15 de abril de 2012

A Escolha Um Amor





Grey St. Bride precisava de uma esposa... 


No entanto, a mais recente candidata era bonita demais para viver em meio a um bando de marujos na isolada ilha St. Bride.



Desde a primeira vez em que Grey pusera os olhos na frágil e bela Dora Sutton, percebera que algo saíra errado era, seu cuidadoso plano... 
E ainda, para ajudar, a Srta. Sutton não obedecia a suas ordens. 
Dora precisava de uma chance para recomeçar. 
O insuportável Grey St. Bride se recusava a facilitar-lhe as coisas! 
Desde o momento em que Dora descera do barco, ficara claro que ele, o homem mais bonito e rude da ilha, queria que ela fosse embora. 
Mas o que Grey não esperava é que para ela havia muito mais coisas em jogo do que o casamento... 
Pois se o todo-poderoso St. Bride não a queria, ela teria de encontrar outro alguém na ilha que a quisesse! 


Capítulo Um 


Abril de 1899 Ilha St. Brides, litoral do Estado da Carolina do Norte. 


Levando em conta tudo o que ela perdera nos meses anteriores... o pai, o noivo, os amigos e sua reputação... era da criada pessoal, Bertie, que Adora Sutton sentia mais falta no momento. 
Os pés separados para manter o equilíbrio enquanto o barco balançava, ela tentava alisar os vincos mais acentuados do vestido. 
As manchas deixadas no tecido pelas dificuldades da viagem teriam que esperar. E por seu cabelo, que já era rebelde na melhor das ocasiões, tudo o que pôde fazer foi ajeitá-lo com as mãos, prendê-lo um pouco mais e esperar que o vento não o soltasse novamente. 
Não haveria meio de manter um chapéu na cabeça com aquele vento forte: seria colocá-lo e vê-lo voando para longe no momento em que desembarcasse. 
— Colocarei sua valise nas docas, senhora — disse o jovem imediato, enquanto ela deixava a relativa proteção da apertada cabine de passageiros e descia pela prancha da escuna. 
— O Sr. St. Bride providenciará para que alguém a leve. 
— Sim, muito obrigada — murmurou Dora, procurando em sua bolsa uma das poucas moedas restantes, enquanto examinava a vastidão de areia à volta em busca de algum sinal de boas-vindas. 
Céus, aquilo era tudo o que havia ali? Exceto pelas docas e a imensidão do mar, podia ver apenas areia, um pouco de vegetação rasteira, algumas árvores retorcidas e um punhado de cabanas rústicas espalhadas ao redor. 
Uma única estrada, coberta precariamente com conchas trituradas, atravessava a ilha, conduzindo diretamente da beira do mar até uma grande casa situada no topo da duna mais alta. 
Antes de terem chegado às docas, o imediato a apontara na distância, identificando-a como a casa de St. Bride, o homem que mandara publicar o anúncio que a levara até aquela ilha desolada e estéril. 
De acordo com Dozier, o capitão da escuna, o homem era o dono não apenas da ilha inteira situada para além do litoral da Carolina do Norte, mas também de quase tudo que ficava nela. Dora murmurara um comentário neutro em resposta e perguntara-se silenciosamente se o rei da ilha era, na realidade, um dragão. 
Algum sábio não dissera uma vez:
"Melhor o demônio que se conhecia do que aquele que era desconhecido?". 
Talvez ela devesse dar meia-volta antes que fosse tarde demais. 
Mas, afinal, lembrou a si mesma, não fora até tão longe para deixar que receios de último minuto a fizessem voltar correndo. 
Ainda assim, desejou ter optado por usar um de seus vestidos mais escuros. 
Enquanto o rosa lhe emprestasse coragem, era pouco prático. 
Agora, em vez de estar no melhor de sua aparência, o que poderia ter elevado seu ânimo, parecia amarrotada e frívola. 
Talvez, pensou com amargo sarcasmo, devesse ter usado escarlate... 
O anúncio especificara mulheres saudáveis, capazes, de bom caráter, que estavam em busca de um companheiro. 
As primeiras qualificações não representavam problema. 
Ela podia ser de compleição pequena, mas era bem mais forte do que parecia. 
De que outro modo poderia ter sobrevivido às seis semanas anteriores? 
Certamente, era saudável o bastante, se não se levassem em conta os efeitos posteriores ao enjôo causado pela viagem por mar. 
O conhaque que o capitão Dozier lhe dera aquietara seu estômago, mas não contribuíra em nada para ajudá-la a manter o equilíbrio. 
Capaz? Oh, sim, sem dúvida. Fora a primeira em seu círculo de amizades a aprender as notas musicais e sua voz era considerada excepcional. 
Infelizmente, não tinha afinação o bastante. 
Mas, em se tratando de tênis, jogava bem melhor do que todas as suas amigas. 
Suas ex-amigas, corrigiu-se rapidamente. 
E quanto a seu caráter... 
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Angel

Série Wyoming
Com a esperança de terminar com as antigas inimizades entre duas famílias vizinhas, Cassie Stuart só consegue arrojar lenha ao fogo. 
Ambos os lados lhe advertiram que saia do Texas logo... ou queimarão o rancho de seu pai. 
O que Cassie precisa é alguém que traga paz, mas aparece a seu lado um homem que só traz morte. Chamam-lhe Angel, uma rude e boa moço pistoleiro e mercenário, com olhos tão negros como o pecado.
Não é desejado nem bem-vindo por sua ingrata patroa. Preferiria que Cassie se arrumasse por si mesma. 
Entretanto, um obstinado sentido do dever -e um desejo de provar a doçura de seus lábios- faz Angel decidir a procurar a desejada meta: que Cassie o deseje, que clame por ele e se entregue ao inferno, ou ao paraíso.

Capítulo Um

Texas, 1881

Pleno meio-dia... Hora que é sinônimo de morte em muitas cidades do Oeste. Essa população não era diferente. Bastava a hora para que quem não estava informado adivinhasse o que ia ocorrer ao ver que outros corriam para limpar a rua. Só uma coisa podia provocar semelhante êxodo a essa hora do dia.
Pleno meio-dia... uma hora sem vantagens, sem sombras que distraíam, sem um sol baixo que cegasse e prognosticasse qual seria o vencedor. Seria uma briga justa segundo os costumes da época. Ninguém se perguntaria se o desafiado queria participar ou não; ninguém veria nada injusto no fato de que fosse obrigado. O homem que ganhava a vida graças ao seu revólver não tinha muitas opções.
A rua já estava quase deserta, nas janelas se concentravam os vizinhos que esperavam ver alguém morrer. Até o vento de outono se deteve um momento, deixando que o pó pousasse sob os raios intensos do sol de novembro.
Do extremo norte da rua vinha Tom Prynne, o desafiante, embora agora se fizesse chamar Pecos Tom. Levava esperando uma hora desde que lançou seu desafio: tempo suficiente para perguntar-se se esta vez não havia se precipitado um pouco. Não: eram os nervos tolos, que o incomodavam antes de cada briga. Perguntou-se quantos duelos a pistola necessitaria para sentir-se tão sereno como se mostrava o outro.
Ao Tom não incomodava matar. Adorava o triunfo e o poder que sentia depois, a sensação de ser invencível. E o medo. Por Deus, como gostava que tivessem medo dele! O que importava, pois, se devia suportar ele mesmo um pouco de medo antes de cada briga? Depois valia a pena.
Esteve esperando uma oportunidade como essa, a possibilidade de enfrentar-se com alguém conhecido. Não o satisfazia a rapidez com que circulava seu próprio nome (ou o que adotara). Ali, tão ao sul, ninguém tinha ouvido falar de Pecos Tom. Se o esqueciam inclusive onde tinha estado era porque todos seus duelos eram sempre com "joão ninguém" como ele.
Mas seu adversário desse dia, Angel... Seu nome lhe assentava muito bem. Alguns o chamavam O Angel da Morte, e com motivos.
Ninguém sabia quantos homens matou. Alguns diziam que o mesmo Angel não podia contá-los. Tinha fama, não só de ser veloz, mas também de ter uma pontaria infalível.
Tom não tinha tanta pontaria, mas era mais veloz sem dúvida. E sabia com exatidão quantos homens matou: um trapaceiro, dois granjeiros e um subcomissário que o açoitou no ano anterior pensando que merecia a forca por disparar contra um homem desarmado. Do subcomissário ninguém sabia nada, por sorte. Ele queria que seu nome fosse famoso, mas não por aparecer nos letreiros de "Procurado".
Esse não seria o primeiro duelo de sua breve carreira. Em geral tinha sorte, pois uma de cada duas vezes lhe bastava sacar; seu adversário ficava tão espantado por sua rapidez que deixava cair a arma e se dava por vencido. Tom contava com que esse dia ocorresse o mesmo; não imaginava que Angel fosse a soltar a arma, mas confiava surpreendê-lo ao ponto de ter tempo para afinar a pontaria; desse modo seria ele quem ficaria de pé quando a fumaça se disseminasse.
Por sua parte, fazia apenas dois dias que estava nessa cidade. Planejara partir essa manhã, mas na noite anterior lhe chegaram rumores de que chegara Angel. Estava completamente seguro de que ninguém, em troca, fazia circular a notícia de sua própria chegada. A partir de agora sua presença se comentaria.
Mas Angel não era exatamente como ele o imaginara. Por alguma razão, ao detê-lo na saída do hotel, essa manhã, esperava que fosse mais alto, mais velho e não tão imperturbável ante um desafio: reagia como se bater-se ou não bater-se desse igual. Mas Tom não deixou que isso o preocupasse, lhe bloqueando o passo, pronunciou em voz bem alta, para que todos os presentes pudessem ouvir:
- Angel? Dizem que é rápido, mas vim te dizer que eu sou mais.
- Como quiser homem. Não vou discutir.
- Mas quero demonstrá-lo. Justo a meio-dia. Não falte.
Tom já se afastava quando percebeu que os olhos de Angel eram frios e sem emoção; olhos negros como o pecado; os olhos de um assassino implacável.

Série Wyoming
1 - Valente Vento Selvagem
2 - Tempestade Selvagem
3 - Angel
Série Concluída

Um Homem Atrevido,



Tudo começou com um beijo atrevido... 

Alanis era, sem sombra de dúvida, o tesouro mais precioso e exótico que o príncipe Stefano Sforza poderia sonhar em conquistar. 
Os motivos dele, porém, eram bem mais secretos do que a velada promessa de possuir o corpo tentador daquela jovem voluntariosa. 
Navegar pelas águas cor de turquesa dos mares do 
Caribe era apenas um meio para alcançar seu principal objetivo: reivindicar o que lhe pertencia por direito... e cobrar uma dívida de sangue daqueles que o haviam traído. 
Confortavelmente noiva de um aristocrata, Alanis não fazia idéia das inebriantes emoções envolvidas no verdadeiro jogo de sedução... jogo que o enigmático príncipe parecia adorar fazer com ela. Arrebatada numa aventura que em pouco tempo revelaria o cavalheirismo e o caráter sob a aparência cruel e implacável, Alanis sentiu que pouco a pouco se rendia ao sensual fascínio de seu captor... 

Capítulo Um

Índias Ocidentais, Setembro de 1705 
As fortes batidas à porta do camarote despertaram Alanis. Entorpecida de sono e do intenso aroma de sal e mar a se derramar pelas vigias abertas, ela se sentou na cama esfregando os olhos. 
— Minha dama, posso entrar? É urgente! — exclamou John Hopkins, primeiro-imediato do Berilo Rosado. Após trazer as cobertas até o alto do peito, Alanis deu um profundo suspiro. 
— Sim, sr. Hopkins. Entre. A porta se abriu. Além de despejar claridade na cabine tomada pela penumbra, o lampião que Hopkins trazia também ressaltava a preocupação no seu semblante. Mas antes que o imediato tivesse tempo para abrir a boca, ouviu-se o troar de canhões e, um segundo depois, um petardo atingiu o costado do navio, fazendo a embarcação pender para o lado. 
Arremessada de encontro aos travesseiros, Alanis ofegou em meio aos gritos dos oficiais na proa, à barulheira que os marujos faziam ao correr para o convés, ao fragor de armas de fogos. 
— Com mil demônios! — Hopkins fora parar de joelhos junto à cama. — A senhorita está bem? 
— Sim... — Ela arfou. — Mas o que... 
— Piratas estão nos atacando, minha dama. Precisamos tirá-la deste navio. — Pondo-se em pé, Hopkins alisou o uniforme da Marinha. 
— Desculpe-me pelo atrevimento, mas a senhorita tem de se apressar a se vestir, pois dentro de minutos eles estarão aqui. Não temos como enfrentá-los; eles estão a bordo de uma fragata fortemente armada. É minha obrigação colocá-la fora de perigo. 
Fora de perigo? Mas, como?, indagou-se Alanis, olhando para as vigias. Estavam rodeados de mar e noite por todos os lados, e já bem próximo deles assomavam os contornos de uma embarcação imensa, com a boca de seus canhões fumegando e silhuetas a correr pelos conveses nos preparativos para abordar o Berilo Rosado. Para onde ir? 
— Hasteie a bandeira branca, tenente! — Jogando as cobertas de lado, saltou da cama e enfiou os pés nas botinhas de cano curto. 
— Não posso permitir que sejamos todos mortos por causa das minhas jóias. — Perdão, minha dama, mas não é somente em jóias que esses bandidos estão interessados. 
— Eu... — Alanis baixou o olhar para a camisola que vestia e, no mesmo instante, sentiu-se corar. — Vou chamar Betsy, sr. Hopkins. Mas nem bem ela colocara o manto sobre os ombros, a aia se precipitou pela porta, lamentando: 
— Que tragédia, minha dama! Que...
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14 de abril de 2012

Histórias Oeste Selvagem

A VALISE COR DE CINZA

Quando o "King of Califórnia" atacou em São Francisco, vários olhares seguiram o homem que desembarcava, trazendo na mão uma valise cor de cinza. 
Ali estavam as joias de Ling-Tse-Chiang, que valiam mais de um milhão de dólares! Nenhum escrúpulo é capaz de deter a cobiça de Casey Bamett, que para delas se apoderar não hesita em cometer os mais hediondos crimes. 
O tenente Michael Shoat investiga, conscienciosamente, os acontecimentos do Hotel Boa Vista. 
Mas um avião, onde viajavam dois diplomatas turcos, explode no ar e o FBI é chamado a intervir. 
Sidney Eskew e Michael Shoat, dois velhos amigos, vêm-se mais uma vez unidos na luta contra o crime.


A VISITA DO DIABO

Localizada no maciço montanhoso do Grande Canyon Junction, Birlins já viveu dias de paz...
Até a chegada de Charles King e seu bando, instalando o medo no pequeno povoado. 
Eram bandidos perigosos, mas que só agiam de acordo com as ordens do líder. 
Acabavam por sustentar o comércio da cidade com o dinheiro de furtos que praticavam nos vilarejos ao redor... até que um dia, um forasteiro chega na cidade... e com senso de justiça e boa vontade, busca devolver Birlins a seus antigos moradores... 
Muitos tiros e confrontos acontecem... mas será que Alan Acey e seu fiel escudeiro Moatai conseguirão acabar com o bando de Charles King? 
Uma estória surpreendente e acelerada é o que você vai encontrar nesta leitura!


OURO SANGRENTO

Rod era um caçador e gostava da solidão da montanha.

A paz com os índios que viviam naquelas terras, apesar de tênue estava se mantendo.
Mas a estrada de ferro e a corrida do ouro estavam trazendo a civilização para as montanhas, e nem sempre as pessoas que estavam povoando as cidades eram de boa índole.
Mas Rod não queria se envolver com os problemas da cidade, vivia de vender suas peles e em total isolamento.
Quando Rod tem sua casa roubada, ele é obrigado a deixar a montanha e ir atrás dos bandi-dos, envolvendo-se assim com foras da lei e intrigas.
No caminho Rod salva Debora que estava se afogando no rio.
Juntos eles vão para a cidade que os aguarda com muitos perigos e pessoas dispostas a prejudicar o caçador e a criar uma guerra com os índios por causa das terras.
                   
                                                 

Amor Eterno

Um amor pode transcender o tempo? 


O Duque não saberia dizer por que queria visitar o Templo de Luxor sozinho. 
Desde sua chegada um estranho impulso, uma espécie de predestinação, o fazia seguir pelo Rio Nilo, na direção das ruínas. 
Agora, ali estava, entre os altos pilares banhados pelo sol poente. 
E a mulher a sua frente parecia uma visão. 
Dasher aproximou-se dela e disse, 
— Quando a vi, pensei que não fosse real, mas um rosto esculpido na pedra da coluna em que estava recostada. 
O rosto de alguém que havia vivido aqui milhares de anos atrás. A moça levantou para ele os olhos incrivelmente azuis e respondeu, com voz suave e musical, 
— Sei que vivi. E o Senhor... também! 


Capítulo Um 


1892 
 — Tenho algo a dizer. O Duque de Darleston, que se preparava para voltar para o quarto, virou-se e perguntou, 
— O quê? — Edward Thetford me pediu... Em casamento. Houve um breve silêncio antes do Duque dizer, — Acho que devia aceitar Myrtle. Ele é um tanto pomposo, mas rico e um bom homem. 
Lady Garforth hesitou por alguns instantes antes de fazer a pergunta, — Imagino que você não se casaria comigo, não é? O Duque sorriu. 
— Não me lembro se foi Oscar Wilde ou Lillie Langtry quem disse que bons amantes são péssimos maridos. 
— Foi o Príncipe de Gales, e é bem verdade, no que diz respeito a ele. 
— E também seria no que me diz respeito. 
— Mas temos sido tão felizes, Dasher — disse ela, com um pequeno soluço — E você sabe que eu o amo. — Thetford é o marido ideal para você. Ele sabe sobre nós? 
— Tenho quase certeza de que suspeita de alguma coisa, mas nunca tocou no assunto. É Cavalheiro demais para me fazer perguntas embaraçosas. 
O Duque riu. — Se conheço bem Thetford, ele só sabe daquilo que o agrada e ignora o resto. Case com ele, Myrtle. Vai satisfazer todos os seus caprichos, e, além do mais, os diamantes da família ficarão muito bem em você. 
— Oh, Dasher! — Chorosa Lady Garforth escondeu o rosto no ombro dele. 
O Duque abraçou-a com carinho. Myrtle, sem dúvida, era uma doce mulher, e ele gostava muito dela. Tinham desfrutado uma relação apaixonada e ao mesmo tempo amigável nos últimos cinco meses. 
Mas se havia uma coisa que ele sempre evitava era ficar preso demais a qualquer mulher. 
— O que quer da vida, Dasher? — Myrtle perguntou. 
— Tudo, menos casamento. 
— Mas terá de se casar, cedo ou tarde. Não se esqueça de que seu pai teve quatro filhas antes de você nascer. 
— Meus pais nunca me deixam esquecer isso. 
Não era de admirar que a família o tivesse mimado desde pequeno. 
Dasher era bastante honesto para reconhecer que tantos cuidados o haviam estragado. 
As quatro irmãs o adoravam, e o pai acreditava que o sol e a lua só nasciam e se punham por causa de seu amado filho. Lembrava-se da mãe dizendo ao marido, 
— Não deve fazer todas as vontades dele. Senão, quando crescer ficará insuportável. 
O que salvou o Duque de tal destino foi o fato de ser muito inteligente. 
Na verdade, o único problema na vida de Dasher, se é que se podia chamar de problema, era evitar o casamento com uma das inúmeras damas ambiciosas decididas a agarrá-lo para si mesmas ou para as filhas. — Um dia você vai se apaixonar, Dasher — disse Myrtle. 
Ele pareceu surpreso. — Está insinuando que nunca me apaixonei? 
— Não é uma insinuação, é um fato. 
O Duque ia zombar de uma declaração tão absurda, mas, de repente, percebeu que era verdade. 
Nunca tinha sido capaz de resistir a um rosto bonito, a olhos cheios de convites e lábios provocantes. Nessas ocasiões, dizia a si mesmo que estava loucamente apaixonado. 
Agora, no entanto, pensando na curta duração de seus tórridos romances, chegava à conclusão de que Myrtle estava certa.
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Tempestade Selvagem

Série Wyoming
Jocelyn Fleming era uma ruiva cheia de vida, que tinha enviuvado depois de um matrimônio muito breve com um ancião nobre britânico.
Embora rica e aristocrata, ardia com a dor do desejo não explorado. 
Seu inquieto coração a conduziu da corte da sociedade londrina até a perigosa beleza do indômito Oeste norte-americano. 
Colt Thunder era um rebelde, um solitário, incrivelmente atrativo, brutalmente imprevisível. 
Em uma terra audaz e sem misericórdia chocaram esses dois mundos, tão diferentes: o potro selvagem do deserto e a intacta rosa da Inglaterra, acendendo um devastador incêndio de paixões fronteiriças, que ameaçava consumir a ambos.

Capítulo Um

Território de Wyoming, 1878

Aquele dia do verão, no Rancho Calam reinava o silêncio, exceto pelo detestável estalar de um chicote. Seis ou sete homens se reuniram em frente ao pátio da casa, cobertos com pastagens, mas ninguém emitia um só som, no entanto Ramsay Pratt brandia o chicote com a destreza que o tinha feito famoso. Pratt tinha sido arriero e adorava exibir sua habilidade. Era capaz de desarmar a um pistoleiro com um leve movimento do punho e de matar a uma mosca pousada na garupa de um cavalo sem tocar na pele. Assim como outros levavam o revólver ao quadril, Pratt levava um chicote de três metros e meio, enrolado. Mas sua demonstração desse dia era algo diferente de seus truques habituais. Nessa oportunidade estava arrancando a carne das costas de um homem.
Ramsay fazia por ordem do Walter Calam, mas obedecer lhe produzia bastante prazer; não era a primeira vez que matava a um homem desse modo nem que tirava o chapéu desfrutando-o, embora ninguém em Wyoming soubesse. Para ele as coisas não eram tão fáceis como para os pistoleiros. Se estes queriam matar a um homem, organizavam uma rixa que acabava em questão de segundos; quando a fumaça se limpava, aduzia-se defesa própria. Com a arma escolhida pelo Ramsay, era preciso começar por desarmar ao adversário, para logo proceder a lhe tirar a vida a açoites. Não eram muitos os que aceitavam a defesa própria, nesse caso. Mas nesta oportunidade seguia as ordens do amo e, de qualquer modo, a vítima era um mestiço sem importância, de modo que a ninguém incomodaria.
Não estava empregando seu chicote para cavalos, capaz de arrancar um centímetro de carne a cada golpe. Desse modo o entretenimento teria terminado logo. Calam lhe tinha sugerido uma vara mais curta e mais fina, capaz de cortar uma volta carne humana, mas em um tempo muito longo. Ramsay estava de acordo. Poderia prolongar aquilo por horas antes que lhe cansasse o braço.
Se Calam não houvesse, estado tão furioso, provavelmente teria se limitado a fazer matar de um disparo ao índio. Mas queria lhe fazer sofrer, que gritasse um pouco antes da morte, e Ramsay estava disposto a lhe dar gosto. No momento se limitava a jogar com a vítima, utilizando a mesma técnica que aplicava com o chicote para bois: cortar dois ou três centímetros aqui, dois ou três lá, sem fazer muito dano, mas fazendo sentir cada corte.
O índio ainda não tinha deixado ouvir sua voz, nem sequer por uma brusca aspiração. Já o faria, quando Ramsay começasse a aplicar força aos golpes. Mas não havia pressa... a menos que Calam se aborrecesse e desse ordens de acabar. Isso não era muito provável, estando o patrão tão furioso. Ramsay lhe compreendia: o mesmo teria sentido ele se tivesse descoberto que o pretendente de sua única filha era um condenado mestiço. Tinha sido enganado durante vários meses, e também Jenny Calam, a julgar por sua expressão, quando o pai a enfrentou com a verdade. havia-se posto pálida, como se estivesse chateada; agora estava de pé no alpendre, junto a seu pai, tão furiosa como ele.
Era uma verdadeira vergonha, porque a moça era muito bonita. Mas quem a quereria agora, depois de saber com quem tinha andado, deixando-se tocar e quem sabe que mais? Tinha sido tão enganada como seu pai.
Quem teria podido suspeitar que o íntimo amigo dos Summers fosse meio índio? Vestia e falava como os brancos, levava o cabelo mais curto que a maioria dos brancos e tinha um revólver ao quadril.

Série Wyoming
1 - Valente Vento Selvagem
2 - Tempestade Selvagem
3 - Angel
Série Concluída

13 de abril de 2012

Valente Vento Selvagem

Série Wyoming

Quando Chase se negou a casar-se com ela, Jessie jurou fazê-lo sofrer de todos os jeitos a seu alcance. 
Mas ele não era um homem disposto a ser o brinquedo de alguém. 
A formosa Jessie era capaz de dirigir qualquer homem que lhe aproximasse, assim como era capaz de administrar as terras herdadas de seu pai assassinado. 
Mas Chase conseguiu encaminhá-la para a frustração e a ira. Quando os azares da fortuna o levaram a percorrer meio mundo, compreendeu quão vazio era tudo sem ela. 
E aquela moça que em seus braços soube ser mulher e conheceu por fim qual era o caminho que seu coração lhe mostrava.

Capítulo Um

Wyoming, 1863
Thomas Blair se deteve em uma colina que dominava o vale aonde se cravava seu rancho, entre zimbros e pinheiros; os olhos brilhavam de orgulho. A casa de troncos tinha só três quartos, mas podia resistir ao rigor dos ventos do inverno. Rachel dizia que não lhe incomodava que a houvesse a trazido para um lar tão precário. Depois de tudo, tinham começado o rancho há somente dois anos. Haveria tempo para que construísse para Rachel uma casa grande, um lugar do qual poderia sentir-se orgulhosa.
Que paciente era sua jovem e formosa mulher. E como a adorava. Nela se combinavam a bondade, a beleza e a virtude de uma maneira deliciosa. Porque com Rachel e o rancho, que agora sabia que prosperaria, Thomas tinha tudo o que queria da vida. Tudo.
Bom... quase tudo. Ainda ficava o desejo de um filho que uma filha e dois abortos não tinham destruído por completo. Não culpava a Rachel; ela tinha tentado. Era Jéssica a quem culpava por não ter o filho que tanto tinha desejado, e mais porque a tinha tomado por um varão durante a primeira semana de vida. E até a tinha batizado de Kenneth. Kenneth Jesse Blair. A viúva de Johnson, que tinha assistido o nascimento porque não puderam encontrar o médico, tinha tido muito medo de lhe dizer a verdade, uma vez que Thomas acreditou que era um menino. E Rachel, a beira da morte e tão fraca que mal podia alimentar ao bebê, também acreditava que lhe tinha dado um filho.
Foi um golpe terrível para os dois quando a viúva Johnson, quem já não podia suportar a situação, confessou-lhes a verdade. Com um profundo ressentimento, Thomas decidiu não voltar a olhar ao bebê. Jamais quis lhe fazer uma carícia, jamais quis lhe perdoar que fosse uma mulher.
Aquilo tinha ocorrido há oito anos em Saint Louis. Thomas tinha casado com Rachel no ano anterior e ela o tinha convencido de que se estabelecessem ali. Por ela, Thomas tinha deixado as montanhas e os planos do oeste, onde tinha passado quase toda a vida caçando, pescando e levando mantimentos aos fortes descampados. Saint Louis era muito civilizado, muito limitado para um homem acostumado à suntuosidade das Montanhas Rochosas e ao silêncio imponente dos planaltos. Mas o suportou durante seis anos, atendendo ao armazém do povo que lhe tinham deixado os pais de Rachel. Durante seis anos abasteceu os colonos que se dirigiam ao oeste, ao “seu” oeste, à imensidão das “suas” planícies. Quando tirou o chapéu ouro nas terras de Avermelhado e Oregón teve a idéia de abastecer de carne a todos os acampamentos mineiros e povos que proliferavam no território que conhecia tão bem. Teria abandonado a idéia se não tivesse sido pelo estímulo do Rachel. Ela não conhecia o rigor da natureza, jamais tinha dormido na planície, mas o amava e sabia que era muito infeliz vivendo na cidade. Até contra sua vontade, aceitou vender a loja e esperou pacientemente durante um ano, para que Thomas pudesse começar o rancho, juntar alguns bois selvagens do Texas, comprar gado do este para formar os cruzamentos e construir uma casinha. Por fim a levou ali e deixou que Rachel batizasse o rancho com o nome do Rocky Valley.
O único pedido do Rachel antes de empreender uma vida completamente nova foi que sua filha tivesse a mesma educação que teria recebido se tivessem ficado em Saint Louis. Queria que Jéssica permanecesse na mesma escola privada para Senhoritas na qual tinha estudado desde que tinha cinco anos. Thomas aceitou sem vacilar, sem sequer importar-se se voltaria a ver sua filha alguma vez. A filha dizia chamar-se K. Jéssica Blair. Rachel a tinha apelidado Jéssica, e a menina deixava que qualquer um que visse seu nome escrito acreditasse que o K era a inicial do Kay.
Chamar-se Kenneth era uma terrível mortificação para a preciosa criatura em que se converteu. Com o cabelo negro como as asas das águias e os olhos cor turquesa era a imagem perfeita de Thomas e, portanto, reavivava constantemente seu desejo de um filho.
Mas tudo aquilo estava a ponto de mudar. Rachel estava grávida de novo e como as primeiras dificuldades da nova vida tinham passado, Thomas tinha mais tempo para dedicar a sua mulher. O gado tinha sobrevivido dois invernos e se multiplicou, e Thomas tinha vendido em Virginia City cada cabeça de gado pelo dobro do que teria obtido em Saint Louis. Agora tinha voltado para casa, muito antes do que havia dito a Rachel e estava ansioso para contar os estupendos resultados da venda. Tão ansioso por certo, que se tinha adiantado aos seus três homens que tinham ficado em Fort Laramie.
Queria surpreender a Rachel, regalar-se do seu triunfo, fazer amor durante o resto do dia sem que os interrompessem. Tinha estado longe quase um mês. Como tinha sentido saudades! Thomas começou a baixar a colina enquanto imaginava a cara de surpresa e felicidade de Rachel quando o visse. Não havia ninguém fora. Will Pheng e seu velho amigo Jeb Hart, a quem tinha deixado encarregado do rancho, estariam fora do território Shoshone com o gado a esta hora do dia e a moça Shoshone a quem chamava Kate estaria trabalhando na cozinha.

Série Wyoming
1 - Valente Vento Selvagem 
2 - Tempestade Selvagem
3 - Angel
Série Concluída

Irmandade dos Bastardos Reais

1 - Na Cama do Príncipe
Katherine Merivale, uma jovem herdeira de 19 anos, deve contrair matrimônio para receber à fortuna que lhe deixou seu avô.

Está apaixonada por seu amigo Sir Sydney Lovelace desde que era menina, e seu desejo mais íntimo é casar-se com ele, mas Sydney não se decide a dar o passo. 
Enquanto isso, Alexander Black, conde do Iversley, retorna a Inglaterra depois da morte de seu pai para fazer-se encarregado dos bens familiares, mas o que encontra é uma mansão desvencilhada ev um sem-fim de dívidas. 
Consciente de que sua única oportunidade é casar-se com uma rica herdeira, traçando um frio e calculado plano para afastar Katherine de seu pretendente. 
A resistência inicial da jovem supõe um desafio para o Alexander, que utiliza todas suas artes de sedutor para conseguir o coração da jovem.
Mas as coisas mudam e, para sua surpresa, descobre que a rebeldia de Miss Merivale desperta nele uma paixão irrefreável. 
Agora, sua luta consiste em evitar que Katherine averigúe que só procurava sua fortuna.


2 - Agradando um Príncipe
A bela lady Regina Tremaine recusou a tantos pretendentes que todo mundo a chama "A Belle me Dê Sãs Merci". 

A verdade, entretanto, é que não quer casar-se porque encobre um terrível segredo. 
Não obstante, não vê nenhuma razão pela qual seu irmão não deveria cortejar a adorável Louisa North, inclusive quando o irmão dessa moça, o ignominioso visconde Dragão, não aceita a relação. 
Marcus North, o visconde, filho bastardo do Príncipe de Gales, tem fama de ser um monstro que mantém mulheres cativas em seu lúgubre castelo, com quem faz o que lhe agrada. 
Durante muitos anos viveu exilado da alta sociedade, mas quando lady Regina lhe pede que aceite que seu irmão corteje Louisa, Marcus lhe propõe um tórrido pacto: seu irmão poderá fazer a corte a Louisa se Marcus poder cortejá-la.


3 - Uma Noite com o Príncipe
A adorável Christabel, Marquesa de Haversham, está desesperada para recuperar umas cartas que poderiam destrui-la, então finge ser a amante do famoso proprietário de um clube de jogo, Gavin Byrne, para acompanhá-lo a uma escandalosa festa oferecida pelo homem que agora tem as cartas.

Mas quando ela consente em permitir que Byrne lhe ensine o verdadeiro comportamento de uma autêntica amante, ela nunca suspeita quão persuasiva suas perversas lições podem chegar a ser. 
Gavin está secretamente decidido a encontrar as cartas antes de Christabel, para utilizá-las em sua vingança contra o pai aristocrata que o abandonou para que crescesse no pior subúrbio de Londres. 
Também está muito satisfeito por quão bem sucedidas são suas "lições como amante": não passará muito tempo antes que a deliciosa jovem viúva esteja em sua cama. 
Mas quando a apaixonada Christabel apanha ao Gavin em sua própria rede de sedução, ele se dá conta de que se as cartas forem encontradas, enfrentará uma difícil escolha: levar a cabo a vingança que planejou toda sua vida, ou proteger à mulher de quem pode ter se apaixonado loucamente.

Irmandade dos Bastardos Reais
1 - Na Cama do Príncipe 
2 - Agradando um Príncipe 
3 - Uma Noite com o Príncipe
Série Concluída

11 de abril de 2012

A Lenda De Kinglassie

Série Faulkner
Sir Gavin Faulkener sentiu incendiar seu sangue ao ver o cruel castigo que o rei Eduardo impunha a sua prisioneira,Lady Christian MacGillean, uma dama escocesa que se negava a revelar o esconderijo do antigo tesouro de Kinglassie. 

A Pomba ferida
Lady Christian estava presa em uma jaula de ferro por ter se negado a revelar onde estava o lendário tesouro de Kinglassie, enterrado pelo próprio Merlín. 
Tinha desafiado aos invasores ingleses incendiando sua própria residência antes de entregar-se. Entretanto, incapaz de escapar, não demorou a compreender que o preço de seu silêncio tinha que ser… a vida. 
O Anjo do amor De volta de seu exílio na França, Sir Gavin Faulkener recebeu do rei Eduardo o castelo incendiado e a ordem de casar-se com a prisioneira moribunda a fim de arrancar seu segredo. E quando Sir Gavin resgatou Christian de sua jaula, ela acreditou que era o próprio arcanjo Miguel que tinha vindo para levá-la ao céu. Divididos entre o crescente amor que nasce em seus corações e a lealdade que cada um jurou a seu respectivo rei, os apaixonados se vêem presos em uma rede de intrigas e perigos dos quais parece impossível escapar. 

Capítulo Um 

Setembro de 1306. As Highlands 
A capela de pedra banhada pelo sol de outono e construída, protegida por um pequeno vale, estava invadida pelos gritos, e seu pórtico de pedra manchado de sangue. 
Christian permanecia escondida atrás de um grupo de árvores próximo, tremendo e chorando, impotente para ajudar. 
Sentia-se como se flutuasse em meio a um pesadelo. Enquanto observava das árvores, a esposa de Robert, Elizabeth, e a pequena filha de ambos, Marjorie, junto com as irmãs de Bruce e uma jovem condessa escocesa, foram obrigadas brutalmente pelos soldados ingleses a sair da capela. E os cavalheiros escoceses que tentavam protegê-las foram assassinados ou capturados. 
Ao longo das intermináveis semanas durante as quais Christian permaneceu com a rainha em Kildrummy, conheceu todos esses homens e mulheres. 
Escaparam do norte fugindo para as ilhas Orcadas quando pararam para rezar nesta capela. 
Os soldados armaram uma emboscada aos escoceses que montavam guarda fora da igreja. Embora, estes últimos lutassem valentemente, foram superados em número. 
Agora com a respiração agitada e ofegante, deitada de barriga para baixo entre a brilhante vegetação outonal, Christian observava e rezava escondida, sem armas e indefesa. 
Ela era também uma das mulheres que estes sasunnach procuravam com tanta ferocidade. Christian rezou na capela um pouco antes, mas saiu para dar um curto passeio, intumescida depois de muitas horas sem descer do cavalo. 
Ao retornar, ouviu os gritos, e se jogou no chão horrorizada. 
Mas agora a capela estava em silêncio, rodeada pelos dourados bosques das colinas circundantes. Em meio daquela paz, jaziam os corpos silenciosos e imóveis dos cavalheiros escoceses cujo sangue se misturava com as folhas caídas. 
Ficou de pé tremendo. Decidida a contar aos escoceses leais que viviam perto dali que a rainha foi capturada, começou a correr através do bosque de bétulas. 
Seu passo era forte e rápido, e suas pernas ágeis saltavam sobre os ramos caídos e passavam roçando as folhas. 
Sua respiração e seus pés criavam um ritmo que foi o único som que ouviu até que foi muito tarde. Quatro cavalos se aproximaram por trás, com o ruído dos cascos amortecido pela densa vegetação. Soldados ingleses gritaram que parasse, mas ela continuou correndo. 
Um grosso braço coberto por uma cota de malha se lançou para ela, mas conseguiu esquivá-lo saltando para o lado. 
O homem praguejou, esporeou seu cavalo e a apanhou entre seus arreios e outro atacante. Alguém agarrou seu tartán e puxou para cima, afogando-a com o tecido retorcido. 
Tropeçou e caiu, mas conseguiu escapar e ficar outra vez de pé. 
Um dos homens desmontou e se lançou sobre ela, fazendo-a cair pesadamente no chão. 
O enorme peso de seu corpo, vestido com um colete acolchoado e protegido por uma armadura de cota de malha, ameaçou esmagá-la. 
Não podia mover-se e quase não podia respirar, embora lutasse e gritasse desesperadamente debaixo do homem. 
- Deixa que fique de pé. A voz que ouviu por cima de sua cabeça era cortante como o aço. 
O soldado se separou dela grunhindo, e a obrigou a ficar de pé de um puxão. 
O cabelo despenteado e alvoroçado caiu para frente em mechas soltas escondendo seu rosto. Jogou a cabeça para trás e olhou desafiante ao alto cavalheiro vestido com cota de malha e uma túnica curta vermelha. 
Oh, pensou; Por Deus, este homem não!

Série Faulkner
1 - A Lenda de Kinglassie
2 - Milagres
Série Concluída

9 de abril de 2012

Sonhos Traídos

A lua levantava-se em todo o seu esplendor e as estrelas salpicavam o céu límpido. 


Na janela de seu quarto, o Marquês de Mounteagle pensava na traição que sofrera e seu coração enchia-se de pesar. 
Não conseguia esquecer Fleur, mas sabia que ela era uma bela impostora. 
Desceu para o jardim, esperando que a paz da noite o acalmasse. Um chafariz, cujos jatos deslumbrantes lembravam fios de prata, oferecia uma visão deslumbrante. 
De repente, viu bem a sua frente, uma jovem debatendo-se nos braços de um homem que a forçava a beijá-lo! 


Capítulo Um 


1818
O Marquês de Mounteagle desceu de seu faetonte e informou ao cocheiro,
— Volte em uma hora. — Como queira, Milorde. 
O Marquês dirigiu-se ao Clube White e foi cumprimentado com deferência pelo porteiro. 
Observou através da porta aberta da sala que o homem que procurava estava sentado numa das cadeiras de couro do clube. 
Já se dirigia ao homem quando alguém nas proximidades disse, num sussurro que para ele foi bastante audível, 
— Vejam, é Mounteagle! Por Deus, não o deixe consultar o Livro de Apostas. 
Involuntariamente, o Marquês ficou apreensivo. 
Então, com um autocontrole admirável, não olhou na direção de onde provinha o comentário. 
Em vez disso, dirigiu-se a um conhecido que tinha encontrado recentemente nas corridas de cavalos e que se encontrava do outro lado da sala. 
— Você derrotou algum vencedor? — perguntou o Marquês. 
— Eu não tenho a sua sorte — foi a resposta. 
Só então o Marquês se voltou para a direita e encarou o homem que ouvira cochichando havia pouco. 
Sem pestanejar, caminhou em direção ao seu amigo Lorde Charles Carrington que o esperava. 
— Você está atrasado, Johnnie! — ele exclamou ao vê-lo — Pensei que tivesse caído nos braços de alguma mulher encantadora. 
— Não, eu apenas me atrasei, pois estava escrevendo uma carta — respondeu o Marquês. 
— Se me der três pistas eu descubro para quem você estava escrevendo — Lorde Charles pediu.
— Não — replicou o Marquês — Cuide da sua vida! 
 Lorde Charles deu uma risada e pediu champanhe ao garçom. Quando este voltou com a bebida, o Marquês pediu. 
— Traga-me o Livro de Apostas. — Muito bem, Milorde. 
O Livro de Apostas no White era lendário. 
As anotações de apostas iniciaram-se havia cem anos. 
Era guardado com carinho por seus integrantes que, sendo apostadores, lançavam nele anotações diárias. Enquanto o garçom saía para atender à solicitação do Marquês, Lorde Charles comentou. 
— Achava melhor você não ver o livro! 
O Marquês o olhou fixamente. — O que você quer dizer com isso? 
— Que poderá se aborrecer. O que os olhos não vêem o coração não sente! 
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7 de abril de 2012

Beijos De Fel

Série Irmãs O'Rourke/Irmãos Hunter

Há muito tempo que Andrew Hunetr frequenta o mais sórdido submundo de Londres. 

Mesmo assim, não está preparado para a misteriosa Lady Lace. 
Sua desenvoltura no jogo do flerte demonstra sua experiência na arte da sedução. 
Mas seus lábios enfeitiçantes a denunciavam: era pura e inocente. 
Para Andrew, nada seria mais prazeroso do que descobrir a verdadeira Lace. 
Mas ela não poderia revelar seu passado, pois procurava apenas um home... um cavalheiro alto, moreno, com beijos de fel... o assassino de sua irmã! 

Jenna: Li e gostei apesar de nobres maldosos que se valiam de magia negra praticando estupros, matando e se divertindo com isso e nossa heroína infiltra-se no meio disso tudo para descobrir o assassinato de sua irmã.

Capítulo Um 

Londres, 2 de julho de 1821. 
- O que estamos fazendo neste baile de máscaras idiota quando poderíamos nos divertir em um sabá de feiticeiras? É verão, Hunter, tem que haver alguma coisa melhor para fazer. O quê? 
Andrew Hunter bocejou e passou os olhos pela sala lotada em Argyle Rooms. 
Que coisa triste não conseguir pensar em nada que lhe interessasse. 
Bem, o tédio chegaria mais cedo ou mais tarde. 
Não havia praticamente nada que não tivesse feito, tentado, experimentado. Henley disse:
— Haverá uma missa negra na capela do cemitério Whitcombe. Andrew sacudiu a cabeça. — Vá sem mim, Henley. Acho que vou para casa cedo. 
— Vai para casa cedo? Está doente, Hunter? 
Doente? Era assim que chamavam o tédio total? Então sim, sofria da maldita doença terminal do tédio. 
— É tudo idiotice, Henley. Simulação e fingimento. Sabás de feiticeiras, lutas de gaios, tormento de ursos, prostitutas... 
— Precisamos encontrar alguma coisa que o interesse, Hunter. 
— Deus! — riu Andrew. — Vai sugerir uma mulher? 
— Nada como uma mulher para amenizar aborrecimentos. Considerou a sugestão, mas lhe pareceu insípida. 
Quantas mulheres já tivera só no último ano? 
Quantos encontros e seduções? Quantos namoros ilícitos? Quando seu irmão mais velho, o conde de Lockwood, se casara, Andrew se instalara numa casa na cidade. 
Não queria ficar na mansão da família com o casal, como testemunha da felicidade conjugal, embora talvez fosse divertido. 
Seus irmãos, James e Charles, também tinham alugado um apartamento. 
Acabara a restrição que a presença do irmão mais velho lhe impusera, mas a liberdade para fazer o que quisesse lhe tirara o prazer. 
Naquela noite sentia uma inquietação, uma expectativa, como se alguma coisa incomum estivesse para acontecer. 
— Não — disse finalmente à sugestão de uma companhia feminina. — Verei o que está acontecendo no clube e depois, casa. 
— Está tão entediado assim, Hunter? Olhe em volta!

Série Irmãs O'Rourke/Irmãos Hunter
1- Indiscrições
2- Beijos de Fel
3 - Despindo Lilly
4 - Um Libertino à Meia-Noite
5 -  a revisar


Renda-se

Trilogia Família Langley
A bela e a fera. Jared Ravenswood está decidido a atender ao último pedido de sua leal governanta; entregar a filha dela aos cuidados de Calantha,a duquesa de Clairborne. 

Um pedido incomum, pois a pequena Hannah é na verdade,a chave para os mais incofessáveis segredos da duquesa e para o passado de Jared;um passado que lhe rendeu o estigma de “Lorde Fera”.
Jared ,no entanto,se surpreende ao conhecer a duquesa e encontrar , no lugar da megera implacável que ele imaginara,um anjo de beleza e candura,sobrevivente de um casamento infeliz,vivendo sozinha com sua criação de rosas e um intrigante mistério que envolve seu passado. Para Jared,desvendar este enigma significa apaixonar-se,fazer Calantha acreditar no impossível e perseguir a promessa contida no mais íntimo e sensual sussurro de amor... 

Capítulo Um 

Solar Ashton, Verão de 1825 
Lorde Fera. Visconde de Ravenswood. Um homem muito perigoso. 
Num misto de emoção e medo, Calantha observava o homem alto e forte que atravessava o salão de baile. 
O traje de noite realçava o corpo musculoso e, apesar da altura, ele caminhava com elegância. 
A imagem era fascinante. 
A incrível reação ao visconde começara na primeira recepção que Irisa Ashton oferecera em sua propriedade no interior. 
E fora tão forte e assustadora que Calantha se retirara logo após o jantar, alegando estar com dor de cabeça. 
Irisa a convidara para todas as recepções em sua casa, mas Calantha não comparecera a mais nenhuma. Até aquela noite. 
Prometera a Irisa que iria ao baile, e cumprira a promessa. 
E lá estava ela, observando o homem conhecido pela sociedade como "Lorde Fera", com a mesma atenção que dedicava aos seus estudos, pinturas e jardins, embora nenhuma dessas atividades a deixasse tão trêmula e com o coração tão acelerado. 
— Oh, não! Ele vem vindo para cá. Ele não esqueceu nossa dança. O que eu faço? — choramingou uma jovem, perto de Calantha. 
Ele pretendia dançar com a debutante. 
Um misto de alívio e frustração envolveu Calantha. Claro, ele não estava interessado em conhecê-la. 
Ela era bonita, mas enfadonha. Era assim que as pessoas se referiam a ela, e com razão. Uma mulher que escondia sua verdadeira personalidade não podia ser interessante. 
— Calma, Beatrice — disse uma amiga da debutante. — E só uma dança. Lorde Fera não vai devorar você no meio do salão. 
— É fácil falar, já que não é você quem vai dançar com ele — retrucou Beatrice. — Tenho arrepios só de pensar na mão dele encostando em mim! Aquela cicatriz... E ele é tão alto! 

Trilogia Família Langley
1 - Toque-me
2 - Beija-me
3 - Renda-se
Trilogia Concluída