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24 de junho de 2018

Vingança

Série Romances Vitorianos
Alexandra vive por seu trabalho como pesquisadora, até encontrar Gabriel, marquês e espião, e as faíscas voam entre os dois.  

Ela decide não vê-lo novamente, e ele, que tem de levá-la para sua cama. E usará qualquer método, mesmo chantagem, se necessário, para levá-la aos seus braços. Imersos em um mistério cheio de mentiras e assassinatos, eles terão que lutar, primeiro para sobreviver e depois para saber o que é mais importante para ambos.

Capítulo Um

Londres, 1852
O corpo jazia imóvel, deitado de lado, sob uma grossa capa de mantas. Na semi escuridão do quarto, iluminada pela luz da lua que entrava pela janela, vislumbrava-se com muita dificuldade uma silhueta. Por acima do lençol, via-se a cabeça de um ancião, coberta por um gorro de dormir. Sua face estava coberta por uma máscara, e debaixo, por uma barba branca, que lhe cobria o resto do rosto. Roncava ligeiramente, indiferente ao estranho, que havia se introduzido em seu quarto uns momentos antes, e que estava imóvel ao lado da cama. 

O assassino ergueu o braço direito para esfaquear o corpo adomercido quando o quarto de repente se transformou em um pandemônio de corridas e gritos. Dois homens o derrubaram. Só então, várias lâmpadas a gás foram ligadas simultaneamente.
Quando o delinquente foi mantido no chão, o velho pulou da cama com agilidade imprópria para a idade. Caminhou até o intruso, observando os dois policiais iluminarem seu rosto com uma das lâmpadas, depois virou-se para o inspetor ao lado dele, segurando outra lâmpada.
— Eu lhe disse James! Sabia que era o sobrinho! Deve-me um jantar no “Pomme de Terre”, eu sabia disso! — a mulher, pois claramente o era por sua voz, tirou a barba com um puxão seco, e logo o gorro de dormir. Ficaram alguns restos de cola no queixo, mas, no todo, seu aspecto era normal, estava completamente vestida. 
O inspetor de polícia, sorria ao vê-la mover-se de um lado a outro com aquela energia, pouco lhe faltava para ficar dando saltos de alegria.
— Está bem, Alexandra, convidarei-te. Embora fosse mais justo que você me convidasse, já que você ganha mais que eu. —queixou- se.
— Oh, não! uma aposta é uma aposta. — agarrou seu revólver debaixo do travesseiro e o meteu na bolsa como se fosse qualquer coisa. Dali tirou um lenço com o qual terminou de limpar os restos de barbicha do queixo — Bom, vou para casa, com um pouco de sorte, minha tia me terá guardado o jantar.
— Não conheci, em minha vida, ninguém, homem ou mulher, que coma tanto como você. — ele a pegou pelo cotovelo — Vamos, eu vou te levar, é tarde. — fez um gesto a um de seus homens, para que se encarregassem do detido. — Vou levar a senhorita Wallace a sua casa, em seguida vou a delegacia de polícia. — Frank, seu segundo em comando, assentiu.
Alexandra seguiu tagarelando pelo caminho, até que subiram no carro, e uma vez dentro, também.
— Este caso era muito importante — lhe olhava com os olhos brilhantes — saiu nos jornais. Agora ninguém pode pôr em dúvida, que posso fazer o mesmo trabalho que um homem — ele assentiu, estava totalmente de acordo com ela. O ancião, que tinha sofrido duas tentativas de assassinato, a contratou, graças em grande parte, a sua amizade com a tia da Alexandra. Ela tinha falado com o James, quando lhe ocorreu a ideia de ficar como isca. Tomou a sério porque já tinha trabalhado com ela um par de vezes antes, e conhecia seu profissionalismo, e que suas ideias, geralmente, eram muito acertadas.
Escutou-a cantarolar olhando pela janela. O fazia ocasionalmente. Quando estava contente.
— E como está o seu irmão?
— Desgostoso! Continua a insistir para que eu pare com isso. Mas eu adoro! — encolheu os ombros — Ele está em St. Ives, mas vem de vez em quando para nos ver. Você me entende verdade James?
— Claro, também gosto do trabalho. — algo no tom de sua voz lhe fez o observar com atenção. Olhou-lhe pela primeira vez à luz essa noite, havia algo diferente nele, era como se lhe ocultasse algo.
— James, o que está errado?
— Eu não sei o que você quer dizer. — encolheu os ombros.
— James… acredito que já nos conhecemos, não me insulte mentindo para mim. Prefiro que você me diga que não pode me dizer. — ele olhou para ela atentamente.
— Se não te contar, acabará por descobrir. Outro dia, meu chefe me chamou para o escritório dele. Recebi ordens para visitar o Marquês de Bute. — Alexandra não conseguiu deixar de estremecer ao escutar o nome. James não era um tolo, ele percebeu.
— Você o viu? — já não estava tão contente.
— Sim, esta manhã. — ele continuou, olhando para ela, como se avaliasse a conveniência de lhe contar tudo. — James por favor!


Série Romances Vitorianos 
1 - Traição
2 - Vingança
3 - Só Você
Série Concluída


4 de dezembro de 2011

Vingança







Uma mulher cativa...

Desamparada e sem nenhum recurso, lady Brienne Morrow se verá obrigada a fazer parte do maquiavélico plano de um enigmático desconhecido que não terá piedade dela.

Quando a jovem descobre o que está ocorrendo e tenta escapar, já é muito tarde.

O amor que sente pelo arrogante americano que a mantém prisioneira submergiu suas cruéis garras em seu coração e não poderá fugir dele.



Comentário revisora Poly Ribeiro:Gostei do livro. Tanto a mocinha quanto o mocinho tem seus traumas e principalmente o mocinho que esta em busca de vingança, uma vingança compreensível, mas como sempre a mocinha inocente esta envolvida nesta e ai começa os conflitos.

Capítulo Um

Dinbych-e-pysgod. Tenby, Gales Dezembro de 1780
A jovem que aparecia pela janela da carruagem dirigiu um último e triste olhar a sua casa vazia.
Não tinha teto, e o piso superior estava repleto de escombros úmidos pela chuva.
O povo em que viveu quase toda sua vida, a pequena vila fortificada de Tenby, parecia haver-se ancorado no tempo. Seus habitantes apenas tinham para comer e vestir adequadamente, mas resultava uma morada perfeita para sua mãe e ela.
Ali ninguém dirigia olhares inquisitivos a uma mulher sem marido e a sua filha, uma formosa moça de chamativos cabelos cor avermelhado escuro.
E também não lhes formularam perguntas às que ambas detestariam ter que responder, como de onde vinham, anos atrás, ou quem eram.
Tenby acolhia generosamente a quantos chegavam a ela e lhes oferecia uma formosa vista da baía de Carmarthen desde suas muralhas, assim como camarões-rosa e ostras frescas procedentes do Llangwm.
Mas, agora, ficava vazia uma casa mais, e parecia duvidoso que pudesse voltar a ser alugada, em vista do alarmante declínio da população.
O antigo lar da jovem logo ficaria reduzido a ruínas, e os ruidosos ratos que a enchiam não demorariam para afogar os ecos de risadas passadas.
A moça formava parte da vila. Ali tinha brincado de menina e forjado seus sonhos de adolescente.
Com o cenho franzido e o olhar sombrio, fixou a vista na ilha de St. Catherine e a colina do castelo.
Tenby a perdera e, como se estivesse de luto por sua partida, o povo parecia mais triste que de costume, um pouco mais miserável e abandonado.
Ninguém saiu para despedir-se dela, mas, mesmo assim, ela sentiu que estava dizendo adeus a um querido amigo, um que a tinha protegido e ajudado durante anos.
Desolada, recostou-se em seu assento, tratando de evitar que aquele lugar, velho e frágil, contemplasse as lágrimas de saudade que já começavam a brotar de seus olhos cor violeta.
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