14 de outubro de 2012

A Donzela Do Castelo

Antes que caísse a noite estaria casada… Ou morta.

Como herdeira do clã MacDougall, Lara, a senhora de Lorne, sabia que quando se casasse não seria por amor, mas jamais teria imaginado que seu casamento seria um castigo. 
Quando Robert de Bruce assumiu o controle de seu castelo, Lara se viu obrigada a casar-se com um de seus homens, Sebastien de Cleish. Leal a seu clã, Lara prometeu não render-se diante do audaz guerreiro. 
Mas sob a cota de malha e a armadura se escondia o coração valente de um cavalheiro disposto a converter Lara em sua esposa… Em todos os sentidos. 

Comentário revisora Rita: Após ter seu domínio invadido, A donzela do Castelo, deve submeter-se a um casamento ou a morte. Por amor ao seu clã, casa-se com o invasor, que conquista não só o castelo, mas também seu coração. Dividida entre a lealdade ao seu marido e ao seu Clã, ela decidir onde está a verdadeira lealdade e o verdadeiro amor. 

Capítulo Um 

 No ano da Graça, 1308.
Tinha fechado as portas na cara dele. Apesar de que tinha enviado um mensageiro com a notícia da vitória de Roberto I sobre seu pai, negou-se a lhe permitir a entrada no castelo de Dunstaffnage. 
Sebastien se inclinou para a opção «morte» incluída nas ordens do rei enquanto permanecia na parte exterior da porta principal. 
Deixando escapar um suspiro de desespero, se dirigiu a um dos homens que rodeavam os três flancos do castelo que davam aos campos e lhe fez um gesto com a cabeça. 
Ao elevar a vista para as ameias, divisou a filha mais velha de John MacDougall observando cada um de seus movimentos. 
Sebastien tirou o elmo e a malha da cabeça e esperou que lançassem sua arma. 
Seu cavalo dançou diante dele, certamente pressentindo a batalha de vontades que estava tendo lugar. Sebastien certamente sim a notava. 
Com o brilho do sol que ela tinha atrás, não podia ver com claridade sua inimiga. 
Ao escutar os ruídos atrás dele, avançou uns passos para que dos pontos mais altos do castelo pudessem ver claramente seus reféns. 
A comoção que havia atrás se fez mais patente e Sebastien observou como Lara MacDougall se aproximava da borda da ameia e olhava para baixo. 
Agarrou-se às pedras, como se necessitasse apoio. Se fosse ele quem estivesse vendo seus irmãos menores acorrentados e presos pelos braços dos guerreiros de seu pior inimigo, também reagiria mal. 
Além disso, o moço e a menina gritavam de tal forma que os poderia ouvir várias milhas de distância. 
Sua presa deu um passo atrás e Sebastien a perdeu de vista durante um minuto antes de voltar a vê-la aparecer. Escutava a discussão, mas não era capaz de distinguir as palavras. 
Quão único sabia era que nem todo mundo estava de acordo com o que a jovem tinha pensado fazer. 
Deu-se conta de que ainda não tinha escutado sua voz, porque tinha sido seu assistente quem lhe tinha comunicado a resposta as suas exigências. 
—Quais são suas condições? —gritou agora. Sebastien soltou uma gargalhada sonora antes de responder. —Condições? Não matarei estes dois se abrir as portas agora mesmo. Se demorar, não manterei minha promessa. 
Sebastien desceu de sua montaria e seu escudeiro se apressou a se encarregar do cavalo. 
—Estou cansado e não estou de bom humor, senhora. Se me faz brigar para entrar, também lhe prometo que pagará as consequências. 
A atmosfera estava carregada de espera enquanto todo mundo esperava. 
Sebastien não tinha nenhuma dúvida de que a dama mandaria abrir as portas. 
Seu irmão e sua irmã o tinham assegurado no caminho até ali. 
Tinham-lhe assegurado que sempre os protegia quando estavam em perigo, mas desta vez, ao tentar mantê-los separados de qualquer risco, tinha-os colocado sem dar-se conta, na boca do lobo. 
Entretanto, Sebastien tinha sido sincero. Estava cansado e queria que aquilo terminasse de uma vez. 
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A Conquistadora

Ele é Conn, das Cem Batalhas, o rei guerreiro que forjou uma nação numa terra de clãs isolados. 

Na qualidade de rei supremo da Irlanda, dirige o lendário Fianna, o grupo de guerreiros de elite. 
Mas o misterioso assassinato de vários dos melhores homens de Conn ameaça o trono. Ele parte sozinho em busca de um inimigo aparentemente invencível, sem saber que vai enfrentar uma mulher de olhos verde-esmeralda e cabelos cor de fogo... 
Empunhando uma espada chamada Vingança, Gelina O’Monaghan jura derrotar o homem que considera o responsável pela ruína da sua família. 
Nunca imaginou que ele pudesse vencê-la em combate... 
E ao mesmo tempo conquistar o seu coração. 
A sua paixão proibida se transforma numa guerra travada entre espadas e beijos, promessas e traições, e a rendição será apenas o início... 

Capítulo Um 

O dia estava cinzento, tão sombrio e calmo como os rostos que enchiam o salão da entrada. 
As nuvens que se acumulavam no céu do fim da tarde prometiam chuva; a tensão pairava no ar e não parecia querer desaparecer tão cedo. 
Mer-Nod franziu o sobrolho, vincando mais as rugas que lhe marcavam a testa, enquanto contemplava a rara tristeza que se abatera sobre a corte naquele dia melancólico. 
Não se ouviam vozes arrebatadas discutindo. 
Não se ouviam gargalhadas, música, as histórias dos poetas. 
Uma espessa camada de apreensão pousava sobre as línguas das pessoas, reduzindo centenas de vozes a um murmúrio.
Os poetas sentavam-se aos pés de Mer-Nod, identificando-o como o seu chefe apesar do seu silêncio. Encostadas às paredes de teixo macio, as harpas continuavam por tocar, como brinquedos esquecidos. 
Pelo salão circulavam criados que enchiam as taças de cerveja e os ouvidos de boatos. 
Com a cabeça inclinada para trás e os olhos fechados numa prece muda a Morigu, um malabarista sentado no chão de pernas cruzadas embalava as nove maçãs douradas que tinha no colo. 
Mer-Nod puxou para trás o cabelo longo e escuro que lhe caía sobre os ombros. 
Madeixas grisalhas emolduravam-lhe o rosto, suavizando a severidade do seu nariz aquilino e dos seus olhos escuros e penetrantes. 
Um lábio inferior carnudo contradizia a solenidade do queixo proeminente, onde despontava a barba grisalha de um dia. Assentou um pé na cadeira e olhou por cima da multidão. 
Uma pequena onda de ansiedade atravessava o ar agreste como as lâminas reluzentes enfiadas nas bainhas dos homens, que se empertigavam em todos os pontos de observação do salão. 
Nos seus rostos queimados pelo sol desenhavam-se as linhas finas que só o vento sabe gravar. Gibões justos sem mangas expunham corpos sólidos e musculosos sem um grama de gordura. 
Os guerreiros espalhavam-se pelo salão de entrada, alguns fazendo a corte às jovens, outros conversando em voz baixa com camponeses e pastores. 
Quando atravessaram o salão, foram recebidos com palmadinhas nas costas e palavras de estímulo da multidão que abrira caminho para lhes dar passagem. 
Eram os membros do Fianna, os protetores e adoradores de Erin. Guerreiros e caçadores, que percorriam a ilha fazendo amor e criando lendas a cada hora dos seus dias errantes. 
E agora muitos deles morriam, um a um, os seus corpos mutilados apodrecendo na umidade dos bosques. Mer-Nod suspirou e fechou os olhos, sabendo que assim ninguém ousaria dirigir-lhe a palavra. 
Todos partiriam do princípio de que ele estava compondo. Como gostaria de agradar-lhes! 
A sua mão ansiava por uma pena.
Que história vitoriosa haveria sobre a vitória de Kevin sobre o monstro!


 

11 de outubro de 2012

A Espada

Série Filhos do Destino
Histórico Sobrenatural

Oito irmãos, nascidos em quatro pares de gêmeos, dois anos separando cada par deles, perseguidos pela Maldição dos oito. 

Para tentar evitar seu destino, os irmãos são exilados na Ilha Nightfall, uma terra onde as mulheres são estritamente proibidas.
Mas quando o mais jovem dos magos irmãos salva uma mulher de outro universo, seu mundo é alterado para sempre.

Kelly Doyle quis fugir do mundo. 
Ameaçou, atacou, e foi acusada de bruxaria. Kelly teve suficiente de sua cidade pequena e tacanha. 
E agora ela de alguma maneira aterrissou em outro mundo, uma imensidão mágica onde era a única mulher em um reino habitado por oito homens que estão desesperadamente em falta do toque de uma mulher.

 O primeiro livro da Série é um conto romântico de magia, superstição e um amor que transcende dimensões

Capítulo Um

— O que você fez? 
— Quem é essa mulher? 
— Existe uma mulher aqui? — Quem é essa mulher? 
— Por que ela está aqui? 
— Droga, Morg, você sabe da Maldição! Eu não me importo com o que o resto de nós vai dizer! 
— É melhor você pensar no que vai falar! 
— Ei, não estou muito ansioso pela minha parte da maldição, mas não devíamos escutar o que o moleque tem a dizer? Ele é o mais poderoso de nós. 
Morganen cruzou os braços sobre o peito e esperou que seus irmãos parassem de se queixar e resmungar. Quando todos estavam olhando-o em silêncio, ele finalmente falou. 
Era o mais novo dos oito, o mais talentoso de todo seu povo, e sabiam disso.
O que seus irmãos podiam fazer fisicamente, ele podia fazer magicamente, oito vezes mais. 
Era simples o seu dever, sua parte da maldição, pois era fácil de ver que toda essa coisa tinha sido colocada em movimento. 
E assim começa... 
— Koranen, se você conseguisse olhar além de seus pensamentos negros, notaria que esta mulher foi queimada. 
Desde que o fogo é sua especialidade, sugiro que você comece a usar seus poderes para curá-la. 
E seja cuidadoso. — Ele adicionou quando seu gêmeo percorreu os olhos pela fêmea inconsciente aos seus pés. 
— Ela pode se tornar sua cunhada logo. Imagino que não queira o resto de nós batendo em você, por tratar impropriamente uma de nossas esposas destinadas. 
Koranen revirou os olhos e ajoelhou-se até a mulher desmaiada entre as pernas de Morg. 
O poder tremulava acima de sua mão, enquanto seus dedos começavam a brilhar, pairando a poucos centímetros da pele chamuscada e das roupas. 
Morganen olhou de seu gêmeo para seus outros irmãos. 
— Quanto ao resto de vocês, sugiro que façamos tudo que pudermos para evitar que Saber descubra sobre isso por enquanto. 
— O que eu não posso descobrir? O restante dos cinco irmãos imediatamente se agrupou em torno dos gêmeos mais novos e em frente ao corpo da jovem caída no chão. 
Fazendo o melhor possível para protegê-la do olhar do primogênito, Morg se moveu lentamente, mantendo seu olhar fixo em seus irmãos. 
Cada um era diferente em suas características. Apesar dos oito terem nascido em quatro pares de gêmeos. Seus olhos de aço cinzento e cabelo louro mel eram diferentes dos olhos dourados e cabelo castanho de seu gêmeo, embora Wolfer tivesse o mesmo tórax forte que ele. 
O próximo par de gêmeos, Dominor e Evanor, era tão diferente quanto o dia e a noite, enquanto Dominor tinha olhos azuis e cabelos castanhos escuros, Evanor tinha olhos castanhos dourados e cabelo louro. 
O terceiro par também era improvável: Trevan tinha cabelos vermelho acobreados e olhos verdes, e Rydan tinha cabelos e olhos tão negros que parecia a personificação da noite... 
Era estranho que Saber estivesse ali no meio da manhã, pois sempre evitava a luz. 
Provavelmente tinha vindo através das passagens subterrâneas que ligavam o castelo ao exterior. 
O cabelo vermelho de Koranen mal podia ser visto através do emaranhado de seus irmãos, seus olhos fixos em Saber fora do circulo protetor. 
O mais jovem de todos os gêmeos, Morganen, estava do outro lado do grupo, braços cruzados sobre o peito desafiadoramente, seu cabelo castanho claro puxado para trás em um nó para mantê-lo fora de seu caminho. 
A faixa escura de pano mantinha o cabelo longe de seus olhos visivelmente úmidos, provenientes de qualquer grande trabalho de magia que ele tivesse feito sem que os outros notassem. 
Saber lembrou-se que apesar de Morg ser o mais novo de seus sete irmãos, não era nenhum tolo.
Nenhum de seus sete irmãos falava, embora Saber pudesse sentir Koranen fazer algo além do emaranhado protetor. 
O que era, ele não poderia dizer, mas pode ver algo através do espaço entre as pernas de Evanor. 
Algo fora do comum. Saber olhou para baixo e viu um pé, descalço e pequeno. 
Bem formado, com tornozelos manchados de fuligem. Não era um pé masculino. 
Seus irmãos estavam tentando esconder uma mulher dele, quando as mulheres eram estritamente proibidas na ilha Nightfall. 
Não precisou fazer muito esforço para descobrir como ela havia chegado à ilha onde os oito viviam. 
Desde que os irmãos tinham sido exilados na ilha, nenhum dos mainlanders pensaria em lhes enviar uma mulher, muito menos permitir que uma viesse. 
O que deixava seu irmão mais jovem, como o culpado mais provável pela presença da garota. 
Já que ela não poderia ter chegado ali por meios físicos, então ela tinha de ter chegado por meios mágicos e Morganen era o mago mais poderoso entre eles. 
Ele poderia facilmente lançar algum tipo de feitiço de transporte sem que Saber percebesse. 
E eles estavam na torre de Morganen, afinal. 
— Morganen. 
— Saber fixou seu olhar com o de seu bondoso, mas imprudente irmão. Perigosamente irresponsável. 
— Mande-a de volta, agora. 
— Eu não posso. 
Série Filhos do Destino
1 - A Espada
2 - O Lobo
3 - O Mestre
4 - A Canção
5 - The Cat
6 - The Storm
7 - The Flame
8 - The Mage
8.5 - Finding Destiny

Maiê em...



Na Cama dos Reis 


Já faz um tempinho que tenho vontade de escrever sobre um livro que li, nada de 50 Tons de Cinza, quero falar sobre Sexo com Reis de Eleanor Herman.
É um livro histórico que relata casos relacionados as amantes reais e as relações extraconjugais dos reis e rainhas.
Começa falando das dificuldades causadas por aqueles pequenos retratos pintados que eram mandados ás cortes estrangeiras a fim de que os reis, príncipes e princesas conhecessem e pudessem escolher seus pretendentes.
O problema é que os retratos passavam por uma espécie de Photoshop medieval e mais de uma vez um rei desavisado escolheu uma linda princesa com base na pintura e recebeu um dragão sem direito a devolução.

Henrique VIII ficou tão desconfiado dos tais retratos que tentou de todas as maneiras conhecer três pretendentes antes de ter que escolher, recebeu um sonoro não do embaixador da França e teve que fazer uni duni tê com os tais retratos.

O engraçado é que atualmente essas coisas ainda acontecem.
Há algum tempo uma mineira conheceu um homem de Dubai pela internet, depois de um ano de conversa, o moçoilo comprou uma passagem só de ida para o Brasil e resolveu se mudar para cá de surpresa.
Não ficou muito satisfeito ao descobrir que o retrato no perfil da namorada era da atriz Giovanna Antonelli. Ela tampouco ficou feliz ao ver o namorado virtual tinha 14 anos a menos que ela e era bem baixinho.
Ele passou algumas semanas em Belo Horizonte, já que não tinha dinheiro para voltar.
Já as pobres princesas que eram enviadas quase que por malote postal para um total desconhecido, nem tinham o direito de querer voltar para casa.
O livro de Elanor Herman também fala bastantes das amantes e de como certos maridos aceitavam bem que a esposa fosse parar na cama do rei, desde que pudessem lucrar com isso.
As amantes eram geralmente da alta sociedade e algumas tinham muito poder.
Enquanto eu lia, fui procurando no Google fotos e pinturas desses personagens e surgiu a curiosidade de saber como se pareciam de verdade, essas figuras que povoam os romances históricos.
Pesquisei fotos do século XIX e encontrei pessoas reais muito parecidas com personagens de livros.
Achar imagens de atrizes e cortesãs é muito fácil, já a aristocracia parecia não apreciar muito maquinas fotográfica.

A moça abaixo é Cora Pearl, uma das cortesãs mais famosas da época.
Aos 37 anos, se viu no meio de um grande escândalo quando um jovem nobre gastou toda sua fortuna com ela.



As senhora e senhorita a seguir pertenciam à aristocracia e foram fotografadas em uma festa a fantasia.
A primeira é a duquesa de Portland.
Ela lutou contra a crueldade com animais e se empenhava em diversas causas sociais.



A moça vestida de Valquíria é a senhorita Courcel, como é bem jovem e não é casada é provável que fosse uma debutante nessa época.
Percebam o tamanho da cintura da criatura. 


Infelizmente não achei nenhuma foto de um nobre bonitão. Ou não existiam, ou realmente detestavam ser fotografados.
Mas só para dar uma idéia da aparência de um dandi peguei essa imagem do Bosie.
O moço era filho mais novo de um marquês e amante do escritor Oscar Wilde.
Seu pai ficou tão furioso com o caso que os dois mantinham que conseguiu que o escritor fosse preso.


Os bonitões desta vez não tem nada a ver com o tema de hoje, são orientais. 
Foi uma sugestão da Marian Pierce nos comentários da última coluna, envie você também sua sugestão!
Com vocês o ator Daniel Henney de 32 anos, o ator tailandês Ananda Everingham de 30 anos e o modelo Akihiro Sato de 29 anos.







Separei três livros que foram postados aqui no blog há pouco tempo e dos quais gostei muito.
Como são recentes, é provável que vocês já tenham lido, mas fica a dica para quem ainda não conferiu.
   Os Perigos De Perseguir Um Príncipe da Julia London: Acho que não tinha prestado a atenção devida a essa autora até agora. Seus personagens são falhos, os mocinhos sentem insegurança as vezes e as mocinhas não se apaixonam de imediato. 
Nesse livro o mocinho é feio e a Greer não se encanta por ele de cara.
Ela chega ao país de Gales para buscar uma herança que está nas mãos do mocinho. 
Há um tempero sobrenatural na trama, na forma de um fantasma que de certa maneira está ligado aos dois protagonistas.

Nove regras que romper para conquistar a um libertino da Sarah MacLean: Tanto esse como o segundo livro da série são ótimos, mal posso esperar pelo terceiro...
Lady Calpurnia Hartwell leva uma vida perfeitamente correta e infeliz. 
O casamento da irmã mais nova e o desafio de seu irmão mais velho a levam a elaborar uma lista de coisas que gostaria de fazer,  primeira delas é ser beijada de verdade. Começa sua aventura aparecendo  no meio da noite, na casa do maior libertino da cidade e pedindo um beijo.

A Concubina de Roma da Kate Quinn: Livro forte, quem gosta apenas dos mais leves deve passar longe. Apesar disso, tem uma história linda, de muito sofrimento e coragem. Eu realmente gostei, principalmente porque se passa na 
Roma Antiga. Mais do que recomendado.

Bjs Maiê

Ps1: Quero pedir desculpas pelo atraso da coluna, a Jenna me deixa livre para mandar o texto quando quiser, mas dessa vez terminei me enrolando e atrasando mais do que pretendia.

Ps2: Vocês acompanham a Série Downton Abbey ? Quem nunca viu, não sabe o que está perdendo. 
Já ganhou vários prêmios e conta a história dos moradores de uma grande propriedade no inicio do século XX. Quem gosta de romances históricos, com certeza vai gostar da série também.



O Duque De Wyndham

Série Os Dois Duques De Wyndham
Jack Audley foi muitas coisas: um ladrão de estrada, um soldado ... e um autêntico patife. 
O que não é e nunca será, é parte da aristocracia e responsável por uma herança ancestral que alimenta centenas de pessoas. Mas quando ele é reconhecido como o filho perdido da Casa de Wyndham, a sua vida despreocupada termina. 
E caso seja provado que seu nascimento é legítimo, então se verá com um título que nunca quis: Duque de Wyndham. 
Grace Eversleigh passou os últimos cinco anos de sua vida trabalhando duro como dama de companhia da Duquesa Viúva de Wyndham. 
 É um trabalho ingrato, no qual tem pouco espaço para sair da rotina ... até Jack Audley entrar em sua vida, um homem que é todo sorrisos e afável encanto. 
Jack não é o tipo de homem que aceita um não como resposta, e quando Grace se encontra em seus braços, a última coisa que deseja é dizer não. 
 Mas se ele for o verdadeiro duque, então Jack é o único homem que ela nunca poderá ter... 

Comentário revisora Panttera: Quanto ao livro... confesso, não gosto de históricos dessa linha, li o livro por conta do compromisso com o grupo e tive a surpresa de me encantar pelo Jack, ele é uma incógnita, no começo pensei que ele era um vadio... depois um Robin Wood das ruas inglesas... depois um Dom Juan com molejo Irlandês... a medida que fui lendo descobri que era um cavalheiro incrível, capaz de sorrir de quase tudo, principalmente dele mesmo e vitima da incompreensão pessoal e alheia com uma limitação física que mesmo hoje faz vitimas nos nossos tempos... 
E a avó dele é um Dragão mumificado, kkkk . 
A Grace... é uma figurinha condizente com uma mulher da época... piedosa, consciente da própria posição e se vê frente a frente com um homem lindo e enigmático que a fará ver que as vezes é melhor não pedir por mudanças na vida... quando não se está convicto de poder lidar com elas... 
Quem pede muito, pode ser recompensado com: Dias interessantes... 
Agora estou doida pela historia do Sr Cavendish...

Capítulo Um

Grace Eversleigh era dama de companhia da duquesa viúva de Wyndham há cinco anos, e nesse tempo descobriu várias coisas a respeito de sua empregadora, das quais a mais importante era a seguinte: Sob o exterior severo, exigente e altivo de sua excelência não pulsava um coração de ouro.
Isso não significava que o dito órgão fosse negro, não. Sua excelência, a duquesa viúva de Wyndham, não poderia se considerar malvada de tudo. Tampouco era cruel, rancorosa e nem sequer absolutamente mesquinha. Mas Augusta Elizabeth Cândida Debenham Cavendish era filha de duque, casou-se com um duque e logo deu a luz a outro. Sua irmã já era membro de uma família real de pouca importância em um país do centro da Europa cujo nome Grace nunca conseguia pronunciar bem, e seu irmão possuía grande parte de East Anglia. Pelo que a ela se referia, o mundo era um lugar estratificado, com uma hierarquia tão definida como rígida.
Os Wyndham, e em especial os que também levavam o sobrenome Debenham, estavam firmemente instalados na cúpula.
E como tal, a duquesa viúva esperava certa conduta e uma especial deferência para com ela. Raramente era amável, não tolerava a estupidez, e jamais fazia falsos cumprimentos (algumas pessoas poderiam dizer que não fazia nenhum jamais, mas Grace tinha recebido, duas vezes, um seco, mas sincero "bem feito", embora, claro, ninguém acreditara quando o contou depois).
Mas a viúva a tinha salvado de uma situação desesperada, e por isso contaria sempre com sua gratidão, respeito e, mais que nada, sua lealdade.
De todos os modos, não havia maneira de contornar a realidade de que a viúva não era uma pessoa amistosa e nem alegre, portanto, não pôde evitar sentir alívio ao ver que esta estava dormindo profundamente na elegante carruagem cujas boas molas de suspensão a faziam deslizarem-se sem saltos nem agitação pelo escuro caminho quando voltava do baile no salão de festas de Lincolnshire a meia-noite.
Tinha passado maravilhosamente bem essa noite, de verdade, por isso era consciente de que não deveria ser tão pouco caridosa. Logo que chegaram, a duquesa viúva instalou-se em seu assento de honra e começou a conversar com seus amigos, e assim não foi necessário atendê-la. Dançou e riu com todas as suas velhas amigas, bebeu três taças de ponche e gracejou com Thomas, o que sempre era uma boa diversão; ele era o duque, e sem dúvida necessitava muitíssimo que o tratassem com menos formalidade. Mas, o principal, era que tinha sorrido; sorriu com tanta frequência e tão bem, que lhe doíam às bochechas.
Essa sensação tão pura e inesperada na festa deixou seu corpo vibrante de energia, e nesses momentos se sentia muito feliz sorrindo de orelha a orelha na escuridão, escutando os suaves roncos da viúva.
Fechou os olhos, mesmo quando não tinha sono; o movimento da carruagem tinha algo que a deixava sonolenta. Para ela o movimento era para trás, como sempre, e o rítmico clop-clop dos cascos dos cavalos começava a adormecê-la. Era estranho; sentia cansados os olhos, embora o resto do corpo não. Mas talvez pudesse cochilar, pois assim que chegassem a Belgrave teria que ajudar à viúva a...
Crac! 

Série Os Dois Duques de Wyndham
1 - O Duque de Wyndham
2 - A Prometida do Duque
Série Concluída

A Lei do Coração






Violando a lei! 

A herdeira Moira MacMurdaugh mal havia suspirado aliviada por ter evitado um casamento desastroso com um mulherengo envolvido com jogos de azar para logo em seguida receber uma ação judicial. 

Dividido entre o dever e a desconcertante beleza da dama, o advogado Gordon
McHeath não tem outra escolha senão ir contra a mulher cujo beijo jamais esquecera. Até que forças sinistras ameaçam lady Moira, obrigando Gordon a pôr de lado as leis para salvá-la! 


Capítulo Um 

Escócia, Terras Altas, 1817 
Passara tempo demais na cidade, pensou Gordon McHeath enquanto cavalgava pela crista de uma colina em direção à aldeia de Dunbrachie. Inspirou longa e profundamente o ar fresco. 
Após tantos anos em Edimburgo, esquecera como era limpo e revigorante o ar das Terras Altas. Acostumara-se demais à fumaça e aos cheiros, ao barulho e às multidões de uma cidade grande e populosa. 
Aqui, o silêncio era rompido apenas pelo canto dos pássaros ou o balido ocasional de uma ovelha ou o mugido do gado. A vertente norte, à esquerda, era coberta de tojos e samambaias, a outra, à direita, por uma floresta de bétulas, amieiros e pinheiros. 
As agulhas dos pinheiros tinham um verde profundo e o cheiro lhe chegava com a brisa e o fazia pensar no Natal e em escuras noites de inverno, embora ainda fosse setembro. As folhas das outras árvores já estavam adquirindo tons de marrom e dourado e ele imaginou que a terra sob elas seria lamacenta, úmida e coberta de palha. Através das árvores, via um rio que corria depressa entre margens rochosas e que provavelmente estaria cheio de salmões na primavera. 
Infelizmente, também esquecera como podia ser fria uma brisa nas Terras Altas e aquelas nuvens escuras e pesadas a distância estavam definitivamente se aproximando. A menos que quisesse ser apanhado num dilúvio, teria de conseguir que o pangaré que alugara se movesse mais depressa. 
Estava prestes a incitar o cavalo a um trote quando o latido furioso de um cachorro rompeu o silêncio do campo. Não era o latido de um cão de caça... parecia-se mais com o som de um cão de guarda dando o alarme. 
Um pastor alemão, talvez, ou o cão de uma fazenda que cuidava dos terrenos e da casa. Gordon se ergueu nos estribos e olhou ao redor. Não viu nenhum rebanho de ovelhas, nenhuma choupana ou cabana, nada que exigisse um cão de guarda. 
— Socorro! Alguém me ajude! 
O grito amedrontado de uma mulher, que viera de algum lugar na floresta, mal era audível sobre o som dos latidos e da água corrente, no entanto não havia engano sobre as palavras ou o desespero na voz. 
Gordon afundou os calcanhares nas laterais do cavalo para fazê-lo saiu da estrada e se voltar em direção ao som da mulher e do cachorro, mas nada adiantou. Era a besta de boca mais dura que já cavalgara e se recusava a obedecer, como se fosse uma mula e não um cavalo. Resmungando uma praga, Gordon desmontou, atirou as rédeas sobre um galho de um arbusto nas imediações e começou a descer, com a maior rapidez possível, a encosta escorregadia e rochosa da colina, entre as árvores. 
A manga do casaco comprido de três capas se prendeu a um galho espinhoso e se rasgou. Suas botas de cavalgar logo ficaram cobertas da lama, que também sujou a barra do casaco. O chapéu foi derrubado por um galho alto que não vira até ser tarde demais. 
Debruçou-se para pegá-lo, escorregou, caiu e começou a deslizar até conseguir agarrar o tronco de uma árvore. O cão continuava a latir e a mulher gritou de novo por socorro, desta vez mais perto, felizmente, embora ainda não conseguisse vê-la. 
Gordon se levantou e, então, se encontrou diante do maior, mais feio e mais feroz cachorro negro que já encontrara, parado junto à base de uma bétula de folhas douradas, não muito distante da margem do rio. 
O cachorro não era de nenhuma raça que Gordon conhecesse e tinha uma cabeça e uma mandíbula enormes, olhos muito separados e orelhas pequenas. Estava com as quatro patas plantadas agressivamente no chão e rosnava, um fio de saliva lhe descendo da boca.
Apesar daquela coisa horrível, Gordon sabia que o cão não estava louco. Vira um cão sofrendo de raiva uma vez, espumando e com os olhos enlouquecidos, andando com um passo desequilibrado, e jamais esqueceria aquela visão. Entretanto, manteria a maior distância possível daquela fera. 
— Você está ferido? — A voz feminina veio da mesma direção em que estava o cão, o sotaque revelando a Gordon que não era uma camponesa ou uma pastora.


Dama de Copas

Série Irmãs Copeland
"Cavalheiros, cantando para o deleite de todos esta noite, a srta. Caro Morton!" 

Com o coração batendo forte sob as luzes brilhantes do cassino mais elegante de Londres, lady Caroline Copeland surge de trás das cortinas... 

Passando os olhos pelo público, ela é atraída por vim homem de aparência diabólica encarando-a do fundo do salão. A intensidade do olhar incendiava o corpo de Caro, fazendo sua garganta secar e seu rosto corar. 
Ela havia arriscado a reputação para estar ali, e não podia deixar que ninguém se aproximasse, o suficiente para revelar seu segredo... 
Ainda que seu corpo implorasse o contrário! 

 Capítulo Um 


Dominic hesitou diante da entrada da Nick's, uma das casas de jogos mais sofisticada de Londres, e um de seus lugares favoritos para ir antes que ele tomasse posse do estabelecimento, um mês atrás. 

Tendo chegado de Veneza naquela tarde, decidira visitar a casa de jogos na primeira oportunidade, e, quando entregou seu chapéu e casaco para o funcionário que o esperava ali, não pôde evitar notar que o jovem musculoso, que geralmente guardava a porta contra pessoas indesejáveis, não estava em seu posto usual. 
Também percebeu que as salas de jogos atrás das cortinas de veludo vermelho estavam estranhamente silenciosas. Que diabos estava acontecendo? 
De súbito, o silêncio foi encantadoramente quebrado pela voz sensual e ardente de uma mulher cantando. Exceto que, antes de partir para Veneza, Dominic tinha dado instruções rígidas para que no futuro não houvesse mais mulheres trabalhando — em nenhuma posição — na casa de jogos que agora lhe pertencia. 
Ele estava com o cenho franzido de leve enquanto andava para o salão principal, vendo imediatamente o motivo da ausência do porteiro em seu lugar de costume, quando avistou Ben Jackson de pé, parecendo hipnotizado, dentro de uma sala repleta de clientes igualmente hipnotizados, todos eles parecendo ouvir apenas uma coisa. 
Ver apenas uma coisa. 
Uma mulher, a fonte óbvia daquela voz sensualmente sedutora, deitada num divã de veludo vermelho sobre o palco, uma figura pequenina com uma abundância de cabelos cor de ébano que cascateavam em cachos sobre os ombros e desciam pelas costas delgadas. 
A maior parte do rosto da mulher estava coberta por uma máscara de pedras preciosas, muito parecida com aquelas usadas durante o carnaval de Veneza, mas os lábios aparentes sob ela eram carnudos e sensuais, a pele do pescoço elegante, de um tom de branco perolado. 
Ela usava um vestido brilhante dourado, que mais insinuava curvas voluptuosas do que mostrava, o que tornava o visual ainda mais atraente. Mesmo de máscara, ela era, sem sombra de dúvida, a criatura mais sedutora que Dominic já vira! 
O fato de que todos os outros homens no salão pensavam a mesma coisa era evidente pelo ardor em seus olhares e rubor de seus rostos, muitos lambendo os lábios visivelmente enquanto a olhavam. Um fato que fez a carranca de Dominic aumentar quando seu próprio olhar voltou para a visão sedutora no palco. 
Caro tentou não revelar, nem em sua expressão nem em sua voz, seu nervosismo perante o jeito raivoso com que o homem parado nos fundos do salão a olhava, enquanto ela terminava sua primeira performance da noite, levantando-se devagar, antes de mover-se graciosamente para a extremidade do palco, cantando as últimas notas com sua voz rouca e sensual. 
Isso não a impediu de se sentir muito consciente daquele olhar de desaprovação ou do homem que possuía tal olhar.

Série Irmãs Copeland
0.5 - A Wickedly Plesurable Wager
1 - Dama de Copas
2 - Dama de Ouros
3 - Dama de Espadas

7 de outubro de 2012

Um Sopro De Ar Fresco


A senhorita Penelope Winthorpe, uma tímida herdeira, só tentava escapar do déspota de seu irmão

Nunca pretendeu casar com um lorde e menos ainda ter a bigorna de um ferreiro como altar. 
Adam Felkirk, Duque de Bellston, não tinha intenção de se casar, mas a situação de Penelope o comoveu. 
Então, o triste célebre libertino se encontrou com um objetivo novo: impressionar e seduzir sua afetada esposa. Entretanto, o duque aprenderia uma boa lição quando a senhorita Winthorpe se convertesse na sedutora duquesa… 

Comentário revisora Irany : Não sou muito boa pra resenhas...mas gostei.Podia ter mais ação um defecho mais explicadinho. 

Capítulo Um 

Penelope Winthorpe estava na biblioteca quando ouviu que batiam na porta de casa. 
Deixou cuidadosamente o livro, subiu um pouco os óculos no nariz, alisou a discreta saia, levantou e se dirigiu para o saguão. 
Não tinha motivos para se apressar porque o resultado seria o mesmo. 
Seu irmão a tinha acusado de ser impulsiva. E vê-la correr ao saguão a cada vez que se abrisse a porta confirmaria sua opinião de que o excesso de solidão e estudo estava lhe afetando os nervos. 
Entretanto, o pacote levava um atraso de dois dias e era difícil conter a ansiedade. 
Levantava-se com inquietação a cada vez que batiam na porta e sempre esperava que fosse a entrega que tinha estado esperando. 
Já se imaginava com o pacote nos braços e segurando a corda que atava o papel marrom que o envolvia. 
O cortaria com as tesouras na mesa do saguão e por fim teria o livro entre as mãos. 
Poderia cheirar a tinta e o papel, acariciá-lo e sentir as letras douradas do título sob as pontas dos dedos. Logo, chegaria o melhor. Voltaria com ele à biblioteca, folhearia as páginas e as olharia sem ler para não estragar a surpresa embora soubesse a história quase de cor. 
Por fim, pediria um chá, se sentaria em sua poltrona favorita junto à lareira e começaria a lê-lo. 
Seria o paraíso. 
Quando chegou ao saguão, seu irmão estava repassando umas cartas. 
Tinha chegado o correio, mas não havia nem traço do pacote do livreiro. 
- Hector, não trouxeram nada para mim? Já deveria ter chegado e pensei que, ao melhor, o carteiro o havia trazido. 
- Outro livro? - perguntou ele com um suspiro. 
- Sim. A última edição de A Odisseia. Seu irmão fez um gesto de desdém com a mão. 
- Chegou ontem, mas o devolvi à loja.
- O quê…?
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Um Casamento Conveniente

Série Escândalos Da Sociedade


Uma época de escândalos e emoções. 

Um marido suspeito de um crime. 
Uma jovem desaparecida. 
O matreiro e libertino Marquês de Sywell ganhara a Abadia de Steepwood jogando cartas, provocando a morte do Conde de Yardley. 
Anos depois, voltava para escandalizar a Sociedade ao se casar com uma mulher de classe inferior à sua e o bastante jovem para ser sua neta. 
Pouco tempo a Marquesa desaparecia sem deixar rastro. Todo mundo esperava que surgissem novos escândalos, mas ninguém se imaginava os horrores que sairiam à luz. 

Capítulo Um 

Outubro, 1811 
— Coragem, Beatrice! Vai deixar que a assuste os contos de bruxas e dragões? Não são mais que tolices — disse a si mesma, consciente de que estava falando em voz alta 
— Papai se envergonharia de você se a visse. Beatrice estremeceu e apertou o manto contra seu corpo para impedir que o vento o arrebatasse. 
Aproximava-se das portas da Abadia Steepwood do povoado de Steep Abbot, que se apinhava junto aos ruídos muros da Abadia, justo onde o rio entrava em suas terras. 
No povoado que deixava a suas costas se respirava a tranqüila beleza das árvores, cujos frondosos ramos acariciavam as bordas de um lago idílico no curso do rio. 
Diante dela se levantava a forma achaparrada da velha Abadia; suas terras se converteram em um planalto desolado. Nunca foi um lugar muito agradável, mas ao cair da noite se envolvia de um ambiente ameaçador, produto das mentes supersticiosas. 
— Não há de que ter medo — disse a si mesmo enquanto olhava o caminho às escuras 
— Como era aquilo que disse o professor Shakespeare? Ah, sim! 
«Nossos medos nos convertem em traidores». 
Não traia suas próprias convicções, Beatrice. 
isto não são mais que falatórios e superstições... Mas se contavam muitas histórias sobre aquele lugar, e todas elas resultavam arrepiantes. 
A terra fora cedida aos monges no século XIII, e a Abadia se levantou em uma bonita zona de bosques que bordejava o Rio Steep. 
As origens da mesma se perdiam na lenda e o misticismo, e segundo a crença popular aquele fora a convocação de um templo romano.
Algumas das histórias sobre os sucessos acontecidos na Abadia bastariam para fazer empalidecer os homens mais valentes. 
Portanto, possivelmente não fora tão somente a brisa outonal o que fazia estremecer Beatrice daquele modo. — É uma estúpida!

Série Escândalos da Sociedade
1 - Um Casamento Conveniente
2 - Falsas Aparências
3 - Dívida de Amor
4 - A Melhor Companhia
5 - A Most Improper Proposal
6 - Um Bom Homem
7 - An Unreasonable Match

1 de outubro de 2012

A Escolha De Uma Mulher


Irreverente paixão 

Sophia Rowjey, três vezes casada e três vezes viúva, é obrigada a retornar para a vida simples do campo, em Rowley Hall. 
Ao saber que seu terceiro marido nomeou Charles Heywood como tutor de seus filhos, Sophia não consegue esconder a indignação e revolta. 
Além de ter ficado intrigada com o fato. 
Porém, pouco a pouco, ela descobre que Charles é diferente de todos os homens que já conheceu, e sua opinião a respeito dele, bem como sua visão a respeito da vida, começam a mudar. 
Será que uma vaidosa e imatura dama da sociedade londrina poderá encontrar a felicidade e a sabedoria nos braços de um homem simples e desapegado de luxo e riqueza material?... 

Capítulo Um 

Rowley Hall, North Riding, Yorkshire, 1811 
Loira e fascinante, com seu vestido de musselina pérola, realçando as curvas do corpo perfeito, lady Sophia Rowley irrompeu pela sala de estar, emprestando ao sóbrio local a fragrância sedutora que sempre registrava sua presença. 
Seus olhos azuis se moviam ainda mais rápidos do que os passos em busca do vigário de St. Mortrud's. Não teria se apresentado à entrevista por sua vontade, mas o advogado fora enfático em recomendar que procurasse um entendimento com o Sr. Charles Heywood, ainda que fosse apenas pelo bem de seus filhos. Porque, de qualquer maneira, não haveria o que fazer realmente, exceto ela se curvar ao último desejo manifestado pelo marido em testamento, antes de morrer. 
O olhar de Sophia deteve-se na figura de um jovem que bebia um dos finos licores de cereja que George nunca permitira faltar em sua adega. 
A garrafa, que alguém havia deixado aberta, por sinal, estava em uma bandeja de prata sobre a mesinha de apoio. 
Sentiu uma irritação instantânea ao modo como o usurpador ignorou sua entrada, mantendo a concentração voltada para o quadro sobre o console da lareira. Não importava que fosse ela a retratada. Ou talvez fosse justamente por isso. 
Detestava aquela caracterização de Diana, a deusa virginal romana que simbolizava a caça. 
Não se admirava que o artista tivesse morrido um ano após terminar a obra, pois já deveria estar senil ao compará-la a essa deusa. Aquela era a única explicação. 
Ela, a notória lady Sophia Rowley, não tinha nada em comum com as divindades. 
George, contudo, adorava aquele quadro.
Repetira centenas de vezes que não se cansava de apreciar o brilho da lua refletido em seus cabelos, confundindo os fios de ouro com prata. 
Colocara a obra em lugar de destaque na mansão que havia herdado de seus antepassados e exibia-a com orgulho. O velho e querido George... 
Bem, mas ele já não fazia mais parte deste mundo, e perdera o direito de opinar na decoração da casa. Pena que as outras inconveniências, ocasionadas pelo falecimento do marido, e que teria que enfrentar, não poderiam ser tão facilmente contornadas. 
— Senhor? — lady Sophia finalmente denunciou sua presença. 
O homem se virou, surpreendendo-a pela beleza de seus traços. 
Ele era um pouco mais alto do que a média dos homens, esguio e elegante. 
Seus traços não podiam ser descritos como másculos, mas como bonitos. 
O nariz era pequeno, os olhos tinham a cor do céu, quando do prenuncio de uma tempestade. 
Os cabelos eram ainda mais escuros, e uma mecha teimava em cair sobre a fronte aristocrática. 
— Lady Sophia! Eu sou Charles Heywood! 
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30 de setembro de 2012

Os Perigos De Perseguir Um Príncipe

Série Debutantes Desesperadas



A única esperança que resta a lady Greer Fairchild para evitar o casamento pelo maior lance é viajar para o interior agreste de Gales em busca de uma herança que nem sequer está certa de existir...

 Herança que supostamente está sendo controlado por Rhodrick Glendowe, Conde de Radnor, também conhecido como Príncipe de Powys.
Rumores sugerem que o príncipe é duro, cruel e até mesmo ... um assassino.
Porém Greer não imaginou que este homem se recusaria a deixá-la sair do seu castelo isolado até que provasse sua identidade.
Ou que se encontrasse fortemente atraída por este homem apaixonadamente viril, cujo comportamento grosseiro esconde uma natureza orgulhosa e sensual.
Quanto mais Greer cai sob o seu feitiço mais determinada se torna em desvendar os segredos de sua herança galesa e o mistério em torno do príncipe das trevas que a desafia para se tornar sua esposa e princesa.

Comentário revisora  Sandra Regina: Greer não admitiria que um estranho tirasse sua herança tão esperada. Mas o que não previra, era que aquele homem, marcado por uma cicatriz, fosse despertá-la para sua sexualidade.
Mas Rhodrick soube se infiltrar em seu coração, despertou-a para um mundo não previsto....
Poderia ela desfazer a má impressão causada por sua chegada com Percy? Conseguiria ela trazer à aquele semblante tão rígido um sorriso? Quais segredos escondiam aqueles olhos?

Série Debutantes Desesperadas
1 - Os Perigos de Perseguir um Duque
2 - Os Perigos de Perseguir um Príncipe
3 - Os Perigos de Enganar um Visconde
3.5 - School for Heiresses