13 de setembro de 2013

Todos os Seus Prazeres

Trilogia Spice

A Princesa Sofia de Kavros não era mais que uma menina quando Napoleão conquistou a paradisíaca ilha Governada por seu pai.
Criada na Inglaterra, com seus vinte e um anos pretende reclamar o trono que lhe pertence por direito e levar a paz a sua terra assolada pela guerra.
Mas uma emboscada por parte de forças inimigas obriga Sofia a se esconder fora de Londres.
Disfarçando-se de camponesa, até que possa retornar de forma segura, conhece o Major Gabriel Knight, um guerreiro ferido cujo toque com a morte o mudou por completo.
Herdeiro de uma grande fortuna e um mestre espadachim, Gabriel renunciou as suas posses terrenas e se retirou.
Sofia fica fascinada por seu melancólico magnetismo, e Gabriel, atraído por sua vivaz beleza e curado por seu contato, se vê de novo inexoravelmente arrastado para o mundo dos vivos.
Mas quando o destino real de Sofia se revela, Gabriel sabe que deve erguer de novo sua espada, seja qual for o preço, para proteger sua Princesa daqueles que desejam destruí-la.
E quando o desejo se transforma em paixão, Gabriel descobre a única razão por que vale a pena lutar verdadeiramente...

Capítulo Um

Inglaterra, 1818.
A carruagem real e o batalhão de cavaleiros armados que a escoltava percorriam pressurosos o solitário caminho, que se abria entre a espessura do bosque, naquela tenebrosa noite outonal.
Dentro da carruagem e sentada frente a sua dama de companhia, a Princesa Sofia de Kavros observava fixamente o escuro matagal que formavam os nodosos troncos das árvores e os ramos nus, que assobiavam em seu rastro. 

A luz das velas que seguravam os diminutos candelabros da carruagem iluminava o reflexo de seu rosto, de exótica beleza, no cristal da janela. Emoldurado por seus negros cabelos, mostrava uma expressão melancólica, evidenciando que a jovem se achava perdida em seus pensamentos.
Já não falta muito.
Em poucas horas chegariam ao Castelo onde se realizaria sua reunião secreta com os Diplomatas Britânicos. Enquanto a carruagem avançava com seu rítmico chocalho, Sofia seguiu ensaiando mentalmente, o apaixonado discurso que pretendia oferecer aos Lordes do Ministério de Assuntos Exteriores Britânico.
No dia seguinte deveria enfrentar seu destino e ninguém ia impedir que às doze horas da noite, Sofia faria vinte e um anos e seria legalmente maior de idade. Já não poderiam seguir desdenhando-a com a desculpa de que era muito jovem para governar. 
Chegara o momento de que o Governo Britânico cumprisse com sua palavra e, restituísse Sofia no trono que legitimamente lhe correspondia. Seu povo não aceitaria outra opção e já tinham sofrido o suficiente.
— Alexia, que horas são? — Perguntou Sofia inquieta a sua dama de companhia.
A jovem, uma loira muito atraente, deu um salto.
Era evidente que ambas estavam nervosas naquela noite, pois levavam tempo planejando-a e havia muito em jogo.
— São nove e quinze. Só passaram dez minutos da última vez que me perguntou — disse Alexia com um sorriso tenso, depois de comprovar a hora em seu relógio de bolso.
Sofia lançou um olhar impaciente e zangado pelo vidro, mas não a incomodava o tom irreverente de sua acompanhante. 
Alexia estava com ela há muito tempo para andar com melindres. A família da jovem estivera a serviço da família real ao longo de muitas gerações e ao cair o Reino nas mãos de Napoleão, a acompanharam em seu exílio a Inglaterra. 
Quando Alexia foi designada como dama de companhia a Sofia, ambas as jovens tinham apenas quinze anos.
Além disso, sempre que Alexia estava nervosa, seu tom era mais atrevido do que o habitual.
— Por que tem que estar tão desanimada? — Continuou Alexia em tom frívolo para mascarar sua ansiedade — Caso não esteja consciente, em geral as garotas não recebem como presente de aniversário um trono e um cetro.
— Ainda não os temos — respondeu uma realista Sofia.
Quando se sobrevive a tantos giros inesperados do destino em tão poucos anos, como era o caso de Sofia, as pessoas aprendiam a não dar nunca nada por certo. Por exemplo, a cooperação dos ingleses.
7A situação de Kavros no momento sofrera uma tremenda deterioração e não acreditava que fossem capazes de deixá-la abertamente de lado. Mas não restava dúvida de que o Governo Britânico procuraria tê-la bem controlada. Um controle que a Sofia não importava muito que exercessem durante certo período de tempo e até que ela sentisse que tinha o poder claramente em suas mãos.
Entretanto, cedo ou tarde descobririam que os planos de Sofia não se limitavam a ser um bloco real ao serviço dos interesses Britânicos. 
Seu povo necessitava desesperadamente um autêntico líder e embora ela não estivesse destinada a reinar, depois dos assassinatos de seu pai e seus irmãos, o dever da casa real recaíra nela. 
Não restava dúvida de que a sua missão era uma perigosa. Os numerosos inimigos de sua família centrariam a atenção em Sofia uma vez ela aparecesse na vida pública. 
Mas não importava. 

Trilogia Spice
1 - Seu Único Desejo
2 - Sua Secreta Fantasia
3 - Todos os Seus Prazeres
Trilogia Concluída

8 de setembro de 2013

Herança De Felicidade





A Lei se mudara para a casa de Bernardine Dancer!

Kansas, 1880.
Gabriel Delaney era o xerife. Um homem da lei, sisudo, de músculos fortes, atraente demais para ser ignorado.
Ainda mais estando sob o mesmo teto que Bernardine.
Não havia manhã em que conseguisse ignorar sua presença.
Nem noite em que não desejasse estar nos braços dele.
Bernardine sabia que teria de ser muito forte para não entregar seu coração a Gabriel... Mas será que ela queria mesmo ser forte?

Capítulo Um

Eram sete e trinta da manhã, e o calor do Kansas já prometia um dia de altas temperaturas, quando Delaney se pôs a caminhar meia milha além de Moccasin Creek até onde o corpo de Ezra Dancer fora descoberto.
Um pequeno grupo de homens já se juntara sob um enorme algodoeiro, olhando de longe para o cadáver, dando de ombros, apontando aqui e ali. Por fim, acabavam enfiando as mãos nos bolsos, num gesto de impotência, enquanto esperavam a chegada do xerife, traçando linhas no chão com a ponta das botas.
— Bom dia xerife — murmuraram vários deles, quando Gabriel aproximou-se.
Ele mal assentiu em resposta, o olhar atento ao terreno à volta do morto, cheio de marcas de passos. 
Pelo jeito, os rapazes andaram por ali desde bem cedo, especulando sobre o que poderia ter acontecido. As botas pesadas haviam deixado marcas no chão, apagando qualquer possível evidência.
— Droga! — Resmungou Hub Watson, batendo o chapéu na perna. — O que acha xerife?
Delaney observou o corpo de Ezra Dancer, a arma caída entre os joelhos. 
O que achava? Que já tinha visto mortes demais na vida, e que estava cansado, sobretudo agora, que seu braço não era mais o mesmo. 
E também, em seu ponto de vista, que Ezra devia ter sido idiota e covarde demais para colocar a pistola na boca e disparar.
Não havia dúvidas de que era Dancer. Metade do rosto ainda estava intacto, e ficara claro que o homem se suicidara. 
Recostado na árvore, o corpo parecia relaxado, mesmo com o dedo ainda no gatilho. E Delaney achou que o que via era um meio sorriso nos lábios do falecido.
— Ezra estava muito doente — disse alguém. Delaney olhou para Abel Fairfax, um dos hóspedes da pensão de Dancer, um homem de cinquenta e poucos anos, mais ou menos da idade do morto.
— Doente? Eu não sabia. — Mas ao falar, Delaney passou a recordar como Dancer, mudara nos últimos seis meses.
Quando Delaney chegara a Newton, Dancer, forte e com fartos cabelos crespo, viera até ele na reunião da igreja metodista e o saudara, batendo em seu braço ferido com tanta força que Gabriel precisara cerrar os dentes para não gritar. E então houvera aquela ocasião em janeiro, quando Dancer escorregara na rua cheia de gelo, e Delaney impedira que fosse atropelado por uma carroça.
Olhando o defunto, deu-se conta de que Dancer perdera mais de dez quilos nos últimos tempos. 
Os cabelos do sujeito ficaram grisalhos, e era evidente que estivera mesmo com problemas sérios de saúde. E Delaney sabia que não percebera, porque tinha evitado encontrá-lo.
Ou melhor, evitara encontrar a mulher dele.
— Alguém deve avisar Bernardine.
Quem quer que tenha feito a declaração, por certo não pretendia desempenhar a tarefa. Delaney tirou a pistola da mão gelada de Dancer, certificou-se de que o tambor estava vazio e levantou-se.
— Acho que esse é meu dever. — Virou-se para os demais. — Será que um de vocês pode pedir ao agente funerário para vir recolher o corpo?
— É claro xerife. — Hub Watson colocou o chapéu e saiu em disparada na direção da cidade.
Delaney ainda ficou parado por um momento, desejando ser outra pessoa. 
Não gostava de dizer às mulheres que seus maridos, filhos ou irmãos haviam morrido. E sempre temia que um dia precisasse dizer a Mattie que Wyatt se fora, ou a Lou que Morgan já não estava mais entre eles.
Aquela era uma das razões pela qual não tinha se casado de novo, nem se tornado íntimo de outra garota. 
A outra foi ainda mais forte: quando voltara da guerra, soubera que a jovem meiga e doce com quem se casara, havia se enforcado ao saber da notícia falsa, de que todos que faziam parte de sua companhia haviam morrido. 
Não era justo colocar nenhuma moça na mesma situação.
Ou talvez jamais tivesse gostado de ninguém como Morgan e Wyatt gostavam.
 

5 de setembro de 2013

Coração Feroz






O capitão Michael Hawkhurst se compraz com a fama de terrível.

Sua única razão de viver e se vingar dos Fulton, destruindo-os do mesmo modo que aniquilaram cruelmente sua família. 
Intrépida e ousada, Alice Fulton sabe muito bem que navio não é lugar de mulher. 
Porém, está decidida a salvar o negócio de seu pai. 
Quando o destino coloca Alice nas mãos de Michael como sua prisioneira, ele enfrenta um dilema. Deveria dar continuidade ao projeto de vingança e alimentar seu lado feroz... 
Ou seria melhor ouvir a voz da honra e conquistar o amor de Alice?

Capítulo Um

Arredores de Lisboa — Junho 1814
Costurar um corte no braço musculoso de um homem no deque de um navio não tinha a menor semelhança com costurar um rasgo numa anágua, decidiu Alice Fulton. 
Ela limpou o sangue seco ao redor do ferimento com um pano molhado na água do mar.
A perspectiva de causar dor dava um aspecto totalmente distinto àquilo. 
O balanço do navio e o ângulo da guinada acrescentavam mais desafios. Felizmente, o céu claro e uma brisa leve mantinham o movimento suave, e o toldo acima de suas cabeças os protegia do calor do meio-dia.
Agindo como uma assistente relutante, sua passageira e melhor amiga, lady Selina Albright, olhou para o mar com uma carranca, como se sua vida dependesse disso.
Empoleirado à sua frente sobre um barril, com um corte de sete centímetros na pele bronzeada, seu paciente, Perkin, parecia notavelmente tranquilo. 
Mas, então, ela não falara para o sujeito sério, olhando para as tábuas diante de seus pés, que aquela era a primeira vez em que dava pontos na pele de alguém. Não fazia sentido assustá-lo.
Não que muita coisa assustaria aquele marinheiro forte. Mesmo com a cabeça respeitosamente baixa e o rosto barbado escondido por cabelos castanhos escuros caindo ao redor dos ombros, ele possuía um ar prepotente.
— Quando você fez isso? — perguntou ela.
— Uma noite antes de eu subir a bordo — murmurou ele, sem olhar para cima. — Eu lhe disse, moça, isto não é nada. Eu cuidarei do ferimento.
Alice o pegara enfaixando o ferimento quando tinha passado pela cozinha do navio. Naquele navio mercantil, o cozinheiro também fazia papel de cirurgião, e ele dificilmente poderia costurar a si mesmo.
— O ferimento precisa de sutura.
Ele olhou para cima, dando a ela uma breve impressão de um rosto mais jovem do que ela imaginara antes, e bonito de um jeito rústico e desalinhado. 
As bochechas acima da barba preta tinham sido bronzeadas para o tom de mogno claro. 
Pequenas rugas se irradiavam dos cantos dos olhos que eram de um azul-turquesa raro, misturado com acinzentado. 
Naquele momento, eles continham um brilho distintamente ressentido. Ou talvez fosse um brilho de raiva? Ele abaixou a cabeça antes que ela pudesse ter certeza.
Uma sensação de desconforto perturbou o estômago normalmente calmo de Alice. 
Ele a vinha deixando nervosa desde o momento em que entrara no navio em Lisboa, substituindo o cozinheiro original, que desaparecera no meio da agitação do cais. 
Todos certamente haviam perdido na troca. O que Perkin sabia sobre cozinhar devia ter aprendido de um curtidor. 
Ela olhou para a mão grande, forte e bem formada descansando sobre uma coxa formidavelmente musculosa. Pelo menos, as unhas dele estavam limpas.
Por mais que a comida e a atitude dele fossem ruins, aquele ferimento precisava de pontos.
— Eca. — Selina estremeceu de modo delicado. — Você deveria deixar o marinheiro fazer isso, como o capitão Dareth ordenou — disse ela, com sua voz naturalmente rouca.
Perkin assentiu com a cabeça, em concordância, os olhos escuros se tornando ardentes quando percorreram a figura esbelta de Selina.
Alice teve vontade de socá-lo.
 

2 de setembro de 2013

Voz do Coração

Série Clã Mackinloch

A força de seu silêncio a tocou…

Finalmente, depois de anos de torturas brutais, Callum MacKinloch está livre de seus raptores, mas sua voz ainda está aprisionada. 
Seu grito não seria ouvido por ninguém, nunca. 
Apesar de invisíveis, as correntes de lady Marguerite de Montpierre podem prendê-la a um casamento cruel e sem amor. 
Quando Marguerite descobre Callum à beira da morte, seu coração bate mais forte, ainda que o amor deles não tenha futuro. 
Mesmo assim, ela é única mulher com o poder de domar a fúria contida no peito dele. 
Talvez Callum possa encontrar uma nova razão para viver...Por Marguerite.

Capítulo Um

Escócia, 1305
O som de um homem gritando a despertou do sono.
Marguerite de Montpierre sentou-se num sobressalto, agarrando a colcha enquanto encarava sua criada, Trinette.
— O que foi isso?
Trinette balançou a cabeça, os olhos arregalados de medo.
— Não sei. Mas devemos ficar aqui, onde é seguro.
Marguerite aproximou-se da janela da torre, espiando o céu escuro iluminado apenas pela lua. Os gritos do homem tinham silenciado agora. Ela bem podia imaginar o que isso significava.
Fique aqui, ordenou sua mente. Não se intrometa. O que poderia fazer, afinal? Era apenas uma moça de 18 anos. Tanto seu pai quanto lorde Cairnross ficariam furiosos caso saísse sozinha.
Mas se alguém precisava de ajuda, que direito tinha ela de permanecer no quarto? O medo não deveria encobrir a misericórdia.
— Vou descobrir o que foi — informou à criada. — Pode ficar aqui se quiser.
— Minha senhora, non. Seu pai não permitiria.
Não, ele não permitiria. Marguerite podia bem imaginar a voz autoritária do pai ordenando que permanecesse na cama. Respirou fundo, dividida pela indecisão. Se não fizesse nada, permaneceria segura e ninguém se zangaria com ela.
E alguém poderia morrer. Isso não tinha a ver com obediência, mas sim com salvar uma vida.
— Tem razão. O duque não me permitiria sair. Mas ele não está aqui, está? — murmurou, e rezou para que seu pai voltasse o mais rápido possível, pois cada dia de ausência transformava sua vida num pesadelo maior.
Guy de Montpierre, o duque DAvignois, não sabia o que estava acontecendo ali, pois o noivo de sua filha havia se comportado com grande cortesia diante da família.
O duque era um homem que valorizava riqueza e status, e Gilbert de Bouche, o conde de Cairnross, promoveria uma forte aliança com a Inglaterra. Uma filha caçula não poderia esperar por casamento melhor.
Mas embora o conde a tivesse tratado com respeito e honra, sua crueldade a horrorizava. Era um homem que acreditava piamente que os escoceses mereciam a servidão. Ele havia capturado vários prisioneiros de guerra, e ela os viu construírem muros de pedra por horas a fio.
Trinette estremeceu, olhando para o cobertor.
— Acho que não vai querer zangar lorde Cairnross saindo deste aposento.
Marguerite não discordou. Mas o grito do prisioneiro a assombrava, penetrando em sua consciência. 
Tinha visto os escravos de Cairnross, homens magérrimos, com a desesperança marcada no rosto. 
Dois já haviam morrido desde a sua chegada. E suspeitava, a julgar pelo berro, que outro homem estava agonizando.
— Não posso ficar parada sem fazer nada — murmurou. Do contrário, não seria melhor que o conde.
Ela colocou um vestido justo de mangas compridas, uma túnica rosada, depois uma capa escura. 
A criada deu um suspiro resignado e a ajudou a terminar de se arrumar antes de colocar a própria roupa.
Passava da meia-noite, e os soldados estavam dormindo ao longo dos corredores e no cômodo maior da torre de madeira principal. 
Marguerite ficou com as costas grudadas na parede, o coração tremendo enquanto passava sorrateira pelos homens. Seu pai havia deixado meia dúzia dos seus soldados como guardas; sem dúvida, eles a deteriam caso acordassem.
Deixou a torre de madeira e seguiu para o pátio interno. Lá, viu a causa dos gritos.
Um homem, talvez um ano mais velho que ela, jazia prostrado no chão. 
As costas estavam cobertas de sangue, os tornozelos, acorrentados. 
O longo cabelo escuro obscurecia seu rosto, mas ela viu que os ombros se mexiam. Ele estava vivo...

Série Clã MacKinloch
1 - Reclamada por Seu Marido
2 - Esquecida por Seu Marido
2.5 - Desejando o Toque do Highlander
3 - Voz do Coração/Brumas do Silêncio
3.5 - Resgatada pelo Guerreiro das Terras Altas
Série Concluída

A Esposa Perfeita






Uma mulher muito especial...

Quem olhasse para Avelyn não diria que ela estava tão ansiosa, apavorada mesmo.
Esperava impressionar seu noivo no dia do casamento, mas qual seria a reação de Paen quando descobrisse que ela não era a mulher esguia e bem-feita de corpo com a qual ele certamente desejava se casar?
Paen Gerville sonhava com uma mulher voluptuosa e ardente, em cujos braços ele encontrasse refúgio e prazer depois de uma vida solitária dedicada às batalhas.
No princípio, sua noiva não parecia prometer tais delícias, com as roupas discretas que lhe escondiam o corpo, e com a aparente fragilidade e timidez.
Entretanto, ao vê-la de camisola na noite de núpcias, a imagem que Paen tinha de Avelyn mudou da água para o vinho... e ele sorriu, sedutor, antecipando as surpresas que o aguardavam nos braços daquela mulher, que era nada menos do que a esposa perfeita...

Capítulo Um

—Droga, muito estranho...
— Hum? — Lady Christina de Gerville levantou os olhos do prato, visivelmente surpresa ao ouvir essas palavras serem cochichadas. Seu olhar tornou-se suave ao se deter no rapaz sentado entre ela e o marido. Paen de Gerville, seu filho. 
Seus longos cabelos escuros estavam presos à nuca, em um rabo de cavalo. Ele estava bem barbeado e usava uma túnica nova, em um tom verde-escuro, especialmente confeccionada por ela para aquela ocasião. Paen se parecia muito com o próprio pai no dia do casamento, bonito, forte e igualmente um pouquinho irritado.
— O que é estranho, filho?
— Isto. — Paen fez um gesto largo, mostrando as diversas mesas de cavalete montadas, repletas de gente. 
Lorde e lady Straughton e todos os convidados estavam em volta deles, com uma exceção. A pessoa mais importante. 
— Onde está minha noiva? Não é estranho que ela não esteja aqui? E tampouco estava quando chegamos ontem à noite. Alguma coisa está errada...
Lady Gerville trocou um olhar divertido com o marido, Wimarc, que, numa pausa de sua conversação com lorde Straughton, também ouvira o comentário de Paen.
— Não há nada de errado, filho — lorde Wimarc de Gerville assegurou. — Sem dúvida, a noiva está demorando por causa dessas coisas de... embelezamento. É típico das mulheres. Por isso são sempre as últimas a chegar. Não precisa se preocupar.
A frase foi concluída com um tapa que pretendia ser de apoio, mas se Paen não conhecesse esse tipo de gesto afetuoso do pai e não tivesse se agarrado à mesa, teria caído do banco.
Resmungando ao se ajeitar no banco, Paen pegou um pedaço de queijo e deu uma mordida, sem contudo tirar os olhos da escadaria na expectativa de que sua noiva desceria a qualquer momento. 
Ele sabia que o pai estava certo e que estava nervoso de uma maneira fora do comum. 
Agora entendia o porquê. Até então, não tivera qualquer dúvida. 
Estava seguro de que tudo daria certo. Estava simplesmente indo buscar a jovem prometida para torná-la sua mulher.
Embora fosse um acontecimento novo para ele, não era muito diferente do que ir buscar um novo escudeiro, aliás uma outra coisa que também teria de fazer nessa viagem. 
Seu plano era se casar, passar alguns dias em Straughton e, depois, na volta para Gerville, parar para pegar o escudeiro. 
Simples. Não havia grandes elaborações a fazer.Pelo menos era o que havia pensado no caminho para Straughton no dia anterior. 
Naquela manhã, porém, a cabeça de Paen mudara. Subitamente lhe ocorreu que uma esposa talvez fosse diferente de um escudeiro. Afinal, não iria para a cama com ele.
Além disso, não tinha ainda colocado os olhos na futura esposa.
 





  

29 de agosto de 2013

Uma Noite Selvagem

Saga Familia Cynster
Onde foram parar todos os homens interessantes de Londres?

Amanda está mais que cansada do grupo de pretendentes insignificantes que a cortejam nos reluzentes salões de festas londrinos.
Como boa Cynster que é, decide tomar as rédeas do assunto e uma noite faz o impensável: ir a um lugar ao qual nenhuma dama respeitável deveria ir, mas onde se pode achar um bom número de homens interessantes. 
Entretanto, a ousadia se transforma em pânico quando Amanda se dá conta de que está fora de seu elemento. Procura ajuda com o olhar... e acaba sendo resgatada contra todo prognóstico pelo conde de Dexter.
Bonito, sensual e misterioso, o conde adiou sua volta à alta sociedade e optou por viver na periferia desse mundo.
É a personificação do cavalheiro apaixonado que Amanda esteve procurando.
Logo conseguirá que a deseje com loucura, mas não será fácil ouvi-lo dizer "eu te amo"...e muito menos conseguir que a leve ao altar.

Capítulo Um  

Upper Brook Street, Londres
20 de fevereiro de 1825
—Então, é inútil? — Amanda Cynster se deixou cair de costas na cama de sua irmã gêmea. — Não há um só cavalheiro entre a alta sociedade que vale a pena considerar? Pelo menos por enquanto?
— Não houve durante os últimos cinco anos... Bom, ao menos, nenhum cavalheiro interessado no matrimônio. — Estendida a seu lado, Amélia contemplava o dossel. — Procuramos e rebuscamos...
— Não deixamos uma pedra sem levantar.
— E os únicos medianamente interessantes... não estão interessados.
— É ridículo!
— É deprimente.
De rosto e figura semelhantes, abençoadas com cachos loiros, olhos tão azuis como um céu de verão e tez de porcelana, as gêmeas poderiam ter posado sem nenhum problema para a Belle Assemblée como o epítome de duas jovens de bom berço na última moda, salvo pelas expressões que mostravam. No rosto de Amélia se lia o aborrecimento e no de Amanda, a rebeldia.
— Nego-me a baixar minhas exigências.
Ao longo dos anos, tinham discutido infinitamente sobre os requisitos indispensáveis em um marido.
Suas exigências não diferiam muito das que exibiam os cônjuges de suas mentoras: sua mãe, suas tias e as esposas de seus primos.
Tinham crescido rodeadas de mulheres de grande caráter, todas elas damas, e todas elas tinham encontrado a felicidade no matrimônio.
As gêmeas não albergavam a menor dúvida a respeito das qualidades que procuravam.
Um cavalheiro que as amasse, que sempre antepusesse seu bem-estar e o da família que formassem acima de todas as coisas.
Um protetor, um companheiro de percalço sempre disposto a emprestar seu braço para as manter a salvo. Um homem que valorizasse suas habilidades, sua inteligência e suas opiniões, que as aceitasse como iguais por muito que desejasse ser amo e senhor de seus domínios.
Um cavalheiro com a suficiente fortuna para subtrair importância a seus nada desprezíveis dotes; um homem que pertencesse a seu círculo social e contasse com os contatos adequados para fazer frente ao poderoso clã dos Cynster.
Um homem de fortes paixões e com sentido da família: amante, protetor, companheiro. Marido.
Amanda soprou.
— Tem que haver algum em alguma parte que não fique aquém em comparação a nossos primos...








Saga Familia Cynster
1-  Diabo
2- O Juramento de um libertino
3- Seu Nome é Escândalo
4- A Proposta de um libertino
5- Um Amor Secreto
6. Tudo sobre o amor
7- Tudo sobre a paixão
7.5 - A Promessa em um Beijo
8- Uma Noite Selvagem
9- Sombras ao Amanhecer
10- A Amante Perfeita
11- A Noiva Ideal
12-  A Verdade Sobre o Amor 
13-  Sangue Puro
14- O Sabor da Inocência
15- As Razões do Coração - em revisão
16- O sabor da Tentação -    idem

O Encontro


O que pode acontecer quando uma mulher se envolve em encontros proibidos?

Sem dinheiro e sem um lugar para chamar de lar, Dominique Harrison entrou na taverna do Javali para se abrigar de uma forte tempestade. 
Terríveis circunstâncias podem formar estranhas parcerias, e Dominique concorda relutantemente em se tornar o presente da festa de despedida de solteiro de Lord Dere Montford. 
O libertino conde de Haversham está comemorando seu iminente casamento de conveniência quando seus amigos insistem que ele deve ter sua última aventura.
Nada impressionado com a escolha do presente de seus amigos, Derek, no entanto, é incapaz de resistir...
Dias depois o presente tentador de Derek começa a aparecer nos momentos mais inoportunos e tomar conta de seus pensamentos, mas, na verdade, tudo o que ele realmente quer é que essa atração embaraçosa por Dominique desapareça.

Comentário revisora Ester Aliria: Meninas!! Amei essa História, de todas as revisões que fiz até agora está é a minha preferida! Mas gosto não se discute né, enfim o Derek é muitas coisas: Lindo, rico, extremamente cínico, desbocado, safado, assediado, cobiçado e comprometido com outra!! Ele se ferra tentando se livrar da atração que sente pela mocinha Dominique, que, de tonta não tem nada, pois aproveita todos os predicados desse famoso conquistador perseguido por muuuuuuuuitas mulheres, coitado, que dó, até as parentas querem um pedacinho dele.
Não posso deixar de comentar que senti uma enorme simpatia pela Dominique que sofreu muito no começo, mas com seu jeito doce e humilde deixou este indecente desnorteado!!

 Capítulo Um

Londres, maio de 1810.
Ela viu quando ele deslizou suavemente seus longos dedos pelo corpo da fêmea, olhou com inveja pensando em como seria sentir aquelas carícias suaves. 
Ele não usava camisa e seus esforços deixavam um rastro de tentação suada, descendo lentamente para baixo de suas costas musculosas. 
As calças pretas justas moldavam seu perfeito traseiro, os pés estavam descalços enquanto ele continuava seus comentários. 
Ela olhou fascinada como os músculos das costas e dos braços flexionados tencionavam a cada movimento. Antecipando o momento, desejou o instante em que aquelas mãos finalmente estariam em seu próprio corpo, acariciando-a com suavidade. 
Seus olhos verdes escuros deslizaram apreciavelmente por todo seu corpo duro enquanto ela desabotoava outro botão minúsculo de seu corpete.
Sim, havia chegado a hora. A oportunidade perfeita para tê-lo. Para fazê-lo entender que ele também
A desejava, embora ele provavelmente nunca tenha se atrevido a pensar nisso e no quanto seria delicioso. Ela ouviu com impaciência, quando sua voz profunda falou baixinho, disse o quanto ela era bonita. Sussurrou que ele mal podia esperar para montá-la duro e rápido, e assim deixar todos os pensamentos e preocupações para trás.
Ela não podia esperar mais tempo, seu pé delicado deu o primeiro passo para sair do esconderijo nas proximidades da tenda.
O instinto de Derek, perfeitamente afiado como sempre, ouviu os passos descuidados de alguém amassando o feno no chão. Mantendo uma mão firme em volta da égua, ele se virou rapidamente para descobrir quem era o intruso.
Os olhos de Derek se estreitaram brevemente com a visão da chegada de sua tia. Ele se perguntou o que diabos ela estava fazendo nos estábulos àquela hora do dia.
— Tia Betânia. — Sua rica voz a cumprimentou, e ele voltou sua atenção para a bela égua chamada Lady. Betânia parou ao lado de Derek e casualmente estendeu a mão para acariciar o cavalo. 
Lady bufou com a intrusão não desejada e Derek teve dificuldade para não rir com o olhar ofendido que atravessou o rosto de Bethany enquanto ela dava um passo para trás.
— Eu achei que estaria na festa com o resto do pessoal. — Comentou ele. Derek se referia ao baile de gala que sua tia e tio organizavam todos os anos. Era uma festa concorrida com curiosos espiando sobre as muradas, bebidas a vontade e uma abundância de entretenimento. 
Na verdade era parecido com uma feira de condado, um agradável e raro acontecimento no reino da sofisticada Londres.







25 de agosto de 2013

O Senhor Da Guerra

Série Remmington
Bela e inocente...

Lady Tess desejava trazer novamente a paz ao seu amado Castelo de Remmington - mas ela nunca pensou que o preço a pagar seria o casamento com guerreiro mais famoso de toda a Inglaterra.
 Feroz e destemido, Kenric de Montague nunca admitiu a derrota, e agora exigia a lealdade de Tess - e sua entrega total.
Mas como ela poderia dar-se a um homem que se comprometeu a mantê-la segura, mas fez aflorar suas paixões mais perigosas?
Marcado pela guerra e pelo segredo de seu nascimento, Kenric de Montague não pensava em se unir a nenhuma mulher... até que pôs os olhos em Tess de Remmington.
A bela mulher prometeu ser sua noiva.No entanto, mesmo quando ele cedeu a sua sede de possuí-la, prometeu a si mesmo que Tess jamais domaria seu coração selvagem.
Mas quando uma trama traiçoeira ameaça separá-los, Kenric encontra-se embainhando a espada - e arriscando sua vida - para salvar a única mulher capaz de capturar sua alma...

Comentário revisora Cléria Janice:A história é muito bonita e o casal de mocinhos nos propicia um rol de diferentes tipos de sentimentos. Em alguns momentos são encantadores e em outros se transformam em turrões e obstinados. Do inicio ao fim temos amor, desventura, aventura e momentos calientes, bem hots. Foi um prazer revisar “O Senhor da Guerra” e acredito que terão um prazer, maior ainda, ao desvendar o emaranhado de sentimentos e ações que culminam com o inebriante final.

 Capítulo Um

Norte da Inglaterra, 1274
A invernal noite não era o bastante escura para a missão de Kenric. Seu olhar varreu a negra silhueta da torre de Langston, explorando as sombras das muralhas, procurando algum movimento fora do normal enquanto amaldiçoava, em silêncio, o céu espaçoso.
A brilhante meia lua tingia o terreno coberto de neve de um matiz azul prateado, fazendo de qualquer um que se aventurasse a descoberto fosse um alvo fácil para os guardas postados nas muralhas da fortaleza.
— Pode ser que isto seja uma armadilha, depois de tudo. — sussurrou  FitzAllan .
Kenric assentiu, reconhecendo que era provável. Pôde ver o vapor de sua respiração, sob a débil luz da lua, se agitando inquieto, tentando se livrar do gélido ar noturno e de seus próprios receios.
Os bosques atrás deles lhe proporcionavam proteção. Seriam presas fáceis, se lhes estendessem uma emboscada.
O mesmo fato de que seu plano estivesse sujeito a que um escocês traísse a outro, quase garantia uma armadilha. Mas Kenric estava decidido a conseguir seu objetivo e  FitzAllan  não ousaria opor-se a sua decisão. Não quando o próprio rei participava da complexa trama.
— O plano parece muito singelo. — acautelou-lhe  FitzAllan  em voz baixa. — Deveríamos ter trazido alguns homens para nos dar retaguarda.
Kenric não respondeu. Estava olhando fixamente um grupo de grandes arbustos que cortavam uma ravina que levava até o castelo. As vagas silhuetas de duas figuras envoltas em capas foram definindo-se à medida que emergiam dos arbustos. Sua aproximação era anunciada pelo suave ranger da neve sob seus pés. Apesar do perigo em que se achavam, Kenric teve que conter-se para não rir quando avistou suas presas. Uma era alta e de grande envergadura, a outra, baixa e surpreendentemente volumosa. Os soldados de Kenric não poderiam evitar gargalhar quando vissem seus prisioneiros. Um urso e uma bola de manteiga não eram troféus apropriados para dois dos cavalheiros mais ferozes da Inglaterra. Cinco anos em Gales, sofrendo todas as penalidades que pudesse conhecer um guerreiro, e esta seria sua recompensa?
— Talvez seu rosto não seja tão desagradável de contemplar como sua pessoa — sussurrou  FitzAllan , rindo na escuridão. É a mulher de formas mais estranhas que jamais vi.
O homem que se aproximava levantou a cabeça como se tivesse farejado o perigo. Kenric se moveu silenciosamente para os arbustos, desaparecendo entre as negras sombras do bosque.  FitzAllan  se agachou próximo ao chão, observando às duas estranhas silhuetas enquanto caminhavam com cautela procurando se ocultar.
Detiveram-se a menos de dez passos de distância. — Isto poderia ser uma armadilha, tio lan.
A suave voz feminina pertencia à bola de manteiga. Suas palavras agradaram a Kenric grandemente. Que sua presa compartilhasse sua preocupação era um bom sinal.
A mulher jogou para trás seu capuz para poder olhar ao redor da pequena clareira, escrutinando o escuro bosque enquanto sussurrava sua advertência.
— Acredito que seria melhor que escapássemos por nossa conta enquanto possamos. Posso cobrir suas costas se nos encontrarmos com bandidos. É óbvio que não virá ninguém. Saiamos daqui.
A mulher soltou um grito afogado no mesmo instante em que seu tio se voltou com sua espada desembainhada.
— Ponha sua espada no chão, laird Duncan. Devagar. — ordenou Kenric.
Ian Duncan não se moveu. A lua proporcionava suficiente luz para que Kenric pudesse distinguir a forma do lorde escocês, mas sua expressão permanecia oculta pelas sombras da noite.
— Faça o que lhe digo!

Série Remmington
1 - O Senhor da Guerra
2 - Acorrentados
3 - O Duque
4 - O Guerreiro Sombrio
Série Concluída




Inimigo Meu




Contos para Mil e Uma Noites de Amor!








Comentário revisora Ana Paula G.: Como diz na capa é um conto curto…Mas como é da Arlette,achei que valia a pena.

Gostei,imaginei como terminaria uma relação destas em meio a uma Guerra e quando estava começando a me ambientar na história…acabou! Huahah Focado principalmente na solidão e amargura das pessoas durante a invasão das tropas de Napoleão à Espanha achei que, por ser romance, poderia ter sido um poquinho mais longo e melhor trabalhada a relação do casal central, uma espanhola e um soldado francês. 

Capítulo Um

Santuário de Nossa Senhora da Solidão, Somosierra.
Os flocos de neve caíam sem cessar e transformavam o chão em um manto branco e espesso. 
Dentro dos grossos muros de pedra não se escutava nada, nem sequer o ruído dos lobos nessa tarde de dezembro. Elena continuou elevando uma prece pelas centenas de mortos na batalha da Somosierra e pelos que continuavam vivos oferecendo suas vidas pela liberdade. 

Seu irmão, Alfonso de Rodríguez e Sánchez, lutava sob o comando do general Castaños, e fazia várias semanas que não sabia nada sobre ele: ignorava se tinha caído em batalha ou se continuava vivo, e essa incerteza a estava deixando louca.
Seus cães, Golfo e Canalha, um sabujo e um cão de caça, ladraram na porta do santuário como pedindo que se apressasse em suas orações; o tempo piorava e sua casa se encontrava bastante afastada do santuário e do povoado.
Era uma necessidade para ela orar pelos mortos, suplicar pelos que viviam, desafogar a angústia que a invadia pelas incertezas do futuro. 
Tinha chegado a odiar os franceses invasores, embora soubesse que não era um sentimento cristão, mas tinha perdido tanto por culpa deles… Elena concluiu sua oração e ergueu os olhos para à virgem e sorriu com os olhos cheios de lágrimas. Fez o sinal da cruz e voltou-se com um suspiro para retirar-se do silencioso lugar. 
Desamarrou seus cães para que corressem livremente pelo caminho em direção à Chorrera de los Litueros, onde estava situada sua casa. Seguiu o curso do caminho pelo Arroyo de Las Pedrizas e cruzou as pedras para alcançar a outra margem. 
Seguiu o atalho que subia de forma suave pela ladeira, embora os últimos cinqüenta metros eram dificultosos; estava acostumada a caminhar e mover-se por ali desde que era uma menina.
Quando tomou a curva para a esquerda do caminho, tropeçou com um cavalo que bebia noo regato, fixou seus olhos castanhos nos arreios e se deteve. 
O cavalo cinzento elevou suas orelhas ao escutá-la, seu porte elegante delatava sua origem árabe, e era muito belo. Continuou olhando-o com o cenho franzido porque onde havia um cavalo, havia um cavaleiro, mas apesar de seu receio se aproximou da montaria com passos suaves para não assustá-lo.
—É uma preciosidade. —O cavalo relinchou e ondulou sua crina ao escutar sua voz. 
Elena ergueu sua mão para acariciar seu pescoço grosso e sedoso, olhou a sela e se deu conta de que era de fabricação estrangeira, logo olhou da esquerda para a direita procurando o cavaleiro e possível dono de tão magnifico cavalo.
—O que faz neste lugar tão afastado? —disse ao cavalo. Elena supôs que poderia ter se perdido depois da batalha, dias atrás, mas, ao não encontrar resposta, tomou as redeas e guiou o animal com ela. 
De repente, os uivos de Golfo e Canalha a assustaram, os cães ladravam a um homem que estava deitado, inconsciente; atirado na margem do caminho de barriga para baixo, e, pelo rastro de sangue que tinha deixado, a jovem soube que se arrastou até desmaiar.
Fixou-se em seu uniforme de capitão francês e apertou os lábios com uma careta amarga: a casaca azul estava rasgada e a calça clara estava completamente enlameada. Elena continuou caminhando, sem olhar para trás; se não estava morto, logo estaria, mas os cães não se moveram do lugar e não deixavam de ladrar. Então, seu espírito cristão se antepôs a seu patriotismo. 
—Está morto! 







Contos Mil e Uma Noites de Amor 
1 . Sin nombres  
2 . Un amor inesperado 
3 . La pequeña mano 
4 . Inimigo Meu 
5 . Un regalo de Navidad 

Rendas e Pecados

Série Irmãs Van Alen
Ela Seguia as regras da alta sociedade.

As luzes iluminavam os cabelos dourados de Alana Van Alen. 
Nascida no luxo frequentava com os Astor e os Vanderbilt os grandes salões. 
Entretanto, estremeceu de medo por enfrentar o bonito e implacável Trevor Sheridan. 
Sheridan, o homem que levou sua família à ruína financeira e ameaçou desmascarar o escandaloso segredo familiar caso Alana não aceitasse sua ultrajante proposta de casamento, sua chantagem... 
Nem o beijo que paralisou o coração da jovem. 
Ele a transgredia 
De origem irlandesa e criado nas ruas, Trevor aprendeu a conseguir as riquezas e as mulheres que desejava. 
Perito nos jogos de poder decidiu que destruiria todas as famílias distintas que o haviam desprezado. 
Enganar a bela Alana seria seu triunfo, embora não tivesse a intenção de desejá-la... Até que a beleza e decisão da jovem lhe tiraram o fôlego. 
Agora os desejos de ambos os levariam ao êxtase ou a ruína 

Comentário revisora Lizzy:“Uma leitura esplêndida. Uma história de amor complexa inserida em cenários grandiosos onde o poder das classes sociais mais distintas ditava as regras. 
Um mundo em que o multimilionário Trevor Sheridan está destinado a ingressar através de um casamento forçado com a socialite Alana Van Alen. Um casamento que começa pelos motivos errados revelam as vulnerabilidades dos envolvidos em fortes embates de tensão sexual e desejo, onde as mágoas, preconceitos e desconfianças são vencidos pela força do primeiro amor. 
Protagonistas densos e bem construídos, e personagens coadjuvantes encantadores completam o enredo, repleto de emoção e cenas marcantes”.

Capítulo Um

Chovia, é óbvio.
Alice Diana Van Alen contemplava o Plaza Washington, obscurecido pelo anoitecer e a tormenta, através do fino trançado da renda da janela de seu dormitório. Abaixo, a chuva castigava as ruas e escorria pelos paralelepípedos que formavam um desenho de espinha de peixe; adiante, o vento sacudia as árvores nuas da praça e fazia piscar as luzes de gás da rua através dos ramos agitados. Não se via uma alma. Até a parada de carruagens de aluguel estava vazia: todos os veículos se dispersaram para levar aos transeuntes surpreendidos pela chuva.
A mulher olhou através do vidro molhado, abraçando-se como se sentisse frio. A tormenta era um presságio. E, entretanto, não mudaria de ideia. Essa noite iria ao baile.
Curvou os lábios em um meio sorriso amargo. O sonho de ontem à noite também era um presságio. Fazia tanto tempo que não o tinha que quase havia se esquecido dele. Mas sem dúvida, as preocupações dessa noite o tinham convocado. Era sempre o mesmo sonho, e inclusive nesse momento as imagens lhe resultavam irresistíveis.
Quando evocado, os olhos verdes se adoçaram e a expressão se voltou etérea, como se estivesse muito longe dali.
Uma rajada de chuva que golpeou contra a janela a devolveu à realidade. Aborreceu-se consigo por haver se deixado levar por esses sonhos em um momento tão crucial; afastou-se da janela e foi até a penteadeira adornada de rendas. O contraste entre as imagens do sonho e a opulência do dormitório lhe chocou. Era uma bonita habitação, arrumada com todo o luxo que poderia desejar uma moça rica. A mesa da penteadeira era um exemplo cabal. Tinha forma de rim e estava tão carregada de rendas e bicos franceses que parecia estofada. A cadeira acolchoada forrada em veludo rosa a aguardava como um trono, embora nesse momento, não a atraísse. O ambiente contrastava com a simplicidade e o encanto de que tinha sonhado.
Era sempre a casa branca de madeira. E esse foi o sonho da noite anterior. Era uma moradia tão humilde e modesta que muitas pessoas de seu círculo social se sentiriam incômodas de imaginar semelhante casa sem mencionar a ideia de viver nela.
Mas a mulher o desejava com ardor. Amava essa casinha branca em cima do topo de uma colina verde, resplandecendo sob o céu azul. Nunca tinha vivido em uma casa semelhante, embora pensasse nela com frequência, tanto que podia sentir o perfume das flores de macieira que se agitavam na brisa e o barulho dos lençóis brancos pendurados para secar detrás da casinha. Amava esse lugar, mais pelo que continha que pelo que era.

Série Irmãs Van Alen
1 - Rendas e Pecados
2 - Sonhando Acordada
Série Concluída

Anjo Demônio

HISTÓRICO SOBRENATURAL






Por dois mil anos, Lilith forjava vingança sobre os maus e os malditos, coletando almas para os exércitos de seu pai e seguia provando sua fidelidade a seu suserano do Submundo.

Ligada ao diabo por um pacto e proibida de sentir prazer, ela recorre a seus poderes das trevas para conduzir os homens à tentação.
Isto é, até ela enfrentar sua maior tentação vinda do céu: o próprio Sir Hugh Castleford.
Uma vez um cavaleiro e agora um Guardião, Hugh passou séculos lutando contra demônios e malditos, os Nosferatus bebedores de sangue.
Seu objetivo sempre foi o de impedir a demônio Lilith, mesmo enquanto ele luta contra a fome traiçoeira que sente por ela.
Mas quando uma aliança mortal desencadeia uma ameaça aos seres humanos encarregados da educação na moderna São Francisco, anjo e demônio devem lutar juntos contra o mal e contra um desejo profano que tem sido negado por muito tempo... Quem será o primeiro a sucumbir?











Série 
1- A Noite chega perigosamente
2- Esperando a noite
3- Anjo Demônio ou  (1- Série The Guardian)