31 de dezembro de 2013

O Amor de Uma Dama

Série Lordes Libertinos

Ashton Bedevere: célebre libertino capaz de arruinar uma reputação com a mesma rapidez com que outros cavalheiros tomam uma dose de brandy. 

Depois de anos na Itália aprimorando suas habilidades na arte da sedução, Ashe está de volta aos salões da elite londrina, precedido, é claro, por uma reputação nem um pouco lisonjeira. 
Mas a morte do pai põe fim ao seu estilo de vida esbanjador. 
Para receber o que lhe é de direito, ò notório sedutor terá de fazer o impensável: casar se!
Mas que mulher sequer pensaria em se unir a um homem como ele? 
Com certeza não a adorável Genevra Ralston. 
Afinal, seria seu fim diante da alta sociedade. Ainda assim, resistir ao charme incontestável e ao toque habilidoso de Ashe sé prova uma tarefa impossível... 

Capítulo Um 

Sexo com Ashe Bedevere era um dos “grandes prazeres” da estação e não devia ser desperdiçado, o que explicava por que lady Hargrove o estava favorecendo com um esplêndido bei­cinho e uma rápida visão velada de seu busto sob um lençol cuidadosamente drapeado, na esperança de persuadi-lo a ficar.
— Certamente alguns poucos minutos não farão diferença — protestou ela com um olhar tímido, deixando que o lençol escorregasse muito provocadoramente pela curva de seu quadril.
Ashe enfiou os braços nas mangas da camisa, vestindo-se ra­pidamente. O que quer que o houvesse encantado nos atributos femininos de lady Hargrove mais cedo naquela noite, tinha eva­porado no rastro do bilhete que chegara para ele. Ele vestiu a calça e a presenteou com um sorriso pecaminoso, feito para aplacá-la.
— Minha cara, o que eu tinha em mente para nós levaria mais do que uns poucos minutos.
A promessa de prazer adiado foi suficiente. Ashe deslizou porta afora antes que ela pudesse discutir, com todos os seus pensamentos fixos em um objetivo: chegar a Bedevere, à sede da família do Conde de Audley. Não importava que Bedevere ficasse a três dias de distância a cavalo.

Não importava que ele pudesse ter respondido aos numerosos pedidos de voltar para casa nos anos anteriores e não o tivesse feito. Não importava nada disso. Dessa vez era diferente. Dessa vez, o advogado havia escrito duas frases desesperadas: “Venha para casa. Seu pai morreu.”
Ashe correu pelas últimas poucas mas até seus aposentos em Jermyn Street, empurrado por uma sensação de urgência e impo­tência. Ele sempre pensara que teria mais tempo.
Três dias mais tarde
— Deus e diabo estão nos detalhes! — xingou Ashe, não muito baixo, e puxou com um safanão as rédeas de seu garanhão baio, freando o animal. Essas eram as terras de Bedevere? Mais im­portante: essas eram terras de seu pai? Ele mal conseguia conci­liar as imagens que via agora, dos campos cobertos de ervas daninhas e cercas de pedras semidestruídas ao longo da estrada, com a lembrança dos campos férteis e estradas imaculadas de sua juventude.
Ele havia visto muito do diabo desde que viera para Bedevere e não muito de Deus. Como teria isso acontecido?
Uma pontada aguda de culpa o atingiu profundamente e de forma implacável.
Ele sabia a resposta.
Era sua culpa.
A atual convocação para voltar para casa não fora a primeira, mas seria a última. Ashe poderia ter voltado muito tempo antes, quando o primeiro acesso da doença acontecera, quatro anos mais cedo. 
Poderia ter voltado quando seu irmão perdera o juízo dois anos antes, por razões que ainda não tinham ficado claras para de. 
Mas não o havia feito, e uma conseqüência extraordinária havia ocorrido em razão disso: a força atemporal de Bedevere linha cambaleado e, por fim, se provado falível. 
Ele havia esperado demais, e toda essa decadência podia ser creditada a ele.
Parecia uma virada irônica do destino que ele agora estivesse preparado para ser o curador de um lugar do qual fugira voluntariamente anos antes. 
O lugar havia sido perfeito então, tão diferente dele, que era tão imperfeito. Era bem menos perfeito agora, e ele ainda tinha defeitos...  

Série Lordes Libertino
2 - O Amor de Uma Dama
Série Concluída

26 de dezembro de 2013

A Espada e a Bainha

Série Guerreiros do Vento
Uma guerreira em seu coração e alma, Fatima sonha em ser um guerreiro Khamsin 

Com o dom da visão, ela deverá usar este dom/maldição para proteger seu amigo, que é o próximo na linha para liderar sua tribo. 
Mas ela deverá escolher entre a honra, o dever e o amor verdadeiro 
Tarik, um guerreiro khamsin feroz, igual ao seu totem 
Deseja e fará de tudo para conquistar uma certa guerreira que tem a alma como o vento do deserto.

Comentário revisora Serenah: Sei que gosto é gosto... Normalmente não gosto de históricos, quando tenho que revisar um, sofro muitoo... Mas gente... A-DO-REI esta estória. Leve, sensual e com partes que considerei engraçadas. Sem contar que tem alguns ingredientes que realmente chamam a atenção: -Sheik -Espadas -Mocinho sensual e teimoso -Mocinhas virgens teimosas -Mamão - a parte do mamão... Nem falo. -Armas de tiro -Ciúmes -Gente aprontando Boa leitura e espero que gostem!!!! Serenah

Capítulo Um


Deserto Oriental, Egito, 1903

Ele não podia fazê-la chorar. Não ela. Fátima se recusava a chorar perante o herdeiro do trono dos poderosos Khamsin do deserto. Não por suas provocações ou sua arrogância.
— Você não pode ser um sheik e ponto final. — Tarik afirmou.
— Eu posso também ser sheik. — Fátima de 10 anos desabafou. Ela olhou para seu irmão gêmeo, pedindo ajuda.
Os grandes e expressivos olhos verdes de Asad, da mesma cor dos dela, piscaram.
Ele encolheu os ombros. 
— Deixe-a, Tarik.
— Nunca. Uma menina não pode ser sheik. Essa é a minha palavra final.
Aos onze anos, o único filho de Jabari Bin Tarik Hassid irradiava confiança. Sua mãe, Elizabeth, dizia que poderia “encantar a lã de uma ovelha”. Corajoso e destemido, Tarik sempre achava os melhores lugares para se esconder, tinha as mais ousadas aventuras. Ao contrário da tímida Fátima, a gêmea mais tímida, ele nunca hesitou em escalar os penhascos rochosos que rodeavam a sua casa e saltava, fingindo ser um falcão. Ou, o que mais gostava Fátima, se escondia espionava os guerreiros treinando para a batalha. Fátima adorava a ousadia de Tarik. Ela odiava sua teimosia.
— Deixe-me ser sheik. É a minha vez. — Ela disse.
Tarik balançou os cabelos loiros na altura dos ombros. 
— Garotas nunca podem ser guerreiros e sheik, nem mesmo Khamsin guerreiros do vento. 
— Eu posso também ser um guerreiro. 
Tarik soltou um adulto ruído de escárnio.
— Mulheres cozinham, tecem e tem filhos. Não lutam. 
Os gêmeos e Tarik brincavam na areia plana e cinzenta do imponente Deserto Árabe do Egito. O acampamento Khamsin estendia-se através de um platô de areia, fileira após fileira de barracas de pele de cabra. Palmeiras altaneiras e acácias alastravam-se desde uma sombra remota; imponentes montanhas de rocha abrigavam o vale em ambos os lados.
Fátima não podia imaginar um lugar melhor para viver. Nem mesmo a mansão de seu avô na Inglaterra comparava-se a este imenso deserto que ela adorava. Quem queria a proteção abafada de uma casa grande, quando poderia ter fogueiras crepitantes à noite, e as histórias de seu pai para compartilhar com eles? Muitas vezes ela montava sua égua, se virava em direção ao ardente sol amarelo e apenas olhava. Para um pássaro voando no penetrante céu azul. Para o pôr do sol lançando sua luz sobre os penhascos altos em tons brilhantes de marrom-avermelhado. Para toda a beleza do deserto.
Fátima amava explorar esconderijos nas rochas com seu irmão Asad e seu melhor amigo, Tarik, e o primo mais próximo de Tarik, Muhammad. Mas em seu décimo primeiro aniversário, Tarik começou a fugir dela. Ele disse para Asad que ela era muito lenta. Destinado a tornar-se o Guardião de Tarik, seu guarda-costas, Asad havia se aliado a seu amigo e não a Fátima.

Série Guerreiros do Vento
1 - O Falcão e a Pomba
2 - O Tigre e a Tumba
3 - A Cobra e a Concubina
4 - A Pantera e a Pirâmide
5 - A Espada e a Bainha
6 - O Escorpião e o Sedutor
7 - A Dama e o Libertino
Série Concluída



24 de dezembro de 2013

Como Conquistar uma Lady Relutante

Série Os Demônios De Halstead Hall
Quando um patife charmoso propõe que ela se case com ele para atender o ultimato de sua avó, a temperamental irmã Sharpe faz uma contra-proposta tentadora, que preserva a herança dela e inflama a imaginação dele.
Lady Minerva Sharpe tem o plano perfeito para frustrar as demandas de sua avó: tornar-se noiva de um trapaceiro!
Certamente Gran preferiria liberar sua herança a vê-la se casar com um canalha.
E quem melhor para desempenhar o papel de candidato a marido de Minerva do que o selvagem advogado Giles Masters, a própria inspiração para o belo espião nas populares novelas góticas que ela escreve?
A lembrança de seu beijo apaixonado em seu décimo nono aniversário tem permanecido na imaginação de Minerva, embora ela não tenha intenção de realmente se apaixonar por tal libertino, e muito menos se casar com ele.
Mal sabe ela que ele realmente é um agente secreto do governo.
Quando eles se unem para investigar o mistério por trás da morte de seus pais, seu noivado falso os conduz a um desejo ardente.
Então Minerva descobre a vida dupla secreta de Giles, e ele deve usar todos os truques do seu ofício para encontrar o caminho de volta para coração desta mulher.

Capítulo Um

Londres -1816
Por seu décimo nono aniversário, Minerva ainda estava apaixonada. Ela sabia tudo sobre Giles. Ele não havia se casado, nem tinha cortejado ninguém a sério.
Como seus irmãos, ele vivia a vida de um libertino. Mas ao contrário de seus irmãos, ele tinha uma profissão - ele havia sido admitido como advogado no ano passado. Então, com certeza, se ele estava a progredir como um advogado, a sua vida de libertino teria que acabar em breve. Então, ele precisaria de uma esposa.
Por que não deveria ser ela? Ela era bonita o suficiente, todos diziam que sim. Era inteligente, também, o que um homem como ele certamente apreciaria. 
E ele não iria esnobá-la pelo comportamento escandaloso de sua família, como os cavalheiros de mente estreita que ela conheceu na sociedade, agora que teve sua apresentação. 
Ele estava lidando com um escândalo de sua própria família há quatro meses, quando seu pai se matou. Ela e Giles tinham isso em comum.
Mas quando correu os olhos sobre os convidados de sua festa de aniversário -nenhum dos quais eram Giles, embora ele tivesse sido convidado - ela sentiu uma pontada de decepção. Como poderia levá-lo a vê-la como qualquer coisa, além da irmã mais nova de seus amigos, quando ela nunca o via?
Após a festa ter acabado, ela foi para o jardim para aliviar seu abatimento e ouviu seus irmãos conversando enquanto fumavam charutos nas cavalariças.
- Os rapazes me disseram que a festa na casa de Newmarsh começa às dez. - disse Oliver. - Eu vou encontrá-los aqui em torno desse horário. É perto o suficiente para andar, graças a Deus, por isso não vamos ter que envolver os criados. Você sabe como eles são, contam tudo a Gran, e ela vai nos dar um sermão sobre ir para algum lugar no aniversário de Minerva.
- Gran com certeza vai notar se escaparmos em trajes de festa - disse Jarret.
- Vamos sair um de cada vez para aguardar no jardim até que possamos ir. Só tomem cuidado para não deixar Minerva ver. Não queremos ferir seus sentimentos.
Ela estava a ponto de repreendê-los severamente por ir a uma festa sem ela em seu aniversário, quando ficou claro para ela. Se eles estavam participando de uma festa com "os rapazes", então Giles estaria lá! 
E já que era um baile de máscaras, ela poderia comparecer sem que ninguém mais soubesse. Ela sabia exatamente o que vestir, também. 
Ela e sua irmã Célia uma vez tinham se deparado com um estoque de roupas da vovó de mais de trinta anos atrás, isso seria perfeito.
As nove, ela entrou num canto do jardim com Célia, que estava com quatorze anos, e havia prometido ajudar, em troca de um relato completo do que Minerva visse no baile. 
Elas ajustaram nela um espartilho de estilo antigo e duas modestas anquinhas. Então ela vestiu o vestido elaborado de cetim ouro que Gran tinha usado para o casamento de seus pais.
Rindo o tempo todo, elas cobriram seu cabelo castanho claro com uma peruca empoada de cachos brancos empilhados. Em seguida, elas cobriram o rosto com uma máscara e fizeram uma pinta em uma bochecha. 
O toque final foi um camafeu azul antiquado de Gran.
- Pareço Marie Antoinette? - perguntou Minerva, o cuidado de manter a voz baixa. Seus irmãos não tinham aparecido no jardim ainda, mas ela não queria arriscar.
- Você parece esplêndida. - Célia sussurrou. - E muito exótica.
Exótica era a nova palavra favorita de Célia, embora Minerva suspeitasse que ela realmente quisesse dizer "sedutora". O corpete tinha um decote vergonhosamente baixo.
Então, novamente, ela queria seduzir Giles.
- Vá embora agora. - disse a Célia. - Antes que eles cheguem.
Célia saiu correndo. Minerva, em seguida, teve que esperar até que seus irmãos elegantemente vestidos entrassem nos jardins e se dirigissem para as cavalariças antes que ela pudesse segui-los.
Felizmente, muitas pessoas estavam indo na mesma direção, de modo que ela se fundiu com a multidão na rua, uma vez que seus irmãos haviam entrado na casa. 
Embora ela não tivesse um convite, revelou-se estranhamente fácil de entrar. Encontrar Giles podia ser difícil, já que ela tinha que evitar seus irmãos, de modo que ela subornou o mordomo para lhe dizer que traje sua presa estava vestindo.
- O Sr. Masters não está aqui, amor. - disse o moço com familiaridade chocante. - Ele recusou o convite por conta de ter que estar no campo, assistindo sua mãe.
Ela não sabia se deveria ficar feliz que ele não tinha ido a sua festa devido a seu outro compromisso, ou desapontada porque não conseguiria sua chance com ele.

Série Os Demônios de Halstead Hall
1 - A Verdade Sobre Lorde Stoneville
2 - Um Demônio em sua Cama
3 - Como Conquistar uma Lady Relutante
4 - Casando com um Lorde Selvagem
5 - Uma Lady Nunca se Rende
Série Concluída
  

Na Cama com o Diabo

Série Orfãos de St. James
É conhecido como Conde Diabo, um canalha acusado de assassinato, que cresceu nas violentas ruas de Londres. 

Uma dama decente arrisca muito mais que a reputação quando se associa com o diabolicamente belo Lucian Langdon, mas lady Catherine Mabry acredita não ter outra opção. 
Faria qualquer coisa para proteger aqueles a quem ama... Inclusive chegar a um acordo com o próprio demônio. 
O que Lucian deseja acima de tudo é alcançar a respeitabilidade e uma esposa, mas a mulher escolhida carece de habilidades sociais para ser aceita pela aristocracia. Catherine pode ajudá-lo a conseguir tudo o que quer. 
Mas o que lhe pede em troca colocará suas vidas em risco. 
Quando o perigo se aproxima, Catherine descobre um homem de imensa paixão e ele descobre uma mulher de incomensurável coragem. 
Quando se revelam os sombrios segredos de seu passado, Lucian começa a questionar-se sobre tudo aquilo que acreditava certo, incluindo os desejos de seu próprio coração. 

Capítulo Um 

Londres, 1851 
Sempre dizem que não se deve falar do diabo porque, ao fazê-lo, pode-se atrair sua ardente atenção. Por isso, muito poucos aristocratas falavam de Lucian Langdon, o conde de Claybourne. Entretanto, lady Catherine Mabry, oculta nas sombras da meia-noite, a escassa distância da residência dele, não podia negar que havia se sentido fascinada pelo conde Diabo desde que este se atreveu a apresentar-se em um baile ao qual não havia sido convidado. 
Não dançou com ninguém. Não falou com ninguém. Limitou-se a passear pelo salão com atitude de estar avaliando todos os pressente e acabar por decidir que nenhum tinha o menor interesse. 
O que mais a inquietou foi que o conde posou seu olhar sobre ela, atrasando-se um ou dois segundos mais do apropriado. 
Catherine não piscou nem afastou a vista, embora tivesse que esforçar-se muito por não fazer nenhuma das duas coisas; conseguiu sustentar o olhar com todo o inocente descaramento de que é capaz uma jovem de dezessete anos. 
Orgulhou-se de conseguir que fosse ele o primeiro em deixar de olhar. Mas não antes que ao estranhos olhos prateados se obscurecessem e parecessem arder na profundidade do inferno de onde se dizia que havia saído. 
Muito poucos acreditavam que fosse o herdeiro legítimo, mas ninguém se atreveu jamais a questioná-lo. Afinal, todo mundo sabia que era muito capaz de cometer um assassinato. Ele nunca se incomodou em negar que tivesse matado o único filho e herdeiro do conde anterior. 
Aquela noite, quando se apresentou no baile, pareceu que até o último dos convidados contivera o fôlego; dava a sensação de que todos estivessem esperando ver onde golpearia ou sobre quem descontaria a raiva. Naquela época, todos sabiam já que não era um homem de bom caráter, por isso só se podia assumir que compareceu com algum vil propósito em mente. 
Certamente era consciente de que nenhuma das damas presente se atreveria a arriscar a reputação dançando com o conde de Claybourne, e que nenhum cavalheiro permitiria que se questionasse sua respeitabilidade conversando abertamente e de bom grado com ele em um lugar tão público. 
Pouco depois, partiu caminhando com tranquilidade, como se estivesse procurando alguém e, ao não encontrá-lo, decidisse que o resto dos presentes não valia a pena. Isso foi o que mais irritou Catherine. 
Para sua imensa vergonha, devia admitir que houvesse desejado desesperadamente dançar com ele, que a segurasse entre seus braços e pudesse contemplar uma vez mais aqueles ardentes olhos prateados que inclusive nesse instante, cinco anos depois, continuavam enfeitiçando seus sonhos. 
A úmida névoa espessava, e Catherine subiu o capuz da capa para se aquecer enquanto estudava a residência do conde com atenção, em busca de alguma pista que lhe indicasse que ele estava em casa.
Não estava segura de que a fascinação que sentia fosse muito inocente. Na realidade, estava bastante segura de que não era. 
Não podia dizer com exatidão o que tanto a interessava naquele homem, o único que sabia era que se sentia irremediavelmente atraída por ele. 
Às escondidas, sem que sua família soubesse, depois do primeiro encontro, atreveu-se inclusive a lhe enviar convites para seus bailes e jantares que um servente da mais absoluta confiança entregava em mãos. 
O conde jamais se incomodou em agradecer, nem em assistir a nenhuma de suas reuniões. Por isso Catherine sabia, além da noite do baile em que ela o tinha visto pela primeira vez, jamais havia voltado a fazer ato de presença em nenhum outro evento social. 
Não era nenhum segredo que não era bem recebido nas melhores casas, por isso se sentia bastante insultada de que rechaçasse suas tentativas de incluí-lo em sua vida. Embora Catherine devesse admitir que os motivos pelos quais queria conseguir tal propósito eram bastante egoístas e não inteiramente respeitáveis. Agora já não podia se dar ao luxo de tentar chegar a ele mediante belos convites em relevo. 
Estava decidida a falar com o conde, e se não podia fazê-lo na segurança de um salão cheio de gente, então o faria na privacidade da própria residência deste. 
Um calafrio lhe percorreu as costas; tentou atribuí-lo ao frio da névoa, mais que a sua própria covardia. Levava bastante tempo esperando entre as sombras e a umidade a tinha impregnado até os ossos.
Se não se aproximasse logo daquela porta, ao final seria incapaz de parar de tremer e seu plano fracassaria. 
Tinha que aparentar que não era nenhum problema falar com ele, se não, só ganharia seu desdém e isso não lhe serviria para nada.

Série Órfãos de St. James
1 - Na Cama com o Diabo
2 - Desejando o Demônio
3 - O Nobre e a Plebeia
4 - Prazeres à Meia-Noite
5 - The Last Wicked Scoundrel

22 de dezembro de 2013

Mensagens de Natal E Ano Novo
Olá,
Agradecemos por estarem conosco no decorrer do ano,lendo muito,se emocionando...,sonhando, rindo com tantas histórias,sua sempre bem-vinda participação e comentários nos Blogs.

Queremos agradecer à todos, todos nossos amigos,grupos, revisoras, conhecidos e tantos anônimos que cruzaram por aqui...temos de dizer que não foi fácil manter sempre tudo atualizado e fazê-lo, é preciso ter saúde, determinação e serenidade!
Nós desejamos um Feliz Natal juntamente com sua família, amigos! 
Que o ano que vai chegar seja muito melhor do que esse que está indo embora...Desejamos muita saúde, prosperidade que seus corações se encham de sentimentos bons e fraternos para serem cultivados em nova caminhada. Bem,o nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos,mas como dizem...
A beleza da caminhada depende dos que vão conosco!
Que Deus continue sempre nos iluminando em nossa caminhada e que possamos estar aqui juntos novamente, lendo muito!!!

Um grande abraço á todos, Boas Festas!
 Jenna e Seriam
Mensagens de Natal E Ano Novo


17 de dezembro de 2013

Anjo De Prata

Série Ladys Escravas e Lords Tiranos II



Chantelle Burke é uma aristocrata inglesa, mas se vê raptada por corsários que a levam para o oriente e a vendem como odalisca para o harem do Rei. 
Ali em meio ao oriente ela conhece o jovem Conde inglês Derek Sinclair, com quem travará uma guerra de vontades e terá uma aventura sensual...

Capítulo Um


Barikah, Costa da Berbería, 1796.

Na rua dos Joalheiros, o mercador de pérolas Abdul Ibn-mesih fechou sua loja com bastante antecedência ao cântico cadencioso e monótono do almuecim convocando aos fiéis à oração. Abdul dispunha menos de dez minutos, mas estava ficando velho e seus ossos propensos a dores que retardavam seus passos, por isso precisava sair cedo todo dia. Enquanto pudesse, caminharia até a Mesquita mais próxima, antes de usar a almofada oriental para rezar ajoelhado, que guardava no fundo de sua pequena loja, diferente de alguns de seus vizinhos menos piedosos. Portanto, ele era a única pessoa que passava pela rua há essa hora, e por isso foi à única testemunha do assassinato.
O jovem turco e o homem grandão com uma longa túnica negra que o perseguia passaram correndo ao lado de Abdul, sem prestar a mínima atenção ao mercado de pérolas. Se eles somente tivessem virado a esquina e desaparecido de sua vista, ele não teria sofrido pesadelos naquela noite. Mas o gigante alcançou sua presa no final da rua e quase o dividiu ao meio com a cimitarra que segurava. Uma verificação rápida do corpo mostrava sem sinais e, em seguida, o assaltante foi embora, esgueirando-se sem olhar para trás, enquanto o corpo do turco ficava onde tinha caído banhando de sangue a íngreme rua de pedra, como um convite para as moscas para que se aproximassem e dessem uma festa. 
Abdul Ibn-Masih decidiu que esse dia não caminharia até à mesquita para as orações da noite. Quando os almuecines chamaram de cima das torres mais altas pela cidade, ele estava ajoelhado sobre sua almofada oriental no fundo da loja, pensando que fazia muito tempo que não via sua filha, que vivia no campo. Ela merecia uma visita, talvez bem prolongada. 
Horas depois, nessa mesma tarde, outros dois mensageiros secretos de Jamil Reshid foram assassinados, antes que pudessem sair de Barikah. Uma pessoa foi envenenada em um café. O outro foi encontrado em um beco com a garganta cortada e com arame da corda de aço que foi utilizada para estrangulá-lo estava cravada em seu pescoço.
Essa noite, quatro camelos correram para o oeste, em direção a Argel. O homem que estava na dianteira era outro infeliz mensageiro do palácio. Os três assassinos que o perseguiam, diminuíram lentamente à distância e finalmente o alcançaram. Morreu rapidamente, como todos os outros.

Série Ladys Escravas e Lords Tiranos II
1 - Anjo de Prata
2 - Uma Doce Inimizade
3 - Paraíso Selvagem
4 - Amor Proibido - idem
5 - Terna Foi a Tormenta - idem
6 - Até a Eternidade
7 - Quando o Amor Espera

Nota do Grupo: Estes livros não formam uma série em si, mas
são livros com temas correlacionados e podem ser visto como
uma série, que não é necessário ler na sequência.

12 de dezembro de 2013

Dez Formas para ser Adorada Enquanto Conquista um Lord

Série Love By Numbers

Desde que foi noticiado em Londres, por uma revista de senhoras casamenteiras, que era “Um ótimo partido”, Nicholas St. John foi implacavelmente perseguido por todas as mulheres que buscavam matrimônio.
Assim, quando uma oportunidade de escapar da sociedade se apresenta, ele ansiosamente a agarra... somente para cair no caminho da mais determinada e deliciosa mulher que já conheceu!
Filha de um notório esbanjador, Lady Isabel Townsend tem muitos segredos e muito pouco dinheiro. 
Embora soubesse cuidar de si muito habilmente, o recente falecimento de seu pai a deixou necessitada de ajuda externa para proteger seu irmão mais novo do direito de primogenia.
O pecaminosamente bonito e eminentemente elegível Lord Nicholas poderia ser a salvação que ela busca.
Mas Isabel deve ser cautelosa e não fazer nada imprudente... como cair loucamente apaixonada por ele.

Comentário tevisora Mima Romero: O livro é uma delicia, assim como no primeiro da série a mocinha vive deixando o mocinho de cabelos em pé. A narrativa é solta e envolvente. Amei revisar esse livro.

Capítulo Um


E de que serviria estas lições, querido leitor, sem que exista um Lorde disponível? O Lorde a quem estudou com tanta diligência? A resposta é obvia, não serviria para nada.
Não entendemos, pois, para a sorte das mesmas damas, que nossa bela cidade conta com o melhor e mais brilhante, encantado e encantador, um verdadeiro tesouro entre os solteiros?... Rico, disposto, e vagando sozinho por nossas ruas, só com a vontade de conseguir uma esposa!
O descobrimento deste cavalheiro é uma tarefa de enormes dificuldades, mas nunca dá medo, querido leitor! Assumimos o trabalho por você... Percorremos a cidade, para encontrar ao senhor mais digno e de um valor incalculável, com uma atenção sem limites.
Considerem, se quiserem, o ‘primeiro’ em nossa lista dos senhores eminentemente desejáveis...
Pearls and Pelisses

Junho 1823

Quando a loira da porta lhe deu uma piscada, já era o cúmulo.
Lorde Nicholas St. John se afundou ainda mais em seu assento, amaldiçoando em voz baixa. Quem teria imaginado que uma lista distribuida por uma revista de mulheres estúpidas, fosse suficiente para transformar a população feminina de Londres em umas tontas?
A princípio, ele tinha achado divertido, um espetáculo bemvindo, depois os convites tinham começado a chegar. E quando o relógio em sua casa da cidade, em St. James, tinha dado apenas às duas, Lady Ponsonby se uniu a eles, afirmando que tinham problemas empresariais para discutir... algo sobre uma estátua que tinha adquirido recentemente no sul da Itália. Nick sabia muito bem o que queria. Só havia uma razão para que uma víbora como Lady Ponsonby se encontrasse dizendo coisas razoáveis.
Por isso tinha escapado, primeiro para a Sociedade Real de Antiguidades, onde tinha se encerrado na biblioteca, longe de todo aquele que tenha ouvido falar das revistas para mulheres, e muito menos tinha lido uma. Por desgraça, o jornalista (Nick estremeceu pelo uso liberal da palavra) fazia sua investigação, e dentro de uma hora, o mordomo tinha anunciado a chegada de quatro mulheres distintas, de idades compreendidas e na temporada, todas em extrema necessidade de uma consulta com respeito aos mármores... Todas elas insistindo em que ninguém mais do que Lorde Nicholas o poderia fazer.
Nick soprou em sua caneca, pela lembrança. Mármore, é obvio!
Tinha pago ao mordomo generosamente por sua discrição e fugiu uma vez mais, desta vez, com pouca dignidade, através da entrada traseira da Sociedade e para um beco estreito e sórdido, que fez pouco para animar sua disposição. Inclinando a asa de seu chapéu, para proteger sua identidade, então tinha feito seu caminho para o seu santuário... O Cão e a Pomba, onde tinha se instalado em um rincão escuro, durante as últimas horas.
Bem e verdadeiramente apanhado.
Normalmente, quando uma garçonete voluptuosa punha os olhos nele, estava mais que disposto a considerar seus encantos. Mas esta mulher em particular, era a décima quarta de seu sexo que lhe deixava ver abertamente seus encantos nesse dia, e já tinha tido o bastante. Franziu o cenho, pela primeira vez à menina, e pediu sua cerveja, com a voz mais escura e irritada que nunca. 

Série Love By Numbers
1 - Nove Regras que Romper para Conquistar a um Libertino
2 - Dez Formas para ser Adorada Enquanto Conquista um Lord
3 - Onze Escândalos para Conquistar o Coração de um Duque
Série Concluída

Viciado

Amigos desde a infância, Anaís Darnby e Lindsay Markham guardaram por muito tempo uma paixão secreta um pelo outro.

Quando finalmente confessam seu amor, o futuro juntos parece assegurado, selado com um abraço ardente. 
Mas quando o devasso Lindsay é seduzido por uma dama calculista da sociedade, Anaís devastada busca refúgio na cama de outro homem enquanto Lindsay retira-se para o exótico Oriente. 
Lá, é seduzido novamente, desta vez pela sedutora fumaça vermelha e a sinistra beleza do ópio. 
De volta para casa, o vício de Lindsay é alimentado pela moda por todas as coisas orientais, especialmente os prazeres sensuais, tão em moda na sociedade de Londres. 
Em seus momentos de lucidez, Lindsay ainda cobiça Anaís, que não pode permitir que ele se aproxime, nem esquecer seu toque ardente. 
Torturado por duas obsessões, o ópio e Anaís, Lindsay deve finalmente decidir com o que realmente não consegue viver sem. 

Capítulo Um

Bewdley, Worcestershire, Inglaterra 1850.
— Levante-se milorde.
A voz rouca de seu valete penetrou através da espessa neblina em seu cérebro, perturbando o sono tranquilo e os efeitos prolongados da fumaça vermelha.
— Cai fora, Vallery, — Lindsay gemeu.
Seu valete, sempre o respeitoso cavalheiro dos cavalheiros, gemeu sob o peso de Lindsay quando o puxou para cima do divã de brocado.
— Qualquer outra vez eu o faria, milorde, mas Lorde Darnby e seus familiares estarão aqui dentro de uma hora e eu tenho de livrá-lo da devassidão de um dia.
Lindsay sentiu seu braço sendo jogado em torno do pescoço grosso de Vallery. Sua cabeça pendeu um pouco, forçando-o a abrir os olhos. Estava em seu recanto de prazer, os remanescentes da última noite de bacanal ainda estava em torno dele. 

Com a mão firme de seu valete e algumas piscadas dos olhos ardentes, Lindsay se viu lentamente acostumando-se com o mundo ao seu redor. Das janelas viu que o céu não estava brilhante com o sol, mas escuro, a cor do crepúsculo. Maldição, que horas eram?
— São quase sete milorde.
Vallery respondeu quando viu o foco confuso do olhar de Lindsay sobre o céu que escurecia.
— Você dormiu o dia todo. Agora tem esse tempo para se limpar.
Sim. Um banho e fazer a barba iriam colocá-lo em ordem. Isso sempre resolveu.
— Agora, então, você vai se banhar nas águas ou quer que eu o leve para os seus aposentos através das escadas dos criados?
— Minha mãe está por perto, então?
O rosto grosseiro de seu valete surgiu nitidamente na linha de sua visão. Vallery não era um francês efeminado que cacarejava sobre ele e suas roupas. Sua formação pouco ortodoxa e atualizada que trazia foi o que fez Lindsay desejá-lo como seu servo de maior confiança. Foi a lealdade inabalável de Vallery que Lindsay apreciou mais, não as dobras intricadas de uma gravata engomada.
— Será que estaria perambulando pelas escadas antigas transportando-o ofegante se a marquesa não estivesse voando alto nos galhos?
Vallery resmungou.
Lindsay riu e tirou o braço de seu criado. Estava sóbrio como um monge agora, embora pudesse dizer a partir do olhar de Vallery que sua aparência ainda permanecia com uma pitada de devassidão.
— Acho que minha mãe, provavelmente, cacareja e cisca como uma galinha. Ela geralmente faz isso quando espera companhia.
— Penso que você gostaria de saber que o Duque de Torrington já chegou.
— E Wallingford?
— Ainda não, milorde.
Lindsay riu quando ele puxou a gravata já desamarrada do seu pescoço.
— Não estou surpreso. Wallingford tornou sua promessa solene de nunca estar em companhia de seu pai. Por que as coisas mudariam, hoje?
Vallery não disse nada enquanto Lindsay continuou a retirar suas roupas. Como o servo obediente que era seu criado estendeu a mão para pegar as roupas amassadas, dobrando com cuidado sobre seu braço.
— Então é o banho, certo?
Com um aceno de cabeça, Lindsay envolveu suas calças sobre os braços de Vallery e se dirigiu para o banho de água mineral. Ele entrou na água quente e permitiu envolver seu corpo e mergulhar seus músculos. Com um suspiro, olhou para o teto em arco acima da cabeça, em seguida, de volta para a água que borbulhava em torno dele. 
A fonte de água mineral quente corria debaixo da casa, permitindo-lhe esse pequeno luxo. Naturalmente, ele havia projetado aquele recanto de prazer ao redor dos banhos, que agora se assemelhavam a um banho turco do Oriente Médio. 
Foi algo saído das Mil e Uma Noites. A única coisa que faltava era uma linda odalisca.
     






Leia também Pecador É um livro relacionado a este, onde temos a história do melhor amigo de Lindsay, Matthew o Conde de Wallingford e também da melhor amiga de Anaís, Jane. (Ambos são apresentados neste romance.)
 

8 de dezembro de 2013

Escrava Do Sheik

Série Príncipes do Deserto 





Para o sheik Khalid al-Raqam, escolher uma noiva vem depois de prioridades mais importantes, como governar o seu reino e proteger seus tesouros. 

Quando é presenteado com uma bela náufraga, antevê o surgimento de problemas diplomáticos. 
Mas era impossível resistir às curvas luxuriosas de Juliette de Montignac. 
O temperamento teimoso e desafiador de Juliette apenas alimentava o fogo em Khalid, além de despertar o lado conquistador dele, instigando-o a domá-la através do desejo! 

Capítulo Um 

Lash’aal, Arábia, 1816
— A delegação da tribo chegou, alteza.
O sheik Khalid al-Raqam, príncipe de Lash’all, continuou a estudar a planta do templo recentemente descoberto no sítio da cidade perdida de Persimmanion. O templo arruinado o fascinava, já que fora construído muitos séculos antes do resto da cidade. 

Talvez tivesse sido o motivo para a existência da cidade. Khalid pegou o último artefato a ser descoberto, um pequeno ídolo de ouro com o formato de uma deusa, uma coisa extremamente incomum naquela região da Arábia. Sorriu para si mesmo. 
Seus súditos mais supersticiosos, entre os quais se incluía Farid, seu homem de negócios, agora esperando com deferência por instruções, o considerariam uma espécie de portento, mas Khalid estava acima destas noções infantis. Era fascinado pelo passado, não assombrado por ele.
Fez a minúscula antiguidade rolar na palma da mão. Persimmanion se mostrava rica em achados daquele tipo. Era vital que mantivessem sua existência em segredo, para impedir que os abutres europeus soubessem de sua existência e tentassem saquear a preciosa herança de Lash’aal, como já haviam feito no Egito. 
A mão de Khalid se fechou em torno da deusa de ouro. Não permitiria tal profanação em seu território soberano.
— O que ela quer, esta delegação? — Havia irritação na voz de Khalid.
— Uma audiência, Alteza. Viajaram por cinco dias através do deserto para lhe pagar a dívida de honra por sua ajuda na decisão da disputa de fronteira. Não vai querer ofendê-los mantendo-os esperando demais.
Khalid suspirou e cuidadosamente enrolou as plantas.
— Muito bem, vou vê-los agora.
Farid se curvou numa reverência.
— Vai recebê-los com toda a pompa, Alteza?
Parecia uma pergunta, mas não era, como Khalid sabia muito bem. Suspirou de novo.
— Se é necessário... Como sempre, Farid, confio em seu conselho no que se refere ao protocolo.
Depois de três anos à frente de seu reinado, Khalid ainda achava extremamente desagradáveis muitos dos costumes de Lash’aal, particularmente a pompa e a cerimônia. 
Mas a paz que lutara tanto para estabelecer nos limites de seu reino ainda era frágil e, com tantas tribos ainda prontas para se levantar umas contra as outras à menor provocação, era vital que seu status como a fonte máxima de poder, justiça e, se necessário, punição, fosse publicamente reforçado.
Era uma responsabilidade pesada e exigia um preço alto, isolando Khalid, como fazia, dos outros simples mortais. Seu dever era ser infalível, invencível, todo-poderoso. 
Embora tivesse agora 32 anos e já estivesse mais do que além da idade certa para pensar em produzir um herdeiro, escolher uma noiva para ele entre as muitas facções que formavam seu reino sem ofender as outras se provara até agora além até mesmo dos legendários poderes diplomáticos de Farid.
Como o próprio Khalid era totalmente indiferente à escolha, já que precisava ser mais baseada nas necessidades de Lash’aal do que em seus desejos pessoais, contentara-se em permanecer solteiro. 
A pesada carga do governo tinha que ser suportada em solidão... 
 







Série Príncipes do Deserto
1 - Escrava do Sheik  
2- Inocência no harém
3- Volúpia do deserto
4- Desafiando o Sheik
Série Concluída
 

Seus Maus Costumes

Série Quarteto Duquesas
Helene Holland, a condessa Godwin, sabe que não há nada mais insuportavelmente tedioso do que uma mulher virtuosa.

Afinal de contas, ela foi assim durante dez longos anos, enquanto seu marido se divertia com rameiras e provocava escândalo atrás de escândalo.
Então, decide que é hora de mudar as coisas; corta o cabelo na última moda, coloca um vestido escandalosamente transparente e vai a uma festa como se fosse uma Cinderela, com a esperança de encontrar um príncipe encantado que a faça perder a cabeça… e a leve para sua cama.
Entretanto, em vez de um príncipe, encontra o seu imprevisível e irritantemente charmoso marido, Rees Holland, conde Godwin.
Há muito tempo, o casal tinha fugido para Gretna Green e se casado, movidos por uma intensa paixão, que já não queimava com a mesma chama de antigamente.
Agora Rees lhe faz uma proposta indecente e Helene decideassumir novamente o seu papel de esposa… mas não só para manter as aparências.
Não, desta vez ela decide que não será tão virtuosa.

Capítulo Um

Em absoluto sigilo...
18 de março de 1816
da condessa Pandross,
para lady Patrícia Hamilton
...Minha mais estimada amiga, quanto ao que me conta sobre as façanhas do conde Godwin, o que posso dizer é que nada mais me surpreende. A condessa Godwin anterior (que era, como sabe, uma de minhas amigas mais queridas) se viraria no túmulo caso soubesse que seu filho está convidando cantoras de ópera para sua casa! E estremeço ao pensar que uma dessas mulheres infames pode estar vivendo com ele. Não sei como sua pobre esposa pode manter a cabeça erguida.
Helene sempre demonstrou uma compostura admirável, embora eu tenha ouvido por aí — mais ou menos em segredo — que ela pretende pedir o divórcio. Não consigo imaginar quanto isso custaria, mas Godwin deve receber pelo menos quinze mil libras por ano e provavelmente pode pagar. De qualquer forma, querida, o que realmente estou ansiosa para saber é sobre seus planos para o baile de debutante da doce Patrícia. Não me disse que o estava organizando para o fim de semana do dia cinco? A senhora Elizabeth Fremable me disse que...

21 de abril de 1816
de Helene Godwin, condessa Godwin,
para sua mãe, atualmente em Bath
Querida mãe:
Compreendo totalmente sua angústia pelo contínuo desastre que tem sido meu casamento. Reconheço que minha decisão de fugir com Rees causou escândalo na família, mas eu gostaria de lembrar a você que isso aconteceu há anos. Do mesmo modo, estou ciente de que um divórcio seria muito mais grave. Mas eu lhe peço, por favor, aceite minha decisão. Eu simplesmente não posso continuar dessa forma.
Sinto-me deprimida ao pensar em minha vida.
Sua filha que te ama,
Helene, condessa Godwin.

22 de abril de 1816
de Rees Holland, conde Godwin,
para seu irmão, vigário de uma paróquia no norte
Querido Tom:
As coisas estão indo bem por aqui. Sim, eu sei que você está preocupado pela minha reputação vergonhosa mas, você terá que simplesmente ignorar esses insultos, pelo bem da família. Eu garanto a você que meus pecados são ainda mais numerosos do que seus piedosos correspondentes lhe disseram. As mulheres dançam em cima da mesa da sala de jantar todos os dias.
Com meus mais respeitosos sentimentos,
Rees. 

Série Quarteto Duquesas
1 - Duquesa Apaixonada
1.5 - A Fool Again
2 - Louca de Amor
3 - Uma Perseguição Selvagem
4 - Seus Maus Costumes

Aventura Perigosa




Onde há desejo, há perigo...

Helena Hartford não sabe nada sobre Nicholas Ramsay, além de que ele é um dos homens mais ricos da Inglaterra.
Então, ele surge das sombras, exigindo que Helena confie nele. Recentemente viúva, Helena é o alvo de forças poderosas, determinadas a tomar posse de sua fortuna internando-a num sanatório de doentes mentais.
Perder sua riqueza material não significa nada em comparação à tortura sem fim de perder sua liberdade, trancafiada num lugar de horror e desespero como Bedlam. Nicholas tem seus motivos para perseguir lady Hartford.
Familiarizado com a reputação escandalosa inspirada pelas obras de arte que ela cria, ele quer vingança, porém não estava preparado para a atração imediata e intensa que ela lhe provoca.
Enquanto a instável aliança entre ambos dá lugar a uma paixão alucinante, os inimigos poderosos fecham o cerco, dispostos a executar um plano tétrico.
E Helena não tem escolha a não ser confiar naquele homem misterioso e imprevisível, que poderá ser seu herói, ou seu pior pesadelo...

 Capítulo Um

Junho 1860
Esquecimento era o que ela desejava.
Nuvens de fumaça azulada subiam junto ao teto baixo. O ambiente estava silencioso, as tapeçarias de veludo vermelho absorvendo sons tanto de prazer quanto de dor. Era um lugar aonde as pessoas iam para esquecer, para exorcizar seus demônios dando vazão aos seus desejos.
Helena Hartford reclinou-se mais na chaise, incapaz de resistir às imagens diante de seus olhos. Era sempre assim. Seu trabalho podia fazê-la se esquecer de qualquer coisa, até mesmo do aperto em seu peito e do medo que tomava conta de seu corpo.
Sua mente já estava em outro lugar, e os dedos ansiosos pela paleta e pincel, o carmim, azul e tons de bege do ambiente se misturando numa cacofonia de cores. Havia um homem no canto da sala. Uma jovem seminua e de dedos ágeis soltava a gravata dele. Ele tinha os olhos fechados e tragava com vontade o cachimbo de ópio entre os lábios. A cena era uma tela de Bosch trazida à vida.
Duzentos anos antes, o pintor holandês tinha capturado com maestria os símbolos e ícones do pecado e das fraquezas humanas.
Helena notou dois homens, parados diante da larga escadaria, ansiosos por subir até os quartos privativos do segundo andar. Helena analisou os convidados, todos os figurões das famílias mais ricas e poderosas da Inglaterra, que, na escuridão, buscavam passatempos que não seriam bem vistos à luz do dia. 
O mundo podia ser um lugar muito tolerante, mas apenas para os homens e amigos do nobre duque de Hartford, que agora descansava em seu túmulo.
Helena mantinha um sorriso cínico nos lábios ao observar o pequeno cachimbo azul equilibrado com cuidado, para que seu conteúdo não caísse sobre a mesa lateral. 
Quando chegara ali, alguns minutos após a meia-noite, muitos a encararam com as sobrancelhas erguidas, uma reação incomum naquele refúgio conhecido pela discrição. Helena Hartford, a viúva do duque de Hartford, era conhecida por desprezar as regras da sociedade. Mas isso...
Apanhou o cachimbo com mãos firmes. A fumaça quente preencheu seus pulmões, a doçura do fumo era algo até então desconhecido. Tragou novamente e então mais uma vez, com o intuito de esquecer, afastar o medo e cair no conforto da falta de consciência.
Eles jamais ousariam procurá-la aqui. Sabia que estava a salvo por enquanto, pois qualquer um que divulgasse seu paradeiro revelaria segredos tão tenebrosos que a sociedade não ignoraria.
Helena afundou-se em meio às almofadas assim que seu corpo começou a relaxar, o ambiente a seu redor se transformando num grande redemoinho de borrões numa tela. O tempo ficou suspenso, numa rede de puro prazer sensorial.
As vozes ao redor corriam como um pesadelo. Com a visão ao mesmo tempo apurada e embaçada, ela examinou o cachimbo com muita concentração. 
Os contornos eram suaves sob seus dedos, uma superfície perfeita. Colocou-o sobre a mesa lateral com cuidado antes de deixar que as almofadas vermelhas a envolvessem.
 Estava sozinha em seu casulo particular. Imagens inconstantes como borboletas dançavam diante de seus olhos, os amarelos ricos e os azuis intensos a conduziam para um lugar onde finalmente estaria livre. Sem pai, marido ou temor.
Helena fechou as pálpebras lentamente e voltou a erguê-las.
A mão em seu pulso era bela, grande, forte, e masculina; a manga da camisa deixava ver o braço forte que se estendia até os ombros largos, bloqueando a visão do salão. 
Uma camisa fina de linho cobria o tronco de músculos definidos, sem gravata e com um colete com os botões de cima abertos. Um corpo que ela tinha vontade de desenhar.
Não conseguia ver seu rosto sob a luz bruxuleante do candelabro. Ele também estava sentado na chaise, inclinado sobre Helena, dizendo algo. A voz profunda soava como veludo.
— Vi o seu trabalho.
Ela afastou a névoa que cobria seus pensamentos, incapaz de se concentrar enquanto uma onda de medo voltava a engolfá-la.
— É mesmo? — Os olhos de artista de Helena analisaram o corpo à sua frente, uma escultura de membros longos e muito elegantes. Nada similar com o que já tinha visto na vida real. Era como uma alucinação de bronze, saída de um museu.
— É extraordinário.
Ele estava tão próximo que ela podia sentir seu cheiro inebriante. Suas palavras vieram sem nenhuma pressa.
— Devo ter compreendido mal. — Ela sorriu. — A maior parte dos críticos, assim como os amigos do meu falecido e adorado marido, não são tão generosos em seus comentários.
— A senhora está amarga.
A fumaça azulada serpenteou por entre os dois.
— É muita consideração de sua parte, senhor...