8 de dezembro de 2013

Série Príncipes do Deserto

2-  Inocência no Harém


Lady Celia Cleveden se considerava uma pessoa inteiramente criteriosa, da ponta de suas botas de viagem ao seu simples gorro. 

Parecia sensato que ela fosse se casar com um cavalheiro igualmente seletivo. 
Até ela ser resgatada pelo selvagem e enigmático príncipe Ramiz, do reino de A’Qadiz, durante uma travessia pelas implacáveis areias do deserto.
Poderia parecer insano convidá-la para conhecer seu harém, porém a oferta dele não a deixou chocada. 
Talvez a sedução do deserto e a magia de Ramiz tivessem destituído Celia de toda a sua cautela... 

Capítulo Um  

Verão, 1818
— Oh, george, por favor, venha ver! — Em sua excitação, lady Celia Cleveden se debruçou precariamente na amurada do pequeno navio de apenas um mastro na qual haviam completado a última etapa de sua viagem pela parte norte do mar Vermelho.
A tripulação abaixou a bandeira latina que se erguia alta acima da cabeça deles e dirigiu habilmente o pequeno veleiro através da massa de outros veleiros, falucas e caiques, todos lutando por espaço no porto movimentado.

Celia se segurou na amurada baixa do barco com uma das mãos enluvadas, a outra prendendo o chapéu no lugar, observando com olhos maravilhados enquanto se aproximavam da terra.
Estava elegante, como sempre, com um vestido de musselina estampada, com um fundo verde bem claro. Era um dos muitos que mandara fazer especialmente para a viagem, com mangas longas e decote alto. 

Em Londres seriam totalmente inadequados, mas ali, no Oriente, como fora informada, eram essenciais. 
Um chapéu de palha com um longo véu, também essencial, cobria-lhe os belos cabelos cor de cobre, mas, mesmo assim, sua figura alta e esguia e sua pele jovem e aveludada ainda atraiam atenção excessiva dos pescadores, das tripulações e dos passageiros do outro navio que, no momento, também tentava encontrar um espaço no porto lotado de embarcações.
— George, venha ver. — Celia virou a cabeça sobre o ombro em direção ao homem que se abrigava sob a cobertura frágil de um teto precário de lona esfarrapada acima da popa. — Há um burro naquele barco com uma expressão positivamente ultrajada, como a do meu tio quando alguém vota contra uma proposta dele no parlamento. — Estava se divertindo imensamente.
George Cleveden, com quem Celia havia se casado três meses antes, não fez nenhum movimento para se juntar a ela e deixou claro que não estava com nenhuma disposição para se divertir. 

Ele também estava elegante, como sempre. Usava um fraque azul-escuro, de tecido superfino, sobre um colete listrado combinando e no qual estava pendurada uma grande variedade de berloques, e calça de camurça presa em botas que subiam até quase o joelho.
Infelizmente, embora o conjunto tivesse sido realmente adequado para uma viagem numa carruagem fechada da casa de sua mãe em Bath para seus alojamentos em Londres, ou mesmo para uma curta viagem para sua pequena propriedade rural em Richmond, estava muito longe do ideal para uma viagem pelo mar Vermelho no calor sufocante do verão. 

As pontas engomadas do colarinho da camisa, que lhe subiam pelo rosto, há muito haviam amolecido. Sua cabeça doía com o calor do sol e havia uma clara linha de suor marcando o ponto onde o chapéu de feltro repousava na testa.
George olhou sua jovem esposa, que parecia fresca como uma flor de jardim, com uma espécie de ressentimento.
— O diabo deste calor infernal!









3- Volúpia do Deserto

Jamil al-Nazarri, um sheik de coração duro e mão de ferro, tem seu reino sob controle absoluto... menos sua filha, tão pequena e, ao mesmo tempo, tão teimosa! 

Já em desespero, ele contrata uma governanta inglesa, e deposita nela todas as suas esperanças de que alguém finalmente conseguirá incutir algum boa disciplina na pequena... 
Só que lady Cassandra Armstrong é a governanta mais excêntrica que já se viu! 
Apesar de ser dona de uma aparência voluptuosa que incita à paixão, ela é também inocente e proibida. 
Famoso por sua inabalável honra, a postura de Jamil em breve será testada...
Pois seus sentimentos por Cassie estão muito longe de serem honráveis! 

Capítulo Um 

Daar-el-Abbah, Arábia – 1820
O Sheik Jamil al-Nazarri, príncipe de Daar-el-Abbah, analisou com cuidado os termos da complexa e detalhada proposta à sua frente. 

Uma ruga provocada pela concen­tração surgia entre as sobrancelhas negras, sem, porém, alterar o fato de que seu rosto, emoldurado pelo turbante de seda, era extraordinariamente belo. 
As dobras suaves do tecido dourado realçavam o tom moreno de sua pele. A boca estava cerrada em uma linha firme de determi­nação, embora a leve curva nos cantos indicasse senso de humor, ainda que aparente apenas em raras ocasiões. 
O queixo e nariz do sheik eram firmes, o perfil majestoso, perfeito para ser usado nas insígnias do reino... Embora Jamil, na verdade, houvesse se recusado a cumprir esse pedido do Conselho. 
Entretanto, eram seus olhos que constituíam a parte mais impressionante de suas feições, pois possuíam uma cor diferente, escuros como um céu de outono com um brilho profundo que variava de in­tensidade de acordo com seu estado de espírito.
Eram esses olhos que transformavam Jamil de um ho­mem belo em um ser inesquecível. Embora, de qualquer modo, fosse impossível para o príncipe de Daar-el-Abbah passar despercebido em qualquer ocasião. 
Sua posição como o mais poderoso sheik da Arábia garantia isso. Jamil nascera para reinar e fora criado para governar. 
Nos últimos oito anos, desde que herdara o trono com a idade de 21 anos, após a morte de seu pai, mantivera Daar-el-Abbah livre dos invasores, conservando sua in­dependência e aumentando seu poder sem a necessidade de derramamento de sangue.
Jamil era um diplomata astuto. E também um inimi­go respeitável, fato que assegurava significativamente sua posição de negociador. Embora já a algum tempo não se irritasse com seus oponentes, a perigosa cimitarra com suas incrustações em diamantes e esmeraldas sobre ouro, que pendia de sua cintura, não era apenas um enfeite de cerimonial.
Ainda perscrutando o documento que tinha nas mãos, Jamil se levantou.
Caminhando de um lado para o outro sobre o estra­do onde se assentava o trono real, seu manto dourado e com passamanarias de fios dourados e pedras preciosas voejava às suas costas. 
O contraste com a longa túnica branca de seda revelava seu físico delgado, porém atléti­co, que fazia lembrar, com sua elegância e força sutil, a pantera do emblema de seu reino.
— Algo errado, Vossa Alteza?
Halim, braço direito de Jamil, perguntou com cau­tela, arrancando o príncipe de seus pensamentos. Com exceção dos membros do Conselho dos Anciãos, Halim era o único que ousava questionar Jamil sem pedir licen­ça, embora ainda receasse fazer isso, consciente de que, apesar de gozar da confiança do príncipe, não era de fato um amigo íntimo dele.
— Não, — respondeu Jamil de maneira lacônica. — O acordo nupcial parece razoável.
— Como poder ver, todos os seus termos e condições foram mantidos na íntegra — prosseguiu Halim com cui­dado. — A família da princesa Adira foi muito generosa.
— Com razão — enfatizou Jamil. — As vantagens que esse enlace lhe dará sobre seus vizinhos valem muito mais do que as poucas minas de diamantes que receberei em troca.
— Sem dúvida, Vossa Alteza. — Halim inclinou a ca­beça. — Então, se está satisfeito, talvez aceite minha su­gestão e assine o contrato...










4- Desafiando o Sheik





Por ser filha de um diplomata, Silvia Bruntsfield estava preparada para enfrentar situações espinhosas graças a sua inteligência privilegiada e atitudes práticas.

Mas a carreira de seu pai se encontrava sob ameaça, assim como a aliança entre a Britânia e o reino Djaradh, devido a um grave erro cometido por ele.
Por isso, Silvia assume um disfarce de homem a fim de implorar clemência ao príncipe Munir al-Khashqar, governante de Djaradh. 
Mas ela não estava preparada para o que iria acontecer assim que o sheik descobrisse que ela não passava de uma impostora. 
Aquela inglesa o deixava intrigado. Por isso, ele decide oferecer uma alternativa para poupar seu pai e preservar a aliança: Silvia deveria se tornar sua noiva.

Capítulo Um

Império de Djaradh, Arábia, 1819.
Seu coração estava acelerado. E era de se esperar, com tanta coisa em jogo. O que aconteceria se ela falhasse? Não, nem pense nessa possibilidade!
Mesmo tão cedo o sol era abrasador, mas a túnica e o turbante que ela vestia para disfarçar sua identidade ajudavam a amenizar seu efeito. Ao seu redor, as feiras árabes estavam abertas ao público, o ar perfumado com cheiro de especiarias, perfumes e carne assando. Apesar de ser filha de um diplomata e ter viajado muito, ela nunca havia visto um lugar tão colorido, tão exótico. Porém, agora não era hora para turismo. A carreira do seu pai estava em jogo.
Silvia segurou com mais força as rédeas do seu camelo, resistindo a se agarrar à sela alta, que balançava.
Finalmente, ela alcançou o grande portal do palácio real. A carta, escrita elegantemente e com o proeminente selo real, deu-lhe a permissão necessária para atravessar os portões de ferro ornamentados e ladeados por guardas impassíveis com suas perigosas cimitarras. Um homem alto e barbudo com cerca de 50 anos a recebeu com desaprovação.
— Eu sou Bakri, o Chefe do Conselho Real. Sua Alteza o aguarda, Sir Francis — disse ele, enquanto, impacientemente, esperava Silvia apear-se do camelo.
De cabeça baixa, ela o seguiu por um labirinto de corredores de mármore e através de pesadas portas duplas, onde Bakri se curvou e partiu. O coração batia tão forte que dificultava a respiração. A boca estava seca. Silvia se surpreendeu com a luz colorida que iluminava a sala através dos vitrais.
Uma figura alta vestindo uma túnica azul adornada com ouro estava de pé no altar no fundo da sala. Príncipe Munir al-Khashqar, imperador do reino de Djaradh. 
A primeira impressão de Silvia sobre o homem que tinha o destino do seu pai em suas mãos era a de alguém com um poder quase palpável. 
Um homem acostumado a comandar, um homem acostumado a uma obediência inquestionável. Curvando-se, ela o olhou de perto discretamente. Mais jovem do que esperava — em torno de 30 anos — sem nenhum traço de indulgência naquele físico musculoso. Um frisson se espalhou pelo seu corpo. Príncipe Munir era tão impetuosamente atraente quanto o império desértico que ele reinava.
— Sir Francis, seja bem-vindo — disse ele.
— Assalamu alaikum, sua alteza. É uma honra — disse Silvia disfarçando sua voz. Inesperadamente ele veio em sua direção, e, antes de ela conseguir retirar a mão, sabendo que aquela parte do corpo a trairia, ele a engolfou num aperto de mãos inesperado. 
O tom escuro da pele dele fez com que a dela parecesse branca como o leite, e, sem dúvida, feminina. 
O contato a fez tremer e ela o encarou. Os olhos marrom-escuro com tons de ouro a observaram com desconfiança.
— Sua Alteza — começou ela. — Eu posso...



Série Príncipes do Deserto
1- Escrava do Sheik
2- Inocência no harém 
3- Volúpia do deserto 
4- Desafiando o sheik
Série Concluída

6 de dezembro de 2013

Saga NÉ

Resultado da votação: livro 1 ganhou a brincadeira!

Saga NÉ Challenge Groups
Os ebooks estão em Multiautoras

2 de dezembro de 2013

Quando Me Apaixonei

Série De Piaget







Agora, Lynn Kurland tece uma história empolgante de um homem que procura o amor de toda uma vida e de uma mulher que rouba o seu coração... Através do tempo.

Nicholas de Piaget só encontrava mulheres mais interessadas em suas riquezas do que em seu coração.
Está certo de que vai passar o resto de sua vida em seu castelo com goteiras, assistindo os outros desfrutar da felicidade conjugal, até que se depara com uma moça de cabelos de fogo em perigo.
Sua honra só sabe que precisa ajudá-la a voltar para casa — se o seu coração permitir.
Jennifer McKinnon está convencida de que não há mais cavaleiros de armadura brilhante — pelo menos não em Manhattan.
Então uma oportuna viagem à Inglaterra a deixa imaginando se um feliz para sempre pode ser seu futuro.
Mal sabe que o cavalheirismo e um herói legendário esperam por ela... Há 800 anos no passado.
Mas os desejos do coração e perigosos segredos ameaçam separá-los, e só o tempo dirá se o verdadeiro amor pode levá-los a um final de conto de fadas...

 Capítulo Um

Ambrose MacLeod achatou-se contra a parede que levava para a cozinha e perguntou-se se tinha cometido um erro terrível.
Não que ele não se tivesse encontrado em situações parecidas antes. Uma em que não pudesse ser o laird de um clã poderoso como os MacLeods e não encontrar-se numa situação estranha, numa desonesta situação ou perto da morte.
Tinha ultrapassado por demais a sua cota de impasses perigosos e vivido a vangloriar-se do sucesso.
Ainda assim, velhos hábitos eram difíceis de deixar, como dizia o ditado de um rapaz astuto do século XVI, brincar um jogo num castelo de outra pessoa não era simplesmente andar por ali como se tivesse algum direito. 
Ao invadir as entranhas de alguém manter subterfúgios e discrições era sempre a ordem do dia.
Ele prendeu a respiração com força, uma mulher simples de idade avançada descia o corredor, esfregando as mãos e reclamando para si mesma sobre o preço do peixe.
Ele esperou que passasse e desapareceu do outro lado antes que se afastasse da parede e continuasse pelo corredor, seu kilt balançava sobre os seus joelhos de forma atrevida e a sua poderosa espada batia contra a sua coxa como sempre.
Entrou na cozinha e procurou por luzes para que pudesse enxergar. Acendeu um punhado de tochas de sua própria autoria e descobriu que, mesmo ali em Artane, a cozinha podia contar com um negro e brilhante fogão de fabricação antiga. 
Ele conjurou uma cadeira, puxou uma caneca de cerveja a partir do nada, e sentou-se com um suspiro. Talvez houvesse alguns confortos que podiam ser desfrutados, não importa o local.
Tinha acabado de se recostar para desfrutar desses confortos quando o som de um gato sendo esganado agrediu seu ouvido. As duas pernas da frente da cadeira bateram no chão com um baque quando se levantou nos seus pés. Sua espada saiu da bainha com o tipo de assobio que evidenciava a pretensão de um negócio sério.
Ele esperou, batendo seus calcanhares uma ou duas vezes, enquanto o som se aproximava.
Quem sabia o que pressagiava? Fora reduzido a salvador de barulhentos felinos agora? Não estava a sua altura, é claro. Cavalheirismo era cavalheirismo, afinal de contas, e nenhuma donzela em perigo ficaria sem seu reconhecimento, fosse ela do tipo felino ou não…

Série De Piaget
1- Amor, Paixão e Promessas
2 - Se Fosses Minha
3 - Entre Dois Mundos
4 - Quando Me Apaixonei
5 - O Presente dos Natais Passados
6 - One Enchanted Evening
7 - Tudo Que Peço
8 - O Cavaleiro dos Meus Sonhos
9 - Para Sempre Jamais
10 - Beijar na Escuridão
11 - Stardust of Yesterday
12 - Till There Was You
13 - One Magic Moment
14 - All for You
15 - Dreams of Lilacs
16 - Stars in Your Eyes
 

A Lista De Solteiros

Série Dama De Mayfair 


Um trio de irmãs empreendedoras, de impecável pedigree, monta em segredo uma agência matrimonial.

A mais velha delas é Constance Duncan e, embora tenha seu próprio coração entregue ao trabalho, dedica-se a por em contato corações solitários, através do serviço de anúncios pessoais de seu popular jornal A Dama de Mayfair.
Mas um dia, Constance se sente irresistivelmente atraída por um homem que possui pontos de vista muito diferentes dos seus.
Trata-se de Max Ensor, um político cuja atitude antiquada a tira do sério, embora seu porte impressionante a fascine.
Está claro que só se pode fazer uma coisa com um homem tão exasperante, convertê-lo!

Capítulo Um

Constance Duncan saudou, com a cabeça, o porteiro que mantinha abertas as portas de vidro de Fortnum and Mason.
Na grande extensão de mármores do salão de chá a recebeu um murmúrio de vozes, que quase superava os impetuosos esforços do quarteto de corda que tocava no estrado situado no fundo da brilhante pista de dança.
Deteve-se um instante na soleira do salão, até que viu suas duas irmãs, em uma cobiçada mesa junto a uma das grandes janelas que davam a Picadilly. Mas a chuva golpeava as janelas e com muita dificuldade se via a rua que havia atrás do vidro ou Burlington House, justo do outro lado.
Sua irmã Prudence a viu ao mesmo tempo. Constance fez um gesto com a mão e passou rapidamente entre as mesas em direção a elas.
— Parece um rato afogado —observou Chastity, a mais jovem das três, quando Constance chegou a sua mesa.
— Obrigada, querida —respondeu sua irmã erguendo ironicamente uma sobrancelha. Sacudiu a água de seu guarda-chuva e o entregou ao empregado de fraque que se materializou ao seu lado. — Está chovendo muito —soltou o alfinete que segurava seu chapéu e o contemplou compungida. — Acredito que a pena de avestruz se danificou... Em todo caso, vai gotejar todo —estendeu o chapéu ao empregado. — Melhor que leve também isto. Possivelmente se seque no guarda-roupa.
— Certamente, Senhorita Duncan —o empregado tomou o chapéu, inclinou-se e partiu silenciosamente.
Constance afastou da mesa uma esbelta cadeira dourada e se sentou, abrindo as dobras de sua encharcada saias de tafetá. Tirou as luvas de pelica, alisou e colocou-as ao seu lado sobre a mesa. Suas irmãs esperaram com paciência até que esteve acomodada confortavelmente.
— Chá, Con? —Prudence levantou o bule de prata.
— Não. Acho que tomarei uma dose de xerez —disse Constance voltando-se para a garçonete que já estava junto à mesa. — Estou tão gelada e encharcada que daria na mesma estar em um brejo com os patos, e olhe que até estamos em julho. Ah, pães doces torrados, por favor.
A garçonete fez uma rápida reverência e se afasto apressadamente.
A Prue e a mim a chuva não pegou —disse Chastity. — Começou justo quando chegávamos —esticou um dedo para capturar miolos de bolo de seu prato. — Acha que poderemos permitir pedir outro destes deliciosos doces, Prue?
Prudence suspirou.
— Não acredito que vamos nos arruinar por seu amor ao doce, Chas, é a menor de nossas preocupações.
Constance olhou fixamente a sua irmã.
— Que foi Prue? Algo novo?
Prudence tirou os óculos e os limpou com o guardanapo. Olhou contra a luz com gesto de míope. Depois de decidir que a sujeira tinha desaparecido, colocou-os sobre a ponte de seu longo nariz.
— Jenkins veio me ver esta manhã e seu semblante era até mais sombrio que o habitual. Parece que papai encomendou, no Harper’s da Graceful Street, um barril de Porto e que preencheu a adega com uma dúzia de caixas de um Margaux muito especial. O Senhor Harper enviou a papai uma fatura atrasada bastante considerável, com o amável pedido de que a liquide antes de entregar o novo pedido...

Série Dama De Mayfair
1 - A Lista De Solteiros
2 - A Noiva Escolhida
3 - O Jogo Matrimonial
Série Concluída

Segredos de Seda

Trilogia Seda 
Aos dezessete, a megera Juliet Cameron tinha tudo.

Era formosa, tinha o mundo, pois ao ser filha de um diplomata britânico, tinha viajado muito, e havia se casado com o galhardo aventureiro Lorde Ross Carlisle. Mas a rígida moral da sociedade vitoriana e o temor de que seu amor apaixonado por Ross engolisse todas as forças de seu espírito, obrigam-na a escapar para sua amada Pérsia, a terra de sua infância.
Doze anos mais tarde, Lorde Ross Carlisle viaja à terra adotiva de Juliet para cumprir uma promessa.
Ali se reencontram e, ao viajar juntos em uma perigosa missão de resgate através do exótico Meio Oriente, o casal terá que enfrentar perigos desconhecidos.
E, enquanto a paixão se acende sob o impassível sol do deserto, é Juliet que começa a sentir-se apanhada em um amor adiado por muito tempo...

Capítulo Um

Londres, outubro de 1840
Lorde Ross Carlisle bebeu um gole de brandy enquanto pensava divertido que ver dois pombinhos fazer-se carinhos, era suficiente para conseguir que um homem partisse aos mais afastados limites da terra, que era exatamente onde Ross estava a ponto de ir. 
O fato de que os felizes apaixonados fossem seus melhores amigos não facilitava as coisas. Possivelmente inclusive as faziam mais difíceis.
Contemplou a cômoda sala iluminada com a suave luz dos candelabros onde estavam desfrutando de uma taça depois do jantar, brandy para os dois homens e limonada para Lady Sara, que estava nas primeiras etapas da gravidez e perdera o gosto pelo álcool. 
Os três tinham passado muitas noitadas como aquela e Ross sentira falta da conversa e a companhia.
O anfitrião de Ross recordou finalmente suas obrigações. Rompeu a silenciosa comunhão que estava compartilhando com sua esposa e levantou a garrafa.
— Um pouco mais de brandy, Ross?
— Muito pouco, por favor. Não quero beber muito, ou não terei a cabeça em condições para viajar pela manhã.
Mikahl Connery serviu uma pequena quantidade do líquido âmbar nas taças. Levantou a sua e ofereceu um brinde.
— Que tenha uma excitante e produtiva viagem.
Sua esposa, Lady Sara Connery, levantou seu copo e acrescentou.
— E que depois de toda a excitação, tenha uma feliz viagem de volta a casa.
— Beberei alegremente por ambos os desejos — Ross olhou Sara com muito carinho.
O matrimônio tinha assentado muito bem. Era sua prima e ambos compartilhavam a pouco habitual combinação de olhos castanhos e cabelos loiros, mas Sara tinha uma serenidade interior que Ross nunca tinha conhecido. Durante muitos anos a única paz que tinha encontrado fora nas viagens, em enfrentar desafios onde devia empregar toda sua mente e destreza.
— Não sofra por mim, Sara. O Levante é menos perigoso que outros muitos lugares onde estive. Certamente é muito mais seguro que as terríveis montanhas onde conheci seu inquietante marido.
Mikahl bebeu um gole e deixou a taça sobre a mesa.
— Possivelmente chegou a hora de que abandone seu incessante errar e se acomode, Ross — comentou com uma faísca risonha em seus olhos de uma cor verde brilhante. Apoiou uma de suas grandes mãos sobre a de Sara — Uma esposa é muito mais excitante que o deserto ou as ruínas de uma cidade.
— Não existe fanático maior que um convertido — replicou Ross com um sorriso — Quando chegou a Inglaterra faz um ano e meio, foi o primeiro em rir diante da idéia do matrimônio.
— Mas agora sou muito mais sábio — Mikahl apoiou um braço nos ombros de sua esposa e a atraiu para ele — É claro, somente há uma Sara, mas em algum lugar da Inglaterra deveria poder encontrar a uma esposa adequada.
Possivelmente foi pelo brandy, ou possivelmente apenas foi pura picardia da parte de Ross.
— Sem dúvida está certo — afirmou — mas tal modelo não tem nenhum valor em meu caso. Alguma vez mencionei que já tenho uma esposa?
Para sua satisfação, Ross viu que por uma vez conseguiu surpreender seu amigo.
— Sabe perfeitamente bem que nunca me disse tal coisa — manifestou Mikahl.
Franziu o sobrecenho e suas sobrancelhas negras quase se tocaram.
Sem acabar de acreditar olhou sua esposa com uma expressão interrogativa. Sara confirmou com um gesto.
— É muito certo, querido. Eu fui uma das damas de honra nas bodas — Olhou seu primo com uma expressão grave e acrescentou — Faz doze anos.
— Fascinante. 

Trilogia Seda
1 - Beijos de Seda
2 - Segredos de Seda
3 - Abraços de Seda
Trilogia Concluída
 

Beijos de Seda

Trilogia Seda
Chamava-se Peregrine e, como o falcão, era um homem selvagem e livre, extremamente atraente, fabulosamente rico, e deslumbrantemente sedutor que, procedente do Oriente Médio, abria passo na Sociedade vitoriana com decisão.
Mas seu único desejo era vingar-se de Charles Weldon, um desalmado proprietário de bordéis que, tempo atrás, converteu-se em seu inimigo.
E o plano de Peregrine não poderia ser mais diabólico: primeiro, seduzirá Sarah, a prometida...

Capítulo Um

A mensagem chegou logo a Lorde Ross Carlisle, que subiu a bordo do Kali ao fim de duas horas. Enquanto o alto e magro inglês subia à parte coberta do navio e era iluminado pela luz da lanterna, Peregrine o observava de um lugar estratégico entre as sombras.
Fazia dois anos que não se viam, e se perguntou quanto fortes resultariam ser os vínculos da amizade ali, na Inglaterra. 
Para o filho mais novo de um Duque, uma coisa era confraternizar com um aventureiro de duvidoso passado nas terras selvagens da Ásia, e outra muito diferente era introduzir a este homem em seu círculo. 
Os dois homens não podiam ter procedências mais diferentes, mas apesar disso existira entre ambos uma surpreendente harmonia de mente e de agir.
Inclusive à beira da morte nas montanhas da cordilheira Hindu Kush, Lorde Ross se mostrou inconfundivelmente como um aristocrata inglês. Agora, iluminado pela lanterna e usando peças de vestuário, cujo preço serviria para alimentar durante uma década a uma família Kafir, parecia o que era: um homem nascido na classe dirigente do maior império que o mundo jamais havia conhecido, com todo o aprumo dos de sua classe.
Peregrine se afastou do mastro e entrou na zona iluminada.
— Me alegro de que minha mensagem o encontrasse em casa, Ross. Foi muito amável vindo tão depressa.
Os dois homens se olharam nos olhos. Os de Lorde Ross eram castanhos, o que constituía um inesperado contraste com seu cabelo loiro. Entre eles sempre tinha existido competição, assim como amizade, e os motivos por trás deste encontro não seriam simples.
— Tinha que ver se era você realmente, Mikahl. — O inglês lhe estendeu a mão. — Jamais acreditei que o veria em Londres.
— Disse que viria, Ross. Não tinha que duvidar de mim. — Apesar do cansaço que se respirava no ambiente, Peregrine apertou com força a mão do outro homem, surpreso pelo grande prazer que sentia por este encontro. — Ceiou?
— Sim, mas tomaria com prazer uma taça desse brandy excepcional que sempre parece ter.
— Paramos na França especialmente para repor meu estoque. — Peregrine o guiou até seu suntuoso camarote, e quando chegaram nele examinou a seu companheiro. Lorde Ross era a viva imagem do lânguido aristocrata inglês; realmente tinha mudado tanto?
Cedendo a um impulso malicioso, Peregrine decidiu averiguá-lo. Sem avisar, virou sobre seus calcanhares e o golpeou com o cotovelo direito no estômago com tanta força que teria derrubado a um boi. Deveria ter sido um golpe que o incapacitasse, mas não foi.
Com a velocidade do raio, Ross agarrou o braço de Peregrine antes que o cotovelo pudesse tocá-lo. Logo o dobrou e retorceu, e lançou seu anfitrião no centro do camarote com um só movimento, suave e contínuo.
Quando aterrissou sobre seu ombro direito, Peregrine automaticamente encolheu seu corpo e rodou, indo parar de costas em um dos biombos. 
Se tivesse sido uma briga a sério teria reagido e teria se posto em ação, mas nesta ocasião ficou quieto no chão atapetado e conteve o fôlego.
— Me alegro de ver que a civilização não o abrandou. — Então sorriu, com a sensação de que os dois anos de separação tinham desaparecido. — Este movimento não aprendeu de mim.
Ross, cujo lenço e cabelo já não estavam impecáveis, rompeu em gargalhadas com expressão infantil.
— Decidi que, se era verdade que tinha vindo à Inglaterra, era melhor que estivesse preparado, velho diabo. — Estendeu uma mão para ajudá-lo a se levantar. — Paz?
— Paz 

Trilogia Seda
1 - Beijos de Seda
2 - Segredos de Seda
3 - Abraços de Seda
Trilogia Concluída
 

Uma Rosa Em Flor








Duncan é um jovem Conde perfeccionista que trabalhou muito duro nos últimos dez anos no mundo dos investimentos, para fazer que sua magnífica mansão fosse próspera de novo.

Agora é o anfitrião da festa de São João onde cortejará uma visitante que contempla como possível noiva.
Mas não contava com a presença de Rose, sua companheira, sua Nêmeses da juventude, que agora o enlouquece.

Capítulo Um

Escócia, Argyllshire, 17 de junho de 1826.
—Que demônios você faz aqui?
Duncan Roderick Macintyre, terceiro Conde de Strathyre, ficou estupefato olhando fixamente a esbelta silhueta inclinada diante do banquinho do piano de seu salão. O inesperado choque o encheu de incredulidade e o fez congelar na entrada do aposento.
Um homem com menos caráter teria virado seus olhos nas órbitas ao vê-la.
Rose Millicent Mackenzie-Craddock, a recordação mais amarga de toda a sua vida, o espinho mais insistente cravado persistentemente em sua carne, levantou a cabeça, elevou o olhar e riu dele, com o mesmo sorriso torto que já sorrira para zombar de sua pessoa anos atrás.
Seus grandes olhos amendoados brilharam.
—Bom dia, Duncan! Ouvi que regressou.
Seu acento suave e melodioso deslizou sobre ele como uma carícia ardente sob a pele.
O olhar dele se concentrou na extensão dos seios dela, agora cremosos. Perante essa visão, Duncan se pôs rígido em todas as partes. 
Sua reação era tanto pela surpresa como pelo descobrimento de que Rose estava aqui, era tão incômodo como inoportuno. Sua mandíbula tencionou. Os dedos apertaram a maçaneta, ele vacilou franzindo o cenho, mas entrou na sala e fechou a porta.
Então avançou até sua Nêmeses com passos suaves.
Sustentando as partituras de música que analisava, Rose se endireitou quando ele se aproximou e se perguntou por que diabos ela já não conseguia respirar. 
Por que sentia como se não pudesse sequer colocar seus olhos sobre Duncan e cruzar o olhar com o dele. Era como se a detivesse uma rígida etiqueta, e ela teria que ler suas intenções no gelado azul dos seus olhos, que reluzia tanta frieza, como as águas do lago que se divisava pelas janelas do aposento.
Eles já não eram crianças, mas ela sentiu, definitivamente, que ainda jogavam uma espécie de jogo.
O entusiasmo oprimiu seus nervos, a antecipação os deixava tensos.
A sala era grande larga. Seu intenso olhar teve bastante tempo para apreciar as mudanças no rosto de Duncan, causadas pelo decorrer dos anos, enquanto ele vinha em sua direção.
Ele estava mais velho, e muito maior. Seus ombros estavam mais amplos, tinha uns cinco centímetros a mais de altura. Mas, sobretudo, se encontrava rijo, desde seu rosto até os longos músculos de suas pernas. Parecia perigoso. Sentia-se perigoso. 
Uma aura de masculina agressividade o rodeava tangível nos seus longos passos, na tensão palpitante do momento.
Suas espessas madeixas do cabelo negro pousavam libertinamente ao redor da sua fronte e no seu rosto anguloso havia aspereza, e ainda havia a barba feita, teimosamente quadrada. 
Sem contar a viril arrogância dos seus olhos azuis, a mesma, só que agora muito mais definida. Como se os anos houvessem tirado a candura superficial e tivessem exposto seu coração de puro granito.
Ele parou a meio metro de distância. Suas sobrancelhas negras se franziram. Obrigada a levantar o olhar, Rose inclinou sua cabeça e deixou que os lábios se curvassem, novamente. O cenho dele se escureceu ainda mais.
—Repito — ele mordia as palavras. —Que demônios faz você aqui?
Rose deixou que o sorriso se aprofundasse e aparecesse a sombra do riso em sua voz.
—Estou aqui para a festa de verão, é claro.
Os olhos dele se fixaram no dela como travados, o cenho aliviou-se um pouco.
—Minha mãe a convidou.
Essa não era uma pergunta, contudo, ela respondeu:
—Sim, ela o fez. Como eu sempre a visito em todos os verões..




Um Bom Homem

Série Escândalos da Sociedade



Depois de causar um grande impacto na temporada social Lady Sophia Cleeve surpreendeu a todos ao declarar que sua intenção era encontrar um homem honesto e decente de classe humilde, não se casar com qualquer almofadinha mimado da aristocracia.

Em meio ao choque geral de sua aparição Benedict Risely, Duque de Sharnbrook, se apaixonou perdidamente por ela.
Para conquistá-la, Ben decidiu ocultar seu título e riquezas e aceitar um emprego como criado pessoal de Sophia.
Logo as relações entre ambos adquiriram um matiz muito mais íntimo, mas à medida que seu amor florescia, aumentavam os temores de Ben pela reação de Sophia quando descobrisse que, assim como ela, ele também pertencia à nobreza…

Capítulo Um

Março, 1812
O Conde de Yardley olhou frustrado aos cachos negros de sua filha. Qualquer um poderia pensar que a cabeça encurvada e as mãos entrelaçadas expressavam uma atitude arrependida, mas seu pai não se deixava enganar. De jeito nenhum!
Um inconfundível vislumbre de malícia brilhava nos preciosos olhos verdes de Sophia, enquanto se esforçava por ocultar um provocador sorriso.
— Assim que se nega a pensar na proposta — ele reiterou tentando controlar seu gênio.
Qualquer outra mulher estaria encantada em receber quatro propostas matrimoniais desde sua chegada à cidade, tão somente duas semanas antes. Sua Sophia, entretanto, era muito especial a respeito.
Virou sobre seus calcanhares e atravessou a biblioteca para olhar pela janela.
— Posso saber ao menos por que a desagrada tanto Lorde Vale?
— Oh, não me desagrada, papai — assegurou sua filha descontente. — A verdade é que não o conheço o suficiente para formar uma opinião.
— Nesse caso, que dúvidas pode ter, além da necessidade de conhecê-lo melhor?
Sophia levantou finalmente a cabeça. Em seus olhos seguia brilhando uma ponta de malícia.
— Bem, além de ter mais de quarenta anos, é o único cavalheiro que conheço que poderia sentar-se em uma carruagem e olhar pelas duas janelas ao mesmo tempo.
Um som suspeitosamente parecido a uma risadinha afogada alcançou seus ouvidos. Virou-se para o bom homem e olhou as costas retas e o cabelo cinza de seu pai. Por haver completado setenta e um anos semanas antes, seu pai conservava uma excelente condição física.
— Papai, não pensará a sério que vou considerar a proposta de Lorde Vale, verdade?
Não, não o pensava, mas não estava disposto a admiti-lo.
— Parece se esquecer de que eu era mais velho que Lorde Vale quando pedi a mão de sua mãe.
— Certo, mas você foi um cavalheiro bonito e distinto… E ainda segue sendo.
— Não tente me persuadir com adulações, menina! — ele admoestou, tentando que sua filha favorita não o desarmasse com seus ardis. O que, por desgraça, sempre conseguia. — Muito bem, entendo sua recusa de pensar na proposta de Vale, mas o que me diz do jovem Farley?
Sophia arqueou suas finas sobrancelhas.
— Conhece bem Cedrid Farley? É um lunático!
Uma vez mais, Sua Senhoria teve que fazer um considerável esforço para ocultar seu regozijo diante da sinceridade brutal de sua filha.
— E Pelham e Neubert?
— Um par de fantoches sem cérebro!
— Deus, bendito! — exclamou Sua Senhoria. — Onde aprendeu a falar assim?
A expressão de Sophia evidenciava quão desnecessária lhe parecia aquela pergunta.
— Dos homens da casa, de quem mais?
O Conde voltou para sua escrivaninha, nada agradado por se encontrar de repente em desvantagem.
— Falarei com seu irmão quando o vir. Tem que aprender a frear sua língua quando estiver perto de você.
— Disseram que Marcus deve chegar a qualquer momento e que tem intenção de ficar na cidade uma semana ou duas. Creio que seria muito injusto que o repreendesse, papai — ela assinalou em defesa de seu meio-irmão. — Sobretudo quando você tampouco se preocupa em moderar sua linguagem quando está em minha presença.
O Conde esteve a ponto de lhe retrucar, mas pensou melhor e começou a folhear as cartas que recebera nas duas últimas semanas daqueles quatro desventurados pretendentes.
— Não pense que vou me esquecer do assunto, pequena trapaceira!
 







Série Escândalos da Sociedade
1-Um Casamento conveniente
2- Falsas Aparências
3- Dívida de Amor
4- A Melhor Companhia
5- Aguardem...
6- Um Bom Homem

24 de novembro de 2013

O Leão De Wallace





Duas famílias inimigas, acreditando lutar por seus ideais. 

Alyx Wallace o conheceu no campo de batalha, onde é feita prisioneira dele. 
Poderiam dois inimigos se apaixonar? 
Ela descobre que ele, Duncan MacConnor, na verdade não era tão inimigo assim e passam a lutar do mesmo lado, para proteger suas famílias. 
Ela é a líder de sua família. Ele também poderia ver este sentimento vingar. 
Haveria esperança para este amor? Só o tempo dirá. 
Eles iriam se ver diante de uma luta para ajudar um amigo a salvar sua esposa e isso vai uni—los e fortalecer esse sentimento.

Mar De Fogo

Série Hale
A saga tempestuosa de Lady Catherine Aldley e do pirata Jonathan Hale, que começou em Paixão na Ilha, agora continua em Mar de Fogo... 

O que pode uma bela cativa dizer para um sensual pirata cruel? 
Ele era seu marido, seu amante, o pirata que tomou seu corpo, em seguida, roubou o seu coração. 
Lady Catherine Aldley fugiu da Inglaterra para construir uma casa com o infame Jonathan Hale na Carolina. Mas a sua vida perfeita foi quebrada quando Cathy foi convocada a voltar à Inglaterra por seu pai doente, e descobriu que seu casamento com Jonathan era uma farsa. 
Ele era um homem procurado, a um passo da forca. A única maneira que achou para salvá-lo era se casar com seu desprezível primo, e deixar Jonathan achar que tinha traído o seu amor. 
Qualquer coisa, menos "não". Com um preço sobre a sua cabeça e a vingança em sua alma, Jon Hale liderou um motim a bordo do navio-prisão Cristobel e recapturou a sua esposa infiel. 
Cathy disse que o odiava, mas se derreteu ao seu toque, mesmo quando Jon tentou desprezar o que mais desejava. 
 Em seguida, o destino ameaçou separá-los para sempre e Jon arriscou sua vida para resgatar a mulher que ele não poderia viver sem...

Capítulo Um

No final dos dias do verão de 1844, Lady Catherine tinha chegado à plenitude de sua beleza. Seus brilhantes cabelos avermelhados com reflexos dourados, uma espessa cabeleira de cachos que ao soltá-los chegavam à cintura, estavam recolhidos em um coque frouxo no alto da cabeça para lhe fornecer um pouco de ar fresco. O penteado formava uma radiante auréola dourada que lhe emoldurava o pequeno rosto cada vez que os raios do ardente sol da Carolina do Sul lhe acertavam de frente. Seu rosto era arrogantemente adorável, um oval quase perfeito onde predominavam incríveis olhos azuis celestes rodeados de sedosos cílios escuros e separados, o qual acrescentava um toque de exotismo a sua beleza loira. Quanto ao resto, tinha maçãs do rosto altas, aos que o sol tinha tingido de uma cor pêssego intensa, um nariz pequeno, delicado e reto, boca de lábios sensuais da cor das cerejas, que eram alvo das brincadeiras de seu marido, pois dizia que foram feitos expressamente para que os beijassem, e um pequeno queixo voluntarioso, claro indício de um caráter oculto muito forte.
Era uma moça pequena de ossos frágeis, mas seu corpo harmonizava perfeitamente com seu rosto, por sua delicadeza e elegância. Os peitos eram redondos e eretos, do tamanho exato para caber na palma em concha de uma mão máscula (isto, também, dito por seu marido). A cintura era estreita e os quadris deliciosamente curvados terminavam em pernas esbeltas e proporcionais.
Nesse dia particular de agosto, Cathy tinha posto um vestido informal devido ao intenso calor. Mas a mesma simplicidade do vestido decotado de musselina para as tardes, com saia ampla franzida e pequenas mangas bufantes, que eram a moda da temporada, lhe caia muito bem e acima de tudo, por causa do amarelo ofuscante do tecido que ressaltava a suavidade de porcelana de sua pele.

Tinha só dezenove anos, mas era mais mulher que menina. A expressão natural de doçura de seu rosto se acentuou quando, ao olhar pela janela da sala de estar, viu aparecer o homem que a tinha feito mulher. Era evidente que Jon vinha do trabalho e que acabava de deixar os campos cultivados. Um sorriso indulgente brincou nos lábios de Cathy ao ver que seu marido estava imundo, o suor escorria por seu rosto moreno e tinha deixado marcas de linhas mais escuras, a umidade da tarde lhe tinha cacheado mais que nunca os cabelos negros. Essas ondas rebeldes eram na verdade a grande aflição de sua existência. Os calções e a camisa de cor branca foram cobertos com uma fina camada de areia como as botas de cano alto que sempre usava e o chapéu de abas largas que nesse momento trazia na mão. Jon trabalhava até esgotar-se fiscalizando os cultivos de algodão nas vastas terras do Woodham. Cathy reconhecia que ele o fazia unicamente por ela e pelo pequeno filho de ambos, Cray, de apenas quinze meses de idade. Do fundo de seu coração acreditava que Jon, às vezes, tinha saudade da vida de pirata, errante e desenfreada, que tanto tinha desfrutado antes, o matrimônio e o nascimento de Cray lhe empurraram para a respeitabilidade. Mas sempre foi muito bom em piratarias pelos mares, como ela lhe repetia frequentemente, teria acabado sua vida da única forma possível: com uma corda no pescoço em algum andaime. Duas vezes tinha escapado dessa sorte, e Cathy não tinha nenhuma intenção de que voltasse a tentar o demônio uma vez mais.  O sorriso de Cathy aumentou ao ver, dobrando a esquina da casa, Cray nos braços da Martha, sua roliça babá que lhe cuidava com amor de avó. Martha também tinha sido a babá de Cathy, quase desde o dia de seu nascimento. Depois da morte de Lady Caroline Adley, a mãe de Cathy, quando a menina só tinha sete anos, Martha tinha assumido plenamente a tarefa de sua criação. Cathy amava profundamente Martha e esta por sua vez, protegia com ferocidade tanto a Cathy como Cray. Logo depois de certas desconfianças mútuas, Jon também tinha entrado no círculo mágico de sua devoção. Martha teria prazer de dar sua vida por qualquer um dos três, acreditava Cathy, mas de todos eles, e disso sim estava segura, Cray era o preferido de seu coração. Isso a fazia realmente feliz.

Série Hale
1 - Paixão da Ilha
2 - Mar de Fogo
Série Concluída

Uma Perseguição Selvagem

Série Quarteto Duquesas
Atrás dos leques das viúvas de Londres e nos cantos dos salões de baile há rumores, que o escândalo persegue obstinadamente a selvagem Lady Beatrix Lennox onde quer que vá.

Três anos atrás, a debutante causou sensação ao ser descoberta em uma situação bastante comprometedora.
Agora, a Alta Sociedade a considera como uma ovelha desencaminhada que nunca poderá se casar, sua família a chamou de prostituta, e Beatrix não vê razão para não perseguir o que, e a quem, deseja.
E o que quer é Stephen Fairfaix-Lacy, o atraente Conde de Spade.
Com suas atrevidas sugestões e sua irresistível atração sensual, Beatrix não é nada o protótipo de futura noiva ideal do Conde.
Mas Beatrix produz no Conde um incontrolável desejo que tentou negar durante muito tempo.
Não obstante, ele não vai seguir as regras de Beatrix no jogo do amor.
Ela pode estar acostumada a estar no topo nos assuntos do coração, mas isso logo mudará.

Capítulo Um

Como o escândalo é feito em Wiltshire…

Shantill House
Limpley-Stoke, Wiltshire.

É uma verdade universalmente reconhecida pelas mulheres que é muito mais simples se vestir quando se trata de cobrir o corpo, que quando deseja deixar partes elegantemente descobertas.
Nos dias que Esme Rawlings reinava sobre a Sociedade londrina, levava horas para se vestir. Surgia como uma lagarta de seu casulo, cachos negros e sedosos brilhando sobre ombros perolados, corpete milagrosamente suspenso no ar na hora de cair sobre a cintura, curvas delicadas envoltas em tecido tão leve e revelador que muitos Cavalheiros afrouxavam em sua presença. Outros Cavalheiros se endureciam. Dependia da constituição de cada um.
Nesse dia demorava exatamente vinte minutos em colocar suficiente roupa para se cobrir. Ao seu redor, os homens só mostravam evidente desconforto diante da aparição de uma mulher com o estômago do tamanho de uma bala de canhão.
― Estou tão inchada como uma torta de carne de porco ― Esme se olhava com desgosto no espelho de sua penteadeira.
― Eu não diria isso ― A Viscondessa Withers, que falava com seu famoso sotaque, estava sentada em uma pequena cadeira, examinando sua pequena bolsa ― Demônios, não consigo encontrar meu lenço.
― Definitivamente redonda ― disse Esme, desconsolada.
― Está grávida ― replicou Arabella, olhando para cima e entreabrindo os olhos.
Uma luneta viria muito bem para ver algo, mas pensar em colocar óculos de qualquer classe era inconcebível, por causa dos ditames da moda.
― Nunca me pareceu que a gravidez favorecesse a alguém, mas você, querida, está a ponto de me fazer mudar de opinião. Como pode estar tão encantadora? Talvez seu exemplo termine com o ridículo hábito das mulheres de se trancar durante a gestação. Que palavra tão antipática, se trancar!
― Ai, maldição ― Esme estava cada vez mais incômoda ― estou alcançando proporções de elefante. Ninguém vai querer me olhar pelas ruas de Londres.
― Acredito que seu tamanho é o normal, embora não tive muita relação com a gravidez. De fato, esta é a primeira vez que me encontro tão perto de uma mulher a ponto de dar luz. Para quando o espera querida? Amanhã?

Série Quarteto Duquesas
1 - Duquesa Apaixonada
1.5 - A Fool Again
2 - Louca de Amor
3 - Uma Perseguição Selvagem
4 - Seus Maus Costumes
 

Guerra De Amor

Série Club de Saint Row 


Vienne La Rieux, a bela proprietária do exclusivo clube de Saint Row, é a mulher mais influente da noite de Londres. 

Como boa empresária, valoriza sua independência acima de tudo, mas quando lord Trystan Kane regressa, o único homem que conquistou seu coração, o mundo pacífico de Vienne oscilações sob os pés. 
Trystan provou a doçura de sucesso e também o corpo da extraordinária Vienne, que nunca foi capaz de esquecer. 
Então, quando surge a oportunidade de voltar a se aproximar dela não hesita em aproveitar...
Mas ambos cometem o erro de subestimar a força do desejo e agora com um velho inimigo à espreita nas sombras, qualquer negligência de misturar negócios e prazer pode ter consequências catastróficas.

Série Club de Saint Row
1 - A Máscara do Amor
2 - Cartas de Amor
3 - Guerra de Amor
Série Concluída