12 de agosto de 2012

Cúmplice Do Amor








Uma vida cheia de imprevistos certamente tinha seu fascínio!

Inglaterra 1883Quando deixou a tranquila Oxford para morar na casa de seu adorado pai, em Londres, Dorothea Bright nunca imaginou que seria lançada num turbilhão de intriga e perigo pelas mãos do aventureiro Jack Temple. 
Por mais atrevido e complicado que esse homem se mostrasse, Dorothea demonstraria espanto ao descobrir que estava se divertindo imensamente ao lado dele. 
Arrancar os segredos do pai de Dorothea estava longe de ser uma tarefa fácil! Jack Temple, porém, jurou que a filha toda "certinha" daquele malandro o ajudaria a encontrar uma antiga peça de incalculável valor. 
O problema era que Jack estava começando a se desviar dos propósitos que tinha em mente, atraído pelas camadas infinitas de paixão escondidas sob a aparência bem comportada de Dorothea!

Capítulo Um

Londres
Fim de primavera, 1883
O desagradável empurra-empurra da multidão e todos os cheiros asquerosos de Londres tomaram Dorothea Bright de assalto, dentro da carruagem que transportava seus pertences, a caminho da casa de seu pai. Levando um lencinho imaculado de linho até o nariz, ela deixou escapar um gemido de desgosto.
Não era de admirar que sua mãe tivesse preferido viver em Oxford. Honória Bright nunca teria permitido que Dorothea, de saúde delicada, vivesse em um lugar tão horripilante.
A viagem de trem fora desgastante, seus companheiros de vagão, de origem duvidosa e de maneiras rudes. Dorothea não conseguia compreender como alguém haveria de tolerar viajar de trem mais de uma vez na vida.
Poderia jamais ter vindo a Londres, mas as circunstâncias haviam ditado a mudança. Sua querida mãe morrera recentemente e a casa em que moravam, em Oxford, seria agora ocupada pelo novo proprietário por direito, um primo distante, o conde de Groton.
Dorothea sentia uma profunda gratidão pelo antecessor do conde, que permitira que ela e Honória morassem lá por quase vinte anos, desde que haviam sido abandonadas, de maneira tão insensível, por Alastair Bright.
Naqueles vinte anos, Dorothea não vira nem traço nem notícias de seu pai. Sabia muito pouco sobre ele, além de suas credenciais como professor e de sua reputação de andarilho. Essa última tendência em não criar raízes fora responsável pelo rompimento de seus pais. Honória não pudera suportar um marido que estava mais afastado do que presente, e, consequentemente, preferiu ficar sem marido algum.
Mãe e filha viviam muito bem em Oxford. Desde que Dorothea evitasse qualquer aborrecimento, não sofria com a falta de ar e as palpitações do coração, resultado de uma enfermidade terrível que contraíra na infância.
Honória era bastante respeitada na cidade. E Dorothea, em virtude do surpreendente talento para idiomas antigos, tornara-se uma consultora altamente considerada por vários dos professores de História Antiga da universidade. Conquistara um nome respeitável por meio desses esforços, juntamente com a estima de Albert Bloomsby, um jovem mestre cujo principal interesse acadêmico focava-se nos idiomas escritos da antiga índia.
Acontecia que Dorothea era bastante especializada em avéstico, páli e pakrit, e Albert usava dessa fluência sempre que deparava com uma tradução particularmente difícil.
Era um bom pretendente, além disso, embora seu talento em cortejá-la fosse tão restrito quanto seu conhecimento dos textos antigos.
Mesmo assim, Dorothea ficara decepcionada quando Bloomsby não a pedira em casamento, depois da morte de sua mãe.
Ele sabia que ela não tinha para onde ir nem contava com outra pessoa da família para ajudá-la. Ninguém, além de seu pai, a quem Dorothea não via fazia vinte anos, e era bem possível que se passassem outros vinte antes que se encontrassem de novo.
Dorothea teria sido a esposa perfeita para um aspirante a acadêmico, inteligente, equilibrada, bem-nascida. Era, afinal, a neta de um conde. Albert devia saber que não encontraria alguém melhor.

Série As Noivas Baldwin

1 - CASTELO DE ILUSÕES
Ela era a filha de seu pior inimigo... 

Inglaterra, 1405. Lillis de Wellewyn era a mulher mais linda que Alexander já tinha visto. Uma noiva de conto de fadas. 
Todavia, ele não podia considera-la sua, pois havia jurado deixa-la partir assim que livrasse seu povo da tirania do pai de Lillis. Alexander Baldwin era conhecido como um nobre honrado, porem Lillis o considerava um tirano que havia se casado com ela apenas por causa de seu dote. Um homem que a tornara não só sua prisioneira, mas vagarosa e implacavelmente roubara-lhe o coração! 

Capítulo Um

Inglaterra, início do outono de 1405.
O aposento estava frio e escuro apesar da luz bruxu­leante de uma vela ensebada no topo de uma mesinha. Ela produzia mais fumaça do que claridade.
— Eles podiam ter, pelo menos, acendido a lareira ­disse Lillis, esfregando os braços num esforço vão para aquecer-se. — Rapazes atrevidos! Imagine nos pôr neste lugar imundo como se fôssemos criminosas! Deviam pen­sar que fugiríamos de um outro limpo — acrescentou, indignada.
Andava de um lado para o outro tomando cuidado para não tropeçar nos móveis. O cômodo dava a impressão de ter sido um quarto. Tinha uma lareira enorme, um ter­raço trancado e janelas do outro lado. Mas parecia estar sendo usado como depósito de móveis. Algumas peças estavam cobertas com panos para protege-Ias do pó, ou­tras, não. 

Quando Lillis e sua criada foram empurradas lá para dentro, haviam ficado horrorizadas com o número de ratos que fugiram para seus esconderijos e com a poeira grossa que cobria tudo. Porém, tinham se sentido aliviadas por haver cadeiras para se sentar e a mesinha onde apoiar os braços. 
Havia até uma cama onde pode­riam dormir, caso precisassem, embora os ratos tivessem tirado uma boa parte das penas do colchão.
Quantas horas havia que estavam trancadas ali? In­dagou-se Lillis ao friccionar as mãos a fim de impedi-Ias de tremer. Tinha sido de manhãzinha quando os gêmeos terríveis surgiram da mata, com as setas apontadas para as cabeças de seus dois guardas. 

Sua primeira reação fora a de repreendê-Ios por encenar brincadeira tão ir­responsável para viajantes inocentes. Mas, ao perceber a seriedade da intenção deles, mantivera-se calada. 
Tinha sentido uma ponta de medo dos rapazes, pois eles não deviam estar no juízo perfeito para agir daquela forma.
Mas quando a levaram, e à companheira, ao castelo onde agora estavam presas, Lillis percebera o engano. Os rapazes estavam longe de ser malucos. Pelo contrário, eram bem piores do que isso. Eles se viam como cruzados valorosos que haviam capturado o inimigo. Ao cometer o erro de informá-Ios ser Lillis de Wellewyn, família pa­cífica e sem antagonismo com a deles, ou outra qualquer, eles haviam se mostrado mais satisfeitos ainda com o ataque praticado.
Criaturas malvadas.
A pior parte do pesadelo era não ter noção de onde se encontrava. Havia anos, Lillis não ia para casa e não tinha reconhecido a área e o castelo. Os gêmeos haviam se negado a prestar-lhe informações e impedido seus guardas de falar. Dessa forma, ela e a criada ignoravam se estavam perto ou longe de Wellewyn.
Também não haviam tido a oportunidade de ver muito do castelo. Mal tinham desmontado, ela e Edyth foram separadas dos guardas e obrigadas a atravessar depressa alguns aposentos, subindo vários lances de escada até esse patamar, que, obviamente, não era usado.
— Vocês não podem nos manter aqui! Exijo falar com o senhor do castelo!

  


2- CORAÇÃO MERCENÁRIO
Ela tornou-se prisioneira do Invencível fascínio daquele guerreiro!

Fugir. Rosaleen tinha de fugir daquele homem sem escrúpulos que queriam lhe impor como marido! 
E sua única salvação contra o vingativo noivo era Hugh Caldwell, guerreiro mercenário de muitas glórias. Mas esse valoroso e fascinante cavaleiro cobrava um preço muito alto para a sua proteção… 
Rosaleen estaria disposta a pagar?

Capítulo Um


Inglaterra, 1416.
Por favor, minha senhora, acorde. A voz soou distante, como se alguém chamasse Rosaleen de muito longe.
— Minha senhora — insistiu a voz — Precisa acordar!
Rosaleen sentiu um toque suave na face e tentou mover-se, mas seu corpo foi invadido por ondas de dor lancinante.
— Rosaleen — era agora outra voz que chamava, masculina e profunda… e odiada
— Se não se levantar, eu mesmo vou pô-la de pé.
As palavras despertaram Rosaleen no mesmo instante. Abriu os olhos e deparou com o rosto sombrio de sir Anselm próximo ao seu. Estava deitada de bruços por causa dos ferimentos que ele lhe infligira nas costas poucas horas antes.
Quando ele agarrou-lhe os cabelos e ergueu-lhe o rosto do colchão, Rosaleen gritou de dor.
— Bom — sir Anselm riu e sacudiu-lhe a cabeça, antes de soltá-la.
— Está acordada e parece bem mais obediente do que era de manhã. Não é mesmo, Rosaleen? Daqui para a frente, será uma moça obediente, dócil e submissa.
Rosaleen fitou-o com todo o seu ódio. As lembranças dele tirando as roupas de sobre suas costas, da dor terrível provocada pela primeira chibatada em sua pele nua, voltaram-lhe à mente.
— Não baterei em seu rosto, Rosaleen — ele murmurou, quando ela se pôs de joelhos.
— Deverá estar tão linda quanto sempre foi, no dia do seu casamento.
Como ela demorasse a responder, sir Anselm voltou a puxar-lhe os cabelos.
— Sim! — ela gritou, voltando a mergulhar na dor.
— Sim!
— Boa menina — disse ele, soltando-a. Rosaleen permaneceu imóvel.
— Eu a odeio! — sibilou. — Se meu pai estivesse vivo…
— Eu sei, Rosaleen. Não precisa repetir, mais uma vez, como seria a sua vida, se um de seus pais estivesse vivo. Na verdade, querida, é muita ingratidão de sua parte continuar com esta história. Está claro que a mimei demais, ao longo dos anos.
Do contrário, sua gratidão seria mais evidente. O que aconteceu esta manhã foi deplorável, mas você não pode culpar ninguém, senão a si mesma.
Terá de aprender á dominar esse seu gênio, querida, pois Simon de Denning não aceitará uma esposa assim. E posso garantir que os castigos dele serão bem piores que os meus.
Rosaleen cerrou os punhos.
— Simon de Denning é um animal! Não me casarei com ele.
— Casará.
— Nunca! — ela jurou. — Você me pôs à venda, como se eu fosse um animal, ele, simplesmente, ofereceu a maior quantia.
— E verdade, querida. Mas, como você era minha para vender, nada de errado foi feito. Nem o rei questionaria minha decisão. E não é minha culpa você ser tão linda e tão… tão… — sir Anselm soltou uma gargalhada — vendável. Sir Simon a quer tanto, minha querida, que não pensou duas vezes antes de abrir mão do que havia de mais valioso em seu dote, só para poder tê-la.
Ele a terá. E eu terei Siere e tudo mais: o título, as terras, tudo.
— Siere é minha! — Rosaleen retrucou, furiosa. — Sir Simon não tem o direito… você não tem o direito de tirá-la de mim!


3- LADRÃO DE CORAÇÃO


“Poderia Isabelle confiar em um ladrão de coração?

Inglaterra, 1426.
Os irmãos Baldwin não tomam suas noivas à maneira convencional!
Isabelle sentiu isso na própria pele quando sir Justin Baldwin a seqüestrou nas sombras de uma noite sem lua. 

Para tê-la a seu lado, ele ousou rejeitar uma bela mulher, ignorando compromissos impostos por sua própria família.
Sir Justin tinha de resolver dois grandes problemas: convencer sua família de que só seria feliz alado de Isabelle. E convencer Isabelle de que só ela poderia fazê-lo feliz!” 

Capítulo Um  

Junho de 1426.
Diante do espelho na parede do quarto alu­gado, o jovem Justin Baldwin admirou a própria fisionomia. Passou os dedos entre os longos e cabelos castanho-escuros. Deveria tê-los cortado. A pres­sa de chegar a Londres o impediu de tomar algumas providências importantes. Agora, era tarde demais.
A noiva que lhe haviam escolhido, a linda filha de um mercador de Londres, insistia em tratá-lo com frieza e indiferença. Nas duas vezes em que fora visitá-la, lady Evelyn Hersell praticamente nem lhe dirigira a palavra.
— Meus irmãos hão de me pagar — resmungou Justin, com amargura. — Será que não poderiam ter escolhido uma moça que ao menos se interessasse por mim?
Alguém bateu na porta.
— Entre. Está aberta.
Christian Rowsenly, lorde de Briarstone, o saudou, efusivo.
— E então, Justin? Já está pronto?
"Mais do que você imagina...




4- A FORÇA DO AMOR

Inglaterra, 1437
Ela era doce e meiga, mas teimosa.

Lady Katharine achava que homens e casamento não eram nada além de algemas para uma vida inteira de servidão. 

E lorde Senet, que roubara a sua casa, não era exceção à regra. Apesar de ele lhe desvendar os mistérios do amor, com suas magias e encantamentos, como poderia se envolver com um homem em quem não confiava?
Lorde Senet Gaillard era um cavaleiro honrado. 
Se houvesse outra forma de recuperar o castelo de seus antepassados sem a necessidade de forçar lady Katharine a se casar com ele, tudo teria sido perfeito.
Mas a união estava consumada, e agora lorde Senet precisava cortejar sua noiva relutante, porque conquistar o coração de Katharine havia se tornado mais importante que sua própria 

Capítulo Um

Inglaterra, julho de 1437
— Isso é inaceitável — disse Katharine, determinada, colocando a carta de lado.
Só então, seu olhar nitidamente superior pousou sobre o homem em pé a sua frente.
— Pode dizer ao duque Humphrey e a sir Senet Gaillard que a minha decisão sobre este assunto continua inalterada. Diga melhor… — prosseguiu ela —… imutável. Não aceitarei sir Senet como marido. Se o duque Humphrey crê que isso é um problema, faça o favor de lembrar a ele que eu já estou noiva.
— Ele não esqueceu esse fato, milady — disse sir William com uma ligeira mesura. — Mas lorde Hanley é tido como morto há pelo menos três anos e…
— Ele não está morto! — Katharine levantou-se da cadeira. — Não aceitarei que o senhor, ou qualquer outra pessoa, afirme isso. — Irritada, ela agarrou a saia com uma das mãos e aproximou-se um pouco. — Simplesmente, a peregrinação está durando mais do que ele havia previsto. Se alguma doença ou algum mal houvesse acometido a ele ou a seus companheiros de viagem, eu certamente teria sido informada.
— O problema, milady, é que a senhorita não soube nada sobre ele. Aliás, ninguém soube. É natural que imaginemos que o pior aconteceu.
— Absolutamente não — afirmou ela. — Lorde Hanley é um homem extremamente devotado a Deus e não perderia seu tempo precioso com detalhes tão mundanos quanto escrever cartas, ao invés de dedicar-se à missão de louvar ao Senhor. Era o desejo dele fazer essa viagem antes de assumir os compromissos do casamento. E ele me pediu que o esperasse e cumprirei com a promessa que fiz a meu noivo. Tenho certeza de que o duque Humphrey não aprovaria se eu agisse de outra forma.
— Mas, milady, apenas escute, eu…
— Não há mais nada a ser dito — interrompeu ela, bruscamente. — Por favor, transmita meus sentimentos ao duque Humphrey exatamente como eu os expressei aqui e diga a ele que rezo diariamente para que me deixe em paz.
O homem hesitou.
— A senhorita tem certeza de que é o que deseja, lady Katharine?
— Certeza absoluta.
Ele ergueu os olhos e observou três outras mulheres, sentadas um pouco afastadas, ouvindo à conversa.
— E não há alguém que possa fazê-la mudar de idéia? Imediatamente, as três mulheres baixaram os olhos timidamente para o chão, e Katharine respondeu:
— Ninguém.
Ele fez uma mesura.
— Nesse caso, só me resta agradecer-lhe por ter me recebido e desejar-lhe um bom dia.
Katharine assentiu.
— A srta. Ariette vai conduzi-lo até a porta do salão. — No mesmo instante, uma das mulheres, a menor de todas, levantou-se silenciosamente da cadeira. — Que Deus o acompanhe, milorde.
Assim que ele deixou o salão, Katharine desabou na cadeira mais próxima.
— Que Deus me perdoe




5- NOIVA ROUBADA





Era uma noite de verão... A magia flutuava no ar!

Sofia Alhgren sonhava com alguém que a protegesse das crueldades de um lorde malvado. Então, por entre as fogueiras, aparece Kayne, o Desconhecido, que jura defendê-la, nem que isso lhe custe a salvação da própria alma!
Para aquele homem saído das trevas, lady Sofia era sua luz. 
Ela transmitia graça e inocência, amenizando as lembranças dos horrores que ele vivera na guerra e que assombravam a sua alma. 
Porém, a felicidade descoberta ao luar daquela noite de verão não poderia durar para sempre, pois manter sua amada a salvo significava reviver um pesadelo que ele queria esquecer.Capítulo Um

— Não, pai, estou lhe dizendo que não quero saber dele. Nem sequer pre­tendo vê-lo. Receio que sir Griel será obrigado a se conformar com minha decisão.
Dando o assunto por encerrado, Sofia voltou a atenção para o bordado, parecendo muito calma.
O pai, contudo, permaneceu de pé junto da porta, retorcendo as mãos e suando abundantemente.
— Filha, você tem que recebê-lo — sir Malcolm suplicou. — Ambos sabemos o que significa repudiar sir Griel. Rogo-lhe, vá falar com ele, trate-o com gentileza e será o bastante para nos livrarmos de sua presença durante algum tempo.
— Sir Griel é um homem perverso, violento, intratável. Não tenho a menor vontade de agradá-lo. O que desejo mesmo é sossego, pois juro que nunca o aceitarei para marido. — O simples pensamento a fez estremecer, enojada. — Nada poderá me forçar a me casar com alguém a quem desprezo.
— Que Deus tenha piedade de nós — murmurou o nobre, balançando a cabeça, desconsolado. — Ele trouxe doze homens. Doze, minha filha, todos armados até os dentes. Estão no salão principal agora, aguardando-a. Se você não for até lá, estou certo de que haja um massacre.
— A única intenção do infame é intimidá-lo, pai. Se você se mantiver firme, nada de mal acontecerá.
— Acredite-me, sir Griel só sairá daqui depois de vê-la. Está determinado a impor sua vontade e temo desafiá-lo. Por favor, atenda ao meu apelo — tornou a implorar sir Malcolm.
Colocando o bordado sobre a mesinha, ela levantou-se afinal, um suspiro triste escapando dos lábios rosados.
— Está bem.
— Graças aos céus — o velho exclamou aliviado. — Você é uma boa menina. Uma ótima filha. Não se esqueça de dizer a sir Griel que...



5- A NOIVA PRISIONEIRA


Ele a aprisionou…Ela roubou seu coração!

Todas as mulheres sucumbiam aos encantos de Kiernan… Pelo menos até então, pensava ele, intrigado. Glenys Seymour parecia imune ao seu charme.
Era possível que o fato de ele a ter raptado tivesse alguma influência nisso… mas alguma coisa estava ocorrendo, para um homem experiente e endurecido como ele sentir-se tão envolvido por uma donzela virgem e simplória como ela.
Se realmente possuísse poderes mágicos, Glenys eliminaria todos os vestígios daquela paixão, estranha, porém arrebatadora, que sentia por Kiernan FitzAllen.
O homem era um fora-da-lei, um aventureiro, um trapaceiro. No entanto, era o lendário “escolhido” que a ajudaria a realizar o desejo secreto de seu coração

Prólogo

Londres, Maio de 1440— Não, não vou matar a jovem, se é isso que você está me pedindo. Não sei se lhe disseram, mas eu não costumo violentar mulheres.— Claro que não — garantiu imediatamente sir Anton Le­gasse, no intuito de tranqüilizar seu convidado. — Você enten­deu tudo errado. Eu amo Glenys, e ela nutre o mesmo amor por mim. Jamais gostaria que qualquer coisa de ruim lhe acon­tecesse. Quero apenas mantê-la a salvo até que a família con­corde com o nosso casamento. Ninguém falou em morte.Sir Anton olhou para os inúmeros vilões depravados da taverna, torcendo para conseguir resolver logo aquele assunto. Não lhe agradava nem um pouco ficar naquele lugar sombrio. O Black Raven não era o tipo de estabelecimento que costumava freqüentar. Entretanto, era o antro favorito de ladrões, prostitutas e assassinos, que se reuniam para beber e jogar, enquanto esperavam por alguma oportunidade para fazer serviços sujosEm troca de dinheiro, claro. Tirando um elegante lenço de seda do bolso de sua túnica, ele limpou o suor da testa antes de se voltar para o homem sentado à sua frente. Diferentemente de sir Anton, o sujeito mostrava-se bastante confortável em meio àquele tipo de gente.


Série As Noivas Baldwin
1- Castelo de Ilusões
2- Coração Mercenário
3- Ladrão de Coração
4- A Força de um Amor
5- Noiva Roubada
6- A Noiva Prisioneira
Série Concluída



A Decisão De Juliet




Juliet, uma jovem atriz, vê-se obrigada a mudar de vida quando sua companhia, um grupo de teatro itinerante, dissolve-se num povoado de Nebraska.

Sem dinheiro nem perspectivas de trabalho, não tem outro remédio senão ficar ali e aceita ocupar-se de trabalhos domésticos na granja de Amos Morgan, que vive com seu filho adolescente e sua irmã solteira, doente de câncer.
Face às dificuldades iniciais, Juliet acaba por acostumar-se às asperezas da vida rural.
Pouco a pouco, converte-se num membro a mais da família, substituindo à mãe ausente, de cujo enigmático desaparecimento ninguém quer falar.
Por fim, ocorre o inevitável: Juliet e Amos se apaixonam.
Mas o passado retorna de repente e põe em perigo seu amor...

Capítulo Um

O ruído procedente do exterior ia aumentando. Lily separou um pouco a pesada cortina e olhou pela fresta.
- Começam a incomodar-se. Desocupados de paletós! Além disso, quem quer tocar em Steadman, Nebraska? Por que nos trouxe aqui James?
- Refere-se à Ópera de Steadman? - respondeu Juliet, ironicamente. - Não sabia que era a Meca cultural do Ocidente?
Lily fez uma careta.
-Sim, e eu sou Sarah Bernhardt. - Voltou a observar ao público, deixando a seguir cair a cortina e olhando a seu redor com irritação. - Maldita seja! E onde está James?
- Certamente celebrando outra farra - comentou com secura a senhora Fairfax.
Era uma veterana do teatro e tinha sobrevivido a tantas crises como aquela que já não lhe preocupava o desaparecimento do galã. 
- Estarei naquele armário que essas pessoas chamam camarim, se por acaso James decide aparecer.
Deu meia volta e com seu dramatismo de sempre se afastou.
Lily se dirigiu ao Juliet, uma expressão de pânico em seus olhos azuis.
- E se tiver razão! - gemeu. - O que faremos então? - Dirigiu um olhar nervoso para a cortina do teatro, depois da qual murmúrios e inquietação se convertiam rapidamente em fortes queixas.
- Adiante com o espetáculo! - gritou alguém do público, e se ouviu um coro de assobios e palmas.
- Deus Santo! - Juliet pareceu aturdida. - Por que me pergunta isso? Eu nada sei.
- Mas você tem anos no teatro!
 

Série Bennington Calvert

1 - Sarah


No país dilacerado pela Guerra de Secessão floresce um amor sem fronteiras, um sonho de esperança… 

Sarah Mackenzie, educada nos rígidos padrões puritanos da sociedade americana, cedo aprendeu a temer o futuro imposto a todas as mulheres: casar-se sem amor, submeter-se a um marido autoritário e a uma vida árida sem horizontes.
Rebelde, obstinada, dona de uma inteligência arguta que a fazia tomar partido dos oprimidos, ela jurou jamais se curvar à vontade de um homem!
No entanto, ao conhecer Philip Calvert, Sarak se defronta com um destino inesperado.
Ao lado desse incansável defensor da liberdade, ela descobre os mistérios da paixão, o violento despertar da sensualidade e a doce conquista de um prazer sem culpas ou barreiras…

Capítulo Um

Os gritos cessaram só no fim do dia.
As primeiras sombras da noite se infiltravam na casa e com elas veio um silêncio ameaçador. Sentada no último degrau da escada, Sarah Mackenzie sentiu o ar, denso pela ausência absoluta de sons, entrar em seus pulmões, dificultando-lhe a respiração, prestes a sufocá-la de medo.
Quando tudo começara na tarde anterior, a sra. Hobson, cozinheira da família há anos, fora à procura da garota. Custara muito até encontrá-la escondida no quarto, com as mãos sobre os ouvidos, numa esperança vã de bloquear os sons angustiantes. Forçando-a a ir para a cozinha, tentara distraí-la com biscoitos de gengibre e chá, revoltada contra a atitude desumana de não afastar as crianças daquele ambiente de dor, evitando-lhes mais sofrimento.
Infelizmente, naquela casa, o relacionamento entre patrão e empregados não permitia sequer uma tentativa de aproximação, quanto mais a ousadia de um palpite, e nenhum dos criados se arriscara a demonstrar sua indignação.
Josiah Mackenzie sempre fora um homem profundamente religioso e acreditava nos atos de um Deus implacável mas justo. O poder do Senhor, que distribuía a Justiça sem misericórdia, era aceito como parte integrante de uma vida austera, regida pelos princípios rígidos do Velho Testamento. 
Ele não admitia nenhum motivo válido para poupar seus filhos de conhecerem a punição quase aterradora da mão divina.
Naquela noite Sarah não tinha pensado no Deus de seu pai. Num estado de semiconsciência que oscilava entre um sono muito leve e a insônia, percebera os sons se tornando mais fracos com a chegada da manhã. Com a luz do dia, o medo diminuíra e ela havia se consolado, pensando que os gritos eram apenas o resultado da luta de sua mãe contra algo horrível, muito além da sua imaginação. 
Mas o silêncio, quando chegara, mostrava-se ainda mais assustador, pois trazia a dúvida. 


2 - Elizabeth 


Orgulho e Paixão travam guerra em seus corações 

A elegância e a agitação social de Boston contrasta fortemente com o lugar em que Elizabeth Calvert foi criada, na Virgínia, onde a serenidade superficial esconde a luta ferrenha pela sobrevivência. 
Elizabeth deixa-se encantar pelo luxo e pela riqueza desta sofisticada cidade do Norte. 
E sente-se personagem de um conto de fadas quando se casa com o mais fascinante magnata da região, Drake Bennington. 
A certeza de ter encontrado um amor especial sofre seus primeiros abalos quando ela e o marido se descobrem verdadeiros estranhos num casamento tão cheio de conflitos quanto o Norte e o Sul do país, recém saído da guerra. 
Desiludida, Elizabeth será tentada a voltar para a tranqüilidade da terra natal, para os braços de seu antigo amor. 

Capítulo Um 

A lembrança mais antiga de Elizabeth Calvert era de um homem alto e magro, num uniforme gasto, cinza, chegando à porta da cozinha e pedindo a sua mãe um prato de comida. 
Ele falou pouco, enquanto comia o ensopado de carne. Depois, ofereceu-se para ficar durante algum tempo e ajudar nos trabalhos da fazenda.
Elizabeth nunca foi capaz de dizer se ele havia ficado ou não. Só sabia que, no verão de seu terceiro ano de vida, uma fila interminável de homens exaustos e famintos subiu o caminho de cascalho que levava a Calvert Oaks, para bater à porta da cozinha. 
Por mais que viessem, sua mãe sempre tinha um sorriso e um prato de comida para eles, embora muitas vezes os observasse voltar à estrada com os olhos cheios de lágrimas.
— Não chore, mamãe — Elizabeth pedia então, erguendo as mãozinhas para acariciá-la. — Por favor, não chore!
— Não estou chorando — Sarah dizia. — É que entrou um cisco no meu olho. Este verão está tão seco e poeirento…
Mais tarde, quando o trabalho na cozinha estava feito, as roupas lavadas e a enorme casa limpa, elas iam para a varanda esperar o pai de Elizabeth voltar dos campos. 
Era a hora favorita da menina, que se sentava no colo da mãe, na cadeira de balanço de palhinha, ouvindo-a cantarolar cantigas de ninar e vigiando a estrada. Quando o pai surgia, ela corria para ele, que sempre a erguia no ar com o único braço que lhe restara, fazendo-a gritar de prazer, por mais cansado que estivesse.
Seu pai era o homem mais atraente do mundo, assim como sua mãe era a mulher mais bonita. 
Em outros tempos, eles haviam participado de festas maravilhosas, usado roupas lindas, e rido muito com as outras pessoas que moravam em casas enormes, ao longo do rio James. 
Então, uma coisa chamada guerra começara e as festas tinham acabado. 
Agora, a maioria daquelas casas não passava de ruínas consumidas pelo fogo, e muitas daquelas pessoas tinham seus nomes inscritos em pedras tumulares.


3 - Catherine


Um alto preço a ser pago por quebrar um tabu!

O romantismo de Catherine Bennington a impedia de aceitar os fatos.
Com a visão nublada pelos sentimentos, imaginava possível apenas amar Evan O’Connell, não importando sua origem, posição social ou dinheiro.
“Não podemos sonhar com amor!
Pobres e ricos só se dão bem quando cada um fica em seu lugar!”
As ríspidas palavras de Evan magoavam Catherine, feriam sua alma… mas expressavam a realidade que ele conhecia.
A duras penas Evan O’Connell havia aprendido a reconhecer o abismo que o separava dos ricos.
Sempre sentira na pele o desprezo dos poderosos.
Para ele, conseguir dinheiro e uma linda mulher só seria possível se sobrevivesse à oposição implacável de uma elite prepotente.
Uma história de paixão, orgulho é resistência aos poderosos!


Capítulo Um 

Boston, 31 de dezembro de 1899.
— Você não está falando sério, Catherine! — Olívia Sherman exclamou. Seu rosto sem graça refletia espanto e uma pontinha de inveja ao fitar a prima.
As duas encontravam-se no saguão superior da casa dos Bennington, na praça Louisburg. Lá embaixo, um baile estava em pleno andamento. Catherine marcava o ritmo da música com os pés, balançando o corpo levemente. 
Seu vestido branco, de seda, tinha as linhas modestas consideradas apropriadas para uma garota de dezessete anos, ainda não oficialmente apresentada à sociedade. A luz das recém-instaladas lâmpadas elétricas fazia brilhar seus cabelos dourados, arrumados em cachos suaves.
— Por que não? — ela perguntou, um rubor de excitamento colorindo seu rosto de malares salientes. — Dancei duas vezes com papai, e duas com Jimmy. É o suficiente, já que não vão me deixar dançar com mais ninguém. Se andarmos depressa, podemos voltar em tempo para o champanhe da meia— noite.
— Nem você teria o atrevimento de ir ao Carmody's — Olívia afirmou. — Você pode dizer que tem, mas não tem.
— Claro que tenho. — Com os olhos cinzentos brilhantes de excitamento, Catherine lançou um olhar para o relógio carrilhão, colocado junto à escadaria de mármore branco. — Mais algumas horas, e já será meia-noite. Um século novinho em folha vai começar! Não quero que minha única lembrança desta noite seja de tomar limonada e conversar educadamente com garotos que coram e gaguejam, cada vez que olho para eles.
Olívia quase mordeu a língua para não dizer que daria tudo para ter o mesmo problema. Perto dela, os garotos não reagiam assim. Na verdade, pareciam nem notar sua existência. 
Seu consolo era saber que tinham a mesma atitude em relação a todas as outras garotas, menos Catherine.
Mas Catherine era linda. Linda, mesmo. Todos reconheciam. As damas mais idosas da sociedade de Boston falavam dela aos mulheres da geração da mãe de Olívia eram mais discretas. 
Se tinham filhas, mantinham uma atitude alerta e desconfiada. 
Se não tinham, eram bastante tolerantes.
As garotas alguns anos mais velhas, que já haviam sido apresentadas à sociedade, fingiam não dar importância a Catherine, dizendo que ela era muito nova para contar. 
Mas todas estavam bem mais ansiosas que o normal, para arranjarem maridos. Ninguém admitia abertamente, mas segundo os rumores, vários rapazes, que já deveriam estar casados, tinham decidido esperar mais um pouco, depois de ver Catherine.

Série Bennington Calvert
1 - Sarah
2 - Elizabeth
3 - Catherine
Série Concluída

Lady Johanna


Quando Lady Johanna soube que estava uma viúva, jurou que nunca iria casar novamente. 

Apenas com dezasseis anos, já que ela possuía uma força de vontade que impressionou a todos. 
No entanto, quando o rei exigiu que ela casasse novamente e selecionou um noivo para ela - parecia que ela ia aceitar, até ao seu querido irmão sugeriu o seu amigo, o guerreiro escocês bonitão Gabriel MacBain. 
A princípio Johanna era tímida, mas como Gabriel ternamente revelou os esplêndidos prazeres eles compartilhariam, ela começou a suspeitar que estava apaixonanda por seu áspero novo marido.
E ficou logo evidente para todo o clã que o seu Highlands brusco,e galante Lorde tinha entregue o seu coração completamente 
Mas agora uma intriga real os ameaça - para destruir o homem cujo amor significou mais para ela do que ela jamais sonhou! 

Capítulo Um

As montanhas de Escócia. 1207 
Era evidente que o barão queria morrer e o lorde lhe daria o gosto. Através de uma intrincada selva de rumores lorde MacBain ouviu dizer que o barão Nicholas Sanders estava cobrindo o último lance das colinas do feudo MacLaurin. 
O inglês não era um estranho: de fato, tinha lutado junto com MacBain durante a última batalha feroz contra os infiéis ingleses que se apoderaram das terras MacLaurin. Depois da batalha, MacBain se converteu em lorde, chefe tanto de seus próprios seguidores como dos do clã MacLaurin; nesse caráter, decidiu permitir que Nicholas ficasse o tempo suficiente para recuperar-se dos ferimentos graves que sofreu. MacBain observou que tinha sido muito atencioso, muito generoso e por boas razões. Por mais que o barão Nicholas o exasperasse, reconhecia que durante a batalha lhe salvou a vida. 
O lorde era um homem orgulhoso: era difícil, quase impossível agradecer com palavras e, em conseqüência, para demonstrar o quanto valorizava que o tivesse salvado de uma espada inglesa apontada a suas costas, MacBain não deixou que Nicholas sangrasse até morrer. 
Não havia entre eles ninguém com experiência na arte de curar e o próprio MacBain limpou e enfaixou as feridas do barão. 
A generosidade do lorde não terminou ali, ainda que sentisse que tinha saldado a dívida com juros. Quando Nicholas estava forte o bastante para viajar, MacBain lhe devolveu seu magnífico cavalo e lhe deu um de seus próprios mantos escoceses de lã com as cores do clã MacBain: usando-o teria caminho livre em sua volta para a Inglaterra. 
Nenhum outro clã se atreveria a tocar num MacBain, de modo que na verdade o objeto constituía uma proteção melhor que uma armadura. Sim, certamente que tinha sido hospitaleiro e pelo jeito o barão estava decidido a aproveitar-se de sua generosidade. 
Maldição, teria que matar esse homem! Somente uma idéia brilhante impedia que seu ânimo se azedasse completamente: desta vez, ficaria com o cavalo de Nicholas. 
— MacBain, se alimentar um lobo uma vez, voltará cada vez que sinta o cheiro da comida. 
O braço direito de MacBain, um guerreiro loiro de ombros largos chamado Calum, foi quem fez o comentário em tom desdenhoso. Mas o brilho de seus olhos mostrava que a chegada do barão o divertia. — O matará?   MacBain pensou um momento antes de responder. — Talvez. — Imprimiu a sua voz um tom deliberadamente despreocupado. 
Calum riu. — O barão Nicholas deve ser valente para vir aqui. 
— Valente não — corrigiu MacBain — Tolo. 
— MacBain, efetivamente, ele está subindo a última colina e está usando seu manto. — anunciou aos berros Keith, o maior dos guerreiros MacLaurin enquanto entrava pavoneando-se pela porta. — Quer que o traga para dentro?
 

O Gosto Do Amor







Ela era irresistível como fruto proibido 

O capitão Evan Mountjoy soube que os frutos proibidos eram os mais doces no instante em que conheceu Judith Well. 
E, quando ela jurou que não pertencia a homem algum, aumentou ainda mais o desejo que atormetava Evan! 
Judith já provara o amor e achara seu gosto amargo. 
Uma nova experiência, com certeza, não seria diferente. Então, por que Evan a tentava daquela maneira, embriagando-a de paixão? 

Capítulo Um 

Devonshire County, Inglaterra. Abril de 1814.
Dois cavaleiros seguiam pela estrada, enfren­tando uma chuva fina e insistente. 

Contu­do, a chuva ainda não era forte o bastante para forçá-los a procurar abrigo. Aliás, o uniforme vermelho do homem alto e esguio, que o designava como sendo engenheiro do exército real, já estava muito desbotado, o que significava longos períodos de exposição ao mau tempo. 
O jovem capitão cavalgava rígido, como se cada movimento lhe provocasse dor, enquanto seu ordenança, alguns anos mais velho e al­guns quilos mais gordo, ia quase relaxado, talvez porque se preocupasse apenas em conduzir os cavalos carregados com a bagagem.
Por fim, chegaram ao seu destino. Não uma vila espa­nhola, arruinada pela guerra, ou um vale perdido, no meio de Portugal, e sim uma autêntica casa de campo, no mais puro estilo inglês.
— Tudo parece tão diferente do que me lembro, Bose — Capitão Mountjoy observou.
— Estivemos longe daqui por dez anos, Evan, meu rapaz. Você era praticamente um garoto, quando partimos.
— Eu tinha quinze anos. Impossível que todas as lem­branças de Meremont fossem apagadas.
— Vamos ver se aquela sua avó, tão especial, ainda está viva. — O ordenança parou diante de uma construção pe­quena, alguns metros distante da casa principal, desmontou e bateu na porta, enquanto tentava enxergar pela janela de vidros empoeirados.
— O chalé está fechado. — A tristeza na voz de Evan era palpável. — Minha avó deve estar morta. Foi o que imaginei, quando as cartas cessaram. Bem, agora podemos ir.
— Ir embora? Quer dizer, partirmos, sem nem sequer investigar? Você está se esquecendo de que, talvez, eu queira descobrir se Joan continua a me ser fiel, depois de todos esses anos?
— Desculpe-me, Bose. Sou um idiota egoísta. Acabei me esquecendo de que você tinha um motivo para voltar aqui.
— E você também. Afinal, é o filho mais velho dessa família. Eles lhe devem algo.
— Não — Evan negou firme. — Não pretendo entrar na casa. Vá pela porta dos fundos e pergunte por Joan.
— Enquanto você espera aqui, na chuva? Vamos até o estábulo. Pelo menos os cavalos poderão descansar alguns minutos, num lugar seco.
Evan concordou em ir até o estábulo, o rosto viril train­do o cansaço. Bose desmontou e seguiu para a porta dos fundos da casa, enquanto o cavalariço não escondia o es­panto diante do par.
Mas o rapaz mal teve tempo de se refazer da surpresa, correndo para atender a dama que acabava de chegar, numa carruagem antiga. 
A mulher, percebendo a presença de Evan, dirigiu-se ao seu encon­tro, em vez de entrar em casa.
— Posso saber quem é você? — ela indagou, num tom seco e altivo.
— Capitão Mountjoy, senhora.

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9 de agosto de 2012

Maiê com...



As Olimpíadas e o esporte nos livrinhos...

A princípio esse texto seria sobre mocinhos e mocinhas atletas, só para entrar no clima das olimpíadas, mas aparentemente esse não é um tema popular entre nossas autoras.
Quer dizer, praticamente todo livro que achei era sobre futebol americano, esportes automobilísticos ou de inverno.
Não sei vocês, mas não entendo nada de futebol americano, não gosto de assistir corridas e minha única experiência com esportes de inverno foi um lamentável episódio em que eu fui praticar skibunda na Argentina (ok, eu sei que não é um esporte, mas foi a coisa mais atlética que fiz lá, além de comer muito chocolate).
Não entendo muito bem o porquê das autoras não escreverem tanto sobre atletas.
Mas o maior mistério é como nossos mocinhos e mocinhas mantêm corpos esculturais sem fazer nada.
Nos livros da Irmandade da Adaga Negra os rapazes estão sempre malhando, mas essa é uma exceção, na maioria das vezes o tanquinho e as cinturas esguias são obra do destino.
Mas isso não é uma reclamação, boa parte dos protagonistas de romances se dedicam a atividades físicas mais gratificantes, se é que vocês me entendem.
Apesar do desinteresse das autoras em questões esportivas, nossos livrinhos facilmente poderiam estabelecer novas modalidades olímpicas:

Escalada em Janela: Muito comum nos livros históricos.
Ganha medalha de ouro o mocinho que conseguir entrar e sair do quarto da amada sem ser pego e ser obrigado a casar.

Levantamento de Mocinha: Presente praticamente em todo livro.
Bronze para quem levanta mocinhas do tipo mignon, prata para as altas e esguias, ouro para as curvilíneas.

Pegação na Carruagem : outro clássico dos livros históricos. Esse esporte exige equilíbrio elasticidade e habilidade.

Corrida com Espartilho : Ganha ouro a mocinha que conseguir dançar um baile inteiro, andar pelos jardins e correr escada acima sem desmaiar.

E por falar em romances históricos, boa parte deles se passa na Inglaterra. Sede das Olimpíadas, e que de acordo com uma pesquisa realizada pelo site Beautiful People (uma espécie de Facebook só para gente bonita) os ingleses estão entre os homens mais feios do mundo.
Não concordo, e para provar fiz um top 5 com alguns ingleses de dar água na boca.
E olha que ainda ficaram de fora lindões como Henry Cavil, Alex Pettyfer, Daniel Craig e Robert Pattinson... Com vocês: Jude Law, David Beckham, Richard Armitage, Ben Barnes e Tom Hardy.
                                                                         Jude Law
                                                                   David Beckham
                                                                       Richard Armitage
                                                                            Ben Barnes
                                                                                   
                                                                           Tom Hardy.


Ah, e aqui três livrinhos sobre esportes muito legais.

 Lição de Ternura da Sandra Canfield – Esse é um clássico e tenho certeza que muitas de vocês já leram, mas vale à pena mencionar. É uma história delicada e tocante sobre uma mocinha que tem artrite e sofre muito com a doença.
Ela é bem sozinha e já tinha desistido de ter um relacionamento quando conhece o mocinho que é um famoso jogador de futebol. O Patrick é maravilhoso, um dos melhores mocinhos de todos os tempos.
A história é simplesmente linda.

 Jogo da Paixão da Donna Kauffman – A mocinha é uma tenista que depois de sofrer uma grave contusão é obrigada a se afastar das quadras. Ela aceita treinar a irmã do mocinho, que é muito teimoso.
A principio a protagonista parece fútil, mas ao longo do livro descobrimos o quanto ela é forte e dedicada. Não é um livro cinco estrelas, mas é bom, podem ler sem medo.

Amor Secreto da Jessica Benson – Livrinho divertido e cheio de confusões a respeito de uma mocinha da alta sociedade que escreve secretamente sobre boxe para um jornal e um mocinho que é conde e um lutador amador.

Bjs

Maiê



7 de agosto de 2012

A Dama Em Questão

Série Effington
Delia e Cassandra, as gêmeas Effington, são as mais deliciosas debutantes dos bailes dos salões londrinos, mas ninguém esperava que 

Delia provocasse um escândalo ao se casar impetuosamente com o libertino Charles Wilmont, que dias depois do precipitado matrimônio é assassinado. 
O que Delia não sabe é que por trás do disfarce de libertino se escondia um espião a serviço da Coroa. 
O Visconde Anthony Saint Stephens se faz passar por um idoso mordomo para se infiltrar na casa de Delia e investigar a morte de Charles. 
Desta forma, o afetuoso ancião se converte em amigo e confidente da solitária e jovem viúva.
Farta de um absurdo luto que a mantém afastada da Sociedade, Delia decide fazer-se passar por sua irmã gêmea para assistir a um baile. 
O que não esperava é que o bonito Visconde Saint Stephens a corteje apaixonadamente. 
O que ocorrerá quando ambos tirarem as máscaras?

Capítulo Um 

 Janeiro, 1820. 
Ele poderia realmente mudar sua vida? Olhou fixamente a escuridão da noite e a água ainda mais escura, com os sentidos alerta a qualquer som estranho, a qualquer movimento inesperado naquele lugar afastado dos moles de Dover. 
Aquela noite, como sempre, sua vida dependia disso. 
Um homem que não permanecesse todo tempo vigilante podia cometer um engano, e naquele caso um engano fatal. 
Apoiou-se contra a pilha de embalagens, longe das zonas iluminadas dos moles, uma sombra entre as sombras, como qualquer outra criatura da noite. Sempre gostara bastante daquela parte, essa espera do desconhecido. 
Havia uma estranha solidão, inclusive um consolo oferecido pela escuridão. 
Em momentos como aquele estava realmente só, em companhia somente de seus próprios instintos e de seus pensamentos íntimos. 
Ou acaso ela havia mudado isso? Inclusive agora que ele não podia permitir-se nenhuma distração, essa pergunta reclamava sua atenção. Não tinha planejado permitir que ela entrasse em sua vida. 
Não tinha tramado nada mais que usá-la para obter a informação que necessitava. 
E certamente não pensara no matrimônio. 
Mas a maldita mulher conseguira tocar algo em seu interior que ele acreditava estar morto e enterrado. 
Ela vira através da imagem de libertino descarado que ele cuidadosamente cultivara, a imagem daquele safado à caça de mulheres tolerado nos círculos da alta Sociedade, unicamente por causa de sua origem e de seu título, por causa do que um dia fora. 
Talvez pelo que poderia voltar a ser. Não. Pelo que voltaria sem dúvida a ser, de um modo ou de outro. Dependia muito do que ocorresse aquela noite. 
Nunca antes tinha considerado o que teria que fazer para abandonar o trabalho que estivera fazendo, e bem, durante mais de uma década. 
Terminar sua relação com o departamento clandestino com o qual estava discretamente envolvido depois da guerra não seria fácil. 
Que outro desses valentes tolos com os quais tinha trabalhado poderia cumprir uma missão como aquela tão bem como ele? Stephens, talvez. 
— Suponho que trouxe o dinheiro. . 

Série Effington
1 - The Wedding Bargain
2 - The Husband List
3 - The Marriage Lesson
4 - The Prince's Bride
5 - Her Highness, My Wife
6 - Amar ao Marido Adequado
7 - A Dama em Questão
8 - Á Caça de um Marido
9 - A Visit from Sir Nicholas
10 - When We Meet Again
11 - Let It Be Love

Amar Ao Marido Adequado

Série Effington




Gwendolyn Townsend se sente desprezada quando, depois da morte de seu pai, toda sua herança vai parar nas mãos do único homem da família, um primo longínquo a quem ela nem conhece.

Como consequência se vê obrigada a sobreviver como preceptora.
Anos mais tarde, seu advogado a encontra para que retorne a Londres já que acharam um documento pelo qual se aceitar casar-se com o homem que seu pai escolheu antes de morrer, receberá uma substanciosa fortuna.
Marcus Holcroft, oitavo Conde de Pennington, ainda continua solteiro, mas a três meses de completar os trinta anos, seu advogado comunica o legado de seu pai, a menos que se case com a Senhorita Townsend, perderá toda sua riqueza.
Marcus está disposto a conquistar à bela jovem, mas Gwen o rechaçou determinada a proteger sua independência.
Será Gwen capaz de sacrificar sua liberdade e de deixar que triunfe a paixão e o amor?

Capítulo Um

Os homens não são de confiança, pois são canalhas desleais que não se preocupam mais que com seus próprios prazeres e da perpetuação de sua linhagem. Gwedolyn Townsend.
"Nunca sai nada bom do encontro com um advogado." Gwendolyn Townsend ficou mais rígida do que já estava e fez caso omisso da urgência que sentia de tocar os punhos de seu gasto casaco de pele.
Era a filha de um Visconde, e apesar de suas atuais circunstâncias, não se deixaria intimidar por um simples advogado. Além disso, não gostava nada que a fizessem esperar.
Sem ter em conta, além disso, o fato de que, apesar de sua linhagem, naquele momento não era mais que uma preceptora e para cúmulo bastante inútil.
"Nunca sai nada bom do encontro com um advogado.
" Era difícil ignorar aquela advertência há já tanto tempo esquecida, que tinha vindo agora à superfície de sua mente como uma vingança e que se negava a deixá-la em paz.
Tinha ressoado no fundo de seus pensamentos desde que a carta do último homem encarregado dos negócios de seu pai, o Senhor Whiting, tinha chegado por fim a Nova Iorque.
E por que não devia ser assim? Tinha ouvido os criados da Academia de Madame Chaussan para Damas Jovens, fazer muito frequentemente essa afirmação durante a maior parte dos primeiros dezesseis anos de sua vida e, com efeito, acaso não se demonstrara que sempre era certa?
A última vez que Gwen teve algum relacionamento com um advogado foi há cinco anos, quando o sobrinho do Senhor Whiting, ao passar a fazer-se encarregado dos negócios de seu tio, tinha informado que ela estava sem um cêntimo. 
 Ainda recordava aquele momento...
O desconforto do jovem apenas uns poucos anos mais velho que ela, ao fazer sua declaração, e a compaixão que se refletia em seus olhos castanhos.
Recordava seu olhar com tanta clareza como recordava suas palavras. 
— Senhorita Townsend, perdoe-me por fazê-la esperar — Um cavalheiro de aspecto distinto entrou no aposento e se aproximou até sua cadeira. 
Gwen sabia seu nome, mas nunca tiveram ocasião de encontrar-se até agora.
Ofereceu a mão e ela aceitou com prudência.
— Sua visita é de certo modo uma surpresa. Não a esperava até dentro de uns dias. 
— Achei que o melhor seria voltar logo para a Inglaterra.
— É claro — Ele afastou a mão e indicou com a cabeça para a porta, com uma expressão decididamente de desculpa em seu rosto.
Nesse dia não havia compaixão em seus olhos, mas sim um ar de estranheza.
— É claro

Série Effington
1 - The Wedding Bargain
2 - The Husband List
3 - The Marriage Lesson
4 - The Prince's Bride
5 - Her Highness, My Wife
6 - Amar ao Marido Adequado
7 - A Dama em Questão
8 - Á Caça de um Marido
9 - A Visit from Sir Nicholas
10 - When We Meet Again
11 - Let It Be Love