16 de junho de 2012

O Preço Da Tentação

Um convite ao Pecado!
Layla DuChampe fica surpresa ao descobrir depois da morte de seu marido, Jean Cuvier, que ela não era sua única esposa. 
Além dela, havia mais outras duas. Com incontáveis motivos para desejar a morte de Jean, e sem álibi para provar sua inocência, ela acaba sendo acusada pelo assassinato dele. 
Tendo de enfrentar a forca, Layla é obrigada a recorrer à ajuda de Drew Soulier, o melhor advogadEla sabe que Drew tem dúvidas quanto à sua inocência, dúvidas que aumentam a cada dia. 
E à medida que cresce a tensão durante o julgamento... cresce também uma paixão que nenhum dos dois pode mais negar. 
Agora, Layla tem seu coração e sua vida nas mãos do homem em que temia confiar.


Capítulo Um 


Nova Orleans, 1895
O brilho do sol penetrava pelas janelas do Hotel St. Louis, imprimindo sombras bizarras sobre o cadáver de Jean Cuvier. 
No pátio do elegante estabelecimento, podia-se ouvir o canto de um pardal. 
Uma canção triste e melodiosa.Layla Cuvier olhou para o corpo do marido no chão, e soube que daquele dia em diante sua vida nunca mais seria a mesma.
Tinha agora a confirmação do que Colette, sua criada e amiga, tinha lhe dito um pouco antes.
O corpo de Jean jazia esparramado no piso, e seu rosto mostrava uma pálida coloração rosa-amarelada. 
Como que para confirmar o que era óbvio, Layla se curvou e tocou a mão do marido. 
A sensação da pele fria sob seus dedos provocou-lhe um calafrio, e ela recuou, assustada.
— Sra. Cuvier, um médico está a caminho, e o gerente do hotel chamou a polícia — disse Colette, muito nervosa.Layla suspirou. 
Aquele era o homem com quem ela compartilhara sua casa no último ano. 
Como esposa, deveria estar triste com a morte de Jean, mas tudo que conseguia sentir era alívio e uma sensação de paz. 
Ultimamente, mal podia tolerar a presença dele.Ergueu-se e meneou a cabeça para Colette.
— Por favor, ajude-me a trocar de roupa antes da chegada do médico.
— É claro.— O sr. Cuvier chegou a comentar se vinha se sentindo mal, Colette?
— Não. Mas eu me recolhi antes da senhora. Será que ele chamou alguém?— Depois que fechei minha porta não ouvi mais nada. — Layla havia tomado um sonífero, dando um fim à insônia.
—Jean dormia tantas vezes sentado na poltrona...Layla adorava as ocasiões em que o marido a deixava sozinha.— Aconteceu tão de repente! Do que a senhora acha que ele morreu?
— Não sei, Colette. Jean não estava doente. — Tornou a olhar para o marido.
A última conversa que tivera com o marido não fora nada amistosa. Apesar de seu casamento ter sido uma farsa, Layla não esperava que ele morresse.
— Venha, precisamos nos apressar.
— A senhora está bem? — Colette perguntou, enquanto entravam no quarto de Layla. — Parece-me calma demais.
—Estou um pouco trêmula, mas me sinto estranhamente calma, de fato.
Calma e aliviada. Layla esperava que os terríveis segredos de Jean morressem com ele e que ela pudesse escapar daquela farsa e retornar para seu lar.
Apressada, ela escolheu um vestido preto apropriado para uma viúva. 
Mal tinha prendido os cabelos negros para trás, quando Colette foi atender à polícia, que acabara de chegar.Layla saiu de seu quarto e se dirigiu ao de Jean, onde os oficiais uniformizados examinavam seu corpo ainda caído no chão.
As vozes dos policiais pareciam distantes, como se fosse uma cena surrealista de um pesadelo.
Um homem trajando um temo marrom separou-se dos demais e caminhou até Layla.
— Sra. Cuvier? — ele indagou, com uma expressão intimidadora.
— Sim? — Sentiu como se ele pudesse ver dentro de sua alma, mas, como nada tinha a esconder, encarou o policial.— Detetive Dunegan, da polícia de Nova Orleans.— Por favor, sente-se. — Ela lhe indicou uma cadeira, acomodando-se em outra na frente do detetive.
—Como seu marido veio a falecer? — Dunegan tirou um bloco de anotações do bolso do paletó.
— Não sei. Minha criada me acordou esta manhã, dizendo que encontrara o sr. Cuvier caído no chão do quarto dele. Corri até aqui e o encontrei já morto.
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Cuvier Widows
1. Sunlight On Josephine Street
2. The Price of Moonlight
3. O Preço Da Tentação

15 de junho de 2012

Amélia e o Fora da Lei

Amélia disse a si mesma que qualquer um que cometesse um crime merecia um tratamento severo. Ainda assim, aquele jovem a intrigava. Ela se perguntava por que ele havia se unido a famosa quadrilha dos Cavaleiros da Noite. Foi a excitação? O dinheiro? O perigo? Desrespeito para com a lei? Certamente só alguém que não tivesse respeito pela lei ousaria infringi-la. Embora Jesse Lawtonnão parecesse ser desrespeitoso. Ela pensou que talvez, a prisão  incutisse esse respeito.
Mas, o que a incomodava era: e se houvesse um outro motivo para a inesperada cortesia na estação. Talvez alguém tivesse cometido um engano. Talvez Jesse Lawton fosse verdadeiramente inocente. O fora da lei fixou o olhar nela, um estremecimento involuntário a percorreu. Ele não parecia nada inocente. Ele parecia absolutamente perigoso.

Capítulo Um

Forte Worth, Texas
Maio de 1881

A primeira coisa que Jesse Lawton notou quando o trem parou na estação foi a garota de pé na plataforma.
Ela era a coisa mais bonita que ele havia visto nos últimos cinco anos.
Seu cabelo loiro estava arranjado e preso, por baixo de um gorro sofisticado, decorado com fitas e laços. As pontas minúsculas de seus sapatos de couro pretos apareciam por baixo da bainha de seu vestido verde.
Ele achou que os olhos eram azuis, mas  não podia ter certeza, não desta distância,  e pelas janela de um trem sujo.
A garota fez sobressair o lábio inferior em um beicinho que causou contrações dentro dele. Sua boca o fez lembrar dos morangos suculentos que ele saboreava no início verão  há muito tempo atrás. Ele os pegava  num jardim, que ficava ao lado de uma casa com cortinas de algodão tremulando nas janelas e uma cerca de estacas brancas.
Ele tinha se convencido que a dor no seu intimo era o resultado de estar com fome. não da falta que sentia  de todo aquele conforto, que as pessoas daquela casa nem se davam conta. Ele se forçava a engolir as frutas suculentas e não pensar sobre as camas suaves ou as roupas limpas ou um banho morno.
A  garota se movia de um lado para outro sobre os saltos de seus sapatos, girando sua pequena bolsinha verde como se estivesse esperando por alguém.
Ele não podia tirar os olhos dela, o que era uma bênção. Olhar para ela o prevenia de ter que reconhecer os olhares dos passageiros que desciam do trem. Ele mantinha as mãos fechadas entre as coxas, para que as correntes em seus pulsos não ficassem tão visíveis. Mas as pessoas as notavam  de qualquer maneira. Podia sentir quando percebiam, porque ele os ouvia prender a respiração, ou sussurrar asperamente para seu companheiro de viagem que um criminoso tinha viajado entre eles.
- Eh, senhor, você é um bandido? - Um menino de repente perguntou em voz alta.
Hesitando interiormente, Jesse focou sua atenção mais atentamente na garota. Ela agora estava batendo o pé, sua impaciência aparentemente aumentando.
- Continua em frente, filho, - Disse o homem que se sentava ao lado dele. Jesse não sabia seu nome. O guarda não havia se dado o trabalho de se apresentar quando colocou as algemas.
- Ele é um bandido? - A criança perguntou novamente, sua excitação ecoando no compartimento pequeno. - Não é?
- Costumava ser, - o homem disse. - Não, não é mais não. Agora ele é um prisioneiro do estado.
Jesse se sentia como se tivesse sido um prisioneiro do estado a maior parte de sua vida. Sua mãe o deixou na porta de alguém, embrulhado em um cobertor esfarrapado com uma nota que simplesmente se lia: Por favor o ame.
Ninguém se preocupou em atender seu pedido. Ele foi passado de um para o outro, nunca sentindo que alguém verdadeiramente o quisesse.  Pelo menos não até que ele se uniu a quadrilha dos Cavaleiros da Noite. Sob a liderança do  Pete-as-vezes-caolho, por um tempo, pelo menos, ele achava que afinal havia achado seu lugar.

13 de junho de 2012

Milagres

Série Westmoreland
Em Londres na época da regência, o cansado do mundo lord Nicki du Ville recebe uma ultrajante proposta de Julianna Skeffington que é a protegida de Sheridan Bromleigh em Até Você Chegar.

Capítulo Um

Os sons das vozes e da música começavam a chegar a Julianna Skeffington à medida que ela descia a escada do terraço da iluminada casa de campo, onde 600 convidados da mais alta nobreza assistiam a um baile de máscaras. Diante dela, os jardins estavam iluminados pela chama das tochas e cheios de convidados mascarados, e também de vários serventes uniformizados. Mas além dos jardins, um grande labirinto de plantas surgia entre as sombras oferecendo os melhores lugares para se esconder e foi para lá que Julianna se dirigiu.
Pressionando os aros de sua fantasia de Maria Antonieta contra seu corpo, ela passou entre os convidados dirigindo seus passos o mais rápido que podia através de cavaleiros com armaduras, bobos da corte, bandidos e uma grande variedade de reis e rainhas de Shakespeare, assim com uma profusão de animais selvagens e domésticos.
Viu um caminho aberto entre as pessoas e se encaminhou para lá, teve que desviar para um lado para não se chocar com uma frondosa árvore com maças de seda roxa em seus galhos. A árvore se inclinou educadamente para Julianna passar e, ao mesmo tempo em que passava a seu lado, um dos ramos se curvou ao redor de uma senhorita fantasiada de leiteira que levava um balde.
Não teve que se esconder de novo até que se aproximou do centro do jardim, onde um grupo de músicos situados entre um par de colunas romanas tocavam uma música para os casais que estavam dançando. Desculpando-se desviou de um homem fantasiado de um gato negro que estava sussurrando algo na rosada orelha de um pequeno rato cinza. O homem deixou de sussurrar para dar uma olhada apreciativa no decote do vestido branco de Julianna, depois a olhou descaradamente nos olhos e lhe fez um gesto antes de voltar novamente sua atenção para o adorável ratinho de bigodes absurdamente compridos.
Chocada com a pouca educação de que estava sendo testemunha esta noite, especialmente ali fora, nos jardins, Julianna deu uma olhada por cima de seus ombros e viu que sua mãe havia saído do salão de baile. Foi detida nas escadarias do terraço por um desconhecido e depois começou a observar pelos jardins. Estava procurando sua filha com o instinto de um sábio. A mãe de Julianna se virou e dirigiu seu olhar diretamente para direção onde ela se encontrava. Esse olhar tão familiar foi o suficiente para Julianna começar a correr até que se deparou com o último obstáculo que havia entre seu caminho e o labirinto: um grande grupo particularmente divertido de homens que estavam situados abaixo de um toldo de árvores rindo de um bobo da corte que tentava sem sucesso fazer malabarismo com umas maças. Em vez de se adiantar e desse modo ficar a vista de sua mãe, decidiu que era mais inteligente desviar e passar por trás do grupo.
-Me desculpem cavaleiros -disse tratando de passar furtivamente entre as árvores e as costas de um homem. -Tenho que passar.

Série Westmoreland
1 - Um Reino de Sonhos
2 - Whitney, Meu Amor
3 - Até Você Chegar
4 - Milagres
Série Concluída

10 de junho de 2012

Segredos De Uma Dama

Série Willomere

Mary Bascombe sabia que deveria tomar medidas drásticas quando, após a morte de sua mãe, seu padrasto tentou vender ela e suas três irmãs pelo maior lance. 
No passado, sua mãe cortou todos os laços com sua família inglesa. Mas mesmo assim, ela decidiu que as quatro deveriam fugir para Londres para ocupar seus lugares na alta sociedade, como netas legítimas do Conde de Stewkesbury. 
O belo Sir Royce Winslow não sabia se devia confiar nelas, porque mesmo sendo encantadoras, tinha a impressão que escondiam algo; mas a atração que sentia por Mary era muito real, de modo que, quando as quatro partiram para Willowmere, o imóvel rural do conde, para aprenderem a serem damas refinadas, não hesitou em acompanhá-las. 
Quando um desconhecido tentou sequestrar uma delas, Royce e Mary tiveram que unir forças para enfrentar o perigo... 
E foi então que ele descobriu que, por mais que a alta sociedade valorizasse posses e o decoro, uma americana das mais inapropriadas era quem estava se apossando do seu coração. 

Comentário da Revisora Ana Paula G: Eu, como disse no grupo, admito publicamente: me rendo aos luvinhas... ao menos, aos desta autora!! Ri horrores... 
Super-romântico, sensual, com trehos hilários. 
O coitado do herói tem uma certa ‘dificuldade’ em conseguir pronunciar um pedido decente o que faz com que o pobre seja rejeitado várias vezes..huahahah...Leitura excelente!! 

Capítulo Um 

Londres, 1824 
Mary Bascombe estava assustada. 
Sabia o que era o medo… afinal, crescendo em uma terra nova e perigosa, mais cedo ou mais tarde teria que enfrentar algo capaz de acelerar seu coração… mas o que sentia nesse momento não era nada parecido como quando viu um urso rondando o varal de sua mãe, nem como daquela vez que seu coração se sobressaltou quando seu padrasto a agarrou pelo braço e tentou abraçá-la. 
Nessas ocasiões soube exatamente o que deveria fazer: no primeiro caso retrocedeu pouco a pouco e com cuidado até a casa e carregou a pistola, e no segundo deu um forte pisão no peito do pé de Cosmo, que gritou tanto de dor que a soltou imediatamente. 
Não, a sensação que a envolvia nesse momento era totalmente nova. 
Estava em uma cidade estrangeira na qual não conhecia ninguém, e não tinha nem ideia de qual era o seguinte passo que iria dar. 
Sentia-se… perdida. Percorreu novamente o porto com o olhar. Jamais vira tanto burburinho e atividade, nem tantas pessoas num mesmo lugar. 
O porto da Filadélfia lhe parecia um enxame de pessoas, mas isso era nada em comparação com o de Londres. Havia estivadores carregando e descarregando caixas de mercadorias que se amontoavam por toda parte, e todo mundo parecia ter pressa para chegar a seu lugar de destino. 
Não havia nenhuma só mulher, já que as poucas que viu desembarcar partiram imediatamente em carruagens junto com seus acompanhantes do sexo masculino; de fato, todos os passageiros de seu navio já tinham partido. Suas irmãs e ela eram as únicas que ficaram, e deviam ter uma aparência bastante patética ali plantadas junto a seus escassos pertences. 
As sombras começavam a se formar, e a noite não demoraria a cair. 
Apesar de que poderia ser considerarada como uma ingênua americana à deriva em Londres, era bastante esperta para saber que não era prudente que quatro jovenzinhas estivessem sozinhas no porto londrino de noite. 
O problema era que não sabia o que fazer. 
Acreditou que haveria alguma estalagem próxima ao lugar de desembarque, mas assim que pisaram em terra firme, percebeu que nos arredores do porto não havia nenhum lugar adequado para hospedar um grupo de jovens respeitáveis. 
A verdade era que nem sequer se atrevia a percorrer as estreitas ruas que avistava a sua frente. 
Tentou parar várias carruagens de aluguel que passaram por ali, mas os condutores a tinham ignorado… certos que, ao ver a escassa bagagem que dispunham, imaginaram que eram pobretonas que não poderiam pagar a corrida. 
Não podiam ficar ali. Se não aparecesse uma carruagem o quanto antes, seriam obrigadas a carregar seus pertences e a embrenharem-se nas lúgubres ruelas próximas. 
Olhou vacilante ao seu redor, consciente de que vários homens que estavam carregando a mercadoria nos navios as olhavam de soslaio, e se irritou quando um deles lançou um sorriso cheio de insolência. 
Depois de responder com um olhar frio, deu-lhe as costas pouco a pouco e de forma deliberada. 
Olhou suas irmãs em silêncio durante alguns segundos… Rose era a que lhe seguia em idade, e era considerava a mais bela de todas, graças a seus claros olhos azuis e a sua espessa cabeleira negra; por sua vez, Camellia tinha olhos cinza que nesse momento refletiam a sensatez e a atitude alerta que a caracterizavam, e seu cabelo loiro dourado estava trançado e preso num coque na nuca. 
E por último estava Lily, a mais nova de todas, que era a mais parecida com seu pai. 
O sol clareou seu cabelo castanho claro com mechas douradas, e tinha olhos cinza esverdeados. 
Ao constatar a confiança cega com que as três a olhavam, sentiu que o nó gelado que apertava seu estômago se tornava ainda pior. 
Contavam com ela para que as protegesse…

Série Willomere
1 - Segredos de uma Dama
2 - Segredos de um Cavalheiro
3 - Um Caso sem Fim
Série Concluída
   

8 de junho de 2012

Um Perverso Lorde Nas Bodas

Série Boscastle 


O que deve fazer uma esposa negligenciada quando seu marido parte em missões clandestinas e em lugares desconhecidos? 

Jogar como espiã, embora só seja para ocupar as noites solitárias que antes estavam cheias de eróticos prazeres. 

Quando Eleanor Prescott se casou com o belo oficial de infantaria que a cortejava entre uma e outra missão, imaginava tudo menos uma separação de seis anos. 
Agora o enigmático esposo que fazia arder seu corpo com seu sensual contato voltou para conquistá-la e desvelar todos seus segredos. 
Sebastien Boscastle estava preparado para enfrentar a batalha no referente ao seu maltratado matrimônio, mas não para encontrar a sua esposa disfarçada e saindo de noite. 
No entanto, o jogo de espionagem e sedução de Eleanor só servia para avivar seu ardente desejo de reclamar até o último centímetro de seu ser. 
Dos escuros becos de Londres aos lençóis de seda do leito conjugal, Sebastien lança seus doces e sensuais avanços, disposto a possuir tudo que Eleanor estivesse disposta a entregar. 

Capítulo Um 

Londres, outubro 1816.
A mente do Barão não estava no baile de máscaras. 
Seus pensamentos melancólicos escureciam um rosto que mesmo em seus momentos mais vulneráveis tinha sido descrito como cruel, tanto por seus admiradores como por seus adversários. 
Sua companheira de baile se queixava repetidamente que não levava o passo. E era verdade. 
Lorde Sebastien Boscastle, primeiro Barão Boscastle de Wycliffe, estava pensando em como atrair a sua cama o cavalheiro mais notório de Londres. 
Não decidira a estratégia exata que usaria. 
Mas depois de três meses de espera por um convite, decidiu que já tinha aguardado tempo suficiente. 
Em realidade sua paciência estava se esgotando ao caminhar, saltar e dar voltas até ficar juntos nas ridículas figuras da camponesa dança escocesa. 
Só então, quando se encontraram, envolveu-se completamente. Não podia dizer o mesmo de seu companheiro. 
É claro que não ajudava que o “cavalheiro” que tinha capturado a atenção de Londres, fosse sua esposa. 
Tinha-o pego há sete anos e ainda tinha seu coração. Todo mundo entendia que o marido tinha de manter a vantagem no matrimônio. 
Mesmo assim, seu problema não era um que pudesse discutir com os outros oficiais em seu clube. 
Que Deus não permita que alguém o descobrisse. 
O fato de que sua esposa tivesse escandalizado o Mundo Elegante durante os seis anos instáveis de seu matrimônio era uma consequência que esperara resolver em particular. 
Oficialmente separados ou não, doía a um homem, em seu orgulho, que sua perversa amada aparecesse nos dormitórios de toda a cidade, evitando de propósito a cama a que pertencia. 
Seus dedos flertaram com as voluptuosas curvas dos seios, e em seguida deslizaram por um lado, para o quadril. Ela se afastou. Fizeram um círculo. 
Quão próximo soube era que segurava as mãos suarentas de um jovem coronel. 
Encolheu os ombros desculpando-se. O coronel corou. 
A dança terminou. Sebastien se inclinou, procurando a sua esposa enquanto se endireitava. 
Viu-a instantaneamente rodeada de convidados, conversando. 
Batalhou através da multidão para chegar a seu lado. Imperturbável sorriu-lhe, indicando que tinha o controle total da situação. 
Desejou poder dizer o mesmo. Olhar a sua formosa baronesa era ver uma mulher alta curvilínea, que ia às bibliotecas e assistia a festas, que tinha escrito um ou dois panfletos políticos e usava trajes bem escandalosos, mas que não se entregava a fofocas, talvez porque todo mundo falasse dela. 
Tudo o que se falava no baile de máscaras que marcava a última quinzena da Pequena Temporada de Londres era do canalha conhecido como o “mascarado de Mayfair” 
 
Série Boscastle
1 - Meu Amado Marquês
2 - Meu amado Lorde
3 - A Noite de Núpcias
4 - Os Perversos Jogos de um Cavalheiro
5 - As Pecaminosas Noites de um Nobre 
6 - Os Diabólicos Prazeres de um Duque
7 - Perverso Como o Pecado
8 - Um Perverso Lord nas Bodas
9- The Wicked duke takes a wife

7 de junho de 2012

Amor Secreto

Uma nova e deliciosa atração... John e Adelaide foram prometidos um ao outro, pelos respectivos pais, muito antes de terem idade para opinar sobre o assunto.


Ao longo dos anos, porém, Adelaide sempre nutriu uma paixão secreta por aquele lutador carismático e sedutor, cujas aventuras amorosas a obrigaram a esconder seu sentimento e a concentrar-se em sustentar sua família, escrevendo anonimamente uma coluna num popular jornal londrino. John, por sua vez, talvez por causa de uma flechada no coração... sente um súbito e inesperado desejo pela encantadora Adelaide. 
Mas, e depois que um apaixonado beijo se transforma em escândalo... 
John será forçado a defender a honra de Adelaide num duelo? 
Ou Adelaide não terá outra escolha senão negar seu sentimento para salvar o homem que ama? 


Capítulo Um 


A edição especial do Morning Post, o mais famoso jornal de Londres, destacava em letras garrafais a visita de uma duquesa, que em breve chegaria à cidade. 
Esse era o assunto do dia, em todos os lares e estabelecimentos comerciais. 
Mas o conde de Claremont, também conhecido como John Fitzwilliam IV, pertencente a uma das famílias mais tradicionais da capital inglesa, não deu grande importância à no¬tícia. 
Folheando o jornal, procurava outro artigo, sobre um assunto que lhe interessava muito mais. 
Estava sentado à mesa de refeições, em sua luxuosa mansão em Berkeley Square. 
Preparava-se para tomar o desjejum, como sempre fazia, todas as manhãs, às nove horas, quando foi interrompido pela visita de Drew Mannering. 
— Bom dia, meu amigo — Drew o saudou, num tom cordial. Fitzwilliam deixou o jornal de lado e serviu-se de um copo de suco de laranjas. 
Naquele momento, sentiu uma forte pontada sobre o olho esquerdo, que ainda trazia a marca do golpe sofrido num treino de boxe, alguns dias atrás. Instintivamente, levou a mão ao olho e, fechando-o, pressionou-o levemente. 
A seu lado havia um pequeno prato, com uma compressa de água morna, preparada por Simms, o mordomo. 
— A temperatura caiu bastante, ontem à noite — Drew comentou, em voz bem alta, como era seu costume. 
— Achei que hoje já teríamos neve. Mas, ao contrário das minhas previsões, não caiu sequer um floco. Nem sequer choveu. E se você olhar bem para o céu, verá alguns toques de azul, entre as nuvens carregadas. É um belo começo do inverno, não? 
— Sem dúvida — Fitzwilliam concordou, pegando a compressa e colocando-a sobre o olho. 
— Vejo que seu olho ainda o está incomodando, amigo.
— Sim, mas o golpe não prejudicou minha audição 
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4 de junho de 2012

Caso de Amor

Ele estava realmente numa situação delicada!

Um dedicado homem da ciência, que prezava, acima de tudo, a lógica e a razão, Baxter St. Ives não podia acreditar que estivesse realmente se fazendo passar por um simples assistente para conseguir se aproximar de uma mulher liberada.
Aceitar o papel de caçador de um assassino era uma coisa, mas descobrir que estava descontroladamente apaixonado por sua nova chefe era fazer de sua vida um caos.
Era o suficiente para levar um homem a se trancar no santuário do seu laboratório e nunca mais sair. Mas, em vez disso, St. Ives resolve conduzir uma experiência, uma perigosa investigação científica na temerária alquimia do desejo.
À medida que o ousado St. Ives se lança à tarefa de seduzir Charlotte, no entanto, o mistério que os envolve vai ficando cada vez mais denso, pois um assassino perigoso ainda está à solta em Londres, planejando o afastamento dos amantes… ou vê-los unidos para sempre — na morte.

Capítulo Um

 — Não tenho outra opção a não ser a franqueza, Sr. St. Ives. Infelizmente, o senhor não é exatamente o que eu esperava de um secretário assistente. — Charlotte Arkendale cruzou as mãos sobre a mesa de mogno e examinou Baxter com olhar crítico.
— Sinto muito que tenha perdido seu tempo. A entrevista não estava indo como ele esperava. Baxter ajustou os óculos com aros de ouro e prometeu a si mesmo que não ia ceder ao impulso de rilhar os dentes. — Desculpe-me, Srta. Arkendale, mas tive a impressão de que estava procurando uma pessoa de aparência inócua e desinteressante. — Isso mesmo. — Sua descrição exata do candidato ideal foi, repito suas palavras, uma pessoa de aparência tão inofensiva quanto um bolo de batata. Charlotte piscou os olhos grandes, verdes e inteligentes.
— O senhor não me compreendeu corretamente. — Eu raramente me engano Srta. Arkendale. Sou extremamente preciso metódico e deliberado em tudo que faço. Enganos são cometidos por pessoas impulsivas ou com disposição para sentimentos fortes demais. Posso garantir que esse não é o meu temperamento.
— Concordo plenamente com o senhor sobre os riscos de uma natureza passional. — ela disse rapidamente. — Na verdade, esse é um dos problemas... — Permita-me ler o que a senhorita escreveu na carta para seu ex-assistente, agora aposentado.Baxter a ignorou. Tirou a carta do bolso interno do casaco levemente amarrotado. Tinha lido a maldita coisa tantas vezes que quase sabia de cor, mas fez questão de olhar com atenção para a letra muito caprichada. “Como sabe, Sr. Mareie, preciso de um assistente para tomar seu lugar.
Deve ser uma pessoa de aparência comum e discreta. Quero um homem capaz de fazer seu trabalho sem ser notado, um cavalheiro com quem eu possa me encontrar freqüentemente sem atrair atenção ou comentários indevidos. Além dos deveres usuais de um assistente geral, que o senhor cumpriu admiravelmente bem nos últimos cinco anos, o novo assistente terá outras obrigações complementares.
Não quero aborrecê-lo descrevendo minha situação atual. Basta dizer que devido a eventos recentes, preciso de um indivíduo forte do qual eu possa depender para minha defesa pessoal. Em resumo, quero contratar um guarda-costas e um assistente. As despesas como sempre, devem ser levadas em consideração.
Assim sendo, em vez de contratar dois homens para esses serviços, cheguei à conclusão de que é mais econômico contratar apenas um capaz de assumir as responsabilidades dos dois cargos...” — Sim, sim. Lembro-me perfeitamente das minhas palavras — Charlotte interrompeu com impaciência.
— Mas a questão não é essa. Baxter continuou teimosamente: "Portanto, peço que me envie um cavalheiro respeitável que preencha os requisitos acima e com uma aparência tão inofensiva quanto a de um bolo de batata." — Não vejo qual a necessidade de o senhor repetir tudo que está escrito, Sr. St. Ives. Baxter insistiu: "Ele deve ter um alto grau de inteligência, uma vez que terá de se encarregar das investigações de costume para mim. Porém, na capacidade de guarda-costas, deve também saber manejar uma pistola, para o caso de acontecer alguma coisa desagradável. Acima de tudo, Sr. Mareie, como o senhor sabe muito bem, ele deve ser discreto."
— Basta, Sr. St. Ives.
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3 de junho de 2012

Por Amor



Espanha, 1491 


Magdalena: Dona de uma determinação que se equipara à sua beleza, ela deixa para trás a corte real para enfrentar uma viagem através do oceano até o fim do mundo em busca do homem por quem é apaixonada desde criança, o belo espanhol Aaron Torres.

Ele é seu prometido por lei, e Magdalena tem no dedo o anel do pai dele, para provar isso. 
Quando ela o encontrar, querendo ele ou não, ela o reivindicará como seu noivo! 
 Aaron: Marechal da frota de Cristóvão Colombo, ele enfrentou marinheiros amotinados e sobreviveu a uma perseguição religiosa que devastou sua família. 
Agora, nas Índias, como emissário do governador da Colônia, vivendo entre os índios Taino, ele enfrenta uma batalha ainda mais difícil, contra os cavalheiros “civilizados” que querem escravizar um povo pacífico e destruir sua exótica cultura. 
 O Novo Mundo: Aaron, no entanto, está prestes a se envolver na maior de todas as batalhas de sua vida, uma em que sua espada não será de serventia alguma... 
O Paraíso: Reunidos outra vez, apesar das barreiras religiosas e dos mares bravios, Aaron e Magdalena descobrem um paraíso luxurioso, repleto de perigo... e desejo 


Capítulo Um 


Norte de Palos de la Frontera, Outono de 1491 
Às margens do preguiçoso rio Tinto, nos arredores da sonolenta cidade portuária de Palos de la Frontera, erguia-se o poderoso mosteiro de Santa Maria de la Rábida, cinzento e imponente. 
Aaron detestava aquele lugar. Com a idade de quinze anos, fora mandado para lá como um convertido recentemente batizado para completar sua educação na religião cristã. 
O filho mais novo da Casa de Torres fora dado como um símbolo de boa-fé por sua família, e deveria tomar os votos sagrados. 
Com um sorriso sarcástico, ele passou pelo portão, recordando-se do garoto truculento que tinha desafiado e derrotado seus professores a cada passo, encontrando poucos aliados durante seus desgraçados anos sob a tutela dos padres franciscanos. 
 Agora, porém, ele voltava por causa de um jovem solitário de quem se tornara amigo, Diego Colombo, filho de um visionário cartógrafo genovês. 
A mãe de Diego morrera em 1485, e ele se vira arrancado de tudo que lhe era familiar em Lisboa e depositado pelo pai empobrecido nas mãos dos professores franciscanos. Aaron, batizado com o mesmo nome do filho de Cristóvão Colombo, tornara-se o herói e protetor do menino. 
Ambos sofriam os insultos dos outros alunos, pois o mais velho era um detestado judeu castelhano, e o mais novo, um igualmente detestado genovês, cujos compatriotas tinham enriquecido como banqueiros e emprestadores de dinheiro na pobre Castela e Aragão. 
Aaron vira Diego poucas vezes nos últimos cinco anos, e nenhuma vez nos dois últimos, desde que se juntara ao exército do rei Fernando nas guerras contra os mouros. Bateu a mão de leve na carta que carregava, ao saudar o jovem de cabeça raspada no portão, enquanto, com arrogância, entregava seu cavalo aos cuidados no rapaz. — Procuro Cristóvão Colombo, o genovês. Ele e o filho Diego ainda estão aqui? 
 — Devem partir amanhã de manhã. Hoje à noite, jantam com frei Juan — respondeu o jovem frade, notando o ar de autoridade na postura do soldado. 
O fidalgo alto e loiro era, por certo, um homem de alguma importância. Conduzia-se com uma segurança que exigia deferência. 
— Veja a luz que queima... 
 — Sim, eu sei muito bem a localização dos aposentos de frei Juan, Benito — ele o interrompeu, impaciente. Calou-se por um momento, inspecionando o jovem desengonçado. 
— Você é Benito de Luna, não é? O rosto redondo crispou-se por um instante num ar intrigado e nervoso, quando Benito rebuscou a memória. 
— Diego Torres? — ele quase gritou, com voz rouca, agora genuinamente receoso do soldado de aspecto severo. 
— Sim, o marrano em que você e seu amigo Vargas costumavam cuspir — confirmou Aaron com cordialidade, com uma das mãos descansando no cabo da espada. Observou o jovem frade recuar, tomado de um terror mortal. 
Com satisfação mordaz, virou-se e atravessou o pátio na direção dos aposentos do guardião de La Rábida. 
O ar do rio sempre fora opressivo, pensou, ao inalar o ar decadente e úmido. 
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 Discovery Duet
1. Por Amor
2. Return to Paradise

Como Conquistar O Diabo


Uma mulher inocente…Emmaline Marlowe está a ponto de casar-se com um ancião, patriarca dos Hepburn, para salvar seu pai da prisão quando o inimigo do clã, Jamie Sinclair, irrompe na abadia no lombo de um magnífico cavalo negro e a leva dali.

Amie é tudo o que não é seu prometido: jovem, bonito, viril… 
E uma perigosa tentação para seu coração. 
Um homem perigoso… 
Jamie espera que Emma seja uma inglesinha pacata, não uma beleza com caráter que lhe desafiará a todo o momento. 
Todos seus planos de utilizá-la como peão na antiga inimizade entre os clãs desaparecem quando a paixão surge entre eles. 
Um homem pode raptar uma noiva, mas é possível que lhe roube a inocência sem perder seu coração?

Comentário revisora Carol: O livro é uma graça, bem escrito, história envolvente, mocinha decidida, mocinho cheio de mágoas e decidido a esclarecer o passado. 
Não tem como não se apaixonar pelo Jamie... 
Boa leitura  

Capítulo Um 
—Note, está como um pudim! Ai, a moça treme de alegria. —E quem vai culpá-la? Seguramente leva toda a vida sonhando com este dia. 
—Mas claro, não é o sonho de toda menina, casar-se com um senhor rico que possa pagar todos seus caprichos? 
—Deveria considerar-se afortunada de ter apanhado tão bom partido. Com todas essas sardas, não é que seja uma grande beleza. 
—Atreveria apostar que nem todo um pote do Gowland’s Lotion poderia dissimulá-la! E esse tom acobreado do cabelo lhe dá um aspecto um tanto vulgar, não te parece? Ouvi que o conde a conheceu em Londres durante sua terceira e última temporada, quando já quase tinha perdido toda esperança de encontrar marido. E é que, caramba, dizem que já tem vinte e um. 
—Não pode ser tão velha! 
—Sim, isso ouvi. Estava a ponto de ficar para titia, assim claro, quando nosso senhor a descobriu, sentada com as solteironas empedernidas, mandou um de seus homens que a tirasse para dançar. 
Embora Emmaline Marlowe mantivesse o olhar para frente e se esforçava com valentia em fazer ouvidos surdos aos ávidos cochichos das duas mulheres do primeiro banco da abadia, não podia negar a verdade em suas palavras. 
Sim, levava toda a vida sonhando com este dia. 
Sonhando chegar um dia ao altar e prometer fidelidade eterna ao homem a quem adorava, e lhe entregar o coração. 
Nunca tinha conseguido ver com claridade seu rosto nesses sonhos vagos, mas não podia negar-se que a paixão ardia neste momento nos olhos do conde, enquanto jurava amá-la, honrá-la e respeitá-la o resto de seus dias. 
Baixou o olhar ao ramo de urze seco que tremia em sua mão, agradecida de que os sorridentes curiosos que enchiam as fileiras de bancos estreitos, a ambos os lados do corredor central da igreja, atribuíram seu tremor à espera gozosa própria de qualquer jovem noiva a ponto de contrair matrimônio. 
Ela era quão única sabia que em realidade respondia ao frio que parecia impregnar as pedras antigas da abadia. 
E seu coração. Deu um olhar furtivo ao cemitério, situado atrás das altas e estreitas janelas. 
O céu se estendia inquietante sobre o vale com uma cor estanha sem brunir, digno de um dia de pleno inverno mais que de uma jornada de meados de abril. 
Os ramos esqueléticos do carvalho e do olmo ainda não tinham dado um só broto verde. 
Do chão pedregoso surgiam instáveis lápides torcidas, com epitáfios gastos pelo assalto incessante do vento e a chuva. 
Emma se perguntava quantas noivas como ela dormia agora clandestinamente, em outros tempos jovens cheias de esperanças e sonhos, truncados muito cedo por decisões alheias e o inexorável passar do tempo. 
Os penhascos irregulares da montanha se elevavam sobre o cemitério como monumentos a uma era primitiva. Essas alturas rigorosas das Highlands, onde o inverno não cedia seu domínio obstinado, parecia outro mundo, sem nada a ver com as colinas de suave ondulação de Lancashire onde ela e suas irmãs desfrutavam pulando com completa despreocupação. 
Essas colinas agora estariam verdes e tenras com a promessa da primavera, acolhendo de retorno ao lar qualquer andarilho o bastante louco para abandoná-las. Meu lar, pensou Emma, com o coração atravessado por uma penetrante pontada de desejo. 
Um lugar ao que já não pertencia desde aquele dia. 
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2 de junho de 2012

Uma Aventureira Em Minha Vida



Damian não a procurava deliberadamente nessas visitas, mas olhava-a de longe, intensamente. 

Certa tarde, em agosto, ele notou algo de diferente em Meredith, como se estivesse excessivamente ansiosa, preocupada com algo mais. 

Ela parecia não ouvir o que era dito e, quando ouvia, mal respondia.
Devia haver apenas uma explicação para o fato: talvez houvesse outra entrega de mercadorias na praia nessa noite. 
Se assim fosse, poderia acontecer nova emboscada da Guarda Costeira? 
Lembrava-se de que Meredith dissera terem sido avisados na outra vez e, pelo que Bart havia contado, tinham seguido deliberadamente para dentro da armadilha. 
Ela estaria disposta a correr o mesmo risco? 
Ela prometera a Bart... 

Capítulo Um 

— O céu logo vai clarear — observou o francês baixinho, olhando para o Armamento. 
— É, mas a lua está em quarto crescente — comentou a figura leve, esbelta, a seu lado. 
— Nem sempre temos tudo do nosso lado, mon arai. 
— Pena... — Jacques franziu a testa diante da cena agitada, embora silenciosa, na qual um barco de pesca flutuava, em completa escuridão, enquanto homens se moviam, calados e diligentes, levando caixas e fardos para terra firme com uma familiaridade que dispensava palavras e até mesmo luz. 
— Estaremos longe daqui antes de as nuvens se afastarem. Será você a enfrentar o perigo real, Meredit
— Não há nada de estranho nisso. — Ela ajeitou o gorro de lã. 
— A Guarda Costeira tem se mostrado bastante irritada ultimamente. Não sei por qual motivo eles estão implicando de modo especial com as nossas atividades. — Meredith riu, acompanhada pelo francês. 
— Aposto que isso só faz aumentar o seu prazer — comentou ele, meneando a cabeça. 
— Você, como sempre, é um observador muito perspicaz. 
— Observador e nada tolo, devo acrescentar, pois não ando atrás do perigo sem que haja um bom motivo. Começaram a andar pela areia em passos lentos. 
Parece que estamos terminando Jaques afirmou, olhando para os homens que, depois de deixarem o carregamento empilhado, voltavam para o barco. 
— Vamos embora agora, mas na esperança de voltarmos no mês que vem.
— Certo, porém acho que seria melhor mudarmos a posição do sinal combinado. Se tudo estiver bem, vamos colocar a luz de sinal em Devi’s Point, quatro noites após a lua nova. De acordo? 
 — De acordo. Fique com Deus até lá, então. 
— Você também, Jacques. Meredith não esperou, depois do aperto de mãos, para ver o francês e sua tripulação voltar para o barco. 
A tarefa que ainda tinham na praia era grande e perigosa; precisavam carregar os animais com os barris de conhaque, fardos de seda e renda, pacotes de fumo tão aguardados pelos fregueses nas aldeias e vilas do condado. 
As entregas não poderiam ser feitas de imediato e, nessa noite, o contrabando seria transportado até a caverna segura além do penhasco, a dois quilômetros a oeste de onde estavam. 
O grupo movia-se pela praia em direção à entrada estreita que levava à estrada para o penhasco e, ali, Meredith voltou-se para lançar um olhar ao Atlântico. 
O barco dos franceses chegava agora além da arrebentação, seguindo próximo aos recifes escondidos, invisíveis aos desavisados. 
Mas Jacques conhecia bem aquelas águas, e Meredith nem chegou a temer por ele. 
Quando ela e os homens alcançaram o topo do penhasco, as nuvens começaram a se abrir e, por frações de segundo, a lua apareceu, clara, enviando sua luz prateada sobre o grupo todo. 
— Somos como borboletas espetadas na ponta de um alfinete — comentou um dos homens. 
— Se alguém se dispuser a nos alfinetar esta noite, Bart, teremos uma surpresa para eles — Meredith respondeu com um sorriso zombeteiro nos lábios, cheia de confiança. 
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30 de maio de 2012

O Dragão E A Pérola

Série China Milenar
O risco e a atração mútua os subjugavam. 
Ling Suyin era famosa em todo o reino por sua beleza e sensualidade. Tinha sido a concubina favorita do imperador até a morte deste, e após o fato, vivia em sua mansão junto ao rio, até que o guerreiro mais poderoso da região foi em sua busca para fazê-la prisioneira. 
Li Tao só se regia por sua espada, mas, igual à Ling Suyin, encontrava-se preso na rede de intrigas políticas que assolavam o império. 
Tinha que descobrir o papel que representava a bela sedutora nesse jogo de enganos e conspirações… 
E devia fazê-lo sem cair sob seu feitiço. 

Comentário revisora Carol: Um livro bom de se ler, a autora varia entre o passado de nossos protagonistas e o presente da história para entendermos o porque de tudo o que ocorre e o porque que eles são como são. 
Ambos tem um passado triste, ela a virgem concubina do imperador morto, ele um assassino, ambos fugindo de um passado que os persegue. 
Gostei muito da história, espero que vocês também gostem. Boa leitura.

Capítulo Um 

China, dinastia Tang, 759 D.C. 
Lady Ling Suyin aguardava no salão ao cabo da hora da serpente . A casa estava em silêncio e só se ouvia o zumbido das libélulas no exterior. 
O chá que tinha diante estava frio desde há um momento. O tinha servido aquela manhã o último dos criados a partir. 
Era o mais atrevido de todos e lhe tinha suplicado que se fosse com eles, mas Lady Ling não podia escapar. 
O guerreiro que ia a sua busca não duvidaria em arrasar todas as aldeias com o passar do rio até encontrá-la. Ergueu-se ao rangido de umas folhas diante da casa. Umas botas se aproximavam com passo firme e decidido, e o coração de Ling pulsava com mais força a cada pegada. 
O homem que a buscava tinha chegado sozinho. 
Sua imponente figura apareceu ameaçadoramente na soleira como o demônio do que todos falavam na corte imperial. 
Túnica negra, cabelo curto e negro e um rosto impassível que não revelava a menor emoção nem debilidade. 
—Ling Guifei — a saudou com uma voz profunda. 
—Já não sou a honorável consorte imperial, governador Li — lhe recordou Suyin. 
Permaneceu sentada e deixou que o governador militar se aproximasse. 
Se ficasse em pé as pernas poderiam lhe falhar. 
Os traços do homem não poderiam passar nunca despercebidos. 
Suyin recordava sua pele bronzeada pelo sol e suas feições angulosas, mas a cicatriz que lhe atravessava a bochecha esquerda era nova. 
A primeira e única vez que tinha visto Li Tao foi na corte, quando ele era um jovem elogiado por seu valor que continha sua força atrás de um muro de disciplina. 
O tempo tinha curtido seu aspecto, como também tinha feito com Suyin. 
—Este humilde servidor se oferece para ser sua escolta. Nem toda a cortesia do mundo poderia ter suavizado seu tom afiado. 
A Suyin deu um tombo o estômago, mas respirou fundo para acalmar-se. 
Apoiou um cotovelo na mesa e tentou falar com a maior serenidade possível, apesar de que o coração pulsava com tanta força que mal podia ouvir suas próprias palavras. 
—Peço-lhe desculpas, meu senhor, mas não tenho nenhuma intenção de partir. 
—Este lugar já não é seguro para você. Em nenhuma parte poderia já estar segura nem havia quem pudesse protegê-la. 
O sicário do defunto imperador Li Ming ia a sua busca depois de tantos anos? Pensava que seus segredos tinham ficado enterrados há muito tempo. 
Cravou as unhas na mesa enquanto ele se aproximava. Não era a primeira vez que a deixavam sozinha e desamparada, mas já não era uma jovem indefesa. 
Uma cortesã tinha que controlar seus medos e impor sua autoridade ao homem que encarava. 
Li Tao se deteve dois passos dela e Suyin notou a silhueta de uma arma no interior de sua manga. 
Era a folha de um assassino. 
Levantou a xícara e tomou um sorvo para dissimular seu horror. 
O chá frio e amargo deslizou por sua garganta. 
A experiência lhe permitia reprimir os tremores, mas não podia controlar os batimentos de seu coração nem o suor de suas mãos. 
Conseguiu manter a cabeça erguida enquanto deixava a xícara, e suas palavras saíram em um tom melódico e natural que tinha aperfeiçoado durante anos. 
—Tendo chegado tão longe para cumprir com sua tarefa, será melhor que não percamos mais tempo. Devo recolher meus pertences? 
 
Série China Milenar
0.5 - The Taming Of Mei Lin
1 - O Voo das Mariposas
2 - O Dragão e a Pérola
2.5 - The Lady's Scandalous Night
3 - My Fair Concubine
3.5 - An Illicit Temptation
4 - The Sword Dancer
5 - A Dance With Danger

29 de maio de 2012

O Highlander e a Princesa Lobo

Trilogia A Lenda de Faol 

Scottish Highlands, 1705 

Sorcha Tolmach, a princesa de Faol, possui o poder do lobo e o fascínio sobrenatural de seu lendário clã. 
Mas ela também anseia por mais liberdade do que poderia encontrar na corte de seu irmão. 

Fugindo impulsivamente para as montanhas, ela não antecipa que será ferida e confinada a um castelo em ruínas por Conall Macpherson, Laird de Kilfinnan. 
Os sentidos de prever o futuro de Sorcha são obscurecidos pelo robusto e proibido homem, então, por que ela ainda sente um desejo apaixonado de se tornar sua companheira? 

Comentário Elenita:Apesar de curtinho, é um ótimo livro. Bem escrito e hot na medida certa, romântico e conflitante também... Adorei a história! 
Apesar de sombrio e sofrido, Conall é um tremendo TDB! E Sorcha é uma loba e tanto... 
Leitura recomendadíssima!

 
Trilogia A Lenda De Faol 
2 - Vinculada ao Príncipe Lobo
3 - O Highlander e a Princesa Lobo
Trilogia Concluída