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19 de janeiro de 2020

Alguém a quem Honrar

Série Westcott
Os sonhos de Abigail Westcott para o futuro se perderam quando o pai morreu e ela descobriu que os pais não eram legalmente casados. 

Mas agora, seis anos depois, ela desfruta da independência de uma vida sem expectativa que fornece uma mulher solteira rica. De fato, ela ficou confiante o suficiente para repreender um servo descuidado cortando madeira do lado de fora sem a camisa na proximidade de mulheres.
Mas o homem não é um servo. Ele é Gilbert Bennington, tenente-coronel e oficial superior que acompanhou seu irmão ferido Harry para casa das guerras contra Napoleão. Ele veio para ajudar seu amigo e oficial subalterno a se recuperar, e ele não gosta de ser condescendente, secretamente por causa de sua própria origem humilde. Se a princípio esses dois parecem incorporar o que o outro mais despreza, logo descobrirão como as primeiras impressões podem estar erradas. Por trás da aparência da grande dama e outrora humilde, há duas pessoas que compartilham uma compreensão do que significa a verdadeira honra, e como somente com ela se pode encontrar o amor.

Capítulo Um


Finalmente em casa!

Bem, pelo menos na Inglaterra. Vinte meses se passaram desde a sua última e desastrosa estada ali, depois da Batalha de Waterloo em 1815. Agora ele estava de volta.
Mas quando o Tenente-coronel Gilbert Bennington, Gil para seus amigos e conhecidos, desembarcou em Dover após fazer a travessia noturna de Calais, ele sentia cansaço, irritação e um presságio de que voltar para casa não traria o “feliz para sempre”.
Ele fez uma careta ao ver uma elegante carruagem de viagem com brasões ducais estampados em suas portas parada no cais obviamente estava esperando por ele. Ou mais especificamente, Avery Archer, Duque de Netherby, um de seus três companheiros de viagem.
Gil preferiria contratar um cabriolé para a jornada, mas poderia ter imaginado que nada além de esplendor opulento serviria para Sua Graça em seu solo nativo. E era preciso admitir, de má vontade, que esse transporte seria muito melhor do que um veículo contratado para um de seus outros companheiros, Harry. Harry estava cinza de cansaço.
Gil não pretendia ter três companheiros para a jornada. Ele recentemente havia passado um ano na ilha de Santa Helena, como parte da guarnição que guardava Napoleão Bonaparte durante seu segundo exílio. Gil retornou em um navio com destino à França e não à Inglaterra pelo único motivo de este ser o primeiro navio a partir após o termino de seu mandato, assim ele foi para Paris.
Lá ele descobriu, por acaso, que seu velho amigo e camarada Major Harry Westcott, a quem ele pensara ter morrido em Waterloo, estava convalescendo em uma instalação para oficiais militares.
Gil o vira pela última vez depois da batalha quando seus ferimentos pareciam mortais. Mas contra todas as probabilidades Harry sobrevivera, muito mal. E depois de mais de um ano e meio ele estava ansioso para voltar para casa, apesar de seus médicos terem aconselhado fortemente contra a árdua jornada. Ele ainda não estava totalmente recuperado.
Gil se ofereceu para acompanhá-lo e Harry aproveitou a oportunidade convidando ele para ficarem juntos por um tempo até eles voltarem para casa e Gil aceitou.
Ele queria estar na Inglaterra. Ele precisava estar lá. Mas estava relutante em ir até a sua própria casa. Havia coisas que deveriam ser feitas primeiro. Mas então, no último momento dois parentes de Harry chegaram a Paris com o objetivo de transportá-lo para casa. E embora o próprio Harry fosse um mero membro ilegítimo de sua família seus parentes eram homens poderosos. Aristocratas. Avery Archer que fora o guardião de Harry, antes que a ilegitimidade fosse descoberta, era agora seu cunhado e Alexander Westcott, Conde de Riverdale, chefe da família e detentor do título que outrora fora de Harry, também antes da descoberta da ilegitimidade.
Era uma família um pouco complicada, Gil percebeu. Harry nunca falou muito sobre isso.
Eles viajaram juntos, os quatro, apesar de Gil ter tentado escapar. Ele não se sentia à vontade em companhia da aristocracia. Apesar de sua alta patente militar ele era, na realidade, um ninguém de lugar nenhum e tão ilegítimo quanto Harry.
Um rato de rua se alguém decidisse chamar uma pá de pá. Mas Harry implorou para que ele não mudasse de ideia, então Gil veio. Seu amigo precisaria dele depois que seus parentes o levassem para casa e voltassem para suas próprias famílias.
– Ah – disse o Duque de Netherby, olhando sua carruagem através do vidro com seu monóculo que ele ergueu até os olhos.
– Um colírio para os olhos. Quanto você apostou Harry que minha carruagem não estaria aqui?
– Absolutamente nada se você se lembrar – disse Harry. – Seria mais do que a vida do seu cocheiro ou seu sustento, de qualquer maneira, se ele estivesse atrasado.
– Sim – disse Sua Graça com um suspiro.
– O inferno!

Série Westcott
1 - Alguém para Amar
2 - Alguém Para Abraçar
3 - Alguém para Casar
4- Alguém para Cuidar
5- Alguém em quem confiar
6- Alguém a quem Honrar
7-  Someone to remember (em tradução)
Autora lançou o livro 7-8 agora final de ano/2019.

23 de dezembro de 2019

Alguém em quem confiar

Série Westcott
Após a morte do marido, Elizabeth Overfield decide que deve ter outro casamento adequado.

Isso, no entanto, é a última coisa em sua mente quando ela conhece Colin Handrich, Lord Hodges, na festa de Natal dos Westcott. Ela simplesmente gosta de sua companhia enquanto ouvem as canções na véspera de Natal, caminham juntos da igreja para a casa na manhã de Natal, e se envolvem em uma briga de bola de neve durante a tarde. Ambos são surpreendidos quando seu trenó os derruba em um banco de neve e eles acabam compartilhando um beijo inesperado. Eles sabem que está fora de questão qualquer envolvimento entre eles, pois ela é nove anos mais velha do que ele.
Eles retornam a Londres na Temporada seguinte, ambos empenhados em encontrar outros partidos mais adequados. Ainda assim, concordam em compartilhar uma valsa em cada baile que frequentam. Este acordo inócuo prova ser aquele que vai derrubar seus mundos, como cada dança firmemente os enreda em um romance que obriga os dois a questionar o que estão dispostos a sacrificar por amor…

Capítulo Um

Não havia nada como um Natal em família para fazer uma pessoa sentir-se com o coração aquecido – ah, e um pouco ansiosa também. E, talvez, um pouco melancólica. 
Brambledean Court em Wiltshire era o palco de tal reunião pela primeira vez em muitos anos. Todos os Westcott estavam reunidos lá, desde Eugenia, a Condessa Viúva de Riverdale de setenta e um anos de idade, até seu mais novo bisneto, Jacob Cunningham, o bebê de três meses, filho da anteriormente Camille Westcott e seu marido, Joel. Todos eles tinham sido convidados por Alexander Westcott, o atual Conde de Riverdale e chefe da família, e Wren, sua esposa há seis meses.
A casa tinha estado abandonada por mais de vinte anos, antes de Alexander herdar o título, e tinha estado deteriorada mesmo naquela época. Até o momento em que ele tomou posse, estava ainda mais envelhecida e o parque que a rodeava tinha adquirido um ar triste de abandono geral. Tinha sido um desafio formidável para Alexander, que assumiu suas responsabilidades com seriedade, mas não tinha a fortuna para cuidar de tudo aquilo.
Esse problema foi resolvido com o seu casamento, já que Wren era muito rica. A fortuna que tinha trazido para sua união permitiu-lhes reparar os danos de anos e restaurar a casa e o parque de um lado, e as fazendas de outro, à sua antiga prosperidade e glória. Mas Roma não foi construída em um dia, como a Condessa Viúva não hesitou em comentar após sua chegada. Ainda havia muito a ser feito. Muito mesmo. Mas ao menos a casa estava com o ar de vida.
Havia alguns poucos hóspedes além dos Westcott e seus cônjuges e filhos. Havia a Sra. Kingsley de Bath e seu filho e sua nora, o reverendo Michael e Mary Kingsley de Dorsetshire. Eles eram a mãe, irmão e cunhada de Viola, a ex-Condessa de Riverdale, cujo casamento de mais de vinte anos com o falecido conde tinha sido exposto espetacularmente depois de sua morte, como bígamo. Houve muitas complicações em torno desse episódio desagradável. 
Mas tudo tinha terminado bem para Viola. Neste mesmo dia, véspera de Natal, ela havia se casado com Marcel Lamarr, Marquês de Dorchester, na igreja da vila. Os recém-casados estavam em casa agora, assim como o filho e a filha, gêmeos, de dezoito anos de Dorchester.
E Colin Handrich, Barão Hodges, irmão de Wren, estava aqui também. Pela primeira vez em seus vinte e seis anos, ele estava passando um verdadeiro Natal em Família e, depois de algum sentimento de estranheza ontem – apesar de uma calorosa recepção de todos –, ele agora estava gostando muito.
A casa estava cheia de atividade. Houve o casamento esta manhã – um evento totalmente inesperado, é preciso acrescentar. 
O Marquês apareceu na noite passada, sem qualquer aviso prévio, armado com uma licença especial e uma proposta urgente de casamento para Viola, um mero par de meses depois de ter rompido o noivado, de forma espetacularmente escandalosa, durante a sua festa de noivado em sua própria casa. Mas isso era outra história e Colin não tinha estado lá para experimentar em primeira mão. A cerimônia tinha sido seguida de um café da manhã de casamento às pressas, e impressionantemente organizado por uma equipe já sobrecarregada de Riverdale, sob a supervisão de Wren.
Esta tarde tinha sido repleta de tentativas, cheias de risos, de acrescentar às decorações de ontem. Ramos de pinheiro perfumados, azevinhos, heras e viscos, para não mencionar fitas, sinos, laços e toda as outras parafernálias associadas à estação, estavam por toda parte, aparentemente – na sala de estar, na escada, no corredor, na sala de jantar. Um Ramo de Natal arrumado sob a orientação de Lady Matilda Westcott – filha mais velha solteira da Condessa Viúva –, pendia no lugar de honra do centro do teto da sala de estar e vinha causando risadas, assobios e rubores desde ontem, quando colocado em uso. Havia também uma grande Tora de Yule transportada hoje e posicionada na grande lareira no grande salão, pronta para ser acesa à noite.
E todo o tempo em que eles se moviam e subiam e se empoleiravam, ficavam presos e se equilibravam, espetavam os dedos, beijavam e enrubesciam, cheiros tentadores flutuavam das cozinhas: pudins de Natal e pão de gengibre, mince piese o presunto de Natal, entre outros deleites que davam água na boca.
E havia a neve como uma constante maravilha e distração, atraindo-os para todas as janelas disponíveis com muito mais frequência do que o necessário, para garantirem por conta própria de que não tinha parado de cair e não estava derretendo tão rápido enquanto vinha para baixo. Tinha estado ameaçando há dias e finalmente começara a cair durante o casamento desta manhã. E continuou durante todo o dia desde então, até o momento deveria estar alcançando os joelhos.
Neve, em tais grandes quantidades, era uma raridade na Inglaterra, especialmente no Natal. Eles não paravam de dizer isso uns aos outros a tarde toda.
E agora, esta noite, os cantores da vila estavam no alto da escadaria para cantar para eles.
A Tora de Yule tinha sido acesa e a família se reuniu, e os cantores tinham vindo mesmo contra todas as expectativas, exclamando e batendo as botas, sacudindo e batendo luvas e esfregando os narizes vermelhos deixando-os mais vermelhos – e, em seguida, se acalmando e ficando autoconscientes enquanto olhavam para a família e amigos que se reuniram no grande salão para ouvi-los.
Série Westcott
1 - Alguém para Amar
2 - Alguém Para Abraçar
3 - Alguém para Casar
4- Alguém para Cuidar
5- Alguém em quem confiar
6- Alguém a quem Honrar
7-  Someone to remember (em tradução)
Autora lançou os livros 7- 8, agora final de ano.

17 de dezembro de 2019

Alguém para Cuidar

Série Westcott
Uma vez que a Condessa de Riverdale, Viola Kingsley joga toda a cautela ao vento quando a aventura chama na forma de um aristocrata bonito…

Dois anos após a morte do Conde de Riverdale, sua família superou a vergonha de ser despojada de seus títulos e fortuna – exceto por sua antiga condessa, Viola. Com seus filhos crescidos e ela mesma não faz mais parte do turbilhão social da cidade, ela não sabe onde buscar a felicidade – até que, quase por acidente, seu caminho se cruza novamente com o do Marquês de Dorchester, Marcel Lamarr. Marcel Lamarr tem sido um notório mulherengo desde a morte de sua esposa, quase vinte anos antes. Viola chamou sua atenção quando ela mesma era uma jovem mãe, mas que evitou sua sedução na época.
Um prêmio que lhe escapou antes, ela é ainda mais irresistível para ele agora, embora ele fique surpreso ao descobrir que ela está tão ansiosa agora pela excitação que ele oferece quanto ele próprio. Quando os dois desafiam a convenção e fogem juntos, descobrem que os laços de respeitabilidade não são tão facilmente cortados, e o prazer pode enredá-lo quando menos se espera.

Capítulo Um

Marcel Lamarr, marquês de Dorchester, não ficou nada satisfeito quando sua carruagem voltou-se abruptamente para o pátio de uma pousada campestre vulgar, à beira de uma aldeia rural vulgar, e parou. Ele deixou evidente seu desgosto, não com palavras, mas sim através de um olhar frio e duro, com o monóculo parcialmente sobre um olho, quando o cocheiro abriu a porta e espreitou para dentro, em tom de desculpa.
— Um dos líderes está com uma ferradura solta, meu senhor. — explicou ele.
— Você não verificou se tudo estava em ordem quando paramos para uma troca de cavalos uma hora atrás? — perguntou sua senhoria. Mas ele não esperou por uma resposta. — Quanto tempo?
Seu cocheiro olhou inseguro a estalagem e os estábulos, dos quais nenhum cavalariço ou ajudante de estrebaria ainda emergira ansiosamente correndo em seu auxílio.
— Não muito, meu senhor. — Assegurou ao seu empregador.
— Uma resposta firme e precisa. — Disse sua senhoria secamente, abaixando o monóculo. — Vamos dizer uma hora? E nem um momento mais? Enquanto esperamos vamos entrar e provar a qualidade da cerveja servida aqui, André. — Seu tom sugeriu que não se esperava impressionar.
— Um copo ou dois não cairão mal — respondeu seu irmão André, alegremente. — Faz um bom tempo desde o café da manhã. Eu nunca entendi por que você sempre tem que partir cedo e depois permanecer obstinadamente dentro da carruagem quando os cavalos estão sendo trocados.
A qualidade da cerveja de fato não impressionava, mas a quantidade não podia ser discutida. Era servida em grandes canecas que transbordavam, deixando anéis molhados sobre à mesa. Quantidade talvez fizesse a fama da pousada. 
O proprietário, espontaneamente, trouxe-lhes pastéis de carne fresca que enchiam os dois pratos e até pendiam das bordas. Tinham sido assados pela esposa, informou ele, curvando-se e sorrindo ao fazê-lo, embora sua senhoria não lhe desse nenhum encorajamento além de um frio e indiferente aceno de cabeça. 
A boa mulher aparentemente fazia os melhores pastéis de carne e, de fato, as melhores tortas de todos e quaisquer tipos, por vinte milhas ao redor, provavelmente mais, embora o orgulhoso marido não quisesse dar a impressão de ser arrogante em alardear elogios à esposa. 
Suas senhorias deveriam julgar por si mesmos, embora não tivesse dúvida de que concordariam com ele e talvez até sugerissem que eram os melhores de toda a Inglaterra — possivelmente até no País de Gales, Escócia e Irlanda também. Ele não ficaria surpreso. Suas senhorias já viajaram para essas regiões remotas? Ele tinha escutado…
Eles foram salvos de terem que ouvir o que quer que o homem tivesse escutado, quando a porta da taverna se abriu e um trio de pessoas, seguido quase imediatamente por um fluxo constante de outras pessoas, entrou na sala. Eles eram presumivelmente aldeões, todos vestidos com suas melhores roupas de domingo, embora não fosse domingo. Todos alegres e barulhentos em suas saudações ao senhorio e um ao outro. Todos estavam tão secos quanto o deserto e tão vazios quanto a tigela de um mendigo faminto — de acordo com o mais barulhento deles — e precisavam de sustento na forma de cerveja e pastéis, não estando longe do meio-dia e as festividades do dia começariam dentro de uma hora ou mais ainda. Eles esperavam ficar satisfeitos pelo resto do dia assim que as festividades começassem, é claro, mas no ínterim…
Mas alguém naquele momento — com um coro de apressada concordância de todos os outros — lembrou-se de assegurar ao anfitrião que nada poderia comparar-se com a comida de sua esposa. Era por isso que eles estavam ali.
Cada um dos recém-chegados percebeu rapidamente que havia dois estranhos no meio deles. Alguns desviaram os olhos em alguma confusão e correram para se sentar em mesas tão distantes dos estranhos quanto o tamanho da sala permitia. Outros, um pouco mais ousados, assentiram respeitosamente enquanto tomavam seus lugares. 
Uma alma corajosa falou com a esperança de que os senhores tivessem chegado para desfrutar dos entretenimentos que sua humilde aldeia teria em oferta pelo resto do dia. A sala ficou silenciosa quando todas as atenções se voltaram para os senhores, antecipando uma resposta.
O Marquês de Dorchester, que não sabia o nome da aldeia nem se importava, olhou para a taverna escura e surrada com desagrado e ignorou a todos. Era possível que ele nem tivesse ouvido a pergunta ou percebido o silêncio. Seu irmão, social por natureza, e mais disposto a se deliciar com qualquer novidade que se apresentasse, assentiu amavelmente ao grupo e fez a inevitável pergunta.
— E que entretenimentos seriam estes? — Perguntou ele.
Era o encorajamento de que as pessoas ali reunidas precisavam. Eles celebrariam o fim da colheita com todo tipo de competições — canto, violino, dança, queda de braço, tiro com arco, serragem de troncos, isso apenas para citar algumas. Haveria corridas para as crianças e passeios de pônei e concursos de costura e culinária para as mulheres. E exibições de produtos de colheita, era óbvio, e prêmios para os melhores. Haveria algo para todos. E todos os tipos de tendas com tudo o que se poderia desejar para gastar o dinheiro. A maioria dos produtos da colheita e itens femininos deveriam ser vendidos ou leiloados após a apreciação.
Haveria uma grande festa no salão da igreja no fim da tarde, antes da dança à noite. Todos os rendimentos do dia iriam para um fundo para o concerto do telhado da igreja.
O telhado da igreja aparentemente vazava como uma peneira sempre que havia uma boa chuva, e apenas cinco ou seis dos bancos eram seguros para se sentar. Eles ficavam lotados em dias chuvosos.
— Não que alguns dos nossos jovens se queixem muito quanto à aglomeração. — Alguém acrescentou.
— Alguns deles rezam toda a semana pela chuva no domingo. — Esclareceu outro.
André Lamarr juntou-se à gargalhada geral que sucedeu a estes gracejos.
— Talvez nós fiquemos uma ou duas horas para assistirmos a algumas das competições — disse ele. — Serrar troncos, você disse? E queda de braço? Eu posso até participar também.

5 de dezembro de 2019

Alguém para Casar

Série Westcott


Quando Alexander Westcott se torna o novo Conde de Riverdale, ele herda um título que nunca quis e uma propriedade rural falida que não pode financiar. 

Mas ele pretende fazer tudo o que estiver em seu poder para desfazer anos de negligência e dar às pessoas que dependem dele uma vida melhor... Uma reclusa por mais de vinte anos, Wren Heyden quer apenas uma coisa da vida: o casamento. Com a sua vasta fortuna, ela decide comprar um marido. Mas quando ela faz ao desesperado, e-tão-arrojado conde, uma surpreendente e inesperada proposta, Alex só vai concordar se puder fazer uma corte adequada, esperando, pelo menos, que a amizade e o respeito se desenvolvam entre eles. Ele está completamente despreparado para o desejo que o subjuga quando Wren finalmente levanta os véus que escondem os segredos do seu passado...

Capítulo Um

— O Conde de Riverdale. — O mordomo anunciou após abrir amplamente as portas duplas da sala de estar, como se admitisse a entrada de um regimento e depois, passando para o lado, para que o cavalheiro anunciado pudesse passar por ele.
O anúncio não era estritamente necessário. Wren tinha ouvido a chegada do seu veículo e adivinhou que era um cabriolé, em vez de uma carruagem, embora não se tivesse levantado para olhar. E ele chegara quase na hora certa. Ela gostava disso. Os dois cavalheiros que tinham vindo antes dele chegaram atrasados, um deles por quase meia hora. Aqueles dois foram mandados embora, assim que foi decentemente possível, embora, não apenas por causa do seu atraso. Sr. Sweeney, que tinha vindo uma semana antes, tinha dentes ruins e uma maneira de esticar a boca para expô-los em intervalos desconcertantes e frequentes, mesmo quando não estava realmente sorrindo. Sr. Richman, que tinha vindo há quatro dias, não tinha personalidade discernível, um fato que tinha sido tão desconcertante como os dentes de Sr. Sweeney. Agora aqui vinha o terceiro.
Ele avançou alguns passos antes de parar abruptamente, enquanto o mordomo fechava as portas atrás de si e olhou em volta da sala, com aparente surpresa, com a descoberta de que era ocupada apenas por duas mulheres, uma das quais — Maude, dama de companhia de Wren — que estava sentada num canto, a cabeça inclinada sobre algum bordado, no papel de acompanhante. Os seus olhos pousaram sobre Wren enquanto fazia uma vênia.
— Senhorita Heyden? — Era uma pergunta.
A sua primeira reação, após a sua aprovação inicial da sua pontualidade, foi uma aguda consternação. Um olhar lhe disse que ele não era nada do que ela queria.
Ele era alto, bem formado, com uma elegância impecável, cabelo escuro, e incrivelmente bonito. E jovem — em seus vinte e tantos anos ou trinta e poucos anos, era um palpite. Se ela fosse inventar o herói perfeito para o conto de fadas romântico perfeito, ela não conseguiria melhor do que o homem muito real de pé no meio da sala, esperando que ela confirmasse que ela era, de fato, a senhora que o havia convidado para tomar chá em Withington House.
Mas este não era um conto de fadas e a pura perfeição dele a alarmou, fazendo com que se inclinasse um pouco mais para trás na sua cadeira e mais profundamente na sombra proporcionada pelas cortinas da janela do seu lado da lareira. Ela não queria um homem bonito ou mesmo um homem particularmente jovem. Ela esperava alguém mais velho, mais comum, talvez careca ou com um pouco de barriga, de aparência agradável, mas basicamente... bem, normal. Com dentes decentes e pelo menos algum pouco de personalidade. Mas ela não podia negar a sua identidade e dispensá-lo sem mais delongas.
— Sim — disse ela. — Como vai você, Lorde Riverdale? — Por favor, sente-se. — Ela apontou para a cadeira em frente à lareira e da sua própria cadeira. Ela sabia algo sobre etiqueta e deveria, naturalmente, ter se levantado para cumprimentá-lo, mas ela tinha uma boa razão para manter-se nas sombras, pelo menos por agora.
Ele olhou para a cadeira enquanto se aproximava e sentou-se com óbvia relutância.
— Peço desculpas — disse ele. — Estou, aparentemente adiantado. Lamento mas a pontualidade é um dos meus pecados mais constantes. Eu sempre cometo o erro de supor, que quando sou convidado para algum lugar para as 2:30, estou sendo esperado para chegar às 2:30. Espero que alguns dos seus outros convidados estejam aqui em breve, incluindo algumas senhoras.
Ela ficou mais alarmada quando ele sorriu. Se fosse possível parecer ainda mais bonito, ele pareceu. Ele tinha dentes perfeitos e os seus olhos se enrugaram atraentemente nos cantos quando sorriu. Os seus olhos eram muito azuis. Oh! 

Série Westcott

14 de maio de 2018

Alguém para Abraçar

Série Westcott
Humphrey Wescott, Conde de Riverdale, morreu, deixando para trás uma fortuna e um segredo escandaloso que alterará para sempre a vida de sua família ― enviando uma filha numa viagem de auto-descoberta… 

Com o casamento de seus pais declarado bígamo, Camille Westcott é agora ilegítima e sem título. Procurando evitar as armadilhas de sua antiga vida, ela sai de Londres para ensinar no orfanato em Bath onde morava sua meiairmã, recentemente descoberta. Mas logo que se instala, ela tem de pousar para um retrato encomendado por sua avó e suportar um artista que mexe com todos os seus nervos. Professor de arte no orfanato que já fora a sua casa, Joel Cunningham foi contratado para pintar o retrato da nova e altiva professora. Mas á medida que Camille pousa para Joel, o seu desprezo mútuo logo se transforma em desejo. E é apenas o vínculo entre eles que lhes permitirá enfrentar a dura tempestade que vem  seguir... 

Capítulo Um

Depois de vários meses a esconder-se, chafurdar na miséria e negação, raiva e vergonha, e qualquer outra emoção negativa que alguém quisesse chamar, Camille Westcott finalmente assumiu o controle da sua vida numa manhã ensolarada e ventosa de julho. Com a idade de vinte e dois anos. Ela não precisou assumir nada antes da grande catástrofe, alguns meses antes, porque ela era uma lady ― Lady Camille Westcott para ser exata, filha mais velha do Conde e da Condesa de Riverdale ― e as ladys não tinham ou precisavamde controle sobre suas próprias vidas. Em vez disso, outras pessoas o tinham: pais, criadas, enfermeiras, instrutores, ajudantes, maridos, sociedade em geral ― especialmente a sociedade em geral, com as suas inúmeras regras e expectativas, a maioria delas não escritas, mas, no entanto, reais e a ter em atenção. Mas ela agora precisava se afirmar. Ela não era mais uma dama. Ela agora era apenas a Srta. Westcott, e nem tinha certeza do nome. Um bastardo tinha direito ao nome de seu pai? A vida surgiu à frente dela como um estranho assustador. Ela não tinha ideia do que esperar. Não havia mais regras, nem mais expectativas. Não havia mais Alguém Para Abraçar ― (Westcott 02) ― Mary Balogh 6 sociedade, nem mais lugar ao qual pertencesse. Se ela não assumisse o controle e fizesse alguma coisa, quem faria? Era uma questão retórica, é claro. Ela não tinha perguntado em voz alta no ouvido de ninguém, mas ninguém teria uma resposta satisfatória para lhe dar, mesmo que a tivesse. Então ela estava fazendo algo sobre isso sozinha. Era isso ou se encolher num canto escuro em algum lugar para o resto dos seus dias. Ela não era mais uma dama, mas era, por Deus, uma pessoa. Ela estava viva ― ela estava respirando. Ela era alguém. Camille e Abigail, sua irmã mais nova, moravam com sua avó materna numa das imponentes casas do prestigiado Royal Crescent em Bath. Estava no topo de uma colina, acima da cidade, esplendidamente visível a quilômetros de distância, com sua extensa curva interior, de grandes casas georgianas todas juntas como numa só, num parque aberto, inclinado diante dele. Mas a visão funcionava em ambos os sentidos. De qualquer janela virada para a frente, os habitantes do Crescent podiam contemplar a cidade e através do rio até aos edifícios além para o campo e para as colinas à distância. Era certamente uma das mais lindas vistas de toda a Inglaterra, e Camille ficou encantada com ela quando era criança, sempre que sua mãe a trouxera juntamente com o seu irmão e irmã em visitas prolongadas a seus avós. No entanto, perdeu algo do seu encanto agora que ela era forçada a viver ali no que parecia muito como o exílio e a desgraça, embora nem ela nem Abigail fizessem nada para merecer qualquer desses destinos.


Série Westcott
1 - Alguém para Amar
2 - Alguém Para Abraçar
3 - Alguém para Casar

17 de março de 2018

Alguém para Amar

Série Westcott
Westcott Humphrey, Conde de Riverdale, morreu, deixando para trás uma fortuna.

Isso vai alterar para sempre a vida de todos em sua família, incluindo a filha que ninguém sabia que ele tinha...
Anna Snow cresceu em um orfanato em Bath não sabendo nada da família de onde veio. 
Agora, descobre que o falecido Conde de Riverdale era seu pai e herdou toda sua fortuna. Além disso, ficou radiante ao saber que tem irmãos. 
No entanto, não querem ter nada a ver com ela ou para compartilhar sua nova riqueza. Mas o guardião do novo conde está interessado em Anna...
Avery Archer, Duque de Netherby, mantem outros distantes. No entanto, algo o leva a ajudar Anna em sua transição de órfã para lady.
Quando a sociedade de Londres e seus recém-descobertos parentes ameaçam submergir Anna, Avery entra em cena para resgatá-la e encontra-se vulnerável aos sentimentos e desejos tão bem escondidos por tanto tempo.

Capítulo Um

Apesar do fato que o falecido Conde de Riverdale tivesse morrido sem ter feito um testamento, Josiah Brumford, seu advogado, tinha encontrado assuntos suficientes para discutir com seu filho e sucessor, com a concessão de um encontro cara-a-cara em Westcott House, residência londrina do Conde em South Audley Street.
Tendo chegado prontamente, iniciou o caminho através de saudações efusivas e, obsequioso, Brumford começou a encontrar uma grande quantidade de nada, em particular, para transmitir de forma longa, tediosa e com detalhamento pomposo.
Estaria tudo muito bem, Avery Archer, Duque de Netherby, pensou um pouco rabugento, quando estava diante da janela da biblioteca e tomou seu rapé, em um esforço para afastar os impulsos de bocejar, se não tivesse sido obrigado a estar ali também a suportar o tédio.
Se apenas Harry fosse um ano mais velho – tinha acabado de fazer vinte, antes da morte de seu pai – então Avery não precisaria estar ali e Brumford poderia falar para sempre e um dia, tanto quanto estivesse interessado. Por alguma reviravolta bizarra e completamente irritante do destino, no entanto, Sua Graça encontrou-se com a guarda conjunta do novo Conde junto a Condessa, a mãe do rapaz.
Foi tudo extremamente ridículo à luz da notoriedade de Avery para indolência e para evitar qualquer coisa que poderia ser apelidada de trabalho ou o desempenho do dever.
 Tinha um secretário e numerosos outros agentes para lidar com todos os negócios tediosos de sua vida. E havia também o fato de que era meramente onze anos mais velho que seu pupilo.
 Quando ouviu a palavra Guardião, conjurou em sua mente a imagem de um ancião gravemente digno. No entanto, parecia que tinha herdado a tutela, que o seu pai, aparentemente, concordou em algum momento, num passado distante – por escrito – quando o falecido Conde tinha, incorretamente, pensado estar às portas da morte. No momento que o Conde morreu, há algumas semanas, o velho Duque de Netherby estava dormindo, pacificamente, em sua própria sepultura por mais de dois anos e foi, portanto, incapaz de ser guardião de alguém.
Avery poderia repudiar a obrigação, uma vez que, não era ele o Netherby mencionado nessa carta de acordo e que, de qualquer maneira, nunca havia sido transformada em um documento legal. Não tinha feito isso, no entanto. Não desgostava de Harry e, realmente, sentia-se muito incômodo em recusar-se a assumir um inconveniente tão leve e temporário.
Parecia não tão leve no momento. Se ele soubesse que Brumford era tão estrondosamente chato, poderia redimensionar o esforço.
― Realmente não havia necessidade de meu pai fazer um testamento ― Harry estava dizendo em um tom utilizado com a finalidade de encerrar uma longa discussão que se movia em círculos intermináveis ― Não tenho irmãos. Meu pai confiava que eu iria prover, generosamente, para a minha mãe e irmãs de acordo com os seus conhecidos desejos e, é claro, que não falharei nessa confiança. Certamente, também, vou assegurar que a maioria dos servos e retentores em todas as minhas propriedades serão mantidos e que, aqueles que deixarem emprego por qualquer motivo – o valete de meu pai, por exemplo – sejam devidamente compensados. E você pode estar certo de que minha mãe e Netherby não vão desviar-se destas obrigações até que eu atinja a maioridade.
Ele estava de pé junto a lareira ao lado da cadeira de sua mãe, em uma postura relaxada, um ombro apoiado contra a cornija os braços cruzados sobre o peito, um pé apoiado na grade da lareira. Era um rapaz alto e um pouco desajeitado, embora mais alguns anos cuidassem dessa deficiência.
Era loiro, de olhos azuis e com um semblante agradável que muitas jovens damas, sem dúvida, achavam incrivelmente bonito. Também era quase indecentemente rico. Ele era gentil e charmoso e vinha se movendo de forma selvagem durante os últimos meses, enquanto seu pai esteve muito doente para notar e, posteriormente, durante as duas semanas desde o funeral.
 A ele, provavelmente, nunca havia faltado amigos, mas agora eles abundavam e teriam preenchido um vilarejo de tamanho considerável, talvez até mesmo um pequeno condado, a ponto de transbordar. Provavelmente amigo seria uma palavra muito gentil a ser usada para a maioria deles. Bajuladores e parasitas seria melhor.
Avery não tinha tentado intervir, e duvidava que o faria. O rapaz parecia de caráter suficiente bom e, sem dúvida, se acomodaria com a idade adulta de forma branda e irrepreensível, se deixado à sua própria sorte. E se, nesse meio tempo, experimentou uma grande variedade de coisas e desperdiçou uma pequena fortuna, bem, provavelmente haveria coisas de sobra no mundo e ainda haveria uma grande fortuna restante para desfrutar na idade adulta. Seria preciso muito esforço para intervir, de qualquer maneira, e o Duque de Netherby raramente fazia esforço para o que era dispensável ou o que não era favorável ao seu conforto pessoal.
― Eu não duvido, absolutamente, meu senhor

Série Westcott
1 - Alguém para Amar
2 - Alguém para Abraçar
3 - Someone to Wed
4 - Someone to Care
5 - Someone to Trust 
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