31 de julho de 2015

Casar antes de ir para cama com ele

Série Escola de Senhoritas



Esta maravilhosa conclusão da série escola de senhoritas de Sabrina Jeffries, conta a história de Charlotte Harris, a diretora da amada escola. 

Ao longo da série, os leitores se perguntam sobre a relação de Charlotte com o misterioso correspondente, primo Michael. 
Sua identidade será finalmente revelada neste divertido e sexy final.


Capítulo Um

Richmond, Inglaterra Novembro 1824
Charlotte Harris, diretora e proprietária da escola para senhoritas da senhora Harris, sentada à sua mesa e lendo — duas vezes — a carta que havia escrito implorando ao primo Michael, seu benfeitor anônimo. Então ela parou. Que sentido tinha escrever, quando todas as cartas ao advogado eram devolvidas fechadas? Secou as mãos molhadas na saia. Ele devia saber da situação desesperada em que a escola estava — ele sabia de tudo —. E até seis meses atrás, ele sempre lhe dizia tudo o que sabia. Mas depois dela tanto pressioná-lo sobre sua identidade, ele interrompeu a correspondência. E ela não soube mais uma palavra dele desde então. O temor se apoderou dela instigando o nó que sentiu tantas vezes durante os últimos dias no estômago. Ok, talvez ele tivesse boas razões para estar zangado com ela. 
Ela havia concordado que não o pressionaria sobre a identidade dele. No entanto, como ele poderia abandoná-la depois de tanto tempo? Ele fez parte da fundação da escola há quatorze anos. Na verdade, sem ele não teria nenhuma escola.
Ela provavelmente ainda estaria definhando como uma professora na escola de Chelsea, sonhando com o dia em que pudesse abrir sua própria instituição governada por seu próprio currículo e suas próprias regras. Agora, seu vizinho idiota, Sr. Pritchard, estava prestes a jogar tudo fora.
Ele estava espalhando rumores de que estava prestes a vender a propriedade de Rockhurst, contigua a escola, ao proprietário de uma pista de corrida em Yorkshire. Ela já podia ver aqueles homens brutos reunindo-se para apostar nas corridas, esparramados no gramado da escola e abordando suas meninas. Como poderia o primo Michael ficar parado e deixar isso acontecer? Ele era dono da propriedade.
Não se importava se ela fosse forçada a fechar? Ela engasgou. Isso era o que mais doía — a possibilidade de que estivesse permitindo que isso acontecesse para conseguir lucros mais altos.
Desde o início, o aluguel era menor do que o aplicado por outros proprietários em Richmond, e agora, com os valores das propriedades na área nas alturas, estava ridiculamente baixo. Em todos esses anos, seu misterioso primo nunca aumentou.
Por quê? Ela não tinha certeza. Talvez porque percebeu que ela só poderia pagar um aumento modesto? Isso era especialmente verdadeiro agora que as matriculas haviam reduzido, alimentada pelos escândalos de algumas das alunas do último ano.
Se os rumores sobre uma possível venda da propriedade vizinha resultassem verdadeiros, isso só iria piorar as coisas. 
Ela teria que lutar contra isso. Se tivesse pensado que Rockhurst seria comprada meses atrás, ela e suas amigas teriam várias boas ideias para frustrar o Sr. Pritchard.
Elas poderiam fazer um pedido ao Conselho de Licenciamento de novo, ou...

Série Escola de Senhoritas
1- Seduzir um Patife
2- Alguém a quem amar
3- A Vingança Escocesa

4- Um Pilantra em minha Cama
5- Nunca pactue com o diabo
6- Casar antes de ir para cama com ele
Série Concluída


29 de julho de 2015

Era uma vez uma Princesa

Série Família Real Cardinia





Tanya, uma bela e exótica jovem trabalha como uma escrava em uma taberna no Mississipi. 

Não conhece sua origem, desde bebê ficou com um casal, os quais pensava serem seus pais, até que a mulher antes de morrer contou que ela não sabia quem era sua mãe e que está morrera de febre sem esclarecer até mesmo o seu nome. 
Um estrangeiro chega e alega que ela é uma princesa de uma região da Europa Oriental, um local distante – Cardinia – e que ele e seus acompanhantes a levariam de volta. Ela não acredita. Então, eles a sequestram. Ela tenta retornar ao Mississipi, acha que é americana. 
Ela ignora seu sangue real e o príncipe Stefan Barany, tem certeza que ela é a princesa Tatiana Janacek, devido à uma marca feita por seu pai. O príncipe tenta devolve-la ao trono através do casamento.

Série Família Real Cardinia
1- Era uma vez uma Princesa

27 de julho de 2015

A Indomável

 Série V

Chloe Gresham não esperava uma recepção calorosa, afinal, seu novo guardião era um total desconhecido.

Mas quando Sir Hugo Lattimer adentrou Denholm Manor, depois de uma noite de farra e descobriu que ele estava vinculado a uma jovem pupila incontrolável e bonita, o belo solteiro deixou perfeitamente claro que não queria nada com ela. 
Chloe, no entanto, tinha suas próprias idéias...
Impulsionado por memórias sombrias de um desesperado tormento, a última coisa que Hugo precisava era uma estudante irritante, enfurecedora, imprevisível, e especialmente uma cuja deslumbrante beleza e sensualidade natural desafiavam o seu autocontrole. 
No entanto, ele devia à moça e para isso precisava transformá-la em uma dama e casá-la com um jovem senhor rico, em Londres. E, por Deus, iria fazê-lo... caso pudesse resistir à tentação de levá-la para sua cama... e se também pudesse mantê-la a salvo daqueles que usaria uma jovem inocente para executar uma desavergonhada vingança.

Capítulo Um

Agosto de 1819,
Já tinha avançado a manhã quando o fatigado cavalo percebeu, por fim, o aroma do lar, transpôs a entrada de pedra e entrou pelo acidentado atalho que conduzia à casa senhorial de Denholm Manor.
O animal soprou pelo nariz, levantou a cabeça e, quando a casa branca e negra, protegida em parte pelas árvores, apareceu ante sua vista, pôs-se a trotar. O sol quente iluminava as janelas gradeadas e iluminava as vigas vermelhas do teto alto.
A casa tinha um ar de descuido que se manifestava no caminho com seus sulcos de lodo endurecido invadido de ervas daninhas nos emaranhados arbustos, um triste resto do que tinham sido em outros tempos cercas vivas lindamente podadas.
Hugo Lattimer deteve seu cavalo, sem registrar nada disso. Só percebia que lhe palpitava a cabeça, tinha a boca ressecada e lhe ardiam os olhos. Era incapaz de recordar como havia passado as horas transcorridas desde que saíra de sua casa na noite anterior: certamente, em alguma taverna dos subúrbios de Manchester, bebendo um desses conhaques que queimam as tripas e divertindo-se com alguma rameira, até cair sem sentido. Era seu modo habitual de passar as horas noturnas.
Sem necessidade de receber indicações, o cavalo passou por debaixo do arco de entrada que havia a um lado da casa e entrou no pátio pavimentado. Então Hugo notou que em sua ausência tinha acontecido algo fora do comum.
Piscou, sacudiu a cabeça e observou perplexo, a carruagem de aluguel que descansava ao pé da escadaria de entrada da casa. Visitas... Ele jamais recebia visitas. A porta lateral estava aberta; isto também era pouco usual. Em que diabos estaria pensando Samuel?
Já abria a boca para gritar chamando Samuel quando um cão mestiço saiu saltando pelo vão da porta, ladrando a mais não poder, e desceu os degraus mostrando os dentes, o pelo do pescoço arrepiado, e em uma demonstração de incongruência, meneando a cauda como se lhe desse as boas-vindas.
O cavalo relinchou assustado e escorregou de lado pelas pedras. Hugo lançou uma maldição e o reprimiu. O cão desconhecido saltava ao redor do cavalo e cavaleiro, ladrava e movia a cauda como se estivesse saudando dois amigos que fazia muito não via.
— Samuel! — Vociferou Hugo, saltando de sua montaria e fazendo uma careta quando o violento movimento lhe provocou uma aguda dor na cabeça. Ficou de cócoras, aproximou sua cabeça ao buliçoso cão e explodiu: — Silêncio! — Em um tom tão baixo e feroz que o animal retrocedeu, meneando a cauda, desconcertado, e deixando pender fora de sua boca uma língua muito longa e babosa.
Samuel não aparecia; lançando um xingamento baixo, Hugo soltou as rédeas, deu ao cavalo uma palmada na garupa, sinal conhecido para que se fosse para o estábulo, e subiu os degraus da escadaria lateral de dois em dois, com o cão junto a seus calcanhares e em um bendito silêncio... por hora. Hugo se deteve no grande vestíbulo, com a sinistra sensação de que essa não era sua casa.
Um feixe de luz entrava pela porta aberta do outro lado do enlameado piso; as bolinhas de pó bailavam nos raios que entravam pelas janelas gradeadas; uma grossa capa de pó cobria o aparador de carvalho apoiado contra a parede e a maciça mesa Tudor, da mesma madeira.
Tudo isso estava como sempre. Mas o centro do recinto estava cheio de baús, caixas e artigos variados que, a princípio, Hugo não conseguiu identificar. Depois de uns instantes, sob seu olhar incrédulo, um desses objetos se definiu como uma gaiola com um papagaio.
Depois de havê-lo examinado melhor descobriu que tinha uma só pata. Inclinava a cabeça e lançava uma enxurrada dos mais obscenos insultos que Hugo jamais tinha ouvido em seus dez anos de serviço na Armada de Sua Majestade.
Desconcertado, virou-se lentamente. Sem querer, pisou no rabo do cão e este disparou, se lamentando, e depois a estendeu como um peludo leque sobre o piso.
— Fora.

 Série V
1-  Heart's Folly
2-  Virtude
3- A Indomável

26 de julho de 2015

O Duque

Série Remmington
Uma deslumbrante farsante!
Lady Lily Walters cumpriu com seu papel perfeitamente.
Em cada baile da sociedade e em cada festa elegante, seus vestidos curtos e seu bate-papo vazio, mantiveram todos os presentes tentando adivinhar a verdade. Mas detrás de seus flertes sensuais, ela era uma espiã. 
Voluntariamente, arriscava sua vida para proteger quão segredos que só ela podia divulgar. 
Mas quando o perigoso e atraente Duque de Remmington a tomou em seus braços, encontrou-se desejando terminar com essa farsa e lhe mostrar a mulher que realmente era...
Um perigoso desejo.
Para Remmington, um homem a quem os segredos e as cicatrizes tinham ferido profundamente, Lady Lily era só outra mulher formosa para desfrutar e depois descartar... até que a encontrou correndo aterrorizada pelas ruas de Londres.  Repentinamente soube que ela era algo mais que uma mulher sedutora, como simulava ser. Ele não sabia por que sua vida estava em perigo, só sabia que devia protegê-la. Ainda que tivesse de forçá-la a esconder-se em sua própria casa e comprometer gravemente sua honra, ele faria algo mais... a levaria a desatar toda sua paixão em uma guerra de intrigas na qual o maior risco era apaixonar-se.

Londres, 1813
—Uma desavergonhada, isso é o que é.
Lily Walters tentou ignorar o insulto expresso em um sussurrou e centrou sua atenção em um ponto imaginário no outro extremo do salão de baile de lorde e lady Ashland, medindo com precisão seus passos enquanto atravessava a sala. Mais de quinhentas pessoas se encontravam na enorme sala, e a música do mais seleto quarteto de Londres se via amortecida pelas risadas e conversas que enchiam o salão. 
A sua esquerda, oferecia-se um esplêndido bufê, enquanto que a pista de dança dominava o lado oposto do salão. Lily disse a si mesma que era de se esperar a presença de debutantes pouco discretas como as quatro que permaneciam de pé perto da mesa do bufê. As maldades que sussurravam atrás de seus leques enfeitados não deviam lhe afetar.
Entretanto, uma jovem chamada Margaret Granger se assegurou de que sua voz pudesse ser ouvida por cima dos sussurros.
—Pobre Osgoode... Que descanse em paz. Mal faz três meses que jaz em sua tumba e ela já volta a fazer vida social como se nunca tivesse existido. Vocês já viram algo mais impróprio em suas vidas?
Lily sentiu como subia o rubor em seu rosto. Desejava que, ao menos, Margaret e suas amigas tivessem a decência de comentar o tema em suas costas, como o resto do mundo. No entanto, embora a sala estivesse cheia dos sons da música e das conversas, era impossível ignorar suas vozes.
—O pobre infeliz do Osgoode — Margaret continuou— deixou a vida naquele duelo e ela nem sequer teve a decência de ficar de luto.
—Um duelo? —uma de suas amigas perguntou—. Eu achava que Osgoode havia sido vitima de uns assaltantes.
—Ao amanhecer e em Regent's Park? — Margaret contrapôs —. Os fatos falam por si. Inclusive perguntei a meu prometido sobre o acontecido e ele também acredita que é evidente que lorde Osgoode faleceu em um duelo.
—Seu prometido? Você está dizendo que está comprometida?
As outras debutantes começaram a falar em sussurros excitados, mas Margaret respondeu com um dramalhão a suas suplicas para que lhes contassem mais detalhes.
—Não, temo que não possa lhes dizer mais nada. Remmington insistiu em que mantivesse nossas conversas sobre o compromisso em segredo.
Lily perdeu o passo e quase tropeçou, mas recuperou a compostura enquanto olhava de soslaio para a mesa. Só Margaret a observava. A loira sorriu e afastou seus cachos colocando-os sobre um de seus ombros, depois sussurrou algo à garota que permanecia ao lado dela. Lily se acalmou respirando profundamente, e continuou seu caminho depois de perceber que as malevolências de Margaret podiam machucá-la.
Finalmente, conseguiu que a conversa de Margaret se confundisse entre as vozes confusas que competiam com a música, entretanto, Lily ainda sentia seus efeitos nela. Uma estranha dor atingia seu peito e tinha feito tal nó na garganta que mal podia respirar. O ambiente no amplo salão estava muito carregado por causa do aroma dos perfumes rançosos e dos aromas subjacentes fruto da aglomeração de gente demais em um só lugar. Lily abriu seu leque, mas a brisa forçada não lhe pareceu nada refrescante.
Um brilho de cor atraiu sua atenção e olhou para um par de palmeiras que havia no terraço. Em um oceano de vestidos de baile em tons pastel, só Sophie Stanhope usaria um tom fúcsia tão chamativo. Voltou a vislumbrar algo dessa intensa cor através das folhas e acelerou seus passos.
—Lady Lillian!

Série Remmington
1– O Senhor da Guerra
2– Acorrentados
3– O Duque
4– O Guerreiro Sombrio
Série Concluída

O Castelo do Lobo





Apaixonada por seu protetor.

Obrigada a se casar com um homem a quem abomina, Thomasina terá que se valer de toda a sua virtude e coragem para colocar os deveres de família acima da própria felicidade. 
Até que sua vida muda de rumo ao ser raptada durante uma terrível invasão! 
Cativa do lendário Lobo de Gales, não tarda para Thomasina sentir uma irresistível atração pelo homem protegido pela pesada armadura. Embora tenha abduzido Tamsin em nome da vingança, Rheged não consegue abafar a voz de seus instintos de proteção. Mas amá-la poderia tornar ainda maior a ira dos inimigos do Lobo!

Capítulo Um

Inglaterra, 1214
A luz tremeluzente dos tocheiros e das velas de cera de abelha no salão nobre do castelo DeLac sombreavam as tapeçarias com estampas de caçadas e guerras, penduradas à parede. A lareira estava acesa, aquecendo o salão do frio da tarde de setembro.
Dos dois lados da lareira, cavaleiros e damas sentavam-se às mesas perto do palanque, onde lorde DeLac, sua filha e os convidados mais importantes compartilhavam a refeição da noite.
Cachorros circulavam pelas mesas, procurando pedaços de comida que caíam no piso de pedra. Um menestrel franzino, vestido de azul, entoava uma canção com a voz trêmula, que versava sobre um cavaleiro que enfrentava uma batalha para salvar seu amor perdido.
Sir Rheged de Cwn Bron, não estava interessado na refeição, nem na canção ou nos outros convidados. Que os nobres passassem o resto da noite se divertindo com bebidas, danças e músicas, enquanto ele descansaria para o torneio do dia seguinte. 
Assim, levantou-se, ajeitou a sobreveste preta e seguiu para a porta de onde espiou aqueles que competiriam com ele no torneio, uma disputa que mais parecia uma batalha de verdade do que uma competição entre cavaleiros. 
Alguns deles, como o rapaz animado vestido de veludo verde brilhante, ou o velho cavaleiro que cochilava de tanto vinho, seriam fáceis de vencer, um por ser jovem demais e sem experiência, outro velho demais para se mover com agilidade. Havia outros que tinham vindo mais para se divertir nas competições do que para ganhar o prêmio.
O prêmio estava dentro de uma caixa de ouro, cravejada de pedras, uma das razões pelas quais Rheged estava ali, além do pagamento em armas e cavalos daqueles que derrotaria na disputa. Ele era um veterano de muitas batalhas, acostumado a participar de torneios, quando testava suas habilidades.
Conforme ele seguia pelo corredor, outros cavaleiros comentavam a seu respeito:
— Esse não é o Lobo de Gales? — perguntou um normando bêbado.
— Por Deus, é ele mesmo! — murmurou outro.
— Por que ele não corta o cabelo? — perguntou uma mulher. — Ele parece um selvagem.
— Minha querida, ele é um galês — respondeu outro nobre com desdém. — Todos eles são selvagens.
Houve uma época em que Rheged se incomodava com aqueles comentários e insultos. Mas agora o que importava era vencer nos campos. Se acreditassem que ele lutaria com a determinação de um selvagem por causa do cabelo, tanto melhor.
O céu não tinha nenhuma nuvem quando Rheged saiu para respirar ar puro. A lua cheia iluminava os campos como se fosse dia, embora o vento anunciasse chuva. Mas, não seria uma tempestade, nada que justificasse adiar o torneio.
Um facho de luz, saindo de uma porta semiaberta de uma construção baixa adjacente ao salão nobre, iluminou os pedregulhos do pátio. Era a porta da cozinha, de onde vinha o som de panelas se chocando e conversas dos criados.
Dali saiu uma mulher de vestido escuro com uma sobreveste mais clara por cima, carregando uma cesta grande e fechando a porta com os quadris. Rheged reconheceu lady Thomasina, a sobrinha do anfitrião, vestida como uma freira com uma longa trança descendo-lhe pelas costas. Quando a conheceu, Rheged tinha ficado impressionado pela inteligência que reluzia em seus olhos castanhos. A responsabilidade de gerenciar a casa devia ser da linda filha de lorde DeLac, Mavis, quando na verdade a tarefa ficava por conta de Thomasina.
Rheged a observou cruzar o pátio até um portão menor que antecedia o portão duplo. Nem mesmo o vestido simples escondia a altivez e elegância natural dela. Os guardas abriram o portão para ela passar. O burburinho de vozes dos pobres famintos, ansiosos pelos restos da festança, remeteu Rheged à infância.
— Obrigada, milady!
— Deus a abençoe, milady!

24 de julho de 2015

Terra Selvagem




Kenneth Malory perdeu sua esposa e o bebê que esperavam.

Culpou-se por tê-la deixado sozinha naquela manhã, e já não se importa mais em saber se vai viver ou morrer.
Por isso, abandona seu rancho e vai em busca dos assassinos.
Prometeu a si mesmo encontrar e acabar com eles. Um por um.
Abbyssinya St. James, Abby, é jornalista. 
No entanto, em Boston, vê-se obrigada a publicar seus artigos com um pseudônimo masculino. Por isso, quando herda de seu tio Thomas, um pequeno jornal, em Santa Fé, não hesita e aceita o desafio. Enquanto atravessa o país, emocionada com a aventura, nem imagina que, não só terá que enfrentar criminosos, mas o homem mais enfurecido de todo o Oeste: um maldito caçador de recompensas.

Capítulo Um

Estava morrendo.
O fato em si já não importava, mas o que o afetava, o que o fazia desistir mentalmente, era a frustrante sensação de ter perdido. Sobretudo em ter falhado com Lidia. Desde aquele fatídico dia em que tudo aconteceu, havia tratado de vingar a vida de sua esposa e do filho que esperavam, e agora, como uma foice pairando sobre ele como um manto de agonia, a única coisa em que conseguia pensar era não ter podido levar a cabo sua vingança.
Alguém falava a seu lado, mas Kenneth Malory apenas captava as palavras. Os sons se desvaneciam tal qual luzes e cores, deixando ao redor um vazio frio, mortal, contra o qual não parecia capaz de lutar. Em imagens sobrepostas e aceleradas, recordou aquela tarde, em que sua vida deixou de ter sentido...
Havia saído com a maior parte de seus homens na tentativa de recuperar algumas cabeças de gado, dispersas pelo vale.
Nada indicava, naquela fria manhã, que seu mundo poderia virar de cabeça para baixo. Ao sair, não quis acordar Lidia, porque tinham-se deitado tarde na noite anterior, ao se lançarem na cama como adolescentes ansiosos, entre risos e carícias, para depois fazerem amor de maneira lenta.
Lidia ainda era uma menina, com apenas dezoito anos completos, morena e delgada como o leito de um rio, a pele suave, delicada e feminina.
Uma criatura capaz de converter o próprio Diabo em São Miguel Arcanjo. Ao conhecê-la, acreditou que era exatamente o que precisava o que necessitava depois de ter participado de uma guerra impiedosa em que guardava tristes recordações, marcando-o com raiva e consternação. Era um porto de paz para seu espírito. Apaixonou-se por ela e foi correspondido.
Esperavam um bebê. Faltavam apenas três meses para o seu nascimento e Ken estava no sétimo céu, dede que ela havia lhe dado á notícia. A vida lhe sorria. Tinha vinte e seis anos, um rancho próprio herdado de seu avô paterno, mais de dez mil cabeças do melhor gado e vontade suficiente para fazê-lo prosperar, expandindo-o, e conseguindo para sua jovem esposa e para o filho que ia chegar, um lugar para serem felizes. Mas a maldita tormenta que havia caído na noite anterior, tinha dispersado parte do gado, e eles saíram para recuperá-los.
Desde que havia terminado a Guerra da Secessão1, apenas alguns conflitos existiam no território. Por outro lado, seu rancho estava localizado longe o suficiente da cidade, mal recebiam visitas, apesar de irem com frequência ao rancho de sua irmã Vicky, felizmente bem casada com o bom Clay.
Dois homens ficaram de guarda no rancho: o jovem Conrad Thyssen e Bob Bradfort, um velho rabugento que trabalhava ali há anos. Bradford conhecia o rancho como a palma de sua mão, resmungão ou não, era incomparável em seu trabalho, e por este motivo tinha a total confiança de Ken, que no decorrer dos anos, tinha desenvolvido um verdadeiro carinho pelo velho vaqueiro. Recuperar o gado disperso tinha demandado mais tempo do que o previsto.
Assim quando o dia terminou, esgotados e suados, mas com bom ânimo, ele e seus homens regressaram a Siete Estrellas.
Foi seu avô quem colocou o nome no rancho, baseando-se na crença dos índios, por quem sempre sentiu respeito, passado aos seus descendentes. Os Lakotas e, os pawnis se guiavam na posição das Sete Estrelas (as Plêiades), para determinar o ano cerimonial.
Faltava menos de uma milha para chegar ao rancho, quando Ken pressentiu que alguma coisa estranha tinha acontecido. Uma fumaça negra subia no horizonte manchado de vermelho. Com o coração oprimido por um medo repentino, esporeou seu cavalo, deixando os outros homens para trás.
Sua casa estava em chamas, saltou da montaria de seu cavalo, antes mesmo que ele parasse da louca corrida por ele imposta, gritando o nome de sua esposa. O corpo crivado de balas do velho Bob deixou-o paralisado, aumentando seu medo. 
Já não havia dúvida: a tragédia havia atingido a ambos, com toda crueldade. Como um louco, com as batidas do coração ensurdecendo seus ouvidos, correu para casa onde as chamas devoravam as paredes e os telhados, que desmoronou tão logo cruzou o portal.
Ken nada escutava, apenas a descompassada batida de seu sangue, surdo aos chamados de seus homens, que atrás dele, tinham começado a tentar apagar o incêndio e o preveniam sobre o perigo de um desabamento total. Desviava dos escombros e das vigas em chamas cruzando a sala. A leve esperança de que Lidia pudesse ter escapado do desastre, deu-lhe forças para entrar no corredor que levava aos quartos.
Empurrou a porta do quarto do casal. E ficou pregado no chão.






21 de julho de 2015

O Lorde Apaixonado

Série Nobres Apaixonados




Lordes e Ladies podem se tornar companheiros distantes...

A festa na casa do Visconde promete ser um dos destaques da temporada, e Laird e Lady Kilgorn estavam encantados em comparecer.
No entanto se esse casal há muito tempo separado soubesse que ambos foram convidados — e que lhes foi reservado o mesmo quarto...
Lady Kilgorn não viajou quilômetros de sua casa confortável para que tivesse que compartilhar um quarto muito pequeno com o escocês canalha e bonito, que ela se casara quando muito jovem — e com extrema avidez!
E a última coisa que Laird Kilgorn precisa é ser provocado pela visão de sua esposa, cada vez mais linda! Mas enquanto o fim de semana avança, o casal vai descobrir que há alguns incêndios que até mesmo o tempo não pode apagar...

 Capítulo Um

Eleanor, condessa de Kilgorn, se afundou ainda mais na banheira de cobre, depois da longa viagem de carruagem, a água quente era maravilhosa, o nó de tensão nas costas começou a afrouxar. Mas não o nó que tinha no estômago, que seguia duro e tenso.
Fechou os olhos e tentou respirar fundo. Durante toda a longa viagem desde a Escócia, tinha esse nó pesado no ventre. Tinha desejado voltar atrás a cada quilômetro que a tinha trazido para esta terra tediosa e antinatural. Seu lugar não estava aqui, entre esses toscos convidados.
 Seu lugar era em casa, entre os despenhadeiros e os lagos, a salvo em Pentforth Hall. Agarrou a borda da banheira. Mas em Hall, já não estava mais a salvo, graças a esse verme do Pennington. Esse bastardo baboso.
Por quê Ian o tinha contratado? Acaso não pode encontrar um administrador mais adequado, menos desprezível, quando o senhor Lawrence, aquele doce velhinho, se aposentou? Por acaso…? Deus santo!
Se incorporou de um salto e um pouco de água foi parar no chão. Estava na Inglaterra, muito perto de Londres. Por acaso Ian... ? Ele não podia estar aqui, verdade? Era por isto que foi convidada? Para que esses sassenach  pudessem rir dela enquanto observavam como o conde de Kilgorn rechaçava publicamente sua inoportuna esposa? 
Obrigou os dedos a relaxar e afrouxar a pressão que faziam na borda da banheira. Não, de certo que não. Ian declinaria qualquer convite que a incluísse. Sem dúvida tinha tão pouca vontade de vê-la como ela à ele. — Os lacaios eram muito atraentes, não é mesmo, milady? Para ser sassenach, claro. — Annie, sua jovem criada, sorriu amplamente e alcançou o sabonete; — Percebeu como me olhava o de olhos azuis?
 — Não, não me dei conta — Annie não ia começar a perseguir os lacaios de Lorde Motton, certo!? Aquela reunião já era ruim o suficiente sem isto.
— Não acredito que sua mãe gostasse de escutar o quão atraentes te parecem os lacaios de Lorde Motton, Annie.
— Oh, mamãe não ia se importar. Ela sabe que tenho olhos na cara — resmungou Annie, enrugando o nariz enquanto olhava a sua volta. — E agora o que estou vendo é essa pequena ratoeira. Achei que iam lhe dar um dormitório mais elegante, milady.
A habitação era… acolhedora, estava quase toda ocupada por uma cama de quatro colunas. — É perfeitamente adequada para mim.
 — Mas a senhora é uma condessa. Merece o melhor.
 — Besteira — uma condessa sem um conde era mais uma figura alvo de diversão do que de respeito. Só esperava que não ficassem lhe olhando como tontos. Seu estômago revirou. Talvez, além dos nervos, tivesse fome. Tinha comido horas atrás. — Não disse que ia descer para me trazer o chá?
— Sim, é verdade — Annie se olhou no espelho e alisou a saia.
— O chá, Annie. Apenas, o chá. Não olhe para os lacaios. Annie deu risada. — A senhora se preocupa mais do que a minha mãe. Nell suspirou quando a porta fechou e se virou para o fogo da lareira.
Era bem provável que se preocupasse mais que Martha que tinha criado cinco filhas, enquanto que Nell não tinha sido capaz nem de dar à luz a seu pobre filhinho.









Série Nobres Apaixonados
1-  O Duque Apaixonado
2- O Marquês apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3- O Conde Apaixonado
4- O Cavaleiro exposto 
5- O Barão Apaixonado
6- The Naked Viscount
7- The Naked King
Série Antiga - em Séries

18 de julho de 2015

Sombras da Noite







Resgatada das ruas de Dublin...

Caitlyn O’Malley se encontrou sob o amparo de Connor D’Arcy, de dia conde de Iveagh e de noite o mais ousado salteador de estradas da Irlanda.
Das ruínas do castelo de Donoughmore, o valente nobre sai para roubar os odiados ingleses.
Logo Caitlyn cavalgará ao seu lado, atormentada pela crescente paixão que sente pelo homem que a converteu em mulher e, entretanto, trata-a como a uma menina… até essa noite infernal em que Caitlyn se viu obrigada a trair Connor para salvá-lo.

Capítulo Um

Caitlyn O’Malley era uma jovenzinha, mas ninguém o teria sabido se a tivessem visto pelas estreitas ruelas empedradas de Dublin aquela nebulosa tarde de abril de 1784. Nos últimos oito anos dos quinze que tinha vivido, tinha fingido ser um moço. Tanto êxito teve que ela mesma esquecia às vezes seu verdadeiro sexo. Seu negro cabelo emaranhado estava cortado de tal maneira que quase não chegava aos ombros.
Uma capa constante de fuligem escurecia suas feições delicadas.
 Seus enormes olhos azuis, grandes como ágatas em um rosto marcado pela fome, passavam quase despercebidos em meio de toda a sujeira. Um casaco velho e puído cobria seu corpo esguio e suas calças eram dois tamanhos maiores do que o necessário. 
Parecia-se muito ao menino esfarrapado de doze anos que a acompanhava.
—Por Deus, O’Malley, que aroma mais maravilhoso!
Willie Laha se deteve para cheirar com inveja a bandeja de bolos de carne que o vendedor estava acomodando em sua carroça. 
Estavam tão frescos que saía fumaça deles. Ao ver o exterior dourado e sentindo o seu delicioso aroma, Caitlyn sentiu a boca cheia d’água. A fome lhe retorceu o estômago. Nem ela nem Willie tinham comido a noite anterior nem em todo o dia, e já estava se aproximando a noite outra vez. 
As sobras para o jantar eram provavelmente escassas. Os grupos de rapazes, meninos e mendigos que se escondiam nas guaridas perto da Rua O’Connell eram tão famosos que os comerciantes quase andavam armados. A vida de um menino valia tanto como uma maçã. 
Com a feira de rua e os trabalhadores das docas nas ruas todas as noites, deveria haver abundantes sobras. Mas os farristas cuidavam de suas bolsas e os comerciantes olhavam com olhos de águia seus bens. Só uma semana atrás, Tim O’Flynn, um membro da turma de meninos, que era o mais próximo a uma família que Caitlyn tinha tido desde que sua mãe morreu, tinha sido enforcado por roubar duas ameixas e um pedaço de pão. 
Com esse exemplo em mente, Caitlyn era mais precavida do que o habitual, embora a fome estivesse começando a minar sua acostumada prudência. Se não se decidisse a roubar, não comeria.
—Ei, você! Te mova ou te dou uma surra! —O grito provinha do comerciante com o rosto vermelho que tinha notado seu interesse e os ameaçava com um pedaço de pau na mão. Caitlyn lhe respondeu com um gesto grosseiro, mas não resistiu quando Willie a empurrou pela rua, a qual estava isolada pelas carroças de vendedores que ofereciam desde bolos de carne até sapatos de couro.
—É melhor que fiquemos quietos até que Doley e os outros venham. Só nós dois não temos muitas oportunidades.
Caitlyn franziu o cenho ante a cautela de Willie. O destino de O’Flynn estava convertendo em mulherzinhas a muitos deles. Tinham que sacudir de cima esse espectro se quisessem comer com regularidade.
Era pura tolice pensar — como Willie e alguns dos outros — que estavam perseguidos pela má sorte. O’Flynn não tinha sido o suficientemente cuidadoso ou rápido. A lição que deviam aprender não era deixar de roubar a não ser assegurar-se de não ser apanhados. E ela não o seria. Sempre tinha sido cuidadosa e, além disso, era a mais rápida de todos. Nenhum comerciante gordo a apanharia, como tinha acontecido a O’Flynn. E Jamie McFinnian, que tinha sido enforcado um mês antes que O’Flynn, sempre tinha sido torpe.
Que tivesse escapado até então era um milagre, nem mais nem menos. Não, não era que a má sorte os perseguisse. Não era nada mais que desajuizados.
—Olhe ali. — Com a cabeça dirigiu a atenção de Willie a um ângulo mais afastado da rua. Um homem alto e esbelto, vestido com elegância, abria caminho com despreocupação através dos sujos trabalhadores das docas que, com suas mulheres, começavam a encher a rua. 
Enquanto eles olhavam, o homem tirou um relógio de ouro do bolso, abriu-o com a unha de seu polegar bem cuidada e o olhou um momento antes de voltar a pô-lo em seu lugar despreocupadamente. 
O desdém torceu a boca de Caitlyn em uma careta. Obviamente o cavalheiro era um recém-chegado da maldita Inglaterra, um dos membros da odiada casta governante, e ninguém lhe tinha avisado que não se aventurasse aos perigosos bairros irlandeses da cidade. Passeava como se não lhe importasse o mundo, alheio aos olhares sombrios que recebia da maré de oprimidos que o rodeava.
—O cordeiro justo para a tosquia, Willie, meu amigo. — Os olhos de Caitlyn brilharam com uma combinação de avareza e ódio quando se fixaram no cavalheiro. O ódio não tinha nada a ver com ele
como pessoa. Os irlandeses odiavam aos ingleses desde seu nascimento. Era algo que levavam no sangue e nos ossos.
 




8 de julho de 2015

Tahir


Quando Beatriz Ayala acorda, depois de quase morrer no deserto, só tem uma coisa em mente: voltar para sua casa, na Espanha, de onde foi brutalmente arrancada para ser vendida como escrava.

Nada, nem ninguém, vai impedi-la. Nem mesmo Tahir Abdul-Azim, o líder Tuareg poderoso que a salvou das garras da morte, tão atraente e imponente que desperta nela um desejo fulgurante, impossível de dominar. Mas ele não parece pensar da mesma forma. 
Tahir vive para o seu povo e está disposto a fazer qualquer sacrifício por ele. Especialmente, se o sacrifício inclui se encarregar de uma mulher bonita e teimosa, pela qual se sente irresistivelmente atraído. Consciente de que pertencem a mundos completamente diferentes, mas disposto a superar seu caráter obstinado para se tornar o mestre de toda a sua paixão, ele a aceita como hóspede. 
Assim, começam uma aventura, em um país devastado por lutas internas pelo poder e os efeitos devastadores da colonização, onde Beatriz será capaz de superar todos os tipos de perigo, exceto um: resistir ao feitiço obscuro do homem que vai protegê-la com sua própria vida, invadindo, com força, o seu coração.

Capítulo Um

Arredores de Fezzan, Líbia, outubro 1890
- Vamos linda, mantenha-se em movimento. Isso mesmo, muito bem. Provocante, sedutora, para me deixar louco...
Os olhos castanhos brilharam, complacentes, convidativos, aconchegantes. Suas pernas começaram a dança que ele tanto gostava. Elas eram longas, elegantes, e dotadas com movimentos que pareciam sensuais e cheios de um brilho inconfundível de vida. Não era a primeira vez que fazia esse jogo, mas sempre o excitava, da mesma maneira. Os olhos absorviam com prazer a suavidade do seu corpo, a inocência escorrendo por todos os poros da sua pele. Ele a queria em suas mãos com a avidez sem vergonha, de sempre.
Sentiu o corpo ficando tenso e suava muito sob a roupa. Seus sentidos se acentuaram, incentivando-o. Ele se moveu com a agilidade de um gato para se aproximar dela. O batimento cardíaco acelerou seu ritmo enquanto seus olhos se cravavam no pescoço longo e fino que foi oferecido, quando ela inclinou a cabeça para o chão.
- Oh, por Deus, isso já é demais para mim. Como eu te amo! Você vai me matar de tanto prazer...
Tahir trincou os dentes, disfarçadamente. O Wadi, um vale formado pelo leito do rio, após a estação chuvosa, que levava a pouca água existente, estava em completo silêncio. 
Formada por um delicioso contraste de texturas e cores, a partir de uma vasta área rochosa, as areias começavam um pouco mais além, e a relva tímida parecia ser alimentada pela umidade. O canal do rio apresentava um solo ligeiramente úmido, mas entrecortado em muitas áreas. Apesar de ainda estarem na estação das chuvas, estas eram escassas, fracas e irregulares.
Esperou, pacientemente, sua oportunidade, postado atrás de uma pedra, e observou que a jovem gazela fêmea ainda não tinha notado sua presença. De repente, olhou em volta, farejando o ar. Aquela manhã seu instinto não deixava de adverti-lo de que havia algo, uma presença, mas que não era perigosa. Assim, Tahir resolveu ignorá-lo até ter conseguido seu objetivo. A carne da gazela era um bem precioso em sua confederação de tribos, depois da escassez que os assolou um ano atrás, dizimando sua população. Ele não ia deixar que escapasse.
Pelo menos uma dúzia de tribos ou castas dependiam das suas decisões. Estava orgulhoso de pertencer à mais poderosa, composta por nobres guerreiros. O Conselho o havia escolhido como o amenokal, a cabeça sobre a qual recaía o peso de todas as decisões políticas e militares; um homem cujo valor é equiparado ao seu alto conceito de moral e honra.
Um homem disposto a se sacrificar em busca do que pensava ser justo. Era considerado extremamente equilibrado, muito intuitivo, e costumava utilizar essa intuição.
Apenas uma vez, seu sexto sentido havia falhado, há cinco anos atrás, e as consequências trágicas o perseguiriam por toda a vida. Tahir balançou a cabeça. 








(Tuareg)-Tahir = biblioteca

Curiosidade?? Talvez informação!


Muito provavelmente estou enterrando qualquer possibilidade de ter editoras parceiras com esse post. Mas eu já sei há muito tempo que ser linguaruda tem seu preço, e acho que consigo sobreviver com isso. Além do mais já venho há tempos querendo falar sobre.

Mês passado muitos blogs, bibliotecas e fóruns de grupos que traduzem livros foram denunciados e excluídos, muitos são a favor outros são contra. EU vim por meio dessa lista formar minha opinião sobre isso. Não vou entrar no mérito dos blogs e pessoas que disponibilizam, mas sim nos Grupos (GTs) que não ganham absolutamente um mísero centavo, perdem um tempo danado só para traduzir e dividir com outros leitores uma história incrível que não merece ficar desconhecida leiam mais...

* Nota Jenna: tudo que eu gostaria de contar à vocês vejam nas leituras da Taísa!

5 de julho de 2015

A Vingança do Libertino

Série Liga das quartas-feiras
O conde de Glenross teria sua vingança, mas a que preço?

Rob McHugh tinha sobrevivido a uma provação angustiante em climas estrangeiros apenas para descobrir que a tragédia de sua família estava enraizada em solo britânico.
Uma terrível ironia revelou que Afton Lovejoy, sua bela rosa inglesa, tinha espinhos perigosos e que era, de fato, a mulher que ele jurou destruir!


Capítulo Um

Londres, 12 Dezembro de 1818
Poderia haver maior contraste entre esses cheiros e sons e o calabouço Mouro úmido que ele tão recentemente escapou? Lorde Robert McHugh, quarto conde de Glenross, tirou o casaco e entregou a um lacaio a espera. O cheiro de sempre-vivas misturadas com canapés picantes e vinho quente flutuava no ar. As notas suaves de uma orquestra e uma conversa educada eram transportadas de uma sala adjacente. Ao lado dele, Lorde Ethan Travis manteve um discurso sobre as muitas razões que Rob deveria reconsiderar em participar do sarau desta noite.
— Você não está pronto para isso, McHugh. Está apenas a uma quinzena de volta a Londres. Dê-se mais tempo antes de...
— Não existe tempo de sobra, Travis, disse ele. Isso terminou em Argel.
— Você precisa se familiarizar com a sociedade. Se você corre para lugares onde os anjos temem pisar...
— Pensa que a sociedade não está pronta para mim? Rob não podia deixar de sorrir com a preocupação de seu amigo.
Ethan lhe lançou um olhar exasperado.
— Eu procuraria um barbeiro, se fosse você. Seus cabelos estão além de byroniano. E suas emoções são tão brutas como um dia de inverno. Diplomacia nunca foi o seu forte. Dadas as circunstâncias, ninguém poderia culpá-lo, mas por que colocar a si mesmo atrás de cochichos, a piedade...
Piedade? Teria que esmagar isso. Preferia ser odiado que ser digno de piedade.
— Por que a preocupação, Ethan? O Gabinete das Relações Exteriores tem me mantido em isolamento desde o meu retorno. Duas malditas semanas escavando meu cérebro por qualquer pedaço de informação que consegui reunir durante a minha... ah, a residência no palácio do Dey. É muito cedo para você ter queixas de mim.
— Isso é o que eu estou tentando evitar.
— Alguém se queixou das minhas maneiras? — Perguntou ele.
— Suas maneiras, quando você quer, são impecáveis​​, Rob. Não tanto quanto a sua reputação. E você fez pouco para consertar isso. Sua obstinação e completa falta de consciência ao perseguir um objetivo são lendárias. Mas eu esperaria se não estivesse pronto para brindar debutantes e manter uma conversa educada se tivesse passado pelo que você sofreu nos últimos anos, e pior nos últimos seis meses.
Rob empurrou a dor das lembranças de volta para as trevas da sua mente. Não podia permitir que seus demônios o desviassem de sua missão esta noite. Sua preocupação é desnecessária, Ethan.
— Eu sei que você quer encontrar essa pessoa “Madame Zoe” e derrubá-la, mas este não é o momento para isso, Rob.
— Nenhum será melhor, ele respondeu. Mas não tenha medo. Eu não vou fazer uma cena. Ao contrário, quero manter em segredo as minhas intenções. É uma estratégia de caça ruim buzinar e enviar a raposa para a toca.
Ethan limpou a garganta. A Senhora Forbush é amiga íntima da minha esposa. Está introduzindo sua sobrinha, Senhorita Dianthe Lovejoy, a sociedade hoje. Ela ficaria arrasada se algo der errado.
— Você se arrepende de ter obtido o convite para mim? ele perguntou. — O que poderia dar errado?
— Bom Deus, McHugh. Você pode falar a sério?
Rob deu uma risada cruel. O Gabinete das Relações Exteriores pediu-lhe para me vigiar? Você fala como Lorde Kilgrew. Ele me incentivou a esperar algum tempo antes de retomar as minhas... obrigações.
— Rob puxou os cachos encaracolados na parte de trás de seu pescoço e permitiu-se um pequeno suspiro. Supunha que Ethan estava certo sobre uma coisa, ele deveria ter providenciado um corte de cabelo.
Mas Ethan Travis não precisava ter se preocupado. 

 Liga das quartas-feiras
1- Por Justiça ou por amor
2- A Dama da noite
3- Um Segredo de Natal
4- A Vingança do Libertino
5- OHerdeiro perdido 
6- Bela e Culpada
Série Concluída
Convite
O Challenge Groups convida todos os leitores e grupos para participar do
Uma união de vários grupos e leitores no intuito
de finalizar séries de livros que estão
incompletas e ou abandonadas.
Participantes:
Leitores, Grupos de
Tradução/Revisão/Digitalização, Formatação,
blogs, Fãs e todos que gostam de ler.
Participem!
A união faz a força!!

Será Divido em 3  ETAPAS: Leia no final como participar.

Chegamos na Etapa "3"

ETAPA 1- MAIS INDICADOS - EM ANDAMENTO 
-Jaye Wells- Série Sabina Kane
-Alma Katsu- tril. Taker livro 3
-karen marie morning- livro 07 Burned da serie ferver
-Kate Quinn -série Roma
-Sabrina Jeffries-escola para senhoritas 6
-Sally Mackenzie -Serie: Naked Nobillit
-Sthefanie Laurens- Série Bastion Club Aurora
-Hannah Howell- Terras Altas
-Elizabeth Elliot-O Duque
-Sabrina Jeffries -Série Solteironas de Swanlea 
-Arlette Geneve- Série Beresford [ encerrada pelo mutirão]
-Grace Burrowes -As Filha do Duque
-Carolyn Davidson -Texasman- série Collins Creek
-Meg cabot- Abandono
-Jennifer Haymore Série: Donavan sisters
-Jo Goodman -Família McClellan
-Tracy Anne Warren - Série Amantes -The Mistress- [encerrada pelo mutirão].


LISTA POR ORDEM DE VOTAÇÃO- CLASSIFICAÇÃO
-Madeline Hunter - serie Amantes Indomaveis 140
-Hannah Howell / Terras Altas- avenger 72
-Hannah Howell / Terras Altas- master 72
-Hannah Howell / Terras Altas- 20 72
-Madeline Hunter The Sinner/ The Seducer Series 66
-Samantha Young On Dublin Street 66 
[em editora previsao final 2015]
-Madeline Hunter - Medievals 65
-Catherine Archer- IR. AINSWORTH 61
-Teresa Medeiros – LIVRO 2- Serie Burke Brothers 60
-Emma Wildes - Série Notorius Bachelors 47
-Loretha Chase - Série As modistas – 54
[descartada- em andamento EDIT. previsão para dezembro /2015]
-Rachel Van Dyken Ruin 44
[ GT- cooperação]
[série Grupo Magush- faltam 2 livros]
-Joanna Fulford -Victorious VikingS 42 
-Nicole Jordan - Série Courtship Wars 38
Julia london serie: os segredos de Hadley Green 38 
-Mary wine-trilogia Highlanders 35 
[SÉRIE CONCLUÍDA NA NET 
-Elizabeth Elliot-O Duque 32
-Margareth Moore- Série Viking - The Saxon 32
-Jennifer Estep Mythos Academy 29 
-Lynn Kurland/De Piaget 29
[Em lista GT] 
- Lynn Kurland- Macleod Family 29 
[Em lista GT] 
-Sandra Hill serie Viking I 28 
-Gena Showalter- Imperia 2- TW 27 
-Brenda Joyce - DeWarrene Dinasty- 26 
-Lorraine Heath - Série Orfãos de Saint James 26 
-Sarah McCarty - série Os Oito do Inferno 26 
-Teresa mummert - white trash beautiful 25 
-Mary Jo Putney- serie guardians 24 
-Christina Dodd -Governess Brides 22
-Margo Maguire - the warrior laird - serie The Highland Brothers 21 
-Amanda Quick – Tril. Lake & March 20 
-Dana Marie Bell Série Gray Court 20 
-Marly Chance Livro 3 da Trilogia Juramento de Sedução 20
-Margaret Mallory Trilogia Todos os Homens do Rei 20
-Margaret Mallory-Return of the Highlanders 20
-Mary Wine- Bedding the enemy, serie McJames LIVRO 3 - 18
-Alyssa Morgan - Série Warlords – 18 
-Adriane Leigh - The Mourning After 18 
-Sarah McCarty - série Shadow Reapers 17 
-Christine Bell- Série For Hire 15 
-Jacquie DAlesssandro - serie Damas 15 
-Darynda Jones Série: Charley Davidson 14
-Donna Fletcher- Ir. Sinclare 14
-Rebecca Royce - The Westervelt Wolves 14
-Michelle Rowen - Immortality Bites 13 
-Tracy Ann Warren- Tril Amantes 12 [concluida mutirao ] 
-Lorraine Heath- Série Rogues and Roses 11 
-Heather Davis- Never Cry Werewolf 10 
-Monica Burns/order of the sicari 10 
[SERIE JÁ ENCERRADA -GT] 
-Mary Wine -Unexpected Pleasures-serie English Tudor 9
-Linda Winstead Jones serie irmães Fyne 9
-Sandra Hill serie Viking II 9
-Grace Burrownes- windhan - 
[ETAPA 1 - em andamento] 
-Kimberly Lauren Beautiful Broken Promess 8 
-Arlette Geneve- Família Bereford 2 7 
[concluída mutirão ] 
-Amanda Quick – Vanza 
[ ETAPA 1 -] 5
-Keri Arthur - Série Guardiã 6
-Terry Goodkind -Sword of Truth 5
-Mary Bologh - trilogia amante 
ETAPA 1 -  0 
Vamos para Etapa 3
ETAPA 2 PARTE 2 
Votem aqui até dia 30/6/15

ETAPA 2 PARTE 3
Votem aqui até dia 5/7/15

ETAPA 2 PARTE 4 FINAL
Votem aqui até dia 5/7/15


Vamos para ETAPA 2 Parte 2, 3 e 4

"ETAPA 2"

RESULTADO DA VOTAÇÃO 

ETAPA 2 - PARTE 1. 
Foi dividido em partes pois são muitos livros...Toda ajuda de revisoras será bem-vinda!

Hannah Howell / Terras Altas - 72 

Elizabeth Elliot-O Duque - 32 

Brenda Joyce - DeWarrene Dinasty - 26

Christina Dodd -Governess Brides - 22

Amanda Quick – Tril. Lake & March - 20 

Adriane Leigh - The Mourning After - 20

Alyssa Morgan - Série Warlords - 15

Arlette Geneve- Família Bereford 2 - 07

Amanda Quick – Vanza - 05  

Etapa 2 - Parte 1...VOTAÇÕES ENCERRADAS.

Vamos Para Etapa 2 Parte 1

Resultado de Análise dos livros indicados para o Mutirão.
NOTA: DESCULPE, A LISTA ESTÁ COMO IMAGEM...Recebi assim então para ler, salvar e usar o zoon.



Vamos para a SEGUNDA ETAPA...parte 1
PRIMEIRA ETAPA DO MUTIRÃO CONCLUÍDA...
O Mutirão será EM 3  ETAPAS

Como Participar:
O Mutirão terá três etapas:
Primeira Etapa: Os leitores indicarão suas séries
favoritas, todos vocês estão convidados a Votarem...com o nome original da série, autor e
indicará o livro faltante para completar a série.

Segunda Etapa: As séries indicadas e
pesquisadas serão votadas para finalização.

Terceira Etapa: Um grupo de Voluntários
Anônimos farão o trabalho de digitalização,
tradução, revisão formatação, e ou o necessário
para a conclusão da série, pela ordem de
votação, ou seja, os mais votados serão feitos
primeiro.
Escolha uma, ou todas e participem!


Quem desejar ajudar no mutirão dá um Oi 
Precisando de muita ajuda...



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