10 de janeiro de 2015

A Amante Cativa

Série Louisiana


A bela e voluntariosa Nicole Ashford não sabia o que era a paixão, mas estava destinada a viver aventuras e prazeres além do que qualquer mulher do seu tempo poderia imaginar.

Ao descobrir uma trama cruel contra ela, foge de seu aristocrático lar inglês em um navio corsário com destino aos exóticos paraísos piratas de Nova Orleans e ao abandono requintado das cavernas escondidas das ilhas Bermudas. 
No entanto, a própria ousadia de sua fuga a lança em um perigo ainda maior, como a amante cativa de um famoso bandido dos mares, o capitão Sable, cujos beijos, ternos e apaixonados, consomem sua alma. E nada vai apagar as chamas do amor para o qual ambos nasceram!

Capítulo Um

Inglaterra, 1808
Era um desses dias quentes e preguiçosos de agosto que de vez em quando acariciavam as colinas e vales de Surrey, perto da pequena aldeia de Beddington's Corner. 
Os raios de sol se filtravam no quarto de Nicole Ashford como fios de ouro irresistivelmente tentadores e, entretanto, por alguns minutos, Nicole se recusou a abandonar o conforto do macio colchão de plumas. Ignorou com firmeza o impulso de levantar-se e encarar o novo dia. 
Afundou mais a cabeça no travesseiro confortável e acolhedor e aconchegou o fino lençol de linho ao redor de seu corpo esbelto. Mas tinha perdido o sono, e com um suspiro indolente se virou até ficar deitada de costas sobre o amplo leito coberto com uma colcha bordada. 
Languidamente, seu olhar topázio vagou sem rumo pelo quarto encantador, observando a cômoda de brilhante jacarandá, o armário de madeira de cerejeira e os brilhantes tons do florido tapete colorido que cobria o chão. 
Das altas janelas penduravam cortinas brancas feitas com o mesmo tecido bordado da colcha da cama; um baú de mogno, repleto agora de brinquedos descartados, achava-se debaixo de uma das janelas e a sua esquerda estava à cadeira de balanço de carvalho sobre um de cujos braços tinha caído descuidadamente o vestido enrugado que tinha usado no dia anterior.
A visão desse objeto recordou-lhe que muito em breve teria que levantar-se, já que hoje era um dia especial; essa tarde seus pais iam dar uma festa no jardim e tanto Giles, seu irmão gêmeo, como ela mesma, estavam autorizados a assistir. 
Uma festa no jardim poderia não parecer um acontecimento social muito excitante para alguns, mas como Nicole ainda não tinha doze anos e esta seria sua primeira festa de adultos, seu regozijo era bem compreensível. Além disso, não era frequente que Annabelle e Adrian Ashford passassem uma temporada em Ashland, a casa de campo da família, e Nicole apreciava muito os poucos momentos que compartilhava com seus pais. 
Com uma sensação de ditosa antecipação, o longo cabelo emoldurando suas delicadas feições que já chamavam a atenção para sua beleza, afastou os lençóis para
levantar-se quando se deteve bruscamente ao ver que a porta do dormitório se abria de repente e Giles invadia o quarto.
-Nicky!

Série Louisiana
1 - Gypsy Lady
2 - The Tiger Lily
3 - Deceive Not My Heart
4 - Each Time We Love
5 - A Amante Cativa
6 - Midnight Masquerade
7 - Whisper to Me of Love
8 - Enquanto Dorme a Paixão
9 - Love a Dark Rider
10 - Love Be Mine
11 - At Long Last


7 de janeiro de 2015

O Desejo do Highlander




















Capítulo Um

Minch, arredores do Lago Ewe. Verão de 1720.
O mar estava calmo; no entanto, havia vento suficiente para levar navio de Lachann MacMillans, o Glencoe Lass, para o norte em direção ao Minch, o mar que ficava entre a Escócia e as ilhas ocidentais. O destino Lachann era Kilgorra, uma ilha fértil na extremidade do Minch que guardava a entrada do Lago Ewe, e, portanto, a passagem para Braemore.
Lachann e dois de seus parentes estavam na proa do navio e viram quando eles se aproximavam de seu destino.
A ilha se ampla e montanhosa. O lado noroeste consistia-se de uma parede de rocha preta em um promontório que se elevava acima do mar. O enorme castelo, Kilgorra, estava situado no seu cume, as janelas da fortaleza ainda escuro, sem o sol da tarde. As paredes castelos e torres eram perfeitos para postar vigias para alertar o exército de Kilgorra de marinheiros invasores.
No entanto, Kilgorra não tinha um exército, nenhum marinheiro treinado para lutar.
O primo e bom amigo de Lachann, Kieran Cameron, olhou de soslaio para a terra à frente. — Tem certeza que isso é o que você quer, Lachann? — Vai casar com filha lorde MacDuffie, sem tê-la visto? Dizem que ela é tão simples como um do bolo de farinha de aveia.
— É teimoso, claro que ele fara, Duncan MacMillan respondeu por Lachann.
— Uma vez que ele se case com Catrìona, o velho laird vai fazê-lo seu herdeiro, e depois não haverá mais oportunidade para os piratas atacarem as terras Braemore.
— Sim, no entanto, há mais para tomar de uma esposa que a cobiça pelas terras de seu pai.
— Ah, sim? Duncan desafiado. — Cite uma coisa.
— Bem, você certamente não saberia. Você, esteve para casar quantas vezes, Kieran?
— Chega, Lachann disse, encerrando o argumento antes que pudesse ganhar algum impulso.
Braemore precisa Kilgorra.
— Mesmo que a filha do laird seja um do bolo de farinha de aveia, se eu devo casar com ela para garantir a proteção de Braemore, que assim seja.
Ele não se importava quem era Catrìona, nem tinha qualquer interesse em sua aparência. Ele tinha aprendido a não confiar em seus olhos quando se tratava de mulheres. Ele amou Fiona impetuosamente, no entanto, quando Cullen Macauley tinha chegado em Skye e pagou a seu pai tão generosamente, ele não tinha sido capaz de recusar.
Lachann avô poderia tê-lo proibido de assassinar o maldito bastardo, Lachann tinha apresentado outra solução para Fiona, eles poderiam deixar Skye e seus clãs para se estabelecerem por conta própria.
No entanto, Fiona não iria fugir com ele. Ela chorava enquanto jurava seu amor por ele, no entanto, ela havia alegado seu dever era com seu clã, e que ela tinha escolhido seus pais sobre qualquer coisa que ela sentia por Lachann.
Essa tinha sido a última vez Lachann havia permitido que o seu coração governasse suas escolhas.
— Diga-me de novo, Lachann, disse Kieran.
— Você está comprometido com este casamento? — Existe uma maneira para você sair disso? Bem, ela também está?
Lachann e seus irmãos tinham se correspondido com Bruce MacDuffie durante todo o verão. Tudo o que precisava agora era do consentimento de Catrìona, e, uma vez que ela aceitasse, eles iriam casar o mais rápido possível.
Lachann não tinha dúvida de que ele poderia convencer a moça a casar com ele.
— Não estou totalmente comprometido, disse Lachann. Catrìona deve concordar.
— Você não terá problemas, Lachann, disse Duncan.
Kieran riu. — Ou melhor. Eu ainda quero ver você falhar com uma moça que você tenha escolhido para a cama.
Sim, porque ele teve o cuidado, escolhendo apenas as mais despreocupadas, as moças mais dispostas. Nunca mais ele escolheu o tipo de mulher que poderia danificar seu coração, como Fiona tinha feito.
— Chega, disse Lachann. Precisamos de Kilgorra. Vamos criar uma força de combate que possa defender a ilha, bem como os canais no entorno. Nenhum navio vai navegar sem o nosso conhecimento e consentimento.
— Assim, Braemore estará a salvo de um ataque por mar, disse Duncan.
— Sim. Isso era tudo que preocupava Lachann.









27 de dezembro de 2014

Algo Mais Que O Desejo

ROMANCE HISTÓRICO SOBRENATURAL
Série Família Ly-San-Ter

Em busca de um amor verdadeiro e gentil, a ardente Shanelle Ly-San-Ter foge dos avanços lascivos do bárbaro de olhos azuis que foi escolhido como seu companheiro, confusa e assustada com os anseios febris que o bruto bonito despertou em sua alma inocente.

Um guerreiro, viril e magnífico Falon Vanyer está sobrecarregado com intenso desejo pela beleza de espírito que jurou nunca ser sua. 
E embora os próprios céus conspirem contra ele, vai buscar o seu prêmio sensual, e enfrentar qualquer perigo para conquistar e reivindicar a guardiã de seu coração.

Capítulo Um


Shanelle Ly-San-Ter caiu de costas sobre o colchonete de ginástica, com falta de fôlego por uns instantes. Um ponto para o Corth. A moça havia lhe dito que não lhe desse essa vantagem, e o androide levou suas palavras ao pé da letra.
— Por que você permite que essa coisa faça algo assim a você? — Alguém perguntou atrás dela.
Shanelle recuperou o fôlego e o soltou com um gemido. Na verdade, essa pergunta de Jadd Ce Moerr lhe incomodou, um dos companheiros de graduação de "Descobridores Mundiais", onde acabou de passar os últimos nove meses. Obedecendo a um impulso, Shanelle tinha convidado alguns de seus novos amigos a voltar para sua casa junto com ela e passar os três meses de férias disponíveis antes de começar suas respectivas carreiras e, nessa ocasião, não lhe passou pela cabeça que algum dos cadetes do sexo masculino poderia aceitar a oferta.
Como a maioria dos formandos da turma de Shanelle, com exceção dela mesma, Jadd só tinha dezoito anos. De acordo com as descrições da moça, era de baixa estatura, similar a de qualquer macho darash, a classe dos criados na Sha-Ka'an, o planeta onde Shanelle tinha nascido. Consequentemente, a idade e a pequena estatura relativa lhe davam o aspecto da criança que realmente era. Quando Dalden, o irmão da jovem, fez dezoito anos, ninguém duvidava de que fosse um homem feito. Mas o cabelo castanho claro, os olhos cinza, a expressão permanente de ansiedade e muitas vezes a falta de tato que tinha o moço para fazer perguntas como a que acabava de fazer, ela era forçada a considerá-lo um menino.
Shanelle ficou em pé, jogou a longa trança dourada para trás dos ombros, virou-se bruscamente e olhou para o homem kystrani com os olhos ambarinos entrecerrados.
— Senhor Ce Moerr: Corth não é uma "coisa"... é como um membro da família para mim.
Era evidente que Shanelle estava com raiva. Quando estreitavam, desse modo, seus olhos amendoados eram desconcertantes. Além disso, Shanelle Ly-San-Ter não era uma mulher baixa. Na verdade, era quase tão alta como ele, e Jadd, com seu um metro setenta e sete de estatura, ultrapassavam o nível atual em Kystrani. Claro que Shanelle era kystrani só por parte de mãe. A outra metade era Sha-Ka’ani puro, e sabia que essa era uma casta de guerreiros.
No entanto, a última coisa que desejava Jadd era que Shanelle se zangasse com ele pela simples razão de que estivesse tentando ficar com ela o maior tempo possível desde que se formaram. Se os alunos não fossem proibidos de compartilharem atividades sexuais antes de se formarem, ele teria tentado muito tempo antes. Estava louco por permanecer com a jovem na mesma classe e não poder tocá-la. Ele ficou louco, porque Shanelle se negou a manter relações sexuais com ele, para não mencionar um compromisso mais permanente. Sem lugar a dúvidas, era a mulher mais bonita que Jadd já tinha conhecido.
Ele tentou tranquilizá-la, embora não soube muito bem por que ela estava com raiva, porque para Jadd a ideia de "família" era estranha para ele. O simples fato de ter uma mãe e um pai, como acontecia com a Shanelle, parecia estranho, embora ele tivesse pesquisado essa parte nos estudos o que estava acontecendo em outros planetas. Em Kystrani, os meninos eram concebidos em úteros artificiais e eram criados em centros especiais para esse fim. Em Sha-Ka'an persistia o bárbaro costume de que as mulheres os concebessem.
— Vamos, Shanelle, seu androide é só uma máquina. Até eu sei que as famílias são compostas por pessoas vivas — Disse Jadd.
— É verdade, por isso eu disse que era "como" um parente. Mas para mim, essa é uma ligação íntima. Quanto ao Corth, não somente ele parece humano como o próprio computador Mock II de minha mãe que passaram anos desenhando a programação de Corth, e agora ele tem tanta liberdade de pensamento com a mesma Mock II dela. Além disso, foi meu parceiro protetor desde o dia em que nasci, e embora ele não se ofenda por ser chamado de "coisa", eu garanto a você que eu sim. 

Série Família Ly-San-Ter
1 - A Mulher do Guerreiro
2 - Algo Mais que o Desejo
3 - Coração Guerreiro
Série Concluída

21 de dezembro de 2014

Pacto com o Diabo

Série Devil


Aubrey Montford chega ao Castelo de Cardow com referências falsificadas e um menino ao seu encargo. 

O único inquilino do castelo é o velho e irascível comandante Lorimer, um alcoólatra rabugento que nenhum serviçal aguenta.
Com a chegada da senhora Montford como governanta a situação muda, já que consegue ganhar o afeto do comandante e transformar o abandonado castelo em um imóvel rentável.
Entretanto, um dia o comandante aparece assassinado e todas as suspeitas recaem sobre Aubrey.
Depois do assassinato, o jovem e arrumado conde de Walrafen, sobrinho do comandante, retorna após longos anos de ausência ao lar de sua infância e que tanto odeia.
Inicia-se uma investigação para desmascarar o assassino e, ao mesmo tempo, o jovem conde descobre uma intensa atração pela estranha e reservada senhora Montford.


Série Devil
1- Encontro com o Diabo
2- Pacto com o Diabo
3- Dívida com o Diabo
4- Acordo Com o Diabo
Baixar em Séries

19 de dezembro de 2014

O Bom Duque Fica Impune

Série As Regras dos Canalhas



Ele era William Harrow, marquês de Chapin e herdeiro do ducado de Lamont, havia sido dopado, acordou e estava em uma cama estranha, entre lenções frios e úmidos por uma grande quantidade de sangue e suas roupas haviam desaparecido, a criada gritou e tudo desmoronou. 

Era véspera de mais um dos casamentos de seu pai, a desaparecida era a noiva Mara Lowe.
Ele lutara antes, derramara sangue e dentes ali na calçada de Newgate com ferocidade. 
Ele seguiu em frente. Após 12 anos, ele era Temple, o Duque Assassino. Lutador imbatível no cassino Anjo Caído, e sempre ganhou, dezenas de vezes.
Ela, agora era Margaret MacIntyre, viúva de um soldado obscuro, governanta da Casa para Meninos MacIntyre, orfanato onde viviam os bastardos indesejáveis dos nobres e um porco Lavender.
Ambos viviam na escuridão.
Ela, tenha cheiro de limão e suas mãos marcadas pelo trabalho não usam luvas, ele tenha cheiro de cravo e tomilho, e uma boa quantidade de cicatrizes
O irmão dela perdera todo o dinheiro do orfanato no jogo e ela foi a procura dele para fazer uma troca, a verdade do que acontecera naquela noite em troca da dívida. 
A absolvição, ele teria seu legado. Mas eles poderiam ter uma noite, e ele era o suficiente para fazê-la esquecer todo o resto.
No dia seguinte eles voltariam para suas vidas, ele, ao que perdeu há muito tempo, e uma linda esposa e lindos filhos. E ela para o que a muito tempo merecia.


Série As Regras dos Canalhas
1- Um Trapaceiro com outro Nome
2- Um Bom Conde merece uma Amante
3- O Bom Duque Fica Impune
Essa série não será continuada


13 de dezembro de 2014

Mestre da Meia-Noite

Série Guerreiros Sombrios

Gwynn Austin não tem ideia do por que seu pai desapareceu em uma misteriosa viagem para a Escócia. 

Quando ela vai em uma missão desesperada para procurá-lo, encontra mais do que procurou em um Highlander robustamente bonito, perversamente excitante que exala perigo e mistério. E quando descobre seu próprio vínculo com a Escócia, ela vai ter que confiar em seu coração para ajudar a guiá-la... 
Impulsionado através do tempo pela poderosa Magia Druidesa, Logan Hamilton usa sua imortalidade e os poderes do deus dentro de si para ajudar a impedir o despertar de um antigo mal no mundo moderno. 
Ele nunca esperou encontrar ajuda na forma de uma bonita mulher muito tentadora e sedutora, e cuja paixão e força coincidem com a sua.
Juntos, Logan e Gwynn devem lutar por seu amor, antes de um demônio do passado destruí-los...

Série spin-off da série da Espada Negra...um grande salto no futuro

Capitulo Um

Gwynn Austin firmou os braços de sua cadeira no corredor, suas juntas ficaram brancas e sua respiração bloqueou em seus pulmões quando o avião finalmente aterrissou em Edimburgo.
Deus, ela odiava voar. Apenas fez pequenas viagens através dos EUA sem estar sedado ou bebendo fortemente.
Mas a mensagem de seu pai mudou tudo.
Gwynn soltou sua respiração quando o avião taxiou pista abaixo para o terminal. Ela estava faminta e nauseada ao mesmo tempo. Fez tudo o que pode para não vomitar no avião, então comer estava fora de cogitação.
Quando o avião parou no terminal, porém, ela estava faminta e não conseguia sair do avião rápido o suficiente. E você não imaginaria que existiria um homem duas filas na frente da sua que queria examinar sua bagagem de mão e segurar o resto do avião?
Gwynn quis empurrar o sujeito, batê-lo atrás na cabeça por ser tão rude. Sua boca caiu quando o sujeito, de repente, deu um grunhido e caiu no corredor. Ele ergueu a cabeça, olhando para todo mundo que o encarava fixamente.
Esta não era a primeira vez que Gwynn desejou algo e aconteceu, entretanto ela não olhou muito profundamente para descobrir por que. Era bem ruim que ela não pudesse se desejar na Escócia em vez de ter que voar para lá.
Desviando o olhar quando o sujeito levantou-se, Gwynn ignorou a picada na consciência que se instalou na base de sua espinha. Ela sempre teve uma fascinação pela Escócia e suas supostas lendas e mitos de magia, Druidesas, e guerreiros Highlanders.
Gwynn esticou seus ombros quando finalmente andou para fora do avião e seguiu a sinalização para buscar sua bagagem. A preocupação pela mensagem secreta do seu pai empurrou de lado sua náusea.
Fazia três semanas desde a mensagem de seu pai. Três longas semanas cheias de preocupação com pouco sono. Ele era conhecido por se envolver profundamente na sua pesquisa e esquecer-se de telefonar um dia ou outro, mas nunca por três semanas. É o que estimulou Gwynn a comprar uma passagem de avião e gastar onze horas no voo de Houston até Nova Iorque, então adiante para Edimburgo, com sua mente conjurando todos os tipos de acidentes que poderiam ter acontecido com seu pai.
Gwynn pegou sua pequena mala e ajustou a correia de sua bolsa em cima de seu ombro quando procurou pela placa de aluguel de carro. Assim que viu, ela fez o caminho mais curto para ele enquanto evitava outras pessoas e suas bagagens.
Não levou muito tempo para alugar um carro, mas quando Gwynn ficou ao lado de seu pequeno Fiat Punto vermelho teve que perguntar-se se ela poderia dirigir isto. Não só estaria dirigindo no lado errado da estrada, mas estaria sentando no lado errado do carro. Um carro manual.
— Eu sou uma idiota com minha mão esquerda, — ela murmurou quando lançou sua mala atrás e pôs-se atrás do volante.
Mas tinha que saber o que aconteceu com seu pai. Ele era tudo que ela tinha. Sua mãe morreu três anos antes, deixando apenas Gwynn e seu pai para lidar. Sua mãe mantinha a família unida.
Tinha sido um laço solto, mas ainda era um laço.










Série Espada Negra
1– O Beijo do Demônio
2– O Pergaminho Oculto
3– Highlander Perverso
4– Highlander Selvagem
5– O Amuleto Secreto
6– O Highlander Escuro
Série Espada Negra continua...com salto no futuro
(Série Guerreiros Sombrios)
1- Mestre da Meia-Noite 
2- Amante da Meia-Noite


11 de dezembro de 2014

O Jogo Matrimonial

Série Dama De Mayfair 

Chega à agência matrimonial das irmãs Duncan certo Douglas Farell, médico de profissão. 

Farrell procura uma esposa que cumpra com os requisitos mínimos, quer dizer, que seja rica e de elevada posição social. 
E embora para Chastity Duncan o instinto indique que o melhor é não colaborar com um homem de intenções tão mercenárias, a necessidade, pelo contrário, recorda que ela não pode prescindir dos honorários que Farrell está disposto a pagar pelo serviço. Entretanto, a verdade sobre o pragmático Doutor poderia fazê-la mudar de opinião.
Farell não só é um tipo pragmático, trata-se de um filantropo que só procura exercer sua verdadeira paixão, assistir aos mais pobres.

Capítulo Um

O cavalheiro que estava no alto da escadaria da National Gallery escrutinava atentamente os supostos amantes da arte, que subiam para as grandes portas do Museu, situada as suas costas. Sustentava de forma visível um exemplar do jornal A Dama de Mayfair e procurava alguém que levasse um artigo similar.
Uma grande revoada de pombas se ergueu em Trafalgar Square, por onde uma pessoa avançava apressadamente jogando milho às aves enquanto se aproximava. Cruzou a rua até se situar justamente abaixo do Museu e se deteve no degrau inferior, espremendo na mão o saco de papel que continha o milho, ao mesmo tempo em que dirigia o olhar para cima. Na mão livre segurava um jornal enrolado. O homem realizou um movimento vacilante com seu próprio jornal e a pessoa jogou, em um cesto de papéis, o saco amassado e subiu rapidamente as escadas até ele.
Praticamente, a única coisa que o cavalheiro podia distinguir é que a pessoa era mulher e miúda. Estava vestida em uma folgada capa de alpaca alemã, como o que costumavam vestir as mulheres para viajar de automóvel, usava um chapéu de feltro de aba longa e ocultava o rosto atrás de um véu de renda.
— Bonjour, monsieur — saudou. — Acredito que temos um encontro, n’est-ce pas? — Agitou seu exemplar do jornal A Dama de Mayfair — Você é o doutor Douglas Farrell, não é?
— Eu mesmo, senhora — respondeu ele com uma leve reverência. — E você é...?
— Sou a Mademoiselle Mayfair, certamente. — Respondeu ela, cujo véu tremulava a cada expiração.
Que tem o sotaque francês mais falso que eu já ouvi, pensou o doutor Farrell divertido, mas decidiu não comentar nada.
— A Senhorita Mayfair em pessoa? — Perguntou curioso.
— A representante da publicação, monsieur. — Replicou ela com um sotaque de recriminação em seu tom.
— Ah! — Moveu afirmativamente a cabeça. — E Os Intermediários?
— É a mesma coisa, senhor — respondeu a mulher com uma determinada inclinação da cabeça. — E a meu ver, senhor, o que deseja é a ajuda de Os Intermediários.
Este deplorável sotaque francês sempre a deixava com vontade de rir, refletiu a honorável Chastity Duncan. Quando ela ou uma de suas irmãs o utilizavam, todas estavam de acordo em que soavam como donzelas francesas de uma comédia de Feydeau. Mas era um artifício muito útil para disfarçar a voz.
— Pensei que a reunião teria lugar em um escritório. — Manifestou o doutor, lançando um olhar ao espaço público que os rodeava. Um frio vento de dezembro soprava na praça arrepiando as penas das pombas.
— Nossos escritórios não estão abertos ao público, monsieur — se limitou a dizer Chastity. — Sugiro que entremos, há muitos lugares no Museu onde poderemos conversar.
Encaminhou-se para as portas do Museu e seu acompanhante se apressou a abrir-las, as abas de sua capa de alpaca alemã, infladas pelo vento roçaram o doutor quando a mulher adentrou o cavernoso átrio.
— Vamos à sala de Rubens, monsieur — sugeriu, indicando as escadas com o jornal. — Há ali um sofá circular onde poderemos falar sem chamar a atenção.

Série Dama De Mayfair
1 - A Lista De Solteiros
2 - A Noiva Escolhida
3 - O Jogo Matrimonial
Série Concluída

A Noiva Escolhida

Série Dama De Mayfair 


Você como recompensa!

Quando entrou no escritório de Gideon Malvern, tudo que Prudence esperava era que ele aceitasse sua proposta: defender o polêmico jornal que ela e as irmãs publicam anonimamente na cidade de Londres, e que está sendo injustamente processado.
Em troca ela se propõe a encontrar a mulher perfeita para se casar com ele e ajudá-lo a criar a filha.
Prudence sabe que o famoso advogado é capaz de defender o jornal sem deixar vir a público a identidade das três.
Para um homem que não recusa desafios, Prudence Duncan é uma tentação irresistível. 
Além de contar com ele para defender um caso complicado, ela desperta em Gideon o desejo de descobrir a intrigante mulher que se esconde por trás daquela fachada de austeridade e, quem sabe, convencê-la a ser a candidata número um em sua lista de pretendentes a esposa...

Capítulo Um

Londres, 1906
— Aqui estão, srta. Prue. — A sra. Beedle pegou uma pilha de envelopes de uma prateleira alta na cozinha. — São poucas as cartas, hoje. Oh, esta tem um ar sério. — Ela separou um envelope comprido, de papel encorpado, e observou o nome do remetente, timbrado no alto, com indisfarçável curio­sidade.
Prudence bebericou o chá e não fez a menor tentativa de apres­sar a anfitriã. A sra. Beedle tinha um ritmo próprio de fazer as coisas... exatamente como o irmão dela, Jenkins... um homem que combinava os deveres de mordomo com os de amigo, assistente e, às vezes, cúmplice das três irmãs Duncan, na casa delas, na Manchester Square.
— Alguma notícia da srta. Con? — perguntou a mulher, de­positando finalmente os envelopes na mesa e pegando a chaleira.
— Oh, recebemos um telegrama ontem. Eles estão no Egito no momento. — Prudente estendeu a xícara para tornar a ser ser­vida. — Mas visitaram Roma e Paris antes. Parece uma viagem esplêndida.
Ela soou saudosa, mas, de fato, as seis semanas de lua-de-mel da irmã mais velha haviam passado bem devagar para Prudence e a irmã caçula, Chastity. Manter a casa funcionando normalmen­te, equilibrar as parcas finanças que obtinham com o trabalho secreto, e ao mesmo tempo assegurar que o pai continuasse alheio à verdadeira situação da família, exigia um esforço ainda maior para apenas duas das irmãs. Mais de uma vez, ao longo das se­manas anteriores, Prudence e Chastity tinham se visto obrigadas a lutar contra a tentação de forçar o pai a enxergar a realidade; uma realidade que ele próprio causara com investimentos impru­dentes logo depois da morte da mãe delas. Em respeito à memória da mãe, porém, tinham-se mantido em silêncio. Lady Duncan teria protegido a paz de espírito do marido a qualquer custo e, portanto, as filhas tinham de fazer o mesmo.
Quando somavam aquela luta diária à difícil missão de publicar o jornal Mayfair Lady quinzenalmente, sem a experiência editorial de Constance... sem mencionar a administração da Cupido, sua agência matrimonial... não era de admirar que ela e Chastity es­tivessem exaustas.
A sineta da loja de doces na parte da frente da casa tocou, anunciando a entrada de fregueses, e a sra. Beedle adiantou-se depressa para atender junto ao balcão, alisando o impecável aven­tal branco. Prudence bebeu o chá e serviu-se de uma segunda fatia de pão de gengibre. Havia uma atmosfera acolhedora e tranqüila na cozinha atrás da loja, e ela suspirou, grata pelo breve momento de descanso das várias preocupações. Distraidamente, olhou os envelopes enviados para o Mayfair Lady. O jornal usava como endereço de correspondência a loja da sra. Beedle, em Kensington, uma vez que as editoras tinham de manter anonimato

Série Dama De Mayfair
1 - A Lista De Solteiros
2 - A Noiva Escolhida 
3 - O Jogo Matrimonial
Série Concluída

Um Prazer Inesperado


Megan Mulcahey tinha que averiguar se Theo Moreland, marquês do Raine, tinha matado a seu irmão. 

A jornalista estava acostumada a conseguir o que queria, embora possivelmente Theo fora um desafio maior ao que jamais se enfrentou. 
Além de extremamente poderoso, o marquês era incrivelmente bonito e inteligente. Mas Megan ia descobrir o que havia detrás da misteriosa morte de seu irmão... 
E o que tinha sido do tesouro que ambos tinham estado procurando na selva sul-americana, embora antes teria que cruzar o Atlântico e infiltrar-se em sua casa de algum modo... 
A nova instrutora de seus irmãos não era o que Theo esperava. 
O valente explorador só tinha visto uma vez uma beleza como aquela, em um sonho febril de que teria desejado não despertar. 
Mas... que fazia aquela deliciosa visão bisbilhotando pela casa como uma vulgar benjamima? 

Capítulo Um 

Nova Iorque, 1879 
Um grito transpassou a escuridão. Megan Mulcahey despertou sobressaltada e se incorporou na cama com o coração acelerado. Demorou um momento em compreender o que a tinha despertado. Logo ouviu de novo a voz de sua irmã. 
—Não. Não! Megan se levantou de um salto e saiu da habitação. Sua casa, um edifício encostado com três habitações na planta de acima, não era muito grande. Só demorou um momento em chegar à porta do Deirdre e abrir a de par em par. Deirdre estava sentada na cama. 
Seus olhos, muito abertos e fixos, tinham uma expressão horrorizada. Tendia os braços para algo que só ela podia ver, e as lágrimas se acumularam em seus olhos antes de começar a rodar por suas bochechas. 
—Deirdre! —Megan cruzou o quarto, sentou-se na cama de sua irmã e tomou firmemente dos ombros
—. O que ocorre? Acordada! Deirdre! Sacudiu à moça e de repente o semblante de sua irmã trocou; aquele espantoso estupor pareceu desvanecer-se, substituído por uma consciência que logo que começava a despontar. 
—Megan! —Deirdre deixou escapar um soluço e se jogou em braços de sua irmã
—. OH, Megan! foi horrível. Horrível! 
—Por todos os Santos! —exclamou seu pai da porta—. Se pode saber o que passa aqui? 
—Deirdre teve um pesadelo, isso é tudo —respondeu Megan com calma ao tempo que acariciava o cabelo de sua irmã—. Não é certo, Deirdre? Só era um pesadelo.
 —Não —Deirdre tragou saliva e se apartou um pouco dela. enxugou-se as bochechas e olhou primeiro a sua irmã e logo a seu pai. Seguia tendo os olhos muito abertos e turvados—. Megan, papai, vi ao Dennis! —sonhaste com o Dennis? —perguntou Megan. 
—Não era um sonho —respondeu a moça—. Dennis estava aqui. Faloume. Megan sentiu um calafrio. —Mas, Dee, não pudeste ver o Dennis. Leva dez anos morto. —Era ele —insistiu sua irmã—. O vi tão claro como a luz do dia.

Lírio do Lodo












Conseguirá Lady Galatea não deixar-se enredar pelo charme do ladrão de estradas Sir Just Trevena?




Capítulo Um

1806
O calor proveniente das velas dos imensos candelabros era insuportável, e a agitação dos dançarinos, combinada com a forte fragrância das flores, proporcionava uma sensação de asfixia.
Duas pessoas abandonaram o burburinho do salão e encaminharam-se lentamente em direção aos amplos corredores da mansão pertencente a lorde Marshall, amigo íntimo do príncipe de Gales.
— Para onde está me levando, D’Arcy? — perguntou a dama ao deixarem para trás os acordes da música, que foram substituídos pelo tique-taque ritmado do salto dos sapatos no assoalho polido.
— Para um lugar sossegado — retrucou o cavalheiro. — Há gente demais lá dentro, e o barulho é ensurdecedor. Quero falar com você a sós.
A dama riu e, apesar de a risada ser cristalina, não parecia alegre.
— Não me venha de novo com essas conversinhas ao pé do ouvido. Eu não agüento mais!
O cavalheiro não respondeu, limitando-se a abrir uma das portas do corredor que dava acesso a uma sala de estar vazia, apenas iluminada por dois castiçais de prata pousados simetricamente sobre o tampo de uma escrivaninha.
A dama olhou ao redor.
— Que linda sala! Nunca estive aqui antes.
— É o santuário de Marshall, onde ninguém entra. A não ser os amigos mais chegados.
— E você se considera um deles?
— Ele é muito maçante, mas eu o conheço de longa data.
A sala era fresca. As cortinas repuxadas para os lados permitiam a entrada da brisa noturna, mas não era o suficiente. A dama começou a se abanar com um precioso leque pintado à mão.
— Como você está encantadora, Galatea! Nunca a vi tão bela como nesta noite!
A dama não fez caso do elogio e apenas esboçou um sorriso.
Mas não havia dúvida de que Galatea era uma mulher maravilhosa. O cabelo negro, penteado de acordo com a última moda de Paris, emoldurava um rosto perfeito e simétrico. Mas o que mais chamava a atenção naquele rosto eram os olhos; dois olhos enormes, verde-escuros, mas que tinham um brilho dourado, parecendo dois raios de sol, de acordo com a opinião geral de seus inúmeros admiradores.
— E então, D’Arcy?
A pergunta casual teve o poder de enfurecer seu parceiro.
— Maldição! — ele exclamou. — Você sabe muito bem o que estou querendo dizer!
— E você sabe muito bem a resposta! Por que fica sempre repetindo a mesma ladainha inútil?
— É assim que você me trata? — revidou ele, soltando chispas de ódio pelos olhos.
Vestido na última moda, ele também era um homem bonito e atraente. Poucas pessoas do salão de baile, ao ver o casal dançando, deixariam de pensar que o conde de Sheringham e lady Roysdon formavam um par perfeito, não somente quanto à aparência, mas também quanto à reputação. Só que lady Roysdon não mostrava em seu belo rosto nenhum sinal que denunciasse a vida desregrada que andava levando, enquanto que os anos de deboche vividos pelo conde já lhe tinham deixado marcas indeléveis. As bolsas sob os olhos eram prova de dissipação, e a palidez esverdeada do rosto devia-se a uma longa seqüência de noites maldormidas e ao excesso de álcool.
A raiva impeliu o conde de Sheringham a andar inquieto pela sala, com os polegares enfiados na lapela da bem talhada casaca de cetim.
— Não podemos continuar assim! — explodiu ele.
— E por que não?
— Porque eu a quero, porque você vive me recusando, porque não suporto mais viver longe de seus braços!
— Essa é uma decisão que deveria ser minha — disse ela, começando a entendiar-se com aquela conversa. 
Ao perceber sua reação, o conde sentou-se junto dela no sofá, dando vazão a uma série de lamúrias. — Não agüento mais, Galatea! Hoje à noite, quando a vi ao lado do príncipe, rindo de mim, cheguei ao auge do desespero!

2 de dezembro de 2014

Tentação Perigosa

Série MacLerie

Amaldiçoado por tragédias do passado, Athdar MacCallum, laird das Terras Altas, se dedica a liderar seu povo. 

Ele jurou nunca mais se casar. Até ser totalmente subjugado pela beleza inocente dos olhos de Isobel Ruriksdottir... a vulnerabilidade de Athdar a atrai. Isobel percebe um ponto fraco por trás da fachada destemida do chefe do clã. 
Mas a reputação dele se transforma em um obstáculo. Ceder à tentação os colocará em perigo. Ainda assim, é impossível ignorar o desejo de arriscar tudo em nome da paixão.

Capítulo Um

Lairig Dubh, Escócia — 1375 d.C.
— Olhe! Veja! Ali está ele.
O sussurro animado chamou a atenção de Isobel. Sua amiga Cora raramente tomava conhecimento do sexo oposto, de modo que aquilo era algo inusitado, especial. Ela se virou para ver quem a amiga estava olhando.
Athdar MacCallum, irmão da esposa do laird, Jocelyn, atravessou o pátio, em direção ao torreão.
Pelo andar decidido, sem olhar para a direita, nem para a esquerda, tinha negócios a tratar com o laird e não queria ser retardado em sua tarefa. Ainda assim, sua beleza chamava atenção.
— Ele está de partida — disse ela. Diante da expressão inquiridora da amiga, assentiu com a cabeça. — Meu pai mencionou isso esta manhã.
— Será que ele vai ficar pelo menos para jantar? — perguntou Cora, olhando-a de perto, enquanto aguardava a resposta.
Isobel queria demonstrar seu excitamento tanto quanto Cora, no entanto se conteve. Se mostrasse seu interesse em Athdar, logo o pai ficaria sabendo e os problemas começariam. A simples menção do nome do laird era suficiente para deixar seu pai extremamente aborrecido. E aborrecido não era como que ela, ou qualquer um, gostaria de vê-lo.
O meio nórdico, meio escocês filho do conde de Orkney não tolerava pessoas estúpidas e, em algum momento, no passado, antes mesmo de ela nascer, Athdar fizera algo muito estúpido, que o pai dela jamais esquecera. Não importava que Athdar fosse jovem e com tendência a atos impetuosos. Não importava que tivesse sofrido por seu erro de julgamento. E não importava que o resultado tivesse trazido Jocelyn MacCallum para Lairig Dubh, como esposa do senhor do castelo. Tudo o que importava para o seu pai era que houvera uma falha no caráter de Athdar e, possivelmente, ainda havia. Isobel se afastou do caminho e encarou Cora.
— Não sei. Não fico prestando atenção quando ele chega ou parte.
Conquanto, se pudesse, o faria.
Durante os dois últimos anos, vira suas várias primas namorando e se casando. Havia atingido uma idade considerada núbil e o único homem que lhe chamara a atenção fora Athdar. Oh, não tinha nada a ver com aquele corpo forte, musculoso, os penetrantes olhos castanhos ou a forma como o cabelo comprido, da mesma cor, emoldurava-lhe os ângulos másculos do rosto. Enxugando o suor da testa com as costas da mão, Isobel percebeu que andara notando demais os atributos físicos de laird MacCallum!
Havia também o fato de que ele a intrigava. Sempre respeitoso, lhe dirigia a palavra como se ela tivesse uma mente e não se afastava como a maioria dos outros rapazes. Alguém capaz de fazer frente ao seu pai não seria ruim. Athdar era um homem justo e competente, de acordo com o conde; e compassivo, segundo sua irmã.
Isobel podia sentir a tristeza generalizada que existia dentro dele, e isso mexia com algo bem no fundo de sua alma. Desejava poder consolá-lo. Em vez de assustá-la, isso a atraía. Ela estremeceu ao fitá-lo novamente.
Cora percebeu sua reação, porque piscou os olhos e a encarou. Em seguida, sorriu e assentiu com a cabeça.
— Acho que você não é tão indiferente a laird MacCallum como deseja que eu acredite.
— Ele é parente por parte de meu pai — retrucou, esperando que Cora desse o assunto por encerrado. Enxugando as mãos úmidas de suor no vestido, jogou o cabelo sobre os ombros e pegou a mão da amiga. — Venha, temos tarefas para fazer antes do jantar, Athdar ficando ou não.
Aquilo pareceu ter surtido efeito. A amiga sabiamente deixou o assunto morrer, enquanto laird MacCallum caminhava já na metade do pátio, à frente delas, que também se dirigiam à torre. 
Sua mãe estava ajudando lady Jocelyn, no solar, o que lhe dava uma boa desculpa para segui-lo até o interior da torre. Com o coração acelerado, tentou manter a antecipação de trocar algumas palavras com ele, sob controle. E teria conseguido se alguém, atrás delas, não o tivesse chamado pelo nome. 
Athdar parou e se virou para ver quem o chamou. Ao fazer isso, seus intensos olhos castanhos recaíram sobre ela.
Qualquer tentativa de continuar a se comportar como se a atenção de Athdar fosse habitual em sua vida se esvaiu, quando ele lhe piscou e sorriu. Parando onde estava, tentou lembrar-se de respirar. 
Cora não reparou, por isso prosseguiu um ou dois passos, antes de perceber que a deixara para trás. Isobel forçou o ar a entrar e sair dos pulmões e o fitou, retribuindo o sorriso. 
Estava tentando pensar em algo expressivo para lhe dizer, quando Ranald surgiu e se colocou entre os dois.
— Estou praticando no campo de treinamento, Dar. Vá até lá, quando terminar a conversa com o laird.

25 de novembro de 2014

O Highlander

Série Irmãs McAlpin





O homem, como todos os demais, fora trucidado de forma selvagem.

A mulher, cujas roupas lhe haviam sido arrancadas do corpo, fora violentada pelos inimigos antes que a morte misericordiosa a levasse.
— Venha, meu filho. Amanhã voltaremos para sepultar seus mortos disse frei Anselmo, em tom compassivo.
O menino não deu mostras de tê-lo ouvido. Permaneceu imóvel, de joelhos, o rosto sem expressão.
— Precisa esquecer o que viu hoje o frade insistiu, penalizado.
— Nunca!
— Pela primeira vez o garoto quebrou o mutismo que até então mantivera. Depois, apertando os punhos até os nós dos dedos ficarem brancos, acrescentou, feroz: — Nunca vou esquecer!
A dureza e a determinação daquela criança abalaram o velho frade. Só vira antes tal ferocidade em guerreiros empedernidos por muitas batalhas.
— Quando eu crescer ... o menino continuou falando, através dos dentes cerrados, juro, pela alma do meu pai e da minha mãe, que vingarei meu povo! Os ingleses que fizeram isso, um dia, vão prestar contas à Dillon Campbell!

Capítulo Um

— Moira! Estou vendo os selvagens! De pé no balcão do seu quarto, Leonora, única filha de lorde Alec Waltham, observava os campos verdejantes.
Tão longe quanto à vista alcançava, as terras pertenciam a seu pai. A maior parte fora presente do rei Edward, em agradecimento aos serviços prestados por lorde Waltham à coroa inglesa. Alec Waltham era um dos mais fiéis amigos do rei, e a generosidade deste para com os que lhe prestavam lealdade era lendária, assim como seu temperamento volátil.
Era bem conhecido nos círculos da nobreza o fato de o rei Edward ser autocrático, de gênio explosivo, capaz de tornar-se violento diante de críticas, até mesmo dos amigos fiéis.
Deus nos ajude! Onde? A idosa aia saiu para o balcão e, protegendo do sol os olhos cansados, examinou as redondezas.
— Ali, naquela colina. Está vendo o reflexo do sol nas espadas?
— Sim. A velha criada persignou-se. Nunca pensei que viveria para ver esses pagãos dormindo sob o mesmo teto que gente cristã e civilizada. Nem comendo à mesa do seu pai. Ah, as coisas terríveis que tenho ouvido sobre eles.
— Ouvido? Quer dizer que nunca viu um escocês?
A mulher, que havia sido ama de criação da mãe de Leonora, antes desta, estremeceu.
— Não. Mas tenho ouvido muitas histórias a respeito desses selvagens. São gigantescos, minha criança, andam com as coxas descobertas mesmo na mais gélida temperatura, e vestem pouca coisa além de trapos. Vendo a expressão chocada de Leonora, continuou: — Sim, aqueles que já os viram dizem que são selvagens, violentos, com um jeito rude de falar, e faces barbudas, horríveis de se contemplar.
Os olhos de Leonora se arregalaram.
— Ah, Moira, e o que eu vou fazer? Papai me mandou ficar ao lado dele para recepcionar essas ... criaturas. Ela levou a mão delicada ao pescoço.
— Se ele fosse prudente, teria ordenado que você não saísse do quarto até esses pagãos escoceses fossem embora. Quem sabe de que maldades eles são capazes? A aia baixou a voz. Há pessoas que afirmam que eles comem criancinhas inglesas e bebem o seu sangue.
— Quieta, Moira. Não posso acreditar em tamanho absurdo! Papai nunca os convidaria para nossa casa, se fossem tão monstruosos assim.
— Não se esqueça, não foi escolha de seu pai. O rei ordenou esse encontro.
— Sim, e você acha que nosso rei iria colocar seu mais leal amigo em situação tão perigosa?
A criada não respondeu. Sabiamente guardou para si seu verdadeiro pensamento. Havia espiões por toda a parte e infeliz daquele que caísse no desagrado do trono.
A atenção de Leonora, contudo, já se voltara para os três cavaleiros que se aproximavam do fosso que rodeava o castelo. A um grito de comando, a ponte levadiça foi baixada, e o pesado portão, erguido. Os três escoceses avançaram para dentro do pátio e imediatamente a ponte levadiça e o portão voltaram a posição inicial, impedindo qualquer retirada.
— Esses escoceses, comentou Leonora, preparando-se para deixar o aposento, são ou muito tolos ou muito corajosos. Afinal, são apenas três homens contra mais de cem dos melhores guerreiros do rei dentro das muralhas.
—Dizem que basta um escocês para derrotar um exército inteiro de soldados ingleses.



Série Irmãs McAlpin
1 - A Prisioneira do Castelo
2 - Uma Rebelde na Corte
3 - Prisioneira do Esquecimento
4 - Coração Highland
5 - O Higlander Traduzido- Guerreiro Amante 
6 - O Inimigo
Série Concluída