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2 de abril de 2017

Promessa Audaz

Série Velvet Montgomery

O país inteiro aguardava o casamento de Judith Revedoune e Gavin Montgomery.

Embora Judith prometesse a si mesma que seu marido a possuiria apenas pela força, o primeiro contato entre os dois, ante o altar florido, ascendeu a chama de uma paixão indisfarçável.
Quando Gavin olhou no fundo dos olhos dourados, sentiu-se consumido pelo desejo....
Mas ele já havia entregue seu coração à outra. Humilhada e sozinha em um castelo estranho, Judith resolve odiar a seu marido, que toma seu corpo, mas rejeita a sua alma. Porem ela sabe que o ama e teme perde-lo.

Prólogo


Inglaterra, 1501.
Judith Revedoune olhou para o pai por cima do livro contábil. Sua mãe, Helen, estava ao seu lado. Judith não sentia medo do homem, apesar de tudo o que tinha feito ao longo dos anos para fazê-la temê-lo. Seus olhos estavam vermelhos, com profundos círculos debaixo deles. Ela sabia que seu rosto devastado era devido ao seu pesar pela perda de seus amados filhos, dois ignorantes, homens cruéis que eram réplicas exatas de seu pai.
Judith estudou Robert Revedoune com uma certa curiosidade. Geralmente não se preocupava com sua única filha. Ele não via utilidade para as mulheres desde que sua primeira esposa morreu e a segunda, uma mulher assustada, tinha apenas lhe dado uma menina.
— O que você quer? — Judith perguntou calmamente.
Robert olhou para a filha como se a visse pela primeira vez. Na verdade, a moça tinha sido mantida escondida a maior parte de sua vida, enterrada com sua mãe em seus próprios aposentos em meio a seus livros e registros contábeis. Ele notou com satisfação que ela parecia com Helen naquela idade. Judith tinha aqueles olhos dourados estranhos que alguns homens adoravam, mas que ele achava desconcertantes. Seu cabelo era castanho-avermelhado. Sua testa era larga e forte, como era seu queixo, seu nariz reto, sua boca generosa. “Sim, servirá”, pensou. Poderia usar sua beleza em vantagem própria.
— Você é a única que me resta, — disse Robert, sua voz pesada de desgosto. — Se casará e me dará netos.
Judith olhou para ele em estado de choque. Durante toda a sua vida, Helen a treinara e educara para o convento de freiras. Não se tratara de uma piedosa educação de orações e cânticos, mas de ensinamentos e práticas, que levam à única carreira aberta a uma nobre. Ela poderia se tornar uma abadessa antes de completar trinta anos. Uma abadessa era tão diferente da mulher comum, quanto o rei de um servo. Ela governava terras, propriedades, aldeias, cavaleiros. Comprava e vendia de acordo com seu próprio critério. Era procurada por homens e mulheres por sua sabedoria. Uma abadessa governava e não recebia ordens de ninguém.
Judith podia contabilizar livros para uma propriedade grande, podia fazer julgamentos justos em disputas, e sabia quanto trigo calcular para alimentar certa quantidade pessoas. Podia ler e escrever, dirigir uma recepção para um rei, dirigir um hospital: Tudo o que ela precisasse, tinha-lhe sido ensinado.
E agora esperava-se que esquecesse tudo e se tornasse a serva de algum homem?
— Não o farei.
A voz estava baixa, mas as poucas palavras não poderiam ter sido mais altas se tivessem sido gritadas do telhado de ardósia.
Por um momento, Robert Revedoune ficou perplexo. Nenhuma mulher jamais o desafiou com um olhar tão firme antes. De fato, se não soubesse que ela era uma mulher, sua expressão teria sido confundida com a de um homem. Quando se recuperou do choque, esbofeteou Judith, jogando-a no outro lado do pequeno quarto. Mesmo deitada no chão, com um fio de sangue escorrendo pelo canto da boca, ela olhou para ele, absolutamente, sem nenhum medo em seus olhos, apenas nojo e um toque de ódio. Sua respiração ficou presa por um momento com o que viu. De certa forma, a garota quase o assustava.
Helen correu para sua filha, sem perda de tempo. Agachou-se ao lado dela, tirou de entre suas roupas um punhal de mesa. Olhando para a cena primitiva, o momentâneo nervosismo de Robert o deixou. Sua esposa era uma mulher que ele podia entender. 

Apesar da aparência externa de um animal zangado, no fundo de seus olhos ele percebia fraqueza. Em segundos, agarrou seu braço, a faca voando pelo quarto. Ele sorriu para sua filha enquanto segurava o antebraço de sua esposa em suas poderosas mãos e quebrava os ossos como se quebrasse um galho.
Helen entrou em colapso a seus pés, sem dizer uma palavra.
Robert olhou de volta para a filha onde ainda estava deitada, incapaz de compreender sua brutalidade.
— Agora, qual é a sua resposta, moça? Você se casa ou não?
Judith assentiu brevemente antes de se virar para ajudar a mãe inconsciente.

Série Velvet Montgomery
1- Promessa Audaz
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Veja vídeo do lançamento



2 de julho de 2011

A Conquista

Série Peregrine
A encantadora Zared Peregrine era o orgulho da família, um tesouro que seus ferozes irmãos querem proteger a todo o custo de seus eternos inimigos, os Howard.

Os Peregrine já tinham sofrido suficientes perdas nas mãos destes inimigos. 

Os Irmãos de Zared a tinham treinado na arte da guerra, e a tinham vestido como um menino.
No castelo Peregrine, ninguém sabia que o jovem Peregrine era uma mulher...Até que o Cavalheiro Tearle Howard volta de seu retiro na França, e não lhe custa muito dar-se conta que Zared é uma garota e além disso, muito formosa.  Agora, como o furor da inimizade entre suas famílias, Tearle quer ganhar o coração de Zared e salvá-la da escuridão e da obsessão de morte de seus irmãos.

Comentário Revisora Maristela: O que posso falar desse livro, para que vocês possam ter uma idéia do que vão ler...Lindo! Lindo!! Lindo!!! Adoro livros Históricos, com homens rudes, seguros, e TDB (tudo de bom), este foge a regra...O mocinho além de tudo isso é...apaixonante..fofo...sem igual! Conquista a mocinha, a família e ao leitor!! É uma verdadeira lição ao que realmente importa na vida!!! Leiam, e vejam que tenho razão!!!


Capítulo Um

Inglaterra-1447
O antigo castelo, que a distância parecia velho e necessitado de restauração, emergia rodeado por um fosso.
No terreno a sua frente, diferentes homens se exercitavam com espadas e lanças. Alguns deles lutavam de pé e outros no cavalo.
Dois homens assistiam o treinamento; ambos robustos, musculosos e aparentando uma intensa concentração.
Eram os irmãos sobreviventes da família Peregrine; os outros haviam morrido em uma luta antiga entre eles e os Howard e que duravam três gerações.
— Onde está Zared? — gritou Rogan, o mais velho.
O sol brilhava sobre seus cabelos avermelhados que herdara de seu pai.
— Está na casa, — Severn gritou olhando para o irmão. — Vi Zared se afastar — acrescentou sem usar o pronome “ela” para que os homens que o rodeavam não soubessem que Zared era uma mulher. Rogan concordou e voltou a olhar seus homens que lutavam a pouca distância dele.  Por causa dos Howard, de sua covardia, já tinha perdido quatro irmãos e há dois anos antes, esteve a ponto de perder sua esposa.  Não pretendia perder também sua irmã, e este era o motivo pelo qual sempre se preocupava em saber onde se encontrava.
Olhou zangado para os combatentes: 

— Acaso são mulheres que estão lutando com tão pouco vigor? Venham e mostrarei como se faz.
Pegou a espada de um deles e passou ao ataque, em poucos minutos pôs o adversário de joelhos e aborrecido olhou para o homem.  Levantou a espada para voltar a atacá-lo, mas a deixou cair no chão e se afastou. Como podia proteger sua família, proteger a pouca terra que tinha ficado aos Peregrine se os homens que lutavam para ele eram tão fracos?
Montou em seu cavalo para ir ao castelo, mas Severn o deteve. — Vai procurá-la? — perguntou em tom belicoso ao irmão quando ficaram sozinhos.
Estava aborrecido pelo fato de seu irmão não acreditar em sua afirmação de que Zared estava segura.
— É desobediente

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Série Peregrine
1- O amor de Lady Liana
2- A Conquista

26 de junho de 2011

A Donzela

Série Montgomery

Ele tinha que conquistar o coração do seu povo, mas antes deveria conquistar o coração de sua rainha...

Ele era sábio, forte e valente. Seu destino era ser rei. Ela era jovem, formosa, uma princesa guerreira. 
Seu destino era amá-lo. Mas quando se conheceram, eram somente um homem e uma mulher, consumidos por uma paixão tão súbita e tão profunda, que o mundo desapareceu com o primeiro beijo. 
Depois, quando o beijo ainda ardia em seus lábios, Jura descobriu que aquele cavalheiro não era outro senão o odiado príncipe Rowan, quem regressava da Inglaterra para usurpar o trono.
Furiosa, Jura decidiu ser a inimiga desse príncipe, cujo formoso rosto a atormentava de día e de noite. Mas nada deteria Rowan, decidido a ganhar a guerra... e nada o deteria em seu afã de conquistar a valente e bela Jura, para convertê-la em sua esposa, sua rainha, seu amor...

Capítulo Um

Inglaterra, 1299
William de Bohun se achava escondido entre as sombras dos muros de pedra do castelo e contemplava a seu sobrinho, que se encontrava sentado junto à janela. Rowan, de cabelos loiros que brilhavam ao sol, franzia o cenho de seu formoso rosto ao concentrar-se no estudo do manuscrito que tinha ante si. William preferia não pensar quanto tinha chegado a significar para ele esse jovem, com o passar do tempo. Rowan era o filho que tivesse desejado ter.
Ao olhar ao jovem arrumado, alto, de ombros largos e quadris estreitos, voltou a perguntar-se como um homem feio e sinistro como Thal pôde ter engendrado a alguém como Rowan. Thal se fazia chamar rei da Lanconia, mas se vestia com peles de animais, seus sujos cabelos lhe chegavam até os ombros e comia e falava como um bárbaro. Ao William produzia aversão e só tolerava sua presença em sua casa porque o tinha pedido o rei Edward. William lhe tinha devotado sua casa hospitaleiramente e tinha ordenado a seu mordomo que organizasse entretenimentos para aquele homem vulgar e tosco, mas, pessoalmente, manteve-se afastado desse jovem detestável.
Agora, ao William assaltavam lembranças angustiantes quando olhava ao Rowan. Quando William esteve ocupado, longe do castelo, sua querida e formosa irmã Anne se apaixonou por esse homem detestável. Quando William se deu conta do ocorrido, Anne já estava tão enfeitiçada por ele que ameaçava matando-se se o perdia. O estúpido rei bárbaro nem sequer parecia dar-se conta de que Anne punha em perigo sua alma imortal pelo solo feito de mencionar o suicídio.
Nada de quanto William houvesse dito, teria desanimado a Anne. William lhe dizia que Thal era uma pessoa repulsiva e Anne o olhava como se fora tolo.
— Não é repulsivo para uma mulher — havia dito ela, rendo de tal modo que William experimentava náuseas ao pensar que as mãos desse homem untuoso e sombrio pudessem tocar a Anne, tão loira e esbelta.
Finalmente, o rei Edward tinha tomado uma decisão por ele. Havia dito que os lanconianos eram poucos mas ferozes e que se seu rei desejava uma esposa inglesa devia tê-la.
De modo que o rei Thal se casou com a Anne, a formosa irmã do William. Este se embriagou durante dez dias, com a esperança de que, quando recuperasse a sobriedade, descobrisse que tudo tinha sido produto de sua imaginação. Mas quando despertou de seu estupor alcoólico viu o Thal, um pouco mais alto que sua irmã, inclinado sobre ela, envolvendo sua loira beleza com seu tenebroso corpo.

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Série Montgomery
1. A donzela
2. Promessa Audaz
3. Conquista Audaz
4. Velvet Song
5. Velvet Angel
6. A Herdeira
7. The Raider
8. Mountain Laurel
9. Eternity
10. The Duchess
11. The Temptress
12. Wishes
13. The Awakening
14. The Invitation
15. The Princess
16. O Cavaleiro da Armadura Brilhante
17. High Tide
18. Forever...: A Novel of Good And Evil, Love And Hope
19. Forever and Always
20. Always
21. Someone to Love
*  Itens em inglês: Não publicado no Brasil

1 de maio de 2011

O Amor De Lady Liana

Série Peregrine

Os mais belos cavalheiros ingleses rendiam homenagens à rica Liana Neville, mas o desacreditado guerreiro Rogam Peregrine era o único que não ocultava seus intensos desejos.

Suas ardentes carícias converteram em fogo líquido o sangue de Liana, e ela jurou que este homem magnífico e selvagem seria seu.
Em um gesto audaz, a delicada beleza lhe outorgou sua mão -e o mais rico dote do país. Mas ele estava envolvido em uma feroz disputa: pelo amor traído, os irmãos mortos e o lar ancestral usurpado.
No castelo de Rogam, Liana organizaria seu sítio de amor... para resgatar o espírito arrasado e conquistar o coração indomável desse homem...


Capítulo Um

Inglaterra, 1445
—Parte sua filha ou vou eu —disse asperamente Helen Neville, as mãos na cintura, o olhar cravado em seu marido Gilbert.
Ele estava comodamente instalado no assento acolchoado da janela, o sol atravessando as persianas de madeira pintadas de azul da velha janela de pedra.
Estava coçando as orelhas de seu cachorro favorito, e saboreava apetitosos pedaços de carne moída.
Como de costume, Gilbert não respondeu a sua reclamação e ela fechou os punhos, irritada.
Gilbert tinha doze anos mais e era o homem mais preguiçoso que Helen conhecera.
Em que pese a que dedicava todos seu tempo à equitação, seguindo a pista de um falcão, seu ventre era volumoso e aumentava dia após dia.
É obvio, ela o desposou por seu dinheiro, por sua baixela de ouro, seus milhares de hectares de terra, seus oito castelos (dois dos quais ele jamais vira), seus cavalos e seu exército de homens, os formosos vestidos que ele podia oferecer a ela e suas duas filhas.
Helen lera uma lista das propriedades de Gilbert Neville e respondeu afirmativamente à proposta de matrimônio sem pedir sequer uma entrevista com o candidato.
E agora, um ano depois do casamento, Helen se perguntava: Se tivesse conhecido Gilbert e sido advertida de sua ociosidade, teria se perguntado quem administrava suas propriedades?
Contava com os serviços de um mordomo de hierarquia superior? Sabia que ele, tinha só uma filha legítima, uma jovem pálida, de atitude tímida, que não havia dito uma palavra a Helen antes do matrimônio; mas possivelmente Gilbert tinha um descendente ilegítimo que administrava suas posses.

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Série Peregrine
1- O Amor de Lady Liana
2- A Conquista

15 de novembro de 2010

As Gêmeas Chandle

1- MULHER DE FOGO





Fisicamente, ninguém conseguia diferenciar as gêmeas idênticas da família que fundou Chandler, no Colorado.

Por isso, todos as tratavam como um ser único, conhecido como Blair-Houston para evitar enganos.
No entanto, as semelhanças se limitavam à aparência.
Uma é a dama perfeita.
A outra quer quebrar barreiras e ser médica.
E a troca de personalidade por uma noite mudou as vidas das duas representantes da "realeza" local para sempre e nunca mais Chandler, a cidade mineradora, foi a mesma...

Prólogo
Filadélfia, Pensilvânia, Abril, 1892

— Surpresa! — onze pessoas gritaram à entrada de Blair Chandler na sala de jantar de seu tio Henry.
Ela era uma bonita jovem, com cabelos castanho-escuros realçados por reflexos ruivos, grandes olhos azul-esverdeados, nariz reto e aristocrático, e uma boca pequena bem desenhada.
Blair parou por um momento, tentando disfarçar as lágrimas de felicidade, enquanto olhava para as pessoas à sua frente.
Lá estavam tio Henry e sua esposa e, ao lado deles, Alan e seus colegas estudantes de medicina — uma mulher e sete homens.
Enquanto todos a contemplavam com prazer, ela, de pé, atrás da mesa repleta de presentes, não parecia lembrar-se dos últimos anos de luta para formar-se e receber seu diploma de médica.
Tia Fio, com a graça de uma jovenzinha, adiantou-se:
— Não fique aí parada, querida. Estão todos morrendo de vontade de ver seus presentes.
— Primeiro este aqui — disse tio Henry, entregando-lhe um pacote grande. Blair pensou saber o conteúdo da caixa, mas temia uma frustração.
Quando rasgou o invólucro e viu a maleta de couro com os instrumentos médicos novos e brilhantes, sentou-se pesadamente na cadeira atrás de si, incapaz de falar.
Tudo o que conseguiu fazer foi correr um dedo pela placa de bronze na maleta, onde estava escrito: Dra. B. Chandler.
— É esta a mulher que colocou ovos podres no armário do professor de cirurgia? — manifestou-se Alan, quebrando o silêncio embaraçoso. — É esta a mulher que enfrentou toda a diretoria dos hospitais de Filadélfia? — Curvando-se, pôs os lábios bem junto de sua orelha. — É esta a que tirou o primeiro lugar nos exames do St. Joseph, tornando-se a primeira médica interna de seus quadros?
Passou-se um momento antes que Blair pudesse reagir:
— Eu? — murmurou, levantando os olhos para ele, a boca aberta, expressando descrença.










Gêmeas Chandler
1- Mulher de Fogo
2- Mulher de Gelo

24 de janeiro de 2009

Mulher de Gelo

As Gêmeas Chandler

O que era mais forte?
Seu segredo de mulher ou aquela atração invencível?

Na cidade de Chandler, Colorado, todo homem sonhava em conquistar Houston Chandler e sua irmã gémea, Blair. 
Mas, para Kane, um rude forasteiro novo-rico, Houston era a mulher de gelo que representava o desafio de sua vida e que ele queria despertar para o mais intenso amor. E Kane sempre conseguia o que desejava... 

Prólogo

A Velha Gorda, com os cabelos cinzentos e ásperos escapando de um chapéu surrado, dentes escuros, era surpreendentemente ágil ao içar-se para o banco da grande carroça. Atrás havia uma boa variedade de legumes frescos, cobertos com uma lona úmida.
– Sadie. Ela virou-se para a esquerda e viu o reverendo Thomas, alto, elegante, as sobrancelhas cerradas de preocupação. 

– Você será cuidadosa? Não vai fazer nenhuma tolice que chame a atenção sobre você?
– Prometo – disse Sadie, num tom calmo e juvenil. – Voltarei logo. – Em seguida, atiçou os cavalos, imprimindo-lhes um passo arrastado. A estrada que saía da cidade de Chandler, no Colorado, e alcançava a mina de carvão para onde Sadie se dirigia, era longa e movimentada.  Teve que parar e esperar que o trem passasse por um dos ramais da ferrovia Colorado and Southern.  Cada um dos dezessete campos de vão próximos de Chanciler tinha sua própria linha de trem dentro do campo.  Fora do desvio para a mina Fenton, Sadie passou por outra carroça de mercadorias, também com uma velha na boléia. Deteve os quatro cavalos e sondou a paisagem, até onde podia ver.
– Algum problema? – Sadie perguntou com calma à outra velha.
– Nenhum, mas a conversa sobre sindicato está cada vez mais forte. E você? Sadie fez um sinal com a cabeça.
– Houve uma explosão no túnel número seis, na semana passada. Os homens não perderam tempo para escorar enquanto escavavam. Você tem hortelã?
– Dei-a toda, Sadie – disse a mulher, inclinando-se para mais perto. – Tenha cuidado. A Little Pamela é a pior. Rafe Taggert me assusta.
– Ele assusta muita gente. Aí vem outra carroça. – Baixou a voz enquanto atiçava os cavalos. – Até a semana que vem, Aggie. Não receba dinheiro vivo.
Sadie passou pelos homens da carroça que se aproximava e cumprimentou-os.  Momentos mais tarde, descia a longa estrada que ia para o campo de Little Pamela.
A subida para o desfiladeiro era íngreme e ela não viu o posto da guarda até chegar diante dele. Sem querer, seu coração começou a bater.
– Bom dia, Sadie. Você trouxe nabos?
– Grandes, e bem bonitos. – Ela fez uma careta, mostrando as rugas e os dentes estragados.
– Guarde uma saca para mim, viu? – disse o guarda enquanto destrancava o portão. Não falava sequer em pagamento. Abrir o portão para deixar que uma estranha entrasse no campo fechado já era pagamento suficiente.
Os guardas ficavam postados lá para ter certeza de que nenhum organizador de sindicatos entrasse.  Se suspeitassem de que alguém estava tentando organizar os mineiros, os guardas atiravam primeiro e faziam perguntas depois.  Com essa espécie de poder, tudo que tinham a fazer era alegar que, quem quer que fosse que tivessem matado, era um sindicalista, pois tanto o júri local como o estadual os absolveria. Os donos das minas tinham o direito de proteger suas propriedades.
Sadie teve trabalho para manobrar a grande carroça de quatro cavalos através das ruas estreitas e cobertas de carvão.  De cada lado, havia armações de caixas que os donos das minas chamavam de casas, quatro ou cinco pequenos cômodos, com uma privada e barracão para carvão, do lado de fora. A água era trazida em baldes de um poço comum infestado de carvão.
Sadie passou em frente do armazém da companhi e cumprimentou friamente o dono. Eram inimigos naturais.
Os mineiros eram pagos ilegalmente com vales, assim a família só podia comprar o que precisasse no armazém da companhia.
Algumas pessoas diziam que os proprietários das minas ganhavam mais com os armazéns do que com o carvão.
A sua direita, entre os trilhos dá estrada de ferro e a encosta íngre-me, estava Sunshine Row – uma fila separada de casas duplas pintadas de um amarelo horrível. Não havia quintais e as casas com seus quartinhos de privada ajeitavam-se entre quatro metros.
Sadie conhecia muito bem a combinação da fumaça do trem misturada com os outros cheiros. Era aí que os mineiros novos moravam. Parou os cavalos em frente a uma das maiores casas da mina.
– Sadie! Pensei que não viesse – disse uma mulher jovem e bonita, enquanto saía da casa, enxugando as mãos e os braços molhados em uma toalha fina.
– Você me conhece 











As Gêmeas Chandler
1- Mulher de fogo
2- Mulher de Gelo
Série Concluída
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