22 de junho de 2016

Prisioneira

Série Oeste

Annie Parker tinha viajado ao oeste a fim de cumprir o sonho de ajudar aos outros. 

Tudo parecia seguir como previsto, até o dia em que entra em sua vida um perigoso e bonito foragido da justiça, que mudará seu mundo para sempre e, que a conseguirá fazer sua de corpo e alma.
Rafe McCay, um duro e implacável pistoleiro, leva uma existência fria e vazia desde que foi, injustamente, acusado de assassinato. 
Gravemente ferido, se vê obrigado a tomar Annie como prisioneira, sem saber que com aquela ação estará selando seu destino. 
Nunca poderia imaginar que a doce e inocente moça se meteria como fogo sob sua pele... Em seu sangue... Em seu coração...
A selvagem e feroz paixão que explode entre eles, os conduzirá por perigosos caminhos nos quais ambos poderão encontrar a destruição... Ou o amor.

Capítulo Um

1871, Território do Arizona.

Alguém o havia seguido durante a maior parte do dia. Sabia, por que tinha visto um revelador brilho de luz na distância, quando parou para comer ao meio-dia e, embora só tivesse sido uma brilhante piscada que durou unicamente um segundo, foi suficiente para o colocar de sobreaviso.
 Podia se tratar do reflexo do sol sobre uma fivela ou uma resplandecente espora. Em todo caso, quem quer que o seguisse tinha cometido um engano, que o tinha feito perder a vantagem do fator surpresa.
Mesmo assim, Rafe McCay tinha permanecido impassível, continuando a cavalgar como se não se dirigisse a nenhuma parte em especial, e dispusesse de todo o tempo do mundo para chegar a seu destino. 
Logo escureceria, e havia decidido que o melhor seria descobrir quem andava atrás dele, antes de preparar o acampamento para passar a noite. Segundo seus cálculos, o homem que o seguia ficaria ao descoberto naquele comprido caminho ladeado de árvores, por breves momentos. 
Tirou a luneta de seu alforje e se ocultou sob a sombra de um grande pinheiro, se assegurando, assim, de que nenhum reflexo o pudesse delatar. Enfocou a luneta no lance do caminho onde calculava que localizaria a seu perseguidor e em seguida o avistou; era um cavaleiro sobre um cavalo marrom escuro, com a parte inferior da pata direita dianteira de cor branca. Fazia avançar o animal a um ritmo lento, e se inclinava sobre a sela para poder examinar o chão em busca de rastros.
McCay tinha passado por ali atuando do mesmo modo, aproximadamente, uma hora antes. Apesar de que não conseguia ver com claridade o rosto do cavaleiro, havia algo nele que lhe resultava familiar, assim manteve a luneta enfocada para a longínqua figura puxando pela memória. 
Possivelmente, fora a forma em que se sentava sobre a sela, ou talvez, inclusive o próprio cavalo, o que despertava nele uma persistente sensação de que tinha visto ou se encontrado anteriormente com esse homem em particular, e que não gostado do que tinha descoberto. Mas não conseguia recordar o nome daquele tipo.
Os arranjos do cavalo não tinham nada de especial e não havia nada em suas roupas que chamasse especialmente a atenção, à exceção de seu chapéu negro adornado com conchas chapeadas...
Trahern.
McCay deixou escapar o ar através dos dentes.
A recompensa por sua cabeça devia ter subido muito para atrair a alguém como Trahern. Era conhecido por ser um bom rastreador, um pistoleiro perigoso e um tipo que nunca abandonava.
Depois de quatro anos sendo perseguido, McCay era consciente de que não podia fazer nada precipitado ou estúpido. 
Contava a seu favor com o fator tempo e a vantagem da surpresa, além da experiência em ser açoitado. Trahern não sabia, mas sua presa acabava de se converter em seu caçador.
Prevendo que também o caçador de recompensa dispunha de uma luneta, McCay voltou a montar em seu cavalo e entrou ainda mais entre as árvores antes de girar para a direita e deixar atrás uma pequena elevação, que se interpunha entre ele e seu perseguidor. 
Se havia uma coisa que a guerra lhe tinha ensinado era que terreno pisava e, automaticamente, escolher um caminho que lhe oferecesse, sempre que fora possível, tanto uma via de escape como amparo. 
Poderia cobrir seu rastro e despistar ao Trahern no bosque, mas havia outra coisa que a guerra lhe tinha ensinado: nunca deixar um inimigo a suas costas. Se não se ocupasse dele agora teria que o fazer mais tarde, quando talvez as circunstâncias não estivessem a sua favor. 
Trahern tinha assinado sua própria sentença de morte ao tentar o caçar. Fazia muito tempo que ao McCay já não era problema matar aos homens que fossem atrás dele; se tratava de sua vida ou da deles, e estava cansado de fugir.

Série Oeste
1 - Uma Dama do Oeste
2 - Vale da Paixão
3 - Prisioneira
Série Concluída


21 de junho de 2016

Reincidencia

APIMENTADO HISTÓRICO








Lady Kirbridge é uma dama da alta sociedade que teve um breve encontro com um dos homens mais atrativos e perigosos de seu círculo social...leia mais aqui

Em tentação

Trilogia Amigos
Lady Sophia Aberley jurou que nunca mais deixaria Julian Rexley entrar em sua casa ou em sua vida novamente.

Apesar do tempo que se passou, ela ainda não esqueceu a humilhação do escândalo, por ter sido exilada do país em razão de suas ações vergonhosas. Mas ela não poderia abandonar uma amiga em um momento de necessidade, mesmo que essa amiga fosse a irmã de Julian, e agora ele está de volta a Londres...

Trilogia Amigos
1 - Uma Proposta Sedutora
2 - Um Jogo Escandaloso
3 - Em Tentação
Trilogia Concluída

Domada Por Amor

 Série Bastion Club


Os solteiros mais cobiçados e aventureiros de Londres se uniram para formar o Clube Bastion, uma sociedade de elite para cavalheiros dedicada a determinar o futuro de seus membros no referente ao casamento.

Os homens do Clube Bastion demonstraram seu valor lutando secretamente por seu país.
Agora seu líder enfrenta a mais perigosa de todas as missões: encontrar uma noiva.
Agindo como o misterioso líder do Clube Bastion conhecido como «Dalziel», Royce Henry Varisey, X duque do Wolverstone, serviu a seu país durante décadas, enfrentando a inomináveis perigos.
Mas, como possuidor de um dos títulos de nobreza mais augustos da Inglaterra, agora deve cumprir com o trabalho mais crucial de todas: o casamento.
Não obstante, as jovens e as grandes damas que poderiam ser apropriadas são previsivelmente aborrecidas.
Muito mais tentadora resulta a teimosa e distante governanta de seu castelo, Minerva Chesterton.
Sob seu sereno exterior se esconde uma mulher de ardente sensualidade, que encheria seus dias de comodidades e suas noites de puro prazer.
Decidido a reclamá-la, embarca-se em uma sedução para demonstrar sua mestria sobre cada centímetro de seu corpo… e cada fibra de seu coração.

Comentário revisora Ana Mayara: Finalmente o livro do Daziel, aquele cara sinistro que assustou muita gente nos livros anteriores. Logo pela sinopse o livro promete: o malvadão é um duque! Um duque, minha gente!!! E a mocinha da vez ninguém menos que a governanta dele. Quando eu vi isso, tive certeza que o livro seria dos bons. E foi. Royce (ex-Dalziel) é um fofo bastante safadinho. Ele e a Minerva ficaram lindos juntos. Ela tenta fugir do malvadão, mas quem resiste? Adorei a história, o suspense foi diferente dos livros que já li da autora, pois neste temos a visão do vilão. E as cenas hot foram bem legais, esse casalzinho tem bastante amor para dar. Detalhe para o trecho nas muralhas...

Capítulo Um

Setembro, 1816, Coquetdale, Northumbria
Isto não teria de ser assim.
Envolto em sua capa, sozinho no assento de sua bela carruagem, Royce Henry Varisey, o décimo duque de Wolverstone, virou o último par na sucessão de cavalos de posta que tinha posto ao galope pela estrada de Londres até o caminho secundário que levava a Sharperton e Harbottle. 

Os contrafortes ligeiramente arredondados das colinas Cheviot o rodearam como os braços de uma mãe; o castelo Wolverstone, o lar de sua infância e sua recém-herdada propriedade, estava perto da vila de Alwinton, além de Harbottle.
Um dos cavalos rompeu o ritmo; Royce o examinou, conteve o outro até que estiveram ao mesmo tempo, e depois os incitou. Estavam desfalecendo. 
Seus próprios puro sangues negros o levaram até St. Neots na segunda-feira; a partir de então, havia pegado um par novo cada quinze milhas aproximadamente.
Agora era quarta-feira pela manhã, e estava muito longe de Londres, entrando de novo, depois de dezesseis longos anos, nos terrenos de sua propriedade. Naqueles terrenos ancestrais. 
Em Rothbury e as escuras clareiras de seus bosques; a frente das extensas planícies sem árvores de Cheviot, salpicadas aqui e ali com as inevitáveis ovelhas, pulverizadas sobre as ainda mais baldias colinas, até a fronteira com a Escócia, mais adiante.
As colinas, e essa fronteira, desempenharam um papel vital na evolução do ducado. Wolverstone fora criado depois da Conquista como um senhorio para proteger a Inglaterra da depredação dos escoceses que rondavam por ali. 
Os sucessivos duques, popularmente conhecidos como os Lobos do Norte, desfrutaram durante séculos de privilégios reais no interior de seus domínios.
Muitos afirmavam que ainda os tinham.
Certamente, seguiam sendo um clã extremamente poderoso, cuja riqueza aumentara graças a sua valentia no campo de batalha e fora protegida por seu êxito ao convencer os sucessivos soberanos de que era melhor deixar em paz os tão ardilosos e politicamente poderosos fazedores de reis, para que dirigissem o Middle March como tinham feito desde que, pela primeira vez, posassem seu elegantemente calçado pé normando em terra inglesa.
Royce estudou os arredores com um olho aguçado pela ausência. Lembrando-se de seu pai, perguntou-se de novo se sua tradicional independência (pela qual originalmente lutaram e ganharam, que lhes foi reconhecida por costume e garantida por um foro real, mais tarde legalmente rescindido, mas nunca realmente retirado, e inclusive menos realmente renunciado) não tinha escorado distanciamento entre seu pai e ele.

10 de junho de 2016

O Reencontro




O príncipe Alexei de Avalonia é um mestre na arte da sedução, mas conhece uma misteriosa jovem em um baile de máscaras com quem acaba passando uma inesquecível noite de paixão, uma noite que não pôde esquecer.

Chegando-se a perguntar se foi real ou só um lindo sonho.
A senhorita Pâmela Effington não é um sonho. Certamente, sucumbir à sedução do príncipe foi uma loucura. 
Sempre agradeceu que seus caminhos nunca voltaram a se cruzar, e ainda que o façam, ele nunca poderá reconhecê-la. Mas ambos vão ter uma surpresa que sacudirá suas vidas.
Quando Pâmela volta ao lar ancestral da família Effington, descobre, com assombro, que Alexei está hospedado ali. E seus maravilhosos e perfeitos planos de levar uma vida exemplar ficam anulados com a lembrança daquela maravilhosa noite de paixão.

Capítulo Um

—Bem feito, Clarissa. —Pâmela Effington tirou a máscara e sorriu a sua adversária—. Por um momento quase me pegou.
—Dizer «quase» é um eufemismo, querida prima. —Clarissa, lady Overton, também retirou sua máscara e sacudiu a cabeça libertando seu cabelo e deixando-o solto—. Uns poucos segundos mais e o ponto teria sido meu. Pâmela riu.
—Felizmente já não havia tempo.
—Felizmente, de fato. —Clarissa cortou o ar com sua espada de esgrima—. A próxima vez, vou reclamar vitória.
—Como já fez em nosso combate anterior. —Pâmela sacudiu a cabeça com bom humor. —Estamos bem preparadas, prima.
—Certamente que o estamos. —Clarissa examinou a lâmina de metal atentamente—. Mas você crê que é realmente necessário para uma mulher ter habilidade com a espada? Nunca nos veremos obrigadas a combater em um duelo por nossa honra.
—Não acredito que haja habilidades ou conhecimentos que sejam demais para uma mulher. Além disso, este esporte agita o sangue, ao menos para mim, e
é excelente para o corpo e a mente. E eu o acho muito estimulante e divertido.
Clarissa elevou uma sobrancelha.
—Sonha, exatamente como Tia Millicent.
—Não me surpreende o mínimo, já que concordo com ela em muitas coisas. —Pâmela entregou sua máscara e sua espada a Monsieur Lucien, o professor de esgrima, fazendo um gesto de agradecimento com a cabeça.
—Claro que concorda. —Clarissa entregou suas coisas a Monsieur Lucien—. A esgrima e fazer coisas que as mulheres normalmente não fazem, tornam-a mais...
—Não diga. —A voz de Pâmela soou firme—. Não estou com humor para ter outra discussão sobre os defeitos de meu caráter. —Começou a dirigir-se para a magnífica entrada do salão de baile que tinham usado para sua aula de esgrima.
O salão de baile ocupava uma boa porção do primeiro piso da impressionante casa situada na melhor zona de Viena, que pertencia a um conde austríaco, um velho e querido amigo de lady Smythe-Windom, sua Tia Millicent. O certo era que parecia não existir nenhum lugar no mundo onde não houvesse um muito velho e muito querido amigo de Tia Millicent.
Em todos os anos de sua viagem juntas, nenhum bom amigo de sua tia tinha deixado de as convidar e permitir ficar tanto tempo quisessem. Era uma forma de vida estupenda, apesar de que, em ocasiões, a natureza instável desta tinha preocupado tanto a Pâmela como a Clarissa. Mesmo assim, era o que tinham escolhido, cada uma por suas próprias razões.
—Não obstante, vou dizer. —Clarissa foi atrás de sua prima—. Você gosta da esgrima e tudo o que seja pouco convencional e algo escandaloso porque isso é precisamente o que uma mulher Effington desfrutaria.
—Eu sou uma mulher Effington. —Pâmela conteve um longo e sofrido suspiro. Clarissa tinha levantado esse tema uma e outra vez nos últimos meses, e uma e outra vez Pâmela tinha conseguido desviar a discussão. Caminhou pelo
corredor que conduzia a uma série de salões destinados à música, os jogos e qualquer outra coisa que os residentes da casa desejassem fazer.
—O defeito não está em ser como é, a não ser em estar empenhada em tentar ser o que não é —gritou Clarissa atrás dela.
—Efetivamente


6 de junho de 2016

Coração Honrado

Série The Dumont

Laços de redenção...

Christian Dumont passou a vida sendo cobrado pelos pecados do pai.
Agora, um matrimônio lhe dará a oportunidade de recuperar seus bens. 
Lady Emalie Montgomerie não se opõe ao casamento, contudo, carrega um segredo que coloca em risco o futuro da união. 
Ainda que no coração sua honra permanecesse intacta, Emalie sabia que deitar-se no leito nupcial sem ser pura era um erro imperdoável. 
Ainda assim, o desejo que ardia no olhar de Christian dava-lhe esperanças. Mas será que ele aceitaria a criança de outro homem?

Capítulo Um

Castelo de Greystone, Lincolnshire, Inglaterra — Maio, 1194
Eleanor Plantagenet, rainha da Inglaterra, pelo designo de Deus, observou sua protegida ereta e orgulhosa. Apesar de querer gritar de ódio ou chorar de pena pela suspeita de que aquela jovem havia sido abusada, ela se conteve. Apenas uma atitude sua poderia salvar o reinado e provavelmente a vida daquela moça. Como sabia que seu filho era culpado pelo abuso e ciente de que ele não descansaria até que satisfizesse seus desejos, ela decidiu lograr os planos dele.
— Emalie, vou perguntar mais uma vez — disse a rainha. — Qual o nome do homem que a desonrou?
— Não sei do que está falando, Vossa Graça — respondeu Emalie, sem olhar para a rainha.
— Não sou boba e não quero que você me trate como tal! — exclamou Eleanor, tentando fazer com que Emalie se assustasse e dissesse a verdade.
Entretanto, Emalie limitou-se a juntar as mãos sobre o colo, mas não mudou a atitude ou mostrou vontade de responder.
Eleanor colocou as mãos nos braços da cadeira para se aproximar da moça e fazer outra pergunta, mas foi interrompida por uma comoção do lado de fora do solário. Ouviram-se vozes exaltadas e em seguida a porta se abriu num rompante. Os guarda-costas da rainha tentaram inutilmente impedir que o filho dela irrompesse no quarto. Ela sinalizou para que desistissem e os guardas retomaram suas posições, um de cada lado da porta.
— Madame — John cumprimentou a rainha de maneira arrogante e se aproximou —, a senhora está muito bem hoje. — Em seguida, inclinou a cabeça e a beijou no rosto.
Eleanor procurou não se abalar pelo tom de voz dele e o encarou nos olhos. Em momentos como aquele, ela não saberia explicar como havia gerado uma víbora daquelas.
— Dei ordens para não ser perturbada e poder ter um pouco de privacidade para conversar — disse ela, levantando-se para enfrentá-lo com a verdade. — As ordens eram para manter você especialmente longe daqui até que eu permitisse sua entrada.
— Ah... — resmungou ele, postando-se na frente de Emalie. — Aqui está a linda lady Emalie Montgomerie — prosseguiu ele, inclinando-se para beijar a mão da moça.
Emalie não estava muito acostumada a ignorar os gestos de John, mas puxou a mão evitando o contato. Quando ele sorriu com malícia sem pretender esconder suas intenções, ela empalideceu.
— Mamãe, imagine se seus guardas me impediriam de entrar quando uma dama tão adorável estava à minha espera aqui dentro.
Eleanor notou que, mesmo sem perceber, Emalie estava se aproximando dela, cada vez mais, na certa em busca de proteção. John também notou e postou-se entre as duas.
— John! Pare com isso! Pare de brincar com ela e me diga por que veio me interromper. — Eleanor seguiu até uma das duas cadeiras de espaldar alto diante da janela e fez um sinal com a mão para que Emalie se sentasse na outra, sem desviar o olhar até ser obedecida. Pela postura da moça, ficou claro que ela era uma amadora quando se tratava de homens.
— Estou aqui em nome do meu amigo, William DeSeverin — disse John, seguindo até as janelas e olhando para fora com uma de suas expressões favoritas de desdém.
As palavras e a postura de John eram um prenúncio de algo nada bom.
— O que ele tem a ver com lady Emalie?
— Ele se arrepende do excesso de zelo que demonstrou a você, minha querida — disse John, relanceando o olhar para Eleanor, depois para seu verdadeiro alvo, Emalie. — Ele quer se apresentar para salvar você da desgraça.
— Vossa Graça, não preciso que ninguém me salve de nenhuma desonra — respondeu Emalie com toda a calma.
— Isso é bobagem, milady, o castelo e a vila inteira sabem do que estou falando.
Eleanor não podia permitir que ele continuasse e precisava recuperar o controle da situação.
— Eu também não acho que sir William precise salvar Emalie.
— Mamãe, conforme eu disse na mensagem que a trouxe aqui, William confessou ter levado a condessa para a cama e agora pretende se casar com ela para evitar a desonra.
— Vou dizer de outra forma: não vejo razão para esse casamento.

Série The Dumont
1 - Coração Honrado/O Preço do Desejo
2 - A Noiva do Normando/Noiva sem Passado
3 - A Noiva sem Nome
3.5 - Amor à Primeira Vista
4 - The King's Mistress
5 - Desejo Sagrado/Escolha Honrada

A Noiva Do Normando

Série The Dumont
Ela não tinha passado. 
Ele não podia oferecer-lhe um futuro…

William Royce não conseguia aplacar o desejo que sentia cada vez que olhava para Isabel. 

Apesar de ter sido maltratada pela vida,Isabel mantinha um espírito forte que fazia com que Royce desejasse o impossível…
Uma vida livre de segredos obscuros que pudesse partilhar com ela.
Ainda que não se lembrasse de nada do seu passado,Isabel tinha a certeza de que Royce, o homem que lhe salvara a vida, fora um cavaleiro. 

Por muito que se esforçasse para o esconder, comportava-se como um homem distinto…
Que despertava nela o desejo de se transformar na sua dama.

Prólogo

Silloth on Solway, Inglaterra, 1198
— Sobreviverá?
Murmurou aquela palavra num sussurro, sem conseguir compreender porque significava tanto para ele. 

Mas assim era.
— Talvez — respondeu a velha Wenda, a curandeira da vila.
— Ou talvez não. Já não está nas minhas mãos!
William DeSeverin, naquela época conhecido como Royce, estava de pé ao lado da lareira daquela cabana, vendo como Wenda acabava de coser o rosto daquela mulher inconsciente.
Sentia um nó no estômago, como se fosse um rapaz inexperiente e não o guerreiro forte em batalha que era.
Não entendia por que razão um pouco de sangue e uns pontos o afectavam tanto, e isso desconcertava-o ainda mais. Levantando a gola da capa, aproximou-se para comprovar a gravidade das feridas da mulher.
"Merde"!
Não era de estranhar que a idosa não pudesse responder-lhe.
William tivera a esperança de que, depois de limpo o sangue, Wenda lhe dissesse que poderia curá-la com facilidade. Contudo, não fora assim.
Torceu o nariz ao ver as feridas da mulher: uma perna partida, feridas nos braços e nas mãos, provavelmente feitas enquanto se defendia e,
a julgar pela dificuldade com que respirava, certamente teria alguma costela partida. William abanou a cabeça e rezou em silêncio por ela, visto que parecia mais perto da morte do que ele imaginara.
— Devíamos levá-la para o castelo, ou para a tua cabana? — perguntou à curandeira.
— Não, Royce. Não acho que sobrevivesse nem sequer a uma viagem tão curta. Talvez dentro de alguns dias...
"Se sobreviver", William acabou mentalmente a frase por ela.



Série The Dumont
1 - Coração Honrado/O Preço do Desejo
2 - A Noiva do Normando/Noiva sem Passado
3 - A Noiva sem Nome
3.5 - Amor à Primeira Vista
4 - The King's Mistress
5 - Desejo Sagrado/Escolha Honrada

A Noiva sem Nome

Série The Dumont
Jamais poderia ser a esposa de alguém… mas entre eles existia uma paixão muito forte!

Catherine De Severin não tinha nada para oferecer a um possível marido, nem poder nem terras.
Uma órfã pobre e com um passado obscuro não era de forma nenhuma a mulher adequada para um conde destinado a controlar um enorme património.
Mas para Geoffrey Dumont nada disso importava e estava disposto a desafiar quem quer que fosse, inclusive o rei, para poder ficar com a sua bela Cate.
Privada da possibilidade de se casar e confusa com as suas lembranças, Catherine De Severin não tivera outro remédio senão aceitar o seu triste destino…
Até que apareceu Geoffrey Dumont e virou o seu mundo de pernas para o ar...

Capítulo Um

Lincolnshire, Inglaterra Agosto de 1198
Tinha consciência de que o sangue de seis jovens nobres estava nas suas mãos e sabia que desfrutaria pecaminosamente de arrancar a vida e o fôlego a cada uma delas. Se continuassem com os comentários aborrecidos da última hora, ver-se-ia obrigada a matá-las a todas.
Catherine De Severin tirou um lenço da manga e limpou a testa. Não suportava bem o calor e o dia tornara-se insuportável mesmo depois de almoço. Tentando mostrar-se discreta, levantou o cabelo do pescoço que transpirava para tentar refrescar-se antes de o seu desconforto se tornar óbvio.
Demasiado tarde.
- Sentes-te mal, Catherine?
Emalie Dumont, condessa de Harbridge e benfeitora dela, inclinou-se sobre ela e sussurrou. A suavidade do seu tom de voz não escondia a sua preocupação.
- Estou bem, minha senhora.
Catherine ouviu o murmúrio e os risinhos entre o pequeno grupo de mulheres que observava os homens a lutarem no pátio. Lady Harbridge também devia ter ouvido, porque a sua expressão foi de desgosto. Levantou-se e fez um gesto para os que estavam sentados para que a seguissem.
- Receio que o calor esteja a ser demasiado opressivo para mim hoje. Vamos procurar um lugar mais fresco para nos reunirmos e beber algo frio para nos refrescarmos.
Ninguém podia permanecer sentado ou não obedecer às ordens da condessa e anfitriã daquele castelo. Catherine pegou no seu leque e no lenço e levantou-se. Antes que a pequena comitiva abandonasse o pátio, alguém gritou num tom de voz profundo e grave do outro lado.
- Minha senhora?

Série The Dumont
1 - Coração Honrado/O Preço do Desejo
2 - A Noiva do Normando/Noiva sem Passado
3 - A Noiva sem Nome
3.5 - Amor à Primeira Vista
4 - The King's Mistress
5 - Desejo Sagrado/Escolha Honrada

Amor à Primeira Vista

Série The Dumont
Enquanto visitava amigos na Inglaterra durante as festas de fim de ano, lorde Gavin MacLeod se sentiu atraído pela misteriosa Elizabeth. 

Ela era muito mais uma bela nobre do que uma serviçal, e ele jurou descobrir os segredos de seu passado a qualquer custo...
Forçada a abandonar a família e buscar novos caminhos, Elizabeth encontrou a paz em Silloh Keep. 
Agora, ela terá um novo desafio a enfrentar: aceitar o amor de Gavin e construir ao lado de um guerreiro escocês uma nova vida.

Capítulo Um

— Deixe que a mande para você esta noite.
— Estes dias curtos estão fazendo de você um idiota, homem?
Gavin MacLeod fixou o olhar em seu anfitrião, ergueu a taça de metal e bebeu. A cerveja passou por sua língua suavemente e o impediu de dar outras respostas mais duras. Não precisava de ajuda para encontrar uma mulher para lhe aquecer a cama, se quisesse uma.
Havia anos que passava o solstício de inverno com Orrick de Silloth, e não se lembrava de uma só vez em que o amigo prestasse atenção ou mostrasse interesse em qualquer uma das servas de sua propriedade. Naturalmente, esta era a primeira vez que o visitava depois da morte de lady MacLeod. Assim, talvez Orrick se sentisse mais à vontade para falar de mulheres com ele. Ou talvez a aproximação da estação de festas de fim de ano lhe despertasse idéias a respeito.
— Escute aqui, Gavin. Ela é uma prostituta tanto quanto eu sou o rei da Inglaterra, — disse Orrick, a voz muito baixa.
— Além de irmão de criação você é meu proxeneta agora?
Mas dessa vez Gavin pelo menos olhou a mulher. Como poderia evitar? As palavras de Orrick o fizeram observar-lhe o corpo, e ele percebeu que os atributos femininos eram mais evidentes nela. Seios fartos e opulentos, cintura fina, quadris generosos e longas pernas lhe davam uma aparência muito atraente. Mas não os exibia de forma sedutora como faziam as mulheres que ganhavam a vida se prostituindo. Pelo contrário. Escondia-os sob um vestido pobre de trabalhadora, um véu e uma atitude modesta.
— Você é o senhor dela, Orrick. Não sabe como ganha a vida?
Orrick resmungou qualquer coisa e tomou um longo gole de cerveja.
Gavin observou a mulher por alguns minutos enquanto ela servia as mesas mais baixas. Era sempre sorridente e falava suavemente com todos a quem atendia. Em seus modos, não havia tentativa evidente de seduzir os homens, nem as mulheres sentadas às mesas lhe mostravam hostilidade. Orrick realmente administrava suas terras e domínios de forma bem diferente da maioria dos lordes ingleses.
— Sei como ela ganha a vida, irmão. Não sei é como ela entrou nessa vida.
As palavras de Orrick surpreenderam Gavin. Orrick sempre descobria a verdade sobre tudo e, no entanto, esta mulher conseguira manter em segredo seu passado. Surpreendente. Intrigante. Alguma coisa o moveu pela primeira vez em muito tempo.
Curiosidade.

25 de maio de 2016

Os segredos de Richard Kenworthy

Quarteto Smythe Smith
Sir Richard Kenworthy
Tem menos de um mês para encontrar uma esposa. 

Ele sabe que não pode ser muito exigente, mas quando vê Iris Smythe-Smith se escondendo atrás de seu violoncelo no musical anual das Smythe-Smith, Richard acha que conheceu alguém muito valiosa. 
Ela é o tipo de mulher que passa despercebida até a realização de um segundo ou terceiro olhar de outra forma. Mas há algo nela abaixo da superfície, algo quente e ele sabe que ela é única. Iris Smythe-Smith...Ela está acostumada a ser subestimada, com seu cabelo claro e tranquila, mas há uma personalidade astuta que ela tende a esconder, e ela gosta dessa forma. Então, quando Richard Kenworthy se aproxima com galanteios e flertes, parece suspeito. 
Dando a impressão de um homem que se rende ao amor, mas ela não pode acreditar que tudo é verdade. Quando sua proposta de casamento se torna uma situação comprometedora obrigatória, você não pode deixar de pensar que há algo escondido por trás disso. . . mesmo que o seu coração diz sim.
 








Quarteto Smythe Smith
1 - Assim Como o Céu
2 - Uma Noite Como Esta
3 - A Soma de todos os Beijos
4 - Os Segredos de Richard Kenworthy
Série Concluída



22 de maio de 2016

Manhãs de Glória

Amor nos olhos de um estranho... 

Na cidade, eles a chamavam de “louca viúva Dinsmore.” 
Mas Elly não era alheia à sua ridicularização, ela tinha sido uma pessoa deslocada durante toda a sua vida, crescendo em uma velha casa sob o olhar rigoroso de seus avós excêntricos. 
Agora ela estava sozinha, com dois meninos pequenos para criar, e um terceiro filho a caminho. 
Ele derivava em Whitney, Georgia, em uma tarde preguiçosa no verão de 1941, na esperança de colocar seu passado solitário atrás dele... 
Ele ansiava pela ternura que ele nunca tinha conhecido, a casa que ele nunca teve. Tudo o que ele precisava era de alguém para lhe dar uma chance. Então ele viu seu anúncio: Procura-se - Um Marido. Quando ele atravessou o quintal desordenado de Elly Dinsmore, Will Parker sabia que ele tinha voltado para casa por fim...


Prólogo 

O trem parou em Whitney, na Georgia, em uma tarde nublada de novembro. Nuvens agitavam-se e as primeiras gotas de chuva caíram como massa grossa no teto negro da carruagem à espera. Ambas as janelas estavam cobertas de preto. Quando o trem veio a uma parada, uma sombra furtivamente levantou um pouco uma cortina e um único olho espiou pela fenda. 
— Ela está aqui — A voz de uma mulher assobiou. — Vamos! — A porta se abriu e um homem saiu. Ele, assim como o transporte, estava de negro, terno, sapatos e um chapéu de abas largas desgastado. Ele olhou nem para a direita nem para a esquerda, mas caminhou propositadamente para os degraus do trem quando uma jovem mulher saiu com um bebê nos braços. 
— Olá, papai — disse ela, hesitante, oferecendo um sorriso vacilante.
— Traga o seu filho bastardo e venha comigo. — Ele virou-a bruscamente por um cotovelo e conduziu-os de volta para a carruagem sem olhar para ela ou o bebê. A porta com cortinas foi aberta no instante em que chegaram a ela. A jovem pulou para trás protetora, puxando o bebê em seu ombro. Seus olhos castanhos suaves amedrontados pelos duros verdes acima dela, emoldurados por um gorro preto e vestido de luto. 
— Mama... — Entre! — Mama, eu- — Entre antes que cada alma nesta cidade enxergue nossa vergonha! O homem deu a sua filha uma cotovelada. Ela tropeçou para dentro da carruagem, mal capaz de ver através das lágrimas. Ele a seguiu rapidamente e agarrou as rédeas, que foram introduzidas através de um postigo, produzindo apenas uma luz escura. 
— Depressa, Albert — A mulher ordenou, sentando-se dura como uma lápide, olhando para a frente. Ele chicoteou os cavalos a um trote.
— Mamãe, é uma menina. Você não quer vê-la? — Vê-la? — A boca da mulher franziu-se enquanto ela continuava olhando para a frente. — Eu temo que não vou pelo resto da minha vida, enquanto as pessoas sussurrarem sobre a obra do diabo que você trouxe à nossa porta. A jovem agarrou a criança mais apertado. Ela choramingou, então, quando um dissonante trovão ressoou, começando a chorar a plenos pulmões. 
— Cale isso, você me ouviu! — O nome dela é Eleanor, mamãe e- — Cale-a antes que todo mundo na rua ouça! Mas o bebê uivou por toda a distância a partir da estação ferroviária, junto a praça da cidade e da principal estrada que leva até a borda sul da cidade, passando por uma fileira de casas a uma cercada por uma cerca de piquete com glórias da manhã subindo em sua varanda da frente. 
A carruagem virou, atravessou um quintal e parou perto da porta dos fundos. A mãe e a criança foram conduzidas para dentro pela mulher vestida de negro e imediatamente uma cortina verde escura foi puxada para baixo para cobrir a
janela, seguida de outra e outra até que todas as janelas da casa estavam cobertas. A nova mãe nunca foi vista deixando a casa de novo, nem as cortinas foram levantadas.


16 de maio de 2016

Uma Dança ao Luar

Trilogia Fitzhugh
Depois de perder seu amor de infância para outra mulher, Isabelle Englewood fica deprimida. 
Mas então algo notável acontece: ao chegar a Doyle Grange, sua nova casa, conhece Ralston Fitzwilliam, que se parece muito com o homem que ela não pode ter. 
Tarde da noite, ela lhe diz, que queria fazer amor com ele fingindo que ele é aquele que ela ama. Mal se apercebendo do que está prestes a desencadear.

Capitulo um

Verão de 1896
Somerset, algumas milhas ao sul das colinas Exmoor.
A mulher voltou. Ralston Fitzwilliam a tinha visto uma vez antes, há dois dias. Ele estava acabando uma caminhada de 14 milhas, havia subido e descido colinas suaves de modo que os pés mal batiam no chão, cruzado riachos cheios pela chuva, ao lado de pastos verdes, pontilhado de ovelhas.
Dado que escuras nuvens de chuva, tão baixas que ele quase podia tocá-las, tinham lotado o céu de um lado a outro, ele deveria ter ido direto para casa, para Stanton House, à sua disposição pelo Duque de Perrin para as poucas semanas por ano que Ralston passava na Inglaterra. Mas a caminhada não tinha sido suficientemente cansativa para um homem que queria que seus membros doloridos deixasse sua mente em branco, então ele tinha atravessado a fazenda de Beauregard e dirigiu-se a inclinação no topo da qual podia ver a propriedade rural do visconde de Northword.
Apenas para encontrar uma chuva torrencial no meio do caminho. Ele virou para o Rancho Doyle, uma propriedade menor da propriedade Northword. A propriedade estava desocupada no momento, e ele podia refugiar-se sob seu pórtico coberto de hera sem ser questionado e ouvir um discurso sobre a loucura de estar fora em tal tempo, ainda mais sem um guarda-chuva. 
Quando ele se aproximou do portão do jardim atrás da casa, ela apareceu no caminho do jardim, uma jovem viúva toda de preto.
Ela era linda, alta, régia, seu cabelo tão escuro como as gotas de azeviche que decoravam seu chapéu. Mas o que realmente chamou sua atenção foi à história de vida dela que estava escrito no rosto requintado.
Não tinha sido a mais fácil das vidas. Havia um ar de fragilidade nela, não a timidez inata, mas o medo residual de alguém que tinha sido queimada pelos caprichos do destino.
Ele reconheceu a si mesmo, como ele tinha sido por muitos anos, e talvez até mesmo como ele era agora.
Ela correu para dentro da casa, sem notar a presença dele. Mas ele pensava nela enquanto esperava fora da chuva sob o beiral do galpão do jardim, para sua caminhada de volta para casa.
Ele visitou o Rancho Doyle no dia seguinte, mas a porta da frente estava trancada, e a casa fechada.
E agora aqui estava ela de novo, uma bela silhueta, sombria à luz do fim da tarde de verão, descendo de um cabriolé, com uma bolsa na mão. Seu coração saltou até que ele percebeu que o cabriolé, estacionado na entrada, antes da parede de flores, não saiu. Ele estava esperando por ela para sair da casa e iria transporta-la para outro lugar.
Ele hesitou. Mas em pouco tempo, ele se viu deslizar para o portão da frente e caminhar até a casa. Um movimento de uma cortina de cima chamou sua atenção, ele havia sido avistado. Sob o pórtico, quando ele levantou a mão para tocar o sino, a porta se abriu, e ela se lançou em seus braços.
Ele tinha mais de um metro e oitenta de altura e era forte. Mas ela tinha, pelo menos, um metro e setenta e sete e não era nenhum esqueleto. Ele tropeçou um passo para trás.
Antes que ele conseguisse se recuperar de sua surpresa, ela agarrou seu rosto e beijou-o.
Ele já tinha beijado mulheres a quem ele não tinha sido devidamente apresentado, mas nunca antes tinha acontecido como uma saudação. Ela estava faminta, quase bárbara, como se ela quisesse levanta-lo do chão e destruí-lo.

Trilogia Fitzhugh
0.5 - Reivindicando a Duquesa
1 - Uma Beleza Sedutora
2 - Uma Mulher para Todas as Estações
2.5 - Uma Dança ao Luar
3 - Uma Noiva Tentadora
3.5 - a revisar
Nova Leitura

6 de maio de 2016

Fogo em Seus Braços

Série Callahan-Warren


Com seu trabalho em Montana concluído, agora que a rixa Callahan-Warren terminou em casamento, em vez de derramamento de sangue, Degan Grant parte para a Califórnia, porque fica longe da casa que quer esquecer, até que o US marechal que salvou sua vida lhe pede um favor. 

Tudo o que Degan tem que fazer é pegar três bandidos da lista do marechal e entregá-los à lei. Fácil, ele pensa, para um homem com quem ninguém quer confusão.
Mas, em seguida, uma jovem e corajosa mulher cruza seu caminho. Maxine cresceu tão bonita e atraiu tanta atenção indesejada em sua cidade natal Texas que os eventos ficaram fora de controle. 
Ela vai tentar de tudo para escapar do pistoleiro bonito e enigmático, que tem a intenção de entregá-la a um xerife corrupto, que vai enforcá-la em vez de levá-la a julgamento.
Preso a uma audaciosa jovem espirituosa que insiste que é inocente, Degan deve caçar um assassino cruel e manter um velho inimigo à distância. Mas forçado a uma proximidade íntima com sua sedutora prisioneiro, seu desejo entra em um incêndio de paixão, e já não pode negar que é tempo para eles arriscarem confrontar seu passado para que possa ter uma chance de um futuro com ela em seus braços para sempre.

Capítulo Um

— Pensei que tinha deixado o território, Mr. Grant.
Degan olhou para o xerife Ross, sorrindo. Se inclinou para acalmar seu cavalo antes que se erguesse. O palomino não gostava de estranhos tão perto dele. Com tiros não se importava mas com estranhos sim.
— Estou indo hoje. Basta ter certeza que nenhum tiro é disparado na igreja.
— Não preciso me preocupar com isso. A disputa terminou na semana passada, assim que o casal feliz concordou em se casar. Então você está vindo para o casamento?
Degan olhou para a igreja no final da rua. As duas famílias se juntariam naquele dia, os Callahans e os Warren, já estavam dentro. As pessoas da cidade continuavam indo em direção a ela para testemunhar o feliz evento, sob a direção clara de Degan, que estava sentado em seu cavalo no meio da rua. Por mais que gostasse de fazer algo tão normal como assistir a um casamento, sabia o que sua presença faria. E já fizera suas despedidas.
Então, balançou a cabeça para o xerife. — Não é preciso ninguém ficar nervoso em um dia como este. — Ross riu.
— Acho que as pessoas aqui em Nashart já o conhecem suficientemente bem.
— Esse é o problema. Elas me conhecem.
Ross corou um pouco. Era estranho para um xerife tratar Degan tão afavelmente. Normalmente, logo que um xerife sabia quem ele era, pedia-lhe para sair de sua cidade. Ross não tinha feito isso, provavelmente por respeito a Zachary Callahan, que havia contratado Degan para manter a paz até ao casamento do seu filho. Claro que não era garantido o casamento acontecer quando a noiva Warren fora criada no leste no meio do luxo e ia se casar com Hunter Callahan, um cowboy nascido e criado aqui em Nashart, Montana, a quem ela nunca conhecera. E Tiffany Warren tentara definitivamente sair do casamento arranjado. 

No rancho Callahan ela fingia ser uma governanta para poder encontrar uma maneira de acabar com a rivalidade entre as duas famílias, sem se sacrificar a si mesma no altar.
Degan tinha gostado de Tiffany desde o início, porque ela o lembrou de casa, uma casa para onde nunca iria voltar. Mas achou que ela não era realmente uma governanta. Ela tinha tentado a custas não ser formal e adequada, mas simplesmente não poderia conseguir. 

A elegante e sofisticada verdadeira Tiffany aparecia constantemente, embora o fizesse questionar sua intuição. 








Série Callahan-Warren
1 - Um Coração por Conquistar
2 - Fogo em Seus Braços
3 - Marry Me By Sundown - a revisar

5 de maio de 2016

A Canção

Série Filhos do Destino
Histórico Sobrenatural
Oito irmãos, nascidos em quatro pares de gêmeos, com dois anos de diferença, cumprem a Maldição da Profecia dos Oito. 

Para evitar seu destino tentador, os irmãos são exilados na Ilha Nightfall, onde as mulheres são proibidas. 
Isto representa um desafio para o irmão cuja magia foi destruída...
Evanor, o quarto dos Filhos do Destino, perdeu a voz e, com isso, os seus poderes, na violenta batalha que libertou a família de seu maior inimigo. 
Felizmente, com o retorno seguro de seu irmão gêmeo, Evanor agora sabe exatamente quem pode trazer sua música de volta à vida.  Ela é a encantadora viúva Mariel, uma Curadora levada à Nightfall para ajudar os irmãos em sua hora de necessidade. 
Para Mariel e seu jovem filho, isso significa sair de sua pátria amada para a ilha desconhecida de Nightfall e suas margens ainda proibidas... E com isso, arriscar a paixão que ela desperta no coração de seu paciente intrigante.Mas um novo perigo aparece quando o Conselho de Katan se informa de que pode haver mulheres na Ilha...

Capítulo Um

A coruja saltou de seu poleiro no pilão, transformando-se de volta à sua forma natural.
Alys desembarcou no cais próximo a Evanor. Ele viu como os olhos de seu tio se arregalaram em choque, lembrando-o de que Alys lhes havia dito que tinha fingido sua própria morte magicamente para escapar desta besta assassina de duas pernas.
— Olá, meu tio. — Alys cumprimentou seu parente com o rosto inexpressivo, mas seu tom de voz gotejava com ódio. Evanor estava bastante surpreso com a calma que ela aparentava, ele tinha conhecimento do quanto seu tio a aterrorizava. — Você está parecendo um pouco gordo e careca, como de costume.
— Pirralha insolente! — O mago careca rosnou, apertando as mãos em punhos. — Eu me perguntava por que suas magias não vinham para mim, quando todos os meus feitiços disseram que você estava morta! Um descuido que vou corrigir... Skaren skaroth!
Tudo pareceu abrandar agora, embora, no momento, não houvesse muito mais do que um instante no qual a reação fosse puro instinto.
Uma lâmina letal de luz branco-avermelhada saiu das mãos de Bröger de Devries. Nenhum deles ousou lançar um contra-ataque. O homem tinha se envolvido em feitiços que retornariam para qualquer atacante que o ferisse fisica ou magicamente. Isto, Alys de Devries tinha lhes informado com antecedência. 
A solução tornou-se a necessidade de obrigá-lo a voltar os seus próprios poderes letais contra si mesmo, por ele ter vindo para o lar deles como fez. Seu objetivo era destruir os oito irmãos enviados ao exílio, para que pudesse colher os seus poderes, bem como garantir a reivindicação de seu assento como família. Bröger, então, seria poderoso o suficiente para reivindicar o trono de Katan no continente.
Mas Alys não tinha um dos espelhos de feitiço reflexivos que haviam sido criados para se defender. Não havia tempo suficiente para fazer mais do que alguns. Um já tinha sido usado e destruído no processo, sua cunhada do outro mundo ainda se debruçava sobre a mão ferida, em estado de choque desde a quebra de seu espelho. Evanor deslocou-se entre Bröger e seu alvo, o único que poderia agir. Na época, não tinha havido qualquer tempo para pensar, apenas o instinto de proteger a jovem que estava apaixonada por um dos seus irmãos mais velhos.
Uma única nota reverberando, a magia de Evanor veio como um clarão, uma parede de borracha, mandando o feitiço de volta para o seu criador. O feitiço atingiu Bröger de Devries, quase cortando seu peito ao meio. As energias vermelho sangue foram levadas para trás, seguindo em direção ao seu atacante.
Evanor acordou assustado, flexionando os músculos da garganta, tentando gritar através do persistente sonho e da lembrança da dor ardente, queimando... E foi recebido por um vazio em seus ouvidos, um vazio preenchido exclusivamente pelo assobio de sua respiração. Enrolando-se para fora da cama, ele abaixou a cabeça entre as coxas, cotovelos apoiados sobre os joelhos. 
Correndo os dedos por seus cabelos despenteados da cama, o mago loiro... Ex-mago... Lutou para abrandar a batida do seu coração.
Eu não sei qual forma de acordar é pior, revivendo o pesadelo de perder a minha voz ou acordando esquecido de que eu a perdi ... Até que eu tento falar. Esfregando o rosto com as mãos, ele fechou a luz da manhã que entrava através de suas cortinas. Não me arrependo de salvar a vida de Alys. Ela é doce e maravilhosa, e merece viver. E poderia ter sido muito pior, apesar de Kata saber que isso é ruim o suficiente...

Série Filhos do Destino
1 - A Espada
2 - O Lobo
3 - O Mestre
4 - A Canção
5 - The Cat
6 - The Storm
7 - The Flame
8 - The Mage
8.5 - Finding Destiny