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16 de abril de 2012

Como se Casar com um Príncipe

Trilogia Irmãs Royle
Um sonho de Cinderela... 

Princesas costumam usar uma tiara na cabeça. 

Sendo assim, quando a tiara lhe servir, não desista de usá-la. E é exatamente isso que Elizabeth Royle pretende fazer. 
Afinal, se não conseguiu ser reconhecida como filha de um príncipe o mínimo que merece por direito é se casar com outro. 
Elizabeth, a mais nova das famosas irmãs Royle, quase perde os sentidos quando encontra seu futuro marido, um homem que antes tinha visto unicamente em sonhos, e que descobre tratar-se de um príncipe. 
Sua alegria, porém, dura pouco, pois ela logo fica sabendo que Leopold está noivo de outra jovem, ninguém menos do que a princesa Charlotte. 
Qualquer outra mulher, na mesma situação, recuaria, mas não Elizabeth. 
Afinal, ela é uma Royle... Recusando-se a abrir mão de seu sonho, Elizabeth assume a posição de dama de companhia de Charlotte, determinada a se aproximar de seu par perfeito. 
Mas o homem que ela deseja não é quem parece ser... e somente depois de descobrir a verdade é que ela encontra o amor pelo qual esperou a vida inteira... 

Capítulo Um 


Londres, 1815

Estava chovendo um pouco. Só um pouco, sua irmã dissera. 
Elizabeth Royle olhou com desalento para sua saia de musselina ensopada. 
Ela e Anne mal haviam começado a caminhar, e já estava molhada até os joelhos. 
O guarda-chuva que dividiam não a tinha protegido da água que caía como uma cortina sobre a rua Pall Mall e que encharcava não só a saia, mas também a pelerine azul que usava sobre o vestido. Seu traje de passeio ficaria arruinado, nunca mais voltaria a ser o mesmo. 
Elizabeth não teria concordado em sair às compras naquele dia horrível se não fosse pelo fato de que sua irmã iria embora para Brighton no dia seguinte, em viagem de lua-de-mel. 
E Elizabeth compreendia que ela precisava adquirir mais alguns itens de última hora. 
Fazia tempo que elas tinham aprendido a importância de estar sempre impecavelmente arrumadas e bem-vestidas. 
Elizabeth descobrira, por exemplo, que um chapéu bonito podia esconder sua pouco atraente cabeleira ruiva e proteger a pele branca dos efeitos do sol, evitando as sardas que fatalmente apareceriam. 
Ela, mais do que ninguém sabia escolher roupas que destacassem seus melhores atributos físicos, disfarçando os menos favoráveis. 
Sair com Anne naquela manhã lhe dava ao menos a oportunidade de contar à irmã um pouco sobre o homem com quem pretendia casar. 
Quem sabe Anne até adiasse a lua-de-mel por uns dias para poder assistir ao casamento.
Isto, é claro, se Elizabeth já tivesse marcado a data. 
Ou se ao menos soubesse o nome do noivo. 
— Pelo amor de Deus, Lizzie! Tudo não passou de um sonho — disse Anne, revirando os olhos com impaciência. 
— Mas não foi um sonho qualquer — retrucou Elizabeth. 
— Como assim? — Foi uma espécie de premonição, Anne. Ontem à noite embrulhei um pedacinho do seu bolo de casamento e coloquei embaixo do travesseiro, como a sra. Polkshank recomendou. E a simpatia deu certo! Sonhei com o homem com quem vou me casar. 
Anne afastou uma mecha molhada de cabelo que lhe caía sobre a testa e segurou com mais força o braço da irmã. 
— Sei... e você acha que esse homem será um... príncipe? Nada menos do que um príncipe? 
— Isso mesmo — Elizabeth afirmou, convicta. 
— Não percebe que é ridículo? Quem foi que você viu no sonho, afinal? Como sabe que esse homem era um nobre? — questionou a irmã com ar cínico, enquanto continuavam a caminhar. — Pense bem, Lizzie. Foi só um sonho... Um sonho, entendeu? 
— Mas eu vi!

Trilogia Irmãs Royle
1 - Como Seduzir um Duque
2 - Como Conquistar um Conde
3 - Como se Casar com um Príncipe
Trilogia Concluída

15 de abril de 2012

Como Conquistar um Conde

Trilogia Irmãs Royle
Ela pensou que ele estivesse sozinho. 
A última coisa que o conde MacLaren deseja é uma esposa. 
Por isso, ao acordar e descobrir uma beldade de cabelos loiros deitada em sua cama, ele se comporta como qualquer outro homem faria, aproveitando-se da deliciosa situação.
Então sua família irrompe quarto adentro, e a atrevida jovem anuncia que é sua prometida. 
E Maclaren se vê prestes a ser fisgado para sempre! 
A tímida e recatada Anne Royle nunca fez algo tão insano em toda sua vida. 
Ela entrou no quarto do conde, não com o intuito de seduzi-lo, e sim de encontrar um documento que poderia revelar a verdade sobre sua descendência. 
Agora, porém, seu mundo virou de pernas para o ar, e ao mesmo tempo que entra em pânico só de pensar na noite de núpcias, Anne se vê ansiando por esse momento, de uma maneira que nunca imaginou ser possível...

Capítulo Um

Ela pensou que ele estivesse sozinho. A última coisa que o conde MacLaren deseja é uma esposa. Por isso, ao acordar e descobrir uma beldade de cabelos loiros deitada em sua cama, ele se comporta como qualquer outro homem faria, aproveitando-se da deliciosa situação. 
Então sua família irrompe quarto adentro, e a atrevida jovem anuncia que é sua prometida. 
E Maclaren se vê prestes a ser fisgado para sempre! 
A tímida e recatada Anne Royle nunca fez algo tão insano em toda sua vida. 
Ela entrou no quarto do conde, não com o intuito de seduzi-lo, e sim de encontrar um documento que poderia revelar a verdade sobre sua descendência. 
Agora, porém, seu mundo virou de pernas para o ar, e ao mesmo tempo que entra em pânico só de pensar na noite de núpcias, Anne se vê ansiando por esse momento, de uma maneira que nunca imaginou ser possível...
Bem, antes que fosse obrigada a entrar em ação. Sim. 
Era exatamente isso o que devia fazer. Voltou-se para Elizabeth com um sorriso brejeiro nos lábios. 
— Aposto que consigo atravessar este salão e tomar os copos vazios das mãos dos convidados sem que eles se dêem conta. E ainda deixá-los sem saber o que aconteceu. 
— Claro que não! — Elizabeth riu, perplexa. 
— Só pode estar de brincadeira, Anne. Conheço você. Não sou mais a irmã boboca que acredita em tudo que fala. 
— Está duvidando, então? Será que um dia vai aprender? — Anne apanhou com decisão a mão enluvada da irmã e depositou nela o leque. 
— Segure para mim. Preciso estar com ambas as mãos livres. Assista a isso, maninha... E se prepare para me dar os parabéns depois. 
Laird Allan, o mais novo conde MacLaren, abriu as portas envidraçadas e deu um tapinha no generoso traseiro de sua companheira, incitando-a a adentrar o corredor escuro. 
Apenas uma vela bruxuleava na passagem estreita: luz o bastante para guiar os criados contratados especialmente para aquela noite. A penumbra, entretanto, servia bem a seus propósitos. 
— Quando a verei novamente... hã... milady? 
— Céus, MacLaren, nem sequer sabe meu nome! — A mulher baixou as mangas bufantes sobre os ombros e depois, sem nenhum pudor, ajeitou com ambas as mãos os seios fartos dentro do corpete. 
Ele reprimiu um sorriso ao vê-la fazer um muxoxo e, em seguida, suspirou, fingindo-se pesaroso. — Receio estar um pouco "alto" ainda. Mas saiba, minha doce milady, que embora eu não me recorde de seu nome neste exato momento, estou certo de que é tão adorável quanto a dona. Vai me perdoar por isso? 
— Sempre galanteador! — Ela riu, encantada, e o apertou nas bochechas com as duas mãos, num gesto que Laird execrou. — Não estou assim tão ofendida, fique tranqüilo. Na verdade, meu querido, estou até aliviada. Se não consegue se lembrar do meu nome, é pouco provável que meu marido fique sabendo do nosso... passeio pelo jardim. 
— E casada?! — Os olhos de Laird se arregalaram de espanto. Maldição!, praguejou consigo. 
Por onde andavam as mulheres solteiras, ultimamente? 
Pareciam evitá-lo como se ele estivesse com varíola. 
Afinal, estava mudado... Ou pelo menos vinha tentando mudar. 
A contragosto, retirou um graveto do penteado exagerado de sua companheira. 
— Não me diga que não sabia — a bela dama murmurou, rindo. — Não se preocupe. Meu marido já está velho demais para se importar com essas coisas, enquanto você, meu lindo e viril conde... — Fitou-o dos pés à cabeça com lascívia e soltou um longo suspiro. — Além do mais, ainda nem me mostrou o tal "jardim do luar". 
Laird ergueu uma sobrancelha. — Como sabe sobre o jardim do luar? 
— É só no que se fala esta noite, por aqui. Dizem que, com a lua cheia, o lugar é mágico... 

Trilogia Irmãs Royle
1 - Como Seduzir um Duque
2 - Como Conquistar um Conde
3 - Como se Casar com um Príncipe
Trilogia Concluída

12 de outubro de 2011

Inocente Sedutora




Minha amiga, saiba que eu, Meredith Merriweather, arquitetei um plano para provar que o famoso "regenerado ex-conquistador" Alexander Lamont continua sendo tão conquistador quanto antes.

E que essa história de que ele tenha se tornado um homem respeitoso, não passa de pura enganação.
Para completar meu guia de conselhos úteis para jovens damas, e evitar que se deixem engabelar pela lábia de homens infames como ele, estou disposta a me oferecer como isca!
Agora, o impertinente diz que eu sou a mulher da vida dele!
Tudo bem... eu até admito que Alex tem olhos lindos e um sorriso irresistível...
Mas, Senhor do céu, será possível que meu destino é me sentir atraída por homens do tipo em quem nenhuma dama de respeito pode confiar...
Quanto mais se apaixonar?

Capítulo Um

O calor emitido pelo fogo do antigo balão era tão intenso que gotas de suor brotavam sob o espartilho de Meredith Merriweather.
Apesar do calor, a persistente senhorita apontava com firmeza seu binóculo na direção do elegante cavalheiro que caminhava às margens do encrespado Serpentine, apenas alguns metros abaixo.
— Senhor, não poderia abaixar o balão um pouco mais? — Meredith pediu educadamente ao piloto. — Ele está indo embora!
— Tentarei fazer o possível, senhorita, mas não prometo nada — o irlandês resmungou.
Focalizando com o binóculo foi possível ver uma mulher de cabelos pretos vindo da direção norte.
Vá em frente, Giselíe - Meredith comentou consigo mesma – Use todo seu charme.
A beleza sedutora da cortesã francesa era irresistível a qualquer homem. Aquele não seria exceção.
A imensa sombra do balão encobriu o cavalheiro ao passar por cima de sua cabeça, escondendo o sol. Sua reação foi olhar para cima, curioso.
Meredith ficou tensa, mas logo relaxou. Afinal, não havia nada a temer.
Quem iria suspeitar de um balão sobrevoando o Hyde Park? Esse era um acontecimento que vinha se tomando até mesmo banal nos últimos tempos.
Mais uma vez o binóculo mirou Giselle, e foi com certa angústia que Meredith constatou que a moça estava levando o sujeito para debaixo de algumas árvores em vez de ficar a céu aberto, conforme o combinado.
— Vamos acabar por perdê-los de vista. Abaixe o balão um pouco mais, por favor.
— Desculpe-me, senhorita.
— O piloto lançou um olhar cortante para a passageira, que pagara tarifa dobrada pelo passeio. — Se descermos mais, acabaremos nos enrascando na copadas árvores.
A senhorita deve estar muito desesperada para espionar aquele sujeito a ponto de querer arriscar a própria vida dessa maneira!
Que afronta!

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20 de março de 2011

Se uma Estrela Aparecer...

Um pedido às estrelas...

Lady Letitia e lady Viola não entendem nada de casamento! 
As duas insistem que é preciso ter amor... Pois eu, Hannah Chillton, afirmo que basta aproximar um homem e uma mulher e deixar que a natureza faça o resto. E para provar que estou certa, tenho um plano secreto para fazer aquelas duas subirem ao altar! Claro que é um desafio e tanto, considerando-se que ambas já passaram um pouquinho da idade de casar... 
E desde quando o amor tem algo a ver com o casamento que elas estão providenciando para mim? 
Confesso que quando conheci St. Albans, fiquei um pouco sem fôlego, mas depois que nossa carruagem acidentalmente o atropelou, estou convencida de que ele pertence àquela desprezível categoria de homens infames e conquistadores. 
A arrogância dele é insuportável... Verdade que às vezes ele parece tão tímido e carinhoso que chego a pensar se não existem dois St. Albans, totalmente diferentes um do outro. Mas isso seria impossível... Ou não?

Capítulo Um

Cemitério da Abadia Kirkwell, Inglaterra, Devon
Aquele não era o dia de sorte do conde de Devonsfield. Para completar, seu descanso eterno também estava ameaçado.
Aborrecido, o conde levantou a cartola e removeu a peruca para coçar com suas unhas roídas a calva brilhante.
— Bem, o que me diz, Pinkerton?
Seu criado pessoal, um cavalheiro elegante e perspicaz, equilibrava-se perigosamente num dos galhos da imensa sorveira brava que ficava ao lado do mausoléu.
— Acho que o funcionário do cemitério está certo, milorde. Não há outra opção; pelo menos nenhuma que eu possa ima­ginar. Não vejo como adicionar mais um andar ao mausoléu sem comprometer a estrutura.
A resposta não agradou ao conde. Ele, porém, era um ho­mem que aprendera com a vida que as mudanças eram ne­cessárias e invitáveis, e não iria se render diante do primeiro obstáculo.
— Nesse caso, não nos resta alternativa. Teremos de au­mentar nas laterais, Pinkerton. — O elegante cavalheiro olhou paras as lápides vizinhas ao mausoléu de sua família. — Poderemos tentar persuadir os Anatole a remover seus familiares para outro terreno.
A expressão que surgiu no rosto do criado deixava claro que ele não acreditava num desfecho favorável para a idéia, mas acima de tudo vinha sua lealdade e ele aquiesceu.
— Entrarei em contato com os Anatole para verificar a viabilidade de seus planos, milorde.
Com cartola e peruca nas mãos, lorde Devonsfield cami­nhou pelo gramado que circundava o local de repouso de seus antepassados. Em seguida, suspirou ao tocar as paredes de mármore, imaginando se aquilo tudo não era conseqüência de seu terrível azar. Após duzentos anos, o mausoléu dos Devonsfield estava lotado, justamente quando sua passagem pela Terra estava com os dias contados. E a culpa era de seu irmão, sem sombra de dúvida. Mesmo depois do trágico fa­lecimento de todos os familiares do conde num terrível aci­dente — que matara seus dois filhos —, ainda havia um espaço vago que lhe pertencia de direito. Mas então seu ir­mão mais jovem, Thelonius, morrera de repente, utilizando seu lugar no mausoléu.
— Milorde, posso descer da árvore agora? — Pinkerton, como sempre vestido de preto dos pés à cabeça, oscilava ner­voso no galho.
— O quê? Oh, claro! Já terminamos. — O conde acenou-lhe para que descesse. — Por falar em árvore, poderia me ex­plicar melhor o que descobriu sobre minha árvore genealó­gica. Mais especificamente sobre o ramo em que podemos encontrar meu herdeiro? Já faz um mês que aconteceu o acidente e você ainda não localizou aquele que herdará o condado de Devonsfield.
Pinkerton apoiou-se com cautela num galho mais baixo.
— Fique tranqüilo, sir. Sei, por exemplo que o cavalheiro mora na Cornualha. É filho de seu primo em segundo grau.
O conde encarou-o incrédulo e, aproximando-se da árvore, bateu com a bengala no tronco.
— Maldição, Pinkerton. Por que não me disse antes? Pre­ciso falar com o rapaz sem demora. Qual é o nome dele?



11 de fevereiro de 2011

Como Seduzir um Duque

Trilogia Irmãs Royle
Impossível resistir… 

Por que será que o duque de Blackstone está tentando arruinar os planos de Mary de se casar com o irmão dele, o atraente visconde Wetherly? 
Basta ela virar uma esquina que lá está ele, a provocá-la... E quanto mais Mary tenta ignorá-lo, mais insistente ele se torna. 
Mary sabe que precisa fazer um bom casamento, mas Blackstone está longe de ser o noivo ideal!

Ou não? 
Blackstone está determinado a impedir que seu irmão se deixe levar pelo charme de uma pretendente astuta, mesmo que se trate de uma dama tão encantadora quanto Mary Royle. 
Mas até Mary aparecer, mulher nenhuma havia resistido ao seu poder de sedução... 
Será possível que ele esteja apaixonado por aquela jovem enervantemente bela e encantadora? 

Capítulo Um 

Berkeley Square, Londres, Maio de 1814 

Sob o véu da noite, três estátuas humanas se postavam atrás de uma moita de azevinhos, as vozes reduzidas a meros murmúrios. 
— Ele está bem ali. — Mary, a mais velha das irmãs Royle, apontou o dedo branco pelo vão entre os galhos. — Pode vê-lo? É o loiro diante da fonte. Não é extraordinário? 
— Não consigo enxergar nada além da parte de trás de uma cabeça. 
Anne não achava a aventura tão divertida quanto Mary. 
Desde o momento em que haviam saído da mansão da tia, não parava de reclamar sobre o absurdo de terem invadido a festa no jardim do vizinho. 
Contudo, ficar escondida junto à sebe era perfeitamente lógico, segundo a maneira de pensar de Mary. 
Não haviam sido convidadas para a festa... mas o visconde, sim. 
Até então, Mary só o vira cinco vezes, e de passagem. 
E embora fosse excelente para julgar o caráter das pessoas, precisava de mais tempo para avaliá-lo melhor... só para certificar-se. 
Observando-o às escondidas, confirmaria sua opinião inicial sobre o visconde: a de que o jovem era absolutamente perfeito. 
Anne manifestou sua ansiedade para que Mary saísse da frente. 
— Não precisa ser tão impaciente. Darei um passo para o lado, se você tirar a mão de mim com cuidado. 
Anne ergueu um dedo de cada vez e, depois, a palma da mão. 
Mary torceu-se para espiar o dano ao disfarce. 
— Eu sabia! Seus dedos deixaram marcas em mim.
— Vocês duas querem, por favor, baixar o tom de voz? — Elizabeth, a mais nova das trigêmeas, pestanejou, zangada. Tinha os cílios cobertos de pó branco. 
— E se formos pegas? Nossa família ficará arruinada. Sou eu apenas a levar isso em consideração? 
— Está escuro, Lizzie. Ninguém pode nos ver aqui. — Anne tropeçou na barra da túnica grega, mandando uma nuvem de pó branco para o ar. 
— Anne tem razão. Mas também não podemos ver nem ouvir o que se passa lá. Acho que precisaremos chegar mais perto. — Mary fez um sinal para as irmãs. 
Então, viu Anne e Elizabeth trocarem olhares de soslaio. Oh, não. Não iriam desistir agora. Tinham de continuar com o plano. Afinal, haviam prometido ir até o fim! 
— Nem pensem em ir embora! Era esse o combinado: vestir branco e nos cobrir de pó, depois invadir a festa, fingindo sermos estátuas do jardim. Elizabeth bufou. 
— Um plano absurdo. Mas admito que, com o luar, a aparência de mármore é de fato incrível. Anne se encolheu. 
— Sinto como se formigas estivessem passeando por meu corpo. Mary, não sei como nos convenceu a participar. E o motivo? Paixão por um soldado galante? 
Concordo com Lizzie, isso é um absurdo sob todos os aspectos. — Existe um oceano de diferença entre um simples soldado e um herói de guerra. Já mencionei que o título de visconde foi recentemente concedido a ele pelo próprio Regente? Como uma grande recompensa por seu valor em batalha. — Um movimento atraiu a atenção de Mary. 
— Oh, não! O visconde está indo embora. Vamos, temos de alcançá-lo. Elizabeth sacudiu a cabeça com veemência. 
— Vou é pular o muro, voltar para casa e tomar um banho para tirar de cima de mim essa camada de pó branco. — Segurou a mão de Anne para se firmar. — Por favor! Não até que pelo menos o veja. Vamos nos casar, você sabe. 
— É o que você diz. — Anne limpou as folhas secas grudadas no vestido.
— Mas não precisa casar-se com o sujeito só para assegurar nosso futuro. Temos a temporada inteira... e mais, para encontrar a prova de que precisamos. Mary bufou. 
— Sou realista, e vocês deveriam fazer o mesmo. — Observou o visconde levar um cálice à boca, e um suspiro escapou-lhe dos lábios. Oh, está bem, mostre-me! 

Trilogia Irmãs Royle
1 - Como Seduzir um Duque
2 - Como Conquistar um Conde
3 - Como se Casar com um Príncipe
Trilogia Concluída