Lady Elizabeth Bilford deve proteger sua herança da cobiça de sua avó antes que seja muito tarde.
O que menos se espera, é que será o novo Duque de Stradford, que ela despreza com todas suas forças, que a ajudará a recuperar sua herança protegendo-a dos atentados contra sua vida.
Capítulo Um
Inglaterra, Costa do Devon, abril de 1834.
Elizabeth estava cavalgando sobre Nenúfar na praia, rindo de Joss que estava tentando alcançá-la. Quando chegaram até as rochas, ela gritou com alegria, atirando as rédeas para longe, e afastando seu cabelo avermelhado de seu rosto bonito.
— Ganhei!
Joss se aproximou sobre seu cavalo olhando-a divertido.
— Te deixei ganhar. – Disse seu amigo desde que tinha três anos. Ela o observou com um sorriso nos lábios.
Loiro e com olhos marrons era muito esbelto e estava complexado porque Elizabeth passava dele alguns centímetros.
— É obvio, milorde. – Disse ela zombeteiramente enquanto descia do seu cavalo. Seus olhos verdes brilhavam de alegria. Sentou-se na areia com as pernas cruzadas.
— Elizabeth, deveria voltar para casa. – Disse seu amigo, sentando-se ao lado dela. – Ela fez uma careta.
— Eu não quero voltar. – Agarrou um punhado de areia e deixou cair entre seus dedos.
— Há convidados esta noite, e sempre me sinto desconfortável com esses esnobes. – Seu amigo de treze anos a empurrou pelo ombro.
— Eu estarei lá e não sou um esnobe. – Ela sorriu.
— Sim, você é, mas já estou acostumada com você. – De repente, tornou-se séria e disse com rancor:
— Estará o herdeiro do meu pai.
Joss a olhou de cima para baixo.
Elizabeth Bilford – Sophie Saint Rose
— Bem, não deixe que lhe vejam com essas roupas ou escandalizará a boa sociedade.
Elizabeth olhou para si mesma. As calças que ela usava para montar eram mais confortáveis que o traje que lhe tinha encomendado Susan a modista, e a camisa que ela tinha roubado de Joss.
— Que me importa o que pensam sobre minha aparência. Não terão escolha senão aceitar-me, mesmo que seja vesga e manca. – Joss riu.
— Certo. A Elizabeth Bilford, filha do Duque de Stradford e herdeira de uma das fortunas mais importantes da Inglaterra, não poderão rechaçá-la em nenhum lugar. – Seu amigo a olhou nos olhos.
— Que você é uma das jovenzinhas mais bonitas da Europa, não tem nada a ver. – Elisabeth olhou para ele com a boca aberta.
— Você acha que eu sou bonita? – Joss fez uma careta.
— Para quem tem doze anos, você não está mal.
Ela pôs-se a rir e empurrou o seu amigo atirando-o sobre a areia. Levantou-se entre gargalhadas enquanto escapava de Joss, que tentava pegá-la e conseguiu chegar a seu cavalo.
— Te afaste! – Ela gritou entre risadas.
— Tenho que me pôr bela para impressionar os convidados de meu pai. – Isso fez rir mais Joss.
— Ei! Isso é sério! – Ela exclamou enquanto movia o pé de um lado para o outro para que a soltasse. – Ele a deixou ir.
— De acordo – Sorrindo, ele subiu a seu cavalo.
— De todas maneiras eu também tenho que ir. O pai me mataria se não chegasse a tempo.
Elizabeth sorriu para ele de sua sela.
— Logo nos veremos ...
Série Época
1- Elizabeth Bilford
2-A Mimada da Rainha
(esta série vai até 20 - pode ler os livros sem sequência.
11 de junho de 2020
Elizabeth Bilford
Serie Época
9 de junho de 2020
Senhora do Guerreiro
Jarrett é um guerreiro.
Corajoso, forte e valente, ele pertence ao campo de batalha, mas o destino tem outros planos. Capturado por seus inimigos sendo torturado por diversão, ele anseia pela morte que lhe é negada pela maje1, que cura seu corpo quebrado noite após noite. O toque gentil de Leyla restaura sua esperança e sua ternura repara seu coração machucado.
Mas será que a crescente paixão e devoção um pelo outro será forte o suficiente para prevalecer contra aqueles que tentam desesperadamente mantê-los separados?
Capítulo um
Espalhado na mesa de ferro, ele puxou as grossas tiras de couro que prendiam seus pulsos e tornozelos, contorcendo-se impotente em uma agonia de sangue e carne machucada. Chorando, amaldiçoando, ele caiu para trás, seus olhos se fechando sob o pesado capuz preto que cobria sua cabeça e pescoço como uma mortalha. O material, criado por um antigo feiticeiro Fen, parecia respirar com vida própria, permitindo que o ar circulasse enquanto apagava completamente a luz. Onde ela estava?
Ele cerrou os punhos contra a dor que se estilhaçava através do seu corpo, rezando para que ele sangrasse até a morte antes que ela viesse, mas ao mesmo tempo rezando para que ela se apressasse. Ele podia sentir o sangue escorrendo de suas feridas. Pior do que a dor era a fraqueza, o cansaço que o envolveu depois de desafiar os seus torturadores por horas a fio.
Ele ansiava pelas névoas da escuridão que giravam fora de alcance, sabendo que a morte era a única saída do inferno em que vivia, sabendo que, por mais que desejasse, a morte não o encontraria neste dia. Seus algozes eram hábeis nos jogos, infligindo cuidadosamente ferimentos que às vezes eram extremamente dolorosos, mas nunca fatais.
Uma vez ele tentou morrer de fome, mas os gigantes que guardavam a masmorra forçaram a comida a descer por sua garganta por meio de um fino tubo oco. Fora uma experiência muito desagradável, que ele não desejava repetir.
Nos dias em que foi deixado sozinho em sua cela, aprisionado na escuridão, em vez da escuridão eterna do capuz, ele ansiava pela presença de Maje, o som de sua voz. Ansiava pelo toque das mãos dela, imaginando como seria sentir o toque dela, não o toque de cura, mas o toque de amor.
Ele estava à beira do esquecimento quando ouviu a porta abrir, e ela estava lá. Podia sentir a presença dela ao lado dele, a empatia irradiando dela em ondas douradas de tranquilidade que eram quase tangíveis.
Ele sentiu o calor de suas mãos se movendo em direção a ele e balançou a cabeça violentamente de um lado para o outro.
—Não.— Sua voz era fraca, desigual, abafada pelo capuz.
—Eu devo.— Sua voz era baixa e suave.
—Não.— Ele abriu os olhos, desejando poder ver o rosto dela apenas uma vez. — Deixe-me morrer—, ele implorou. Mas era uma esperança tola, pois as feridas, embora dolorosas, não ameaçavam sua vida. Ainda assim, sempre havia a possibilidade de sangrar até a morte se ela não usasse o seu dom.
—Eu não posso.— ela retrucou.
—Por favor ...— Ele forçou a palavra com os dentes cerrados, odiando a fraqueza que o fez implorar, a miséria e a exaustão que o despiram de sua coragem, seu orgulho.
—Eu não posso—, ela disse novamente, e ele pareceu secar diante dela, como se tivesse perdido toda a esperança. E talvez tivesse, pensou tristemente, mas ela não podia deixá-lo morrer. Ela era uma Maje.

Senhor do Prazer
Série Escola de Sedução Alexander William Baxendale, o conde de Hawksford , sempre fora um homem grande.
Seu tamanho o tornara popular apenas com os amigos. Apesar de seu peso, ele considerava sua vida maravilhosa até conhecer a Srta. Charlotte Jane Sutton. Ele rapidamente percebe que ganhar a garota dos seus sonhos não é o mesmo que comer chocolate. Quando ela o rejeita e quebra seu coração, ele decide que a melhor vingança é tornar-se o homem dos sonhos de toda mulher. Infelizmente, ele consegue uma fama que não está pronto para abraçar. Logo, muito mais do que apenas Charlotte estão batendo na sua porta. Ele sobreviverá à sua própria vingança? Ele não tem tanta certeza.
Capítulo Um
Londres, Inglaterra – A temporada, 1819
Ao contrário da maioria dos homens de vinte anos, da alta sociedade, que tinham sangue quente nas veias, o visconde Alexander William Baxendale, futuro conde de Hawksford, ainda era virgem.
É claro que ninguém, nem mesmo o próprio Deus, sabia.
Embora ele exalasse uma forma de ousadia masculina que nenhum farrista podia competir, o simples pensamento de ser visto nu por qualquer mulher o colocava em pânico, porque ele gostava de comer e… seu corpo demonstrava. Ele nunca gostou de olhar para o próprio corpo, então por que ele faria uma pobre mulher sofrer com isso?
Enquanto seus colegas se mostravam incapazes de entender as mulheres e o que elas queriam de um homem, ele percebia muito da mente feminina. E isso não se dava por escolha própria. Ele viva em uma casa cheia de irmãs e sua mãe, indisciplinada, tinha tendência a revelar demais sobre todos os assuntos, inclusive sobre a menstruação mensal.
Tirando o fato de que seus pais agiam constantemente de forma inapropriadamente, fazendo um espetáculo de si mesmos, ao fumar ópio na companhia de seus próprios filhos, sua vida era encantada e ele sabia disso. Ele dirigia o mais recente modelo de carruagem, envernizada preta, com estofado em cinza e tinha sua própria sala de bilhar na qual abrigava aparadores de madeira cheios de várias marcas caras de conhaque. Suas roupas eram feitas por alfaiates franceses, que poucos em Londres podiam comprar e, suas botas de couro até os joelhos, tinham um polimento glorioso que uma vez fora elogiado pelo próprio rei.
Alexander amava sua vida. Ele ia a festas quase todas as noites e tinha inúmeros amigos que o faziam sentir-se confiante e todo poderoso. Ele só lutava com uma coisa: a comida.
Depois que ele ganhou seis quilos a mais quando ele tinha quinze anos, sua mãe decidiu controlar suas porções escandalosas. Com relutância, concordou em se condenar a uma única xícara de mingau durante o café da manhã, uma mísera fatia de carne com muitos vegetais durante o meio-dia e, para o jantar, uma tigela de sopa e uma maçã.
No final do dia, ele estava morrendo de fome. À noite, ele se sentava sozinho na cozinha e comia todas as coisas que ele não podia comer durante o dia. A culpa o assolava quando sua mãe perplexa questionava por que ele nunca perdia peso.
Enquanto frequentava o colégio Eton, ele iniciou boxe para transformar sua massa em músculo, e se tornou muito bom em dar pancadas, deixando com receio de sangrar qualquer um que praticasse com ele, mas isso não era suficiente para fazê-lo perder peso. Seu instrutor insistia que ele precisava boxear todos os dias por pelo menos duas horas. Ele preferia tomar uma caneca de cerveja com seus amigos e agir como louco ao subir em cima de carruagens em alta velocidade.
Seu tamanho o tornara popular apenas com os amigos. Apesar de seu peso, ele considerava sua vida maravilhosa até conhecer a Srta. Charlotte Jane Sutton. Ele rapidamente percebe que ganhar a garota dos seus sonhos não é o mesmo que comer chocolate. Quando ela o rejeita e quebra seu coração, ele decide que a melhor vingança é tornar-se o homem dos sonhos de toda mulher. Infelizmente, ele consegue uma fama que não está pronto para abraçar. Logo, muito mais do que apenas Charlotte estão batendo na sua porta. Ele sobreviverá à sua própria vingança? Ele não tem tanta certeza.
Capítulo Um
Londres, Inglaterra – A temporada, 1819
Ao contrário da maioria dos homens de vinte anos, da alta sociedade, que tinham sangue quente nas veias, o visconde Alexander William Baxendale, futuro conde de Hawksford, ainda era virgem.
É claro que ninguém, nem mesmo o próprio Deus, sabia.
Embora ele exalasse uma forma de ousadia masculina que nenhum farrista podia competir, o simples pensamento de ser visto nu por qualquer mulher o colocava em pânico, porque ele gostava de comer e… seu corpo demonstrava. Ele nunca gostou de olhar para o próprio corpo, então por que ele faria uma pobre mulher sofrer com isso?
Enquanto seus colegas se mostravam incapazes de entender as mulheres e o que elas queriam de um homem, ele percebia muito da mente feminina. E isso não se dava por escolha própria. Ele viva em uma casa cheia de irmãs e sua mãe, indisciplinada, tinha tendência a revelar demais sobre todos os assuntos, inclusive sobre a menstruação mensal.
Tirando o fato de que seus pais agiam constantemente de forma inapropriadamente, fazendo um espetáculo de si mesmos, ao fumar ópio na companhia de seus próprios filhos, sua vida era encantada e ele sabia disso. Ele dirigia o mais recente modelo de carruagem, envernizada preta, com estofado em cinza e tinha sua própria sala de bilhar na qual abrigava aparadores de madeira cheios de várias marcas caras de conhaque. Suas roupas eram feitas por alfaiates franceses, que poucos em Londres podiam comprar e, suas botas de couro até os joelhos, tinham um polimento glorioso que uma vez fora elogiado pelo próprio rei.
Alexander amava sua vida. Ele ia a festas quase todas as noites e tinha inúmeros amigos que o faziam sentir-se confiante e todo poderoso. Ele só lutava com uma coisa: a comida.
Depois que ele ganhou seis quilos a mais quando ele tinha quinze anos, sua mãe decidiu controlar suas porções escandalosas. Com relutância, concordou em se condenar a uma única xícara de mingau durante o café da manhã, uma mísera fatia de carne com muitos vegetais durante o meio-dia e, para o jantar, uma tigela de sopa e uma maçã.
No final do dia, ele estava morrendo de fome. À noite, ele se sentava sozinho na cozinha e comia todas as coisas que ele não podia comer durante o dia. A culpa o assolava quando sua mãe perplexa questionava por que ele nunca perdia peso.
Enquanto frequentava o colégio Eton, ele iniciou boxe para transformar sua massa em músculo, e se tornou muito bom em dar pancadas, deixando com receio de sangrar qualquer um que praticasse com ele, mas isso não era suficiente para fazê-lo perder peso. Seu instrutor insistia que ele precisava boxear todos os dias por pelo menos duas horas. Ele preferia tomar uma caneca de cerveja com seus amigos e agir como louco ao subir em cima de carruagens em alta velocidade.
Série Escola de Sedução
1- Senhora da Sedução
2- Senhor do Prazer
3- Senhora do Prazer
1- Senhora da Sedução
2- Senhor do Prazer
3- Senhora do Prazer
3 de junho de 2020
Senhora da Sedução
Série Escola de Sedução
Neta de uma cortesã de renome, Maybelle de Maitenon não tem interesse na escola da avó em Londres, onde os cavalheiros recebem instruções - na arte da sedução.
Seu único desejo na vida é permanecer independente, livre dos homens e das amarras do casamento. Mas quando Maybelle põe os olhos em Edmund Worthington, o duque de Rutherford, em um sarau, e ouve sua reputação escandalosa, ela decide que ele é a pessoa perfeita para ela ter um encontro sem compromisso. Deve ser feito. A paixão desenfreada novamente confundiu o sobrenome de Edmund Worthington. Depois de seu encontro muito público com a impressionante e bonita Maybelle, sua mãe insiste que ele se case com ela. Mas, para surpresa do duque, Maybelle zomba de sua proposta. Ele nunca encontrou uma mulher tão descarada - e irritantemente irresistível. Mas quando a avó de Maybelle adoece, forçando Maybelle a assumir o comando de sua escola, Edmund arma um plano para fazê-la dele. Ele se matricula na escola, onde ninguém além de Maybelle deve lhe dar aulas especializadas em prazer carnal.
Capítulo Um
Londres, Inglaterra - maio 1830
Quando Maybelle descobriu, pela primeira vez, com a tenra idade de doze anos, que sua bela avó de cabelos grisalhos era na verdade uma cortesã francesa, tinha sido muito... estranho. Mas, igualmente fascinante para dizer no mínimo.
Sendo deixada sob os cuidados de uma mulher tão sexualmente livre, certamente apontaria para uma educação incomum. Francês, por exemplo, foi ensinado não por necessidade cultural ou educacional, mas porque sua avó acreditava que o francês, ao ser pronunciado enrolando a língua, era erótico. Como tal, palavras francesas sempre tinham que ser polvilhadas aqui e ali, como açúcar em pó sobre o idioma Inglês não-tão-orgásmico. Aos quatorze anos, Maybelle se recusou a aderir à ridícula regra Francês/Inglês da mulher. Principalmente, porque ela se sentia como uma idiota que não poderia decidir entre duas línguas.
Aos quinze anos, Maybelle ficou ainda mais estupefata ao descobrir que os pequenos livros maliciosos não só eram permitidos, como eram necessários. Assim, ao contrário de outras meninas que se esgueiravam para esconder livros obscenos e mantê-los debaixo das suas almofadas do quarto, Maybelle foi obrigada a esconder volumes de Voltaire, pois era muita cópula para uma jovem ingerir dia após dia.
Desnecessário será dizer que, depois de passar nove anos sob o domínio perpétuo da avó, não havia realmente muita coisa neste mundo que pudesse realmente surpreendê-la.
Ou pelo menos foi o que ela pensou.
Maybelle olhou para o copo cheio de conhaque que tinha sido colocado na superfície brilhante da mesa de nogueira diante dela, e soltou um suspiro exasperado enquanto ela se aplacava em uma das cadeiras do salão. Ela esperava que as últimas horas passadas com a avó fossem difíceis. Mas conhaque?
Era muito cedo ainda.
Ela encontrou o olhar atento de sua avó do outro lado da sala carmesim francesa. —Presumo que não haja chá nos armários?
— Sim. Chá. Os ingleses são excessivamente obcecados com ele. — Sua avó levantou-se do sofá, farfalhando não só as saias verdes mas também todos os três conjuntos de pérolas penduradas sobre o seu peito mais do que generoso. —Temos todo o direito de brindar a todas as nossas próximas aventuras. Afinal, você finalmente vai poder visitar seu amado Egito, enquanto eu, eu finalmente terei minha Escola de Galanteria.
Maybelle piscou. —Sua Escola da Sedução? O que é isso?
—Ah. — Sua avó se apressou em direção à escrivaninha montada no canto da sala e pegou um pedaço de pergaminho de cima de uma pilha de correspondências. Virando-se, ela se apressou novamente e parou diante de Maybelle. Sorrindo sempre tão encantadora, ela estendeu o pergaminho cor creme pelas pontas dos dedos bem cuidados. — Voilà — Maybelle olhou para o pergaminho pendurado diante dela.
Escola da Sedução de Madame Therese
Todos os cavalheiros são bem-vindos.
Aprender com a cortesã mais famosa da França
Tudo o que há para saber sobre o amor e a sedução.
Apenas uma quantidade limitada de inscrições está sendo aceita no n.º 11 Berwick Street.
A discrição é garantida e aconselhada.
Isso certamente explicava porque sua avó tinha estado muito calada nestes últimos meses. Ela tinha estado ocupada criando uma escola. Para cavalheiros.
Oh céus. Isso ia segui-la até as pirâmides. Pelo menos a mulher tinha usado um pseudônimo. Embora fosse apenas uma questão de tempo antes que os mexeriqueiros e fofoqueiros descobrissem quem estava realmente por trás disso.
—Bem…— Sua avó insistiu, ainda segurando o anúncio. —O que você acha?
Desde que a morte de seu pai a deixou sob os cuidados de sua avó, ela muitas vezes se sentia como se fosse a guardiã. Ficar longe de pessoas rudes e sem consideração que as julgavam com base na reputação da sua avó sempre lhe dificultou a vida. Mas isso?
Levantando-se de sua cadeira, Maybelle agarrou o pergaminho. — Nossa reputação já não é boa. Por que diabos você se sente na necessidade de arruiná-la até a morte? Você prometeu ao papai que nunca mais voltaria a ser uma cortesã. Você prometeu.
Sua avó arqueou uma sobrancelha prateada. — Esta não é uma “volta”. Estou meramente vendendo as técnicas.
—Técnicas?— Maybelle bateu o pergaminho com as costas da mão. — Que homem admitiria alguma vez ter necessidade de lições de sedução? Você de todas as pessoas deve saber que isso é natural para os homens.
— Será que sim? Que estranho. Suponho que os homens que já se inscreveram estão apenas à procura de entretenimento. —Com isso, a avó pegou o anúncio de volta e alisou as bordas cuidadosamente entre os dedos bem cuidados.
Maybelle piscou. Havia homens já inscritos? Quem na Terra eram aqueles malandros e o que eles achavam que iriam aprender? Embora conhecendo a sua avó... seria divertido.
A grande questão, é claro, era por que a escola estava sendo criada. Para Maybelle tinha tudo a ver com irritar a sociedade, mas isso não era produtivo para a sociedade ou para as suas mulheres. — Nós estamos tendo problemas com nossas finanças?— Incitou, dando um passo em direção a ela. —É isso?
Sua avó franziu a testa. —Não. Nossas finanças estão excepcionalmente boas. Embora eu tive alguma ajuda da bela viúva, Lady Chartwell. A mulher compartilha com carinho a minha visão de educar os homens.
As viúvas intituladas da Inglaterra também estavam contribuindo para esta situação?

Neta de uma cortesã de renome, Maybelle de Maitenon não tem interesse na escola da avó em Londres, onde os cavalheiros recebem instruções - na arte da sedução.
Seu único desejo na vida é permanecer independente, livre dos homens e das amarras do casamento. Mas quando Maybelle põe os olhos em Edmund Worthington, o duque de Rutherford, em um sarau, e ouve sua reputação escandalosa, ela decide que ele é a pessoa perfeita para ela ter um encontro sem compromisso. Deve ser feito. A paixão desenfreada novamente confundiu o sobrenome de Edmund Worthington. Depois de seu encontro muito público com a impressionante e bonita Maybelle, sua mãe insiste que ele se case com ela. Mas, para surpresa do duque, Maybelle zomba de sua proposta. Ele nunca encontrou uma mulher tão descarada - e irritantemente irresistível. Mas quando a avó de Maybelle adoece, forçando Maybelle a assumir o comando de sua escola, Edmund arma um plano para fazê-la dele. Ele se matricula na escola, onde ninguém além de Maybelle deve lhe dar aulas especializadas em prazer carnal.
Capítulo Um
Londres, Inglaterra - maio 1830
Quando Maybelle descobriu, pela primeira vez, com a tenra idade de doze anos, que sua bela avó de cabelos grisalhos era na verdade uma cortesã francesa, tinha sido muito... estranho. Mas, igualmente fascinante para dizer no mínimo.
Sendo deixada sob os cuidados de uma mulher tão sexualmente livre, certamente apontaria para uma educação incomum. Francês, por exemplo, foi ensinado não por necessidade cultural ou educacional, mas porque sua avó acreditava que o francês, ao ser pronunciado enrolando a língua, era erótico. Como tal, palavras francesas sempre tinham que ser polvilhadas aqui e ali, como açúcar em pó sobre o idioma Inglês não-tão-orgásmico. Aos quatorze anos, Maybelle se recusou a aderir à ridícula regra Francês/Inglês da mulher. Principalmente, porque ela se sentia como uma idiota que não poderia decidir entre duas línguas.
Aos quinze anos, Maybelle ficou ainda mais estupefata ao descobrir que os pequenos livros maliciosos não só eram permitidos, como eram necessários. Assim, ao contrário de outras meninas que se esgueiravam para esconder livros obscenos e mantê-los debaixo das suas almofadas do quarto, Maybelle foi obrigada a esconder volumes de Voltaire, pois era muita cópula para uma jovem ingerir dia após dia.
Desnecessário será dizer que, depois de passar nove anos sob o domínio perpétuo da avó, não havia realmente muita coisa neste mundo que pudesse realmente surpreendê-la.
Ou pelo menos foi o que ela pensou.
Maybelle olhou para o copo cheio de conhaque que tinha sido colocado na superfície brilhante da mesa de nogueira diante dela, e soltou um suspiro exasperado enquanto ela se aplacava em uma das cadeiras do salão. Ela esperava que as últimas horas passadas com a avó fossem difíceis. Mas conhaque?
Era muito cedo ainda.
Ela encontrou o olhar atento de sua avó do outro lado da sala carmesim francesa. —Presumo que não haja chá nos armários?
— Sim. Chá. Os ingleses são excessivamente obcecados com ele. — Sua avó levantou-se do sofá, farfalhando não só as saias verdes mas também todos os três conjuntos de pérolas penduradas sobre o seu peito mais do que generoso. —Temos todo o direito de brindar a todas as nossas próximas aventuras. Afinal, você finalmente vai poder visitar seu amado Egito, enquanto eu, eu finalmente terei minha Escola de Galanteria.
Maybelle piscou. —Sua Escola da Sedução? O que é isso?
—Ah. — Sua avó se apressou em direção à escrivaninha montada no canto da sala e pegou um pedaço de pergaminho de cima de uma pilha de correspondências. Virando-se, ela se apressou novamente e parou diante de Maybelle. Sorrindo sempre tão encantadora, ela estendeu o pergaminho cor creme pelas pontas dos dedos bem cuidados. — Voilà — Maybelle olhou para o pergaminho pendurado diante dela.
Escola da Sedução de Madame Therese
Todos os cavalheiros são bem-vindos.
Aprender com a cortesã mais famosa da França
Tudo o que há para saber sobre o amor e a sedução.
Apenas uma quantidade limitada de inscrições está sendo aceita no n.º 11 Berwick Street.
A discrição é garantida e aconselhada.
Isso certamente explicava porque sua avó tinha estado muito calada nestes últimos meses. Ela tinha estado ocupada criando uma escola. Para cavalheiros.
Oh céus. Isso ia segui-la até as pirâmides. Pelo menos a mulher tinha usado um pseudônimo. Embora fosse apenas uma questão de tempo antes que os mexeriqueiros e fofoqueiros descobrissem quem estava realmente por trás disso.
—Bem…— Sua avó insistiu, ainda segurando o anúncio. —O que você acha?
Desde que a morte de seu pai a deixou sob os cuidados de sua avó, ela muitas vezes se sentia como se fosse a guardiã. Ficar longe de pessoas rudes e sem consideração que as julgavam com base na reputação da sua avó sempre lhe dificultou a vida. Mas isso?
Levantando-se de sua cadeira, Maybelle agarrou o pergaminho. — Nossa reputação já não é boa. Por que diabos você se sente na necessidade de arruiná-la até a morte? Você prometeu ao papai que nunca mais voltaria a ser uma cortesã. Você prometeu.
Sua avó arqueou uma sobrancelha prateada. — Esta não é uma “volta”. Estou meramente vendendo as técnicas.
—Técnicas?— Maybelle bateu o pergaminho com as costas da mão. — Que homem admitiria alguma vez ter necessidade de lições de sedução? Você de todas as pessoas deve saber que isso é natural para os homens.
— Será que sim? Que estranho. Suponho que os homens que já se inscreveram estão apenas à procura de entretenimento. —Com isso, a avó pegou o anúncio de volta e alisou as bordas cuidadosamente entre os dedos bem cuidados.
Maybelle piscou. Havia homens já inscritos? Quem na Terra eram aqueles malandros e o que eles achavam que iriam aprender? Embora conhecendo a sua avó... seria divertido.
A grande questão, é claro, era por que a escola estava sendo criada. Para Maybelle tinha tudo a ver com irritar a sociedade, mas isso não era produtivo para a sociedade ou para as suas mulheres. — Nós estamos tendo problemas com nossas finanças?— Incitou, dando um passo em direção a ela. —É isso?
Sua avó franziu a testa. —Não. Nossas finanças estão excepcionalmente boas. Embora eu tive alguma ajuda da bela viúva, Lady Chartwell. A mulher compartilha com carinho a minha visão de educar os homens.
As viúvas intituladas da Inglaterra também estavam contribuindo para esta situação?

26 de maio de 2020
Marcas Profundas
No verão de 1946, Sarah uma viúva da guerra ainda de luto, vai a um circo com seus amigos e fica fascinada por um homem tatuado no show de horrores, ostentando a arte no corpo inteiro.
Mais tarde ela o descobre escondido em seu celeiro, pois tinha escapado da prisão virtual em que vivia desde sua infância pelo perverso proprietário do circo. Ela lhe oferece abrigo em sua fazenda, e luta contra a poderosa atração sexual, enquanto passa a conhecer seu misterioso passado e sua natureza gentil. Quando uma criança da localidade desaparece, Tom usa de seus poderes psíquicos para localizá-la, mas sua assistência no caso não melhora a desconfiança dos moradores, em relação a um estranho tão exótico em seu meio. Preconceito de cidade pequena, lágrimas, amantes separados e a ameaça real do dono do Circo Art Reed os põem em perigo. Eles conseguirão passar por cima dos obstáculos do medo e do ódio para criar a família que ambos sempre ansiaram?
Capítulo Um
A Música desafinada do Circo de talentos e o cheiro de açúcar queimado, pipoca e graxa dos eixos flutuava através do ar fresco de outono. Na poeira, as luzes coloridas das carroças enferrujadas brilhavam em linhas pontilhadas nos locais onde faltavam lâmpadas. Tendas de lonas desgastadas apresentavam jogos de azar, uma vidente, uma casa de show dos horrores. Sarah atravessou as tendas num caminho cheio de lixo e se perguntou por que tinha vindo. Ela odiava circos.
— Sarah, você veio! — Grace May chamou acima da música e barulhos altos. Ela chegou até Sarah e enganchou seus braços.
— Eu estou muito feliz! Você estava há muito tempo sozinha naquela fazenda. Precisa sair mais. — Sarah sorriu sem dizer nada. Era fácil decifrar as mensagens nas entrelinhas de Grace.
— Chega de luto. John foi morto a mais de um ano e meio. Está na hora de começar a viver novamente. — Mas Grace nem imaginava como Sarah se sentia por dentro, tão dura como a terra seca que necessitava de chuva, mais propensa a derramar água do que mergulhar e crescer macia novamente.
O corpo de John fora trazido de navio para casa pouco antes do dia da Vitória da Europa que pôs fim a guerra. Ela poderia identificar o dia 29 de abril de 1945 como o dia em que seu coração congelou. No momento em que ela viu John no caixão e percebeu que sua morte era real, Sarah parou de ter qualquer sentimento.
Ela segurou seu suéter azul-claro mais apertado em seu corpo. Havia uma corrente de vento no ar de um dia quente de setembro. Grace apertou seu braço.
— Olhe, eu sei que você irá ficar brava comigo, mas…
— Grace, o que você fez?
— Eu disse ao Mike para trazer um amigo com ele. Você conhece o Andrew Harper, que trabalha na loja de ferramentas? Ele é novo na cidade, solteiro, quase na casa dos quarenta, mas uma pessoa muito doce e está procurando por alguém.
— Bem, mas eu não — Sarah puxou seu braço para longe de Grace, irritada com sua amiga pela interferência. — E eu não aprecio estes seus encontros de casais sem me consultar antes.
— Pare com isso, não fique chateada. É apenas hoje. Se você não gostar dele, você não tem que vê-lo novamente. Olhe, lá estão eles. — Grace agarrou o braço de Sarah novamente e a puxou em direção aos dois homens parados próximo da entrada de uma das tendas.
O marido de Grace, Mike, estava conversando com um homem de cabelo vermelho com um sorriso agradável em seu rosto cheio de sardas. Ele vestia uma camisa de manga curta e um colete azul-marinho, e ela vagamente se lembrava de tê-lo visto quando pediu à loja de ferramentas McNulty para consertar a tela de sua porta. Era provável que ela tenha falado com ele, mas se tivesse, não tinha lhe deixado nenhuma impressão. O aperto de Harper era caloroso e seu sorriso tímido enquanto apertava sua mão.
— Olá. Sou Andrew Harper. Eu trabalho na…
Mais tarde ela o descobre escondido em seu celeiro, pois tinha escapado da prisão virtual em que vivia desde sua infância pelo perverso proprietário do circo. Ela lhe oferece abrigo em sua fazenda, e luta contra a poderosa atração sexual, enquanto passa a conhecer seu misterioso passado e sua natureza gentil. Quando uma criança da localidade desaparece, Tom usa de seus poderes psíquicos para localizá-la, mas sua assistência no caso não melhora a desconfiança dos moradores, em relação a um estranho tão exótico em seu meio. Preconceito de cidade pequena, lágrimas, amantes separados e a ameaça real do dono do Circo Art Reed os põem em perigo. Eles conseguirão passar por cima dos obstáculos do medo e do ódio para criar a família que ambos sempre ansiaram?
Capítulo Um
A Música desafinada do Circo de talentos e o cheiro de açúcar queimado, pipoca e graxa dos eixos flutuava através do ar fresco de outono. Na poeira, as luzes coloridas das carroças enferrujadas brilhavam em linhas pontilhadas nos locais onde faltavam lâmpadas. Tendas de lonas desgastadas apresentavam jogos de azar, uma vidente, uma casa de show dos horrores. Sarah atravessou as tendas num caminho cheio de lixo e se perguntou por que tinha vindo. Ela odiava circos.
— Sarah, você veio! — Grace May chamou acima da música e barulhos altos. Ela chegou até Sarah e enganchou seus braços.
— Eu estou muito feliz! Você estava há muito tempo sozinha naquela fazenda. Precisa sair mais. — Sarah sorriu sem dizer nada. Era fácil decifrar as mensagens nas entrelinhas de Grace.
— Chega de luto. John foi morto a mais de um ano e meio. Está na hora de começar a viver novamente. — Mas Grace nem imaginava como Sarah se sentia por dentro, tão dura como a terra seca que necessitava de chuva, mais propensa a derramar água do que mergulhar e crescer macia novamente.
O corpo de John fora trazido de navio para casa pouco antes do dia da Vitória da Europa que pôs fim a guerra. Ela poderia identificar o dia 29 de abril de 1945 como o dia em que seu coração congelou. No momento em que ela viu John no caixão e percebeu que sua morte era real, Sarah parou de ter qualquer sentimento.
Ela segurou seu suéter azul-claro mais apertado em seu corpo. Havia uma corrente de vento no ar de um dia quente de setembro. Grace apertou seu braço.
— Olhe, eu sei que você irá ficar brava comigo, mas…
— Grace, o que você fez?
— Eu disse ao Mike para trazer um amigo com ele. Você conhece o Andrew Harper, que trabalha na loja de ferramentas? Ele é novo na cidade, solteiro, quase na casa dos quarenta, mas uma pessoa muito doce e está procurando por alguém.
— Bem, mas eu não — Sarah puxou seu braço para longe de Grace, irritada com sua amiga pela interferência. — E eu não aprecio estes seus encontros de casais sem me consultar antes.
— Pare com isso, não fique chateada. É apenas hoje. Se você não gostar dele, você não tem que vê-lo novamente. Olhe, lá estão eles. — Grace agarrou o braço de Sarah novamente e a puxou em direção aos dois homens parados próximo da entrada de uma das tendas.
O marido de Grace, Mike, estava conversando com um homem de cabelo vermelho com um sorriso agradável em seu rosto cheio de sardas. Ele vestia uma camisa de manga curta e um colete azul-marinho, e ela vagamente se lembrava de tê-lo visto quando pediu à loja de ferramentas McNulty para consertar a tela de sua porta. Era provável que ela tenha falado com ele, mas se tivesse, não tinha lhe deixado nenhuma impressão. O aperto de Harper era caloroso e seu sorriso tímido enquanto apertava sua mão.
— Olá. Sou Andrew Harper. Eu trabalho na…
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