Mostrando postagens com marcador Chris.D. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chris.D. Mostrar todas as postagens

15 de maio de 2019

Escandalosa Novamente

Série Troca de Identidade
Madeline de Lacy, a duquesa de Magnus, orgulha-se de ser uma das jovens mais sensatas da Inglaterra, e não pode acreditar que, no jogo de cartas, seu nobre pai perdeu todo o seu patrimônio - e ela! - para um estranho.

Em uma missão para salvar a fortuna de sua família, ela muda de lugar com sua prima e companheira, enviando a mantenedora Eleanor para confrontar o homem que ganhou a mão de Madeline.
Agora, Madeline está livre para entrar na casa de um notório jogador e finge ser mansa e humilde. Ela não é naturalmente nenhuma dessas coisas, ela simplesmente está decidida a recuperar a fortuna de sua família. Quando ela acha que as coisas não podem piorar, ela conhece Gabriel Ansell, o conde de Campion.
Quatro anos atrás, Madeline estava noiva de Gabriel e adorava seus beijos arrogantes. Agora, ser forçada a se casar com um homem que ela não conhece empalidece em comparação com a provação de encarar Gabriel novamente, o homem que a traiu - Gabriel, o único homem que ela amou.

Capítulo um

Suffolk de 1806
— Agora, Madeline, eu percebo que você acabou de chegar em casa de sua excursão no exterior e precisa descansar, mas receio que não seja possível.
Madeline de Lacy, a marquesa de Sheridan, a futura duquesa de Magnus, mordeu o primeiro bife inglês digno, que ela tinha tido em quase quatro anos, mastigou, engoliu e sorriu beatificamente através da mesa de café da manhã ensolarada no penhasco, para o inglês de bochechas vermelhas de buldogue. — E porque disto, papai?
— Eu apostei você em um jogo de pôquer e eu perdi.
Ela o encarou. Colocando a faca e o garfo cuidadosamente ao lado do prato, ela olhou para o lacaio estupefato, congelado no lugar quando ele se inclinou para derramar em sua xícara seu café da manhã. — Isso basta, Heaton. Coloque a garrafa no aparador. Vamos chamá-lo se precisarmos de você. —Quando Heaton saiu, ela olhou para seu pai e repetiu, pois queria ter certeza que havia entendido direito. — Você me apostou em um jogo de azar e perdeu.
Ele não parou de comer batendo os talheres no prato. — Não adianta tentar suavizar o golpe, eu costumo dizer. Não com você, minha querida. Menina resistente, sensível. Orgulho-me de você, sempre disse isso.
Usando dessa famosa sensibilidade, ela disse, — Talvez você possa me dar os detalhes desta aposta extraordinária.
— Tive a má sorte de apostar sem saber que ele já havia ganhado uma partida, o que reduziu minhas chances.
Madeline respirou fundo. — Não, papai. Quero dizer, por que você me apostou em um jogo como este?
— Bem, meu oponente sugeriu isso.
— E quem seria ele...?
— O Sr. Knight.
— E porque o senhor concordou...?
— Eu tinha acabado de perder nossa fortuna e todas as nossas propriedades. Você era a única coisa que me restava.
Incrível como ele conseguiu dizer isso de forma tão racional. — Então, em uma maré de azar, o senhor perdeu tudo que tinha, incluindo sua única filha?
— Sim. Na hora me pareceu uma aposta sábia.
Ela arqueou as sobrancelhas. Após a morte de sua mãe, dezessete anos atrás, quando Madeline tinha cinco anos, sua vida tinha mudado drasticamente, de filha mimada e protegida por sua mãe, a ter que lidar com os desastres frequentes orquestrados pelo seu amado pai. Até o momento em que ela tinha doze anos, ela já sabia como dirigir uma casa, como planejar uma festa e como lidar com cada tipo de desastre social.
Ela não estava preparada para isso. No entanto, seu batimento cardíaco permaneceu calmo, sua testa sem rugas, as mãos relaxadas no colo. Ela tinha enfrentado catástrofes de proporções olímpicas antes — quase todas resultado do desrespeito descuidado de seu pai. Ela não perderia a compostura agora. — Como assim?
— Pelo menos, se ele ganhasse você teria a garantia de ter nossas propriedades sob seu controle, ou pelo menos sob o controle de seu marido. — Magnus mastigou pensativamente. — É quase o mesmo que oferecer as propriedades como seu dote.
— Exceto que, se as propriedades houvessem sido oferecidas como um dote, eu teria a vantagem de conhecer o meu marido e concordar com a oferta. —Parecia um ponto que seu pai admitiria, embora tivesse pouca esperança disso.
— Você tem um ponto, mas realmente, qual diferença faria se você conhece o cara? Você já esteve comprometida uma vez. Você o amava. E isso acabou sendo um desastre! Qual era seu nome? De cabelos castanhos e com aqueles malditos olhos perturbadores. — Olhando para o decorado teto pintado com querubins dourados, Magnus coçou o queixo. — Ele era cem vezes mais adequado do que esse Sr. Knight, mas você o abandonou, pelo menos deu esse motivo pra deixar Londres, sem palavras. — Ele engasgou. — Até então, não sabia que você poderia perder o seu temperamento. Qual era o seu nome mesmo?
Uma rachadura apareceu em sua tranquilidade; as mãos em punhos. — Gabriel Ansell, o conde de Campion.
— É isso mesmo. Bom Deus, eu nunca vou esquecer. Magnífica na sua ira!


Série Troca de Identidade
1-Escandalosa Novamente
2- Um Beijo Seu
Série concluída



21 de abril de 2019

O Terceiro Pretendente

Série Instrutoras

Setembro de 1847

Harry Chamberlain, Conde de Granville - um dos bandidos mais charmosos que já tivemos o prazer de conhecer. Um homem corajoso, forte, no entanto terno e muito sexy.







Capítulo Um

Wildbriar Inn, na costa de Dorset, Inglaterra
Inclinando-se sobre a grade alta da varanda, Harry Chamberlain olhou para baixo, para o arbusto florido que cercava seu chalé à beira-mar e perguntou:
— Jovenzinha, o que você está fazendo aí embaixo?
A garota vacilou, parou de rastejar pela coleção de musgo, terra e flores cor-de-rosa desbotadas, e virou um rosto sujo para o dele.
— Shh — Ela olhou para trás, como se alguém estivesse rastejando atrás dela —. Estou tentando evitar um dos meus pretendentes.
Harry olhou atrás dela também. Ninguém estava lá.
— Você pode ver ele? — ela perguntou.
— Não há uma alma à vista — Um homem inteligente a teria deixado ir embora, Harry estava de férias, um período livre que ele precisava desesperadamente, e ele tinha jurado evitar problemas a todo custo. Agora, uma menina de talvez dezoito anos, vestida com um modesto vestido florido azul, veio rastejando pelos arbustos, armada com nada mais do que uma história ridícula, e ele ficou tentado a ajudar. Tentado por causa de um rosto magro e bronzeado, grandes olhos castanhos, uma boca beijável, um gorro azul torto e, desse ângulo, o melhor par de seios que ele já tivera a sorte de contemplar.
Tal indisciplina em seu próprio caráter o surpreendeu. Na verdade, ele era Edmund Kennard Henry Chamberlain, conde de Granville, dono de uma grande propriedade em Somerset, e por causa do peso de suas responsabilidades ali, e das responsabilidades adicionais que assumira, tendia a cumprir seu dever sem capricho. 
De fato, foi esse traço que o colocou, oito anos atrás, servindo a Inglaterra em vários países e posições. Agora ele olhava para uma mulher com intenção de alguma bobagem e descobriu em si mesmo o desejo de descobrir mais sobre ela. Talvez ele finalmente tivesse relaxado da tensão de seu último emprego. Ou talvez ela fosse o relaxamento que ele procurava.
Com uma voz trêmula, ela implorou: — Por favor, senhor, se ele aparecer, não diga a ele que estou aqui.
— Eu não sonharia em interferir.
— Oh, obrigada! 


Série Instrutoras
1 - Aquela Noite Escandalosa
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
6 - Entre Seus Braços
7 - Provocação de te Amar
7.5 - O Terceiro Pretendente
8 - Minha Bela Sedutora
9 - In Bed With the Duke
10 - Taken by the Prince
11 - A Pirate's Wife for Me

18 de abril de 2019

Aquela Noite Escandalosa

Série Instrutoras
Uma temporada desastrosa. Uma simples estátua começou o escândalo.

Uma dama escondida
Uma inocente senhorita inglesa concebeu-a, as mãos deslizando pelo barro, delineando cada músculo definido e tendão, criando uma escultura do homem que ela adorava. Quando a imagem foi exposta, junto com o afeto secreto da Senhorita Jane Higgenbothem por Lorde Blackburn, o desprezo satisfeito da sociedade a enviou de volta para o interior em desgraça. Um cavalheiro revelado . Agora, uma década depois, ela está de volta a Londres, como acompanhante de sua bela sobrinha. Mas para Blackburn, o involuntário modelo de Jane, a calma reticente solteirona ainda é uma provocação. Uma vez ela fez o arrogante libertino motivo de riso: então por que ele está tentado a reviver um caso que quase começou há muito tempo, em uma noite escandalosa?


Capítulo Um

— Esperemos que ninguém se lembre do escândalo. — Eleazer Morant olhou para baixo, para o nariz trêmulo e de coelho, para a cunhada. — Eu não vou ter o bom nome de minha filha contaminado pela tintura de sua desgraça.
Já vestida com suas roupas de viagem marrons fora de moda, a senhorita Jane Higgenbothem sentou-se ereta na cadeira dura. Ela era, ela sabia, a imagem de dignidade e tranquilidade. Ela trabalhou duro para conseguir essa imagem, apenas para momentos como esses. Eleazer não a tinha convocado para esta sala de estar mal iluminada só para lamentar novamente sobre esse escândalo antigo, ela tinha certeza. Então, por que ela estava aqui?
Em tons bem modulados, ela respondeu: Eu não posso imaginar porque a cidade estará interessada em qualquer coisa que aconteceu há muito tempo. Eles estão sempre em algum novo boato.
— Exceto que esse escândalo aconteceu com Lorde Blackburn.
Ela baixou o olhar para as mãos enluvadas. A carruagem estava esperando. Adorna estava esperando. Londres estava esperando.
E Eleazer se moveu. — Lorde Blackburn é um dos homens mais ricos da Inglaterra. Ele define a sociedade. Tudo o que ele faz é copiado. — Seus dedos ficaram brancos quando ele segurou as costas de uma cadeira antiquada de espaldar alto. — Apesar de tudo isso, eu entendo que alguns ainda o chamam de 'Nebuloso”.
Jane estremeceu. — Meu comportamento tem sido exemplar desde o meu retorno de Londres — ela respondeu com firmeza.
— Você ainda desenha — Eleazer disse em um tom geralmente reservado para acusações de prostituição.
— Todas as senhoras desenham.
— Sua habilidade te trai.
— Vou tentar fazer pior.
— Não seja atrevida, senhorita. Aqueles retratos que você faz são bem contundentes, como você bem sabe.
Seus retratos não eram nada mais do que esboços rápidos, impressões que Jane reunia das pessoas ao seu redor. Mas Eleazer tinha visto uma vez um que ela tinha feito dele, e ele reconheceu a parcimônia brilhando em seus olhos. Ele não havia esquecido... nem perdoado.
Abrindo o livro gordo de contas em sua mão, ele sacudiu para ela. 
— Ainda não acredito que financiei essa sua época mal gerada. Não era meu dever faze-lo, mas fiz isso com a insistência de minha querida Melba. Como eu disse a ela, nada de bom pode vir disso. — Suas unhas arranharam a capa de couro. 
— Eu estava correto, como de costume. Nada de bom veio disso. Ela ouviu esse refrão muitas vezes. Onze anos atrás, ele pagou por suas roupas e alugou uma casa em uma parte da moda Londres. E como ela o pagou? Com desastre. Mas ele não tinha feito nada por ela. Ele fez isso por Melba. 
Para Melba, sua irmã e sua esposa, a quem ele reverenciara com toda a paixão do seu coração mesquinho. Jane também fizera isso por Melba. Por sua linda irmã mais velha. Mesmo com a idade de dezoito anos, Jane sabia que ela era inadequada para a sociedade, mas Melba havia descartado seus argumentos. 
— Querida, você deve se casar. O que mais há para uma dama fazer?


Série Instrutoras
1 - Aquela Noite Escandalosa
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
7 - Provocação de te Amar
7.5 - O Terceiro Pretendente
8 - Minha Bela Sedutora
9 - In Bed With the Duke
10 - Taken by the Prince
11 - A Pirate's Wife for Me


26 de fevereiro de 2018

A Princesa Descalça

Trilogia Princesas Perdidas
Era uma vez, num reino distante, um plano de vingança que deu errado e se transformou numa paixão arrebatadora...

A vida no exílio ensinou a princesa Amy a abominar injustiças, e na pitoresca ilha de Summerwind, ela encontra a injustiça personificada no poderoso e incrivelmente atraente Jermyn Edmondson, o marquês de Northcliff. 
Como o marquês se apoderou do meio de vida dos habitantes da ilha, Amy decide se apoderar dele. Ela rapta o arrogante nobre, o acorrenta no porão e pede um resgate para libertá-lo. É um plano simples, destinado a ter êxito, pois certamente o tio de Jermyn pagará o resgate. 
Só que o tio de Jermyn quer mais é que alguém se livre de seu sobrinho para que ele herde o título e a fortuna. E manter o enfurecido, malicioso e sedutor Jermyn acorrentado no porão mostra-se um desafio ao controle de Amy... e à sua virtude...

Capítulo Um

Devon, Inglaterra, 1810
Se Jermyn Edmondson, o marquês de Northcliff, soubes­se que estava prestes a ser sequestrado, não teria saído para um passeio.
Ou talvez saísse. Precisava de alguma emoção na vida.
A barreira cinzenta da bruma se arrastava pelo oceano verde encapelado e cobria a ilha de Summerwind. Bem abai­xo de seus pés, as ondas estouravam com espumosa malevolência contra as rochas na base do penhasco. O vento pen­teava-lhe os cabelos e erguia o pesado sobretudo desabotoado como as asas negras de uma ave marinha. O sal picava-lhe as narinas, e leves borrifos cobriam-lhe a face. Tudo ali, naquele canto de Devon, era selvagem, puro e livre. Menos ele.
Estava atado àquele lugar. E morto de tédio.
Com desgosto, desviou os olhos do cenário com suas ondas imutáveis, enfadonhas, massacrantes, e manquitolou rumo ao jardim onde os açafrões da primavera começavam a apon­tar os brotos pelo solo nu.
Suas propriedades não contavam com nada que pudesse entreter um homem de seus interesses. Só bailes caipiras animavam as noites, lotados de senhores rurais sem ceri­mônias, debutantes de risos nervosos e mamães tímidas à caça de um título para as filhas.
Na verdade, Jermyn concluíra que havia chegado a hora de se casar. Efetivamente, pedira ao tio Harrison que apre­sentasse uma lista da safra atual de debutantes e sugerisse uma noiva adequada. Porém não tomaria como companheira de uma vida uma garota que julgasse uma caminhada bu­cólica como divertimento.
O acidente de carruagem que ele sofrerá dois meses antes havia cortado categoricamente suas atividades, e os dias eram intermináveis, silenciosos, preenchidos com longos passeios ao ar livre. E com leitura.
Jermyn olhou para o livro em sua mão. Meu Deus, estava tão enfadado de ler... Tinha até mesmo começado a ler em latim, o que não fazia havia treze anos. Não, desde que o pai morrera.
Fora o orgulho que o havia obrigado a partir às pressas de Londres. Ele detestava ser o centro de enjoativas aten­ções enquanto se recuperava. E quando o tio tinha sugerido a abadia de Summerwind como um retiro, Jermyn julgara a ideia digna de consideração.
Agora, pensava diferente.
No gazebo, sentou-se numa cadeira de vime e esfregou a coxa machucada. Ele sofrerá uma fratura feia no acidente, e aquele médico do interior a quem havia chamado duas noi­tes antes lhe dissera, com seu sotaque ignorante de Devon:
— O melhor remédio é tempo e exercício. Caminhe até sua perna se cansar, mas não exagere. Ande por onde seja seguro e plano. Se escorregar e machucar esse osso recém-emendado, ficará com uma lesão permanente.
No dia anterior, Jermyn enveredara pela trilha íngreme dos penhascos rumo à praia, e caíra por causa da fraqueza da perna. Mal tinha conseguido rastejar de volta até o solar. A dor o fizera chamar o médico de novo, e Jermyn não havia ficado nada feliz em ouvir que só deveria caminhar pela varanda, como uma matrona ou uma criança.
Abriu o livro e mergulhou na narrativa de Tom Jones, e as aventuras jocosas de Fielding o prenderam contra a von­tade. Assustou-se quando alguém disse:
— Senhor?
Uma criada encontrava-se de pé à entrada, com um copo numa bandeja, e, diante do gesto dele, aproximou-se.
Jermyn percebeu três coisas. Ele nunca a vira antes. O vestido azul era surrado, e a cruz de prata em torno do pescoço da criada era excepcionalmente elegante. E ela o fitava nos olhos sem deferência ao empurrar a bebida em sua direção.
Jermyn não pegou o copo de imediato. Em vez disso, notou a pele bem tratada da moça, tão diferente da tez queimada de sol das criadas locais. Os olhos eram de um tom incomum de verde, como o mar na iminência de uma tempestade. Os cabelos eram louros, penteados para cima. Ainda não devia ter vinte anos, e era bonita, tão bonita que Jermyn se sur­preendeu que nenhum lavrador pela redondeza não a tivesse desposado. Contudo a expressão nos olhos daquela mulher era severa, quase austera.
Talvez isso explicasse sua condição de solteira.
Sem permissão, ela falou:
— Senhor, precisa beber. Eu trouxe isto o caminho todo até aqui para o senhor.
Meio aborrecido, meio divertido, Jermyn disse:
— Não mandei que fosse trazido.
— É vinho — a criada explicou.
Era uma moça corajosa. Talvez receasse problemas se ele não aceitasse a bebida mandada pelo mordomo.
— Está bem. Aceitarei. — Ele ergueu o copo, enquanto ela continuou a encará-lo, esperando, ansiosa, que Jermyn tomasse um gole. Num tom ríspido, ele emendou: — Isso é tudo.
A criada saltou como se assustada. Lançou-lhe um olhar de soslaio, abaixou-se numa graciosa mesura e recuou, o olhar ainda no copo.
E, naquele olhar, ele julgou ter visto de relance um lam­pejo de amargo ressentimento.
Então, com um jogar da cabeça, ela correu pelo jardim.
Interessante... 
Trilogia Princesas Perdidas
1 - Uma Noite Encantada
2 - A Princesa Descalça
3 - A Princesa Raptada
Trilogia Concluída

27 de novembro de 2015

Minha Bela Sedutora

Série Instrutoras 
Caroline Ritter namoradeira e debutante desgraçada, que desamparada e desesperada, assume uma posição ensinando Jude Durant,  o Conde de Huntington, como apanhar uma esposa, e descobre que às vezes o professor se torna aluno em uma improvável sedução.


Capítulo Um

A Distinta Academia de Instrutoras Londres, 1849. 
 A Senhorita Caroline Ritter apertou um punhado de sua úmida e gasta saia. “Eu preciso procurar um método para me sustentar”. Adorna, Lady Bucknell, proprietária da Distinta Academia de Instrutoras, colocou a mão em sua mesa e olhou fixamente para a jovem sentada diante dela. Lá fora, a chuva de Março açoitava as janelas, a neve ocasional lembrava que o inverno ainda não tinha diminuído em Londres.
Mais forte a senhorita Ritter disse “Em outras palavras, eu preciso de um emprego”. Imobilizando-a com seu olhar direto, Adorna perguntou,
“Quais são suas habilidades Senhorita Ritter?”. A Senhorita Ritter hesitou um momento. Adorna tentou tornar mais fácil para ela
“O que você faz melhor?”.
“Flertar”, ela disse prontamente. Adorna acreditou nela. Ela tinha visto muitas jovens buscarem seus estudos na Distinta Academia de Instrutoras, todas elas necessitando de assistência, mas ela nunca sentiu uma afinidade como sentia agora com a senhorita Caroline Ritter.
 Aquela jovem era bonita. Sua pela suavemente bronzeada lembrou a história repetida dos Ritters – que quatrocentos anos atrás o Sr. Ritter trouxe para casa uma noiva de alguma localidade exótica, e desde então as mulheres da família tinham sido sedutoras que levavam os homens a perdição.
A senhorita Ritter certamente seguiu a regra. Ela era alta, quase desengonçada, com longos braços e dedos delgados, ela ainda se movia com uma graça que agradava aos olhos. Seus seios altos e sua cintura fina naturalmente chamariam a atenção de qualquer homem, e a sua voz, baixa e quente, davam a impressão de interesse e gentileza
Ela tinha recolhido seu cabelo liso e castanho em um coque severo na base do seu pescoço, mas alguns fios tinham escapado do seu confinamento, e as mechas ruivas encaixavam em seu rosto marcante como um pôr do sol no verão. Seu queixo largo dava a impressão de desafio, e seus cílios e sobrancelhas escuras decoravam seus sonolentos olhos verdes azulados fortalecendo a impressão de uma beleza incomum e delicada.
 Adorna nunca tinha visto um rosto tão belo até aquele dia, trinta anos atrás, quando ela se contemplou em um espelho e percebeu que ela era um diamante de primeira grandeza. No entanto, o tempo tinha alterado o seu rosto, então agora a senhorita
Caroline Ritter poderia com certeza ser considerada a mais linda mulher da Inglaterra. Inclinando-se para trás na cadeira, Adorna disse em voz alta o que estava pensando. 
"Eu me lembro de você. Três anos atrás você era um furor." 
“E eu ouvi sobre você”. Caroline olhou diretamente para Adorna. “Você foi a debutante mais famosa do seu tempo”. Em retribuição, Adorna permitiu que um leve sorriso cruzasse seus lábios. 
“Eu era”.

Série Instrutoras
1 - Aquela Noite Escandalosa
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
6 - Entre Seus Braços
7 - My Favorite Bride
7.5 - Hero, Come Back
8 - Minha Bela Sedutora
9 - In Bed With the Duke
10 - Taken by the Prince
11 - A Pirate's Wife for Me

19 de agosto de 2012

Uma Noite Encantada

Trilogia Princesas Perdidas

Clarice e sua irmã mais nova Amy são princesas. Porém, percorrem toda a Grã-Bretanha, de povoado em povoado, como fugitivas.
Sobrevivem vendendo cremes e esperando o momento adequado para retornarem ao pequeno reino dos Pirineus, onde a revolução acabou com suas vidas de conto de fadas.
Com o tempo, as duas jovens aprenderam a se defender tanto das adversidades como das atenções indesejadas dos homens.
Mas todas as defesas de Clarice parecem sucumbir quando conhece Robert MacKenzie, conde de Hepburn.
Em seus olhos, a princesa reconhece a promessa de um amor para o qual não foi preparada em sua infância no palácio... mas suspeita que aquele homem bonito e silencioso guarda dentro de si, em relação a ela, um plano inconfessável.
Arrastada até o castelo de Robert transforma-se em um peão no jogo que o conde está planejando há muito tempo.
Mas, às vezes, até um peão pode decidir uma partida.

Comentário revisora Marilda: Livrinho com situações inusitadas: mocinha princesa que vende cremes; mocinho que procura vingança, porém, o alvo não é a mocinha, ela é apenas o instrumento para alcançá-la; uma cena de amor com vinte folhas.
Personagens secundários muito interessantes. Leitura agradável.
Gostei e recomendo. Divirtam-se!

Capítulo Um

Escócia, 1808
O vale era dele, o povoado era dele, no entanto, aquela mulher entrou montada em seu cavalo na praça central de Freya Crags como se lhe pertencesse.
Robert MacKenzie, conde de Hepburn, olhou com o cenho franzido a desconhecida que cruzava galopando a ponte de pedra e abria caminho entre a buliçosa multidão.
Era hora das compras e havia tendas de lona marrons instaladas por toda a praça.
O burburinho de centenas de vozes oferecendo suas mercadorias por todo o lugar, mas a desconhecida se destacava entre a multidão, sobressaía-se sobre todas as pessoas, montada num rebelde garanhão de dois anos.
O cavalo castanho trotava com determinação, como se levá-la lhe produzisse orgulho, e apenas a categoria da montaria já era suficiente para que as pessoas girassem a cabeça.
A dama sentada na sela atraía ainda mais atenção, primeiro olhares fugazes, em seguida, escrutínios persistentes.
Robert olhou ao seu redor, ao pequeno círculo de homens velhos reunidos ao sol diante do botequim. Estavam com suas enrugadas bocas abertas enquanto olhavam embevecidos, esquecidos da mesa e do tabuleiro de xadrez que estavam diante deles.
Em torno deles, o som dos regateios entre compradores e vendedores se transformou em um zumbido de especulações enquanto todos os olhares se voltavam em direção à desconhecida.
O traje de montar de lã negra a cobria até o pescoço, preservando a ilusão de decoro e acentuando cada curva de sua magra figura.
Usava um alto chapéu negro de aba larga e um véu da mesma cor que flutuava para trás.
As mangas tinham punhos vermelhos combinando com o lenço que rodeava seu pescoço, e esses pequenos detalhes de cor viva propiciavam um agradável impacto à primeira vista.
Tinha seios generosos, cintura estreita, brilhantes botas negras e um rosto…

Trilogia Princesas Perdidas
1 - Uma Noite Encantada
2 - A Princesa Descalça
3 - A Princesa Raptada
Trilogia Concluída

4 de dezembro de 2011

Paixão na Abadia

Série Cavaleiros


Ela o conheceu quando era uma jovem de quinze anos e se apaixonou por ele.

Reencontraram-se treze anos mais tarde, no meio de uma guerra. 
Sir Hugh estava ferido e Edlyn como uma herborista faria de tudo para curá-lo, até mesmo pedir ajuda para fadas e duendes.
Agora que estava curado Hugh queria casar com ela, mas será que depois de dois casamentos ruins ela ainda iria se arriscar?
Apesar de estar desterrada e ter perdido tudo, vivendo de favor numa abadia, precisava pensar nos filhos e não os queria junto de um guerreiro, apesar do pai deles ter sido um.
Dessa vez ela não seria vencida, seus filhos não seriam guerreiros, seriam monges e ficariam vivos e sadios.
Mesmo que Hugh dissesse que iria conquistá-la e que sairia triunfante desse embate, ela não se entregaria.

Comentário de Leitura Final Ana Júlia: Deixo meu comentário com uma pequena discrição dos pensamentos de nossa mocinha que explica bem como foi o livro: “Claro que não entendia.
Vivia em seu mundo masculino como a encarnação do êxito, e nesse mundo, as emoções não tinham lugar. Por mais que Edlyn falasse durante uma semana, até que não experimentasse a dor de ver alguém que amava em perigo, ele jamais entenderia.”

Capítulo Um

Inglaterra medieval Wessex, primavera de 1265.
Quando Edlyn se inclinou para colocar a chave na fechadura, a porta rangeu em suas dobradiças.
Confusa, fixou o olhar na abertura que aumentara, ao redor da fechadura, a madeira estava estilhaçada, e o estrago passara despercebido graças à meia luz do amanhecer.
Alguém invadira o dispensário.
Antes que pudesse tomar uma decisão, um braço lhe rodeou o pescoço.
Ficou apertada contra um suado corpo masculino e esperneou, enlouquecida.
Algo tocou sua bochecha e, com a lateral do olho, distinguiu o brilho do aço.
Uma adaga. — Se gritar, eu vou cortar seu pescoço da garganta até as tripas.
Embora falasse o francês normando dos nobres ingleses, sua dicção vulgar e sua tosca gramática o faziam quase ininteligível.
Mas a moça entendeu perfeitamente bem e usando o tom tranquilizador que tinha aperfeiçoado atendendo a doentes e feridos, respondeu:
— Posso garantir meu silêncio. O braço do homem apertou mais. Ergueu-a até que os pés de Edlyn ficaram pendurados, e a pressão sobre a traqueia a sufocava.
 — Sim, uma mulher sempre é capaz de mentir para salvar-se. — Então ele sacudiu Edlyn um pouco e afrouxou a pressão. — Mas você não deve me trair se souber o que é melhor para você.
A mulher respirou fundo, e percorreu com o olhar o interior do jardim de ervas rodeado de muros e o dispensário.
Necessitava de alguma das religiosas. Até mesmo a prioresa, lady Blanche, seria bem-vinda.
O sol mal saíra, e as freiras ainda estavam na oração matinal.
Em seguida, tomariam o café da manhã e só então sairiam para cumprir suas respectivas tarefas no refeitório, na enfermaria e nas hortas.
A sobrevivência de Edlyn dependia de sua própria rapidez mental...
Como sempre.


Série Cavaleiros
1 - Amor no Castelo
2 - Paixão na Abadia
Série concluída

20 de novembro de 2011

Castelos No Ar

Série My First

As fortalezas mais resistentes...

Filha única de um poderoso latifundiário, lady Juliana de Lofts é uma mulher em um mundo de homens: governa suas terras, administra os benefícios e conhece qualquer um que pise e habite em seus domínios.  Viúva e órfã é ela quem dirige, sem necessidade de um homem que a submeta e a menospreze.
Mas esta aparente fortaleza não é mais que um refúgio para sua mente torturada por um passado doloroso.
No momento, as muralhas de seu castelo a custodiam, embora o doce toque de um enigmático cavalheiro podem dobrar suas defesas....se render às carícias.
Desde o dia em que o rei a ofereceu como esposa, Raymond de Avraché se perguntou como seria lady Juliana.
Já pôde comprovar que se trata de uma mulher de caráter, ousada e insolente até o ponto de desobedecer à ordem do monarca.
Mas, uma vez em frente a ela, a dor e despeito sentidos em frente ao altar se tornam em ternura ante a têmpera e a beleza desta valente dama.
Ela desconhece sua verdadeira identidade, por isso deverá ser precavido.
Se deseja tomar de assalto as muralhas de seu quarto, quão segredos alberga em seu interior não devem ver a luz.

Comentário da revisora Ana Catarina: Gostei muito do livro.
Bem legal, sem muitas emoções, um casal amadurecido, para os padrões medievais.
Engraçado, romântico, recomendo.
Num primeiro momento tive vontade de matar os pais do mocinho, e depois tive vontade de matar o próprio, oh molóide!

Capítulo Um

Inglaterra, 1166.
Ela tinha a dentição completa.
Raymond suspirou aliviado. Estava envolta em muitas capas de roupa para ver algo mais, e resistia com todas as forças de seu miúdo corpo, mas seus dentes brilhavam fracamente atrás de uns lábios arroxeados pelo frio e ao entrechocar emitiam um forte toque de castanholas.
Isso significava que era bastante jovem para ter filhos, que sua saúde era razoavelmente boa e que era capaz de lhe esquentar a cama.
Tentou subi-la a seu cavalo, mas ela se revolveu em seus braços, caiu no caminho ao bosque e se afastou com dificuldade com um desespero que ele respeitou.
Que respeitou, mas ignorou.
Havia muito em jogo para prestar atenção aos temores de uma mulher.
Ela caminhava torpemente sobre a neve que cobria o chão.
Ele a agarrou envolvendo-a com sua capa e a segurou com tanta força que em vão ela agitou mãos e pés.
Custou-lhe muito subi-la de barriga para baixo junto à sela do cavalo e montou antes que ela recuperasse o fôlego.
— Tranquila lady Juliana, tranquila — a acalmou ele, lhe dando uns tapinhas nas costas ao tempo que esporeava o cavalo.
Apesar de seu consolo ela lutou com chutes tentando soltar-se.
Raymond não entendia sua contínua resistência, porque tinha tudo contra; nem entendia o impulso que o levava a tentar consolá-la como se fosse um pássaro selvagem que pudesse atrair para sua mão.
Talvez tenha despertado sua compaixão o fato de que não gritasse.
Ela não tinha emitido som algum desde que ele apareceu entre as árvores, unicamente o tinha enfrentado em silêncio e com determinação.
Embora possivelmente não pudesse dizer nada.

Série My First
1 - Uma Chama no Horizonte
2 - Castelos no Ar
Série Concluída

30 de outubro de 2011

Amor no Castelo

Série Cavaleiros









A vida de Alisoun corre perigo, está ameaçada por Osbern, primo do rei Henrique III que ambiciona seu dinheiro.

Embora Alison seja independente e tenha aprendido a sobreviver sem a proteção de um homem, o número de pretendentes que a assedia por causa de seu dinheiro, fez com que a situação saísse de controle. Precisa de um cavaleiro cujo nome seja tão respeitado que será o suficiente para afastar os chacais que lhe perturbam.
Então contrata David Radcliffe.

Comentário Leitura Final Ana Cris: Comecei há pouco tempo no grupo de revisoras, mas somente tenho pegado livros excelentes para revisar. Este é mais um deles!!
História muito envolvente, divertida, com uma proposta diferente:mostrar um herói ‘humano’, cheio de falhas, como não costumamos ler nos livros.Perfeito, já admirava esta escritora, agora estou ansiosa pelo próximo.

Capítulo Um

Inglaterra medieval Northumbria, 1252
Eu presenciei tudo, do princípio ao fim, e rogo que observem que hoje em dia não sobram muitos homens que possam dizer o mesmo.
Quase todos, quando ouvem falar disso, dizem que é uma lenda, um romance, uma dessas histórias tolas que as mulheres inventam para entreter-se.
Eu juro que vi tudo e, seja o que for que tenham ouvido, é verdade.
Mais que isso, o que tenham ouvido é somente a metade da verdade.
A primeira coisa que lembro é o almoço campestre.
Oh, claro que houve outros incidentes, mas eu era só um menino, um pajem da casa de lady Alisoun. Dormia com os outros pajens, treinava com eles, orava com os outros pajens e, com grande esforço, escrevia uma carta aos meus avós uma vez a cada lua, e lady Alisoun a lia.
Dizia-me que a lia para comprovar se eu tinha melhorado, graças a minhas lições com o sacerdote. Naquele tempo, naquele tempo acreditei, embora agora suspeite que a verdade fosse outra: que as lia para saber se eu era feliz aos seus cuidados.
Eu era, embora meu contato com ela se limitasse a essa conversa mensal com respeito a meus progressos em minha aprendizagem para ser escudeiro.
Eu sabia que podia me converter em escudeiro, mas aspirava coisas maiores.
Aspirava à sagrada cavalaria.
Era a honra maior ao qual poderia ter acesso.
Era meu sonho mais caro, meu maior desafio, e me fazia concentrar toda minha atenção nos estudos, porque estava decidido a ser cavalheiro algum dia.
Por isso necessitei desse fatal almoço campestre para saber dos problemas que buliam na casa de lady Alisoun.
O primeiro grito se ouviu depois do almoço, quando os jovens da aldeia e do castelo se dispersaram pelo bosque que rodeava o prado aberto.
Eu teria que ter ido com eles, mas os pajens estavam subordinados a todos outros, e tinham me ordenado que ajudasse às criadas a encher as cestas, enquanto os homens vadiavam como está acostumado a fazer-se depois de um grande almoço.
Então, alguém não sei quem, gritou:
—Levaram lady Edlyn!



Série Cavalheiros
1 - Amor no Castelo
2 - Paixão na Abadia
Série Concluída

20 de agosto de 2011

Série Instrutoras

7 - A Provocação de te Amar

Quando Samantha Prendregast aceitou se ocupar das filhas do coronel viúvo William Gregory em sua mansão em Lake District, consentia em ter que domar a aquelas ferinhas, mas não imaginava que seu maior desafio seria o de se apaixonar por seu rígido pai.

Com inteligência Samantha conquistou as meninas, mas o pai, defensor acérrimo de seu ordenado modo de vida, resiste. Não pode negar que se sente atraído por aquela formosa mulher, tão atraído que seria capaz de cortejar a uma aristocrata da região com a intenção de afastar dele o perigo que Samantha representa. Em vão, pois ninguém pode negar o fogo que os devora, fogo que pode ser apagado se William chegar a descobrir o segredo que a bela instrutora está ocultando... A instrutora vê que as crianças precisam ser "domesticadas" e que o homem para o qual trabalha, precisa dedicar mais tempo a suas filhas. Pouco a pouco vai ganhando a simpatia das meninas a base de astúcia e carinho. Mas o Coronel William não é tão fácil de encantar mas se apaixona por ele. William não quer nada mais que uma vida regida pela ordem militar, mas suas filhas constantemente o desafiam e agora também a nova instrutora o distrai com sua afiada inteligência e sua grande beleza. Entretanto, lutam contra a atração que há entre eles,  e antes de se render a esse amor, deve cumprir sua perigosa missão para a Coroa.


Entre seus Braços
Enid MacLean vive por fim uma vida tranquila quando recebe a notícia de que uma explosão feriu ao marido que pensava, aliviada, nunca voltar a ver.

Embora não goste, aceita o dever de cuidar dele mas, exceto por seus inconfundíveis olhos verdes, o homem ao que tem que devolver a saúde não é nem longe o que ela recorda...
E ele não recorda nada. Do abismo de sua amnésia, estende a mão à mulher que acredita sua esposa, a põe a prova com ardentes palavras e uma paixão asfixiante às que ela não pode resistir.
E enquanto Enid rende seu coração a este dolorosamente familiar estranho se pergunta como pôde seu marido se converter neste homem altamente sedutor... e que segredos guardará em sua memória perdida...


Série Instrutoras
1 - Aquela Noite Escandalosa
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
6 - Entre seus Braços
7 - A Provocação de te amar
7.5 - O Terceiro Pretendente
8 - Minha Bela Sedutora
9 - In Bed With the Duke
10 - Taken by the Prince
11 - A Pirate's Wife for Me

Em Meus Sonhos

Série Instrutoras
Desde que era somente uma menina, Celeste teve um ardente desejo: casar com Ellery Throckmorton.

Mas que oportunidade tem a filha de um jardineiro de atrair a um dos cavalheiros mais ricos da Inglaterra?
De todas as formas, sua permanência na Distinta Academia de Instrutoras lhe permite retornar a Blythe Hall com uma educação refinada que complementa a perfeição sua selvagem beleza e parece colocar seu sonho ao alcance de sua mão.
Mas, quando já se comprometeu com Ellery, a tentação cobra forma humana em Garrick, o sério e misterioso irmão mais velho dos Throckmorton.
Pois apesar de que Celeste não suporta suas intromissões constantes, não pode negar que seu coração estremece cada vez que lhe sorri.
E a paixão que mantém sob um controle formidável a está conduzindo a se comportar de uma maneira imprópria de uma dama...
Uma educação refinada, impedirá que as paixões mais selvagens se façam realidade?...

Capítulo Um

Blythe Hall, Suffolk, l847.

—Vamos, Garrick, me diga quem é essa beleza que conheci na estação de ferrovia?
Levantando a vista da fileira de números, Garrick Throckmorton olhou fixamente para Ellery.
Seu irmão mais novo - a roupa esquisitamente cortada, o cabelo loiro penteado à perfeição, um favorecedor rubor nas faces bronzeadas - estava parado na entrada do estúdio.
Throckmorton confiava em poder terminar de escrever as instruções sobre a contabilidade para seu secretário antes de fazer sua primeira aparição na recepção, mas enquanto estudava a seu super excitado e excessivamente atraente irmão mais novo, deu-se conta que não seria possível.
Sabia reconhecer um problema assim que o via, e nessa família os problemas quase sempre chegavam sob a aparência de Ellery Throckmorton.
—Uma beleza? - Throckmorton secou sua pluma. - Sua prometida, espero.
—Não, não, Hyacinth, não. - Ellery desprezou a sugestão de que se tratasse de sua futura esposa com um elegante movimento da mão. - Tenha a absoluta segurança de que não era Hyacinth.
Procedente do terraço e dos salões chegava o som dos violinos, violoncelos e trombones misturado com os murmúrios dos convidados, que chegaram essa mesma tarde para os cinco dias de celebrações organizadas com motivo dos esponsais de Ellery com lady Hyacinth Illington.
Portanto, também podiam ouvir a eles, Throckmorton percebeu...
Embora, claro, como ia ocorrer a Ellery uma consideração de tamanha insignificância.
—Fecha a porta - ordenou Throckmorton, que esperou até que Ellery o fizesse, - Hyacinth é uma moça muito bela.
—Não está mau. - Ellery lançou um olhar para a licoreira de cristal esculpida do aparador. - Mas esta era uma mulher... E que mulher!


Série Instrutoras
1 - Aquela Noite Escandalosa
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
6 - Entre Seus Braços
7 - Provocação de te Amar
7.5 - O Terceiro Pretendente
8 - Minha Bela Sedutora
9 - In Bed With the Duke
10 - Taken by the Prince
11 - A Pirate's Wife for Me

Seduzida

Série Instrutoras
Depois de nove anos, a senhorita Hannah Setterington decidiu vender a Distinta Academia de Instrutoras para investigar em um passado pessoal cheio de segredos.

Para poder fazê-lo concordou ser a acompanhante da tia do obscuro Dougald Pippard, lorde Raeburn, um homem do qual se rumoreja assassinou sua esposa.
A nova tarefa de Hannah não é mais que um arrevesado plano esboçado por Dougald para seduzi-la e se vingar dela.
Mas sua satisfação não durará muito porque ela tomou as rédeas e revive nele uma paixão que não há sentido há nove anos.
O fogo que sempre ardeu entre ambos se aviva com cada roce, com cada olhar, até o ponto que Dougald quase esquece seus planos de vingança.
Um homem nunca deveria seduzir uma mulher por vingança.

Capítulo Um

Naquele preciso instante a senhorita Hannah Setterington podia afirmar sem temor de se equivocar que estava sozinha.
Completa, absoluta e sinceramente sozinha.
Enquanto deixava que sua bolsa de viagem caísse com um golpe seco sobre as tábuas da plataforma da estação ferroviária, olhou a seu redor na penumbra do ocaso que se abatia sobre Lancashire.
Não se avistava nenhum edifício entre o espesso arvoredo.
Nenhuma luz de boas-vindas reluzia atrás dos vitrilhos de uma jano. Diga-me, senhora MacLean, seu vestido tinha renda?
O problema, tal como o via Enid, baseava-se em que era uma mulher misteriosa.


Série Instrutoras
Série Instrutoras
1 - That Scandalous Evening - em tradução
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
6 - Entre Seus Braços
7 - My Favorite Bride
7.5 - Hero, Come Back
8 - Minha Bela Sedutora
9 - In Bed With the Duke
10 - Taken by the Prince
11 - A Pirate's Wife for Me

Comprometida

Série Instrutoras
Devon Mathewes, conde de Kerrish e diretor de um dos bancos que administra recursos da Coroa, precisa se encarregar de uma órfã e lhe proporcionar educação mediante uma instrutora para restabelecer sua imagem de honradez e decência ante a rainha Vitória.

Alguém cometeu um desfalque no banco e todas as pistas apontam para sua família. Convencida de que ninguém a reconhecerá, pois faz tempo que se retirou da vida social, Pamela Lockhart, proprietária da Distinta Academia de Instrutoras, oculta sua juventude e beleza atrás de um disfarce de severa instrutora, e se translada à casa do conde com Beth, a órfã escolhida para as instruções.
Ali comprovará que não está preparada para evitar a indubitável atração que sente por Devon, quem tampouco acaba de acreditar o incansável interesse amoroso que sente pela instrutora de óculos grossos e críticas leituras morais.
Um ardente romance começará entre ambos.

Capítulo Um

Aquele era o melhor dia do mês, o dia de pagamento.
A senhorita Pamela Lockhart deu um alegre saltinho em seu caminho para casa.
Embora aquela rua residencial de Londres estivesse prematuramente às escuras por causa da chuva, embora ela estivesse gelada e se sentisse mal, e embora precisasse ensinar à pequena Lorraine Dagworth a tocar "Brilha, brilha, estrelinha" no piano, que carecia de ouvido musical, cobrara o pagamento mensal da mãe de Lorraine sem nenhum problema.
Também conseguira cobrar da aristocrática lady Phillips, não sem dificuldade.
E finalmente, dera a aula de dança ao filho de lorde Haggerty e —ao mesmo tempo que se defendia do manuseio do jovem e da ignominiosa proposição do velho - assegurou o pagamento mensal sem ofender a nenhum dos dois detestáveis cavalheiros.
Sim, o trabalho de instrutora era difícil e em ocasiões aborrecível, mas o dia de pagamento, o glorioso dia de pagamento, compensava tudo, e quando Pamela atravessou o beco sujo e cheio de lixo, ofereceu a cara à chuva, soltou uma gargalhada... e parou em seco com um tropeção.
Algo puxava sua saia.
Uma tábua que se sobressaía, possivelmente, ou...Uma ponta afiada lhe cravou nas costas e uma voz rouca grunhiu:
—Me dê essa bolsa que tem escondida no peito, senhorita, e talvez não a mate.
Pamela ficou paralisada, o coração pulsando com força.
Aquele objeto era... uma faca!


Série Instrutoras
1 - That Scandalous Evening - em tradução
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
6 - Entre Seus Braços
7 - My Favorite Bride
7.5 - Hero, Come Back
8 - Minha Bela Sedutora
9 - In Bed With the Duke
10 - Taken by the Prince
11 - A Pirate's Wife for Me

Entregue

Série Instrutoras
Inglaterra, 1839. 

A recém-fundada e Distinta Academia de instrutoras é uma iniciativa valente, obra de três jovens damas de boa família, belas e arruinadas.
A primeira cliente da Academia contrata a uma das fundadoras, lady Charlotte Dalrumple, para ensinar a seus desajeitados netos as regras da boa sociedade.
Mas quando é apresentada à família, Charlotte se dá conta que o pai, que se foi da Inglaterra aos quinze anos para viver entre os beduínos, também necessita instrução. De aparência agradável, o visconde Wynter Ruskin cedeu aos requerimentos de sua mãe porque abriga seus próprios planos em relação a jovem: necessita esposa e Charlotte cumpre os requisitos à perfeição.
E enquanto Wynter a introduz na arte da sedução, Charlotte ensina ao obstinado visconde coisas sobre as mulheres e seu próprio coração que não tinha nem ideia.

Capítulo Um

Adorna, a viscondessa Ruskin, leu uma vez mais as recarregadas letras do cartão de convite que tinha na mão.
Depois levantou a vista para observar a alta casa de pedra calcária que se elevava frente a ela.
Sob a luz do sol de março londrino, com o céu encoberto, tinha um aspecto bastante respeitável, embora ligeiramente maltratado.
Aquela vizinhança passara da moda quando Adorna era jovem, uns trinta anos atrás, entretanto muitas das melhores famílias da Inglaterra seguiam vivendo naquela mesma rua.
Pensar nisso contribuiu com certa dose de esperança.
Colocou o cartão entre as páginas do livro de mão que levava consigo, subiu os degraus que conduziam até a porta e apertou o timbre.
Em pouco tempo, a porta se abriu.
Atrás da porta apareceu um mordomo, um autêntico mordomo da velha escola, com peruca polvilhada e calças com joelheiras.
A olhou de cima abaixo de uma só vez, com um exaustivo olhar.
Depois do repasse executou uma reverência tão ostentosa que sua bandagem rangeu, e com um marcado acento de classe alta, mais evidente inclusive que o da jovem rainha Vitória, disse:
—No que posso ajudá-la, senhora?
—Sou a viscondessa Ruskin.


Série Instrutoras
1 - That Scandalous Evening - em tradução
2 - Entregue
3 - Comprometida
4 - Seduzida
5 - Em Meus Sonhos
6 - Entre Seus Braços
7 - My Favorite Bride
7.5 - Hero, Come Back
8 - Minha Bela Sedutora
9 - In Bed With the Duke
10 - Taken by the Prince
11 - A Pirate's Wife for Me

Amor Sem Preço

Atração Impossível de ser ignorada... 

Teimosa e de espírito aventureiro, Bronwyn Edana freqüentemente surpreende a sociedade com suas façanhas ousadas e imprudentes. 
Mas há um tipo de proeza que essa bela jovem nunca experimentou. Inocente em relação aos homens e às suas artimanhas e malícias, ela mal pode acreditar no desejo arrebatador que começa a sentir por Adam Keane, um nobre ilustre com reputação de conquistador... Atormentado pela lembrança de uma tragédia, Adam não descansará enquanto não seduzir Bronwyn. E quando uma chocante conspiração passa a ameaçar a vida de ambos, ele a tira das perigosas ruas de Londres e a leva para o campo... pois já viu o suficiente do mundo para saber que uma paixão como aquela não tem preço! 

Capítulo Um Londres, Inglaterra, 1720 

Bronwyn, alguém pode nos ver. 
— Continue à espreita — Bronwyn Edana trabalhava freneticamente no buraco da fechadura. — Já estou conseguindo. — Não deveríamos estar fazendo isso. — Olivia limpou as lágrimas de medo do rosto e espiou o corredor escuro da estalagem Brimming Cup. — Se o proprietário nos encontrar aqui... — Escute o gemido. — Através da porta fechada, veio o som de um choramingo. 
— Há uma pessoa aí dentro que está doente ou sofrendo. Você quer abandonar um ser humano em agonia? 
 — Não... — Olivia não estava tão certa. — Mas mamãe e papai nos deixaram aos cuidados do estalajadeiro enquanto estivermos em Londres, e ele disse... Bronwyn girou o prego dentro do buraco e enganchou-o no dispositivo de trancar. 
— Consegui! — ela gritou, mas logo perdeu a animação quando o prego escorregou. — O proprietário está ignorando os pedidos de ajuda dessa dama. Ele afirmou que o cavalheiro que alugou o quarto era respeitável e pagou um bom preço. Ele só se importa com dinheiro e com o fato de ficarmos em nosso quarto como jovens respeitáveis. — E se mamãe e papai descobrirem o que estamos fazendo? 
— Dirão que agimos corretamente. Olivia encarou a irmã impetuosa com ar de dúvida. 
— Está certo, eles diriam para ignorar isso.
 —Bronwyn limpou a palma suada na saia de seu traje de montaria e procurou disfarçar o tremor das mãos. — Nós não estaríamos nessa estalagem detestável se mamãe e papai não tivessem de visitar o agiota. Assim que eles receberem meu dote de lorde Rawson, terão muito dinheiro, e nós não precisaremos ficar nesses lugares horríveis. — Ah, Bronwyn...
 
My Stand Alone
1- Treasure of the Sun
2- Amor sem preço 
3- Outrageous
4- Move Heaven and Earth
5- That Scandalous Evening

7 de fevereiro de 2011

Uma Chama no Horizonte

Série My First

Inglaterra, 1153

Saura de Roget vive uma vida solitária de servidão e subserviência, pois toda a sua fortuna é controlada por um padrasto cruel e inescrupuloso.
Ainda assim, ela é requisitada para iluminar os dias de sir William de Miraval, um cavaleiro nobre e altivo que um dia jurou viver ou morrer pela espada...
Até o dia em que um sério ferimento no campo de batalha fez seu mundo ser engolfado pelas trevas.
Levada ao castelo de sir William, a inocente jovem de cabelos negros como azeviche não demora a se perceber dominada pelo desejo e pela paixão que lhe desperta aquele formoso guerreiro, que tão depressa conquistou seu coração.
No entanto, uma séria ameaça os espreita logo além dos muros do castelo... e um preço, tão alto quanto perigoso, terá de ser pago em troca da rendição àquele amor ardente, completo e absoluto...

Capítulo Um

Inglaterra, Primavera de 1153
Está interessado nela? Pego de surpresa, e atarantado com a pergunta, lorde Peter virou a cabeça grisalha para o anfitrião antes de indagar:
— Como?
— Perguntei se a quer para você. — Theobald limpou o nariz com o dorso da mão com que segurava a faca. — Parece que não consegue tirar os olhos dela.
— Aquela jovem? Na outra extremidade da mesa? — in­dagou Peter, desconfortável com a animosidade que via nos olhos do dono da casa. — Ela é muito bonita.
— Bonita? — Bufando, Theobald ergueu a taça com a ou­tra mão. — Sim, como não? Olhe só aquela boca, larga e ro­sada... E aqueles cabelos negros derramados até a cintura, um belo contraste com a pele tão clara... Que o diabo a car­regue, mas a verdade é que Saura tem o tipo de corpo que os poetas do rei gostam de louvar. E pernas muito bem-feitas, que sustentam ancas verdadeiramente apetitosas. Isso sem falar da cintura fina e dos...
— Ao tentar reproduzir com as mãos a curva dos seios da jovem, derramou cerveja no colo e pôs-se a praguejar.
Desgostoso com o modo nada recatado com que o outro nobre descrevia a simpática mocinha, Peter tratou de se desculpar:
— Perdão. Eu não sabia que ela era sua concubina.
— Concubina! Saura é uma inútil, você não esta vendo? Ela é cega. Mais cega do que uma toupeira com pedras no lugar dos olhos. — Tornou a bufar.
—A infeliz é filha da minha primeira esposa e Elwin de Roget e, como não enxerga, não tenho como dá-la em núpcias a alguém. Essa moça é um pedregulho que sou obrigado a carregar pendurado no pescoço.
Inútil? Admirou-se Peter.
Pois o que tinha chamado sua atenção era justamente a eficiência como a jovem adminis­trava o andamento do jantar a partir do banco em que esta­va sentada, de onde comandava os servos que vinham pedir orientações a ela para em seguida irem se desincumbir das ordens recebidas.


Série My First
1 - Uma Chama no Horizonte
2 - Castelos no Ar
Série Concluída

19 de janeiro de 2011

A Princesa Raptada

Trilogia Princesas Perdidas

Era uma vez uma princesa, que desapareceu sem deixar rastros... Até o dia em que um príncipe a encontrou e a trouxe de volta...

Prometidos um ao outro desde o nascimento, Sorcha e Rainger estava destinados a governar seus países juntos.
Mas a revolução mandou Sorcha para um longínquo convento escocês... e Rainger para um calabouço tão profundo que corriam boatos de que ele estava morto.
Agora, com a ameaça de perigo, Sorcha precisa viajar para casa acompanhada de um simples pescador... o príncipe Rainger disfarçada.
Transformado pelo cárcere de rapaz despreocupado em homem perigoso, ele está decidido a reconquistar seu reino... e a mulher a quem deseja mais que a própria vida.
Mas como proteger uma mulher que confia em todo mundo, que acha que cada taverna é uma oportunidade para cantar músicas despudoradas, e que cada curva na estrada lhe reserva uma nova aventura? Para manter sua princesa a salvo, Rainger precisa recorrer à sua arma mais traiçoeira: a sedução.

Capítulo Um

Numa ilha ao largo da costa noroeste da Escócia 1810
Sorcha não sabia realmente o que estava observando; olhara para aquela mesma paisagem o verão inteiro. Vira a lua cheia no fim de outubro e depois, quinze dias mais tarde, observara a chegada do Sr. MacLaren ao porto onde, duas vezes por ano, ele acostava, vindo de terra firme para descarregar os suprimentos de carne, vinho e tecidos. Também avistara as nuvens da primeira tempestade de inverno como um gigante faminto, avançando do mar, tor­nando as águas verdes e bravias.
Tudo aquilo nada mais era que o ciclo normal de vida na ilha.
Agora, ela caminhava ao longo da praia rochosa, sal­picada de madeira flutuante lançada pela tempestade. As ondas ainda quebravam na praia, e as nuvens corriam contra o azul do céu. O vento assobiava em seus ouvidos e enroscava-se em suas roupas. Seus cabelos ruivos escapa­ram do lenço, voando em torno da face, e ela os soprou da boca, desgostosa. Deveria voltar, mas o convento precisava de lenha e, além disso, ela se sentia tão agitada e inquieta como o ar.
Percorreu a extensão da praia e recolheu alguns ga­lhos num pedaço de pano rasgado. Então parou imóvel.
Se olhasse numa direção, via apenas a linha fina do hori­zonte, onde o oceano encontrava o céu, mas se olhasse na outra direção, via terra firme, a Escócia, um calombo marrom-esverdeado. Fazia sete anos que não punha os pés no continente e, no entanto, não conseguia afastar a sensação de que algo precisava ser feito.
Seu pai estava morto. Morrera em batalha, reconquis­tando seu reino dos revolucionários.
De acordo com o jornal que o Sr. MacLaren trouxe­ra, sua avó assumira a responsabilidade pelo governo de Beaumontagne, e exercia a função com sabedoria.
Conseqüentemente, os súditos de confiança da avó deve­riam ter aparecido para exigir o retorno da princesa herdei­ra. Então, onde estava Godfrey? Por que o enorme mensa­geiro careca e musculoso ainda não chegara?
Nos dez anos de seu exílio na Inglaterra, Sorcha vira Godfrey apenas uma vez, quando ele chegara no meio da noite para retirá-la da casa dos súditos leais de Beaumontagne ali exilados que tinham lhe dado abrigo. Em sua apressada e aflitiva jornada para o Norte, ele a avisara de que a guerra ia mal e que assassinos a procura­vam para liquidá-la. Insistira para que ela ficasse na aba­dia até que ele viesse lhe dizer que era seguro voltar.
Godfrey estava morto? Era essa a razão pela qual não viera à sua procura? Ela deveria assumir o problema com as próprias mãos e retornar a Beaumontagne?
Conforme olhava para o mar encapelado, Sorcha estre­meceu de medo.
Sua avó lhe dera a melhor educação, porém nunca fora capaz de lhe ensinar coragem.


Trilogia Princesas Perdidas
1 - Uma Noite Encantada
2 - A Princesa Descalça
3 - A Princesa Raptada
Trilogia Concluída

24 de fevereiro de 2010

Um Amante para Rosie






Inglaterra, 1600

O maior amante da Inglaterra...

Desde a infância, a vida de Rosie foi o palco, fazendo-se passar por um rapaz que interpreta personagens femininos, como parte da trupe da companhia de teatro itinerante de seu pai.
Quando um inesperado perigo os obriga a deixar Londres, eles se refugiam na propriedade de campo de Anthony Rycliffe, um homem experiente que logo percebe o disfarce de Rosie.
No entanto, um corpo tentador e lábios irresistíveis não são os únicos segredos da graciosa Rosie, e a atração impetuosa que ela desperta em Anthony em nada colabora para diminuir o perigo que a bela jovem, inadvertidamente, levou consigo à casa do lorde.
Agora, o charmoso e atraente Anthony está determinado não só a desvendar os mistérios de Rosie, como a livrá-la de vez daquelas roupas masculinas, usando todo o seu poder de sedução.

Capítulo Um

— Atores, filhos de uma égua! Atrás deles, soldados!
A fúria dos gritos parecia empurrar Danny, fazendo com que corresse cada vez mais depressa. Tinha os joelhos respingados com a lama das ruas pobres de Londres e, de quando em quando, via-se forçado a saltar por sobre porcos que fuçavam no lixo.
— Detenham esses miseráveis e serão recompensados pelo conde de Essex!
Grupos de curiosos espiavam, enquanto Danny e seu protegido dobravam a esquina com pés deslizantes.
Não demonstravam, no entanto, disposição para se colocarem entre perseguidores e perseguidos. A cada estrondo das pesadas botas dos soldados contra o solo, a cada grito e imprecação, o propósito assassino que mobilizava os perseguidores tornava-se mais evidente.
Danny se deleitava com a dramaticidade da cena.
Regado a intriga, ele crescia como imponente carvalho e, nos tumultos da vida, parecia florescer.
Responsabilidade era para homens sem imaginação.
Sir Daniel Plympton, Cavaleiro, vivia para rir, beber, brigar, amar e, sobretudo, atuar. Ao ver a multidão de pedintes, bêbados e prostitutas às portas das tavernas e moradias decadentes, que se erguiam ao longo da rua, o ator elevou a mão aos céus, em atitude dramática.
— Maldito sejas, sol abrasador! Que Deus, que dissipou a bruma densa que repousava sobre Londres, cubra-te a face brilhante e pecadora, a fim de ocultar-nos aos olhos dos inimigos...
— Cale-se e corra! — gritou o protegido, enquanto empurrava Danny pela rua ensolarada.
Querido Rosencrantz, sempre preocupado em proteger-lhe a vida, temendo que cada aventura viesse a ser a última, Danny pensou.
Será que o rapaz não se dava conta de que os cinqüenta anos que o padrinho vivera nesta terra não tinham sido suficientes para que cumprisse seu destino?
Que platéias inteiras ainda esperavam para serem arrebatadas por seu gênio dramático? Que ainda não havia lutado em defesa do reino de Elizabeth I?
E que, acima de tudo, ainda tinha o destino do próprio Rosencrantz para resolver?
— Para o beco, Danny. Depressa!
Arrancando em frente, lançou-se beco adentro, onde se projetavam beirais de esquálidas moradias de dois andares.
Passou pela lavadeira corpulenta, que estendia lençóis nos varais, ignorando os gritos furiosos, e mergulhou sob a lona branca que balançava mais adiante.
— Oh, lama imunda sob nossos pés, sempre a nos fazer recordar a condição de pobres mortais! O cheiro da morte paira sobre nossa bela cidade! — Danny gritou para os que passavam na rua.
Movendo-se por entre lençóis úmidos, a lavadeira agarrou o braço de Rosencrantz com força.
— Rapazinho imbecil, como se atreve a sujar as roupas que acabei de lavar?
— Solte-me! — ordenou Rosencrantz.
Danny voltou-se e deparou com a cena.
Rosencrantz se debatia, na tentativa de se soltar, mas a lavadeira o erguia, chacoalhando-o no ar.
— Este é o meu beco, e vagabundo nenhum vai entrar aqui sem a minha permissão! — ela ameaçou. — Claro que não, milady — o rapaz respondeu. — E que os soldados estão vindo para nos matar.
— Soldados? — Imediatamente, a lavadeira colocou Rosencrantz no chão e dirigiu-se até a entrada do beco, tapando a réstia de luz do sol que penetrava no lugar, com a circunferência do corpo volumoso.
Danny usou as roupas molhadas como cortina.
— Aí vêm eles, ímpios gentios que nos amaldiçoam com seu hálito quente, e o próprio Júpiter... — começou a recitar.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...