6 de novembro de 2011

Se Deixe Levar

Série Viúvas Alegres
Viúva de um famoso bispo, Grace Marlowe está escandalizada e intrigada pelas aventuras amorosas de suas amigas as Viúvas Alegres. 

Apesar de ter aceitado o pacto, não pode imaginar entregando-se à paixão até que o libertino mais célebre de Londres põe os olhos nela.
John Grayston, sétimo visconde Rochdale, nunca rechaçou uma aposta, sobre tudo quando esta implica seduzir a uma mulher formosa para levá-la à cama.
John está disposto a apostar sua mais apreciada posse de que não há uma só mulher em toda a Inglaterra que seja imune a seus encantos.
Mas quando o objeto da aposta é a afetada e decente Grace Marlowe, tem que empregar-se a fundo e lançar mão de todo seu atrativo sedutor.
A inquebrável virtude de Grace é posta a prova quando o infame cafajeste mostra um inesperado interesse nela.
Indignada, adulada, e reticentemente atraída, não demora em começar a sucumbir ao feitiço do homem que se oculta atrás de sua escandalosa reputação, Rochdale, pelo contrário, sente-se contente ao descobrir a ardente paixão que esconde a devota fachada de Grace. 
Mas quando os corações e as vidas se misturam no jogo, os verdadeiros motivos de sua sedução pôr tudo a perder.

Capítulo Um

Londres, maio de 1813.

—Não há uma só mulher em Londres que não possa levar a cama sem muito esforço.
John Grayston, sétimo visconde do Rochdale, estava um pouco embriagado por causa dos eflúvios do álcool depois de ter passado a última hora e meia na sala de cartas da casa dos Oscott. Os serviçais lacaios se encarregavam de que sua taça estivesse sempre cheia. Mas a afirmação que acabava de fazer não era um frívolo alarde avivado por uma excessiva quantidade de bordeaux. Era um fato, simples e sinceramente.
Seu acompanhante, lorde Sheane, tinha comentado que algumas mulheres jamais se deixariam convencer para iniciar uma aventura amorosa e Rochdale não podia consentir que tal afirmação ficasse sem rebater. As mulheres, todas as mulheres, ardiam no desejo de serem seduzidas, algumas abertamente, outras sem ser conscientes disso. Não era necessário levar nenhuma delas à cama. Só era necessário fazer uma rápida valorização da partida para determinar se desejavam ao grande amante ou, pelo contrário, ao conhecido libertino. Sua considerável experiência no tema lhe dizia que a maioria das mulheres da alta sociedade se viam intrigadas pela escandalosa natureza de sua reputação, pelas sujas e desagradáveis historia a ele associadas, grande parte das quais eram verdadeiras. Inclusive as damas de maior posição da aristocracia desfrutavam com a sensação de estar flertando com o perigo.
Não obstante, havia umas poucas que simplesmente o desejavam por suas habilidades amorosas. Seus indiferentes ou torpes maridos as obrigavam a procurar a satisfação sexual em outra parte, e Rochdale gostava de estar ali para agradá-las.
Depois, havia aquelas que não sabiam que o desejavam, que em geral achavam não querer ter nada que ver com ele. As que se aborreciam com suas aventuras amorosas e seus escândalos e faziam tudo o que estivesse em suas mãos para evitá-lo. Essas mulheres sim supunham uma provocação real. Mas, uma vez que se propunha, nunca fracassava na hora de seduzir a uma dessas mulheres supostamente virtuosas.
Não, não tinha sido um frívolo alarde. Sabia como fazer com que qualquer mulher o desejasse.
Lorde Sheane entrecerrou os olhos e observou ao Rochdale por cima do bordo de sua taça de vinho.
—Seriamente? Teve que elevar a voz para fazer-se ouvir por cima da música da sala de baile contigua e o alvoroço de vozes e risadas na sala de cartas. —Nenhuma mulher de Londres resiste?
Rochdale deu de ombros. Não era um tema que pudesse ser objeto de debate. É claro, um homem como Sheane, com incipientes barriga e papada, taxaria Rochdale de arrogante antes de admitir sua própria inveja.
—Quer que o ponhamos a prova, amigo?
Rochdale arqueou uma sobrancelha.
—Perdão?
—Disse que podia seduzir qualquer mulher de Londres. A boca de lorde Sheane adquiriu uma expressão desdenhosa. —Está disposto a demonstrá-lo?
Rochdale sentiu um estremecimento na base de sua coluna vertebral que lhe era muito familiar. A sedutora e irresistível chamada de uma possível aposta. Adotando um ar de suprema indiferença, disse:
—O que tem em mente?
—Aposto Albion que posso lhe nomear uma mulher a que não pode seduzir.
Albion? Maldição. Sheane, o grande canalha, sabia que Rochdale tinha cobiçado ter esse cavalo desde que ganhara o segundo prêmio no Oatlands no ano anterior. Havia tentado comprar duas vezes aquele cavalo castrado, mas Sheane se negara a vender-lhe Albion que era um cavalo ganhador e a estrela das cavalariças de Sheane. E, entretanto, aí estava ele, lhe oferecendo o cavalo em uma aposta que ia perder. Era muito bom para ser verdade. Estava tão bêbado que não era consciente do que estava fazendo?
—Machucou-se Albion — perguntou Rochdale. —Parece desejoso de livrar-se dele.
Sheane jogou a cabeça para trás e se pôs a rir.
—Maldito seja, é um bastardo arrogante. Tanto que estou seguro de que não terá nenhum reparo em oferecer ao Serenity como parte da aposta.
—Acredita que pode me arrebatar Serenity — Rochdale riu entre dentes. —Não acredito.
Serenity era seu melhor cavalo. Seu cavalo favorito. Aquela égua castanha tinha ganhado mais corridas que qualquer outro cavalo dos estábulos de Rochdale, incluída a corrida de Nottingham e duas taças em Newmarket. Cortaria um braço antes de dar Serenity a lorde Sheane.
Mas, é claro, se aceitasse a aposta, tal coisa não ocorreria, pois não podia perder.
—Se estiver tão seguro de si mesmo — disse Sheane — então não terá nenhum reparo em apostar meu Albion contra sua Serenity que não pode seduzir a uma mulher de minha escolha. O que me diz?

Série Viúvas Alegres
1 - Na Paixão da Noite
2 - Tão Somente uma Aventura
3 - Se Deixe Levar
4 - A Partir Deste Momento
Série Concluída

Tão Somente uma Aventura

Série Viúvas Alegres
As Viúvas Alegres são algumas respeitáveis e refinadas damas da alta sociedade, embora seus pensamentos secretos sejam muito escandalosos.

Beatrice, Lady Somerfield, está muito ocupada sendo acompanhante de sua teimosa sobrinha Emily, para achar tempo para buscar um amante, até que uma noite em um baile de máscaras, um desconhecido a faz se dar conta dos prazeres que esteve perdendo.
Entretanto, quando descobre sua identidade, qualquer aventura com ele se torna impossível.
Trata-se de Gabriel, Marquês de Thayne, a atração da temporada.
Entretanto, Beatrice cativou por completo a Thayne, que começará a suspeitar que bem pudesse ser a esposa perfeita para ele.
Mas os sentimentos de Beatrice serão tão profundos para ser capaz de romper sua promessa de não voltar a se casar e fazer frente ao escândalo quando sua relação vem à luz?


Capítulo Um

Londres, Primavera de 1813.

Não podia afastar a vista dela.
Gabriel Loughton, Marquês de Thayne, tinha ido ao baile de máscaras que se celebrava na casa dos Wallingford, com o rápido propósito de contemplar às jovens belezas dessa temporada , mas seus olhos se desviavam uma e outra vez, para a esbelta e elegante mulher vestida de Artemisa, a Guerreira.
Não se tratava de uma jovem em sua primeira temporada. Pela forma como observava os movimentos de uma bela e jovem pastora, que dançava com um cavalheiro com penacho, Thayne não se surpreenderia se sua Artemisa fosse a acompanhante da jovem. Ou inclusive, Deus não o quisesse, sua mãe.
Entretanto, não tinha aspecto de ser a mãe de ninguém. A túnica grega que usava mal dissimulava sua curvilínea figura. Inclusive o mínimo movimento, fazia com que a seda amarela deslizasse e grudasse sedutoramente em sua pele. Tinha os braços deliciosamente nus, à exceção de um bracelete de ouro, em forma de serpente que brilhava em um deles.
Thayne sempre considerara os braços de uma mulher, como uma das partes mais sensuais de seu corpo, e amaldiçoava a tão britânica moda ou sentido de decoro, ou o que quisesse que fosse aquilo, que obrigava à maioria das mulheres a cobrir, tão fascinante beleza com mangas ou luvas longas. Inclusive em um baile de máscaras, onde em geral se consentia certo atrevimento no vestir, e mostrar um pouco mais de pele, inclusive, não se via muitos braços nus.
Fossem leiteiras ou rainhas, com vestidos vandykeianos  ou de inspiração turca, quase todas as mulheres usavam os braços cobertos. Entretanto, e para deleite de Thayne, não ocorria assim com seus colos. Inclusive pôde ver algum ombro sem cobrir. Mas havia muito poucos braços descobertos, e só um par deles era de seu interesse.
Deu-se de presente a vista com aqueles pálidos e esbeltos braços, que se moviam graciosamente conforme ela falava. Desejava tocá-los, roçar suavemente, muito suavemente, aquela pele de porcelana com seus dedos e ver como estremecia com suas carícias.
Possivelmente era a palidez de sua pele que chamara sua atenção. Tinha o cabelo, ou talvez fosse uma peruca, não estava certo, coberto com pós-amarelos e brilhos dourados, que reluziam com a luz das velas. Seu verdadeiro cabelo bem poderia ser escuro, mas não achava. Sua pele tinha a translucidez usualmente associada ao cabelo claro. E isso era muito inglês. Depois de oito anos na Índia, onde tinha se rodeado de exóticas belezas de pele escura, a pele de Artemisa era um presente para os seus olhos.
E, entretanto, a sala estava cheia de belezas inglesas, com pele de porcelana e olhos azuis. Havia algo mais em Artemisa que atraía sua atenção. Seu elegante penteado intrigava-o. Usava um coque alto, seguro por passadores dourados, e as ondas de seus cabelos recordavam às estátuas antigas, com que seu pai decorava os jardins. Muitos dos convidados usavam o cabelo empoado, mas a maioria usava o habitual empoado branco. O empoado amarelo teria sido suficiente para fazer única a Artemisa, mas os brilhos dourados faziam ressaltar mais ainda.
Era uma mulher com um estilo e uma confiança em si mesma, que a destacava sobre o resto. Um longo cacho de cabelo caía sobre seu ombro e se movia de forma tal, que tudo indicava que se tratasse de seu cabelo, e não de uma peruca. O que daria para ver aquele cabelo solto e poder afundar suas mãos nele.
Maldição. Sua primeira noite de volta a Londres e já estava se comportando como um colegial, dominado por seus baixos instintos. Não sem esforço, Thayne conseguiu afastar a vista daquela Artemisa de pele de porcelana. Não tinha sentido comer com os olhos quem, sem dúvida, era esposa e provavelmente mãe de alguém. Não. Não tinha ido ao baile de máscara para procurar uma amante.
Por muito que custasse admitir, fora procurar uma futura esposa. Ou para ser mais preciso ver o que proporcionava a temporada, antes que sua mãe começasse, mal começasse o dia seguinte, a buscar e mostrar todas e cada uma das jovens, que tivessem os indesculpáveis requisitos de pertencer a uma boa família e possuir um físico bonito. Como não, a duquesa teria suas favoritas e tentaria que fosse uma dessas candidatas à escolhida. Mas Thayne não se deixaria convencer.
Seria ele quem tomaria a decisão. Tampouco tinha requisitos muito estritos. Desde que fosse razoavelmente bela e não fosse uma completa cabeça oca, estaria satisfeito. Conhecia suas obrigações. Só queria dar uma olhada rápida por si mesmo, antes que soasse o tiro de saída, para a corrida matrimonial. Antes que alguém percebesse sua volta.
Tal como esperara um baile de máscara era o acontecimento perfeito para observar o terreno, razão pela qual tinha convencido sua irmã Martha, lady Bilston, para que o deixasse usar seu convite.

Série Viúvas Alegres
2 - Tão Somente uma Aventura
Série Concluída

Na Paixão da Noite

Série Viúvas Alegres

Conheça as Viúvas Alegres, uma sociedade secreta de damas respeitáveis... com ideias um tanto escandalosas.

Marianne Nesbitt adorava David, seu finado marido, mas as conversas subidas de tom das Viúvas Alegres fazem-na perguntar-se se não perdeu algo.
Poderia descobrir se tivesse uma aventura?
Totalmente desconhecedora de como proceder, pede a Adam Cazenove, um velho amigo e conhecido experiente, que a instrua nas artes de sedução.
Tão descarado pedido deixa Adam totalmente deslocado. Jamais teria podido imaginar que a recatada e incrivelmente atraente viúva de seu melhor amigo queria ter um amante.

Incapaz de suportar a ideia de vê-la nos braços de outro, frustra todas e cada uma de suas tentativas.
que uma inesperada noite de paixão muda tudo.


Capítulo Um

Londres, março de 1813

—No que ocupei meu tempo durante o inverno? —disse lady Gosforth com um brilho especial em seus olhos azuis enquanto se dirigia às demais damas da sala. —Em algo muito agradável, asseguro. Um amante.
Um grito abafado, seguido de um silêncio sepulcral, apoderou-se da sala. A primeira reunião da temporada do Fundo das Viúvas Benevolentes se viu assim interrompida ante semelhante comentário.
Grace Marlowe, anfitriã da reunião e presidenta do Fundo, verteu o chá que estava servindo e suas bochechas proeminentes adquiriram um rosado tom de horror. Colocou rapidamente e com decisão o bule na bandeja e cobriu a boca com a mão. Lady Somerfield, uma atraente ruiva já entrada nos trinta, os olhos pareceram sair das órbitas e nem se incomodou sequer em esconder o gesto de assombro de seus lábios boquiabertos. Apertou com tal força as pinças de prata que o torrão de açúcar que estas pegavam se desfez em pedaços. A duquesa de Hertford, uma mulher de aparência agradável de idade indeterminável e brilhantes cabelos dourados, gentileza da natureza (ou possivelmente não), mordeu o lábio inferior tentando com todas suas forças não sorrir.
Marianne Nesbitt, a mais jovem da reunião,vinte e nove anos, só ficou olhando fixamente. Tão estupefata tinha ficado pelo anúncio de lady Gosforth que até uma pena poderia lhe haver feito perder o equilíbrio. Não era o tipo de temas sobre os quais se conversava animadamente à hora do chá. Nem, no caso de Marianne, em qualquer outro momento. E é claro não era um comentário que se esperasse de um grupo de viúvas respeitáveis que dirigiam uma organização de beneficência.
Seus membros eram viúvas de boa posição econômica que se moviam nos círculos mais altos da sociedade; círculos nos quais todas elas, ou quase todas, eram consideradas modelos de dignidade e decoro. Antes de dispor-se a começar a planejar os bailes beneficentes do ano vindouro, sua primeira reunião tinha começado com uma animada conversa para ficar em dia com as últimas notícias e intrigas. Tinham falado das reuniões sociais e familiares, das festas durante as férias e das caçadas, dos filhos e amigos em comum. Mas não de amantes.
Lady Gosforth, uma bela mulher aproximadamente de trinta anos de idade com um halo de cachos castanhos, revirou os olhos estalou a língua.
—Oh, não me olhem assim. Qualquer um diria que cometi um crime, pelo amor de Deus. Não é nenhum crime ter um amante.
Marianne foi a primeira em recuperar-se da impressão.
—É claro que não, Penélope. Simplesmente nos surpreendeu, isso é tudo.
—É um assunto privado - sussurrou timidamente Grace enquanto limpava o chá derramado. —Não deveríamos falar de tais coisas.
—Entre amigas? —Penélope franziu o cenho e o brilho de seus olhos se tornou decepção. —Não se trata de algo que quero que seja objeto de comentários na cidade, é claro, mas pensava que ao menos poderia compartilhar minha felicidade com todas vocês. Ardia em desejos de contar-lhes.
Marianne sentiu lástima por sua amiga. Estendeu a mão à Penélope do outro lado da mesa.
—Então nos deve contar tudo a respeito dele. Deve ser um cavalheiro muito especial para que esteja disposta a renunciar a sua independência.
Penélope franziu o cenho.
—Minha independência? Do que está falando, querida?
—Acaso não decidimos — disse Marianne — que a independência financeira de que gozávamos como viúvas era algo muito prezado que devíamos valorizar? E que nenhuma de nós, e muito menos você, Penélope, desejava renunciar a ter o controle de nosso dinheiro por nos casar com outro homem? Mas, é claro, suponho que isso deixa de importar quando se está apaixonada.
—Quem disse algo de um marido? —perguntou Penélope.
—Ou de estar apaixonada?
—Oh! —disse Marianne. —Pensava...
—Só porque levo a um homem a minha cama não significa que vá me casar com ele. Ou que esteja apaixonada.
Grace deixou escapar um gemido e suas elegantes feições se retesaram até converter-se em uma máscara de inquieto desgosto.
—Penélope, por favor.
Marianne não pôde evitar sorrir ante a confusão de Grace. Como viúva de um proeminente bispo, Grace Marlowe era um exemplo de casto decoro. A mera menção das palavras "homem" e "cama" em uma mesma oração mortificava-a além do imaginável.
Penélope estalou a língua de novo.
—Não seja tão dissimulada, Grace. As mulheres têm amantes de vez em quando.
—Outras mulheres — disse Grace. —Não nós.

Série Viúvas Alegres
1 - Na Paixão da Noite
2 - Tão Somente uma Aventura
3 - Se Deixe Levar
4 - A Partir Deste Momento
Série Concluída

Flores Para O Deus Do Amor





A história de Rex e Quenella se passa na época em que a Índia, então sob dominação inglesa, era palco de grandes convulsões internas, instigadas por agentes do Czar da Rússia.

Quenella herdou uma fortuna tão grande que era dificil entender porque ainda não se casara.

Com uma mistura de sangue russo, inglês e, irlandês era uma jovem mulher complexa, bonita, muito enigmática, e tão misteriosa como a Esfinge, mas tão amorosa como Cleópatra deve ter sido na mesma idade que ela.

Sua Majestade, a Rainha oferece a Rex o posto de Vice Governador e considera essencial que o Vice Governador das províncias do noroeste seja um homem casado!
Quenella corre perigo ao ser perseguida por um Príncipe e a única maneira de evitar que ele irá persegui-la é fazer com que tenha um marido que a proteja, para que ela esteja completamente a salvo da luxúria de um grosseirão depravado e descontrolado!

Capítulo Um

1800
O coche de aluguel estacionou na frente do Índia Office e um homem de rosto bronzeado pelo sol desceu e pagou o cocheiro.
Subindo as escadas, encontrou a porta aberta e um jovem, com toda a aparência de um Diplomata recém formado, precipitou-se para ele, com as mãos estendidas.
— Bem vindo ao lar, Major Daviot! O chefe está esperando pelo Senhor e, devo dizer, impacientemente.
Sorria, enquanto falava, e era impossível esconder a admiração estampada em seus olhos.
— É muito bom estar de volta — respondeu Rex Daviot.
Foram caminhando pelos amplos corredores, decorados com retratos de Governadores Gerais e mapas dos rios e cidades indianos.
O Índia Office não tinha uma aparência festiva.
Era velho, imponente e sombrio.
Com sua vasta biblioteca, sua imensa experiência acumulada tinha mais informações sobre a Índia do que qualquer outro órgão Governamental sobre qualquer outro país.
— Como estava a Índia, quando a deixou? — perguntou o jovem,
— Muito quente!
— Estávamos todos excitados e curiosos com sua última proeza.
— Espero que não!
— Convenha, Major, que é impossível impedir as pessoas de especularem, ainda mais se elas não têm muito o que fazer. Asseguro-lhe que fizemos o possível para que tudo continuasse em segredo.
— Veremos.
Rex Daviot sabia que os segredos têm uma misteriosa maneira de transpirar em lugares inesperados e, na Índia, geralmente assuntos confidenciais eram discutidos nos bazares, antes mesmo que o Comandante em Chefe tivesse conhecimento deles.
Alcançaram um par de imensas portas de mogno e o jovem as abriu para anunciar, quase com uma nota de triunfo na voz,
— Major Rex Daviot, Sir!
Do outro lado da imensa sala, um homem estava sentado a uma escrivaninha. Levantou-se, com uma expressão de prazer, e Rex Daviot caminho em sua direção para cumprimentá-lo.
Encontraram-se no meio da sala e Sir Terence O’ Kerry, chefe do Índia Office, disse,
— Graças a Deus, você voltou são e salvo! Tinha medo de que algo pudesse impedi-lo.
O Major riu.
— O que o Senhor está realmente querendo dizer, é que está surpreso, por eu não ter sido assassinado ou meu disfarce não ter sido descoberto.
— Exatamente.

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O Templo Do Amor









Lês Baux é um dos mais belos lugares que existem na França.

É a região onde trovadores medievais, escreviam os poemas e canções apresentados nas Cortes.
A luz de lá é diferente de tudo o que se conhece.

Simonetta conseguiu convencer seu pai o Duque de Faringham que a levasse junto, como sempre ele fazia com nome falso, para realizarem o sonho de pintar neste local magnífico.
O Duque tinha a firme intenção de pintar, quando chegasse a Lês Baux.
Tudo aquilo parece extremamente excitante para Simonetta, e fica ainda melhor ao conhecer um pintor francês, Pierre Valéry, que se encontra ali pelo mesmo motivo que eles, a pintura.
Como fará para contara ele que ela não é uma estudante de arte como ele imagina?
Sabia também que, devido à sua posição social, jamais permitiriam que se casasse com um artista pobre...

Capítulo Um

1880
Lady Simonetta Terrington-Trench subiu os degraus da entrada da grande Mansão e entrou no imponente hall assoalhado de mármore, passando pelos dois criados que estavam de serviço.
Eles conversavam em voz baixa até o momento em que ela apareceu e, assim que a viram, endireitaram-se, assumindo aquele ar de respeito que se espera de um serviçal.
— Onde está o Senhor Duque? — perguntou Lady Simonetta, passando rapidamente por eles.
— No escritório, Milady — informou um dos criados.
Lady Simonetta não disse nada e era de duvidar que tivesse ouvido a resposta do criado, pois perguntara já tendo a certeza de que encontraria seu pai, como sempre, mergulhado em seus papéis.
Percorreu um comprido corredor, decorado com armaduras e escudos, que vinham de um tempo remoto, quando os Trench estavam continuamente em guerra, com seus inimigos ou com os inimigos de seu país.
Abriu com ruído a porta do escritório e, conforme esperava, surpreendeu seu pai sentado à escrivaninha.
Ele não escrevia, mas colocava alguns documentos numa pasta.
Surpreso, levantou o olhar, curioso de saber quem o interrompia, e sorriu.
O Duque amava profundamente sua única filha, que se tornava cada dia mais bela.
Ele era um bonito homem, famoso por saber reconhecer uma bela mulher.
Assim, quando olhou sua filha pensou, com um aperto no coração, que era apenas uma questão de tempo até Simonetta casar com um esposo à sua altura e retirar-se de sua companhia.
— Papai, quero que você veja o que acabo de pintar!

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Violeta Imperial






Sir Edward Waltham, em março de 1803, ele, sua esposa e a filha Vernita partiram para Paris.

O povo, os turistas, enfim a França inteira estava tão contente e aliviada com o fim da guerra, que todos ficaram chocadíssimos quando o armistício acabou.

Infelizmente quando Sir Edward traçava os planos de como fugir para a Inglaterra, embora isso parecesse impossível, caíra doente e falecera, deixando-as desamparadas.

A cada vez que Vernita saía para fazer compras, ou caminhava pelas ruas, podia sentir o ódio que os ”franceses vitoriosos” devotavam aos compatriotas dela, ainda mais agora que tinham toda a Europa aos seus pés.
Mas as vitórias não detinham o preço dos alimentos, e Vernita começava a achar cada vez mais difícil sustentar-se e à sua mãe.
Fora quando estava sentada, terminando o elegante négligé encomendado pela Maison Claré, que se decidira a levá-lo diretamente à freguesa que o iria comprar.
Ela sabia muito bem que a Princesa Pauline Borghese adquirira vários trajes, confeccionados caprichosamente por ela e por sua mãe.
Conde Axel de Storvik

Capítulo Um

1805
— Acabei mamãe!
Lady Waltham, que estava deitada, de olhos fechados, abriu-os e disse,
— Fico contente, querida!
Sua voz era muito fraca, e, ainda que estivesse excessivamente magra, quase definhando, e pálida demais, a ponto de parecer translúcida, percebia-se que tinha sido uma mulher muito bonita.
Sua filha Vernita era magra também, mas possuía a graça e a beleza da juventude. Nesse instante, ela mostrava um négligé à mãe, para que esta o examinasse.
Confeccionado artesanalmente em musselina indiana, o traje era debruado com o mesmo tecido em tom rosa pálido e trazia laços do mesmo material, enquanto os passamanes eram de renda feita com agulha.
Ele parecia curiosamente fora de lugar, naquele sótão nu, com seu assoalho de madeira e janelas sem cortinas.
— Você fez com que ele ficasse maravilhoso, querida — disse Lady Waltham — e esperemos que paguem imediatamente!
— Estive pensando, mamãe — disse Vernita — e acho que não o levarei a Maison Claré, mas diretamente à Princesa Borghese,
— Você não pode fazer isso — disse Lady Waltham, com uma voz um pouco mais forte, em sinal de protesto — Poderia ser perigoso! Além disso, foi a Maison Claré que o encomendou!
— Eles estão nos enganando — respondeu Vernita — Pagam-nos uma miséria, enquanto seus vestidos são vendidos por uma quantia exorbitante!
— Nós morreríamos de fome se não fossem eles — observou Lady Waltham.
— Morreremos de fome de qualquer maneira, se não conseguirmos um pouco mais de dinheiro com a costura — respondeu Vernita.
Falava no plural, embora nos últimos meses só ela estivesse trabalhando nas encomendas de costura.
Lady Waltham começara a piorar cada vez mais e elas não tinham condições de chamar um médico. Além disso, Vernita sabia que sua mãe não precisava de cuidados clínicos, e sim de comida!

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2 de novembro de 2011

Paixão Eterna


Londres, Século XIX

Jocelyn Kingly retira mulheres das ruas de Londres, com a determinação de poupá-las de um destino desafortunado.

Sua missão conta com a ajuda de Amadeus Fallow, um vigário bem intencionado, cujos serviços mostram-se valiosos.
Apesar do fato de sua presença deixá-la tensa a ponto de sentir arrepios, a ajuda que ele fornece parece-lhe muito melhor do que as atenções do charmoso Lucien Valin. Confiante e cheio de si, Lucien é exatamente o tipo de homem que Jocelyn abomina, embora seja incapaz de negar a poderosa atração que ele lhe desperta.
Quando a comunidade local se vê aterrorizada por estranhos acontecimentos, Jocelyn descobre que existe algo envolvendo Amadeus e Lucien que ela desconhecia.
E descobre também que o misterioso amuleto em sua posse é o núcleo dos estranhos segredos daqueles dois homens.
E agora, Jocelyn pode confiar no homem que afirma ser seu amigo, ou render-se àquele que anseia por ser seu amante?...

Capítulo Um

Embora nunca tivesse encontrado o demônio, Jocelyn Kingly estava certa de que ele agora estava sentado em sua saleta, diante da escrivaninha à qual ela própria se acomodava.
E não era tanto pelas aparências que pensava assim, avaliou consigo mesma.
Afinal, o homem de cabelos claros e rosto suave, e com olhos de um tom castanho puro, rajado de uma cor mais densa, que poderiam fazer inveja a muitas mulheres, olhava-a calmamente, parecendo ignorar a beleza máscula e, ao mesmo tempo, delicada, dos próprios traços.
Mas nada havia de angelical no ar de riso que aparecia naqueles lábios cheios e sensuais que sorriam de leve diante dela.
E muito menos no charme elegante e educado de sua postura.
Jocelyn sentia que devia tê-lo mandado embora assim que colocou os pés na soleira de sua porta, sem nem por um momento pensar em receber um homem assim em sua casa.
Onde estava com a cabeça, afinal?
Quando lhe ocorrera pela primeira vez a idéia de alugar o sótão, fora com a intenção de receber um inquilino tranqüilo e discreto.
Alguém que não perturbasse a paz de sua casa.
Mas, infelizmente, havia poucos inquilinos assim naquela região da cidade.
Os batedores de carteira e as prostitutas dali não teriam dinheiro para pagar o aluguel que estava pedindo, mesmo que, porventura, considerasse aceitar algum deles dentro de sua casa.
E os poucos cavalheiros que possuíam negócios naquela parte de Londres, já tinham suas próprias moradias, em geral bem longe de St. Giles.
Portanto, sua única opção estava bem ali, na figura de Lucien Valin.
Jocelyn sentiu um frio percorrer-lhe a espinha.
Se, ao menos, não estivesse precisando tão desesperadamente de dinheiro!
Se, ao menos, sua pensão não fosse demorar dois meses para ser recebida!
Se...

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Luta Apaixonada



Os cartazes estão espalhados em todo país: "Procura-se o capitão Malachi Slater, vivo ou morto".

A guerra acabou, mas não para todos!
Buscando encontrar um jeito de escapar do país e salvar a cunhada das mãos de sequestradores, o capitão encontra uma inesperada dificuldade: a bela e temperamental Shannon McCahy resolve acompanhá-lo na caçada aos bandidos.

Corajosa, ela é capaz de enfrentar um bando de criminosos sozinha; geniosa, cria confusões à menor provocação; encantadora, sabe como levar um homem à loucura!

Capítulo Um

3 de Junho de 1865, O Território da Fronteira, Missouri
O Rancho McCahy

Havia alguém lá fora. Alguém que não deveria estar ali.
Shannon McCahy sabia disso; podia senti-lo na pele, apesar do pôr-do-sol ter sido tão enganosamente pacífico.
Fora pacífico, bonito, silencioso.
Cores radiantes pairaram no céu e beijaram a terra docemente.Havia silêncio e quietude por toda parte.
Uma brisa suave, úmida e doce lhe afagava levemente a pele. A guerra havia terminado ou, pelo menos, assim diziam.
A noite murmurava suavemente sobre paz. Paz...
Shannon ansiava por paz. Há apenas dez minutos, tinha saído para contemplar a natureza. P
arada na larga varanda, apoiando-se preguiçosamente contra um pilar, havia observado a paisagem e refletido sobre a beleza da noite.
O celeiro e os estábulos delineavam-se contra o céu raiado de rosa.
Uma égua e seu potro pastavam tranquilamente no cercado.
As montanhas oscilavam a distância e parecia que toda a terra estava viva no viço e na riqueza da primavera.
Até mesmo Shannon parecia fazer parte da beleza etérea da noite: elegante e encantadora com seus volumosos cabelos torcidos em um coque na nuca, e pequenas mechas escapando em caracóis ao redor do rosto.
Alta e esguia, mas de proporções femininas em suas curvas, usava um luxuoso vestido de veludo com uma delicada gola de renda cor de marfim, que caía por sobre o corpete decotado.
Estava pronta para o jantar, embora parecesse tão peculiar o fato de continuarem vestindo-se daquela forma toda noite.
Como se seu pai ainda estivesse com eles, como se o mundo permanecesse o mesmo. Vestiam-se para o jantar, saboreavam o vinho com a carne — quando tinham vinho e quando tinham carne — e ao terminar a refeição, retiravam-se para o salão de música, onde Kristin tocava e Shannon cantava.
Agarravam-se com ferocidade aos pequenos prazeres da vida.

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Corações Em Jogo







Escondida em Baden-Baden, a cidade do jogo na Floresta Negra, Selina Wade procurava esquecer que tivera de matar um homem devasso para defender sua virtude.

Protegida por Quintus Tiverton, um jogador sem dinheiro, tentava esconder de todos ter fugido de uma casa de tolerância, onde seria obrigada a entregar seu corpo virginal a clientes pervertidos.

Mas seria frente às mesas de jogo, ao lado de gente viciada e dissoluta, que Selina iria finalmente, encontrar paz e felicidade?

Capítulo Um

1868
— Desejo contratar uma governanta para minha sobrinha que mora comigo em Paris.
Numa das mais conhecidas agências de empregados domésticos de Londres, a Sra. Devilin entrevistara Selina.
Com um vestido luxuoso de cetim e farfalhante capa de tafetá, chapéu enfeitado de plumas, ela pareceu a Selina uma pessoa vinda de outro planeta.
Selina Wade, após a morte dos pais, ficara absolutamente sem lei de que viver. Resolvera, por esse motivo, ir a uma agência, a fim do conseguir uma colocação qualquer que lhe garantisse a sobrevivência.
E embora, de vez em quando, senhoras da sociedade aparecessem para visitar sua mãe na aldeia de Little Cobham, onde morava, Selina jamais vira mulher tão elegante como a Sra. Devilin.
— Necessito de uma moça que seja bem-educada, charmosa, o que tenha as qualidades essenciais exigidas de uma jovem da sociedade — continuou a Sra. Devilin.
— Não tenho certeza... De poder satisfazer suas condições, madame — gaguejou Selina.
— Você precisa saber dançar, ter bom comportamento, e poder falar sobre vários assuntos; e, o mais importante de tudo, saber escutar.
— Ah, isso eu sei, escutar eu sei — observou Selina.
— Você tem boa aparência, menina, ainda que suas roupas sejam deploráveis.
— A senhora precisa entender madame, que Selina veio de uma pequena aldeia — interveio a Sra. Hunt, a recepcionista da agência.
A Sra. Devilin lançou a ela um olhar impaciente, gelado, e disse:
— Prefiro Sra. Hunt, entrevistar esta moça sozinha.
— Pois não, madame — replicou a Sra. Hunt saindo da sala, deixando Selina em pé, nervosa, diante da empertigada Sra. Devilin.
— Sente-se, Selina — ordenou esta. — Responda a minhas perguntas, e não minta.
— Sim senhora, madame — retrucou Selina, com voz muito suave e medrosa.
— Você é órfã?
— Sim, madame.
— Têm parentes?
Mesmo achando que não faria diferença alguma entrar em detalhes sobre isso, Selina informou-a que tinha um tio com quem poderia viver até encontrar emprego; uma prima na Escócia que não via fazia muitos anos; e outra na Cornualha, bastante idosa.

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1 de novembro de 2011

Estrela da Manhã

Série Nove Reinos


Uma guerra implacável...

Morgan de Melksham foi treinada para ser letal.
Quando criança foi entregue por uns mercenários a Nicolas de Lismòr que a educou para lutar com a espada e para nunca mostrar clemência.

Não confia em truques de magia e sua única lei é aplicar a firmeza do aço.

Agora deve encontrar o monarca e entregá-lo uma adaga mágica que o ajude a derrotar as forças escuras que ameaçam o reino.

Em sua busca, entretanto, achará alguém inesperado: um feiticeiro que revelará seu passado e lhe mostrará o caminho para sua própria magia...roubará o coração de um feiticeiro.
Miach sempre foi uma mera sombra de seu irmão Adhémar.
Sua honra e dever para o soberano o converteram em um dos melhores feiticeiros dos Nove Reinos, embora sejam muito poucos os que reconheçam sua maestria.
E vive com inquietação os últimos acontecimentos nas fronteiras que guardam seus feitiços.
Para apoiar seu rei na guerra que avança, necessitará da valiosa ajuda de uma jovem desconhecida e misteriosa, uma jovem de olhos tão verdes como o lago Camanaë com quem unirá seu destino para sempre.

Comentário de leitura final, Katia Milano: É um livro para quem gosta de magia e coisas sobrenaturais.
Esta historia não termina neste livro, fiquei com muita raiva, pois quando penso que a historia iria melhorar, acaba, mas fica a curiosidade em saber o que vai acontecer....

Capítulo Um

Morgan de Melsham passava pela estrada, ignorando o frio outonal que a obrigava a continuar a viagem caminhando com esse frio em lugar de procurar refúgio junto a uma quente fogueira.
Isto não era o que ela tinha planejado.
Sua vida tinha ido como a seda até que recebeu uma missiva em meio de uma campanha especialmente lamacenta em que estava tentando tirar um nobre de Melksham de um castelo que não lhe pertencia.
A mensagem de lorde Nicholas foi breve e direta:
«Vem logo; resta pouco tempo».
Morgan não queria fazer conjecturas sobre o que isso podia significar, mas não pôde evitar.
Teria o homem feridas letais?
Estaria sua casa sitiada por nobres dos que obteve donativos com muita frequência?
A colheita teria sido abundante e necessitava um par de mãos extras para transportá-la ao porão? Estaria morrendo?
Morgan apertou o passo, afugentando seus pensamentos.
Logo saberia e então esse incômodo e desagradável martelar de seu peito cessaria e possivelmente poderia realmente voltar a comer.
Chegou aos muros externos do orfanato justo quando o sol se punha.
O Orfanato de Melksham, em Lismòr, começou há muitos anos como um lar para meninos, mas em um dado momento se converteu também em um lugar de estudo que reunia um nutrido grupo dos melhores estudantes procedentes dos Nove Reinos.
Nicholas, o senhor de Lismor, era o indiscutível defensor do orfanato e o principal fornecedor de recursos da universidade.
Com os anos se converteu em distintas coisas para aqueles que passaram por ali.
Muitos o chamavam «o orfanato».
Outros se referiam a ele como «a universidade».
Nicholas o chamava simplesmente «casa».
Morgan estava de acordo com o último, embora jamais tivesse reconhecido.
Os muros externos de Lismor não demoraram a erguer-se ante ela, imponentes e hostis. Perguntou-se, não pela primeira vez, por que uma universidade merecia algo mais que um portão maciço.
Havia rumores que Lismor escondia muitas coisas, incluindo cofres com maravilhosos tesouros.
Morgan supunha que esses rumores podiam estar relacionados com as doações que apareciam todas as noites em cima da mesa do jantar de lorde Nicholas, mas não podia afirmar com certeza.
Entretanto, corriam rumores de outra índole em torno de lorde Nicholas.
Comentava-se que não envelhecia, que se comunicava com almas misteriosas que penetravam pelas grades ao anoitecer e partiam bastante antes do amanhecer, e que inclusive possuía magia.
Morgan soprou.
Nunca tinha visto manifestação alguma de outro mundo no orfanato, e viveu ali durante muitos anos.
Com toda segurança o jardim de Nicholas florescia em pleno inverno porque era um jardineiro condenadamente bom, não por nenhuma razão mágica.
Era um homem de enorme inteligência, sagacidade e com a capacidade de convencer os outros de que financiassem suas aventuras.
Além disso, não possuía magia alguma.
Com toda segurança.
E, sem dúvida, sua missiva não tinha nada a ver com sua saúde.
Ao chegar ao portão maciço, fez-se anunciar e esperou impacientemente enquanto um só quadro de metal era aberto devagar e aparecia um rosto curtido que olhava com suspicacia.
— Mmm...


Série Nove Reinos
0.25 - The Queen in Winter
0.5 - To Weave a Web of Magic
1 - Estrela da Manhã
2 - The Mage's Daughter
3 - The Princess of the Sword
4 - A Tapestry of Spells
5 - Spellweaver
6 - Gift of Magic
7 - Dreamspinner
8 - River of Dreams
9 - Dreamer's Daughter
10 - The White Spell

Um Amor Proibido


Luz da Minha Vida!

Diz uma antiga lenda que os Sidhe são espíritos celtas, criaturas egoístas que levam uma vida superficial, marcada por irresponsabilidades e excessos.

Sendo uma Sidhe, Lasair nunca se interessou por amar alguém, até o dia em que fica conhecendo Cormac Casey...

Cormac é um artista itinerante, um desenhista que observa locais místicos para reproduzi-los em ilustrações para um livro, quando é repentinamente atingido pela flecha do amor ao deparar com a deslumbrante Lasair, uma jovem com a beleza de uma fada...
Mas Lasair corre um sério risco se entregar seu coração a Cormac, um perigo que provém não só de sua própria gente como do simples fato de amar um homem que não faça parte de seu povo, pois assim como uma fada pode extrair forças de um humano, um humano pode ceifar a vida de uma fada...
Será o amor de Cormac e Lasair suficientemente poderoso para vencer as forças inclinadas a destruí-lo?...

Capítulo Um

Conforme a luz se enfraquecia, tão insubstâncial quanto os sonhos, Lasair flutuava pelos ares.
Vez ou outra parava para sentir o perfume de uma rosa silvestre, ou para observar a inusitada luta da luz do sol e das sombras das nuvens na tentativa de cobrir a maior extensão das montanhas verdejantes.
De vez em quando ela suspirava melancólica.
Não que estivesse triste, mas sentia uma lacuna dentro do peito que nem a beleza resplandecente dos verdes campos irlandeses no verão conseguia suprir.
Ela havia identificado aquilo como uma sensação de espera, embora não soubesse exatamente o que aguardava.
Se voltasse para casa com aquele humor, seu povo com certeza iria rir dela.
— Venha dançar conosco! Seja feliz! — clamariam em uníssono. — Você não faz o gênero da melancolia.
Lasair era freqüentemente criticada por ser diferente dos demais de sua espécie em diversos aspectos.
Embora eles jamais ficassem bravos ou entrassem em conflito com ela.
Pois ela era de uma beleza inebriante.
Passeando e sonhando, ela parou diante de um lago para admirar seu reflexo na água espelhada.
Observou o próprio rosto por alguns segundos antes que a luz incandescente nublasse sua imagem.
Foi o tempo suficiente para ver de relance os longos cabelos sedosos, os olhos grandes, o queixo benfeito e delicado e a boca curvada como o arco-íris...
De repente, a bela imagem desapareceu. Sugada pela luz que agora brilhava da lagoa como uma luminosidade opalescente.
Lasair não se surpreendeu.
Sua imagem era sempre obscurecida de alguma forma, assim ela contava apenas com a descrição de alguém de seu povo para revelar sua aparência.
— Você é tão divina quanto uma camélia branca — Greine costumava elogiá-la.
No entanto era sabido o quanto ele a desejava, portanto sua opinião nunca seria objetiva.
Aliás, todos a desejavam com o apetite passional dos moradores daquele reino.
Não poderia mesmo ser de outra forma.
Aquele era seu povo, sua família.
Eram descendentes da civilização mágica da deusa Danu, a raça misteriosa que governara Erin, antes da chegada dos galeses.
Rejeitando as perigosas emoções dos humanos, eles utilizaram outras energias para explorar o espírito da natureza e vice e versa.
A feitiçaria era a base da força daquele povo.

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O Corsário Vermelho








Ainda menino Wilder foi o único sobrevivente de um naufrágio, resgatado por dois marujos cresceu com o oceano a comandar a sua vida.

Mas o destino se encarrega por lançá-lo em busca do impossível e Wilder se vê entre o certo e o errado.

O que escolher?
A honra o manda cumprir a Lei, mas o coração grita o contrário...


E em meio a tanta confusão, segredos inexplicáveis acabam sendo revelados...

Capítulo Um

No começo do mês de outubro de 1759, Newport, como as outras cidades norte-americanas, estava possuída de um misto de pesar e alegria.
Seus habitantes lamentavam a perda de Wolfe, mas ao mesmo tempo exultavam com sua vitória.
Quebec, a fortaleza do Canadá, e a última localidade de certa importância ocupada por um povo que eles consideravam como seu inimigo natural, havia mudado de senhor.
Sua fidelidade à nação inglesa achava-se então no auge; e provavelmente ainda não se encontrava um colono que, de certo modo, não identificasse a sua própria honra com a imaginária glória da casa de Brunswick.
O dia em que principia a história narrada neste livro se salientou pelas demonstrações de regozijo do bom povo da cidade e cercanias, devido ao triunfo das armas reais.
Ele se iniciou como milhares de vezes tem sucedido desde então, com repiques de sinos e tiros de canhão; e o povo, muito cedo, invadiu as ruas da cidade com aquela boa vontade de expandir sua alegria que geralmente faz que seu regozijo se transforme num "divertimento" tão enfadonho.
O orador escolhido para o dia patenteou sua eloquência numa espécie de ode em homenagem ao herói morto.
Manifestou sua fidelidade ao rei depositando humildemente a glória, não só daquela vítima, como também de todas as que foram colhidas por milhares de seus bravos companheiros, aos pés do trono da Inglaterra.
Depois dessas demonstrações de fidelidade, os habitantes de Newport começaram a regressar para suas casas na ocasião em que o sol se inclinava para aquelas imensas regiões que eram então um deserto infinito e inexplorado, e onde hoje regurgitam os frutos e os benefícios da civilização.
Os cidadãos dos arredores, e até mesmo das terras de além-rio, já principiavam a voltar para seus lares distantes, com o siso que caracteriza os habitantes daquela parte do país.

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30 de outubro de 2011

Amor no Castelo

Série Cavaleiros









A vida de Alisoun corre perigo, está ameaçada por Osbern, primo do rei Henrique III que ambiciona seu dinheiro.

Embora Alison seja independente e tenha aprendido a sobreviver sem a proteção de um homem, o número de pretendentes que a assedia por causa de seu dinheiro, fez com que a situação saísse de controle. Precisa de um cavaleiro cujo nome seja tão respeitado que será o suficiente para afastar os chacais que lhe perturbam.
Então contrata David Radcliffe.

Comentário Leitura Final Ana Cris: Comecei há pouco tempo no grupo de revisoras, mas somente tenho pegado livros excelentes para revisar. Este é mais um deles!!
História muito envolvente, divertida, com uma proposta diferente:mostrar um herói ‘humano’, cheio de falhas, como não costumamos ler nos livros.Perfeito, já admirava esta escritora, agora estou ansiosa pelo próximo.

Capítulo Um

Inglaterra medieval Northumbria, 1252
Eu presenciei tudo, do princípio ao fim, e rogo que observem que hoje em dia não sobram muitos homens que possam dizer o mesmo.
Quase todos, quando ouvem falar disso, dizem que é uma lenda, um romance, uma dessas histórias tolas que as mulheres inventam para entreter-se.
Eu juro que vi tudo e, seja o que for que tenham ouvido, é verdade.
Mais que isso, o que tenham ouvido é somente a metade da verdade.
A primeira coisa que lembro é o almoço campestre.
Oh, claro que houve outros incidentes, mas eu era só um menino, um pajem da casa de lady Alisoun. Dormia com os outros pajens, treinava com eles, orava com os outros pajens e, com grande esforço, escrevia uma carta aos meus avós uma vez a cada lua, e lady Alisoun a lia.
Dizia-me que a lia para comprovar se eu tinha melhorado, graças a minhas lições com o sacerdote. Naquele tempo, naquele tempo acreditei, embora agora suspeite que a verdade fosse outra: que as lia para saber se eu era feliz aos seus cuidados.
Eu era, embora meu contato com ela se limitasse a essa conversa mensal com respeito a meus progressos em minha aprendizagem para ser escudeiro.
Eu sabia que podia me converter em escudeiro, mas aspirava coisas maiores.
Aspirava à sagrada cavalaria.
Era a honra maior ao qual poderia ter acesso.
Era meu sonho mais caro, meu maior desafio, e me fazia concentrar toda minha atenção nos estudos, porque estava decidido a ser cavalheiro algum dia.
Por isso necessitei desse fatal almoço campestre para saber dos problemas que buliam na casa de lady Alisoun.
O primeiro grito se ouviu depois do almoço, quando os jovens da aldeia e do castelo se dispersaram pelo bosque que rodeava o prado aberto.
Eu teria que ter ido com eles, mas os pajens estavam subordinados a todos outros, e tinham me ordenado que ajudasse às criadas a encher as cestas, enquanto os homens vadiavam como está acostumado a fazer-se depois de um grande almoço.
Então, alguém não sei quem, gritou:
—Levaram lady Edlyn!



Série Cavalheiros
1 - Amor no Castelo
2 - Paixão na Abadia
Série Concluída

Depois Da Tormenta

Série MacGregor


A antropóloga Maia Jones foi contratada por uma universidade escocesa para ajudar a descobrir e catalogar todas as antigas relíquias encontradas dentro de uma câmara secreta descoberta recentemente, no lugar onde estava o castelo MacGregor.

Desde o começo de sua pesquisa, Maia experimentou uma inexplicável atração pelas referências que conseguiu encontrar sobre o feroz clã do século XIV e do misterioso laird Thomas MacGregor.
Igualmente intrigantes para ela são as pinturas que faziam referência a histórias da esposa de McGregor, conhecida na idade média tão somente como Lady M.
As pinturas foram severamente queimadas num incêndio fora de controle, no castelo dois séculos antes, no entanto Maia conseguiu recuperar o suficiente dos retratos danificados para julgar que, por estranho que parecesse, ela e Lady M, possuíam o mesmo cabelo e cor de olhos.
Quando um furacão inesperado causa brutais estragos na cidade natal de Maia, ela descobre que a mulher com características físicas semelhantes as dela não é somente uma simples coincidência...

Comentário da Revisora Cleria Janice: A história é sobre duas amigas que viajam no tempo e encontram suas almas gêmeas.
Tem aventura, conflito, suspense e romance do início ao fim. Não é hot, mas tem cenas bem quentes. O que mais me chamou atenção foi o fato de que a autora transita muito bem entre um tempo e outro. É um livro divertido de ler.

Prólogo
Século 1314 AC, As Terras Altas da Escócia perto de Strathy.
MacGregor desmontou de seu garanhão, sua roupa e corpo estavam manchados com toda a sujeira endurecida por causa da longa viagem e do clima sombrio.
Olhou para seu comandante de armas e lhe dedicou um meio sorriso estranho.
A batalha terminara e os parasitas Ingleses foram levados de volta aos seus abrigos de iniqüidade, eles foram obrigados a reconhecer Bruce como o único e real governante dos escoceses.
Nunca mais um rei da Escócia seria obrigado a reverenciar os caprichos da monarquia Inglesa.
A Escócia fora desobrigada de ser subjugada e MacGregor se sentia orgulhoso e honrado por ter participado para que tal fato acontecesse.
O laird e seus homens estavam finalmente em casa.
De volta ao seu leal clã e às criadas libertinas. De volta à boa cerveja e abundante comida. De volta as Terras Altas. Em seu Lar.
—Oh, mas é bom vê-lo de novo Thomas, — uma voz ecoou da direção da torre.
MacGregor se virou para cumprimentar um dos anciões de seu clã.
O ancião acenou respeitosamente para ele e depois lhe deu uma palmada nas costas de todo coração.
— É bom estar em casa, John. Entre e jante comigo e com meus homens, meu velho. Quero um relatório completo de tudo o que aconteceu em minha ausência.
John concordou e sorriu. — Será uma honra, meu senhor.
Thomas MacGregor jogou as rédeas de seu cavalo para um jovem que esperava no estábulo e se dirigiu às portas de sua fortaleza.
Não se incomodou em esperar John, ou Sir Dugald, seu comandante de armas, porque sabia que ambos estavam à direita de seus calcanhares.
Thomas empurrou as pesadas portas de madeira com um leve movimento de mão e entrou no grande salão para esperar sua comida.
O laird suspirou com satisfação quando deu uma olhada ao seu redor.
Os pratos alinhados se estendiam diante dele, os sons das criadas servindo, correndo para atendê-los, as risadas de seus homens, ecoando ao longo da torre.
— É realmente bom estar em casa.


Série MacGregor
1 - Depois da Tormenta
2 - Before the Fire

Os Segredos Do Castelo





Saber que o homem a quem amava era um assassino foi demais para Zamali.

As palavras de Lady Mary ainda ressoavam em seus ouvidos, fazendo-a estremecer novamente,
— Fuja deste Castelo enquanto é tempo. O Conde já matou uma mulher. A próxima vítima vai ser você!

Apesar de ser tarde da noite, Zamali não conseguia dormir, pensando em seu destino.
Foi então que, de repente, escutou um leve ruído à porta de seu quarto.
Apavorada, percebeu que um vulto se aproximava com uma adaga na mão.
Seria o Conde que vinha cumprir sua promessa assassina?
Zamali atirou-se nos braços do Conde, sem saber se ele daria amor ou desprezo!

Capítulo Um

1885
O trem se aproximava de Londres e, apesar de saber que sua atitude era ridícula, Zamali se sentia mais nervosa a cada minuto.
Ela, que jamais se impressionara ao escalar, em companhia do pai, montanhas elevadas ou ao navegar por rios infestados de crocodilos, em frágeis embarcações, e que nem sequer se assustara ao ficarem, certa vez, perdidos no deserto, sentia-se agora apavorada com a perspectiva de reencontrar sua madrasta.
Era uma sensação bastante desagradável, para dizer o mínimo.
Depois de três anos de casamento, seu pai, Lorde Chadwell, descobrira que a segunda esposa o traía e, sem uma palavra de censura, saíra de casa.
Levara consigo a filha do primeiro casamento, Zamali, retrato vivo da mãe, falecida alguns anos antes.
Dessa forma, tinha iniciado aquilo que sempre desejara fazer na vida, viajar em exploração do mundo.
Quando partiram da Inglaterra, Zamali contava apenas nove anos de idade.
Logo, porém, aprendera a ser a companhia ideal para o pai, passando a compartilhar de sua sede de saber.
Na prática, isso significava não apenas visitar países exóticos, como também conviver de perto com seus povos, a fim de conhecer seus costumes e cultura.
O primeiro país que visitaram foi à Índia, onde permaneceram por três anos, durante os quais Zamali viu-se convivendo, de perto, não só com Príncipes e Marajás, como com faquires e mercadores. Assim, aprendera a respeitar e admirar pessoas de todas as castas e raças.
Depois, tinham se mudado para o Ceilão, e por algum tempo residiram no Sião, em Bali e no Camboja.
Mais tarde, acabaram retornando à Índia, país que consideravam fascinantes, tanto por suas belezas naturais, quanto pelo caráter de seu povo.
Só regressaram à Inglaterra quando Lorde Chadwell se propôs escrever um livro, narrando suas experiências de viagem, a fim de motivar e interessar outras pessoas pelos países que visitara.
Entretanto, não tinha feito nenhuma tentativa para entrar em contato com a esposa, da qual não tivera mais notícias desde que deixara a Inglaterra.
Em vez disso, tratou de adquirir uma propriedade junto ao mar, em Devonshire, onde se instalou com a filha, que iria ajudá-lo a escrever o "livro de sua vida".

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A Caminho Do Exílio







Pecado e vicio rondavam victoria. Só um grande amor teria forças para libertá-la.

O luar incidia sobre o convés do iate que levava a Princesa Victoria para o exílio.
Absorta, ela não via a beleza da noite estrelada.

Em sua mente, as cenas ocorridas no Palácio de Klaklov ainda estavam vívidas, com horror, lembrou-se de sua noite de núpcias, quando descobriu que o Rei, seu marido, homem devasso e viciado em drogas, queria que participasse de suas orgias.
Então, fugiu.
Ocultando sua identidade, conseguiu ajuda de um misterioso desconhecido.
Agora que estava à mercê do destino, ela decidiu que nunca mais ousaria sonhar com o amor.

Capítulo Um

1896
— Não adianta! — exclamou a Rainha Victoria — Não posso dar o que não possuo. Atualmente não há Princesas da família real em disponibilidade.
Ela falava com determinação.
A Soberana irritava-se quando pediam que designasse uma de suas parentes a algum trono da Europa, no caso de não ter nenhuma disponível.
O Primeiro Ministro, o Marquês de Salisbury, deu um suspiro, enquanto o Conde de Rosebery, Secretário de Estado de Assuntos Exteriores, franzia a testa.
Após um silêncio constrangedor, o Marquês disse,
— Sei que Vossa Majestade sabe melhor que qualquer um, como é importante conservar os países balcânicos, mesmo o menor deles, longe da influência russa.
A Rainha não ignorava essa necessidade premente.
A verdade era que a Rússia usava de todos os meios possíveis para provocar motins nos Balcãs. Incitava revoluções a qualquer pretexto.
Houve outro silêncio embaraçoso até que o Conde de Rosebery arriscasse uma sugestão.
— Tenho uma idéia, mas não sei se Vossa Majestade a aprovaria.
— Que idéia é essa? — indagou a Rainha.
Ela inspirava pavor nos súditos, em especial quando se aborrecia com seus estadistas por alguma falha diplomática.
— Penso, Majestade — explicou o Conde — que a Princesa Beatrice de Leros tem uma filha na idade de se casar.
A Rainha encarou-o perplexa.
— Lembra-se dela, Majestade? — continuou o Conde — Quando voltou para a Inglaterra, após o assassinato do marido, o Príncipe Philimon, Vossa Majestade permitiu que a Princesa e a filha morassem numa das pequenas casas, onde os membros pobres da família real vivem, nas redondezas do Palácio em Hampton Court.
— Isso foi há muitos anos — admitiu a Soberana — Honestamente, confesso que havia me esquecido delas.
— A Princesa Beatrice — interrompeu-a o Marquês de Salisbury — é parente distante de Vossa Majestade. De fato, não pertencia à realeza até o Príncipe Philimon vir à Inglaterra e se apaixonar por ela. Casaram-se, apesar dos protestos do Governo grego.
— Recordo-me de alguma coisa a esse respeito agora — confessou a Rainha — Mas, como bem dizia o primeiro Ministro, a Princesa Beatrice é parente muito distante.
— De qualquer maneira — replicou o Primeiro Ministro — ao se casar com o Príncipe Philimon, tornou-se membro da realeza grega.
— Sim, sim, naturalmente.
A Soberana irritava-se consigo mesma por não ter se lembrado da Princesa.
Também considerou o Marquês de Salisbury um tanto quanto insistente.
— A menos que eu esteja enganado, Majestade — o Conde de Rosebery acrescentou — a filha da Princesa tem o mesmo nome de Vossa Majestade, e deve estar agora com dezoito anos de idade.
A Rainha deu um profundo suspiro.

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Perigo No Templo Siamês





Que mistério ocultaria o desaparecimento das pedras preciosas do Templo de Buda?

Como é que aquela mocinha intrometida conseguira entrar no seu iate sem que ninguém percebesse? Perguntava-se o Marquês de Vale, extremamente irritado com aquela interferência inesperada em seus planos.

O pior era que, além de estouvada, Ankana Brook ainda se atrevia a ser bonita!
Tinha de achar um meio de se livrar dela antes de chegar a Bangkok.
Entretanto, o que teria provocado aquela intensa angústia em seu peito quando, dias depois, ao entrar na torre dourada daquele Templo siamês, se deparou com uma faca ameaçando o lindo pescoço de Ankana?

Capítulo Um

1898
Deitado na ampla e confortável cama, o Marquês de Vale sentiu-se repentinamente entediado, apesar da agradável fragrância de rosas e da calidez que emanava do corpo da mulher que dormia ao seu lado.
Era freqüente o Marquês se sentir entediado.
Só que agora, sendo apenas a segunda vez que ia para a cama com Lady Sybil Westoak, o fastio se manifestara prematuramente.
O problema é que nada de diferente ou original acontecera.
Desde o início da tarde ele pudera prever cada palavra e cada gesto de Lady Sybil.
Rememorando o comportamento de cada uma de suas últimas doze amantes, percebeu que todas elas agiam com uma melancólica uniformidade.
Não era de se estranhar que esperasse que cada mulher com quem fazia amor tivesse uma individualidade própria.
É que todos os acontecimentos marcantes de sua vida tinham sucedido de maneira inesperada.
Ao deixar a Universidade de Oxford ele entrara para o exército, provando ser um bom soldado e um competente Comandante principalmente nos campos de batalha.
Entretanto, em virtude de sua forte personalidade e de um talento inato para a diplomacia, fora designado para ser o ajudante-de-ordem do Vice-Rei, na Índia.
Enquanto cumpria sua função no Oriente, foi agraciado com uma imensa fortuna, proveniente da herança deixada pela avó paterna.
Com dinheiro, e levado por um impulso de fugir à pompa, às convenções e a seus deveres sociais, deu baixa no exército e começou a viajar pelo mundo.
Essa decisão o levou a ter contato com toda a espécie de estranhos povos e com gente de costumes e religiões diferentes, e até mesmo a correr sérios riscos de vida.
Com o falecimento do pai, herdou o título de Marquês, novamente de uma forma inesperada.
O irmão mais velho, a quem pertenceria o título por direito, teve uma morte prematura durante uma sangrenta batalha.
Isso conferiu o privilégio de poder freqüentar a alta e divertida sociedade londrina, encabeçada pelo Príncipe de Gales.
Era de se prever que o Marquês seria considerado persona grata em Marlborough House, como também era previsível que todas as mulheres da Corte a quem fora apresentado teriam sempre um brilho no olhar que equivalia a um convite amoroso.

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27 de outubro de 2011

Os Perversos Jogos De Um Cavalheiro

Série Boscastle



Lorde Drake Boscastle tem tudo, boa aparência, grande riqueza e um encanto que beira ao malvado.

Certamente parece que tem tudo, exceto a felicidade.

Esperando apaziguar seu crescente descontentamento, está preparado para seu apaixonado encontro com uma das mais celebres cortesãs de Londres.

Mas a programada noite de prazer, e o mundo de Lorde Drake, ficam de pernas para o ar por Eloise Goodwin, uma correta preceptora, com voluptuosas curvas e uma ingênua sedução.


Ainda com uma experimentada cortesã disposta a satisfazer cada um de seus caprichos, Lorde Drake não pode esquecer seu encontro com Eloise.

Embora se sinta atraída por esse misterioso e atraente libertino, Eloise tem assuntos mais prementes para se concentrar.

Sua jovem e rebelde tutelada escapou durante a noite a um local de duvidosa reputação e não aparece em nenhum lugar.

Disposto a ajudar, Lorde Drake deve tentar resistir a seu desejo de cair na ofegante paixão que sente por Eloise.

Um libertino não muda nunca... Ou o indomável Lorde Drake está sendo por fim domesticado?

Comentário Alcimar Silva : Bem meninas, como diria seu Ladir: o livro é mara! Maravilhoso mesmo, se brincar é o melhor de todos até agora.
Tanto que deixei a formatação de lado para terminar de ler.
Então vamos ao que mais interessa neste comentário, Imaginem a cena: O bonitão-garanhão-libertino-salve-salve do Drake Boscastle se depara com uma enorme duvida: escolher por amante a cortezã mais famosa da atualidade inglesa ou uma mera acompanhante.
Pois é, o homem vai arrumar a maior confusão para sua tão pacifica e amada vida de solteiro, além de armar o maior escândalo na grande sociedade.
Conclusão: todo mundo mete o bedelho na vida do rapaz: os irmãos, o cunhado, os empregados, a amante contratada (de papel passado e tudo), Deus e o mundo todo.
Mas, o mais gracinha é o romance dos dois.
Drake na maior insistência em começar um tórrido caso de amor e Eloise, fazendo de tudo para casar a avoada a quem ela acompanha.
É certo que não falta nada no livro: confusão, paixão, fofoca, cenas hot 



Série Boscastle
1 - Meu Amado Marquês
2 - Meu Amado Lorde
3 - A Noite de Núpcias
4 - Os Perversos Jogos de um Cavalheiro
5 - As Pecaminosas Noites de um Nobre 
6 - Os Diabólicos Prazeres de um Duque
7 - Perverso Como o Pecado
8 - Um Perverso Lord nas Bodas
9- The Wicked duke takes a wife