18 de agosto de 2013

Horizonte Selvagem


A insuportável discriminação que Valery sofre em sua cidade natal obriga-a a tomar uma decisão: fugir!

Apesar dos perigos, ela resolve seguir para o Oregon e lutar por uma chance de felicidade.
Mas as antigas marcas ainda lhe trazem dor.
Em nome da "segurança" dos viajantes, o guia Joe Dossman, com autoridade e prepotência, rejeita integrar em sua caravana uma jovem solteira e de péssima reputação.
Mas não consegue impedi-la de seguir viagem. Para surpresa de Joe, ela se casa e se apresenta como a respeitável Sra. Abner Claunch. Decidida a tornar-se uma esposa fiel, Valery passa a travar uma dura batalha íntima.
O inflexível e atraente Joe se insinua em seus sentimentos, desafiando-a a trair uma promessa feita à fria luz da razão.
Porque na escuridão da noite nas trilhas do Oeste é a imagem de Joe que habita seus sonhos.

 Capítulo Um

Abril, 1850
Lívida, Valery parou à soleira da porta. O vestido lar­go, com gola alta e mangas compridas, escondia-lhe as curvas do corpo jovem, mas não diminuía a beleza de seu rosto. 
Os grandes olhos azuis e os lábios sensuais eram realçados pelos cabelos negros como ébano.
Os forasteiros, cavaleiros que chegavam de todas as partes, sentiam-se enfeitiçados ao vê-la passar. Mas lo­go desviavam os olhos, concluindo por suas roupas convencionais e ar recatado que ela certamente teria pais severos, ávidos em protegê-la.
Os moradores de Independência, contudo, sabiam de sua origem e do estigma que carregava... A filha de Kate, uma prostituta.
Sem mover-se do lugar, Valery disse ao homem ma­gro, de ceroulas e camiseta, deitado na cama com as pernas para fora.
— Ela se foi Abner.
— Quem?
— Kate. Está morta.
— Sinto muito Valery... — Ele se ergueu, sentando-se na cama penalizado.
A moça continuava imóvel, os punhos cerrados. Abner demorou um pouco a se dar conta de seus trajes impróprios. Esticou o braço depressa, para alcan­çar as calças, jogadas sobre uma cadeira.
— Deus do céu! Estou quase nu! — De costas para Valery, vestiu-se depressa. Apanhou as botas empoeiradas e as calçou, observando a figura frágil de Valery.
Ela parecia totalmente alheia à sua desajeitada afo­bação. Aliás, nem havia reparado no modo como ele estava vestido. Seus pensamentos estavam voltados pa­ra uma questão bem mais relevante...
Aproximou-se dela e segurando-lhe a mão, trouxe-a para dentro do quarto. 
Rapidamente fechou a por­ta. Se a senhora Herman, dona da pousada, a visse ali ficaria furiosa. Faria um escândalo, somente porque se tratava de Valery. 
Como a maioria das pessoas em Independência, Lizzy Herman apenas esperava o mo­mento em que a filha de Kate se perderia. Diversas ve­zes Abner tentara lhe dizer que não existia no Missouri garota tão doce quanto Valery Riley. Mas a teimosa mulher sempre retrucava:
—Você vai ver. Está no sangue.
Abner conduziu Valery até a cadeira.
— Relaxe um pouco querida — aconselhou de­dicado.
Ela hesitou, mas acabou obedecendo. Com o olhar distante, sentou-se e deu um longo suspiro.
— Por que Sara não está com você? — Abner per­guntou preocupado. 
A mulher havia sido contratada por Kate dois anos atrás para tomar conta de Valery, depois que os Valentine se mudaram para o oeste. Sa­ra e Valery viviam juntas em uma pequena casa, nos arredores da cidade.
— Sara? — Valery repetiu, como se nunca tivesse ouvido falar de tal pessoa. — Eu tinha ido ao armazém... O empregado de Roy Waddel então apareceu, para me avisar que Kate estava morrendo. — E balan­çou a cabeça lentamente. — Eu nem sabia que ela es­tava doente!
Como poderia saber? Indagou-se, se nunca mais procurara Kate? Desde a horrível noite em que flagra­ra a mãe com um homem no Flor-de-Lis, há cinco anos, Valery fizera tudo para esquecê-la.
— O doutor Bastion disse que os pulmões de Kate estavam congestionados — continuou a voz traindo sua amargura. — E que ela havia melhorado hoje ce­do. Mas, depois do almoço, a febre voltou. 
— Você conseguiu...   

O Highlander Mais Quente

Trilogia Highlanders
Arruinada, traída e banida... 

Corajosa e impulsiva, a tendência de Deirdre Chattan é seguir o seu coração e não sua cabeça, até que finalmente, mancharam sua reputação definitivamente. 
Mas quando o poderoso Highlander Laird Quinton Cameron encontrá-la, ele não se preocupará com seu passado – e sim com seu futuro, que está prestes a mudar... 
Mas nunca é tarde demais para a redenção... 
A partir do momento que Quinton põe os olhos em Deirdre Chattan, o pensamento racional desaparece.  Porque em seus olhos que ele vê um espírito de fogo que coincide com o seu, e vai estar condenado se deixar essa rosa escocesa murchar sob o peso do hábito de uma freira... 
Sem nada a perder, Deirdre e Quinton se envolvem para proteger o rei e o país. 
Mas o que eles podem realizar por si só não é nada comparado com o que podem construir com sua paixão um pelo outro... 

Comentário revisora Caro: rsrsrsrsrs falar o que? Este livro é muito engraçado!!! Ri muito com as trapalhadas da Deirdre e do Quinton! A mocinha fez uma coisa que nenhuma mulher daquela época devia fazer: provou a ‘fruta’ antes do casamento rsrsrsrs. 

O homem por quem ela estava apaixonada a abandona, todo mundo descobre a ‘desgraça’ e a família a manda para um convento, já que dizem que nunca mais iriam conseguir um bom casamento para ela com esta ‘mancha’ em sua reputação!O Quinton( gracinha!!!) também sofreu uma desilusão quando foi trocado por um velho rico pela mulher que amava.Quando eles se reencontram no convento onde a Deirdre está...rola uma atração.E como ela não pode ficar mais ‘falada’ do que já está aproveita! Bem que ela fez! rsrsrs.Final muito engraçado: ele querendo casar e ela não! Divertido demais!! 

Capítulo Um


1439
Soprava a brisa da primavera. Deirdre levantou o rosto e inalou. Fechando os olhos e sorrindo, ela captou uma pitada de urze no ar.
Mas isso provocou uma lembrança proibida, que agitou uma parte num canto escuro de sua mente, para onde ela a tinha banido.
Ela se rebelou, lembrando-se de uma fonte, dois anos atrás, quando um homem a havia cortejado com pedaços de urze e palavras suaves de lisonja.
Palavras falsas.
― Você tem estado zangada por muito tempo, Deirdre.
Deirdre girou a cabeça ligeiramente e descobriu sua irmã Kaie de pé, bem próxima.
― E você anda muito silenciosamente. Ser modesto não significa que você precise tentar agir como se não estivesse ainda aqui nesta vida.
Kaie sorriu, mas se corrigiu rapidamente, suavizando sua expressão até que estava mais uma vez simplesmente plácida. ― Esse é o meu ponto exatamente, Deirdre. Você se ofende com tudo ao seu redor. Eu estou feliz. E essa não deveria ser uma razão para você tirar isso de mim.
Sua irmã usava o manto não tingido de uma freira. Seu cabelo estava coberto agora, mas Deirdre tinha assistido ele ser bem cortado quando Kaie tomou os votos de noviça. 
Seu próprio cabelo ainda era longo. Ela o tinha trançado e prendido a ponta para cima, para que não balançasse às suas costas. O convento não ouviria nenhum voto dela, não por muitos anos ainda por vir.
― Mas você não é feliz vivendo entre nós, Deirdre, e isso é uma coisa triste. Para aqueles que vivem na casa de Deus, estar aqui deve ser porque eles o querem.
― Bem, eu gosto porque é melhor do que viver com nosso pai, e, desde que ele enviou o meu dote à Igreja, é justo que eu durma sob este teto.
Kaie respirou fundo. ― Você está sendo muito dura. Nosso pai cumpriu o seu dever arranjando casamentos para todas nós. É justo que ele tenha reagido assim ao descobrir que você possuía um amante.
Melor Douglas. O homem pelo qual ela desafiou tudo para manter, porque ela acreditava em suas palavras de amor.
Deirdre suspirou. ― É verdade, mas você está feliz por estar aqui, e não com Roan McLeod como sua esposa. Nosso pai arranjou esse casamento para você, e ainda assim você desafiou sua escolha, pedindo para Roan McLeod para liberar você. Existem mais que alguns que chamariam isso de desrespeitoso para com nosso pai.
Sua irmã empalideceu, e Deirdre imediatamente se sentiu culpada por estragar a sua felicidade.
― Sinto muito, Kaie. Isso foi indelicado de minha parte por te dizer.
Sua irmã respirou fundo. ― Você provavelmente pensa que sou tímida e medrosa, mas eu fui atraída para este convento. Toda noite quando eu fechava meus olhos, eu sonhava com isso, ao contrário de você... ― os olhos de Kaie tinham começado a brilhar com paixão enquanto ela falava de sua devoção, mas ela fechou a boca quando percebeu o que estava dizendo.
Deirdre zombou de sua tentativa de suavizar a verdade. ― Ao contrário de mim e de minha escolha por tomar Melor Douglas como meu amante. ― era duro, mas era a verdade, e Deirdre preferia ouvi-la ao invés de atenuar ou se manter cega ao que poderia ser.
― Ele mentiu para você. Fez você acreditar que seria sua esposa!
3 - O Highlander Mais Quente
Trilogia Concluída

17 de agosto de 2013

Uma Noite Como Esta

Quarteto Smythe Smith
Anne Wynter pode não se quem ela diz que é… 

Mas ela está se saindo muito bem como governanta de três bem nascidas jovens damas. 
Seu trabalho pode ser um desafio; em uma única semana ela se encontra escondida em um armário cheio de tubas, brincando de rainha má em um jogo que poderia ser uma tragédia -ou poderia ser uma comédia, ninguém sabe- e com tendência a ferir o oh-tão-arrojado Conde de Winstead. 
Depois de anos se esquivando de avanços indesejados, ele é o primeiro homem que verdadeiramente a tenta, e está ficando cada vez mais difícil se lembrar de que uma governanta não tem nada que flertar com um nobre. 
Daniel  Smythe-Smith pode estar em perigo mortal… Mas isso não vai impedir o jovem conde de se apaixonar. E enquanto ele espia uma mulher misteriosa no musical anual de sua família, ele promete persegui-la, mesmo que isso signifique passar seus dias com um menino de dez anos de idade que pensa que ela é um unicórnio. 
Porém, Daniel tem um inimigo, aquele que jurou vê-lo morto. 
E quando Anne fica em perigo, nada irá detê-lo até que garanta o seu final feliz. 

Comentário revisora Jaqueline: O livro é gostoso de ler, tem uma dinâmica boa, recomendo para quem quer uma leitura leve, dou destaque para as meninas Smythe-Smith elas são hilárias. 

Capítulo Um

Para uma dama que passou os últimos oito anos tentando não ser notada, Anne Wynter estava em uma posição desconfortável. 
Em cerca de um minuto, seria obrigada a andar em um palco improvisado, onde estavam pelo menos 80 membros da crème de la crème da sociedade londrina, e se sentaria em um piano, para tocar. Que ela fosse dividir o palco com outras três jovens mulheres, era de algum consolo. 
Eram membros do infame quarteto Smythe-Smith, que tocavam instrumentos de cordas e teriam que enfrentar o público. 
Anne, pelo menos, poderia bater as teclas de marfim e manter a cabeça baixa. 
Com alguma sorte, o público estaria concentrado na horrível música para prestar qualquer atenção à mulher de cabelos escuros, que foi forçada a intervir no último minuto para tomar o lugar da pianista, que tinha (como sua mãe declarou para quem quisesse ouvir) terrível e catastroficamente ficado doente. 
Anne não acreditou nem por um minuto que Lady Sarah Pleinsworth estivesse doente, mas não havia nada que pudesse fazer sobre isso, se ela queria manter sua posição como governanta das três irmãs mais novas de Lady Sarah. 
Mas Lady Sarah convenceu sua mãe, e esta decidiu pelo prosseguimento do show, que após contar uma história incrivelmente detalhada dos dezessete anos do musical Smythe-Smith, declarou que Anne tomaria o lugar de sua filha. 
—Você me disse uma vez que tocava peças de Mozart no piano em Quarteto não? —Lady Pleinsworth lembrou. 
Anne agora lamentava este fato, profundamente. Não parecia importar que Anne não tocava a peça em questão há mais de oito anos, ou que nunca a tinha tocado completamente. 
Lady Pleinsworth não aceitaria argumentos. Anne foi transportada para a casa da irmã de Lady Pleinsworth, onde o show seria realizado e ensaiado por oito horas para a prática. Era ridículo. 
A única graça era que o resto do quarteto era tão ruim que os erros de Anne eram quase imperceptíveis. 
Na verdade, seu único objetivo na noite era não ser perceptível. Porque realmente não queria ser notada. Por uma série de razões. 
—Está quase na hora. — Daisy Smythe-Smith sussurrou animadamente. Anne deu-lhe um pequeno sorriso. Daisy parecia não ter a percepção de que sua música era terrível. 
—Sorte a minha. — Disse a voz estridente da irmã de Daisy, Iris, que tinha essa percepção. 
—Vamos. — Disse Lady Honoria Smythe-Smith, sua prima. 
—Será uma maravilha. Somos uma família. 
 —Bem, não ela. — Destacou Margarida, apontando a cabeça para Anne. 
 —Ela é, hoje à noite. — Declarou Honoria. — E mais uma vez, obrigada, Senhorita Wynter. Você realmente salvou o dia. Anne murmurou algumas palavras sem sentido, já que não podia levantar-se e dizer que não queria participar, ou que isso seria prazeroso. 
Gostava de Lady Honoria. Ao contrário de Daisy, sabia o quão terrível elas eram, mas ao contrário de Iris, queria terminar com isso. 
Era tudo sobre a família, Honoria insistiu. Família e tradição. Dezessete grupos de primas Smythe-Smith as precederam, e se Honoria saísse com a sua; mais dezessete viriam a seguir. Não importava como a música soava. 
—Oh, não importa. — Iris murmurou. Honoria cravou sua prima levemente com seu arco de violino. 
 —Família e tradição. — Ela lembrou. —Isso é o que importa. Família e tradição. 
Anne não teria se importado com nada disso. Embora, na verdade, não tivesse ido tão bem para ela na primeira vez. 
—Você pode ver alguma coisa?— Daisy perguntou. Estava pulando de um pé para o outro com certo frenesi, e Anne já havia se afastado duas vezes, só para preservar os dedos. 
Honoria, que estava mais perto do ponto de onde iriam fazer a sua entrada, acenou com a cabeça. 
 —Há alguns assentos vazios, mas não muitos. Iris gemeu. 
—É assim todos os anos?— Anne não conseguia deixar de perguntar. 
—Como o quê?— Honoria respondeu. —Bom, er… 









Quarteto Smythe Smith
1- Assim Como o Céu
2- Uma Noite Como Esta
3 - A Soma de todos os Beijos
4 - Os Segredos de Richard Kenworthy
Série Concluída

14 de agosto de 2013

A Reputação De Uma Dama







O grave escândalo de Merrick na temporada de Londres causou um sério problema para ele. 

Flagrado em uma situação comprometedora com lady Alixe Burke, o pai da dama obrigou este famoso libertino à missão de transformar sua filha na estrela da temporada, e encontrar-lhe um pretendente aceitável. 
Lady Alixe, preferia passar suas horas na biblioteca trabalhando em seus estudos do que se exibindo em um salão de baile, ela era, sem dúvida, uma candidata a envelhecer solteirona. 
Mas Merrick jamais resistiu a um desafio e sua experiência vai além da etiqueta social. 
Ele nunca acreditou na inocência de uma mulher, mas se propõe a ensinar a ela tudo o que um libertino sabe…

Comentário Revisão Final Lui: Eu gosto muito de livros desta época, diferente da chefia rsrsrsrs. Um casal improvável: uma mulher que detesta a falsidade da sociedade e um homem que vive para se divertir neste meio. E apesar de tudo, eles acabem se surpreendendo porque se entendem, se admiram e acabam se apaixoando contra todas as probabilidades.Livro curto perto dos históricos que nós costumamos revisar,mas uma bonita história.

Capítulo Um

Merrick St. Magnus nunca fazia nada pela metade, nem mesmo quando se tratava de seduzir às gêmeas Greenfield. As legendárias cortesãs descansavam sensualmente no divã do salão, esperando seus cuidados. 
Com o olhar fixo na primeira delas, e nos generosos seios que quase escapavam do apertado espartilho, Merrick pegou um gomo de laranja de uma bandeja de prata e o impregnou de açúcar. 
—Uma tentação tão doce merece outra igual, Ma chère — lhe disse em tom aveludado, enquanto percorria seu corpo com o olhar. Não lhe passou despercebido às pulsações na base do pescoço. 
Merrick passou a laranja por seus lábios entreabertos. A ponta da língua saiu para lamber o açúcar e sugerir que estava pronta, e impaciente, para lamber outra coisa... Ia se divertir muito naquela noite, pensou ele. 
E, além disso, ia ganhar a aposta que atualmente dominava o Livro de Apostas do Clube White’s, cujo prêmio lhe permitiria superar a onda de má sorte que tinha tido nas mesas de jogo. 
Muitos homens tinham conhecido intimamente às irmãs Greenfield, mas nenhum tinha desfrutado das duas ao mesmo tempo... No outro lado do divã, a segunda gêmea fez uma careta com os lábios. 
—E eu, Merrick? Não sou uma tentação? —Você, Ma belle, é uma autêntica Eva — Merrick deixou a mão suspensa sobre a bandeja de frutas, como se pensasse cuidadosamente o que escolher. — Para ti um figo, Eva, pelos prazeres que aguardam um homem em seu Éden particular... De nada serviram suas referências bíblicas, porque ela fez uma careta de perplexidade. Era óbvio que não sabia do que falava. 
—Meu nome não é Eva. Merrick bloqueou um suspiro de frustração. Tinha que pensar só no dinheiro e nada mais. Esboçou um sorriso malandro e introduziu o figo em sua boca, acompanhando com um elogio muito mais fácil de entender. 
—Não sei qual das duas é a mais bela — mas sabia muito bem qual era a mais inteligente. Deixou cair à mão sobre o amplo decote da segunda gêmea e desenhou um círculo com o dedo, recebendo um tímido sorriso. 
Enquanto isso, a primeira gêmea massageava seus ombros e abria seu cinto. Era hora partir para a ação. Mas então, seu criado começou a esmurrar a porta da sala. 
—Agora não!
  






12 de agosto de 2013

A Honra De Um Cavalheiro

Série Bastion Club 

A temporada está a ponto de começar, e o segundo membro do Bastion Clube, o alto e belo Visconde Torrington

Anthony Blake, é o alvo ideal para todas as mães casamenteiras de Londres; mas nenhuma de suas caprichosas filhas chama sua atenção...bem, exceto uma. 
Alicia Pevensey está vivendo um engano. 
O desespero fez com que, sem dinheiro, devesse, corajosamente, apresentar em sociedade a sua encantadora irmã mais nova, para que faça um bom casamento. 
Por isso, se disfarça, adotando a aparência de uma viúva chamada "Mrs. Carrington", já que, desta forma, pode agir como a perfeita acompanhante de sua irmã... 
Mas as elegantes damas são acusadas de assassinato. 
Quando Tony Blake descobre Alicia vigiando um morto no jardim de sua madrinha, todos seus instintos lhe indicam que é inocente. 
Suas conexões o permitem tomar o controle da investigação, e sua importância nos círculos sociais lhe dá respaldo, publicamente; mas é mais que a honra que o obriga a protegê-la e fazer todo o possível para seduzi-la. 

Comentário revisora Ana Mayara: O Toni me surpreendeu, quase ganha do Vane Cynster – que é o meu mocinho preferido dessa autora. Que mocinho mais safado! Além de muito fofo e se declarar para a mocinha em francês. Fiquei toda mole por ele! Ele só foi burro, mas no fim tem uma justificativa até que aceitável. Sem contar que o mistério foi muito bem desenvolvido. Adorei! 

Capítulo Um

Londres.
15 de março de 1816
—Falta um mês para que comece a Temporada e as harpias já saíram para a caça em bando. — Charles St. Austell se deixou cair em uma das oito poltronas de respaldo reto que havia ao redor da mesa de mogno na sala de reuniões do clube Bastion.
—Como prevíamos. — Anthony Blake, sexto visconde de Torrington, sentou-se na poltrona em frente — A atividade no mercado matrimonial parece quase frenética.
—Então, viu muita? — Deverell se sentou junto a Charles — Devo reconhecer que estou aguardando o momento oportuno; reservo-me até que comece a Temporada.
Tony fez uma careta.
—Pode ser que minha mãe resida em Devon, mas conta com uma valiosa substituta em minha madrinha, lady Amery. Se não aparecer, pelo menos, nos eventos que ela organiza, posso estar seguro de que receberei uma severa nota, na manhã seguinte, me perguntando pelos motivos de minha ausência.
Outros explodiram em gargalhadas, umas risadas resignadas, cínicas e de comiseração, enquanto tomavam assento Christian Allardyce, Gervase Tregarth e Jack Warnefleet. Logo, ao mesmo tempo, todos os olhos se dirigiram à cadeira vazia ao lado de Charles.
—Trentham nos apresenta suas desculpas. — Na cabeceira da mesa, Christian não se incomodou em ficar sério — Não soava muito preocupado. Escreveu-me dizendo que tinha compromissos mais urgentes, mas que nos desejava sorte em nossos esforços. Entretanto, espera estar de retorno em uma semana e está impaciente para nos ajudar a suportar nossas próximas tribulações.
—Muito amável por sua parte — brincou Gervase, mas todos sorriam.
Trentham — Tristan Wemyss — fora o primeiro deles a conseguir, com êxito, seu objetivo, o mesmo que todos estavam decididos a alcançar. 

Os sete precisavam casar-se; esse objetivo comum tinha dado lugar àquilo, a formação de seu clube, seu último bastião contra as casamenteiras da boa sociedade.
Dos seis ainda solteiros, reunidos essa noite para compartilhar as últimas notícias, Tony estava convencido de que ele era o que estava mais desesperado. 
Embora não pudesse compreender por que se sentia tão nervoso, tão frustrado, como se estivesse preparado para entrar em ação, mas não houvesse nenhum inimigo à vista. 
Fazia tempo que não estava de tão mau humor. Embora fosse certo que não era um civil, um cavalheiro corrente, fazia muitos anos.
—Voto para que nos reunamos a cada quinze dias — sugeriu Jack Warnefleet — Temos que nos manter a par dos acontecimentos, por assim dizê-lo.
—Estou de acordo. — Gervase assentiu, do outro lado da mesa — E, se alguém tiver algo urgente que comunicar, convocaremos uma reunião sempre que for necessário. Em vista do ritmo com que se desenvolvem as coisas entre a boa sociedade, duas semanas é o limite...

 







Série Bastion Club
0.5 - A Mulher do Capitão Jack - tradução
1 - A Noiva Perfeita
2 - A Honra de um Cavalheiro 
3 - Primeiro e Único Amor
4 - Paixão Inesperada
5 - Um Amor Surpreendente
6 - Não é só Sedução
7 - O Limite do Desejo
8 - Domada por Amor

11 de agosto de 2013

Por Fim Chega o Amor

Série Família Huxtable Quintet
Margaret Huxtable tem trinta anos e por fim decidiu fazer o mais sensato e se casar. 
Chega a Londres durante a temporada cheia de esperanças. 
Mas com quem se encontra primeiro é com o viúvo Crispin Dew, que anos atrás traiu seu compromisso secreto e se casou com outra e, depois, descobre que o homem com quem esperava se casar está comprometido com outra mulher. 
 Então se atira correndo, literalmente para Duncan Pennethorne, Conde de Sheringford, que está tão desacreditado na Sociedade, que não se atrevia a se deixar ver em cinco anos, e que não estaria ali nesse momento se não fosse porque precisa desesperadamente encontrar uma noiva.

Capítulo Um

Quando Duncan Pennethorne, Conde de Sheringford, retornou a Londres depois de cinco anos de ausência, não foi direto a Claverbrook House em Grosvenor Square, mas se hospedou a contra gosto na Curzon Street com sua mãe, Lady Carling. 
Sir Graham, o segundo marido desta, não achou muita graça em vê-lo, mas como tinha muito carinho por sua mulher, não pôs de quatro na rua, o seu enteado.
Entretanto, Duncan teria que ir a Claverbrook House o quanto antes. 
Retiraram seus recursos, sem prévio aviso e sem explicação alguma, justamente quando ele estava se preparando para retornar por fim para casa... Entendendo o termo casa como Woodbine Park, em Warwickshire, a Mansão Senhorial e a propriedade em que tinha crescido e que proporcionava uns ganhos consideráveis desde a morte de seu pai, há quinze anos.
E não tinha previsto retornar só. Os acompanhariam os Harris, que estavam com ele a cinco anos exercendo diversas ocupações. O posto de jardineiro chefe ficara vago e Harris ia ocupá-lo. 
Mas o mais importante era que o acompanharia Toby, um menino de quatro anos. Em Woodbine Park o apresentariam como o neto órfão dos Harris.
Toby ficou louco de alegria quando disseram que viveria no lugar que Duncan contara tantas anedotas maravilhosas. Porque as lembranças infantis de Duncan eram quase todas felizes.
De repente, seus planos foram por água abaixo e se viu obrigado a deixar o menino com os Harris em Harrogate, para se dirigir a toda pressa a Londres com a esperança de evitar o desastre.
O único aviso que recebeu chegara de punho e letra do secretário de seu avô, embora a assinatura deste estivesse no final da folha, inconfundível apesar da idade ter tornado trêmulos os traços. 
Para cúmulo de tudo, o administrador de Woodbine Park tinha deixado de dar sinais de vida sem prévio aviso, coisa que não prognosticava nada de bom.
Todos sabiam aonde dirigir suas cartas se quisessem fazê-las chegar a ele, já que grande parte do sincretismo que tinha necessitado até o momento desaparecera com a morte de Laura. 
Duncan se havia sentido obrigado a informar a certas pessoas do trágico fato.
Não tinha sentido que seu avô retirasse os recursos justamente quando sua vida recuperava um mínimo de decência. 
E muito menos quando se tivesse em conta que era o único neto e descendente direto do Marquês de Claverbrook, e que era mesmo seu herdeiro. 
Mas com sentido ou sem ele, ficou sem recursos, com uma mão na frente e outra atrás, sem meios para manter as pessoas que dependiam dele... Para não falar de sua própria pessoa.
Claro que o destino dos Harris não o preocupava muito. Sempre havia postos vagos para os bons criados. Quanto a sua própria sorte, tampouco o preocupava. Ainda era jovem e forte.
Mas se preocupava com Toby. Como não ia fazer isso?
Daí partiu apressadamente para Londres, possivelmente o último lugar sobre a face da Terra onde gostaria de estar, muito menos no meio da temporada social. Entretanto, acreditou que era sua única saída. 
A carta que enviara a seu avô não recebera resposta, e já tinha esbanjado um tempo muito valioso. 
De modo que se viu obrigado a ir à cidade pessoalmente para exigir uma explicação.
Bem, a palavra exata seria pedir. Porque ninguém exigia nada ao Marquês de Claverbrook, um homem que jamais fora famoso por sua afabilidade.
Sua mãe não podia tranqüilizá-lo de maneira nenhuma. Nem sequer fora informada de que retiraram os recursos, até que ele o disse.
— Mas me pergunto por que não retirou os recursos há cinco anos já que tinha essa intenção — Disse sua mãe quando foi vê-la no seu closet na manhã seguinte depois de sua chegada...

Série Família Huxtable Quintet
1 - Primeiro Vem o Casamento
2 - Então Venha me Seduzir
3 - Por Fim Chega o Amor
4 - Seduzindo Um Anjo
5 - Uma Aventura Secreta
Série Concluída



Vindicatio




27 A. C.
As intrigas políticas e as traições estão na ordem do dia no Império romano.

A ânsia de poder de muitos de seus Senadores os levam a cometer atos reprováveis contra seus próprios aliados e há políticos que estão dispostos a realizar infames assassinatos a fim de que prevaleça sua autoridade, acima de outros.
Aradia ignora o que o destino lhe reserva. 
Seu irmão foi acusado de assassinato e sua família declarada traidora.
A única pessoa capaz de ajudá-la na tragédia em que se transformou sua vida é o General Lucio Máximo Magno, o homem pelo qual ela sempre suspirou em silêncio.
Os dois unirão esforços para descobrir a verdade e também se conhecerem, longe da influência política de Roma.

Capítulo Um

Roma resplandecia transbordante de vitória.
Os balcões das casas senhoriais e das moradias mais humildes estavam profusamente decorados com bandeirolas, brasões e tapeçarias. 
Os cidadãos apareciam para aclamar os vencedores, com aplausos e gritos de vitória, a passagem do séquito.
A honra militar mais desejada pelos romanos era o triunfo e só se concedia ao General e chefe que alcançava uma grande vitória. Então César Augusto fazia sua entrada no Campo de Marte, para receber tão excelsa honra por seu triunfo na Hispânia. 
A pé, os amigos, parentes e legionários acompanhavam gritando vivas a plenos pulmões. A túnica que o vestia era bordada com Palmas nas barras. 
Uma toga vermelha com ornamentos de ouro completava o traje; uma coroa de louro, que havia adquirido o direito de sempre usar; e um cetro de mármore, coroado por uma águia.
O passeio triunfal acontecia em Roma, com o exército das legiões romanas.
Um grande sacrifício devia ser ofertado ao templo de Júpiter Capitolino, como agradecimento. 
A finalidade era mostrar ao povo de Roma toda a glória adquirida, assim como a riqueza conquistada. 
O glorioso desfile militar se iniciava em primeiro lugar com os carros de troféus de guerra. Os prisioneiros vinham em segundo lugar. 
O ouro adquirido os seguia de perto. Todos os cidadãos romanos queriam congratular o grande vencedor. Para o vencedor era um dia magnífico. 
O exército ficou à espera no Campo de Marte, porque não podia transpassar as muralhas servianas. 
César Augusto estava em uma cuadriga puxada por quatro cavalos em fila, e seus lictores o acompanhavam e com os quais entrou no templo para oferecer ao deus, seus louros de vitória. 
A seguir começou uma grande festa para todo o povo de Roma.
Na colina do Palatino, uma das sete colinas de Roma, e no interior de uma sala do palácio encontravam-se dois generais da completa confiança de César: 
Cayo Antístio Veto e Lucio Máximo Magno. Os dois tinham participado do assédio e posterior vitória do último baluarte hispânico conquistado, Aracillum, e esperavam com infinita paciência a chegada de César, para uma celebração em sua residência particular.
O encorpado vinho na taça de prata parecia que ser mais doce, e a música que se ouvia ao fundo aumentava o sentimento de euforia. Os dois militares aguardavam, um deles estava sentado em uma sela castrensis. 
O outro estava em pé e observando o movimento lá fora, ao mesmo tempo em que bebia o vinho dos vencedores. Transmitia uma imagem de serenidade, percepção mais afastada, que mostrava quando intervinha nas sangrentas batalhas que havia compartilhado tanto com Antístio, como com César. 
Cayo Antístio se removeu impaciente onde estava sentado. A sela castrensis não tinha respaldo e suas guardas eram baixas; e por ser dobrável podia ser transportada com muita facilidade. 
Os magistrados e os chefes militares em campanha utilizavam-na com assiduidade. 
Cayo Antístio se sentiu honrado por Augusto ter disposto sua casa, mostrando uma preferência sem igual.
— A celebração durará vários dias.   
  






7 de agosto de 2013

Música

Quer ouvir Música? Aqui...de A a Z 



Minha seleção, só música old e linda!! 
sempre atualizando... 
Gosta de Rock? Veja esta Banda diferenciada, eles são de Los Angeles mas de origem Armênia...fazem sucesso em todo o mundo! 
Serj Tankian não canta só rock, veja ele cantando com orquestra.

Aqui meus mimos !




Filminho Super Henry, com música !!  

Castelos e Postagens Antigas

Benção Celta!





Relembrando..."Estrelas" 


 Paul McCartney Tribute                    

Freedie Mercury

Michaek Jackson


3 de agosto de 2013

Cartas De Amor

Série Club de Saint Row 



Uma dama tem que estar preparada para tudo…

Quando se casa com um patife. Houve um tempo em que Sadie Moon acreditou estar apaixonada.
Então, seu belo marido a abandonou para ir em busca de fortuna e não ficou outra opção que passar de ser uma mulher abandonada com o coração partido, para se converter na adivinha favorita da Sociedade londrina.
Mas ela nem sequer poderia ter previsto a volta de Jack…
Até que seus caminhos se cruzam no lugar mais inesperado, a casa de prazer mais exclusiva de Londres. Jack Friday, agora rico e com êxito, tem tudo com o que sempre sonhou…
Exceto Sadie. Jurou que jamais voltaria a confiar na mulher que rompeu sua promessa de esperá-lo, embora a paixão que sente por ela é tão ardente como era antigamente.
Mas o amor, igual ao passado, retorna para persegui-los…
Arrastando-os a uma teia de intriga e traição, que poderia salvar ou destruir a ambos.

Cometário revisora Jaque: É um livro bem interessante, ele narra à história de um casal que ficou separado por uma década e se encontram em uma festa no Club de Saint Row. Ela como adivinha das folhas de chá e ele como um homem rico. A partir dai começa o desenvolver da história, no começo os dois ficam um pouco ariscos, mas depois vão se aproximando de novo e reencontrando o que perderam há uma década, mas tem pessoas e circunstâncias que querem atrapalhar a relação.
 Recomendo a leitura, é rápida, dinâmica, tem uma carga de tensão sexual entre os protagonistas e quando eles ficam juntos é bem sensual. Boa leitura!








Série Club de Saint Row
1 - A Máscara do Amor
2 - Cartas de Amor
3 - Guerra de Amor
Série Concluída