7 de julho de 2012

O Tesouro De O’Rourke

Egito, 1889 


A maior de todas as riquezas... 
Determinada a escapar da gaiola dourada que era a sociedade de Manhattan, - a rica e protegida Amanda tomou uma decisão audaciosa: viajar sozinha para o Egito e experimentar o sabor da aventura! 
No entanto, a partir do instante em que avistou Sean O'Rourke, ela percebeu que nunca conhecera verdadeiramente a alegria de viver, nem imaginara o poder de uma paixão... 
A vida de privações na Irlanda inspirou em Sean sonhos de glória, fama e, principalmente, fortuna. 
Dos mais sombrios recônditos da África, até o Cairo, ele procurava pelo tesouro que o tornaria rico e famoso, jurando a si mesmo jamais comprometer o coração. 
Porém, com sua beleza incomum e personalidade cativante, Amanda Barkley o atraía como nenhuma outra mulher até então, e logo ele descobriria que o maior de todos os tesouros era o amor daquela mulher... 


Capítulo Um 


Amanda Barkley levantou a janela do quarto, inclinou-se sobre o parapeito e respirou fundo. 
O ar estava frio e seco naquela ensolarada manhã de abril de 1889 em Nova York. 
O tempo estava perfeito para as festividades do dia, fazendo-a sorrir em antecipação. 
A razão para tanta emoção estava próxima de sua janela na Quinta Avenida, tão perto que poderia tocá-la. 
Era o novo e pomposo arco construído para celebrar o Centenário Inaugural de Washington. 
A estrutura de madeira tinha sido decorada com guirlandas e coroas com flores de papel machê, as quais seriam iluminadas por centenas de novas lâmpadas incandescentes especialmente colocadas para a ocasião. 
Amanda iria comparecer acompanhada por Thomas Hagen, para que toda a Nova York pudesse ver um pensamento que lhe ocorria pela centésima vez. 
Usaria o vestido de seda cor-de-rosa que combinaria com as madeixas castanhas e a tez clara. 
Tinha certeza de que todos os olhares estariam sobre ela e seu charmoso namorado, enquanto estivessem passeando pela praça e dançando graciosamente pelo salão. 
Sua felicidade, no entanto, não estava completa. 
A mãe já havia demonstrado desaprovar Thomas e chegou a sugerir que ela procurasse candidatos mais apropriados. 
Enquanto descia as escadas, Amanda rezava para que aquele não fosse o assunto do café da manhã, mas ao observar a expressão no rosto da mãe, resolveu se preparar para o pior. 
Mal sentara à mesa quando Caroline Barkley começou a falar: 
— Não estou contente hoje — anunciou. 
— Por que não, mamãe? — Amanda perguntou demonstrando felicidade e com esperança de que seu bom humor fosse contagiante. — O dia está maravilhoso, perfeito para as celebrações.
— E exatamente sobre isso que preciso falar com você, minha querida. Sobre as festividades, e sobre Thomas Hagen, em particular. 
— Mas, mamãe... 
— Não me interrompa — Caroline disse com firmeza. — Evitamos essa conversa por meses, mas agora é o momento para falarmos diretamente sobre isso. 
Esperou discretamente a criada terminar de servir o café, pois acreditava não ser apropriado discutir problemas de família na frente dos empregados. 
Assim que Pegeen saiu, ela retomou o assunto: — Esperava que Thomas Hagen não passasse de um sonho passageiro, mas vejo que você o está levando muito a sério. Ele não é um candidato apropriado, além de ser muito mais velho. 
— Mas ele tem apenas trinta e oito anos... 
— Pedi para que não me interrompesse! — a mãe criticou. — Para ser honesta, não é a idade do Sr. Hagen que me incomoda. E a sua profissão, ou a falta de uma ocupação, para ser mais exata. Ele não tem um sustento que possa ser justificado. Dizem que é um tipo de jogador, que se distrai com negócios considerados inapropriados pelos verdadeiros cavalheiros. 
Caroline passou a observar a filha por cima da borda da xícara e sorveu um gole com delicadeza. 
Depois, lançou a bomba: — O encontro desta noite será o último com o cavalheiro. Depois disso, ele não será mais bem-vindo nesta casa. Já é hora de você esquecê-lo e retribuir a atenção dos muitos jovens e bons cavalheiros que ignorou nos últimos meses. 
— Mas não estou interessada em outros homens — Amanda protestou, sentindo-se incapaz de ficar impassível por mais tempo. — Por favor, mamãe, tente entender. Thomas é o único que me interessa. Ele é gentil, atencioso e me cativa a cada momento em que estamos juntos. 
— Isso não me surpreende — respondeu a mãe. — Homens desse tipo nasceram e foram criados, apenas para encantar as damas. Cobras também conseguem persuadir as presas, minha querida, e sob aquela aparência charmosa existe um réptil interessado em apenas uma coisa: a fortuna de seu pai. 
— Mamãe! Amanda retrucou, horrorizada. 
— Não posso evitar dizer a verdade. Investiguei um pouco e descobri que o Sr. Hagen tem um histórico, no qual tenta persuadir jovens ricas a se casarem com ele. 
— Muito bem... —Amanda cedeu, empregando uma nova tática. 
— Suponha que o que disse seja verdade, que Thomas esteja interessado apenas em meu dinheiro. Isso pode ser considerado ruim? Afinal de contas, papai nos deixou muito bem amparadas. Realmente importa como gasto a minha herança? 
— Sua ingenuidade é chocante, Amanda. Homens que são inescrupulosos e falsos o suficiente para casar por dinheiro, são capazes de demonstrar um comportamento muito pior. O Sr. Hagen será atencioso por algum tempo, depois irá dirigir sua atenção para outras coisas. 
Os volumosos lábios de Amanda se transformaram em uma fina linha enquanto olhava fixamente para a mãe. 
— E sua palavra final? 
— É! 
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A Noite Chega Perigosamente

Série Shadow Guard

Um imortal foi chamado para levar uma alma decadente... 

Desde um acidente que tirou a sua memória, Elena Whitney não lembra os segredos de seu passado. 
Tudo o que ela sabe é que, com seu misterioso benfeitor Archer, Lord Black, retornando a Londres a pedido da rainha Victoria, ela deverá aproveitar a oportunidade para obter algumas respostas. 
Sendo um imortal Guardião das Sombras, Archer foi convocado a Londres para eliminar a alma de um demônio: Jack, o Estripador. 
Archer não só se sente obrigado a proteger as mulheres da noite, mas também sua jovem e bela protegida, Elena, a quem poupou da morte, dois anos antes. 
Mas com uma onda de pânico se espalhando por toda Londres, Archer teme que Elena seja a sua fraqueza, uma distração que ele não pode ter, especialmente porque ela é suscetível de se tornar o próximo alvo do Estripador... 

Série Shadow Guard
1 - A Noite Chega Perigosamente
2 - So Still The Nigth – Revisando
3 - Darker Than Night

Série Couriers

3 - Perigosa Obsessão
Obcecado pela mulher que o traíra em uma cilada que resultou em sua captura pelos franceses, James decide se casar com Eloise Bernal e concorda em acompanhar a esposa numa viagem a Paris, com a esperança de reencontrar aquela condessa que não lhe sai do pensamento...

Eloise está chocada com o comportamento do marido. 
Seu plano é pôr fim ao casamento assim que eles voltarem a Londres.
Mas até lá, enquanto estiverem rodeados de inimigos por todos os lados, Eloise terá de contar com o único homem em quem não pode confiar ... e enfrentar uma paixão que não pode mais negar!



4 - Notas Sobre um Escândalo


Uma missão mais que secreta Depois de um envolvimento romântico que terminou em escândalo, Serena se refugia na casa de campo de seus tios. 

A condessa de Bassington nunca desistiu de encontrar um novo pretendente para a sobrinha, e fica esperançosa quando o charmoso Julien Clermont chega a Boulton Park, interessado na famosa coleção de borboletas do conde. 
Julien logo demonstra interesse também pela linda hóspede, porém Serena vê o visitante com desconfiança. 
Ele não tem o perfil de um pesquisador naturalista, e além disso, seria coincidência demais que documentos oficiais importantes, confiados ao conde, tenham começado a desaparecer justamente depois da chegada de Julien... 


5 - Inimigos ou Amantes
Batalha de corações

Quando Nathan Meyer concorda em escoltar uma jovem dama da França para a Inglaterra, ele descobre, tarde demais, que sua família está novamente conspirando para que ele se case. 
Ele, porém, não está interessado na fútil e mimada moça, e sim na mãe dela; uma mulher muito mais atraente que a filha! 
Abigail Hart é uma viúva ainda jovem, inteligente e dona de uma língua afiada, e logo suspeita de que Nathan está envolvido em algo bem mais perigoso do que simplesmente acompanhar as duas em segurança até Londres.
Depois de seguir Nathan, certa noite, Abigail o acusa de pôr em risco vidas inocentes. 
No entanto, ao confrontá-lo, ela tenta lutar contra a atração que sente por aquele homem corajoso. E quando a guerra os leva a uma inesperada e perigosa aliança, Abigail e Nathan se vêem diante do maior inimigo de ambos: o próprio orgulho...


Série Couriers
*1- A Question of Honor
*2- The Exiles
3- Perigosa Obsessão
4- Notas Sobre Um Escândalo
5- Amantes ou inimigos
* não digitalizado

6 de julho de 2012

A Marca Da Besta

Histórico Sobrenatural




Uma aventura sensual e sobrenatural através do Brasil imperial! 

Marie é uma jovem costureira que trabalha duro para conseguir se sustentar.Tudo que ela quer é continuar a levar uma vida pacata, mas uma tragédia coloca em ação estranhos acontecimentos.E de repente, Marie se vê no meio de uma luta milenar, sem saber que é a chave para a sobrevivência de toda uma espécie. 

Galera !!! 
Escritora brasileira Maiê F. Rezende. 
Um tema sobrenatural histórico, Maiê nos presenteia compartilhando seu livro. 
Leiam e comentem pois ela gostaria muito que opinassem sobre o livro. 

Capítulo Um 

Rio de Janeiro, julho de 1889 
O Sol estava quase se pondo, uma brisa fresca ensaiou passagem por entre os cafés, livrarias e lojas da Rua do Ouvidor, espantando o calor acumulado ao longo do dia. 
Era inverno, mas isso não significava qualquer coisa nos trópicos, e nos fundos do pequeno estabelecimento ficava pelo menos 10 graus mais quente, pois compartilhavam a parede com a cozinha de uma famosa confeitaria. 
A menina limpou o suor com as costas da mão e se esforçou para terminar logo de cobrir o chapéu com uma vaporosa renda verde. 
Trabalhava como assistente no ateliê daquela modista há cerca de dois anos, tempo suficiente para saber que teria problemas se deixasse trabalho por fazer. 
–Maria, onde estão as fitas de veludo – perguntou Madame Claire colocando a cabeça para dentro do pequeno depósito, que funcionava também como sala de costura. 
–As entreguei antes do almoço madame! 
– Pois não sei onde foram parar– disse batendo palmas– vá, ande! 
Na verdade sua patroa de chamava Genivalda , mas toda modista que se preze devia ser francesa, por isso trocou o nome e tentava aparentar o sotaque. 
Metade de suas clientes também fingiam falar francês, uma atuação que funcionava perfeitamente se ninguém fizesse perguntas demais. 
Ela tão pouco se chamava Maria, por coincidência tinha nome e sobrenome franceses: Marie Dubois os herdara de sua mãe, nascida em Marselha e falecida no Rio de Janeiro apenas 19 anos depois. 
Maxime viera ao Brasil aos 17 anos trabalhar em uma afamada pension d’artistes. 
Essa espécie de lugar oferecia bebidas, musica e mulheres para os cavalheiros dispostos a gastar muito.
Por azar, Maxime engravidou poucos meses após chegar, gestações não eram incentivadas nesse tipo de negócio, mas de alguma maneira sua mãe conseguiu dar a luz. 
Os detalhes escapavam a Marie, mas a mãe continuou morando no mesmo casarão depois que ela nasceu. Lembrava pouco daquela época e menos ainda da mãe que morreu subitamente quando Marie tinha apenas dois anos de idade. 
A cortesã que acolhera Maxime, não tinha interesse e ficar responsável por uma criança, mesmo uma que prometia ser uma beleza quando crescesse. 
A mãe não deixara qualquer dinheiro, nem fora presenteada com jóias por algum cliente. 
Tudo que ficou foi um medalhão de pouco valor que Marie sempre levava no pescoço. 
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4 de julho de 2012

Fogo da Paixão

Trilogia do Fogo
Lembranças que atormentam...

A alta sociedade londrina está fervilhando com o mais recente escândalo. Julia Whitney, bem-nascida porém sem um tostão, está morando na casa de um nobre rico com idade para ser pai dela. Quando Adam Hawthorne, o misterioso conde de Blackwood, fica conhecendo a encantadora e intrigante dama, ele quer convencê-la a mudar de "protetor"...
De repente, o estimado guardião de Julia é assassinado, e ela se torna a única suspeita do crime. Forçada a fugir, Julia cai nos braços de Adam, que lhe oferece refúgio da lei, embora não de uma paixão avassaladora. Embora perdidamente apaixonada, ela sabe que o honrado conde jamais se casaria com uma mulher com a reputação manchada pelo escândalo. Mas será que Julia está subestimando a força e a profundidade do
amor daquele homem?...

Capítulo Um

Londres, Inglaterra, abril de 1806

Os sons da batalha rugiam em sua cabeça... Tiros de mosquete, estrondo de canhões, chumbo quente rompendo carne e ossos, homens chorando de medo e desespero.
É um sonho! — ele gritou, mentalmente, tentando acordar daquele pesadelo...
Mais um, entre tantos que o atormentavam durante o sono.
Adam Hawthorne, o quarto conde de Blackwood, lutou para despertar... E conseguiu. Sentou-se em sua enorme cama de baldaquino, com o coração descompassado, o suor umedecendo-lhe o torso nu, os cabelos negros colados à nuca.
Apesar do frio, Adam empurrou o acolchoado de plumas até a cintura e estremeceu. Estava acostumado a noites assim... E sofria com essas imagens terríveis havia mais de seis anos, imagens que ele tomava como uma espécie de penitência por sua atuação na guerra.
Passou a mão pelo rosto e saltou da cama. As primeiras luzes do amanhecer penetravam no quarto, por uma fresta entre as cortinas de veludo. Despejou água na bacia de porcelana, sobre a cômoda, e lavou-se. Vestiu calças de pele de gamo, uma camisa branca de mangas largas e calçou um par de botas espanholas de cano alto.
Então desceu até a estrebaria, nos fundos da casa, pronto para a cavalgada matinal.
Angus McFarland, seu cavalariço, um escocês grandalhão e corado, antigo sargento dos Gordon das Terras Altas, o aguardava, segurando as rédeas de Ramsés, o garanhão premiado de Adam
— Tome cuidado, major. Este garoto está inquieto, hoje.
— Então, faremos um a boa corrida. — Adam bateu carinhosamente no pescoço lustroso do animal. — É isso que você quer, não, meu amigo?
O cavalo era dócil, negro, de reluzente pelagem e tinha uma constituição perfeita. Quando Adam o vira, em Tattersalt’s, não poupara despesas para ficar com ele. Fora o único prazer que concedera a si mesmo desde que, inesperadamente, herdara o título e a fortuna de Blackwood.
Acariciou o focinho macio do animal, depois ofereceu-lhe um torrão de açúcar, que retirou do bolso.
— Um pouco de ar fresco sempre faz o mundo parecer melhor — comentou.

Trilogia do Fogo
1 - Coração de Gelo
2 - Discretamente Sedutora
3 - Fogo da Paixão
Trilogia Concluída

30 de junho de 2012

A Princesa Rebelde

Série Fogo
Inimigos ou amantes? 

Alaric... Um forte e bravo guerreiro normando, talhado para feitos heroicos e grandiosos, é obrigado a tomar partido em uma sangrenta disputa pela glória e pelo poder... Fallon... Uma corajosa e decidida princesa saxã, que viu sua pátria dilacerada por sórdidas traições, é forçada a lutar pela própria vida contra os infames invasores normandos... 
O destino levaria este homem e esta mulher a se confrontarem num combate entre normandos e saxões. 
Ele a salvaria da morte certa... Mas na primeira oportunidade ela fugiria determinada a resistir àquele inimigo sedutor, que ameaçava conquistá-la com uma paixão arrebatadora, capaz de deixar seu coração mais dilacerado do que os campos de batalha assolados pela guerra!

Capítulo Um 
Normandia, março de 1027, Primavera. 

Roberto, conde de Hiemois, a viu pela primeira vez dançando na estrada, de pés descalços. 
Deslumbrado, admitiu que ninguém era tão gracioso como ela. 
Era dia de festa. Músicos e ambulantes lotavam as ruas. Roberto deteve o cavalo e foi imitado por Henri de Mortain, seu amigo. 
Vinham discutindo a querela sem fim de Roberto com Ricardo, seu irmão e duque da Normandia. Henri entrara a serviço do velho duque. 
Ricardo, o filho mais velho, herdara o ducado, mas Henri estava convencido de que Roberto era um homem melhor. 
Aos vinte anos, era bonito, educado e musculoso. 
— O senhor tem de aceitar que Ricardo, é o duque, por ser o mais velho — Henri aconselhou-o. 
— Sei, sei... Henri percebeu o alheamento de Roberto e o motivo de sua distração. 
— Quem é ela? 
— Descobrirei para milorde. — Henri virou a montaria e começou a fazer indagações entre as pessoas. 
Roberto observou-a de longe. Cabelos negros, pele clara, seios fartos. 
Corpo perfeito. À moça teria de ser sua. 
— Ela é Herleve, filha de Fulbert, um curtidor de peles de Falaise. 
— É linda — Roberto afirmou. Henri alegrou-se em ver o jovem interessado em outra coisa além de usurpar a posição do irmão mais velho. 
— O senhor é o conde. Poderá ficar com ela. 
— Simples assim? — Ela ficará honrada com a preferência. — Será mesmo? Roberto urgiu o cavalo para frente e as pessoas fizeram mesuras à sua passagem. 
Ele era o conde, a lei. Jovem, forte e poderoso, descendia de Rollo, o Viking, que recebera aquele território há um século, no tempo de Carlos, o Simples. Todos o amavam e recuavam. 
Ela não o vira e continuava a dançar, rindo, ao som de uma flauta. A vê-lo, majestoso, vestido com seda e arminho, Herleve estacou, atônita. 
Roberto sorriu, aproximou-se e segurou-a pela mão. O busto subia e descia, enquanto ela o encarava. 
— Quer vir comigo? — Roberto convidou, alvoroçado. 
A jovem nada perguntou. Anuiu de maneira discreta. Roberto percebeu nela o medo e a excitação. 
Ela o desejava. 
Roberto deu um grito, arrebanhou-a e sentou-a diante dele. Incitou a montaria que saiu a galope. 
Herleve supôs que vivesse um sonho. 
Apesar de jovem, ima¬ginava como seria deitar-se com um homem. Pensara em Michel, filho do ferreiro. 
Em Ralph, filho do estalajadeiro. 
Em Guy de Monet, herdeiro do velho soldado. Porém jamais ousara pensar que seria distinguida pelas atenções do conde de Hiemois. 
Roberto levou-a até uma cabana na floresta. Chamou por alguém e um velho apareceu. Roberto disse algumas palavras e entregou-lhe algumas moedas. 
O homem foi buscar a esposa que saiu, fazendo mesuras. Os dois se afastaram da casa. 
O conde desmontou, segurou Herleve nos braços e levou-a para dentro da cabana. 
— Sabe para que viemos, não é? — perguntou, abaixando a cabeça para beijá-la. Herleve refletiu na diferença entre pecado, êxtase e paraíso. 
O conde jamais se casaria com ela. Então seria pecado. 
E por ele, pagaria alegremente. 
Tremendo, sentiu os músculos rijos e quentes, os lábios imperiosos. Perdeu a razão e foi invadida por uma onda de mel que a deixou tonta. 
— Seja gentil, milorde. 
— Serei, prometo.

Série Fogo
1 - A Princesa Rebelde 
2 - Dama de Fogo

Paixão Diabólica

Série Some Like It
A alguns excita o perigo... 

À beldade das Highlands, Catriona Kincaid, não é importante o decoro, e inclusive sua própria segurança, quando irrompe nos domínios da prisão de Newgate. 
Decidida a retornar a Escócia e restaurar a honra de seu clã, busca a ajuda de sir Simon Wescott, um nobre caído em desgraça e célebre libertino. Está disposta a lhe oferecer riqueza e liberdade, mas nunca imaginou que o perverso libertino teria a audácia de lhe exigir um preço muito mais sensual por sua ajuda. 
A outros excita a sedução... 
Simon se surpreende ao descobrir que a menina que mais parecia um garoto, que conhecia há anos, converteu-se em uma obstinada e sedutora mulher. 
Levando em conta ter renunciado aos seus sonhos de converter-se em herói, não pode resistir a fazer o papel de cavalheiro errante para Catriona. 
A ambos aguardam aventuras e perigos em seu lar escocês, onde arriscarão a vida para vencer seus inimigos... 
E arriscarão o coração para descobrir uma paixão que supera seus sonhos mais selvagens. 

Comentário revisora Kelly : Livro lindo, história ótima, com um enredo emocionante, é um luvinha com cara de espadão, com um par romântico maravilhoso, com muitos momentos hots de dar água na boca. 
Estou louca para ler o próximo. 
Leiam e confiram 

Capítulo Um 

Inglaterra, 1805 
Um gemido feminino e gutural perturbou a aprazível privacidade do palheiro. 
Quando Catriona Kincaid, sobressaltada, levantou a cabeça, o preguiçoso bichano enroscado a sua nuca soltou um estridente miado. 
Por sorte, o protesto do gatinho ficou afogado por outro gemido proveniente da parte inferior do estábulo, sublinhado neste caso por uma rouca risada de cumplicidade que provocou um quente comichão na coluna de Catriona. 
Ainda segurando o livro que estava lendo, apoiou-se nos cotovelos para impulsionar-se sobre o estômago em meio dos raios enviesados de sombras e sol que atravessavam as cavalariças enquanto o gatinho começava a brincar com sua cabeleira com a ferocidade de um filhotinho de leão. 
Outra risada insípida chegou flutuando até seus ouvidos, acompanhada dos ritmos intrigantes de uma respiração dificultosa, e então Catriona decidiu inclinar-se para pegar um olho à generosa fresta aberta entre duas madeiras. 
Inclusive sob a débil luz, o cabelo de sua prima reluzia como um desordenado halo loiro em torno de seu rosto ruborizado. 
Alice estava apanhada contra a porta de um compartimento situado frente ao palheiro, presa entre os braços fervorosos de um oficial da Armada Real de Sua Majestade. 
Enquanto o marinheiro pegava sua boca aberta ao pescoço pálido de sua prima, ela inclinava a cabeça para trás, deixando ver seus olhos fechados e os úmidos lábios separados com certa ânsia indefinível. 
Catriona também abriu a boca. Nunca tinha visto sua frívola prima tão pouco preocupada que a maquiagem se danificasse ou se rasgasse a cauda de sua bata de jardim. Este novo e bonito pretendente devia criar um feitiço poderoso, sem dúvida. 
O olhar curioso de Catriona se deslocou às costas do galã. A casaca azul escuro do jovem oficial estava pendurada de qualquer maneira em uma porta próxima ao compartimento, jogada ali com urgência. 
Sua deslumbrante camisa branca se adaptava a seus amplos ombros enquanto o colete se pegava à magra cintura. 
Levava umas calças brancas rodeadas aos seus magros quadris, que se estreitavam sobre as panturrilhas e coxas musculosas até desaparecer por dentro de um par de reluzentes e negras botas. 
Não foi a beleza esculpida destes quadris que atraiu de novo o olhar de Catriona, a não ser o movimento sutil que acompanhava cada um de seus ataques contra o pescoço de sua prima. 
Aquele movimento provocador conseguia tal equilíbrio delicado entre persuasão e exigência que era como se seu corpo magro e hábil tivesse sido criado por Deus do céu para tais atividades perversas. 
Quando deslocou seus ávidos cuidados da garganta aos lábios separados de sua prima, Catriona soltou um ofego, hipnotizada. 
Nem sequer em seus sonhos mais escandalosos tinha imaginado tal maneira de beijar! 
Aquilo não guardava relação alguma com os beijos pouco generosos na bochecha que sua tia permitia a seu tio cada noite antes de retirar-se a seus dormitórios separados. 
Tampou seus lábios trementes com as pontas dos dedos, perguntando-se o que sentiria enquanto alguém os devorava com tal terno ardor. 
Seus pais tinham sido generosos em abraços e beijos, mas desde que tinha vindo viver com a família de seu tio não tinha recebido muito mais que algum beijo seco na testa. O insolente descarado se aproveitou da distração de sua prima para afundar seus dedos largos e magros no decote de encaixe do vestido. 
Alice murmurou um protesto desinteressado.

Série Some Like It
1 - Paixão Diabólica
2 - Desejo Selvagem
Série Concluída

25 de junho de 2012

As Razões Do Amor

Saga da Família Lester
O Duque audacioso... 

Lenore estava absolutamente satisfeita com sua vida no campo, tomando conta de seu pai, sem desejo de se casar. Tomou todas as precauções para se manter totalmente nas sombras, mas não adiantou!

O irresistível Duque de Eversleigh a encontrou e persiste em ter o seu afeto... 
O notavelmente charmoso Jason, Duque de Eversleigh, viu facilmente o que havia por trás do notável disfarce de Lenore Lester. 
Apesar do óculos e dos cabelos severamente presos, ela não conseguiu esconder sua beleza. 
E Jason estava determinado a capturar o que ela escondia em seu coração... 

Capítulo Um 

A porta da biblioteca do duque de Eversleigh fechou-se. Da poltrona que estava atrás da enorme mesa de mogno, Jason Montgomery, o quinto duque de Eversleigh, contemplou os painéis de carvalho com uma desaprovação pronunciada. - Impossível! - murmurou, pronunciando a palavra com desprezo e desdém. 
Quando o som dos passos do seu primo Hector foram diminuindo, o olhar de Jason abandonou a porta e dirigiu-se até um enorme tecido que pendia na parede. Com uma expressão sombria, estudou os traços do jovem representado no quadro, o sorriso descarado e despreocupado, os atrevidos olhos cinzentos coroados por um cabelo castanho despenteado. 
Os ombros largos estavam enfeitados com a púrpura do seu regimento e havia uma lança de um lado, evidência da ocupação do jovem. 
Um músculo vibrou ao lado da comissura dos lábios de Jason. Rapidamente o controlou. 
Os seus traços austeros e afiados endureceram para se tornarem uma máscara de reserva fria. 
A porta abriu para dar passagem a um cavalheiro elegantemente vestido e que esboçava um sorriso agradável. Parou com a mão na maçaneta da porta. 
- Vi o teu primo ir embora. Está a salvo? - Com a confiança que mostrava ter a certeza de que seria bem-vindo, Frederick Marshall não esperou resposta. 
Fechou a porta e dirigiu-se para a mesa. Sua Excelência, o duque de Eversleigh, lançou um suspiro explosivo. 
- Bolas, Frederick. Não é um assunto engraçado! Hector Montgomery é chapeleiro! Seria uma irresponsabilidade da minha parte permitir que se tornasse duque. Nem sequer consigo sustentar esse pensamento... Além disso, por muito tentadora que a ideia pudesse ser, se eu apresentasse o mestre Hector à família como meu herdeiro, produzir-se-ia uma grande agitação, um motim entre os Montgomery. Conhecendo as minhas tias, pediriam que me metessem na prisão até que eu me rendesse e me casasse. 
- Atrevo-me a dizer que as tuas tias adorariam saber que é capaz de identificar o problema e a sua solução tão claramente - replicou Frederick, depois de se sentar em frente ao duque. 
- De que lado está, Frederick? - quis saber Jason enquanto olhava com atenção para o seu amigo. 
- Precisa perguntar? No entanto, não faz sentido ocultar os fatos. Agora que Ricky não está, terás que te casar. Quanto antes te decidires a fazê-lo, menos provável será que as tuas tias pensem em se ocupar do assunto, não achas? Depois de lhe ter dado aquele bom conselho, Frederick encostou-se na poltrona e observou como o seu amigo o digeria. 
Os raios de sol entravam pelas janelas atrás de Jason e faziam brilhar os seus famosos caracóis castanhos, modernamente cortados. 
Os ombros largos faziam justiça a um dos desenhos mais rigorosos de Schultz, acompanhado de umas calças justas. O colete que Frederick observou por debaixo da sobrecasaca cinzenta, uma roupa muito sutil em tons cinzentos e malvas, provocou-lhe uma certa inveja. 
Só havia um homem em toda a Inglaterra que, sem esforço algum, conseguia fazer com que Frederick Marshall se sentisse menos elegante e esse era precisamente o homem sentado à sua frente, sumido numa tristeza pouco comum nele. 



Saga da Família Lester
1. As Razões do Amor
2. Um Futuro de Esperança
3. Armadilha de Amor
4- Uma Esposa à sua Medida
Série Concluída

24 de junho de 2012

Recordações Do Passado






Segredos que lhe consumiam a alma. 


E Derek Fontaine desejava apenas fugir deles. 
Uma herança vinda do pai que ele jamais conhecera o conduzia a uma fazenda em ruínas no Texas, onde ele conheceu 
Amber Laughton, uma mulher maravilhosa que agiu como bálsamo em sua alma ferida. Banida de uma sociedade, carregando seus segredos, Amber não sabia em quem confiar... 
Menos ainda nos homens que não a enxergavam tal qual ela era. 
Mas Derek, o homem que tinha seu futuro nas mãos, despertou nela uma grande paixão. 
E fez Amber decidir conquistar o amor que lhe fora negado por tanto tempo... 


Capítulo Um 


Estados Unidos, Abril 1868
Montarias à vista. Amber Laughton ouviu o anúncio, mas não respondeu. 
Preferiu continuar com seu trabalho de separar as ervas daninha das plantas saudáveis dos canteiros do jardim e da horta. 
O trabalho não exigia grande concentração, por isso ela teve chance de pensar em outras coisas. 
A Fazenda Double F raramente recebia visitas nos últimos tempos. 
Convites não eram mais enviados ou aceitos, e ela não podia pensar em alguém interessado em ver como era a situação atual. Ninguém. 
Talvez... Derek Fontaine houvesse chegado finalmente? — Menina Amber, você me ouviu. Cavaleiros estão chegando. Ela ergueu a cabeça, protegendo os olhos com a mão. 
Nuvens baixas davam a impressão de que iria chover, mas havia momentos de luminosidade.
Viu então Micah em pé num canto da casa. Sorriu. Amber amava o homenzinho como se fosse seu avô.
Não era na verdade, mas amigo por muitos anos já. 
— Você me ouviu? — ele repetiu. 
— Sim, ouvi. 
— Está esperando alguém? 
— E quem poderia eu esperar? 
— Os loucos dos irmãos Andrews não têm vindo aqui há algum tempo já. Pode ser que sejam eles — Micah sugeriu. — Isso não quer dizer que eu esteja esperando por eles. 
Ciem e Twigg viriam para ver Whitley, e você sabe disso. Amber estava de avental e recusou-se a mudar de roupa com o fim de impressionar pessoas não convidadas. Mesmo que fosse Derek Fontaine, não se trocaria. 
Alem disso, um avental não muito limpo não importava considerando-se as circunstâncias. 
Ela parecia ser uma parte da criadagem, o que na realidade era. 
Seu simples vestido marrom de algodão, sapatos grosseiros, já era bastante velho. 
Prendera os cabelos na nuca bem cedo pela manhã, mas alguns fios caíam pela testa e ao lado do rosto. 
 Suas mãos estavam vermelhas e crestadas por causa do calor e escaldante, da água gelada e do sabão de lixívia que usara na véspera para lavar a roupa. 
E suas unhas ficavam permanentemente negras por lidar na terra. 
— Eles vão dizer que vieram para ver Whitley — comentou Micah — mas na verdade nem se importam com o sobrinho. Querem ficar por aqui até que você os convide para jantar. 
— Bem, se for isso, estarão sem sorte hoje. Whitley foi à aldeia outra vez e eu não tenho tempo de fazer sala até que o rapaz volte. 
— Não, acho que não são os tios — disse Micah, olhando ao longe. — Não me parece que sejam as montarias deles. Amber foi ao canto da casa e olhou na direção da pradaria. 
— Há dois cavaleiros, não um. Amber declarou, desapontada, e Micah lhe perguntou: 
— O que há com você? É claro que há dois cavaleiros. Falávamos dos irmãos Andrews. Lembra-se? Claro que não podia ser apenas um. 
— Desculpe. Eu não sei em que estava pensando. Concluí que era Derek Fontaine, e imaginei que ele viesse sozinho. 
— Fontaine!
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O Cavaleiro Da Sereia


Uma volta no tempo.


Quando um acidente de carro tira a vida de Leah de Sunderland, ela se encontra precisando urgentemente da assistência divina. 
Sua fada madrinha vem para auxiliá-la, mas a sua ajuda vem com condições. 


Como uma fada madrinha, somente poderá ajudá-la através de contos (você adivinhou!) de fadas. 
Para ganhar uma segunda chance na vida, Leah deve viver o conto de A Pequena Sereia. 
Armada com uma cauda de sereia e nada mais (nem mesmo a voz!), ela tem um mês para fazer um lord se apaixonar por ela, ou então vai morrer de forma permanente. 
Mas o lord que ela deve seduzir é um guerreiro difícil e feroz que pensa que ela é uma espiã e amante de seu inimigo. 
Ela poderá conquistá-lo antes dos trinta dias estipulados pela fada? 
Ou corre o risco de perder seu coração, bem como a sua vida? 


Comentário revisora Celia Carvalho: Quando a Ana pediu ajuda na Final, e vi a capa!!!...rsss torci o nariz, e só aceite para ajudar, mas fui realmente surpreendida com a história. Preciso rever meus conceitos...kkkk 
Bem contada, divertida, e com conteúdo!! 
Tem mocinho semi-ogro, mas apaixonante, tem mocinha divertida, e tem, pasmem!!... Fada madrinha que é F.....kkkkkkk Uma velhinha non-sense pirada. 
Um tipo Conto de Fadas maluco. Estas escritoras andam com a criatividade a 1000!! 
Adoro gente insana...kkkk . leiam que irá render boas risadas. Adorei!! 


Capítulo Um 


Leah Sunderland olhou para seu corpo, deitado sobre o capô de seu carro e tudo o que conseguia perceber é que estava entorpecida. 
Não sentia seu corpo, mas via que estava a poucos metros da calçada, e sentia o rosto sujo de sangue sob a confusão de seus longos cabelos castanhos. 
Ao lado dela, uma mulher idosa deu um tapinha no seu braço. 
— Motoristas bêbados são os piores, não é, minha cara? Você era tão jovem! 
Leah empurrou a franja que estava sobre seus olhos e balançou a cabeça, ainda olhando surpresa. 
— Eu não entendo. O que aconteceu? A mulher inclinou a cabeça, balançando os cachos grisalhos e disse: 
— Bem, eu não sou nenhuma especialista em trânsito, mas parece que o sinal estava verde para você, mas ele seguiu em frente de qualquer forma, e bateu no seu carro ao lado do motorista em alta velocidade, e você não estava usando o cinto de segurança. 
A mulher olhou para ela com ar de reprovação. 
— Está todo quebrado,— Leah resmungou, movendo— se em volta de seu carro.—Eu ia levá— lo para ser avaliado amanhã. 
Isto fazia parte de uma incrível seqüência de azar que Leah estava tendo, e a coisa toda do cinto de segurança parecia ser a cereja em cima do bolo, a mais recente de uma série de coisas que constantemente estavam dando errado em sua vida. 
— Eu acho que isso não importa agora, não é? 
Ela se afastou de seu corpo esparramado sobre o capô do carro destroçado, apenas para descobrir que estava de frente para o outro veículo destroçado. 
Triste dizer isso, mas o motorista estava muito bem, e também muito bêbado. 
O homem cambaleou para fora do carro e gritou no celular, a mão livre pressionando a testa. 
Os olhos de Leah ameaçaram se encher de lágrimas, e ela piscou de repente furiosa... 
— Não é justo. Por que ele está vivo? — Isso é apenas o modo como as coisas acontecem. Isso me dá medo. — A senhora deu um tapinha em seu braço suavemente
— Às vezes partimos e às vezes não. Leah olhou para sua nova companheira, algo não estava certo aqui. 
— Quem é você, afinal? E como é que você pode me ver se eu estou morta?— Seus olhos se arregalaram de horror.— Eu sou um fantasma?— Suas mãos foram para seu rosto, sentindo-se alarmada. 
Parecia um rosto normal, nada fantasmagórico. 
A mulher abanou a cabeça. 
— Não, não, querida. Não fique chateada. Você não é um fantasma, nada parecido com um.— Ela riu, segurando a mão e levando ao peito como se tivesse lhe agradado o pensamento. — Um fantasma, na verdade. Que engraçado. Quando ela viu a boca de Leah estremecer, limpou sua garganta. 
— Quanto a mim, você pode me chamar de Muffin. 
— Ah… ok. Se eu estou morta, isso faz de você uma espécie de anjo? 
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18 de junho de 2012

Infiel

Trilogia Família Tristan 

Presa entre o dever e o desejo… 

Sophie, duquesa de Calton, por fim, virou a página. 
Depois de sete anos chorando a perda de seu marido Garrett em Waterloo, casou-se com o primo e herdeiro deste, Tristan. 
Sophie se entrega a ele de corpo e alma… até o dia em que 
Garrett retorna do continente exigindo seu título, suas terras… e a sua esposa. 
Dividida entre dois maridos… Agora Sophie deve escolher entre seu primeiro amor e seu novo amor, sabendo que faça o que fizer, sua decisão destruirá um dos homens que adora. 
Será Garrett, seu amor de infância, cuja perda esteve a ponto de destruí-la? 
Ou será Tristan, seu querido amigo transformado em seu amante, que a apoiou durante os últimos tristes anos e que lhe mostrou uma paixão que jamais conheceu? Enquanto seus dois maridos lutam por seu coração, Sophie se vê imersa em um perigoso jogo… onde o que está em jogo não é somente o amor… mas a vida e a morte. 
Comentário revisora Kelly: O livro tem uma história um pouco complicada e bem, bem hot, que gira em torno de um triângulo amoroso, mas a autora consegue desenrolá-la de uma forma cativante. Leia e confira.

Capítulo Um 

Londres, abril de 1823. 
Oito anos depois. Sophie reduziu o passo de sua égua alazã, até pô-la ao passo. 
A seu lado, alto e bonito sobre seu tordo cinza, Tristan a imitou e seus cavalos acompanharam seu avanço. Sujeitando as rédeas, ela acariciou o pescoço morno de sua montaria com a mão enluvada e respirou fundo, sentindo o refrescante ar da manhã. 
O caminho, flanqueado de árvores, via-se silencioso e tranquilo naquela hora, provavelmente devido à atmosfera pesada que anunciava uma tormenta. 
O dia era frio e plúmbeo, e ameaçava chuva, assim que ela e Tristan saíram de casa cedo, com a esperança de poder dar um rápido passeio antes que começasse a chover. 
Uma pesada geada brilhava nos ramos das árvores e algumas gotas se acumulavam sob as folhas novas, cintilando como minúsculos diamantes, ao cair ao chão. Sophie deu uma olhada em Tristan, sorrindo pelo modo com que a umidade lhe frisava o negro e brilhante cabelo sob o chapéu. 
 —Está preparado para esta noite? Ia ser o primeiro jantar social a que assistiriam desde sua chegada a Londres, em fevereiro, para a abertura do Parlamento. 
O primeiro jantar social a que assistiriam como marido e mulher. 
Casaram-se em julho, mas passaram os escassos nove meses que levavam juntos na relativa tranquilidade da mansão Calton, em Yorkshire. 
Aquela noite ia ser a primeira de muitas festas futuras: ao cabo de poucas semanas, a jovem irmã de Garrett se reuniria com eles para sua primeira Temporada em Londres. 
 Tristan lhe devolveu o sorriso com um ar alegre, quase infantil, que se refletiu em seus brilhantes olhos cor chocolate. 
 —Estou mais que preparado para esta noite. Que tal você? Ela esporeou a sua égua, pondo-a a galope, e, sorrindo-lhe por cima do ombro, respondeu: 
—É óbvio que estou. Tristan entrecerrou os olhos e agitou as rédeas. 
Animada pela ideia de uma pequena competição, Sophie se voltou, segurou-se bem à sela de montar e se aproximou do lustroso pescoço de sua montaria, lhe sussurrando palavras de ânimo, para incrementar a velocidade. 
 Os cascos levantaram torrões de barro, ao avançar. 
O frio vento lhe penetrava entre o cabelo, enquanto Sophie se inclinava para frente, com o ritmo do galope lhe percorrendo o corpo. 
A saia do traje de montar golpeava contra os flancos da égua, e ela gritou regozijada. Estava ganhando. 
Viu o atoleiro gelado muito tarde. 
O animal deslizou sobre a branca superfície, tentando manter-se em pé, enquanto Sophie lutava para não perder o equilíbrio. 
Puxou das rédeas para trás, para manter a cabeça erguida, mas o corpo do pobre animal se sacudia, desesperadamente, debaixo dela. 
Estavam caindo, e a égua ia cair em cima dela. 
 Sophie conseguiu levantar a perna direita da parte superior da sela e liberou o pé esquerdo do estribo de uma patada. 
Lançou-se fora da montaria, justo quando as patas do animal se dobravam. 
Sophie foi contra o chão no atoleiro de água gelada. Notou como o impacto se estendia do quadril ao resto do corpo. 
Com um ruído surdo que pareceu fazer tremer a terra, a égua caiu também, com os quartos traseiros a poucos centímetros das pernas dela. 
Embargou-a uma sensação de alívio, mas, imediatamente, experimentou um renovado pânico. 
Em seu agitado esforço por ficar em pé, o animal se deslocou sobre o barro, e Sophie ficou entre suas patas, que se sacudiam com desespero. 
« OH, não! OH, Deus!»

Trilogia Família Tristan
1 - Infiel
2 - A Touch of Scandal
3 - A Season of Seduction

O Amor Tem Suas Razões


Romana tentava desesperadamente fugir daqueles braços que a agarravam, que a deixavam sem fôlego, enquanto a arrastavam pela sala. 


Vamos, padre — ordenou o lorde comece logo o casamento. O ouro que lhe dei é suficiente para que case o próprio Satã! 


— E foi aí que Romana começou a gritar de pavor: — Vocês devem estar loucos! 
Não podem me obrigar a cometer este sacrilégio! 
— Lorde Kirkhampton desceu a mão com força na face pálida da moça... E então, chorando de medo e dor, Romana foi obrigada a se casar com aquele homem que não conhecia e nem amava! 


Capítulo Um


1802 
O marquês de Sarne gemeu enquanto se movia ligeiramente. Pensou na dor de cabeça que sentia: não podia ser real. 
Era torturante demais... Parecia ter passado muito tempo quando ele abriu os olhos novamente. 
Viu um aposento desconhecido e tornou a fechar os olhos. . . Sua cabeça continuava a latejar. Vagarosamente, intermitentemente, lampejos de lembranças voltavam à sua mente, mas havia momentos em que não se recordava de nada... 
Tinha noção de que sua boca estava seca e seus lábios rachados. 
Precisava tão desesperadamente de uma bebida que se obrigou a abrir os olhos e a conservá-los bem abertos. Havia ali uma lareira e, sobre ela, uma pintura que o marquês nunca vira em sua vida. 
Uma janela sem cortina deixava entrar luz e ele pôde ver móveis de um tipo que nunca teria, em nenhuma de suas casas. 
Fechou os olhos por um momento, depois tornou a abri-los de vez. . . Onde estava? E por que cargas d’água se sentia assim tão mal? 
Mexeu-se vagarosamente e, ao fazê-lo, viu um pedaço de papel sobre seu peito. 
Tentou olhá-lo, sem mover demais a cabeça, e então percebeu que vestia traje rigor. 
Que havia acontecido e por que teriam colocado um pedaço de papel sobre seu corpo? 
Tudo lhe parecia incompreensível, até que, de repente, ele se lembrou de que estava vestido assim quando saíra com Nicole de Prêt para cear. 
Claro, ele começou a se lembrar de Nicole: fora buscá-la em sua carruagem, na entrada dos artistas de Covent Garden. 
Ao apanhá-la em seu camarim, achou que era tão fascinante que merecia mesmo o aplauso de uma multidão. 
— Tem certeza de que quer cear em casa? — perguntou-lhe, enquanto levava aos lábios aquela mão pequenina de dedos longos e finos. 
Foram as mãos de Nicole que o atraíram em primeiro lugar, pois ela as usava com muito mais graça do que as outras moças do Corpo de Baile. 
— Onde Vossa Senhoria quiser — respondeu ela — , mas a ceia já está pronta em casa. 
Era elegante para os conquistadores de St. James perseguir as mulheres francesas, que, além de fascinantes, geralmente eram melhores dançarinas do que as inglesas. 
O marquês tivera sob sua proteção uma artista espanhola, que lhe agradara durante mais de um ano. Pensava que Nicole de Prêt poderia preencher admiravelmente o lugar dela, e pretendia conversar sobre isso com a dançarina durante a ceia daquela noite. Ajudou-a pôr sobre os ombros o agasalho, uma pele que, em seu entender, não era moldura apropriada para a beleza dela. 
Desceram a escada de ferro que levava à entrada dos artistas. 
O marquês tinha certeza de que Nicole admiraria sua carruagem, pois ninguém em Londres possuía outra tão elegante, puxada por cavalos de puro sangue. 
O cocheiro de libré e os lacaios que abriam a porta recebiam olhares de admiração da multidão, que se postava diante da entrada dos atores para ver não apenas as artistas que saíam, mas também os cavalheiros que as escoltavam. 
Nicole de Prêt recostou-se no banco acolchoado da carruagem. 
— O senhor vive em grande estilo, milorde — observou ela. 
— É algo que espero que partilhe comigo — respondeu o marquês. À luz do candelabro de prata da carruagem, ele a viu lançar-lhe um olhar provocante por baixo de seus compridos cílios pretos. 
— Isso é um convite? — Explicarei melhor depois de cearmos — prometeu o marques Nicole sorriu e ele ficou em dúvida se ela pretendia aceitar sua proteção imediatamente ou se adiaria a resposta para mostrar-se “difícil". 
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