26 de junho de 2017

Anjo Audaz

Série Velvet Montgomery
Miles Montgomery é o irmão mais novo da família.

Elizabeth Chatworth, é mais nova de sua família.
Miles ama a todas as mulheres, o que o leva a ter vários filhos bastardos.
Elizabeth não suporta o contato com outro ser humano.
Elizabeth veio a ele como um precioso presente, um anjo nu enrolada em um tapete.
Quando Miles a olha e vê seus olhos verdes e seus cabelos da cor de mel emaranhados, arde de paixão.
Miles a queria... Elizabeth nunca se renderia. Ele era um dos odiados Montgomery e ela uma Chatworth e a guerra de sangue entre suas famílias havia começado em um espiral de violações, assassinatos e traições. Ela fez um juramento de lutar contra esse bonito guerreiro, de resistir ao desejo que ardia em seus olhos, não importava o quanto fosse grande a tentação.
Poderá Miles esquecer o ódio que sente pelos Chatworth e amar Elizabeth? Poderá Elizabeth entregar seu coração ao inimigo de sua família?

Capítulo Um

O sul da Inglaterra Agosto de 1502

Elizabeth Chatworth estava de pé na borda íngreme do penhasco, olhando em direção a um mar de campos de cevada. Lá em baixo, homens aparentemente minúsculos e que pareciam insignificantes caminhavam com foices sobre os ombros, outros cavalgavam em cavalos e outro guiava uma junta de bois.
Mas em realidade, Elizabeth não via estes homens, porque mantinha o queixo muito erguido e sua mandíbula tão fortemente apertada, que parecia que nada poderia lhe fazer mudar o gesto.
Uma quente rajada de vento esteve a ponto de afastá-la da borda, mas ela apoiou firme suas pernas e se negou a mudar de posição. Se o que aconteceu neste dia e o que a esperava não a amedrontava, nenhum vento caprichoso iria movê-la de seu lugar.
Seus olhos verdes estavam secos, mas tinha a garganta obstruída por uma onda de fúria e de lágrimas contidas. Um músculo da mandíbula se contraía e afrouxava enquanto respirava profundamente, tratando de controlar os batimentos de seu coração.
Outra rajada de vento revolveu a cascata emaranhada dos cabelos cor de mel para longe de suas costas e sem que Elizabeth notasse, uma última pérola se desprendeu e escorregou por seu vestido destroçado e sujo, de seda vermelha. 
Os ornamentos que usou para os esponsais de sua amiga estavam em migalhas, sem possibilidades de conserto, seu cabelo solto e ondulante, as bochechas sujas, e tinha as mãos cruelmente atadas atrás das costas.
Elizabeth levantou seus olhos para o céu, sem pestanejar diante da brilhante claridade do dia. Por toda sua vida haviam dito que seu aspecto era angélico, e nunca esteve tão serena, tão parecida com um ser celestial como agora, com seu pesado cabelo enroscando-se no corpo como um manto sedoso e seu traje rasgado que dava a aparência de uma mártir cristã.
Mas os pensamentos de Elizabeth estavam longe da doçura, ou perdão.
— Eu vou lutar até a morte! — Murmurou, olhando para o céu, enquanto os olhos se obscureciam até tomarem a cor das esmeraldas em uma noite de luar. — Nenhum homem me vencerá. Nenhum homem me fará submeter à sua vontade.
— Está rogando ao Senhor, não é? — Chegou-lhe a voz de seu captor, ao lado dela.
Lentamente, como se tivesse todo o tempo do mundo, Elizabeth se voltou para o homem, com um olhar tão frio que este deu um passo atrás. Era um fanfarrão como o odioso homem a quem servia, Pagnell de Waldenham, mas este subordinado era um covarde quando seu amo não estava presente.
John tossiu nervosamente e então corajosamente deu um passo adiante, agarrando Elizabeth pelo cotovelo.
— Pode pensar que é uma grande dama, mas no momento, eu sou seu amo.
Ela o olhou diretamente nos olhos, sem demonstrar a dor que ele estava causando, depois de tudo, já teve sofrimentos mentais e físicos o bastante em toda sua vida.
— Jamais será o amo de ninguém. — Disse calmamente.
Por um momento, a mão de John afrouxou a pressão sobre seu braço, mas imediatamente a empurrou rudemente para frente. Elizabeth quase perdeu o equilíbrio, mas graças a um esforço de concentração, conseguiu manter-se erguida e começou a caminhar.
— Todo homem é o amo de uma mulher. — Disse John a suas costas. — As mulheres como você simplesmente não perceberam ainda. Tudo o que vai demorar será um homem de verdade que te bata para que aprenda quem é o amo. E pelo que tenho entendido, este Miles Montgomery é o homem para dar o que você precisa.
Ante a menção do nome de Montgomery, Elizabeth tropeçou, caindo de joelhos.
A risada de John foi desproporcionalmente alta, enquanto agia como se tivesse conseguido algum grande feito. Ele ficou parado, observando insolentemente, enquanto Elizabeth lutava para ficar de pé, enrolando as pernas na saia e com as mãos, ainda atadas às costas.
— Está preocupada com Montgomery, não está? — Provocou e a pôs de pé. Por um momento ele tocou sua bochecha, a suave pele de marfim, passando uma suja ponta do dedo sobre seus delicados lábios. — Como pode uma mulher tão adoravelmente linda como você ser tão megera? Poderíamos ser mais amáveis um com o outro, e Lorde Pagnell nunca saberia. Que importância tem quem será o primeiro? Montgomery vai tirar sua virgindade de qualquer maneira, que diferença haveria por um dia ou dois?
Elizabeth juntou saliva dentro da boca e cuspiu no seu rosto com todas suas forças. A brutal bofetada que ele tentou desferir-lhe não chegou ao seu destino, já que ela, mesmo com o corpo muito dolorido, conseguiu desviar agilmente e começar a correr. As mãos amarradas fizeram a velocidade impossível, e John a apanhou com facilidade, agarrando o que restava de sua saia e fazendo-a cair de bruços, no chão.
Cadela suja!


Série Velvet Montgomery

25 de junho de 2017

Uma Noiva Inglesa na Escócia

Série Higlanders
Annabel estava prestes a tomar o véu e se tornar uma freira quando sua mãe de repente chega à Abadia para levá-la para casa... 

Para que ela possa se casar com o latifundiário escocês que está noivo de sua irmã fugitiva! 
Ela não sabe nada sobre ser uma esposa, nada sobre como gerir uma casa, e definitivamente nada sobre a cama nupcial!
Mas desde o momento em que Ross MacKay colocou seus olhos em Annabel, ele é tomado por sua doce tímida noiva... 
E o fato de que ela é abençoada com curvas exuberantes só o faz pronunciar suas próprias orações de agradecimento. Mas quando um inimigo põe em perigo sua vida, ele moverá as Highlands para salvá-la. Pois embora Annabel não seja a noiva para ele tencionada, ela é a única mulher que ele deseja...

Capítulo Um

— Annabel? Annabel?
Annabel suspirou sonolenta e afastou-se da voz persistente que interrompia seu sono exausto.
— Annabel, acorde — disse a voz com mais insistência.
— Irmã Clara e eu ficamos a noite toda com uma égua parideira — Annabel murmurou cansada, reconhecendo a voz de irmã Maud. — A abadessa disse que poderíamos dormir hoje.
— Aye. Bem. Agora ela requer a sua presença. Vossa mãe está aqui.
Annabel rolou abruptamente sobre suas costas na cama estreita e piscou os olhos para encarar Maud com espanto. — O quê?
— Vossa mãe está aqui e a abadessa mandou chamá-la — repetiu Maud pacientemente. Ela então se afastou para pegar o vestido que Annabel tinha tirado e deixado no chão quando entrou em seu quarto.
Annabel suspirou quando viu a expressão de desaprovação no rosto de Maud enquanto sacudia o vestido enrugado. Ela não tinha dúvidas de que a mulher iria contar à abadessa sobre os maus cuidados de suas roupas. O pensamento a fez desejar que ela tivesse tomado um tempo para dobrá-la cuidadosamente e colocá-la no baú ao pé de sua cama, mas tinha sido perto do amanhecer quando ela cambaleou para seu quarto. Ela estava tão exausta que simplesmente tombou na cama caindo em um sono profundo. Esse erro a levaria a fazer penitência ao invés de voltar a dormir depois que ela visse sua mãe, tinha certeza.
Lembrando-se de que sua mãe estava lá, Annabel sentou-se na beira da pequena cama dura em seu cilício1 e camisão, e esfregava o sono de seus olhos quando Maud retornou.
— Por que minha mãe está aqui? — Perguntou, erguendo-se para pegar o vestido que a mulher lhe estendia.
— Eu não teria como saber. Ela foi levada para a abadessa no momento em que chegou e elas estão retiradas em seu escritório desde então. — Maud disse rigidamente, seu olhar deslizando sobre o cilício visível sob o camisão de Annabel.
O cilício era para lembrar a Annabel que não se apressasse de maneira imprópria. Ela deveria sempre caminhar lentamente com o porte que uma noiva de Deus deveria ter. Já que ela o usava por uma ofensa, sua punição pelo vestido descartado provavelmente seria um açoite, Annabel o sabia, e não tinha dúvida de que Maud estava desfrutando da perspectiva. A mulher sempre a antegonizara por algum motivo.
Annabel puxou o vestido pela cabeça. Ela estava acordando rapidamente agora, a preocupação apressando o processo. A mãe estar aqui não poderia ser uma coisa boa. Afinal, a mulher não tinha ido vê-la desde a sua entrega à abadia quatorze anos antes. Tinha que ser algo importante que a trouxera agora. Seu pai tinha morrido? Sua irmã? O Castelo de Waverly fora tomado por saqueadores? As possibilidades eram infinitas e nenhuma delas, boa. Boas notícias não trariam sua mãe com o amanhecer. Ela deve ter cavalgado toda a noite para chegar tão cedo.
— Há quanto tempo elas se retiraram para o escritório da abadessa? — Annabel perguntou com um olhar carregado, colocando sua cinta.
— Como eu poderia saber?


Série Highlander 
1-  Uma Noiva Inglesa na Escócia
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23 de junho de 2017

Highlander Perdido

Série Highlander Perdido
A universitária e garçonete Evelyn Merkholtz tem muito para lidar. 

Então, quando sua melhor amiga fugitiva liga com um misterioso e urgente pedido para se juntar a ela na Escócia, Evelyn fica secretamente mais do que feliz em deixar tudo para trás e se jogar.
Lá, ela se defronta com uma antiga maldição: um aldeão adorável e um super gostoso (mas possivelmente mortífero) Guerreiro das Highlands do século XVIII – e percebe que ser queimada na fogueira é uma péssima maneira de deixar de escrever sua tese.

Capítulo Um

Evelyn levantou seu top roxo brilhante enquanto esperava seu pedido de bebida chegar e suspirou, ao mesmo tempo pegava um vislumbre deprimente do relógio digital atrás do bar. Apenas dez horas. Apenas uma hora em seu turno e ela estava totalmente exausta. Como iria ficar acordada, ainda mais brilhante e alegre, por mais quatro horas? Layla, a barwoman, colocou uma bandeja de cervejas no balcão à sua frente.
― Alegre-se, querida – Layla disse, lançando suas longas mechas loiras sobre o ombro.
Ótimo. É notável, Evelyn pensou, forçando um sorriso que mais parecia uma careta em seu rosto para tentar esconder seu humor. Ninguém cutucou a mau-humorada. 
Ela tentou deixar de lado todo o pensamento da longa e árdua mudança à sua frente, e realmente tentou banir o pensamento do artigo que mal tinha começado e que deveria entregar em três dias. Agarrou a bandeja de cervejas, preparando-se para a batalha.
Para piorar, sentiu uma bofetada firme em sua bunda acima da minissaia de lycra. Com os olhos abertos para o engraçadinho mais próximo, ela se virou, totalmente preparada para começar a gritar para quem quer que se atrevesse a fazer uma coisa dessas, colocar o espertinho em seu lugar mantendo suas patas sujas para si mesmo ou ganharia uma viagem de cabeça pela porta dos fundos. 
Ela parou e apertou os lábios contra o palavrão que estava prestes a sair. Era apenas Landon, um dos regulares, de pé ali com as mãos levantadas em uma demonstração simulada de rendição, um sorriso pateta em seu rosto, com uma expressão fofa. 
Ele era completamente inofensivo, do tipo doce, e comportado na maioria das vezes. Decidiu perdoá-lo e sorriu para ele, um sorriso quase real.
― Desculpe Evie, eu simplesmente não pude resistir. Você é tão brilhante! – Landon levantou sua garrafa de cerveja em um brinde e quase conseguiu ser encantador.
Deus, devia estar exausta para estar tão perto de cair em sua cantada. Ele vinha ao Hoochie Mama desde antes de ela virar garçonete, há três anos. Ele estava em algum tipo de vendas de tecnologia e ou fez uma burrice ou simplesmente gastou seu dinheiro de forma imprudente.
Ele a convidou para sair uma vez, e como era meio doce e fofo de um jeito estúpido, e claramente malhava muito, ela quase disse que sim. 
Então se lembrou que ele era um cliente regular em um clube de strip e recusou, escondendo-se atrás de uma política de empresa de não ter permissão para namorar os clientes. Ele aceitou isso de bom grado e continuou flertando.
― Landon, querido! 


Série Highlander Perdido
1-  Highlander Perdido
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22 de junho de 2017

A Arte de Pecar

Série Pretendentes Pecadores
O artista americano Jeremy Keane se recusa a voltar para casa e assumir os negócios de seu pai. 

Ele prefere muito mais os espécimes de beleza que ele tem encontrado no exterior, em busca de uma modelo para sua provocante obra-prima, que ele está compelido a pintar. 
Quando ele encontra Lady Yvette Barlow em um casamento em Londres, ele percebe que ela é perfeita para o seu trabalho ― e se determina a capturar o espírito desafiador e a sensualidade de tirar o fôlego da jovem herdeira, na tela. O escândalo não é coisa nova, Yvette concorda em ser modelo para Keane ― em troca, ela pede sua ajuda para entrar nos bordéis da cidade, que ele conhece intimamente, para que ela possa procurar uma mulher desaparecida e resolver um mistério familiar. Mas quando sua prática parceria leva a lições na arte de pecar, poderão eles encontrar um amor ousado e duradouro?

Capítulo Um

Londres, Inglaterra, Final de Agosto de 1829.
Os mais nobres lordes e ladies de Londres lotavam o salão de baile na mansão do Duque, para o café da manhã de casamento de Dominick Manton e sua noiva Jane. Mas, apesar do número de mulheres bonitas entre eles, Jeremy Keane, artista americano e conforme os rumores um libertino, só queria fugir.
Ele não deveria estar presente. Ele deveria ter ficado no andar de cima, em seu quarto de convidado, fazendo esboços preliminares para sua pintura, embora a inspiração lhe escapasse e ele ainda não tivesse encontrado a modelo certa. Qualquer coisa seria melhor do que suportar esta mostra de felicidade doméstica.
Maldição. Ele não esperava que isso o perturbasse tanto. Ver o noivo e sua noiva sorrir adoravelmente um para o outro, não deveria levá-lo ao passado, para atormentá-lo com a culpa…
Murmurando uma maldição, ele pegou uma taça na bandeja de um lacaio que passava e tomou a champanhe, desejando algo mais forte. Ele não poderia suportar mais disto.
Com passos decididos caminhou pelo salão em direção à entrada. Tinha que escapar antes de dizer ou fazer algo que depois lamentasse. Então a mulher de suas fantasias entrou, e ele parou de respirar. Era magnífica. Ela usava um vestido de seda cor esmeralda que brilhava num raio de sol como se os céus se abrissem para mostrá-la.
Ele não podia acreditar. Era exatamente o modelo que ele necessitava para seu último trabalho.
Enquanto observava, a morena olhou para ele. Alta e um símbolo de luxúria, ela se elevava sobre as inglesas delicadas que conversavam em seu caminho, enquanto atravessava a multidão. Com seus traços fortes, olhos verdes-joia e boca generosa, ela era a própria imagem de Juno, em Juno e Júpiter de Gavin Hamilton. Caminhava como uma majestosa deusa romana.
Era absolutamente perfeita. Não só na aparência, mas na postura, ao mesmo tempo reservada e dramática. E havia cautela espreitando em seus olhos. Ele tinha o dever de tê-la. Depois de meses procurando a modelo perfeita, ele merecia tê-la.
Isso era, supondo que ela concordaria com sua proposta. Ela parecia ter idade suficiente para ser dona dela mesma, mas ele não poderia dizer, olhando para o corte de seu vestido de baile, se ela era solteira, casada ou viúva. Ele esperava que fosse um dos dois últimos. Porque se ela fosse uma inocente, ele teria um terrível tempo para convencer com sua família a permitir que ela pose para ele. Ele se aproximou dela.
― Jeremy! ― Gritou uma voz feminina atrás dele. ― Aí está você!
Ele se virou e encontrou Zoe, sua prima distante, e cunhada grávida do noivo, caminhando em sua direção. Droga. Ele estava preso. Pior ainda, quando ele olhou para trás, sua deusa em verde havia desaparecido. Maldito azar. Em uma mansão como a do Duque de Lyons, não havia como dizer onde ela tinha ido.
Engolindo uma maldição, ele fitou Zoe. ― Boa noite prima. Prazer em vê-la novamente.
Depois de apertá-lo em cada bochecha, ela afastou-se para olhá-lo. ― Eu não coloquei os olhos em você em três meses, e essa é a bem-vinda insípida que você me dá?
― Ainda estou cansado da viagem ― ele mentiu ― cheguei apenas ontem a noite de Calais, você sabe.
― Eu sinto muito que você e seu aprendiz tiveram que ficar com Max e Lisette noite passada, em vez de nossa casa. Mas com o casamento…



Série Pretendentes Pecadores
1- A Arte de Pecar
Veja Vídeo do lançamento

19 de junho de 2017

Paixão no Exílio

Um Gosto pelo Perigo…

Procurado por um crime imperdoável, o outrora nobre espadachim, Sir Pierce de Mirkhaugh, agora vagueia pela Escócia como um mercenário, conhecido como Blade. 
Sua última missão ― desmascarar dois assassinos entre os peregrinos com destino a St. Andrews ― começa a dar errado, quando a corajosa Rosamund de Averlaigh se junta à comitiva, tentando Blade a deixar sua solidão e fazendo-o acreditar em redenção. 
O que ele não sabe é que Rose está fugindo para salvar sua vida. 
Com um noivo violento no seu rastro, sua única esperança é procurar refúgio em um convento, tornando-se freira… até que ela conhece Blade, o qual desperta suas paixões e desfaz seus melhores planos.

Capítulo Um

Averlaigh Manor, Próximo a Dunblane, Escócia, Primavera , 1391
Rosamund coçou as penas da garganta do seu falcão, arrulhando suavemente para o pássaro. As garras de Wink apertaram suas luvas de couro, e o falcão inclinou a cabeça, estudando o sorriso de sua senhora com o seu único olho bom.
― Que mocinha mais formosa. ― Rose ronronou balançando o braço para fazer Wink espalhar suas esplêndidas asas.
O falcão poderia estar mutilado, mas para Rose, Wink era o pássaro mais bonito do viveiro de sua mãe. O olhar de Rose vagou pelos outros ― gerifaltes1 de capuz e peregrinos e esmerilhões2, capturados na natureza, agora presos em seus poleiros ― e franziu a testa, na repentina lembrança de sua própria iminente captura. ― Não será tão ruim, Wink ― ela disse, tentando convencer a si mesma e ao pássaro. Rose jogou seu longo cabelo negro por sobre seu ombro e alisou as asas do falcão. ― Tenho certeza que Sir Gawter providenciará boas refeições para você.
E acrescentou em silêncio, enquanto seu cenho franzia em desgosto ― uma cama boa e quente para ela.
Conhecera Sir Gawter de Greymoor há uma quinzena. Ele tinha sido uma surpresa de boas-vindas de Lady Agatha, a mãe de Rose.
Rose tinha sido mandada para longe de Averlaigh com a idade de sete anos, para ser criada na longínqua Fernie House, pelos últimos onze anos. Por isso, ela mal se lembrava da mãe e, definitivamente, não se lembrava de ter um prometido. As novidades chegaram como um choque desagradável ― para ela e para Wink.
O falcão tinha tido uma reação instantânea guinchando e atacando a cabeça do homem, quando Sir Gawter tentou beijar Rose na bochecha.
Para bem da verdade, Rose tinha sido lenta em tentar parar seu pássaro, tão somente porque ficou muito surpresa com o beijo. Naturalmente, ela foi punida pelo insulto, proibida de levar seu pássaro para voar.
Isto não a impediu, é claro. Ela simplesmente removeu os sinos das peias de Wink e foi mais discreta nas suas escapadas diárias para o campo, a fim de exercitar seu animal de estimação.
Mas desde então, Rose contava as semanas para o seu iminente casamento com crescente pavor, como se ela esperasse a sua própria execução.
Não que Sir Gawter fosse abominável. Ele era jovem, alto e bastante atraente. Tinha vivos olhos azuis, uma covinha, e cabelos dourados caídos na testa. Falava bem, era galante e inteligente. Podia empunhar bem uma espada e lutar com igual agilidade. E concedia gentilezas e lisonjas com generosidade.
Mas Rose não sentia nada, quando estava perto dele, além de um vago e persistente sentimento de condenação.
Rose soprou suavemente o peito do pássaro, revolvendo as suas penas.
― Queria eu ser um falcão ― ela suspirou. ― Você não tem utilidade para um marido bobo, tem? Tudo o que você precisa é de céu aberto e de vento sob as suas asas.
Ela olhou novamente para fora, ao redor da gaiola; através dos espaços entre as barras de madeira e a densa cobertura de penas sobre o chão. O padrasto de Rose não tinha feito nada para conservar a propriedade e, agora que ele estava morrendo, a decrépita pilha de pedras pertenceria a Sir Gawter quando eles se casassem.
Rose não podia imaginar por que ele iria querer uma mansão que estava em ruínas.

Um Caso no Inverno

Série Estações
A viúva Rosalinde Wilde está a caminho do casamento de sua amada irmã, quando uma tempestade inesperada a faz passar a noite em uma pousada superlotada.

Lá ela conhece um estranho sedutor que a transporta para uma noite de paixão inesquecível.
Grayson Danford nunca esperou passar uma noite com a irresistível Sra. Wilde, mas ela foi uma ótima distração do dever desagradável de romper o iminente casamento de seu irmão.
Ele fica chocado quando descobre que sua amante apaixonada é nada menos do que a irmã da futura esposa de seu irmão.


Capítulo Um

31 de Outubro de 1810 
Rosalinde Wilde puxou seu gasto casaco firmemente em torno de seu corpo, e, ainda assim, ela estremeceu. O forro de pele fina fazia quase nada para bloquear o vento cortante que parecia redemoinho na carruagem. Sua pobre criada Gertrude se aproximou as duas mulheres buscavam o calor do corpo para salvá-las do frio. 
— Grande Deus! — Rosalinde murmurou enquanto ela lutava para evitar que seus dentes batessem. — Vovô quis me punir, fazendo-me pegar a carruagem mais antiga de sua frota para irmos até propriedade de Stenfax, mas isso está além dos limites. Gertrude deu de ombros. 
— Co-como alguém poderia imaginar que uma tempestade de neve iria nos atingir em outubro? Rosalinde guardou sua opinião sobre essa questão. Ela temia que, mesmo se seu avô soubesse que uma eventual tempestade os alcançaria na estrada, ele ainda assim poderia tê-la obrigado a segui-lo e a sua querida irmã Celia até a província agora ao invés de permitir que ela os acompanhasse quando eles fizeram sua própria viagem dez dias antes.
Afinal de contas, ele alegou que Rosalinde era uma má influência sobre Celia. E ele parecia gostar de ferir a ambas. Uma rajada de vento forte atingiu o veículo, balançando-o para frente e para trás violentamente. Rosalinde fechou os olhos com força. Sem a inclemente condição meteorológica, a carruagem deles deveria estar normalmente avançando num ritmo acelerado. 
Agora, eles mal se moviam enquanto a neve rodopiava e o vento uivava. Ela tinha pena de seu pobre cavalariço Thomas e do motorista, o marido de Gertrude, Lincoln, que foram forçados a conduzir na tempestade. 
— Nós nunca vamos fazer isto chegar a Caraway Court esta noite, Sra. Wilde. — Gertrude sinalizou, lamentando. Caraway Court. Esta era a propriedade do pretendente de Celia, o Conde de Stenfax, aonde Celia iria se casar em quinze dias. O nome o fazia soar muito grande, realmente, mas Celia tinha escrito que partes dela estavam um pouco em ruínas, prova da necessidade de Stenfax necessitar de uma noiva com um dote. 
Claro, Celia precisava se casar com um homem com um título, então a combinação foi perfeita. 
Rosalinde suspirou, determinada a afastar seus pensamentos perturbadores. Ela apertou a mão enluvada de Gertrude e em vez disso se focou em reconfortar a congelada criada. Rosalinde era forte. Ela sempre teve que ser. — Oh, Gertie...


Série Estações
1- Um Caso no Inverno


16 de junho de 2017

Despertar com o seu Amor

Série Saga Despertar
Após a trágica morte de seu pai, Lucien Winfield se torna o novo Marqués Exmond. 

E, como tal, é obrigado a cumprir com as exigências de tal cargo, incluindo o casamento. 
Deslumbrado com a beleza da jovem Penélope Bradford, acredita ter encontrado nela o amor que jamais imaginou que seria parte de sua vida, e, assim, cumprir as disposições da sociedade a que pertence, garantindo também a perpetuação do título familiar através de seus descendentes. Quando Maryanne conhece o Marquês, apesar de sua inocência, você não pode evitar sentir-se atraída por ele, o que a faz se sentir culpada por se apaixonar pelo homem que é o noivo de sua irmã. Nada faz prever que a jovem terá de suportar os duros reveses com que o destino a deparará e do quais se deverá recuperar com uma coragem que desconhece possuir.
Poderá Maryanne despertar de um mau sonho com um amor verdadeiro?


Capítulo Um

Inglaterra 1815, Condado de Clearwater
A Condessa de Clearwater, junto com sua filha mais velha, partira de viagem em direção a Londres, no que era uma deslocação inevitável; segundo ela, Penélope necessitava encomendar um vestuário novo na cidade, para a sua eminente apresentação na sociedade. Loretta Bradford tinha ideias claras a respeito do futuro da sua primogênita.
O matrimônio era o propósito primordial de qualquer jovem debutante de boa família. E para isso havia-se preparado com esmero, esperando um bom casamento que trouxesse rendimentos extras à economia da família, que ultimamente não era muito boa. 
Aquela temporada era crucial para conseguir um bom marido. Ela mesma se encarregaria de que Penélope escolhesse bem, supervisionando cada um dos candidatos.
Por outro lado, a mais nova dos Bradford não era consciente daqueles assuntos, já que, com seus quinze anos, ainda a consideravam demasiado jovem. A única coisa que pensava Maryanne, quando sua mãe se ausentava de casa, era na liberdade que gozaria. 
Ao ficar só com seu pai era consciente de que conseguiria o que desejava dele sem demasiados esforços. Seu caráter doce e brincalhão era muito melhor do que o de sua irmã, de mau humor e fria como uma perdiz de escabeche.
Nesse dia, Samuel Bradford, conde de Clearwater, decidiu fechar-se em seu estúdio com a intenção de revisar as contas da propriedade que, nos últimos tempos, não fechavam. Minutos depois fechou sonoramente o livro de capa vermelha, agoniado pela situação que se revelava ante seus olhos. Segundo seus cálculos, a apresentação na sociedade de Penélope prejudicaria o escasso orçamento que possuíam. No ano anterior haviam perdido parte da colheita, dizimando assim seus ganhos. 
Tudo devido a umas chuvas tardias que haviam assolado a região. Por mais que estudasse a situação, não encontrava solução para as suas circunstâncias.
A única coisa que levantava o seu ânimo era saber que Loretta desapareceria de sua vista durante meses, enquanto durasse o debute de Penélope em Londres. 
Recordou, então, sua juventude num passado longínquo e nos erros cometidos. Agora compreendia o quanto se equivocara quando conheceu a sua esposa. Foi em uma festa de debutantes e logo quando a viu ficou hipnotizado por sua beleza e carinhosas palavras falsas. Se deixou eclipsar por sua formosura, que resultou efêmera, já que, em poucos meses de casados começou a se mostrar tal qual era. Sua doçura fingida deu lugar a um ser despótico, mal humorado e avassalador.
O que mais o desgostava em sua mulher era a forma como tratava suas filhas. Ao longo dos anos havia criado diferenças entre ambas, que não ajudavam a uma boa relação das irmãs. Sua predileção por Penélope roçava o delírio. Por esse motivo ele protegia a filha mais nova e tentava equilibrar a situação, já que temia que fosse consciente da indiferença da sua progenitora.
Maryanne era apenas uma menina de espírito e coração limpos. Gostava de viver no campo e desfrutava das coisas simples que ali encontrava, e isso enchia seu pai de orgulho e emoção.
Penélope, ao contrário dela, era uma jovem que se caracterizava por seu mau gênio. Quando alguém se atrevia a contrariá-la, seu rosto angelical se transformava numa gélida máscara e só sua mãe era capaz de apaziguá-la. 
Desde a sua mais tenra infância fora educada pelos melhores tutores e preceptoras. Bordava finamente delicados panos, memorizava versos de poesia e sua perícia com o piano deleitava as visitas. Era a perfeita candidata para conseguir um bom matrimônio, como dizia Loretta.


Série Saga Despertar
1- Despertar com o seu Amor
Trad.Paraíso da Leitura

12 de junho de 2017

Paixões Escondidas

No início do século XX, o Texas inflamou-se com ferrovias, fazendeiros - e um ousado novo amor!

Quando a inocente de cabelos negros, Lauren Holbrook, deixou sua casa para uma promissora vida no Texas, acabou encontrando desgosto, não a felicidade, forçada a um casamento de conveniência, sem amor, com o libertino rancheiro, Jared Lockett.
Agora, uma vítima de conspirações da mãe de Jared, cuja fome de poder e riqueza desafiava os limites da ganância humana, Lauren foi injustamente acusada de traição ... ameaçada pelo desejo selvagem de uma capitalista ambiciosa ... e rejeitada no amor por seu marido rebelde. Mas, no entanto, o amor de Lauren por Jared cresceu. 

Ela corajosamente desafiou o ódio que cercava o coração de Jared, e ao invés de uma paixão arrebatadora, ela ofereceu um cintilante novo sonho para que pudessem compartilhar, e para isso bastaria apenas que eles conquistassem a traição que governou suas vidas.

Capítulo Um

Naquele meio-dia de setembro, o ar estava tão úmido e quente em Austin, que as bochechas de marfim da jovem que desceu do trem se ficaram ligeiramente coradas e alguns cachos errantes de seu cabelo escuro escaparam do coque apertado que os seguravam sob seu chapéu. 

Ela enxugou o rosto com um lenço de renda e esticou o pescoço, examinando a multidão e procurando o homem alto, de cabelos grisalhos e usando um chapéu Stetson marrom familiar, que deveria ter ido para recebe-la.
A plataforma estava abarrotada de pessoas à espera do trem do meio-dia procedente de Fort Worth. Algumas abraçavam parentes e amigos que voltavam para casa; outros se despediam de passageiros que se preparavam para iniciar a sua viagem e trocavam promessas e recomendações. Essa mistura incompreensível de inglês e espanhol foi interrompida pelo assobio anunciando a iminente partida do trem. Os funcionários foram rápidos para limpar a plataforma de malas e baús, habilmente evitando os idosos, crianças e homens de negócios.
Algumas mulheres mexicanas, vestidas com saias coloridas, andavam pela calçada vendendo doces caseiros, lembranças da cidade e flores. Havia um pequeno grupo de vaqueiros encostados em uma parede, brincando com seus laços, enrolando cigarros ou olhando com expressão de aborrecimento o trem que deveriam pegar, enquanto adiavam o momento de substituir a amplitude das planícies do Texas e ar fresco pela estreiteza de um vagão desconfortável e o cheiro de carvão.
Alguns deles olhavam fixamente para a jovem que escrutinava os ocupantes das carruagens que se aproximavam da estação em busca de um rosto familiar. Seus olhos cinzentos, tão cheios de emoção minutos antes, refletiu decepção quando os outros passageiros saíram da estação, deixando-a sozinha no meio da plataforma. As dobras de sua saia seguiam seus movimentos e os saltos de suas botas batiam no chão, enquanto andava nervosamente para cima e para baixo.
Os vaqueiros mais indolentes subiram no trem que deveria conduzi-los a Fort Worth, mas não sem antes de dirigirem um último olhar para a jovem, que mantinha a compostura, apesar do calor e do nervosismo começava a dominá-la.
O trem deu um longo apito, lançou uma nuvem espessa de fumaça preta e partiu, ganhando força até ficar fora do alcance da vista.
A plataforma ficou deserta. Os vendedores mexicanos pegaram suas cestas e os funcionários da estação correram para guardar os carrinhos. Restou apenas a jovem, vestida em um traje de cor azul escuro e avental branco, com um chapéu de feltro que repousava ao lado de sua escassa bagagem, parecendo desamparada e solitária.
Ed Travers esticou a cabeça para fora da estação, viu a jovem, ajeitou sua camisa sob seu estômago rechonchudo e foi até ela.
- Você é a senhorita Holbrook? - perguntou – Senhorita Lauren Holbrook?
Os olhos consternados se iluminaram com o som de seu nome.
- Sim, sou - ela sorriu depois de suspirar aliviada, separando os lábios perfeitamente rosados, revelando uns dentes pequenos e branquíssimos -. Sim - respondeu sem fôlego -. Sou Lauren Holbrook. Foi enviado por Ben... quero dizer, o senhor Lockett?
Ed Travers cobriu sua perplexidade com um sorriso tranquilizador.
- Bem... - ele titubeou -. Não exatamente. Eu me chamo Ed Travers e sou o chefe da estação. Sinto tê-la feito esperar em pleno sol, mas o maldito telégrafo... - Ed se interrompeu, impaciente consigo mesmo por estragar o que já era uma situação delicada, sem saber como continuar -. Perdoe-me por fazê-la esperar debaixo deste calor. Venha comigo e vou lhe explicar tudo - acrescentou, fazendo um sinal para um funcionário que pegou a bagagem de Lauren de má vontade.
- Mas o senhor Lockett me disse... - Lauren começou.
- O senhor Lockett veio busca-la, mas não passou bem e me pediu para... 










Veja vídeo do lançamento.

10 de junho de 2017

Um Highlander dos Sonhos



Um guerreiro quebrado e uma jovem moderna se encontram com a ajuda da magia das Highlands.


O amor nasceu entre eles, mas, poderá desafiar as mesmas barreiras do tempo?






Capítulo Um

Terras Altas da Escócia, dezembro 2014. 
Cami odiava o escuro. Tinha uma saudável dose de medo que, ainda adulta, não conseguia dominar. Sua presença úmida e fria na habitação, se é que sequer podia chamá-la assim, considerando que mais parecia uma masmorra com toda pedra exposta à vista, deixava claro o quão importante seus conteúdos haviam se tornado para ela. Apoiando a vela sobre a mesa antiga, olhou com irritação a nova destruição da amostra. Se ao menos os proprietários atuais tivessem feito uma mínima instalação elétrica, a sensação de opressão seria menos intolerável. Não compreendia que problema tinham os Cameron, mas sem importar quantas vezes ela restaurasse tudo, o resultado era sempre o mesmo. 
Ainda que perguntasse, e todos fossem educados, a reticencia que sentiam por ela era óbvia. Tudo por causa de seu sobrenome inglês, pouco importava que nem sequer tivesse nascido naquele país! 
Levantou os olhos para a enorme pintura que governava o lugar. 
Desta vez tinham estragado o enorme retrato, fazendo um corte profundo. Suspirou enquanto continuava carregando a 6 escada nas mãos. Parecia que alguém com raiva tinha arrasado com essa seção. Felizmente, os materiais, livros e desenhos se salvaram e ainda assim, não podia evitar sentir raiva de ver tudo em semelhante estado. 
Com determinação, colocou a escada perto da parede para observar mais de perto o estrago na pintura. Embora soubesse que só ela se importava com isso, certamente os Cameron, destacados por McTavish, teriam ateado fogo em todo o conteúdo no salão se dependessem disso. 
Ainda assim, cada vez que o via, ali de pé, escuro e majestoso de costas para ela, era invadida por uma sensação de tristeza quase paralisante. Maggie provavelmente diria que havia magia no quadro e por isso se via afetada. Ela não achava assim, Camila deixou de pensar em tudo isso há muito tempo. 
Suspirou com pesar, e com delicadeza acariciou um corte na tela, perto de onde se achava o único detalhe que ajudaria a identificar seu clã: uma munhequeira de couro com uns símbolos gaélicos. 
— Você sabe? Minha avó Maggie diria que você é um druida... — riu, sentindo-se tola. Agora, falava ao misterioso highlander!


Serenata Espanhola

Bonita e teimosa, Pilar Sandoval e Serna pagará qualquer preço para escapar da tirania de seu padrasto, Don Esteban.

Desesperada, ela se junta ao belo El Leon, um nobre empobrecido por Don Esteban. 
Escondido nas montanhas com seu bando de foras da lei, ele é jurado de morte pelo padrasto de Pilar. 
Ela se oferece para pagar a El Leon para que ele a sequestre. Mas antes que a missão esteja completa, El Leon descobre que o dote de Pilar é menor do que o combinado. Pilar e El Leon passam juntos por muitas situações perigosas. Um livro envolvente!

Capítulo Um

Pilar Marie Sandoval e Serena sabia que o que estava a ponto de fazer era uma loucura. Encontrar-se com o famoso bandido O Leão, o leão das colinas da Andaluzia — por acaso e em plena luz do dia — era por si só perigoso, convidá-lo a reunir-se com ela à meia-noite em um pátio escuro significava deixar sua honra e inclusive a vida em suas mãos. No entanto, o perigo não lhe importava. Em algumas ocasiões valia a pena correr o risco. 
Pilar puxou o xale contra seu corpo enquanto percorria de cima a baixo o pátio ladrilhado. 
A noite era fria, algo comum no fim de dezembro em Sevilla. Esse frio era, naturalmente, a única razão para os tremores que a sacudiam. Por que devia temer o Leão? Seu padrasto, Don Esteban, era muito mais desprezível, um demônio em forma humana; entretanto, não tremia quando o enfrentava. 
Este pensava que a tinha derrotado, mas demonstraria o contrário. É obvio que o faria. Era uma noite tranquila. Das ruas da cidade, só se ouvia um barulho ocasional de uma carruagem que passava e o murmúrio dos últimos notívagos que regressavam às suas casas. Em algum lugar distante um cão latia. Próximo, talvez a três ou quatro casas de distância, um amante tocava seu violão e cantava uma velha canção da Andaluzia como uma serenata para sua amada. 
A música era confusa, a voz baixa e profunda, enriquecida por uma melancolia abafada. A luz da lua brilhava no pátio fechado, filtrando através dos ramos do jacarandá e formando poças profundas sob a sombra laranja de folhas brilhantes. Apanhando a água lançada pela fonte de pedra e transformando as gotas em pedras semipreciosas liquidas. 
Desenhava o padrão complexo dos pisos, e dos muros e empalidecia os gerânios rosa nos vasos presos às paredes. Debaixo da luz, o cabelo cor de mel de Pilar adquiria reflexos de ouro; seu rosto estava coberto com um brilho perolado e os olhos cor de chocolate quente que revelavam as mais misteriosas profundezas.


Série Plantação de Louisiana
1-  a revisar
2- Valsa da Meia-Noite
3- a revisar
4- Serenata Espanhola

5 de junho de 2017

Quando um Duque diz Sim

Série Lordes e Ladys
A senhorita Elsie Stanhope residia em Nottinghamshire numa área tão rica em cavalheiros titulados, tão prazerosa para as mães com ideias matrimoniais, era chamada de “Ducados”.

De fato, Elsie havia sido prometida desde a infância ao herdeiro de um ducado.
Ela não tinha nenhuma expectativa de que se casaria por amor. 
Ainda menos, que ela entraria em um caso escandaloso com um tipo totalmente diferente de amante. 
E a última coisa que imaginava era que os mistérios do nascimento dele seriam desvendados com tantas voltas e reviravoltas imprevistas, como os segredos mais profundos de seu coração.

Capítulo Um

Nottinghamshire, England, 1862
Uma das tarefas mais angustiantes dos criados de Mansfield Hall era procurar Miss Elsie, que tinha uma tendência a adormecer nos lugares mais estranhos. Uma vez a encontraram equilibrada precariamente na beirada de uma fonte, com uma mão pendurada na água enquanto uma carpa mordiscava curiosamente e sem dor, seus dedos. Embora os criados começassem sempre a busca em seus aposentos, era quase inevitável que a encontrassem onde não deveria estar, e, nunca, em sua cama.
― Porém, não parece um anjo. ― Disse Missy Slater, empregada doméstica de Elsie, olhando para a patroa enquanto dormia como uma criança encolhida, em uma enorme poltrona de couro, na biblioteca de seu pai.
A Sra. Whitehouse, a governanta, era muito menos caridosa e olhou para a garota adormecida. ― Como se eu tivesse tempo para isso ― Ela resmungou, então limpando sua garganta, alto, em uma tentativa de despertá-la.
― Você tem que dar uma boa sacudida. ― Missy disse, fazendo exatamente isso. Ela foi recompensada quando os olhos verde musgo de Elsie se abriram sonolentos, e ela sorriu. Ela, quase, sempre acordava sorrindo.
― O que eu estou perdendo? ― Ela perguntou, como sempre fazia. Estava se sentindo um pouco grogue, porque deveria ter dormido durante, pelo menos, uma hora. Os criados foram instruídos a nunca despertar Elsie a menos que algo de importante estivesse acontecendo.
― Aquele pintor francês está aqui ― disse Missy. ― Eu sei que você queria estar no salão de baile quando seu pai se encontrasse com ele.
― Monsieur Laurent Desmarais, senhorita Elizabeth. Ele chegou há dez minutos, ― disse a Sra. Whitehouse, olhando para Missy por sua familiaridade. Missy fez uma careta atrás das costas da empregada e Elsie se encontrou tentando não sorrir para sua criada. Só porque sabia que deveria, deu a Missy um olhar severo, o que só fez a pequena criada encolher de ombros, inocentemente.
― Obrigada, senhoras ― disse ela, saltando, como se não tivesse dormido. Ela deu uma ajeitada em seus cabelos castanho dourados, que não ficaram piores por ter dormido, e foi para o salão de baile. Ter o grande Laurent Desmarais pintando um mural no seu salão de baile, fora uma grande jogada para a família Stanhope. Normalmente, o famoso muralista não pintava para ninguém abaixo do nível de um visconde, mas seu pai, o barão Huntington, possuia mais libras do que um barão típico, e aparentemente, essa renda era mais do que monsieur Desmarais pudera resistir.
A propriedade de Stanhope estava nas proximidades de Dukeries, uma área de Nottinghamshire que teve um número excessivo de duques, fazendo, da área, um lugar uma vez afortunado para toda a família com meninas em idade casadoura. Elsie teve a sorte de ter sido comprometida com um futuro duque desde a infância. Pelo menos, seu pai insistia, que era, uma boa sorte. 









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29 de maio de 2017

Um Coração Escocês

Série Cavaleiros das Highlandes 
A última vez que Lady Claire Campbell vira seu marido disse-lhe que o odiava, e não gostaria de colocar os olhos nele, novamente. 

Mas agora, ele fora embora para lutar contra Napoleão e, portanto, pode ser tarde demais para lhe dizer que sente muito.
Major Sir Robert Campbell não esperava ver sua linda esposa inglesa, outra vez. Então, quando ela aparece no campo de batalha, após um conflito sangrento em Waterloo, ele está certo de ter avistado um anjo.
Após a batalha, ordenam que Rob retorne a Londres a serviço da Coroa. Claire o segue, desesperada, para encontrar uma maneira de consertar seu casamento desfeito. Mas, algumas feridas são mais profundas do que as contusões que Rob sofreu no campo de batalha. E, algumas, feridas nunca podem ser curadas.

Capítulo Um

19 de junho de 1815, Campo de Batalha de Waterloo
A luz do sol atravessava as pálpebras de Robert Campbell. Ele abriu os olhos e lutou para focalizar através do cascalho. O ar espesso e enevoado cheirava a sangue e fumaça, pólvora e carne. De morte.
Reinava o silêncio, ao contrário do barulhento quartel ou da jovial atmosfera do baile da Duquesa de Richmond, algumas noites atrás. Os únicos sons eram suave farfalhar e arrastos de pés, como ratos em um porão.
Seu corpo doía, cada polegada gritava de dor com o menor movimento, suas pernas pareciam como se um cavalo as tivesse espezinhado, parecia ter amarrado um nó em suas entranhas, seu peito estava tão apertado que não conseguia respirar fundo, seus braços pareciam ter sido injetados com uma tonelada de chumbo e o conteúdo de sua cabeça parecia muito grande para seu crânio, a pressão quase insuportável.
Algo pesava em suas pernas. Ele se esforçou em seus cotovelos para ver o que era.
Um homem, um homem, morto, encontrava-se envolto em suas coxas. Um francês morto, a julgar pelo azul do casaco.
A respiração de Rob ficou presa em sua garganta enquanto encarava o corpo. Pairava de bruços, na terra, o peito sobre as coxas de Rob. Havia tanto sangue… e uma rigidez total, que fez o sangue de Rob correr frio.
Ele piscou, olhando em volta. Parecia ser, só de manhã, cedo. A névoa molhou seu rosto e misturou-se com a fumaça de pólvora e canhão criando um ar espesso que 0 pressionava por todos os lados. Ele só podia enxergar alguns metros ao redor.
Oh Deus…
Um mar de corpos, tanto de homens, como de cavalos, o rodeava até onde seus olhos podiam ver. Estavam tão imóveis… tão rígidos, envoltos uns sobre os outros em ondulantes casacos, vermelho brilhante, e casacos franceses, azuis… misturados a profunda cor vinho, de sangue seco, pincelados de lama marrom. Figuras erguidas salpicavam a cena, pessoas de roupas escuras escolhendo seu caminho através da destruição, com os ombros encurvados. Um cavalo levantava aturdido, não muito longe.
Ele ofegou, sentindo sua garganta se fechando. Levou vários minutos para recuperar o controle e, durante esse tempo, as memórias voltaram a inundar sua mente.
A Batalha… Espadas balançando, o barulho do canhão, a rajada de tiros, e o grito que rasgou de sua garganta:
— Noventa segundos, agora é seu tempo! Carregar!
Os gritos: — Escócia para sempre! — estourando ao redor dele. Andando para a frente a lama o cuspia como dardos e sugava os cascos de seu cavalo, como se estivesse cavalgando por um espesso xarope.
E a luta… 










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27 de maio de 2017

Canção Audaz

Série Velvet Montgomery

Ambos são párias por decretos!

Uma luta feroz entre o amor, o orgulho e a honra!
Reine é o defensor dos inocentes, e segundo seu pai, guarda uma extraordinária semelhança física com seu antepassado, o Leão Negro. 
Alyx é a filha única do advogado de uma aldeia, cujo bem mais precioso é um cinturão de ouro que segundo a lenda, pertenceu à esposa do Leão Negro e que passava de mãe para filha.
Segundo a mesma lenda, uma de suas muitas filhas se casou com um homem de menor condição, o que explicaria porque Alyx o teria em seu poder.
Almas gêmeas?  Com seu pai assassinado, sua casa queimada, e sendo acusada de bruxaria, a adorável Alyx Blackett fugiu para o bosque e encontrou refugio no acampamento de Raine Montgomery, um nobre proscrito por decreto real. Ela escondeu sua beleza sob o disfarce de um menino, e sua tristeza em seu trabalho como escudeiro de Raine. Mas por quanto tempo uma beleza como a ela poderia ser escondida? Quanto tempo os desejos de um homem tão galante poderiam ser cegos?
Enquanto a luta de ódio e sangue se desencadeia entre os Montgomery e os Chatworth, e espadas colidem em nome da honra da família, o amor de uma mulher faria toda a diferença. Iria inflamar a paixão de um herói, tocar a compaixão de um rei, e levantar uma canção de louvor em cada coração inglês.

Capítulo Um

Sul da Inglaterra, Janeiro de 1502.
A pequena aldeia do Moretón estava rodeada por uma alta muralha de pedra, e o cinza de suas pedras projetava uma longa sombra sobre as muitas casas amontoadas em seu interior. Atalhos muito gastos uniam os edifícios entre si, abrindo-se do centro, onde se localizava a igreja com sua torre e a prefeitura branca e elevada. Agora, sob a pálida luz da manhã, uns poucos cães começavam a despertar, mulheres de olhos sonolentos preguiçosamente caminhavam em direção ao poço de água do povoado e quatro homens esperavam, com machados sobre os ombros, enquanto os guardas abriam as pesadas portas de carvalho do muro de pedra.
Dentro de uma casa singela, estreita, de dois andares, caiada de branco, Alyxandria Blackett escutava com cada poro de seu corpo o rangido dos portões. Quando o percebeu, pegou seus sapatos de delicado couro e começou a caminhar nas pontas dos pés para as escadas que, infelizmente, encontravam-se ao outro lado do dormitório de seu pai. Fazia horas que estava vestida, despertou muito antes que saísse o sol e colocou um singelo vestido de lã, um tanto áspero, sobre sua etérea figura. E hoje, pela primeira vez, não olhou o corpo com desgosto. 
Parecia que toda sua vida tinha estado esperando crescer para ganhar um pouco de altura, de peso, e sobre tudo, adquirir algumas curvas. Agora, aos vinte anos, sabia que sempre teria seios pequenos e quadris estreitos. Ao menos, pensou com um suspiro, não tinha necessidade de usar espartilho. Ao passar pelo quarto de seu pai, lançou a este um rápido olhar para assegurar-se de que estava dormindo, levantou sua saia de lã, começou a descer e evitou o quarto degrau, porque sabia que rangia sonoramente.
Quando chegou ao pé da escada não se atreveu a abrir as persianas. O ruído poderia despertar seu pai e ele necessitava de muito descanso. Contornando uma mesa coberta com papéis e tinta, e um testamento pela metade, que seu pai estava redigindo, foi até a parede mais afastada, olhando com amor os dois instrumentos musicais que estavam pendurados nela.
 Todos os sentimentos de autocompaixão pelo que Deus esqueceu-se de lhe dar fisicamente desapareceram quando pensou em sua música. Uma nova toada já começava a tomar forma em sua cabeça. Uma melodia suave e envolvente. Obviamente era uma canção de amor.
— Não pode se decidir? — a voz de seu pai veio do pé da escada.
Instantaneamente correu para ele, rodeou-lhe a cintura com o braço e lhe ajudou a sentar-se à mesa. Até na escuridão da sala pôde ver os círculos azulados debaixo de seus olhos.
— Deveria haver ficado na cama. Há tempo suficiente para fazer o trabalho do dia sem ter que começar antes do amanhecer do sol.
Tomando sua mão um instante, sorriu para seus lindos olhos. Sabia bem o que sua filha pensava sobre seu pequeno rosto oval de elfo, com rasgados olhos violetas, o nariz pequeno e a minúscula boca curvilínea. Tinha-a ouvido lamentar-se bastante a respeito, mas tudo o que tinha a ver com ela era muito amado.
O povoado ganhava vida e os aldeões começavam a se movimentar para dentro e fora das muralhas possibilitando que Alyx tivesse certa liberdade de sair.
— Segue. Vá em frente. — ele disse, empurrando-a brandamente. — Vá e veja que instrumento escolhe antes que alguém venha se queixar por não ter uma canção para seu último amor.
— Possivelmente esta manhã seria melhor que ficasse contigo. — Sussurrou, seu rosto mostrando sua preocupação por ele. Três vezes no último ano ele teve dores horríveis em seu coração.
— Alyx! — advertiu-lhe. — Não me desobedeça. Agora reúna suas coisas e vá embora!
— Sim, milorde! — ela riu, o que para ele era um sorriso que derretia o coração. Seus olhos se virando para o lado, sua boca formando um perfeito arco de cupido com o sorriso. Com soltura, tomou a cítara da parede, deixando o saltério onde estava. Virando-se, ela olhou para o pai.
— Você tem certeza que vai ficar bem? Não tenho por que sair esta manhã.
Ignorando-a, alcançou-lhe seu estojo de estudo que continha uma pluma, tinta e papel.
— Prefiro tê-la criando música que prisioneira em casa com um velho doente. Alyx! — lhe advertiu. — Venha aqui. — Com um gesto familiar começou a fazer uma grossa trança que lhe caía pelas costas. Seu cabelo era pesado, espesso e totalmente liso, sem o mínimo rastro de um cacho, e a cor era, inclusive para seu pai, muito estranha. Quase parecia como se uma criança tivesse misturado todas as cores de cabelo possíveis, em uma só cabeça. Havia fios de ouro, amarelo brilhante, vermelho profundo, acobreado, marrom, e conforme jurava Alyx, alguns no tom cinza. Quando a trança estava terminada, puxou seu manto da parede, colocando sobre seus ombros e amarrou o capuz sobre sua cabeça.
— Não fique muito absorvida com seu estudo, ao ponto de esquecer que deve se manter abrigada. — Ele disse com fingida ferocidade, enquanto a fazia girar. — Vá agora, e quando voltar quero ouvir algo belo.
— Farei todo o possível. — Respondeu ela rindo enquanto saía e fechava a porta atrás de si.
De sua casa, atrás da muralha da aldeia, animou-se e preparou-se para começar sua jornada. Parada em frente aos grandes portões, Alyx podia ver quase toda a cidade enquanto as pessoas começavam a se mexer e se preparavam para começar o dia de trabalho. Havia uma questão de centímetros entre as casas e no corredor minúsculo que corria ao longo das paredes. A mesma passagem estreita que corria, também, ao longo da muralha da aldeia. Casas de madeira e pedra, tijolo e estuque eram muito próximos, e seu tamanho variava desde a casa do prefeito ao mais ínfimo dos artesãos e advogados, como seu pai. Uma leve brisa agitava o ar e cartazes das vendas se agitavam.
— Bom dia Alyx! — saudou uma mulher que varria o cascalho diante de sua casa. — Vai fazer algum trabalho para a igreja hoje?
Deslizando a cítara para suas costas, devolveu a saudação a sua vizinha.
—Sim... e não a tudo!


Série Velvet Montgomery
2- Highlander Audaz
3- Canção Audaz
4- Anjo Audaz
Série Concluída

26 de maio de 2017

Dorina e o Doutor

Série Homens do Duque


O Dr. Percy Worth acha a jovem viúva Dorinda Nunley arrebatadora, cada vez que a vê na casa de seus primos, o Duque e Duquesa de Lyon. 

Mas ele imagina que uma flor de estufa da sociedade daria uma esposa de médico terrível. Ainda assim, quando ela entra em sua residência uma manhã encontrando-o meio vestido, ele fica tão fascinado quanto surpreendido pela intrusão. 
Embora Dorinda esteja zangada quando percebe que eles são vítimas da duquesa casamenteira, Percy sugere que ensinem à duquesa uma lição fingindo se cortejar, e depois rompendo espetacularmente no jantar do duque naquela noite. Mas depois de um dia juntos — e uma queda muito quente na cama —eles percebem que se adequam um ao outro muito melhor do que jamais sonharam. Agora irão para frente com seu plano? Ou abraçarão a farsa que se tornou muito real? 

Capítulo Um 

Cedo em uma bela manhã de segunda-feira, a Srta. Dorinda Nunley deixouse entrar através da porta lateral da moradia do Dr. Percy Worth, a qual ele alugava de um parente distante de Dorinda, o Duque de Lyons. Lisette, a nova esposa do duque, a enviara com a chave até ali para colocar o lugar em ordem enquanto o médico estava fora da cidade, mas ainda assim parecia estranhamente íntimo invadir sua propriedade. Pelo menos ela não estava entrando nas áreas de estar. 
Esta parte era o consultório dele, embora aparentemente ele não atendesse os pacientes nele. Não havia necessidade, pois todos eles eram membros da alta sociedade, nada surpreendente para um médico que atualmente era a celebridade de Londres. 
Depois de tirar seu chapéu, Dorinda colocou-o em cima de uma cômoda próxima e examinou o local. É claro que o homem passava pouco tempo ali, ou então como poderia suportar tal desordem? Havia caixas parcialmente desempacotadas desde quando ele fixou residência há oito meses, depois de anos como médico de um navio. 
Um esqueleto completo caía sobre uma cadeira, e frascos e ampolas estavam misturados em cima de uma mesa como se ele a vasculhasse sempre que precisava de algo. Bem, depois que ela tivesse terminado com este lugar, ele nunca teria que sair a caça por algo novamente. 
Ela odiava admitir, mas estava secretamente ansiosa para se tornar útil para ele. Embora ela não gostasse de médicos como regra, ele não era nada, exceto amável com ela, e por isso ele merecia ter um lugar de trabalho organizado. 
Mesmo que a fizesse lembrar-se de uma fase difícil de sua vida. Endireitando seus ombros, ela se dirigiu para a mesa e quase tropeçou em uma bolsa preta. Ela a olhou fixamente. Parecia aquela que ele às vezes carregava quando vinha ver como a duquesa estava passando sua gravidez. Mas por que ela estaria aqui? Ele deveria estar... Nesse momento, a porta se abriu e a consciência clareou Antes que ela pudesse grunhir um aviso, o bom doutor entrou na sala, vestindo apenas um robe meio aberto e um par de ceroulas. Ele parou de repente, seus olhos castanho-escuros se arregalaram. 
—Senhorita Nunley? 
Oh Deus oh Deus oh Deus...









Série Homens do Duque
0,5-  Era a Noite depois do Natal
1- O que o Duque deseja
2- O Regresso do Canalha
2.5- Dorina e o Doutor
Trad. Paraíso da Leitura
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