25 de janeiro de 2012

Um Fogo no Coração

Série Botões de Rosa
Michael Kenyon, o marquês do Stokeford, encontra a sua avó em companhia de uma formosa cigana que lhe lê a palma da mão e imediatamente decide, sem nenhum tipo de dúvida, que Vivien é uma caçadora de fortunas.

Capítulo Um

Os Três Botões de Rosa

Devon, Inglaterra
Agosto de 1810

Tenho excelentes notícias: — disse Vivien a seus pais enquanto eles, como todos os ciganos do acampamento, esquentavam-se junto à fogueira depois do café da manhã — decidi me casar.
Lutando para parecer feliz, apertou fortemente o tecido de sua blusa amarela com suas mãos. Pronunciar essas palavras lhe tinha sido mais difícil do que ela tinha imaginado, mas ainda foi mais difícil esforçar-se para ter uma expressão feliz, o sorriso de uma mulher apaixonada.
Seus pais trocaram um olhar que indicava mais incredulidade que alegria. Reyna Thorne ficou imóvel segurando uma pilha de pratos de latão, com seus dedos retorcidos pelo reumatismo que padecia desde há algum tempo. Pulika Thorne, um homem de escassa estatura, mas com a compleição de um urso, estava sentado em um caixote colocado de boca para baixo, com sua perna entrevada estirada.
A carruagem azul e amarela, que se encontrava a margem do acampamento, lhes oferecia certa privacidade dentro daquele grupo de ciganos. A pouca distância, as crianças riam e brincavam de correr entre os vardos pintados com suas enormes rodas de madeira, entre os homens deitados junto ao arroio manchado pelo sol, entre as mulheres que mexericavam enquanto recolhiam os pratos e os tachos. A brisa do verão trazia o aroma das especiarias e da comida. Em uma horta próxima, as macieiras estavam carregadas de frutas e seus ramos caíam sobre o muro de pedra que havia juntado ao estreito caminho de terra.
Seu pai tentou ficar em pé com a ajuda de um grosso galho de carvalho. Enquanto o observava, Vivien experimentou um aperto no peito que lhe era familiar e que foi incapaz de controlar. A terrível ferida que tinha sofrido em sua perna no ano anterior tinha reduzido a sua força, embora seu ânimo não se debilitasse. Ainda era capaz de narrar historias fascinantes com um amplo sorriso que deixava ver seus dentes brilhantes. Podia conseguir que Vivien estremecesse de gozo com seus contos e risse com suas brincadeiras até que lhe doesse o corpo.
Mas nesse momento seus olhos não brilhavam. A perplexidade e a preocupação se mostravam em suas feições deterioradas pelo tempo enquanto olhava a sua filha.
— O que disse? Que vai se casar? Mas se o único que a cortejou ultimamente foi Janus...!
Vivien sorriu ainda mais.
— Sim, trata-se de Janus — respondeu, obrigando-se a saborear seu nome quando a única coisa que desejava era cuspi-lo como se fosse um pedaço de maçã verde —. Quer que eu seja a sua esposa. Não é maravilhoso?
Sua mãe deixou escapar um débil som de aflição.
— Oh. Vivi. Esse homem?
— É um idiota fanfarrão — exclamou cansativamente Pulika —. Você mesma disse quando ele se uniu ao nosso acampamento.
— Isso foi antes que eu o conhecesse — disse Vivien suspirando romanticamente — Olha-o. É tão bonito...

Série Botões de Rosa
1 - Um Fogo no Coração
2 - Seduzida por um Canalha
3 - With All My Heart
4 - One Wild Night
5 - The Wedding Night

22 de janeiro de 2012

Série Beijos

Beijada Pelas Sombras

Lady Philippa Nielson não se lembra do que aconteceu em seu aposento em plena noite, nem conhece o perigoso enredo que ameaça sua vida. 

Mas um leve toque da mão de um misterioso desconhecido e um simples olhar de seus inteligentes olhos cinzentos bastam para que Pippa se sinta unida a quem deveria ser seu mais notório inimigo. 
Quem é esse homem que parece saber sobre sua vida mais que ela mesma? 
Lionel Ashton foi designado como guardião de Pippa e do segredo que ela, sem sabê-lo, guarda. 
Mas o que Lionel sabe sobre Pippa porá a vida de ambos em grave perigo, enquanto caem sob o feitiço de uma atrevida sedução que os trasnformará em apaixonados foragidos e em legendários amantes. 

Comentário revisora Rosângela Breda: No começo não entendi o livro, lá do capítulo quatro foi que eu comecei a entender que era tudo um complô político, que o marido dela era um fraco e ela uma heroína muito valente, quando aparece o mocinho muito sofrido também e que salva ela de um futuro incerto e com muito amor eles vencem tudo. 

Capítulo Um 

Palácio de Whitehall, Londres, agosto de 1554. 

Pippa foi consciente do brilho da luz do sol inclusive antes de abrir os olhos, mas continuou deitada até que esteve totalmente acordada. 
Antes que as sensações fossem evidentes, já sentiu a boca seca, os membros pesados e uma débil dor surda nas articulações. 
Sempre que despertava depois do amanhecer se sentia assim. 
Era pouco usual nela dormir até tarde. 
Sempre tinha despertado antes do amanhecer, preparada para tudo o que lhe proporcionasse o novo dia, mas nas últimas semanas, desde o casamento da rainha com Felipe da Espanha, ficava assim nas manhãs nas que se levantava sentindo-se pesada e sem forças, com uma dor nos olhos que demorava até o meio do dia para desaparecer. 
Moveu seu corpo devagar sobre o colchão de plumas. 
Stuart estava ao seu lado. Não tinha se deitado na cama com ela na noite anterior, que era algo comum. 
O aroma de vinho impregnava ainda seu fôlego e adivinhou que tinha amanhecido em companhia de seus amigos, das cartas e dos jogos de dados, aos que era viciado. 
Virou-se de costas para ele, ainda pouco disposta a fazer soar a campainha para chamar sua criada e começar o tedioso processo de vestir-se para o dia. 
Ao separar as pernas notou um ligeiro desconforto, uma viscosidade seca nas coxas. 
«Por quê?», pensou irritada. «Por que Stuart só me faz amor quando estou adormecida?
» Neste sentido nunca se mostrou como uma mulher desinteressada. 
De fato, nas primeiras semanas depois do casamento, fazia tudo que estava em sua mão para que o jogo amoroso na cama do casal acabasse sendo provocador e apaixonado.
«O entusiasmo de Stuart sempre foi muito limitado», refletia Pippa agora, «mas ao menos estive acordada em todas as ocasiões.
» Seu marido se removeu a seu lado e, com renovadas energias. 
Pippa virou sobre si mesma, apoiando-se no cotovelo para contemplá-lo. 
Inclusive dormindo, com aroma de vinho, era condenadamente bonito: formosos cachos sobre essa ampla testa de alabastro, grossas pestanas marrons como luas crescentes sobre suas altas maçãs do rosto, a tez dourada pelo sol. 
Lorde Nielson era um ávido caçador, um homem ao que gostava tanto das atividades ao ar livre como das mesas de jogo. 
Um homem que podia consumir suas forças sem aparentar moléstia alguma. 
Como se desse conta do olhar analisador de sua esposa, abriu os olhos. 
Uns olhos que tinham a íris da cor da água marinha e a parte branca tão clara como a de um menino. 
A voz de Pippa soou irritada. —Por que não me despertou Stuart? Se queria fazer amor esta noite, por que não me acordou? 
Ele a olhou desconcertado, estendendo uma mão para tocar o braço dela. 
—Estava tão profundamente adormecida, Pippa...
 
Série Beijos
1 - O Beijo da Viúva
2 - Beijar uma Espiã
3 - Beijada Pelas Sombras
 

Nove Regras que Romper para Conquistar a um Libertino

Série Love by Numbers

Nove regras que romper para conquistar a um libertino...

Uma das regras sociais mais conhecidas diz que uma jovem de boa família nunca deveria ir à cada de um marquês de má reputação e lhe pedir um beijo apaixonado. 
Entretanto para conquistar este libertino, Lady Calpurnia Hartwell deverá romper todas as regras…

1. Beijar a alguém... apaixonadamente.
2. Fumar charutos e beber uísque. 
3. Montar escarranchado. 
4. Praticar esgrima. 
5. Assistir a um duelo. 
6. Disparar uma pistola. 
7. Jogar cartas (em um clube de cavalheiros). 
8. Dançar todos os bailes em uma festa. 
9. Ser considerada bonita. Uma só vez.

Comentários revisora Lizzy: Maravilhoso! 
Um livro divertido, bem escrito, sensual, o casal tem uma química incrível. 
A mocinha se mete em diversas confusões, mas o herói da trama está sempre pronto para tirá-la dos apuros e passar importantes lições de paixão, afinal, ele é um conhecido libertino que tem muito que ensinar e a mocinha está disposta a romper todas as regras sociais para aprender. Super recomendado.

Capítulo Um

Londres, Inglaterra Abril, 1823.

Despertou com um incessante tamborilar. A princípio o ignorou e integrou em seus sonhos a fonte daquele irritante som.
Transcorreu um bom momento e um tenso silêncio caiu sobre o dormitório.
Gabriel St. John, marquês de Ralston, percebeu a tênue luz do amanhecer que alagava decadentemente o quarto. Durante um momento, permaneceu quieto, observando os elegantes matizes das paredes do dormitório decoradas com papel de seda e lareira dourada, um colorido refúgio para o prazer sensual.
Girando-se para a exuberante fêmea que tinha ao lado, esboçou um sorriso quando ela arqueou seu ansioso e nu corpo para o seu, e se deixou sumir, dado o cedo da hora e a calidez da mulher, em uma beatífica sonolência.
Ficou imóvel e fechou os olhos, deslizando as pontas dos dedos pelo ombro nu de sua companheira de cama, enquanto a elegante mão feminina flertava com os duros músculos de seu torso; a direção que tomaram os dedos era uma escura e erótica promessa de prazer. Então, a carícia se fez mais forte e firme, e ele recompensou a habilidade da mulher com um rouco grunhido de desejo.
O intenso e constante tamborilar começou a soar de novo na pesada porta de carvalho.
—Basta! —Ralston abandonou a cama de sua amante, disposto a enfrentar-se com quem fosse para que os deixassem em paz durante o resto da manhã. Logo que terminou de fechar a bata de seda, abriu bruscamente a porta com uma florida maldição.
Na soleira aguardava o seu irmão gêmeo, impecavelmente vestido e arrumado, como se fosse normal ir buscá-lo na casa de sua amante ao romper da alvorada. Detrás de Nicholas St. John havia um lacaio.      —Milord, tentei detê-lo… — balbuciava o homem sem cessar antes que Ralston interrompesse suas palavras com um gélido olhar.
— Deixe-nos sozinhos.
Nick observou como o lacaio escapulia, e arqueou uma sobrancelha com diversão.
—Tinha esquecido quão encantador é pelas manhãs, Gabriel.
—Em nome de Deus, o que te traz aqui a estas horas?
—Passei antes por Ralston House — se desculpou Nick—. Ao ver que não estava ali, supus que este seria o lugar onde me resultaria mais fácil te encontrar. —Apartou o olhar de seu gêmeo e o cravou na mulher que se sentou no centro da enorme cama. Nick a saudou com um gesto de cabeça e um amplo e indolente sorriso—. Nastasia, minhas desculpas pela interrupção.
A beleza grega se estirou, sensual e provocativamente, como uma gata no cio, permitindo que o lençol que sustentava contra o seu corpo com falsa modéstia se deslizasse ligeiramente, deixando ao descoberto um delicioso seio.
—Lorde Nicholas — tentou enrolá-lo com um provocador sorriso—, asseguro-lhe que não me importa no mínimo. Possivelmente gostaria de unir-se a nós —fez uma sugestiva pausa—, para tomar o café da manhã.
Nick sorriu apreciativamente.
—Uma oferta tentadora.

Série Love by Numbers
1 - Nove Regras que Romper para Conquistar a um Libertino
2 - Dez Formas para ser Adorada Enquanto Conquista um Lord
3 - Onze Escândalos para Conquistar o Coração de um Duque
Série Concluída

Talismã Dos Amantes

Depois da morte de seu irmão gêmeo, Jack Cantrell deixa sua ilha paradisíaca, seus negócios e sua amante para retornar a Inglaterra e resolver os negócios. 


Ele chega e encontra-se no comando de duas montanhas de dívida, e a noiva de seu irmão, Priscilla Wilcox. Priscilla fica chocada ao ver Jack. 
Ele é a imagem de seu noivo, mas Jack não é nada como seu irmão, mau e egoísta, e sua gentileza, honestidade e integridade tiram 
Priscilla para fora de sua concha. Jack compartilha seus sonhos e segredos com ela. 


Ela quer retornar com ele para sua ilha e encontrar seu verdadeiro amor. 
Mas tragédia chega. Mesmo como talismã do amor que ele usa não conseguiu evitar a morte de sua amada. 
Agora seu pequeno filho chegou e um escândalo está surgindo. 
De todos, só Priscilla está disposta a aceitar a criança. 
Ela vem para amá-lo, como ela veio para amar seu pai. Mas o que podia se tornar uma família amorosa é despedaçada pela fofoca, ciúme e amargura.


Capítulo Um 


Jack estava congelando. Havia neve no teto, neve sobre as rodas, neve nos topos das colinas que se viam por detras das janelas da carruagem, neve em sua barba, em seus dentes, em suas orelhas. 
Cada vez que se movia sobre o assento de couro gelado suas calças rangiam. Congelaram-se em seu intento —frutífero depois de Deus sabe quantos esforços— por ajudar o condutor a tirar o carro de uma caprichosa duna. 
Golpeou a janela para que caísse a neve e contemplou o sombrio e ermo inverno de Lincolnshire; tinha pensado que jamais voltaria a ver essa paisagem exceto em seus pesadelos. 
—Quase chegamos, milord! —gritou o chofer com uma alegria que a Jack não fez nenhuma graça. Tirou uma garrafa de rum de seu colete e deu um bom gole. 
O licor era doce e quente como o sol da ilha. Deus, que aventura tão insensata! 
Teria que passar dois meses no pior dos climas, só faltava um furacão para terminar de iluminar seu ânimo. 
A azáfama terrível e clamor de Londres depois da pequena e encantadora felicidade de Castries. O inverno inglês incrivelmente monótono, enquanto em sua mente os exuberantes jasmins e as pasionarias seus tentáculos emaranhadas em uma varanda, que agora parecia apenas um sonho.. Existia Santa Luzia? 
Existia Camille, com seu aroma de jasmins e mais bela que as flores que sempre havia junto a sua cama? 
Ele poderia estar agora com ela, deleitando-se com as suaves curva de sua figura, sentindo-a abrir-se debaixo de seu próprio corpo como os doces e lentas pétalas de uma margarida gigante... A força da imagem era assombrosa; deu-se conta de que tinha tido uma ereção no preciso momento em que a carruagem atravessava as portas de ferro que conduziam a seu lar ancestral. O carro se deteve. Jack abriu os braços e os apoiou contra os laterais do carro. 
Era um homem alto, media mais de seis pés; uma pessoa mais baixa não tivesse conseguido abranger ambos os lados do carro com suas mãos. 
Deu-se conta de que ia espirrar mas pensou que seria capaz de controlá-lo. 
O criado abriu a porta e o frio lhe gelou a cara. 
 —Sua Excelência, bem-vindo a casa! —exclamou.
—Aaaa-chu! —respondeu Jack tremendo devido a suas roupas congeladas. Baixou rigidamente as escadas e contemplou a mansão Avenleigh. 
O criado não deixava de falar lhe dizendo quanto lhe agradava vê-lo outra vez, quanto lamentavam todos na casa que as circunstâncias fossem tão desafortunadas. 
—Abra as malditas portas —espetou Jack com as mãos cruzadas sobre seu peito. 
Assim o fez o criado e ele entrou tossindo na casa. 
Procurou seu lenço e amaldiçoou a idéia desatinada que havia trazido outra vez a Inglaterra. 
O mordomo se aproximou para recebê-lo e com uma lôbrega arrogância lhe informou. 
—A senhora Gravesend o espera no salão verde, milord. 
—Meu deus, Bellows, você é uma relíquia. Ainda por aqui? Ao diabo com a senhora Gravesend. Necessito uma cama. 
—As habitações de Sua Excelência ainda não estão preparadas. Você deve ter em conta que ignorávamos a data exata de sua chegada devido às inclemências do... 
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Perverso Demais para Amar

Ele é Ethan Sinclair, o sexto Conde do Chasebourne, o mais notório de todos os libertinos, e, considerado o melhor amante da Inglaterra.
Ela é Miss Jane Mayhew, uma engenhosa solteirona, amiga de infância de Ethan.
Quando Jane descobre uma menina abandonada em sua porta, que pode ser filha do Conde, decide que fará o que for necessário para que ele assuma sua responsabilidade.
No entanto, as coisas mudam e ambos desejam ficar com a menina e para tanto se enfrentam e transformam-se.

Capítulo Um

Abril 1816, Wessex, Inglaterra

Jane Mayhew abriu a porta do quarto e se deteve em seco. Diante de seus olhos se desenvolvia a pior das cenas: sob os lençóis o senhor do lugar estava nu, ou isso é o que ela supôs. Tinha que estar, assim como a mulher que lançava gemidos de prazer a seu lado.
A entrada inoportuna de Jane interrompeu seus movimentos. O homem se virou aborrecido, a o lençol deslizou, e a luz da manhã fez brilhar seu musculoso torso.
— Maldição! É você Jane? Que diabos quer?
A intrusa sustentou seu olhar sem pestanejar.
— Lorde Chasebourne — disse — preciso falar com o senhor imediatamente.
— E sobre o que, Por Deus? Sua casa pegou fogo?
— Não Milorde. Trata-se de algo da maior importância.
— Mais tarde. Volte dentro de uma hora.
 Sua mão deslizou sob o lençol e sua acompanhante começou a rir e a mover-se sem nenhum pudor.
Jane não se deixou intimidar.
— Milorde, não me moverei até que não me tenha escutado. A sós.
Para demonstrar sua determinação, e também porque suas pernas fraquejavam, sentou-se com dignidade em uma cadeira laqueada em ouro, colocando o guarda-chuva empapado entre suas botas de cano longo cheias de barro.
Nunca teria se acreditado capaz de tanta audácia, seu natural acanhamento que a impelia à leitura e a contemplação, tinha desaparecido.
Ethan Sinclair, sexto Conde do Chasebourne, e Jane Mayhew se conheciam desde a infância. Ele sempre tinha sido arrogante, mal-educado e adorava provocar às garotas. Era um incorrigível mulherengo.
Ele a olhou fixamente. No silêncio que seguiu só se ouvia o tic tac do relógio e o ruído da chuva nos vidros. Por fim deu uma palmada nas nádegas da mulher que estava em sua cama.
— Até agora linda. Continuaremos depois.
— Mas Ethan...
— Não discuta.
Ela desceu da cama a contragosto e vestiu um penhoar rosa que recolheu do tapete. Seus seios eram visíveis através do tecido transparente.
Jane baixou a cabeça com pudor, com os cantos dos olhos viu como a mulher lançava um beijo em direção a Ethan antes de desaparecer movendo provocativamente os quadris.
Embora Jane desaprovasse a conduta dessas mulheres fáceis e despreocupadas, que não tinham escrúpulos na hora de compartilhar a cama com um homem, às vezes as invejava, já que eram bonitas. Ela se considerava muito magra. Queria poder parecer-se com essas magníficas criaturas com seus longos cabelos dourados, lábios vermelhos e carnudos e cintura de vespa! Sacudiu a cabeça, essas idéias eram absurdas. Por nada do mundo teria querido seduzir a esse miserável. Pensar que uma vez acreditara-se apaixonada por Ethan Sinclair a mortificava. Não o via fazia anos, embora ele não tinha mudado, a opinião dela sobre ele tinha piorado.

20 de janeiro de 2012

Ecos na Névoa

Série Kingsleys
Quando Trenton conhece Ariana, ignora que ela é irmã de Vanessa Caldwell, a mulher pela qual caiu em desgraça e teve que abandonar a Inglaterra. Vanessa morreu em estranhas circunstâncias, e seu irmão Baxter acusou a Trenton de assassinato. Agora Trenton retornou a Inglaterra, perdoado pela rainha Vitória, e deseja vingar-se.
Ariana é o instrumento perfeito para fazer-se com os bens da família, e Trenton se casa com ela. Mas ante a doçura de Ariana, Trenton começa a esquecer do passado... Até que um dia aparece o fantasma de Vanessa.

Capítulo Um

Sussex, Inglaterra. Julho de 1873.

Enormes asas brancas iluminaram o céu.
Alegrando as alturas, a coruja voou majestosamente sobre seus domínios, tão régia em seu esplendor como o topo do pico de uma montanha na noite. Ariana se inclinou enfeitiçada sobre o corrimão do balcão, apreciando a graça de seus movimentos e o livre abandono de seu vôo. Nesse mesmo verão, já tinha divisado várias aves noturnas em suas deliciosas explorações, mas aos seus dezoito anos, Ariana nunca tinha visto uma com tal pureza de cor. Suas vistosas e suaves plumas, brancas como a neve, eram banhadas pelo tênue resplendor dourado que emitiam luzes que anunciavam seus movimentos.
O som de risadas proveniente do abarrotado salão de baile devolveu Ariana à realidade, para a festa de compromisso. Devia isso a Baxter, e ela mesma tinha se divertido muitíssimo durante a noite toda.
Depois de tudo, raras vezes teve a oportunidade de assistir a um baile tão importante, conversar com centenas de pessoas distintas e dançar até que seus pés mal tocassem o chão. Era uma experiência fantástica que, entretanto empalidecia diante daquele impressionante espetáculo.
Assim, quando o som da ave atraiu sua atenção, todos os outros pensamentos se desvaneceram. O ar ficou preso na garganta de Ariana enquanto a magnífica ave pousava na nogueira que havia frente a ela, quase ao alcance de sua mão.
A ave dirigiu seus flamejantes olhos de topázio para Ariana, cativando-a com sua intensidade. A moça lhe devolveu o olhar, rezando para que a névoa da noite demorasse uns minutos a mais para sua descida e não ocultasse aquele inestimável tesouro da natureza.
Durante uns momentos a névoa obedeceu à silenciosa súplica de Ariana e permaneceu flutuando justo por cima da árvore. Ariana demorou mais um pouco, jurando a si mesma que retornaria ao salão através das portas do terraço... depois que aquele minuto acabasse.
Finalmente a névoa, impaciente, cobriu todo o espaço como um manto esbranquiçado. A coruja piscou uma vez e logo levantou sua esplêndida cabeça para contemplar o céu com solenidade. Com um grito ressonante, estendeu as asas e elevou o voo.
- Espera! -exclamou Ariana, agarrando o ar com a mão como se esse gesto bastasse para fazê-la voltar. Por um instante, seguiu seu voo com a vista. Em seguida se pôs a caminhar.
Recolhendo a longa saia de seu vestido de cetim cor de malva, desceu apressadamente pela escada em forma de caracol que conduzia aos jardins e correu em sua busca.
O sinuoso labirinto surgiu diante dela com sua infinidade de cuidadas sebes que se estendiam até onde à vista alcançava. Chegou à entrada a tempo de ver o brilho da ave branca planando por cima. Ariana, sem vacilar um instante sequer, entrou correndo depois da ave.
Submergindo na névoa, a coruja desapareceu em poucos segundos, deixando apenas o seu grito como vestígio. Sem se cansar, Ariana avançou através dos tortuosos caminhos, decidida a encontrá-la. Quinze minutos mais tarde, deu-se conta de duas coisas: a ave se perdeu, e ela também.
Sombrio e ameaçador, o homem olhou fixamente através da imponente grade de ferro para apenas o que tinha visível, a mansão, com os olhos cheios pelo ódio e a alma enraivecida.

Série Kingsleys
1 - Ecos na Névoa
2 - Wishes in the Wind

19 de janeiro de 2012

A Lenda de Kinlock

Série Família MacCarran

Paixão negra...

Para receber sua herança, Fiona MacCarran precisa se casar com um escocês rico, e logo. 

Ela chega à nebulosa região das Terras Altas como professora, com a esperança de encontrar um noivo aceitável... até conhecer Dougal MacGregor. 
Fiona sabe que ele é um contrabandista, porém, quando o atraente lorde a toma nos braços, ela esquece as obrigações, a lei e a intenção de encontrar o noivo perfeito... 
Transportar uísque da melhor qualidade, e o mais rápido possível, é o único meio que Dougal tem de proteger seu povo. 
Isso deveria ser simples, mas acontece que nada é simples com Fiona MacCarran por perto. 
Dougal não pode se dar o luxo de se distrair com a adorável professorinha. 
Afinal, um rebelde das Terras Altas e uma moça direita e honesta não podem, jamais, ter um futuro juntos... Ou podem? 
Logo, Dougal e Fiona se vêem envolvidos numa batalha entre a honra e o desejo, cuja vitória depende unicamente de uma doce e incondicional entrega... 

Nota Jenna: Li este livrinho semana passada, adorei...para quem gosta de histórias romanticas da Escócia; fantasias que cercam os montanheses. Aliás esta série toda é muito boa!


Capítulo Um 


Abril de 1823 Lago Katrine, Escócia 

— Ouviu isso? — Patrick MacCarran olhou para as rochas acima, enquanto uma rajada de vento agitava o seu casaco escuro. 
— Tenho certeza de que escutei passos. De pé, ao lado do irmão, Fiona se virou para espiar ao redor e então observou o precipício de pedra calcária e arbustos escuros. 
— Podem ser fantasmas ou fadas — respondeu ela. — Talvez pedrinhas se deslocando por causa do vento. — Ou ainda contrabandistas. Se eu soubesse que subiríamos tão alto à procura de fósseis, teria trazido uma arma de fogo. 
— Pensei que os contrabandistas só saíssem à noite. — São homens, não morcegos — replicou Patrick. 
Ele caminhou, olhando à volta, como se suspeitasse que bandidos estivessem se escondendo atrás das rochas e árvores altas. Fiona se virou para o lago Katrine, que ficava às margens do Vale Kinloch, onde permaneceria durante dois meses, lecionando na pequena escola local. 
Do ponto onde estava, podia ver a superfície lisa e escura do lago e espirais de neblina que subiam pelas colinas que o margeavam. 
Onde o vale encontrava o lago, a paisagem era selvagem. 
Queria permanecer e explorar um pouco mais, mas sabia que a paciência de Patrick estava chegando ao fim, depois da longa caminhada daquela tarde. 
E o rapaz parecia inquieto. Nos últimos meses, o irmão mais novo vinha trabalhando como fiscal de impostos no extremo sul do lago Katrine e parecia em alerta a todos os lugares que ia. Ser um agente do governo nas Terras Altas o amadurecera depressa. 
— Por certo, é o vento, Patrick. 
—Ou alguém querendo atacar autoridades alfandegárias como eu. Está pronta para voltar? — Soando esperançoso, ele apanhou a bolsa de lona. 
— Ainda não. Achei alguns crustáceos aqui e queria continuar olhando. — Fiona se virou para as árvores que os cercavam. 
O verde primaveril apenas havia começado a surgir e o ar ainda conservava o frio cortante do inverno. 
Outra rajada de vento a fez tremer ligeiramente. — Este lugar é tão... remoto. 
— Exatamente. E isso facilita o trabalho dos contrabandistas que transportam cargas de uísque pelas colinas até os lagos e rios. Já a avisei e espero que não esteja tão ansiosa para passar as próximas semanas nesse vale. Há velhacos por toda a parte, posso lhe garantir. 
— Prometi ensinar as crianças daqui. E pretendo cumprir o que me foi estipulado no testamento da vovó. 
— Essas cláusulas podem acabar nos arruinando, menos a James — opinou Patrick. — Volte comigo. Estará em Edimburgo no fim de semana. Eldin lhe emprestará a carruagem se necessário. Nosso primo sempre foi apaixonado por você. 
— Não preciso da caridade nem da carruagem dele. Ficarei até o verão com a sra. Maclan.
— Mary Maclan mal pode ver e ouvir, fala sem parar e bebe uísque como um homem. Fiona riu. — É aceitável que mulheres montanhesas tomem uma caneca com os homens ou até mesmo sozinhas. Ela é uma pessoa encantadora. 
— Não é companhia adequada, caso você pretenda caminhar por estas colinas. Prometa-me que não o fará sozinha. Há muitos malfeitores neste lugar desolado. 
— Como oficial do governo, suspeita que haja um contrabandista em cada canto. 
— Não sem razão. Estou preocupado com seu bem-estar. 
— E eu com o seu. Sei que estava entediado como escriturado do Sinete em Edimburgo e disposto a correr riscos quando foi nomeado autoridade alfandegária. Sir Walter Scott me confidenciou que perseguir contrabandistas é um trabalho estressante e perigoso. Como sua irmã mais velha, não posso deixar de me preocupar. 
— Mas gosto do lado aventureiro da profissão. Aprendi muito nos meses que passei aqui. A região é povoada por maus elementos, lembre-se disso. — Ele franziu o cenho. — A maioria das famílias possui destilarias particulares.

Série Família MacCarran
1 - A Paixão de Kate
2 - O Rapto de Sophie
3 - Não Digitalizado
4 - A Lenda de Kinloch

18 de janeiro de 2012

Surpresas Do Coração



Aos trinta e dois anos de idade, Emily Holcomb vive como uma ermitã, nos arredores de um vilarejo incrustado nas montanhas do Colorado. 

Até o dia em que ela encontra à sua porta um exemplar do jornal da cidade, com um poema de amor circundado por um coração, para lhe chamar a atenção. 

Atribuindo a façanha aos garotos das redondezas, que se divertem em fazer pouco dela, 
Emily vai se confrontar com Ben Thatcher, o editor do jornal, que afirma não ter conhecimento da publicação do poema. 
Ben se sente, então, compelido a deixar pequenos mimos à porta de Emily, tentando convencer a si mesmo de que seu único intuito é fazer aquela moça simples e tímida sentir-se desejável... 

Capítulo Um 

Pine Springs, Colorado 1873 
Os últimos raios de sol de um dia de céu azul se infiltravam pelos vãos entre as árvores, confundindo os tons alaranjados com o verde da floresta. 
O ar estava parado e gelado, o que não calava o entusiasma do chilrear dos pássaros no alto dos pinheiros. 
O som alegre animou Emily Holcomb, trazendo um sorriso ao rosto abatido pelo cansaço. 
Fazia muito tempo que ela só tinha o silêncio como companhia. 
Com uma pilha de lenha nos braços, abaixou-se para acrescentar mais um nó de pinho que vira ao pé de uma árvore. 
Já havia perdido a conta da quantidade de viagens que fizera entre o depósito e a mata naquele dia. Contudo, o excesso de trabalho jamais a assustara. 
Agradecera a Deus pelo vento enviado na noite anterior. 
Ao soprar forte pela montanha, derrubara muito mais galhos secos do alto das tamargas e dos pinheiros amarelados do que ela seria capaz de carregar. 
A lenha valia ouro, pois era responsável por alimentar o forno de ferro que a mantinha aquecida durante as longas noites de inverno. 
Conforme se aproximava da cabana de madeira, o cocoricar agudo do galo doeu-lhe nos ouvidos. Ao prestar atenção novamente, percebeu um outro som entremeado ao da ave. 
Sentiu o coração bater em descompasso. 
Praguejando baixinho, segurou a lenha com mais firmeza e apressou o passo. 
Rezou para que a comoção no galinheiro não fosse culpa do mesmo gato selvagem que ali rondava havia dias. 
Ao lembrar que já havia perdido uma de suas aves, e não poderia dar-se ao luxo de perder outra, Emily correu, pisando em poças d'água e não se importando em atravessar a ponte de madeira no mesmo ritmo. 
Não demorou muito para se arrepender de ter pisado na água, pois logo a umidade atravessou os furos da sola das botas do pai, apesar das várias camadas de jornal para melhor acomodar seus pés em um calçado bem maior. 
Quando chegou à clareira, sentiu os pulmões arder com a baixa temperatura do ar. 
As calças estavam molhadas até os joelhos, e os dedos dos pés estavam gelados e dormentes. Mesmo assim, não se importou com o mal-estar. 
Tinha coisas mais importantes a resolver naquele momento. 
Devagar, deu a volta no galinheiro. Não havia nenhuma pegada de gato sobre a pouca neve que caíra horas antes. 
A tela estava intacta, nenhuma pena voando, ou seja, estava tudo na mais perfeita ordem. 
Ainda assim, o galo recomeçou a cacarejar, apavorando as galinhas, que bateram as asas desesperadas, dando encontrões umas nas outras. 
— Pare de fazer cena, Lothario! 
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16 de janeiro de 2012

O Voo Das Mariposas

Série China Milenar

Seus sabres voavam no ar como mariposas... 

Durante a turbulenta dinastia Tang, época de intrigas palacianas e lutas pelo poder, a princesa imperial Ai Li fugiu de suas iminentes bodas ao descobrir que seu prometido estava conspirando contra seu pai, o imperador. 

Sem outras armas além de seus pequenos sabres, longe de seu lar, não teve outra saída além de suplicar ajuda a um estranho guerreiro de olhos azuis.

Ryam nunca avaliou à vida, mas a confiança cega que Ai Li depositava nele, assim como o caráter obstinado e honrado da jovem, incitavam-no a protegê-la contra qualquer ameaça. 
E isso implicava não seduzir à primeira mulher que tinha desejado realmente em sua vida... 

Comentário de leitura Ana Paula G.: Eu adorei este livro. 
Muito envolvente,realmente,não esperem grandes trechos hot,mas a delicadeza do amor entre o casal é muito envolvente. 
E tem toda a mística do plano de fundo. Adoro temas diferentes e este é um destes livros.
Vi que há outros desta série, vamos pesquisar pra ver se encontramos e revisar.
Gostei muito da forma como a autora conduz a história. 

Capítulo Um 

758 d. C., China, Dinastia Tang 
A liteira deu uma forte sacudida e Ai Li teve que agarrar-se para manter o equilíbrio. 
Um segundo depois derrubou e impactou no chão com um forte rangido entre os gritos dos criados. 
O adorno caiu do colo ao ser jogada do assento. 
Um nó de pânico se formou no estômago, mas tentou conservar a calma. 
O que ouviu a seguir foi o inconfundível ruído metálico com o que despertava cada manhã. Estavam travando uma luta de espadas. 
Tentou ficar em pé, mas tinha os tornozelos enredados em um matagal de seda vermelha e o vestido entorpecia seus movimentos pelo peso das jóias e bordados. 
Afastou as almofadas do assento em busca de suas espadas. 
As escondeu ela mesma, como algo que recordasse a seu lar, assim como qualquer outra garota faria com uma boneca de sua infância. 
Encontrou o punho e a aferrou com força para que não tremesse. 
O ruído da luta se fazia mais forte. Ignorou a voz interior que a advertia contra aquela loucura e tirou as espadas de seu esconderijo. 
Apesar de seu curto tamanho, mal cabiam no reduzido espaço do palanquin. 
Não havia tempo para vacilar nem pensar, com tanto em jogo. 
Com a ponta de uma espada retirou a cortina. 
 A luz do sol a cegou momentaneamente, mas em seguida viu os criados em torno da liteira caída. Entreabriu os olhos e levantou as costas ao distinguir uma figura. Wu, o velho oficial, correu para ela entre os atacantes e a empurrou para o interior da liteira. 
Em meio da confusão não podia saber quem era quem. 
—Gongzhu, têm que partir. —Com eles? Olhou aos assaltantes que a rodeavam. Wu tinha acertado ao escolher aos homens que deviam fazer-se passar por bandidos. 
—Aqui têm roupa e dinheiro. Enquanto Wu dava as últimas instruções, o chefe dos supostos bandidos a agarrou pelo braço. Instintivamente Ai Li resistiu. 
Tudo se desenvolvia com tanta rapidez, que ainda devia assimilar que não havia volta. 
O estranho afrouxou a mão, mas sem soltá-la. 
Tudo era pura atuação, recordou-se a si mesmo enquanto tentava dominar o pânico. 
—Não há tempo - a apressou Wu. —Nunca esquecerei sua lealdade. Deixou que atirassem dela para as árvores e tentou seguir o passo de seus captores. 
Quem seriam aqueles homens que Wu tinha contratado? 
 
Série China Milenar
0.5 - The Taming Of Mei Lin
1 - O Voo das Mariposas
2 - O Dragão e a Pérola
2.5 - The Lady's Scandalous Night
3 - My Fair Concubine
3.5 - An Illicit Temptation
4 - The Sword Dancer
5 - A Dance With Danger

Infame

Trilogia De Warenne
Cabelos dourados e marcantes olhos verdes dão a Marjory de Warenne a aparência de um anjo. 
O melhor disfarce para esconder seu espírito voluntarioso. 
Apesar dos avisos, esta teimosa dama deu seu coração ao notório Guy de Beauchamp, conde de Warwick, um homem temido no campo de batalha  
e experiente na arte da sedução .... 
Mas logo os guardiões de Jory, que escolhem um marido mais adequado para ela, a fazem acreditar que Guy a traiu. 
No entanto, quando os barões da Inglaterra cavalgam para acabar com a rebelião em Gales, os pensamentos de Jory estão com o galante cavaleiro que nunca conseguiu esquecer - e a paixão que um dia será ressurgirá entre eles .... 

Comentário revisora Sandrinha Duarte:Bom para ser sincera, o livro começa super bem é a história da Jory (irmã do Lince mamador), com romances e dramas vividos por uma mulher dessa época. Mas o final com sempre ficou faltando alguma coisa, essa autora parece que tem pressa de terminar.A história é bem sensual e nosso Herói é TDB, difícil de não se apaixonar, tipo homem mais velho, protetor, possessivo e experiente no assunto... Bom façam suas escolhas: Homem Detector de lacre, Homem chafariz ou Homem Kafa bebê? hehehe.Boa leitura. 

Capítulo Um 

Marjory de Warenne estava sentada no banco da frente da magnífica Catedral de Chester assistindo seu irmão Lynx de Warenne, casar-se com a mulher que ele mais amava na vida. 
Jane Leslie a ruiva gentil e amável filha do administrador do Castelo de Dumfries. 
Ela havia se unido a seu irmão por um ano e um dia através de um casamento de prova, quando ele foi encarregado da guarnição do castelo escocês em nome do rei Edward Plantageneta. 
Embora Jane tivesse dado um filho a Lynx, que era o maior desejo de seu coração, ela só concordou casar com ele, depois que ele se feriu gravemente na batalha de Irvine. 
Jory sorriu carinhosamente, lembrando como ela havia feito e prometido os votos pelo seu irmão, pois ele estava muito fraco e debilitado até mesmo para falar. Então Jane tinha trabalhado com seu amor e a magia da cura trazendo Lynx de volta à vida. 
Agora que havia recuperado sua saúde e estava em pleno vigor de suas forças de combate, ele estava se casando com Jane novamente aqui na Inglaterra, assim ele poderia fazer e prometer seus eternos votos para a mulher que adorava. 
Um súbito pânico ameaçou sufocar Jory. Enquanto ela olhava as chamas longas das velas enfileiradas que queimavam no altar, ficou tonta. 
Lembrou-se de outras velas que haviam sido queimadas um ano antes desse casamento. 
Parecia extraordinariamente estranho, que o destino de seu irmão, finalmente houvesse prosperado com o passar desses últimos anos, trazendo felicidade e satisfação inesperada, enquanto que sua própria vida estava em frangalhos. 
No entanto, ninguém ainda sabia do desastre que ela havia feito em sua vida. 
Até agora, conseguiu-se esconder atrás de uma fachada de serena confiança, suas emoções enterradas profundamente dentro de si, a luz implacável do dia em que iria expô-la a um brutal escândalo criado por ela mesma. Jory olhou para a chama hipnotizada. 
Ela não tinha ideia do que fazer ou para onde ir. 
Ela estava muito abalada emocionalmente até mesmo para pedir o auxílio que precisaria para sobreviver. 
Ela tentou clarear seus pensamentos, sua mente vagando ao longo dos anos, a um tempo em que outro casamento e um dia fatídico haviam mudado sua vida completamente. 
Se apenas, de alguma forma, eu tivesse feito as coisas de um jeito diferente... 
- Você realmente fez isso? 

Trilogia De Warenne
1 - Um Ano e Um Dia
2 - Infame
3 - Uma Loba na Corte
Trilogia Concluída

15 de janeiro de 2012

O Senhor de Morlaix



País de Gales, Idade Média 

Ela precisava dar um herdeiro ao marido... Emmeline não sabia nada a respeito do homem que aceitara sua oferta, nem mesmo seu nome. 
Por dinheiro, ele lhe daria o que ela precisava. 
No entanto, em vez de pagar o homem e se afastar sem pensar mais no que acontecera, ela viveu uma noite de paixão que a assombraria para sempre. 
Emmeline teve o bebê que tanto queria... mas a vida lhe cobraria um preço bem mais alto dez anos depois... Niall FitzJulien é o novo lorde do Castelo Morlaix. Para seu espanto, a mulher que está à sua frente para homenageá-lo segura a mão de seu filho... seu filho de dez anos de idade! 
Ele se recorda daquela noite, uma década antes, quando acordou na manhã seguinte a uma noite de paixão, apenas para descobrir que a mulher havia se esgueirado de sua cama... e levado consigo o seu coração. 
Agora ele compreende quão cruelmente foi usado, e como foi privado da convivência com o filho. Porém não mais. 
Agora, Emmeline será sua vassala, e irá servi-lo de todas as maneiras que ele determinar...

Capítulo Um 

— É aquele — apontou Gulfer. — O rapagão de cabelo ruivo e ombros largos. — Parado na rua escura, ele ergueu a tocha para mostrar que eram pacíficos, não ladrões ou assaltantes.
— O garoto pode ser ainda um fedelho, mas é mais alto que nós uma meia cabeça. E pelo tamanho daquele volume entre as pernas, parece que não vamos encontrar um melhor para a nossa tarefa. 
Observaram conforme dois rapazes pararam à porta da estalagem, com a luz por trás deles. Bêbados, agarravam-se um ao outro para não cair. 
O mais baixo começou a cantar. O outro cavaleiro deu de ombros.
— Tamanho não é tudo. Meu primo em Lincolnshire não é tão avantajado, mas é pai de doze filhos, apesar disso. 
Gulfer soltou um bufo de impaciência. — Deixe isso para lá, apenas olhe o rapaz. Levando em conta que há um bando de gentalha por aí por causa dessa maldita guerra, a gente poderia achar pior. Estou seguindo esse aí já faz dias, pelos becos de Wrexham, e digo que, de todos em que pensamos... cavaleiros, escudeiros, fidalgotes, até algumas crias de mercadores... aquele galinho de cabelo vermelho fica bem acima do melhor para o que precisamos. 
Uma sombra surgiu por trás dos rapazes bêbados. 
— Fora! — berrou o estalajadeiro. — O dinheiro de vocês acabou. Mas aqui dentro ou lá fora, parem com esse maldito barulho! 
A porta bateu atrás dos dois, empurrando-os para a rua. 
O rapaz mais alto conseguiu manter o equilíbrio, mas o cantor cambaleou e depois se sentou na sarjeta. 
— Puxa, Niall. — Esfregou a cabeça com uma das mãos, enquanto balançava o elmo na outra. — Que belo jeito de tratar a gente! Uma quinzena nesse buraco do inferno e nem nos dão as boas-vindas. 
Das sombras, Aimery bufou. — Aposto — disse, por trás da mão — que os dois não têm um tostão. Esses moços ganham pouco como soldados de aluguel. E o que ganham, jogam fora com bebida e jogo. — É como você, na idade deles. 
Ainda segurando a tocha no alto, Gulfer adiantou-se. 
O rapaz ruivo estava tentando fazer o outro ficar em pé.
— Cavalheiros, com licença — acrescentou. — Peço um favor. É um assunto sobre um pequeno emprego e uma excelente paga.
O jovem cavaleiro soltou o outro, que se sentou no mesmo instante. — Afaste-se. — Sua mão voou para o cabo da espada. — Temos emprego. Somos homens do conde Robert de Gloucester. — Certo, certo. 
De perto, o rapaz era ainda melhor do que Gulfer esperava; com feições benfeitas, podia até ser considerado bonito, com olhos cor de âmbar para combinar com os cabelos ruivos, um nariz longo e arrogante e uma boca que se entortava com graça nos cantos. 
A mão continuava na espada enquanto o olhar se alternava entre Gulfer e Aimery. 
— Fique tranquilo, jovem senhor — disse Gulfer. — Peço seus serviços para um pequeno dever digno de seu... ahn, de sua juventude e vigor. É uma tarefa que ocupará apenas esta noite, uma ocupação tão agradável que qualquer um iria desejar. Porém com uma finalidade muito séria e digna. 
O ruivo olhou para Gulfer por cima do nariz. Seu companheiro levantou-se, cambaleante. 
— O que estão vendendo? — perguntou, com um olhar de suspeita. 
Gulfer sorriu. — Meu jovem senhor, tire os pensamentos impróprios da cabeça!

A Vingança



A duquesa Elena de Carisendi temia que seu pequeno, mas próspero ducado fosse arrebatado pela força. 


Sua única possibilidade de sobreviver era contratar seu próprio exército para que protegesse a ela e a seu povo. E o mercenário Marco Rinaldi é o melhor soldado que se podia comprar com dinheiro. 
Marco se comprometeu a expulsar todo possível invasor, mas com um só olhar à bela duquesa soube que ele mesmo seria uma ameaça ainda maior se Elena e ele se casassem. 


Forte e dominador Marco despertava a sensual mulher que se ocultava sob a superfície da duquesa, a qual, logo percebeu que guardava um sombrio segredo. 
Seria seu casamento parte de um plano de vingança?


Comentário revisora Ana Julia: É um florzinha, uma história sem tramas envolventes, um livro simples, com personagens um tanto comuns...tinha tudo para ser melhor... 


Capítulo Um 


—Não, não tenho o menor desejo de me casar, por mais poderoso que seja, e me faria um favor, Beltraffio, se não voltasse a mencionar o tema do matrimônio. 
Pode ser que seja meu secretário e valorizo muito suas opiniões, mas neste assunto sempre terei a última palavra. 
Elena de Carisendi, duquesa de Reggiano, último membro de sua família, encontrava-se despachando com Beltraffio, seu amigo além de secretário e conselheiro, a respeito de uma carta de Giovanni degli Uberti, conde de Burano, que tinha chegado essa mesma manhã. 
Nela o conde pedia, não, exigia casar-se com ela apoiando-se no fato de que, dada a instabilidade da Itália no ano do Senhor de 1460, ele poderia lhe oferecer amparo frente a outros estados mais poderosos como Florença ou Milão, que de outro modo encontrariam uma maneira de engolir seu pequeno ducado com grande facilidade. 
«Um estado regido por uma mulher é desgraçadamente, como a história se ocupou de demonstrar, presa fácil para aqueles carentes de escrúpulos. 
Ofereço-lhe segurança frente a esses que tratariam de conquistar Reggiano em troca de obter sua mão em matrimônio. 
Em caso contrário, não posso responder por sua futura independência», tinham sido suas palavras exatas.
—Em outras palavras — disse Elena, sorrindo — esta carta com aguilhão na ponta. Deixa-me bem claro que quer ser ele quem me engula em vez de deixar que o façam Florença ou Milão, sem ter que reunir um exército sequer, simplesmente me ameaçando de maneira indireta se me negar a me casar com ele. Eu, entretanto, não tenho desejo de ser engolida por ninguém, e menos por um homem que por idade, poderia ser meu pai. A esse objeto estou disposta a me preparar para suportar qualquer ameaça militar, venha de onde venha. 
—Isso diz milady — replicou Beltraffio  mas me permita assinalar que seu capitão geral é um ancião que se encontra mais perto de morrer na cama que de brigar no campo de batalha. 
Os poucos guardas com os que contamos foram criados por seu defunto pai, e em virtude de sua idade não poderiam enfrentar um exército de amazonas, e muito menos aos exércitos que seus inimigos possam reunir 
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Um Ano e Um Dia

Trilogia De Warrene
O exército de Eduardo Plantagenet invade a Escócia. 

Lynx de Warenne recebe do rei a ordem de manter a segurança do castelo de Dumfries, situado em fronteiras de fundamental importancia. Lynx é um viúvo de trinta e um anos e o que mais deseja é um filho que alegre sua vida, prolongue seu sobrenome e conserve as terras que são propriedade da família. 

Entretanto, é um homem que teme o amor e vive acossado pela suspeita de ser estéril.
Quando Jock, administrador do castelo, descobre que Lynx deseja ser pai, sugere um casamento a prova, um costume escocês que permite a um homem e uma mulher viverem juntos durante um ano e um dia e, ao término desse período, decidir se casam ou se separam.
Se dessa união resultar um filho, este é considerado legítimo mesmo que o casamento legal não ocorra.
Jock oferece a Lynx sua filha mais nova, Jane, e o nobre aceita o compromisso sem importar-se que seja uma plebéia que sente pavor dele e que empreende inúmeros esforços para ocultar seus encantos.  

Comentário revisora Ana Paula: Eu adorei este livrinho...Tanto pelos fatos históricos que narra, quanto pela história em si. Achei linda a descoberta do amor deles, tudo o que passaram até que ele admite que é louco pela heroína...

E a personagem Jory, irmã do Lince é um caso a parte: rouba os trechos em que aparece em seu love com Robert Bruce. Tem o livro dela, Notorius, vou atrás pra revisarmos a trilogia, já que o terceiro desta serie já está em revisão.
História linda,perfeita para as mais românticas! 

Capítulo Um 


A moça de cabelos vermelhos, mergulhada até os seios no lago do bosque, estremeceu com deleite ao sentir a água gelada na pele. 

Tinha aguardado todo o inverno para dar este primeiro mergulho da primavera. 
Jane Leslie tinha uma personalidade selvagem e indomável, como os seres vivos com os quais ela costumava comunicar-se. 
Tinha um dom especial que fazia com que os animais confiassem nela e se aproximassem sem temor. 
Jane estivera brincando com uma lontra que nadava junto a ela, amolando-a com suas cambalhotas e acrobacias. 
Tinha ordenado que parasse com suas travessuras; agora, o animal estava estendido na margem, dormitando sob o sol primaveril. 
De repente, ela elevou a cabeça sentindo um arrepio, do mesmo modo que ocorre aos animais quando percebem o perigo. 
Movendo apenas os olhos, esquadrinhou atrás de um ramo com folhas tentando identificar o que tinha perturbado a absoluta tranqüilidade desse paraíso natural. 
Jane não viu nada; entretanto, teve a aguda percepção de uma presença; algo espreitava atrás do verde rendado dos ramos. 
Aguçou o ouvido para captar até o mínimo movimento das folhas ou o sussurro de uma respiração, mas não ouviu nada; soube que, fosse quem fosse, era um mestre na arte de passar desapercebido. 
Inspirou profundamente e sentiu o aroma da água, o perfume dos primeiros lírios silvestres, a fragrância do bosque e o pulsar do mar a distancia. 
Quando captou um estranho aroma, suas narinas se dilataram.
Não, não tinha se equivocado: estava contemplando-a enquanto ela se banhava! 
Os olhos verdes a espiavam através das folhas, observando-a em silêncio. 
Sim tinha chegado de longe e, fatigado e sedento, aproximou-se do lago para beber 
E agora a observava sem pestanejar,enfeitiçado. 
Passou a língua pelos lábios, aguçando seu apetite pela terna carne feminina que poderia saciar sua fome repentina. 
Sem afastar os olhos da moça, deslocou seu peso para distribuí-lo de maneira mais cômoda e se escondeu, esperando que ela saísse da água. 
Os cílios da donzela desceram sobre suas bochechas para ocultar a excitação que sentia. 
Fingiu não ter notado a presença dele e, depois de ter mergulhado as mãos no lago, levantou bem altos seus braços deixando que a água lhe jorrasse pelo pescoço e os ombros. 
Seria capaz de induzi-lo a sair de seu esconderijo? Ela tinha poderes que outras pessoas não possuíam. 
Começou a cantarolar com suavidade uma encantadora melodia e se moveu imperceptivelmente para a borda do lago. 
Manteve, por fora, um aspecto calmo embora por dentro sentisse um torvelinho de curiosidade, excitação e expectativa que se tornava cada vez maior. 
Ele avançou silenciosamente, atraído de maneira irresistível por seu canto de sereia. 
Com o olhar fixo, observou com avidez cada um dos movimentos do pequeno corpo feminino. Decidiu que ela seria sua presa, seguro de que não poderia escapar. 
Já era dele. Ele elevou sua cabeça orgulhosa e reprimiu sua impaciência, aguardando o momento de fazer seu próximo movimento. 
Quando ele apareceu, Jane elevou as pálpebras, completamente sobressaltada, e se encontrou com um par de olhos verdes, os mais ferozes que já vira. 
Tinha imaginado que o intruso poderia ser uma raposa ou talvez um veado, mas jamais pensou que seria um lince!

Trilogia De Warenne
1 - Um Ano e Um Dia
2 - Infame
3 - Uma Loba na Corte
Trilogia Concluída

Destinos Cruzados





Amante ou inimigo?... 


Com sua beleza deslumbrante e irresistível ar de inocência, lady Violet Rochelle tem um sem-número de admiradores ilustres. 
Nenhum deles, porém, faz seu coração bater mais forte. Apesar da postura recatada, Violet nutre o anseio secreto de viver uma aventura... de encontrar um homem que desperte nela emoções novas e desconhecidas! 
O oficial da Marinha Real, capitão Trevor Dane, é conhecido por sua bravura e por suas vitórias em batalhas.
Quando, porém, numa furtiva missão de seu próprio interesse, ele irrompe no quarto de Violet e imprudentemente a toma nos braços para roubar-lhe um beijo, desencadeia uma paixão que irá selar o destino de ambos... 


Capítulo Um 


O capitão Trevor Dane puxou as rédeas de sua montaria à fímbria do bosque e saltou para o chão. De seu ponto de observação, tinha uma vista desimpedida da imponente mansão Tudor iluminada por reluzentes candelabros por dentro e, por fora, pela lua cheia. 
Os músculos da dura linha de seu queixo saltaram quando os acordes da música chegaram a seus ouvidos pelas asas da brisa fria. 
— Maldição! — praguejou. 
Seria um arrematado idiota de se confrontar com Henry Granville agora, diante de uma casa cheia de convidados, não importava que tivesse viajado de coche por três dias com o expresso propósito de exigir uma audiência com o homem. 
A razão o alertava para conter a impaciência e retornar a Exeter e permanecer em seus aposentos na pousada de White Hart até uma hora mais propícia. 
Sir Henry, afinal, dificilmente deixaria seus convidados para conversar com um homem cujo nome ele sujara e cuja integridade pusera em dúvida. 
Por outro lado, também fizera questão, até agora, de negar a Dane qualquer oportunidade de encarar seu acusador. 
Nos três meses em que Dane estivera quase às portas da morte, sir Henry fizera bem o seu trabalho. A despeito da vitória do Antiope, de 62 canhões, sobre uma nau francesa de 74, o capitão Trevor Dane fora esquecido na hora da promoção. 
Muito mais importante: pela primeira vez em seus dezenove anos no mar, tinham lhe negado um navio. 
Que diabo Granville esperava ganhar ao ver Dane encalhado na praia, a carreira encerrada, a reputação em ruína? 
Granville poderia não saber do encontro com Philippe Lambert. 
Aquele demônio tomara todas as precauções para se certificar de que ninguém soubesse. Infelizmente, o mesmo não poderia ser dito sobre aquela outra visita mais perigosa à catedral de São João. Alguém esperava por ele ao sair da igreja. 
O ataque, vindo dos degraus que conduziam à catedral, fora rápido e silencioso. 
Apenas por uma chance remota não terminara com uma faca nas costas. 
Mesmo assim, se houvesse algum tipo de evidência de que Dane tivesse falhado com seu dever, por que não fora levado diante de uma corte marcial? 
Essa era, talvez, a parte mais enervante de tudo, Dane concluiu, puxando a capa com mais firmeza junto ao corpo para se proteger do intenso frio da noite de meados de fevereiro. 
O maldito silêncio!
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