1 de fevereiro de 2013

O Dragão Das Highlands






Akira Neish foi criada como uma camponesa, sua barriga vazia e sua família a mercê dos caprichos cruéis do laird de seu clã.

Para as crianças do clã, a marca de nascença que ela carrega significa que é uma bruxa.
Mas ela não é nem camponesa nem bruxa - e agora o homem que sabe a verdade voltou para reclamá-la como esposa. 
Calin MacLeod conhece os segredos de Akira e para vingar seu pai, o jovem e sensual laird deve se casar com ela.
A natureza ardente da mulher é tão feroz quanto a sua.
No entanto, a paixão que eles compartilham - e as verdades que não podem mais permanecerem ocultas - poderiam dividir toda a Escócia ...

Comentário revisora Ana Claudia: Adorei o livro, o mocinho é um fofo, um highlander sensível e forte com uma missão a cumprir.
A mocinha é um caso à parte, acha que é uma bruxa por causa de uma marca que tem na bunda, feita pelo mocinho quando ela era recém nascida, tem mania de tomar banho e obriga o fofo a fazer a barba e tomar banho também pois não suporta dormir com um marido sujo e fedido.

Capítulo Um

Agosto de 1502

Como o Inferno pode estar tão frio?
Akira Neish inalou golfadas do ar glacial enquanto lutava para acompanhar os passos largos do guarda. 
Ela segurou a corda que a ligava ao guerreiro em um esforço para aliviar a dor que pulsava ao redor de seus pulsos machucados. 
Quando tropeçou atrás dele num degrau de pedra, ela rezou para que suas pernas fracas não desmoronassem. 
Ela tinha certeza que esta passagem devia levar diretamente para o reino de Satanás.
Eles alcançaram o fim do túnel onde uma única tocha iluminava uma porta. 
As paredes de pedra brilhavam com a umidade, e o cheiro de fuligem queimou a carne em sua garganta.
Seu guarda parou abruptamente. Akira estacou antes de colidir com as costas dele. 
O rangido alto de ferro enviou um arrepio de medo por sua espinha quando ele deslizou a barra que trancava a porta. Akira engoliu em seco, temendo o destino que a aguardava no outro lado. 
O guerreiro mergulhou sob o portal e a puxou para um quarto iluminado por tochas.
Sussurros flutuaram pelo ar.
A respiração de Akira falhou quando ela viu as mulheres. Eles estavam em todo lugar, velhas e jovens, encadeadas no chão, amontoadas em grupos. 
Seus olhos assombrados brilhavam a luz do fogo, e toda vestiam túnicas amarelas, finas o suficiente para se ver através delas. 
Quem eram elas? Que lugar era este?
Antes de ela poder observá-las um pouco mais, o guarda a puxou rudemente para junto dele. Seu cabelo preto caiu sobre seu rosto com o movimento abrupto.
Ele se curvou para sua orelha. 
— Acha que os MacLeods que a trouxeram aqui são maus? Espere até encontrar os MacLeods das ilhas exteriores.  Ele lambeu sua bochecha. Seu odor fétido fez a bílis subir em sua garganta, mas ela se recusou deixá-lo ver seu medo. Ele arqueou as sobrancelhas escuras e seus lábios retorceram em um grunhido feio.
—Agora é hora de você paga por chutar minhas bolas, moça. 
Colocando um pé sobre um barril, ele a forçou a se curvar sobre sua perna. 
Ela teve que ficar na ponta dos pés para diminuir o impacto de suas costelas contra a coxa dele. 
Os dedos dele se curvaram em torno da parte de trás de seu pescoço, segurando-a no lugar. 
Akira soube o que estava para acontecer e se preparou para a humilhação.
—Eu aconselho a todas vocês a manter distância dela. Ela é uma bruxa — ele gritou para as cativas. 
O escárnio em sua voz trouxe lágrimas familiares aos seus olhos. 
Ela foi arrastada através das ilhas exteriores atrás do cavalo de seu captor mau cheiroso só para ser atormentada por seu segredo.
O ar frio subiu por suas coxas quando ele levantou sua saia, expondo a marca em seu traseiro para todo mundo ver. A marca do diabo. 
Arquejos ecoaram pela caverna, advertindo Akira que ela não acharia nenhuma piedade aqui, nem amigos ou aliados.
A vergonha aqueceu sua pele, e uma raiva antiga explodiu dentro dela da mesma maneira que acontecia quando as crianças de seu clã lançavam suas pedras e insultos. 
Ela se recusava a ser exibida como um animal, independente do que poderia custar. 
Ela arqueou as costas, abriu a boca e mordeu a coxa do pagão com toda a força de sua mandíbula.
—Ach! Sua cadela!
DOWNLOAD

28 de janeiro de 2013

Bodas de Desafio

Série Os Cupidos
Brincar de cupido pode ser perigoso...

Lady Calandra deveria ter pretendentes batendo a sua porta. 
Mas seu irmão superprotetor, o duque de Rochford, conseguiu espantar todo cavalheiro adequado. 
Menos um: o misterioso conde de Bromwell. Callie se vê atraída pelo enigmático nobre, apesar dos violentos protestos de seu irmão. 
Desafiando as ordens do duque, ela planejou ver Bromwell novamente, contando com o auxílio da casamenteira Francesca Haughston. 
Mas quando os segredos sombrios sobre o duque e o conde vêm à tona, talvez seja tarde demais para Callie perceber que caiu direto numa armadilha...

Capítulo Um

O baile de aniversário de lady Odélia Fencully foi o acontecimento da temporada... embora a temporada ainda não tivesse começado.
Não ter sido convidado era motivo de profundo constrangimento social. 
Ser convidado e não comparecer seria impensável. Pelo sangue ou pelo casamento, lady Pencully tinha relações de parentesco com a metade das famílias mais ricas e aristocráticas da Inglaterra. Filha de um duque e condessa pelo casamento, a dama era um pilar da alta sociedade, e raramente alguém ousava contrariá-la. No auge da juventude, dominara o ton como dominava sua família, com uma língua afiada e uma vontade de ferro. 
E, embora a idade a levasse a preferir permanecer cada vez por mais tempo em sua propriedade rural, quase nunca indo a Londres, nem mesmo para a temporada, ainda tinha grande poder. 
Sendo uma extraordinária correspondente, ela mantinha-se informada sobre as mais recentes notícias e escândalos e jamais deixava de enviar uma carta se achasse que alguém precisava do beneficio de seus conselhos. 
Assim, naquele ano, quando anunciara que celebraria seu aniversário de 85 anos com um grande baile, imediatamente a festa se tornara um evento que ninguém, com posição social ou pretensões a tê-la, poderia se arriscar a perder, embora fosse em janeiro e, em Londres, era a época do ano mais fora de moda e que apresentava as maiores dificuldades de locomoção. 
A neve, o frio e o trabalho de abrir as casas na cidade para uma breve visita não seriam impedimentos para o comparecimento das damas do ton. 
Elas que garantiam a si mesmas que aquele ano, como de costume, não aconteceria de, em janeiro, ninguém estar na cidade, já que todos os que tinham alguma importância iriam à festa de lady Odélia. 
Entre os que deixaram suas propriedades rurais e viajaram para Londres, estavam o duque de Rochford, sua irmã, lady Calandra, e sua avó, a duquesa viúva de Rochford.
O duque, uma das raras pessoas que ousavam desafiar lady Odélia, decidira não fazê-lo. Afinal, era sobrinho-neto da grande dama e acreditava em responsabilidades familiares. 
Além disso, precisava cuidar de negócios em Londres. 
A duquesa viúva decidira comparecer porque, embora jamais tivesse realmente gostado da irmã mais velha de seu falecido marido, lady Pencully era uma das poucas pessoas vivas de sua geração... 

Série Os Cupidos
1 - Aposta no Amor
2 - Conquista do Amor
3 - Bodas de Desafio
4 - A Dança da Corte
Série Concluída

Série Noiva Por Encomenda

1- A NOIVA DE JAKE










Depois de perder suas parcas economias num assalto em Nova York, Tess Dalton agarra a primeira oportunidade que aparece e decide ir para o Texas como noiva por encomenda.

Quem sabe o destino finalmente resolveu lhe dar uma chance de ser feliz?...

Capítulo Um

Texas, 1867
— Mais um movimento e será o seu fim, senhora.
A voz grave atravessou o nevoeiro e alcançou os ouvidos da mulher que cochilava.
Ao mesmo tempo, ela tomou consciência dos membros dormentes, da garganta seca e do suor escorrendo por entre os seios. Uma arma foi engatilhada.
Tess congelou.
E ela achava que as coisas não poderiam piorar...
Lentamente, sem ousar respirar, abriu os olhos e viu um par de botas de pele de cobra, empoeiradas, a um metro e meio do banco de pedra onde estava deitada. Seu olhar acompanhou a figura esbelta que trajava calça preta e camisa azul-clara. Os quadris eram estreitos, os ombros largos. Viu também que havia uma espingarda apontada para o seu peito.
Uma visão nem um pouco confortável.
Sob um grande chapéu preto, olhos claros da cor do céu de inverno a fitavam através da mira de uma arma.
— Aqui está o meu dinheiro. Pode levar — balbuciou ela, engolindo em seco, enquanto pegava a bolsa.
Tess apertou os olhos.
O estampido quebrou o silêncio. Seus ouvidos tiniram. Fragmentos de pedregulhos atingiram seus braços, pernas e cabeça. Sentiu o gosto da pólvora.
Algo macio caiu em suas pernas, retorcendo-se e roçando sua pele, com um brilho dourado e preto.
Uma cobra tinha se enroscado em sua saia.
— Oh! — gritou ela. — Tire isso de cima de mim!
A criatura deslizou pelas pedras até o chão e ali ficou formando um rolo cor de areia com diamantes negros ao longo do corpo. Parecia morta. E sem cabeça.
Tess estremeceu. Seu coração batia como se ela tivesse corrido milhas e milhas.
Com um pontapé, o homem lançou para longe o animal peçonhento.
Uma cascavel.
Sem fôlego e transpirando muito, Tess olhou para o desconhecido.
— O senhor quase me matou de susto! Não sabe que é perigoso disparar perto de pessoas?
Com um dedo, ele ergueu a aba do chapéu. Por um instante, Tess ficou atônita ao ver os traços fortes daquele rosto bronzeado.
Misericórdia! Nunca a visão de um homem bonito a impressionara tanto a ponto de deixá-la naquele estado! Sentia-se estranhamente... Vulnerável.
— Você não tem nada melhor para fazer do que ficar aqui neste lugar? — disse rudemente o estranho. — Seus olhos azuis contrastavam com as sobrancelhas escuras.
— Estou esperando uma pessoa — respondeu ela, sem jeito. Seu noivo.
Tess sentiu algo estranho no estômago. A única coisa que avistava naquela encruzilhada onde a diligência a havia deixado era aquele homem e o cabriolé que ele trouxera até ali enquanto ela dormitava.
Impossível... Ela havia se preparado para ver alguém gordo e careca, ou velho e feio, qualquer coisa, contanto que fosse educado e amável, é claro. Jamais imaginara se deparar com aquele epítome da beleza masculina.
Sentiu o desabrochar de várias emoções em seu íntimo, como brotos de plantas após uma chuva de primavera. Afastou os cabelos para trás e ajeitou o chapéu. Após três dias de viagem sob o sol escaldante, devia estar com uma aparência horrível.
O recém-chegado tirou o chapéu, revelando cabelos escuros e bem penteados. Sua expressão era de constrangimento.
— Senhora! — O timbre grave da voz fez com que ela sentisse um arrepio descendo pelas costas. — A senhora é noiva, Sra. Dalton?
— Sim — ela conseguiu sussurrar.
Ele a olhou de cima a baixo.
— Diabos! — Bateu o chapéu para tirar a poeira. — O que Tom Wilkins estava pensando? — Ele balançou a cabeça. — Minha cara, isso não vai dar certo.
As emoções que Tess sentira pouco antes desapareceram diante da frieza do olhar daquele estranho. Ela engoliu em seco outra vez.
— Quer dizer que o senhor é...
DOWNLOAD










3- A NOIVA DE JOSH










Depois de trabalhar como uma escrava para o pai e os irmãos, Annabelle Yeager chega no Texas para descobrir não só que seu noivo foi assassinado, como também que ele era o proprietário do bar e bordel chamado Chance Saloon…

Em pouco tempo, a cidade se volta contra Annabelle, e alguém tenta matá-la.
O xerife Josh Morrow jura mantê-la a salvo, mas a que custo para ele próprio?...

Capítulo Um

Shiloh Springs, Texas 1872

O xerife Josh Morrow ouviu a porta de seu escritório abrir e depois bater, abalando as janelas.
— Ela chegou! — O delegado Roger Miller correu na direção das celas. — A noiva por correspondência está aqui.
— Já ouvi! — exclamou o xerife, saindo de uma pequena sala escura. Diabos, metade do país provavelmente tinha ouvido.
— Você me pediu para avisar — lembrou Roger. — O que vai fazer, xerife?
— Encontrar-me com ela. — Josh apanhou o chapéu e saiu do escritório. Momentos depois ouviu a porta bater e Roger apertou o passo para alcançá-lo. — Corra até o pastor Huddleston e diga a ele e à esposa para me encontrarem no escritório agora.
Uma mulher miúda, usando um casaco de viagem azul, sentou-se num banco do lado de fora da estação. Um chapéu ridículo, com um véu e uma pluma verde, pousava sobre os cachos loiros.
O que Barry Woods tinha na cabeça? Ela não devia ter mais de vinte anos, e quantos anos tinha Woods? No mínimo quarenta.
— Com licença, senhorita? — Ele tirou o chapéu. — Sou o xerife Josh Morrow. É a srta. Annabelle Yeager?
— Sim, sou eu — respondeu ela, olhando para o xerife.
Que droga... Tão jovem, tão miudinha... tão bonita. Não iria ser fácil.
— Lamento, mas o sr. Woods não está disponível — mentiu. — Por que não vem ao meu escritório?
Ela não se moveu.
— Pode esperar lá dentro, fora do sol.
— O sr. Woods saberá onde me encontrar? — O véu escondia seus olhos, mas não a incerteza da voz.
— Sim, senhorita. 
Se ele estivesse em condições de encontrá-la, o que não era o caso.
— E a minha mala? — Ela mordiscou o dedo, apesar da luva.
— Roger cuidará dela.
— Está bem.
Ela se levantou e passou o braço pelo de Josh. Ela mal chegava ao ombro dele. Se Barry Woods já não estivesse morto, seria o caso de se considerar matá-lo por ter trazido uma moça tão doce e inocente como aquela para uma cidade indomada como Shiloh Springs. Levou-a para dentro do escritório e ofereceu-lhe uma cadeira.
— Gostaria de um café, ou uma água?
— Água, obrigada
DOWNLOAD


 Série Noiva Por Encomenda
1- A Noiva de Jake
2-
3- A Noiva de Josh

27 de janeiro de 2013

O Guerreiro Sombrio

Série Remmington
Tendo acumulado mais riqueza e poder do poderia sonhar, Dante Chiavari, o melhor agente do rei, o homem mais frio e perigoso da Inglaterra, quer voltar para sua terra natal Itália, e recuperar tudo o que um dia pertenceu a sua família. 
Mas antes, deve realizar uma última missão: raptar a inocente Avalene de Forshay e fazê-la desaparecer para sempre da forma que achar mais conveniente. Seja tomando-a como amante ou obrigando-a para que vá para um convento.
Acabando com sua vida ou convertendo-a em sua esposa...
Será sua para fazer com ela o que queira.
Enganada, traída, seduzida… assim se sente Avalene quando descobre que é prisioneira do desumano guerreiro que a conquistou por completo.  Ambos terão que lutar contra seus sentimentos, mas a selvagem e violenta paixão que explode entre eles destruirá todas suas defesas e se converterá em fogo sob sua pele… em seu sangue… em seu coração…


Comentário revisora Samara: O livro é quase um florzinha. Sem cenas muito hots, sem lutas (apenas uma) e o mocinho apesar de ser um assassino frio e cruel, com a mocinha ele é fofo. Se derrete desde a primeira vez que ela, literalmente, cai em seu colo.  Ela é um mocinha gracinha, sem consciência de sua beleza e de seus predicados.  Mora com os tios chupins e um senescal que quer se casar com ela, e por isso, ameaça qualquer um que a queira cortejar. E trata ela muito mal, só detonando tudo que ela faz.   O livro se passa quase todo em pouco mais de uma quinzena. A maior parte da narrativa é a viagem até Londres. Vale a leitura, como uma sessão da tarde...

Capítulo Um


Londres, 1293

A Torre de Londres tinha muitos segredos reais, e o aposento que havia sobre as masmorras guardava um deles, cuidadosamente custodiado.
Através da abertura de uma parede se filtrava um estreito raio de sol que criava mais sombras que luz no cavernoso aposento. 
Ali, em um lugar que poucos entravam por própria vontade, um homem embelezado com uma túnica larga e escura permanecia de pé diante de várias filas de poeirentas prateleiras. 
De repente se moveu até a luz, em busca de algo. A claridade fez que seu cabelo se assemelhasse a um angélico halo de cachos em contraste com as diferentes tonalidades das roupas que se moviam e fluíam a seu redor como um ser vivo; pareciam vermelho sangue, logo negros e depois azul meia-noite. 
Inclinou-se sobre as prateleiras, afastou uma rã seca e um monte de cilindros de pergaminhos e pegou um cofre de metal opaco.
  —Os sinais são favoráveis, Sefu — disse Mordecai ao gato negro que o observava sentado nas rosetas aquecidas pelo sol.
 Dirigiu-se até a deteriorada mesa de madeira embalando o cofre na curva do braço, enquanto o amplo punho bordado de sua manga, brilhava sobre a caixa. 
Debaixo das espessas camadas de pó e sujeira, começou a aparecer o brilho característico da prata e Mordecai captou um fraco aroma de cedro. Seus dedos riscaram as intrincadas gravuras de luas e estrelas.
  —Pode até ser que o azar seja meu professor, mas logo serei capaz de riscar as linhas do destino. Nosso visitante chegará ao anoitecer e provará a verdade de minhas palavras.
 —Seu visitante já chegou.
 A voz, suave e letal, surpreendeu-o ao ponto de deixar cair à caixa estrondosamente sobre a mesa. Mordecai olhou primeiro ao gato e logo para as sombras mais escuras do aposento, onde se materializou uma figura vestida de cinza.
 Só havia um homem que pudesse pegá-lo tão despreparado, tão inconsciente da presença de outra pessoa.
 Recuperou a compostura, recolheu a caixa para comprovar que não se danificara, e logo saudou seu visitante com um sincero sorriso.
 —Confio que perdoará minha estupidez. Não esperava ver uma criatura da noite antes do pôr do sol.
 A misteriosa figura seguiu avançando para ele.
 —Sou o que têm feito de mim, Mordecai, uma criatura de pesadelos.
 Era impossível negar a realidade, de modo que o mago inclinou a cabeça assentindo. 
Muitos considerariam um pesadelo da pior classe estar frente a um homem, que na maioria das vezes simplesmente era referido como «O Assassino».
 Eram poucos os que tinham vivido para contar semelhante encontro, mas Mordecai não tinha medo. Ao contrário. 
Sentia orgulho diante da sua criação.
  O homem que tinha diante de si se parecia muito pouco ao moço furioso e assustado que tinha aparecido na soleira de sua porta tantos anos atrás. 
Inclusive nessa época, Dante Chiavari só tinha tido um objetivo na vida: destruir ao homem que tinha matado a seus pais e que tinha roubado seu direito de nascimento. 
Fora Mordecai quem tinha decidido que a melhor forma de fazer justiça com um monstro, era criar outro.

Série Remmington
1 - O Senhor da Guerra
2 - Acorrentados
3 - O Duque
4 - O Guerreiro Sombrio
Série Concluída

Um Caminho Perigoso

Série Ladies em Desonra
Uma corrida desenfreada para alcançar sua irmã!

Considerada uma solteirona, lady Drusilla Rudney tem apenas uma função na vida: ser dama de companhia de sua irmã.
Então quando ela foge, Dru sabe que deve trazê-la de volta! Por isso, contrata a ajuda de um companheiro de viagem, um homem que parece bem inofensivo, o ex-capitão do Exército John Hendricks. 
No início, ele ficou intrigado com o sofrimento daquela dama. 
Mas, durante o percurso, descobre que Dru não é uma mulher tão tímida quanto parece. 
E suas atitudes anticonvencionais fizeram com que ele esquecesse sua conduta de cavalheiro... e partisse para a conquista!

Capítulo Um

John Hendricks deu um gole no cantil e recostou-se em seu canto da carruagem-correio, que levava correspondência para o norte, estendendo as pernas num esforço de usar o máximo possível do espaço antes que outro passageiro o invadisse. 
Depois da semana que tivera, não estava no humor de ser espremido por estranhos. Sr. Hendricks, se há mais alguma coisa que você tenha a dizer sobre suas esperanças para o meu futuro, saiba que eu decidi a questão desde o primeiro momento em que pus os olhos em Adrian Longesley. 
Nada que alguém disser irá mudar minha decisão sobre o assunto. As palavras ainda soavam em seus ouvidos três dias depois. 
E a cada repetição delas, o calor de seu embaraço se renovava. A mulher era casada, pelo amor de Deus, e estava acima de sua posição. 
Ela deixara bem clara sua falta de interesse nele. Se ele tivesse sofrido em silêncio, como fizera por três anos, poderia ter mantido seu emprego e seu orgulho. 
Em vez disso, havia sido tão óbvio em sua paixão cega que a forçara a falar a verdade em voz alta. John deu outro gole no cantil. 
Se o rubor em suas faces estivesse visível no escuro, era melhor deixar os outros pensarem que se devia à embriaguez, e não à vergonha de amor não correspondido. 
Adrian soubera o tempo todo, é claro. E teria permitido que John continuasse fazendo parte da casa se ele não tivesse feito papel de tolo. 
Todavia, uma vez que aquilo fora exposto, não havia mais nada a fazer, exceto desistir de sua posição e fugir de Londres. 
Os sentimentos de John por seu velho amigo surgiram num misto de ciúme, piedade e vergonha de seu próprio comportamento. 
Apesar de tudo o que tinha acontecido, ele gostava de Adrian o respeitava e apreciara trabalhar para ele. Mas o que isso dizia sobre seu próprio caráter, já que ele, até mesmo, considerara roubar a esposa de um homem que necessitava do apoio e do amor dela enquanto perdia o restante de sua visão? 
E como John pudera ser tolo ao pensar que Emily deixaria um conde cego por um homem que era filho bastardo? 
Ele podia ter se igualado ao lorde Folbroke em aparência e temperamento, mas não possuía posição social ou fortuna. E embora sua visão fosse melhor que a de Adrian, ele não poderia, considerá-la perfeita.
John guardou o cantil no bolso e removeu os óculos para limpá-los, vigorosamente. 
Não havia uma única mulher na face da Terra que abandonaria o marido por um homem cuja única vantagem era uma visão um pouco melhor.

Série Ladies em Desonra
1 - Amor Errante
2 - Um Caminho Perigoso
3 - Um Segredo Perigoso
Série Concluída

Amor Errante

Série Ladies em Desonra

Casamento por interesse... ou paixão? 

Emily Longesley casou-se com o amor de sua vida e tinha esperança de que ele pudesse amá-la com o tempo. 
Ao invés disso, ele abandonou subitamente a bela casa em que moravam no campo e partiu para Londres. 
Emily suportou o desprezo com dignidade, mas três anos já haviam sido suficientes para ela! 
Ao enfrentar seu marido errante, Emily percebeu que Adrian, conde de Folbroke, havia, perdido a visão. 
Ele sequer a reconhecia! No entanto, ela anseia seu toque... 
Se Emily fingisse ser uma amante, será que Adrian finalmente aprenderia a amar sua esposa? 

Capítulo Um 

Embora Emily Longesley pudesse dizer com sinceridade que não antipatizava com muitas pessoas, tinha começado a suspeitar que detestasse Rupert, o primo de seu marido. 
Havia alguma coisa na maneira como olhava para a mansão quando a visitava que a fazia pensar que queria tirar as medidas da mobília. 
Era ainda mais irritante saber que tinha direito aos sentimentos de posse. 
Se ela não tivesse filhos, o título iria para Rupert. E, com o passar dos anos, desde que o marido a abandonara, as visitas dele eram cada vez mais frequentes, mais intrusivas, e se tornava cada vez mais confiante na possibilidade de sua herança.
Ultimamente, dava um sorriso irritante quando perguntava da saúde de seu marido, como se guardasse alguma informação secreta que ela não soubesse. 
Era ainda mais perturbador suspeitar que isso pudesse ser verdade. Embora o secretário de seu marido, Hendricks, insistisse que o conde estava bem, também insistia que Adrian não tinha desejo de se comunicar com ela. Uma visita dele era improvável. 
Uma visita para ele não seria apenas indesejável, como estava fora de questão. 
Escondiam alguma coisa, ou o desgosto de seu marido por ela era tão transparente quanto parecia? Hoje, não podia agüentar mais aquilo. 
— Rupert, qual é o significado dessa expressão no seu rosto? Quase parece que duvida de minha palavra. Se suspeita que Adrian esteja doente, então pelo menos poderia fingir ser solidário.
Olhou-a com um sorriso presunçoso que parecia significar que a pegara, finalmente. 
— Não desconfio de uma doença de Folbroke tanto quanto começo a duvidar da sua existência. 
— Que pretensão. Sabe muito bem que ele existe, Rupert. Conhece-o desde que era criança. Esteve em nosso casamento. 
— Foi há quase três anos. — Olhou ao redor, como se o ambiente vazio fosse uma descoberta recente.
 — Não o vejo aqui, agora. — Porque ele reside em Londres a maior parte do ano. 
— O ano inteiro, na verdade, mas falar aquilo não ajudaria. 
— Nenhum dos amigos de Adrian o viu por lá. Quando o Parlamento está reunido, o assento dele na Câmara dos Lordes fica vago. Não vai a festas ou teatro. E quando visito seus aposentos, Adrian nunca está lá ou voltará em breve. 
— Talvez não queira vê-lo — disse Emily. Se assim fosse, ela encontraria alguma coisa em comum com seu esposo ausente. 
— Também não desejo encontrá-lo, particularmente — disse Rupert. — Mas pela segurança desta sucessão, exijo ver alguma evidência de que o homem ainda respira. 
— Que ainda respira? De todas as coisas ridículas que falou, acho que essa é a pior. É o parente vivo mais próximo de Adrian. E seu herdeiro. Se o conde de Folbroke tivesse morrido, você teria sido notificado imediatamente. 
— Se pretendesse me contar. — Olhava-a com uma expressão desconfiada, como se tivesse certeza de que, se a encarasse um pouco mais, admitiria um corpo enterrado sob o piso de tábuas. — É claro que eu lhe contaria se alguma coisa tivesse acontecido com Adrian. Que motivo teria para esconder de você? 
— Todos os motivos do mundo. Acha que não posso ver como ficou no comando desta fazenda, uma vez que ele está ausente? Os servos aceitam suas ordens. Vi o mordomo e o administrador pedindo-lhe instruções. E a vi lendo os livros contábeis como se tivesse alguma idéia do que fazer com eles. 
Depois de todo tempo que Emily passara lendo-os, sabia perfeitamente o que fazer com as contas. 
E seu marido não se opunha que cuidasse daquilo, até mesmo expressando concordância com sua gestão, nas curtas comunicações que lhe chegavam através de Hendricks. 
— Uma vez que ainda não é o conde, por que deveria lhe importar?

Serie Ladies Em Desonra
1 - Amor Errante 
2 - Um Caminho Perigoso
3 - Um Segredo Perigoso
Série Concluída

25 de janeiro de 2013

E Então Ele A Beijou

Série Crônicas para Senhoritas Solteiras

Emmaline Dove sempre sonhou em difundir seus conhecimentos sobre etiqueta por toda Londres.

Por isso, desde que começou a trabalhar como secretária para o mais importante editor da cidade, o Visconde de Marlowe, sempre tentou que ele publicasse seus artigos.
Quando Emma descobre que Marlowe jamais leu uma só linha de seus manuscritos, decide renunciar a seu posto na editora sem aviso prévio. 
Com sua saída, não só deixa o negócio de Harry Marlowe no mais absoluto caos, como também põe em dúvida a reputação do Visconde. 
 Emma merece uma lição e Harry está disposto a dar-lhe. Entretanto, um só beijo mostra a ele o fogo que arde atrás da aparente frieza de sua secretária. 
Obterá Harry que Emma salte as normas por uma vez? Mas não era assim.


Capítulo Um

— Por quê? — Exclamou entre soluços, a exótica mulher de cabeleira negra, embelezada com um traje de seda laranja — Por que ele fez isto? 

A Senhorita Emmaline Dove não ousou responder a essa pergunta. Prática como sempre, economizou saliva e deu outro lenço para a mulher que estava na sua frente. 
Juliette Bordeaux, agora ex-amante do homem para o qual Emma trabalhava, o Visconde Marlowe, agarrou o lenço que foi oferecido. 
— Passamos seis maravilhosos meses juntos e, quando o lacaio chegou com a caixinha, fiquei muito contente. Mas quando li a carta que acompanhava o presente, a carta em que dá por terminado nosso amor...  Mon Dieu! Acredita que com jóias poderá curar a ferida que impôs a meu coração. É muito cruel! — Abaixou a cabeça e continuou chorando teatralmente — Oh, Harry! 
Emma agitou-se incômoda em sua cadeira e olhou de esguelha para o relógio que estava sobre a mesa. Seis e meia. Lorde Marlowe estava a ponto de voltar e ela queria falar sobre seu novo manuscrito antes que ele fosse à festa de aniversário de sua irmã. 
Estava certa de que apareceria no escritório antes da comemoração. O presente que ela havia comprado para Lady Phoebe em nome dele continuava ali, embrulhado e esperando por ele. 
A não ser que o Visconde tivesse esquecido por completo da festa, coisa que era muito provável, ele teria que apanhar o presente antes de ir para casa. 
Essa era a melhor oportunidade para falar com ele, pois terminada a festa, ele passaria uma semana em sua casa em Berkshire. 
Como não havia nenhuma reunião à vista, tampouco nenhum compromisso a comparecer e com sua família na cidade, Lorde Marlowe descansaria em Marlowe Park. 
Emma confiava que a tranqüilidade do campo pudesse deixá-lo mais relaxado e o colocasse em melhor disposição para ler sua obra, diferente do que havia acontecido até então. 
Ao menos, valeria à pena tentar.  Deslizou os olhos da máquina de escrever que descansava em cima da velha mesa até as páginas de seu manuscrito que estavam amontoados. 
Só faltavam oito dias para seu aniversário, e que melhor presente seria que Marlowe decidisse por fim publicar seu livro. 
De repente, uma vaga inquietação apoderou-se dela, tão distinto do delicioso sentimento de antecipação que sentia até então, que até ficou assustada. Era difícil descrever, mas era tão desagradável que a deixou preocupada. 
Tentou não dar importância. Talvez temesse outra negativa. Afinal, Lorde Marlowe havia recusado seus quatro manuscritos anteriores. Ele acreditava que os livros de etiqueta não davam lucros, mas ela sabia que isso se devia ao fato, de que a maior parte dos livros oferecia conselhos fora de moda, nada de acordo com os tempos modernos. 
Em vista disso, Emma esforçou-se para pesquisar novas tendências e criar uma obra única e contemporânea. Se pudesse explicar a Marlowe por que seu novo livro poderia atrair o público atual, talvez ele estivesse mais predisposto a publicá-lo, especialmente se pudesse lê-lo sem que o incomodassem, na tranqüilidade do campo. 
O problema era que a Senhorita Bordeaux não parecia ter intenção de ir embora. Emma estudou a mulher pensando em como faria para colocá-la para fora com educação. Se ela continuasse ali, quando Lorde Marlowe chegasse, com certeza teriam uma discussão e ficaria impossível a conversa que ela pensava em ter com seu chefe, o que a faria perder uma oportunidade de ouro. 
Com certeza muitos pensariam que ela era fria e insensível por não sentir nenhuma compaixão pela desdenhada amante.

Série Crônicas para Senhoritas Solteiras
1 - E Então Ele a Beijou
2 - Não Traduzido
3 - Não Traduzido
4 - Não Traduzido

23 de janeiro de 2013

A Virgem Proibida Do Guerreiro

Série Irmãos MacEgan


Sir Ademar de Dolwyth acha que a bela Lady Katherine de Ardennes jamais vai considerá-lo para seu marido - especialmente porque que ela está apaixonada por outra pessoa 

Mas quando o coração de Katherine é partido, Ademar está lá para oferecer conforto... 
E paixão. 
O cavaleiro normando não consegue dizer a Katherine como se sente, mas pode mostrar isso a ela sem usar as palavras... 


Comentário revisora Ana Paula G: Quero agradecer a Silki por ter nos enviado sua revisão.Gostei do livrinho,bem romântico, como todo esta série.Uma pena que a história é tão curtinha.
O Ademar é um fofo, queria um destes para mim, todo romântico e...virgem,gurias!!!huahah

Capítulo Um

Ela estava nas ameias, enquanto a chuva pesada caía sobre as pedras. A mulher cujo coração ele não tinha nenhuma esperança de ganhar, Lady Katherine de Ardennes.
Sir Ademar de Dolwyth ficou na porta, observando-a. 
Ele não conseguia entender por que ela estava sozinha em uma noite como esta. 
O céu escuro tinha desencadeado uma chuva torrencial, e ainda assim ela parou com as mãos cerradas.
Uma tocha ardia em um candeeiro de ferro, jogando sua luz sobre sua face pálida antes que ela desaparecesse.
 Ele mal podia juntar duas palavras quando ela estava perto, pois era a mulher mais bonita na qual ele já tinha posto os olhos. Cabelos negros como uma seda, e os olhos tão azuis e profundos que eram quase cor de violeta. 
Tão inocente. Sem saber também que ela iria em breve se tornar uma mulher. Seu pai queria assim.
E, embora o Barão de Ardennes o houvesse convidado, junto com os outros pretendentes, Ademar sabia que Lady Katherine nunca iria considerá-lo como seu marido. 
Ela estava tão acima dele, era como tentar alcançar a lua.
Ele deveria deixá-la com seus pensamentos. Ela não o queria ali, pensou, se considerando um idiota. 
Mas o surdo estrondo de um trovão chamou sua atenção. Era perigoso para ela ficar fora do castelo. 
Especialmente sozinha.
A chuva de verão estava fria, caindo sobre seu cabelo quando ele chegou à passarela de pedra. 
Quando chegou mais perto dela, repetiu suas palavras, mais e mais. Tudo o que ele tinha a fazer era sugerir que ela entrasse. Nada mais.
Ela se virou para ele, e a raiva brilhou em seus olhos. 
—Eu prefiro ficar sozinha agora.
Vem uma tempestade, queria avisá-la. Mas sua língua ficou presa em sua boca, enquanto tentava formular as palavras. 
Ele só podia sacudir a cabeça, o aviso enredando-se dentro dele.
Era um homem de poucas palavras. 
Ele nunca tinha sido muito de falar, e quando tinha algo a dizer, era um calvário conseguir formular as palavras. 
Muitas vezes, ele gaguejou ou falou algo que nunca quis dizer. Se não fosse por sua força no campo de batalha, os homens o teriam ridicularizado. Mesmo seu pai detestava a visão dele.
Esquecendo-se disso, ele respirou fundo.
—Es-está chovendo.

Série Irmãos MacEgan
1 - Guerreiro Escravo
1.5 - The Viking's Forbidden Love-Slave
2 - Rei Guerreiro
3 - Guerreiro Guardião
4 - O Toque do Guerreiro
4.5 - A Virgem Proibida do Guerreiro
5 - Guerreiro Proibido
6 - Rendida ao Guerreiro
6.5 - Pleasured by the Viking
6.6 - Lionheart's Bride
7 - Guerreiros do Gelo (3 histórias em 1 livro)

22 de janeiro de 2013

O Lobo

Série Filhos do Destino
Histórico Sobrenatural

Oito irmãos, nascidos em quatro pares de gêmeos, com dois anos de diferença, cumprem a Maldição da profecia dos Oito. 

Para evitar a tentação de seu destino, os oito foram exilados na Ilha Nightfall, onde as mulheres são proibidas. 
Quando uma amiga de infância busca refugio entre os irmãos, eles vão precisar enfrentar seu inimigo misterioso. 
Alys chega desesperada e com medo, mas é recebida por Wolfer, o segundo irmão nascido, que esconde profundos sentimentos por ela. 

Porem ela tem um segredo: seu próprio tio está atormentando os irmãos exilados na ilha, tentando matá-los para garantir sua herança ancestral para sim mesmo.
Confessar o plano de seu tio aos irmãos a colocará em um risco ainda maior devido à ira que a resistência do mago maligno provocou. Alys teme que seu tio esteja determinado a exterminar os irmãos de uma vez por todas, destruindo as mulheres escolhidas por eles também. 

Capítulo Um 

Alys de Devries se virou da margem do tanque, respondendo ao chamado que tinha interrompido o que ela tinha vindo fazer, mas não queria ter de responder. 
 — Aqui, tio! — Sem nenhuma pressa, o que sugeria que havia mais coisas do que ela poderia deixar alguém saber, olhou para trás no tanque. 
Apenas os volsnaps, criaturas de barbatanas, nadavam em suas águas.
Somente uma reflexão de sua própria ondulação voltou para ela, quando uma das criaturas horríveis pairou na superfície passando próxima ao seu corpo. 
— Já acabou alimentar os tanques? — Senhor Broger perguntou, descendo os degraus da câmara. 
— Quase, tio, só falta esse último tanque. — ela se abaixou, pegou o balde de entranhas, e derrubou-o sobre o tanque virando-o de uma vez, espirrando resíduos ao redor, e os volsnaps atacaram para fora da água,com as mandíbulas escancaradas. 
Eles iriam agarrá-la, também, se ela fosse suficientemente tola para estar ao seu alcance na hora da alimentação. 
Havia encantos para mantê-los na água, desde que ela não tocasse na superfície do tanque. 
Senhor Broger olhou para sua sobrinha. A menina tinha se comportado até bem nos últimos três anos, desde que a influência desses malditos irmãos tinha desaparecido. 
— Tenho más e boas notícias. A má notícia é que, os tolos da Ilha Nightfall conseguiram fazer algo para contrariar as minhas tentativas de vidência. Eles fizeram isso muito bem até mesmo quando enviei os wyverns. E não me atrevo a enviar mais wyverns, para que o Conselho possa detectar sua presença. — Alys queria que o Conselho o descobrisse. Ela afastou-se do tanque e as criaturas se agitaram sobre as pedras do fundo, sua expressão era passiva, mas educada. 
— E a boa notícia, tio? 
— O Barão de Glourick me pagou generosamente para casar com você. Literalmente, portanto não há maneira de você opinar sobre esse negócio. 
Nem mesmo um tremor fez sua expressão ficar menos branda. Ela queria correr gritando dali. 
Especialmente desde que o barão em questão tinha hábitos de higiene que faziam o jantar dos volsnaps ter boa aparência, e tinha o temperamento parecido com o de seu tio, pelo que ela tinha visto da maneira que ele tratava as outras pessoas. 
Sem mencionar que o barão tinha sessenta anos de idade... e que ela nunca iria amar qualquer homem com quem ele tentasse forçá-la a se casar. 
O aviso tinha sido dado no reflexo do tanque, lhe parecia cada vez mais urgente tomar uma atitude agora, mas ela não podia sequer insinuar o que tinha de fazer. Não se queria fazê-lo com sucesso.
— Eu pensei que estaria junto quando você finalmente esmagasse os tolos da Ilha Nightfall. — Alys finalmente disse, encolhendo os ombros. — Que o prazer seria meu, como foi seu o prazer de matar o tio deles, Daron, enquanto o enganava. 
— Só durante a exploração do Condado e até o desastre ser Profetizado! 

Série Filhos do Destino
1 - A Espada
2 - O Lobo
3 - O Mestre
4 - A Canção
5 - The Cat
6 - The Storm
7 - The Flame
8 - The Mage
8.5 - Finding Destiny
 

20 de janeiro de 2013

Fragmentos Da Paixão









De volta ao leito de seu marido! 

O marido de Felicity, o elegante major Nathan Carraway, desaparecera na Espanha quando o país se encontrava devastado pela guerra. 

Sozinha, ela descobre um obscuro segredo por trás de seu turbulento casamento e foge para a Inglaterra. 
Durante o dia, ela trata de expulsar qualquer pensamento relacionado a Nathan, mas à noite é assombrada pelas lembranças de sua intensa e apaixonada lua de mel... Cinco anos depois, Felicity é tirada para dançar por um homem bonito e perigoso. 
Mal sabe ela que está prestes a ficar frente a frente com Nathah, de volta para reivindicar a esposa fugitiva!

Capítulo Um 

Felicity estava brava, muito brava. Todo o medo que ela sentira por estar sozinha e sem dinheiro em um país estranho foi esquecido, substituído pela raiva ao perceber que a maleta que continha seus últimos pertences havia sido roubada. 
Sem pensar duas vezes, ela saiu em perseguição ao espanhol de colete de couro para longe da Plaza, embrenhando-se em um labirinto de vielas estreitas e apinhadas de gente nos arrabaldes do porto de Corunha. 
Ela não parou, nem mesmo quando uma súbita lufada de vento arrancou-lhe a touca da cabeça. 
Continuou correndo, determinada a recuperar sua maleta. 
Somente quando se aproximaram das docas e Felicity se viu em um pátio cercado por armazéns, foi que ela se deu conta do perigo. 
Viu o ladrão entregar a maleta a um garoto e depois se virar para ela com um sorriso maldoso. 
O garoto agarrou a maleta e saiu correndo. Felicity parou. 
Um rápido olhar revelou outros dois sujeitos ameaçadores bloqueando a passagem. 
Ela reuniu toda a coragem de que foi capaz e falou, em tom altivo e autoritário: 
— Aquela bolsa é minha! Devolvam-na para mim agora, e não se fala mais nisso. 
A resposta foi uma mão abrutalhada em suas costas que a empurrou. 
Ela tropeçou e caiu de joelhos, mas rapidamente tratou de se levantar e desviou-se quando um dos homens fez menção de agarrá-la. 
Havia somente um homem na sua frente agora. 
Tudo o que ela tinha a fazer era esquivar-se dele e correr, mas com uma risada gutural, ele a agarrou pelo cabelo e puxou-lhe a cabeça para trás, jogando-a nos braços de seus cúmplices. 
Felicity tentou se desvencilhar, mas era impossível vencer a força daqueles brutamontes. 
Eles a seguraram firme enquanto o homenzinho de dentes amarelos e hálito fétido se aproximava, fitando-a com olhar lascivo; e ele rasgou a peliça dela. 
Felicity fechou os olhos, tentando ignorar as risadas infames e os gracejos vulgares. 
Então ela ouviu outra voz, lenta, profunda e inconfundivelmente britânica. 
— Afastem-se da moça! Felicity abriu os olhos. Atrás do ladrão, estava um oficial inglês alto e garboso, em sua farda vermelha. 
Ele parecia completamente à vontade, observando a cena com ar despreocupado, mas quando o homem sacou uma faca da cintura, o tom de voz do oficial mudou: 
— Eu pedi com educação — disse ele, mostrando a espada. — Mas parece que terei de ser mais evasivo. Com um arquejo, os dois homens que seguravam Felicity a soltaram e correram para o lado do companheiro. 
Ela recuou e se encostou à parede, enquanto o oficial de farda vermelha tratava de despachar os agressores. Ele se moveu com uma rapidez surpreendente. 
Com um golpe da espada, ele acertou o pulso do homem baixote, sem o ferir, mas fazendo a faca cair ao chão. 
Um dos outros dois homens gritou quando a lâmina da espada roçou em seu braço. 
Quando o oficial voltou a atenção para o terceiro homem, este deu meia-volta e saiu correndo, seguido pelos companheiros. 
O oficial limpou a lâmina da espada e enfiou-a de volta na bainha. 
Um raio de sol infiltrou-se entre as construções que abrigavam os armazéns e o envolveu num feixe de luz. 
O cabelo dele parecia mogno polido à luz do sol. 
Ele sorria para Felicity, e os olhos castanhos dele tinham um brilho divertido, como se o que acabara de acontecer tivesse sido uma brincadeira. 
Em um lampejo, Felicity se deu conta de que ele era a personificação do herói com quem ela sempre havia sonhado. 
— Está ferida, senhorita? A voz dele era profunda, calorosa e a envolvia como se fosse um veludo macio. Ela balançou a cabeça. — Eu... Acho que não. 
DOWNLOAD