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31 de agosto de 2018

O Coração do Inspetor O'Brian

Série Os Cavalheiros
Nunca abandonou uma batalha sem lutar, mas ela lhe deixou bem claro que não havia nascido para ficar com ele. 

Abatido, humilhado e com o coração partido, O´Brian se propôs a destruir aquele sentimento que tinha por seu grande amor. 
Entretanto, quando por fim conseguiu não pensar tanto nela, a vida lhe brinda com outra oportunidade e nesta ocasião, não permitirá que April Campbell, viúva do visconde de Gremont, rejeite-o de novo. Superará April o engano e a traição de seu falecido marido? Será capaz de dar uma oportunidade ao homem que nunca a esqueceu? Quem sabe… (Esta é a história de dois personagens que aparecem na novela A Tristeza do Barão: o inspetor O´Brian e a viscondessa viúva de Gremont) 

Capítulo Um

Londres. Outubro de 1867. 
Michael olhava aos dois cavalheiros com ferocidade. Continuava zangado por como tinham irrompido em seu interrogatório e como lorde Cooper confessara na presença destes onde tinha estado antes de ser preso. Duas horas!! 
Ele esbanjou duas horas de seu valioso trabalho para tentar tirar uma declaração que não obteve até que elas apareceram e que, para sua surpresa, não esperava obter. Tinha dado por feito a culpabilidade do detido, teria apostado sua fortuna nisso, entretanto, enganou-se. 
Possivelmente sua mente agitada por aquele ódio que tinha pela aristocracia desde anos atrás não foi capaz de discernir que o homem que se encontrava em frente a ele era uma pessoa honrada e humilde, embora ostentaria, futuramente, o título de barão. A fama de respeitoso e incorruptível era a melhor apresentação de lorde Cooper, mas ele não acreditava nesse tipo de etiquetas sociais. 
Quantos aristocratas decentes tinham utilizado o poder que lhes outorgava seu sangue azul, para livrar-se de suas maldades? Dezenas. Não obstante, era certo que Federith Cooper sempre se manteve em um discreto segundo plano. Apesar de sua famosa vida de libertino, que se aplacou após casar-se com a falecida, não provocou nenhum tipo de escândalo em Londres. Michael cruzou os braços e dirigiu os olhos para seus acompanhantes. 
O duque, um homem com uma figura autoritária e severa apesar da cicatriz em seu rosto e aquela mão que escondia nas costas, não deixava de olhar para o exterior de maneira hesitante. O´Brian imaginou que meditasse sobre o austero e sombrio lugar onde se encontrava seu amigo e rezava em silêncio por liberá-lo de seu cativeiro. 
Todo mundo conhecia a relação que Rutland mantinha com lorde Cooper e ninguém duvidava que, salvo o fato de que não tinham o mesmo sangue percorrendo suas veias, eles sempre se consideraram irmãos. O inspetor franziu levemente o cenho ao recordar um episódio na vida do duque alguns anos atrás. 
Tinha estado a ponto de chegar até ele, de conseguir assinalá-lo como autor de um assassinato, mas ninguém foi capaz de declarar que Rutland matou o conde de Rabbitwood em um duelo. 
Aqueles aos quais fez falar pela força só indicaram que o cavalheiro havia levado um tiro ao descobrir-se que tinha violado a uma mulher que, estranhamente, converteu-se na esposa do duque. «Sem provas, não há caso». Seu antecessor murmurava essa frase todos os dias e era tão certa como a própria vida. 
― Não acredito que sua excelência goste de como o olha ― indicou Roger divertido. 
― Fecha essa boca, Riderland! ― Exclamou zangado. Desesperava-o. Aquele maldito presunçoso o tirava do sério cada vez que estava ao seu lado e, para seu sofrimento, nos últimos dois anos seus encontros tinham sido bastante numerosos. 
Logicamente, teve que investigar o incêndio ocorrido em um terreno do marquês no qual tinha construído uma residência que chamou Children Saved; naquela investigação seu ódio por aquele que o olhava com zombaria aumentou. Como pensava que ia validar sua declaração sem averiguar se suas palavras eram verdadeiras? Um herói? 

Série Os Cavalheiros
1 - A Solidão do Duque
2 - A Surpresa do Marquês
3 - A Tristeza do Barão
4 - O Coração do Inspetor O'Brian
5 - a revisar

28 de julho de 2018

A Tristeza do Barão

Série Os Cavalheiros
Dizem que o amor juvenil nunca se esquece, talvez porque é suficientemente puro e real. 
Depois de anos procurando Anaís Price, sonhando em têla de novo ao seu lado, Federith Cooper terá que se casar com lady Caroline, que leva o filho de ambos em seu ventre, assim pensa ele. Mas sua vida matrimonial é um inferno, sua esposa rejeita sua presença, sua ternura e inclusive sente repulsa por ele, o homem mais educado e respeitoso de Londres. Federith tenta aceitar a vida que lhe calhou, mas... durante quanto tempo poderá manter aquele comportamento frio e aristocrático que seus pais lhe impuseram desde menino, quando o amor de sua vida reaparece anos depois? Um verdadeiro amor não desaparece com o tempo, e a promessa que fez de protegê-la, cuidá-la e amá-la, tampouco. Entre na apaixonada vida de Federith Cooper, futuro Barão de Sheiton e último cavalheiro desta série.

Capítulo Um 


Londres, 1865. Hemilton, residência de Federith Cooper
Quando a observou entrar em sua casa ficou surpreso e milhares de perguntas apareceram em sua mente: o que fazia ali, de noite e sem uma acompanhante? A resposta surgiu com rapidez ao vê-la com mais precisão. Seus olhos, inchados e vermelhos por um incessante pranto, indicaram-lhe o motivo da visita àquelas horas e naquelas condições. 
Abriu os braços para que se sentisse reconfortada no calor de seu corpo e pudesse consolá-la. Não precisava saber a causa de sua presença, embora ela o tenha explicado de qualquer forma. Nesse preciso momento, ao escutar da boca da mulher o que temia, virou-se e caminhou para a janela. Tinha que pensar, que repensar sobre como liberar a adaga que atravessava seu coração, mas por mais que tentasse tira-la e escrever um novo capítulo do livro que começou na sua infância, foi incapaz de fazê-lo. Tinha mantido a esperança de encontrá-la face aos infortúnios da vida. 
Recordou a última vez que soube algo sobre ela e a amargura que sentiu ao compreender que tinha desaparecido para sempre. Por mais que tentasse assimilá-lo, até o momento em que entrou Caroline em sua casa, imaginou que esse dia poderia chegar a qualquer instante. Abriu a cortina. Parado em frente à janela olhou para o céu e a contemplou. 
Fazia muito tempo que não a observava daquela maneira. Desde aquele dia tão somente se atreveu a olhá-la quando não estava na fase de lua cheia. E depois de tantos anos, admirava-a absorto, em silêncio e rogando que o perdoasse por tê-la afastado de sua vida durante tanto tempo. Acreditou, inutilmente, que se a admirasse com a mesma intensidade que naquela noite obteria a resposta que necessitava. Apoiou a testa sobre o vidro e suspirou. 
Seu futuro já estava determinado? Devia esquecer a promessa de procurá-la? Na verdade, não tinha outra alternativa e, apesar de não poder imaginar uma vida ao lado de Caroline, esta se converteria na mulher com quem teria que viver no futuro. Procurou-a durante os meses após a sua partida. Perguntou sobre a família do conde Kingleton em todos os eventos nos quais comparecia. Mas ninguém soube lhe informar para onde tinham partido. Entretanto, anos depois, na universidade, um pequeno mundo afastado do resto da humanidade, uma pessoa mencionou aquele sobrenome… 
5- a revisar

4 de julho de 2018

A Surpresa do Marquês

Série Os Cavalheiros
Roger Bennett, o futuro marquês de Riderland, define-se a si mesmo como um cavalheiro disposto a ajudar as pobres infelizes carentes de prazeres sexuais. 
Gosta tanto da sua vida que deseja continuar assim até o final de seus dias. Entretanto, uma pessoa truncará essa vida de libertinagem que tanto anseia manter. Resignado por ter que viver com uma esposa a quem não conhece nem ama, decide enfrentar com integridade o seu futuro. 
Mas quando seus azulados olhos se cravam em Evelyn, descobre que tudo aquilo que desejou se evaporou. Mas o amor terá que trabalhá-lo e para um homem a quem foi fácil romper corações, resultar-lhe-á incrível ver como o seu se faz em pedacinhos como o cristal. 

Capítulo Um 

Suas mãos percorreram de novo as costas. A suavidade do tato o encantava até tal ponto que perdia o pouco controle que tinha. Era a mulher perfeita: bela, ardente, carinhosa, apaixonada e, sobretudo… viúva. Roger aproximou sua boca da dela para aplacar a intensidade de seus gemidos. Nunca tinha escutado uma amante soluçar com tanta força ao ser penetrada. 
Gemia, retorcia-se sob seu corpo, pedia-lhe mais e ele o oferecia. Fechou os olhos ao perceber como seu sexo começava a palpitar. Estava a ponto de explodir. Aferrou com força a cintura da mulher e, justo antes que brotasse sua semente, separou-a de seu corpo. 
Sem levantar as pestanas e satisfazendo-se ele mesmo, deixou que Eleonora soltasse os acostumados impropérios ante tal ação. Odiava que seus encontros passionais finalizassem sempre iguais, mas ele era incapaz de ejacular dentro de uma mulher. 
Apesar de seus insistentes comentários sobre as medidas que tomava para não ficar grávida, Roger não acreditava. Desde que William descobriu que lady Juliette não era a viúva que dizia ser e sofrera as consequências de um engano, ele se cuidava muito com as afirmações de qualquer mulher. O que faria com um filho? Nada. Nem sequer pensou em têlo. 
Não podia permitir que um momento de prazer alterasse o resto de sua vida. Embora, se o pensava melhor, não seria o primeiro Bennett que engendraria filhos bastardos. Bom exemplo disso era seu respeitável pai, aquele que o acusava de não ser o homem adequado para possuir o título de marquês de Riderland. Quantos tinha? Vinte, trinta ou talvez quarenta? Tinha perdido a conta quando apareceu a última criada pedindo clemência. Veementemente, ele não ia se converter no que tanto odiava. 
― Deixa-me fria como um iceberg! ― Exclamou Eleonora agarrando os lençóis para cobrir seu corpo. ― Mon amour… ― Roger a olhou de esguelha e sorriu. 
― Não se zangue com este pobre apaixonado… 
― Basta, não me olhe assim! ― Disse ofuscada. 
― Quer que eu vá? Quer que eu não volte mais? ― Levantou-se com rapidez da cama e sem ocultar sua nudez se aproximou da poltrona onde estava sua roupa. 
― Faça o que quiser! ― Continuou elevando a voz. Deulhe as costas e, como uma menina zangada, começou a resmungar. 
Não queria que partisse. Se o fizesse não conseguiria seu objetivo e não era justo que depois de comprar daquela cigana todo tipo de beberagens para ficar grávida não o obtivesse. Eleonora respirou fundo tentando captar a atenção do homem. 
Queria que acreditasse que se sentia ferida por suas dúvidas e assim eliminar, de uma vez por todas, a desconfiança que a impedia de alcançar seu propósito: deixar de ser a viúva de um vulgar comerciante e converter-se na futura marquesa de Riderland. 
― Não se zangue, mon amour ― respondeu Roger com voz melosa. Abotoou a camisa, ajustou bem a calça e antes de terminar de vestir-se, caminhou para a moça, levantou seu queixo com um dedo e lhe deu um terno beijo. ― Amanhã retornarei e voltará a me amar como tem feito durante estes dois meses. 
― E se não o fizer? ― Perguntou desafiante. 
― Ce n'est rien… 

Série Os Cavalheiros

25 de maio de 2018

A Solidão do Duque

Série Os Cavalheiros

A vida libertina do futuro duque de Rutland finaliza após bater-se em um duelo de honra com um marido enganado. 

Envergonhado pelas sequelasdo dito desafio, decide abandonar Londres e partir para Haddon Hall, o aprazível lugar onde cresceu, albergando a esperança de encontrar a paz que tanto lhe urge obter, entretanto, a chegada de uma notícia inesperada altera essa suposta calma e provoca que o duque se embebede. Face aos conselhos de seus próximos decide montar a cavalo e galopar por seus domínios. Quando abre os olhos depois de uma desafortunada queda, descobre que uma mulher o esteve cuidando em algum lugar afastado e escondido de suas terras. Seu nome, Beatrice, e seu único desejo, viver em solidão o resto de sua vida.

Capítulo Um

Londres, 1865. 

Clube de cavalheiros Reform. ― Desafio-o, senhor! Com essas palavras, um homem de baixa estatura, com um pouco de peso a mais e vestido com um imaculado traje cinza, atirou uma luva sobre a mesa em que se jogava uma partida de cartas. William arqueou as escuras sobrancelhas e olhou a quem o de 
― Juliette? A familiaridade com a qual o futuro duque de Rutland falou de sua mulher fez com que o pequeno corpo vibrasse de desespero e fúria. William, sem apartar a vista das cartas que tinha em sua mão esquerda, franziu o cenho e levou a outra palma para a escassa barba que cobria seu rosto. ― Disse-me que enviuvou faz algo mais de um ano ― continuou com voz serena e sem interesse por continuar a conversação. ― Acusa-a também de mentirosa? ― As bochechas do desonrado se encheram de um vermelho intenso. 
O homem inclusive se elevou nas pontas dos pés para tentar, em vão, captar a atenção do amante de sua esposa. Entretanto, ninguém fez nada, nem William nem os outros jogadores. Se a cólera que o tinha conduzido até ali era inimaginável, observar que o próximo duque de Rutland continuava com sua pose de tranquilidade enquanto alegava que se deitou com sua esposa por ter sido enganado, provocou-lhe tal demência que esteve a ponto de equilibrar-se sobre este e lhe golpear com força. 
― Acredito que sua querida Juliette mentiu a ambos ― disse William após manter-se em silêncio uns minutos. ― O duelo deveria se dirigir a ela. Mas se me permite um conselho, antes de enfrentar uma possível morte, agarraria sua esposa e lhe daria uns bons açoites com o cinturão. Não se pode enganar com falácias a homens como nós, sobretudo porque nestes momentos cavalheiro, encontro-me tremendamente aflito… ― comentou com zombaria e sem subir nenhuma nota em seu tom de voz. Tomou outra intensa imersão do charuto e depois de jogar o ar esperou que o desventurado homem fosse sensato e partisse com a cabeça baixa, mas respirando. 
― Amanhã, em Hyde Park, à alvorada. Levarei as minhas testemunhas e um médico, você apareça com quem desejar. ― O homem golpeou suas botas, girou-se e inclinando-se ligeiramente se despediu dos pressente antes de afastar-se. 

Série Os Cavalheiros
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