26 de outubro de 2014

Amor em Pecado

Série Vikings Proibidos
Pelo amor de um homem, ela enfrentaria a lei!

Caragh Ó Brannon luta bravamente quando o inimigo aporta, defendendo a si e a sua família. 
Agora, ela se vê sozinha com um viking muito bravo... Styr Hardrata navegou até a Irlanda buscando um recomeço, mas nunca imaginou que acabaria prisioneiro de uma bela dama.
O guerreiro atraente e poderoso assusta Caragh ao mesmo tempo em que a atrai. 
Apesar de ter se apaixonado pelo inimigo, ela deveria se afastar dele, pois... é casado. Contudo, por mais que tentem, eles não conseguem ignorar seus sentimentos... e o desejo!

Capítulo Um

Irlanda — 875 d.C.
O clã estava pouco a pouco morrendo de fome.
Caragh Ó Brannon olhou para o saco de grãos, quase vazio. Restava somente um punhado de aveia, uma quantidade que mal dava para alimentar uma pessoa.
Ela fechou os olhos, pensando no que poderia fazer. Seus irmãos mais velhos, Terence e Ronan, tinham partido 15 dias antes, para tentar conseguir mais comida. 
Ela lhes entregara um broche de ouro que pertencera à sua mãe, com a esperança de que alguém o quisesse trocar por carneiros ou vacas. Mas a penúria era geral, e dificilmente haveria alguém disposto a se desfazer de suas reses.
— Tem alguma coisa para comer, Caragh? — perguntou seu irmão mais novo, Brendan. Com 17 anos, ele tinha um apetite voraz, e ela fizera o possível para evitar que ele sentisse fome. Mas agora era evidente que ficariam sem comida antes do que ela imaginara.
Em vez de responder, ela mostrou o que sobrara. Ele ficou muito sério, o rosto magro encovado pela desnutrição.
— Também não conseguimos pescar nada. Vou tentar novamente hoje.
— Posso fazer uma sopa — ofereceu-se Caragh. — Vou ver se encontro alguma coisa... cebolas, ou cenouras...
Embora ela tentasse falar num tom otimista, ambos sabiam que os campos e florestas tinham sido debulhados fazia tempo. Não havia sobrado nada, com exceção de talos secos de grama.
Brendan estendeu a mão e tocou o ombro de Caragh.
— Nossos irmãos vão voltar, e então teremos comida.
Caragh viu no rosto dele a necessidade de acreditar e forçou-se não só a sorrir como a aparentar que o sorriso era verdadeiro.
— Eu espero que sim.
Depois que Brendan saiu com sua rede de pesca, Caragh olhou ao redor na choupana vazia. Seu pai e sua mãe haviam morrido no último inverno. O pai tinha ido pescar e se afogara. A mãe sofrera muito e nunca se recuperara da perda. Cedera inúmeras vezes seu prato de comida para Brandon, mentindo que já havia se alimentado. Quando eles descobriram o que estava acontecendo, já era tarde demais para evitar que ela definhasse até a morte.
Tantas pessoas sucumbiram à fome, e Caragh sentia o coração confrangido por saber que os pais tinham morrido tentando alimentar os filhos.
As lágrimas inundaram seus olhos quando ela olhou para a forja do pai. Ele era ferreiro, e Caragh estava acostumada a ouvir o som do martelo, a ver o brilho de metal quente conforme ele moldava as ferramentas e armas. Sentiu o coração pesado, sabendo que nunca mais ouviria a risada contagiante dele.
Embora o barco ainda estivesse lá, ela não tinha coragem de enfrentar as ondas mais bravias a mar aberto. Seus irmãos sabiam navegar, mas nenhum deles tinha se aventurado outra vez após a morte do pai. 
Era como se o barco avariado que regressara vazio estivesse envolto por uma energia ruim, e nenhum deles chegava muito perto.
Caragh gostaria que fosse possível ir embora de Gall Tír. Aquela era uma terra desolada e devastada, mas eles não tinham os mantimentos necessários para viajar muito longe a pé. Deveriam ter partido no verão anterior, quando as plantações apodreceram antes de florescer. 
Nessa ocasião, pelo menos, ainda possuíam um estoque suficiente para sobreviver. Agora, mesmo que viajassem pelo mar, não tinham comida suficiente para mais de um dia.
A mão da Morte estava estendida sobre aquele lugar, e Caragh sentia que também começava a perder as forças. Já não conseguia caminhar longas distâncias sem se sentir fraca, e as tarefas mais insignificantes pareciam um fardo. Estava tão magra que a roupa larga caía sobre seu corpo, e os ossos dos pulsos e dos joelhos estavam salientes.
Contudo ela não estava pronta para desistir. Como todos os demais, lutava para viver.
Ela pegou a cesta e saiu para a luz do sol. A aldeia, fortificada por uma muralha circular, estava em silêncio, com poucas pessoas dispostas a gastar energia conversando quando havia algo mais importante e urgente a fazer, que era procurar alimento. Seus irmãos mais velhos não foram os únicos a partir em busca de suprimentos. 
A maioria dos homens também havia ido, principalmente os que tinham filhos. Se voltariam ou não, ninguém sabia.
Algumas mulheres mais velhas, também carregando suas cestas, cumprimentaram Caragh com um aceno de cabeça. Ela pensou na promessa que fizera ao irmão, de procurar legumes para fazer uma sopa, mas sabia que não acharia nada. 
Mesmo que ainda tivesse restado algum tubérculo ou folhagem comestível, era provável que as outras chegassem antes dela. Então resolveu ir até a orla, esperando encontrar alguns mariscos ou algas.
Parou várias vezes para se sentar em alguma pedra ou no chão, quando a visão escurecia e a cabeça rodava, num prenúncio de desmaio. 
Depois de descansar um pouco, respirava fundo e prosseguia. A água estava muito escura naquela manhã, as ondas calmas e silenciosas. Seu irmão estava mais adiante, na faixa de areia, jogando a rede de pesca. Ele acenou quando a viu.
Contudo foi a visão do navio viking no horizonte que despertou o medo em ambos. Era uma embarcação grande, de extremidades curvas, com capacidade para transportar no mínimo uma dúzia de homens. 
Uma massiva vela listrada ondulava no mastro, e escudos ornados com um padrão vermelho e branco se enfileiravam na amurada lateral. Ao sol da manhã, um cata-vento de bronze brilhava no topo do mastro principal, e a cabeça de um dragão estava esculpida na proa. 
Assim que Caragh avistou o navio, seu coração acelerou.
— São os lochlannach? — gritou para o irmão.
Já ouvira contar inúmeras histórias sobre os bárbaros vikings das terras escandinavas que saqueavam as casas de pessoas inocentes. Se aquele navio fosse deles, o clã teria menos de uma hora até que o pesadelo começasse.
Sua pele se arrepiou ante a ideia de ser capturada por um daqueles selvagens. Ou pior, de ser queimada viva se eles tentassem tirá-la de casa à força.
— Volte para casa, Caragh — ordenou Brendan. — Fique lá dentro, e pelo amor de Deus, não deixe ninguém entrar! 

Série Vikings Proibidos
1 - Amor em Pecado
2 - Amor em Tentação
Série Concluída

24 de outubro de 2014

A Jornada

Série Knight's Bride
Costa Oeste da Escócia, 1340.
Vítima de um casamento violento, Iana, ao enviuvar, jurou nunca mais confiar seu destino a um homem. Mas Henri Gillet, herdeiro da dinastia Trouville, despertara seus desejos adormecidos e colocara em perigo sua férrea decisão.
Para Henri, o amor era simples; cumprir com as obrigações da nobreza, não.
E agora enfrentava um dilema imenso, pois embora lady Iana o tivesse salvo da morte certa, o passado dela, tão cheio de sombras e segredos, se interpunha entre ambos e ameaçava um futuro a dois...

Capítulo Um


Costa ocidental da Escócia, 1340.
Ao desembarcar, Henri Gillet pensou que a sua chegada à beira-mar não apaziguava em nada a amargura da sua primeira derrota.
Arrastou as suas longas pernas pela água, que lhe chegava até às coxas, e gritou por cima do ombro: - Paga a esse homem, Ev. 
O escudeiro atirou uma pequena bolsa de moedas ao pescador e avançou pela água gelada até onde o esperava Henri, na orla coberta de rochas.
- Onde estamos, senhor? - perguntou, a tremer de frio.
Embora se esforçasse para que a sua voz soasse tranqüila, Henri sabia que certamente o rapaz temia o que os aguardava. E para dizer a verdade, a ele acontecia-lhe o mesmo, embora não pelas mesmas razões.
Necessitava chegar a um lugar seguro para que o rapaz pudesse ter possibilidades de sobreviver. E no momento não estava certo de o conseguir.
Colocava com tranqüilidade um pé à frente do outro e procurava combater a dor. Depois de tudo, a ferida aberta exatamente abaixo das costelas doía menos que a ferida do coração. Tinha perdido tudo. Se morresse, teria que dar contas a Deus.
E se vivesse, a seu pai. Para ele não havia muitas diferenças.
Não porque esperasse dureza em nenhum dos casos, já que ambos o tinham tratado com benevolência até ao momento e voltariam a fazê-lo.
E isso seria muito pior que qualquer castigo que pudesse infligir-se. A derrota era, na verdade, um amargor desagradável.
Ele não a tinha causado. Pelo contrário, tinha feito todo o possível para a impedir. E no entanto, sentia-se de algum modo responsável por perder o que lhe tinham confiado. As vidas dos que o tinham seguido quando os chamaram à guerra.
Tinham-se afogado todos exceto o jovem Everand.
- Conheço este terreno, não estamos perdidos - tranqüilizou o escudeiro.
Sentiu uma ponta de culpa por ter arrastado aquele jovem para tão longe do seu lar, em Sarcelles, para lutar contra os ingleses.
E tinha estado quase a acabar numa sepultura marinha quando o seu barco se afundou perto da costa de Portsmouth.
O rapaz de catorze anos alargava o passo para não ficar para trás e mostrava-se ainda tão desejoso de servir o seu amo como um cãozinho. Henri moveu a cabeça perante o entusiasmo da juventude.
- Deveria descansar, milorde. A vossa ferida preocupa-me - o escudeiro não disse que Henri tinha começado a cambalear e dava mostras de fraqueza.
E este pensou que Everand Mercier era a personificação da compaixão e da lealdade. Por isso tinha escolhido o rapaz, o filho mais jovem de um falecido mercador de roupa, para o servir. Sabia que um dia seria um bom cavaleiro, apesar da sua estatura.
- Penso que há uma aldeia não muito longe, costa acima - disse. - Pararemos lá e enviaremos recado à minha família.
- Restam-nos poucas moedas para pagar a alguém que faça isso, milorde - informou Everand. - Não teria que cruzar quase toda a Escócia?
Henri deteve-se e tirou a corrente de prata que levava em torno do pescoço.
Tirou também o anel que levava no dedo e entregou ambas as jóias ao escudeiro.
- Se a morte se apoderar de mim, usa a corrente para pagar a alguém que nos leve de carro até ao castelo Baincroft, em Midlothian.
O barão de lá, lorde Robert MacBain, avisará o meu pai e ocupar-se-á do teu futuro.
Everand não discutiu nem se incomodou em argumentar que era impossível que morresse; sabia que podia acontecer. Limitou-se a assentir com a cabeça.
- E o anel, milorde? - perguntou.
Henri sorriu e colocou uma mão no ombro do rapaz.
- O anel é para ti. Dirás a lorde Robert e a meu pai que és meu filho.


Série Knight's Bride
1 - A Noiva do Cavaleiro
2 - O Pecado de Anne
3 - Ian's Gift
4 - A Escolha de uma Mulher
5 - Coragem de Mulher
6 - A Jornada

Coragem de Mulher

Série Knight's Bride
Mairi MacInness e um casamento arranjado com Robert MacBain, um lorde das Terras baixas, arrebatou-a para longe… para uma vida de aventura, paixão e um amor sem palavras.

Generoso de espírito e corajoso no campo de batalha, mesmo vivendo em um mundo silencioso, Robert MacBain tinha qualidades que qualquer um invejaria.
Ainda assim, faltava um amor intenso e verdadeiro na sua vida. Até que conheceu e conquistou a linda Mairi. Seria possível que algum dia ela pudesse ouvir e atender os sussurros apaixonados de seu coração?

Capítulo Um


Terras Altas, Escócia, Verão de 1335
O que ele estava fazendo naquele lugar? 
Não precisava de uma esposa tão desesperadamente, disse Robert MacBain a si mesmo. Contudo, ali estava, na estrada, no próprio âmago do desconhecido, naquelas colinas estranhas.
E para se casar com uma noiva que nunca vira, noiva que devia estar provavelmente mais apreensiva que ele com re lação a todos os aspectos daquele acordo.
Ainda assim, era obrigado a seguir em frente Thomas de Brus tinha viajado para muito longe e gastado metade de um ano para arranjar aquele casamento.
E fora obrigado a isso, de forma premente, porque sua irmã havia rejeitado Rob e rompido um noivado de toda uma vida. Rob não tivera coragem de recusar isso ao amigo e deixá-lo com essa culpa a lhe pesar nos ombros.
Agora, porém, desejava ter esperado que Thomas se recobrasse e caísse em si.
A data da chegada de Rob havia sido combinada, contudo. Sua noiva o esperava.
E assim, ali estava ele, encarando o único medo que poderia apavorá-lo.
O medo do desconhecido, a mate rialização de seus piores pesadelos.
Esse não era um medo que pudesse admitir em voz alta.
Nem uma coisa que pudesse evitar. Olhou ao redor e para cima, para os picos de um cinzento tenebroso que definiam as Terras Altas. Aquela região ameaçadora
parecia-lhe muito diferente das Terras Baixas, que ele chamava de lar.
Não guardava semelhança com qualquer dos vários lugares do continente que ele visitara, ao participar de torneios com seu Irmão, Henri,Rob não desejava estar naquele lugar, mas, apesar disso, seus aromas peculiares e a beleza inacreditável o fascinavam, Decidiu, por isso, que devia fixar-se nos aspectos favoráveis da viagem ao invés de em seus temores.
Será que sua noiva das Terras Altas condizia com o lugar em que habitava?
Seria assim tão diferente das mulheres que ele conhecera no passado? Iria atraí lo ou Pazê-lo sentir repulsa? Ou talvez provocar nele ambas as sensações, como a terra em que nascera?
A lâmina aguda da antecipação cortou-lhe as apreen sões, Embora não as dissipassem de todo, certamente fez, com que se tornassem mais suportáveis.
A mulher podia fazer tudo aquilo valer a pena. Thomas lhe afir mara que ela era muito bonita, tanto quanto apropriada,
Ele inalou profundamente o ar frio, seco e fresco das montanhas e balançou a cabeça para afastar as preocupações inúteis.
Gostasse ou não da jovem, ela seria sua esposa, Sua família e Thomas iriam parar de se preocupar com ele. Rob precisava ter um herdeiro.
Se não pudesse conseguir a pessoa adequada, deveria assim mesmo aceitá-la para esposa, já que Tom tivera tanto trabalho.


Série Knight's Bride
1 - A Noiva do Cavaleiro
2 - O Pecado de Anne
3 - Ian's Gift
4 - A Escolha de uma Mulher
5 - Coragem de Mulher
6 - A Jornada

A Escolha de uma Mulher

Série Knight's Bride
Lady Sara de Fernstowe advogou como seu o direito de casar-se com Richard Strode…O cavaleiro que a resgatara do abraço gelado da morte. 

No fundo de seu coração, sabia que ele seria capaz de passar por cima das cicatrizes que a marcavam e, corajoso como era, poderia entender seu coração de guerreira e compartilhar uma nova vida a seu lado! Ele acordou casado com uma estranha…e, segundo as ordens reais, assim, deveria permanecer! 
Jurou, porém, que não passaria de um casamento no papel apenas, e que não se deixaria envolver por aquela desconhecida. 
Contudo, como poderia manter-se fiel a seus objetivos de justiça e virtude se Sara de Fernstowe era a jovem nobre mais sensual e exótica da Inglaterra?

Capítulo Um

Inglaterra, século XIV, Northumberland, 1339
— Nossos agradecimentos por tornar a morte dele menos sofrida, lady Sara — disse o rei Edward suavemente, seus olhos azuis já toldados de tristeza. — Ele parece estar em paz.
Sara de Fernstowe sorriu, rodeando a cama, tendo nas mãos a bacia com as ataduras ensangüentadas e a ponta da flecha.
— Seu cavaleiro não está morto, senhor — ela assegurou, entregando o vasilhame para uma criada e encarando o rei. — Nem morrerá, se eu puder fazê-lo superar a febre.
O belo homem loiro que governava a Inglaterra abandonou sua postura real e inclinou-se ao lado da cama, o ouvido encostado aos lábios do cavaleiro, a mão sobre o ombro ferido de seu subordinado.
— É verdade, ele respira! Como é possível que meu médico tenha declarado que nenhuma esperança restava para este homem, e que você tenha salvado sua vida?
Sara gostava do rei, contudo sabia que diante de uma contradição, tal como aquela sobre a vida de seu cavaleiro, Edward III poderia se tornar tão ameaçador quando seu avô, o famoso "Canela Comprida". Deixou escapar uma ligeira risada, antes de arriscar uma conjectura.
— Talvez seu curandeiro temesse sua fúria se não fosse bem-sucedido em seus esforços, meu soberano. O senhor não deve culpá-lo. Como deve saber, poucos homens podem sobreviver a tal ferimento. — Continuou, sem medo de dizer a verdade: — Há uma chance de que eu também falhe, mas creio que isso não acontecerá. Ele resistiu à operação para a retirada da ponta de flecha mal deixando escapar um gemido de protesto. Aqui está um sujeito forte que suporta bem a dor. Eu diria que sofreu outros ferimentos a seu serviço, a julgar por suas cicatrizes.
O rei endireitou-se.
— Ah, você não sabe a metade, minha senhora. Agora são duas as vezes que sir Richard se colocou entre mim e o desastre. Da primeira vez, éramos camaradas, eu, nada além de um jovem rei inexperiente, e Richard, apenas um escudeiro. — Prosseguiu, deixando visível em sua expressão enlevada, o orgulho que sentia de seu cavaleiro. Era como se pudesse ver tudo de novo, na mente. — Três assassinos atacaram nosso acampamento, com a intenção de me matar. Quando o superior de Richard caiu em meio ao combate, este homem aqui tomou a espada do velho conde e liquidou os dois que restavam. Quase morreu, então, de um ferimento de espada em sua coxa.
— Ah, uma morte gloriosa para um jovem. Tomou-o a seu serviço, então?
— Felizmente, ou estaria deitado aqui agora, e você estaria cuidando de mim, ao invés dele. Richard deve ter percebido o arqueiro posicionado para atirar e recebeu a flecha destinada a mim. Então, ferido como estava, derrubou o patife e cortou-o pela metade. O que pensa de seu valor e de sua força?
Sara estudou a figura que jazia em sua cama. Ele igualava o colchão em comprimento. Se estivesse em pé, ela sabia que poderia rivalizar com o rei em peso. Se o peito dele não fosse formado por uma rígida massa de músculos, a flecha que o atingira teria sido fatal, na verdade. Sim, ele era forte, tanto quanto corajoso.
E belo. Ela notou os cabelos castanho-escuros, com um suave brilho avermelhado à luz das velas. Sua pele parecia macia e ligeiramente bronzeada pelo sol. Seus lábios sensuais, ligeiramente abertos, revelavam dentes brancos e perfeitos, e seu nariz era reto e sem quebraduras.
Se pelo menos pudesse ver seus olhos, talvez pudesse julgar melhor que tipo de homem ele era. Gostaria de saber.
— Que homem é ele para resistir a tais ferimentos? Corajoso? Rude?
O rei deixou escapar um suspiro alto e longo.
— Não, não Richard. 

Série Knight's Bride
1 - A Noiva do Cavaleiro
2 - O Pecado de Anne
3 - Ian's Gift
4 - A Escolha de uma Mulher
5 - Coragem de Mulher
6 - A Jornada

19 de outubro de 2014

Problemas no Paraíso



Ele não queria compromissos... Mas aquela mulher o enfeitiçou!

Roy McMillan jurara viver e morrer solteiro!
Mas sua filosofia de vida caiu por terra no dia em que Ellie Fitzsimmons desceu do trem em Paradise, Nebraska. 
A bela iluminou o dia de outubro com seu brilho. E, embora estivesse ali para visitar seu irmão, Roy teve dificuldade em manter esse fato em mente... e evitar bancar o idiota!
Ellie estava em apuros!  E não havia roupa que escondesse seu segredo por muito tempo. 
Roy McMillan só aumentava seus problemas com aquele sorriso devastador. Mas quando soubesse a verdade, Roy ainda iria querer construir um pequeno paraíso na terra para ambos?

Capítulo Um

Nova York, 1892.
— Em que bela encrenca você se meteu, Ellie — criticou Mary O’Malley, uma das camareiras da Sra. Sternhagen. — Não que eu não tivesse percebido. Em seu primeiro dia na casa, eu disse a mim mesma: “Céus, essa moça vai se complicar, se achando melhor do que as outras... com seus livros e cartas, mais o jeito avoado”. E foi o que fez, não? Complicou-se! Arranjou um fardo!
Ellie assentiu, já com dor nos ouvidos de tanto sermão. O único fardo em que podia pensar eram suas duas malas gastas pousadas na calçada. Continham todos os seus pertences, incluindo os livros adorados, porém pesados, que tinham sido de seu pai.
 Por um segundo, deixou de ouvir a cacofonia de sons, mistura do barulho da rua com a ladainha de Mary... imaginando que destino seus escritores favoritos dariam a uma personagem em sua situação. E então, Sr. Dickens, Sr. Victor Hugo? De repente, Ellie estremeceu. Com certeza, eles lhe arranjariam um final trágico... cairia de um penhasco no litoral durante uma tempestade ou, pior, se casaria com algum fazendeiro banguela com terras à beira dos penhascos, de onde ela ainda se jogaria num dia atormentado. 
A fim de se acalmar, pensou em outros autores... Anthony Trollope. Ou, melhor ainda, Jane Austen. Eles seriam mais generosos... ao menos, inventariam soluções mais engraçadas, embora não tivesse motivo para rir naquele instante.
— E, se quer saber... — continuava Mary. — Aquele café que derrubou no tapete persa da Sra. Sternhagen não foi acidente, tampouco!
Relutante, Ellie abstraiu-se da ficção e voltou a sua biografia real. Deu de ombros, inocente.
— Eu estava transtornada, naturalmente...
— O orgulho precede a queda, não é? Sorte sua eu ser o tipo caridosa — continuou Mary, indiferente à poeira que uma carruagem lhe atirou no rosto ao passar. — Fergus e eu ficamos contentes em ajudá-la. Seu quarto não é mais do que um armário, mas ouso dizer que tem sorte por consegui-lo, já que não poderá nos pagar nada e provavelmente será um fardo terrível.
— Farei o que puder, Mary. — Mas a promessa soou fraca até a seus próprios ouvidos. Tinha pouco dinheiro, provavelmente insuficiente para mantê-la até a chegada do bebê, não importando o quanto economizasse. Mary tinha razão. Era felizarda por conseguir um teto, pelo menos até arranjar uma solução.
Como arranjaria outro emprego? Até então, só trabalhara como doméstica, mas nenhuma família decente contrataria uma moça grávida. 
A barriga ainda não aparecia, porém, mas nenhum uniforme de criada a favoreceria. Além disso, teria de revelar ao empregadores em potencial que fora demitida pela Sra. Louisa Sternhagen, e o motivo viria à tona. Considerando que assuntos particulares sempre se tornavam de conhecimento público no pequeno mundo da sociedade nova-iorquina, logo todos saberiam que sua desgraça se devia a uma relação ilícita com o filho da ex-patroa.
Tinha que deixar Nova York. Mas para onde iria? Filadélfia? A situação lá não seria melhor para uma mãe solteira. Não imaginava nenhum lugar favorável. Exceto...
Por um instante, alienou-se da mistura de fuligem, pó e barulho e imaginou terras planas verdejantes, no Oeste distante. Parker McMillan escrevera que o Nebraska era um lugar bem mais informal do que o Leste. Dissera também que não havia muitas mulheres por lá, o que significava que era praticamente certo arranjar trabalho. Até para uma mãe solteira.
— Chegamos — anunciou Mary, conduzindo Ellie pela porta de uma construção de tijolos sombria. Dentro, viram-se diante de uma escada escura e estreita.
— No andar de cima. — Mary subiu um degrau e olhou por sobre o ombro. — Céus, você parece longe daqui!  Ellie riu.— E estava. Mary franziu o cenho, crítica, como se o riso fosse proibido a moças decaídas como Ellie. — Pensando em algum camarada, suponho. Como se não bastassem os problemas que já arranjou com homens!



O Reverso da Vingança








Clive precisava conquistar Lara para pôr em prática sua vingança implacável!

O marquês de Darincourt, Clive Darin, sorriu satisfeito ao ler o anúncio de casamento que mandara publicar na gazette.
Todos pensariam que fora ele quem rejeitara a esnobe lady Charlotte. 
Na verdade, estava magoado e humilhado, pois ela preferira se casar com um duque!
Sua sorte mudou ao encontrar lady Lara, prima de Charlotte, fugindo de casa. A linda órfã seria uma substituta perfeita para a noiva que o preterira...

Capítulo Um

1819
O marquês de Darincourt dirigia seu faetonte com rapidez para fora de Londres.
Todos os pedestres, com os quais cruzava, admiravam seu veículo. Os dois cavalos que havia adquirido recentemente nos leilões de Tattersall eram soberbos e constituíam uma parelha perfeita.
O faetonte, projeto seu, era amarelo, com rodas negras e, sem dúvida, o mais elegante de toda St. James Street.
O próprio marquês tinha uma aparência digna de ser admirada. Além de muito belo, sua postura-e comportamento justificavam seu apelido de Darin, o ousado.
Quando no Exército, Clive Darin alcançara o posto de capitão. Costumava levara bom término qualquer missão que lhe era confiada, não importando seu grau de dificuldade ou perigo. Conseguira per­manecer vivo graças a sua sagacidade e inteligência, daí ganhando dos companheiros a alcunha de ousado.
A guerra havia lhe arrefecido um pouco das ilusões românticas. Por isso, regressando a seu país, dedicou o tempo a amores fortuitos e inconsequentes com entediadas e solitárias senhoras casadas em­bora muito atraentes e sofisticadas.
Todas mostravam-se dispostas a recebê-lo secretamente quando os maridos se ausentavam.
Faziam parte do exclusivo beau monde. Assemelhavam-se às cocottes francesas, que havia conhecido em Paris quando lá estivera, com o Exército de Ocupação.
Finda a guerra, voltou ao lar passando a destacar-se como um dos mais cobiçados homens solteiros do beau monde. Tinha plena consciência de que sua posição exigia que tivesse uma esposa. Como não era de seu feitio adiar decisões importantes, nesse dia levantou-se e preparou-se para uma missão que lhe era nova.
Jamais havia feito algo semelhante antes.
Havia decidido casar-se.
Era filho único. Tanto seu pai, antes de falecer, como todos os parentes, haviam sentido muito medo que desaparecesse num campo de batalha.
Teria sido lamentável se o nome Darincourt, que era parte im­portante na história do país terminasse abruptamente. O título ho­norífico de marques, criado apenas cem anos atrás, fora um acréscimo à glória familiar.
Também isso não deveria ser perdido.
O marques conhecia bem a importância de sua posição.
Tudo isso justificava o assédio sofrido por ele pelas debutantes. Usavam de todos os recursos para atrair-lhe a atenção, contando com a cumplicidade e orações das ambiciosas mamães, que vence­riam qualquer obstáculo para tê-lo como genro.
Porém, em vez de se tornar arrogante ou cheio de autoconvencimento, ele passara a encarar tais expectativas com uma certa dose de cinismo. No íntimo, apreciaria casar-se pelas próprias qualidades e não por suas posses. Seus amigos teriam rido de tal prova de sentimentalismo. Preferiria procurar o amor verdadeiro, tal como ocorria no passado.
O marques Clive Darin era um homem culto que, em contraste com suas aventuras, gostava de deleitar-se com boas leituras. Havia se impressionado com os poemas escritos por lorde Byron. Aliás, o poeta era seu conhecido, pois frequentavam o mesmo clube, o con­ceituado White’s.
Já fazia algum tempo que, tanto a avó quanto os parentes, lhe imploravam, quase de joelhos, para que se casasse.
Sempre atento a tudo o que se passava a sua volta, Clive acreditava haver descoberto, entre as debutantes, uma perfeita pérola.
Lady Charlotte Warde, filha do conde de Langwarde, era, sem sombra de dúvida, a mais bela da nova geração.



13 de outubro de 2014

Um Duque Nunca se Rende

Trilogia Romances à Luz da Lua
Impaciente com as críticas da sociedade britânica educada, Abigail Harewood decidiu viver a vida em seus próprios termos– e a primeira coisa que ela exige é um amante.
Quando o autoritário Duque de Wallingford chega à porta de seu castelo alugado, ela acha que encontrou o candidato perfeito: bonito, arrojado, e experiente na arte do amor. Mas tentar atrair Wallingford para a sua cama parece mais difícil do que ela imaginava. 
Inquieto e insatisfeito com sua vida devassa em Londres, o duque anteriormente libertino está determinado a passar um ano casto. Mas, como Abigail faz de tudo para seduzi-lo, Wallingford encontra sua determinação desmoronando diante de seu charme irresistível... E seus segredos fascinantes.

Capítulo Um

Sudeste de Florença, março de 1890.
Aos quinze anos, a senhorita Abigail Harewood havia enterrado sua querida mãe e se mudado para Londres para viver com sua irmã mais velha, a deslumbrante e jovem marquesa de Morley, e seu marido decrépito e agônico, o marquês.
Depois de uma semana, Abigail havia decidido que jamais se casaria.
— Jamais me casarei, — disse ao cavalariço enquanto o ajudava a secar os cavalos molhados com mantas. — Mas, gostaria de ter um amante. Afinal, acabo de completar vinte e três anos e já é hora, você não acha?
O cavalariço, que falava apenas um rude dialeto da Toscana, deu de ombros e sorriu.
— O problema é que não encontro um candidato adequado. Você não pode imaginar como é difícil para uma moça solteira da minha posição achar um amante. Claro, um amante com o qual deseje ir para a cama. Certamente que Harry Stubbs, o taberneiro, gostaria muito, mas ele não tem dentes. Dentes de verdade, quero dizer.
O cavalariço sorriu novamente. Seus dentes eram de uma brancura deslumbrante sob a luz do lampião.
Abigail inclinou a cabeça.
— Muito bonitos, — disse. — Mas não acredito que desse certo. Quero o tipo de amante que possa conservar ao menos por um ou dois meses, já que é uma grande dificuldade encontrar um, e minha irmã e eu abandonaremos esta encantadora pousada amanhã, assim que a chuva parar.
O cavalariço deu uma última palmadinha no cavalo e se preparou para colocar a manta para secar em uma viga. Poderia ter falado com ele em italiano, claro, embora seu dialeto não correspondesse totalmente à versão clássica que ela conhecia, mas era muito mais fácil conversar com as pessoas quando elas não podiam entender.
O cavalariço deixou a manta sobre a viga, flexionando os braços cobertos por sua camisa de lã. Na verdade, era um tipo bastante corpulento. Seu cabelo era de uma brilhante cor de azeviche, muito longo e levemente ondulado. Justamente o que esperava de um camponês italiano. Abigail interrompeu sua tarefa com a manta enquanto pensava.
— Desculpe-me, — disse. — Mas, posso lhe pedir um beijo? 
O homem baixou os braços e olhou para ela, piscando.
—Che cosa, signorina? — Veja bem,no dia em que completei vinte e três anos tomei a decisão de encontrar um amante antes que o ano terminasse, resolvi empreender uma busca o mais científica possível. Afinal, não se pode ser muito exigente com o primeiro amante, —Abigail ofereceu um sorriso afetuoso; um sorriso de entendimento mutuo. — Sondei as criadas e a governanta; apenas as mulheres, por motivos evidentes, e todas concordaram que o beijo é um fator determinante.
A testa do rapaz se encheu de linhas como um campo arado.
—Che cosa? — Perguntou novamente.
— O beijo, entende? Como método para comprovar a habilidade do candidato. Ternura, paciência, sutileza, sensibilidade com a parceira. Todas essas coisas, segundo minhas amigas, podem ser detectadas no primeiro beijo. Sabe o quê? — Inclinou-se para frente.
—Signorina? — Tinham razão!

Trilogia Romances à Luz da Lua
1 - Uma Dama Nunca Mente
2 - Um Cavalheiro Sempre é Discreto
3 - Um Duque Nunca se Rende
Trilogia Concluída


Pergunte ao Coração



O destino traçou um casamento de conveniência para Valena. Mas os deuses puseram em seu caminho o amor!

Belo como Apolo! 
Foi exatamente isso que Valena pensou ao olhar para aquele cavalheiro subindo a bordo do navio que a levara até os Bálcãs. Quem seria?
Quando seus olhos se encontraram, Valena sentiu um intenso rubor tingir-lhe o rosto. Afinal, estava prometida a outro homem, não podia deixar-se encantar por alguém que via pela primeira vez. 
O que ela não sabia era que aquele homem era Ajax, filho do rei que iria desposá-la!

Capítulo Um

1886
— Oh, está de volta, Arthur. Como foi o funeral? — indagou lady Rose, ao ver o irmão entrando na sala de estar de sua suíte.
— Triste e sombrio, como pode imaginar — respondeu Arthur, duque de Inchcombe. — Compareceram menos pessoas do que eu esperava.
Lady Rose levantou-se da secrétaire, perto da janela, e foi até o sofá, sentando-se nele, à frente do irmão.
— O que farei, querido Arthur? Com a morte de tia Sarah precisarei de outra dama de companhia.
— Durante a viagem a Londres pensei no assunto. O im­portante é arranjarmos uma pessoa discreta.
— Claro. Oh, querido irmão, será que não posso desistir de tudo? Estou apavorada. Você sabe que meu maior desejo é ficar em Londres.
— Sei disso, Rose. Mas não é possível. Trate de pôr um ponto final nesse romance impossível — o duque aconselhou a irmã. — Mais cedo ou mais tarde todos ficarão sabendo do mesmo.
— E se souberem? — inquiriu lady Rose em tom de desafio.
— Sua reputação estará arruinada. Se nossos parentes des­cobrirem o que se passa, você pode imaginar o que eles dirão.
Lady Rose fez com as mãos um gesto de desalento; levantou-se e foi até a janela.
Seguindo-a com o olhar o duque admirou-lhe os cabelos refulgindo ao sol, os traços perfeitos, a pele alva e sedosa. Sem dúvida, a irmã era linda.
Amava-a e sentia muito, sentia desesperadamente por vê-la sofrer, mas não encontrava um modo de tirá-la da situação em que se encontrava.
Atualmente com quase vinte anos, lady Rose estava louca­mente apaixonada por Gerald, marquês de Dorsham. Debutara havia dois anos e vinha fazendo sucesso nos mais altos círculos sociais. 
No fim do ano anterior ela e o marquês se conheceram se apaixonaram.
Aos vinte e sete anos, belo, riquíssimo e correto, o marquês seria um marido excelente para lady Rose, o duque sabia disso.
Infelizmente, Gerald fora obrigado a se casar quando com­pletara vinte e um anos, por insistência do pai. Mavis, a noiva escolhida era de família importante e seus pais estavam a ser­viço da rainha Vitória.
No ano anterior ao casamento Mavis fora uma das beldades da temporada. As duas famílias estavam exultantes e a união prometia ser feliz, além-de excelente. O que os sogros não disseram ao genro foi que a filha tinha às vezes estranhos ataques.




5 de outubro de 2014

Transcendência

Pré histórico, uma volta no tempo...



Diz-se que as mulheres e os homens são de dois planetas diferentes quando se trata de comunicação, mas como eles podem superar os obstáculos de tempos pré-históricos, quando um deles simplesmente não tem a capacidade de compreender a linguagem?

Ehd um homem das cavernas vivendo por conta própria em um deserto áspero.
Ele é forte e inteligente, mas completamente sozinho.
Quando ele encontra uma bela jovem em sua armadilha, é óbvio para ele que ela é para ser sua companheira.
Ele não sabe de onde ela veio; ela está vestindo alguma roupa muito estranho e ela faz um monte de barulhos com a boca que lhe dão uma dor de cabeça.
Ainda assim, ele está determinado a cumprir o seu propósito na vida - ​​Sustentá-la, protegê-la e colocar um bebê em sua barriga.
Elizabeth não sabe onde ela está ou exatamente como ela chegou lá. Ela está confusa e aflita por sua situação e há um homem das cavernas arrastando-a de volta ao seu caverna.
Ela não está de todo interessada nos avanços primitivos de Ehd e ela simplesmente não consegue fazê-lo ouvir.
Não importa o que ela tente colocar seu ponto de vista a esse primitivo, mas bonito, o homem é uma constante e muitas vezes hilariante - luta. Com apenas um ao outro por companhia, eles devem confiar um no outro para lutar contra os perigos da vida selvagem e se preparar para os meses de inverno.
Enquanto eles lutam para coexistir, isso se torna uma história de amor que transcende a linguagem e o tempo.


1.5- Luffs

Era uma vez, você se apaixonou por um homem das cavernas.
Suas necessidades eram básicas, suas ambições primárias, seu amor feroz.
Agora, se apaixone por Ehd de novo... pelos olhos de Beh.










Série Transcendência
1- Transcendência
1.5- Luffs

A Face Secreta do Amor









O marquês de Melverley, considerado pelas beldades da aristocracia um bruxo irresistível, enfeitiçava suas amantes.

Era fato corrente que estas se desesperavam, algumas chegando até mesmo à tentativa de suicídio quando ele as deixava. 
Mas lady Emily, uma jovem destemida, ao ver-se forçada, por artifício de sua madrasta, a desposar tão assumido casanova, fugiu de suas garras, abandonou-o às portas da igreja!

Capítulo Um

1818
— Então, gostou do baile de ontem à noite? — indagou a condessa de Harsbourne à enteada.
Lady Emily Borne deixou a leitura do jornal e olhou para a madrasta.
— Oh, sim, foi maravilhoso e divertido como todos os bailes aos quais compareci esta semana.
— Você recebeu de algum dos cavalheiros um pedido de casamento?
— Pedido de casamento?! — repetiu lady Emily, surpresa. — Dancei muitas vezes com um rapaz á quem já havia sido apresentada anteriormente e recebi dele muitos elogios. Mas se ele me propusesse casamento eu o recusaria, pois nunca vi cavalheiro mais sem graça e cansativo.
— Ora, Emily! Você sim, é que está se tomando cada vez mais enjoada e impertinente — a condessa criticou-a em tom cortante. — Para ser franca, acho que está mais do que na hora de você se casar e quanto antes receber um pedido de casamento, melhor.
Os grandes olhos de Emily tomaram-se ainda maiores, tal seu espanto.
— Não sei por que está dizendo uma coisa dessas! Só me casarei por amor. Não tenho a menor intenção de passar o resto da vida ao lado de um homem de quem eu não goste e com quem não tenha interesses em comum.
A condessa franziu as sobrancelhas e não escondeu sua irritação.
— Há já algum tempo eu queria ter uma conversa séria com você, Emily. Parece que você não tem consciência de que é uma mocinha de muita sorte. Você tem, além da beleza, um pai rico e importante que faz tudo para agradá-la. Mas seu comportamento é o de uma filha ingrata que não dá valor ao que recebe. — A condessa fez uma pausa e acrescentou pouco depois em tom dogmático: — Toda debutante exultaria se estivesse em seu lugar. Seu pai já ofereceu dois bailes de gala para você e em consequência disso você tem recebido convites para festas e bailes de todas as famílias mais importantes da alta sociedade. Não pense minha querida, que sua vida continuará a ser um sonho permanente.
— E por que não? — objetou a enteada. — O que não acho certo é fazer um casamento precipitado.
Ao dar essa resposta lady Emily estava pensando em duas colegas de colégio, pouco mais velha do que ela, que se haviam casado no ano anterior, logo depois de debutarem e viviam muito infelizes.
Ao terminar o curso no colégio de aprimoramento social para jovens lady, Emily fizera o firme propósito de não se casar senão por amor.
Agora, ao ouvir a madrasta falar-lhe daquela forma, sentia-se não só exasperada, como receosa. Com cautela, perguntou:
— Está tocando neste assunto por que a senhora e papai têm pressa de se ver livres de mim?
— De forma alguma — volveu a condessa. — Como sua madrasta sou responsável por você e preocupo-me com o seu futuro. Uma jovem da sua posição social deve encontrar um marido importante, à sua altura. E a idade ideal para o casamento é logo depois dos dezoito anos, ou seja, sua idade atual.
— Tenho certeza de que se mamãe vivesse não concordaria com o que a senhora está dizendo — argumentou lady Emily com calmamente.
— E claro que concordaria — contradisse a madrasta, categórica.
— Estive conversando com seu pai sobre o assunto e ele também é da opinião que as mocinhas devem se casar cedo, principalmente quando desejam fazer um bom casamento, com aprovação das duas famílias.
— E se eu quiser me casar com um rapaz que papai e a senhora desaprovem, o que acontecerá? — indagou lady Emily de modo provocativo.
— Isso provavelmente não acontecerá, mas se acontecer, seu pai saberá cuidar desse problema.
Lady Emily suspirou.
Desde a morte da mãe vivia extremamente infeliz e quando o pai se casou pela segunda vez, conseguia, munindo-se de boa vontade, viver bem com a madrasta.
Ambas tinham temperamento completamente diverso e naquele instante lady Emily constatou que se abria entre elas uma distância cada vez maior.
A falecida condessa de Harsbourne era uma mulher meiga que procurava sempre descobrir o que de melhor havia nas pessoas. Para ela o mundo era um lugar encantado, quase como um reino de contos de fadas, semelhante àqueles das histórias que ela costumava ler ou contar para a filha.
Desde criança Emily se acostumara a ter a mente povoada de sonhos e fantasias. Dos contos de fadas passara a conhecer as histórias dos Cavaleiros da Távola Redonda, as poesias trovadorescas e por fim as peças de Shakespeare.
Um ano após a morte da esposa o conde de Harsbourne, não suportando a solidão, casou-se novamente com uma linda viúva, lady Martha Harvey. Todos se impressionaram com a beleza da nova condessa e com Emily não foi diferente. Todavia, ela não tardou a constatar que sua boa nanny estava certa ao dizer na ocasião que aquela beleza era “superficial e enganadora”.

28 de setembro de 2014

O Príncipe Guerreiro





A sobrevivente…

Embora ninguém jamais pudesse mandar nela, este guerreiro iria tentar conquistar seu coração.
Fisicamente marcada na infância num ato de traição, Pia nunca foi considerada uma mulher atraente.
Um terrível engano e ela está fugindo.
Desesperada para esconder sua identidade, ela faz um acordo com Noivas da Galáxia.
Em troca de um novo rosto, ela vai se casar com qualquer um que se coloque na frente dela. Jamais ela imaginou que seu futuro marido seria o guerreiro mais bonito dos Draig.
O guerreiro...
Embora nenhum homem pudesse frustrar o valente líder Draig, uma mulher seria a sua ruína. Zoran de Draig é um homem que sabe o que quer. Ele precisa, sendo um príncipe e o Capitão da Guarda Draig tem que tomar decisões rápidas, estar pronto para a batalha a qualquer momento, e, acima de tudo, ele sempre tem que estar no controle. Quando sua esposa, a única pessoa que deveria obedecê-lo se recusa a
...
veja aqui


A Marca da Paixão



Marcada pela batalha, Lady Isobel Dalceann lutou ferozmente para defender sua fortaleza, colocando em risco a própria vida. 

Por que, então, permitiu que um estranho ultrapassasse suas muralhas? 
Embora configura uma ameaça, as cicatrizes de guerra no corpo de Marc de Courtenay também refletem as dela, fazendo com que Isobel sinta-se inclinada a depositar sua confiança em um mercenário solitário. 
E ele está cada vez mais atraído pela machucada, porém linda, Isobel. Mas agora ela treme ser traída, uma vez que Marc conhece todos os segredos de sua fortificação. 
O que acontecerá quando Isobel descobrir quem ele é de fato?

Capítulo Um

1346, Fife Ness, Escócia
De onde estava, na praia, Isobel Dalceann avistou as formas escuras contra o céu prateado. Eram oito ou mais, mesclando-se às ondas revoltas e cinzentas conforme a névoa se alastrava no horizonte.
— Ali! — gritou ela para os dois homens a seu lado. — Uns 200 metros mar adentro.
Por vezes apareciam por ali destroços de algum naufrágio, ou a carcaça de um animal marinho morto há muito tempo. Mas aquilo? A pouca claridade que ainda restava a oeste iluminou a paisagem com tons de cobre e levemente róseos, transformando o que até então era indistinguível em algo conhecido.
— São pessoas! — Ian foi o primeiro a identificar do que se tratava.
Não eram pedaços de madeira, nem um tronco de árvore que tivesse caído no mar em algum lugar perto de Dundee antes de ser levado para o sul pelas correntes geladas. Eram pessoas!
Pessoas que se afogariam se ninguém as socorresse.
Isobel sempre fora uma excelente nadadora, resistente como poucos.
Tirando os sapatos e a túnica, ela removeu a adaga amarrada aos tornozelos com tiras de pano e correu.
A água fria roubou-lhe o fôlego antes que ela atravessasse as primeiras ondas, que traziam na crista o clima gélido do norte. Quando um forte vagalhão a engolfou, fazendo o cabelo dela se enroscar nos braços, ela segurou a respiração e esperou voltar à superfície.
A cerca de dez metros, Ian gritou e Angus respondeu, a onda seguinte levantando todos eles e facilitando a visão e a direção a seguir. Isobel podia sentir nos ouvidos a própria pulsação, conforme a força da água a fazia afundar outra vez. Contando os segundos para emergir, ela bateu os pés e acabou surgindo a poucos metros de distância de um dos sobreviventes.
O sangue jorrava de um corte aberto do cotovelo ao ombro do homem, tingindo de vermelho a espuma das ondas antes de se diluir na vastidão do Mar do Norte. Ele mal registrou a presença de Isobel enquanto ela nadava em sua direção, só então notando que havia outro homem flutuando ao lado dele.
— Eu o levo para a praia se você conseguir nadar! — gritou ela acima do uivo do vento. Conforme uma chuva espessa começava a cair, os pingos formando cavidades na superfície da água, dando a impressão de que o mar borbulhava.
— Não. — Ele permaneceu imóvel, fitando-a com olhos verdes cuja expressão era de pura determinação. Olhando mais de perto, Isobel percebeu que o outro homem estava morto. — Ele morreu. O mar o levou.
Balançando a cabeça, o homem virou-se, desolado. Isobel viu, por entre a água agitada, os dedos dele se contraindo, a pele das mãos arroxeada pelo frio e marcada por pequenos cortes e hematomas enquanto ele respirava fundo várias vezes, tentando recuperar as forças. Quantas vezes ela mesma reagira assim, sentindo que a solidão, que a vida era insuportável?
— Deixe-me ajudar — pediu ela. — A distância até a praia é longa.
O toque dela no ombro dele fez o homem despertar daquela espécie de transe, e ele a fitou com toda a arrogância de alguém que não estava habituado a receber ordens.
Isobel afastou uma ligeira sensação de desconforto. Aqueles poucos minutos em que ela estava no mar haviam sido suficientes para fazê-la sentir-se congelar, e ela perguntou-se como aquelas pessoas tinham conseguido sobreviver por tanto tempo.
— A-ajude primeiros os outros q-que estão atrás de m-mim.
Quando ele moveu o braço para acomodar a cabeça do homem no ombro que não estava ferido, Isobel reparou que ele usava uma larga pulseira de ouro trabalhado.
Não era um simples marinheiro, então, que navegava pelos estreitos entre
Inglaterra e Escócia para ganhar a vida. O sotaque dele era diferente, tinha um leve timbre de alguma terra estrangeira mais distante.
Um grito atrás de Isobel a fez virar-se, sobressaltada. Ela viu Angus, ofegante de frio, batendo freneticamente os pés para se aquecer. O medo se apoderou dela. Estavam a 200 metros da terra firme, com uma tempestade se aproximando velozmente a leste, a escuridão se assomando sobre eles. Atrás de Angus, dois homens tentavam se manter na superfície para recuperar o fôlego.
Senhor... O mar era implacável, reivindicava suas vítimas sem direito a defesa ou justiça. Nadando furiosamente, Isobel esmurrou com força o homem mais velho na cabeça, livrando-se dos braços que tentavam segurá-la e pressionando-lhe a garganta, até ele revirar os olhos. Em seguida, fez a mesma coisa com o rapaz mais jovem.
— Que Dieu nous en garde! — murmurou Marc.
Aquela mulher com uma cicatriz que lhe atravessava o rosto de fora a fora estava matando os homens que estavam com ele, um a um, e ele, paralisado pelo frio, não podia fazer nada para impedi-la. Guy estava morto. Fazia tempo, talvez uma hora, que sabia disso, e ainda assim não conseguia soltá-lo. A força da água pressionava, clamava por um fim, por um descanso, e finalmente a energia que ele acumulara durante aquela tarefa de resgate o abandonou. Era inútil persistir. Estava acabado. Quando relaxou as mãos e suas pálpebras se fecharam, sentiu o calor, que há muito havia deixado seu corpo, voltar acompanhado por um forte feixe de luz.
Escócia. A terra de seu pai. Ele quase conseguira.
— Segure-o por trás — Isobel instruiu Angus. — Não o deixe virar-se, pois o pânico fará com que ele o afogue.
— Não consigo segurar os dois!