24 de maio de 2014

Mais do que um Estranho

Série Selada com um Beijo
Uma traição descoberta. 

Quando sua família o abandonou em Eton, Benedict Hastings encontrou um aliado inesperado na irmã de seu melhor amigo. 
Suas cartas o fizeram seguir em frente - até o dia em que ele teve que deixar tudo para trás. 
Anos mais tarde, Benedict viu a sua quota de intrigas, mas quando a traição se aproxima da sua casa, ele se volta para o seu velho amigo por um porto seguro.... 
Uma atração indesejada. Depois de cinco anos de tortura no circuito de casamento, Lady Evelyn Moore está finalmente livre para viver sua vida como ela deseja. Então, quando seu irmão aparece com um estranho arrojado, ela se encontra dividida entre seus sonhos ... e seus desejos recém descobertos. 
Uma intriga irreversível. Apesar de sua determinação de manter Evie à distância, Benedict não pode negar a atração que começou com uma correspondência secreta. No entanto, quando eles começam a descobrir um ao outro, os perigos do mundo de Benedict os encontram, ameaçando suas vidas, seu amor e tudo o que eles pensaram que nunca poderiam ter...

Capítulo Um

Alyesbury, Inglaterra, 1816 
Ela tinha feito isso. Ela realmente tinha feito isso, e foi tudo que Evie pode fazer para não explodir de emoção antes de fazer uma saída digna. 
Fechando a porta atrás de si, Evie fez uma pequena dança silenciosa de vitória, ali mesmo no corredor do lado de fora do estúdio de seu pai. Ela estava um passo mais perto de alcançar seu objetivo final. 
Agora tudo o que ela tinha que fazer era achar uma maneira. - Mamãe nunca vai permitir isso. Evie guinchou de surpresa quando sua mão voou para cobrir seu coração aos pulos. Quase explodindo, de onde sua irmã apareceu?
- Meu Deus, você está tentando me matar do coração? Realmente, Beatrice, você não deve esgueirar-se entre as pessoas. 
- Eu não estou me esgueirando. - Você só não me viu. E como eu estava dizendo... - Eu sei o que você disse, disse Evie, franzindo o cenho. - Eu não posso acreditar que você está falando sobre um assunto sobre o qual você não sabe nada. E mesmo que você soubesse não lhe diz respeito, no mínimo. 
Em uma família com três irmãs mais jovens sempre por perto, Evie deveria saber que a sua conversa privada com o Pai não seria totalmente privada. Pelo menos era só Beatrice à espreita e não os gêmeos. 
Evie amava todos eles, mas ela conhecia Jocelyn e Carolyn bem o suficiente para perceber que, se eles tinham ouvido a conversa de Evie com o pai, toda a família saberia dos detalhes ao anoitecer.
Beatrice cruzou os braços sobre o peito pequeno e voltou sua carranca para Evie. 
- Você é minha irmã, é claro que é motivo de preocupação para mim. E não importa se é ou não assunto meu. Mamãe nunca vai concordar com sua proposta. É absolutamente ridículo. Deixe isso para Bea, colocar o dedo exatamente no ponto em que Evie estava preocupada. 
Após quase sete anos de trabalho ao lado de seu pai, ela tinha certeza de sua aprovação, e de fato ela tinha. Mas só com a ressalva de ganhar a aprovação de sua mãe também. E essa era uma proposição muito mais difícil. Evie lançou um olhar furtivo para a porta do escritório, em seguida, passou um braço não muito delicadamente em torno do cotovelo fino de Beatrice e a rebocou pelo corredor. 
Melhor não dar chance ao Papai-ou a qualquer outra pessoade ouvi-las casualmente. Puxando-a para o Salão Rosa, Evie fechou a porta com um clique suave e virou-se para a pequena espiã. 
- Primeiro de tudo, a minha proposta não é ridícula, e é indelicado de sua parte dizer isso. Em segundo lugar, Papai é perfeitamente favorável à ideia, e terceiro lugar, dezesseis é um pouco velha para estar ouvindo atrás das portas, você não acha? 
Manchas rosadas apareceram nas bochechas de sua irmã, fazendo seus profundos olhos azuis ainda mais escuros. 
- Eu só estava passando quando Papai teve sua explosão, não tão favorável. Você tem que admitir que é uma ocorrência estranha o suficiente para justificar uma pausa atrás da porta. Ela ganhou um ponto. Não que Evie pudesse culpar seu pai. Que outra reação teria um pai quando sua filha anuncia que, depois de cinco temporadas entediantes, ela queria retirar-se completamente do mercado de casamentos? 
Após seu grito inicial de objeção, indagando sobre sua sanidade, Evie acabou convencendo-o com seus argumentos bem elaborados. Afinal, não se deve aproximar de um campo de batalha, a menos que esteja preparado para a batalha. 
Ela suspirou e caminhou até o sofá floral com vista para os jardins completamente encharcados. O céu cinza fosco lançou pouca luz na sala, apesar de todas as cortinas estarem abertas. 
- Ele estava apenas um pouco surpreso, só isso. Ele até chegou a ver a lógica do meu raciocínio.
- Evie, disse Beatrice, estatelando-se nas almofadas ao lado dela, - só porque você ainda não encontrou o homem com quem deseja se casar, não significa que você nunca vai encontrá-lo. Você não pode simplesmente desistir. Ela ajeitou, recatadamente, a saia amarela em torno de suas pernas, uma das milhares de pequenas coisas que ela faziaultimamente para lembrar Evie que suas irmãzinhas estavam se transformando em jovens senhoras respeitáveis. 
Bem, jovens senhoras um pouco respeitáveis que ocasionalmente espionavam os outros. Evie puxou uma almofada de pompons dourados para o seu colo e olhou para a irmã. Ela realmente não queria ter essa conversa agora.

Série Selada com um Beijo
1 - Mais do que um Estranho
1.5 - Senhorita Mistletoe
2 - Um Sabor de Escândalo
3 - Flertando com a Sorte
Série Concluída
  

18 de maio de 2014

Despindo Lilly

Série Irmãs O'Rourke/Irmãos Hunter

Não é bem um Cavalheiro.

Filho bastardo de um Duque, Devlin Farrell está prestes a se vingar pela morte de sua mãe.
E irá mesmo tão longe ao ponto de sequestrar a noiva de seu inimigo no altar!
Lilly O'Rourke é apenas um peão inocente no plano de Devlin. Apesar de arruinar a reputação dela, não quer lhe fazer nenhum mal, embora seja difícil bancar o perfeito cavalheiro quando está lutando para resistir à sua beleza tentadora.
Mas Devlin viveu tanto tempo alimentando sua vingança, que pode agora esquecer esse desejo, libertar Lilly, salvando a si mesmo?

*****
— Pensativa senhorita?
Lillian ofegou e virou-se para encontrar um homem em mangas de camisa de pé debaixo do salgueiro. Um jardineiro ou o chefe dos estábulos. Ela virou-se sem falar.
Uma risada profunda causou um pequeno arrepio de mau agouro escorregando por sua espinha.
— Senhorita Lillian, não é?
— Senhorita O'Rourke, — ela corrigiu sem se virar.
O homem deu a volta no banco e deu-lhe um sorriso insolente. Sentiu-se toda ofegante e nervosa. E havia estado espionando-a.
Ela empinou o nariz para cima, fingindo indiferença.
— Pode falar comigo. Prometo que não mordo.
O olhou novamente e notou que tinha uma jaqueta cara pendurada no braço. Não era um jardineiro. Mas era mais perturbador do que pensava. Não, não parecia adequado de qualquer modo. Ele parecia o tipo de homem que poderia arruinar uma mulher...
— Então, Senhorita O'Rourke, está para se tornar uma Duquesa. Que sorte para você.

Capítulo Um

Londres, 27 de Julho de 1821.
Esta não foi a primeira vez que Devlin Farrell havia penetrado nos terrenos de Rutherford House para observar as pessoas dentro da casa. Longe disso. Ele conhecia os moradores quase tão bem quanto conhecia a si mesmo. Sabia o que eles gostavam e não gostavam, quando se moviam, para onde foram e o que queriam.
E sabia, também, quando os eventos aconteceriam em Rutherford House e isso lhe permitia assisti-los e, por vezes, se misturar. Como esta noite. Não havia muito, de fato, que não soubesse sobre Lorde Rutherford e sua ninhada.
Envolto e protegido pelos ramos de um salgueiro, passou despercebido por casais passeando e os retardatários ocasionais. Tinha um pequeno receio de ser descoberto. Havia demasiadas pessoas para controlar esta noite. Com a lábia certa, poderia até entrar no salão e misturar-se.
Ninguém iria reconhecê-lo, e se o fizessem, certamente não iriam denunciá-lo para não se entregarem. Devlin não era um homem que as pessoas admitiam conhecer.
Lanternas de papel de cores vivas iluminavam os caminhos e o som de uma orquestra flutuava do salão de baile sobre uma brisa de verão tão suave como uma carícia no rosto. Risos enchiam o ar, junto com o tilintar de copos, e sabia que o vinho seria como o Tâmisa, fluiria livremente.
Devlin tirou o casaco e pendurou-o ao longo de um galho para erguer as mangas da camisa para cima. A noite estava extraordinariamente abafada e não tinha a menor preocupação sobre como um cavalheiro deveria se apresentar em público. Ele não era um cavalheiro.
— Oh, Lorde Olney! Você está se afastando muito do caminho.
Edward Manlay? Marquês de Olney e herdeiro do Duque de Rutherford? Devlin se virou em direção à voz. Descendo o caminho em direção ao banco sob o salgueiro estava o herdeiro de Rutherford, o magro e desengonçado Olney, e uma criatura que lembrava uma fada cujo cabelo cor de mel ficou prateado pela claridade do luar.
Ela usava um vestido azul escuro, convertido num tom quase preto devido à profundidade da noite, e estampado com bordados de pequenos pássaros brancos em voo. Muito apropriado para alguém tão etéreo.
Escondeu-se atrás do tronco da árvore e se encostou nela, observando entre os ramos, curioso para ver o que Olney faria em seguida. Tendo em conta que este era o banco favorito do filhote para suas seduções, perguntou-se, maltrataria sua companheira, como fizera com outras mulheres infelizes em inúmeras ocasiões? Ou bocejaria e arranjaria uma desculpa para voltar ao salão de baile?
— Diga que será minha e vou passar o resto dos meus dias me afastando com você.
— Está propondo casamento, senhor, ou algo diferente?
Olney envaideceu-se, provavelmente sabendo perfeitamente que um Marquês, não importa seu caráter, seria considerado um bom partido.
— Casamento, Senhorita Lillian. Nunca quis alguém tão desesperadamente como a quero minha querida. Você roubou meu coração completamente.
A deslumbrante Senhorita Lillian se sentou no banco e o herdeiro do Duque se empoleirou ao lado dela.
— Penso que dificilmente seu pai me acharia adequada, uma vez que não possuo título de nobreza nem sou possuidora de um magnífico dote.
As sobrancelhas de Olney franziram. Devlin não conhecia aquele olhar. Estaria enrolando a pirralha para assegurá-la, ou estava realmente atormentado?
— Ele está ansioso para me ver casado. Posso convencê-lo a pensar à minha maneira. Confie em mim.
Ela abriu o leque e começou a movê-lo indolentemente, não era um artifício ou afetação pela noite abafada, mas uma tentativa genuína para esfriar-se. Devlin poderia facilmente ver os atrativos da garota, beleza, graça natural, autocontrole e uma atitude orgulhosa. Sim, era tudo o que Devlin jamais poderia ter e que Olney esperaria como se fosse de direito.
— Mesmo assim, — a garota disse, — acho que ele não iria gostar disto.
Olney prendeu-lhe a mão e puxou-a para encará-lo. — Tenho que tê-la. Não consigo tolerar a forma como os outros homens estão observando-a, cortejando-a, farejando em torno de você como vira-latas atrás de...

Série Irmãs O'Rourke/Irmãos Hunter
1- Indiscrições
2- Beijos de Fel
3 - Despindo Lilly
4 - Um Libertino à Meia-Noite
5 -  a revisar





10 de maio de 2014

Casando com um Lorde Selvagem

Série Os Demônios de Halstead Hall
Para cumprir o ultimato de sua avó, lorde Gabriel Sharpe persegue uma mulher irascível que ele acredita precisar desesperadamente dele.
Então, a situação se inverte...
Como tudo que o intrépido Gabe Sharpe faz, cortejar Virginia Waverly é um jogo de alto risco. 
Desde que seu irmão, Roger, morreu correndo contra lorde Gabriel, Virginia desejava vingar-se do lorde imprudente vencendo-o em seu próprio esporte. 
Mas quando ela desafia lorde Gabriel para uma corrida, o demônio chamado de "Anjo da Morte" contra-ataca com uma proposta de casamento! 
Gabe sabe que Virgínia está em uma situação financeira calamitosa – então por que não casar com ela e resolver ambos os problemas? 
Ela afirma estar chocada com sua proposta, mas sua reação a seus beijos dizia o contrário. 
E quando os dois começam a desvendar a verdade por trás da morte de Roger, Gabe faz a maior aposta de todas, oferecendo a beldade corajosa algo mais precioso do que qualquer herança: o amor verdadeiro.

Capítulo Um

Eastcote, agosto 1825
Virginia Waverly mal podia conter sua excitação enquanto a carruagem avançava em direção a Marsbury House. Um baile! Estava indo a um baile afinal. Ela finalmente começaria a usar aqueles passos de valsa que seu primo em segundo grau, Pierce Waverly, o Conde de Devonmont, lhe havia ensinado.
Por um momento, ela deixou sua mente vagar por uma bela fantasia de estar dançando pelo salão com um belo oficial de cavalaria. Ou talvez com seu próprio anfitrião, o Duque de Lyons! Isso não seria maravilhoso? Ela sabia o que as pessoas diziam sobre seu pai, a quem chamavam "o Duque louco", mas nunca deu atenção a tal fofoca.
Ela queria estar usando um vestido mais elegante - como o rosa de seda italiana que ela tinha visto na The Magazine Ladies. Mas os vestidos da moda eram caros, e era por isso que ela tinha que se contentar com seu antigo tartan de seda, comprado quando vestimenta escocesa era a moda. Como ela desejava ter escolhido algo menos... característico para vestir. Todo mundo lhe lançaria um olhar e saberia como ela era pobre.
- Eu posso ver que você está preocupada. - disse Pierce.
Virginia olhou para ele, surpresa com sua percepção.
- Só um pouco. Eu tentei tornar este vestido mais elegante, adicionando uma camada fluída, mas as mangas ainda são curtas, então agora ele só se parece com um vestido fora de moda com mangas estranhas.
- Não, eu quis dizer...
- Certamente, as pessoas não vão me criticar demais por isso. - ela ergueu o queixo - Ainda que eu não me importe se eles o façam. Sou a única mulher de vinte anos que conheço que nunca foi a um baile. Até a filha do vizinho fazendeiro foi a um em Bath, e ela tem apenas dezoito anos!
- Eu estava falando sobre...
- Então eu não vou deixar meu vestido ou a minha inexperiência na pista de dança me impedir de me divertir. - disse ela resolutamente - Vou comer caviar e beber champanhe, e por uma noite fingir que sou rica. E finalmente vou dançar com um homem.
Pierce pareceu ofendido.
- Agora veja aqui, eu sou um homem.
- Bem, é claro, mas você é meu primo. Não é a mesma coisa.
- Além disso, - ele disse - eu não estava falando sobre seu vestido. Quis dizer, você não está preocupada em encontrar com lorde Gabriel Sharpe?
Ela piscou.
- Por que ele estaria lá? Ele não estava na corrida de hoje.
Há alguns anos, o duque de Lyons começou uma corrida anual – o Prêmio Marsbury – disputada em um percurso em sua propriedade. Este ano, seu avô, tio-avô de Pierce, General Isaac Waverly, tinha inscrito um garanhão puro-sangue de seu haras. Lamentavelmente, Ghost Rider tinha perdido a corrida e a Copa Marsbury.
Era por isso que Pierce a estava acompanhando ao baile esta noite, em vez de seu avô – a pobre performance de Ghost Rider tinha desapontado Poppy profundamente. Isso a tinha decepcionado, também, mas não o suficiente para impedi-la de participar do baile.
- Sharpe é amigo íntimo de Lyons - disse Pierce – De fato, ele estava na corrida em Turnham Green com Roger.
Seu estômago afundou.
- Não pode ser! As únicas pessoas ali eram lorde Gabriel e algum sujeito chamado Kinloch...
- O Marquês de Kinloch, sim. Esse era o título de Lyons antes de seu pai morrer e ele ascender ao ducado.
Ela fez uma careta.
- Não é de admirar que Poppy tenha se recusado a participar esta noite. Por que ele não me contou? Eu não teria vindo.
- Foi por isso. Tio Isaac queria que você se divertisse pela primeira vez. E ele acha que Sharpe não estará lá, já que não estava na corrida.
- Ainda assim, eu vou ter que encarar o duque, que deixou Roger realizar esse percurso terrível em Turnham Green, apesar de conhecer os riscos. Por que ele nos convidou? Será que ele não se dá conta de quem somos?
- Talvez ele esteja estendendo o ramo de oliveira para você e tio Isaac por sua participação na morte de Roger, por menor que tenha sido.
Ela bufou.
- Um pouco atrasado, se você me perguntar.
- Vamos lá, você não pode culpar Lyons pelo que aconteceu. Nem Sharpe também, aliás.
Ela olhou para Pierce. Eles tiveram essa discussão muitas vezes nos sete anos desde que seu irmão havia morrido em uma corrida perigosa contra lorde Gabriel.
- Sua senhoria e Kinloch – Lyons – se aproveitaram de que Roger estivesse bêbado...
- Você não sabe disso. - Bem, ninguém sabe ao certo, já que lorde Gabriel se recusa a falar sobre isso.

Série Os Demônios de Halstead Hall
1 - A Verdade Sobre Lorde Stoneville
2 - Um Demônio em sua Cama
3 - Como Conquistar uma Lady Relutante
4 - Casando com um Lorde Selvagem
5 - Uma Lady Nunca se Rende
Série Concluída
  

7 de maio de 2014

O Mestre

Série Filhos do Destino
Histórico Sobrenatural
Oito irmãos, nascidos em quatro pares de gêmeos, com dois anos de diferença, cumprem a Maldição da Profecia dos Oito.

Para evitar seu destino tentador, os irmãos são exilados na Ilha Nightfall, onde as mulheres são proibidas. 

Mas quando o terceiro irmão nascido que havia sido sequestrado, foi tomado por uma poderosa e bonita maga, ele pergunta-se se ela era o seu próprio desastre profetizado, sua esposa predita.
Sequestrado da Ilha Nightfall, tornado cativo, Dominor é vendido para uma adorável maga, que lhe promete liberdade.
Mas a Lady Serina tem planos para ele; ela precisa de outro poderoso mago para restabelecer a cerimônia do acasalamento, ajudar a inverter um feitiço Tântrico de séculos atrás.
Concordando em ajudá-la, Dominor não suspeita do segredo que ela esconde dele: existe mais neste mágico acasalamento do que a Aritmancer revelou.
Uma vez que a cerimônia estivesse completa, ele retornaria à Nightfall.
Mas quando aquele segredo finalmente é quebrado, trancando agora a verdade atrás dos enganos e separando-os, Dominor fica determinado a retomar a posse da mulher de seu Destino.

Capítulo Um

O Terceiro dos Filhos deve encontrar o seu igual: Forte de vontade e forte de espírito,

bocê procura a ela que é o seu tipo. Defina a sua armadilha e seja o seu destino.  Quando a Senhora é a companheira do Mestre
O tempo passou estranhamente para Dominor de Nightfall. Ele ia e vinha em rajadas aturdidas. 
Tinha vagas e fugazes lembranças das coisas que aconteciam a seu redor: paredes de madeira que rangiam, o cheiro do mar sempre em suas narinas, vozes murmurando ao redor dele, as mãos forçando-o a se levantar e caminhar ao redor, quando ele estava muito tonto. 
Lembrou-se que o piso era muito incerto a seus pés e prontamente alguém o segurava quando ele não conseguia fazê-lo, e de ser alimentado com algo com sabor mentolado que o instinto dizia que não deveria comer e beber, mas seus captores o forçavam enquanto ele estava muito confuso para resistir. 
E ele tinha lembranças de comer esse alimento com ervas, até que o mundo rodava mais uma vez.
Lembrou-se de uma voz familiar, sua Fonte estranhamente distante e ao mesmo tempo bem ali na sua orelha, desesperada para chegar até ele. 
A voz confortou-o com sua familiaridade, embora ele não pudesse dizer de quem era, nem mesmo sabia que dia era, quanto menos o nome ou o rosto de quem era aquela voz. 
Ele estava ciente do barulho onipresente das correntes em seus tornozelos, pulsos e garganta, de uma lembrança fraca de que ele uma vez usou finas roupas, sob medida, e não o tecido áspero que se esfregava contra sua carne agora. 
Ele nem sempre tivera o cheiro de suor e de coisas piores, de coisas sujas, mas isto era porque não lhe permitiam banhar-se, e não lhe permitiam clarear sua mente para atender a si mesmo. 
E então aconteceu. Eles não vinham mais com o alimento amargo mentolado. 
O mundo balançou ainda mais vertiginosamente abaixo de Dom enquanto ele estava acorrentado à cama; seu ambiente se balançava e rangia lugubremente, se inclinando de um lado a outro em desconcertantes ângulos, enquanto sua mente lentamente acordava. 
A nuvem que obscurecia seus sentidos diminuiu o suficiente para que ele pudesse ouvir os gritos e os estalos de cordames, sentisse o cheiro da chuva e do mar, e o mago cativo soube que estava a bordo de um navio no oceano.
Dominor se lembrou dos Mandarites e seus alimentos estranhos. Lembrou-se do estranhamente vestido e arrogantemente opinativo Senhor e seus dois filhos hipócritas. 
E lembrou-se de que estava cativo em um navio que, pelo que ouvia, sentia e cheirava, parecia que estava preso em uma tempestade ruim de verão, uma que parecia não acabar. 
Tempo suficiente para que a última dose da droga administrada que deixava o mago confuso passasse. 
À medida que os minutos se transformavam em horas, Dominor ficava cada vez mais desconfortavelmente ciente de como estava sujo, com fome e sede, e acima de tudo, o quanto ele estava irritado. 
Quando Dominor percebeu isso, quando sua cabeça estava clara o suficiente para pensar, ele testou as correntes que o mantinham mais ou menos preso no lugar em seu beliche fino de madeira, enquanto o navio subia com cada onda.

Série Filhos do Destino
1 - A Espada
2 - O Lobo
3 - O Mestre
4 - A Canção
5 - The Cat
6 - The Storm
7 - The Flame
8 - The Mage
8.5 - Finding Destiny

6 de maio de 2014

Amante por Acidente

Trilogia Amantes
Ele desmascarou seu engano, mas ela porá a descoberto seu coração.

A vivaz Lily Bainbridge finge sua própria morte para fugir de um matrimônio combinado e, disfarçada de menino, foge para Londres, para uma vida de liberdade.Entretanto, seus planos de fingir ser uma viúva independente se vêem frustrados quando se encontra com um Marquês poderoso, perigoso e atraente que deseja tomá-la como amante.Lily teme que ele roube seu coração se entregar sua inocência.
Tendo aceitado um matrimônio de conveniência para cumprir com a Honra familiar, Ethan Andarton, Marquês de Vessey, não tem intenções de abandonar seus dias de libertino.
É então quando intervirá o destino, disfarçado de jovem uma mulher impetuosa, suficientemente audaz para planejar sua fuga para Londres, e que o tenta com seu mistério e sua sensualidade.
Beijo após beijo, terna carícia a carícia, Ethan jura descobrir os ocultos segredos de Lily, pois sob as capas de inteligentes argúcias da mulher, jaz uma paixão ardente que inflamará um amor apaixonado que ninguém poderá negar.

Capítulo Um

Abril de 1814, Cornualha, Inglaterra
—Só uns poucos metros mais — disse Lily Bainbridge — Só um pouco mais e estarei a salvo. Serei livre.
Uma onda de água gelada golpeou o rosto com força. Ofegou em busca de ar e seguiu adiante, braçada a braçada, enquanto lutava contra o arrastar implacável do agitado e bamboleante mar. Sobre ela, os raios cintilavam contra o viscoso céu cinza e a chuva se precipitava para baixo aguilhoando a pele como uma inundação de agulhas diminutas.
Os braços tremiam pelo esforço, mas ignorou isso e seguiu nadando, sabendo que era isso ou se afogar. E apesar da nota de suicídio que tinha deixado em seu quarto, não tinha intenções de morrer, certamente, não nesse dia.
Muitos a teriam chamado de louca por atirar-se ao mar durante uma tormenta, mas a pesar do perigo, sabia que tinha que agir sem medo ou hesitação. Atrasar-se teria significado ter que casar-se com o Senhor Edgar Faylor, e tal como havia dito a seu padrasto, preferia morrer antes de atar-se por toda vida a um bruto repugnante. Mas para seu padrasto não interessava seus desejos, já que o matrimônio com Faylor supunha um frutífero trato de negócios para ele.
Devagar, estudou a costa irregular e as ondas que se chocavam com estrondosa percussão contra as rochas e os bancos de areia. Embora tivesse nadado naquelas águas durante seus quase vinte anos, nunca o tinha feito com uma tormenta assim furiosa. De maneira alarmante, nada parecia o mesmo, os pontos estratégicos que eram tão familiares, se viam distorcidos pela fraca luz e a agitada espuma da superfície do mar.
Tentando manter-se flutuando, lutou contra o peso de seu vestido, a gaze empapada se enrolava ao redor das pernas como se fossem grilhões de aço. Sem dúvida, teria sido melhor se tivesse tirado o vestido antes de meter-se no mar, mas sua "morte" tinha que parecer convincente, o suficiente para que seu padrasto nunca suspeitasse da verdade. Se sobrevivesse a aquilo e seu padrasto descobrisse que estava viva, á caçaria sem um pingo de clemência.
Com o coração golpeando com força no peito, nadou com mais força, sabendo que não devia se deixar ir à deriva ou seria tragada pelo mar. Formou-se um nó na base da garganta diante do inquietante pensamento, e um estremecimento percorreu seus cansados membros.
O que acontecerá se calculei mal?
Preocupou-se. E se a tormenta já me levou muito longe? Sua apreensão se evaporou quando teve diante dela uma visão familiar, uma fissura estreita, negra como o carvão, que abria caminho pelos penhascos muito altos que se alinhavam ao longo da borda. Para qualquer um, a abertura não parecia diferente de qualquer outra curva marinha naquele lugar, mas Lily a conhecia bem.

Trilogia Amantes
1 - Amante Honrada
2 - Amante por Acidente
3 - Sua Amante Favorita
Trilogia Concluída

4 de maio de 2014

Crime no Palácio de Buckingham

Série Pitt






Thomas Pitt e Victor Narraway, o chefe da Brigada Especial, foram convocados com caráter de urgência e o maior sigilo.

Devem apresentar-se imediatamente no palácio de Buckingham onde, na manhã seguinte de uma pequena festa privada, apareceu o cadáver mutilado de uma jovem prostituta.
Logo fica claro que o assassino não está entre o serviço de palácio e as suspeitas do Thomas Pitt caem sobre um seleto grupo de convidados do Príncipe de Gales, três homens de negócios que vieram a apresentar ao Príncipe Eduardo um projeto enormemente ambicioso, arriscado e lucrativo, que não goza do apoio do governo.
Encerrado no palácio, e contando só com a ajuda de sua fiel criada Gracie, a quem infiltrou entre o serviço, Thomas Pitt terá que empregar todos seus dotes tanto diplomáticos como investigador para esclarecer com a maior discrição um assassinato que poderia salpicar à realeza e fazer cambalear a instituição da monarquia na Inglaterra.

Capítulo Um

— Parece que a acharam no armário da roupa branca, pobre criatura - respondeu Narraway com uma expressão séria em seu rosto magro, os olhos tão escuros que pareciam negros no interior em penumbra da carruagem. Logo, antes que Pitt pudesse dizer algo, corrigiu-se: — Em um dos armários da roupa branca do Buckingham Palace. Foi um assassinato particularmente brutal.
O veículo deu uma sacudida que jogou Pitt contra o assento.
— Uma prostituta? - perguntou com incredulidade.
Narraway guardou silêncio um momento. Os cascos do cavalo soavam com estrépito, as rodas estralavam sobre os paralelepípedos passando perigosamente perto da beira da calçada.
— Deve ser uma brincadeira pesada! - exclamou Pitt por fim enquanto viravam no The Mall e voltavam a tomar velocidade.
— Muito pesada - concordou Narraway. — Ao menos isso espero. Embora tema que seja algo totalmente sério. Mas se resultar que o senhor Cahoon Dunkeld nos está fazendo perder o tempo exercitando seu senso de humor, desfrutarei colocando-o pessoalmente no cárcere, se puder em um dos menos agradáveis que tenhamos.
— Deve ser uma brincadeira - insistiu Pitt, estremecendo-se só de pensar. — Não é possível que se cometeu um assassinato no Palácio. Como ia entrar nele uma prostituta?
— Pela porta, exatamente como vamos fazer nós, Pitt - respondeu Narraway. — Não seja ingênuo. Certamente a receberam melhor do que vão receber a nós.
Pitt sentiu uma leve pontada.
— Quem é Cahoon Dunkeld? - perguntou, fugindo do olhar do Narraway. Reverenciava a rainha Vitória, especialmente por sua idade avançada e seu viuvez, apesar de estar à corrente das excentricidades que lhe atribuíam e do fato de que nem sempre tinha gozado da simpatia de seu povo. 
Tinha guardado luto muito tempo, afastando-se não só da alegria, mas também de seus deveres. Além disso, alguns anos atrás tinha tido ocasião de conhecer pessoalmente as extravagâncias e os excessos do príncipe de Gales, e se tinha informado de que mantinha várias amantes muito caras.
Então ele era superintendente do Bow Street, e o complô em torno do príncipe não só lhe havia custado sua posição, mas tinha estado a ponto de derrocar o trono. Por essa razão trabalhava depois para Victor Narraway na Brigada Especial, ao mesmo tempo em que ampliava seus conhecimentos sobre a traição, a anarquia e outras formas de violência contra o Estado.
 

Série Pitt
1- Os crimes de Cater Street
2- Os cadáveres de Callander Square
3- O crime de Paragon Walk
4- O Beco dos Ressucitados
5- O Afogado do Tâmisa
6- Os roubos de Ruthland Place
7- Vingança em Devils Acre
8- Envenenamento em Cardington Crescent
9- Silencio em Hanover Close
10- Os Assassinatos de Bethlehem Road
11- Incêndios em Highgate Rise
12- Chantagem em Belgrave Square
13- O Caso de Farriers Lane
14- O Degolador de Hyde Park
15- O Cadáver de Traitors Gate
16- A Prostituta de Pentecost Alley
17- A Conspiração de Ashworth Hall
18- O Mistério de Brunswick Gardens
19- A Ameaça de Bedford Square
20- Os Escândalos de Half Moon Street
21- O Complô de Whitechape
22- A Médium de Southampton Row
23- Os Segredos de Connaught Square
24- Os Anarquistas de Long Spoon Lane
25- Crime no Palácio de Buckingham
Números anteriores Biblioteca em Séries

30 de abril de 2014

Um Segredo de Natal

Série Liga das Quartas-feiras


A senhorita Charity Wardlow esperava uma proposta de casamento enquanto participava de um casamento de Natal. 

Mas quando Andrew MacGregor chegou à mansão, Charity percebeu que não queria mais ninguém, a não ser o escocês com um sorriso sensual... 

 Capítulo Um 

Oxfordshire, Inglaterra, Dezembro de 1819
Andrew “Drew” MacGregor sacudiu a neve de suas botas no vestíbulo de Wyecliffe Manor e entregou seu casaco ao mordomo. Ele chegou a Great Tew, Oxfordshire, no início do dia e conseguiu adquirir o último quarto restante na hospedaria local antes de oferecer suas saudações ao seu anfitrião para as festividades próximas. A casa estaria cheia de hóspedes, distribuídos em duplas ou trios nos quartos que estavam disponíveis, e ele não estava disposto a compartilhar sua cama. 

Ele até pagou o dobro ao estalajadeiro para impedir que tal possibilidade ocorresse.
O espaçoso saguão central havia sido enfeitado com ramos de sempre-viva e o aroma de pinho impregnava o ar. Visco e azevinho haviam sido tecidos nas grinaldas de cedro penduradas nos corrimãos, um fogo crepitava alegremente na lareira, na outra extremidade do corredor. 
O som de risadas ecoava de sala em sala, evidenciando a atmosfera de expectativa feliz. Cinco dias até o Natal e aconteceria o tão esperado casamento entre Olivia Fletcher e Edward Mackay.
Embora fosse convidado a ficar na mansão, Drew havia recusado. Ele estava feliz por participar desta festividade em particular, mas desejava um lugar tranquilo para se retirar. 
Os ingleses eram tão infernalmente barulhentos e curiosos, sempre se intrometendo nos assuntos dos outros. Ele normalmente preferia a quietude de seu chalé de caça nas Terras Altas escocesas e, assim que o casamento fosse um fato consumado, retornaria aquela solidão abençoada.
Endireitou as lapelas de sua jaqueta escura e deu um passo adiante para o corredor. 
Sem direção e nenhum anfitrião disponível para saudá-lo, estava indeciso sobre como proceder. Certo! 
Iria para a direita para um aposento repleto de risos histéricos, ou para a esquerda, uma sala onde os sons de um piano e violino podiam ser ouvidos? Se existisse uma biblioteca com uma garrafa de bom uísque de malte, seria onde encontraria Edward Mackay. Mas primeiro, ele faria o reconhecimento do terreno.
Virou para a esquerda, optando pela sala de música socialmente menos exigente. Ele entrou e deu um passo para o lado, imaginando que estaria quase invisível contra a parede. Olhando ao redor, encontrou a reunião muito menos formal do que havia imaginado. 
Um violinista ocupava o canto oposto, tocando seu instrumento, e uma loira surpreendente estava sentada no banco de madeira, suas mãos graciosas posicionadas nas teclas do piano com um atento jovem virando as páginas de um livro de música. 
Eles pareciam entrosados, quase íntimos. Drew suprimiu uma pontada inesperada de inveja.
O homem olhou em direção à porta, então dispensou Drew como alguém insignificante e voltou sua atenção para a moça. Ela ruborizou encantadoramente, e Drew percebeu que seu companheiro provavelmente a tinha elogiado. E por que não? — a mulher tirou seu próprio fôlego. 
O cabelo dourado tinha sido puxado para cima, preso com um laço francês azul de veludo que combinava com o seu vestido, deixando cair uma profusão de cachos até o meio das costas. O arco de cisne de seu pescoço expunha uma das gargantas mais tentadoras que já tinha visto — uma garganta que pedia beijos. Seus beijos.
Senhor! Quanto tempo havia passado desde que ele fora arrebatado pela aparência de uma mulher? Por um rubor recatado? Anos? Décadas? Nunca? Ele não conseguia desviar o olhar, mesmo quando o homem ergueu uma de suas mãos das teclas para pressionar um beijo galante em seu dorso.
Ah, então era isso, estava desabrochando um namoro. Algo possessivo disparou estranhamente através dele. Muito ruim.
A mulher olhou para um relógio de bronze dourado sobre a lareira perto do piano e levou um pequeno susto. Ela retirou a mão, aparentando relutância por ter que ir e se levantou. Sua voz era suave e musical.
— Devo correr para a sala de estar de Olivia para o ajuste de meu vestido com a costureira. Será que vou vê-lo mais tarde, senhor Lingate?
— Conte com isto, senhorita Wardlow. 


Série Liga das Quartas-feiras
1 - Por Justiça ou por Amor
2 - A Dama da Noite
3 - Um Segredo de Natal
4 - A Vingança do Libertino
5 - O Herdeiro Perdido
6 - Bela e Culpada
Série Concluída

27 de abril de 2014

Escolha do Destino

Série McKettrick
Quando recebe a notícia de que seu melhor amigo está em apuros, Holt Mckettrick abandona tudo e parte para o Texas!

Resoluto e em marcha acelerada, ele apenas reza para chegar a tempo de salvar o homem que o criou como um filho.
Holt sabia que bandidos cruzariam seu caminho, mas não imaginava conhecer uma mulher como Lorelei Fellows, ateando fogo ao seu vestido de noiva em plena praça pública.
Cansada de ser um joguete nas mãos dos homens, tudo o que ela quer é se tornar independente.
A presença marcante de Holt deixa tudo mais complicado… Afinal, como ignorar um homem com uma mira certeira e um coração faminto?


Capítulo Um    

Território do Arizona, 12 de agosto de 1888
Holt Mckettrick enganchou um dedo sob o elaborado colarinho em uma tentativa vã de afrouxá-lo um pouco.
Os convidados do casamento circulavam na grande extensão de terra gramada ao lado da casa principal do rancho Triple M. A elegância de seus trajes se encontrava mosqueada pelas sombras tremeluzentes dos jovens carvalhos que prosperavam na propriedade.
Em um canto, dois violinistas tocavam uma versão melancólica de Lorena. Havia um porco inteiro assando na cova que os três meios-irmãos de Holt haviam cavado no chão e forrado com pedras planas retiradas do riacho. O bolo de casamento, confeccionado pelas suas cunhadas, era tão grande quanto uma carroça, e uma longa mesa – um arranjo improvisado de tábuas apoiadas sobre meia dúzia de barris de 50 litros – oscilava sob o peso da comida que daria para uma semana inteira.
O velho e o restante da família McKettrick não pouparam esforços ou gastos para tornar a celebração memorável. Holt supôs que poderia estar apreciando o evento tanto quanto o companheiro a seu lado... se não fosse ele o noivo.
Alguém bateu em suas costas em uma jovial saudação, e Holt quase derramou na parte da frente do elegante terno o copo de ponche de frutas, generosamente misturado com uísque da garrafa de seu irmão Rafe.
– Acho que o reverendo está chegando – disse o pai, Angus McKettrick, apontando para um cavaleiro que se aproximava, atravessando as águas ensolaradas do riacho, em um trote firme e veloz. – Já não era sem tempo. Eu estava começando a pensar que teria que mandar alguém buscar esse padre aleijado.
Holt engoliu em seco e olhou de soslaio. Uma onda de calor arrepiou-lhe os cabelos da nuca. Algo se agitou dentro dele, uma doce e inquietante sensação, como costumava sentir nas noites quentes de verão, quando a brisa das montanhas lhe envolvia o cérebro como uma voz chamando-o de volta ao Texas.
– Acho que sim – murmurou, desejando saber aonde Rafe fora com aquela garrafa, mas não desviou o olhar do cavaleiro para esquadrinhar a multidão.
O recém-chegado, com as feições escondidas sob o brilho da luz do meio da tarde, impeliu o cavalo a subir a margem do riacho, homem e montaria espirrando água cristalina para todos os lados, à medida que se aproximavam.
– Margaret é uma boa mulher – Angus afirmou.
Seu velho pai tinha o hábito de dizer algo de repente que nada tinha a ver com o que se estava falando.
– Quem? – perguntou Holt, distraído. A pele entre as suas omoplatas coçava, e o suor lhe escorria pelo peito, molhando-lhe o algodão engomado da camisa.
– Sua noiva – respondeu o pai, exasperado.
Com o canto do olho, Holt viu Angus puxar o nó da gravata. Com certeza, a esposa dele, Concepcion, a havia apertado com tanta força quanto as fitas de um espartilho.
O cavaleiro alcançou o pátio, desmontou com a graça de um vaqueiro experiente, deixando as rédeas pendentes, e caminhou direto para Holt.
– Esse dali não é o padre – comentou Angus desnecessariamente e com preocupação. Embora não tivesse muito estudo, o velho lia até os olhos saltarem das órbitas, e, quando cometia um deslize de gramática, significava que estava nervoso.
Holt olhou para a casa, onde a srta. Margaret Tarquin, sua futura esposa, se encontrava trancada em um quarto do andar superior, arrumando-se para a cerimônia e, em seguida, foi ao encontro do mensageiro.
Os violinistas pararam de tocar com um agudo estridente, e o silêncio recaiu sobre a multidão. Até mesmo as crianças e os cães ficaram quietos.
– Estou procurando por Holt Cavanagh – anunciou o recém-chegado. Sua calça de sarja estava molhada pela água do riacho, e o jovem tremia, apesar do calor daquela brilhante tarde de agosto. – É você, suponho.
Holt assentiu com um movimento brusco de cabeça. Não lhe ocorreu explicar que deixara de usar o nome Cavanagh, uma vez que ele e o pai haviam feito as pazes, e adotara o sobrenome McKettrick.
Angus se aproximou, com o cenho franzido. Rafe, Kade e Jeb, que não se encontravam à vista até então, se materializaram como se tivessem saído de uma miragem ondulante, assombrando o terreno como fantasmas.
Holt e os irmãos tiveram algumas desavenças durante aqueles três anos em que se familiarizaram, e ainda continuavam tendo, mas sangue era sangue. 
Se o cavaleiro trouxesse boas notícias, comemorariam. Se fossem ruins, fariam o possível para ajudar. E se houvesse problemas à vista, partiriam direto para a briga e perguntariam sobre os motivos mais tarde.
A afeição de Holt por eles, embora às vezes relutante, estava em sua essência

Série McKettricks
1 - High Country Bride
2 - Shotgun Bride
3 - Secondhand Bride
4 - Escolha do Destino
5 - Vidas Paralelas  
6 - McKettrick's Luck
7 - McKettrick's Pride
8 - McKettrick's Heart
9 - Do Jeito do Coração  
10 - A McKettrick Christmas
11 - Tate
12 - Garrett
13 - Austin
14 - The McKittrick Legend
15 - A Lawman's Christmas

Guerreiros do Gelo

Série Irmãos MacEgan
(3 histórias em 1 livro)
Inverno Sombrio

O marido de Brianna MacEgan foi assassinado há um ano, e ela continua obcecada por vingar sua morte. 

Mas Arturo de Manzano irá distraí-la com seu corpo musculoso de guerreiro... 
O gelo que endurece o coração de Brianna corre o risco de começar a derreter...

A Sagrada e o Maldito

Perdida em uma tempestade de neve, Rhiannon MacEgan é salva por um viking destemido. 

Sua alma solitária logo se identifica com Kaall, mas eles conseguirão ficar juntos um dia? Além de cego e exilado, Kaall é o inimigo mais odiado da prima de Rhiannon...

Tempo de Perdão

Adriana de Manzano está comprometida com Liam MacEgan e perdidamente apaixonada por ele. 

Mas ela esconde um terrível segredo: para salvar a vida de seu amado, Adriana foi obrigada a traí-lo. Será que o orgulhoso guerreiro conseguirá perdoá-la quando descobrir a verdade?

Série Irmãos MacEgan
1 - Guerreiro Escravo
1.5 - The Viking's Forbidden Love-Slave
2 - Rei Guerreiro
3 - Guerreiro Guardião
4 - O Toque do Guerreiro
4.5 - A Virgem Proibida do Guerreiro
5 - Guerreiro Proibido
6 - Rendida ao Guerreiro
6.5 - Pleasured by the Viking
6.6 - Lionheart's Bride
7 - Guerreiros do Gelo (3 histórias em 1 livro)

25 de abril de 2014

Tua ao Anoitecer




Elissande Edgerton é uma mulher desesperada, uma prisioneira na casa de seu tio tirano.

Apenas através do casamento ela poderá obter a liberdade que tanto anseia.
Mas como encontrar o homem perfeito?
Lorde Vere está acostumado a armadilhas irresistíveis. Como agente secreto da Coroa, ele localizou alguns dos criminosos mais tortuosos em 
Londres, enquanto mantém sua fachada de solteirão idiota e inofensivo. Mas nada pode prepará-lo para o escândalo de ser apanhado por Elissande.
Forçados a um casamento de conveniência, Elissande e Vere estão prestes a descobrir que não são os únicos com planos secretos.
Com a sedução como única arma e um segredo obscuro do passado pondo em risco a vida de ambos, eles poderão aprender a confiar um no outro, mesmo enquanto se entregam a uma paixão que não pode ser negada?

Comentário revisora Marilda:Gostei do livro, porém achei que a trama poderia ter sido melhor explorada. Mas, isso não prejudica em nada a diversão que o livro proporciona. Trechos muitos divertidos e outros bem emocionantes. Esse livro foi o vencedor do prêmio Rita 2011, na categoria Melhor Romance Histórico. Vale a pena ser lido! Agradeço a minha parceira Luci que facilitou (e muito) o meu trabalho.

Capítulo Um

O marquês de Vere era um homem de poucas palavra
Tal fato, no entanto, surpreenderia a quase todos, exceto alguns de seus numerosos amigos e conhecidos. O consenso geral era que lorde Vere falava. E falava. E falava. 

Não havia assunto na terra, por mais exótico ou obscuro, sobre que não se aventurasse a arriscar uma opinião ou mesmo dez, sempre com o maior entusiasmo. Para dizer a verdade, havia ocasiões em que ninguém conseguia evitar que pontificasse sobre aquela recém-descoberta classe de substância química a que deram o nome de Pré-Rafaelitas ou sobre os curiosos hábitos das tribos de pigmeus do interior da Suécia.
Lorde Vere era também um homem que mantinha seus segredos bem guardados.
Se alguém fosse iludido ao ponto de ousar expressar tal afirmação, ver-se-ia rodeado de damas e cavalheiros caídos ao chão, chorando de tanto rir. E tudo porque, lorde Vere, segundo a opinião pública, não conseguia distinguir um segredo de um ouriço. 
Não era apenas tagarela, ele oferecia o íntimo, o mais pessoal inadequado conhecimento diante da queda de um chapéu em qualquer lugar, ou até mesmo de um ponto de vista num armarinho.
Voluntariamente, relatava suas dificuldades na arte de cortejar as damas: era rejeitado logo no início e com grande frequência, não obstante a sua posição de par do reino1. 
Sem a menor hesitação declarava o estado de suas finanças, mesmo que fosse notório que ele não possuía a mínima ideia do valor dos fundos postos à sua disposição, atuais e futuros, tornando as suas conjecturas altamente inconsequentes. 
Ele até se aventurou – claro que não no meio de companhia mista - a comentar o tamanho e a grossura de seu atributo masculino: invejáveis em ambos os casos, medidas que foram confirmadas pela experiência das alegres viúvas que o procuravam para esporádicas incursões entre os lençóis.
Em outras palavras, lorde Vere era um idiota. Não um idiota alucinado, uma vez que sua sanidade era raramente questionada. E não tão estúpido que não fosse capaz de atender às suas necessidades básicas. Era, isso sim, um idiota divertido, tão ignorante e inchado como uma almofada, palerma ao extremo, mas simpático, inofensivo, e muito apreciado pelos Dez Mil da Alta2 pela diversão que proporcionava bem como pela sua incapacidade de se lembrar de qualquer coisa que alguém lhe dissesse e que não afetasse as suas refeições, o seu sono de beleza, ou o orgulho e a alegria que habitavam a sua roupa interior.
Não podia disparar em linha reta; suas balas nunca acertavam uma perdiz, exceto por acidente. 
Raras vezes falhava em virar maçanetas e alavancas na direção contrária. E como o seu dom de estar no local errado à hora errada era lendário, ninguém pestanejava ao saber que ele fora testemunha de um crime, sem ter ideia do que vira, com toda a certeza.


Um Cavalheiro para Lady Louisa

Série Windham
Anos atrás, lady Louisa Windham cometeu uma imprudente ousadia por culpa de um desafio proposto pelo irmão.
Agora esse deslize está a ponto de ser descoberto e sua honra e reputação podem ficar comprometidas por toda a vida, a menos que se case com sir Joseph Carrington, um bom amigo da família.

Capítulo Um

Depois de vencer o Corso, sir Joseph Carrington adquiriu dois fiéis companheiros. Ninguém o considerava estúpido, por isso ele sabia perfeitamente que o consolo da cigarreira, sua primeira afeição, era uma amizade bastante duvidosa.
A segunda companheira, um pouco mais animada, era Lady Ophelia, a quem Carrington tinha conhecido pouco depois de dar baixa no exército. Ela, com os amáveis olhos e pacientes silêncios, lhe deu muitos conselhos sábios e consolo, e deu sistematicamente ninhadas de ao menos dez leitões, tanto na primavera como no outono, o que só podia aumentar sua gratidão.
—Não deveria desanimar. — Sir Joseph coçou atrás da orelha esquerda de Lady Ophelia para tranquilizá-la —. Ficará aqui no campo, ajudando Roland no baile do acasalamento, enquanto eu vou a Londres.
Ali, sir Joseph tomaria parte em um baile similar. Dava graças a Deus pela caça. O fato de perseguir os cães rastreadores podia salvar um homem da loucura coletiva a que sucumbia a boa sociedade quando se aproximavam as festas, ao menos durante algumas semanas.
—Voltarei para o Natal, e possivelmente este ano Papai Noel me traga uma esposa para que eu também tenha meus próprios rebentos.
Bebeu outro pequeno gole da cigarreira, um muito pequeno. A menos que passasse horas montado a cavalo, caminhando pelos bosques com a presa da caçada nas costas, ou que se aproximasse uma tormenta de neve ou uma onda de frio, geralmente a perna não doía terrivelmente.
—Sinceramente, não sei como faz, querida. Dez leitões, duas vezes ao ano, durante tantos anos... ou ao menos desde que tenho o prazer de te conhecer.
Parecia que, nessa temporada a porca ainda não estava prenhe, e já tinha chegado o inverno. Isso era preocupante a um nível que um homem que ainda não estava bêbado não tinha intenções de considerar. A fecundidade de Ophelia lhe dava segurança respeito a uma ordem fundamental da vida; uma segurança mais substancial que a que lhe oferecia a cigarreira.
—Me dê alguns leitões, sua senhoria. — Passou a coçar a outra orelha e a amiga inclinou a cabeça —.Dê o tipo de bebês que posso vender no mercado e que me farão rico. Mais rico. O ideal seria uma ninhada de doze para o Natal.
O recorde era de onze e todos tinham sobrevivido. Isso foi dois anos antes, quando sir Joseph precisava desesperadamente um bom augúrio.
Um rapaz da cavalariça assobiou a ária Ele alimentará seu rebanho, com uma melodia natalina para avisar de que o cavalo estava preparado. O rapaz não ousaria interromper uma conversa particular entre sir Joseph e Lady Ophelia, principalmente quando podia dedicar-se a fazer estragos com as notas do pobre Händel.
—Já vou. Eleva uma prece por Reynard.
Com uma palmada e uma carícia final, deixou que a amiga porcina se reunisse com seus vizinhos.
A sir Joseph, as caçadas o recordavam o exército nos desfiles: todos com impressionantes trajes, boa cerveja e uma cordialidade alimentada em parte pelos nervos e o álcool. O objetivo do dia parecia ser virtuoso em ambos os casos e, entretanto, se tudo saísse tal como estava planejado, alguém que não pertencia à concorrência sucumbiria vítima de uma morte sangrenta.
Que esse alguém fosse uma raposa — um mero animal — e estivesse em uma desvantagem numérica tão evidente em relação aos trinta cães só parecia incomodar a sir Joseph. Inclusive no meio da grande alegria de uma caçada de dezembro, sabia que não podia compartilhar seu afeto pelo animal com nenhum outro ser humano.
—As atividades sociais prévias ao começo da temporada são um chateio enorme.
Lady Genevieve Windham não se incomodou em baixar a voz, coisa que surpreendeu a irmã Louisa. Na realidade, alguém deveria poder queixar-se tranquilamente com a própria irmã (Louisa tampouco gostava dessas atividades prévias), mas dado que estavam na parte de trás do terceiro grupo, alguém podia ouvi-las.
—Perdemos quase todas, menos as das últimas duas semanas — assinalou Louisa —. Graças a papai e a sua loucura pela caça.
—É como caçar Tetraz Grande
— disse Jenny, deixando que a égua se afastasse um pouco dos outros cavaleiros, encaminhando-se para a mesa do café da manhã —. Termina a Quaresma e começa a caça de marido, com as mães armadas e dispostas a cobrar uma moeda. Não sei quantos anos mais poderei suportar, Louisa.
—A pessoa acaba se acostumando.
Isso não era totalmente verdade, mas quando Jenny passava por aqueles incomuns momentos de desânimo era necessária uma mentira piedosa.
—Você leva um pouco mais de tempo que Evie e eu e não deveria me queixar contigo. Sinto muito, Lou.
Havia autêntico remorso no tom de Jenny, porque esta era boa e considerada, algo que Louisa fazia tempo que havia deixado de aspirar a ser. A irmã era loira e angelical, em contraste com o cabelo escuro dela; além disso, Jenny tinha um caráter bastante alegre. Em um momento de desespero, a duquesa, sua mãe, havia dito que as feições de Louisa eram «audazes».
E como eram.
No prado que havia algo mais abaixo, alguns cavaleiros chegavam pouco a pouco da caçada. Um conjunto de ondulantes plumas chamaram a atenção de Louisa: duas plumas de faisão, uma de pavão e outra de avestruz, que, esperava que a bendita ave jamais soubesse, tinham tingido... de rosa!

21 de abril de 2014

O que fiz por um Duque





Durante anos, tem sido objeto de medo, fascinação...e fantasia. 

Mas ainda com todos os perversos rumores que ofuscam o formidável Alexander Moncrieffe, Duque de Falconbridge, a sociedade apenas tem certeza de uma coisa: Apenas um tolo se atreveria a contrariá-lo. 
Quando Ian Eversea faz exatamente isso, Moncrieffe planeja a vingança perfeita: Vai seduzir a irmã inocente de Ian, Genevieve...a única Eversea que ainda não provocou nenhum escândalo. 
Primeiro conquistará seu coração...e logo o romperá. 
Mas tudo em Genevieve é inesperado: A paixão que arde sob seu frio controle a aguda inteligência temperada por sua bondade...a jovem ouviu rumores sob o passado obscuro do Duque, e sabe que se envolver com ele é perigoso, mas um beijo incendiário a arrasta a um mundo de extraordinária sensualidade. 
Até que enfrentará uma difícil decisão...há algo que não esteja disposta a fazer por um Duque?