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26 de janeiro de 2020

O Highlander Errado

Série Noivas das Highlands
A filha de um laird sequestra um Highlander ― e perde o coração...

Lady Evina Maclean ouvira muito sobre a habilidade de Rory Buchanan como curador. O que ela não ouvira é o quão bonito o Highlander musculoso parecia banhando-se em uma cachoeira. Mas Evina não pode permitir-se a distração, pois seu pai doente precisa urgentemente de cuidados. Somente quando ela deixa o Buchanan inconsciente e o arrasta de volta ao castelo de sua família, amarrado nu sobre um cavalo, é que a verdade surge ― não foi Rory que ela sequestrou, mas seu irmão Conran. Outras senhoras tentariam prender Conran com bajulação. Evina bate na cabeça dele com o punho da espada para salvar seu primo ― e Conran gosta mais ainda da ruiva espirituosa por isso. Ele aprendera o suficiente com seu irmão para curar o pai de Evina, mas há outros perigos em torno do clã Maclean. E embora a senhora bonita e independente tenha jurado não se casar, este Highlander errado pode ser o homem certo para ela.
O Highlander Errado é a continuação da série que conta as histórias dos sete irmãos Buchanan, uma família que coloca os laços de sangue que os une acima de tudo, e tem a estranha capacidade de atrair para companheiros de vida pessoas que têm assassinos que os caçam ou por dinheiro ou por loucura, ou por ambos.

Capítulo Um

Conran ouviu seu irmão Rory se aproximando antes mesmo que ele falasse. O homem não tinha ideia de como se mover silenciosamente. Ele caminhava pela floresta, quebrando galhos como se fosse sua missão na vida assustar toda a vida selvagem. Ele seria assassinado em uma caçada, pensou Conran. Era por isso que ele e seus outros irmãos nunca o levaram com eles quando iam para uma. Não que Rory, de qualquer maneira, estivesse interessado em acompanhá-los. Ele era o homem estranho da família — um curador, mais do que um guerreiro. Embora, para ser justo, ele estivesse trabalhando no campo de prática ultimamente, desenvolvendo sua força e habilidades, ele admitiu para si mesmo quando Rory finalmente desabou na clareira e o cumprimentou com a pergunta: — Como você fez?
Conran virou-se do seu alforje e deu um passo para trás para revelar a forma como ele se abaulava. —Encontrei montes de boca-de-lobo, erva-de-gato, salgueiro, matricária e papoula celidônia para você. Quase demais para minha bolsa.
—Papoula Celidônia? ―Rory ecoou e balançou a cabeça com um sorriso. —Olhe para você. Está aprendendo os tipos certos de ervas que preciso.
Conran fez uma careta e virou-se para continuar tentando fechar o outro saco lotado do alforje. —Sim, bem, eu já o acompanhei em várias chamadas para curar outras pessoas, então eu peguei uma ou outra coisa.
— Sim, você aprendeu, ― concordou Rory, atravessando a clareira para se juntar a ele. Mais do que eu esperava. Você sempre parece saber o que vou precisar antes de eu pedir quando me acompanha para visitar os doentes e debilitados. Você é algo natural na cura, irmão.
Conran sacudiu a cabeça com diversão. —Dougall disse o mesmo sobre mim e seus cavalos, e Niels disse sobre suas ovelhas e lã. A verdade é que sou bom em ajudar, irmãos. Isso me transformou em um pau para toda obra.
—Você está se subestimando, Conny, ― disse Rory solenemente. —Acho que a verdade é que, embora cada um de nós seja muito bom em uma coisa, você é bom em muitas.
—Hmm. Como eu disse, um pau para toda obra. Infelizmente, não sou mestre em nada. Finalmente conseguindo fechar o alforje, ele suspirou aliviado e depois olhou para Rory. —Então, o que você acha de uma parada nas cachoeiras para se limpar antes de voltar? Juro que tenho mato e insetos na bunda por passear pelos arbustos e espinheiros.
—Não. ―Rory balançou a cabeça com aparente tristeza. —Eu ainda preciso de valeriana e aquiléia, e então devo parar para ver a filha do estalajadeiro. Ela está prestes a parir e provavelmente terá seu filho a qualquer dia agora. Quero ter certeza de que está tudo bem com ela. Você vai em frente, entretanto. Sei que planejava partir para Drummond antes da refeição do meio-dia. Agradeço que você tenha dedicado um tempo para me ajudar a procurar as medicinas primeiro.
—Sempre feliz em ajudar, ―disse Conran com um encolher de ombros, e então garantiu : —Vou me lavar rapidamente nas cachoeiras e depois volto para o castelo para deixar as ervas antes de partir.
—Obrigado. Eu agradeço isso ― assegurou Rory, enquanto montava.
—O prazer é meu, irmão. ―Conran observou-o partir e depois retirou a espada do cinto e afixou-a em seu cavalo, antes de remover o plaid e a camisa. Ele estava ansioso por um bom banho sob as cachoeiras. Na verdade, ele sentia que tinha insetos rastejando por toda a sua pele nua, sob o plaid que ele usava. Conran sabia que não era o caso, e a sensação era apenas o resultado de estar quente e suado em um plaid de lã. Caminhar entre os insetos e enviá-los voando dos arbustos e plantas que ele estava colhendo, não ajudou em nada. Sim, uma boa limpeza nas cachoeiras seria um verdadeiro prazer. Isso faria dele um novo homem.
— Bem, aí está o cavalo dele. Agora, onde ele está? ―perguntou Evina, seu olhar deslizando pela clareira e depois para o rio e as cachoeiras, que pareciam vazias.
—Talvez ele tenha deixado seu corcel aqui enquanto procura ervas.
Evina estreitou os olhos em consideração à sugestão do homem montado no cavalo à sua direita. Donnan. Ele foi o primeiro em Maclean por catorze anos. Não havia ninguém em quem confiasse mais para acompanhá-la nessa viagem, exceto, talvez, o homem à sua esquerda, seu primo Gavin.
Quando ela não comentou, Donnan apontou: —O garoto disse que Rory Buchanan estava colhendo ervas para seu trabalho de cura. A área por aqui é rica em várias plantas. Talvez ele deixe seu cavalo aqui como base principal e volte ocasionalmente com suas descobertas
.

8 de outubro de 2019

A Promessa de um Highlander

Série Noivas das Highlands
Aulay Buchanan se retirou para o pavilhão de caça de seu clã para alguns dias de relaxamento.

Mas a beleza de cabelos negros que ele puxa do oceano, amarrada a um mastro de barco quebrado, põe fim a qualquer chance de descanso. Embora ele a chame de Jetta, ela não sabe nada sobre sua verdadeira identidade, exceto que alguém está tentando matá-la. Enquanto ela se recupera, não será fácil para Aulay protegê-la e manter sua honra intacta, quando ela erroneamente acredita que eles são marido e mulher. Jetta enxerga além das cicatrizes de Aulay, o bravo e leal guerreiro que ela tem orgulho de chamar de seu. Mas à medida que as tentativas de tirar sua vida se tornam mais ostensivas, Jetta percebe que nem tudo é como ela acredita. E se Aulay não for seu marido, ela pode confiar no desejo que arde em seus olhos, ou em sua promessa de defendê-la com sua vida?

Lynsay Sands retorna à sua série de romances históricos “Noivas dos Highlanders” com o Livro 6 que conta a história do mais velho dos irmãos Buchanan: Aulay. Embora a história seja rápida e normalmente envolvente, como as anteriores, depende muito de um vilão psicótico.


Capítulo Um

— Pescando?
Aulay notou o horror na voz de seu irmão mais novo e sentiu sua boca se contorcer com humor amargo. Mas, continuando em direção à porta do pavilhão de caça, ele apenas rosnou:
— Foi o que eu disse, Alick — pescando. Eu lhe disse que estava vindo aqui para relaxar.
— Sim, mas eu pensei que você quis dizer... relaxar, como... relaxando.
— Você quer dizer bebidas, prostitutas e tal — sugeriu Aulay secamente.
— Sim — Alick concordou ansiosamente.
—Não. — Aulay abriu a porta, permitindo que o sol entrasse em cascata no quarto. Ele então se virou para encarar seu irmão e afastou o longo cabelo que costumava deixar cair sobre o lado destruido de seu rosto. Ele não ficou surpreso quando Alick engoliu em seco e desviou o olhar dele para o quarto em geral. Aulay tinha certeza de que o clarão luminoso da luz do sol apenas destacava a cicatriz feia que lhe cortava o lado do rosto.
— Eu não estou interessado em uma dor de cabeça por beber, ou a irritação de risonhas moças de bar que gritam como bebês quando vêem meu rosto — ele rosnou enquanto deixava o cabelo cair de volta no lugar. — Eu vim para relaxar. A pesca me relaxa. Foi por isso que depois do incêndio, mandei reconstruir a cabana de caça perto do oceano, em vez de onde estava a original. Trocando os pés, olhou para fora e depois para dentro antes de dizer: — Você é benvindo para vir, se quiser. Caso contrário, você também pode retornar a Buchanan. Pois não haverá prostituição ou bebida aqui.
Alick não se incomodou em esconder sua decepção, mas sacudiu a cabeça.
— Tudo bem então, é pescar. — Seguindo em frente, ele acrescentou:
— Mas eu não vou ficar as duas semanas inteiras com você, se tudo o que faremos é pescar. Um par de dias, talvez.
— Como queiras — disse Aulay, com fingido desinteresse, enquanto ele saía da cabana. Mas, na verdade, ele estava feliz que o rapaz não pretendesse ficar muito tempo. Ele queria vir sozinho, de qualquer maneira. Ele sempre preferia ficar sozinho quando seus humores negros aconteciam, e eles sempre o dominavam nessa época do ano. Amanhã era o aniversário da batalha que levara a vida de seu irmão gêmeo e o presenteara com a cicatriz que o arruinara. Aulay sabia por experiência que a melancolia logo cairia sobre ele como um manto, e ficaria por uma boa semana ou duas. Fora por isso que ele planejara essa viagem. Ele preferia ficar sozinho para lidar com seus humores sombrios. Sua família costumava interferir e tentar fazê-lo se sentir melhor. Mas, tudo o que eles realmente conseguiam fazer era aumentar sua miséria, fazendo-o sentir-se culpado por causar-lhes preocupação.
— Bem. Onde vamos pescar então? — Alick murmurou, seguindo-o para fora da cabana.
— No oceano — disse Aulay secamente. — Onde diabos você acha que eu o levaria para pescar?
— Oh. Certo — Alick murmurou.
— Certo — Aulay concordou, e balançou a cabeça enquanto caminhava para onde seu cavalo estava amarrado com o equipamento de pesca já esperando. Ele juntou varas de pescar, redes e os outros itens que eles precisavam e os fixou em sua sela enquanto esperava que Alick acordasse.
Em qualquer outra época do ano, Aulay teria caminhado até a praia. Não era tão longe. A nova cabana estava aninhada em uma clareira, em um vale bem arborizado, de modo que estaria protegida dos ventos frios de inverno, vindos do oceano. Tornou-se um passeio curto para a praia, mas não longe o suficiente para necessitar ir a cavalo até lá... a menos que alguém se encontrasse exausto apenas em pensar em percorrer essa distância, carregando sua rede e equipamento de pesca junto com ele, como fazia agora.
Era um passeio rápido a cavalo e Aulay e Alick logo estavam no pequeno barco que ele mantinha na praia e remando para longe da costa.
— A que distância estamos indo? — Alick perguntou, depois de alguns minutos.
— Não muito longe — Aulay respondeu, pacientemente.
Alick ficou em silêncio até quase contar até dez, antes de perguntar:
— Estamos quase lá?
Aulay revirou os olhos, mas depois parou de remar e ergueu os remos enquanto avistava algo ao longe. Com o olhar se estreitando, ele espiou por cima do ombro do irmão, tentando identificar o que estava vendo.
— O quê? — Alick perguntou, observando onde sua atenção tinha ido e olhando por cima do ombro para a água, além da proa da pequena embarcação.
— Há algo flutuando na água.
— Sim. — Aulay começou a remar novamente. Ele não podia dizer o que eles estavam olhando. Era grande. Pelo menos, parte disso era. Parte disso também era estreita.
— O que é isso? — Alick perguntou, virando-se em seu banco agora, para olhar de frente e ver melhor o que estava por vir.
— Não tenho certeza — admitiu Aulay.
Ambos apertaram os olhos para a distância, enquanto o barco se movia pela água, e então Alick falou:
— Acho que é o mastro de um barco.
Aulay grunhiu, agora capaz de ver, por si mesmo, que a coisa grande saindo da água era parte de um cesto da gávea. Estava de lado, com uma metade submersa e a outra metade acima da água.
Os dois ficaram em silêncio, enquanto ele, os impulsionava em direção aquilo e então Alick disse:
— Eu acho que há um corpo deitado na outra extremidade. Uma mulher.
— Uma mulher?

3 de abril de 2019

Rendendo-se ao Highlander

Série Noivas das Highlands
Edith Drummond deve sua vida a Niels Buchanan e seus irmãos.

Acordar, depois de uma doença, em um castelo invadido por highlanders robustos é desconcertante, mas saber que ela está sendo lentamente envenenada também é.
Niels insiste em ficar ao seu lado, e Edith logo descobre que ainda mais perigosa é sua atração pelo feroz guerreiro selvagem. Niels nunca conheceu uma mulher mais corajosa - ou doce - que Lady Edith. 
A idéia de tal sedutora moça ser forçada a entrar para um convento era mais do que qualquer escocês de sangue vermelho podia suportar. Ele irá, de bom grado, até mesmo se casar com ela. Mas enquanto arrebatá-la é fácil, ele vai precisar de toda a sua habilidade para derrotar os inimigos implacáveis da família dela e convencê-la a render-se ao seu doce abraço.

Capítulo Um

— Inferno! Abra o maldito portão e deixe-nos ver Lady Edith, seu devasso, ou nós vamos incendiá-lo e esmagá-lo nós mesmos.
A ameaça de Alick fez Niels sacudir a cabeça, porque as ameaças eram tudo que eles podiam fazer. Incendiar os portões de Drummond e derrubá-los seria a última coisa que eles fariam. Inferno, com apenas os quatro lá, ele não tinha certeza de que sequer podiam. Apesar de que seria divertido tentar, reconheceu.
Ainda assim, eles não estavam aqui para iniciar uma guerra com os Drummond. 
Sua única tarefa era verificar a amiga de sua irmã e apresentar um relatório a Saidh sobre como ela passava. Infelizmente, nada menos do que realmente ver a moça seria suficiente para impedir Saidh de insistir em tentar cavalgar até aqui, para vê-la por si mesma. E suspeitava que mesmo isso não seria suficiente. 
Logo que eles tinham concordado em vir, ela insistiu em acompanhá-los. 
Apenas o aviso do Rory, de que a viagem pudesse prejudicar seus bebês em gestação, a manteve em casa. Bem, isso e a ameaça de Greer de amarrá-la em sua cama e mantê-la lá, sob guarda, até que os bebês tivessem nascido, se ela sequer tentasse montar um cavalo.
Niels balançou a cabeça novamente com o pensamento. Bebês, no plural. Porque sua irmã estava esperando mais de um bebê. Rory suspeitava que eram gêmeos. Alick e Geordie tinham certeza de que iam ser mais e estavam apostando no tamanho da ninhada. Alick estava imaginando três, Geordie quatro. 
Niels pensava que ambos eram loucos. As mulheres não tinham ninhadas de três e quatro. Gémeos, apenas, eram uma raridade. Três ou quatro... bem... ele tinha ouvido histórias de mulher velha sobre uma mulher no caminho de volta de uma terra distante, tendo três crianças em um nascimento, mas tinha certeza que eram contos de mulher velha, isso era tudo o que eram. Embora... Saidh estava enorme o suficiente para estar grávida de três ou quatro.
Levantando o olhar para os homens no portão da torre, ele gritou com calma: — Nós apenas queremos ver sua lady. Nossa irmã, sua amiga Lady Saidh MacDonnell, está preocupada com o bem-estar de sua lady. Se não deseja abrir o portão, então apenas faça sua lady vir até o portão e deixe-nos vê-la, para que possamos dizer à nossa irmã que ela está bem e saudável.
Os homens na muralha todos se entreolharam, em seguida, um deles disse: — Eu pensei que era em Lady Edith que estivesse interessado, não na nossa Lady.
— Sim. — Niels franziu a testa. — Edith não é a Lady aqui? Eu entendi que sua mãe estava morta e ela era a Lady aqui agora.
— Ela era, — o homem falou de volta. — Mas Brodie, o filho mais novo casou e sua esposa, Lady Victoria é agora a Lady. E o laird ordenou que o portão não fosse aberto para qualquer pessoa até que eles voltem.
As sobrancelhas de Niels subiram com a notícia. Ele não tinha ouvido falar do casamento, e foi um pouco uma surpresa que a noiva do filho mais novo tivesse permissão para subir de grau e substituir a filha da casa como lady. Talvez se tivesse o irmão mais velho e herdeiro casado, sua esposa como futura Lady de Drummond teria subido, mas a esposa do filho mais novo?
Ainda assim, isso não era o seu problema para lidar, então ele apenas colocou essa informação de lado, para considerar mais tarde, e disse: — Bem, é em Lady Edith que estamos interessados. Saidh enviou três mensageiros e não recebeu resposta. Ela nos pediu para vir vê-la, para ter certeza que ela está bem. — Ele parou um instante e, em seguida, acrescentou: — Ela tinha certeza de que, a hospitalidade escocesa sendo o que é, vocês não iam virar as costas para nobres, como fizeram com meros mensageiros.
Os homens acima deles começaram a discutir para lá e para cá. Parecia que alguém lá em cima sentira que deveria ser permitida a entrada. Outros, obviamente, não concordavam e ele esperou pacientemente enquanto a discussão continuava. Depois de um momento, porém, ele repetiu: — Não precisamos entrar para agradar nossa irmã. Se vocês apenas trouxessem Lady Edith ao portão, para nos assegurar que ela está bem, nós voltaríamos para nosso caminho.
— Ela não pode, — disse o que falara anteriormente e, em seguida, admitiu severamente. — Ela está muito fraca para vir até o portão.
— Ela ainda está doente, então? — Rory perguntou a seu lado, a preocupação em sua voz.
— Muito.

10 de novembro de 2018

Amando um Highlander

 Série Noivas das Highlands
Lady Murine Carmichael tinha tido sua parcela de azar.

Mas quando seu meio-irmão endividado, Lord Danvries, tentou vendê-la em troca de alguns cavalos escoceses tinha sido a gota d'água. 
Se manter sua liberdade significava escapar sozinha, através de uma paisagem agreste, que fosse. Ela mal começara sua jornada quando desabou numa improvável escolta — o forte Highlander que se recusou a comprar sua virtude.
Dougall Buchanan ficou desgostoso com a oferta vergonhosa de Lord Danvries, mas Murine o tenta além dos limites. Mesmo enlameada e empoeirada a moça brilha, com beleza e bravura. Dougall quer fazer mais do que apenas ajudá-la a fugir. Ele quer protegê-la — com sua vida e seu coração — se ela apenas o permitisse. Porque Murine pode estar sendo perseguida por um poderoso inimigo, mas nada se compara à coragem ardente de um Highlander apaixonado.

Capítulo Um

— Eles estão aqui!
Murine levantou os olhos bruscamente da mensagem que estava escrevendo, quando sua criada entrou no quarto. Ela esperou até que Beth fechasse a porta, antes de perguntar: — Você descobriu quem são?
— Não. — A morena parecia irritada. — Nenhuma das criadas, nem as moças da cozinha parecem saber, ou se sabem, elas não estão me dizendo.
— Oh, — Murine disse com desapontamento, então balançou a cabeça e voltou seu olhar para a mensagem que estava escrevendo. Apertando a boca, ela assinou seu nome no final. — Não importa. Eles são escoceses. Certamente a viagem para casa os levará além dos Buchanans ou dos Drummonds e eles vão entregar isso para mim. Mordendo o lábio, ela começou a agitar o pergaminho para secá-lo e acrescentou: — Eu tenho algumas moedas que posso dar-lhes, pelo trabalho.
— A maioria gosta de embolsar as moedas, dizer que vão entregar e jogam fora assim que deixam Danvries, — disse Beth, infeliz. Eu não sei porque você simplesmente não envia um homem de seu irmão com a mensagem.
— Mandei três dessa forma e não obtive resposta, — Murine lembrou-a sombriamente. Boca apertada com desagrado, ela admitiu: — Eu começo a suspeitar que Montrose não está enviando nenhuma.
— Mas por que ele faria isso?
— É difícil saber, com meu irmão, — murmurou Murine, infeliz. — Ele é um... homem difícil.
Beth bufou. — Ele é um patife egoísta e ganancioso, determinado a apostar a vida dele e a sua junto. Mas não vejo razão para ele não enviar suas mensagens para seus amigos.
— Nem eu, — admitiu Murine, infeliz. — Mas se ele enviou, então... Ela mordeu o lábio, não querendo dar voz ao seu maior medo. Se Montrose tivesse enviado suas mensagens, então Saidh, Jo e Edith simplesmente não estavam se incomodando em responder.
Esse pensamento era perturbador e a fez se preocupar que ela tivesse dito ou feito algo, quando elas estavam juntas, para aborrecer todas elas. Murine havia atormentado seu cérebro tentando descobrir o que poderia ser isso, mas não conseguia pensar em nada. Ela então mudou para se perguntar se talvez seu irmão não estava enviando-as, como ele assegurou que iria. Ela não podia imaginar por que, mas na verdade estava começando a esperar que fosse o caso. Certamente isso era preferível de pensar, do que suas três melhores amigas lhe terem dado as costas, por algum motivo.
— Deve estar seco o suficiente agora, — ela murmurou e rapidamente enrolou, em seguida selou o pergaminho.
— Como você vai levá-lo aos escoceses sem seu irmão ver? — Beth perguntou, preocupada, enquanto se levantava.
— Eu ouvi Montrose ordenando a Cook para ter certeza de que teria muita comida e bebida disponíveis, quando os escoceses chegassem — Murine explicou, enquanto deslizava o pergaminho na manga e verificava se ele estava escondido e não estava sendo esmagado...
— Vou passar a mensagem para um dos homens quando Montrose estiver distraído com a comida.
— Seu irmão está oferecendo comida e bebida para alguém? — perguntou Beth, secamente. — Eu nunca pensei ver isso. O bastardo é tão mesquinho que eu pensaria que ele engasgaria com a oferta.
— Espero que ele queira enchê-los com cerveja ou uísque para torná-los mais receptivos a aceitar crédito, em vez de exigir pagamento pelos cavalos que ele quiser, — Murine disse, satisfeita de que o pergaminho estaria bem em sua manga.
— Sim, bem, Deus sabe que ele não tem o dinheiro para realmente comprá-los. Ele já jogou fora todo o seu dinheiro e o seu dote, — Beth disse amargamente.
— Sim, — concordou Murine, de maneira cansada. Não era um assunto que ela queria considerar. Ela ficou horrorizada quando tinha sabido dessa notícia. Ela pensou que sua situação era terrível o suficiente quando ela tinha um dote, mas não era comprometida, mas sem dote, seria impossível encontrar alguém disposto a casar com ela. Agora, parecia que ela iria viver seus dias aqui em Danvries, como uma solteirona, dependente de seu irmão egoísta, e isso seria apenas se ele não se cansasse de sua presença e a mandasse para a Abadia, para se tornar uma freira.
Afastando aquele pensamento deprimente de sua mente, ela escovou as rugas de seu vestido, endireitou os ombros e se dirigiu para a porta. — Venha. Nós nos sentaremos junto ao fogo no grande salão até que eles entrem. Então, quando a comida chegar, usaremos isso como uma desculpa para nos juntarmos à mesa e passar minha mensagem para um dos homens.
— Tinham me dito que seus animais eram superiores e eles certamente são.
Dougall esperou pacientemente quando Montrose Danvries passou a mão pelo lado da égua e depois a circulou, examinando cada centímetro dela.
Em seguida, lord Danvries foi até o garanhão e deu a mesma atenção, examinando seu garrote e as pernas, os lados e a cabeça, da mesma maneira minuciosa. Sua expressão era uma combinação de admiração e apreciação quando ele parou na cabeça da besta. Esfregando uma das mãos no nariz do garanhão, ele murmurou: — Exatamente o que eu estava querendo.
— Se eles atenderam suas expectativas, talvez devêssemos discutir o pagamento, — sugeriu Dougall.
Danvries endureceu, várias expressões cintilando em seu rosto. Acomodando-se em um sorriso largo e falso, o homem virou-se para a fortaleza. — Venha. Vamos entrar para as bebidas.
— Eu disse a você, — Conran murmurou, caminhando ao lado de Dougall. — O bastardo não tem o dinheiro. Ele perdeu tudo na última aposta com seu rei.
Dougall suspirou com as palavras de seu irmão, reconhecendo a satisfação, em meio à irritação, no tom do homem mais jovem. Conran sempre gostou de dizer eu disse a você.
— Venham comigo, senhores, — disse Danvries, sem olhar para trás. — Há muito a discutir.
— Apertando a boca, Dougall olhou para o homem recuando. Danvries deveria ter lhe atirado um saco de moedas e lhe mostrado o caminho. O único momento em que o comprador queria “discutir” assuntos era quando ele não tinha o dinheiro ou queria reduzir o preço. Dougall não era alguém para negociar.
Apesar de saber que era uma grande perda de tempo, porém, ele afastou os murmúrios do irmão e seguiu o inglês para fora do estábulo e em direção ao castelo. 
Ele não precisou olhar em volta para saber que Conran, Geordie e Alick o estavam seguindo. Foi uma longa jornada até aqui e todos estavam com sede. O mínimo que Danvries podia fazer era vê-los alimentados e hidratados, antes de pegarem suas bestas e irem para a Escócia. 
— Ele tentará enganá-lo, — advertiu Conran, nos calcanhares de Dougall. Malditos bastardos ingleses. A maioria deles venderia a mãe por uma moeda. 
— Não, — seu irmão mais novo, Geordie, se colocou atrás deles. — São as filhas que eles vendem. As mulheres velhas não valeriam uma moeda. Elas são amargas demais, por anos vivendo com os bastardos ingleses, para valer qualquer coisa. As filhas, no entanto, geralmente são doces e bonitas e ainda não estão amargas. Retire-as suficientemente jovens e elas são quase tão boas quanto uma moça escocesa. Quase, — ele repetiu, enfatizando a palavra.
— Lord Danvries não tem mãe nem filha, então eu tenho certeza que isso não é uma preocupação, — Dougall murmurou impaciente.
— Ele tem uma irmã, entretanto, — Conran assinalou. Quando Dougall olhou para ele com surpresa, ele assentiu. — Uma velha solteirona deixada para definhar e morrer, graças a Lorde Danvries ter apostado seu dote.
— Ele apostou seu dote? — Geordie perguntou, surpreso quando Dougall não comentou.
— Isso é permitido?

31 de agosto de 2018

O Highlander encontra uma Esposa

Série Noivas das Highlands
Lutar com espada, xingar e cavalgar é natural para Saidh Buchanan.

Criada ao lado de sete irmãos barulhentos, Saidh tem pouco interesse em se impor a um marido...
Até vislumbrar o novo Laird MacDonnell tomando banho nu no lago. 
Embora ela esteja longe de ser uma dama apropriada, o forte Highlander faz com que Saidh se sinta em cada centímetro uma mulher.
Ela tem a aparência de um anjo, o temperamento de um guerreiro e procura seus beijos com uma ansiedade devassa. Não é de admirar que Greer esteja intrigado com sua gentil convidada. Quando o desejo imprudente toma conta deles, ele está mais do que disposto a fazer dela uma mulher honesta. Mas Saidh é o alvo de um inimigo oculto, e Greer enfrenta a batalha de sua vida para salva-guardar a mulher que ele quer acima de todas as outras.
Um Laird corajoso e sedutor encontra seu par apaixonado em um romance cintilante das Terras Altas, da autora de best-sellers do New York Times 


Capítulo Um

Saidh tinha acabado de levantar sua saia e começado a agachar, quando ela o ouviu: um grito curto e cortante de homem, que soou como um grito de morte. Com um arrepio se arrastando na parte de trás do pescoço, ela deixou sua saia cair e se endireitou, os ouvidos atentos. No começo, não havia nada. Sem pés correndo, sem sons de batalha, nada para lhe dizer o que aconteceu, e então, ela capturou um gemido alto que se dissolveu em choro.
Praguejando, Saidh puxou sua espada da bainha em sua cintura e começou a atravessar o bosque, seguindo o som desses soluços de cortar o coração. Ela os reconheceu, conhecia sua origem. Ela tinha ouvido o mesmo soluçar ontem à noite, no quarto ao lado daquele que ela havia recebido durante sua estada em Fraser Castle, o quarto para onde a noiva e o noivo tinham sido levados durante a cerimônia de consumação que se seguiu à festa do casamento.
Saidh afastou o pensamento e prestou mais atenção onde estava indo, quando um galho lhe deu um tapa e a atingiu no rosto. O ponto em que pararam para fazer o acampamento era uma linda clareira, mas Saidh havia se afastado dela em busca de um lugar para cuidar de suas necessidades. A distância era um hábito para ela. Ela tinha aprendido que precisava se afastar do acampamento se ela quisesse evitar que um de seus irmãos a encontrasse e, de alguma forma, a embaraçasse ou assustasse, enquanto estivesse no meio de se aliviar. Eles jogaram esse truque com suficiente frequência, no passado, para que ela já tivesse aprendido a lição.
Imagina-se que ela tenha retornado o favor uma ou duas vezes. Sendo a única garota entre sete meninos da prole dos Buchanan, Saidh rapidamente aprendeu a se defender. Tinha sido isso ou se transformar em uma garotinha choramingona e manhosa que corria constantemente para sua mãe, para se queixar dos meninos, e essa não era Saidh. Agora, com dezesseis anos, Saidh deu o melhor de si, e ganhou o amor e o respeito de cada um de seus irmãos por causa disso.
Os pensamentos de Saidh morreram quando ela entrou em uma pequena clareira. Era bonita, cercada por uma parede de árvores altas e majestosas e com um tapete baixo de flores roxas que formavam o chão, mas não foi o cenário bonito que fez Saidh sugar um sopro de ar. Em vez disso, foi a visão de sua prima, Fenella, sentada, soluçando, ao lado do corpo, de bruços, de seu marido, seus cabelos escuros numa confusão, caídos sobre seu rosto redondo, seu vestido rasgado e desarrumado, e uma faca com sangue em sua mão.
― Fenella? ― Ela respirou, finalmente superando seu choque e se movendo em sua direção. ― O que aconteceu?
Sua prima ergueu a cabeça, olhou-a brevemente sem reconhecer e depois chorou com força e balançou a cabeça, enquanto a abaixava novamente.
Franzindo o cenho, Saidh deslizou sua espada de volta em sua bainha e agachou-se para examinar Hammish. Havia um grande círculo de sangue no peito, com um buraco no meio, e ele não parecia estar respirando. Saidh sentiu sua boca apertada e se virou para a prima, para tirar suavemente a faca de suas mãos, sem resistência. Depois de uma leve hesitação, ela a atirou para o lado, depois pegou Fenella pelos ombros e deu-lhe uma suave sacudida.
― O que aconteceu?
Ela estava esperando que Fenella lhe dissesse que eles tinham sido atacados por bandidos, ou alguma outra coisa assim. Em vez disso, Fenella fungou miseravelmente e gritou:
― Eu o matei.
―Querido Deus, ― Saidh respirou, soltando-a para se endireitar e olhar desamparadamente ao redor da clareira.
― Eu não queria, ― Fenella soluçou. ― Eu não podia deixar ele me violentar de novo. ― Saidh olhou de volta para ela, franzindo o cenho. ― Violentar você? Você é casada, Fenella. Ele era seu marido. Ele...
― Ele era um cruel bastardo sem coração que me machucou e humilhou durante toda a noite, ― ela respondeu amargamente. ― No momento em que ele terminou comigo, eu estava ferida, rasgada e sangrando pior do que se eu tivesse minhas regras. 
― Seu olhar girou para o marido morto e ela disse calmamente: ― Isso foi ruim o suficiente, mas eu poderia resistir. Eu teria resistido. ― Cruzando os braços sobre o peito, baixou a cabeça e quase sussurrou: ― Mas então ele me virou e me levou de maneiras não naturais, maneiras ainda mais dolorosas. 
― Ela ergueu a cabeça novamente, os olhos se arregalando com uma combinação de horror e súplica, ao acrescentar: ― E ele ia fazê-lo novamente, aqui mesmo, no bosque, como um animal. ― Sua cabeça voltou-se novamente para o homem caído e disse miseravelmente: ― Eu não poderia deixar. Eu não poderia suportá-lo, então quando senti seu punhal no cinto eu... Eu não pensei acho, eu... ― Gemendo miseravelmente, ela baixou a cabeça novamente. ― Eu apenas peguei-o e...


Série Noivas das Highlands
1 - Uma Noiva Inglesa na Escócia
2 - Se Casar com um Laird Escocês
3 - O Highlander encontra uma Esposa
4- Amando um Highlander
5- Rendendo-se ao Highlander


26 de junho de 2018

Se Casar com um Laird Escocês

Série Noivas das Highlands
A batalha não é estranha para o Highlander Campbell Sinclair, então quando ele vê um rapaz sendo atacado por bandidos, ele pula para o combate. Ele não contava em ser esfaqueado.

Grato ao garoto por cuidar dele até recuperar a saúde, Cam se oferece para escoltar Jo com segurança até seu destino. Mas quando ele acidentamente se depara com o moço se banhando no rio, Cam descobre que Jo na verdade é Joan... com as mais pecaminosas curvas.
Joan prometeu à mãe que iria entregar um pergaminho ao clã MacKay. Mas viajar sozinha é perigoso, mesmo disfarçada de menino. 
Quando um guerreiro escocês oferece ajuda, ela fica mais que aliviada... até que ele a surpreende com vagarosos beijos e carícias que provam que o disfarce dela não o enganou. Enquanto a paixão deles inflama irão os segredos do pergaminho forçar um casamento... e conduzir a um amor que ela nunca conheceu?

Capítulo Um

Cam ouviu o problema na trilha à frente antes mesmo de vê-lo. Os gritos o fizeram instintivamente diminuir o passo de seu cavalo quando contornou a curva, mas quando viu um rapaz sendo segurado pela gola da camisa e espancado por um homem grande como um touro, Cam pegou sua espada e esporeou o cavalo para que se movesse mais rápido. Um segundo depois alcançou o par.
O baque de suas botas batendo no chão fez o assaltante olhar ao redor apenas a tempo de ver o punho da espada de Cam, pouco antes de bater na cabeça do grande idiota. O sujeito desabou como uma pedra, infelizmente caindo sobre o menino e pousando com força suficiente para gerar um gemido de dor no quase inconsciente rapaz.
Estremecendo em simpatia, Campbell usou sua bota para rolar o vilão de cima do rapaz. No momento em que o peso do homem foi removido, o rapaz abriu os olhos inchados e enegrecidos, e os semicerrou incerto.
— Você está seguro. Cam disse e se inclinou para lhe oferecer a mão para levantar.
Em vez de tomá-la, porém, o rapaz olhou além dele, os olhos inchados alargando-se ligeiramente com horror. Cam instintivamente começou a se endireitar, mas um golpe em sua lombar o fez cambalear. Ele conseguiu evitar pisar no rapaz e recuperou o equilíbrio depois de alguns passos, em seguida, virou-se para enfrentar o seu assaltante.
Assaltantes, Cam corrigiu-se sombriamente quando notou os três homens que agora enfrentava. Todos tinham rostos sujos e usavam roupas esfarrapadas. Nenhum deles era tão grande quanto o homem que ele tinha nocauteado, mas também não eram pequenos e cada um tinha uma arma diferente. 
O careca do lado esquerdo segurava uma clava, aquele com o longo cabelo escuro na direita segurava uma espada velha e enferrujada, e o ruivo no meio segurava uma faca da qual escorria sangue.
Seu sangue, Cam percebeu quando sentiu um líquido quente escorrendo por suas costas e perna. Ele não tinha sido socado nas costas, tinha sido esfaqueado. Com a boca comprimida, ele levantou a espada, puxou uma pequena lâmina da cintura com a mão esquerda e começou a avançar, sabendo que não teria muito tempo antes da perda de sangue enfraquecê-lo.
 Tinha que cuidar dos homens antes que isso acontecesse, ou ele e o menino, sem dúvida, seriam encontrados mortos no lado da estrada quando o próximo viajante passasse por ali.
Cam lançou a faca no homem com a lâmina sangrenta primeiro, esperou tempo suficiente para vê-la se enterrar em seu peito, então balançou sua espada para o homem à direita.
Apesar de suas roupas esfarrapadas e condição imunda, o homem manejava sua espada velha e enferrujada melhor do que Cam esperava. Ou talvez ele mesmo já estivesse enfraquecendo, e isso - combinado com a preocupação de ser atacado por trás pelo terceiro homem a qualquer momento - afetava suas habilidades. Seja qual fosse o caso, demorou ao Cam meia dúzia de golpes de espada para seu adversário finalmente cair.
Espantado que ainda não tivesse recebido meia dúzia de golpes na cabeça e nas costas, Cam virou-se para enfrentar o outro homem, só para encontrá-lo no chão. O menino estava em cima dele, com a lâmina sangrenta do homem ruivo na mão.
— Ele ia te atingir. O rapaz disse defensivamente, deixando cair a lâmina quando olhou para cima para ver Cam observando-o.
Abrindo a boca para agradecer o rapaz, Cam deu um passo adiante, mas sua boca fechou quando se viu de repente de joelhos. Ele olhou para baixo confuso quando sua espada em seguida deslizou de seus dedos, e virou os olhos perplexos para o menino. Mas no momento seguinte, encontrou-se plantado no chão e perdendo a consciência.
Joan olhou para o escocês com espanto. Em um minuto ele parecia forte e bem, lutando contra seus agressores, no próximo estava caído de bruços na estrada. Parando para pegar a faca novamente, ela rapidamente a limpou nas costas do homem morto para remover o sangue, e depois enfiou-a no cinto da cintura e passou por cima dele para chegar ao lado de seu salvador.
Seu olhar encontrou imediatamente a mancha escura na parte de trás do seu kilt e não precisou tocá-lo para saber que era sangue.
Ele tinha sido esfaqueado, Joan percebeu, surpresa com o quão sério o ferimento era. Ela tinha visto o homem ruivo aproximar-se dele por trás com a faca erguida e assumiu que o tinha esfaqueado, mas quando seu salvador lutou tão eficazmente, pensou que talvez tivesse sido apenas uma ferida insignificante. A quantidade de sangue em suas costas e ensopando seu kilt, das nádegas para baixo, no entanto, sugeria que a ferida era ainda mais feia afinal. De fato, agora ela estava espantada que ele conseguiu lutar.
Suspirando, Joan se sentou sobre os calcanhares e olhou ao redor. Tinha certeza que três dos homens estavam mortos, mas o homem que estava batendo nela quando seu salvador chegou estava apenas inconsciente. Brevemente, ela considerou retificar essa situação, mas Joan era uma curandeira. 
Matar um homem inconsciente, mesmo aquele que tinha batido nela momentos atrás, ia contra tudo o que acreditava.
Seu olhar deslizou de volta para seu salvador e Joan levantou o plaid para ver a ferida. Ela teve uma visão de sua bunda primeiramente, mas esta não era a primeira vez que atendia um homem ferido e sua formação a refreou, permitindo-lhe ignorar o seu traseiro nu e, em vez disso, focar sua atenção a lombar dele.
— Droga!



Série Noivas das Highlands
1 - Uma Noiva Inglesa na Escócia
2 - Se Casar com um Laird Escocês
3 - O Highlander encontra uma Esposa
4- Amando um Highlander
5- Rendendo-se ao Highlander

25 de junho de 2017

Uma Noiva Inglesa na Escócia

Série Noivas das Highlands
Annabel estava prestes a tomar o véu e se tornar uma freira quando sua mãe de repente chega à Abadia para levá-la para casa... 

Para que ela possa se casar com o latifundiário escocês que está noivo de sua irmã fugitiva! 
Ela não sabe nada sobre ser uma esposa, nada sobre como gerir uma casa, e definitivamente nada sobre a cama nupcial!
Mas desde o momento em que Ross MacKay colocou seus olhos em Annabel, ele é tomado por sua doce tímida noiva... 
E o fato de que ela é abençoada com curvas exuberantes só o faz pronunciar suas próprias orações de agradecimento. Mas quando um inimigo põe em perigo sua vida, ele moverá as Highlands para salvá-la. Pois embora Annabel não seja a noiva para ele tencionada, ela é a única mulher que ele deseja...

Capítulo Um

— Annabel? Annabel?
Annabel suspirou sonolenta e afastou-se da voz persistente que interrompia seu sono exausto.
— Annabel, acorde — disse a voz com mais insistência.
— Irmã Clara e eu ficamos a noite toda com uma égua parideira — Annabel murmurou cansada, reconhecendo a voz de irmã Maud. — A abadessa disse que poderíamos dormir hoje.
— Aye. Bem. Agora ela requer a sua presença. Vossa mãe está aqui.
Annabel rolou abruptamente sobre suas costas na cama estreita e piscou os olhos para encarar Maud com espanto. — O quê?
— Vossa mãe está aqui e a abadessa mandou chamá-la — repetiu Maud pacientemente. Ela então se afastou para pegar o vestido que Annabel tinha tirado e deixado no chão quando entrou em seu quarto.
Annabel suspirou quando viu a expressão de desaprovação no rosto de Maud enquanto sacudia o vestido enrugado. Ela não tinha dúvidas de que a mulher iria contar à abadessa sobre os maus cuidados de suas roupas. O pensamento a fez desejar que ela tivesse tomado um tempo para dobrá-la cuidadosamente e colocá-la no baú ao pé de sua cama, mas tinha sido perto do amanhecer quando ela cambaleou para seu quarto. Ela estava tão exausta que simplesmente tombou na cama caindo em um sono profundo. Esse erro a levaria a fazer penitência ao invés de voltar a dormir depois que ela visse sua mãe, tinha certeza.
Lembrando-se de que sua mãe estava lá, Annabel sentou-se na beira da pequena cama dura em seu cilício1 e camisão, e esfregava o sono de seus olhos quando Maud retornou.
— Por que minha mãe está aqui? — Perguntou, erguendo-se para pegar o vestido que a mulher lhe estendia.
— Eu não teria como saber. Ela foi levada para a abadessa no momento em que chegou e elas estão retiradas em seu escritório desde então. — Maud disse rigidamente, seu olhar deslizando sobre o cilício visível sob o camisão de Annabel.
O cilício era para lembrar a Annabel que não se apressasse de maneira imprópria. Ela deveria sempre caminhar lentamente com o porte que uma noiva de Deus deveria ter. Já que ela o usava por uma ofensa, sua punição pelo vestido descartado provavelmente seria um açoite, Annabel o sabia, e não tinha dúvida de que Maud estava desfrutando da perspectiva. A mulher sempre a antegonizara por algum motivo.
Annabel puxou o vestido pela cabeça. Ela estava acordando rapidamente agora, a preocupação apressando o processo. A mãe estar aqui não poderia ser uma coisa boa. Afinal, a mulher não tinha ido vê-la desde a sua entrega à abadia quatorze anos antes. Tinha que ser algo importante que a trouxera agora. Seu pai tinha morrido? Sua irmã? O Castelo de Waverly fora tomado por saqueadores? As possibilidades eram infinitas e nenhuma delas, boa. Boas notícias não trariam sua mãe com o amanhecer. Ela deve ter cavalgado toda a noite para chegar tão cedo.
— Há quanto tempo elas se retiraram para o escritório da abadessa? — Annabel perguntou com um olhar carregado, colocando sua cinta.
— Como eu poderia saber?



Série Noivas das Highlands
1 - Uma Noiva Inglesa na Escócia
2 - Se Casar com um Laird Escocês
3 - O Highlander Encontra uma Esposa
4- Amando um Highlander
5- Rendendo-se ao Highlander


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