Mostrando postagens com marcador Barbara Cartland. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barbara Cartland. Mostrar todas as postagens

25 de setembro de 2016

Coleção Barbara Cartland


Somente Amor
O destino pregou uma peça em lady Vanessa...
Linda, porém pobre, Vanessa Kilburn não perdera seu ideal romântico de se casar por amor. Mas, com a família em dificuldade, ela precisava se casar com um homem rico. 
Durante um baile, conheceu o marquês de Lansdowne e se apaixonou por ele, mas precisou guardar no fundo do coração seu sentimento. Afinal, o marquês também procurava por uma noiva rica. E Vanessa não tinha nada para oferecer a ele... além de amor!


Um Anjo em meu caminho
"Quero ser amada o que sou e não pela fortuna que herdei!"
1860, Inglaterra.
Linda e rica, Lívia Ashdown é a debutante de maior sucesso em Londres. A fim de resolver seus problemas financeiros, a condessa de Sturton, mãe de um dos pretendentes que desejam desposar Lívia, decide sequestrá-la. Presa no castelo da Condessa, que não a alimenta com a intenção de forçá-la a se casar com o filho, Lívia não tem esperanças de sair de lá. Até que, como um anjo, Ivan aparece para libertá-la!



Baixar na Pasta Bárbara  Cartlant
"Coleção Barbara Cartland"
Somente Amor  - 421
Um Anjo em meu caminho - 385

20 de julho de 2016

Coleção Barbara Cartland


A Conquista de uma Mulher
A luta pelo amor dessa mulher fez de Michael um vencedor.
Kristina esperou que todas as luzes da mansão estivessem apagadas para deixar seus aposentos e descer as escadas sorrateiramente. Apesar de ter sido obrigada pelo pai a se casar com Michael, não podia permanecer ali, ao lado de um homem que mal conhecia e que não amava. Kristina, porém, não imaginava a cilada que o destino lhe armara: Michael apaixonara-se por ela à primeira vista, e estava disposto a tê-la sempre a seu lado, nem que precisasse fingir ser apenas seu amigo para conquistar-lhe o coração...

Galante Aventureiro
Um homem inescrupuloso e ciumento envolveu Tânia numa intriga mortal!
Seguindo pelo corredor magnificamente iluminado do Hotel Langhan, no coração de Londres, Tânia Orenville agradecia aos deuses a oportunidade de estar ali, naquela festa sofisticada. Atenta às pinturas que enfeitavam as paredes, Tânia não teve tempo de gritar ao ser puxada para dentro de um quarto, enquanto uma voz desconhecida lhe dizia: “Sou o marquês de Rakecliffe, é uma questão de vida ou morte, me ajude!”
Espião Apaixonado
Em meio à paz do campo, um poder misterioso nublando a luz do amor!
Terminada a valsa, Martha soltou-se dos braços de Alexis, o príncipe russo, ruborizada. Não estava acostumada a ouvir tantos galanteios. Afastou-se ainda enlevada, desejando ouvir mais, beber dos lábios experientes a sabedoria do amor... Martha percebeu que podia estar se apaixonando pelo belo e misterioso príncipe! Tinha de escapar imediatamente, pois poderia comprometer a missão que lhe fora confiada: desmascarar um espião russo infiltrado na corte inglesa!



Baixar na Pasta Bárbara  Cartlant
"Coleção Barbara Cartland"

15 de fevereiro de 2016

Coleção Barbara Cartland


 Perigo na Escócia
Talbot Marsham foi chamado à Escócia para receber o título de conde e a chefia do clã dos McCairn. 
Há muito afastado da cultura escocesa, se recusou a viajar sem antes instruir-se em seus costumes e lendas. Determinado, contratou a linda Tara McDowall para ensiná-lo e acompanhá-lo nessa viagem. 
Porém, ao chegarem à Escócia, entre castelos lendários e misteriosos, Talbot descobriu que um primo tramava para tirar-lhe o poder, ajudado por uma perversa mulher, ameaçando assassiná-lo numa luta fatal!



Baixar na Pasta Bárbara  Cartlant
"Coleção Barbara Cartland"

9 de fevereiro de 2016

Coleção Barbara Cartland


 Ritz de Paris
A vida mundana da Cidade Luz, no final do século passado, fervilhava com a concentração, em seus cafés, restaurantes, teatros e mansões, de pessoas ricas e famosas.
Nobres e plebeus, artistas e escritores, damas da sociedade e atrevidas cocottes mesclavam-se num desfile bizarro, que cortava todos os dias, com pompa espetacular, os grandes bulevares, atraindo olhares admirados e invejosos de homens e mulheres. E foi nessa apaixonante Paris, em um suntuoso quarto do requintadíssimo Hotel Ritz, que Vilma encontrou o homem que fez bater mais rápido seu pequeno coração de moça jovem e inocente...

 A Vingança do Conde
Tudo era uma farsa! 
Mas não havia como ficar imune ao charme da bela Raina
Charles Lyndon, depois de ver seu pedido de casamento recusado por uma aclamada beldade de Londres, oferece mil libras a Raina, irmã de um ex-colega seu que está à beira da falência, para ela representar o papel de sua noiva.
O plano é torná-la um grande acontecimento nas festas londrinas, a fim de provocar ciúme na ex-amada. Muito bem vestida, com modos finos e educados, Raina conquista a alta sociedade e é, de fato, aclamada a mais bela da temporada. 
Só que para Charles agora não basta que Raina seja apenas uma noiva de mentira. Quer por todos os meios conquistar seu coração!

 Estrela Cadente
O amor chegou de repente...
Lorde Linwood planeja o casamento de sua filha Flávia com o conde de Haugton por conveniências políticas. Ela, porém, não ama o conde, e seu maior sonho é se casar por amor. Flávia tenta de todas as maneiras evitar o casamento, mesmo que isso contrarie o desejo do pai. Mas ao conhecer o noivo descobre-se apaixonada por ele.
Seria mesmo um amor de verdade, ou apenas um encanto passageiro, como o de uma estrela cadente?



Baixar na Pasta Bárbara  Cartlant
"Coleção Barbara Cartland"

26 de outubro de 2015

Coleção Barbara Cartland


A Magia vem do Coração
As janelas do salão estavam abertas, deixando ver a primeira estrela lutando para fazer seu brilho prevalecer no céu. Sabine a olhava e sentia que seus destinos eram semelhantes. 
Ela também estava lutando contra a perfídia de Isobel, sua madrasta, que a forçara a um casamento odioso com o duque de Dallwin. Só que Isobel não podia imaginar que o soturno desespero que tentara impingir-lhe se revertesse em luz e esperança. Sabine, como uma estrela resplendente, mudou seu fardo, tornando-o auspicioso!



Por Amor ou dinheiro
Uma batalha entre razão e coração...
Sir Robin volta da Índia para a Inglaterra pouco antes da morte do pai decidido a fazer a irmã se casar com um milionário americano, magnata do petróleo. Mas o destino tem seus caprichos.
Alena apaixona-se por Vincent, um artista pobre, que vive exclusivamente de sua arte. 
Disposta a lutar pelo grande amor de sua vida. Alena sabe que, além de ter de escolher entre o amor e o dinheiro, ainda terá de vencer a forte oposição do irmão, que não aceita sua união com um pobretão.
O futuro, porém, guarda mistérios e surpresas que os dois amantes nem sequer imaginam...

Baixar  na Biblioteca em Títulos.

- AVISO: Existe tb uma pasta em  Séries 
só da Autora Barbara Cartland com + de 500
ebooks - está divida em Edição e pelo número

13 de outubro de 2015

Coleção Barbara Cartland


O Duque a a Fugitiva
A iminência de um triste futuro fez Kate enganar o duque de Dreghorne es conferidas, na época do rei George III e da rainha Vitória, aos heróis de muitas medalhas.
O capitão Scobell, tio-avô da autora, serviu na marinha, na batalha de Trafalgar. Ao regressar, foi agraciado com um cargo na Câmara dos Comuns. 

Durante a guerra da Criméia, criou um movimento aprovado por Sua Majestade, para condecorar civis ou militares de qualquer escalão, que houvesse praticado um ato de bravura.
O capitão Scobell foi convidado a levar avante a idéia, e em 1856 foi instituída, pela rainha Vitória, a Comenda da Ordem da Cruz.
A história nos relata ter existido no passado mui­tos homens de aço, conhecidos pela coragem, bravura e destemor, como Heitor, Hércules, Aquiles e Dom Quixote.
Relata-nos também que muitos outros nomes desconhecidos re­cebiam honras militares conferidas, na época do rei George III e da rainha Vitória, aos heróis de muitas medalhas.


A Princesa Adormecida
Odile era dominada pelo feitiço que sua madrasta lançou sobre ela.
As estrelas brilhavam, num céu sem nuvens, e por sobre as árvores surgia a lua prateando tudo. Da janela de seu quarto, Odile admirava tanta beleza. 
O mundo parecia tranqüilo. Como num sonho, sentiu-se amada e protegida por um príncipe encantado, num lugar onde não existia medo, só amor. Mas a realidade que vive é outra. 
Ao amanhecer, seu romance com o marquês de Trancombe poderá ser destruído por um terrível sortilégio de magia negra!
Inocente Espiã
Ivana não sabia que a perigosa missão poderia levá-la ao amor.
Ivana, amarrada e amordaçada no fundo da carruagem, tinha a impressão de viver um terrível pesadelo. Fora raptada pelo odioso homem que a comprara de seu padrasto! 
Elevou os olhos para as estrelas, imaginando se elas levariam suas preces a Deus. E rezou com fervor intenso. Então, percebeu que pedira ajuda também para o conde de Lorimer, descobrindo a maravilhosa verdade: rezava por ele não só para que a salvasse, mas também porque o amava!


O Preço de um Homem
A ajuda que o conde pediu aos céus chegou na forma de uma mulher…
O conde de Rayburne, de partida para a Índia, deixou seu castelo e todos os bens aos cuidados de um tio. Ao findar a vitoriosa campanha, ansioso e feliz, retornou ao lar, esperando encontrar o aconchego e o conforto de outrora.
Perplexo, tomou conhecimento de que fora roubado de modo infame. Nada restara para ele, nem um mísero tostão! Sem alternativa, viu-se obrigado a pedir ajuda a seu pior inimigo e sujeitar-se a ter sua honra vendida!
Percebeu que pedira ajuda também para o conde de Lorimer, descobrindo a maravilhosa verdade: rezava por ele não só para que a salvasse, mas também porque o amava!


Um Jogo de Amor 
Garth, ao bater-se em duelo por Benita, provou que a amava.
Amanhecia em Inch Hall. Da janela de sua mansão ancestral, o jovem conde de Inchester olhava para a extensão de suas terras com um misto de orgulho e tristeza. Orgulho: por tudo que representava sua dignidade, sua linhagem e tradição de heroísmo. Tristeza: pela decadência que a guerra lhe trouxera. Mas tudo isso estava prestes a terminar. Para salvar suas terras aceitara um casamento sem amor com a rica herdeira Benita Grenfel. Mesmo assim, ainda havia um obstáculo que só seria transposto por um duelo…


O Rei e a Princesa
A luta por um povo... e por uma paixão!
Cobiçado pelos russos, que desejavam uma saída para o mar, os pequenos reinados de Saiamos e Kavolana viviam dias de agitação. A princesa Vera, governante de Kavolana, pediu a ajuda do rei Martiza de Saiamos. Jovens, bonitos e inteligentes, os dois resolveram unir suas forças para evitar a invasão do país. Mas, às sombras dos bastidores, estava sendo tramado o rapto da jovem princesinha. E eles perceberam que, para pôr fim aos desmandos, teriam de unir mais do que seus países...
Amanhecia em Inch Hall. 

Da janela de sua mansão ancestral, o jovem conde de Inchester olhava para a extensão de suas terras com um misto de orgulho e tristeza. 
Orgulho: por tudo que representava sua dignidade, sua linhagem e tradição de heroísmo. Tristeza: pela decadência que a guerra lhe trouxera. Mas tudo isso estava prestes a terminar. 
Para salvar suas terras aceitara um casamento sem amor com a rica herdeira Benita Grenfel. Mesmo assim, ainda havia um obstáculo que só seria transposto por um duelo…

Baixar  na Biblioteca em Títulos.

- AVISO: Existe tb uma pasta em  Séries 
só da Autora Barbara Cartland com + de 500
ebooks - está divida em Edição e pelo número


26 de setembro de 2015

Barbara Cartland


Escrava do Sultão
Sob o luar do Marrocos, a fuga para o amor.
O som abafado das patas velozes do corcel ainda ecoava no coração de lady Patricia, quando ela irrompeu num dos quartos da velha estalagem, Pertc ¥ da lareira um homem alto, de cabelos negros, a encarava, surpreso. 

“Por favor… me proteja. Se eu for encontrada… estarei morta!” A voz estava trêmula e os olhos azuis suplicavam ajuda, cheios de medo e verdadeiro terror. 
Na fuga insana para a liberdade, Patricia concebeu um plano audacioso, sem saber que tantas aventuras poderiam levá-la pan­os braços de um jovem sedutor apaixonado!



Coração de Pedra
Um enigma a ser desvendado impedindo Vanira de viver um grande amor.
O luar prateado clareava todo o jardim da mansão Vanira, insone, buscou refúgio nas sombras da noite para pôr uma ordem no caos que eram seus pensamentos. 

Afinal, estava morando no castelo do maior inimigo de sua família: o belo e prepotente conde de GlenFile. Porém, esse não era o problema. 
Escolhida para ser a espiã dos atos do conde, cometera um grande erro: se apaixonara perdidamente por ele! quartos da velha estalagem, Pertc da lareira um homem alto, de cabelos negros, a encarava, surpreso. “Por favor… me proteja. Se eu for encontrada… estarei morta!” A voz estava trêmula e os olhos azuis suplicavam ajuda, cheios de medo e verdadeiro terror.
 Na fuga insana para a liberdade, Patricia concebeu um plano audacioso, sem saber que tantas aventuras poderiam levá-la pan­os braços de um jovem sedutor apaixonado!



Presente do Céu
“Se ao menos eu pudesse ganhar algum di­nheiro”, pensou Ajanta, enquanto esfregava o chão de pedra da cozinha. Então, como por mi­lagre, o marquês entrou e parou diante dela. 
“Preciso de sua ajuda para um difícil problema pessoal, srta. Tiverton”, disse ele. “Se me aju­dar, estou pronto a pagar duas mil libras.” Ajanta arregalou os olhos, sem acreditar. 
Com duas mil libras poderia garantir o futuro de sua família. Mas… que tipo de favor aquele homem queria? O que valeria tanto dinheiro? Só podia ser alguma coisa desonesta. 
Era muito atrevi­mento ele vir com propostas logo para ela, a fi­lha de um vigário!



Baixar na Pasta Bárbara  Cartlant
"Coleção Barbara Cartland"


31 de maio de 2015

É Primavera em Roma







A noite estava quente, e a lua brilhava sobre as águas calmas do lago que circundava o pequeno templo romano. 

Alina, vítima de uma armadilha, tentava conter o ímpeto do jovem príncipe Alberto, que a cada minuto que passava se tornava mais inconveniente, em seu ritual de sedução. 
"Em meus braços, você se transformará em outra mulher...", ele lhe dizia.  Alina, apavorada, fugiu do templo, rezando para que lorde Teverton chegasse a tempo de salvá-la desse perigoso sedutor!

Capítulo Um

Passando os olhos pela sala, Alina Langley buscava, desesperada, encontrar algo, ainda que de pouco valor, que lhe rendesse algum dinheiro.
Desalentada, constatou que tudo já fora vendido. Nas paredes restavam apenas as manchas mais claras, onde até bem pouco tempo estavam dependurados quadros e lindos espelhos.
Ao notar o canto antes ocupado pela secretaire marchetada, teve vontade de chorar.
— O que posso fazer? — ela perguntou-se.
Era incrível como tudo acontecera tão depressa. Vivia imensamente feliz em seu mundo sem sombras com os pais, e, de repente, foi como se o teto desabasse sobre sua cabeça.
Há um ano sir Oswald, pai de Alina, sofrera uma queda durante uma caçada e em consequência quebrara a espinha. A partir daí o mundo pareceu terminar para Alina e lady Langley.
A pequena família havia sido gloriosamente feliz até o acidente. Embora não fossem ricos, os Langley tinham o suficiente para apreciar seus cavalos magníficos e desfrutar os acres de terra que circundavam a casa ancestral.Sobrevindo a morte de sir Oswald, a esposa e a filha tiveram a desagradável surpresa de se inteirarem de que o falecido contraíra uma verdadeira montanha de dívidas.
Não que sir Oswald tivesse gasto o que possuía numa vida de dissipações. Suas dívidas eram referentes a impostos e contas acumuladas, sendo os maiores credores o fabricante de carruagens e os profissionais que haviam trabalhado na reforma da casa.
O pior foi que sir Oswald investira não apenas seu dinheiro, mas também o da esposa, em ações de companhias que tiveram prejuízos.
Lady Langley não deu importância ao fato de ter perdido o dinheiro. Para ela a vida passou a não ter mais sentido depois da morte do esposo. Alina notava, horrorizada, que a mãe se consumia aos poucos, cheia de saudade e sem ter motivo para viver.
Embora fosse ainda jovem e muito bonita, lady Langley morreu simplesmente por desejar ir para junto do esposo querido.
Alina viu-se sozinha no mundo e, o que era mais assustador, estava sem recursos. Era verdade que possuía aquela casa, mas como haveria de mantê-la? Tudo o que pudera render algum dinheiro fora vendido para saldar as dívidas de sir Oswald.
Mesmo os objetos que lhe eram tão caros Alina teve de vender para comprar alimentos e remédios para a mãe. Estes últimos não fizeram efeito algum, pois lady Langley jamais teve sinal de melhora, uma vez que não desejava viver.
Indo até a janela, Alina ficou olhando o jardim. Os narcisos eram uma linda e enorme mancha dourada sob as árvores. As amendoeiras começavam a florescer e os gramados tinham um belo tom de verde.
O sol brilhava intensamente e o canto dos pássaros enchia o ar de notas maviosas e as abelhas zumbiam sobre as flores. Tudo era muito familiar a Alina.
Ela sentiu que, assim vestida de festa, a natureza tentava dar um pouco de alegria a sua vida abalada. Era como se os pássaros e as abelhinhas quisessem ajudá-la.
— O que posso fazer? — Alina perguntou a algumas cambaxirras que a fitavam de um arbusto cujos galhos se revestiam das folhas novas da primavera.
Surpresa, Alina ouviu o ruído das rodas de uma carruagem chegando à porta da frente e ficou imaginando quem poderia ter vindo visitá-la.
Depois da morte da mãe ela costumava receber visitas de pessoas da vila, que vinham até sua casa a pé.
Ocorreu-lhe que o médico, sempre amigo da família, devia ter vindo vê-la para ajudá-la no que pudesse. Mas no mesmo instante lembrou-se de que ele havia tirado uns dias de férias e estava viajando.
Sem pressa, quase irritada por ver sua solidão perturbada pela chegada de um estranho, Alina deixou a sala e foi para o hall, abrindo ela mesma a porta da frente, pois a criada que cuidava da limpeza já havia saído àquela hora.
Uma carruagem muito elegante estava parada diante dos degraus de entrada. Vendo um rosto na janela do veículo, Alina desceu os degraus correndo, sem esconder um grito de surpresa e alegria.
— Denise! É mesmo você?
A jovem visitante, vestida no rigor da moda, saiu da carruagem e Alina a abraçou.
— Que prazer imenso revê-la, Denise! Cheguei a pensar que você não se lembrava mais de mim!

25 de maio de 2015

Ao primeiro olhar o amor

Bela como uma deusa, Salema caminhava pelos salões do castelo. 

Ninguém diria que, sob aquela aparência controlada, se escondia um coração revoltado e opresso. 
Estava ali para ficar noiva do odioso duque de Mountaired. 
Tentara resistir, mas o pai, o prepotente conde de Ledgebourne, lhe batera de forma cruel; para ele, sentimentos não contavam, se estava em jogo uma fabulosa fortuna. 
No auge do desespero, Salema se perguntava como poderia desposar o duque, quando quem amava era Charles, seu filho!

Capítulo Um

1830
Salema não sabia mais o que fazer para retirar seu cãozinho do imenso buraco em que caíra, quando ouviu uma voz atrás de si.
— O que houve? O que está fazendo?
— O que pensa que estou fazendo? — respondeu com maus modos. — Estou tentando tirar meu cachorro daqui!
O homem que lhe falara prontamente apeou do cavalo e se colocou a seu lado.
— Deixe-me tentar.
— Talvez você consiga, pois seus braços são maiores do que os meus — Salema comentou. — O buraco é muito profundo. Como pode existir alguém tão cruel para cavá-lo? Considero isto um ato criminoso!
O homem ajoelhou-se e em seguida se deitou para tentar apanhar o cachorrinho, com um grande esforço conseguiu puxar o animal assustado pela nuca.
A garota deu um grito de felicidade. — Você conseguiu! Você conseguiu! — ela exclamou. , muito obrigada!
Antes que pudesse dizer qualquer outra coisa, o cachorro, que era da raça cocker spaniel, se sacudiu com violência.
A lama e a sujeira que o envolviam passou rapidamente para o rosto de sua dona e para a elegante gravata de seu salvador.
Salema ficou momentaneamente cega devido à lama.
O homem mal conseguiu sufocar uma imprecação.
O spaniel continuou a se sacudir.
Salema limpou os olhos e imediatamente notou as manchas na gravata do desconhecido.
— Eu... sinto muito — ela se desculpou, enquanto procurava um lenço.
O cavalheiro imediatamente lhe estendeu o seu, branco e limpo, o qual hesitou em aceitar.
— Desculpe-me — tornou a dizer -, mas a culpa é toda do proprietário destas terras.
O cavalheiro, que ainda estava sentado no chão, sorriu ao notar a sujeira se espalhar ainda mais no rosto da garota.
— Deixe-me ajudá-la.
Como uma criança obediente, Salema inclinou-se para ele e fechou os olhos. O homem gentilmente retirou a lama de seus olhos e face.
— Está bem melhor agora! — ele exclamou. Pensava naquele instante que ela era a garota mais linda que já tivera a oportunidade de conhecer.
Os raios do sol, que se infiltravam por entre as folhas das árvores, produziam reflexos dourados em seus cabelos.
Os olhos grandes e expressivos dominavam os traços perfeitos de seu rosto. Não eram azuis, como seria de se esperar em uma beldade inglesa, mas verdes com toques dourados.
— Acho que estraguei seu lenço — ela conseguiu dizer.
— Por uma boa causa! — ele replicou, enquanto se colocava em pé e a ajudava a se levantar.
Notou que o traje de montaria dela era de um atraente tom azulado e que a blusa de musseline branca também estava levemente salpicada de lama.
Ela não estava usando chapéu, o que o fez pensar que deveria morar nas proximidades.
Como se Salema lhe adivinhasse os pensamentos, interrompeu-o naquele instante.
— Gostaria de agradecer novamente por sua gentileza. Nunca teria conseguido salvar Rufus do proprietário destas terras, não fosse sua providencial aproximação. O homem deve matar cachorros por esporte, ou então não cavaria armadilhas para apanhá-los!
— Imagina que ele seja tão mau assim? — o cavalheiro perguntou, com uma expressão estranha nos olhos.
— Ainda pior! 



13 de maio de 2015

O fantasma de Lady Constance





A festa de boas-vindas ao marquês de Windlesham estava no auge. 

Sedela a organizara para afastá-lo de lady Esther, sua rival no amor do marquês. 
Fogos de artifício riscavam o céu como estrelas cadentes, quando uma figura sinistra se aproximou, semi oculta pelas sombras da noite. 
Ninguém ouviu o grito de desespero de Sedela ao ser levada contra sua vontade.
Confirmava-se, assim, a lenda que corria no castelo: quando o espectro de lady Constance, uma jovem morta havia mais de cem anos, aparecia, era prenúncio de desgraça. E ele fora visto no sótão, naquela mesma noite...

Capítulo Um

Sedela cavalgava pelo parque à procura do gamo que se escondera entre os carvalhos.
A distância, na outra margem do lago, podia-se avistar Windle Court, um exemplo detalhado da melhor arquitetura do século passado.
A cada vez que o via, achava-o ainda mais bonito, se isso fosse possível.
Sempre houvera uma residência ali, desde que os primeiros Windle se estabeleceram no condado, o que remontava ao reinado de Henrique VIII.
Cada uma das gerações havia demolido ou construído novas dependências ao prédio existente, até que o quarto marquês, fazia sessenta anos, alterara toda a fachada, com duas magníficas alas que estendiam-se a partir da construção central.
Embora Sedela o conhecesse desde criança, sempre se sentia deslumbrada ante sua imponência.
Assim como quando percorria os bosques, os jardins e o Templo Grego, localizados à beira do lago.
Soubera que o marquês retornara da França e, ao cavalgar, indagava-se quando ele estaria de volta ao lar.
Era nove anos mais velho do que ela e, quando partira para a guerra, Sedela era ainda uma garotinha.
— Será que ele se lembrará de mim? — Sedela pensava, em voz alta.
Seria estranho se não, considerando que seu pai, o general sir Alexander Craven, e o pai dele eram amigos íntimos.
Após a morte do marquês, o general sofrera muito sua perda.
Sedela lembrava-se de que, acima de tudo, ele sentia falta dos jogos de xadrez, que ambos os cavalheiros costumavam jogar durante a tarde, embora também discutissem sobre a guerra em todos seus aspectos.
O pai ficara tão orgulhoso quanto o marquês, quando soubera que o jovem Ivan ganhara uma medalha por sua bravura na Espanha. E mais ainda quando recebera o reconhecimento por parte do duque de Wellington, após a Batalha de Waterloo.
— Graças a Deus, a guerra terminou! — Sedela agradeceu, fervorosamente.
Não se lembrava dos tempos em que a Inglaterra não estivera guerreando contra Napoleão.
Desde que a paz fora restabelecida, havia três anos, o país vinha tentando recuperar sua prosperidade.
Aliás, toda a Europa estava empenhada no mesmo propósito.
"Ao menos agora posso persuadir papai a falar de outros assuntos, que não sejam batalhas e os horrores da guerra", ela pensou.
Pelo fato de não ter gerado um filho, o general empenhara-se em dar à única filha uma verdadeira educação.
Não a matriculara numa escola, mas contratara professores na cidade mais próxima, e até mesmo em Londres, para instruí-la nas mesmas matérias que havia aprendido, quando tinha sua idade.
Aprendera a cavalgar desde muito cedo, quase que ao mesmo tempo em que se pusera a engatinhar.
Sabia atirar perfeitamente e era excepcionalmente boa em manejar o arco e a flecha.
Naquele momento, atingia os limites do parque.
Fora cautelosa com o cavalo, para evitar que caíssem nas inúmeras tocas de coelhos, mas agora já podia acelerar os passos.
Cavalgou em direção à frente da casa e, em seguida, virou à esquerda, chegando em poucos segundos aos estábulos.
O pátio de pedra havia sido lavado, da mesma forma como costumavam fazer quando o velho marquês ainda era vivo.
Os cavalos colocaram as cabeças sobre as portas das baias, como se viessem cumprimentá-la afetuosamente.
Um cavalariço veio correndo a seu encontro, para tomar as rédeas de Dragão de Fogo.
— Bom dia, srta. Sedela — ele a cumprimentou.
— Bom dia, Sam. Está tudo bem?
— Está, sim, srta. Sedela. Chegaram dois novos cavalos de Londres, ontem.
— Novos cavalos!







26 de abril de 2015

Aventura na França





Veneno! 

Horrorizada, Norma descobriu a trama para assassiná-la, engendrada por sua perversa madrasta. 
Precipitadamente, fugiu de casa e se empregou como secretária de um nobre francês que julgava ser idoso e cego. 
Tarde demais descobriu que fora enganada. Jovem e belo, o marquês de Carlmont tinha um segredo que o obrigava a se esconder de todos. 
Ele também precisava fugir e de maneira audaciosa propôs: "Venha comigo para a França... como minha amante!"

Nota Autora: Os britânicos descobriram o Sul da França como local de veraneio e a moda acabou espalhando-se por toda a Europa. Costumava-se dizer que lorde Brougham descobrira Cannes e Smallett descobrira Nice. O autor de Humphrey Clinker passou por lá em 1763 e, quando descreveu o local em seus relatos de viagens, o grande humorista despertou o interesse dos que apreciam belas paisagens.

Capítulo Um1896

Norma virou-se ao ouvir baterem na porta.— Entre — disse.
A porta se abriu e surgiu um lacaio portando uma bandeja. Largou-a sobre a mesa bruscamente, sem dizer nada, e em seguida saiu.Ela suspirou baixinho. Sua mãe jamais admitira que alguém fosse servido daquela maneira tão rude por um criado.A madrasta, entretanto, escolhia lacaios pela aparência, e enchera a casa com criados que Norma nunca vira antes e que pouco se importavam com o fato de ser ela a filha de lorde Sedgewyn.
Comer no quarto era algo que jamais fizera antes. Entretanto, a madrasta agora impedia-a sempre que possível de participar dos jantares que dava com frequência, e não deixava nem que ela fizesse a refeição em alguma das outras salas do andar térreo.
Norma sabia que tudo era resultado de sua aparência, e nada podia fazer a esse respeito.
Por ser linda e encantadora, despertou o ódio da madrasta, assim que se conheceram. Um ódio tão forte, que Norma chegava a sentir as vibrações no ar, mesmo quando estava longe da presença dela.
Quando sua mãe morrera havia dois anos, o pai ficara arrasado. Lorde Sedgewyn adorava a esposa, uma pessoa meiga, doce, encantadora, e que desejava sempre ver felizes todos a sua volta.
Contando apenas dezesseis anos, era difícil para Norma saber como tratar o pai ou como consolá-lo.
Moravam no campo nesse tempo, e então ele começou a sair sozinho para longas cavalgadas, das quais voltava ainda mais triste e deprimido.
Por fim, não suportando mais viver naquela casa sem a esposa adorada, resolveu ir para Londres. Aliás, tinha mesmo que se encontrar com seus advogados, para resolver a questão da herança da mulher.
Dissera a Norma que voltaria em dois dias. Mas, para sua surpresa, os dois dias se ampliaram para dois meses. Ela já estava bastante preocupada, quando o pai finalmente apareceu de volta.
Sem dúvida, parecia mais animado, embora ainda se perturbasse toda vez que passava diante do quarto da falecida esposa.


Uma Noite de Sonho






O luar transformara o jardim num recanto prateado e imaterial. 

Sua luz se filtrava para dentro das amplas janelas da mansão, refletindo nos cristais e pratarias o seu fulgor. 
Carolina, porém, não podia se entregar à doçura que aquele momento lhe oferecia, na companhia do marquês Alexander de Brox. 
Para salvar seu irmão da ruína, aceitara participar de uma farsa para enganar um rico comerciante americano, amigo do marquês. Mas... apaixonou-se por Alexander! 
Como continuar enganando-o?

Capítulo Um

1896
Carolina, cavalgando de volta para casa, passou por Brox Hall.
Pensou, como sempre acontecia, que aquela era a casa mais bela que já vira.
A edificação pertencia ao período histórico favorito de Carolina, tendo sido projetada em meados do século XVII. As estátuas que encimavam o teto da edificação recortavam-se contra o céu. O que sempre a entristecia, porém, era que quase todas as janelas permaneciam fechadas.
À imponente casa estava praticamente vazia, só contando com a presença de dois vigias que lá se encontravam havia anos. O que tornava tudo ainda mais melancólico, pensou Carolina, era que o marquês de Broxburne estava em Londres.
Segundo o irmão dela, que o conhecia bem, o marquês passava o tempo se divertindo naquela cidade.
— Por que ele não volta, não abre a casa e passa seu tempo restaurando a propriedade? — indagava ela.
Carolina sabia que a resposta era a falta de dinheiro. E o mesmo acontecia com várias famílias aristocráticas.
Tudo se tornara muito mais caro. As imponentes edificações, que costumavam empregar um grande número de criados, já não tinham condições de prosseguir.
Quando Carolina se pôs de pé, pensou que deveria se sentir agradecida pela casa, ainda que pequena, onde a família de seu pai vivera por várias gerações.
O primeiro baronete foi criado durante o reinado de James II. Em cada geração subsequente, houvera um filho para herdar o título. O irmão dela, Peter, era agora o sexto baronete.
Ele sentia-se extremamente orgulhoso, tanto de seu nome quanto de sua propriedade, que era muito menor que a do marquês. O irmão de Carolina nunca ia a Brox Hall, e por isso não se sentia desolado diante dos campos sem cultivo e das sebes sem poda.
Havia naquele local dois ou três arrendatários de fazenda.
Mas Carolina pensava que eles se sentiam de certa forma desanimados, por jamais receberem a visita do proprietário.
Ela continuou cavalgando e, saindo da propriedade de Broxburne, chegou afinal à sua, que ficava numa parte afastada do condado. Com exceção de Brox Hall, não existia um grande número de famílias que fossem abastadas o suficiente para possuírem muitas terras nem, tampouco, para maior consternação de Carolina, para promoverem festas.
Houvera, no entanto, algumas recepções por ocasião do Natal. O vice-rei promoveu uma grande festa num jardim, durante o verão. Foi a única chance, pensou Carolina, para que várias pessoas que viviam naquela parte do mundo pudessem se conhecer








14 de abril de 2015

Anjo do Amor



O jovem conde de Chadwood abriu os olhos, depois de ter ficado dias entre a vida e a morte, e não reconheceu o quarto onde estava. 

A escuridão era quebrada apenas pela ténue luz de pequenos candelabros. 
Um perfume suave chegava até ele como uma carícia. 
Quando olhou para o lado encantou-se com um rosto alvo, emoldurado por cabelos dourados, e grandes olhos brilhantes que pareciam duas estrelas no céu. 
Por um momento achou que fosse um anjo, mas logo reconheceu Olívia, a jovem que ele ameaçara expulsar de Chad, sua mansão ancestral!

Capítulo Um

1824
Olívia olhou dentro de sua bolsa e deu um suspiro. Constatou que estava quase sem dinheiro.
Mais cedo ou mais tarde teria de se dirigir ao novo conde de Chadwood.
Esperara que ele fosse visitá-la ou, ao menos, que a convidasse para ir a Chad.
Porém, até aquele momento, não tivera notícias da Casa Grande. E considerara de mau gosto impor sua presença logo após a chegada do novo conde.
Afinal, tudo seria difícil para ele, pois jamais imaginara herdar o título.
Primo distante do último conde, o quinto, exercia suas funções militares na índia, quando recebeu a notícia da morte do velho primo e dos dois filhos.
Os primos William e John velejavam, e o barco foi dado por perdido. Iam para Cornwall, onde possuíam uma propriedade. Ousadamente, partiram em dia de grande temporal.
Os dois morreram afogados, e a notícia causou um golpe fatal ao velho pai, já muito doente.
E todos na propriedade do conde ficaram consternados.
Amavam William e John. Viram-nos crescer, e dedicavam-lhes a mesma afeição que tinham por seus próprios filhos.
Olívia custou a acreditar que os rapazes haviam morrido. Gostava deles como irmãos e faziam parte de sua vida desde que nasceram.
Após a morte do velho conde, passou-se um ano até o novo conde voltar da índia. Ninguém sabia nada sobre ele, exceto que era primo do antigo dono.
Os habitantes da aldeia tiveram esperança de que as coisas caminhassem normalmente.
Os velhos empregados de Chad cuidavam da Casa Grande como se lhes pertencesse. Os arrendatários e trabalhadores dos campos lutavam para fazer das fazendas a inveja de qualquer proprietário de terras vizinhas.
Para Olívia, o último ano fora muito triste. Não apenas por causa da morte do velho conde, do qual se lembrava sempre com carinho, mas pela morte de seu próprio pai.
Pastor da aldeia, o pai de Olívia percorria longas áreas em seu coche puxado por um único cavalo, a fim de visitar os paroquianos doentes.
Um dia, numa curva da estrada, um enorme faetonte com quatro cavalos colidiu com seu pequeno veículo. O condutor do faetonte estava bêbado. Sobreviveu ao acidente, mas o pastor morreu.
O reverendo Arthur Lambrick cuidara dos moradores do local e do conde por vinte e cinco anos.
Muito inteligente e simpático, tivera, contudo, dificuldade em se recuperar depois da morte da esposa. Ela falecera um ano antes, em consequência de uma epidemia que assolara a aldeia.
Todos diziam ser esse o início de uma nova praga. E afirmavam ser o castigo de Deus à maldade e imoralidade reinante em Londres.
A epidemia matou muitos velhos e também a linda e amada esposa do pastor. Olívia, com apenas dezenove anos de idade, encontrou-se sem o amparo do pai e da mãe. 
Moravam com ela a irmãzinha Wendy e o irmão Anthony, que só aparecia no período de férias escolares. Tony, como era conhecido, terminara o curso secundário em Eton.
O velho conde prometera mandá-lo a Oxford, onde o pastor também estudara. As aulas começariam em outubro e Olívia rezava para que o novo conde cumprisse as promessas de seu antecessor.
Ela contou novamente o dinheiro da bolsa, e viu que não tinha quase nada. Pegou meia libra, o salário da empregada Bessie correspondente a três semanas. Envergonhava-se por ter se atrasado no pagamento. E ainda precisava guardar algum dinheiro para a comida, e Tony tinha um apetite voraz.









29 de março de 2015

Estigma do passado


Celeste e o conde entraram no esconderijo e a porta se fechou. Estranhas vibrações começaram a afetá-los tanto física quanto mentalmente. 

Lembrando-se do que acontecera à sua mãe, a jovem estremeceu.
Tinha horror de pensar num contato mais íntimo com um homem. 
Tinha horror ao amor por ser um sentimento incontrolável, um sentimento que fazia uma mulher perder a noção de decência. 
Por amor, sua mãe jogara fora todo um passado, o marido, os filhos! Celeste tinha de fugir, não podia se deixar dominar por esse homem perturbador. E foi aí, então, que o jovem conde a beijou e seus lábios sensuais a mantiveram cativa...

nota da autora : É autêntica a descrição do Rei George IV, de suas vestes e do banquete, feita neste livro. A Rainha Caroline faleceu a 8 de agosto, exatamente vinte e um dias após ter sido impedida de entrar na Abadia de Westminster.

Capítulo Um

Londres, 1821
Cantarolando baixinho, Celeste recolhia os últimos pêssegos da estação, armazenados no depósito erguido no pomar-, e encostado no muro elisabetano de tijolos vermelhos.
Um raio de sol, que entrava por uma fresta do cômodo mal conservado, tornava-lhe os cabelos refulgentes como ouro.
Os pêssegos, embora muito doces, estavam pequenos aquele ano, uma vez que os pessegueiros não haviam sido desbastados na primavera.
Saudosa, Celeste pareceu ter à sua frente a cena que se repetia invariavelmente, todos os anos, enquanto a mãe estivera com eles: o pai, pegando um dos pêssegos róseos do prato de porcelana de Sèvres, usada diariamente pela família, removia a casca aveludada da fruta com a faca de sobremesa, de ouro, e perguntava:
— Certamente todos os pêssegos bem graúdos foram reservados para a exposição, não é mesmo?
— É claro que sim! — Era a resposta da esposa sentada à outra extremidade da mesa. — Você sabe que o velho Bloss ficaria decepcionado se não ganhasse um premio!
Com um ligeiro estremecimento Celeste recompôs-se e afastou tais lembranças. Foi recolhendo os pêssegos e colocando-os na cesta, enquanto imaginava a quem faria presente dos mesmos.
A velha sra. Oakes, atacada de artrite e com setenta e oito anos, ficaria encantada com cerca de meia dúzia das frutas; o pequeno Billy Ives que havia quebrado a perna teria outro tanto; a velha esposa de Bloss, agora morando numa casinha ao fim da vila, exultaria não apenas com o presente, mas também com os dois dedos de conversa que teria com alguém, pois vivia muito só depois da morte do marido.
Ainda haveria muitos pêssegos para ela e Naná se fartarem; os que sobrassem se transformariam em geléia, a especialidade de Nana, mesmo havendo na despensa alguns potes de geleia da colheita anterior. Seria uma pena deixar as frutas se perderem.
Ao estender a mão para pegar um dos três últimos pêssegos da, prateleira, Celeste ouviu uma voz profunda atrás de si, vinda da entrada do depósito:
— Uma linda ladra, mas por certo uma ladra!
Quase morrendo de susto, ela virou-se e deparou com o cavalheiro mais elegante que já vira na vida! Trajava-se no rigor da moda, trazia a larga gravata bem alta no pescoço, o fraque tinha corte impecável e o mesmo se podia dizer da calça justa, cor de champanhe. Ele pareceu tão alto e dominador que o cômodo de teto baixo ficou pequeno demais para um homem como aquele estranho.









Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...