20 de janeiro de 2017

Olhos de Anjo

A última coisa que Justin Connor esperava encontrar era uma jovem mulher adormecida na areia, lançada pelo mar na agreste costa da Nova Zelândia. 

Embora não estivesse disposto a renunciar à solidão a que havia-se refugiado nessa ilha, Justin se sentiu obrigado a resgatar essa misteriosa náufraga, sem se dar conta de que, com sua radiante beleza e sua valentia, ela terminaria destruindo a paz que tanto lhe havia custado conseguir. 
Ainda mais quando a jovem é nada menos que Emily, uma nobre órfã e despojada de sua herança que percorreu meio mundo para encontrar o homem que havia prometido a seu pai cuidar dela, e que, em vez disso, a deixara interna em uma escola da Inglaterra. 
Confusa e presa de uma voragem de emoções, Emily está decidida a vingar-se de Justin por seus anos de solidão, embora para isso deva romper-lhe o coração.

Capítulo Um

Minha querida filha, rezo para que quando receba esta carta se encontre bem…
Nova Zelândia, Ilha do Norte, 1872
— Se há alguma moça atrevida a quem falta uma boa surra, essa é Emily Claire Scarborough! — Barney reprimiu um grunhido e quase provocou o riso em Emily. Ela se voltou, apoiando as costas na proa do pequeno vapor. Olhava para ela exibindo um gesto de ódio com seu rosto marcado pela varíola. Flexionou suas mãos secas no corrimão do barco e murmurou: — E eu sou a pessoa que deveria dá-la. Doreen agarrou seu irmão pela orelha e a retorceu com a mesma destreza que fizera com que se convertesse no terror das alunas do Colégio para Senhoritas de Foxworth.
— Ai, irmã! — Gritou Barney. — Solte-me! Não lhe coloquei a mão encima, pelo menos até esse momento…
— Mas quer lhe dar uma surra… creio que o que gostaria é de se deitar com ela. Ontem vi como a fitava enquanto a metíamos em seu vestido elegante.
Emily riu e Doreen torceu mais forte a orelha. Se havia enraivecido ainda mais ao perceber que, por um lapso, usara o sotaque suburbano. Todos sabiam que havia conquistado um lugar ao sol na escola graças à sua habilidade de fazer gozações com a forma refinada de falar das classes altas. Isso e o rápido desmoronamento das finanças da senhorita Winters.
Barney afastou sua mão.
— A estar com vocês duas, menininhas, preferiria estar cego e surdo até chegar à Nova Zelândia. Mulheres!
Cuspiu, depois de ter incluído de má vontade sua irmã em seu áspero comentário.
Eram uns furões raivosos, pensou Emily.
Tinha sido arrastada por meio mundo por um par de furões raivosos. Caminhavam como bípedes e usavam chapéus e guarda-sóis, mas, mesmo vestidos com sedas e diamantes, não podiam dissimular sua verdadeira… ―furonidade !! Esfregou os braços. Estavam avermelhados pelos beliscões de Doreen. Estava certa que a morderia se não fosse por temer que ao capitão lhe parecesse pouco civilizado. Ou talvez porque pensava que ela poderia lhe responder com outra mordida.
Suspirou. A pequena barcaça resfolegava pela água, deixando um rastro no mar de cor azul forte.
Barney coçou o pescoço. O terno de lã que a srta. Winters lhe havia comprado antes de sua saída era adequado para o vento fresco de Londres no outono, mas não para as brisas quentes da Nova Zelândia. Ademais, o terno, evidentemente, era dois números menor que o seu.
Secou o suor da testa:
— Este país não é normal. É como ter chegado ao inferno antes do tempo — apontou para Emily com o olho bom — e, se isso for verdade, esta estúpida é a cadela do diabo. Olhe para ela. Parece que é a dona deste maldito barco a vapor, e também do Mar da Tasmânia.
Sua irmã não olhou para Emily, mas para a cabina de comando. O velho capitão estava caído, meio adormecido sobre o timão.
— Ela poderá ser a dona quando a deixemos nos braços de seu rico tutor — disse Doreen. — Esse pretensioso herdeiro do duque tem que pagar todo o dinheiro que deve à pobre srta. Winters por cuidar desta pequena bruxa todos esses anos. E 10% disso vai para nós dois.
-Deveria ser a metade — murmurou Barney enquanto tocava o brilhante hematoma que tinha debaixo do olho. Emily se sentiu tentada a lhe dar razão.
Na segunda tinha molhado com salmoura suas comidas.
Na terça jogado fora o whisky de Barney, e trocado pelo conteúdo do penico de sua irmã.
Na quarta lançou sua única muda de roupa pela murada, fazendo com que fosse obrigado a nadar atrás dele completamente nu. Enquanto isso, Emily se fez um corte no dedo para jogar seu sangue no mar com a esperança de atrair tubarões. Doreen e o foguista tinham tido dificuldade em controlá-lo para evitar que a atirasse ao mar. Essa mesma manhã lhe havia deixado com um olho roxo com um soco quando ele e Doreen estavam tirando seu avental humilde para lhe colocar um vestido.
— Nem sequer tem a decência de usar um guarda-sol — grunhiu Barney.
Tinha a cara cheia de espinhas e a de Doreen, após cada dia de viajem, estava cada dia mais pálida. Em troca, Emily tinha a ousadia de expor sua cara ao sol e estava ficando morena como uma castanha.
— Ao menos finalmente conseguimos que esse pequeno demônio com jeito de rapaz use um vestido apropriado — respondeu Doreen.
O olhar de Barney percorreu de cima abaixo o corpo de Emily, conseguindo fazer com que estremecesse. Emily sabia que não a achava assim tão masculinizada, embora odiasse admiti-lo. Ainda lhe doíam os seios pela pressão que tinha exercido com seu ossudo corpo enquanto a agarrava para que Doreen pudesse atar as fitas da armação do vestido. Então se pôs no extremo da sacada, o mais longe dele que a coberta do barco lhe permitia. Enquanto Barney a fitava dissimuladamente, ajeitava as calças. Emily desejou estrangulá-lo. Doreen lhe bateu nas orelhas.
— Mantenha suas mãos sujas onde eu possa vê-las. Não podemos estragar tudo agora. Nos deram este trabalho somente porque a srta. Amélia não podia se permitir o luxo de enviar outros investigadores.
Barney lhe respondeu com um queixume, que foi interrompido pelo grito do capitão:
— Terra à vista!
 


17 de janeiro de 2017

Coleção Bárbara Cartland



O Noivo dos meus Sonhos
Romântica e sonhadora, Violet aceitou casar-se com o duque de Barrington para cumprir a última vontade de seu velho pai. 
E foi só no dia de seu casamento, toda vestida de luto, com um véu cobrindo-lhe o rosto, que Violet conheceu o noivo. Apaixonou-se perdidamente! Disposta a conquistar o marido, recorreu a um artifício infalível: fingiu ser outra mulher... Mal sabia que, ao forjar essa mentira, estava descobrindo segredos fatais!



"Coleção Barbara Cartland"
O Noivo dos meus Sonhos - 333

Coleção Sissi

Adorável Libertino
Ao deparar com Alexander Monk, depois de quatro anos sem vê-lo, o coração de Roxane disparou, emocionado. Como podia sentir-se tão perturbada diante daquele libertino irresponsável que matara seus sonhos de amor?
Quando rompera o noivado com ele, jurara nunca mais amar. No entanto, Alexander também fizera um juramento: reconquistar o amor de Roxane, mesmo que para isso tivesse de enfrentar o ameaçador fantasma da Abadia: o Monge Branco.

A Farsante
Margareth Linley ficou gelada diante dos dois mineiros que gritaram: "É mentira! Você não é a nossa prima!" Mais terrível foi enfrentar o olhar incrédulo e acusador do marquês de Brynwood, ao perguntar quem era ela, afinal! Aquele olhar que antes refletia tanto carinho não lhe saía do pensamento durante a triste volta a Londres. Meg não saberia viver sem o amor, agora que o encontrara, mas tinha a dolorosa certeza de que o altivo marquês jamais a perdoaria...

Ciranda de Intrigas
O cavalheiro inclinou-se, tirando-a para dançar. Olhos verdes, audaciosos, fitavam-na pelas aberturas da máscara negra, o queixo forte, o sorriso cínico. Era ele, Lawrence! O coração de Theodora quase parou. Conteve o nome que lhe subia aos lábios; antes da meia-noite ninguém devia revelar sua identidade. O que esse homem belo, rico e poderoso pretendia? Teria a audácia de colocá-la no lugar de sua amante francesa? Theodora precisava desmascará-lo, por mais que o amasse e sofresse com isso.

O Segredo do Escocês
De repente, a vida rósea de Elaine foi agitada pelos fantasmas de uma velha mansão e, pior, por um demônio de olhos negros! Lorde Valent despertava nela as emoções mais contraditórias, desde rebeldia, com suas atitudes irresponsáveis e fúteis, até paixão, com seus gestos audaciosos e galantes. Quando descobriu que amava Lorde Valent, Elaine soube, realmente, o que era sofrer, pois aquele homem não podia amar!










Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi  7-8-9-10
(relançamentos)







15 de janeiro de 2017

Valsa da Meia-Noite

Série Plantação de Louisiana
O homem que vinha todas as noites ao seu quarto era o seu marido ou um estranho?

Amalie, uma jovem da aristocracia crioula da Louisiana, vivia atormentada por um mistério: de dia vivendo com um marido educado, porém frio, de noite a visitava no escuro um homem quente, que a fazia vibrar de êxtase.
Será que este amante era seu marido, um sonho ou um estranho sedutor?



Série Plantação de Louisiana
1- a revisar
2- Valsa da Meia-Noite
3- a revisar
4- Serenata Espanhola






13 de janeiro de 2017

O Escândalo da Sufragista

Série Os Irmãos Sinitros
Uma sufragista idealista ...

Miss Frederica "Free" Marshall colocou o coração e a alma em seu jornal, conhecido pelo apoio franco dos direitos das mulheres. 
Naturalmente, seus inimigos têm a intenção de destruir seu negócio e silenciá-la para sempre. Free se recusa a estar no final de sua linha... mas ela precisa de mais linha, e ela precisa agora.
Um patife cansado ...A família aristocrática de Edward Clark o abandonou para morrer em uma terra devastada pela guerra, de modo que ele sobreviveu da única maneira que poderia: transformando-se em um canalha e um falsificador de primeira classe. Quando a mesma família que o deixou por morto deseja arruinar Miss Marshall, ele oferece sua ajuda. 
Então e se tiver de mentir para ela? Ela é apenas um peão para usar em sua vingança...
E um escândalo de sete anos.
Mas a irreprimível Miss Marshall logo encanta Edward. Quando percebe que seu coração cínico é dela, é tarde demais. A única maneira de frustrar seus inimigos é revelar seu passado escandaloso... e quando a mulher que ama perceber o quanto ele mentiu para ela, vai perdê-la para sempre.

Capítulo Um

Cambridgeshire, março 1877
Edward Clark, estava aborrecido consigo mesmo. Uma coisa era fazer um favor a um homem. Outra coisa inteiramente diferente era levar Edward para este lugar, atravessando a multidão, que gritava nas margens do rio, se acotovelando uns contra os outros. E qual era a finalidade? Ver os barcos correndo ao longo da curva do Rio Tâmisa? Ele nem sabia que estava familiarizado com um membro da tripulação de Cambridge até que ele olhou para um jornal esta manhã. E, no entanto, ali estava ele, esperando. 
Como todos em torno dele. Ele se inclinou para a frente, atentamente. Como eles, prendeu a respiração quando ele vislumbrou o primeiro barco. Mas a tripulação a bordo estava vestida em azul escuro, gritando "Oxford, Oxford!" Houve um rugido tumultuado em torno dele.
 Ele afundou-se nos calcanhares, mas antes que ele tivesse a chance de relaxar, outro barco apareceu, remando com homens vestidos em azul claro. Ecoaram gritos ao redor. Edward não se mexeu. Continuou concentrado atentamente no barco de Cambridge.
Tinha passado quase uma década desde que ele tinha visto Stephen Shaughnessy. Naquela época, Stephen era um menino. Ele era uma chateação que estava sempre ao redor, como um mosquito. Edward tinha esperado sentir uma onda de nostalgia quando o homem entrou na sua vista. Talvez a amargura da culpa.
Ele não sabia identificar os sentimentos que o deixavam sombrio — sentimentos conflitantes que saltaram para a sua mente, deixando seus músculos tensos e uma sensação estranha no seu dedo mindinho.
 Não eram de todo emoções normais. Ele tinha a sensação que uma tempestade estava prestes a cair e não havia uma nuvem no céu.
Pela documentação Edward sabia que ele era o terceiro homem no barco. Ele não era nada além de uma mancha indistinta de cabelo escuro e músculos em movimento. Era uma estranha razão para Edward deixar sua casa ampla em Toulouse e arriscar a vida confortável que ele tinha conseguido por si próprio.
Ele fez isso de qualquer maneira. Ele tentou erradicar todo o seu idealismo, mas, aparentemente, ele ainda possuía alguns princípios tolos.
Ao seu redor, a multidão ficou mais barulhenta e inquieta. A corrida estava se aproximando e os camisas azuis de Cambridge avançavam sobre os de Oxford. Edward sentia-se como uma rocha escura, sólida e imóvel no meio de toda a excitação.
Nada lembrava sua antiga bravura. Tudo parecia irrelevante diante do povo reunido ao longo das margens do rio. Todas as pessoas estavam concentradas no momento. Era a coisa mais importante do universo: os homens em seus barcos, lutando com a velocidade da água agitada. Aqui, não havia certeza de nada. E neste universo de incerteza, a corrida era acirrada. Havia apenas preto e branco, certo e errado, Cambridge e Oxford. E Oxford estava à frente por um quarto de comprimento.
Nem todo mundo estava empolgado. À sua direita, alguns passos para trás, uma mulher levantou-se, dissimulando o seu tédio. 

Ela estava usando um vestido rendado, elegante, que a fazia parecer um algodão doce. Bonita o suficiente para olhar, mas ele suspeitava que magoaria os seus dentes se tentasse participar. Ela se agarrou ao braço de um homem com a face corada, olhando para o rio a cada meia hora, fazendo parecer que tinha sido arrastada para esse local e estava fazendo o seu melhor, fingindo um interesse que não tinha.
A maioria das pessoas que estavam em volta na margem do rio, tentava esconder o tédio. A corrida acontecia, era o lugar certo para serem vistos e para verem as pessoas. Ele deveria se juntar a eles e deixar a vista privilegiada para quem estava interessado de fato.
Porém, seus olhos perpassaram com interesse por uma mulher em particular. Ela não estava atrás como a multidão com tédio. Estava empoleirada em um banquinho para poder enxergar melhor todo o processo. Ela usava uma saia escura e uma blusa branca. O casaco tinha um toque masculino, com linhas fortes, de aspecto militar nos punhos e dragonas nos ombros. Usava chapéu do tipo coco, de homem. O lenço de tecido de um estranho verde azulado, conhecido como Azul Cambridge, estava atado ao redor do pescoço, numa estranha imitação de uma gravata. Ela não fingia interesse na corrida. 

10 de janeiro de 2017

Coleção Sissi

As Quatro Irmãs
Sir Giles Russell, elegante, gentil, despertava no coração de Abigail anseios profundos que ela não queria reconhecer: tinha três irmãs mais novas para casar e se considerava uma "solteirona" sem esperança...
Só que lady Jeffrey estava decidida a arranjar marido para as quatro lindas sobrinhas de qualquer maneira, e pôs a nobreza londrina em polvorosa com o bolo mágico, que uma cigana jurara ser um filtro de amor!
Vanessa
Chamada de feia e desajeitada pelo jovem visconde Peregren, Vanessa enfrentou-o e discutiu com ele durante um baile, no meio do salão, para horror e delícia da alta sociedade.
Banida de Londres, ela foi embora apoiada no ódio que sentia pelo arrogante nobre de cabelos ruivos e olhos verdes. O que Vanessa não sabia é que tinha um encontro marcado com o amor, em Paris, depois de muitos desencontros.









Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi   05, 06
(relançamentos)





8 de janeiro de 2017

Segredos da Noite de Reis



Lady Harriet Devere viaja para Oxfordshire com seus dois irmãos mais novos para a sua reunião anual de férias em família. 

Agora órfão, o trio perdeu recentemente o seu irmão mais velho, Nicholas, que morreu servindo seu país na batalha. 
Antes de sua morte, Nicholas tinha confiado a Harriet um segredo: ele estava trabalhando como espião britânico, recrutado para seguir os passos de seu pai. 
Nicholas usa Harriet como cúmplice, esperando que ela transmita mensagens simples para seus contatos, enquanto ele estava no exterior. Após sua morte, de repente foi pedido a Harriet para satisfazer um pedido muito mais profundo do que os do passado.
Harriet deve manter um olho sobre Julius Forsythe, conde de Marbury, que se acredita ser um agente duplo trabalhando também para os franceses. É esperado que Harriet acompanhe cada movimento do conde para determinar o seu estatuto como um traidor. Mas em pouco tempo, ela começa a admirar o conde, e seus sentimentos românticos são recíprocos. 
À medida que a aventura se desenrola, Harriet deve fazer o seu melhor para honrar o desejo de seu irmão amado, durante a tentativa de manter o homem que ela ama a salvo.

Capítulo Um

— Harry… Harry, você não está dormindo, seus olhos estão abertos, mas você não está nos ouvindo a nós.
Lady Harriet Devere empurrou-se para fora de seu devaneio e dedicou sua atenção para seus jovens irmãos. — Perdoe-me, você está certo. Eu estava a milhas de distância. O que foi que você estava dizendo?
— Quanto tempo mais? — Os gêmeos, como faziam tantas vezes, em coro em uníssono. — Estamos cansados de viajar.
— Eu não culpo vocês, assim como eu —, disse sua irmã com um sorriso triste. Eles tinham viajado desde a madrugada naquela manhã. Ela olhou para o relógio de bolso. Eram quase quatro horas, e a luz de dezembro para além da janela da carruagem era cinza com o início do crepúsculo. Ela abriu a janela, deixando entrar uma rajada de ar gelado, e chamou para o cocheiro.
— Carson, onde estamos agora?
— Acabámos de passar Woodstock, Lady Harriet. Outra meia hora e chegamos, eu acho —, ele chamou para baixo.
Harriet retirou a cabeça e fechou a janela. Os painéis de vidro eram um luxo, mas a família Devere era bem capaz de suportar essas comodidades. — Não demora muito tempo, — ela disse alegremente. — Agora, não se esqueça de não gritar em torno do avô. Eu sei que é Natal, e é emocionante, mas
vocês sabem como ele odeia vozes altas, e vocês não desejam obter seu lado ruim. Ele pode tornar a vida bastante desagradável.
— Oh, nós sabemos. — O par gemeu, revirando os olhos verdes.
— Da última vez estivemos em Charlbury, — Lady Grace disse, — ele não nos quis deixar montar nossas pôneis por uma semana porque estávamos jogando um jogo no corredor e derrubámos o vaso de cristal sobre a consola.
Harriet sorriu para si mesma. Lionel Devere, Duque de Charlbury, era um cavalheiro formidável, mas ele tinha um fraco por seus netos, exceto nas ocasiões em que seus jogos indisciplinados se intrometiam em suas atividades acadêmicas. Ele podia ser particularmente duro para Tom, agora seu herdeiro depois da morte do filho mais velho de Lionel, Edward, e depois seu neto, Nicholas. O Duque sustentava que Tom tinha que se elevar para um padrão mais elevado do que a maioria dos meninos de dez anos de idade, se queria assumir o manto ducal um dia.
O sorriso de Harriet desapareceu. Como sentia falta de seu irmão. A dor da perda de seu pai tinha diminuído ao longo do tempo, mas ainda estava lá, uma dor distante. Ambos perdidos para a faca de um assassino.
E agora aqui estava ela, mergulhando no mesmo mundo desonesto que tinha engolido seu pai e seu irmão. Uma compulsão interna dirigia-a, tinha feito isso desde o primeiro momento em que o homem do ministério a recrutara para esse mundo. Ajudar a vingar a morte da família deu-lhe um senso de propósito que estava desaparecido desde a morte de seu irmão e pareceu suavizar as bordas de sua sempre presente dor.
Como seria ele, este Julius Forsythe, conde de Marbury?









4 de janeiro de 2017

Sedução à Meia-Noite

Série Espada Negra

Cativante e sedutora, Saffron Fletcher é uma raridade no mundo Druida - uma Vidente. 

Ela é o prêmio máximo em uma batalha épica. 
Depois de sofrer terrivelmente nas mãos do mal, sua sede de justiça é tudo o que a faz continuar. 
Ela pode colocar sua confiança em Guerreiro pecaminosamente lindo, maravilhoso e perigoso que assombra seus sonhos e promete retribuição por seu inimigo em comum?
Camdyn MacKenna está sedento por vingança... até que ele é vítima da magia sedutora de Saffron. 
Ela o encanta como nenhum outro. Mas se Camdyn render-se à sedução dela, ele será forte o suficiente para derrotar seu inimigo jurado - e resistir às forças crescentes do mal que podem destruir o amor deles para sempre?

Capítulo Um

Castelo MacLeod, Janeiro de 2012
Saffron tragou uma áspera respiração enquanto instantaneamente acordava. Mas manteve seus olhos bem fechados, com medo de abri-los e ver nada além de escuridão. De novo.
Ela ouviu o crepitar do fogo na lareira, e o vento que soprava contra a janela da feroz tempestade de inverno que assolava por dias.
Três anos estando cega, de lutar contra a escuridão a que tinha sido confinada, e ela estava muito assustada para abrir os olhos e ver se o feitiço tinha verdadeiramente sido quebrado.
Um feitiço que tinha sido colocado nela por Declan Wallace, um Druida com magia negra inimaginável. Um Druida que queria usar as habilidades dela como Vidente para sua vantagem.
Mesmo agora, só o pensamento do poder da magia dele enviou um calafrio serpenteando abaixo pela espinha de Saffron.
Mas não era só sua magia. Era o mal dentro de Declan, a malícia e a alma rancorosa que era tão negra quanto piche. E ele mesmo, possuído por Satanás.
Saffron descobriu muito dolorosamente o quão extensa a magia de Declan era. Ele usou seu medo de aranhas para atormentá-la. Para torturá-la eternamente, incessantemente.
Cruelmente.
Ela respirou profundamente quando o medo que tinha estado com ela por três anos começou a assumir o controle mais uma vez. Saffron lutou para lembrar-se da gloriosa sensação da magia de Declan sendo quebrada quando Danielle encontrou o feitiço dele profundamente na mente de Saffron. E quebrou-o.
Alívio derramou-se por Saffron. Alívio e... calma. Ela relaxou quando a mesma mistura de emoções a acalmou mais uma vez. O feitiço de reversão, porém, afetou Saffron de um modo que até agora fazia seu estômago apertar de terror.
Ela não deveria ter desmaiado. Ela não deveria ter sentido o puxão da magia de Declan enquanto lutava para manter o controle sobre ela.
Ainda assim ela o fez. Ela sentiu tudo isso sutilmente.
— Pare de ser tola, e abra seus olhos. —sussurrou para si mesma.
Saffron tragou através do nó em sua garganta e apertou o pesado cobertor que estava sobre ela. Seu coração pulsava com uma doentia batida lenta que ecoava em seus ouvidos.
E antes de poder mudar de ideia, ela abriu os olhos.
Não havia meia medida para ela. Não abrindo uma brecha para ver se via qualquer luz. Era tudo ou nada.
Imediatamente, ela levantou a mão para proteger os olhos quando a luz da mesa ao lado dela a fez virar a cabeça depressa. Seu coração perdeu uma batida enquanto ela piscava contra a luz brilhante.
Saffron sentou-se e balançou as pernas acima da cama de forma que suas costas ficaram contra luz e ela deixou seus olhos vagarem pelo quarto. Ela tinha estado no Castelo MacLeod por várias semanas. Ela chegou a conhecer o quarto como qualquer pessoa cega poderia. Por toque e saber quantos passos de qualquer ponto até outro.
Mas agora ela podia olhar para o castelo como todo mundo fazia.

30 de dezembro de 2016

Natal Texano





















Capítulo Um

Dezembro 1887, Kasota Springs, Texas

Sam Thompson estava no canto escuro do beco em silêncio observando a loja do outro lado da rua. O vento soprava contra suas costas como se estivesse tentando forçá-lo a mover-se das sombras. Ele precisava ir para casa, mas a mulher dentro da loja o manteve enraizado no lugar.
Ela se movia agora e, de vez em quando, aparecia nas janelas, às vezes olhando para fora, como se esperando ver alguém vir à loja. Sua forma esbelta atraía-o agora, assim como seus olhos verdes o tinham feito no primeiro dia que se encontraram.
Sam enfiou as mãos mais para dentro dos bolsos de seu casaco desgastado e rezou para que ninguém entrasse através de suas portas hoje à noite. Margaret Allison não tinha idéia do perigo em que estava, e ele teve a sensação de que se ele atravessasse a rua para dizer a ela, ela não iria acreditar nele.
Ele era um Thompson, e nesta cidade aquilo normalmente significava que ele estava um passo acima dos lobos que vieram do norte nas noites frias como esta para caçar. Os Thompsons viviam ao longo dos intervalos do sul perto do Palo Duro Canyon, não aqui na cidade entre os povos civilizados. Os Thompsons se protegiam e ocupavam-se de seu próprio negócio.
Se Sam entrasse na loja, Maggie Allison estaria mais propensa a pensar que ele viria para roubá-la do que ajudá-la. Ele não se importava muito se ela perdesse dinheiro ou não. Todos sabiam que seus pais sempre tiveram dinheiro. Afinal, eles a enviaram de volta ao leste para uma escola grande enquanto crescia. Eles deviam ter deixado tudo para a sua única filha. Ela poderia resistir a um assalto, mas ele não gostava de pensar sobre o que a turma embriagada de bandidos, agora construindo coragem na bebida, faria com ela quando a encontrasse sozinha.
Ela não tinha ninguém para protegê-la, mas Sam era um homem que não tinha tempo para ser seu herói. Se ela apenas fechasse a porta e fosse para a cama, ele podia chegar em casa antes que começasse a nevar.
Ele bateu os pés para não congelarem, e tentou convencer a si mesmo a ir. Maggie Allison não tinha dito mais do que algumas palavras para ele em vinte anos. Ele nem sequer pensava que ela se lembrasse de conhecê-lo quando tinham seis anos. 
Não era o seu trabalho se preocupar com ela. A cidade tinha um xerife e uma abundância de homens honrados. Ela não precisava dele.
Então, por que ele não ia para casa cuidar de suas responsabilidades e a deixava ao próprio destino?










25 de dezembro de 2016

Sedução de Natal

Numa época em que o casamento pouco tinha a ver com o amor e tudo a ver com o dinheiro, Alexander Fenhurst, duque de Wyndbourne, nunca esperara um casamento amoroso. 

Mas também não esperava que sua esposa estivesse nos braços de outro homem apenas um mês depois de suas núpcias.
Tendo-a descoberto nos braços de outro homem, e bem consciente de sua aversão a ele, fez o que qualquer homem que se respeitaria faria. 
Deixou sua propriedade escocesa e passou quase um ano escalando os Alpes e cedendo a sua paixão pela aventura. Mas nenhuma aventura iria mudar o fato de que precisava de um herdeiro. 
Resignado ao conhecimento que de alguma forma precisava conquistar sua esposa o suficiente para que esta o permitisse em sua cama, Alex retorna à Escócia para o Natal, para comemorar... e seduzir. Emma Fenhurst, Duquesa de Wyndbourne, passou quase um ano sozinha e miserável. 
Ela não esperava muito de seu casamento, mas pelo menos esperava um filho ou dois, e Alexander nunca tinha parecido um homem cruel. Mas depois de seu fugaz primeiro mês de casamento, ele se cansou dela e fugiu para a França. 
Solitária e desesperada por uma criança, a notícia do retorno de seu estranho marido convocou sua coragem e determinação. 
Até o final das celebrações de Natal, ela iria ficar grávida e pretendia fazer tudo o que pudesse para chamar seu marido a sua cama. No entanto, enquanto ela quer compartilhar seu corpo com ele, alguns segredos devem permanecer apenas isso ― segredo. O período festivo aproximá-los-á ou seus planos os separarão? Existe alguma chance de um casamento arranjado trazer felicidade... e talvez até mesmo o amor?

Capítulo Um

Penicuik, Scotland 1879
última vez que Alexander, Duque de Wyndbourne, tinha visto sua esposa, ela estava abraçando outro homem. Mesmo enquanto o cavalariço descia os degraus de sua carruagem fechada e Alex saia para examinar a área do Festival de inverno, calor pulsava em suas veias, trazendo consigo aborrecimento fresco.
Braeleith parecia estar em boa ordem. Ele fez uma pausa, as mãos nos quadris para ver o castelo. 
Com suas torres redondas e altas, era cada polegada da grande casa escocesa. A leve camada de neve que vinha caindo ao longo de sua viagem verdadeiramente completou o quadro. Era apenas grato que era apenas uma leve queda de neve, ou então ele poderia ter sido forçado a voltar para trás.
Grato? Ele? Finalmente baixou o olhar para a mulher esperando nos degraus. Seu coração fez um gabarito estranho no peito. Parte dele desejava ter tido uma desculpa para voltar a Londres para o Natal. Então não teria que enfrentar a lady que o tinha humilhado e machucado.
Não que quisesse admitir isso, mas a imagem dela dobrada contra um homem viril ainda criava uma dor profunda em seu estômago. Nunca tinha esperado muito de seu casamento, Emma era tranquila, fria, mas esperava algum tipo de companheirismo, pelo menos. E Deus sabe que estava excitado com a perspectiva de uma parceira de cama constante.
Sentindo um lufada de ar gelado, ar fresco, tirou o chapéu e fez o seu caminho até as escadas. Com seu cabelo vermelho e pele pálida, ela quase poderia se passar por uma bela moça escocesa, mas Emma era cada polegada da fria e reservada mulher inglesa. Apenas um toque de emoção sentou-se naqueles olhos azuis quando ele pegou sua mão e deixou cair um beijo em seus dedos.
Sua beleza o incomodava. Sua reação a sua mão delicada piorava tudo. Sensações excitantes tanto indesejáveis quanto bem-vindas permeava seu corpo. Bem-vindo, pois ele teria de dormir com ela, logo que pudesse e seria indesejável porque ainda odiava a mulher.
Necessitava fazer, se lembrou. Quase um ano de casamento sem uma criança não era aceitável e tinha que fazer o seu dever. Alex dificilmente poderia gerar um herdeiro se não via sua esposa, depois de tudo. 
Iria dedicar todo seu Natal a faze-la gerar uma criança, em seguida, fugiria mais uma vez. Se dedicaria a ser um bom pai e passar tempo com a criança, uma vez que nascesse. Claro, precisaria de outra criança também. Mas se pudesse limitar seu tempo com sua esposa, ele certamente o faria.
― Sua Graça, como foi sua viagem?
Alex fez uma careta para ela enquanto se levantava. Tinha esquecido o efeito que a voz dela tinha. Era como ela: constante, controlada ... mas com um toque suave que nunca deixou de chegar para baixo, dentro dele e puxar em seu estômago.
― Ótimo, obrigado. Eu temia que poderia ficar preso na neve, mas a Mãe Natureza decidiu ser misericordiosa.
― De fato. ― Seus lábios puxaram em um sorriso fino.
Uma façanha realmente, seus lábios eram ridiculamente cheios e belos. Tudo sobre a sua mulher era belo. Seu cabelo vermelho brilhante, com o rosto em forma de coração, olhos azuis profundos ... e de seu tempo limitado juntos na cama, sabia que sua figura não era apenas o trabalho de espartilhos e armações em baixo da saia. Ela tinha curvas que faziam um homem querer cair de joelhos e implorar para beijar cada polegada delas.
Que vergonha que sua personagem deixava a desejar.
― Temo que a neve não deve adiar por muito tempo,― ela disse antes de virar-lhe as costas. ― Vem para dentro, está congelando.










22 de dezembro de 2016

Tudo o que Quero

Tudo o que Lady Prudence queria para o Natal era manter a sua família fora do albergue.

O que seria fácil, se seu pai parasse de jogar fora o pouco que restava de sua fortuna. Mas, quando Pru chega ao mais famoso antro de jogos de Londres para levar seu pai para casa, ela caminha diretamente ao perversamente belo e totalmente irritante proprietário, Lord Stockton, que não tem intenção de deixar uma lady entrar em seu estabelecimento.
Com esse homem perverso em seu caminho, Pru sabe que vai precisar de nada menos que um milagre para fazer seus desejos de Natal se realizarem.

Capitulo Um

Prudence aceitou a ajuda do assistente da carruagem de aluguel para sair, o pagou, então se virou para a frente do Ballard’s. O prédio era claro e parecia imponente, com janelas em todos os andares. Parecia um lar, ninguém que o olhasse saberia que era uma casa de jogos, onde homens jogavam as suas vidas e as vidas dos membros de suas famílias que, supostamente, eles deveriam amar. Prudence soltou um suspiro irritado quando sua consciência pesou. Ela supôs que, chamar aquilo de antro de jogo, não fosse muito certo.
Não tinha nenhum Capitão Sharpes1 ali esperando para roubar os jogadores que frequentassem o estabelecimento. Isso era, em todo o caso, uma verdade, mas tão pouco o estabelecimento era um clube privado, para entrar não era necessária a filiação. No entanto, somente atendia aos clientes de alta linhagem. Decoro próprio e certa classe no vestir eram requisitos para entrada, assim como o desejo de ficar e jogar sua vida fora.
Os dedos se apertaram em torno do seu guarda-chuva, Prudence fez uma careta para o edificio, então olhou para a entrada e aos três homens
1 Expressão utilizada para homem que é valentão e trapaceiro em casa de jogos.
entrando. Dois homens, ela se corrigiu, o terceiro parecia ser o porteiro. Ele o confirmou, segurou a porta para os outros dois, então a fechou e se firmou, braços cruzados sobre o peito, que mais parecia um barril, e uma expressão intimidante no rosto.
Prudence sentiu seu coração afundar. Ela suspeitava muito que o homem não a deixaria entrar. Podia não ser um clube privado, mas isso não significava que mulheres fossem bem-vindas. Exceto como empregada, ela se corrigiu.
Prudence tinha escutado que Lorde Stockton, o dono, tinha dado um passo inovador ao contratar criadas para servir comidas e bebidas, e que persuadissem os clientes a ficarem por mais tempo e perder mais dinheiro. Mas essas eram as únicas mulheres permitidas lá dentro.
Não, o homem guardando a porta não estaria ansioso para permitir sua entrada. Para ser honesta, nem mesmo Pru estava animada com a ideia, certamente não seria nada bom para sua reputação. Não que tivesse muito com o que se preocupar.
Ela, sua mãe, e toda sua familia já estavam tão arruinados quanto podiam ou seriam no momento que fossem reveladas as dívidas de jogo que seu pai tinha contraído.
Seria apenas uma questão de tempo, ela pensou infeliz. Os rumores e fofocas já estavam florescendo. A diferença no jeito em que a alta sociedade no geral respondia à família Prescott já era perceptível. Eles começaram a se distanciar deles, não evitando a familia abertamente ainda, isso esperaria até que os rumores e fofocas fossem comprovados, mas os convites para bailes tinham cessado e ninguém falava com eles nos que eles haviam comparecido.
Pru achava que era por isso que sua mãe agora rezava para que seu pai parasse antes que eles estivessem na prisão de devedores, e não antes que a família ficasse arruinada. Era muito tarde para evitar o último.
Ainda, faltava uma coisa para seu pai os ver na ruína, na verdade uma grande coisa para Prudence, que era jogar fora sua reputação, o que ela estava fazendo com essa visita. Mas essa era a única maneira que ela podia pensar para ver seu pai.









20 de dezembro de 2016

Acordo Com o Diabo

Série Devil



Aubrey Montford afirma ser uma dona de casa viúva.

Desesperada para manter seu novo cargo - e seus segredos - ela se muda para o desolado Castelo Cardow e o transforma em uma propriedade rentável.
No entanto, logo após o seu empregador, Senhor Walrafen, retornar de longos anos de ausência, Aubrey é suspeita de assassinato.
Faíscas e temperamentos inflamam sempre que ela e o conde se encontram, mas, ele pode ser sua única esperança.Walrafen relutantemente retorna à casa de infância que ele detesta. 
Cardow é conhecido por ser assombrado – também pelas memórias tristes do conde - mas não foi nenhum fantasma quem assassinou seu tio. Será a bonita castelã uma assassina? No mínimo, ela é um mentirosa. No entanto, a verdade de sua alma é que ele está atraído por ela com uma espécie de paixão feroz que nunca se sabe onde vai chegar....


A Sombra e a Estrela

Serie Ash

Londres, 1887

Delegações de todo o mundo vão à capital britânica para juntar-se aos festejos pelo jubileu da rainha Vitória.
E acompanhando à missão diplomática das longínquas ilhas Havaí chegou um homem enigmático.
Atraente, culto e rico, Samuel Gerard oculta atrás de uma personalidade atraente as cicatrizes de uma infância cruel.
Unicamente a disciplina e o domínio de si mesmo conseguiram o separar do que ele percebe como seu lado mais sombrio, onde habitam os desejos que esteve reprimindo até que entra em sua vida Leda Étoile.









Serie Ash
1- Uma Doce Chama
2 - A Sombra e a Estrela
Série Concluída

Dívida com o Diabo

Série Devil
Durante o dia, Sidonie Saint-Godard é uma tranquila jovem viúva que ensina normas de etiqueta às filhas dos "novos ricos" de Londres. 

Mas à noite... transforma-se em alguém completamente diferente...O Anjo Negro  conhecido por esse nome pelo anjo que tem tatuado é uma célebre ladra que rouba as pessoas abastadas para, posteriormente, dividir entre os desfavorecidos e explorados pela classe rica. 
Esconde-se atrás de seu disfarce e sua identidade é um absoluto mistério...O Marquês de Devellyn, descendente de uma das famílias com a linhagem mais tradicional da região, é um libertino que usa as mulheres para seu prazer. Mas, quando o Anjo Negro o leva a sua cama, o amarra e rouba seu pertence mais estimado, jura vingança e diz enfurecido que desta vez terá que prestar contas perante o Diabo... E ele sabe como agir como um autêntico demônio.


Série Devil
1- Encontro com o Diabo
2- Pacto com o Diabo
3- Dívida com o Diabo 
4- Acordo Com o Diabo

18 de dezembro de 2016

Senhorita Feliz Natal


David Worthington, Duque de Penrose não está feliz com a governanta americana que chegou com suas novas pupilas.

Ele especialmente não gosta de sua atração pela mulher insuportável, e está ansioso pela chegada de sua substituta. Meredith Chambers fica emocionada quando a Duquesa Viúva de Penrose a contrata como sua acompanhante. 
Agora, ela pode ficar com suas alunas amadas. 
Mas poderia ignorar como seu coração bate quando o duque pomposo se aproxima? Duas pessoas determinadas a ignorar o outro, apesar da atração entre eles, e as faíscas que voam quando estão juntos.

Capítulo Um

Senhorita Meredith Chambers respirou fundo e sorriu para as duas meninas olhando para ela com os olhos arregalados.
― Bem, parece que chegamos.
Seu sorriso vacilou quando ambas agarraram suas pernas e esconderam o rosto em suas saias.
― O que é isso?
― Eu não quero viver aqui ― Charlotte, a mais velha das irmãs, lamentou.
― Nem eu ― Clare ecoou.
Merry caiu de joelhos e puxou-as para perto. ― Vocês são tuteladas do duque. Ele é um homem muito importante, o melhor amigo do seu pai. Vocês vão adorar viver aqui.
Duas cabeças de cabelos loiros encaracolados sacudiram furiosamente.
― Senhora? ― A porta da frente da enorme casa se abriu, e um homem alto, o mordomo de nariz tão fino quanto o resto dele, olhou para baixo para elas.
― Sua Graça espera por você na biblioteca.
Merry levantou-se e deu um tapinha no seu cabelo, que havia se soltado de seu coque. Bem, não havia tempo para mexer com isso agora. Ela deu um passo para frente, arrastando as duas meninas com ela. O som do coche que as trouxe, com suas rodas barulhentas nos paralelepípedos, tocou em seus ouvidos, o último elo à sua antiga vida.
― Meninas soltem minhas pernas, eu não posso andar.
Elas se agarraram com mais força, fazendo-a arrastar os pés ao longo do caminho como uma inválida. Quando conseguiram chegar ao fundo das escadas, Merry passou um braço em volta de cada menina pequena, levantou-as, e subiu os degraus. O mordomo olhava o grupo sem expressão.
― Por favor, eu prefiro dessa forma.
Sem fôlego, Merry seguiu o homem, ainda arrastando as meninas.
Modéstia, a casa era enorme. O hall de entrada de mármore estava cheio de mesas delicadas, com cadeiras estilo Queen Anne, e um relógio imenso, seu som quase tão alto quanto a batida do coração de Merry.
― Senhora? Quer ajuda?
Percebendo que ela ficou boquiaberta como um rufião da rua, Merry tentou avançar, ainda impedida pelas meninas.
― Senhoras, vocês devem me deixar ir. Eu não posso andar desse jeito. ― Elas se agarraram com mais força. Ela deu um sorriso para o mordomo,
que permaneceu impassível, deixando-a pensando se um sorriso já enfeitou o rosto impassível.
Apesar de suas melhores intenções, Merry olhou em volta, espantada com os arredores. Tapetes de pelúcia, revestimentos de seda nas paredes, lustres de valor inestimável, tudo a lembrando da riqueza e status do guardião das meninas. Seu nariz bateu em algo sólido pois o mordomo fez uma parada abrupta, mas seu corpo, com suas duas cargas ainda ligadas firmemente aos seus membros, não o fez.
Com os lábios se contraindo, mas mantendo o seu comportamento austero, o mordomo abriu uma grande porta de madeira com entalhes elaborados, e respirou fundo antes de anunciar.
― Lady Charlotte Spencer, Lady Clare Spencer e Senhorita Meredith Chambers.
As meninas se agarraram com mais força, tornando praticamente impossível para Merry entrar na sala. Ela arrastou um membro, depois o outro, até chegar à mesa de carvalho maciço. 
Ofegante por seu esforço, ela olhou para os olhos castanhos mais impressionantes, com manchas de ouro, que já tinha visto. Acima dos olhos, sobrancelhas pretas afiadas subiram quase até a linha fina dos cabelos pretos ondulados. Abaixo dos olhos um nariz aristocrático levava aos lábios sensuais que estavam em uma linha apertada.
― Sua Graça. ― Ela soprou e tentou uma reverência desajeitada.
O único som na sala era o clique suave da porta quando o mordomo saiu. Merry esperou pacientemente para serem convidadas a sentar-se. Em vez disso, os olhos castanhos ficaram olhando para ela, depois deslizou seu olhar para baixo, e, obviamente, o aperto adicional de seus lábios sensuais encontrou o que procurava.
Eventualmente, uma mão de dedos longos apontou na direção de uma das duas cadeiras de couro na frente de sua mesa. ― Sente-se.
Merry sentou-se abruptamente, sentindo-se como um cão ofegante na frente de seu mestre. As duas meninas acabaram de joelhos no chão, ainda enterradas em suas saias.
― Há algo de errado com as meninas? ― A voz profunda soou sobre ela, acelerando o seu coração.
Merry agarrou os braços das meninas e tentou puxá-las de seus pés. Elas seguraram mais apertado.
― Não, excelência. Elas estão apenas um pouco ansiosas.
― De fato.
Como era possível colocar tanta desaprovação em uma pequena frase?
Depois de um momento, ele se acomodou em sua cadeira, seus dedos segurando uma caneta de pena que bateu na mesa. ― Eu acredito que tiveram uma viagem agradável?
Como todo o líquido em sua boca secou, ela apenas balançou a cabeça.
― Meus advogados me informaram de que você era única responsável pelas meninas desde que seus pais faleceram há um mês?
― Sim, Sua Graça. ― Deus. Ela finalmente foi capaz de falar.
― E você não pode controlar suas responsabilidades o suficiente para insistir que elas se sentem adequadamente como senhoras?
Um calor subiu para rosto e a raiva de Merry se demonstrando no mesmo. O idiota arrogante!