26 de janeiro de 2014

Fronteira do Desejo

Série Clã Brunson
Rumores da corte dão conta de que a rebeldia dos selvagens escoceses da fronteira tornou-se intolerável.

Sua majestade, o rei, ordena, então, que John Brunson retorne para seu clã...
Membro de um poderoso clã da fronteira, John não frequenta a torre de pedra dos Brunson há anos.
Agora, ele não pode admitir a mera hipótese de um fracasso ao convencer seus parentes a honrar o apelo do rei?
John sabe que con­quistar Cate Gilnock, a órfã de uma família aliada, é funda­mental para o sucesso de sua missão.
Apesar de sua beleza misteriosa, Cate é imune a galanteios.
Ela esconde sua dor e seu sofrimento atrás de uma fachada fria e intrigante, que hipnotiza John em seu retorno para o clã guerreiro dos Brunson...

Capítulo Um

Meados de março, fronteiras da Escócia
Fim do verão de 1528
Algo estava errado. Ele podia sentir até mesmo daquela distância, em­bora não soubesse explicar como.
Fazia dez anos que John não pousava os olhos na casa-torre de pedra de sua família. Desde que fora enviado à corte do rei menino. Agora o rei crescera e o enviara de volta ao lar com uma missão. Ele pretendia cumpri-la rapidamente para que pudesse partir daquele lugar e nunca mais retornar.
Um raio de sol lançava filetes de sombras sobre o tapete verde da grama de verão. O cavalo se deslocou, e o mesmo aconteceu com o vento, trazendo consigo um lamento agudo e doloroso.
Fora aquilo que pressentira. A morte. Alguém morrera.
Quem?
John juntou as rédeas e incitou o cavalo a prosseguir, pensando na família que deixara para trás. O pai, o irmão mais velho e a irmã ca­çula. A mãe morrera havia 12 meses. Ao menos, o haviam notificado sobre isso.
A irmã era a única pessoa que John gostaria de rever.
Não podia garantir se estavam lamentando a morte de alguém da família. Havia outras pessoas que habitavam a torre. Mas John galopava cruzando o vale como se a hora de sua chegada tivesse importância.
Ao chegar ao portão, na barbacã que rodeava a torre, foi questionado, como esperava. John não reconheceu aquele homem.
Era um dos que não o reconheceria.
John removeu o elmo polido para exibir uma expressão amigável, satisfeito com o ar frio que lhe acariciou o rosto outra vez.
— Sou John Brunson. Agora, Sir John, cavaleiro do rei. — Esperara anos e milhas para dizer aquilo. — Diga a Geordie, o Ruivo, que seu filho mais novo está aqui. Diga-lhe que não ficarei por muito tempo.
O homem se inclinou para trás.
— Nada será dito a Geordie Brunson, o Ruivo. Ele jaz em seu leito de morte.
Em silêncio, John não conseguiu nem ao menos fingir pesar.
SlR John ou não, não havia como convencer o homem a deixá-lo entrar. Apesar do fato de as pessoas estarem chegando para o velório, fizeram. John esperou até buscarem o irmão, Rob, para lhe confirmar a identidade. Mas não podia culpá-los. Aquele era o costume na região fronteiriça.
Na verdade, não encontrara mais confiança por parte dos homens que cercavam o rei. Apenas não eram tão óbvios sobre suas suspeitas.
Rob, agora barbudo, mais alto e encorpado do que John se lembrava, estacou no caminho da ronda ao longo da parede da torre.
Com os braços cruzados e expressão de dúvida, deixou que John suasse sob a armadura que lhe cobria todo o corpo. Tanto o temperamento quanto a cor dos cabelos do irmão lhe renderam a alcunha de Rob Negro.
Agora, novas linhas lhe vincavam a testa, e John imaginou quantas haviam se aprofun­dado desde que Rob acordara e se descobrira o líder do clã de fronteira.
— Você afirma ser meu irmão? — Nem mesmo Rob conseguia reconhecê-lo com apenas um olhar.
John estava com 12 anos, começando a crescer, quando partira.
— Sim. Está olhando para o filho de Geordie, o Ruivo.

Série Clã Brunson
1 - Fronteira do Desejo 
2 - O Limite da Paixão
3 - Prisioneira de um Rebelde
Série Concluída

O Rebelde e a Inocente




Ela conseguirá domar o rebelde mais notório da sociedade?

Domino de Silva parece ser a mais inocente das jovens: bela, pura e casta. 
Sua alegria encanta o mundo. 
Mas tudo muda durante um verão em Brighton recheado de deliciosas tentações. 
A reputação de Joshua Marchmain o qualifica como o libertino mais escandaloso da sociedade. 
De alto porte, louro e perversamente bonito, seu perigoso poder de sedução é capaz de destruir a alma da dama mais decente. 
Entretanto, algo como uma força irresistível une Joshua e Domino, ainda que existam pessoas bastante dispostas a separá-los...

Capítulo Um

Domino de Silva ergueu o rosto para o sol cálido e deu um suspiro de contentamento. As mais suaves ondas sussurravam por entre as pedrinhas a seus pés e a enorme abóbada do céu se espalhava até encontrar o horizonte distante. 
Ela fechou os olhos de prazer. Por um curto tempo, pelo menos, ela estava livre; muito em breve ela teria de voltar a casa em Marine Parade e ao inevitável interrogatório de sua prima. Se pelo menos seu pai mandasse Carmela de volta para a Espanha, Domino poderia verdadeiramente aproveitar este último verão antes do futuro lúgubre a que já se resignara.
Mas Papa não faria isso. Suas austeras tias em Madrid só haviam aceitado hospedá-la se sua prima a acompanhasse.
— Acho que você deixou isto cair.
Domino foi arrancada de seus devaneios por uma voz amigável, perturbadora em sua intimidade. Protegendo os olhos contra a claridade do sol, vislumbrou uma silhueta esbelta, porém musculosa. O homem oferecia a ela um lenço de cambraia amarrotado, que parecia ter sido pisoteado e arrastado pela areia e pelo mar.
Domino balançou a cabeça enfaticamente.
— Obrigada, mas não. Esse lenço não é meu.
— A senhorita tem certeza?
— Acho que eu devo saber muito bem o que é meu — respondeu ela, com algum azedume.
— Naturalmente. Mas a senhorita estava tão absorta que pensei que pudesse ter deixado algo cair sem perceber.
Domino sentiu que começava a se irritar. Quem quer que fosse aquele homem, ele estava invadindo os poucos minutos de solidão que ela ainda tinha.
— Como já disse, senhor, receio que esteja enganado.
A voz dela era glacial, mas isso não pareceu perturbá-lo, porque ele aproveitou a oportunidade para chegar mais perto. Domino não pôde deixar de notar um par de pernas bem-feitas vestidas em uma calça justa de um tom castanho claro e um casaco de casimira azul perfeitamente ajustado a ombros poderosos. Botas de cano alto do tipo militar, extremamente polidas, completavam o traje muito pouco adequado a uma praia provinciana.
— Parece que me enganei — admitiu ele —, mas não me arrependo. O engano me deu a oportunidade de falar com uma jovem extremamente bela.
Domino ficou atônita com a audácia do estranho. A voz e as roupas denotavam um cavalheiro, mas nenhum cavalheiro que ela conhecia se dirigiria a uma dama dessa forma.
— Eu ficaria grata, senhor — disse ela, na mais distante das vozes —, se o senhor me deixasse em paz para apreciar esta magnífica vista.
Ele riu baixinho e pela primeira vez o olhar dela subiu até o rosto dele, deixando-a afetada pelo que viu. Domino não havia notado o quanto ele era jovem e bonito. Seu cabelo caía despreocupadamente pela testa e um par de olhos castanhos dourados se demorava sobre ela de uma forma que a fez enrubescer de irritação. Uma pequena cicatriz do lado direito de seu rosto só fazia deixá-lo ainda mais atraente.
Os olhos salpicados de ouro a consideraram preguiçosamente, divertidos.
— Não sou surdo ao seu pedido — disse ele, lentamente —, mas ele me coloca em uma situação desconfortável.
— Como assim?
— Meu desejo de atender uma dama vai contra meu forte senso de dever. — O silêncio teimoso dela não o deteve. — Meu desejo de atendê-la exige que eu vá embora neste minuto e a deixe a sós.
— Por favor.
— Se fosse tão simples — exclamou ele, tristemente. — Mas o cavalheirismo exige que eu ponha meu dever em primeiro lugar. Já que você parece estar inteiramente desacompanhada, claramente isso me obriga a ficar, como seu guardião. — Que sorte, então, que eu possa tirá-lo desse dilema!

24 de janeiro de 2014

O Mestiço e a Pomba




Emily Cordélia Mason Brockinger era uma dama nascida e criada em Boston..

Por isso ficou completamente surpreendida com a oferta vergonhosa feita por Cloud Ryder. 
Ele a levaria em segurança para a casa de seu amado irmão no Vale San Luis, mas ela teria que dividir sua cama durante toda a viagem. Emily não tinha escolha a não ser aceitar os termos de Cloud. E não havia maneira de controlar a sua resposta à aparência viril do Cherokee. 
O caminho era cheio de obstáculos e os perigos só aumentavam a atração que sentiam. 
Ao longo de sua vida, Cloud evitou compromisso, mas agora a única maneira de manter Emily segura é abrir o seu coração, mas amar uma mulher com paixão é dar-lhe o poder de quebrá-lo. . .

Capítulo Um

Território do Colorado 1870.
-Deus deixou a terra indefesa - murmurou Emily Cordélia Mason Brockinger levantando e limpando a poeira do vestido.
Ela estava grata por ter tropeçado de frente, caso contrário, poderia ter machucado o bebê que carregava nas costas. Com um suspiro de resignação, pegou o chapéu maltratado e o que sobrou de sua sombrinha. 
A planície não era um lugar para se levar ornamentos, mas apesar de seu aspecto ruim, serviriam para manter a cabeça protegida do sol.
Ela tinha caminhado durante dois dias, mas não tinha visto nenhum sinal de civilização. Não podia acreditar que este território fosse tão vazio. Além disso, os índios poderiam ter algo a ver com isso. 
Um arrepio a percorreu. Ainda tinha muito clara a lembrança do massacre. Os agricultores pobres não mereciam tal morte. Eles nunca fizeram mal a ninguém. 
Os índios se vingaram das pessoas erradas. Sua predileção por banhos foi o que a salvou. Havia descoberto um pequeno riacho, e tinha andado a alguma distância do acampamento para se banhar. 
No entanto, não tinha ido longe o suficiente para evitar ouvir os sons do massacre. Ela se perguntou se os gritos de guerra e o som de tiros desapareceriam de sua memória e deixariam de perseguir seus sonhos.
Voltar para aquele lugar, tinha sido a coisa mais difícil que ela já tinha feito. O aroma da morte ainda estava em seu nariz. Os índios não tinham distinguido entre homens e mulheres. O único que tinha sobrevivido tinha sido um bebê. Não entendia como tinham deixado vivo a um bebê de três anos, Thornton Sears.
Tinha estado caminhando sozinho entre os mortos. Só podia supor que tinha estado escondido e ficou assim até que o perigo tinha passado. Seu pequeno corpo gordinho resultou ileso, seus cachos castanhos estavam intactos, e, em seus olhos verdes, não tinha nenhuma nuvem do horror que tinha vivido, já que, provavelmente, era muito jovem para compreender a terrível tragédia. Estava vivo e rezou para poder mantê-lo assim.
Olhou suas mãos sujas pela queda, que ocultavam as bolhas que lhe tinham formado ao enterrar os mortos, sabia que a monumental tarefa lhe levaria pelo menos dois dias, mas não podia deixá-los ali atirados. 
Durante esse tempo recuperou, uma mula muito teimosa, uma carroça desvencilhada, alguns pertences dela e do Thornton, uns escassos mantimentos que encontrou e um pouco de água. 
Pensou que teria que racionar muito cuidadosamente, mas temia que não fosse suficiente.
- Vamos pra casa - disse Thornton.
- Sim vamos querido, mas temo que seja um caminho muito longo.
Emily sentiu vontade de chorar, mas se negou a ceder a essa debilidade. Perguntou-se no que estava pensando, quando cometeu a loucura de abandonar sua casa em Boston, fez uma careta ao recordar suas razões. 
No momento que tinha recebido a petição de seu irmão para ir viver com ele, e talvez ensinar na escola em floração na cidade de Lockridge, tinha pensado que era a resposta a todas suas orações. 
Pensava que qualquer coisa seria melhor que a vida que levava na casa de sua irmã Carolynn. 
Ela não sabia o que era pior, se cuidar dos três meninos mimados de Carolynn ou tratar de evitar o seu marido. 
Às vezes o homem parecia possuído de uma vintena de mãos, todas tratando de agarrá-la. Nunca tinha tido ajuda por parte de sua irmã. 
Carolynn acreditava que seus filhos eram Santos, e claramente esperava que se deixasse manusear por seu marido, assim ela se aliviava de um dever de esposa que claramente achava repugnante.


GTR

19 de janeiro de 2014

Amor e Obsessão

Determinada a esquecer um passado de amarguras e a começar uma nova vida, Constanza Smythe deixa sua terra natal, a Inglaterra, e aceita um emprego de professora na América, mas acaba sendo alvo das atenções de dois homens. 

Ao conhecê-la, Edward Teache, o infame pirata conhecido como Barba Negra, se dispõe a fazer qualquer coisa, seja dentro ou fora da lei, para torná-la sua noiva.
Porém, as mãos do destino, põe em seu caminho, Lucian Blackwell, um fazendeiro da Carolina do Norte, que se apaixona por Constanza e está determinado a protegê-la das garras do mais terrível pirata de todos os tempos...

Capítulo Um

Julho de 1718
Não posso deixá-lo me atacar outra vez. Estou ficando louca com isso.
O enorme punho do pai atingiu seu rosto. A dor explodiu, os joelhos fraquejaram, e ela caiu no chão com a força do impacto. Atordoada, ergueu a mão, olhando com horror para o pai, sentindo crescer uma equimose na bochecha.
Os dedos dele eram redondos como salsichas, as mãos de um açougueiro, não as de um cirurgião.
— Odeio você e sua maldita irmã, e sim, também o menino — ele rosnou. — Lamento o dia em que dormi com sua mãe. Ela se foi e me deixou com o quê? Um coração que não vai se consertar e três bocas para alimentar. E eu lhe pergunto, como isso pode ser justo?
Constanza ergueu lentamente a cabeça, esperando não sofrer uma vertigem. Olhou para fora, onde o sol começava a nascer. Se contasse ao pai o que realmente lhe passava pela cabeça, aquilo se transformaria em uma briga maior, envolvendo a todos. 
Em breve Kitty e William estariam ali, e então iriam se deparar com aquela cena. Ordenou a si mesma para se controlar, para não dizer nada. Mas como gostaria de poder dizer que pai bêbado e maldito ele era...
Com muito esforço, forçou uma aparência de calma no rosto.
— O senhor terá pacientes em menos de duas horas e apenas acabou de voltar para casa. Sugiro que descanse um pouco, ou iremos virar o dia sem dinheiro algum.
Constanza acordou do sonho e olhou em volta. Tinha trocado um pesadelo por outro, pensou.
Observou o interior do navio, a parte onde estavam as pessoas. Conforme a embarcação cortava as ondas, cada táboa de madeira rangia em protesto. Uma menina de uns seis anos buscava refugio nos braços da mãe; o pai havia falecido no dia anterior. 
Constanza notou a mãozinha cobrindo a boca, numa tentativa desesperada de não aspirar o cheiro fétido que impregnava o ar.
O som de tiros explodiu nas proximidades, tão perto que ensurdeceu Constanza por um momento. Ela endireitou o corpo e começou a abrir e fechar a boca, enquanto enfiava os dedos nos ouvidos em uma tola tentativa para restaurar a audição.
Olhou para a esquerda, à procura da irmã. Katrina estava bem a seu lado, como sempre acontecia desde que a menina nascera.
— Onde está William? — perguntou.
Katrina balançou a cabeça.
— Não sei onde ele se meteu.
Constanza levantou-se e lutou contra a constante sensação de tontura, que sempre ocorria pela manhã após uma noite inteira sendo sacudida de lá para cá no bergantim.
Uma vez que a tontura diminuiu, suas narinas sofreram o inevitável ataque. O fedor, o miasma inevitável da miséria humana. 
Os futuros colonizadores estavam enfiados em meio a caixotes de conteúdo desconhecido. O cheiro, uma mistura originada de falta de higiene pessoal com o vômito daqueles que ainda não haviam se adaptado ao balanço do navio, apresentava-se como um verdadeiro caldeirão de peste.
Constanza abriu caminho em meio àquele mar de corpos, tentando não deter o olhar nos mortos e nos moribundos.
O pensamento foi inevitável.
Que decisão fora aquela? América? Oh, Deus!
 

Acordo Selado


Uma proposta tão escandalosa, que só um homem de reputação duvidosa aceitaria!

A honrada Clarissa Warrington se desespera quando sua bela e tola irmã cai na lábia do mais notório conquistador da sociedade. 
Para o bem de Amélia, Clarissa irá agir, e rápido! Apesar de ser um homem charmoso e de posses, Kit, lorde de Rasemby, está entediado. 
A elite londrina já não é mais tão excitante. 
Então, quando o incorrigível mulherengo recebe um desafio inusitado, a tentação soa bastante aprazível. 
Afinal, se conseguir proporcionar a Clarissa a maior aventura de sua vida, ela se entregará a ele! 
Nenhum sedutor que se preze poderia declinar uma proposta tão irrecusável... 
Capítulo Um

1798 , Londres
— Você certamente não vai sair nesse traje, Amelia? — A Ilustre Clarissa Warrington olhou atônita para sua irmã mais nova. — Você está totalmente indecente. Eu juro que posso ver através de suas anáguas.
Amelia, seis anos mais nova que Clarissa, e com 18 anos, em toda glória de sua beleza, simplesmente sorriu.
— Não seja tão antiquada. Está na moda umedecer um pouco as anáguas. Você saberia disso, Clarrie, se saísse de vez em quando.
— Eu não desejo sair nas companhias que você mantém, Amelia. E, se você não tomar cuidado, logo descobrirá que ficará com o tipo de reputação que combina com anáguas umedecidas. Sem mencionar o fato de que provavelmente vai pegar um resfria­do, também.
— A típica Clarrie, sempre prática. Eu nunca fico resfriada. Ago­ra, pare com isso e arrume meu cabelo. — Amelia voltou a força total de seus enormes olhos azuis para sua irmã e fez um biquinho.
— Ninguém os penteia como você, e é muito importante que eu fique bonita esta noite.
Com um suspiro, Clarissa pegou a escova. Nunca conseguia ficar brava com Amelia por muito tempo, mesmo quando se sentia no direito disso. Amelia ia a outra festa com sua amiga Chloe e a mãe de Chloe, sra. Barrington. Clarissa recebera os mesmos con­vites, mas sempre os recusava. 
Além do custo, ela não tinha dese­jo de passar a noite dançando com homens que a entediavam até a morte com suas conversas insípidas. Ou pior, ser obrigada a se reunir com as mulheres que disputavam os cavalheiros e sorriam com afetação.
Amelia era diferente. Os últimos estilos e cores, quem tinha a probabilidade de casar com quem, eram de grande importância para ela. E era melhor que sua irmã achasse tudo aquilo tão extasiante, pensou Clarissa, habilmente arrumando o cabelo de Amelia. 
Casamento era a única coisa para a qual Amelia era boa, realmen­te. Clarissa amava sua irmã, mas não era cega para as limitações dela. Como poderia, afinal de contas? Amelia era exatamente como a mãe delas.
Casamento, na verdade, estava se tomando uma necessidade para Amelia. Não porque Amelia realizaria uma união fabulosa, como a mãe delas esperava. 
Com um dote de noiva tão pequeno, isso era improvável ao extremo. Não, casamento era uma necessi­dade para Amelia porque ela não possuía nem as habilidades nem a inclinação para ganhar seu próprio sustento. Além de tudo isso, Clarissa suspeitava que Amelia estivesse se relacionando com companhias não muito boas. Para que ela chegasse imaculada ao altar, um casamento precisava ser arranjado o mais rapidamente possível.
— Quem você está tão desesperada para impressionar esta noi­te, Amelia?
Amelia riu.
— Eu não acho que deveria lhe contar. Você é tão conservadora, Clarrie, que correria para contar à mamãe.
— Isso não é justo! — Clarissa cuidadosamente passou uma fita através dos cachos dourados de Amelia. — Não sou delatora, e você sabe disso. Eu não correria para mamãe. — Não, ela realmente não faria tal coisa, pensou com tristeza. Pois sua mãe, com certeza, diria que Clarrie era uma criadora de casos, e que Amelia sabia o que fazia. Na verdade, a mãe delas, lady Maria Warrington, pro­vavelmente nem mesmo teria a energia para falar aquilo.
Lady Maria se desapontara com a vida numa idade precoce, e desapontamentos constantes tinham seu preço. 
Casada com um homem que era o filho mais novo, em sua família, então tendo ficado uma viúva sem um tostão, não muito depois do nascimen­to de Amelia, lady Maria levava a vida com o mínimo esforço possível. Apenas jogos de cartas e o pensamento do casamento brilhante que sua filha mais nova um dia faria levava animação ao rosto dela. 
Ao menor sinal de que qualquer tipo de esforço seria requerido de sua parte, ela se tomava fraca, e, às vezes, até mesmo tinha ataques de desmaio. Lady Maria vinha contando com sua filha mais velha pragmática desde quando qualquer uma delas pudesse lembrar.
Traços da beleza de lady Maria ainda podiam ser detectados sob a pele envelhecida pela idade, mas os anos não tinham sido gentis
 

Você é Minha Vida


Casamento... 
Um compromisso para sempre... 
Até que a morte os separe...

Fora esse o juramento que Jillian e Morgan haviam feito diante do altar, e era nisso que os dois acreditavam, com todo o fervor. 
Mas então, uma tragédia os assolou, e as convicções de ambos foram abaladas.
Morgan já tinha presenciado, impotente, sua mãe morrer, e sabia que não conseguiria viver o mesmo pesadelo outra vez. 
Jillian temia que o marido nunca mais olhasse para ela com o mesmo desejo de antes. 
Será que o verdadeiro amor e a fé teriam força para triunfar e ajudar Jillian e Morgan a superar os obstáculos que ameaçavam seu casamento?...

Capítulo Um

Shreveport, Louisiana, 15 de julho de 1948
Sentada no balanço, na varanda de sua casa, Jillian Chandler aproveitava o clima ameno da manhã, antes que o sol e a umidade da Louisiana trouxessem, no decorrer do dia, o calor insuportável. Aspirando com prazer o doce perfume das magnólias floridas, tentava não se preocupar.
 De uma forma ou de outra, a agonia pela qual vinha passando, nas últimas duas semanas, chegaria ao fim.
Jillian detestava esconder segredos de Morgan.
Talvez devesse ter lhe contado sobre a biópsia, ela pensou. Mas o fato era que naquele dia ambos comemoravam o quinto aniversário de casamento. E ela não queria estragar essa data, por nada.
Era difícil acreditar que cinco anos haviam se passado, desde os votos que tinham feito, por ocasião do casamento.
A expressão “na saúde e na doença” veio-lhe à mente... E Jillian franziu a testa.
A porta de tela se abriu. Impecável, como sempre, em seu uniforme da Força Aérea, Morgan surgiu na varanda, trazendo uma xícara sobre um pires. Dele exalava a máscula fragrância Old Spice. 
A luz do sol incidia sobre os galões de capitão, na gola da camisa que cobria-lhe o tórax largo.
Jillian sabia que os raros fios de prata nos cabelos castanhos e escuros de Morgan o incomodavam um pouco. Mas, observando-o atentamente, pensou que lhe caíam com perfeição.
Os olhos verde-esmeralda de Morgan faziam seus joelhos fraquejarem, mesmo agora, depois de cinco anos de casamento.
— Bom dia, querida — disse ele. — Achei que você gostaria de uma xícara de chá.
— Você me conhece muito bem. — Ela sorriu, ao receber a xícara. — Será que pode ficar comigo um pouco?
— Só por alguns minutos. Não posso chegar atrasado. Teremos uma inspeção, nesta manhã. — Morgan sentou-se a seu lado, no balanço. Jillian sentiu os olhos dele, fitando-a com intensidade, como se a sondassem. — Você estava com um olhar tão distante. O que há... Algo de errado?
— Sim. — Ela sorveu um gole de chá. — Pensava em como seria bom estarmos ouvindo o choro de uma criança, ou os passinhos dela em nosso piso de madeira.
— Seria maravilhoso... Mas precisamos ter paciência. — Ele tomou-lhe a mão. — Deus fará acontecer, quando chegar a hora certa.
— Sei que preciso ter fé, mas é difícil — Jillian respondeu, com os lábios contraídos pela aflição. — Quem diria que, cinco anos depois de casados, ainda estaríamos à espera...

12 de janeiro de 2014

O Desconhecido



Irlanda, 1850 
Siobhán Desmond sobreviveu à fome, à tirania e à traição. 

Com a aproximação do inverno e poucas esperanças para o futuro, ela fará qualquer coisa para sustentar o que sobrou de sua família, mesmo que isso signifique trabalhar para o novo lorde do vilarejo de Ballycashel, um forasteiro perigosamente atraente, que esconde segredos no olhar e dor no sorriso... 
O desafio é grande para Rory O’Brien quando ele retorna a Ballycashel após anos de exílio. 
Mas será que aquele vilarejo que o assombra desde a infância poderá oferecer salvação para ele e sua filha? 
Ou os fantasmas do passado e antigos inimigos destruirão a nova vida que ele está aprendendo a amar? 
À medida que o perigo ameaça a todos, resta a Rory e Siobhán tentar corrigir os erros do passado e proteger sua recém-descoberta paixão... 

Capítulo Um 

Inverno
— Ballycashel foi vendido! — Paddy Devlin, um dos poucos homens jovens da aldeia, trouxe a notícia.
Esperança e temor se confundiam em cada uma das expressões do pequeno grupo reunido na cozinha de Siobhán. Ela congelou no ato de cuidar do fogo e se virou com o coração disparado no peito.
— Como você sabe, jovem Paddy? — exigiu Eileen O’Farrell, amiga de sua querida mãe. — Quem teria lhe contado tais mentiras?
— Não é mentira! — Paddy respondeu com toda a indignação de seus dezessete anos. — Pois não fui eu quem viu os advogados na casa, e não foi o próprio padre Conor quem me contou?
— Então, deve ser verdade — disse Liam Brady de sua cadeira habitual perto do fogo, ao lado de vovó Meg. O ancião olhou fixamente ao redor, perscrutando os rostos familiares, muitos dos quais ele tinha visto crescer até a idade adulta, viver, amar e perder a família, os filhos, os pais, os maridos e as esposas ao longo dos últimos anos. — Graças a Deus, essa pode ser nossa salvação.
— Ou nossa ruína — acrescentou Mary Daly que, apesar da expressão amarga e do pessimismo, era incapaz de fazer mal a alguém. — Quem é o tal homem que Paddy viu? Pode ser um dos proprietários ausentes, ou, que Deus proíba todo o mal, outro lorde Percival Glenleigh.
Mary cuspiu ao pronunciar o nome odiado, e um silêncio caiu sobre o pequeno grupo de valorosos sobreviventes da dominação de Glenleigh sobre a aldeia.

Olhares inquietos voaram de um para outro. Siobhán, que ouvia sem emitir qualquer comentário, manteve-se perto do fogo, tentando ignorar o arrepio que corria por sua espinha à simples menção do falecido lorde.
Nos últimos três meses, a vergonha a mantivera em silêncio. Não confidenciara o torturante segredo sobre a morte do senhorio nem mesmo para sua amada avó Meg.
O fantasma de lorde Glenleigh a perseguia. Nas primeiras horas da madrugada, pouco antes de o galo cantar, o olhar malévolo recaía sobre ela, despertando-a com um sobressalto, fazendo-a ofegar e tremer como uma folha seca num vendaval.
— Por que está tão quieta? Está pensando no novo proprietário?
Siobhán levantou os olhos do fogo para a doce expressão de Nora MacGreevy, sua melhor amiga e confidente. Nora guardava todos os seus segredos e ficara do seu lado durante o casamento, assim como ela tinha feito quando a amiga aceitara o pedido de casamento de Tom Flynn, pouco tempo antes. 
Ela amava Nora tanto quanto amava suas irmãs. Na verdade, a amiga era como uma tia para Ashleen, sua filha.
— Ou no velho proprietário? — Tom perguntou com uma carranca que distorcia suas belas feições.
— Nenhum mestre poderia ser pior que Glenleigh. Ele quase destruiu o vilarejo, deixando-nos na miséria e aumentando o aluguel até que ninguém pudesse pagar. E quanto ao que ele fez com Michael e Sean...
     

5 de janeiro de 2014

O Escorpião e o Sedutor

Série Guerreiros do Vento 

Jasmine Tristan não era uma estranha para a classe superior da sociedade inglesa. 

E, embora, adotada por um visconde, a chamavam de —Escorpião Marrom— e conhecia bem o ferrão cruel do isolamento. 
Sua mãe manifesta seus temores quando a ira da Jasmine explode. 
Acaso Jasmine alberga tanta maldade em seu coração, como seu pai, o sultão de quem estava fugindo? 
Como podia ser assim, quando com Lord Thomas Claradon a havia conhecido em um momento de pura beleza? 
Seus beijos eram ardentes como o sol do deserto. 
Mas como uma tempestade de areia, sua direção não era a correta; o desprezo da mãe de Thomas e a lealdade deste para com sua família e o dever fazem com seja inalcançável. 
Apenas voltando a seu lugar de nascimento, em busca de suas raízes, conseguirá Jasmine a resposta... e pode que o verdadeiro amor triunfe sobre a ignorância e a paixão sobre o preconceito.

Capítulo Um

Londres, 1894 

Sua boca estava sangrando. Um longo arranhão escorria por seu rosto, como se um gato tivesse lhe arranhado. Partículas de grama marcavam suas roupas.
Tudo isso era possível de esconder, se Nigel não contasse e Thomas rogava para que seu irmão não o fizesse. Por favor, Deus, ele implorou silenciosamente, por uma vez, deixe que seu irmão permaneça quieto. Por favor. Ele não sabia se poderia suportar outra surra.
A casa estava em silêncio quando ele entrou, a escada brilhante cheirava a cera de abelha, o piso estava limpo e brilhante. Seu pai não tolerava bagunça. Thomas olhou para suas roupas rasgadas. Ele estava uma bagunça. Talvez, a empregada pudesse poli-lo também.
Mal tinha começado a subir as escadas, com uma ponta de esperança, quando uma voz severa o chamou por trás.
Onde você pensa que está indo?
O medo percorreu sua coluna. Thomas mordeu o lábio e tentou segurar o seu terror.
Eu, hum, Pai.
Venha aqui.
Lentamente, ele se virou. Virou-se e o viu: o conde de Claradon encarando-o com o rosto vermelho como uma beterraba, o colarinho engomado branco em sua garganta carnuda, como se fosse estrangulálo. Ao lado do conde, Nigel sorriu. Um sorriso demoníaco, conhecedor.
Thomas engoliu em seco. Eu devo ser corajoso. Mas ele não podia deixar de tremer à medida que descia a escada. Nigel, o filho precioso, o filho bom. Nigel não fazia nada errado. Nigel era perfeito. Perfeito, como Thomas não era.
Seu pai assobiou com desgosto quando Thomas chegou ao fim da escada. Uma garota. Uma maldita garota, e não apenas uma garota qualquer. Aquela pagã morena pertence à mulher egípcia. Onde está seu suporte, para permita que uma inferior seja melhor que você? Você tem doze anos. Você é mole, garoto. Seja como seu irmão. Você é um Wallenford.
A voz do conde era baixa, o que indicava sua fúria. Coragem brotou dentro de Thomas. Ele olhou diretamente para seu pai.
Eu nunca poderei ser como Nigel, pai. Não importa o quão duro você tente nos tornar iguais.
O sangue subiu pelo rosto do conde.  Cuidado com a língua, menino.
Eu acho que Thomas deveria convidar Jasmine à festa na próxima semana apenas para que todos possam ver exatamente quem o massacrou, Nigel falou.
Thomas ousou levantar o olhar hostil a seu irmão. Eu o faria, somente para evitar olhar para sua cara feia. Jasmine é uma visão muito mais bonita.
Minha cara feia? Olhe-se no espelho. Nigel zombou, em seguida, começou a cantar: Thomas gosta de Jasmine, Thomas gosta de Jasmine. Ele está apaixonado pelo pequeno escorpião marrom.
A dor atingiu Thomas. Por que seu irmão não gostava mais dele? Uma vez eles riram juntos, brincaram juntos, caçaram rãs e se envolveram em problemas. Eles apoiavam um ao outro como melhores amigos. Então, quatro invernos atrás, Nigel ficou gravemente doente. Thomas foi com sua tia e tio para visitar o quente e ensolarado Egito. Quando ele chegou em casa, com medo de que Nigel tivesse morrido, encontrou seu irmão vivo.
Mas Nigel tinha mudado. Ele não era mais um amigo, mas um inimigo. Thomas discretamente forçou-se a aceitar o fato de que Nigel sempre iria detestá-lo, e que seu pai sempre iria suspirar e balançar a cabeça, comparando-os desfavoravelmente.
Nigel detestava tanto Thomas quanto Amanda, de oito anos de idade. Uma e outra vez ele declarou-lhes em particular como desejava que fosse filho único. Na semana anterior, ele jogou Mandy no monte de feno, dizendo-lhe que estava cansado de sua tagarelice incessante.

Série Guerreiros do Vento
1 - O Falcão e a Pomba
2 - O Tigre e a Tumba
3 - A Cobra e a Concubina
4 - A Pantera e a Pirâmide
5 - A Espada e a Bainha
6 - O Escorpião e o Sedutor
7 - A Dama e o Libertino
Série Concluída

Cavaleiro do Desejo

Série Todos os Homens do Rei
Temerário na batalha...

Sua sobreveste ainda estava coberta com sangue da batalha quando William FitzAllan chega para reclamar as estratégicas terras que lhe foram outorgadas pelo rei.
Um último prêmio o espera à porta do castelo: a encantadora Lady Catherine Rayburn. ...Terno na cama.
Catherine arriscou tudo para espionar para a coroa. 
E qual é seu prêmio?Perde suas terras e lhe dão a oportunidade de escolher: ou se casa com FitzAllan ou irá para a Torre.
Catherine aceita entregar seu corpo a seu atraente novo marido, mas guarda bem seus segredos e não se atreve a entregar seu coração.
À medida que a paixão se acende e o perigo vai cercando, Catherine e William devem confiar um no outro para salvar seu matrimônio, sua terra e suas próprias vidas.

Comentário revisora Ana Paula G: Bem, não há muito que falar. Eu achei ele muito, mas MUITO ciumento..huahaha. Mas a mocinha sabe conduzir o homem muito bem! Livrinho interessante de ler. Eu fiquei com pena do homem em algumas ocasiões, ele sofre de ciúmes até da sombra. Mas a heroína não é boba,não e o coloca no lugar. Adorei os diálogos deles!

Capítulo Um  

Castelo Ross, Inglaterra, perto da fronteira galesa
Junho de 1405
A senhora Mary Catherine Bayburt se sentou no banco de seu aposento esperando notícias. Se o príncipe tinha recebido a tempo sua última mensagem, o exército do rei já deveria ter apanhado seu marido com os rebeldes.
Levantou a ampla manga de sua túnica e examinou seu braço no raio de luz do sol que entrava pela estreita janela. As contusões descoravam-se; Bayburt se fora há algumas semanas. 
Deixou cair a manga e descansou sua cabeça contra a parede de pedra atrás dela. Nenhuma só vez em todo este tempo seu marido suspeitou que o traía. 
Mas agora saberia. Foi a única pessoa no grande salão, exceto os homens que foram com ele, quando revelou a hora e lugar da reunião com os rebeldes galeses.
Sepultou seu rosto entre as mãos trêmulas e rezou que não tivesse cometido um erro. Que mais poderia fazer? Nada mais que encontrar Bayburt com os rebeldes convenceria ao rei de sua traição.
Se Bayburt escapava sem ser visto, retornaria e a mataria. O que aconteceria então a Jamie? Era impensável que seu filho ficasse sozinho, aos cuidados no mundo desse homem.
O frio da parede de pedra penetrou pela pesada tapeçaria a suas costas, fazendo-a tremer. Sua febre muito alta só tinha baixado na noite anterior. Fora a última em cair com a enfermidade que tinha assolado o castelo.
Esgotada, fechou seus olhos. Como tinha chegado a isto? Recordou o princípio, antes da traição de Bayburt ao rei, e antes de sua traição a Bayburt.
O rei estivera tão seguro da lealdade de Bayburt quando o escolheu como seu marido. Com dezesseis anos, ela tinha sido o grande prêmio matrimonial. 
Possuía aquela estranha qualidade e mais atraente ainda em uma mulher da nobreza: era a única herdeira de seu pai doente. Mais, era a herdeira de um dos muitos castelos nas Welsh Marche. Isto fez seus esponsais dignos da atenção pessoal do rei.
Com dez anos, fora prometida a um jovem cuja família, como a sua, estava estreitamente vinculada com o rei Richard. 
O compromisso perdeu seu brilho no momento que Henry Bolingbroke usurpou o trono. Por conseguinte, seu pai se alegrou muito quando, pouco tempo depois, o jovem teve a cortesia de cair do cavalo e quebrar o pescoço. 
Quando o novo rei se ofereceu para selecionar um marido para ela, seu pai estava feliz pela oportunidade de demonstrar sua nova lealdade.
O rei Henry deliberou com cuidado, pendurando-a como um prêmio ante os poderosos homens que queria em dívida com ele. 
Entretanto quando seu pai caiu gravemente doente e os galeses se rebelaram, o rei atuou rapidamente. Não podia deixar o castelo Ross e a zona fronteiriça circundante sem um homem forte para defendê-las. Enquanto seu pai estava em seu leito de morte, os soldados do rei a escoltaram às imediações do castelo no Monmouth para seu casamento.
Cruzou os braços sobre o peito e se balançou quando as lembranças voltaram. Soubera então que Bayburt era um homem frio. Não esperava ternura dele. 
De todos os modos, sua noite de bodas foi um choque. Ele literalmente tomou sua virgindade.

Série Todos os Homens do Rei
1 - Cavaleiro do Desejo
2 - Cavaleiro do Prazer
3 - Cavaleiro da Paixão
Série concluída
 

31 de dezembro de 2013

As Tentações de uma Dama







Visconde Jamie Burke: o mestre das propostas indecentes. 

Em sua busca frenética por aventuras, â bela Daphne de Courtenay abandona os bons modos nos salões de baile da alta sociedade e cede ao impulso de aceitar o convite de um estranho audacioso que promete apresentar-lhe a Londres de prazeres intensos! 
Com a excitação crescendo a cada fuga, o visconde libertino começa a sonhar apenas com uma noite sem fim. 

Capítulo Um

Town House de Folkestone, Londres Maio de 1835, 20h
Jamie Burke preferia estar em qualquer outro lugar que não ali. 

Por “ali” entendia-se o Baile de Gala Anual de Folkestone. 
O baile de sua própria mãe, considerado pela melhor sociedade de Londres como a porta de entrada para os grandes eventos da temporada.
Ele, respeitosamente, discordava.
Inclinou-se contra o balaústre de pedra da prefeitura de Folkestone. Uma taça de champanhe pendia, precariamente, da ponta de sua mão negligente. 
Examinava as luzes enfeitadas do jardim com olhos cansados. Assim como o salão de baile, o jar­dim atingira a perfeição. Elegante, sem pretensão, sem ostenta­ções. 
Uma aparência projetada para seduzir o olhar e enfeitiçar os incautos, como uma daquelas cobras venenosa indianas de escamas brilhantes. Mais de um cavalheiro teve sua liberdade cerceada por um por um passeio insensato em jardins iluminados por lanternas.
Jamie deveria voltar para o salão de baile e bancar o bom anfitrião. Esperava-se dele conduta condizente com a de um filho prestativo.
Isso significava dançar com uma multidão de jovens de vestido branco, consideradas por sua mãe dignas a aspirarem ao posto de esposa dele. Todas desejando ardentemente tornar-se a próxima viscondessa Knole.
Jamie temia essa perspectiva. Faria 31 anos em quatro sema­nas. Já era hora de se casar. 
Ele sabia que esse dia chegaria e, ainda assim, deveria conjurar algum entusiasmo tanto em relação ao casamento quanto ao padrão de candidatas selecionadas por sua mãe, todas jovens, educadas, relativamente bonitas, e cada uma delas como uma folha em branco para ser preenchida por seus futuros maridos. Conhecia alguns sujeitos que preferiam suas mulheres daquele modo. 
Ele não estava entre esses homens. Gostava de mulheres independentes.
Jamie suspirou. Lá dentro, o baile apenas começava. Podia ouvir os músicos tocando na galeria. Ele deveria entrar. Do lado de fora havia certa ilusão da liberdade. 
Do lado de den­tro, seu futuro (bastante estagnado, diga-se de passagem). Sabia o que sua mãe esperava. Ele se casaria com uma da­quelas boas garotas, uma daquelas inocentes e vazias garotas de boa família. 
Era uma perspectiva assustadora pensar que sua esposa estava a apenas alguns centímetros atrás do balcão de portas francesas e ainda assim não ter a menor ideia de quem ela seria.
Jamie respirou fundo. E estacou. Seu retomo para o salão de baile foi interrompido por um movimento um pouco além da varanda. 
Um vulto em um vestido azul-claro deslizou para o jardim olhando por cima do ombro. Era intrigante. Talvez fosse uma refugiada como ele.
A moça olhou para a sua esquerda, depois para sua direita, revelando assim seu rosto. A beleza etérea evocada por ele causou uma resposta inteiramente viril em Jamie. 
Ela era adorável. Seu cabelo louro bem claro estava preso em um penteado elaborado que já se desmanchava, emoldurando seus olhos de um azul pro­fundo ao cair pelo rosto dela. Era um anjo rebelde caído do céu. 
Tal imagem provocou uma série de reações em Jamie, algumas delas protetoras: tal criatura não deveria ser deixada vagando sozinha por varandas de salões de baile. 
Outras, primitivas: a mesma criatura deveria estar à mercê de qualquer homem. Ela estava destinada para aquele homem, para ele. Pela primeira vez em um bom tempo, Jamie Burke sentiu o despertar do desejo, o chamamento da vida.
O anjo vestido de azul o avistou e arregalou os olhos, surpre­so. Foi como se a esperança houvesse sido subtraída de sua ex­pressão ao vê-lo.
Desapontamento não era uma resposta comum nas mulheres quando o viam. Ela queria ficar sozinha? Jamie estava realmente intrigado. Sorriu com simpatia e ergueu sua taça à guisa de brinde, saudando aquela bela aparição.
— Bem-vinda à varanda. Escondendo-se de alguém?
Foi em direção a ela, pois não queria conversar estando tão distante. Ela colou um sorriso em seu rosto que ele teve certeza de que era forçado.
— Senti uma dor de cabeça se aproximando e saí em busca de ar fresco.
Jamie percebeu uma breve hesitação na voz dela, notou a ansiedade velada em seus olhos e soube que o que ela dizia não era inteiramente verdade. Parecia que não era nem mesmo a metade.
— Ah...










Um Homem Perigoso

O libertino mais famoso da cidade! 

O perigoso lorde Darrington não é um homem para ser recebido na casa de moças indefesas! 
Apesar de ser um conde, Beth Forrester já ouviu histórias de arrepiar sobre sua incorrigível devassidão... 
Hospedar, inesperadamente, uma celebridade com um vasto histórico de escândalos é apenas um de seus problemas. 
Pois logo que o malicioso lorde Darrington descobre o segredo mais sombrio de Beth, ela é obrigada a fazer qualquer coisa para salvar a própria reputação. 
Entretanto, como comprar o silêncio de um homem sem escrúpulos? Só havia um modo... Oferecer seu corpo!

Capítulo Um 

A notícia de que o perigoso lorde Darrington estava hospedado na casa de casa de Edwin Davey, em Yorkshire, se espalhou, mas deixou em um dilema as mães mais zelosas de donzelas solteiras. 

Guy Wylder, o conde de Darrington, era um solteiro e estava na idade de se casar e ter um herdeiro. 
Não foram poucos os escân­dalos em que Guy tinha se envolvido, mas a maioria dos pais esta­va disposta a se esquecer desses fatos por causa da riqueza e do nome do conde.
No entanto, Guy recusara todas as tentativas de seduzi-lo ao casamento. Qualquer jovem que se oferecesse muito abertamente estaria fadada ao sofrimento, pois ele passaria a flertar com ou­tras, incitando as más línguas e levando a jovem donzela a acredi­tar que ele estivesse apaixonado. 
E, então, quando a jovem estivesse na expectativa de um pedido de casamento, o malvado conde esfriaria e demonstraria inclusive dificuldade em lembrar o nome de sua pretendente quando se encontrassem.
Esse compor­tamento desencorajou várias jovens a concentrar sua atenção em lorde Darrington, apesar de sua fortuna e aparência estonteante. 
Os pais mais preocupados passaram a avisar suas filhas a não procurar as atenções do conde. Infelizmente, na opinião de Guy, não eram muitos os pais zelosos.
Em uma ocasião em especial, as precauções não foram neces­sárias. A festa da caça de Davey em sua casa, em Highridge, foi apenas para cavalheiros. 
Fora uma visita ocasional ou outra ao White Hart, os cavalheiros se restringiram à propriedade de Davey ou cavalgavam pelas extensas montanhas inabitadas ou pelos campos que seguiam a leste até a costa.
— Devo levar uma coça quando voltar para a cidade — recla­mou Davey, rindo. — Hospedei um membro da realeza em casa e não o levei a nenhuma festa. Meus vizinhos irão soltar os cachor­ros em cima de mim.
— Davey, você sabe que só vim para cá porque você me prome­teu duas semanas de muito esporte na companhia de amigos — respondeu Guy.
— E foi isso que eu proporcionei, mas ainda não vejo que mal teria em comparecermos a alguns bailes na cidade.
— Ora, mas esse esporte seria bem diferente, Davey — disse Guy, esboçando um sorriso, — E seriamos nós as presas.
Os dois tinham viajado pelas montanhas durante um tempo, subindo até o pico de uma ou outra para admirar uma terra rica a ser trabalhada ao leste e terras baldias ao norte de Yorkshire. Guy parou por um momento para contemplar a vista.
— Claro que sempre será um perigo — observou Davey, empare­lhando seu cavalo com o de Guy. — Mas as lendas sobre o seu compor­tamento cavalheiresco com o sexo frágil dá o que pensar às moças.
— Talvez isso aconteça com algumas, mas não com todas — disse Guy, meneando a cabeça, e acrescentou com amargura: — Posso ser um verdadeiro barba-azul, mas ainda encontrarei alguns pais que oferecerão suas filhas para mim. Acredito que meu título e minha fortuna pesem bastante.
— Claro que sua fortuna e seu título significam bastante, além de serem sempre mencionados nos jornais da sociedade. Aqueles patifes malditos que escrevem no Intelligencer adoram publicar fofocas a seu respeito.
— É um jornal de escândalos. — Guy curvou os lábios. — Ignore-o. O que eles não conseguem descobrir inventam, e, contanto que se refiram apenas a minhas aventuras amorosas, não me importo. Além do mais, se os escândalos forem bem ruins, talvez as mães mais ambiciosas desistam da caçada.
— Sei que as fofocas não o incomodam, mas enervam seus amigos. Veja, por exemplo, o que disseram sobre aquela moça atrevida, filha de Ansell.
— Deus do céu, eu só dancei com ela duas vezes e já dizem que estou apaixonado!