27 de março de 2017

Circunstâncias Atenuantes

Série Regência Barrister
Brincando com o perigo

O primeiro amor de Evelyn Darlington foi a lei. Mas desde que uma mulher erudita não encontra nos homens senão desprezo, ela decidiu escolher um futuro marido. 
Randolph parece adequado para o efeito: providencia uma conversação inteligente e não a aborrece demasiado. É claro que, antes que possam se comprometer, ela terá de fazer alguma coisa acerca das acusações de homicídio que pairam sobre a cabeça de seu futuro noivo. 
Se apenas o advogado mais famoso de Londres não fosse Jack Harding, o objeto das fantasias amorosas de sua adolescência.
Sedução e escândalo
Jack Harding se recorda muito bem de Evelyn – mas a ideia de que aquela bela mulher que está ante si seja Evie, a filha de seu antigo professor, é incrível. Ele sabe bem que não deve entrar numa relação de negócios quando tudo o que ele quer é perseguir o prazer. Contudo, por mais desejável que ela seja agora, Evie ainda é Evie – teimosa, inteligente e nunca aceitando um não como resposta. Ainda que a tentativa de provar a inocência de seu noivo lhe possa custar a sua…

Capítulo Um

5 de abril de 1814, Londres
Tribunal Old Bailey Preside o honorável Tobias Townsend
— Não são putas!
— Se não é um bordel, que nome daria a uma casa onde vivem sete mulheres? — perguntou o promotor Abrams dando umas passadas.
— São minhas amigas — explicou Slip Dawson.
— As sete?
— Minha mãe sempre disse que eu tinha mãos muito boas com as mulheres —replicou Slip.
— Disse-lhe então sua mãe que compartilhasse livremente suas mulheres com todos os homens do centro financeiro de Londres? — perguntou-lhe Abrams bruscamente, lançando ao acusado um olhar pétreo.
O imponente advogado da mesa de defesa ficou de pé de um salto: — Protesto, senhor. A acusação não trouxe nenhum homem do ―centro financeiro de Londres‖ que ateste haver se deitado com alguma das damas amigas do senhor Dawson.
O juiz suspirou e apoiou o queixo na mão, com expressão de absoluto aborrecimento. Quatro dos doze membros do júri puseram os olhos em branco; os outros riram baixinho.
Evelyn Darlington estava sentada na borda de um banco de madeira no centro da tribuna de espectadores. Seus olhos não se separavam do advogado de defesa, Jack Harding, que era o único homem na sala que conhecia. Ele era a razão pela qual estava ali, sendo testemunha desse espetáculo junto ao resto do público que lotava o tribunal.
O sol do entardecer entrava pelas janelas, elevando em vinte graus a temperatura da abarrotada sala. Tantos corpos sujos, em um espaço tão pequeno, normalmente deve-la-iam ter repelido.
Contudo, permanecia em seu assento completamente cativada.
Jack Harding estava exatamente como recordava, e só umas poucas rugas, ao redor de seus olhos, delatavam os anos que tinham passado desde a última vez que o vira. Era alto, com mais de um metro e noventa e seus traços cinzelados lhe conferiam um perfil anguloso e confiante. O verde profundo de seus olhos lembrava o das samambaias que cresciam nos meses de verão. Seus lábios se curvavam formando um sorriso, mas ela sabia que podiam ser maliciosos, encantadores, ou ambos.
Sabia também que, sob a peruca de advogado, seu espesso cabelo castanho tinha uma mecha rebelde que frequentemente jogava para o lado com impaciência quando se concentrava em um texto legal. Usava uma toga negra de advogado que em qualquer homem faria com que a tez adquirisse um tom cítrico, mas, no seu caso, realçava sua pele bronzeada.
Mas possivelmente seu atrativo mais fascinante fosse sua atitude completamente relaxada, como se não o perturbasse nem o juiz, nem o júri, nem o promotor, e nem sequer o público do tribunal que o olhava fixamente. Tinha tal confiança em si mesmo que as pessoas ficavam absortas com cada palavra que saía de seus lábios. Sem dúvida, Jack Harding tinha muitas mulheres de todas as classes sociais pairando em seu redor.
Uma fala a seu lado despertou sua atenção.
—Tem-os agarrados pelo cangote.
Evelyn se voltou para olhar o homem que tinha sentado à sua esquerda, um tipo rechonchudo com olhos redondos e brilhantes, e papada carnuda. De sua pele emanava um poderoso fedor a cebola. Ao sorrir revelava que não tinha dentes e que suas gengivas estavam inchadas.
Ela se moveu uns centímetros para a direita, roçando-se em uma mulher corpulenta com um avental machado de sangue, arregaçada por cima dos cotovelos e com as mãos gastas pelo trabalho. Sem dúvida, seria a esposa de um açougueiro.
— Vai passar muito tempo antes que o velho Abrams se renda — sorriu a mulher e esfregou os calos das mãos. — Ninguém pode com este Jack Harding.
— Tal e qual como nos velhos tempos — pensou Evelyn. — Jack Harding pode estar seduzindo a uma monja e ao mesmo tempo argumentar, sutilmente, os mais complicados assuntos legais.
Essa era a razão pela qual ela estava ali, observando-o...

Série Regência Barrister
1 - Circunstâncias Atenuantes
2 - Na Cama do Advogado
Série Concluída

24 de março de 2017

Louco, Mau e Perigoso em Tartã

Série Escândalos nas Highlands 
O perseguido se torna o perseguidor. 

Depois de anos tendo Rowena MacLawry, a irmã mais nova de seu melhor amigo rondando, o que Lachlan MacTier quer fazer é fugir. Mas, em seguida, Winnie foge para Londres, determinada a esquecer Lachlan no redemoinho de sua temporada de debutante. 
Quando ela retorna, três meses depois, se preparando para o pródigo casamento Highlander de seu irmão mais velho, Rowena é uma mulher mudada. 
Sufocou seu sotaque escocês, se tornando um árbitro das últimas modas de Paris e Londres, e está na companhia de vários jovens e bonitos aristocratas ingleses, todos competindo por seus favores. 
Lach não sabe bem o que fazer com esta beleza espirituosa e sofisticada, que agora tem coisas melhores a fazer do que segui-lo até uma lagoa de pesca. 
Mas, por mais determinada que esteja em provar que não tem necessidade de bajular um ladino escocês vestindo kilt, que não podia sequer se incomodar em escrever-lhe uma única palavra, e quanto mais deseja se afastar, mais interessado ele está em Winnie. 
Está fingindo desdenhá-lo agora, ou será que realmente perdeu a chance com uma dama que está se tornando muito mais agradável e interessante do que jamais imaginou? 

Capítulo Um 

—Paixão. Foi isso. —Rowena MacLawry virou a mão para o par de jovens damas sentadas à sua frente. —Quero dizer, pelo amor de Deus, não conhecia ninguém. Lady Jane Hanover manteve o olhar voltado para fora da janela da carruagem. 
—Acho que ficaria mais convencida se conservasse seus sentimentos por Lorde Gray e gastasse menos tempo falando sobre como não dá a mínima para ele. 
—Não seja rude, Jane —, sua irmã mais velha, comentou. Lady Charlotte sorriu para Rowena. —Falar abertamente de uma complicação, muitas vezes faz maravilhas para se libertar. E considerando que passou dezoito anos vendo Lorde Gray de uma forma particular, espero que isso leve algum tempo para vê-lo de forma diferente. Rowena assentiu, chegando do outro lado da carruagem para apertar a mão da filha mais velha do Visconde Hest. 
—Da mesma forma, ela concordou, cuidadosamente enterrando seu sotaque sob os tons ingleses cultivados, que tinha passado os últimos três meses aperfeiçoando. —É uma nova maneira de pensar sobre as coisas, é tudo. 
—Deslocando-se, olhou pela janela para pegar um vislumbre da longa cauda de carruagens atrás deles. Civilização nos cascos, por assim dizer. O conteúdo desses veículos foi o resultado de três meses passados aprendendo a ser uma dama sensata, de lembrar-se que os cavalheiros pareciam achar divertido que damas conversassem sobre tosquia de ovelhas e pesca e banho em um lago como se fossem pagãos. 
Bem. Não era uma pagã. E agora tinha os amigos e admiradores e guarda-roupa e maneiras, para provar isso. —Todos temos que encontrar uma nova maneira de pensar, não é? 
—Jane comentou, mudando-se para sentar-se ao lado Rowena. 
—Você e eu estamos prestes a nos tornarmos cunhadas. E estamos na Escócia, de todos os lugares! Todos os Highlanders usam kilts? Nunca pensei em perguntar. Por mais que pudesse apreciar um homem impecável nas cores preto, vermelho e branco do clã MacLawry, Rowena continuou a ficar surpreendida com a maioria da paixão de seus amigos ingleses ‘com o traje’. —Hoje todos vão estar em kilts e cores do clã. Ranulf vai querer que sua noiva veja Glengask no seu melhor. 
A cor tocou o rosto de Charlotte, o que foi bastante animador. Rowena não pensou que a filha mais velha de Lorde Hest poderia parecer tão calma quanto tinha estado fingindo ao longo dos últimos dias. Não, quando estava prestes a lançar seus olhos sobre o que seria seu novo lar. Sua nova vida. Sufocou uma careta abrupta. Charlotte estava viajando para o norte, para uma nova vida com um homem que a adorava. 
Tudo o que ela estava fazendo, porém, era voltar para a sua antiga vida, depois de três meses gloriosos em Londres. Nada tinha mudado para ela, exceto ela, é claro. No entanto, quanto tempo duraria isso, de volta nas Highlands com seus irmãos? Não pertencia mais aqui. Pertencia à maravilhosa e sofisticada Londres. —Contudo, seja como for que se sente sobre Lachlan MacTier e, como ele se sente sobre você, imagino que vai ficar muito surpreso ao vê-la novamente, Winnie. 
—Charlotte sorriu. —E o que...

Série Escândalos nas Highlands
2 -  Um Libertino com Sotaque
3 - Louco, Mau e Perigoso em Tartã

Série Jóias do Texas

1 - Esmeralda
Onyx Jewel fora assassinado. E Esmeralda queria vingança. Por isso, invadiu a delegacia disposta a acabar com a vida do principal suspeito, Adam Winter, com as próprias mãos.
No entanto, ele acaba inocentado. Esmeralda quer a prisão do assassino e resolve provar que ele é o culpado.
Além disso, começam a aparecer irmãs que ela não conhecia... Se entender com as irmãs, descobrir o assassino e lidar com a paixão pelo maior suspeito são as missões de Esmeralda.

Capítulo Um

Hanging Tree, Texas
3 de dezembro de 1870

– Lembre-se de que estamos lidando com um assassino perigoso – alertou o xerife Quent Regan.
– Pelo que sei Adam Winter não entregará os pontos facilmente. Fiquem atentos e não se deixem apanhar.
A escuridão ainda dominava a paisagem, embora tênues réstias de luz já pudessem ser vislumbradas no horizonte. Os seis homens, com rifles preparados, haviam apeado a dois quilômetros dali, deixando as montarias amarradas nas árvores. Em vista da reputação do homem que deveriam rastrear, era preferível não correr nenhum risco desnecessário. Não queriam chamar atenção. O elemento-surpresa era seu único esperança de apanhá-lo vivo.
– Charles, você e os outros devem cercar o local. Pode haver uma saída nos fundos – instruiu o xerife.
Seu assistente aquiesceu com um meneio e já foi se esgueirando com outros três homens na direção da cabana.
O xerife esperouaté que estivessem posicionados. Avançou então, seguido cautelosamente por um dos homens, que olhava para todos os lados a todo o momento, com receio de um ataque inesperado.
O xerife examinou a pequena cabana que sobressaía em meio às trevas. Mal poderia ser definida como uma cabana: mais correto chamá-la de choça, com suas paredes feitas de tábuas toscas que deixavam entrever vãos largos o bastante para permitir a passagem de um cão de pequeno porte. Havia uma diminuta janela, na qual fora feito um orifício para observar a aproximação de estranhos. A porta, que oscilava levemente com a brisa, parecia ter sido amarrada pelo lado de dentro. Se a sorte ficasse do lado deles, a maneira mais fácil de entrar ali seria arrombando a porta com um vigoroso pontapé.
– Todos prontos? – Sussurrou Regan.
Ele olhou em torno de si mais uma vez. Colou-se à parede do casebre. Chutou a porta com força e, no mesmo instante, entrou seguido de perto pelo assistente.
– Não se mova, Winter, ou vou enchê-lo de balas! – vociferou. O xerife usava a própria arma. Convivera tempo demais com os fora-da-lei para saber que, ao caírem em desespero, seriam capazes de tudo para sobreviver. Era preciso subjugá-los rapidamente, fazendo-os compreender que não haveria misericórdia.
Na débil claridade produzida pelo carvão incandescente da lareira, um homem sentou-se no catre e tentou alcançar sua arma.
Com o cano do rifle, Regan empurrou para longe a pistola que estava sobre a mesinha ao lado do catre. O homem levantou-se de um salto e arremeteu contra ele. Regan soltou um gemido de dor quando o outro atingiu-lhe o baixo-ventre com o joelho.
O assistente, ao ver que o xerife fora derrotado, apressou-se em encostar o cano de seu rifle nas costa do ocupante da cabana.
– Se mover um único músculo, será um homem morto! – ameaçou.


2 - Pérola
Pérola era uma dama e deixou Boston para prestar homenagens ao pai. Decidiu ficar na terra que Onyx chamava de sua. Para dar um rumo à vida, resolveu usar seus talentos e abrir uma escola em Hanging Tree. Além de enfrentar a oposição dos moradores, que achavam um absurdo ensinar às crianças, ela teve que lutar para convencer o capataz Cal McCabe de que a empreitada valeria o sacrifício. Acrescente duas crianças vítimas da violência paterna e veja o que vai dar...

Capítulo Um

– Se não se importam, fomos convidados a permanecer juntos depois do serviço religiosos para uma reunião de cidadãos.
Lavínia Thurlong parou de abanar-se e olhou em volta, surpresa. Várias outras mulheres fizeram o mesmo, e a congregação ouviu com atenção.
Não que houvessem estado atentos durante os sessenta minutos de culto. O reverendo Wade Weston, um jovem carismático com cabelos loiros e voz forte, atraía uma legião de seguidores. Pessoas da cidade e fazendeiros reuniam-se todos os domingos para submeterem suas consciências aos benefícios da fé.
O serviço era realizado nos fundos do Armazém Durfee. A sala era o único espaço disponível em Hanging Tree, grande o bastante para acolher a multidão crescente. Além do mais, Rufus Durfee concordara em ser prefeito no ano seguinte, já que ninguém mais aceitara o cargo.
Ele mesmo percorrera a cidade, trazendo todos aqueles que não costumavam atender aos cultos dominicais.
– Algum problema, Quent? – Gladys Whiterspoon encarou Quent Regan, o chefe da polícia federal, que ocupava uma cadeira no fundo da sala. Ele era responsável pela maior parte do território do Texas, e decidira instalar-se em Hanging Tree.
– Não que eu saiba – foi à resposta enfática.
– Rufus Durfee não convocaria uma reunião de cidadãos se não houvesse más notícias
– Millie Potter comentou em voz alta. Millie era a dona da hospedaria no final da trilha poeirenta que formava a rua principal de Hanging Tree. – Aposto que vamos enfrentar problemas.
Um murmúrio ergueu-se entre os presentes e cabeças moveram-se em sinal de apoio.
– Ei, não são más notícias – o revendo Weston apresentou-se para garantir. – Na verdade, a novidade é muito boa para todos nós. – Ele olhou para o prefeito. – Rufus, quer que eu faça as honras?
Ao ver que o político e comerciante afirmava com a cabeça, o reverendo tossiu para limpar a garganta.
– Srta. Jewel, se puder vir aqui, por favor...
Todos se viraram para estudar a jovem que caminhava até a frente da sala. Como sempre, Pérola Jewel estava vestida e penteada de maneira impecável. Hoje ela usava um traje num tom pálido de rosa com uma gola alta, cintura marcada e uma saia ampla. Fitas da mesma cor mantinham os cabelos loiros e longos longe de seu rosto. Nas mãos ela carregava uma elegante sombrinha cor-de-rosa, cuidadosamente fechada e apontada para baixo, como uma bengala. Apesar de ter chegado dois meses antes, a pele ainda não fora maculada pelo forte sol do Texas. Era tão fresca e pálida como quando desembarcara da carruagem que a trouxera de Boston.
Teria sido elogiada por sua elegância na cidade onde crescera, mas em Hanging Tree parecia apenas frívola. Todos sabiam que a poeira do oeste jamais estabelecia diferença entre a seda e a juta.
– A srta. Jewel ofereceu-se para ensinar nossas crianças. – A voz do religioso transbordava de orgulho.
– O que ela pode ter para ensinar aos nossos filhos? – Alguém quis saber.


3 - Jade
Para realizar um plano ousado, um poderoso inimigo Jade Jewel tinha de enfrentar!
Decidido a apagar da memória seu indigno passado como pistoleiro, o reverendo Wade Weston declara guerra ao pecado naquela pequena cidade do Texas. Mas não contava com a chegada de Jade. Com sua determinação em construir ali um palácio dos prazeres, ela conturbou o sossego da comunidade. E, com sua beleza exótica, despertou em Wade uma paixão que ameaçava a paz de sua alma!

Capítulo Um

San Francisco. 1867

– Quero que você vá morar no Texas comigo, Ahn Lin. – Onyx Jewel estava deitado entre os lençóis amarrotados da grande cama, parecendo contente e saciado.
– Você sabe que não posso. – A jovem mulher adiantou-se até a cama num quimono vermelho, que, fechado com displicência, revelava quase tanto quanto encobria.
Ele lhe observou o andar gracioso, apreciando a suave cadência dos quadris, a curva dos seios, o sutil ondular da seda a cada movimento.
Ahn Lin era a criatura mais exótica que já conhecera. Era pequena, delicada, possuía curvas perfeitas. Os cabelos eram negros como o ébano, cascateandolhe lustrosos pelas costas até a cintura. Tinha lábios sedutores que pareciam implorar para serem beijados. Os olhos escuros e penetrantes pareciam enxergar através da alma de um homem.
– Não pode? – indagou Onyx, num quase sussurro. – Ou não quer?  Em vez de responder, Ahn Lin estendeu-lhe uma bandeja repleta de uma variedade de frutas fatiadas, distribuídas em agradável simetria. Era possível, nas docas dessa cidade cosmopolita, escolher do melhor que o mundo tivesse a oferecer. E ali, no Dragão Dourado, o palácio dos prazeres mais opulentos da cidade, um homem podia encontrar uma infinidade de deleites. Os quartos eram adornados com os melhores cristais irlandeses e sedas orientais. Os tapetes sob os pés eram da Turquia. A mais refinada renda belga enfeitava os dosséis das camas.
– Coma – disse ela, com um sorriso. – Isto irá acalmar a fera dentro de você.  –  Não é comida que esta fera precisa. – Ele segurou-lhe o braço e, como de costume, Ahn Lin deixou-se envolver pelo magnetismo desse texano que havia muito roubado seu coração.
Embora ela tivesse construído a mais impressionante casa de entretenimento de San Francisco, uma cidade conhecida por seus excessos, tomara cuidado de se preservar, mantendo-se inacessível a todos que ali chegavam para desfrutar os prazeres do lugar. Mas isso fora somente até que conhecera Onyx Jewel. Esse forte e poderoso barão do gado era o mais destemido aventureiro que ela já conhecera. E embora tivesse tentado resistir a ele no início, acabara sendo totalmente conquistada por seu charme.
– Nós já falamos sobre isso antes. – A voz de Ahn Lin ainda carregava o tom malicioso de sua terra natal, a China. – Por que tem que continuar me tentando com o que nunca poderemos ter?
Ele puxou-a um pouco mais para si, sem deixar de fitá-la um instante sequer.  –  Você mesma sempre me disse que seu casamento foi apenas no papel. Pelos céus, você tinha só três anos de idade. E ele era o melhor amigo do seu avô. Hoje em dia, seu marido deve estar com... Setenta ou oitenta anos.
– Não importa. Até que ele morra, estamos ligados um ao outro. Eu tenho que respeitar a tradição do meu povo...
– Às favas com a tradição! Ele nunca deixará a China. E você nunca retornará para lá.


4 - Rubi
Rubi Jewel tinha um charme arrasador, mas não conseguia dobrar o xerife Quent Regan!

Rubi não se submetia a nenhum tipo de autoridade e sabia como ninguém enfeitiçar os homens!
Quent jurara que faria aquela conquistadora de corações cumprir a lei, embora a paixão que ele sentia pela ardente Rubi ameaçasse romper todos os códigos...

Prólogo

Bayou Rouge, Lousiana, 1865

- Senti saudade de você. Senti saudade disto.
Deitado na cama, Joseph Jewel ficou olhando enquanto Madeline St. Jacque escovava os cabelos. Ela havia posto um roupão de seda que deixava mais exposto do que coberto o voluptuoso corpo.
Joseph correu os olhos pelo quarto, muito parecido com a dona. Via-se ali uma curiosa combinação de elegância e simplicidade. A cama era grande e o colchão tinha a maciez certa. 
Os numerosos travesseiros se amontoavam, forrados com fronhas de diferentes cores. No chão estava o tapete que ele havia mandado fazer especialmente para ela. Importado de Constantinopla, mostrava desenhos de flores e borboletas em cores exóticas. Ela havia chorado de alegria ao receber o presente, para depois correr por cima com os pés descalços, rindo como uma criança.
Em muitos aspectos ela era mesmo uma criança. Tinha medo de sair daquele lugarzinho aconchegante que sempre havia chamado de lar. 

Tinha medo de se arriscar na vida que ele oferecia. Por outro lado, era impossível não perceber que se tratava de uma mulher. E que mulher. Com um olhar altivo e um sorriso travesso, havia conquistado o coração dele.
- Quando vamos conversas sobre o Texas?
Madeline olhou para ele pelo espelho.
- Por que você não pode morar aqui em Bayou Rouge? – ela inquiriu.
- Porque ganho a vida no Texas, Madeleine. E é uma vida muito boa.
E a escola de Rubi, era outra batalha que ele havia perdido. Teria preferido professores particulares, e não a rigidez de um colégio interno. Madeline, porém, como sempre, havia lutado feito uma gata selvagem, para que a filha cursasse o mesmo colégio que as mulheres da família St. Jacque vinham freqüentando há gerações.
- Não iremos. Logo
Então ele estendeu a mão.
Madeline começou a atravessar o quarto, despindo-se enquanto caminhava.
A reação de Joseph foi a de sempre. Sentia-se perdido ao ver o meneio daqueles quadris e a firmeza daqueles seios maravilhosos. Madeline St. Jacques era a mulher mais sensual e desejável que podia existir.


5 - Malaquita
Se não fosse pela coragem de Ônix, o líder dos Comanches teria certamente sido morto, pois os caçadores de búfalos tinham a vantagem dos rifles.

Mas ter salvado a vida de seu líder, dois cervos, não viera sem um preço. 
Ônix tinha oscilado à beira da morte por vários dias. 
Foi apenas por causa do carinho da irmã do chefe que ele sobreviveu.

Capitulo um

Texas, 1871

Ele tinha estado na sela por cinco dias, parando apenas tempo suficiente para algumas horas de sono e mudança de cavalos. A jornada, partindo de um rancho isolado em Montana para a região montanhosa do Texas, tinha já lhe custado dois bons cavalos. Fora forçado a deixar o primeiro para trás em Wyoming, o segundo no Colorado. Ainda, com alguma sorte, devia chegar ao seu destino antes do amanhecer.
Ele deslizou de sua montaria e ajoelhou-se na neve para beber de um córrego gelado. Passando a mão sobre o seu queixo barbudo, esperou impacientemente até que seu cavalo terminar de beber. Então montou e estava em seu caminho mais uma vez.
Ele era impulsionado por um sentimento de urgência. A mensagem tinha sido breve.
Estrela da manhã está doente. Mas ele sabia que a sua mãe nunca teria permitido essas quatro palavras serem enviadas, a menos que a doença fosse grave.
Incitou sua montaria até uma colina, depois, nas águas do riacho ainda entupido de gelo.
E rezou para que chegar a tempo de fazer as pazes com a mãe cujo coração ele tinha quebrado tantos anos atrás, quando tinha deixado sua casa e povo, virando as costas para o seu modo de vida. O Comanche tinha se refugiado para o inverno em uma pequena floresta, densamente arborizada de uma área do Texas. Para um fazendeiro ocasional ou cowboy, as suas tendas eram indistinguíveis das árvores.
Quando os cascos de seu cavalo agitaram os flocos de neve, a notícia se espalhou rapidamente através do acampamento. O filho da Águia tinha retornado.
No momento em que ele entrou na tenda de sua mãe, uma multidão se reuniu, embora todos mantivessem a uma respeitosa distância.
Uma jovem mulher, sentada ao lado da cama, olhou com surpresa antes de, tranquilamente ter sua licença.
No mesmo instante, ele caiu de joelhos e tomou as mãos de sua mãe na sua. Quão pequenas pareciam. Quão frias.
"Eu sabia que você viria, Filho da Águia. "Sua voz era pouco mais que um sussurro. Mesmo o pequeno esforço parecia demais.
"Como eu não viria? Preciso consertar essa coisa entre nós, Mãe. Eu não deveria ter ficado tanto tempo longe. Eu deveria
ter ... "



Série Jóias do Texas
1 - Esmeralda
2 - Pérola
3 - Jade
4 - Rubi
5 - Malaquita
Série Concluída




19 de março de 2017

Uma Temporada Roubada

Um pequeno erro no passado vai mudar tudo sobre o seu futuro...

A arqueóloga Sarah Baxter acaba de quebrar uma das maiores regras de viagem no tempo: deixou um dispositivo do século XXI na Inglaterra Regencial do século XIX. Infelizmente, quando volta para recuperá-lo, ela faz uma confusão ainda maior das coisas – resultando na morte de um conde inglês. Agora seu irmão não está apenas atrás de vingança, mas ele também tem o dispositivo de Sarah. 
O que significa que será necessária uma abordagem completamente diferente. Não ocorre ao novo conde de Earnston que sua encantadora desconhecida é responsável pela morte de seu irmão. 
Ele é simplesmente varrido por uma paixão que ameaça a sua própria reputação. Mas ele tem a impressão de que a senhorita Baxter está escondendo alguma coisa dele. Agora Sarah deve encontrar uma maneira de roubar seu dispositivo, esconder a verdade sobre o irmão do conde e, o mais importante, não se apaixonar...

Capítulo Um

Inglaterra1817 - Kent
Sarah cambaleou na sela, suas roupas encharcadas pesando em seus ombros e dificultando manter-se em seu assento. Os cascos do cavalo, tão fortes como um tambor, ecoavam em seus ouvidos. Ela chutou sua montaria e a exortou sobre uma pequena sebe, sua determinação de não ser apanhada, superando seu bom senso.
A chuva escorria pelo seu rosto, mas ela não conseguia parar. O futuro da TimeArch dependia disso. Os anos de pesquisa de seu pai. As centenas de horas passadas trabalhando na maior e mais desejada capacidade do homem. Sarah retardou sua montaria para galopar através de um riacho turbulento, as pedras fazendo com que o cavalo tropeçasse, tornando a curta travessia dolorosamente lenta. O tempo acabou. Ela tinha de ir. Embora o cavalo se agarrasse e deslizasse para o outro lado da margem lamacenta para continuar, a apreensão ainda ameaçava fechar sua garganta em pânico.
A montaria perdeu um passo, e Sarah agarrou a sela, amaldiçoando o clima. Ela lançou um olhar sobre seu ombro e gritou sua frustração para a cortina de chuva, ao ver o conde de 1 Condado situado no sudeste da Inglaterra, próximo de Londres, com capital em Maidstone.
Uma Temporada Roubada – Tamara Gill
LRTHistóricos 6
Earnston, nem dois cavalos atrás2.
Seu olhar segurou o dela e, com intrépida determinação, ele instou sua montaria a emparelhar com a dela, agarrando suas rédeas.
— Deixe-me ir. — Sarah deu um soco em sua mão e chutou, tentando afastá-lo. Tudo em vão, já que nada parecia impedir sua determinação.
— O que isso faz? — Ele gritou, puxando as rédeas dela.
Os cavalos bateram duro, e Sarah lutou pelo equilíbrio.
— Vamos, Lorde Earnston.Você vai matar-nos.
Ele soltou as rédeas por um momento, enquanto um grande arbusto os separava. Mas, a uma velocidade incontrolável, ele se aproximou novamente.
— O que é tão importante para que você arrisque sua vida? — Ele gritou sobre a tempestade.
Sarah sacudiu a cabeça. Por que ele não a deixava em paz? Maldita fosse a sua falta de jeito na biblioteca. Se ela não tivesse derrubado o vaso – se não tivesse tropeçado –, o conde nunca teria investigado o som. Mas ele tinha, e encontrou suas mãos enfiadas em sua coleção de peculiares3, roubando um dispositivo de outro tempo.
— Esqueça isto. Esqueça-me. — Gritou ela através do dilúvio. — Vá para casa!
— Não. — Ele disse, incitando seu cavalo a ficar diante dela.
Um ramo de árvore baixo bateu em seu rosto. Sarah se encolheu com dor. A noite era perfeita para o roubo, mas não para uma fuga a uma velocidade vertiginosa. Se continuassem a perseguição, seria apenas uma questão de tempo até que um deles fosse morto.
— Pare seu cavalo!
Sarah sacudiu a cabeça e chutou a montaria. Não importava os perigos, ela não podia obedecer. O futuro, o negócio de seu pai, tudo o que ela considerava importante dependia de sua fuga.
— Eu não posso. Milorde, por favor, deixe-me.
Ele apertou as rédeas dela e puxou com força. O cavalo de Sarah resistiu à agressividade, e ela se inclinou desajeitadamente para um lado. Sentindo-se prestes a cair, ela estendeu a mão e agarrou o conde. Suas rédeas escorregaram do aperto dele, enquanto seu braço forte rodeava a cintura de Sarah Sarah, lutando para impedi-la de cair entre os dois cavalos. Mas não foi muito eficiente. Seu cavalo se desviou, e ela caiu duramente contra a montaria de Sua Senhoria. Seus dedos, frios e molhados, deslizaram para agarrar a sela, mas seu cavalo se afastou dela.
— Espere, eu peguei você. — Praguejando, o conde tentou puxá-la para cima, mas a gravidade estava contra eles.
— Estou escorregando. Deixe-me ir. Eu vou derrubá-lo.
Os pés de Sarah arrastavam na estrada lamacenta e cheia de pedras, e ela se preparou para uma queda dolorosa. Um cavalheiro até ao fim, ele balançou a cabeça e tentou puxar o cavalo.
— Por favor, deixe-me ir. Mas era tarde demais.
Veja Vídeo do lançamento

Coleção Sissi



O Mistério de Silverdale
Os olhos verdes de lorde Charles, o conde de Eversleigh, pareciam sinceros e demonstravam um sentimento que Hester não devia reconhecer. O jovem e poderoso conde não podia amar uma simples governanta. Muito menos, ainda, se ela fosse prima de um chantagista. A verdade que poderia destruir sua felicidade encontrava-se oculta em Silverdale e Hester não descansaria enquanto não a descobrisse.


O Segredo da Viúva
Priscilla Hythe descia, com elegância, a escada para o hall de mármore, onde lorde Leopold Savage a esperava. O vestido de veludo azul realçava a esguia silhueta. Ao encontrar o ardente olhar do fascinante lorde, ela abaixou os luminosos olhos castanhos e ele compreendeu que Priscilla escondia algo em sua vida misteriosa. Lorde Leopold decidiu, então, descobrir o segredo da linda viúva, sem imaginar que arriscaria o que mais prezava: sua liberdade.


Três Lordes e um Amor 
O sonho de Alison, de casar-se com um lorde, ia se realizar. Já havia sido apresentada à nobreza e três jovens de sangue azul a cortejavam. Então, por que a perturbadora sensação quando fitava os olhos castanhos de Philip Trevelyan, que era um simples cavalheiro? Por que sofrera ao descobrir que ele amava a elegante lady Emma? Alison aprendia que a vida não é feita só de sonhos e risos, mas também de algo chamado amor, que é maravilhoso e às vezes faz chorar!

O Colar de Brilhantes
Susanna Harte sentia-se fascinada pelo charme latino do major Hugh Russell. Ela nunca vira um homem de olhos tão negros e misteriosos, que a faziam suspirar e sonhar cada vez que a fitavam. Hugh, porém, escondia um terrível segredo, e o sexto sentido de Susanna lhe dizia para não confiar nele. Quando o famoso colar de brilhantes dos Harte desapareceu, contudo, Susanna recusou-se a acreditar que Hugh fosse o culpado. O cavalheiro que roubou seu coração não poderia também ter roubado as joias da família! gante lady Emma? Alison aprendia que a vida não é feita só de sonhos e risos, mas também de algo chamado amor, que é maravilhoso e às vezes faz chorar!

Sonhos de uma Impostora
Para escândalo da alta sociedade, lorde Ashington, fascinado pela doce beleza de Katherine, dançou duas vezes seguidas com ela durante o primeiro baile da Temporada londrina. O coração da jovem Katherine quase explodiu de alegria; era delicioso rodopiar pelo salão nos braços do nobre cavalheiro! Mas aquele lindo sonho não iria durar para sempre. Lorde Keswick, um libertino sem escrúpulos, descobriu que Katherine não era uma dama legítima e ameaçou revelar a todos sua verdadeira origem . a menos que ela o aceitasse como marido!


Travessuras de Cupido 
Miranda Branscombe parecida destinada a permanecer solteira para sempre. Era uma moça excêntrica, com ideias muito avançadas para o seu tempo. E não podia ser considerada uma verdadeira beldade, pois era desajeita e alta demais. Foi então que seu irmão, Richard, decidiu arranjar-lhe um marido, e convidou o amigo Peter para ajudá-lo na difícil missão. Quando, por fim, encontraram não apenas um, mas dois candidatos à mão da jovem, Peter se sentiu enciumado. Por que lhe doía tanto a ideia de ver Miranda casada com outro homem?











Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi 
(relançamentos) 35-36-37-38, 39-40



Beijo da Meia-Noite

Série Guerreiros Sombrios
A Dra. Veronica Reid é uma arqueóloga de renome mundial cujas habilidades Druidesas a ajudam a desenterrar itens mágicos antigos.

A chegada do muito atraente e carismático Arran MacCarrick coloca-a na defensiva quando ele começa a questionar como ela realmente encontra seus artefatos... até que um inimigo desconhecido ataca e Ronnie descobre que Arran tem um segredo tão grande quanto o seu próprio. 
Juntos, eles desencadeiam uma paixão que tudo consome e que não será negada... Guerreiro Imortal Arran está em uma missão para encontrar o feitiço que prende o deus dentro dele. Mas um olhar para a impossivelmente bela Ronnie e ele sabe que há mais sobre ela do que aparenta.
Com o perigo que espreita em cada esquina e uma fome inegável que cresce com cada beijo, Arran deve revelar quem é para proteger Ronnie de seu inimigo. Agora ele não tem mais escolha senão lutar - ou morrer - pela mulher que ama...

Capítulo Um

Castelo de MacLeod, Maio de 2013

As coisas tinham mudado. E não exatamente para melhor. Arran MacCarrick olhava fixamente para o tabuleiro de xadrez, sem realmente ver. Ele tinha 646 anos de idade, e hoje ele sentia todos os dias desses anos. Uma grande tristeza pesava sobre ele. Não por ele mesmo, mas pelos seus amigos. Isso guerreava com a inquietação que o incitava a fazer alguma coisa.
A necessidade da batalha, trabalhava seu corpo em um frenesi quando ele soltava os poderes de seu deus dentro dele, Memphaea. O anseio por algo para fazer o mantinha acordado à noite, e no limite durante o dia. Ele procurava por qualquer coisa, e tudo, para ocupar seus pensamentos e seu corpo. Mesmo que fosse por um tempo. Camdyn disse que ele precisava de uma mulher. Arran bufou interiormente. A última coisa que precisava era de uma mulher que se interpusesse em seu caminho e o fizesse se preocupar com sua mortalidade.
Uma mulher.
― Provavelmente não. ― murmurou.
Uma indesejada lembrança de sua irmã encheu seus pensamentos. Ela tinha sido uma estrela luminosa e brilhante em seu mundo. Um espírito livre que via apenas o bem. Seu futuro deveria ter sido preenchido com amor e risos.  Em vez disso, Deirdre o encontrou. Shelley, sua doce irmã, tentara ajudá-lo. Em troca, ela foi despedaçada diante de seus próprios olhos.
Ele não tinha se tornado um guerreiro então, não tinha o poder de parar os wyrrans. Mas mesmo agora com esse poder correndo sob sua pele, ele sabia que estava melhor sem quaisquer obstáculos.
Estava realmente?
Levantou os olhos do tabuleiro de xadrez para ver Lucan e Cara andando de mãos dadas pelas escadas, sussurrando palavras de amantes passando entre eles.
Espontaneamente, as noites solitárias o assaltaram. Enquanto os outros riam e conversavam com suas mulheres, ele se sentava sozinho em seu quarto, olhando para a televisão sem prestar atenção ao filme que alguém lhe tinha dado para assistir. Arran sabia que ele estava melhor sozinho, mas admitia, só para si mesmo, que invejava o que os outros guerreiros tinham com suas mulheres. Os sorrisos, os toques, os olhares secretos.
Foram essas mulheres, todas formidáveis Druidesas, que ajudaram a moldar cada Guerreiro no castelo. Os Druidesas eram fortes, independentes e ferozes. A combinação perfeita para os guerreiros highlanders imortais que tinham reivindicado.
Arran e os outros do Castelo MacLeod haviam matado os dois mais malvados que já haviam andado pela Terra, e perderam amigos no processo.
Levaram séculos para acabar com o reino do mal. Depois de derrotar tais ameaças, a felicidade deveria ter seguido. Mas o destino nem sempre era tão gentil.
Arran lembrou-se de seu parceiro quando olhou para cima para encontrar Aiden olhando para ele com impaciência. Arran estava movendo seu cavalo no tabuleiro de xadrez quando Larena irrompeu no grande salão, seguida de perto por seu marido, Fallon MacLeod.
― Cheque!

Destino Insólito


Uma era turbulenta... Uma terra inóspita... E uma paixão que resistiu ao tempo!

Casada contra a sua vontade com um brutamontes das Terras Altas, a linda e graciosa Kylynn Gowrie sentiu-se reviver quando conheceu o atraente Roarke MacKinnon... Roarke irrompeu de repente na corte da rainha Mary da Escócia, para reivindicar suas terras, mas seus modos gentis e sua ternura conquistaram o coração de Kylynn, que ansiava por entregar-se àquela paixão proibida...
Quando, porém, a rainha da Inglaterra tramou um ardil para a rainha da Escócia, a quem Kylynn venerava, o destino fez de Roarke seu inimigo. Seria o amor deles forte o suficiente para sobrepujar as agruras e as traições de uma guerra implacável?...

Capítulo Um

Escócia, 1565
O céu do meio-dia estava escuro enquanto o sol tentava escapar das nuvens cinzentas que se avolumavam numa ameaça de tempestade iminente.
Roarke MacKinnon olhou para as nuvens com irritação. Desde o início, a expedição ordenada pela rainha vinha sofrendo um atraso após o outro. O que mais poderia dar errado? O que ele não daria para dar meia-volta... Mas fora encaminhado para a Escócia sob as ordens de Elizabeth. Somente um tolo ousaria contrariar as ordens da rainha, e Roarke estava bem longe de ser um. Embora sua missão lhe deixasse um gosto amargo na boca, seguiria em frente.
Espião. Não gostava da palavra. Não era do tipo de homem que agia furtivamente, observando as pessoas e reportando cada uma de suas palavras e ações. Elizabeth lhe dissera que ele seria um emissário, mas ele sabia que essa era apenas outra denominação para a mesma função.
Não que lorde Burghley não tivesse sido bem convincente ao falar da rainha escocesa e da ameaça que ela representava para todos os ingleses.
O homem seria capaz de convencer um fazendeiro de que uma ovelha era uma vaca, Roarke pensou com seus botões, bravo consigo mesmo por ter aceitado as palavras dele. Em menos de uma hora provocara seu patriotismo a ponto de fazê-lo esquecer que também tinha sangue escocês.
Brandindo a espada, ele prometeu proteger Elizabeth da megera caprichosa que reinava em Edimburgo. Agora se arrependia de suas palavras fervorosas. Não tinha nada contra Mary, muito menos apreciava a ideia de entrar em sua corte sob falsos pretextos.
Elizabeth armara o plano: Roarke deveria pedir uma audiência com a rainha a fim de solicitar que o título e as terras de seu pai lhe fossem devolvidos, jurando-lhe fidelidade. Deveria fingir uma desavença com Elizabeth e com tudo o que fosse inglês. Resumindo, deveria encontrar um modo de ganhar a confiança de Mary para manter Elizabeth informada de tudo o que ela pensasse ou fizesse.
Roarke não gostava da missão, porém, talvez valesse a pena pelo simples fato de se distanciar da corte elisabetana. Embora fosse leal à casa dos Tudor, não era homem de apreciar as necessidades constantes de uma rainha exigente. Elizabeth era vaidosa. Não obstante ajudasse seus favoritos, poderia muito bem aniquilá-los, sem nunca demonstrar remorso. Sua corte se assemelhava a um campo de batalha onde as armas eram dinheiro, vestes finas, bela aparência e elogios vãos. Esse tipo de ambiente não servia para ele. Só lhe restava esperar que a corte escocesa lhe fosse mais aprazível.
— Uma tempestade se aproxima, não? 

A Promessa de um Cavaleiro




Separados pela guerra, unidos pelo amor!

Gaira sabe que não deve confiar no sombrio cavaleiro inglês que encontra nas ruínas do vilarejo onde sua irmã vivia. 
Porém, como seu mundo fora completamente devastado pela guerra, ela não tem escolha além de acompanhá-lo. 
Robert de Dent a levará a um lugar seguro… e nada mais! 
Mesmo que a coragem e a resiliência de Gaira façam esse temido guerreiro desejar protegê-la a todo custo, ele precisa se afastar. Mas tudo mudará quando Gaira descobrir a verdade sobre Robert!
Escócia

Abril de 1296
– Mais rápido, magrelinho, vamos lá, voando!
Gaira de Clan Colquhoun inclinou-se para a frente e abraçou o pescoço do cavalo roubado. Quanto tempo ela teria antes que seu noivo ou seus irmãos descobrissem em que direção ela havia fugido? Dois dias, três? Tempo apenas suficiente para chegar em segurança à casa de sua irmã.
Era impossível forçar o cavalo a aumentar o passo. O pobre suava em bicas e sua respiração estava ruidosa, em cadência com o galope veloz. Ela própria respirava no mesmo ritmo frenético.
Lá estava! Assim que chegasse à última colina estaria a salvo. Em segurança! E teria comida, cama e o acalento caloroso do conforto e conselhos de sua irmã.
Ela virou a cabeça para olhar para trás. Não havia sinal de perseguição. Seu coração ficou mais leve e ela relaxou um pouco as rédeas.
– Conseguimos, rapaz! Só um pouco mais e você terá uma lauta e merecida refeição!
Gaira sentiu o cheiro de fumaça antes de alcançar o topo da colina. Era uma mistura de fumaça amanhecida, queimada, muito calor, relva ressecada e animais em decomposição. O cavalo deu um passo para o lado e sacudiu a cabeça, agitado, mas ela reassumiu o controle e o conduziu até o topo do terreno elevado.
Foi então que se deparou com o horror no vale logo abaixo. Sentindo-se fraca, deixou-se cair sobre o pescoço do cavalo e escorregou da sela. O tornozelo esquerdo torceu-se sob o peso de seu corpo quando o pé tocou o chão, mas Gaira não sentiu dor enquanto punha para fora o desjejum de bolinhos de aveia e água. Em seguida, com o estômago vazio, sentiu as palmas das mãos ásperas de terra e a relva seca estalando sob os joelhos. O cavalo não estava mais ali.
Ela se levantou, respirou fundo e tossiu. Não era de gado em decomposição o cheiro que sentia, mas de cabelo queimado e carne humana carbonizada.
O odor fétido era tudo o que restava do vilarejo em que sua irmã morava. As choupanas dos arrendatários pareciam carcaças vazias e enegrecidas. Não havia mais telhados, nem paredes, apenas estruturas queimadas sendo consumidas pelos derradeiros focos de chamas.
O vale inteiro parecia ter sido atingido por uma bola de fogo que transformara as choupanas em meras armações de gravetos. Enormes redemoinhos retorcidos de fumaça preta subiam em anéis espessos para o ar e desapareciam no céu claro da manhã.
O silêncio era opressivo. Não havia canto de pássaros, nem farfalhar de folhas nas árvores, nem zumbido de insetos. Todos os sons da Escócia pareciam ter sido sugados pelo ar parado.
Por alguns segundos, o coração de Gaira parou de bater e ela parou de respirar. Irvette. Sua irmã. Talvez ela não estivesse em casa quando aquela desgraça acontecera. Não queria pensar. Forçando-se a andar, tropeçou quando seu pé virou. Não conseguiria descer a encosta com aquele tornozelo machucado.
Olhou por sobre o ombro. O cavalo estava na beirada do morro, assustado com o calor e o cheiro pungente e ardido; Gaira sabia que seria inútil chamá-lo, ele não viria.
Abaixando-se e apoiando-se nas mãos e nos joelhos, ela engatinhou de costas em direção ao vale. Lufadas de calor trazidas pelo vento agitavam sua túnica e as calças largas de montaria. Ela tossiu quando a fumaça lhe atingiu o rosto. Quando chegou ao sopé da colina, ficou em pé, tirou o pequeno chapéu marrom que usava e cobriu com ele a boca e o nariz.
Seus olhos esquadrinharam toda a área devastada, enquanto ela tentava assimilar o que via. Placas de sapé, tábuas de madeira e móveis estavam espalhados pelas passagens entre as choupanas, mas não era só isso…