22 de abril de 2017

Ensina-me a te Amar

Série Worthington Hall
Henrietta e Lídia, as duas filhas de lady Margaret Tomlin, não receberam o mesmo carinho por parte de sua mãe. 
Para lady Tomlin, sua filha mais velha é feia e desagradável, enquanto Lídia é um modelo de perfeição.
Henrietta é uma mulher à frente de seu tempo, que não precisa de adulação para levar uma vida feliz. Lídia é a prometida de Robert, Lorde Worthington, e em breve celebrarão suas núpcias.
Ou não, porque o destino vai surpreender a estas duas irmãs. Amor apaixonado e intriga na Inglaterra do século XIX.

Capitulo Um

Henrietta Tomlin se olhava no espelho com aquela expressão entre ácida e deprimida, com que sempre enfrentava esse momento tão dramático: a aprovação de sua mãe.
—Henrietta já te disse que a cor verde não te favorece em nada — disse lady Margaret olhando sua filha com reprovadora expressão. —O vestido branco teria sido muito mais adequado para… seu físico.
Henrietta sabia perfeitamente o que sua mãe estava dizendo, em sua cabeça tinha escutado, uma a uma, todas as palavras que lady Margaret não tinha se atrevido a pronunciar.
«Henrietta esse vestido foi feito para uma jovem bela e não para alguém com um físico tão vulgar e comum como o seu.»
—Querida minha — disse sua mãe, aproximando-se dela e fazendo um gesto que queria ser uma carícia em uma de suas pálidas bochechas —Não deve se angustiar, já sabe o que sempre digo, o mais importante é reconhecer nossos defeitos e carências. Não é aconselhável esperar que sejam os outros que descubram por nós.
—Sim, mamãe. Já me disse isso muitas vezes e graças a você tenho todas as minhas carências muito assumidas. Meu nariz é muito pequeno, meus olhos muito grandes, minha boca excessiva… — recitou a jovem.
—Isso! É igualzinha a seu pai — sorriu lady Margaret caminhando para a porta —Tem tempo para se trocar, mas se apresse, saímos assim que sua irmã estiver pronta. Lídia! Aonde vai?
—Ver minha irmãzinha. OH, Henrietta, está linda! A cor verde combina com seus olhos.
Lídia era a filha mais nova dos Tomlin. Era uma jovem elegante e muito bela, que em nada se parecia com sua irmã mais velha. Lady Margaret sempre dizia que era como ela, quando era jovem.
—Estava a ponto de tirá-lo — disse a primogênita da família.—Mamãe pensa que não me favorece em nada.
—Por que diz isso, mamãe? — disse Lídia olhando sua mãe —Está muito bonita.
—Para isso teria que sê-lo — murmurou lady Margaret.
—O que disse mamãe? — perguntou Lídia, arrumando a saia do vestido de sua irmã —Não fale tão baixo para que eu não te entenda.
—Deve terminar de se arrumar, Lídia, a festa é em sua homenagem e não pode descuidar de nenhum detalhe.
Lídia olhou para sua irmã com cara de aborrecimento, aproveitando que sua mãe estava de costas e não podia vê-la.
—Já estou quase pronta, mamãe, só tenho que pôr as jóias e descerei. Tenho certeza que papai estava te procurando — mentiu.
—Este homem não sabe fazer nada sem mim! Não sei o que vai ser dele no dia em que eu não esteja!

Série Worthington Hall
1 - Ensina-me a te Amar
2 - Aprendendo a te Amar
3 - Rosas e Espinhos
Série Concluída

17 de abril de 2017

Um Engano Mascarado


Uma noiva aturdida…

Margaret Wells é profundamente apaixonada pelo atraente Richard Adair, conde de Brampton, desde que o conheceu em um baile de máscara, há seis anos. 
A  paixão havia surgido entre eles, naquele baile, mas, ela fugira antes da hora em que todos tirariam as máscaras e revelariam suas identidades. 
Agora, Richard só precisa de uma esposa para lhe dar um herdeiro, e a calma e recatada 
Senhorita Wells parece tão adequada quanto qualquer outra mulher. Desejando viver algum tipo de paixão em seu matrimônio maçante, se pergunta o que aconteceria, se ela se tornasse aquela mascarada feiticeira, mais uma vez, e encontrasse seu marido, por acaso, em algum ambiente isolado e romântico.
Margaret, suspeita, que Richard nunca conseguirá esquecer a encantadora dama, sem identidade, por quem ele procurou, em vão, por semanas e meses, após o baile de máscaras. E suspeita, muito menos, que ele está se apaixonando, de verdade, por sua calma esposa.

Capítulo Um

Richard Adair, o sétimo conde de Brampton, não tinha certeza se ele estava se sentindo apenas desconfortável ou realmente entediado. Nenhum dos sentimentos em que ele, geralmente, se deixava aprisionar. Levantou a delicada xícara de chá, de porcelana, até os lábios, apenas para descobrir que estava vazia. 
Colocou-a de volta no pires e deixou, ambos, sobre a mesa lateral.
Ele olhou para sua companheira, que parecia estar bem absorvida em seu bordado. Seus olhos viajaram, com algum desgosto, para a touca de renda que ela usava em seu cabelo castanho, que foi puxado suavemente e enrolado em tranças pesadas na parte de trás. 
Que idade tinha ela, pelo amor de Deus? Brampton se perguntou irritado. Vinte e seis? Vinte e sete? Ela se comportava como se fosse uma tia, solteirona, em sua velhice.
Seus olhos percorreram o rosto plácido, os olhos fixos em seu trabalho, com surpreendentes cílios longos e escuros fazendo sombra em bochechas pálidas, o nariz reto e curto, uma boca que poderia ser descrita como doce, mas, certamente, não era convidativa. 
Chamavam seu tipo de rosto de formato de coração? Ele se admirava daquilo. Ou, isso era exagerar muito? Ele observou a ascensão e queda de seus seios pequenos, que eram evidenciados pela cintura alta de seu vestido, de dia, em musselina azul. Ele olhou para seus pequenos pés dispostos, lado a lado, envolvidos com sapatilhas azul escuro. Definitivamente, concluiu silenciosamente e sem rodeios, ela não podia ser vista como um prêmio.
Margaret Wells fez uma pausa em seu trabalho e ergueu os olhos para ele. 
Ele foi sacudido de volta à realidade, de repente, consciente de seu silêncio mal-educado.
– Tem notícias de seu irmão, milorde? – Ela perguntou, sua voz baixa e melódica, mas totalmente desprovida do tipo de inflexão que poderia capturar seu interesse.
– Minha mãe recebeu uma carta, dele, há apenas uma semana. – Ele respondeu. – Ele, ainda, está na Espanha, suportando a chuva, a lama e as constantes marchas de um lugar para outro, mas, até agora escapou sem lesões.
– Fico feliz em ouvir isso, milorde. – Comentou ela. E isso esgotava esse tópico, ele decidiu, de forma sombria. Ele respirou fundo e finalmente chegou ao ponto final de sua visita.
– Senhorita Wells, – começou ele, cruzando uma perna elegantemente sobre a outra – você deve saber, creio, que falei com seu pai e recebi a permissão para lhe cortejar. Você me daria uma grande honra se consentisse em se tornar minha esposa.
Ele manteve os olhos fixos sobre a pequena figura sentada no sofá, em frente a ele. Seus olhos ficaram no bordado, mas suas mãos haviam parado.
– Sim, milorde, eu conhecia o motivo da sua visita. – Respondeu Margaret, com a voz calma. – Você se engana milorde, a honra é toda minha, e ficarei feliz em aceitar sua proposta.


Veja vídeo do lançamento.


16 de abril de 2017

A Noiva Escocesa

Série Família Sherbrook

Artimanhas do Destino!

Viúvo e com três filhos aos trinta e um anos de idade, Tysen Sherbrooke acaba de ser nomeado o novo barão Barthwick, do Castelo de Kildrummy, na Escócia.

Devoto, ponderado e de espírito honrado, o mundo limitado e sóbrio de Tysen vira de pernas para o ar quando ele se vê envolvido numa série de problemas, tendo de enfrentar pessoas que de bom grado lhe cortariam a garganta.
É quando entra inesperadamente em sua vida a bela Mary Rose, uma jovem marginalizada por ser filha ilegítima, uma mulher nobre e corajosa, que precisa de proteção.
E logo Tysen se vê contemplando a possibilidade de fazer bem mais do que apenas protegê-la...

Capítulo Um

Northcliffe Hall 15 de agosto de 1815
Tysen Sherbrooke olhou o gramado pelas grandes janelas da sala de Northcliffe com a testa franzida.
— Eu sabia que estava na linha de sucessão do título, Douglas, mas havia tantos herdeiros antes de mim que nunca imaginei que pudesse acontecer de fato.
Na verdade, não penso em Kildrummy há uma década. O último neto, Ian, morreu mesmo?
— Sim, seis meses antes do avô.
Parece que caiu de um penhasco no Mar do Norte.
O advogado acha que a morte de Ian acabou provocando a morte do velho Tyronne.
Bem, ele já tinha oitenta e sete anos, e provavelmente não precisava mais do que um empurrãozinho... Isso significa que você, Tysen, agora é o barão Barthwick.
É um título antigo, que remonta ao século XV, quando os homens importantes eram todos barões. Os condes vieram mais tarde, e foram considerados arrivistas por muito tempo.
— Eu me lembro bem do Castelo de Kildrummy — disse Tysen. — Fica no litoral, ao sul de Stonehaven, com vista para o Mar do Norte.
É um lugar bonito.
Não é como os antigos castelos medievais escoceses, muito altos e sem janelas: é uma construção mais recente, do final do sécuo XVII, creio.
Parece que o castelo original foi destruído em uma dessas intermináveis lutas entre clãs.
O novo tem telhados de duas águas, muitas chaminés e quatro torres.
O andar térreo tem um imenso pátio interno.
— Ele parou um instante, vendo tudo aquilo do ponto de vista do menino que era quando conhecera o lugar. Seus olhos brilhavam quando falou:
— A região é ainda selvagem, como se Deus tivesse olhado para baixo e decidido que ali não iria haver construções nem grandes estradas.
Há mais despenhadeiros do que se pode contar e apenas um caminho, estreito e sinuoso, que conduz ao castelo. Há também uma colina íngreme e rochosa, terminando em precipício à beira de uma praia, e muitas flores silvestres.
Douglas pensou que aquele havia sido um discurso bastante poético para um homem sério e, às vezes, até seco como seu irmão.
E ficou feliz por perceber que Tysen não só se lembrava muito bem de Barthwick, como também parecia gostar bastante de lá.
— Lembro-me de que você foi para lá com papai, quando tinha... Quanto? Dez anos?
— Isso mesmo. Foi um dos melhores momentos da minha vida.
Douglas não ficou surpreso com a resposta. Não era comum que um deles houvesse tido o pai só para si.
Sempre que pudera contar com a atenção do conde, sentira-se abençoado por Deus. Ainda sentia saudades do pai, um homem que amara os filhos e conseguira tolerar sua difícil esposa com um sorriso e um encolher de ombros.
Suspirou. Quantas mudanças!
— Já que você agora é o titular de um baronato medieval, suponho que terei de deixá-lo sentar-se à cabeceira da mesa.
Tysen não chegou a rir. Não tinha rido muito desde que decidira se tornar um homem de Deus, aos dezessete anos.
Douglas se lembrou do irmão deles, Ryder, dizendo a Tysen que, entre todos os homens que viviam naquela terra inculta, os sacerdotes eram os que deveriam ter o maior senso de humor, já que, obviamente, Deus o tinha.
Bastava olhar para todos os absurdos que os rodeavam.
Será que Tysen nunca havia observado o ritual de acasalamento dos pavões? Bastava olhar para o príncipe regente, aquele palhaço que, de tão gordo tinha de ser içado para entrar e sair da banheira.
Mas seu irmão Tysen era um homem sério; seus sermões eram magnânimos e profundos, sempre deixando implícito que Deus era um feitor severo e que não perdoava com facilidade os erros dos homens.
Tysen tinha agora trinta e um anos de idade, e todos os traços dos Sherbrooke: era alto, bem proporcionado, com os cabelos castanhos tendendo para o loiro e olhos da cor do céu no verão.
Ele, Douglas, era diferente, com sua cabeleira negra e olhos escuros.
Porém Tysen não tinha o mesmo amor pela vida que os irmãos tinham; nem a mesma alegria inata, ilimitada; ou a crença de que o mundo era um lugar agradável.
— Acho que devo viajar para a Escócia e ver como estão as coisas por lá — ele disse num suspiro.
— Sempre tenho tantas coisas para fazer aqui, entretanto nosso tio-avô Tyronne merece um herdeiro que, pelo menos, veja se a propriedade está sendo bem administrada. Não que eu tenha muita experiência nessa área, mas posso aprender.
— Sabe que eu vou ajudá-lo, Tysen. Quer que eu o acompanhe até Barthwick?
Ele meneou a cabeça, recusando a oferta.
— Não, Douglas, eu agradeço muito, porém é minha a responsabilidade. Conheço um cura que pode assumir minhas funções por algum tempo. Você se lembra de Samuel Pritchert, não?Claro que sim, pensou Douglas. Não havia como esquecer aquele homem tão austero e arrogante.


O Cortejo

Série Família Sherbrook
Helen é uma mulher alta ― mais baixa do que Heatherington apenas cinco centímetros ― uma atarefada e resoluta proprietária de sua própria pousada.


Ela adora seu pai, Lorde Prith, e quer encontrar a “lâmpada mágica do Rei Edward” mais do que tudo. É a sua única paixão ― até que ela conhece Heatherington.
Spenser Heatherington, Lorde Beecham, é um mulherengo de renome, um solteirão resoluto, e realmente gosta de sua vida. Quando ela o joga no chão e se senta sobre ele, este finalmente admite que vá sucumbir a ela, mas ela o informa, para seu desgosto, que não quer um amante, quer um parceiro. Mas as coisas funcionam um pouco diferente do que qualquer um dos dois esperava. Na verdade, Heatherington, se sentindo frustrado, toma medidas drásticas para mudar as ideias da moça. Será que eles encontrarão a lâmpada de Helen? Há mais neste tesouro que qualquer um deles sabe? Procurar e descobrir...

Capitulo Um

Londres 1811, 14 de maio, Pouco antes da meia-noite
Lorde Beecham parou abruptamente. Ele virou-se tão rapidamente que quase tropeçou em um grande vaso de palmeira. Ele não podia acreditar. Ele tinha que estar errado. 
Ela não poderia ter dito isso, poderia? Ele olhou para a mulher que acabara de ouvir falar. Ele abriu duas grandes folhas de palmeira e olhou para a biblioteca do Sanderling, uma longa, estreita, sala forrada de prateleiras ao lado do salão. Enquanto a biblioteca estava cheia de tomos escuros, teias de aranha nos cantos sombrios, e apenas um pequeno ramo de velas iluminando as sombras, o salão estava cheio de velas acesas, plantas, e pelo menos duas centenas de convidados, todos rindo, dançando, e bebendo muito do potente ponche de champanhe. 
 A mulher que ele tinha ouvido antes falou novamente. Ele deu um passo mais perto da biblioteca mal iluminada. Sua voz era rica, tentadora, cheia de risos. —Realmente, Alexandra, —ela disse, —não é apenas o simples pensamento da disciplina; só de ouvir a palavra, dizê-la lentamente para si mesma e deixá-la acariciar sua língua quando você a diz, não é o mesmo que conjurar todos os tipos de deliciosas cenas de dominação? Você não pode ver apenas a si mesma? Você está completamente à mercê de outro, essa pessoa está em total controle, e não há nada que você possa fazer. Sabe de uma coisa que vai acontecer e você está temendo isso, o seu coração está batendo, você está com medo, muito medo, mas é um delicioso tipo de medo o que sente. Você sabe, no fundo, que está antecipando o que está por vir. Você mal pode esperar que ele venha, e não há nada que você possa fazer a não ser imaginar o que ele fará com você. 
Ah, sim, sua pele está ondulando com a emoção. Houve um silêncio mortal. 
Espere, foi uma respiração pesada que ouviu? Lorde Beecham, cuja imaginação muito ativa tinha evocado uma visão de si mesmo em pé sobre uma mulher bonita, sorrindo para ela enquanto amarrava suas mãos sobre a cabeça e depois suas pernas, em propagação para sua cama, sabendo que em apenas alguns minutos, ele iria retirar sua roupa, uma linda peça de cada vez, lentamente, muito lentamente, e... 
 —Oh, Deus, Helen. Eu tenho que me abanar. Creio que o meu peito está palpitando. Você é muito boa em criar figuras com as palavras. O que você descreveu soa terrível e maravilhoso. É algo que me faz ficar com água na boca. Também soa como uma grande produção que requer muito planejamento. 
 —Ah, sim, mas isso é parte do ritual. É muito importante que o mesmo seja planejado perfeitamente. Você faz parte do ritual, a parte mais importante, você é a única no controle. Ele requer que você seja constantemente inventiva, que não continue utilizando as mesmas disciplinas com o passar do tempo. Lembre-se, a antecipação de algo desconhecido é uma coisa muito poderosa. Para ser eficaz, a disciplina deve constantemente crescer e mudar. Na maioria dos casos, é eficaz ter outras pessoas por perto para testemunhar a disciplina. Isso faz com que o destinatário fique ainda mais assustado, seus sentidos mais elevados, seus pensamentos mais focados. É um processo incrível. Você terá que tentar. Ambos os lados da mesma. O mais profundo silêncio se seguiu. 
Tentar?








Série Família Sherbrook

15 de abril de 2017

Somente em teus braços

Série Libertinos


Robert Andersen Barker tinha a forma e o carisma de um deus, e a malícia e a eloquência de um demônio.

Mas esse homem que estava reescrevendo sua história escondia uma verdade: era um romântico, ansioso por encontrar uma mulher que o completasse - e aplacasse sua incômoda fome por algo mais - aquela a quem amaria e seria fiel para sempre. 
Quando deparou-se com Suzanne Lucilla Cunninghan, viu que sua busca chegara ao fim. Porém a jovem que estarrece os salões londrinos com sua impressionante beleza, também carrega o fardo de um passado complexo, com um terrível segredo, e por mais apaixonada que esteja pelo sensual marquês, acredita que há entre eles uma barreira intransponível, e a verdade sobre ela a impede de casar-se com o homem de seus sonhos.
Agora, seu amor precisa transpor as barreiras do preconceito que rege a sociedade da época, e as barreiras de proteção que eles mesmos ergueram a sua volta, para enfim triunfar, com todo o brilho e esplendor que só um amor verdadeiramente redentor pode assegurar.
EBOOK aqui

Série Libertinos
1- Por Você
2- Somente em teus braços
3- Ao Dispor do seu Amor

Visite a página da Autora 
boa leitura!


12 de abril de 2017

Seu Highlander Sedutor

Série Guerra pela Independência da Escócia

Em 1304, Em meio a grande Guerra da Escócia para se tornar independente da Inglaterra, duas almas feridas são forçadas a seguir uma jornada indesejada por ambos, resultando em tragédia e mágoa.

Duncan MacThomas, um homem de coração endurecido pelas batalhas que enfrentou na vida e na guerra, ele é o desconfiado herdeiro de um Laird Escocês, e o único desejo de seu coração é ver seu país livre do domínio Inglês. Em nome da honra é obrigado a assegurar o futuro financeiro de seu Clã, relutantemente viaja para a Inglaterra para se casar com uma mulher que ele não deseja.
Rica e mimada, Catherine Gillighan anseia por um casamento com o filho de um duque e fica infeliz quando o Rei Edward decreta que ela deve se casar com um Escocês, o tipo de homem que toda Londres despreza.
Podem esses dois opostos encontrar o amor em meio a guerra e quebrar suas barreiras para encontrar a paz dentro de si mesmos?

Capítulo Um

Escócia, 1304
Duncan MacThomas se preparou para o pior. Ele não tinha visto aquele olhar no rosto de seu pai desde o dia em que ele tinha sido promovido.
O dia que mudou sua vida para sempre.
Seu pai enfrentou a questão diretamente, falando como se soubesse que ele iria enfrentar a borda da espada do temperamento de Duncan.
— Recentemente, tenho me correspondido com um homem rico, em Londres, Lord Nigel Gillingham. Nós dois, por ordem do Rei Edward, elaboramos um contrato de casamento.
Duncan se aproximou de seu pai, cada passo calculado.
— Você pretende se casar? Você não está um pouco velho para isso?
— Não! Não seja idiota, Duncan. - Os olhos de MacThomaidh se encontraram com o de seu filho. — E pouco combina com você. Você vai se casar com a filha de Gillingham dentro de uma quinzena.
—O quê? - Duncan bateu sua caneca de cerveja na mesa, os nós dos dedos se esfolando na borda da mesa, a bebida se derramou no chão. Ele esfregou sua outra mão sobre os nós dos dedos esfolados.
— O que está feito, feito está. - Determinação cruzou sua face, uma característica física dos MacThomaidh. — Nós precisamos chegar a Londres dentro de uma quinzena. Partiremos, amanhã.
— Você é tolo. Não me casarei para agradá-lo. - A voz de Duncan levantou-se. — Você perdeu o direito de me dizer o que fazer no dia que me abandonou aos cuidados de estranhos.
— Promover-se é a maneira Highland, filho.
— Mas nunca mais quis ver o seu filho novamente, não é!
Duncan se virou e atravessou a sala se dirigindo para as portas duplas em três passos largos. Passando pelas portas abertas foi para o jardim, enviando partículas de poeira que giravam em raios suaves do sol. Quando criança, antes de ter sido mandado embora, a beleza do jardim, muitas vezes o acalmou. Sua mente estava turbulenta e numa fúria negra, desta vez, ele não viu nada. Como se atreve seu pai, o homem que o tinha enviado para ser criado por um clã que abusou dele, agora ter a pretensão de governar a sua vida?
— Você deve fazer o que eu digo. Você me desafiou antes se casando com uma mulher não melhor do que uma prostituta. Isso não vai acontecer novamente.
— Por que você não me deixa em paz? Você fez isso enquanto eu crescia.
— Você é meu filho! Independentemente de meus erros do passado, um dia você deverá ser o laird do Clã MacThomaidh.
Voltando-se para enfrentar seu pai, o rosto de Duncan torcia-se em uma mistura de dor e raiva. Ele abriu a boca para responder, mas seu pai antecipou-se a ele.
— Tempo. Está na hora de produzir um filho e herdeiro. Você tem obrigações para com o seu clã. Está em tempo de você reconhecer isso.
— Eu não vou partir para Londres, ou em qualquer outro lugar amanhã. - Duncan soltou um rosnado irritado e baixo. — O único lugar que devo ir é Cray Hall.
Nada tinha mudado. Seu pai sempre trazia à tona o pior dele.
— Essa é a minha casa e nada que você diga vai mudar minha mente. Com palavras amargas. - Duncan prosseguiu. — Você realmente acreditava que eu iria concordar com as maquinações de um rei Inglês? Com o Longshanks*? Você apoiá-lo me enoja.

Série Guerra pela Independência da Escócia
1 - Corações Solitários
2 - Seu Highlander Sedutor


10 de abril de 2017

Feridas de Amor e de Guerra




Em 21 de Outubro de 1854, trinta e oito mulheres partiram para se dirigir a um cenário de guerra e cuidar de milhares de soldados britânicos feridos, alterando assim o curso da enfermagem moderna. 

Anna St. James fazia parte da expedição de enfermeiras corajosas; uma mulher indomável, contra qualquer guerra, que cometeu uma terrível negligência ao atender a um soldado indevido.
Alex, um atraente general ferido, apaixonou-se pela jovem enfermeira que cuidava sem discriminação de qualquer ferido que recebia. A guerra os condenou a ser inimigos, mas seus corações os condenaram a amar no meio de uma fase cruel, cheia de dor e sofrimento.

Capítulo Um

Barrack Hospital, Meados de novembro de 1854, quartel turco de Scutari, Turquia
Anna enxugou o suor da testa com a manga de seu vestido manchado. A época do ano na qual estavam era de muito calor, coisa que se refletia em suas faces coloridas. Sentia-se suja e dolorida. Seu uniforme cinza, de lã grossa, estava totalmente desalinhado e o avental que usava, branco em outro momento, estava cheio de sangue e outros fluidos corporais nos quais não queria nem pensar. 
Nos cabelos, uma coifa branca, ridícula devido às circunstâncias, recordava que em algum momento seus cabelos estiveram penteados e presos, e não revoltos e grudados à cabeça e ao rosto como aparecia agora. Inspirou o ar tentando aliviar o cansaço que afligia seu frágil e magro corpo. Levou a outra mão aos rins esticando as costas como um felino se espreguiçando, enquanto a dor que sentia se refletia em seu delicado rosto.
O golpe surdo e seco dos atendentes turcos, ao deixarem cair ao chão o corpo inerte de um novo soldado, bem às suas costas, a sobressaltou e esqueceu-se novamente de todas as queixas de seu corpo para ajudar o novo combatente.
Estava há apenas quinze dias naquele quartel, que fazia as vezes de hospital central do corpo expedicionário inglês da Guerra da Crimeia6, apelidado como o Barrack Hospital, e já se arrependia de sua precipitada decisão de partir como enfermeira para aquela guerra entre aliados e russos.
Mas sua vida em Londres, condenada a um casamento de conveniência com um homem ao qual nem conhecia e destinada a viver confinada em uma casa realizando somente os trabalhos de mãe e esposa, prometia ser decepcionante. Sua decisão fora recebida com a forte oposição de seus pais e de sua irmã mais velha. Mas Anna possuía um caráter muito forte e tenaz e sua mãe bem sabia que não adiantaria tentar convencer do contrário a sua indômita filha. 
Assim, com o futuro da família assegurado pelo casamento de sua irmã mais velha com um conde, finalmente seus pais cederam, contrariados, aos seus desejos.
Virou-se para o soldado que jazia semi-inconsciente naquele escuro e sujo corredor e que estava estendido no chão balbuciando palavras ininteligíveis.
Por um momento, enquanto um oficial médico passava diante do ferido, hesitou em se abaixar para socorrê-lo. Mas, ao ver a indolência na cara do médico ao olhar para todos aqueles soldados e o que se passava ao longe como se não os visse, se abaixou junto ao jovem estendido sobre o chão sujo e frio. 
Aquele corredor era como uma grande sala infecta, úmida e com as paredes imundas, cheia de soldados meio nus, espalhados por toda parte, que inundavam não só o chão como também o ambiente com seu fedor asfixiante e seus gritos agoniados. 
Era um espetáculo horrível e triste, e também comovente. Todos estavam cobertos de barro e sangue. Deliravam, gemiam, amaldiçoavam, suplicavam e descansavam a cabeça, no melhor dos casos, sobre uma polaina ou algum trapo. Anna teve que espantar alguns ratos que, enfurecidos, reagiram se lançando contra o jovem tentando mordê-lo, até que conseguiu afugentar a todos. Inclinou-se levemente sobre ele, já que se achava ao seu lado, para comprovar seu estado, e ergueu a cabeça do jovem sobre seu colo.
— Soldado!

Veja vídeo do lançamento

7 de abril de 2017

Promessas


Emily Walcott é uma jovem temperamental e com uma vontade de ferro, como filha obediente decidiu aceitar o futuro que os seus pais escolheram para ela. 

A vida em Sheridan decorre tanquila, Emily passa os dias entre a ferraria dos seus pais e os livros de Veterinária, carreira à qual dedica toda sua paixão. 
Charles, seu amigo de infancia e futuro marido não lhe desperta mais do que um sentimento fraternal, ao contrário de 
Tom, um jovem empreendedor que chega à povoação para instalar uma ferraria, convertendo-se assim em um concorrente de seu pai e desperta nela sentimentos contraditórios. Ambos se entregam a uma feroz batalha, na qual a paixão se converterá em um abismo tão insondável como seus próprios sentimentos.

Capítulo Um

Território de Wyoming, 1888
Tom Jeffcoat mudou de posição no duro assento da carruagem, piscou duas vezes e olhou para o norte. Sob a aba do poeirento Stetson castanho, entrecerrou os olhos até distinguir o contorno impreciso da cidade. Sentiu um espasmo na boca do estômago: por fim Sheridan, no território de Wyoming! E, com um mínimo de boa sorte, um banho, uma cama de verdade e o primeiro jantar quente em dezoito dias. Estalou a língua açulando os cavalos, que aceleraram o passo. 
Desde uns quilômetros de distância, o povoado era apenas um ponto na mandíbula do vale fértil e longo, mas o assentamento parecia tão belo como prometia o anúncio. Adornado de viçosa erva azul, típica da região, se amontoava no ponto em que os Big Horns se encontravam com o amplo vale de Goose Creek, onde se uniam as correntes do Big e o Little Goose. As bordas de ambos os rios estavam claramente delimitadas por uma linha ondulante de salgueiros e álamos. 
Como o verão estava começando, estes últimos pulverizavam suas sementes em flocos com penugens, que pareciam flocos brancos sobre as águas. Mas eram as montanhas que contribuíam com grandeza: coroadas de neve, veladas de azul, elevavam-se como os nódulos de um punho apertado que contivesse às Rochosas no oeste. 
Essas montanhas se converteram em velhas amigas de Jeffcoat, sempre sobre seu ombro esquerdo durante a longa viagem desde Rock Springs. Já as amava: as Big Horns, majestosas gigantes vestidas lá no alto, com a cortina de fundo azulada dos cedros das Rochosas e que terminavam nas ladeiras, em todos os matizes concebíveis de verde. Essas ladeiras ondulavam como uma gigantesca saia franzida e entre suas dobras aveludadas, aninhava seu novo lar: Sheridan. "Ao oeste das preocupações", proclamava o anúncio, "onde não faz calor, não há pó e as noites sempre são frescas." Bem, veremos. À medida que se aproximava da cidade, os edifícios foram tomando forma, depois uma rua... não, por Deus, ruas não! 
Um tabuleiro que se estendia reto e amplo, com os nomes em pôsteres de madeira: Perkins, Whitney, Burkitt, Works, Loucks e a mais longa, Main, pela qual entrou. No coração da cidade, os rios serpenteavam juntos cortando as ruas em avenidas breves e oblíquas. 
Nas laterais, viu casas, em sua maioria feitas de troncos cortados, com telhados em ângulo agudo para que a neve se deslizasse. 
Muitos lotes estavam cercados por linhas demarcatórias: cercas de estacas bicudas, postes, dependências nos confins traseiros das propriedades, pomares recém plantados e sebes de flores. Ao entrar no distrito comercial, diminuiu a marcha dos cavalos para inspecionar tranquilo os arredores. 
Devia haver umas cinquenta construções, as calçadas de madeira tinham a antiguidade suficiente para estarem gastas, mas não curvadas e viu uma boa quantidade de negócios estabelecidos: um hotel, açougue, barbearia, farmácia, um escritório de advogados, várias lojas, o escritório de um jornal e os inevitáveis saloons que atendiam aos vaqueiros que chegavam trazendo o gado de Bozeman Trail, no mesmo trajeto que ele acabava de percorrer. 
Estavam o Star, o Mint e a gente chamado Silver Spur, junto ao qual havia um curral com meia dúzia de alces selvagens. Uns quantos vaqueiros estavam praticando com laços e as gargalhadas dos homens mesclados com os mugidos das bestas fez Jeffcoat sorrir. 
Mais adiante, passou ante outros sinais de progresso: um edifício cujas portas estavam abertas e mostravam uma bomba para incêndios, com resplandecentes braçadeiras de bronze, uma casa em que se via o seguinte anúncio: L. D. STEELE, MÉDICO, uma escola (sem dúvida, havendo uma escola iriam colonos estabelecer-se) e uma loja de arnês e sapatos a que Jeffcoat emprestou especial atenção. 
Em um dado momento, chegou a um rio sem ponte, inchado com os degelos da primavera, onde um indivíduo magro, de calças aboubadas e botas ao joelho enchia de água a carruagem com um balde ao extremo de um pau comprido. 
A um flanco do tambor de lata estava pintado o seguinte anúncio: Água fresca. Entrega-se todos os dias. Vinte e cinco centavos o barril, cinco barris por um dólar, Serviço de Água borbulhante de Andrew Dehart. 
—Hei, olá! — gritou Jeffcoat, atirando das rédeas.  O homem interrompeu a tarefa e se voltou: —Olá!


2 de abril de 2017

A Donzela Guerreira


A Dama e o Guerreiro!

Thrand, o Destruidor, só tinha uma coisa em mente: acertar as contas com o passado! 

Contudo, ao conhecer a bela lady Cwenneth de Lingwold, esse implacável guerreiro passa a sonhar em ter um lar e uma esposa amorosa. 
Cwen também está em busca de justiça, mas sabe que a frágil aliança que formara com Thrand só irá durar enquanto tiverem um inimigo comum. 
A menos que consigam deixar o desejo de vingança para trás e fujam rumo a uma nova vida. Juntos!

Capítulo Um

Verão de 876 — perto da fronteira entre a Nortúmbria, controlada pelos vikings, e a Bernícia, controlada pelos anglo-saxões
— PARAMOS de novo. Quantas vezes estas rodas ainda vão atolar na lama? Talvez tivesse sido melhor esperar até que as chuvas da primavera dessem uma trégua. — Lady Cwenneth de Lingwold espiou pela janelinha da carruagem. — Esta viagem a Acumwick está levando o dobro do tempo por causa de todas as paradas que os homens de Hagal, o Ruivo, insistem em fazer. É um atraso após o outro. Prefiro evitar hostilidades a ser uma desculpa para eles.
A nova criada ergueu o rosto.
— Você está tão ansiosa assim para se casar com Hagal, o Ruivo? Só soube da reputação insípida dele há algumas noites. E como seu irmão a ameaçou a se casar.
Cwenneth pressionou os lábios e sentiu cócegas no nariz ao aspirar a fragrância das ervas que Agatha estava socando para acabar com o cheiro de mofo da cabine contígua da carruagem.
— Falei antes da hora, Agatha. Não precisa me lembrar.
— Só estou falando — disse a criada, espremendo mais ervas de cheiro forte em um pote de cerâmica. — Algumas pessoas…
Cwenneth preferiu ajeitar a gola de pele do casaco a dar uma resposta afiada. Discussões podiam gerar inimigos. E ela precisava mais do que nunca de amigos e aliados agora que iria morar em terras estrangeiras com pessoas conhecidas pelas barbaridades e crueldades que praticavam.
O casamento dela com o novo jarl nórdico de Acumwick garantiria ao irmão e ao povo de Lingwold a paz depois de anos de guerra. Como parte do acordo nupcial, Hagal, o Ruivo, concordara em proteger Lingwold contra Thrand, o Destruidor, o selvagem que nutria o gosto de matar por matar e já havia levado muito ouro do vilarejo. O irmão de Cwenneth assinara o acordo nupcial quando Hagal prometeu levar a cabeça de Thrand até ele.
— Você está séria assim por estar infeliz?
Cwenneth apressou-se em mudar a expressão do rosto para uma mais alegre.
— Estou ansiosa para começar uma vida nova. Será um novo começo depois da tristeza dos últimos anos — disse ela, pois era a única coisa que achava positiva daquela união e que poderia compartilhar com Agatha.
Se ela não quisesse se casar com Hagal, o Ruivo, teria de ir para um convento que o irmão escolhesse e se resignar a uma vida num cubículo, sem dote, sem nenhuma perspectiva boa de futuro, a não ser trabalho árduo pelo resto de sua existência.
— Você conseguirá o que quer se agradar seu novo mestre e lorde. É fácil se souber como fazer. — Agatha abriu um sorriso malicioso e colou as costas ao assento, exibindo os seios grandes. — Os homens são criaturas simples, fáceis de se agradar. Você entende o que estou falando, não é?
Cwenneth olhou para o próprio corpo, comparando o corpo longilíneo e com poucos seios com o da criada. Tomara que Hagal, o Ruivo, gostasse de mulheres magras.
— A viagem iria durar uma semana. Agora, por causa desta chuva incessante, está levando o dobro do tempo. — Cwenneth franziu o cenho.
Seria ótimo que começasse logo a estação mais seca, assim as viagens seriam mais rápidas. O que aconteceria se o casamento não fosse formalizado? Será que Hagal, o Ruivo, cumpriria a promessa de proteção? Será que ele acabaria com as ameaças de Thrand, o Destruidor?
— E se Hagal levar o atraso como um insulto?
— Estou certa de que choveu em Viken, de onde ele vem. Ele vai entender. — Agatha soltou uma risada seca e continuou a socar as ervas. — Lá no Norte eles apreciam muito uma mulher bonita. Hagal, o Ruivo, deve estar impaciente com a demora. Dizem que ele tem muito vigor na cama.
O cheiro forte das ervas deixou Cwenneth enjoada e com dor de cabeça.
— Detesto viajar numa carruagem. Não aguento tantos trancos e balanços. — Ela mudou de assunto propositalmente. Já havia ouvido falar das proezas sexuais de Agatha e que a cunhada a havia surpreendido na cama com seu irmão. Para disfarçar mais, esticou o pescoço a fim de enxergar mais alguma coisa da janelinha, mas só viu árvores desfolhadas com os galhos à mercê do vento.
— Se eu estivesse viajando com meu irmão, ele me deixaria andar um pouco, mas os homens de Hagal não querem nem falar no assunto. As coisas vão mudar bastante depois do casamento.
— Tenho certeza que sim.


Promessa Audaz

Série Velvet Montgomery
O país inteiro aguardava o casamento de Judith Revedoune e Gavin Montgomery.

Embora Judith prometesse a si mesma que seu marido a possuiria apenas pela força, o primeiro contato entre os dois, ante o altar florido, ascendeu a chama de uma paixão indisfarçável.
Quando Gavin olhou no fundo dos olhos dourados, sentiu-se consumido pelo desejo....
Mas ele já havia entregue seu coração à outra. Humilhada e sozinha em um castelo estranho, Judith resolve odiar a seu marido, que toma seu corpo, mas rejeita a sua alma. Porem ela sabe que o ama e teme perde-lo.

Prólogo


Inglaterra, 1501.
Judith Revedoune olhou para o pai por cima do livro contábil. Sua mãe, Helen, estava ao seu lado. Judith não sentia medo do homem, apesar de tudo o que tinha feito ao longo dos anos para fazê-la temê-lo. Seus olhos estavam vermelhos, com profundos círculos debaixo deles. Ela sabia que seu rosto devastado era devido ao seu pesar pela perda de seus amados filhos, dois ignorantes, homens cruéis que eram réplicas exatas de seu pai.
Judith estudou Robert Revedoune com uma certa curiosidade. Geralmente não se preocupava com sua única filha. Ele não via utilidade para as mulheres desde que sua primeira esposa morreu e a segunda, uma mulher assustada, tinha apenas lhe dado uma menina.
— O que você quer? — Judith perguntou calmamente.
Robert olhou para a filha como se a visse pela primeira vez. Na verdade, a moça tinha sido mantida escondida a maior parte de sua vida, enterrada com sua mãe em seus próprios aposentos em meio a seus livros e registros contábeis. Ele notou com satisfação que ela parecia com Helen naquela idade. Judith tinha aqueles olhos dourados estranhos que alguns homens adoravam, mas que ele achava desconcertantes. Seu cabelo era castanho-avermelhado. Sua testa era larga e forte, como era seu queixo, seu nariz reto, sua boca generosa. “Sim, servirá”, pensou. Poderia usar sua beleza em vantagem própria.
— Você é a única que me resta, — disse Robert, sua voz pesada de desgosto. — Se casará e me dará netos.
Judith olhou para ele em estado de choque. Durante toda a sua vida, Helen a treinara e educara para o convento de freiras. Não se tratara de uma piedosa educação de orações e cânticos, mas de ensinamentos e práticas, que levam à única carreira aberta a uma nobre. Ela poderia se tornar uma abadessa antes de completar trinta anos. Uma abadessa era tão diferente da mulher comum, quanto o rei de um servo. Ela governava terras, propriedades, aldeias, cavaleiros. Comprava e vendia de acordo com seu próprio critério. Era procurada por homens e mulheres por sua sabedoria. Uma abadessa governava e não recebia ordens de ninguém.
Judith podia contabilizar livros para uma propriedade grande, podia fazer julgamentos justos em disputas, e sabia quanto trigo calcular para alimentar certa quantidade pessoas. Podia ler e escrever, dirigir uma recepção para um rei, dirigir um hospital: Tudo o que ela precisasse, tinha-lhe sido ensinado.
E agora esperava-se que esquecesse tudo e se tornasse a serva de algum homem?
— Não o farei.
A voz estava baixa, mas as poucas palavras não poderiam ter sido mais altas se tivessem sido gritadas do telhado de ardósia.
Por um momento, Robert Revedoune ficou perplexo. Nenhuma mulher jamais o desafiou com um olhar tão firme antes. De fato, se não soubesse que ela era uma mulher, sua expressão teria sido confundida com a de um homem. Quando se recuperou do choque, esbofeteou Judith, jogando-a no outro lado do pequeno quarto. Mesmo deitada no chão, com um fio de sangue escorrendo pelo canto da boca, ela olhou para ele, absolutamente, sem nenhum medo em seus olhos, apenas nojo e um toque de ódio. Sua respiração ficou presa por um momento com o que viu. De certa forma, a garota quase o assustava.
Helen correu para sua filha, sem perda de tempo. Agachou-se ao lado dela, tirou de entre suas roupas um punhal de mesa. Olhando para a cena primitiva, o momentâneo nervosismo de Robert o deixou. Sua esposa era uma mulher que ele podia entender. 

Apesar da aparência externa de um animal zangado, no fundo de seus olhos ele percebia fraqueza. Em segundos, agarrou seu braço, a faca voando pelo quarto. Ele sorriu para sua filha enquanto segurava o antebraço de sua esposa em suas poderosas mãos e quebrava os ossos como se quebrasse um galho.
Helen entrou em colapso a seus pés, sem dizer uma palavra.
Robert olhou de volta para a filha onde ainda estava deitada, incapaz de compreender sua brutalidade.
— Agora, qual é a sua resposta, moça? Você se casa ou não?
Judith assentiu brevemente antes de se virar para ajudar a mãe inconsciente.

Série Velvet Montgomery
1 - Promessa Audaz
2 - Highlander Audaz
3 - Canção Audaz
4 - Anjo Audaz
Série Concluída

Coleção Cristine



O Amor mora na Escócia
ELA NÃO SUPORTARIA VER SEU AMADO NOS BRAÇOS DA MELHOR AMIGA!
Quando lorde Murray chegou a Londres com a intenção de escolher uma esposa, todas as jovens damas da sociedade ficaram extasiadas. Qual delas não sonhava em casar-se com o rico nobre escocês, dono de um belo castelo nas Terras Altas? Phoebe Hartwell, porém, era diferente das outras donzelas; não foi atraída pelas posses materiais de lorde Murray, e sim por seus misteriosos olhos negros... Apaixonada, alimentou a ilusão de ser escolhida por ele, sem suspeitar que o destino preparava uma surpresa capaz de partir seu coração em mil pedaços!



Uma Surpresa do Destino
A ENCANTADORA JOVEM GUARDAVA UM SEGREDO EM SEU CORAÇÃO.
O conde de Berrington ficou intrigado. Todos sabiam que sua mãe havia morrido em um naufrágio, muitos anos atrás. Quem seria, então, a maltrapilha senhora que se atrevia a chamá-lo de filho? E quem era a jovem que a acompanhava? O conde recusou-se a acreditar que uma moça tão linda, de aparência inocente, pudesse ser cúmplice de uma embusteira! Ao decidir desvendar o mistério que a cercava, contudo, ele não imaginava que aprenderia o verdadeiro significado da palavra amor.


Interlúdio de Primavera
Vítima de sua própria armadilha, ela teria de renunciar ao amor.
Presa de extrema inquietação, Jéssica viu que não tinha alternativa: precisava arranjar um marido rico, caso contrário sua família perderia as terras que administrava! Ao conhecer Matthew, seu coração inocente bateu mais forte. Parecia que o destino queria ajudá-la, colocando em seu caminho esse cavalheiro que, além de herdeiro de uma grande fortuna, era também encantador. Foi então que uma terrível angústia assaltou Jéssica: seria mesmo capaz de transformar o amor que começou a sentir por Matthew num jogo de interesses?



Capricho Escocês 
TRAÍDA PELO DESTINO, ELA SE APAIXONOU POR UM NOBRE ARROGANTE E  DOMINADOR!
Letícia fitou Jamieson, o altivo conde escocês, com um brilho de indignação em seus olhos cor de violeta. Como ele se atrevia a adverti-la dos perigos de um flerte inconsequente? Para mostrar que não se deixava intimidar à toa, Letícia deu um passo à frente e, num gesto ousado para uma jovem dama da sociedade, beijou os lábios de Jamieson. Só então percebeu que acabara de cometer um grande erro... Aturdida, foi obrigada a admitir que o beijo despertara em seu coração um amor sem esperança!



A Donzela de Gelo
PARA VIVER UM GRANDE AMOR, ELA PRECISA ABDICAR DE SEU ORGULHO.
Quando lhe perguntavam por quê já havia recusado tantos pedidos de casamento, Regina, conhecida como "A Donzela de Gelo", respondia que estava à espera do nobre cavalheiro que faria seu coração bater mais forte. Ao conhecer Richard, conde de Wesmorlen, a jovem percebeu que não teria de esperar mais, pois ele era a personificação de todos os seus sonhos.
Regina não sabia, contudo, que nuvens negras toldavam o horizonte de sua felicidade: o amor que a fizera desabrochar para a vida também poderia ser o instrumento de sua perdição!









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1 de abril de 2017

Assalto ao Castelo

Série Fairy Tales 
O que a Srta. Phillipa Damson precisa é de um bom, cavaleiro de armadura brilhante à moda antiga. 

O que ela tem é um noivo que não queria e uma vontade irresistível de fugir. Mas se ela conseguir escapar, irá encontrar seu “felizes para sempre”?






Capítulo Um

Residência de Phineas Damson, Esq. Little Ha’Penny, Lancashire. Final da pimavera. Nem todo conto de fadas começa com um príncipe ou uma princesa. Alguns começam com um beijo que transforma um homem em um sapo, ou uma queda na estrada que transforma uma cesta de ovos em ovos mexidos. Aqui a história começa com a percepção de que o príncipe, antes alto e bonito, agora é verde e ronca.
Esta história pertence a essa categoria, Srta. Philippa Damson deu a virgindade a seu noivo, Rodney Durfey, o futuro Sir Rodney Durfey, Baronete, acreditando que ele era um príncipe até que ela percebeu exatamente o que queria da vida: Nunca estar perto de Rodney novamente. Foi uma pena ela perceber este ponto significativo somente agora, estando no celeiro ajustando suas anáguas depois de dar a Rodney seu bem mais precioso, sua virgindade. Mas às vezes é preciso um olhar perspicaz para um homem deitado na palha para perceber como você se sente sobre ele.
Um momento de fraqueza, dez minutos de desconforto, e agora ela era uma mulher. Ela sentia-se diferente. Fraca.
 —Droga, como foi bom! —disse Rodney. Não fazendo nenhuma tentativa para endireitar sua roupa. —Você é tão apertada como… —Sua imaginação aparentemente falhou com ele. ¯… muito mais apertada do que a minha mão, de qualquer maneira.
 —Você não acha que deve se levantar agora? —disse Philippa torcendo o nariz.
 —Eu esperei tanto tempo por isso que preciso de toda minha força de vontade para fazer isso. Não é todo dia que um homem perde a virgindade. Você sabe! —disse Rodney.
Ou uma mulher. —pensou Philippa, usando os dedos para pentear os pedaços de palha que ficaram no seu cabelo. 
—Meus amigos ficam picando em todo momento quando tem oportunidade. Você não é mais inocente, então não importa se eu seja franco, eu acho. Eu me poupei para você, não queria pegar nenhuma doença. 
—Obrigada. —disse Philippa. A etiqueta que sua mãe havia lhe ensinado não a preveniu para esta situação em particular. 
—Se você não é a coisa mais bonita com o seu cabelo brilhando contra a luz do sol. —disse Rodney alongando seus músculos. —Eu sou capaz de fazer amor com você cerca de dez vezes mais agora, Philippa. E você sabe que eu te amei desde que te vi pela primeira vez, desde… 
—Desde que me viu na igreja quando eu tinha sete anos de idade. —disse Philippa Damson. 
 —Você era como um anjinho, e agora você é uma moça. E seus seios foram enviados dos céus. Diabos, eu poderia fazer isso o dia todo. Devo subir até sua janela hoje à noite? Eu sei que você nunca me deixou antes, mas os proclamas já foram publicados em St. Mary, por isso parece que se… —Ele estendeu a mão para o tornozelo dela tentando agarrá-la. Philippa deu a volta bem na hora.
 —Não. —Philippa afirmou. —Absolutamente não. E você… deve cobrir-se. E se um dos ajudantes dos estábulos regressa?
—Eu aposto que sou o maior homem que já viu! —disse Rodney olhando para baixo, para a coisa rosada e mole que estava envolta da sua coxa de uma forma que fez Philippa sentir-se doente. Philippa revirou os olhos e começou a trançar seu cabelo. —Claro que você nunca viu de qualquer outra pessoa. —acrescentou. —Eu sei disso. Você era virgem tudo bem. Claro que era. Eu tive que forçar o meu caminho, você sabe. —continuou Rodney a falar. Ele a fez recordar, e a lembrança à fez moer seus dentes. —Ainda que eu fiz por você também. —disse Rodney, alheio aos seus sentimentos como sempre.
 —Você fez o quê? —exclamou Philippa com espanto. 
—Você não notou quando eu toquei você? —perguntou. —Eu sabia exatamente onde eu deveria tocar para dar prazer nas mulheres. Eu espero fazer amor duas ou três vezes por dia no próximo ano com você.



Série Fairy Tales
1- a revisar
1,5-  Assalto ao Castelo

27 de março de 2017

Coleção Cristine



Aplausos de Amor
LEONORA DESCOBRIU QUE A VIDA PODE SER UM PALCO DE ILUSÕES.
Robert abraçou Leonora docemente e deu-lhe um beijo apaixonado. Ela suspirou, feliz, mas logo uma terrível dúvida surgiu em seu coração: ele a amava de verdade ou estava apenas representando? Ambos haviam sido convidados a participar de um grupo de teatro amador patrocinado por uma nobre dama da sociedade. Leonora não se revelou boa atriz, pois não conseguia esconder as emoções que Robert lhe despertava. Mas ele parecia usar seus talentos de ator tanto no palco quanto na vida real!


Um Presente do Céu
O PEQUENO ÓRFÃO TROUXE ALEGRIA À MANSÃO DO MARQUÊS!
Decidida, Ângela jurou que não cederia aos desejos do pai; não se casaria com o marquês de Brynne, famoso por sua libertinagem! Como resistir, porém, ao poder de sedução do marquês, cujos olhos pareciam desvendar-lhe todos os segredos da alma? Ângela estava prestes a esquecer seu juramento e entregar-se ao amor que nascia em seu coração. Mas primeiro precisava resolver o mistério da criança que fora abandonada à porta da mansão do marquês... O bebê seria filho dele?


Fuga para a Felicidade
VOLUNTARIOSA E OUSADA, MELODY PARTE EM BUSCA DA LIBERDADE E DO AMOR!
Lorde Dake custou a acreditar no que via: Melody, disfarçada de camponesa, encontrava-se no meio de um grupo de comerciantes exaltados que a acusavam de roubo de um colar de pérolas! A primeira reação de lorde Dake, depois de evitar que Melody fosse presa como ladra foi de arrependimento. Afinal, por que se envolvera com uma jovem que estava sempre metida em confusões? Por outro lado, como recusar auxílio a uma linda moça que começava a conquistar-lhe o coração?


Ilusão de Primavera
PARA OBTER O PERDÃO DE HARRIET, ROBERT PRECISAVA PROVAR QUE A AMAVA!
Robert tomou as mãos de lady Harriet entre as suas e atraiu-a docemente para junto de si. A jovem dama enrubesceu, mas permitiu que ele depositasse um cálido beijo em seus lábios. Ela o amava, mesmo sabendo que não passava de um simples fazendeiro, e estava disposta a enfrentar a ira dos pais para poder se casar com ele. Seu amor, porém, logo transformou-se em revolta. Por que Robert mentira, escondendo-lhe sua verdadeira identidade? Com o coração partido, lady Harriet jurou que faria Robert pagar caro por tê-la enganado!









Coleção Cristine - relançamento 1-2-3-4.
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