o prazer de descobrir que estivera tão curiosa a respeito de sua ausência. Avery entrou imediata­mente na cozinha, deixando a porta escancarada por mais tempo que o necessário, deixando atrás de si um rastro de lama sem mostrar a menor preocupação com o esforço exaus­tivo de Caroline em esfregar o piso de carvalho até deixá-lo limpo. Ela estremeceu ao ser tocada pela corrente de ar frio, mas não fez o menor comentário.
— Frederich Graeber quer se casar com você — Avery informou sem preâmbulos.
Ela ergueu os olhos da batedeira de manteiga, sem alterar o ritmo das batidas. A declaração era tão ridícula que seu primeiro impulso foi de dar uma risada. O irmão não era um homem bem-humorado, mas ainda assim pensou que estivesse brincando. Por mais que ele estivesse desesperado para casá-la, nunca teria sugerido o nome de Frederich Graeber... a não ser por uma brincadeira de mau gosto.
— Quero que você se case com ele. Já respondi por você — continuou ele. — Vão fazer o anúncio na igreja alemã neste domingo... então Frederich vai apresentar-lhe o pedido formalmente.
Ela continuou encarando-o, percebendo agora que ele es­tava completamente sério e que aquele plano de casamento justificava a convocação de Frederich e a disposição de trazer as sobrinhas dela para visitá-la. "Pobre Avery", pensou ela. Ele não fazia a ideia da impossibilidade desse acordo. Pela primeira vez na vida ela sentiu pena do irmão.
— Por que está me olhando dessa maneira? — indagou ele, irritado. — Ouviu o que eu falei?
— Ouvi muito bem, Avery. E só posso imaginar que perdeu o juízo.
Ele lhe dirigiu um sorriso breve.
— E por que está imaginando isso?
— Você sabe que não posso me casar com Frederich Graeber.
— Não pode? — reagiu ele, aproximando-se.
Os cabelos dele estavam grudados na testa suada. Antes de ele ter saído para a fazenda de Graeber, Avery e o so­brinho de Frederich, Eli, estiveram espalhando esterco de cavalo sobre a terra recém-arada a manhã inteira. Ele re­cendia a esterco e, em algum lugar pelo caminho, devia ter parado para tomar uma caneca de cerveja... para comemorar o negócio que ele e Frederich pensavam ter fechado.
— Está tudo acertado, Caroline.


Coleção Barbara Cartland


Um Amor para a Eternidade  
Um encontro capaz de revelar segredos e despertar paixões!
Karla sentou-se diante do espelho, tirou a peruca e removeu a maquilagem que a transformava em uma senhora. Depois, colocou a camisola e deitou-se, exausta demais com a farsa que estava encenando. Porém, não conseguiu conciliar o sono: o marquês de Welbourne não lhe saía do pensamento. Mas como poderia sonhar com o amor se o marquês pensava que ela era uma mulher muito mais velha que ele, e, além de tudo, dama de companhia?


Um Anjo em minha Vida
Irreal, etérea, mas determinada a não apenas salvar a vida do marquês, como também conquistar seu coração!
Jean-Pierre, marquês de Castillon, retorna da guerra, ferido, e vai para o castelo que herdou.
Para seu desespero fica sabendo que se tornara tutor de três crianças, filhas de um coronel inglês de quem se tornara amigo no hospital, na Bélgica, para onde ambos-tinham sido levados, depois da batalha de Waterloo. O que ele não sabia era que Iva, a mais velha dos três, não era tão criança assim...
E ela se revelaria o anjo bom que iria guardá-lo e protegê-lo...
stava encenando. Porém, não conseguiu conciliar o sono: o marquês de Welbourne não lhe saía do pensamento. Mas como poderia sonhar com o amor se o marquês pensava que ela era uma mulher muito mais velha que ele, e, além de tudo, dama de companhia?



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30 de julho de 2016

Amar para Sempre



 
Alex Faulkner, duque de Stafford, conhece Mireille Germain na luxuosa mansão de Sackville, em Hampshire, durante uma caçada.

William Sackville, o anfitrião de meia-idade, deixa entrever a seus amigos e conhecidos que ela é sua amante quando, na realidade, sua relação não é mais que uma farsa.
Mira vive há dois anos na mansão, mas sua presença é puramente ornamental. 

Sackville é um homem poderoso com um segredo a ocultar, por isso, quando encontra Mira, não duvida em lhe oferecer amparo em troca de sua conivência na mentira. Ela aceita, pois tem algo a ocultar.
Mira e Alex sentem-se inevitavelmente atraídos desde o primeiro momento, e apesar da reticência de Mira em revelar seus segredos, Alex está destinado a descobrir tudo... Mas a jovem e gentil francesa está decidida a manter ocultas suas origens, assim como a verdadeira natureza da relação que a une a Sackville.

Capítulo Um

Chamava-se Mireille Germain, mas ninguém o sabia em Sackville Manor. Na realidade, ninguém na Inglaterra sabia. Imaginava ser um grande problema que alguém conhecesse sua verdadeira identidade, algo que resolveu deixando aquele nome em seu país natal, a França. Aqui era Mira, um nome que gostava muito mais.
Apoiando os cotovelos no batente da janela da torre, inclinou-se para frente e desfrutou da brisa e da esplêndida vista que a altura do lugar lhe oferecia. Divertia-lhe observar a chegada dos convidados de lorde Sackville; damas e cavalheiros de alta linhagem que passavam o tempo pavoneando-se, um costume do qual Mira zombava abertamente, até que lorde Sackville a tomou sob sua tutela. Agora tinha melhores maneiras, mas apesar da rigorosa educação recebida, alguns de seus velhos costumes e crenças estavam muito arraigados para que pudesse mudá-los. Tinha crescido em um mundo muito diferente desse, em que a falsa cortesia da classe privilegiada era considerada algo desprezível.
Uma nova carruagem se aproximou da mansão e percorreu o comprido caminho arborizado do portão. O veículo trazia as cores azul marinho e negro, muito vistosas. Segundo os rumores que circulavam em Sackville sobre os convidados que assistiriam à caçada, o azul e o negro eram as cores dos Falkner. Quando a carruagem com elegantes cavalos parou bem diante do pórtico, Mira inclinou a cabeça um pouco mais, concentrando seus olhos cor de café na figura de Alexander Falkner, duque de Stafford, que neste momento descia do veículo.
Aparentava menos idade do que tinha imaginado e era muito elegante, tinha a pele morena e o cabelo escuro cortado na altura da nuca. Endireitou o casaco com porte arrogante e se encaminhou para a frente da carruagem. Em um homem menor, aquela caminhada teria sido considerada uma ostentação, pensou Mira sorrindo levemente, enquanto fixava o olhar nele. Esse homem estava rodeado de vitalidade e fortaleza que o tornava muito atrativo. Nestes dias, estava muito na moda que os homens adotassem a romântica palidez que caracterizava Byron.
A maioria dos cavalheiros pareciam indolentes e melancólicos, como se estivessem cheios de um desejo desesperado, mas este homem em particular parecia carecer de tais pretensões.
Mira apoiou o queixo nas mãos, enquanto o observava estender uma mão morena em volta de um dos cavalos e acariciar seu pescoço, com um gesto distraído. Sorriu por algo que havia dito o cocheiro e seus dentes brilharam em contraste com a pele escura.
Seria realmente este homem o lorde Falkner que tanto sofreu com a morte de seu primo? Não parecia ter sofrido uma grande perda recentemente. Sackville disse que Falkner lamentava profundamente o assassinato do primo, mas Mira decidiu que aquele devia ser outro dos típicos exageros de Sackville. 

Em sua curta vida viu muito frequentemente a morte e as sombras, mas não havia rastros de aflição no rosto de lorde Falkner.
Apareceram dois lacaios de Sackville com perucas empoadas com talco e uma imponente pomposidade; inclinaram-se ante Falkner e abriram as portas.
Depois que ele entrou na casa, chegaram mais carruagens com diversos convidados ricamente adornados, mas Mira os observou sem muito interesse, pois ainda tinha a mente no moreno recém-chegado.
William Sackville recebeu Alec na biblioteca, com uma bebida na mão e um sorriso no rosto. Esta expressão de prazer e bom humor era algo que oferecia muitas vezes, e por que não fazê-lo? Salvo uma esposa e herdeiros que perpetuassem sua linhagem, tinha tudo o que um homem podia desejar, uma propriedade bem administrada, muitos amigos, estabilidade financeira e o respeito de todos os que o conheciam.
Seus principais interesses, a política e as caçadas, eram bem conhecidos por seus amigos e mudavam conforme as estações do ano: toda primavera ia a Londres para representar Hampshire nas sessões do Parlamento, e a cada outono se retirava para caçar em sua propriedade.


Série Berkley-Faulkner
1- Onde a Paixão nos leve
2 - Amar para Sempre

27 de julho de 2016

Amante da Meia-Noite

Série Guerreiros Sombrios



A luta é contra o mal. 

Obrigado aos deuses. 
Os Guerreiros das Trevas estão batalhando desde a Escócia antiga até o mundo moderno — onde amor de uma mulher poderá libertá-los.
A Paixão de um Guerreiro
Conduzido pelo Deus feroz dentro dele, o Highlander Ian Kerr está determinado a lutar pela terra que ama e o irmão que perdeu. 
Mas quando é magicamente transportado para quatro séculos no futuro, encontra-se lutando contra seus próprios desejos... por uma mulher bela e encantadora, que poderia prender um guerreiro encantado.
A Magia de uma Mulher
Danielle Buchanan ouviu as lendas. Sentiu o poder do sangue de Druidesa em suas veias. Mas nunca conheceu um homem tão temível — ou tão assombrado — como o guerreiro Ian. 
Com sua magia, Dani deve ajudá-lo a combater um mal antigo. 
Com seu coração, deve acompanhá-lo em sua busca. Mas apenas com sua alma pode libertá-lo de sua maldição. E selar seus destinos juntos.

Capítulo Um

Inverness — Véspera de Ano Novo
Danielle fechou as botas que alcançavam seus joelhos e levantou-se da cama para olhar fixamente no espelho de corpo inteiro atrás de sua porta. Girou para um lado então para o outro olhando para o vestido preto colante que abraçava suas curvas.
— Definitivamente preciso malhar mais, — murmurou com uma careta e encolhendo seu estômago.
A porta foi aberta e Whitney, uma de suas colegas de quarto, meteu sua cabeça escura pela porta. — Uau, Dani. Você está maravilhosa!
— Tem certeza que não quer vir comigo? — Danielle pediu pela décima vez. Elas planejaram passar o ano novo juntas com outro grupo de amigos dois meses atrás, mas agora Dani acabou ficando sozinha com Mitchell. Não que Mitchell fosse um cara mau, só alguém que ela não se interessava em ter um encontro.
Whitney riu e agitou sua cabeça. — De jeito nenhum! Joe disse que tem algo que quer conversar comigo. Eu acredito que finalmente vai me pedir para casar com ele. Eu estou esperando por meses!
Danielle sorriu e abraçou Whitney. Ficava feliz por sua amiga, mas era apenas outra lembrança de que estava sozinha. Novamente.
— Quero que você me chame tão logo ele proponha. Bem, depois de você dizer sim, claro. — Danielle disse com uma risada.
— Eu ligo. Eu prometo. Escute, vim para perguntar se me emprestaria seu sapato preto de salto. O novo que você comprou esta semana?
Danielle se apressou até o armário e abriu a caixa com seus Kate Spade[1]. — Isso! Você precisa estar no seu melhor. Você sabe que as pérolas de Clair ficariam ótimas com seu vestido.
— Eu já as pedi emprestadas. — Whitney disse e pegou os sapatos. — Eu tenho as amigas mais maravilhosas do mundo.
Danielle sorriu quando apoiou sua mão na maçaneta. — Eu sou apenas grata que todas nós vestimos o mesmo tamanho. Isso me economizou muito dinheiro ao longo dos anos.
Quando Whitney caminhou para seu quarto, Danielle fechou a porta e seu sorriso esmaeceu. Era um grupo animado de amigos para festejar. Não que Danielle fosse uma festeira. Era o oposto na verdade. Tinham sido elas que a convenceram a comemorar nesse Ano Novo. E por caso você não saiba que todo mundo teria algo planejado com seus namorados?
Danielle suspirou e olhou para o relógio em sua cabeceira. Era um pouco mais de dezessete horas. Tinha tempo suficiente para fazer algumas coisas antes de encontrar com Mitchell e irem para a Blink’s. A Blink’s era a mais nova e concorrida boate em Inverness, e eles estavam organizando um inferno de uma festa hoje à noite.
Depois de mais uma olhada no espelho, Danielle alcançou as pulseiras em sua penteadeira e deixou seu quarto. Gostava do som das pulseiras de prata ao deslizar seus braços.
— Estou indo! — Danielle gritou.
— Cuide—se! — Whitney gritou por sua porta. — Tem previsão de uma nevasca para hoje à noite!
Danielle gemeu interiormente enquanto embrulhava seu cachecol ao redor seu pescoço antes de vestir suas luvas. — Era só o que faltava!
Agarrou sua bolsa e chaves e deixou o apartamento. Uma explosão de vento frio a encontrou enquanto fechava a porta e se apressava pelos degraus em direção a seu carro encostado no meio fio.
O carro, um Mini econômico dos anos 70, tinha sido de sua tia Josie. Quando Josie ficou muito doente para dirigi-lo, deu-o para Danielle. Danielle amou o carro, mesmo que não fosse muito confiável.
Destrancou sua porta e deslizou no assento do motorista. Como sempre, o carro não pegou na primeira tentativa.
— Vamos! 









Série Espada Negra
1– O Beijo do Demônio
2– O Pergaminho Oculto
3– Highlander Perverso
4– Highlander Selvagem
5– O Amuleto Secreto
6– O Highlander Escuro
Série Espada Negra continua...com salto no futuro
(Série Guerreiros Sombrios)
1- Mestre da Meia-Noite 
2-  Amante da Meia-Noite




26 de julho de 2016

O Prelúdio de Camelot



Um menino nascido para ser rei

Uther Pendragon, o rei de Kernow, deseja Ygraine, mulher de um de seus vassalos. Com a ajuda do mago Myrddin, ele consegue tê-la e, com ela, concebe Arthur.
Arthur cresce sem saber quem é seu pai. Seu mentor é Myrddin, e a única coisa que ele sabe é que deve lutar para salvar a Bretanha dos saxões...
Uma menina destinada a ser rainha
O melhor amigo de Arthur é Bedwyr, irmão mais velho de Gwen, uma menina independente e corajosa, que vive em Cameliard e está determinada a livrar o vilarejo do jugo de um homem, seja ele quem for. Arthur e Gwen só se viram quando crianças, mas na adolescência ela tem sonhos freqüentes com um guerreiro valente e bonito, alguém que ela não conhece, mas que lhe desperta fantasias românticas e sensuais...
Um príncipe com sangue de feiticeiro
A força de Lancelot nas batalhas se equipara à de Arthur, assim como suas habilidades na cama... uma competição que um dia irá determinar o destino de Camelot...

Capítulo Um


Bretanha,  485 d. C.
Arthur, com dez anos, bateu as costas na carroça, espalhando pelo chão os pães frescos, irritando o mercador. A praça ruidosa ficou parada com a briga dos garotos com os ciganos.
Arthur gemeu ao se contorcer no chão, segurando a virilha, onde tinha sido atingido. O segundo chute acertou as costas miúdas e o fez ranger os dentes de fúria. Com um movimento repentino e ágil, virou-se e pegou o oponente pelas pernas, derrubando-o no chão. De joelhos, acertou um soco no rosto do cigano.
Com o canto dos olhos, viu o irmão, Kai, lutando com dois meninos ciganos e um terceiro que disparava em sua direção.
Afinal, por que Kai os teria xingado de cães piores que os saxões? Teriam problemas com sir Ector quando chegassem em casa!
Foi então que viu o brilho de uma adaga. Um homem de olhos escuros e com a cabeça coberta por um lenço sujo, rumava em direção de Kai com a lâmina em punho.
— Cuidado! — gritou Arthur, ao se colocar de pé e correr na direção do homem.
O estranho virou-se ligeiro, a adaga cortando o ar na direção de Arthur. Um braço, vindo do meio da multidão, não se sabe de quem, prendeu o pulso do atacante, que deixou a adaga cair no chão.
Myrddin soltou o homem ao se destacar do meio das pessoas.
— Chega. Tirem suas carroças e caiam fora daqui!
Ele encarou um a um dos presentes, os cabelos emaranhados mais parecendo a juba de um leão. Os ciganos se dispersaram sem demora, deixando os dois meninos com o druida.
— O que houve? — perguntou.
Kai mancou uns passos à frente.
— Um deles estava tentando roubar um pedaço de carne, e decidi impedi-lo. — Como Myrddin não disse nada, ele continuou: — Está bem, eu devo tê-lo xingado também.
— Por que estava brigando também? — Myrddin questionou Arthur, pousando nele seus olhos claros de águia.
Arthur levou a mão à boca e passou a língua para limpar o sangue que escorria em um canto.
— Eu tinha de defender Kai. Ele é meu irmão.
— É mesmo. Obrigado. — Kai parecia um carneiro. — Eu não fazia ideia de que eles eram muitos. Eu podia tê-los derrotado. Você sabe como gosto de uma boa briga.
— Quantas vezes eu já não disse que é melhor usar a cabeça em vez dos punhos? — indagou Myrddin. — Lutem apenas em casos extremos.
— Mas... — Kai protestou.
— Basta. — Myrddin levantou-se, ostentando sua altura sobre Kai, que recuou. — Trate de arrumar as carroças e ajeitar a bagunça que criou, além de pagar por tudo que estragou dos mercadores. Será difícil compensar a perda de alimentos, que além de um desperdício, é um insulto aos deuses. Mas estes saberão como lidar com você. Vamos ver o que sir Ector tem a dizer.
Ector empalideceu ao ouvir as histórias. Sua esposa, Bronwen, rezava baixinho enquanto enrolava as costelas de Arthur, olhando, nervosa, para o marido.
— Já que os dois fizeram papel de tolos em praça pública, podem tomar o lugar dos bufões no jantar e ceder-lhes seus lugares — declarou Ector com voz grave.
O coração de Arthur se confrangeu. Detestava ter de cantar e fazer papel de bobo. Se assim fosse, não teria tempo de estudar a lição de astronomia de Myrddin. Não haveria como se desculpar. Correu o olhar pela sala à procura do mentor, mas Myrddin continuou impassível. Arthur passou os dedos pelos cabelos.
— Estávamos nos defendendo, sir — disse Kai com o rosto vermelho. — O garoto estava tentando roubar carne!
Ector balançou a cabeça com veemência.
— Esse é um lar cristão, Kai. Não lhe passou pela cabeça que ele podia estar com fome? Você bem sabe que os ciganos não são bem aceitos.
— Mas ele continua sendo um ladrão.
Arthur prendeu a respiração. A atitude do irmão iria colocá-los em apuros de novo.
Fique quieto, Kai.
— E nessa sua batalha para salvar um pedaço de carne, você conseguiu destruir muita coisa que alimentaria os aldeões por alguns dias. — Ector relanceou o olhar para Arthur e voltou para o filho. — Vocês dois podem muito bem passar sem comida por um dia. Esta será a penitência.
Myrddin bateu no ombro de Arthur.
— É o carma, menino. Não lhe disse para não insultar os deuses? 


22 de julho de 2016

Era a Noite depois do Natal

Série Homens do Duque


Pierce Waverly, o conde de Devonmont, esteve afastado da mãe pela maior parte de sua vida. 

Quando a nova acompanhante de sua mãe, a Sra. Camilla Stuart, escreve para dizer-lhe que a mãe está gravemente doente, ele vai para casa. 
Mas quando descobre que a bela viúva o enganou a fim de efetuar uma reconciliação de Natal, ele se recusa a ficar, a menos que ela conheça os seus "termos."
Em algum lugar, entre tentar seduzir a bela Camilla e lutar contra as lembranças cruéis de seus Natais da infância, Pierce descobre que não apenas o perdão acontece de duas maneiras, mas que o amor pode florescer mesmo no mais frio dos invernos.

Capítulo Um

Dezembro 1826
Pierce Waverly, de trinta e um anos de idade, conde de Devonmont, sentou-se à mesa no estúdio de sua casa na cidade de Londres, vendo o correio enquanto esperava que sua amante atual chegasse, quando uma carta veio ao topo, dirigida por uma mão familiar. Uma dor igualmente familiar apertou seu peito, lembrando-o de outra carta anos atrás.
Que tolo ingênuo ele tinha sido. Mesmo tendo crescido e ficado mais forte, mesmo tornando-se o tipo de filho que o pai sempre tinha afirmado querer, nunca tinha sido admitido em casa novamente. Ele passou todas as férias escolares, de Natal, Páscoa e Verão, em Waverly Farm.
E depois que Titus Waverly e sua esposa morreram inesperadamente em um acidente de barco, quando Pierce tinha treze anos, o pai de Tito, o general Isaac Waverly, tinha retornado da guerra para assumir Waverly Farm e as crianças órfãs de Tito.
Mesmo Pierce não tendo recebido uma única carta de seus pais em cinco anos, tinha estado certo de que iria finalmente ser enviado para casa, mas não. Seja qual fosse o arranjo que Titus tinha feito com os pais de Pierce, foi aparentemente preservado com o tio-avô de Pierce, o general tinha caído direto no papel de pai substituto.
Apesar de tudo isso, ele tinha cuidado de Pierce até este ter dezoito anos, quando nenhum dos seus pais aparecera em sua formatura de Harrow, reconheceu a verdade. Não só seu pai o odiava, mas sua mãe não tinha nenhuma utilidade para ele, também. Aparentemente, ela tinha sofrido com sua presença até ele ter idade suficiente para ir à escola e à casa de parentes, e depois disso ela decidiu que tinha terminado com ele. Estava muito ocupada desfrutando da fortuna e influência do pai para se preocupar com seu próprio filho.
A dor explodiu em raiva por um tempo, até que atingiu a maioridade, aos vinte e um, e viajara para casa para enfrentar os dois. . .
Não, ele não podia suportar lembrar o fiasco. A humilhação daquela rejeição específica ainda enviava uma dor lancinante através dele.
Eventualmente também silenciaria aquilo; então talvez encontrasse alguma paz finalmente.
Ou seja, se a mãe deixasse. Ele olhou para a carta e seus dedos se apertaram em punhos. Mas ela não iria. Ela tinha envenenado sua infância e, agora que o pai estava morto e Pierce tinha herdado tudo, ela pensou que poderia esquecer tudo.
Vinha tentando desde o funeral, há dois anos. Quando mencionou seu regresso para “casa”, ele perguntou-lhe por que tinha esperado a morte de seu pai para permitir isso. Ele esperava uma litania de desculpas patentemente falsas, mas ela só disse que o passado era passado. Ela queria começar de novo com ele.
Ele bufou. É claro que queria. Era a única maneira de colocar suas mãos em mais dinheiro do pai do que o que havia sido deixado para ela.
Bem, para o inferno com ela. Podia ter decidido que queria desempenhar o papel de mãe de novo, mas ele não queria mais fazer seu papel de filho. Anos de anseio por uma mãe que nunca esteve lá, por quem ele teria lutado contra dragões quando um menino, haviam congelado seu coração. Desde a morte de seu pai, não tinha aquecido um grau.
Só que cada vez que via uma de suas cartas…
Reprimindo uma maldição amarga, ele jogou a carta fechada ao seu secretário, o Sr. Boyd. Uma coisa que tinha aprendido a partir da última carta que lhe tinha escrito, quando ele era um menino, era que as palavras não significavam nada. Menos do que nada. E a palavra amor em particular era apenas uma palavra. - Coloque isso com as outras —, disse a Boyd.
- Sim, meu senhor. - Não havia nenhum indício de condenação, nenhum indício de reprovação na voz do homem.
Bom homem, Boyd. Ele sabia de tudo. No entanto, Pierce sentiu a mesma pontada de culpa, como sempre.
Droga, tinha feito certo com sua mãe, por tudo o que ela nunca tinha feito direito por ele. A herança do pai estava inteiramente sob seu controle. Ele poderia tê-la privado de tudo, se assim o desejasse - outro homem poderia tê-lo feito – mas, em vez disso, fixou-a na casa da viúva da propriedade, com abundância de criados e suficiente dinheiro para deixá-la confortável. 
Não o suficiente para viver extravagantemente - ele não podia levar-se a dar-lhe isso - mas o suficiente para que não pudesse acusá-lo de negligência.
Até contratou uma dama de companhia para ela que, no final das contas, se provou perfeita para a posição. Não que soubesse por si mesmo, uma vez que nunca tinha visto a indomável Sra. Camilla Stuart em ação, nunca a vira com sua mãe. Nunca via a mãe, de todo modo. Ele tinha estabelecido a lei do primogênito. Ela estava livre para vaguear por Montcliff, sua propriedade em Hertfordshire, quanto quisesse quando ele não estivesse na residência, mas quando ele estivesse lá para cuidar dos assuntos imobiliários, ela ficaria na casa da viúva e bem longe dele. Até agora, ela cumprira este acordo.
Mas as cartas chegavam, de qualquer maneira, uma vez por semana, como acontecia desde a morte do pai. Dois anos de cartas empilhadas em uma caixa agora transbordando. Tudo fechado. Por que teria ele que ler as dela, quando ela nunca respondera à uma única das suas quando menino?
Além disso, provavelmente estavam cheias de pedidos lisonjeadores para mais dinheiro agora que detinha os cordões da bolsa. Ele não cederia àquilo, droga.
- Meu senhor, a senhora Swanton chegou.








Série Homens do Duque
1-  Era a Noite depois do Natal



20 de julho de 2016

Coleção Barbara Cartland


A Conquista de uma Mulher
A luta pelo amor dessa mulher fez de Michael um vencedor.
Kristina esperou que todas as luzes da mansão estivessem apagadas para deixar seus aposentos e descer as escadas sorrateiramente. Apesar de ter sido obrigada pelo pai a se casar com Michael, não podia permanecer ali, ao lado de um homem que mal conhecia e que não amava. Kristina, porém, não imaginava a cilada que o destino lhe armara: Michael apaixonara-se por ela à primeira vista, e estava disposto a tê-la sempre a seu lado, nem que precisasse fingir ser apenas seu amigo para conquistar-lhe o coração...

Galante Aventureiro
Um homem inescrupuloso e ciumento envolveu Tânia numa intriga mortal!
Seguindo pelo corredor magnificamente iluminado do Hotel Langhan, no coração de Londres, Tânia Orenville agradecia aos deuses a oportunidade de estar ali, naquela festa sofisticada. Atenta às pinturas que enfeitavam as paredes, Tânia não teve tempo de gritar ao ser puxada para dentro de um quarto, enquanto uma voz desconhecida lhe dizia: “Sou o marquês de Rakecliffe, é uma questão de vida ou morte, me ajude!”
Espião Apaixonado
Em meio à paz do campo, um poder misterioso nublando a luz do amor!
Terminada a valsa, Martha soltou-se dos braços de Alexis, o príncipe russo, ruborizada. Não estava acostumada a ouvir tantos galanteios. Afastou-se ainda enlevada, desejando ouvir mais, beber dos lábios experientes a sabedoria do amor... Martha percebeu que podia estar se apaixonando pelo belo e misterioso príncipe! Tinha de escapar imediatamente, pois poderia comprometer a missão que lhe fora confiada: desmascarar um espião russo infiltrado na corte inglesa!


Baixar  na Biblioteca em Títulos.
- AVISO: Existe também uma pasta "Coleção Barbara Cartland' dentro da Pasta da Autora Barbara Cartland com + de 500 ebooks por número.

16 de julho de 2016

Quando o Duque era Imoral

Série Cavalheiros Escandalosos de St.James




Eles são os solteiros mais cobiçados da Inglaterra, com a reputação mais escandalosa. 

Mas para a mulher certa, até mesmo um ladino impenitente pode consertar seus modos...
A ampla herança de Lady Grace Mabry tornava impossível para ela dizer se um pretendente estava apaixonado por ela, ou enamorado de suas riquezas. 
Quem melhor para distinguir um homem sincero de um canalha do que seu notório amigo de infância, o Duque de Lovingdon?
Com nenhum interesse em casamento, Lovingdon há muito tempo vivia apenas por prazer. Ele via pouco dano em ajudar Grace a encontrar um par adequado. Afinal, ele estava familiarizado com todas as manobras que um canalha usa para ganhar as atenções de uma mulher. Ele simplesmente teria que ensinar a adorável inocente como distinguir emoções honestas das falsas.
Por que não fazer isso através da demonstração de sua má conduta? Mas, conforme as aulas os levam a uma paixão tórrida e Grace se envolve na trama de casamento de outro homem, Lovingdon deve travar uma jogada desesperada: Abrir seu coração totalmente, ou correr o risco de perder a mulher que adora...

Capítulo Um

Londres, 1874
O Duque de Lovingdon apreciava nada mais do que ser aninhado entre as doces coxas de uma mulher.
A menos que ele estivesse deslizando as mãos sobre seu corpo quente e macio, enquanto ela acariciava seus ombros, peito, costas. Ou ouvindo o engate de sua respiração, um suspiro murmurado, um-Rap. Ele fez uma pausa, ela se acalmou.
— O que foi isso? — ela sussurrou. Ele balançou a cabeça, olhando em seus olhos castanhos e dedilhando para trás de seu rosto corado as mechas de seu cabelo de ébano. — A residência estabelecendo-se, sem dúvida. Não dê atenção.  Ele abaixou a boca para a garganta de seda, saboreando sua pele aquecida-Rap. Rap.  Maldição!
Ele piscou. — Desculpe-me, só um momento.
Rolando para fora da cama enorme que tinha sido construída especialmente para acomodar seu grande corpo, ele atravessou o espesso tapete Aubusson, seu temperamento mal controlado. Seu mordomo — todos os seus servos — sabiam que não deviam perturbá-lo quando ele estava desfrutando das oferendas de uma mulher.
Ele fechou a mão em torno do punho, abriu o trinco.
— É bem melhor ser condenadamente sangue ou fogo...
Ele abriu a porta. — ... qualquer coisa que seja...
Ele olhou fixamente para os largos, arredondados olhos de safira que mergulharam para baixo antes de rapidamente levantarem-se e confrontarem os seus olhos cor de âmbar.
— Cristo, Grace, que diabos?
Antes que ela pudesse responder, ele fechou a porta, pegou a calça do chão, apressadamente colocou-a, e passou a abotoá-la.
— Outra de suas amantes? — A lânguida mulher em sua cama perguntou.
Ele agarrou a camisa de linho de onde estava estendida sobre uma cadeira. — Bom Deus, não. Ela é apenas uma criança. — Ou, pelo menos, ela tinha sido na última vez que ele a tinha visto. Que diabo ela estava fazendo ali e naquela hora da noite? Ela não tinha juízo?
Depois de colocar sua camisa, ele deixou-se cair na cadeira e colocou as botas. Ele não sabia por que ele estava preocupado com a sensibilidade de Grace. Era realmente um pouco tarde para se preocupar com isso, considerando a visão que ele tinha dado a ela quando ele abriu a porta. Ele tinha de lhe dar crédito, no entanto, ela apartou a vista com altivez sem restrições. Ela sempre foi uma pequena diaba ousada, mas ela tinha levado as coisas longe demais esta noite.
Ele levantou-se e cruzou para a cama. Inclinando-se, beijou a testa adorável. — Eu não vou levar mais de um momento em despachar ela. — Depois de dar-lhe uma piscadela reconfortante, ele atravessou o quarto, abriu a porta com um pouco mais de calma, e entrou no corredor, fechando a porta atrás de si.
Grace ficou onde ele a deixou, corando profundamente de seu pescoço até as raízes de seu cabelo acobreado. Suas sardas não tinham desaparecido, elas tinham sido suprimidas. — Sinto muito por ter despertado você.
Isso é tudo que ela pensou que ele estava fazendo? Mas então ela era uma inocente senhorita de dezenove anos, e enquanto os rapazes com quem ela tinha crescido eram mais canalhas do que cavalheiros, todos tinham feito o que podiam para preservar a sua inocência. Para ela, seus maus modos eram pouco mais do que rumores.
— É depois da meia noite. Você está na residência de um solteiro. O que você está pensando? — ele perguntou.
— Eu estou em apuros, Lovingdon, uma situação da mais extrema. Preciso da sua ajuda.
Ele estava prestes a dizer-lhe para procurar ajuda em outro lugar, mas ela olhou para ele com aqueles grandes olhos azuis inocentes que o deixaram com pouca escolha a não ser sugerir que fossem a sua biblioteca. Ela sempre tinha aquele irritante efeito sobre ele, desde que ela era uma menina e olhava para ele como se ele fosse um cavaleiro errante capaz de matar dragões.
Talvez em sua juventude, quando o dragão era pouco mais que seu gato mal-humorado necessitando ser resgatado de um galho de árvore...
Mas ele tinha aprendido através da dura experiência que ele não era um matador de dragões.
Depois de chegarem à sala perfumada de mofo, ele cruzou para uma mesa que abrigava uma variedade de decantadores. Em silêncio, ele derramou em um copo uísque e no outro brandy. Ele esperava através da esperança que enquanto estivesse se servindo, ela tivesse ido. Mas quando ele se virou, ela ainda estava lá, estudando-o como se estivesse procurando alguma coisa, e ele se viu desejando que ele tivesse tomado um pouco mais de tempo no vestuário. 








Série Cavalheiros Escandalosos de St.James
1- Quando o Duque era Imoral



8 de julho de 2016

Coração Cativo




Katrine Campbell decide voltar para as Highlands para encontrar suas raízes.

Mas nem mesmo em suas fantasias mais loucas imaginou que acabaria sequestrada por Raith MacLean, um homem tão perigoso quanto arrebatador.
A única coisa que o jovem despreza mais do que os traidores dos Campbell é Katrine, que é inglesa e leva o sobrenome do odiado clã.
Mas quando Raith permite que sua bela e rebelde cativa lhe roube o coração, se dá conta de que o amor lhe causa muito mais problemas do que os seus inimigos.

Capítulo Um

Argyll, Escócia, 1761
Só poderia estar louca. O desconhecido que cobria sua boca deveria ser o produto de sua imaginação muito fértil.
Mas talvez estivesse acordada e em plena posse de suas faculdades mentais, e realmente estava sendo atacada na biblioteca de seu tio no meio da noite.
Katrine Campbell olhou fixamente com seus olhos verdes ao homem de feições duras e cabelo negro como o ébano. Tinha retornado a Escócia depois de quinze anos de ausência, em busca de romantismo e aventura que seu temperamento apaixonado tanto desejava, mas nunca imaginou o que encontraria!
Porque na verdade até então nada saía como tinha planejado.
Havia chegado da Inglaterra essa tarde e repentinamente se encontrou no meio de um grande tumulto. Mas se tinha conseguido compreender, cem cabeças de gado foram roubadas dos arrendatários do duque de Argyll, aparentemente como vingança pelo aumento dos aluguéis. Sendo o administrador das propriedades ao oeste do duque, Colin Campbell queria ver os ladrões presos e castigados o mais rápido possível.
— Esses malditos MacLean! — Gritava ele ao jovem soldado inglês que tinha vindo comunicar o roubo. — Os penduraremos por isso! É a última vez que roubam ao clã Campbell!
Katrine notou que a hora era pouco apropriada para falar com seu tio e pedir sua permissão para permanecer por um momento a mais.
Para falar a verdade, conseguiu persuadi-lo a deixá-la passar a noite ali antes dele se retirar fechando com um golpe a porta enquanto murmurava entre dentes contra os parentes inoportunos e os ladrões MacLean.
Estava quase agradecida por esses MacLean distraírem a atenção de seu tio logo depois de sua chegada. Assim teria mais tempo para preparar seus argumentos. Um viúvo sem filhos como Colin Campbell dificilmente aceitaria de bom grado a ideia de hospedar uma sobrinha que não via há muitos anos. Entretanto, Katrine esperava o convencer de que a deixasse ficar ao menos um mês e em troca ela se ofereceria para cuidar da casa, que pela aparência das janelas e do mobiliário deteriorado estava necessitando dos cuidados de uma mulher.
Resolvida a provar que podia ser útil, começou a organizar algumas mudanças, fazendo caso omisso dos resmungos de uma criada descortês. Depois de terminar de jantar escreveu cartas para suas duas irmãs e a tia Gardner, informando de sua chegada à casa de seu tio. Era bastante tarde quando se retirou ao seu aposento.
Aproximadamente uma hora e meia depois, quando estava alerta esperando a chegada de seu tio, Katrine escutou som de passos no andar de baixo e um chiado de uma dobradiça que precisava de óleo.
Ficou de pé rapidamente, cobrindo-se com uma manta seus ombros. A maior parte de sua bagagem ainda não tinha chegado e precisava de algo para cobrir a camisola. Depois de calçar sapatilhas, foi se olhar ao espelho, seus cabelos encaracolados e rebeldes continuavam obedientemente presos sob a touca de dormir. Acendendo uma vela, deixou o quarto em direção a escada, onde divisou a luz sob a porta da biblioteca.
Bateu na porta brandamente e esperou a ordem de entrar.
— Tio, um senhor conseguiu capturar...
Em uma fração de segundo Katrine viu um desconhecido que usava um casaco negro e que mantinha seu cabelo escuro preso com uma fita. No mesmo olhar captou dois livros de registro de seu tio abertos sobre a escrivaninha, iluminado por uma lamparina.
— Desculpe, mas isso...











3 de julho de 2016

Cativa do Guerreiro






Um casamento forjado na vingança e no desejo!

Isabella de Warehaven é perfeita para a vingança que Richard de Dunstan planeja.
E agora que ele a tem sob seu domínio, nada poderá impedi-lo de realizar seu ardil.
Usando Isabella como isca, ele pretende atrair o prometido dela, o assassino Glenforde, de volta à cena do crime.
Quando o rigoroso inverno aprisiona Isabella na fortaleza de Richard, ela não tem escolha a não ser aceitar se tornar a esposa dele. Incapaz de negar a perigosa atração que sente por Richard, Isabella conseguirá salvar a alma atormentada de um guerreiro implacável?

Capítulo Um

Castelo de Warehaven Outono de 1145
Os homens não passavam de sapos, pulando para cá e para lá, sem aviso e sem se importar com coisa alguma nem com ninguém. Se antes ela tinha dúvidas, agora tinha certeza.
O ar frio da noite pouco ajudou a acalmar sua ira crescente. Isabella de Warehaven abriu caminho em meio às pessoas reunidas ao ar livre na área externa do castelo de seu pai. Precisava ficar algum tempo sozinha antes de voltar para a festa que estava prestes a começar.
Seu noivado, e em breve seu casamento, com Wade de Glenforde tinha sido meticulosamente planejado durante meses. Cada detalhe fora visto e revisto com o máximo cuidado. Cada linha do acordo fora examinada tendo em vista o futuro... o futuro dela.
E em questão de poucos minutos ela jogaria todo o planejamento de seu pai para os ares. Seus pais ficariam muito aborrecidos, e ela não gostava nem um pouco da ideia de decepcioná-los, mas simplesmente não podia se casar — não se casaria — com Glenforde. Ele que se casasse com a rameira que dava risadinhas irritantes e que ela o vira beijando e levando para uma alcova privativa.
Felizmente, sua mãe e seu pai haviam dado a ela e à irmã mais nova, Beatrice, a rara bênção da escolha. E da mesma forma que seu pai, cansado de vê-la entediada e lamentando por não ter um príncipe encantado em sua vida, tratara de arrumar-lhe um pretendente, Isabella tinha certeza de que ele não a forçaria a levar aquele noivado adiante. Especialmente quando ficasse sabendo do comportamento indecoroso de Glenforde.
Isabella apressou o passo conforme a recente lembrança renovava sua fúria. Uma coisa era ele ter uma rameira, mas outra bem diferente era ele alardear ostensivamente esse relacionamento, e dentro da morada do pai dela! E fazer isso na noite da comemoração do noivado deles ultrapassava todos os limites do aceitável.
E a essa indiscrição somava-se a atitude agressiva dele naquela tarde, quando a empurrara para o chão durante uma discussão em que ele fizera insinuações sobre Beatrice.
Se ele agia dessa forma agora, como seria depois que estivessem casados?
Ela não pretendia encontrar uma resposta para essa pergunta. Tinha certeza de que, quando explicasse tudo a seus pais, eles entenderiam seus receios com relação àquele noivado, e ela nem precisaria se preocupar mais em como seria depois do casamento.
Era provável que eles ficassem muito decepcionados por terem sido enganados e induzidos pela tia dela a acreditar que Wade era um bom rapaz. A meia-irmã de seu pai, a imperatriz Matilda, insistira que Wade de Glenforde não só era um excelente partido, como também o pretendente perfeito: era jovem, rico, solteiro e, mais importante que tudo, apoiava a reivindicação dela ao trono do rei Stephen. Para piorar a situação, a imperatriz tinha prometido oferecer a Wade um castelo, propriedades e um título digno e apropriado ao marido de Isabella. Como poderiam seus pais recusar tal oferta?
Cerrando os punhos, ela alargou as passadas num esforço para se afastar dos convidados que aos poucos se aproximavam da entrada do salão nobre. Teve de conter o impulso de gritar.Mas o som forte de borrifo d’água e a umidade fria infiltrando-se em suas sapatilhas bordadas tornou impossível segurar o grito.
— Deus meu, o que mais falta me acontecer neste dia maldito?!


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