18 de outubro de 2015

Coleção Barbara Cartland


Turquia  terra de amor e perigo
Um luxuoso harém… ou uma tétrica prisão. Qual o destino de Nadina?
Escondida em Constantinopla, às margens do estreito de Bósforo, Nadina Talbot tudo fazia para escapar da perigosa polícia do czar russo. 

Temendo ser presa e enviada para as tenebrosas galés da Sibéria, disfarçou-se e foi trabalhar como governanta da filha de um milionário turco. E foi no palácio desse potentado oriental que Nadina recebeu a proposta mais incrível e insólita de sua vida: teve a súbita honra de ser pedida em casamento para tornar-se a invejada terceira esposa do poderoso grão-vizir da Turquia!



Um sonho inesquecível  
Oriana não queria ser obrigada a se casar sem amor!
Um sonho inesquecível
Romântica, lady Oriana Cole alimentava o sonho de se casar somente por amor. Mas a realidade a que estava ligada era outra. O costume da época obrigava as filhas a obedecerem os pais. 

Desesperada com a perspectiva de um casamento infeliz, Oriana preferiu abandonar a vida rica e cheia de privilégios que levava e ir morar num lugarejo afastado e pobre, onde os perigos não eram os belos caça-dotes, e sim salteadores de estrada e infames libertinos...



Uma Nobre Impostora
Um amor nascido de uma mentira...
Miriam não titubeia em embarcar no luxuoso iate do duque Ivan de Dunstead com identidade falsa. 
Para salvar a prima de um casamento arranjado, ela aceita fazer a viagem até Saionga e conhecer o príncipe que será seu futuro marido. 
Miriam planeja contar a verdade ao duque e ao enviado do príncipe apenas no momento de desembarcar.
Mas durante a viagem ela se apaixona por Ivan. O que fazer? Será que se revelar seus sentimentos o duque acreditará que Miriam está falando a verdade, ou julgará que é apenas mais uma mentira de uma nobre impostora?


Traição na Índia

As montanhas sagradas do Himalaia como cenário de um inquietante amor!
Geta sentia um presságio indefinido ao percorrer os jardins do palácio banhados pelo luar. A Índia fizera parte de seus sonhos desde menina.
Agora que estava ali, a emoção a invadia, fazendo-a temer o destino que escolhera. Virou-se para a entrada do jardim e viu Silvius, seu marido, se aproximar, sorrindo. 

Num relance, divisou a figura de um saddhu, homem sagrado indiano, bem próximo a ele, com um fino punhal na mão. Sem pensar, Geta correu em direção ao marido tentando defendê-lo do fanático assassino!


15 de outubro de 2015

Amante Incomum

Série Masquerading Mistress


Ela está fingindo ser sua amante, mas ele quer seu coração de verdade.

Remington Hawthorne, Conde de Latham, passou sua vida protegendo a Coroa.
Quando ele é designado para desempenhar o papel de amante de Emma Masterson, uma das poucas espiãs do sexo feminino na Inglaterra e aquela mulher a quem não pode esquecer, ele vai ter que arriscar seu coração, bem como a sua vida.
Não é fácil ser uma mulher independente, muito menos uma espiã.
Eternamente encarregada de provar que ela vale tanto quanto qualquer homem em sua profissão, a última coisa que precisa Emma é se reunir com o único homem que a faz querer esquecer seus deveres e se perder em paixão.
Fingindo ser sua amante não é difícil, lembrando que é tudo uma farsa é um desafio.
Com cada olhar, cada toque, cada beijo, ela é arrastada mais profundamente sob seu feitiço e puxou ainda mais de seus objetivos.
Ela o recusou uma vez, mas vai levar toda sua força para não ceder à paixão que ainda arde forte ...

Capítulo Um

Agosto de 1814, Londres,
Emma não conseguia respirar.Se ela ficasse dentro desse armário por muito mais tempoela estava certa que iriamorrer, ou, no mínimo, desfalecer. O pouco de ar lá estava entupindo suas narinas e revestindo sua língua. Ela iria sugerir a governanta que arejasse o armário e batesse a poeira de cada item,supondo que sobrevivesse a esse encontro.
Seu encargo estava muito tempo na cama e Lady Comfry tinha tomado láudano para uma dor de cabeça e provavelmente não iria despertar até amanhã à tarde.
Emma aproveitouque dormiam na casa para entrar no escritório de Lord Comfry e vasculhar em volta para ver se conseguia encontre qualquer coisa.
Quando ela ouviu vozes masculinas ela se esgueirou para dentro do armário na tentativa de esconder-se. Agora, parecia que ela seria testemunha de uma reunião secreta com Comfry e algum outro homem.
Apesar de a poeira fazercócegas em seu nariz, ela não podia sair da pequena sala ou iria revelar-se aos próprios homens que vigiava. Através da pequena fresta na porta, ela podia ver claramente o seu empregador, Lord Comfry, mas não podia ver o homem a quem ele falava. E ela não reconheceu a voze sua conversa tranquila mascarava seuton.
Três meses antes, ela tinha sido admitidana residência de Lord Comfry como preceptora para seus dois filhos. Então, ensinava as crianças, ao mesmo tempo em que absorvia cada palavra falada na casa, especialmente as do próprio Lord Comfry. Ele era suspeito de traição, especificamente de passar informações para os franceses.
Nos últimos três anos, ela tinha trabalhado para o Seven. Isso não incluía os oito meses de treinamento que ela sofreu na prestigiada e extremamente secreta Academia Seven.
Desde aquele pesadelo em Paris, ela tinha pedido para trabalhar sem um parceiro. Ela nunca mais queria estar na posição de ter um parceiro lhe dizendo como fazer seu trabalho. Ou de serem tentados por essa intimidade. Então, ela resignou-se a uma série de atribuições de educadora, recolhendo informações, mantendo-se a si mesma.
Esta foi sua quarta missão sozinha desde que voltou para Londres. Até agora, ela havia reunido todas as informação em livros e os enviou para seu supervisor, a quem conhecia apenas como Johnston. Embora ela já o tivesse visto em várias ocasiões, nunca tinha aprendido mais do seu nome e apenas isso.
Em sua opinião, nada que Lord Comfry tinha feito até agora parecia fora do comportamento normal para um rico, intitulado Senhor do Reino. Ele era egoísta, arrogante e rude. Mas não era típico de todos os homens em sua posição? Certamente cada aristocrata com quem trabalhou no Seventinhase comportado dessa forma.
No entanto, ela tinha suas ordens, então obedeceu. Ele, obviamente, tinha algo a esconder ou outra reunião secreta não estaria acontecendo. Se ele estivesse, de fato, trabalhando contra a Coroa, ele não estava trabalhando sozinho.
Todos na Seven sabiam que havia uma pessoa que estava no comando.O pior traidor em toda a Londres, mas ninguém sabia a sua identidade. Todos no Seven estavam trabalhando em uma causa. Pega-lo seria destruir o império de espiões que ele tinha construído e, assim, destruir a inteligência fazendo o seu caminho para a França.
- Você não está ouvindo Comfry.

Série Masquerading Mistress
1 - Amante Incomum
2 - For Her Spy Only
3 - Misadventures in Seduction

13 de outubro de 2015

A Indiscrição de Lady Eve

Série Windham
Lady Eve tem o plano perfeito.

Bonita, a delicada Evie Windham tem sido mais indiscreta do que os pais, o duque e a duquesa de Moreland, suspeitam. 
Temendo que a noite de núpcias pudesse revelar seu passado, está ficando sem desculpas para se esquivar dos pretendentes. 
Lucas Denning, o recém-nomeado Marquês de Deene, tem a própria razão para evitar o casamento. 
Então, Evie e Deene chegam a um acordo, cada um concordando em ser o álibi um do outro. A este ritmo, o matrimônio poderia ser evitado indefinidamente... até que os dois são capturados em um beijo sensual que ninguém deveria ver.

Capítulo Um

—O que você quer fazer, meu senhor, é indiscutivelmente impossível.
Earnest Hooker mexia nos arquivos enquanto dizia sua opinião sobre as aspirações do Marquês de Deene. Quando o silêncio que se estendeu mais do que alguns momentos, o advogado reajustou o lenço de pescoço, limpou a garganta e desviou o tinteiro uma polegada mais perto da borda do mata-borrão alinhado no centro da gigantesca mesa.
Dois de seus subordinados assistiam o cliente - quem eles, sem dúvida, esperavam reclamar e jogar coisas de acordo com a grande tradição familiar - de uma distância cuidadosa.
Lucas Denning, recém-nomeado Marquês de Deene, tirou o relógio de ouro que Marie havia lhe dado quando ele voltou da universidade. A coisa havia parado pela falta de dar corda no momento oportuno, mas Deene fez questão de olhar para o relógio antes de falar.
—Impossível, Hooker? Estou curioso para saber a motivação para tal hipérbole vindo de um homem da lei.
Um funcionário olhou nervosamente para o outro quando Hooker parou com a agitação dos arquivos.
—Milorde, você não pode privar um homem da companhia de sua filha legítima.— As rechonchudas mãos brancas de Hooker, continuaram a mexer com os apetrechos de seu comércio. —Estamos discutindo uma menina, é verdade, mas uma na posse do pai no sentido mais simples. Os tribunais não existem para satisfazer os caprichos de ninguém, e você não pode esperar que eles arranquem essa criança dos cuidados do pai e a coloquem aos... seus cuidados. Você não tem filhos próprios, milorde, nenhuma esposa, nenhuma experiência na educação dos filhos, e ainda tem que cuidar da sua própria sucessão. Mesmo que o homem seja demente, os tribunais provavelmente considerariam outras possibilidades antes de colocar a menina em seu cuidado.
Deene fechou o relógio com um estalo.
—Eu ouvi os últimos desejos da mãe dela. Isso deve contar para alguma coisa. Wellington escreveu-me comunicados com frequência suficiente.
Um dos outros homens veio a frente, um puritano, uma versão seca de Hooker, com menos queixo e menos cabelo.
—Milord, você continuaria somente com declarações mortas, vai acabar na Chancelaria, onde terá sorte de ter o caso ouvido antes de a menina atingir a maioridade. E endossos de habilidades do tempo de guerra de um homem como o Duque de Ferro são todos muito bons, mas consideremos que a educação dos filhos, sobretudo jovens meninas, não deve ter muito em comum em lutar contra o corso.
Um insulto se escondia na resposta suave, mas a verdade também. Cada varredor de rua em Londres sabia da futilidade de recorrer ao Tribunal da Chancelaria. O secretário não tinha exagerado sobre os atrasos e as idiossincrasias dessa instituição.
—Sinto muito, milorde.— Hooker levantou, enquanto Deene permaneceu sentado. —Estamos ansiosos para servir o marquesado em todos os compromissos jurídicos, mas neste, receio, não podemos honestamente aconselhá-lo a continuar.
Deene levantou-se também, tendo uma pequena satisfação de ser capaz de olhar para baixo do nariz, literalmente, as cifras inúteis cujas famílias ele manteve alojados e alimentados.
—Elabore as alegações de qualquer maneira.
Saiu da sala, o desejo de destruir algo, lançar os arquivos idiota de Hooker no fogo, pegar o atiçador da lareira e utilizá-lo, quase superando sua autodisciplina.
—Milorde?
O terceiro homem teve a ousadia de seguir Deene, que estava servindo-se de uma desculpa maravilhosa da exibição longamente negada de frustração dos Deene, um marquês não tinha acessos de raiva, quando Deene percebeu que o homem estava carregando um par de luvas de couro bem feitas.
—Obrigado.— Deene arrancou as luvas de mão do homem, mas para sua consternação, o rapaz segurou as luvas com um pouco mais de força, fazendo um curto cabo de guerra.
—Se Vossa Senhoria tem mais um momento?

Índias Brancas I

Série Índias Brancas

Eu não sou huinca, capitão, faz tempo que fui.

Deixe que volte para o Sul, deixe-me ir para lá.
Meu nome quase o esqueci: Dorotea Bazán. Eu não sou huinca, índia sou, por amor, capitão.
Falta-me o ar do pampa e o aroma dos acampamentos ranqueles
O cobre escuro da pele de meu senhor, Nesse império de ervas daninhas, couro e sol.
Você se assombra, capitão, que eu queira voltar, Um grito de malón reclama a minha pele. Tornei-me Índia e agora estou mais cativa que ontem. Quero ficar na dor do meu povo ranquel. Eu não sou huinca, capitão, faz tempo que fui. Deixe que volte para o Sul, deixe-me ir para lá.

Capítulo Um

Uma vontade poderosa
Na tarde em que Laura Escalante recebeu o telegrama do padre Donatti não pôde evitar que sua mãe, suas tias e sua avó se inteirassem. Inclusive teve que lê-la em voz alta. O sacerdote o despachou na vila de Rio Cuarto, onde se localizava o convento franciscano no qual ele e Agustin viviam há quase cinco anos.
As quatro mulheres permaneceram caladas, enquanto Laura repassava as linhas em silêncio. Ao levantar o olhar, descobriu o semblante sombrio de sua mãe, esse cenho tão bem conhecido e que lhe deu a entender que esquecesse o que acabava de ocorrer.
—O carbúnculo é muito contagioso —informou tia Soledad.
—E em certos casos, mortal —adicionou tia Dolores, com ar de pitonisa do oráculo.
—Não irá vê-lo —expressou Madalena, a mãe de Laura.
—Essa ideia passou pela sua cabeça? —perguntou a avó Ignacia, com esse acento madrilenho que, depois de quase cinquenta anos em Buenos Aires, não perdia por orgulho.
—Agustin é meu irmão —tentou a moça.
—Meio irmão —atacou Soledad.
—E filho de uma qualquer —completou Dolores.
—Bom, bom —interviu Madalena, que preferia não se lembrar da primeira mulher de seu marido, nem sequer para insultá-la; ela já tinha o suficiente com seus ciúmes e rancores. — O certo é que não irá, eu não posso acompanhá-la e você sozinha não coloca um pé fora desta casa.
Em outra ocasião Laura teria começado uma discussão, poucas coisas a estimulavam tanto como polemizar com “o quarteto de bruxas”, apelido que Maria Pancha, a criada, usava para referir-se às patroas mais velhas. Desta vez, o desânimo pela notícia da doença de Agustin a guiou ao interior do casarão, submissa e calada, com os olhos quentes e a boca trêmula. As mulheres a contemplaram partir e logo retomaram seus bordados.
—Quem avisará Escalante? —falou Soledad, que se animou em expressar o que as outras não faziam.
Os olhares se voltaram a Madalena, que continuou debruçada em seu trabalho de renda5 em bastões.
—Faz anos que Escalante não fala com seu filho —expressou a modo de desculpa e sem levantar o olhar—. Desde que Agustin fez seus votos —acrescentou, como se suas irmãs e sua mãe não soubessem.
—Que homem tão ímpio! —soltou Ignacia, expressão que sempre usava para manifestar a aversão por seu genro. Em outros tempos não tinha sido assim, mas isso foi há muitos anos.
—Se tia Carolita estivesse aqui, ela poderia escrever para ele.

Série Índias Brancas
1 - Índias Brancas I
2 - Índias Brancas II
Série Concluída

Coleção Barbara Cartland


O Duque a a Fugitiva
A iminência de um triste futuro fez Kate enganar o duque de Dreghorne es conferidas, na época do rei George III e da rainha Vitória, aos heróis de muitas medalhas.
O capitão Scobell, tio-avô da autora, serviu na marinha, na batalha de Trafalgar. Ao regressar, foi agraciado com um cargo na Câmara dos Comuns. 

Durante a guerra da Criméia, criou um movimento aprovado por Sua Majestade, para condecorar civis ou militares de qualquer escalão, que houvesse praticado um ato de bravura.
O capitão Scobell foi convidado a levar avante a idéia, e em 1856 foi instituída, pela rainha Vitória, a Comenda da Ordem da Cruz.
A história nos relata ter existido no passado mui­tos homens de aço, conhecidos pela coragem, bravura e destemor, como Heitor, Hércules, Aquiles e Dom Quixote.
Relata-nos também que muitos outros nomes desconhecidos re­cebiam honras militares conferidas, na época do rei George III e da rainha Vitória, aos heróis de muitas medalhas.


A Princesa Adormecida
Odile era dominada pelo feitiço que sua madrasta lançou sobre ela.
As estrelas brilhavam, num céu sem nuvens, e por sobre as árvores surgia a lua prateando tudo. Da janela de seu quarto, Odile admirava tanta beleza. 
O mundo parecia tranqüilo. Como num sonho, sentiu-se amada e protegida por um príncipe encantado, num lugar onde não existia medo, só amor. Mas a realidade que vive é outra. 
Ao amanhecer, seu romance com o marquês de Trancombe poderá ser destruído por um terrível sortilégio de magia negra!
Inocente Espiã
Ivana não sabia que a perigosa missão poderia levá-la ao amor.
Ivana, amarrada e amordaçada no fundo da carruagem, tinha a impressão de viver um terrível pesadelo. Fora raptada pelo odioso homem que a comprara de seu padrasto! 
Elevou os olhos para as estrelas, imaginando se elas levariam suas preces a Deus. E rezou com fervor intenso. Então, percebeu que pedira ajuda também para o conde de Lorimer, descobrindo a maravilhosa verdade: rezava por ele não só para que a salvasse, mas também porque o amava!


O Preço de um Homem
A ajuda que o conde pediu aos céus chegou na forma de uma mulher…
O conde de Rayburne, de partida para a Índia, deixou seu castelo e todos os bens aos cuidados de um tio. Ao findar a vitoriosa campanha, ansioso e feliz, retornou ao lar, esperando encontrar o aconchego e o conforto de outrora.
Perplexo, tomou conhecimento de que fora roubado de modo infame. Nada restara para ele, nem um mísero tostão! Sem alternativa, viu-se obrigado a pedir ajuda a seu pior inimigo e sujeitar-se a ter sua honra vendida!
Percebeu que pedira ajuda também para o conde de Lorimer, descobrindo a maravilhosa verdade: rezava por ele não só para que a salvasse, mas também porque o amava!


Um Jogo de Amor 
Garth, ao bater-se em duelo por Benita, provou que a amava.
Amanhecia em Inch Hall. Da janela de sua mansão ancestral, o jovem conde de Inchester olhava para a extensão de suas terras com um misto de orgulho e tristeza. Orgulho: por tudo que representava sua dignidade, sua linhagem e tradição de heroísmo. Tristeza: pela decadência que a guerra lhe trouxera. Mas tudo isso estava prestes a terminar. Para salvar suas terras aceitara um casamento sem amor com a rica herdeira Benita Grenfel. Mesmo assim, ainda havia um obstáculo que só seria transposto por um duelo…


O Rei e a Princesa
A luta por um povo... e por uma paixão!
Cobiçado pelos russos, que desejavam uma saída para o mar, os pequenos reinados de Saiamos e Kavolana viviam dias de agitação. A princesa Vera, governante de Kavolana, pediu a ajuda do rei Martiza de Saiamos. Jovens, bonitos e inteligentes, os dois resolveram unir suas forças para evitar a invasão do país. Mas, às sombras dos bastidores, estava sendo tramado o rapto da jovem princesinha. E eles perceberam que, para pôr fim aos desmandos, teriam de unir mais do que seus países...
Amanhecia em Inch Hall. 

Da janela de sua mansão ancestral, o jovem conde de Inchester olhava para a extensão de suas terras com um misto de orgulho e tristeza. 
Orgulho: por tudo que representava sua dignidade, sua linhagem e tradição de heroísmo. Tristeza: pela decadência que a guerra lhe trouxera. Mas tudo isso estava prestes a terminar. 
Para salvar suas terras aceitara um casamento sem amor com a rica herdeira Benita Grenfel. Mesmo assim, ainda havia um obstáculo que só seria transposto por um duelo…



3 de outubro de 2015

Dormindo com o Inimigo

Trilogia McJames
Laird Keir McQuade é um recém-chegado ao seu título, e tem muito trabalho pela frente para restaurar a honra de McQuade. Encontrar uma esposa é um excelente começo. Ele é obrigado a ir à corte e prestar homenagem ao seu rei de qualquer maneira, uma oportunidade perfeita - não fossem as mulheres da corte viciadas em modas estúpidas e corrompidas com falsos maneirismos. Claro, nem toda mulher se esconde atrás de um rosto maquiado...
Helena Knyvett pode ser uma filha da aristocracia, mas na verdade não é mais que um peão nos estratagemas de poder do irmão. Os mais pequenos atos de desafio carregam um preço alto. Mas um homem honrado entre uma multidão de dândis poderia dar-lhe tudo o que ela precisa para mudar sua sorte - e libertá-la...
Entre as ambições implacáveis dos poderosos da Inglaterra, o amor à primeira vista é um jogo perigoso. Mas a falsidade, escândalo e traição que se seguem podem desencadear tanto a paixão como a aventura...

Capítulo Um

Castelo Red Stone, Clã McQuade, Escócia, Primavera de1604
Laird... Laird..
Ele nunca tinha desejado o título. Nunca considerou como algo que poderia ser dele. Keir McQuade andava pelos corredores que tinha percorrido milhares de vezes no passado, mas hoje sentia que cruzava as pedras polidas pela primeira vez.
Hoje era Laird McQuade.
Uma paz inquieta se instalara pelas terras de seu pai. Umaque Keir não confiava. Todo mundo estava observando para ver o que o novo governo traria. Seu pai exercera o poder impiedosamente e seus dois irmãos mais velhos seguiram seu pai,com incursões noturnas sobre seus vizinhos que resultaram em sua única irmã sendo raptada.
Keir rosnou baixinho. Bronwyn foi o único membro da família que ele amava. Ele sentia falta dela, agora que se casara e que não foi um equívoco. Ele não lamentava a perda de seu pai ou irmãos, apenas o fato de que eles tinham sido tão cheios de ganância que não poderiam permanecer entre os vivos.
Ele executara seu irmão Sodac com suas próprias mãos, depois que ele tentou ajudar seu irmão mais velho a envenenar sua irmã.
E para quê?
Para negar-lhe um dote que sua mãe tinha estabelecido há muito tempo. Keir sacudiu a cabeça. Três meses depois, ele ainda se espantava ao abrir os olhos pela manhã e recordar os eventos que lhe fizeram herdar o título de Laird McQuade.
Ele se aproximou de seusaposentos e franziu a testa. Passos se arrastavamno chão e dois rapazes mais jovens dobraram a esquina com um tronco pesado entre eles.
"Laird." Ambos abaixaram a cabeça, incapazes de dar um puxão em seus gorros ou deixar cair seu fardo. Mas eles olharam para a parte superior do tronco, evitando seus olhos.
Uma criada veio em seguida, com os braços cheios. "Perdoe-me, laird." Ela deixou cair uma reverência sem quebrar seu ritmo e se abaixou ao seu redor rapidamente. "Perdoe-me, laird."
Keir franziu a testa.Cobrindo os últimos passos para a porta de seu quarto, olhou para dentro. As cortinas estavam abertas para que o ar primaveril entrasse. Uma aroma de novas plantas estava no ar, mas tudo o que ele sentia foi um aperto entre as omoplatas.
"O que faz aqui, Gwen?"
Sua amante estava de pé, perto da cama. Ela ficou tensa, a mão descansando sobre o reforço da cabeceira da cama. Ouviu-asuspirar antes que se virasse para ele.
"É hora, Keir."
"Está na hora?" Ele varreu a sala com o olhar. Todos os seus pertences pessoais estavam faltando. "Só que não melembro quando decidimos que vocêiria me deixar."
"Não decidimos porque você evitou o assunto." Ela parecia resignada, mas ao mesmo tempo havia um núcleo de força nela que ele admirava.Eu decidi.
"É o curso normal, não parece?" Ele se aproximou, estendendo-lhe a mão, mas Gwen se afastou de seu toque. Umaangústia suave passou por ele. "As coisas mudaram."Pare com esse seu complexoe vamos casar, agora que meu pai não está mais aqui para nos dizer não."
"Você não pode casar comigo, Keir." Gwen ofereceu-lhe um sorriso genuíno. "Não fale dessa maneira."
"Você me ama, Gwen, e vou me casar com você. Sou o laird agora e não respondo mais ao meu pai.Só recusei-lhe um bebê porque meu pai teria visto nascer um bastardo."
"Mas você não me ama."Seus olhos brilharam e ela respirou fundo. "Você esta certo, meu ciclo mensalestá vindo e está na hora de ir.Antes que eu perca a força para fazer o que sei em meu coração que é o certo."
"Não disse qualquer coisa."
Gwen levantou uma pequena mão para silenciar suas palavras. A difícil renúncia estampada em seu rosto "Você não dirá isso, porque sabe que te amo e você é um bom homem. Então, cabe-me dizer as palavras que ambos sabemos precisam ser ditas."
"Gwen..."

Trilogia McJames
1 - A Outra
2 - A Escolha
3 - Dormindo com o Inimigo
Trilogia Concluída


2 de outubro de 2015

Seduzindo um Estranho

Série Radwell
Embora o tenente Godfrey nunca tivesse conhecido Victoria Paget, ele a desejava. As histórias do falecido capitão Paget sobre sua esposa - e seu retrato - foram suficientes para despertar sua inveja... e sua luxúria. Agora Tom voltou da península - e nunca esperou encontrar a jovem viúva em uma casa obscena!
A necessidade levara Victoria à casa de má reputação: era o único lugar em que ela podia confrontar Tom, que ela suspeitava ser responsável pela morte do marido. Mas quando ela encontra o soldado viril, sua bravura e a resposta apaixonada de seu corpo a tomam completamente de surpresa.
O que começou como uma sedução de uma noite pode levar a muito mais... mas eles ainda terão um futuro quando todos os seus segredos forem revelados?

Capítulo Um

A dona do bordel recebeu Victoria Paget na porta do mesmo, dando-lhe as boas-vindas sem dizer uma só palavra. Não pediu a Victoria que declinasse o nome nem o motivo pelo qual procurava um determinado homem. 
Não demonstrou nenhuma lealdade pelo cliente, tampouco demonstrou preocupação pelo que a desconhecida senhora que estava à porta do bordel ia fazer com o próprio tempo nem com a própria reputação.
Victoria desconfiou que o Conde de Stanton tivesse pagado muito bem à mulher para assegurar essa falta de curiosidade.
E daí se ela se via obrigada a bancar a prostituta para descobrir a verdade?
Valeria a pena qualquer sacrifício se isso significasse que podia superar a morte do marido. A traição de um subordinado havia provocado o fim dele e ela sabia disso, e já que sabia, como é que não ia fazer nada? Então ela teria falhado com ele, como viúva e como esposa. Até que se certificasse de que o pobre Charles descansava em paz, não teria paz ela mesma.
A mulher a conduziu através do salão principal e por um corredor enfeitado com cortinas vermelhas e arte obscena, e abriu a porta de um dos muitos quartos.
— Conheço o homem que você está procurando, e conheço também as preferências dele. – Virou-se para Victoria, olhando-a com olho crítico, como se estivesse inspecionando a mercadoria antes de mostrá-la. – Não haverá nenhuma dificuldade para conseguir que ele lhe procure, se você tem coragem suficiente para se encontrar com ele. – Esperou para ver se Victoria expressava abalo ou hesitação. Ao não ver nada, disse: – As meninas reconhecem que Tom Godfrey é limpo e é cavalheiresco. Você não correrá perigo se passar uma noite na companhia dele. –A mulher deu um pequeno sorriso de satisfação. – De fato. Há algumas que até ficarão com ciúmes da sua boa sorte.
Victoria duvidava disso sinceramente, mas não disse nada.
A madame lhe mostrou com um gesto o pequeno quarto diante delas. Depois se virou para uma cortina de seda junto à porta e a afastou para revelar um olho mágico de latão. A mulher não deu nenhuma explicação, mas Victoria podia adivinhar o que se esperava dela. O Tenente Godfrey iria pelo corredor até o quarto. A madame afastaria para o lado um retrato ou uma cortina para que ele pudesse dar uma olhada na mulher que ali aguardava. Ela deveria seduzi-lo com movimentos insinuantes, fingindo que não sabia que estava sendo observada.
Ela assentiu com a cabeça para a dona do bordel.
A mulher lhe respondeu assentindo também com a cabeça.
— Espere aqui que eu vou me encarregar de que ele lhe procure.
Em seguida se foi, fechando a porta atrás de si. Victoria examinou o quarto, surpresa de ver que não diferia de um quarto comum. As paredes eram forradas de seda cor creme, mas não havia quadros nem nenhum tipo de enfeite. O quarto estava vazio, exceto por um armário, um pequeno toucador com espelho e uma grande cama macia com lençóis imaculadamente brancos.
Ela se perguntou se o quarto tinha um propósito específico: a perda da virgindade. Sem dúvida, esse não era o caso dela, já que a havia perdido fazia muito tempo. E, no entanto, quando pendurou a capa sentiu um calafrio que não tinha nada a ver com a temperatura ambiente.

Série Radwell
1 - A Duquesa Rebelde
2 - Uma Proposta Imprópria
3 - Uma Relação Perigosa
4 - Seduzindo um Estranho
Série Concluída

27 de setembro de 2015

Toque de Coragem

Série Vikings Vitoriosos 

Uma barganha com o viking demoníaco.

A vida que Wulfgar Ragnarsson conhecia fora totalmente destruída.
Agora ele apenas vive o momento, enganando a morte e enriquecendo cada vez mais como mercenário.
Talvez seu coração tenha se tornado uma pedra de gelo, mas seu desejo arde por lady Anwyn, uma corajosa viúva que precisa de sua proteção...
Para preservar seu filho, Anwyn arriscará tudo o que for preciso.
Até mesmo se entregar a um guerreiro viking que irá ensiná-la que nem todos os homens são monstros.
Ainda que Wulfgar não dê sinais de estar preparado para amar novamente.

Capítulo Um

Ânglia Oriental — 894 D.C.Em pé na proa do navio, Wulfgar olhou para a praia de areias claras e as dunas mais adiante. O lugar era deserto, a não ser pelas gaivotas que voavam com as correntes de ar. As nuvens escuras ainda estavam próximas, um resquício da tempestade da noite anterior.
O vento enchia as velas da embarcação e as ondas, que quebravam na praia, levando restos de madeira que comprovavam a tempestade.
— Aqui está bom — disse ele. — Vamos atracar.
— Sabe onde estamos, milorde? — perguntou Hermund, postando-se ao lado dele.
— Provavelmente estamos na costa anglicana, mas é difícil ter certeza.
— Bem, está quieto demais, milorde.
Os únicos sons vinham das rajadas de vento.
— Mesmo assim, enviaremos um grupo de homens para verificar.
— Milorde está certo.
Assim que a ordem foi dada, a quilha do navio encostou-se à areia. Wulfgar e uma meia dúzia de marinheiros desembarcaram e, com dificuldade, passaram a rebentação e chegaram em terra firme. Correram pela praia e subiram nas dunas. De lá de cima vislumbraram uma planície acarpetada pela relva com uma vegetação esparsa de arbustos amarelos. Mais ao longe havia linhas de árvores cultivadas.
— Aqui está bom — anunciou Wulfgar.
Hermund perscrutou a paisagem, contraindo o rosto vincado; os olhos de águia não perdiam nenhum detalhe.
Aos 33 anos de idade, ele era seis anos mais velho do que seu companheiro e já tinha mechas acinzentadas nos cabelos castanhos, mas tratava Wulfgar com uma deferência que os posicionava no mundo.
— Aye, milorde. Esses campos devem pertencer a alguém.
— Deixaremos soldados vigiando.
— Os habitantes locais devem ser amigáveis, claro.
— Pode ser — respondeu Wulfgar. — Mas meu plano não é ficar tempo suficiente para conhecê-los. Temos um encontro marcado.
— Rollo não vai se esquivar. Ele precisa de guerreiros e quer os melhores.
— Ele os terá se pagar uma boa quantia pelo privilégio.
— Naturalmente. — Hermund sorriu.
Os dois voltaram em direção ao navio, que já estava sendo puxado para a praia pelos outros homens.
— Nós fizemos tudo certo nesses últimos seis anos — Hermund continuou. — Se a sorte estiver do nosso lado, teremos renda suficiente para nos aposentar logo.
Wulfgar não respondeu. Não que não estivesse prestando a atenção, pois tinha ouvido muito bem e reconheceu a verdade daquelas palavras. Sob seu comando estavam guerreiros cuja reputação chegava antes deles: qualquer preço que dissessem seria pago sem contestação. Além disso, a sorte também sempre esteve do lado deles. O líder podia dizer que tinha muita sorte na vida, pois sempre saíra ileso dos conflitos. Ele não tinha medo de morrer. Houve um tempo em que ele procurava onde lutar. Mesmo assim, a morte lhe rondava o tempo inteiro, atormentando-o no calor do combate, mas permanecendo sempre fora de alcance. Ele já tinha se conformado com isso, observando com certo cinismo sua fortuna crescer.
Sem saber por onde andavam os pensamentos de Wulfgar, Hermund avaliou os estragos no navio.
— Velas rasgadas, remo rachado... Mas, no geral, não sofremos muito. Apenas três homens se feriram.
— Aye, podia ter sido pior.
— Em algumas batalhas, achei que viraríamos comida para os peixes.
— Se não arrumarmos os estragos, é o que vai acontecer — disse Wulfgar. — Organize os homens para começarem o trabalho, enquanto vou verificar como estão os feridos.
Minutos depois, ouviram-se os gritos de Hermund:
— Thrand! Beorn! Asulf! Baixem as velas! Dag e Frodi, ajudem-nos a soltar os cabos. Os outros, venham aqui.
Logo havia marinheiros correndo por toda parte.

Série Vikings Vitoriosos
1 - Noiva Desafiadora
2 - Toque de Coragem
3 - Entre a Vingança e o Desejo
4 - Redenção Total
Série Concluída

Corações Sonhadores

Um encontro de sonhos e dois corações

Kaitlin Jeffers tinha um grande sonho...
Um sonho que iria levá-la para bem longe de um armazém caindo aos pedaços no cafundó do mundo. 

Só que, se não conseguisse afastar a lembrança dos abrasadores beijos de Luis Callihan ou lutar contra a afeição que nutria pelo travesso filho dele, passaria o resto da vida naquela cidade sem o menor atrativo!
Luis não sabia explicar como a sua busca pelos prazeres simples do dia-a-dia o tinha levado a unir forças com uma mulher como Kaitlin Jeffers. Só sabia que, acontecesse o que acontecesse, faria o possível e o impossível para fazer de si mesmo e do filho a parte mais importante do sonho de Kaitlin...

Capítulo Um

Nevada, 1884
Toda gravidez deveria ser maravilhosa como aquela.
Kaitlin Jeffers virou-se de um lado para outro, examinan­do seu enorme ventre no grande espelho oval. Esticou os braços e, com gestos cuidadosos, pousou as mãos sobre o ventre protuberante. Parecia que estava prestes a dar à luz.
Seus lábios se curvaram num sorriso largo. Perfeito. Ab­solutamente perfeito.
Estudou então sua reflexão no espelho com redobrada atenção, a fim de se certificar de que as dobras do vestido negro estavam com o caimento correto. Depois baixou o olhar para averiguar se a bainha das saias lhe cobria os sapatos. Surpresa: tudo o que conseguiu ver foi a grande barriga logo abaixo do seu estômago.
Erguendo os olhos mais uma vez, examinou o rosto e obrigou-se a conter o sorriso que ameaçou lhe aflorar aos lábios. Esse era um erro que não podia cometer: mostrar satisfação. Talvez devesse ensaiar mais um pouco as ex­pressões faciais...
A maçaneta de metal girou na porta atrás dela e, pelo espelho, Kaitlin viu Isabelle Langley entrar no quarto que dividiam naquele hotel. Alta e esguia, sua amiga era um autêntico contraste à sua silhueta rotunda.
Kaitlin virou-se para Isabelle e, levando as mãos ao ven­tre, disse:
— Venha admirar de perto a obra de arte que o seu irmão confeccionou.
— Pelos amor de Deus, Kaitlin, não acredito que você seja capaz disso! — Com os olhos arregalados, Isabelle jo­gou-se de encontro à porta fechada.
— Está ótimo, não?
— Está horrível! Mal posso crer que o meu irmão dei­xou-se convencer a fazer uma coisa dessas!
— Mas você não pode negar que ele fez um excelente trabalho.
Enquanto Kaitlin voltava a acariciar a enorme barriga, Isabelle arremessou os pacotes que trazia sobre a cama, dizendo:
— Encontrei um chapéu como o que você pediu na loja de uma modista no fim da rua. Aposto que é o mais feio de toda a região. Além do mais, não há muito o que se escolher neste lugarejo.
— Quanto menor a cidade, melhor. E precisamos ir embora deste lugar com a mesma pressa com que chegamos.
— Por favor, Kaitlin, desista desta loucura. Ainda está em tempo de mudar de idéia.
— Você prometeu que não iria ficar reclamando se eu a deixasse vir comigo, esqueceu?
— Você não sabe o que pode acontecer, não conhece o povo daqui. E se eles a atiram numa cela de xadrez?
— Quem, em sã consciência, iria ter coragem de prender uma mulher nas minhas condições?
— Que “condições”, criatura?
— Estou grávida.
— Ah, meu Deus, vou acabar matando o meu irmão! Ele devia era se ater a fabricar os seus arreios, isso sim!
— Não o repreenda, ele só fez o que lhe pedi. Um ótimo trabalho, diga-se de passagem. Dá para ver as tiras nos meus ombros?
— Não.
— E nas costas?
— Também não.
— Tem certeza, Isabelle?
— Absoluta.
— Sabe de uma coisa? Deve ser um tanto desconfortável estar grávida de verdade. Carregar este barrigão por aí...
— Por favor, Kaitlin, não faça isso. Você não pode fingir uma gravidez. E se alguém descobre?
— Ninguém vai descobrir. Nenhuma de nós esteve nesta cidade antes. Ninguém nos reconheceu no ponto das car­ruagens esta manhã, quando chegamos. Iremos embora no final da tarde e pronto. O que pode dar errado?
— Mil coisas!
— Aquele cafajeste, o tal Harvey Stutz, roubou cada cen­tavo que eu possuía neste mundo. Trapaceou-me e sumiu na vida com um belo sorriso cínico no rosto. Mas vou recuperar o que perdi, Isabelle, custe o que custar.
— Só que...









26 de setembro de 2015

Seu Segredo Pecaminoso

Trilogia Solteiros e Desavergonhados
Prometida a um irmão, e depois casada com outro, Julianne Sutton se vê como um peão em um jogo desconhecido. O novo e enigmático marquês de Longhaven sabe tudo sobre a arte do engano, mas está perplexo com a inocência. Sua nova esposa é confiante, amável e totalmente fascinante. Imagine sua surpresa quando descobre que ela tem segredos próprios. Enquanto ele luta contra um inimigo impiedoso, ele rapidamente aprende que o amor tem um conjunto de regras totalmente diferente.

Capítulo Um 

O erro de cálculo foi fatal. Quando Michael Hepburn se virou, um segundo mais tarde do que o necessário para evitar a facada em cheio, a tênue luz da luz lhe proporcionou uma imagem vaga da figura na penumbra. 
Percebeu que a afiada lâmina atravessou a fina casaca de brocado e sentiu a fria mordida do aço no corpo. Uma dor aguda o invadiu, inclusive quando, de forma reflexa, deu um golpe com o pé e ouviu o som surdo do pontapé. 
O assaltante grunhiu e recuou, cambaleando pelo chão de pedra engordurado, mas não demorou a recuperar o equilíbrio e lançou-se de novo sobre ele. Felizmente, dessa vez Michael não estava desprevenido. Ele se esquivou inclinando o corpo para trás e deixou que o impulso do atacante o aproximasse o suficiente para lhe acertar um gancho de direita. 
Como o beco pestilento estava muito escuro, em vez de acertá-lo em pleno queixo, pegou de mau jeito em um dos lados do pescoço. Ouviu-se um gemido agudo e Michael aproveitou para dar outro pontapé no desconhecido, mas desta vez, na entreperna. Jogo limpo era para quem se podia dar ao luxo da derrota. Isso ele havia aprendido na Espanha. 
Ter uma morte honrosa tudo bem, mas, em sua opinião, viver era muito melhor, e não lhe ocorria nada mais sórdido do que perder a vida em um beco imundo de Londres. 
O atacante conseguiu se esquivar do pontapé, – o que demonstrava que também ele se vira em mais de uma luta suja e havia previsto o golpe, – mas patinou no chão escorregadio e caiu como um saco de batatas. Porém ele perdeu a faca, e enquanto se abaixava para reavê-la, Michael viu a figura se pôr de pé com dificuldade, dar meia volta e sair correndo. 
A própria respiração dele abafou o estrondo dos pés correndo ao bater no chão. Se não fosse pela sensação morna e melada do sangue que ensopava sua roupa, talvez ele tivesse tentado caçar o homem para arrancar-lhe alguma informação. 
— Inferno – resmungou, abrindo a casaca riscada para olhar o ferimento. A camisa branca de linho já exibia um vivo tom de escarlate. Aquele mal parido, fosse lá quem fosse, pretendia causar-lhe dano de verdade. A lâmina devia ter topado com uma costela, por isso, embora o ferimento sangrasse muito, Michael não considerou que fosse grave. 
Ele já havia sido ferido o suficiente para saber quando tivesse chegado o momento. Não obstante, aquele ferimento não podia ter sido mais inoportuno. Tirou o relógio do bolso do colete e semicerrou os olhos para poder ver a hora à escassa luz, procurando ignorar o fedor de lixo que o rodeava. 
Já era muito tarde, mas ele não podia voltar para casa naquele estado porque poderia encontrar alguém ainda acordado. A enorme mansão estava cheia de parentes e convidados de todo tipo. Felizmente, tinha outras opções. Andou até onde o esperava o veículo que havia alugado a preço de ouro. 
A carruagem ducal teria chamado muito a atenção naquele lugar de negócios escusos e de contravenções, e albergues de telhados e portas desmanteladas, indicativos da sordidez do entorno. Certamente ele estava um pouco tonto quando chegou ao veículo. O cocheiro, um homem de rosto afilado e barba desastrosa, alarmou-se ao vê-lo aparecer. 
— Caramba, algum problema, chefe? 
— Está falando do sangue? – perguntou Michael com cinismo. – Os bandidos estão ficando cada vez mais atrevidos. O cocheiro teve a delicadeza de não mencionar o quão tarde da noite era e o bairro de má reputação no qual se encontravam. 
Com uma boa gorjeta, ele se esqueceria do que havia visto. Michael lhe deu um endereço, subiu no velho veículo e se instalou com muito cuidado no assento. O trajeto foi um tanto quanto agitado, mas, felizmente, não muito longo; não demoraram a sair daquele bairro horroroso e chegar a uma parte mais elegante – e segura – de Londres. Tratava-se de uma quinta elegante, mas discreta, nos arredores de Mayfair e, para seu alívio, via-se luz em uma das janelas do andar superior. 
Ele desceu resmungando uma palavra de agradecimento e acrescentou uma quantidade substanciosa ao preço da viagem. 
 — Se me faz o obséquio, esqueça-se de mim e do incidente. A julgar pelo semblante do homenzinho, decerto ele estava pensando que as excentricidades da aristocracia, embora impenetráveis, eram proveitosas e, após assentir com a cabeça, voltou para o assento suspenso, incitou o esquálido cavalo e o coche se afastou com grande estrépito. Apesar da hora, a porta da elegante mansão foi aberta por um homem com uma cicatriz no rosto e semblante impassível. Estava de camisolão e o cabelo escuro alvoroçado, o que indicava que já havia se retirado para dormir. Eram quase da mesma estatura e, embora lhe falasse com respeito, o olhar fixo com o qual olhava para Michael não era sinal de  comedimento. Afastou-se e o convidou a entrar. 
— Senhor Marquês, entre por favor. 

Trilogia Solteiros e Desavergonhados
1 - Meu Lorde Escândalo
2 - Um Erro Inconfessável
3 - Seu Segredo Pecaminoso
Trilogia Concluída

Desde que chegaste







Don Marcelo, o juiz de San Sebastián, perdeu sua esposa e está a procura de uma professora para ajudá-lo na educação de suas duas filhas.

Teresa é um noviça que desde a infância viveu no convento da cidade. 
Nada se sabe sobre suas origens, foi dada a essa instituição depois de ser resgatada de um naufrágio.
De repente, Harika aparece na vida de Dom Marcelo, seduzindo-o com seu sotaque estranho e sua personalidade sensual. Quem é ela?

Capítulo Um

São Sebatian, junho de 1730.
Dom Marcelo de Larrea caminhou pelo porto a um bom passo, com as abas de sua casaca movendo ao vento. Parou ao chegar a seu destino e pediu permissão antes de subir pela prancha do navio. 
Vários marinheiros trabalhavam em excesso para descarregar as mercadorias que transportavam.
Tinha estado ali em outras ocasiões, mas nunca com tanto nervosismo. 
Deveria encontrar despostas para suas perguntas o quanto antes.
Seu bom amigo, o capitão García de Tolosa, saiu para recebe-lo com seu habitual aspecto bonachão e o levou até seu camarote. Ali lhe ofereceu uma cadeira e enguanto guardava as cartas naúticas que estivera estudando até este momento.
—Bem, querido amigo, me diga o que o preocupa neste momento — inquiriu o capitão, depois de se sentar a sua frente. — parece que não consegue relaxar.
—Marcelo tomou ar; tinha chegado a hora.
Acabo de falat com sua irmã, a Madre Superiora. — Dirigiu um olhar em direção ao Monte Urgull, onde se encontrava o convento de Santa Teresa —. Ela disse que você poderia me ajudar, trata-se da menina que resgataram de um naufrágio anos atrás — continuou, sem poder esperar —.
Parece que a levaram para o convento.
O Capitão mexeu a cabeça várias vezes com olhos fechados, como se quisesse recordar de algo. Marcelo esperou impaciente, fazendo seu chapéu girar em suas mãos.
—O que quer saber? —perguntou o marinheiro.
—Tudo —foi a direta resposta de Marcelo.
—Nesse caso, começarei pelo princípio: A tormenta começou pouco depois do amanhecer —começou o capitão—. Navegávamos pelo Mediterrâneo. Nada fazia pressagiar que o mar ia se pôr tão bravo, mas ao cabo de umas horas andávamos dando inclinações bruscas como uma cortiça. Ordenei que se retirasse a maior parte do trapo, pois o vento era tal que temi pelos mastros. Nunca antes tinha visto ondas tão imensas no Mediterrâneo. Por momentos cheguei a pensar que me encontrava no Cantábrico ou no Atlântico. —Bebeu um pouco de conhaque antes de prosseguir—. Tenho que confessar que tive medo por nossa segurança. As sentinas estavam alagadas e as bombas de esgote quase que não conseguiam aliviar a situação. Um de meus homens, o intérprete, caiu na água e não pudemos resgatá-lo. O céu estava tão escuro que parecia de noite, e era dia. A chuva e a espuma das ondas entravam nos olhos, nos cegando por momentos. Nas adegas um dos cabos se rompeu e parte da carga começou a mover-se descontrolada. O timoneiro e eu trabalhávamos juntos, tentando endireitar o navio, que escorava cada vez mais.
»Acredito que aquele dia rezei todas as orações que sabia e alguma mais que inventei. Confesso que estava assustado. Tinha ouvido falar de tempestades nesse mar, mas jamais topei com nenhuma. Até esse dia. Meus homens eram e são muito bons marinheiros; graças a isso pudemos passar por aquela tempestade.
Marcelo o viu dar outro sorvo em seu copo e o imitou, cada vez mais nervoso e impaciente.
—O que aconteceu depois?

Barbara Cartland


Escrava do Sultão
Sob o luar do Marrocos, a fuga para o amor.
O som abafado das patas velozes do corcel ainda ecoava no coração de lady Patricia, quando ela irrompeu num dos quartos da velha estalagem, Pertc ¥ da lareira um homem alto, de cabelos negros, a encarava, surpreso. 

“Por favor… me proteja. Se eu for encontrada… estarei morta!” A voz estava trêmula e os olhos azuis suplicavam ajuda, cheios de medo e verdadeiro terror. 
Na fuga insana para a liberdade, Patricia concebeu um plano audacioso, sem saber que tantas aventuras poderiam levá-la pan­os braços de um jovem sedutor apaixonado!



Coração de Pedra
Um enigma a ser desvendado impedindo Vanira de viver um grande amor.
O luar prateado clareava todo o jardim da mansão Vanira, insone, buscou refúgio nas sombras da noite para pôr uma ordem no caos que eram seus pensamentos. 

Afinal, estava morando no castelo do maior inimigo de sua família: o belo e prepotente conde de GlenFile. Porém, esse não era o problema. 
Escolhida para ser a espiã dos atos do conde, cometera um grande erro: se apaixonara perdidamente por ele! quartos da velha estalagem, Pertc da lareira um homem alto, de cabelos negros, a encarava, surpreso. “Por favor… me proteja. Se eu for encontrada… estarei morta!” A voz estava trêmula e os olhos azuis suplicavam ajuda, cheios de medo e verdadeiro terror.
 Na fuga insana para a liberdade, Patricia concebeu um plano audacioso, sem saber que tantas aventuras poderiam levá-la pan­os braços de um jovem sedutor apaixonado!



Presente do Céu
“Se ao menos eu pudesse ganhar algum di­nheiro”, pensou Ajanta, enquanto esfregava o chão de pedra da cozinha. Então, como por mi­lagre, o marquês entrou e parou diante dela. 
“Preciso de sua ajuda para um difícil problema pessoal, srta. Tiverton”, disse ele. “Se me aju­dar, estou pronto a pagar duas mil libras.” Ajanta arregalou os olhos, sem acreditar. 
Com duas mil libras poderia garantir o futuro de sua família. Mas… que tipo de favor aquele homem queria? O que valeria tanto dinheiro? Só podia ser alguma coisa desonesta. 
Era muito atrevi­mento ele vir com propostas logo para ela, a fi­lha de um vigário!