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27 de agosto de 2014

A Condessa Ladra







Ela estava na cama do inimigo!

O dever de Brandon Wycroft como Conde de Stockport era pegar o famoso ladrão que roubava dos ricos para alimentar os pobres.
Quando descobriu que o gatuno era uma mulher, Brandon mudou seu plano de ação... E transformou-o em um jogo de sedução.
Misteriosa e tentadora, ela o atormentava. E, quando a rede começou a se fechar em torno da ladra, Brandon percebeu que ele queria protege-la...

Capítulo Um

Perto de Manchester, Inglaterra. No início de dezembro de 1831
Mesmo na escuridão, ele podia sentir a alteração sutil no local. Alguém havia entrado na sala. Brandon Wycroft, quinto conde de Stockport, praguejou baixinho.
O ladrão tinha estado lá. A ironia do roubo não passou despercebida. Enquanto doze distintos cavalheiros se reuniam abaixo em sua biblioteca, fumando seus charutos e bebendo seu conhaque, planejando como pegar a mais recente ameaça à paz, essa mesma ameaça tinha andado em liberdade no último andar e se atreveu a invadir seu santuário privado: o quarto.
Graças a sua excelente audição e o fato de que seus aposentos estavam acima da biblioteca, Brandon tinha ouvido uma cadeira sendo arrastada no piso superior, e tinha subido para investigar. As cortinas esvoaçavam na janela, o que chamou a sua atenção para o frio de inverno inundando seu quarto. A janela estava aberta. Um ligeiro movimento por trás das cortinas delatou o intruso.
Os olhos de Brandon se estreitaram. Seu corpo ficou tenso. Ele corrigiu seu pensamento anterior.
A ameaça não "tinha estado", mas "ainda estava." De pé na porta de seu quarto, ele sabia que seus instintos não estavam errados. O ladrão ainda estava no quarto. A insatisfação de Brandon se transformou em necessidade de vingança.
Depois de um mês a roubar dos ricos e outros potenciais investidores do Stockport Manchester, o reinado do ladrão chegaria ao fim naquela noite. Ele iria pegar o ladrão e, em seguida, acabar com a reunião dos investidores no térreo, que pareciam mais interessados em agradar o nobre da casa do que elaborar um plano.
Então ele poderia voltar ao Parlamento e a controversa reforma legislativa que o aguardava em Londres. Mas primeiro ele tinha que pegar o homem que se escondia atrás da cortina.
Uma figura emergiu das sombras das cortinas.
A figura não estremeceu como Brandon teria imaginado, estava ali, ao lado do peitoril, com luar iluminando sua silhueta de mulher.Uma mulher? O ladrão, o intruso ousado que estava entre ele e o sucesso da tecelagem. Era definitivamente uma mulher. Brandon pensou enquanto seu olhar deslizou para baixo de seu corpo.
Dobras soltas de uma camisa preta cobriam os proeminentes seios. Calças pretas apertadas marcavam a cintura fina e os quadris curvilíneos. Ela o olhou sedutora, mas isso não mudava o fato de que era uma ladra que tinha se infiltrado em sua propriedade e que estava à sua mercê.


30 de março de 2014

Os Pecados de uma Dama

Série Lordes Libertinos

Riordan Barrett: o último libertino.

Com seus amigos devassos sucumbindo à vida pacata, todos apostavam que o charmoso Riordan Barrett seria o próximo da lista. 

Mas ele não havia nascido para se render à falsa ideia de um final feliz. 
Além disso, toda a sociedade sabia que não havia um traço sequer de salvação em seu corpo perigo­samente sexy. 
Até que, de repente, Riordan não só recebe o título de conde, como também se torna pai de duas crianças!
Sua única experiência de vida é na arte da irresponsabilidade. 
Riordan precisa de ajuda, e não seria nenhum sacrifício con­tratar uma governanta bela e jovem. Sua fama, porém, o, precede. 
A doce e inocente Maura Caulfield parece ser a única dama de Londres a ignorar sua reputação. Mas seu desconhe­cimento não perdurará muito, pois ele mostrará a ela como o pecado pode ser divertido...

Capítulo Um


— Eu aceitarei qualquer coisa que você tiver. — Maura Harding estava sentada ereta, com mãos enluvadas e cruzadas comportadamente no colo.

Ela se esforçava para soar afável em vez de desesperada. Não estava desesperada. Maura forçou-se a acreditar na quase ficção. Se ela não acreditasse, ninguém mais acreditaria. O desespero a trans­formaria num alvo fácil. Pessoas podiam sentir desespero como cães farejavam medo.
De acordo com o pequeno relógio preso ao corpete de seu vesti­do, eram 10h30 da manhã. Ela viera direto da carruagem que trans­portava correspondência para a Agência de Encaminhamento da sra. Pendergast para Jovens Ladies de Boa Criação e precisava de um trabalho até o fim do dia. A sra. Pendergast espiou sobre a bor­da de seus óculos e hesitou.
— Eu não vejo referências aqui. — O peito volumoso da sra. Pendergast inflou em desaprovação quando ela fez o pronunciamento.
Maura respirou fundo, em silêncio repetindo o mantra que a sustentara durante a longa jornada de Exeter: em Londres haverá ajuda. Não desistiria agora simplesmente porque não tinha refe­rências. Afinal de contas, sempre soubera que esse seria um obs­táculo provável.
— É a minha primeira vez procurando uma posição, senhora.
— Primeira vez usando um nome falso, primeira vez viajando para fora de Devonshire, primeira vez sozinha... muitas primeiras vezes, sra. Pendergast, se você pudesse imaginar...
As sobrancelhas da sra. Pendergast se arquearam numa expres­são desconfiada. Ela pôs o papel escrito cuidadosamente por Maura sobre a mesa e deu-lhe um olhar intransigente.
— Eu não tenho tempo para jogos, srta. Caulfield.
O nome falso soava... bem... falso para Maura, que passara a vida inteira sendo a srta. Harding. A sra. Pendergast poderia saber? O nome soaria falso para ela? Ela desconfiava?
A sra. Pendergast levantou-se para indicar que a entrevista esta­va terminada.
— Estou muito ocupada. Tenho certeza de que você não deixou de notar a sala de espera repleta de jovens ladies com referências, todas ansiosas para trabalhar em residências familiares. Sugiro que você tente a sorte em algum outro lugar.
Isso era um desastre. Maura não podia ir embora de lá sem uma posição. Para onde mais iria? Não conhecia mais nenhuma agência de empregos. Sabia sobre esta somente porque sua preceptora a mencionara uma vez. Maura pensou rápido.
— Eu tenho algo melhor do que referências, senhora. Tenho ha­bilidades. — Maura gesticulou em direção ao papel descartado. — Sei bordar muito bem, sei cantar, dançar e falar francês. Sei até mesmo pintar aquarelas.
Maura pausou. Suas realizações não pareceram impressionar a sra. Pendergast.
Quando o argumento racional fracassava, havia sempre a súplica.
— Por favor, senhora, eu não tenho para onde ir. Deve haver algu­ma coisa que eu possa fazer. Posso ser dama de companhia para uma lady idosa, tutora particular para uma garotinha. Posso ser qualquer coisa. Deve existir uma família em Londres que precise de mim.
Não deveria ser tão difícil assim. Londres era uma cidade gran­de, com muito mais oportunidades do que aquelas oferecidas no interior de Devonshire, nos arredores de Exeter, onde todos conhe­ciam todos, uma situação que Maura vinha tentando arduamente evitar. Não queria ser conhecida, embora estivesse descobrindo que essa escolha vinha acompanhada de suas próprias consequências. Era agora oficialmente uma estranha num lugar estranho, e seu plano calculado com cuidado se achava em risco,
A súplica funcionou. A sra. Pendergast recostou-se a abriu uma gaveta da mesa.
— Eu devo ter alguma coisa. — Ela mexeu dentro da gaveta e retirou um envelope. — Não é exatamente uma situação de “família”. Nenhuma das garotas aí fora irá aceitar esta posição. Eu já enviei cinco educadoras nas últimas três semanas. Todas abandonaram o emprego.
Com aquelas palavras fatídicas, a sra. Pendergast empurrou o arquivo na direção de Maura.
— O cavalheiro é solteiro, com duas crianças cuja tutela herdou do irmão.
Maura estava ouvindo apenas parcialmente, tamanha era sua empolgação.
A senhora continuou:
— É uma situação difícil. O novo conde é um completo libertino. Passa as madrugadas fora de casa, entregando-se a só Deus sabe que tipo de prazeres, enquanto as crianças enlouquecem em casa. Então há o problema com o irmão do conde. — Ela meneou a cabe­ça em desaprovação e olhou de maneira significativa para Maura, por sobre os óculos, mais uma vez. — A maneira como ele morreu foi muito chocante e repentina. Como eu disse, é uma situação difí­cil, más se você quiser, a posição é sua.
Se ela quisesse? É claro que aceitaria. Não se achava em condi­ções de ser exigente nesse momento. Maura começava a ver como sua fuga havia sido precipitada, ainda que tivesse sido necessária.
— Está ótimo, obrigada. A senhora não vai se arrepender. — Ela teria estendido sua gratidão, mas a sra. Pendergast ergueu uma das mãos.
— Eu não irei me arrepender, mas talvez você se arrependa. Ou­viu uma palavra do que eu falei, srta. Caulfield?
— Sim, senhora.


Série Lordes Libertinos
1 - Os Desafios de Uma Dama
2 - O Amor de Uma Dama
3 - Os Pecados de uma Dama
Série Concluída

31 de dezembro de 2013

As Tentações de uma Dama







Visconde Jamie Burke: o mestre das propostas indecentes. 

Em sua busca frenética por aventuras, â bela Daphne de Courtenay abandona os bons modos nos salões de baile da alta sociedade e cede ao impulso de aceitar o convite de um estranho audacioso que promete apresentar-lhe a Londres de prazeres intensos! 
Com a excitação crescendo a cada fuga, o visconde libertino começa a sonhar apenas com uma noite sem fim. 

Capítulo Um

Town House de Folkestone, Londres Maio de 1835, 20h
Jamie Burke preferia estar em qualquer outro lugar que não ali. 

Por “ali” entendia-se o Baile de Gala Anual de Folkestone. 
O baile de sua própria mãe, considerado pela melhor sociedade de Londres como a porta de entrada para os grandes eventos da temporada.
Ele, respeitosamente, discordava.
Inclinou-se contra o balaústre de pedra da prefeitura de Folkestone. Uma taça de champanhe pendia, precariamente, da ponta de sua mão negligente. 
Examinava as luzes enfeitadas do jardim com olhos cansados. Assim como o salão de baile, o jar­dim atingira a perfeição. Elegante, sem pretensão, sem ostenta­ções. 
Uma aparência projetada para seduzir o olhar e enfeitiçar os incautos, como uma daquelas cobras venenosa indianas de escamas brilhantes. Mais de um cavalheiro teve sua liberdade cerceada por um por um passeio insensato em jardins iluminados por lanternas.
Jamie deveria voltar para o salão de baile e bancar o bom anfitrião. Esperava-se dele conduta condizente com a de um filho prestativo.
Isso significava dançar com uma multidão de jovens de vestido branco, consideradas por sua mãe dignas a aspirarem ao posto de esposa dele. Todas desejando ardentemente tornar-se a próxima viscondessa Knole.
Jamie temia essa perspectiva. Faria 31 anos em quatro sema­nas. Já era hora de se casar. 
Ele sabia que esse dia chegaria e, ainda assim, deveria conjurar algum entusiasmo tanto em relação ao casamento quanto ao padrão de candidatas selecionadas por sua mãe, todas jovens, educadas, relativamente bonitas, e cada uma delas como uma folha em branco para ser preenchida por seus futuros maridos. Conhecia alguns sujeitos que preferiam suas mulheres daquele modo. 
Ele não estava entre esses homens. Gostava de mulheres independentes.
Jamie suspirou. Lá dentro, o baile apenas começava. Podia ouvir os músicos tocando na galeria. Ele deveria entrar. Do lado de fora havia certa ilusão da liberdade. 
Do lado de den­tro, seu futuro (bastante estagnado, diga-se de passagem). Sabia o que sua mãe esperava. Ele se casaria com uma da­quelas boas garotas, uma daquelas inocentes e vazias garotas de boa família. 
Era uma perspectiva assustadora pensar que sua esposa estava a apenas alguns centímetros atrás do balcão de portas francesas e ainda assim não ter a menor ideia de quem ela seria.
Jamie respirou fundo. E estacou. Seu retomo para o salão de baile foi interrompido por um movimento um pouco além da varanda. 
Um vulto em um vestido azul-claro deslizou para o jardim olhando por cima do ombro. Era intrigante. Talvez fosse uma refugiada como ele.
A moça olhou para a sua esquerda, depois para sua direita, revelando assim seu rosto. A beleza etérea evocada por ele causou uma resposta inteiramente viril em Jamie. 
Ela era adorável. Seu cabelo louro bem claro estava preso em um penteado elaborado que já se desmanchava, emoldurando seus olhos de um azul pro­fundo ao cair pelo rosto dela. Era um anjo rebelde caído do céu. 
Tal imagem provocou uma série de reações em Jamie, algumas delas protetoras: tal criatura não deveria ser deixada vagando sozinha por varandas de salões de baile. 
Outras, primitivas: a mesma criatura deveria estar à mercê de qualquer homem. Ela estava destinada para aquele homem, para ele. Pela primeira vez em um bom tempo, Jamie Burke sentiu o despertar do desejo, o chamamento da vida.
O anjo vestido de azul o avistou e arregalou os olhos, surpre­so. Foi como se a esperança houvesse sido subtraída de sua ex­pressão ao vê-lo.
Desapontamento não era uma resposta comum nas mulheres quando o viam. Ela queria ficar sozinha? Jamie estava realmente intrigado. Sorriu com simpatia e ergueu sua taça à guisa de brinde, saudando aquela bela aparição.
— Bem-vinda à varanda. Escondendo-se de alguém?
Foi em direção a ela, pois não queria conversar estando tão distante. Ela colou um sorriso em seu rosto que ele teve certeza de que era forçado.
— Senti uma dor de cabeça se aproximando e saí em busca de ar fresco.
Jamie percebeu uma breve hesitação na voz dela, notou a ansiedade velada em seus olhos e soube que o que ela dizia não era inteiramente verdade. Parecia que não era nem mesmo a metade.
— Ah...










O Amor de Uma Dama

Série Lordes Libertinos

Ashton Bedevere: célebre libertino capaz de arruinar uma reputação com a mesma rapidez com que outros cavalheiros tomam uma dose de brandy. 

Depois de anos na Itália aprimorando suas habilidades na arte da sedução, Ashe está de volta aos salões da elite londrina, precedido, é claro, por uma reputação nem um pouco lisonjeira. 
Mas a morte do pai põe fim ao seu estilo de vida esbanjador. 
Para receber o que lhe é de direito, ò notório sedutor terá de fazer o impensável: casar se!
Mas que mulher sequer pensaria em se unir a um homem como ele? 
Com certeza não a adorável Genevra Ralston. 
Afinal, seria seu fim diante da alta sociedade. Ainda assim, resistir ao charme incontestável e ao toque habilidoso de Ashe sé prova uma tarefa impossível... 

Capítulo Um 

Sexo com Ashe Bedevere era um dos “grandes prazeres” da estação e não devia ser desperdiçado, o que explicava por que lady Hargrove o estava favorecendo com um esplêndido bei­cinho e uma rápida visão velada de seu busto sob um lençol cuidadosamente drapeado, na esperança de persuadi-lo a ficar.
— Certamente alguns poucos minutos não farão diferença — protestou ela com um olhar tímido, deixando que o lençol escorregasse muito provocadoramente pela curva de seu quadril.
Ashe enfiou os braços nas mangas da camisa, vestindo-se ra­pidamente. O que quer que o houvesse encantado nos atributos femininos de lady Hargrove mais cedo naquela noite, tinha eva­porado no rastro do bilhete que chegara para ele. Ele vestiu a calça e a presenteou com um sorriso pecaminoso, feito para aplacá-la.
— Minha cara, o que eu tinha em mente para nós levaria mais do que uns poucos minutos.
A promessa de prazer adiado foi suficiente. Ashe deslizou porta afora antes que ela pudesse discutir, com todos os seus pensamentos fixos em um objetivo: chegar a Bedevere, à sede da família do Conde de Audley. Não importava que Bedevere ficasse a três dias de distância a cavalo.

Não importava que ele pudesse ter respondido aos numerosos pedidos de voltar para casa nos anos anteriores e não o tivesse feito. Não importava nada disso. Dessa vez era diferente. Dessa vez, o advogado havia escrito duas frases desesperadas: “Venha para casa. Seu pai morreu.”
Ashe correu pelas últimas poucas mas até seus aposentos em Jermyn Street, empurrado por uma sensação de urgência e impo­tência. Ele sempre pensara que teria mais tempo.
Três dias mais tarde
— Deus e diabo estão nos detalhes! — xingou Ashe, não muito baixo, e puxou com um safanão as rédeas de seu garanhão baio, freando o animal. Essas eram as terras de Bedevere? Mais im­portante: essas eram terras de seu pai? Ele mal conseguia conci­liar as imagens que via agora, dos campos cobertos de ervas daninhas e cercas de pedras semidestruídas ao longo da estrada, com a lembrança dos campos férteis e estradas imaculadas de sua juventude.
Ele havia visto muito do diabo desde que viera para Bedevere e não muito de Deus. Como teria isso acontecido?
Uma pontada aguda de culpa o atingiu profundamente e de forma implacável.
Ele sabia a resposta.
Era sua culpa.
A atual convocação para voltar para casa não fora a primeira, mas seria a última. Ashe poderia ter voltado muito tempo antes, quando o primeiro acesso da doença acontecera, quatro anos mais cedo. 
Poderia ter voltado quando seu irmão perdera o juízo dois anos antes, por razões que ainda não tinham ficado claras para de. 
Mas não o havia feito, e uma conseqüência extraordinária havia ocorrido em razão disso: a força atemporal de Bedevere linha cambaleado e, por fim, se provado falível. 
Ele havia esperado demais, e toda essa decadência podia ser creditada a ele.
Parecia uma virada irônica do destino que ele agora estivesse preparado para ser o curador de um lugar do qual fugira voluntariamente anos antes. 
O lugar havia sido perfeito então, tão diferente dele, que era tão imperfeito. Era bem menos perfeito agora, e ele ainda tinha defeitos...  

Série Lordes Libertino
2 - O Amor de Uma Dama
Série Concluída

27 de outubro de 2013

Os Desafios de uma Dama

Série Lordes Libertinos

Sua busca por devassidão é digna de nota.

A vida escandalosa de Merrick acaba de passar por um revés.
Pego em uma situação um tanto quanto comprometedora com lady Alixe Burke, ele é intimado pelo pai da moça a encontrar um pretendente para ela.
Caso contrário deverá desposá-la! Mais feliz na biblioteca do que no salão de bailes, Alixe é um diamante bruto.

Merrick, por sua vez, jamais recusa um desafio, e seus conhecimentos vão muito além da mera etiqueta social. 
Ele não se deixa enganar pela modéstia de Alixe, por isso decide que deverá ensinar-lhe todos os seus truques de sedução! 

Capítulo Um 

Merrick St Magnus não fazia nada pela metade, incluindo as famosas Gêmeas Greenfield. 
Mesmo agora, as lendárias cortesãs estavam deleitavelmente vestidas com diferentes tipos de roupas extravagantes sobre o comprido divã veneziano da sala.
Com os olhos fixos na primeira gêmea Greenfield, Merrick pegou uma fatia de laranja de uma bandeja de prata e rolou-a no açúcar fino de maneira preguiçosa, não deixando de notar o peito adorável pressionando-se aos limites da decência pelos efeitos duplos de um espartilho de renda e um decote baixo. 
— Uma doce tentação merece outra, ma chère — disse ele em tom de voz sedoso, os olhos percorrendo o corpo dela de forma significativa, notando como a pulsação na base do pescoço delicado batia freneticamente gostando daquela sedução aberta. 
Merrick deslizou a fatia de laranja contra os lábios dela, a ponta da língua dela lambendo o açúcar fino, durante o tempo todo insinuando que ela seria capaz de lamber mais do que os próprios lábios. Ele ia aproveitar aquela noite.
Mais do que isso, iria gostar de vencer a aposta que atualmente preenchia páginas do livro de apostadores do clube White’s e coletar os ganhos no dia seguinte. 
Ele pretendia ganhar uma quantia respeitável, que resolveria problemas criados durante uma recente onda de má sorte nas mesas de jogo. 
Com certeza, homens tinham “tido” as encantadoras irmãs Greenfield, mas nenhum homem obtivera conhecimento carnal de ambas ao mesmo tempo. 
Na outra ponta do divã, a gêmea número dois fez um biquinho tímido. 
— E quanto a mim, Merrick? Eu não sou uma tentação? 
— Você, ma belle, é uma verdadeira Eva. — Merrick deixou a mão pairar sobre a bandeja de frutas, como se estivesse contemplando, decidindo qual das frutas escolher. 
— Ah, para você, minha Eva, um figo, eu acho, para os prazeres do Éden que esperam um homem em seu jardim.
As referências literais dele não obtiveram sucesso. Ela fez outro biquinho, perplexa. 
— Meu nome não é Eva. 
Merrick reprimiu um suspiro. Pensou no dinheiro. Deu um sorriso malicioso, pondo o figo dentro da boca da cortesã e fazendo-lhe um elogio que ela entenderia. 
— Eu nunca sei dizer qual de vocês duas é a mais bonita. — Mas definitivamente podia dizer qual delas era a mais inteligente. 
Ele baixou uma das mãos sobre o bumbum exposto da gêmea número dois e traçou um círculo na pele dela com o indicador, ganhando um sorriso encabulado. 
A gêmea número um estava com as mãos nos ombros dele, massageando-os enquanto puxava a camisa dele para fora da calça. Era hora de cuidar do assunto em mãos... Foi quando aconteceu... 
Série Lordes Libertinos
1 - Os Desafios de uma Dama

14 de agosto de 2013

A Reputação De Uma Dama







O grave escândalo de Merrick na temporada de Londres causou um sério problema para ele. 

Flagrado em uma situação comprometedora com lady Alixe Burke, o pai da dama obrigou este famoso libertino à missão de transformar sua filha na estrela da temporada, e encontrar-lhe um pretendente aceitável. 
Lady Alixe, preferia passar suas horas na biblioteca trabalhando em seus estudos do que se exibindo em um salão de baile, ela era, sem dúvida, uma candidata a envelhecer solteirona. 
Mas Merrick jamais resistiu a um desafio e sua experiência vai além da etiqueta social. 
Ele nunca acreditou na inocência de uma mulher, mas se propõe a ensinar a ela tudo o que um libertino sabe…

Comentário Revisão Final Lui: Eu gosto muito de livros desta época, diferente da chefia rsrsrsrs. Um casal improvável: uma mulher que detesta a falsidade da sociedade e um homem que vive para se divertir neste meio. E apesar de tudo, eles acabem se surpreendendo porque se entendem, se admiram e acabam se apaixoando contra todas as probabilidades.Livro curto perto dos históricos que nós costumamos revisar,mas uma bonita história.

Capítulo Um

Merrick St. Magnus nunca fazia nada pela metade, nem mesmo quando se tratava de seduzir às gêmeas Greenfield. As legendárias cortesãs descansavam sensualmente no divã do salão, esperando seus cuidados. 
Com o olhar fixo na primeira delas, e nos generosos seios que quase escapavam do apertado espartilho, Merrick pegou um gomo de laranja de uma bandeja de prata e o impregnou de açúcar. 
—Uma tentação tão doce merece outra igual, Ma chère — lhe disse em tom aveludado, enquanto percorria seu corpo com o olhar. Não lhe passou despercebido às pulsações na base do pescoço. 
Merrick passou a laranja por seus lábios entreabertos. A ponta da língua saiu para lamber o açúcar e sugerir que estava pronta, e impaciente, para lamber outra coisa... Ia se divertir muito naquela noite, pensou ele. 
E, além disso, ia ganhar a aposta que atualmente dominava o Livro de Apostas do Clube White’s, cujo prêmio lhe permitiria superar a onda de má sorte que tinha tido nas mesas de jogo. 
Muitos homens tinham conhecido intimamente às irmãs Greenfield, mas nenhum tinha desfrutado das duas ao mesmo tempo... No outro lado do divã, a segunda gêmea fez uma careta com os lábios. 
—E eu, Merrick? Não sou uma tentação? —Você, Ma belle, é uma autêntica Eva — Merrick deixou a mão suspensa sobre a bandeja de frutas, como se pensasse cuidadosamente o que escolher. — Para ti um figo, Eva, pelos prazeres que aguardam um homem em seu Éden particular... De nada serviram suas referências bíblicas, porque ela fez uma careta de perplexidade. Era óbvio que não sabia do que falava. 
—Meu nome não é Eva. Merrick bloqueou um suspiro de frustração. Tinha que pensar só no dinheiro e nada mais. Esboçou um sorriso malandro e introduziu o figo em sua boca, acompanhando com um elogio muito mais fácil de entender. 
—Não sei qual das duas é a mais bela — mas sabia muito bem qual era a mais inteligente. Deixou cair à mão sobre o amplo decote da segunda gêmea e desenhou um círculo com o dedo, recebendo um tímido sorriso. 
Enquanto isso, a primeira gêmea massageava seus ombros e abria seu cinto. Era hora partir para a ação. Mas então, seu criado começou a esmurrar a porta da sala. 
—Agora não!
  






7 de julho de 2013

A Dama E O Libertino

Série Irmãos Ramsden
O preço pela virgindade de Julia Prentiss era de quinze mil libras!

Decidida a não se submeter a um forçado matrimônio, Julia não teve outra opção além de arruinar sua honra.
O libertino Paine Ramsden era famoso por não possuir escrúpulos na hora de seduzir damas inocentes, então, possivelmente ele poderia ajudá-la com seu… problema. 
Entretanto, por mais que Paine fosse merecedor daquela reputação, Julia era uma jovem tão incrivelmente pura que só uma noite com ela bastou para arruinar a... Ele.
A recém-descoberta sensualidade de Julia despertaria nele sentimentos com os quais não estava absolutamente familiarizado.

Capítulo Um

Londres, Maio de 1829.
Não ia ser vendida como se fosse uma égua de luxo em Tattersalls, o mercado popular de cavalos de Londres!
Julia Prentiss passou a mão em seu elegante penteado com um gesto incrédulo, plantada entre seu tio Barnaby e Mortimer Oswalt, o burguês velho e briguento que pediu sua mão, não ia tolerar aquela conversa sobre ela como se não tivesse personalidade própria e fosse incapaz de falar por si mesma.
—É obvio, eu pagaria um excelente dote. Digamos quinze mil libras — Mortimer Oswalt alisou com as duas mãos a frente do seu colete roxo, que o fazia parecer uma uva passa.
Aboletado em sua cadeira, examinava Julia atentamente com seus libidinosos olhos azuis, ainda avermelhados pela última noite de farra na cidade.
Quinze mil libras! Julia reprimiu uma torrente de comentários inapropriados.
Como se atrevia a oferecer dinheiro por ela como se estivesse em uma casa de leilões?
Seu luxurioso olhar lhe dava calafrios. Não suportava imaginar sequer a sensação de suas mãos tocando sua pele.
De todas as formas não fazia sentido pensar em pesadelos que jamais se tornariam realidade.
Julia olhou apavorada para seu tio Barnaby; tinha certeza que ele rechaçaria a oferta, apesar de a conversa ter avançado até esse ponto, afinal, Mortimer Oswalt não pertencia ao mesmo círculo social.
Seu tio era visconde de Lockhart e um importante político da Casa dos Lores. E Oswalt, não era mais que um simples comerciante de Londres, um comerciante muito rico, certamente, mas no fim não passava de um burguês, embora com uma renda anual que deveria triplicar a sua.
O título de visconde não garantia uma grande fortuna, mas eles eram nobres, e os nobres não se casavam com os burgueses.
—Está falando de quinze mil libras? É uma quantia generosa, uma oferta respeitável. Estou seguro de que poderemos chegar a um acordo satisfatório — tio Barnaby esboçou um sorriso resignado, evitando olhá-la. Julia estava aturdida, o que diabos deu em seu tio para que decidisse vendê-la para aquele velho? Já estava na hora dela expressar sua opinião a respeito.
Aquela situação ridícula e repugnante já tinha passado dos limites para seu próprio gosto.
—Declino, respeitosamente.

Série Irmãos Ramsden
0.5 - Grayson Prentiss's Seduction
1 - A Dama e o Libertino 
2 - The Earl's Forbidden Ward
2.5 - Arabian Nights with a Rake
3 - Untamed Rogue, Scandalous Mistress
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