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30 de janeiro de 2012

Lições De Amor

Série Escola de Sedução
Quando o amor é mais forte... 

Alguns meses atrás, o marido de Catherine Chartwell encontrou um final trágico e prematuro nas mãos de uma amante ciumenta. 
Mas, se ele já infernizava Catherine em vida, depois de morrer a situação só piorou, pois ele a deixou sem dinheiro, sem casa e sem esperança. 

Então, certa noite, quando Catherine começava a considerar a pior das possibilidades, um desconhecido entrou no vagão da diligência em que ela viajava. 
As intenções dele, a princípio, eram as mais indecentes possíveis, mas à medida que ele descobria mais coisas sobre Charlotte, uma emoção desconhecida começou a tomar conta de seu coração. 
Seria compaixão? Não, nunca! 
Ele era Alex Baxendale, terceiro conde de Hawksford, conhecido na sociedade como um homem dedicado às paixões, implacável em sua busca por prazeres mundanos. No entanto, ele nunca conhecera uma mulher tão intrigante quanto Charlotte. 
Poderia aquela beldade convencer o notório libertino a abrir mão de sua liberdade e entregar-lhe o coração para sempre? 

Capítulo Um 

Londres, Inglaterra Janeiro de 1830 
Sendo uma dama respeitável, de linhagem e cultura impecáveis, ao menos por parte da família do pai, Catherine sabia que não deveria piscar acenar ou sorrir para qualquer homem com o intuito de chamar atenção. 
Muito menos estando numa carruagem de aluguel. 
Porém, o patético tilintar das parcas moedas que lhe restavam na bolsa de renda á fez se lembrar de que, em determinadas situações, a respeitabilidade não era apenas um conceito muito exagerado, como também inteiramente inútil. 
Embora nos últimos meses tivesse tentado vários meios de conseguir renda mais digna, seus esforços haviam se provado inúteis. 
Todos tinham acabado da mesma forma: com sua demissão. 
 Como copeira de um banqueiro, sofrera assédio constante do patrão. 
Após ela ter rejeitado todas as suas asquerosas tentativas, ele conseguira convencer a esposa de que ela, Charlotte, sempre deixava a sopa queimar, o leite azedar e o chá secar. 
E todas aquelas mentiras, era claro, haviam culminado em sua demissão. 
Como arrumadeira de um capitão da Marinha, ela fora ainda mais humilhada, além de bolinada em quartos fechados por um mordomo que era tão obstinado quanto esquálido. 
Quando cansara de se esquivar das mãos ávidas do infeliz e ameaçara levar o caso aos ouvidos do patrão, a retaliação tinha sido imediata: ele havia caminhado decidido, até o corredor e destruíra uma coleção inteira de vasos. 
A falsa acusação de que fora ela a autora do desastre não só havia resultado na perda de seu salário, como lhe custara todas as referências. 
E, claro, em sua demissão. A realidade em que se encontrava era desoladora. 
Não conseguia meios de ganhar nem sequer um tostão, o patife do marido estava morto e, devido à natureza sórdida que ele possuía toda a sua família, incluindo suas quatro amantes, continuava acolhida em suas propriedades. 
Enquanto isso, ela definhava na casa da cidade sem mobília que os pais haviam lhe deixado, sem nenhuma renda anual, esperando que a Justiça lhe restituísse um terço das propriedades do marido, que, por direito, lhe pertencia. 
Contestar o testamento do marido fora mais dispendioso do que ela havia pensado. 
Só quando se vira obrigada a penhorar seu único espartilho dera-se conta de que a situação financeira em que se encontrava era delicada, para não dizer, deprimente. 
Sendo assim, no momento em que a carruagem de aluguel em que viajava penetrou na parte mais respeitável da cidade, em frente ao Hyde Park, decidiu que era hora de abandonar os últimos resquícios de orgulho e se mostrar disponível aos gentis cavalheiros. 
A julgar pelo assédio que sofrera desde a morte do marido, estava certa de que aquela atividade lhe asseguraria o sustento. 
Olhou pela janela da carruagem, estudando, nervosa, o passeio que se aproximava. Havia coisas piores do que vender a própria virtude. 
Como por exemplo, vender a única casa que possuía e que pertencera a sua família durantes séculos; ou ter de implorar à família do marido; ou, que Deus a livrasse, rastejar para uma de suas amantes, a qual tinha herdado tudo, sabido de sua condição e, ainda assim, não lhe oferecido nada. 
— Que Deus me proteja! 

Série Escola de Sedução
1 - Mistress of Plesure
2 - Lições de Amor
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