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18 de setembro de 2017

A Donzela

Série Saga Montgomery
Ele tinha que conquistar o coração do seu povo, mas antes deveria conquistar o coração de sua rainha...

Ele era sábio, forte e valente. Seu destino era ser rei. Ela era jovem, linda, uma princesa guerreira. Seu destino era amá-lo.
Mas quando se conheceram, eram somente um homem e uma mulher, consumidos por uma paixão tão súbita e tão profunda, que o mundo desapareceu com o primeiro beijo. Depois, quando o beijo ainda ardia em seus lábios, Jura descobriu que aquele cavaleiro não era outro senão o odiado príncipe Rowan, que regressava da Inglaterra para usurpar o trono de seu meio-irmão. Furiosa, Jura decidiu ser a inimiga desse príncipe, cujo lindo rosto a atormentava de dia e de noite. Mas nada deteria Rowan, decidido a ganhar a guerra...E nada o deteria em seu afã de conquistar a valente e bela Jura, para convertê-la em sua esposa, sua rainha, seu amor....

Capítulo Um

Inglaterra, 1299
William de Bohun se achava escondido entre as sombras dos muros de pedra do castelo e contemplava seu sobrinho, que se encontrava sentado junto à janela. Rowan, de cabelos loiros que brilhavam ao sol, franzia o cenho de seu lindo rosto ao concentrar-se no estudo do manuscrito que tinha diante de si. William preferia não pensar o quanto esse jovem tinha chegado a significar para ele, com o passar do tempo. Rowan era o filho que desejava ter tido.
Ao olhar para o jovem bonito, alto, de ombros largos e quadris estreitos, voltou a se perguntar como um homem feio e sinistro como Thal pôde ter gerado alguém como Rowan. 
Thal era chamado rei da Lanconia, mas se vestia com peles de animais, seus cabelos sujos chegavam até os ombros, comia e falava como um bárbaro. William tinha-lhe aversão e só tolerava sua presença em sua casa porque o rei Edward tinha pedido. William lhe tinha devotado sua casa, hospitalidade e ordenado a seu senescal que organizasse entretenimentos para aquele homem vulgar e tosco, mas, pessoalmente, manteve-se afastado desse jovem detestável.
Agora, assaltavam a William lembranças angustiantes quando olhava para Rowan. 
Enquanto William estava ocupado, longe do castelo, sua querida e linda irmã Anne se apaixonou por esse homem detestável. Quando William se deu conta do ocorrido, Anne já estava tão enfeitiçada por ele que ameaçava se matar se o perdia. 
O estúpido rei bárbaro nem sequer parecia dar-se conta de que Anne punha em perigo sua alma imortal pelo simples fato de mencionar suicídio.
Nada do que William houvesse dito, teria desanimado Anne. William disse-lhe que Thal era uma pessoa repulsiva e Anne o olhava como se fosse um tolo.
— Não é repulsivo para uma mulher. — Havia dito ela, rindo de tal modo que William experimentava náuseas ao pensar que as mãos desse homem gorduroso e sombrio pudessem tocar Anne, tão loira e esbelta.
Finalmente, o rei Edward tinha tomado uma decisão por ele. Havia dito que os lanconianos eram poucos, mas ferozes e que se seu rei desejava uma esposa inglesa, devia tê-la.
De modo, que o rei Thal se casou com Anne, a linda irmã de William. Este se embriagou durante dez dias, com a esperança de que, quando recuperasse a sobriedade, descobrisse que tudo tinha sido produto de sua imaginação. Mas quando despertou de seu estupor alcoólico viu Thal, um pouco mais alto que sua irmã, inclinado sobre ela, envolvendo sua loira beleza com seu tenebroso corpo.
Nove meses mais tarde nasceu Rowan. No primeiro momento, William experimentou um extraordinário carinho pelo pequeno. Embora estivesse casado, William não tinha filhos, mas desejava fervorosamente um menino. Thal demonstrou total indiferença com o bebê.
— Ora, grita em extremo e cheira mal como os outros. As crianças são para as mulheres. Aguardarei até que se converta em um homem. — Grunhido Thal, com seu estranho acento inglês. O que mais lhe interessava era que Anne se recuperasse rapidamente do parto para voltar a deitar-se com ela.
William considerava Rowan como se fosse dele e passava longas horas fazendo brinquedos para ele, brincando com o menino e ajudando-o a caminhar quando deu seus primeiros passos. Rowan começou a converter-se em sua razão para viver.
Quando o menino tinha pouco mais de um ano, nasceu sua irmã Lora. Como seu irmão, era bonita e loira e não parecia ter herdado nada de seu moreno pai.
Quando Lora tinha cinco dias de vida, Anne morreu. Imerso em sua dor, William só se preocupou com seu próprio sofrimento. Não percebeu a dor e nem a amargura de Thal. William só pensava que Thal era a causa da morte de sua adorada irmã.



Série Saga Montgomery
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira

7 de agosto de 2017

O Leão Negro

Série Saga Montgomery
Misteriosamente belo, imensamente rico, o audaz conquistador inglês, era conhecido como Leão Negro por sua ferocidade de leão. 

Ninguém podia competir com ele, até que enfrentou a Lyonene, uma beleza de olhos verdes cujo espírito fogoso igualava ao dele.
Lyonene suportou inumeráveis perigos para estar ao seu lado, até que um dia as mentiras maliciosas a conduziram para um grave perigo. Somente Leão Negro tinha a coragem para destruir a conspiração implacável que os tinha separado e que tinha ameaçado os laços de amor que tinham jurado não romper jamais. As chamas da paixão... Com um poderoso movimento, o homem rasgou o lençol que a cobria e, sem querer, emitiu um gemido ao vê-la, mais encantadora do que poderia imaginar. Lyonene viu sua expressão, e a fúria se converteu em medo, já que viu o rosto do Leão Negro, um rosto que tinha obrigado a homens robustos a se ajoelhar e se render. Não tinha acreditado que pudesse ter um olhar tão assustador, um olhar que agora se dirigia para ela. Instintivamente, tratou de se cobrir quando ele rasgou o lençol.

Capítulo Um


Lyonene ouviu os passos fortes de Lucy na escada de pedra e se aconchegou sob o grosso cobertor. Os ventos de janeiro assobiavam no exterior da velha torre e rajadas de vento gelado penetravam pelas venezianas de madeira, mas sua cama estava quente e tinha a intenção de ficar nela o máximo possível.
—Lady Lyonene. — Lucy abriu o cortinado da cama.
Lucy, agora, era uma mulher velha e estava muito gorda. Tinha cuidado de Lyonene desde que nasceu e gostava dela como a uma mãe.
— Sua mãe quer que vista a túnica dourada, a capa e o manto verde.
Lyonene, que tinha virado para a luz com certa má vontade, olhava agora Lucy com interesse.
— O manto e a capa verde?
— Chegou um convidado, um convidado muito importante, e têm que vestir os seus melhores trajes para realizar a apresentação.
Lyonene afastou a roupa de cama e colocou um pé no chão de carvalho. As venezianas estavam muito bem fechadas devido ao frio invernal e a única luz provinha da pequena lareira e da vela de sebo situada no alto candelabro junto à cama. O suave brilho destacava todas as curvas de seu jovem e esbelto corpo. Lucy ajudou sua senhora a colocar a anágua de linho e a justa túnica de lã que ressaltava seu esbelto corpo de mulher. A capa, aberta nos lados, não cobria nada.
— Conhece o convidado? Trata-se de um amigo de meu pai?
—Não, senhora. — Lucy rodeou o cinto de couro ao redor da estreita cintura de Lyonene. — É um conde, um homem jovem que seu pai ainda não tinha conhecido.
Lyonene se deteve e olhou fixamente sua criada.
— É bonito? É um conde jovem e bonito, tem o cabelo claro e monta um garanhão branco? — Brincou Lyonene.
— Isso você verá no seu devido tempo. Agora, pegue o pente para que possa desembaraçar o seu cabelo.
Lyonene obedeceu enquanto insistia:
— Me conte algo mais sobre ele. De que cor tem os olhos? E seu cabelo?
— Negro muito negro. Tão negro como os olhos do diabo.
As duas mulheres levantaram a vista quando Gressy e Meg entraram no pequeno quarto carregando lençóis de linho limpos. Falou Gressy, a mais velha das duas:
—O conde chegou. Não é qualquer conde do rei, trata-se do grande Leão Negro em pessoa.
— É verdade que é negro. — Acrescentou Meg.
— Tem os olhos e os cabelos negros como satã. Inclusive seu cavalo é completamente negro. — Remarcou Gressy.
Lyonene olhou para elas com uma expressão de horror. Tinha ouvido todo tipo de histórias sobre o Leão Negro desde que era uma menina, histórias de força e coragem. Mas cada uma delas sempre estava pintada de um toque de maldade; acaso sua força provinha de algum poder maligno.
— Estão seguras de que se trata do Leão Negro e não de outro? — perguntou em voz baixa.
— Nenhum outro homem poderia ter um olhar como o seu. Juro que me deu um arrepio só de ficar perto dele. — Gressy olhou para sua senhora intensamente.
Lucy deu um passo adiante e exclamou:
— Basta de dizerem tolices!




Série Saga Montgomery
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira

26 de junho de 2017

Anjo Audaz

Série Velvet Montgomery
Miles Montgomery é o irmão mais novo da família.

Elizabeth Chatworth, é mais nova de sua família.
Miles ama a todas as mulheres, o que o leva a ter vários filhos bastardos.
Elizabeth não suporta o contato com outro ser humano.
Elizabeth veio a ele como um precioso presente, um anjo nu enrolada em um tapete.
Quando Miles a olha e vê seus olhos verdes e seus cabelos da cor de mel emaranhados, arde de paixão.
Miles a queria... Elizabeth nunca se renderia. Ele era um dos odiados Montgomery e ela uma Chatworth e a guerra de sangue entre suas famílias havia começado em um espiral de violações, assassinatos e traições. Ela fez um juramento de lutar contra esse bonito guerreiro, de resistir ao desejo que ardia em seus olhos, não importava o quanto fosse grande a tentação.
Poderá Miles esquecer o ódio que sente pelos Chatworth e amar Elizabeth? Poderá Elizabeth entregar seu coração ao inimigo de sua família?

Capítulo Um

O sul da Inglaterra Agosto de 1502

Elizabeth Chatworth estava de pé na borda íngreme do penhasco, olhando em direção a um mar de campos de cevada. Lá em baixo, homens aparentemente minúsculos e que pareciam insignificantes caminhavam com foices sobre os ombros, outros cavalgavam em cavalos e outro guiava uma junta de bois.
Mas em realidade, Elizabeth não via estes homens, porque mantinha o queixo muito erguido e sua mandíbula tão fortemente apertada, que parecia que nada poderia lhe fazer mudar o gesto.
Uma quente rajada de vento esteve a ponto de afastá-la da borda, mas ela apoiou firme suas pernas e se negou a mudar de posição. Se o que aconteceu neste dia e o que a esperava não a amedrontava, nenhum vento caprichoso iria movê-la de seu lugar.
Seus olhos verdes estavam secos, mas tinha a garganta obstruída por uma onda de fúria e de lágrimas contidas. Um músculo da mandíbula se contraía e afrouxava enquanto respirava profundamente, tratando de controlar os batimentos de seu coração.
Outra rajada de vento revolveu a cascata emaranhada dos cabelos cor de mel para longe de suas costas e sem que Elizabeth notasse, uma última pérola se desprendeu e escorregou por seu vestido destroçado e sujo, de seda vermelha. 
Os ornamentos que usou para os esponsais de sua amiga estavam em migalhas, sem possibilidades de conserto, seu cabelo solto e ondulante, as bochechas sujas, e tinha as mãos cruelmente atadas atrás das costas.
Elizabeth levantou seus olhos para o céu, sem pestanejar diante da brilhante claridade do dia. Por toda sua vida haviam dito que seu aspecto era angélico, e nunca esteve tão serena, tão parecida com um ser celestial como agora, com seu pesado cabelo enroscando-se no corpo como um manto sedoso e seu traje rasgado que dava a aparência de uma mártir cristã.
Mas os pensamentos de Elizabeth estavam longe da doçura, ou perdão.
— Eu vou lutar até a morte! — Murmurou, olhando para o céu, enquanto os olhos se obscureciam até tomarem a cor das esmeraldas em uma noite de luar. — Nenhum homem me vencerá. Nenhum homem me fará submeter à sua vontade.
— Está rogando ao Senhor, não é? — Chegou-lhe a voz de seu captor, ao lado dela.
Lentamente, como se tivesse todo o tempo do mundo, Elizabeth se voltou para o homem, com um olhar tão frio que este deu um passo atrás. Era um fanfarrão como o odioso homem a quem servia, Pagnell de Waldenham, mas este subordinado era um covarde quando seu amo não estava presente.
John tossiu nervosamente e então corajosamente deu um passo adiante, agarrando Elizabeth pelo cotovelo.
— Pode pensar que é uma grande dama, mas no momento, eu sou seu amo.
Ela o olhou diretamente nos olhos, sem demonstrar a dor que ele estava causando, depois de tudo, já teve sofrimentos mentais e físicos o bastante em toda sua vida.
— Jamais será o amo de ninguém. — Disse calmamente.
Por um momento, a mão de John afrouxou a pressão sobre seu braço, mas imediatamente a empurrou rudemente para frente. Elizabeth quase perdeu o equilíbrio, mas graças a um esforço de concentração, conseguiu manter-se erguida e começou a caminhar.
— Todo homem é o amo de uma mulher. — Disse John a suas costas. — As mulheres como você simplesmente não perceberam ainda. Tudo o que vai demorar será um homem de verdade que te bata para que aprenda quem é o amo. E pelo que tenho entendido, este Miles Montgomery é o homem para dar o que você precisa.
Ante a menção do nome de Montgomery, Elizabeth tropeçou, caindo de joelhos.
A risada de John foi desproporcionalmente alta, enquanto agia como se tivesse conseguido algum grande feito. Ele ficou parado, observando insolentemente, enquanto Elizabeth lutava para ficar de pé, enrolando as pernas na saia e com as mãos, ainda atadas às costas.
— Está preocupada com Montgomery, não está? — Provocou e a pôs de pé. Por um momento ele tocou sua bochecha, a suave pele de marfim, passando uma suja ponta do dedo sobre seus delicados lábios. — Como pode uma mulher tão adoravelmente linda como você ser tão megera? Poderíamos ser mais amáveis um com o outro, e Lorde Pagnell nunca saberia. Que importância tem quem será o primeiro? Montgomery vai tirar sua virgindade de qualquer maneira, que diferença haveria por um dia ou dois?
Elizabeth juntou saliva dentro da boca e cuspiu no seu rosto com todas suas forças. A brutal bofetada que ele tentou desferir-lhe não chegou ao seu destino, já que ela, mesmo com o corpo muito dolorido, conseguiu desviar agilmente e começar a correr. As mãos amarradas fizeram a velocidade impossível, e John a apanhou com facilidade, agarrando o que restava de sua saia e fazendo-a cair de bruços, no chão.
Cadela suja!


Série Velvet Montgomery

27 de maio de 2017

Canção Audaz

Série Velvet Montgomery

Ambos são párias por decretos!

Uma luta feroz entre o amor, o orgulho e a honra!
Reine é o defensor dos inocentes, e segundo seu pai, guarda uma extraordinária semelhança física com seu antepassado, o Leão Negro. 
Alyx é a filha única do advogado de uma aldeia, cujo bem mais precioso é um cinturão de ouro que segundo a lenda, pertenceu à esposa do Leão Negro e que passava de mãe para filha.
Segundo a mesma lenda, uma de suas muitas filhas se casou com um homem de menor condição, o que explicaria porque Alyx o teria em seu poder.
Almas gêmeas?  Com seu pai assassinado, sua casa queimada, e sendo acusada de bruxaria, a adorável Alyx Blackett fugiu para o bosque e encontrou refugio no acampamento de Raine Montgomery, um nobre proscrito por decreto real. Ela escondeu sua beleza sob o disfarce de um menino, e sua tristeza em seu trabalho como escudeiro de Raine. Mas por quanto tempo uma beleza como a ela poderia ser escondida? Quanto tempo os desejos de um homem tão galante poderiam ser cegos?
Enquanto a luta de ódio e sangue se desencadeia entre os Montgomery e os Chatworth, e espadas colidem em nome da honra da família, o amor de uma mulher faria toda a diferença. Iria inflamar a paixão de um herói, tocar a compaixão de um rei, e levantar uma canção de louvor em cada coração inglês.

Capítulo Um

Sul da Inglaterra, Janeiro de 1502.
A pequena aldeia do Moretón estava rodeada por uma alta muralha de pedra, e o cinza de suas pedras projetava uma longa sombra sobre as muitas casas amontoadas em seu interior. Atalhos muito gastos uniam os edifícios entre si, abrindo-se do centro, onde se localizava a igreja com sua torre e a prefeitura branca e elevada. Agora, sob a pálida luz da manhã, uns poucos cães começavam a despertar, mulheres de olhos sonolentos preguiçosamente caminhavam em direção ao poço de água do povoado e quatro homens esperavam, com machados sobre os ombros, enquanto os guardas abriam as pesadas portas de carvalho do muro de pedra.
Dentro de uma casa singela, estreita, de dois andares, caiada de branco, Alyxandria Blackett escutava com cada poro de seu corpo o rangido dos portões. Quando o percebeu, pegou seus sapatos de delicado couro e começou a caminhar nas pontas dos pés para as escadas que, infelizmente, encontravam-se ao outro lado do dormitório de seu pai. Fazia horas que estava vestida, despertou muito antes que saísse o sol e colocou um singelo vestido de lã, um tanto áspero, sobre sua etérea figura. E hoje, pela primeira vez, não olhou o corpo com desgosto. 
Parecia que toda sua vida tinha estado esperando crescer para ganhar um pouco de altura, de peso, e sobre tudo, adquirir algumas curvas. Agora, aos vinte anos, sabia que sempre teria seios pequenos e quadris estreitos. Ao menos, pensou com um suspiro, não tinha necessidade de usar espartilho. Ao passar pelo quarto de seu pai, lançou a este um rápido olhar para assegurar-se de que estava dormindo, levantou sua saia de lã, começou a descer e evitou o quarto degrau, porque sabia que rangia sonoramente.
Quando chegou ao pé da escada não se atreveu a abrir as persianas. O ruído poderia despertar seu pai e ele necessitava de muito descanso. Contornando uma mesa coberta com papéis e tinta, e um testamento pela metade, que seu pai estava redigindo, foi até a parede mais afastada, olhando com amor os dois instrumentos musicais que estavam pendurados nela.
 Todos os sentimentos de autocompaixão pelo que Deus esqueceu-se de lhe dar fisicamente desapareceram quando pensou em sua música. Uma nova toada já começava a tomar forma em sua cabeça. Uma melodia suave e envolvente. Obviamente era uma canção de amor.
— Não pode se decidir? — a voz de seu pai veio do pé da escada.
Instantaneamente correu para ele, rodeou-lhe a cintura com o braço e lhe ajudou a sentar-se à mesa. Até na escuridão da sala pôde ver os círculos azulados debaixo de seus olhos.
— Deveria haver ficado na cama. Há tempo suficiente para fazer o trabalho do dia sem ter que começar antes do amanhecer do sol.
Tomando sua mão um instante, sorriu para seus lindos olhos. Sabia bem o que sua filha pensava sobre seu pequeno rosto oval de elfo, com rasgados olhos violetas, o nariz pequeno e a minúscula boca curvilínea. Tinha-a ouvido lamentar-se bastante a respeito, mas tudo o que tinha a ver com ela era muito amado.
O povoado ganhava vida e os aldeões começavam a se movimentar para dentro e fora das muralhas possibilitando que Alyx tivesse certa liberdade de sair.
— Segue. Vá em frente. — ele disse, empurrando-a brandamente. — Vá e veja que instrumento escolhe antes que alguém venha se queixar por não ter uma canção para seu último amor.
— Possivelmente esta manhã seria melhor que ficasse contigo. — Sussurrou, seu rosto mostrando sua preocupação por ele. Três vezes no último ano ele teve dores horríveis em seu coração.
— Alyx! — advertiu-lhe. — Não me desobedeça. Agora reúna suas coisas e vá embora!
— Sim, milorde! — ela riu, o que para ele era um sorriso que derretia o coração. Seus olhos se virando para o lado, sua boca formando um perfeito arco de cupido com o sorriso. Com soltura, tomou a cítara da parede, deixando o saltério onde estava. Virando-se, ela olhou para o pai.
— Você tem certeza que vai ficar bem? Não tenho por que sair esta manhã.
Ignorando-a, alcançou-lhe seu estojo de estudo que continha uma pluma, tinta e papel.
— Prefiro tê-la criando música que prisioneira em casa com um velho doente. Alyx! — lhe advertiu. — Venha aqui. — Com um gesto familiar começou a fazer uma grossa trança que lhe caía pelas costas. Seu cabelo era pesado, espesso e totalmente liso, sem o mínimo rastro de um cacho, e a cor era, inclusive para seu pai, muito estranha. Quase parecia como se uma criança tivesse misturado todas as cores de cabelo possíveis, em uma só cabeça. Havia fios de ouro, amarelo brilhante, vermelho profundo, acobreado, marrom, e conforme jurava Alyx, alguns no tom cinza. Quando a trança estava terminada, puxou seu manto da parede, colocando sobre seus ombros e amarrou o capuz sobre sua cabeça.
— Não fique muito absorvida com seu estudo, ao ponto de esquecer que deve se manter abrigada. — Ele disse com fingida ferocidade, enquanto a fazia girar. — Vá agora, e quando voltar quero ouvir algo belo.
— Farei todo o possível. — Respondeu ela rindo enquanto saía e fechava a porta atrás de si.
De sua casa, atrás da muralha da aldeia, animou-se e preparou-se para começar sua jornada. Parada em frente aos grandes portões, Alyx podia ver quase toda a cidade enquanto as pessoas começavam a se mexer e se preparavam para começar o dia de trabalho. Havia uma questão de centímetros entre as casas e no corredor minúsculo que corria ao longo das paredes. A mesma passagem estreita que corria, também, ao longo da muralha da aldeia. Casas de madeira e pedra, tijolo e estuque eram muito próximos, e seu tamanho variava desde a casa do prefeito ao mais ínfimo dos artesãos e advogados, como seu pai. Uma leve brisa agitava o ar e cartazes das vendas se agitavam.
— Bom dia Alyx! — saudou uma mulher que varria o cascalho diante de sua casa. — Vai fazer algum trabalho para a igreja hoje?
Deslizando a cítara para suas costas, devolveu a saudação a sua vizinha.
—Sim... e não a tudo!


Série Velvet Montgomery
2- Highlander Audaz
3- Canção Audaz
4- Anjo Audaz
Série Concluída

1 de maio de 2017

Highlander Audaz

Série Velvet Montgomery
Stephen é um guerreiro feroz, destemido e perspicaz, demonstra sua bravura lutando e liderando nos últimos anos o grande exercito do rei inglês nas Terras Baixas, na Escócia. 

Até que este decide recompensá-lo com uma herdeira das Terras Altas. Bronwyn MacArran é uma orgulhosa escocesa. Stephen Montgomery um dos odiados ingleses. 
Apesar de ser a filha mais nova de um poderoso Laird, morto em combate, é nomeada a nova 
Laird do clã, devido à instabilidade de seu irmão que seria Laird por direito de sucessão do pai.  Stephen veio para a Escócia como um conquistador, furioso pelo casamento imposto pelo seu rei, entretanto se viu enfeitiçado pela beleza de Bronwyn e foi conquistado. Ela é uma excelente estrategista e usava como um homem as armas de batalha. Era respeitada e amada pelo seu clã. 
Seus homens a seguiam com paixão e davam suas vidas por ela.Mas, enquanto clã lutava contra clã, irmãos cruzavam espadas e o sangue escoava nas montanhas, seu destino foi selado... Este poderoso guerreiro prometeu domar o orgulho de sua mulher. 
Lutar por sua honra e seu nome, fazendo do seu amor uma tocha para queimar através das gerações. 
Ela tornou-se sua razão de viver... Mas ela ainda o detestaria. Ela tornou-se sua razão para amar... Mas ela ainda resistiria a ele. Ela tornou-se sua razão para lutar... E ela ainda o rejeitaria. Se ele é obstinado... Ela seria muito mais! 

Capítulo Um

1501

Bronwyn MacArran estava de pé na janela da mansão inglesa, contemplava o pátio abaixo. A janela estava aberta para que entrasse o quente sol do verão. Inclinou ligeiramente para pegar um sopro de ar fresco. Ao fazê-lo, um dos soldados abaixo sorriu para ela sugestivamente.
Recuou dando um passo atrás rapidamente, agarrou a janela e fechou-a com violência. Virou-se furiosa.
— Porcos ingleses! — Bronwyn amaldiçoou em voz baixa. Sua voz era suave, mas o tom trazia os espinhos das urzes e o frio da névoa das Terras Altas.
Ante sua porta soaram fortes passos. Conteve o fôlego, mas o deixou escapar ao ouvir que continuavam sua marcha. Estava prisioneira e permanecia cativa no extremo norte da fronteira da Inglaterra. Prisioneira de homens que sempre odiou, os mesmos homens que agora lhe sorriam e lhe piscavam os olhos como se conhecessem seus pensamentos mais íntimos.
Caminhou até uma pequena mesa no centro do quarto com painéis de carvalho. Agarrou com força a borda da mesa, deixando que a madeira cortasse suas palmas. Ela faria qualquer coisa para impedir aqueles homens de ver como ela se sentia por dentro. Os ingleses eram seus inimigos. Tinha-os visto matar seu pai e seus três chefes. Viu seu irmão quase enlouquecido pela inutilidade de seus intentos de fazer pagar aos ingleses com a mesma moeda. E ela mesma passou a vida ajudando a alimentar e vestir aos membros de seu clã, depois que os ingleses destruíram suas colheitas e incendiaram suas casas.
Um mês atrás tinha sido feita prisioneira. Sorriu ao recordar as feridas que os soldados ingleses receberam pelas mãos dela e de seus homens. Mais tarde, quatro deles morreram.
No final ela foi capturada, por ordem do rei inglês Henry VII. Esse rei dizia querer a paz e, portanto, nomearia a um inglês como chefe do clã MacArran. Acreditava poder obtê-lo pelo mero feito de casar Bronwyn com um de seus cavalheiros.
Sorriu diante da ignorância do rei inglês. Ela era chefe do Clã MacArran, e nenhum homem tiraria seu poder. O estúpido rei achava que seus homens seguiriam um estrangeiro, um inglês, só pelo fato de que seu verdadeiro Laird, era uma mulher. Demonstrava com isso o pouco que Henry sabia dos escoceses!
Um grunhido do Rab a fez voltar-se subitamente. Rab era um galgo irlandês, o maior cão do mundo: corpulento, veloz, forte, de pelagem como aço macio. Seu pai lhe deu o cachorro há quatro anos, quando Jamie voltou de uma viagem à Irlanda. Jamie ordenara que o cão fosse treinado como guardião de sua filha, mas não havia necessidade. Rab e Bronwyn tomaram-se de afeto mutuamente. O galgo demonstrou várias vezes que era capaz de dar a vida por sua amada proprietária.
Bronwyn relaxou os músculos, pois Rab tinha deixado de grunhir; só uma pessoa amiga podia lhe provocar essa reação. Ela levantou a vista, espectadora.
Foi Morag quem entrou. Morag era uma mulher velha, de baixa estatura e membros torcidos, que parecia mais um tronco escuro de madeira do que um ser humano. Seus olhos eram como de vidro negro, cintilante, penetrante, vendo mais de uma pessoa do que o que estava na superfície. Usava com habilidade seu corpo miúdo e ágil com frequência, passando despercebida entre as pessoas que não reparavam nela, sempre com os olhos e os ouvidos bem abertos.
Morag se moveu silenciosamente através do quarto e abriu a janela.
— E bem? — inquiriu Bronwyn impaciente.
— Vi-te fechar a janela. Eles soltaram gargalhadas e disseram que iriam assumir a responsabilidade pela noite de núpcias que você está perdendo.
Bronwyn se afastou da velha dando-lhe as costas.
— Dá-lhes muito de que falar. Deveria manter a cabeça erguida e não lhes emprestar atenção. São meros ingleses; você, em troca, é uma MacArran.
Bronwyn girou em silêncio.
— Não necessito que ninguém me indique o que devo fazer ou não. 
Série Velvet Montgomery
1- Promessa Audaz
2- Highlander Audaz
3- Canção Audaz

2 de abril de 2017

Promessa Audaz

Série Velvet Montgomery

O país inteiro aguardava o casamento de Judith Revedoune e Gavin Montgomery.

Embora Judith prometesse a si mesma que seu marido a possuiria apenas pela força, o primeiro contato entre os dois, ante o altar florido, ascendeu a chama de uma paixão indisfarçável.
Quando Gavin olhou no fundo dos olhos dourados, sentiu-se consumido pelo desejo....
Mas ele já havia entregue seu coração à outra. Humilhada e sozinha em um castelo estranho, Judith resolve odiar a seu marido, que toma seu corpo, mas rejeita a sua alma. Porem ela sabe que o ama e teme perde-lo.

Prólogo


Inglaterra, 1501.
Judith Revedoune olhou para o pai por cima do livro contábil. Sua mãe, Helen, estava ao seu lado. Judith não sentia medo do homem, apesar de tudo o que tinha feito ao longo dos anos para fazê-la temê-lo. Seus olhos estavam vermelhos, com profundos círculos debaixo deles. Ela sabia que seu rosto devastado era devido ao seu pesar pela perda de seus amados filhos, dois ignorantes, homens cruéis que eram réplicas exatas de seu pai.
Judith estudou Robert Revedoune com uma certa curiosidade. Geralmente não se preocupava com sua única filha. Ele não via utilidade para as mulheres desde que sua primeira esposa morreu e a segunda, uma mulher assustada, tinha apenas lhe dado uma menina.
— O que você quer? — Judith perguntou calmamente.
Robert olhou para a filha como se a visse pela primeira vez. Na verdade, a moça tinha sido mantida escondida a maior parte de sua vida, enterrada com sua mãe em seus próprios aposentos em meio a seus livros e registros contábeis. Ele notou com satisfação que ela parecia com Helen naquela idade. Judith tinha aqueles olhos dourados estranhos que alguns homens adoravam, mas que ele achava desconcertantes. Seu cabelo era castanho-avermelhado. Sua testa era larga e forte, como era seu queixo, seu nariz reto, sua boca generosa. “Sim, servirá”, pensou. Poderia usar sua beleza em vantagem própria.
— Você é a única que me resta, — disse Robert, sua voz pesada de desgosto. — Se casará e me dará netos.
Judith olhou para ele em estado de choque. Durante toda a sua vida, Helen a treinara e educara para o convento de freiras. Não se tratara de uma piedosa educação de orações e cânticos, mas de ensinamentos e práticas, que levam à única carreira aberta a uma nobre. Ela poderia se tornar uma abadessa antes de completar trinta anos. Uma abadessa era tão diferente da mulher comum, quanto o rei de um servo. Ela governava terras, propriedades, aldeias, cavaleiros. Comprava e vendia de acordo com seu próprio critério. Era procurada por homens e mulheres por sua sabedoria. Uma abadessa governava e não recebia ordens de ninguém.
Judith podia contabilizar livros para uma propriedade grande, podia fazer julgamentos justos em disputas, e sabia quanto trigo calcular para alimentar certa quantidade pessoas. Podia ler e escrever, dirigir uma recepção para um rei, dirigir um hospital: Tudo o que ela precisasse, tinha-lhe sido ensinado.
E agora esperava-se que esquecesse tudo e se tornasse a serva de algum homem?
— Não o farei.
A voz estava baixa, mas as poucas palavras não poderiam ter sido mais altas se tivessem sido gritadas do telhado de ardósia.
Por um momento, Robert Revedoune ficou perplexo. Nenhuma mulher jamais o desafiou com um olhar tão firme antes. De fato, se não soubesse que ela era uma mulher, sua expressão teria sido confundida com a de um homem. Quando se recuperou do choque, esbofeteou Judith, jogando-a no outro lado do pequeno quarto. Mesmo deitada no chão, com um fio de sangue escorrendo pelo canto da boca, ela olhou para ele, absolutamente, sem nenhum medo em seus olhos, apenas nojo e um toque de ódio. Sua respiração ficou presa por um momento com o que viu. De certa forma, a garota quase o assustava.
Helen correu para sua filha, sem perda de tempo. Agachou-se ao lado dela, tirou de entre suas roupas um punhal de mesa. Olhando para a cena primitiva, o momentâneo nervosismo de Robert o deixou. Sua esposa era uma mulher que ele podia entender. 

Apesar da aparência externa de um animal zangado, no fundo de seus olhos ele percebia fraqueza. Em segundos, agarrou seu braço, a faca voando pelo quarto. Ele sorriu para sua filha enquanto segurava o antebraço de sua esposa em suas poderosas mãos e quebrava os ossos como se quebrasse um galho.
Helen entrou em colapso a seus pés, sem dizer uma palavra.
Robert olhou de volta para a filha onde ainda estava deitada, incapaz de compreender sua brutalidade.
— Agora, qual é a sua resposta, moça? Você se casa ou não?
Judith assentiu brevemente antes de se virar para ajudar a mãe inconsciente.

Série Velvet Montgomery
1- Promessa Audaz
2- Highlander Audaz

Veja vídeo do lançamento



13 de setembro de 2015

A Herdeira

Série Montgomery
Jamie Montgomery, cavaleiro elisabetano empobrecido, fica eufórico ao ser escolhido para escoltar Axia, a herdeira dos Lancaster, até o castelo de seu futuro marido.

Se ela se apaixonar por ele — como a devotada irmã mais velha de Jamie anseia -, suas dificuldades financeiras estarão resolvidas.
Mas Axia, que passou a vida vigiada de perto pelos servos do pai, não é a flor tímida e mimada que Jamie imagina. Ela é travessa e teimosa, e aproveita todos os momentos preciosos de liberdade antes de casar com o homem escolhido por seu indiferente e excêntrico pai. Depois de comunicar a Jamie que nem pense em lhe declarar o seu amor — como parece ser o hábito de todos os homens pobres e bonitos —, Axia transforma-lhe a vida num inferno quando foge para ir à feira, monta num cavalo rebelde e por pouco não quebra o pescoço, e faz o impossível para atrasar a viagem.
Embora não ouse admitir, a idéia de se casar com um estranho a assusta muito.
Certo dia, Jamie percebe estar saboreando as palavras mais ousadas de Axia como se fossem o néctar mais raro... e que está perdidamente apaixonado por essa linda moça, tão audaciosa e enlouquecedora. A partir daí, terá que preparar um plano arrojado para obter a liberdade de Axia... e conquistar o seu arrojado e destemido coração!

Capítulo Um

Inglaterra 1572
- Herdeira de Maidenhall! - Joby mal conseguia se conter enquanto olhava para Jamie e Berengaria, respectivamente o irmão e a irmã mais velha, sentados juntinhos um do outro na mesa superior. Sua beleza já não a deslumbrava mais como quando era criança. O pai costumava erguê-la nos braços acima da cabeça, bem no alto, prometendo-lhe que, quando crescesse, seria tão bonita quanto a irmã, Berengaria.
Mas ele mentira. Mentira a esse respeito ou, como acabou acontecendo, sobre tantas outras coisas. Mentira ao afirmar que nunca lhes faltaria comida e um lugar quente e confortável para morar. Mentira ao jurar que a mãe logo pararia de falar com o povo dos espíritos.
Mas, principalmente, mentira quando garantira que viveria para sempre.
Joby sacudiu a cabeça e o cabelo castanho cacheado, e olhou para o irmão com olhos brilhantes. O cabelo fora cortado depois que derrotara alguns garotos enquanto brincavam de espadachim; em retaliação, eles haviam lambuzado a sua cabeça com mel quente e pez de pinheiro. Agora o cabelo crescia em cachos brilhantes, e ela achava que era um dos seus traços mais bonitos.
”A herdeira de Maidenhall”, ela repetiu. Jamie, pense em toda aquela maravilhosa fortuna. Você acha que ela toma banho numa banheira de ouro? Será que usa esmeraldas quando vai se deitar?
“ Nada ela usa, senão a cama”, resmungou Rhys, um dos dois escudeiros de Jamie. Aquele pai dela a mantém tão trancafiada como o seu ouro.
Rhys emitiu um pequeno grunhido quando Thomas, o segundo escudeiro, deu-lhe um chute por baixo da mesa.
Joby sabia muito bem que o pontapé era para silenciar Rhys, pois todos pensavam que, com doze anos, ela não sabia nadica de nada e não queriam que mudasse. Joby não ia contar o que sabia ou deixava de saber; na sua opinião as restrições atuais eram suficientes à sua liberdade. Se qualquer um dos adultos presentes descobrisse exatamente o quanto sabia realmente, começariam a querer descobrir onde havia aprendido o que devia ignorar.
Os olhos de Jamie brilhavam.
— Esmeraldas talvez não. Mas, quem sabe, uma camisola de seda.
— Seda — repetiu Joby sonhadoramente com a cabeça apoiada na mão. — Italiana ou francesa?



Série Saga Montgomery
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira

2 de julho de 2011

A Conquista

Série Peregrine
A encantadora Zared Peregrine era o orgulho da família, um tesouro que seus ferozes irmãos querem proteger a todo o custo de seus eternos inimigos, os Howard.

Os Peregrine já tinham sofrido suficientes perdas nas mãos destes inimigos. 

Os Irmãos de Zared a tinham treinado na arte da guerra, e a tinham vestido como um menino.
No castelo Peregrine, ninguém sabia que o jovem Peregrine era uma mulher...Até que o Cavalheiro Tearle Howard volta de seu retiro na França, e não lhe custa muito dar-se conta que Zared é uma garota e além disso, muito formosa.  Agora, como o furor da inimizade entre suas famílias, Tearle quer ganhar o coração de Zared e salvá-la da escuridão e da obsessão de morte de seus irmãos.

Comentário Revisora Maristela: O que posso falar desse livro, para que vocês possam ter uma idéia do que vão ler...Lindo! Lindo!! Lindo!!! Adoro livros Históricos, com homens rudes, seguros, e TDB (tudo de bom), este foge a regra...O mocinho além de tudo isso é...apaixonante..fofo...sem igual! Conquista a mocinha, a família e ao leitor!! É uma verdadeira lição ao que realmente importa na vida!!! Leiam, e vejam que tenho razão!!!


Capítulo Um

Inglaterra-1447
O antigo castelo, que a distância parecia velho e necessitado de restauração, emergia rodeado por um fosso.
No terreno a sua frente, diferentes homens se exercitavam com espadas e lanças. Alguns deles lutavam de pé e outros no cavalo.
Dois homens assistiam o treinamento; ambos robustos, musculosos e aparentando uma intensa concentração.
Eram os irmãos sobreviventes da família Peregrine; os outros haviam morrido em uma luta antiga entre eles e os Howard e que duravam três gerações.
— Onde está Zared? — gritou Rogan, o mais velho.
O sol brilhava sobre seus cabelos avermelhados que herdara de seu pai.
— Está na casa, — Severn gritou olhando para o irmão. — Vi Zared se afastar — acrescentou sem usar o pronome “ela” para que os homens que o rodeavam não soubessem que Zared era uma mulher. Rogan concordou e voltou a olhar seus homens que lutavam a pouca distância dele.  Por causa dos Howard, de sua covardia, já tinha perdido quatro irmãos e há dois anos antes, esteve a ponto de perder sua esposa.  Não pretendia perder também sua irmã, e este era o motivo pelo qual sempre se preocupava em saber onde se encontrava.
Olhou zangado para os combatentes: 

— Acaso são mulheres que estão lutando com tão pouco vigor? Venham e mostrarei como se faz.
Pegou a espada de um deles e passou ao ataque, em poucos minutos pôs o adversário de joelhos e aborrecido olhou para o homem.  Levantou a espada para voltar a atacá-lo, mas a deixou cair no chão e se afastou. Como podia proteger sua família, proteger a pouca terra que tinha ficado aos Peregrine se os homens que lutavam para ele eram tão fracos?
Montou em seu cavalo para ir ao castelo, mas Severn o deteve. — Vai procurá-la? — perguntou em tom belicoso ao irmão quando ficaram sozinhos.
Estava aborrecido pelo fato de seu irmão não acreditar em sua afirmação de que Zared estava segura.
— É desobediente

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Série Peregrine
1- O amor de Lady Liana
2- A Conquista

1 de maio de 2011

O Amor De Lady Liana

Série Peregrine

Os mais belos cavalheiros ingleses rendiam homenagens à rica Liana Neville, mas o desacreditado guerreiro Rogam Peregrine era o único que não ocultava seus intensos desejos.

Suas ardentes carícias converteram em fogo líquido o sangue de Liana, e ela jurou que este homem magnífico e selvagem seria seu.
Em um gesto audaz, a delicada beleza lhe outorgou sua mão -e o mais rico dote do país. Mas ele estava envolvido em uma feroz disputa: pelo amor traído, os irmãos mortos e o lar ancestral usurpado.
No castelo de Rogam, Liana organizaria seu sítio de amor... para resgatar o espírito arrasado e conquistar o coração indomável desse homem...


Capítulo Um

Inglaterra, 1445
—Parte sua filha ou vou eu —disse asperamente Helen Neville, as mãos na cintura, o olhar cravado em seu marido Gilbert.
Ele estava comodamente instalado no assento acolchoado da janela, o sol atravessando as persianas de madeira pintadas de azul da velha janela de pedra.
Estava coçando as orelhas de seu cachorro favorito, e saboreava apetitosos pedaços de carne moída.
Como de costume, Gilbert não respondeu a sua reclamação e ela fechou os punhos, irritada.
Gilbert tinha doze anos mais e era o homem mais preguiçoso que Helen conhecera.
Em que pese a que dedicava todos seu tempo à equitação, seguindo a pista de um falcão, seu ventre era volumoso e aumentava dia após dia.
É obvio, ela o desposou por seu dinheiro, por sua baixela de ouro, seus milhares de hectares de terra, seus oito castelos (dois dos quais ele jamais vira), seus cavalos e seu exército de homens, os formosos vestidos que ele podia oferecer a ela e suas duas filhas.
Helen lera uma lista das propriedades de Gilbert Neville e respondeu afirmativamente à proposta de matrimônio sem pedir sequer uma entrevista com o candidato.
E agora, um ano depois do casamento, Helen se perguntava: Se tivesse conhecido Gilbert e sido advertida de sua ociosidade, teria se perguntado quem administrava suas propriedades?
Contava com os serviços de um mordomo de hierarquia superior? Sabia que ele, tinha só uma filha legítima, uma jovem pálida, de atitude tímida, que não havia dito uma palavra a Helen antes do matrimônio; mas possivelmente Gilbert tinha um descendente ilegítimo que administrava suas posses.

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Série Peregrine
1- O Amor de Lady Liana
2- A Conquista

15 de novembro de 2010

As Gêmeas Chandle

1- MULHER DE FOGO





Fisicamente, ninguém conseguia diferenciar as gêmeas idênticas da família que fundou Chandler, no Colorado.

Por isso, todos as tratavam como um ser único, conhecido como Blair-Houston para evitar enganos.
No entanto, as semelhanças se limitavam à aparência.
Uma é a dama perfeita.
A outra quer quebrar barreiras e ser médica.
E a troca de personalidade por uma noite mudou as vidas das duas representantes da "realeza" local para sempre e nunca mais Chandler, a cidade mineradora, foi a mesma...

Prólogo
Filadélfia, Pensilvânia, Abril, 1892

— Surpresa! — onze pessoas gritaram à entrada de Blair Chandler na sala de jantar de seu tio Henry.
Ela era uma bonita jovem, com cabelos castanho-escuros realçados por reflexos ruivos, grandes olhos azul-esverdeados, nariz reto e aristocrático, e uma boca pequena bem desenhada.
Blair parou por um momento, tentando disfarçar as lágrimas de felicidade, enquanto olhava para as pessoas à sua frente.
Lá estavam tio Henry e sua esposa e, ao lado deles, Alan e seus colegas estudantes de medicina — uma mulher e sete homens.
Enquanto todos a contemplavam com prazer, ela, de pé, atrás da mesa repleta de presentes, não parecia lembrar-se dos últimos anos de luta para formar-se e receber seu diploma de médica.
Tia Fio, com a graça de uma jovenzinha, adiantou-se:
— Não fique aí parada, querida. Estão todos morrendo de vontade de ver seus presentes.
— Primeiro este aqui — disse tio Henry, entregando-lhe um pacote grande. Blair pensou saber o conteúdo da caixa, mas temia uma frustração.
Quando rasgou o invólucro e viu a maleta de couro com os instrumentos médicos novos e brilhantes, sentou-se pesadamente na cadeira atrás de si, incapaz de falar.
Tudo o que conseguiu fazer foi correr um dedo pela placa de bronze na maleta, onde estava escrito: Dra. B. Chandler.
— É esta a mulher que colocou ovos podres no armário do professor de cirurgia? — manifestou-se Alan, quebrando o silêncio embaraçoso. — É esta a mulher que enfrentou toda a diretoria dos hospitais de Filadélfia? — Curvando-se, pôs os lábios bem junto de sua orelha. — É esta a que tirou o primeiro lugar nos exames do St. Joseph, tornando-se a primeira médica interna de seus quadros?
Passou-se um momento antes que Blair pudesse reagir:
— Eu? — murmurou, levantando os olhos para ele, a boca aberta, expressando descrença.










Gêmeas Chandler
1- Mulher de Fogo
2- Mulher de Gelo

24 de janeiro de 2009

Mulher de Gelo

As Gêmeas Chandler

O que era mais forte?
Seu segredo de mulher ou aquela atração invencível?

Na cidade de Chandler, Colorado, todo homem sonhava em conquistar Houston Chandler e sua irmã gémea, Blair. 
Mas, para Kane, um rude forasteiro novo-rico, Houston era a mulher de gelo que representava o desafio de sua vida e que ele queria despertar para o mais intenso amor. E Kane sempre conseguia o que desejava... 

Prólogo

A Velha Gorda, com os cabelos cinzentos e ásperos escapando de um chapéu surrado, dentes escuros, era surpreendentemente ágil ao içar-se para o banco da grande carroça. Atrás havia uma boa variedade de legumes frescos, cobertos com uma lona úmida.
– Sadie. Ela virou-se para a esquerda e viu o reverendo Thomas, alto, elegante, as sobrancelhas cerradas de preocupação. 

– Você será cuidadosa? Não vai fazer nenhuma tolice que chame a atenção sobre você?
– Prometo – disse Sadie, num tom calmo e juvenil. – Voltarei logo. – Em seguida, atiçou os cavalos, imprimindo-lhes um passo arrastado. A estrada que saía da cidade de Chandler, no Colorado, e alcançava a mina de carvão para onde Sadie se dirigia, era longa e movimentada.  Teve que parar e esperar que o trem passasse por um dos ramais da ferrovia Colorado and Southern.  Cada um dos dezessete campos de vão próximos de Chanciler tinha sua própria linha de trem dentro do campo.  Fora do desvio para a mina Fenton, Sadie passou por outra carroça de mercadorias, também com uma velha na boléia. Deteve os quatro cavalos e sondou a paisagem, até onde podia ver.
– Algum problema? – Sadie perguntou com calma à outra velha.
– Nenhum, mas a conversa sobre sindicato está cada vez mais forte. E você? Sadie fez um sinal com a cabeça.
– Houve uma explosão no túnel número seis, na semana passada. Os homens não perderam tempo para escorar enquanto escavavam. Você tem hortelã?
– Dei-a toda, Sadie – disse a mulher, inclinando-se para mais perto. – Tenha cuidado. A Little Pamela é a pior. Rafe Taggert me assusta.
– Ele assusta muita gente. Aí vem outra carroça. – Baixou a voz enquanto atiçava os cavalos. – Até a semana que vem, Aggie. Não receba dinheiro vivo.
Sadie passou pelos homens da carroça que se aproximava e cumprimentou-os.  Momentos mais tarde, descia a longa estrada que ia para o campo de Little Pamela.
A subida para o desfiladeiro era íngreme e ela não viu o posto da guarda até chegar diante dele. Sem querer, seu coração começou a bater.
– Bom dia, Sadie. Você trouxe nabos?
– Grandes, e bem bonitos. – Ela fez uma careta, mostrando as rugas e os dentes estragados.
– Guarde uma saca para mim, viu? – disse o guarda enquanto destrancava o portão. Não falava sequer em pagamento. Abrir o portão para deixar que uma estranha entrasse no campo fechado já era pagamento suficiente.
Os guardas ficavam postados lá para ter certeza de que nenhum organizador de sindicatos entrasse.  Se suspeitassem de que alguém estava tentando organizar os mineiros, os guardas atiravam primeiro e faziam perguntas depois.  Com essa espécie de poder, tudo que tinham a fazer era alegar que, quem quer que fosse que tivessem matado, era um sindicalista, pois tanto o júri local como o estadual os absolveria. Os donos das minas tinham o direito de proteger suas propriedades.
Sadie teve trabalho para manobrar a grande carroça de quatro cavalos através das ruas estreitas e cobertas de carvão.  De cada lado, havia armações de caixas que os donos das minas chamavam de casas, quatro ou cinco pequenos cômodos, com uma privada e barracão para carvão, do lado de fora. A água era trazida em baldes de um poço comum infestado de carvão.
Sadie passou em frente do armazém da companhi e cumprimentou friamente o dono. Eram inimigos naturais.
Os mineiros eram pagos ilegalmente com vales, assim a família só podia comprar o que precisasse no armazém da companhia.
Algumas pessoas diziam que os proprietários das minas ganhavam mais com os armazéns do que com o carvão.
A sua direita, entre os trilhos dá estrada de ferro e a encosta íngre-me, estava Sunshine Row – uma fila separada de casas duplas pintadas de um amarelo horrível. Não havia quintais e as casas com seus quartinhos de privada ajeitavam-se entre quatro metros.
Sadie conhecia muito bem a combinação da fumaça do trem misturada com os outros cheiros. Era aí que os mineiros novos moravam. Parou os cavalos em frente a uma das maiores casas da mina.
– Sadie! Pensei que não viesse – disse uma mulher jovem e bonita, enquanto saía da casa, enxugando as mãos e os braços molhados em uma toalha fina.
– Você me conhece 











As Gêmeas Chandler
1- Mulher de fogo
2- Mulher de Gelo
Série Concluída
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