7 de janeiro de 2012

Beleza Perigosa

Série Wardell
No transcurso do prestigioso baile anual "Sweet Pea Ball", duas vidas estão a ponto de mudar para sempre.

Natasha é uma das mulheres mais belas de toda Londres e graças a Vaughn Wardell, a quem acreditou amar, aprendeu a não sofrer desenganos e encontrar à maioria dos homens mais arrogantes que o suportável. Entretanto, sua mãe pretende casá-la o quanto antes; custe o que custar. Seth Harrow é um capitão irlandês recém-chegado das colônias australianas. Veste-se como um lorde e oculta um segredo que dividiria a sociedade londrina se fosse desvendado. Está em Londres para cumprir uma última missão antes de dirigir-se a Irlanda para ajudar a um amigo. Não tem tempo a perder em bailes de debutantes e nas hipocrisias da sociedade, mas deve fazer ambas as coisas para conseguir o que busca. A noite do baile mudará tudo para Seth e Natasha, que se enfrentarão ao ódio, à intolerância e a uma paixão que os deixará marcados. O resultado desta, os colocará totalmente em um turbilhão de amor, vida... e morte.

Capítulo Um

Moles de East End, Londres, 1838
Ouviu-se o entristecedor assobio do rebocador ressonar sobre a água. Seu passo e a esteira do navio que arrastava fizeram balançar o Artemis, amarrado ao cais. O movimento confirmou a Seth Harrow que na noite anterior tinha conseguido voltar a bordo.
Também lhe fez dar-se conta do muito que lhe doía a cabeça. Manteve os olhos fechados para evitar a luz que filtrava pelos olhos de boi da cabine do capitão e ficou quieto, seguindo a suave oscilação do navio.
Com sorte, aquele seria seu último dia naquela pestilenta cidade. Na noite anterior se reencontrou com o vício e a peçonha da urbe. Resguardado na fresca e dinâmica Albany, no profundo das colônias, tinha esquecido os efeitos que podia ter a hipocrisia das pessoas, que acabava com o ânimo de um homem e terminava lhe destruindo. Bem, já o tinha recordado, e agora estava preparado para ir embora. Um último recado e poderia desdobrar as velas com direção da Irlanda.
Sua casa. O pensamento veio acompanhado de uma profunda nostalgia, uma necessidade do conhecido. E quando pensava em seu lar recordava a Liam, a última vez que lhe viu, sentado no tribunal com expressão afligida no pálido rosto enquanto davam sua sentença.
Seth abriu os olhos sobressaltado ao notar uma mão cálida e leve deslizar-se sobre seu quadril nu. Lentamente girou a cabeça para a direita e se encontrou com uma ruiva de verdes olhos sonolentos que descansava sobre seu flanco, sorrindo ligeiramente. A mão feminina lhe acariciava a perna e ele deixou que seus joelhos cedessem ante a persuasão daqueles dedos que revoavam sobre o interior de suas coxas.
Recordou a noite anterior e sorriu.
- Bons dias tenham vós também, Duquesa - disse com marcado acento irlandês enquanto se virava para ficar de frente a ela.
Ela sorriu abertamente deixando descoberta sua brilhante dentadura. Abriu ligeiramente os olhos.
- Se vos nota o acento, Seth - sua voz era profunda e rouca, mas ele recordou que possuía uma elegância que não se dissipava nem nos momentos de agonia orgásmica. Era uma sangue azul genuína.
A duquesa vadiava na noite anterior, procurando o entretenimento sem restrições que os reveillones e bailes não lhe podiam oferecer. Deteve-se brevemente às portas do botequim do porto para baixar o capuz do manto que a cobria, tirar as luvas e avaliar aos homens na sala. Ao ver Seth sentado em uma banqueta, aproximou-se dele.
- Podeis me convidar a uma taça, Capitão - lhe disse com voz rouca. Esboçou um sorriso cúmplice que ele entendeu imediatamente. Levantou-se, ofereceu-lhe a banqueta como um cavalheiro, e foi em busca de outro copo de rum.
Agora olhou aos amplos peitos com os quais tinha se divertido na noite anterior. Na penumbra eram brancos e estavam coroados com mamilos de cor rosa que se endureceram ao sentir o olhar masculino.
- Acredito recordar que ontem à noite não pusestes objeções ao meu acento irlandês.

Série Wardell
1 - Proibido
2 - Beleza Perigosa
Série Concluída

Na Cama com o Highlander

Trilogia McCabe

Ewan McCabe, o mais velho, é um guerreiro determinado a eliminar seu inimigo. 

Agora, com a hora da batalha se aproximando, seus homens estão prontos e Ewan está certo de que tomará de volta o que é seu – até que uma tentação de olhos azuis e cabelos negros é jogada sobre ele. 
Mairin pode ser a salvação do clã de Ewan, mas para um homem que sonha apenas com vingança, assuntos do coração são um território estranho a ser conquistado. 
Embora seja filha ilegítima do rei, Mairin possui uma propriedade muito desejada o que a transforma em um peão – e desconfiada do amor. 
Seu pior medo se torna realidade quando ela é resgatada de um perigo apenas para se ver forçada a se casar com seu carismático e exigente salvador, 
Ewan McCabe. 
Mas a atração que sente por seu poderoso marido, a faz desejar o surpreendentemente terno toque dele; seu corpo se torna vivo sob a sua sensual maestria. 
E, enquanto a guerra se aproxima, a força, espírito e paixão de Mairin desafiam Ewan a conquistar seus demônios – e a abraçar um amor que significa mais do que vingança e terras. 

Comentário revisora Ana Paula G.: Que livro tão romântico!! 
Aliás, que série tão romântica! Estes escoceses são super ferozes,mas com as heroínas são protetores e carinhosos. 
Não tem traição,não tem outras mulheres para disputar o TDB, as histórias são centradas nos conflitos do casal central e muitas disputas entre clãs.
E depois que se apaixonam pela heroína são verdadeiros cavaleiros...Os trechos hot são deliciosos.
Linda história! Nem vou dizer que queria UM McCabe para mim...queria logo os TRÊS ...kkkkkkk 

Capítulo Um 

Mairin Stuart ajoelhou-se no chão de pedra ao lado de seu leito e inclinou a cabeça em sua oração da noite. 
Sua mão escorregou para a pequena cruz de madeira presa no cordão de couro, pendurada em seu pescoço. 
Seu polegar traçou um caminho sobre a superfície agora lisa. 
Por longos minutos, ela sussurrou as palavras que aprendeu quando ainda era uma criança e então terminou como sempre fazia. Por favor, Deus. Não deixe que eles me encontrem. 
Levantou-se do chão, os joelhos raspando nas pedras irregulares. 
A vestimenta marrom que usava era simples e indicava seu lugar entre as noviças. 
Embora estivesse ali há muito mais tempo que as outras, nunca fez os votos que completariam sua jornada espiritual. E essa nunca foi sua intenção. 
Dirigiu-se para a bacia no canto onde derramou a água que estava no jarro. 
Quando pegou o pano, sorriu ao se lembrar das palavras da Madre Serenity. 
A Limpeza está próxima da Piedade. 
Enxugou o rosto e começou a remover seu vestido para se limpar, quando ouviu um barulho terrível. Assustada, deixou o pano cair e correu para a porta fechada. 
Assustada, ela correu e se lançou pelo corredor. 
Em torno dela, as outras freiras corriam pela sala, com murmúrios consternados. 
Um ruidoso estrondo ecoou pelo corredor da entrada da abadia. 
Um grito de dor seguiu-se ao estrondo e o coração de Mairin congelou. Madre Serenity. 
Mairin e o resto das irmãs correram em direção ao som. 
Algumas ficaram para trás e outras corriam decididas. 
Assim que chegaram à capela, Mairin ficou paralisada pela visão diante dela. 
Havia guerreiros por toda a parte. 
Pelo menos uns vinte, todos vestidos com roupas de batalha, seus rostos encharcados de suor, sujos da cabeça aos pés. Mas não de sangue. 
E decididamente não vieram atrás de refúgio ou de preces. 
O líder segurava Madre Serenity pelo braço e de longe Mairin via a expressão de dor desenhada no rosto da freira. 
— Onde ela está? – o homem exigia, com uma voz fria. Mairin deu um passo para trás. Era um homem de aspecto feroz. 
O mal. A raiva brilhou em seus olhos quando a freira não respondeu e foi sacudida como uma boneca de pano.
Mairin fez o sinal da cruz e sussurrou uma rápida oração. 
As freiras ao seu redor também se juntaram nas orações. 
— Ela não está aqui. – Madre Serenity arfou. – Já lhe disse que a mulher que procura não está aqui. 
— Você está mentindo! – ele rugiu. Ele olhou com frieza para o grupo de freiras. 
— Mairin Stuart. Diga-me onde ela está.

Trilogia McCabe
1 - Na Cama com o Highlander
2 - Seduzida pelo Highlander
3 - Apaixonada pelo Highlander
Trilogia Concluída

Tormenta De Paixões



A senhorita Décima Ross sabia muito bem que sua família periodicamente se dava ao trabalho de «tentar casar a pobre Dessy». 

Mas quem ia querer uma mulher magra, sardenta e sem graça como ela? 

Quando soube que iam exibi-la mais uma vez para um cavalheiro solteiro, Décima fugiu apressadamente da casa de seu irmão. 
E se encontrou com Adam Grantham, visconde de Weston, o primeiro homem que ela conhecia e que era alto o bastante para carregá-la em seus braços… literalmente. 
Seria possível que esse belo libertino a achasse atraente? 

Comentário revisora Marlene: Esta é a história de Décima. Uma mulher de 27 anos que não se casou por ser muito alta e sardenta e seus parentes tentam de todo o modo casá-la, levando-a ao desespero. O livro é leve e divertido, sem ser hot e sem grandes dramas. Eu gostei. É diversão sem compromisso. 


Capítulo Um 


Em um encantador salão, que dava para um parque do condado de Notthingham, três pessoas estavam tomando a primeira refeição do dia em uma atmosfera de requinte e elegância. 

A senhorita Ross colocou sua torrada no prato, limpou os dedos com o guardanapo de linho e sorriu para sua cunhada. —Só por cima do meu cadáver. 
—Dessy! —Charlton esteve a ponto de engasgar-se com o café. 
Décima se sentiu enjoada, como se algo tivesse estourado em sua cabeça. 
Ela havia dito isso? 
Charlton deixou a xícara na mesa e limpou os lábios. 
 — Por que tudo isso? Hermione se limitou a sugerir que deveríamos visitar nossos vizinhos, os Jardine, esta tarde. Já te falei deles. Moram há seis meses em High Hayes e é uma família encantadora. 
— E casualmente tem um convidado que é um cavalheiro solteiro, se eu me recordo — sem dúvida uma desconhecida possuía seu corpo e dizia todas aquelas coisas que ela sempre tinha pensado e nunca tinha ousado pronunciar. 
 Nove anos de intenções desesperadas por parte de sua família em casá-la, tinham deixado-a com uma aguda sensação de perigo sempre que aparecia um solteiro à vista. 
Sempre fazia o que lhe pediam e tentava conversar com o cavalheiro em questão. 
Olhou a bandeja de presunto e ovos que havia diante de seu meio-irmão. 
Agora parecia que sua obediência covarde tinha chegado ao fim. 
—Podíamos ter ido visitá-los qualquer dia nas duas últimas semanas, mas entendi que o cavalheiro chegou faz dois dias e, portanto, devemos ir agora - acrescentou. 
Olhou pela janela e sentiu um calafrio, apesar do calor do salão. 
O céu baixo ameaçava com neve depois de uma semana de clima seco e frio, mas para escapar dessa humilhação, estava disposta a arrumar sua bagagem e partir em seguida. 
Por que antes nunca lhe havia ocorrido partir? Não era precisamente uma prisioneira que não tivesse para onde ir. 
—Pois sim, o irmão da senhora Jardine. Um cavalheiro solteiro e com título, mas não sugeri a visita por isso - lady Carmichael, que não mentia muito bem, ficou em silêncio quando os olhos cinza de Decima pousaram nela e olhou seu marido com ar implorante. 
— Não queremos interferir nas celebrações natalinas da família — interveio Charlton, deixando cair o jornal. — Naturalmente, não podíamos ter ido antes. 
Décima o olhou com uma calma que estava muito longe de sentir. 
Queria perguntar amargamente por que insistia em exibi-la diante de outro pretendente em potencial, cujas mornas tentativas por mostrar-se educado a lembrariam que ela continuava sendo uma solteirona na idade de vinte e sete anos. 
Mas sua recém-encontrada coragem não era nada mal. 
—Fizemos mais de uma dúzia de visitas nesta temporada de férias, Charlton, e recebemos em outras tantas - retrucou. — Por que tem que ser diferente com os Jardine? 
 —Não tem nada a ver com o irmão da senhora Jardine - declarou ele, ignorando a pergunta. 
— Não sei por que não pode agradar Hermione e acompanhá-la na visita. 
—Bom, Charlton, a razão é porque vou partir hoje. 
Décima tampou o frasco de geleia concentrando-se para que a mão não tremesse. 
Nunca antes desobedecera às ordens de seu irmão, mas por outro lado, antes não estava livre dele legal e economicamente. 
Ou ao menos estaria em mais dois dias, no Ano Novo.




6 de janeiro de 2012

Proibido

Série Wardell
Elisa está decidida a recuperar seu filho a todo custo. Embora para isso tenha que se casar com o tolo vicioso do Rufus Wardell. Mas a repentina aparição de Vaughn Wardell, o filho de Rufus, transtorna seus planos, e sua vida.
Atraído pelo contraste entre sua doce beleza e os rumores de um passado lascivo, Vaughn embarca na abrasadora e ousada tarefa de seduzi-la. Embora descubra que não tem nada a ver com o que procurava:
Elisa é uma inocente mulher com uma sensualidade tão forte que é incapaz de resistir a ela. Pouco lhe importa que a sua seja uma paixão proibida.

Capítulo Um

1835, Fairleigh Hall, Inglaterra.

Vaughn Wardell, o visconde de Rothmere, único herdeiro do Marquês de Fairleigh, desceu da carruagem e elevou a vista para a casa familiar de três andares que levava quase duas décadas sem visitar. Farleigh Hall não mudara absolutamente.
O parque seguia perfeito e a impressionante mansão poderia competir com qualquer outra da Inglaterra.
Sua simples visão levantou ódio em seu peito.
Os anos passados em Farleigh Hall haviam sido os piores de sua vida. Agora, aos vinte e nove anos, voltava para aquele horrendo montão de pedras para salvar seu futuro.
Um nó se fez no seu estômago, tal como lhe passara ao ouvir a inconcebível noticia. Só pensar nisso o abatia: possivelmente já tivesse perdido para sempre Kirkaldy, o último presente de sua mãe.
Kirkaldy, pouco mais que um pavilhão de caça glorificado perto de Edimburgo, fora a única posse de sua mãe sem poluir. Os dias ali, longe de Fairleigh Hall e seu pai, foram os melhores da jovem vida de Vaughn.
Em Kirkaldy, sua mãe se sentira despreocupada, inclusive alegre.
Embora só fosse por aquilo, Vaughn tinha a intenção de se plantar como uma má erva ali, em Fairleigh Hall, até que se determinasse a posse de Kirkaldy. Uma má erva que recusava a que a arrancassem e a jogassem.
Fazendo uma profunda inspiração, subiu os treze degraus que o separavam da casa de seu pai.
Foi fácil imaginar a desaprovação que seu pai mostraria ante seu retorno. Fazia anos que aprendera que não havia forma de contentar Rufus Wardell.
A única emoção que Rufus manifestara abertamente fora sua crueldade ao lhe anunciar que partiria a um internato.
Os lábios de seu pai esboçara um sorriso desalmado enquanto lhe explicava com detalhes o que se converteria em doze anos de purgatório atrás dos muros de uma das melhores escolas privadas da Inglaterra.
Embora tivesse acabado a escola fazia quase uma década, aquelas lembranças seguiam aparecendo em seus sonhos de vez em quando. Despertava na metade da noite, suando frio e com o coração oprimido, as pernas atadas nos lençóis.
As lembranças se esfumaram quando a porta se abriu. Joshua, o fiel mordomo de seu pai, ficou olhando com fixidez.
—Deus santo! Quero dizer, Lorde Vaughn - a expressão do mordomo se suavizou. - Voltou para casa?
—Havia uma secreta esperança em seu tom.
O peito de Vaughn se encheu de carinho pelo ancião. Durante sua infância trancaram-no no apartamento de cobertura por uma ou outra transgressão em inumeráveis ocasiões.

Série Wardell
1 - Proibido
2 - Beleza Perigosa
Série Concluída

5 de janeiro de 2012

A Noiva Vendida

Na Inglaterra do século XIII, as lutas pelo trono fazem se enfrentar os partidários do rei Enrique com os seguidores do Simón do Montfort. Ninguém sabe em mãos de quem vai ficar o poder e a intranquilidade se apropriaram do país.
O barão de Fitzwarren perdeu toda sua fortuna por apoiar a causa de Montfort e agora tenta saldar suas dívidas vendendo a única posse que ficou: sua filha Alyce.
O comprador é Robert Wardell, um comerciante de Londres. Embora não seja o melhor partido para se misturar com o sangue nobre dos Fitzwarren, é bastante rico para acabar com seus problemas financeiros. E por fim quem disse que os matrimônios deviam celebrar-se por amor?

Capítulo Um

Começo
Castelo de Colmaine, fins de Fevereiro de 1264.
Uma manhã inteira dedicada a vigiar e por nada. Resmungando, Alyce Fitzwarren subiu correndo a escada em forma de caracol da torre norte. Toda uma manhã, e tudo porque tinha deixado seu posto meia hora para exortar ao mordomo, acalmar à chefa de cozinha e repreender dois pajens. Cada um deles estava mais nervoso que uma gata em um celeiro cheio de cães famintos, e era certo que a deixariam louca antes que acabasse o dia.
Bom, quem não estava nervoso no castelo? Certamente ninguém tinha mais direito que ela a essa emoção, e entretanto ninguém podia dizer que ela tivesse um estremecimento de mãos insensato.
Os lustrosos revestimentos em couro de seus sapatos escorregaram nos estreitos degraus. Tropeçou e bateu o joelho na dura pedra; escorregou outros dois degraus, e novamente bateu o joelho.
Soltando uma maldição que uma dama de sua estirpe jamais diria, ficou de pé e segurou a barra de seu vestido e sem deixar de grunhir, correu os degraus que faltavam, sem fazer caso da dor no joelho nem da indecorosa exibição de tornozelos e pernas.
Em todo caso, o guarda não a ia olhar mesmo, em pé no alto da torre, o velho Tadeus, era um pouco surdo e sua atenção estaria sobre os cavaleiros cuja proximidade acabavam de anunciar os guardas e com tanto ruído que seria até capaz de despertar os mortos... ou ao velho Tadeus.
Entrou pela porta da torre espantando as pombas que olhavam atentamente a multidão que se aproximava, tratando de voarem pelas ameias e que empreenderam o voo ruidosamente. Justo em frente a ela, um fraco traseiro masculino parcialmente coberto por uma suja túnica verde ocupava a porta e que oferecia a melhor vista do caminho principal que levava a Londres. O fraco traseiro estava unido a um par de pernas mais fracas ainda, metidas em folgadas meias azuis. Quase tendido sobre o ventre, Tadeus estava retorcendo-se, meneando-se e esperneando para ver melhor, deixando ver seu imundos e calosos pés pelos buracos dos sapatos.
Foi o bater das asas das pombas ante seu nariz, e não o ruído nada decoroso que fez ela ao chegar que distraiu Tadeus de seu empenho. O velho emitiu um grasnido, afastou-se da porta com mais rapidez do que tinha demorado a chegar ali, agarrou o seu arco que tinha deixado apoiado no muro, girou-se e o apontou.
Poderia ter sido um problema se tivesse se lembrado de pôr uma flecha antes. Ao vê-la, sua cara de maçã seca se enrugou em um sorriso desdentado, e seus olhos, meio ocultos pelas enrugadas dobras de suas pálpebras, brilharam de entusiasmo.
— Aí está, milady — disse-lhe deixando o pesado arco em sua posição anterior e afastando de lado para lhe deixar livre a porta — Muito vistosos, e os sons de seus cascos são para assustar até ao demônio.
Alyce não pôde evitar lhe sorrir ao murcho homenzinho, mas antes que começasse a lhe dizer algo, voltaram a soar os trombones. Com um rápido olhar para assegurar-se de que as pombas não tinham deixado nenhum novo presente durante sua ausência, ou os que Tadeus tinha limpado, ocupou o posto que o guarda acabava de deixar livre. Apoiando-se na larga pedra cinza da torre, estirou-se tudo o que pôde para ter uma boa visão do caminho e dos viajantes.

3 de janeiro de 2012

O Escolhido

Série Irmãs Wherlocke
Quando Lorelei Sundun encontrou Sir Argus Wherlocke em seu jardim, nunca ouvira falar do misterioso clã Wherlocke - ou de suas habilidades sobrenaturais. Isso muda no momento em que vê Argus - o homem mais tentador que já conheceu - desaparecer diante de seus olhos. O que ela testemunhou deveria ser impossível. Assim como apaixonar-se por um homem que acabou de conhecer...

Perseguido por um louco que queria usar os talentos dos Wherlock como armas, Argus pretendia pedir ajuda à sua família, e não envolver a adorável filha de um duque na questão. Mas agora, a encantadora Lorelei é sua única esperança de salvação - e a maior tentação que já enfrentou...

Capítulo Um 

Havia um homem despido no roseiral de seu pai. Lorelei Sundun piscou os olhos várias vezes, mas o homem continuava lá. 

Ela se perguntou por que ele olhava para ela com ar atônito. Não era ela que se encontrava nua no jardim, com apenas uma grande rosa branca para proteger sua intimidade. 
Para Lorelei, quem evidentemente deveria ter ficado boquiaberta era ela. 
De fato, enquanto permitia que seu olhar vagasse ao longo daquele corpo delgado, deu-se conta de que levantar, correr em direção à mansão, talvez até mesmo gritar pedindo ajuda. 
Deveria chamar a atenção. Em vez disso, estava totalmente fascinada. 
Por um instante, perguntou-se se não teria ficado tempo demais sentada ao sol, refletindo sobre a falta de marido. 
Ela não usava chapéu. Seria possível pegar uma febre cerebral pudesse por se sentar ao sol sem chapéu? Lorelei nem tinha certeza de que a febre cerebral pudesse levá-la a ver um homem nu. 
E certamente não com uma grande rosa branca cobrindo a sua virilidade, a parte que, no homem, mais a intrigava. 
Lorelei estava convicta de que os desenhos do livro que encontrara escondido na imponente  biblioteca de seu pai não podiam ser tão precisos quanto àquelas partes dos homens. 
Nenhum homem conseguiria esconder algo tão grande em suas calças. Ela duvidava que um homem pudesse andar naturalmente com tamanho apêndice e suspeitava que a aparência do rosto das mulheres nesses desenhos não retratasse nenhum êxtase, porém uma dor insuportável. Considerava-o um homem muito bonito. 
Era provavelmente por isso que não conseguia afastar dele seu olhar, como qualquer mulher de bom-senso teria feito. 
Aquele cabelo espesso que descia para além dos ombros largos, era de um preto tão verdadeiro a luz do sol lhe dava um brilho levemente azulado. 
Seus traços eram severos, quase selvagens, mas ela não sentia nenhum medo no coração. 
Seus olhos eram escuros, e ela foi tentada a se aproximar para ver a cor exata deles.

Série Irmãs Wherlocke
1 - A Vidente
2 - A Sensitiva
3 - A Intuitiva
4 - O Escolhido
5 - Se Ele for Tentado
6 - Se Ele se Atrever
7 - If He's Noble

A Intuitiva

Série Irmãs Wherlocke
Lady Alethea Vaughn Channing é assombrada pela visão de um homem em perigo - o mesmo homem que vê repetidamente em seus sonhos. Não sabe o seu nome, e ainda assim sente a conexão entre eles, sabe que é a única pessoa entre ele e o desastre... Mas, no entanto, nunca se conheceram.

Mas o ríspido Lord Hartley Greville é capaz de se proteger, como já provou mais de uma vez em seu perigoso trabalho como espião da coroa. Para cumprir seu dever, precisará deixar de lado a mulher dolorosamente linda com um estranho dom. E, no entanto, quando as visões de Alethea revelam uma conspiração que poderia colocar crianças em risco, Hartley não será capaz de ignorar o destino que os une - ou resistir à paixão abrasadora entre eles...

Capítulo Um 

Alethea Vaughn Channing ergueu os olhos do livro que estava tentando ler, olhou fixamente para as chamas coloridas que flamejavam dentro da grande lareira e imediatamente ficou tensa. 

Lá estava o homem outra vez, ganhando forma entre as chamas dançantes e a fumaça que se retorcia. 
Ela tentou desviar o olhar, ignorá-lo e voltar à atenção para o livro, mas a visão a atraiu, ignorando seus desejos e roubando suas opções. 
Era como se ele fizesse parte da família, pois não havia como negar que tinham crescido juntos. Ela tinha começado a ter visões ligeiras dele desde os seus cinco anos de idade. 
Na época, ele também era um menino. 
Quinze longos anos espreitando, vez ou outra, cenas da vida dele tinham a transformado de certa forma em dona daquele homem, apesar de não fazer a menor ideia de quem ele era. 
Ela o vira desde os tempos em que era um jovem alto e desengonçado até se transformar em um homem.
Vira-o em seus sonhos, em visões e até sentira a presença dele ao seu lado. 
Como uma testemunha a contragosto, observou-o sentindo dor, chorando...Tinha sentido sua tristeza, alegria e muito mais. 
Vira-o até mesmo na noite do seu casamento, o que de certa forma tinha sido um estranho conforto, uma vez que seu falecido marido estava, obviamente, ausente. 
Ela não gostava de invadir a privacidade dele; mesmo assim, nunca conseguira bani-lo. 
Essa era uma visão forte, ela pensou, conforme as imagens foram se tornando cada vez mais nítidas: era como se ele estivesse na mesma sala com ela. 
Alethea pousou o livro e avançou para se ajoelhar diante do fogo, pois uma pontinha de preocupação cutucava-a por dentro. 
De repente, ela soube que não se tratava apenas de outra intromissão na vida do homem, mas de um aviso.
Talvez, refletiu enquanto se concentrava, por isso tivera todas as outras visões. 
Ela sabia, sem sombra de dúvida, que o que via neste momento não era o que estava acontecendo ou que já tinha acontecido, mas o que ainda iria acontecer. 
Ele estava parado diante dos degraus da entrada de uma casa muito elegante, ajeitando distraidamente suas roupas. 
Ela sentiu até mesmo o perfume de rosas e então sorriu envergonhada. 
O safado obviamente acabava de vir dos braços de alguma mulher. 
Se estivesse julgando corretamente a fisionomia, ele estampava aquele sorriso malicioso que a criada Kate afirmava que os homens costumam mostrar logo depois de terem satisfeito as necessidades viris. 
Alethea desconfiava que o homem da sua visão tivesse acabado de satisfazer, e muito, tais necessidades. 
Uma enorme carruagem preta encostou no meio-fio. 
Ela quase enfiou a mão no fogo ao sentir percorrer seu corpo uma súbita necessidade de resgatá-lo quando ele entrou no veículo. 
Então, abruptamente e sem aviso, a visão se transformou em uma seqüência estonteante de imagens breves e aterrorizantes invadindo sua mente uma após a outra.

Série Irmãs Wherlocke
1 - A Vidente
2 - A Sensitiva
3 - A Intuitiva
4 - O Escolhido
5 - Se Ele for Tentado
6 - Se Ele se Atrever
7 - If He's Noble

2 de janeiro de 2012

A Doçura De Um Beijo






Todas as mulheres se apaixonavam pelo fascinante Visconde Colt!

Aterrorizada, Ina se debatia, lutando para se libertar dos braços do repugnante Grão-Duque Ivor. Com uma força que ignorava possuir, livrou-se e correu para o convés do iate. 
Em seu desespero, sabia que só o Visconde poderia salvá-la.
Mas será que um homem maravilhoso como o Visconde Colt iria se incomodar com a sobrinha de uma atriz de teatro? 
Então, quando o Grão-Duque estava prestes a agarrá-la, Ina subiu na amurada e jogou-se no mar! 

Capítulo Um

1898 
Rosie Rill abriu as cartas que o carteiro acabava de entregar. 
Havia dois cartões de parabéns, enviados por mulheres da mesma idade que ela. 
Olhou para eles, horrorizada. Cinquenta e cinco anos! 
Não era possível que ela, Rosie Rill, fizesse naquele dia cinquenta e cinco anos. 
Daí a dez teria sessenta e cinco, e, na previsão mais otimista, estaria a um passo da sepultura! Irritada, jogou os cartões no chão e sentou-se, olhando distraidamente para frente, como se tentasse que um milagre fizesse o tempo voltar para trás, devolvendo-lhe os seus dezoito anos. Lembrava-se tão bem daquele aniversário! 
Nunca poderia esquecer aquele dia, em que vira Vivian pela primeira vez. 
Até hoje, podia vê-lo encaminhar-se em sua direção, enquanto ela descia a cavalo, sob os velhos carvalhos da avenida, imaginando quem poderia ser ele. 
Como Rosie era muito ignorante no que dizia respeito aos homens, considerou-o o homem mais bonito que já vira, e não percebeu que estava bem vestido demais para o campo, e que um verdadeiro Cavalheiro não usaria aquele tipo de roupas. 
Tudo o que ela conseguia ver naquele momento eram seus olhos negros, fitando-a com admiração, fazendo-a sentir que estava vendo um homem pela primeira vez. 
Parou o cavalo ao chegar junto dele. — Bom dia! — disse ele — Perdoe se estou invadindo a propriedade, sem mais nem menos. Estas são as terras do Conde de Ormond e Staverley, não são? 
— São — respondeu Rosie, na sua voz jovem e doce. — Bonita como é, deve ser a filha do Conde — continuou Vivian. 
O elogio fez com que ela corasse, tornando-a mais linda ainda. Encabulada, respondeu, 
— Sim. Sou Lady Rosamund Ormond. Ao recordar aquele momento, Rosie ainda podia sentir a mesma emoção percorrer-lhe o corpo. Vivian dissera, 
— Eu tenho que voltar a vê-la, e não posso esperar muito tempo para que isso aconteça! 
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A Conquista De Um Cavaleiro









Bela e orgulhosa… 
Ela jamais seria um prêmio para nenhum homem! 

Não parecia que lady Eloise Gerrard fosse conseguir a liberdade que tanto desejava porque a tinham oferecido como prêmio em um torneio. 
Mas, o que mais a surpreendera era que o rei parecia interessado em ganhar, e o desespero fez com que Eloise fosse em busca da ajuda de sir Owain de Whitecliffe, o homem que em outro tempo tinha despertado sua paixão… e depois a tinha abandonado.
Seria possível que agora ele conseguisse ser o vencedor do torneio?

Nota Revisora Rosangela Breda: Eu gostei do livro, é uma história muito romântica de um mocinho que se apaixona a primeira vista pela mocinha que pensa que foi abandonada por ele e se casa com outro que depois morre e eles se encontram de novo e conseguem viver esse amor depois de muitos desencontros. 

Capítulo Um

O anúncio de sua intenção de casar-se provocou mais ou menos a reação que a encantada jovem esperava de seu pai, sir Crispin de Molyns, um elegante cavalheiro de cabelo branco. Encarregado do Guarda-roupa de sua Majestade o Rei. 
— Bem, — respondeu, beliscando a ponta do nariz com dois dedos. — tinha ouvido antes o dito de matar dois pássaros com um golpe, Eloise, mas isto é ridículo. Uma jovem de sua posição não tem por que casar-se com seu assistente, pelo amor de Deus! Para que fique a seu serviço não tem que se casar com ele. Eu nunca tive que fazer com o meu. 
Sua intenção de ironizar não surtiu o efeito desejado em lady Eloise Gerrard, que durante os dois dias de viagem que tinha levado para percorrer a distância entre sua casa em Staffordshire e a de seu pai em Derbyshire tinha tido tempo suficiente de preparar suas defesas. 
Mesmo assim, sua resposta não foi tão adequada como deveria esperar: 
— Eu não tenho que me casar com ninguém, papai. 
Seu pai cravou nela seus olhos, apertados sob umas povoadas sobrancelhas brancas. 
—Sim , tem que se casar Eloise, e sabe. — lhe respondeu com suavidade. 
—Bem… já sei. — admitiu, e começou a passear pelo salão do piso superior do castelo de Handes no qual se encontravam, medindo os passos e as palavras como se precisasse recordar o que queria dizer. — Estou viúva mais de um ano… o rei me mandou chamar… e todos sabemos para quê… e pretendo lhe dizer… que já escolhi marido… e que muito obrigada pelo desgosto. Aquela revelação não impressionou seu pai, conhecendo como conhecia o rei. 
—Acredita que vai permitir que se case com seu assistente, minha filha, esteja viúva ou não, é que não o conhece. Jamais permitirá. Tem a seu cargo a posse real, Eloise, e não permitirá que uma viúva rica a que ele concedeu a posse de terras se case com um qualquer. Tem muitos cavalheiros que estariam dispostos a lhe oferecer uma bonita soma em troca do privilégio de casar-se com uma Molyns que além disso acaba de herdar as propriedades de seu falecido marido. Não permitirá que tudo isso passe as mãos de um simples assistente de uma origem qualquer, por melhor que seja seu berço. 
—É que não terá origem nenhuma, papai. 
Essa ideia formava parte do plano desde o começo, mas não pretendia falar dela tão cedo. 
—Filha querida, não diga mais estas tolices! É muito jovem para ter em um casamento de conveniência, se for isso o que pensa. 
Também poderia ter dito que era muito formosa. Eloise, a mais velha de suas duas filhas, era possuidora de uma beleza serena que fazia os homens ficarem mudos quando a seguiam com o olhar. 
Ele tinha presenciado em muitas ocasiões. Com quase vinte e três anos, era uma mulher esbelta que tinha deixado para trás a estupidez da adolescência e tinha alcançado as redondezas da maturidade com uma graça natural que a fazia destacar. 
Tinha um formoso cabelo castanho trançado, e o final da trança chegava abaixo de sua cintura; além disso os dois dias de viagem não tinha tido oportunidade de pentear-se de outro modo. 
Mas nem sequer aquele penteado próprio das donzelas tinha conseguido uma cara de desaprovação de sua irascível cunhada, podia esconder o fato de que Eloise era uma mulher segura de si mesma e disposta a desafiar as convenções quando fosse necessário. 
Alguns diziam que seus olhos eram o melhor dela, de um azul que mudava segundo a luz, às vezes parecendo verdes, às vezes pardos, mas com umas sobrancelhas densas e escuras que emolduravam seus encantos. 
Outros diziam que seu traço mais sobressalente era a boca, generosa e de lábios carnudos que deixavam à mostra dentes como pérolas. 
Para outros era sua pele, da cor de mel e sem mácula. Mas na opinião da interessada, bem pouco valiam todas essas opiniões da série de desastres que acumulavam às costas, para não falar que ficou viúva após apenas três meses de casamento. 
Quem a queria considerava que o cinismo tinha tomado conta dela nos últimos anos, uma condição passageira, embora ao mesmo tempo não era uma surpresa total, tendo em conta tudo o que tinha passado.
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O Capitão Fracasso





O jovem e arruinado barão de Sigognac se consome nas ruínas do seu castelo na Gasconha. 


Aproveitando a passagem de uma trupe de comediantes que segue para Paris, ele decide acompanhá-los em busca de aventuras. 
A morte inesperada de um dos integrantes causa um sério problema para o grupo. 
Sigognac, então assume seu lugar sob o pseudônimo de Capitão Fracasso. 


Quando Isabelle, uma linda jovem de passado misterioso, atrai a atenção do duque de Vallombreuse, e se torna inoportuno, Sigognac parte em defesa da honra da donzela. 


Capítulo Um 


Nas encostas de uma despida colina entre Dax e Mont-de-Marsan elevava-se, no reinado de Luís XIII, um grande solar de feitio bastante comum na Gasconha. 
Duas torres redondas dominavam a construção de pedra, acobertada por um espesso tapete de hera. 
O passante que avistasse de longe seu perfil verde e cinzento poderia julgar o local muito apropriado para servir de habitação a um fidalgo de província. 
Sua opinião, no entanto, não permaneceria a mesma à medida que se aproximasse do solar, mergulhado num lastimável estado de abandono e velhice. 
O caminho que, partindo da estrada, conduzia à construção fora invadido por ervas e arbustos selvagens de todo tipo. 
A pesada porta de entrada, atravessada por fendas e rachaduras, era encimada por um brasão de armas quase apagado. 
Os vidros de inúmeras janelas estavam quebrados, assim como uma grande quantidade de telhas, o que permitia ao vento e à chuva entrarem e saírem do solar como se estivessem em sua própria casa. 
Ninhos de andorinha fechavam algumas chaminés e pousavam também no parapeito de uma ou outra janela desmantelada. 
Empurrando a porta — cujos gonzos gemeriam como uma alma danada a caminho do inferno —, nosso viajante se acharia sob uma espécie de abóbada ogival ainda mais antiga que o resto do castelo. 
No alto do teto reproduzia-se o mesmo brasão visto sobre a porta, desta vez mais nítido: três cegonhas de ouro num campo azul, na certa o emblema da família.
Dessa espécie de pátio ou entrada partiam várias portas, dando para diversos aposentos. 
Se nosso viajante continuasse a andar em linha reta, passaria por um outro pátio e chegaria finalmente ao jardim, para o qual desceria através dos degraus partidos e cobertos de limo de uma miserável escada.
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24 de dezembro de 2011

O Viking










O guerreiro viking Brage Norwald é temido por todos, com exceção de uma mulher que poderia transformar-se em seu maior prêmio... ou sua destruição. 

Brage Norwald nunca perdeu uma batalha, e quando decide invadir a costa saxã não espera outra coisa além de celebrar uma vitória.
Em troca, sofre uma esmagadora derrota. 
Gravemente ferido, é tomado como prisioneiro. 
Quando está a beira da morte, uma inimiga jurada vai em sua ajuda, despertando nele uma atração que o deixará indefeso… 
Dynna está prometida ao cruel e calculador príncipe Edmund, e vê a oportunidade de fugir junto com Brage. 
Ambos empreendem caminho através da campina saxã, e logo deverão enfrentar uma paixão mútua que poderia lhes proporcionar mais do que jamais ousaram sonhar… ou destruir suas vidas para sempre. 

Comentário revisora Ana Catarina: Livro bonzinho, sem grandes emoções. Deslanchou lá pela metade do livro. Mas vale a pena ler

Prólogo

Noruega, ano 838.
Um raio iluminou o céu e um trovão profundo e ameaçador ressoou na coma
Em pé na soleira da pequena casa, a anciã mantinha os olhos cravados na escuridão, aguardando. 
Como sempre, ele não demoraria para chegar. Estava certa disso.
Então começou a chover, as gotas caíram sobre a terra com  violência da tormenta e ela foi se refugiar junto a lareira no centro da sala. 
Embora a noite não fosse fria, sentia-se entorpecida e o frio lhe congelava a alma. 
Suas mãos nodosas agarravam-se ao xale que a envolvia. 
Fechou os olhos e procurou esquecer a tormenta exterior e também a interior, gerada pelo dom da clarividência
—Vim. — Sua voz era profunda.
A anciã abriu os olhos e contemplou o guerreiro alto de cabelos escuros, sem revelar surpresa alguma na sua presenç
—Deseja que eu leia as runas para você? inquiriu.
—Zarpo com a lua nova
Ela assentiu com a cabeça, logo ficou em pé lentamente e se dirigiu para uma pequena mesa ladeada por dois banco.
Tomou assento em um e indicou que ocupasse o que estava na sua frente. Depois deteve-se durante um momento para observá-lo. 
Era bonito, aquele viking cujos cabelos negros — um traço herdado de sua mãe irlandesa que morreu ao lhe dar a luz— o diferenciavam dos outros; a ele devia seu apelido: Falcão Negro. Seus olhos eram azuis, de um azul pálido como os de seu pai, um homem do norte. 
Tinha os traços finamente cinzelados, os ombros largos e fortes. 
Era um magnífico guerreiro, ninguém igualava a fama que tinham proporcionado seu valor e sua honra..., à exceção de seu pai.
Após um momento, a anciã dedicou sua atenção às runas. 
Estendeu um pano branco na mesa e tirou as pedras proféticas. Sustentou-as na mão e entoou duas estrofes do Runatál para invocar os poder
Sei que pendi de uma árvore agitada pelo vento,
Suas raízes ignoradas pelos sábios
Atravessado pelas lanças, durante nove largas noites
Prometido ao Odín, meu ser devotado ao dele.
Não me deram pão, nem um copo do qual beber.
Contemplei as profundidade.
Gritei e recolhi as runas;
E por fim, caí”.
Ao pronunciar as últimas palavras jogou as runas sobre o pano estendido na mesa. Escolheu três com muito cuidado e depois examinou suas inscrições.
 —O que dizem, anciã? perguntou o Falcão Negro, desconcertado ante seu prolongado silêncio 
— Terá êxito o ataque? Obterei o prêmio desejado?
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A Dama Feiticeira







Senhor de Ullyot OH, valente guardião da fronteira! 

A escura vingança e o perigo vos espreitam sem descanso entre Jedburgh e Stark. 
Os ardilosos ladrões do sul passarão os rios. 
Aplaudam aos soldados de Ashhlane, Lutem até o final.
Com ela poderia obter sua vingança... Madeleine Randwick era sua refém e uma maneira de conseguir o que quisesse do irmão dela. 
Como parte importante das perigosas e complicadas políticas fronteiriças, Alexander de Ullyot, senhor de Ashblane, não ia ter escrúpulos em usar a jovem para seu próprio benefício. 
Além disso, devia acabar com ela assim como queria acabar com seu irmão. 
Mas não podia fazê-lo... Talvez fosse sua cabeleira de fogo o culpado ou o suave tom de sua voz que o tinha enfeitiçado. 
Sabia que essa mulher ia ser um perigo, mas sua teimosia lhe intrigava e o esforço com qual buscava sua independência.

Capítulo Um. 

Castelo do Heathwater, noroeste da Inglaterra, 30 de setembro de 1358. 
«Existem umas terras que estão entre os reinos da Inglaterra e da Escócia...» 
—Ian! A angústia do grito viajou com o vento pelas terras de Heathwater enquanto Alexander Ullyot tirava a jaqueta e olhava, fora de si, para o corpo morto de seu companheiro de clã. 
Chovia torrencialmente e Lady Madeleine Randwick, que observava tudo do bosque, não podia acreditar que tanta emoção saísse desse homem. 
Porque o chefe do clã de Ullyot, nascido e criado nas terras altas da Escócia e filho ilegítimo de um membro da realeza que nunca o tinha reconhecido como tal, era conhecido, sobretudo por sua crueldade. 
E podia entender perfeitamente por que era assim. 
Fixou-se no rosto desse homem, que parecia ter sido esculpido no mais duro e frio dos mármores. Não era um rosto agradável. 
Não refletia os sonhos dos jovens, mas sim parecia estar curtido pela tragédia e marcado pelo perigo constante que rodeava sua existência. 
Podia ver de onde estava a cicatriz que cortava em duas sua bochecha direita e se estendia até seu cabelo loiro escuro. 
Tinha beleza, mas era uma beleza dura e selvagem que a deixava sem respiração. 
Percebeu que quem tinha curado aquela ferida não tinha merecido ser pago por seu trabalho nefasto. 
Estremecida, cobriu-se melhor com a capa enquanto contemplava a afiada espada. 
E Sabia que estaria perdida se ele a visse. 
Ela agachou-se um pouco mais enquanto contemplava quantas feridas tinha no braço e nas costas. Deu-se conta de que podiam chegar a infectar-se e envenenar seu sangue. 
Pensou nas possibilidades que tinha. Se esse homem morresse, seu irmão podia chegar a relaxar um pouco a guarda ao redor de Heathwater, lhe dando assim a oportunidade que necessitava para escapar. 
Porque só podia pensar em escapar de Noel, Liam e desse lugar, Heathwater. 
Estava há muito tempo sonhando com algo assim. 
Estava a ponto de virar-se quando viu que os ombros do homem começavam a tremer. 
«Está chorando», pensou. 
O odiado senhor de Ullyot, açoite dessas terras e instigador de centenas de sangrentas batalhas, estava chorando enquanto aproximava a mão do homem caído de seus lábios em um gesto de última despedida. 
Ficou imóvel.  Desconcertava-a ver alguém tão forte e invencível mostrando tal aflição. 
Notou então como o senhor de Ullyot esticava seu corpo ao escutar algum som procedente do outro lado do vale. 
Ele limpou os olhos, sujando de terra seu rosto, e ficou em pé com um ar desumano. 
Não demorou nem um segundo em tirar a espada de fio duplo e empunhá-la com força. 
Esse era seu inimigo.
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Sheik Vampiro

Série Sheiks Imortais
Cinco mil anos é muito tempo para viver sem o sol em seu rosto ou o vento em seus cabelos. 

Ainda assim, Seth-Aziz tem amplas compensações para viver em perpétua escuridão, com o seu arquiinimigo sempre em sua garganta: os poderes mágicos de um semideus, a capacidade de se transformar em qualquer criatura que ele deseja; o fascínio sexual irresistível de um vampiro. Mas as deserções recentes de seus dois tenentes favoritos provocaram o fogo da fúria dentro de Seth, deixando uma amarga necessidade devingança. Alguém vai pagar, e pagar caro! Quem melhor do que Josslyn Haliday, a irmã remanescente das mulheres que seduziram e traíram seus melhores amigos? O que Seth não contava era com a raiva de Josslyn. Ela fará tudo para encontrar suas duas queridas irmãs e trazê-las de volta à segurança.
Qualquer coisa. Incluindo uma rendição arrebatadora e proibida a um vampiro demasiadamente tentador...

Capítulo Um

Momento atual 
Winter Palace Hotel, Luxor, Egito

Alguém estava em seu quarto de hotel.
Josslyn Haliday se levantou da cama, escutando atentamente na escuridão da meia-noite. Ela não ouvia nada. Mas sentia uma presença, pesada, uma energia quase física arrastando-se sobre sua pele. Sombria.Sinistra. Ameaçadora.
-Quem está aí? - ela gritou ao vazio do quarto.
Nenhuma resposta.
Espontaneamente, a última advertência de sua irmã Gemma, ecoava por sua mente…
Cuidado com o vampiro.
Apesar do calor do deserto egípcio, entrando pela porta aberta da sacada, um arrepio frio se espalhou pelos braços de Joss.
Lentamente, levou a mão em direção à espingarda que escondeu sob os linhos luxuosos da cama do hotel. Seus dedos se fecharam sobre a familiar madeira, puxando-a para cima.
-Apareça ou não vai viver para lamentar - ela disse em árabe e levantou mais a arma, varrendo o quarto em um círculo, procurando o intruso invisível.
Joss não acreditava em vampiros.
Ou metamorfos, ou múmias ou em quaisquer outras criaturas fantasmagóricas dos mitos e lendas que sua irmã etnógrafa Gemma parecia valorizar, quando escutava as histórias dos aldeões locais. Josslyn era arqueóloga, uma cientista e tinha que ter provas concretas para acreditar.
Este invasor era um ladrão comum, nada mais. As poucas posses de Josslyn e de suas duas irmãs, que conseguiu pegar a caminho da porta, depois de ler a nota terrível de Gemma e se esconder neste lugar, eram o dinheiro, as pesquisas e seus passaportes.  E alguém evidentemente esperava roubá-los.
Claramente, foi um erro deixar a porta da sacada aberta. Mas quando ela foi para a cama mais cedo, o hotel passou por um blecaute elétrico parcial e teria derretido em uma poça de suor se deixasse a porta fechada.
Não havia problema. Ela lidaria com este ladrão. Ela segurou com firmeza a arma. O barulho do gatilho ecoou pelas paredes de gesso, sustentando sua coragem.

Série Sheiks Imortais
1 - Lorde do Deserto
2 - Sheik da Escuridão
3 - Sheik Vampiro
Série Concluída