17 de junho de 2018

Uma Dama Arruinada

Fazia seis anos, ante a indignação de sua família e o deleite da frívola sociedade londrina, que Lady Helen Dehaven recusara casar-se com o homem ao que estava prometida.

Ainda mais surpreendentemente, sua recusa aconteceu após notícias de conduta escandalosa: seu noivo e ela foram descobertos em uma posição muito comprometedora. 
Deixando sua reputação em farrapos e seus motivos um mistério, Helen se retirou a uma vida singela, em um pequeno povoado entre amigos, onde seus segredos permaneceram privados.
Por razões próprias, Stephen Hampton, Lorde Summerdale, está decidido a conhecer a verdade por trás da enredada história da ruína de Helen. Não há nada que odeie tanto quanto o escândalo - nada para empurrar tanto quanto discrição - por isso se surpreende ao descobrir, depois de encontrar Helen, que não pode evitar admirá-la. 
Contra todas suas expectativas, encontra-se perdoando sua história escandalosa em favor de tão somente estar perto dela. Mas o amargo passado não deixará ir tão facilmente ao coração da Helen. Como pode confiar em um homem tão impregnado da cultura da alta sociedade, alguém que oculta tanto? E como pode ele, alguém tão dedicado à aparência do decoro, amar uma mulher arruinada?

Capítulo Um

Setembro, 1820,

O Conde de Whitemarsh
Baird House
Londres
Estimado Whitemarsh,

Já estou instalado em meu lar em Herefordshire, a não mais de uma légua da vila do Bartle-on-the-Glen. Dado que cheguei faz apenas uma semana, não pude obter muito progresso com a tarefa que empreendi a seu pedido para o benefício de nossos mútuos interesses. 
É verdade que a casa do dote está, com efeito, sem hóspede, tal como o advogado de Lady Helen advertiu. Se não tiver êxito com os inescrutáveis aldeãos, temo que minha investigação vá proceder muito lentamente.
Entretanto, chegou a meu conhecimento que certa Madame do Vauteuil habita na vila e é descrita com respeito por quem frequenta a hospedaria como ― Sociedade real ― frase que só posso assumir significa que não se opõe a receber visitas e, espero, está tão interessada em rumores como qualquer membro da Sociedade. Mencionei que os aldeãos não são muito comunicativos. 
Em particular, suas respostas a minhas indagações concernentes a sua irmã são todas similares. Invariavelmente se tornam hostis e desconfiados de qualquer motivo pelo qual a possa estar procurando, enquanto simultaneamente recusam admitir que a conhecesse ou que ouviram falar dela. A informação a respeito de Madame de Vauteuil a obtive por minha conta, já que meus serventes adquiriram uma reputação na aldeia de serem intrusos impertinentes que fazem muitas perguntas.
Espero que você mande notícias imediatamente se tiver algum conhecimento de Madame de Vauteuil, já que seu nome me parece familiar embora não posso recordar de onde. Ela pode ser a única via para encontrar Lady Helen. Já que não tenho outros assuntos urgentes que atender nos próximos meses, e meus negócios se podem dirigir facilmente desde esta localização, estou preparado para residir aqui durante o outono. A propriedade requer melhoras que agora tenho o tempo de fiscalizar. Manterei-o informado com regularidade de meu progresso na busca de sua irmã.
Seu Servo,
Summerdale

Tocaram à porta justo antes da hora do chá. Marie-Anne estava de bom humor, rindo do que tratava de fazer Helen com os bilros.
― Não, não, mademoiselle. Terá que sempre mantê-los em ordem! ― A reprimenda era cheia de humor.
Marie-Anne se inclinou enquanto as duas riam. Suas peritas mãos moveram os bilros às posições corretas no almofadão e tentavam desfazer os nós de fios ao redor dos alfinetes.
Helen se lamentou ― Nunca aprenderei! Vou terminar fazendo um ninho para ratos. ― Dissolveu-se em risadas lamentosas ao ver o resultado de seu esforço. De verdade, era terrível. ― E um ninho para roedores não deveria tomar tanto tempo nem esforço. Nem fio!
Marie-Anne extirpou todo o artefato do almofadão, marco e bilros pendentes do regaço da Helen. Seus dedos começaram a trabalhar ao longo dos fios. Isto lhe parecia uma tarefa um tanto infrutífera a Helen.
― Só necessita um pouco mais de prática, e quando aprender, poderá fazer o ninho de encaixe mais fino para a família de ratos de sua adega, se quiser.
Falavam em francês. Marie-Anne sentia saudades com frequência de sua língua materna, achou mais fácil para comunicar os detalhes de rendas quando ela podia ter certeza do seu vocabulário. A Helen agradava ter a oportunidade de usar essa linguagem. Havia escassas ocasiões para usar francês no Bartle-on-the-Glen, e era agradável escutar seus encantadores e exóticos tons ao tempo que brindava um pouco de conforto a sua amiga.
A pobre Marie-Anne se via perplexa ante a profusão de laços e nós frente a ela. ― Maggie provavelmente sabe fazer um desenho mais singelo, e o encaixe irlandês é igualmente lindo.
E sem dúvida igualmente complicado, pensou Helen chateada enquanto tirava a carta de seu bolso. Seu advogado a tinha dado na última visita, na semana passada.
― Os Huntingdons não virão este outono. Joyce diz que o barão está indisposto. ― Esquadrinhou a página outra vez, como as últimas cem vezes que a escrutinou durante a semana, procurando qualquer sinal de que Joyce estivesse ofendida. Sua amiga era, pelo geral, bastante direta, e Helen não tinha razão para duvidar da enfermidade do barão. De qualquer maneira, não podia esperar que sua amiga escrevesse que era impossível visitá-la porque alguém era uma vergonha.
Marie-Anne levantou a vista de seu regaço consternada. 
― Mas que mau!

Lachlan

Série Highlanders Imortais
Uma segunda chance no amor. 

Ou uma segunda chance na vida. Ela não pode ter os dois.
Quando Kinley Chandler chega abruptamente na Escócia Medieval, não há muito o que ela está deixando para trás. Com o corpo despedaçado e a carreira militar acabada, Kinley resignou-se à morte. Mas no passado, tudo isso muda.
Lachlan McDonnel, o Laird de um Clã de Highlanders imortais, mal pode acreditar em sua boa sorte. 
Não só a moça misteriosa salva sua vida, ela desperta seu coração de uma maneira que ele achava que não é mais possível.
Mas os feitiços de druida que permitem que o Clã de Lachlan viva para sempre têm um lado sombrio também. 
Ele e seus homens sabem muito bem que as pessoas mágicas nunca dão sem tomar. Embora ele tenha jurado protegê-los, o preço de sua lealdade pode finalmente ser muito alto.

Capítulo Um

Kinley Chandler esperava por um dia perfeito. Então, claro, ela conseguiu um. A artemísia cinza-esverdeada e os brilhantes girassóis do mato cobriam os penhascos acima das areias douradas onde ela caminhava. Enquanto a aurora espiava o horizonte, o Pacífico espalhava suas infinitas saias índigas para provocar a costa com babados brancos rendados. Manic, caçadores de mosquitos de cauda negra esvoaçavam em busca de seus cafés da manhã com insetos. Eles proferiam gritos ásperos e felinos quando Kinley se aproximava muito. 
O sol nascente era bom em seu rosto enquanto aquecia a brisa salgada da costa de San Diego. É onde eu deveria estar. Enquanto contornava uma piscina de maré, Kinley se perguntou por que ela não tinha vindo aqui com mais frequência quando estava nos Estados Unidos. Ela nunca havia percorrido toda a trilha de meia milha através da reserva. No topo do penhasco ao longe, acima de uma praia particular, ficava a falsa mansão italiana de um milionário. 
Uma vez isso a incomodou, mas agora isso não a incomodava mais. Ela poderia ficar bem aqui, feliz. Para sempre. - Capitã. - disse uma voz suave, acompanhada por um toque hesitante no antebraço esquerdo de Kinley. - Hora de acordar. A praia da memória de Kinley se apagou quando o nariz se encheu com a colônia sombria de velhas feridas, linho branqueado e desinfetante para as mãos. 
Ela respirava através do medo frenético borbulhando dentro dela enquanto se lembrava de que aquilo era a América, não o Afeganistão, e ela não mais ocupava uma zona de combate, mas uma sala no melhor hospital VA de San Diego. 
Ela não precisava mais lutar. Ela perdeu sua última batalha, e ela seria uma boa perdedora. Abrir os olhos significava ver os azulejos do teto que haviam sido seu único céu nos últimos dois meses. As máquinas conectadas ao corpo dela suniam como peças robóticas. 
Suas telas borradas exibiam números desanimadores. Ela se concentrou neles, pois avaliar sua condição sempre afastava o pânico patético causado por seu PTSD. Ela podia ver que seu pulso estava muito lento e seu corpo muito acelerado. Seu nível de oxigênio no sangue pairava um dígito acima do limite. 
A febre significava que ela provavelmente tinha uma infecção na perna direita mutilada. Se o intestino dela tivesse ficado séptico, já estaria em coma ou morta. Kinley se concentrou no rosto redondo da enfermeira. Um sorriso rápido, alegria forçada, círculos escuros sob os olhos - um esgotamento ou um tesouro em formação. - Hey. - disse Kinley. - Bom dia. - a mulher cansada disse quando começou a separar as linhas e a reorganizar os sacos de líquidos. 
– Sentindo-se pronta para a sua consulta com o novo terapeuta? 
- Mal posso esperar. - disse Kinley. Um enfermeiro empurrou uma cadeira de rodas para o quarto dela, e só quando estacionou ao lado de sua cama ela compreendeu que era para ela. 
- Eu pensei que ela estava vindo para mim desta vez. 
- Ela quer você sentada, capitã. - A enfermeira puxou a roupa de cama.
- Aqui vamos nós. - Ela acenou para o assistente, que ajudou Kinley a se sentar. 
– Um, dois, três. 



Série Highlanders Imortais
1- Lachlan






16 de junho de 2018

Casei com um Duque

Série Procura se um Príncipe

O mistério e a ação se combinam perfeitamente com uma grande história de amor, cintilante e apaixonada.

Assim como suas irmãs, Arabella Caulfield está presa a uma antiga profecia que obriga as três órfãs a se casarem com príncipes.
Só assim conseguiriam fugir de um destino infeliz. Arabella tem agora doze dias para chegar a um remoto castelo francês e encontrar seu príncipe.
Para alcançar seu objetivo, a irmã do meio deverá cumprir alguns requisitos como comportar-se como uma dama e não fazer acordos com um capitão arrogante e indubitavelmente irresistível.
 Não enfrentar junto dele os ladrões… nem permitir que ele a beije até fazê-la perder o controle. E, sobretudo, não aceitar sua proposta de casamento. Mas a valente e decidida Arabella não é uma dama qualquer. E Luc Westfall tampouco um capitão comum.
O novo duque de Lycombe precisa de um herdeiro para vencer uma conspiração que poderia destruir sua família. E parece que finalmente conheceu a mulher perfeita para consegui-lo. Poderia seduzir sua dama e convertê-la em duquesa?


Série Procura se um Príncipe
1- Casei com um Duque


A Sedução de Sara

Série Rogues

Viúva e bela, Sara Lawrence prometeu frustrar os planos de seus irmãos, para que se casasse novamente.

Seu primeiro casamento foi um desastre, e ela está determinada a escolher um marido que possa deixá-la à vontade. Mas seus exasperantes, adorados e intrometidos, cinco irmãos mais velhos, estão determinados a protegê-la.
Sara está muito determinada a escolher seu próprio marido, mas possíveis candidatos são poucos em Bath ― até que o escandaloso Nicholas Montrose, o conde de Bridgeton, chega.
Nicholas dá uma olhada em Sara e a quer em sua cama, mas ela, claramente, deseja o casamento, e a felicidade conjugal não está nos planos de Nicholas.
Além disso, Nicholas tem como objetivo estabelecer respeitabilidade, enquanto Sara não se importa se escandaliza a sociedade. Apesar de suas diferenças, ele não consegue resistir à adorável Sara e concorda em ajudá-la em sua busca por um marido flexível.
Os irmãos de Sara ficam irados quando percebem que Nicholas está escoltando Sara pela cidade, e quando eles pegam os dois em uma posição comprometedora, eles exigem que eles se casem.
Nicholas vai desistir de seus modos rispidos para com Sara e, mesmo sem querer, Sara estará disposta a se casar com um homem que, com certeza, será possessivo, e, pior, certamente colocará em risco seu vulnerável coração?

Capítulo Um

Londres, 28 de janeiro de 1815
A única coisa que faltava entre Saraphina Lawrence e Hades era um respeitável leito matrimonial. Dada a escolha dela, ela teria pulado sobre a cama e corrido direto para as chamas, usando nada, além das famosas safiras Lawrence, com os braços abertos para abraçar o calor selvagem. Era uma pena que seus irmãos não saíssem do caminho. 
 ― Malditos todos os homens que interferem ― resmungou ela, olhando melancolicamente pela janela da lenta e penosa carruagem. Os olhos de sua tia se arregalaram na luz incerta que brilhava através dos fios prateados em sua têmpora. 
 ― Eu imploro seu perdão? A resposta da tia Delphi a tudo era fingir que não ouviu e parecer irritantemente inocente. Até agora, ela conquistara um duque que tivera a boa vontade de morrer dentro de doze meses do casamento e uma bela articulação que lhe dava uma quantidade surpreendente de independência. Não que a tia Delphi tenha usado isso. 
 ― Eu disse, ― Malditos todos os homens que interferem, ― repetiu Sara, mais alto. 
― Eu tenho sido mal humorada, e você sabe disso. Eu fui arrastada para fora da minha casa para participar do evento social da temporada. E forçada a andar nesta carruagem decrépita. “Como se Marcus tivesse algo diferente do que a melhor carruagem”.
 ― Somente porque meus irmãos estão decididos a me transformar em algo que eu não sou. Sara franziu o cenho para as sapatilhas brilhantes que espiavam por baixo de suas saias. Elas machucavam horrivelmente, e se ela não estivesse determinada a irritar o tedioso senso de decoro de seus irmãos, ela não teria usado aquelas coisas berrantes. 
Ela escorregou os pés e balançou os dedos no ar fresco da noite, ignorando o olhar de desaprovação de Delphi. Embora odiasse sua arrogância, talvez fosse bom que Marcus a tivesse convocado. Já era hora de resolver esse problema de uma vez por todas. 
Ela estava além de ouvir conselhos solenes; cada minuto que ela caminhava na fronteira da ruína e desafiava a face impassível da sociedade, a estimulava. Pela primeira vez desde a morte de Júlio, ela se sentiu viva. Viva e livre. Tia Delphi sacudiu a cabeça. 
 ― Você enlouqueceu. Desde que Júlio morreu, você...
 ― Ele morreu, mas eu não.

Série Rogues
1- O Sequestro de Julia
2-O Preço de uma Noiva
3– A Sedução de Sara
Série concluída

Coração de um Hinghlander

Série Lords de Dunkeld

As lembranças do passado podem ser deixadas de lado por amor?

Um Highlander atormentado...
Com o dever de se vingar, Broderick MacConnaway, filho do Laird de Dunkeld, vive perseguido pela lembrança de Aisling, a esposa que perdera.
Fazer uma aliança com a família Lochlann apresenta suas próprias provações, mas se o casamento permitir que ele cumpra sua vingança, então, que assim seja. Mesmo que a culpa pela perda de Aisling o impeça de amar novamente... O clã Lochlann... Com um tio que procura casá-la de forma vantajosa, Amabel du Mas, sobrinha mais velha de Brien, Laird de Lochlann, fica condoída com a situação de Broderick MacConnaway. Ela acreditava que nunca conheceria um homem para o qual olharia duas vezes e muito menos que se casaria. Amabel, no entanto, sabe que haverá um fantasma entre eles. Um fantasma que, talvez, ela nunca consiga ver descansar...
A vingança é um caminho estranho...
Mas quando as intenções sinistras de seu tio aparecem e Amabel é capturada antes que tenha a chance de revelá-las, Broderick é forçado a esquecer os enganos e começar outra campanha de vingança. Com os conflitos entre clãs poderosos aumentando e os planos bem definidos se desenrolando em uma violência sem sentido, Broderick não tem escolha senão trabalhar em conjunto com sua nova esposa para levar os assassinos de Aisling à justiça.
Mas eles conseguirão encontrar o amor?
Broderick encontrará um caminho além das memórias que o atormentam? Ou ele falhará e se arriscará a perder outra esposa?

Capítulo Um

― Eu vejo outro pretendente? Amabel du Mas, revirou os olhos. Ela ouviu a irmã mais nova rir atrás dela e lançou para Alina um olhar inquisitivo. 
― O quê? ― Disse Alina brincando. nós. E, francamente, eu prefiro você do que eu. ajustou a tiara de prata que segurava seu cabelo escuro longe de sua testa. Amabel jogou um rolo de fita na irmã, mas não acertou. Ambas riram, no entanto, para Amabel, pelo menos, a alegria desapareceu rapidamente. As duas meninas estavam na câmara de Amabel no topo do castelo de Lochlann. 
O quarto em duas semanas. Amabel o odiava. Ambas odiavam. Mas não havia escapatória. Seu tio Brien, conde de Cawley, dissera que seria assim, e não havia nada que pudessem fazer ou dizer. Amabel olhou pela janela que sobressaia sobre o pátio do castelo. 
Ela conseguia ver os azulejos e telhados de palha da cidade de Lochlann, que se estendiam além dos poderosos muros do castelo. Sobre a cidade, o céu era cinza e ela desejava, não pela primeira vez, que pudesse descer e voar como os pardais e as andorinhas, escapando daquele lugar para sempre. Ela suspirou. 
― Obrigada, irmã, por sua observação. 
― Ela se virou para Alina com um sorriso frágil. 
― Eu não esperava nenhuma palavra de entusiasmo para a tarefa. Quem quer ser noiva do mais recente ambicioso caçador de fortunas? Alina parecia triste. 
― Exatamente. Você vale mais do que isso, irmã. Amabel sentiu a garganta estremecer. As palavras de sua irmã fizeram sua dor mais profunda. Mas ela não se deixaria chorar. Agora não. Ela era a senhora do Castelo de Lochlann desde a morte de sua mãe, e ela seria impassível e digna. Inspecionou as unhas, distraída, observando o anel de ouro fundido, com a andorinha de Lochlann. Ele fora de sua mãe, e agora ela sempre o usava. Parecia um emblema estranho, um pássaro delicado, para o poderoso clã de sua mãe. Mas, ela sempre considerou as andorinhas mágicas, então parecia apropriado. 
― Bem, eu me oferecerei em seu lugar, ― Chrissie respondeu lá do canto do quarto. Ela acariciou seus cachos brilhantes e emaranhados à volta do rosto, com uma leve carranca. 
― Mas eu sou apenas a mais jovem de todas nós, primas, então eu acho que ele não me aceitaria. Amabel sorriu. 
― Agradeço o fato de alguém querer. Mas sou a mais velha, e devo ser eu.


Série Lords de Dunkeld
1- Coração de um Hinghlander

Tocada pelo Escândalo

Série A irmandade da Cruz de Ouro
A única coisa que Grace Gauthier sempre quis foi a segurança de um bom matrimônio, uma família e um lar.

Em lugar disso, desprezada pela aristocrática família de seu pai por causa da origem estrangeira de sua mãe, aceitou um emprego seguro como governanta. 
Agora, desprotegida e sozinha em Londres, acusada do escandaloso assassinato de seu empregador, não tem ninguém a quem recorrer exceto o misterioso, e possivelmente perigoso, lorde Ruthveyn. Um demônio de olhos negros, Ruthveyn guarda seus segredos com muito zelo. Seu turvo passado é uma fonte de sofrimento e rumores… só sussurrados. A precária situação de Grace, que lhe recorda a sua, comove — o, assim como sua serena beleza. Ruthveyn está decidido a salvar Grace desmascarando um assassino. Mas sua crescente paixão ameaça seu coração e ameaça trazer à luz seus obscuros dotes ante o mundo.

Capítulo Um

Somente os bons morrem jovens
Londres, 1848.
Sangue, sangue por toda parte.
Surda aos sussurros e aos passos apressados que foram e vinham pelo corredor, Grace Gauthier levantou suas mãos e as olhou com desapaixonado atordoamento a olhou para elas com um deslumbrante desapontado com a luz cintilante das lâmpadas. Tinha a sensação de que seus dedos e palmas, e até os punhos rasgados de sua túnica, pertenciam a outra pessoa.
Do outro lado do corredor chegavam sussurros cautelosos.
— Está atordoada pela impressão, verdade?
— Sim, e ele morreu assim que caiu no chão.
Grace estremeceu.
Ele sofreu? Tomara que não. Baixou as mãos, fechou os olhos e se recostou contra a parede da sala para deixar de tremer, mas em seguida compreendeu que o tremor lhe vinha de dentro, dos mesmos ossos, e que não seria fácil pará-lo.
Em alguma parte, no piso abaixo, soluçava uma mulher. Ela também deveria estar chorando. Por que não chorava? Por que não conseguia entender tudo aquilo?
— Senhorita Gauthier?
Aquela voz que assassinou seu nome, lhe chegou de muito longe, mas Grace não se alterou. Sentia — se como se estivesse em um túnel, muito, muito longe daquele silencioso caos. Mas não o estava. Estava ali, Ethan tinha morrido e tudo aquilo lhe pareceria de repente espantosamente real. Os longos meses que tinha passado nos campos de batalha do norte da África tinham-lhe ensinado que o atordoamento ante a morte não era mais que um alívio passageiro.
— Senhorita? —repetiu aquela voz.
Uma voz inglesa, mas não cultivada. Tampouco como a do Ethan, entretanto. Desprovida da dureza e o aprumo da voz de um homem que fez a si mesmo.
— Sim? —disse e se obrigou a abrir os olhos.
Uma mão cálida e grosa se deslizou sob seu cotovelo.
— Lamento, mas tem que me acompanhar à biblioteca, senhorita.
Separou-se da parede e avançou com ele pelo corredor como um autômato. Como se chamava? Havia dito a ela quando entrou no escritório de Ethan, aquele homem largo e corado que a segurou firmemente pelo cotovelo. E repetiu quando a tirou do cadáver, com uma voz suave e reconfortante, como se estivesse falando com uma garota.
Ou com uma mulher louca.
Mas seu nome lhe escapou, juntamente com todas as suas esperanças.
A puxou rapidamente para o escritório, onde vários homens de uniforme azul e botões metálicos falavam em voz baixa, e a fez descer pela ampla escada, onde a corrente que entrava pela porta aberta agitou as saias de seu roupão. Os soluços procedentes do interior da casa se converteram em um desumano gemido de aflição.
Ela vacilou, o corrimão da escada era frio como o corpo do Ethan sob sua mão.
— Deveria ir —murmurou— Devo ver Fenella… à senhorita Crane.
Mas o homem a ignorou.
— Só um par de perguntas mais, senhorita —disse sem afrouxar o passo — logo poderemos…
Interrompeu-se ao ver aparecer outro homem. O quarto, pensou Grace. Ou o quadragésimo, possivelmente. Estava tão aturdida que não tinha idéia.
Mas, a diferença dos outros, aquele não levava uniforme. Ia elegantemente vestido, para ir ao teatro. Com a capa negra agitando-se ao redor de seus tornozelos, materializou-se como um espectro entre a névoa de Londres, subiu os degraus e, tirando as finas luvas de pelica, cruzou a porta aberta como se fosse o dono daquela casa e de tudo que havia nela.
O absurdo de tudo ameaçou mergulhar Grace em histeria. Ethan morreu em um poço de sangue, atrás de sua mesa, em sua própria casa. E o resto de Londres continuou assim? As pessoas ainda foram ao teatro?
O recém-chegado caminhou com entusiasmo pela pilha de malas no lobby e se dirigiu para elas. Seus passos ecoaram energicamente no belo piso de mármore.
— Boa noite, vice-comissário.
O homem que escolta Grace permaneceu firme enquanto colocava o chapéu alto debaixo do braço.
O recém-chegado parou a poucos passos de distância deles e rapidamente olhou para Grace.
— Boa noite, Minch. Esta é senhorita Gauthier?
Pronunciou seu nome impecavelmente, Go-tié, como se fora francês de nascimento.
— Sim, senhor —disse Minch—. O capitão informo-lhe?
— Não foi preciso. O próprio Sir George considerou conveniente arrastar-me para fora da ópera.
O homem, o comissário ou o que quer que fosse, inclinou a cabeça para olhar nos olhos dela. — Meus mais sinceros pêsames, senhorita. Entendo que o falecido era seu noivo.
Grace tentou segurar seu olhar, mas estava frio como gelo.
— Oui, eu… nós… tínhamos… —de repente, uma quebra de onda de pena e horror esteve a ponto de afogá-la. — Tinhamos um acordo.
O recém-chegado assumiu o controle da situação.
— O sargento Minch nos acompanhará ao salão, onde podemos falar em privado —disse— Se tiver a bondade de acompanhá-lo…
Era a primeira indicação que lhe davam que não soava como uma ordem marcial. Soava, em realidade, como algo muito mais perigoso que isso. O vice-comissário a agarrou pelo braço e um instante depois Grace se achou sentada na poltrona favorita da Fenella, junto à chaminé, com uma taça de conhaque na mão.
— Beba-lhe senhorita.
Passado um tempo, levantou o olhar e viu que estava a sós com aquele homem moreno de nariz afiado como uma espada. Tirou a capa e as luvas e a olhava com serena intensidade.
— Onde está a senhorita Crane? —sussurrou Grace, puxando nervosamente os punhos ensangüentados de sua bata—. Deveria… deveria me trocar e ir em sua busca.
O vice-comissário desviou o olhar.
— Dou-lhe meus mais sinceros pêsames, senhorita —repetiu. — Os baús e as malas que há no corredor… entendo que são deles.
Grace umedeceu os lábios e sentiu o sabor do conhaque, que não recordava ter bebido.
— Sim, ia a casa de minha tia —conseguiu dizer. — Para que Ethan, o senhor Holding, mandasse o anúncio aos jornais manhã.
— O anúncio? —Entreabriu os olhos. — De seu compromisso?
— Sim. — Sua voz quebrou. — Seu ano de luto havia… tinha acabado.
E o seu acabava de começar, de novo.
—Temo, senhorita —acrescentou ele— que não posso permitir que leve a bagagem esta noite.
—Esta noite? —Grace piscou. — Mas…

Série A irmandade da Cruz de Ouro
1- Tocada pelo Escândalo

14 de junho de 2018

Na Cama do Advogado

Algumas batalhas são travadas de maneira mais eficiente fora da sala de audiências…

Uma reivindicação disputada.
Bastardo por nascimento, James Devlin vive por seus próprios termos até que uma reviravolta do destino revela que ele é o verdadeiro Duque de Blackwood. 
Apesar de saber a verdade sobre sua legitimidade como herdeiro James se agarra a sua liberdade. Tem a intenção de restaurar a casa onde viveu a maior parte de sua ingrata infância. 
Mas em Wyndmoor Manor descobre um adversário difícil na pessoa de Bella Sinclair. Sua reivindicação de direito de propriedade da casa é divertida... e emocionante. É por isso que não tem planos de se retirar e pensa em tomar posse de tudo, começando com a Bella feiticeira...
Uma sensual rendição.
Bella fica furiosa quando o duque entra em sua casa declarando que é dele por direito! A Bella viúva não está disposta a desistir de seu sonho de retiro sem uma luta, não importa o quanto determinado seja o duque ou como se mostra sexy no campo de batalha. Mas uma vez que concorda em compartilhar a casa com o advogado sedutor ela sente o perigo de perder tudo a cada lento e profundo beijo.

Capítulo Um

10 de Maio de 1819, Londres, Old Bailey Courthouse.
Presidido pelo Honorável Barnard Bathwell.
— Você é um bastardo por nascimento. Como pode herdar alguma coisa?
— Meu pai queria que herdasse, explicou Pumpking O'Dool.
— Então invadiu a casa de sua madrasta e pegou? perguntou o promotor Abrams, com um relógio de bolso de ouro pendurado em seus dedos.
— Bem, eu bati na porta primeiro, disse Pumpking. Ela olhou para mim através das cortinas, mas nunca abriu a porta.
— E mesmo assim pegou o relógio. Sua ilegitimidade impede você de herdar as propriedades de seu pai, Abrams argumentou.
James Devlin ficou de pé atrás da mesa da defesa.
Objeção, Meritíssimo. Não é a ilegitimidade do Sr. O'Dool o que está sendo tratado. O que está em questão é a ausência do testamento. Se a acusação tivesse feito o mesmo esforço para localizar o testamento como está fazendo na tentativa de perseguir um filho em luto, não estaríamos no tribunal hoje.
O Juiz Bathwell, um velho atarracado cuja peruca mal chegava ao topo da sua cabeça, mordeu os lábios pensativo, olhando para Abrams, antes de dizer:
— Será que a acusação tem alguma ideia de onde está o testamento?
O promotor Abrams sacudiu a cabeça.
— Não, meu senhor. O advogado que redigiu o testamento morreu. O original foi dado à madrasta do Sr. O'Dool, mas ela não sabe onde está.
— Escondido sob o colchão, sem dúvida, disse James arrastando as palavras.
— Protesto! gritou o promotor.
Seis, dos doze membros do júri, soltaram uma gargalhada; outros dois olharam para o promotor com um olhar crítico.
E foi então que James Devlin soube que eram dele.
Os jurados gostavam menos dos promotores agressivos do que dos ladrões. Pumpking O'Dool era um bastardo empobrecido, e sem um testamento por escrito que dissesse o contrário, não possuía direito a nada.
Ninguém entendia isto melhor que James. Mas ao menos, O'Dool não seria condenado à morte nessa ocasião. 
A luz do sol entrava pelas janelas e esquentava a sala cheia de gente. Os bancos dos espectadores estavam cheios de observadores, e o ar vibrava de emoção. Plebeus vestidos com jaquetas de veludo cotelê, gastas e remendadas, se sentavam ao lado dos comerciantes ricos e da nobreza com vestidos finos e laços firmemente atados. As mulheres se abanavam, avidamente, já que a temperatura na sala aumentava a cada minuto que passava e a transpiração pontuava as testas dos homens como gotas de água em uma boa manteiga.
Todos se sentiram atraídos à Corte, onde presenciariam o julgamento de um homem condenado à forca e, agora, encontravam-se defendendo sua causa. A Corte, como o teatro, mostrava os extremos do comportamento do homem.
James voltou sua atenção aos doze membros do júri. Pessoas rústicas, tal como havia pensado inicialmente. Um dos membros do júri possuía o rosto curtido pelas rugas, nenhuma delas era linha marcada pelo riso. Outro membro do júri possuía as mãos tingidas da cor café escuro e uma barba descuidada. Um curtidor, sem dúvida. E outro teria por volta de vinte anos, com cachos dourados e a face de um querubim.
Um gorjeio de risadas femininas e um grito lhe fizeram voltar a cabeça. A madrasta de Pumpking, uma mulher corpulenta com o cabelo tingido de vermelho e os lábios pintados com uma cor grená, zombou de Pumpking O'Dool da primeira fila. Um homem calvo com a face avermelhada, característica de um bebedor, se sentava a seu lado, sua coxa roçando as saias dela.
A viúva aflita não perdera tempo na busca de um amante, pensou James.
Os traços da madrasta se retorceram em uma careta enlouquecedora. Com um dedo, assinalou Pumpking e gritou — Ladrão! Depois se voltou para olhar para James com sua peruca e sua toga negra de advogado, com desdém.
James levantou uma sobrancelha e seus lábios se torceram pela diversão.
O restante do julgamento consistiu no promotor Abrams argumentando a falta de um testamento e James insistindo no motivo da madrasta para que o testamento não fosse encontrado, seguido de três testemunhas que declararam a respeito do caráter respeitável de Pumpking.
No meio do fechamento do promotor Abrams, uma sombra de chateação cruzou o rosto do Juiz.
— Isso será suficiente advogado. Como já é hora do almoço e todas as provas pertinentes foram apresentadas, peço aos senhores do júri que considerem seu veredicto.
Era a quinta reunião do júri na manhã, com uma meia dúzia de julgamentos para concluir antes do final do dia. Reuniram-se no canto com as caras animadas, enquanto gesticulavam violentamente uns para os outros. Falavam em sussurros, entretanto, cada palavra era ouvida em toda a sala: culpado! bastardo! dura sentença!
Três minutos mais tarde, o presidente do júri, um alquimista de meia idade com olhos marrons atrás de óculos grossos e o peitilho da camisa manchado, ficou de pé.
— O júri acredita que Pumpking O'Dool é inocente da acusação de invasão de moradia e roubo.
Pumpking O'Dool gritou de alegria; seu sorriso foi de orelha a orelha, enquanto estreitava a mão de James. Os espectadores deram gritos de ânimo pelo veredicto e zombaram da madrasta de Pumpking.
A mulher levantou-se e partiu da sala ofendida, com seu amante correndo para manter-se perto
dela.
O secretário da Corte passou o relógio de bolso para James, que por sua vez o entregou a seu
cliente.
— O júri acreditou em sua história, de que seu pai queria que tivesse isto, disse James.
―Agora não volte a se colocar em problemas, Pumpking. E que eu não o surpreenda tratando de vender esse relógio ou “entrando” em qualquer outra moradia.
Pumpking deu uma piscada. — O relógio é o menos que meu velho podia me deixar. Você me entende, não é? É obvio. Só que nunca poderei ter um maldito relógio de meu pai, refletiu James.
O martelo do Juiz Bathwell golpeou o estrado, enquanto um detento, com grilhões, se aproximava ladeado por dois guardas. James acenou para Abrams, cuja aflição pela perda era bastante evidente a julgar pelos lábios apertados do promotor. Abrams virou-se, para se preparar para o caso seguinte. Nem um segundo era desperdiçado na Corte.
James recolheu seus papéis e se dispôs a abandonar a sala, consciente de que todos os olhares dos espectadores estavam fixos nele. Era estranho que um acusado fosse representado por um advogado, muito menos, que ganhasse contra o promotor da Coroa.
James chegou às portas duplas quando uma voz o deteve.
—Um momento, senhor Devlin.
Ele voltou e olhou nos olhos de uma anciã, da última fila. Usava um vestido cinza com um grande broche de ônix, que se assemelhava a uma enorme arranha pousada em seu ombro. Estava sentada rigidamente no banco de madeira, com as mãos cruzadas sobre o colo.
Não pode ser, ele pensou.
Entretanto, o inconfundível aroma de seu enjoativo perfume floral flutuou até ele. A Duquesa viúva de Blackwood.
O que faz aqui? Ele perguntou.
— Essa é a maneira de saudar sua avó?
Série Regência Barrister
1- Circunstâncias Atenuantes
2- Na Cama do Advogado
Série concluída

12 de junho de 2018

Se Casar com um Lord Escocês

Série Highlanders 
A batalha não é estranha para o Highlander Campbell Sinclair, então quando ele vê um rapaz sendo atacado por bandidos, ele pula para o combate. Ele não contava em ser esfaqueado.

Grato ao garoto por cuidar dele até recuperar a saúde, Cam se oferece para escoltar Jo com segurança até seu destino. Mas quando ele acidentamente se depara com o moço se banhando no rio, Cam descobre que Jo na verdade é Joan... com as mais pecaminosas curvas.
Joan prometeu à mãe que iria entregar um pergaminho ao clã MacKay. Mas viajar sozinha é perigoso, mesmo disfarçada de menino. 
Quando um guerreiro escocês oferece ajuda, ela fica mais que aliviada... até que ele a surpreende com vagarosos beijos e carícias que provam que o disfarce dela não o enganou. Enquanto a paixão deles inflama irão os segredos do pergaminho forçar um casamento... e conduzir a um amor que ela nunca conheceu?

Capítulo Um

Cam ouviu o problema na trilha à frente antes mesmo de vê-lo. Os gritos o fizeram instintivamente diminuir o passo de seu cavalo quando contornou a curva, mas quando viu um rapaz sendo segurado pela gola da camisa e espancado por um homem grande como um touro, Cam pegou sua espada e esporeou o cavalo para que se movesse mais rápido. Um segundo depois alcançou o par.
O baque de suas botas batendo no chão fez o assaltante olhar ao redor apenas a tempo de ver o punho da espada de Cam, pouco antes de bater na cabeça do grande idiota. O sujeito desabou como uma pedra, infelizmente caindo sobre o menino e pousando com força suficiente para gerar um gemido de dor no quase inconsciente rapaz.
Estremecendo em simpatia, Campbell usou sua bota para rolar o vilão de cima do rapaz. No momento em que o peso do homem foi removido, o rapaz abriu os olhos inchados e enegrecidos, e os semicerrou incerto.
— Você está seguro. Cam disse e se inclinou para lhe oferecer a mão para levantar.
Em vez de tomá-la, porém, o rapaz olhou além dele, os olhos inchados alargando-se ligeiramente com horror. Cam instintivamente começou a se endireitar, mas um golpe em sua lombar o fez cambalear. Ele conseguiu evitar pisar no rapaz e recuperou o equilíbrio depois de alguns passos, em seguida, virou-se para enfrentar o seu assaltante.
Assaltantes, Cam corrigiu-se sombriamente quando notou os três homens que agora enfrentava. Todos tinham rostos sujos e usavam roupas esfarrapadas. Nenhum deles era tão grande quanto o homem que ele tinha nocauteado, mas também não eram pequenos e cada um tinha uma arma diferente. 
O careca do lado esquerdo segurava uma clava, aquele com o longo cabelo escuro na direita segurava uma espada velha e enferrujada, e o ruivo no meio segurava uma faca da qual escorria sangue.
Seu sangue, Cam percebeu quando sentiu um líquido quente escorrendo por suas costas e perna. Ele não tinha sido socado nas costas, tinha sido esfaqueado. Com a boca comprimida, ele levantou a espada, puxou uma pequena lâmina da cintura com a mão esquerda e começou a avançar, sabendo que não teria muito tempo antes da perda de sangue enfraquecê-lo.
 Tinha que cuidar dos homens antes que isso acontecesse, ou ele e o menino, sem dúvida, seriam encontrados mortos no lado da estrada quando o próximo viajante passasse por ali.
Cam lançou a faca no homem com a lâmina sangrenta primeiro, esperou tempo suficiente para vê-la se enterrar em seu peito, então balançou sua espada para o homem à direita.
Apesar de suas roupas esfarrapadas e condição imunda, o homem manejava sua espada velha e enferrujada melhor do que Cam esperava. Ou talvez ele mesmo já estivesse enfraquecendo, e isso - combinado com a preocupação de ser atacado por trás pelo terceiro homem a qualquer momento - afetava suas habilidades. Seja qual fosse o caso, demorou ao Cam meia dúzia de golpes de espada para seu adversário finalmente cair.
Espantado que ainda não tivesse recebido meia dúzia de golpes na cabeça e nas costas, Cam virou-se para enfrentar o outro homem, só para encontrá-lo no chão. O menino estava em cima dele, com a lâmina sangrenta do homem ruivo na mão.
— Ele ia te atingir. O rapaz disse defensivamente, deixando cair a lâmina quando olhou para cima para ver Cam observando-o.
Abrindo a boca para agradecer o rapaz, Cam deu um passo adiante, mas sua boca fechou quando se viu de repente de joelhos. Ele olhou para baixo confuso quando sua espada em seguida deslizou de seus dedos, e virou os olhos perplexos para o menino. Mas no momento seguinte, encontrou-se plantado no chão e perdendo a consciência.
Joan olhou para o escocês com espanto. Em um minuto ele parecia forte e bem, lutando contra seus agressores, no próximo estava caído de bruços na estrada. Parando para pegar a faca novamente, ela rapidamente a limpou nas costas do homem morto para remover o sangue, e depois enfiou-a no cinto da cintura e passou por cima dele para chegar ao lado de seu salvador.
Seu olhar encontrou imediatamente a mancha escura na parte de trás do seu kilt e não precisou tocá-lo para saber que era sangue.
Ele tinha sido esfaqueado, Joan percebeu, surpresa com o quão sério o ferimento era. Ela tinha visto o homem ruivo aproximar-se dele por trás com a faca erguida e assumiu que o tinha esfaqueado, mas quando seu salvador lutou tão eficazmente, pensou que talvez tivesse sido apenas uma ferida insignificante. A quantidade de sangue em suas costas e ensopando seu kilt, das nádegas para baixo, no entanto, sugeria que a ferida era ainda mais feia afinal. De fato, agora ela estava espantada que ele conseguiu lutar.
Suspirando, Joan se sentou sobre os calcanhares e olhou ao redor. Tinha certeza que três dos homens estavam mortos, mas o homem que estava batendo nela quando seu salvador chegou estava apenas inconsciente. Brevemente, ela considerou retificar essa situação, mas Joan era uma curandeira. 
Matar um homem inconsciente, mesmo aquele que tinha batido nela momentos atrás, ia contra tudo o que acreditava.
Seu olhar deslizou de volta para seu salvador e Joan levantou o plaid para ver a ferida. Ela teve uma visão de sua bunda primeiramente, mas esta não era a primeira vez que atendia um homem ferido e sua formação a refreou, permitindo-lhe ignorar o seu traseiro nu e, em vez disso, focar sua atenção a lombar dele.
— Droga!


Série Highlanders 
1-  Uma Noiva Inglesa na Escócia
2-  Se Casar com um Lord Escocês

10 de junho de 2018

Quando um Lorde precisa de uma Lady

Série Lordes e Ladys
Lorde Graham Spencer precisa de uma esposa.

Mas não qualquer jovem. Deve ter o dinheiro necessário para salvar sua propriedade dilapidada e inquilinos desesperados. Então, quando ele conhece uma encantadora criada americana na praia de Brighton, a última coisa que deve fazer é beijá-la.
Katherine Wright está caçando um marido com título.
Ou pelo menos sua mãe está. Mas Katherine não pode tirar da sua mente a lembrança de um beijo dos mais impróprios. O belo estranho que a tomou em seus braços em Brighton era apenas um valete, mas mesmo sendo uma herdeira, preferiria passar a vida com ele a um aristocrata britânico.
Poderia o verdadeiro amor sobreviver a duas identidades falsas, duas mães maquinadoras e duas festas campestres onde tudo é revelado? Poderia...


Capítulo Um

― Estou morrendo.
Katherine Wright soltou um pequeno e silencioso suspiro ao escutar as palavras de sua mãe, enquanto olhava para a praia lotada desde sua suíte no Grand Hotel. Brighton não era nada comparada a Newport. Não havia nada de distinto ou opressivo naquele famoso local de férias. Estava lotado com o que sua mãe chamava de ralé. Era estridente e barulhento. Era… maravilhoso.
― Estou morrendo, ― insistiu sua mãe, tirando a compressa fria da testa e colocando-a diretamente sobre os olhos. ― Eu fui levada a acreditar que Brighton era o lugar para ir. O lugar. Charles Dickens costumava passar férias aqui.
― Isso foi há vinte anos, mãe. E eu prefiro assim. É tão vivo. E não podemos colocar defeitos no hotel ou na sua clientela. É tudo muito charmoso. Essas máquinas de banho. Realmente ― disse Katherine, olhando para a fila de pequenos vagões cobertos que as mulheres recatadas usavam para trocar de roupa antes de se banharem fora de vista. 
Ela usou uma ontem, cedendo à curiosidade. Levou seu traje de banho em uma bolsa, subiu a bordo e se trocou enquanto o vagão era puxado por um cavalo de aparência muito triste, aproximadamente 15 metros dentro da água. O condutor entrou na água e um conjunto de escadas caiu produzindo um pequeno salpico. Pisou cuidadosamente na água fria, seus pés calçados em chinelos afundando apenas um pouco na areia dura. Os vagões estavam posicionados de maneira que nenhum olho masculino pudesse espionar uma mulher enquanto usava seu traje de banho. Depois de nadar um pouco, saiu da água sozinha e estava terminado.
Como aquilo era diferente das férias de dois anos atrás que passou na casa de sua avó em Nova York quando, vestindo apenas roupa interior, ela corria até uma grande pedra de onde saltava para a água fria do lago com um grito de contentamento. Sua mãe teria desmaiado se soubesse disso. Mesmo ali, naquela carroça estúpida, sua mãe estava diligentemente assegurando-se de que nenhum homem vislumbrasse um tornozelo, ou pior, talvez a curva da sua panturrilha, quando desceu a escada.
Sua mãe não a acompanhou, mas esperou na máquina de banho, reclamando sobre o cheiro estranho em Brighton.
― É o mar ― disse Katherine. ― Acho que cheira bem.
Katherine desviou os olhos das máquinas de banho e olhou para sua mãe. Tinha um aspecto horrível. Fazia anos que sofria de dores de cabeça, mas esses acessos pareciam ser mais frequentes ultimamente ― e justo no momento de fazer algo que sua mãe não tinha interesse em fazer. Hoje, tinham planejado caminhar ao longo do cais. Os ingleses o chamavam de passeio. Katherine simplesmente amava a forma como os ingleses faziam tudo parecer mais especial. Era um dia glorioso e Katherine ansiava sair e juntar-se a multidão.
― Tantas pessoas. Quem é essa gente? Eu posso dizer que esse não é absolutamente o tipo de pessoa que fui levada a acreditar que encontraria em Brighton. Eu posso ouvi-los daqui. Feche a janela, querida.
Elizabeth Wright era uma boa mulher, Katherine sabia, mas era terrivelmente esnobe.
Era verdade que Brighton atraia uma multidão eclética, e Katherine começava a suspeitar que Lady Haversly, quem as introduziria na sociedade neste outono, simplesmente quis se livrar das duas durante o verão. 
― Disseram-me que eles chegam aqui de trem, ― disse Elizabeth. ― Escapando da cidade em massas, como ratos.
Katherine encarou sua mãe, ainda que os olhos da mulher mais velha estivessem cobertos pela compressa. ― Eu realmente gostaria que a senhora não fosse sempre tão esnobe, mãe.
― Você vai ficar contente quando for uma duquesa. ― Disse Elizabeth de maneira presunçosa.
Katherine suspirou profundamente. Não queria ser uma duquesa, marquesa ou mesmo uma baronesa. Queria voltar a New York e ir à universidade, tal como sempre desejou. 
Qual era o sentido de todo aquele estudo ao qual foi forçada senão para prepará-la para uma educação universitária? Quando abordou aquele tema com sua mãe, foi como se tivesse anunciado que queria se tornar uma prostituta. Foi quando se deu conta, com crescente horror, que todas as lições de linguagem, filosofia e história europeia foram para prepará-la para sua vida como uma nobre. Foi uma operação bem orquestrada e cuidadosamente planejada e Katherine quase admirava a capacidade da sua mãe de permanecer focada no prêmio todos esses anos.
― O dinheiro é grosseiro, querida. Mas um título é algo que você não pode comprar. Eu gostaria que minha própria mãe tivesse feito por mim o que eu fiz por você.
Não ocorreu à sua mãe que exibir o dote dela na frente de um nobre empobrecido era equivalente a comprar um título. E  não lhe ocorreu que se a avó a tivesse casado com um nobre, Katherine não existiria. Pelo menos não na sua forma atual.
― Eu vou ler no meu quarto, ― disse Katherine. ― Eu espero que a senhora se sinta bem o suficiente para comparecer ao jantar. Soube que o duque de Monmouth irá.
Isso animou sua mãe. ― Um duque, você disse?
― É apenas um rumor. ― Mentiu Katherine sobre um título que se extinguiu com a infame decapitação do duque de Monmouth no século XVI. Ela afastou a pontada de culpa que sentiu por mentir à sua mãe.
Elizabeth afundou a cabeça no travesseiro, arrancando o pano frio da sua cabeça. ― Se ele vai comparecer, eu simplesmente terei que aguentar a dor. É uma oportunidade que não podemos perder. Um duque. Isso faria com que tudo fosse perfeito, não faria? Se bem que eu miraria no duque de Penfrey. Ele é supostamente bonito e tem uma casa tão adorável em Londres.
Katherine olhou sua mãe com divertida exasperação. Ela distraia Katherine, mas amava sua mãe com todo o seu coração.
― Sim, seria agradável, não seria? ― Disse suavemente.
Caminhou até sua mãe, gentilmente substituiu a compressa e então beijou sua bochecha. ― Eu a verei então à noite, na nossa pequena sala de jantar. As oito?
― A menos que o duque esteja aqui, ― Disse Elizabeth suavemente, soando como se já caísse no sono.
― A menos que o duque esteja aqui, ― Disse Katherine e então saiu do quarto na ponta dos pés...
― Ah não, senhorita. Perderei meu emprego se a pegarem. ― Clara, a leal criada de Katherine e parceira no crime, não parecia nem um pouco preocupada. Seus olhos brilhavam com excitação. Que criada ruim era ela. Katherine piscou um olho.
― Isso não vai acontecer, Clara. Minha mãe não vai te despedir porque eu não permitiria isso. ― Olhou no espelho e sorriu. Parecia tão... ordinária. Apenas uma garota saindo para um passeio. Estaria procurando por alguém na praia, mas na realidade estaria gloriosamente sozinha sem ninguém ao seu redor vigiando com olhos de águia a qualquer cavalheiro sem título que pudesse ousar pousar os olhos nela.
Ontem, pela primeira vez, vestiu a roupa da sua criada e colocou um pequeno chapéu com uma pluma azul, e caminhou sozinha ao longo da praia. Durante dez minutos inteiros. 
Foi a coisa mais gloriosa e talvez mais assustadora que já fez. Sentir o vento contra as suas bochechas, deter-se e assistir as crianças jogando, pensar em como seria sentir a areia entre os dedos do pé. Provou um pouco de uma massa frita coberta com açúcar branco que nunca tinha visto na sua vida. Foi o céu na sua boca.
E ia fazer aquilo tudo novamente hoje.
― E se a sua mãe descobrir? 











Série Lordes e Ladys
1- Quando um Duque diz Sim
2- A Filha do Lord Louco
3- Quando um Lorde precisa de uma Lady 

8 de junho de 2018

Tentação de Natal do Visconde

Uma tentação irresistível...

Certos indivíduos podiam considerar Lady Amelia Pembroke uma espécie de mulher gerenciadora, mas, na verdade, a maioria das pessoas estaria perdida sem a sua ajuda. 

Ora, o rumor mais recente é que o libertino Visconde Sheffield está cancelando a festa do ano porque não tem tempo para saraus tolos. Ele não precisa de tempo – ele precisa dela!
Quando um raio de luz destrói o local para a festa anual de Natal de sua família, Lord Benedict Sheffield pretende desfrutar de umas férias relaxantes dessa vez. Mas depois de doze dias das sedutoras táticas de guerrilha de Lady Amélia, ele está até a gravata com enfeites... e caindo de cabeça no amor.

Capítulo Um

12 de dezembro de 1815, Londres, Inglaterra
Lady Amelia Pembroke olhou para cima a partir do almanaque já gasto em seu colo enquanto seu irmão, o Duque de Ravenwood, entrou no salão amarelo com uma carranca distraída.
O salão amarelo, apesar de ser parte integrante da mansão ducal de inverno, era estritamente do domínio de Amelia. As estantes estavam cheias de fileiras de revistas encadernadas em couro contendo página após página escrita na mão pequena, precisa de Amelia. 
A mesa de madeira de cerejeira próxima da janela da sacada continha a correspondência do dia, empilhadas de acordo com a prioridade. A cesta de grandes dimensões ao lado da poltrona de abas dela estava cheia com uma semana de periódicos, a tinta usada estava cinza de ter sido tratada muitas vezes.
Amelia marcou seu lugar com uma fita verde vivo e colocou o almanaque de lado. A presença de seu irmão só podia significar que ele precisava de sua sabedoria em algum assunto. Não havia nada que ela gostava mais do que a oportunidade de colocar sua mente para o uso prático.
Embora soubesse que um beijo não era exigido dela – sendo um uso improdutivo do tempo de alguém – ela levantou-se da cadeira para beijocar a bochecha de seu irmão. 
Ravenwood sempre foi um jovem muito solene, orientado pelo dever, mas ambos os seus sorrisos e sua presença tinham sido muito escassos nestes últimos meses, desde que seus amigos de infância finalmente chegaram em casa da guerra.
Alguns deles, isso é. A braçadeira preta nunca deixou de cercar o braço esquerdo de Ravenwood. Ela lutou contra o impulso de abraçá-lo apertado. Se não fosse por já ter herdado um ducado, ele sem dúvida teria seguido os seus amigos para a guerra.
Menos certo era se ele teria voltado para casa.Ela caminhou para o fogo para mascarar seu estremecimento.
– Bom dia, irmão. A que devo a honra desta visita? – Quando ele não se juntou a ela diante do fogo, ela se virou para encará-lo. – Há alguma coisa errada?
Ravenwood passou a mão pelo cabelo castanho ondulado, estragando o cuidadoso trabalho de seu valete.
Ou não. Dada a popularidade do penteado “coruja assustada” de hoje em dia, Amelia não conseguia entender que muito esforço estivesse envolvido absolutamente.
Ele olhou para o relógio em cima da lareira.
– Eu odeio incomodá-la com mudanças de última hora...
– Seja qual for o problema, não tema. Meus planos são meticulosos o suficiente para suportar interrupções de qualquer tipo.
– Sim, bem, mesmo você não poderia ter previsto este desastre, e nada vai corrigi-lo. O almoço desta tarde...
Antes que ele pudesse completar esse pensamento, uma batida soou na porta da sala.
Com um sorriso de desculpas, Amelia levantou um breve dedo para indicar que a conversa continuaria em breve.
– Um momento, eu estive esperando um mensageiro. Entre!
Um dos lacaios chefes entrou na sala, o rosto preocupado.
– Eu fui incapaz de buscar a senhorita Azzara, minha senhora.
Ela levantou uma sobrancelha.
– Ela não estava em casa?
– Oh não, minha senhora. Se foste esse o caso, eu certamente teria esperado o seu regresso. Temo que a Senhorita Azzara contraiu caxumba, e não será capaz de fazer sua performance hoje depois de tudo.
A boca de Ravenwood se separou em surpresa.
– Senhorita Azzara de Drury Lane? Você tinha mencionado que iria proporcionar entretenimento musical como parte do almoço de hoje, mas eu nunca sonhei que você quis dizer a segunda mais famosa cantora de ópera em toda Londres.
– Uma coisa boa, também, uma vez que parece que isso não deverá acontecer.
– Que esta seja uma lição, Amelia. Nenhum plano é muito meticuloso para circunstâncias imprevistas descarrilarem.
Ela inclinou a cabeça para seu irmão e virou-se para falar com o lacaio.
– Obrigado. Isso é tudo.
Ele fez uma reverência. Mas antes que ele pudesse sair da sala, um segundo lacaio chegou. Este, em grande contraste, era todo sorrisos.
– Pacote entregue, minha senhora. O mordomo a colocou no salão rosa, com o piano.
– Colocou... “Ela”? – Ravenwood ecoou fracamente.
– Senhorita Catalini. – o lacaio explicou. – É para ela cantar esta tarde. Seu homem já está praticando escalas com ela.
– Senhorita Angelica Catalini? – Ravenwood balançou a cabeça para trás, para Amelia. – A cantora de ópera mais célebre em toda Londres?
– Nós prometemos entretenimento musical. – ela o lembrou com um sorriso. Ela acenou para os lacaios. – Obrigado, cavalheiros. Vocês fizeram bem.
Ravenwood continuou a olha-la.
– Você sabia que a Senhorita Azzara contrairia caxumba?
– Claro que não. Como já tentei imprimir em você, uma mulher inteligente faz planos para todas as exigências.
Ele apontou para as costas em retirada dos lacaios.
– E se ambas as cantoras chegassem?
– Então, elas poderiam ter tomado turnos em conjuntos, ou realizado uma série de duetos. – Ela juntou os dedos. – Agora será simplesmente uma exclusiva.
Rodas distante de uma carruagem faziam ruído sobre o cascalho congelado da estrada ducal. Ravenwood se virou para ela com horror.
– Cedo! 



Série Duques da Guerra

1- Tentação de Natal do Visconde
1.5- O Feriado de Lady Amélia

O Feriado de Lady Amélia

Série Duques da Guerra (Bônus)

Dezembro
Londres, Inglaterra

Amélia St. John, Viscondessa de Sheffield, ainda estava no meio de salvar o mundo, quando outro lacaio irrompeu na sala rosa, para soar o alarme de desastre iminente. 
Uma mulher menor poderia ficar perturbada com o fluxo interminável de interrupções, mas 
Amélia saudava cada um com prazer. Eles não eram seus desastres, afinal de contas. Planos estabelecidos por sua mão cuidadosa, nunca tinham terminado em catástrofe. E, embora nunca se considerasse uma intrometida, Amélia não podia negar a profunda sensação de prazer de colocar em risco o problema de todos os outros.


Série Duques da Guerra
1- Tentação de Natal do Visconde
1.5- O Feriado de Lady Amélia (Bônus)

6 de junho de 2018

Como o Duque Foi Conquistado

Série Os Duques Desgraçados
Solicita-se o favor da sua companhia em Warbury Park. Quatro encantadoras damas virão… Mas apenas uma delas poderá tornar-se uma duquesa.

James, o escandaloso e incivilizado Duque de Harland, necessita de uma noiva com uma reputação imaculada para um acordo estritamente de negócios. A luxúria está proibida e o amor está fora de questão.
Quatro damas. Três dias. O que poderia correr mal?
Ela não é como as outras…
Charlene Beckett, a não reconhecida filha de um conde e uma cortesã, recebeu uma proposta que irá mudar a sua vida, fazer-se passar pela sua meia-irmã, lady Dorothea, e ganhar a proposta do duque. Tudo o que tem de fazer é:
* Ser uma perfeita Rosa Inglesa (Ah!)
* Respirar, sorrir, e fazer reverências em vestidos terrivelmente apertados (amaldiçoado seja o corpo de sílfide de lady Dorothea)
* Encantar e seduzir um duque selvagem (sem que ele perceba)
* Manter o triste duque, muito longe do seu coração (não importa quanto a ideia seja tentadora)
Quando os segredos forem revelados e a paixão suplantar tudo, James terá de decidir se a última mulher que deve desejar é aquela de quem ele precisa. E Charlene tem de decidir se a promessa de uma nova vida vale o risco de perder tudo… Incluindo o seu coração.  Para o meu cavaleiro vestido com Carhartts.

Capítulo Um

Surrey, 1817
Ela serve perfeitamente.
James fez pontaria aos seus cachos dourados e sorriso sereno e lançou o seu punhal. Mesmo no alvo. Mesmo no meio entre os seus plácidos olhos azuis.
― Uma excelente escolha, Vossa Graça. ― Cumberford puxou os óculos para a ponta do nariz e consultou um livro. ― Lady Dorothea Beaumont, a filha mais velha do Conde de Desmond.
Lady Dorothea. Uma égua puro sangue para produzir campeões.
― O que pensas dela, Dalton?
A única resposta foi um inebriado ronco. O amigo de James, Garrett, Marquês de Dalton, estava totalmente esticado no sofá, um braço balaçando na extremidade, ainda segurando um copo de brandy vazio.
James escolheu outra adaga da caixa de couro e remirou os esboços a pastel que ele encomendara anonimamente a um ilustrador de gazetas.
Plop! A sua lâmina perfurou um delicado pescoço de cisne. Plop! Perfurou um nariz aristocrático.
Cumberford recitou linhagens, afastando-se o mais possível das facas.
James serviu-se de mais brandy.
Como é que chegara a este ponto? Ele era a desgraça da família, o demônio exilado, o candidato suplente. Ele devia estar abrindo um caminho na selva das Índias Ocidentais, não estar escolhendo candidatas a duquesas.
O casamento nunca tinha estado nos seus planos.
O seu próximo lançamento desviou-se para oeste, falhando por pouco o nariz de Cumberford, e ficou preso na capa de pele de cor vermelha da obra “ The Life and Times” do seu venerável antepassado, o primeiro Duque de Harland.
Se Cumberford desaprovou que James destruísse as paredes da livraria forradas a painéis de mogno, não o demonstrou. Já era o procurador de Harland há demasiado tempo para demonstrar emoções.
― Droga! ― Disse James.
― Que se passa? ― Dalton finalmente levantou a cabeça das almofadas do sofá.
― Quase acertei no Cumberford.
― Está tudo bem, Vossa Graça ― disse Cumberford.
― Quase o quê? Porque é que tens uma faca na mão? ― Dalton gemeu e levantou o cotovelo acima dos olhos. ― Onde é que eu estou?
James inclinou a cabeça e um lacaio serviu outra bebida a Dalton.
Dalton fechou os seus olhos azuis injectados de sangue.
― Vou ficar doente.
― Nada disso. ― James arrancou o amigo do sofá e enrolou os dedos de Dalton á volta do cabo da faca. ― Torna-te útil.
Dalton ficou olhando para a adaga.
– Tens razão. Uma vez que sejas apanhado na armadilha do matrimônio, eu serei a tua última e final esperança. Vai ser odioso. Eu devia acabar com tudo agora.
― Tu não, idiota. ― James virou-o até ele ficar de frente para as beldades em papel colocadas em fila. ― Uma delas.
Três esfaqueadas damas fitaram-no de volta. Não pareciam gostar de terem sido transformadas em almofada de alfinetes. James juraria que os olhos bem abertos de lady Dorothea tinham encolhido.
― Tu não pensaste bem nisto ― disse Dalton. ― Vão cair-te em cima como uma matilha de lobos. Warbury Park vai ficar inundado de fêmeas coniventes. Tenho de partir. Agora. ― Ele deu um passo vacilante.
James segurou-o com firmeza.
–Uma vez que chegaste sem avisar, podias pelo menos ficar para ajudar a avaliar as candidatas.
― Se tens de entrevistar uma esposa, porque não esperas pela Temporada, como uma pessoa civilizada? ― Dalton deu uma palmada na testa com a mão livre. ― Oh, espera. Esqueci-me. Tu nunca foste civilizado. Sabes como te chamam em Londres? “Vossa Desgraça.”
― Já me chamaram coisas piores.
― Ao menos pensa em aparar essa barba selvagem. Faz-te parecer um pirata.
― Limita-te a atirar a faca.
Dalton fitou a fila de desenhos afixados na parede da biblioteca.
― São todas iguais ― disse com voz arrastada. ― Lábios macios e pestanas trêmulas. Até te caçarem. Aí são só línguas de harpia e olhares de Medusa. Transformam um homem em pedra só por olhar, de relance, outra mulher. Não tem graça, digo-to eu. Nenhuma.
James encolheu os ombros.
― São os pais que eu realmente adoro. Cumberford garantiu-me que estes são os homens mais influentes com filhas elegantes e refinadas.
― Ah ha!

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