26 de julho de 2015

O Castelo do Lobo





Apaixonada por seu protetor.

Obrigada a se casar com um homem a quem abomina, Thomasina terá que se valer de toda a sua virtude e coragem para colocar os deveres de família acima da própria felicidade. 
Até que sua vida muda de rumo ao ser raptada durante uma terrível invasão! 
Cativa do lendário Lobo de Gales, não tarda para Thomasina sentir uma irresistível atração pelo homem protegido pela pesada armadura. Embora tenha abduzido Tamsin em nome da vingança, Rheged não consegue abafar a voz de seus instintos de proteção. Mas amá-la poderia tornar ainda maior a ira dos inimigos do Lobo!

Capítulo Um

Inglaterra, 1214
A luz tremeluzente dos tocheiros e das velas de cera de abelha no salão nobre do castelo DeLac sombreavam as tapeçarias com estampas de caçadas e guerras, penduradas à parede. A lareira estava acesa, aquecendo o salão do frio da tarde de setembro.
Dos dois lados da lareira, cavaleiros e damas sentavam-se às mesas perto do palanque, onde lorde DeLac, sua filha e os convidados mais importantes compartilhavam a refeição da noite.
Cachorros circulavam pelas mesas, procurando pedaços de comida que caíam no piso de pedra. Um menestrel franzino, vestido de azul, entoava uma canção com a voz trêmula, que versava sobre um cavaleiro que enfrentava uma batalha para salvar seu amor perdido.
Sir Rheged de Cwn Bron, não estava interessado na refeição, nem na canção ou nos outros convidados. Que os nobres passassem o resto da noite se divertindo com bebidas, danças e músicas, enquanto ele descansaria para o torneio do dia seguinte. 
Assim, levantou-se, ajeitou a sobreveste preta e seguiu para a porta de onde espiou aqueles que competiriam com ele no torneio, uma disputa que mais parecia uma batalha de verdade do que uma competição entre cavaleiros. 
Alguns deles, como o rapaz animado vestido de veludo verde brilhante, ou o velho cavaleiro que cochilava de tanto vinho, seriam fáceis de vencer, um por ser jovem demais e sem experiência, outro velho demais para se mover com agilidade. Havia outros que tinham vindo mais para se divertir nas competições do que para ganhar o prêmio.
O prêmio estava dentro de uma caixa de ouro, cravejada de pedras, uma das razões pelas quais Rheged estava ali, além do pagamento em armas e cavalos daqueles que derrotaria na disputa. Ele era um veterano de muitas batalhas, acostumado a participar de torneios, quando testava suas habilidades.
Conforme ele seguia pelo corredor, outros cavaleiros comentavam a seu respeito:
— Esse não é o Lobo de Gales? — perguntou um normando bêbado.
— Por Deus, é ele mesmo! — murmurou outro.
— Por que ele não corta o cabelo? — perguntou uma mulher. — Ele parece um selvagem.
— Minha querida, ele é um galês — respondeu outro nobre com desdém. — Todos eles são selvagens.
Houve uma época em que Rheged se incomodava com aqueles comentários e insultos. Mas agora o que importava era vencer nos campos. Se acreditassem que ele lutaria com a determinação de um selvagem por causa do cabelo, tanto melhor.
O céu não tinha nenhuma nuvem quando Rheged saiu para respirar ar puro. A lua cheia iluminava os campos como se fosse dia, embora o vento anunciasse chuva. Mas, não seria uma tempestade, nada que justificasse adiar o torneio.
Um facho de luz, saindo de uma porta semiaberta de uma construção baixa adjacente ao salão nobre, iluminou os pedregulhos do pátio. Era a porta da cozinha, de onde vinha o som de panelas se chocando e conversas dos criados.
Dali saiu uma mulher de vestido escuro com uma sobreveste mais clara por cima, carregando uma cesta grande e fechando a porta com os quadris. Rheged reconheceu lady Thomasina, a sobrinha do anfitrião, vestida como uma freira com uma longa trança descendo-lhe pelas costas. Quando a conheceu, Rheged tinha ficado impressionado pela inteligência que reluzia em seus olhos castanhos. A responsabilidade de gerenciar a casa devia ser da linda filha de lorde DeLac, Mavis, quando na verdade a tarefa ficava por conta de Thomasina.
Rheged a observou cruzar o pátio até um portão menor que antecedia o portão duplo. Nem mesmo o vestido simples escondia a altivez e elegância natural dela. Os guardas abriram o portão para ela passar. O burburinho de vozes dos pobres famintos, ansiosos pelos restos da festança, remeteu Rheged à infância.
— Obrigada, milady!
— Deus a abençoe, milady!

25 de julho de 2015

O Amante



Alguns segredos são impossíveis de ser guardados por muito tempo! 

Como Felicity Lyte contaria a seu querido amante que ele iria ser pai? Thorn Greenwood, apesar das circunstâncias difíceis, certamente faria uma oferta de casamento responsável e honrosa, a qual Felicity jamais poderia aceitar. 
Porque ela só se casaria com ele se houvesse amor verdadeiro entre ambos... 
Thorn Greenwood queria ter apenas alguns momentos de prazer ao lado de Felicity, mas, em vez disso, acabou se apaixonando perdidamente por ela! 
No entanto, de repente, ela terminou o relacionamento deles de forma abrupta. Teria Felicity imaginado que ele não passava de um caça-dotes? Não podia ser... A única coisa de valor que Thorn queria era o amor daquela mulher! 

Capítulo Um

Bath, Inglaterra, maio de 1815 
— Felicity! O som de seu nome, pronunciado por aquela profunda voz masculina, ecoando pelo hall de sua casa de campo em Bath, despertou lady Felicity Lyte da sonolência em que se deixara cair. Já devia passar da meia-noite; o que Thorn poderia estar fazendo ali àquela hora?, indagou-se, preocupada. Não que o sr. Hawthorn Greenwood fosse um estranho naquele endereço, rua Royal Crescent ns 18, ainda mais à noite... Muito ao contrário. Havia apenas duas noites, naquela mesma hora, ele estivera em sua cama, aconchegando-a, descansando, sereno e inocente quanto ao fato de que seus dias como amante de Felicity estavam contados. Até aquele momento, ela não se comunicara de forma alguma com ele para explicar a discreta e educada carta que lhe enviara terminando seu caso de amor. 
Ele tornou a repetir seu nome, ainda mais alterado, e subiu depois os degraus da enorme escadaria que levava ao andar superior e, por conseguinte, ao quarto em que ela se encontrava. Felicity sentiu sua respiração se acelerar, a pulsação ficar caótica, a boca seca. 
Pulou da cama e passou a mão no roupão que estava sobre uma cadeira para vesti-lo logo em seguida. Jamais ouvira Thorn erguer a voz assim, muito menos o vira mover-se com precipitação, sem cuidado, sem controle; seus passos sempre tinham sido calmos e seguros, sem a pressa que agora adquiriam ao avançar pelo corredor. Por isso sentiu-se um tanto amedrontada. Talvez ele tivesse bebido além da conta, imaginou, amarrando as duas pontas do cinto de seu roupão. Talvez tivesse bebido até quase cair, num estabelecimento qualquer, e depois vindo até sua casa para pedir-lhe, implorar-lhe que reconsiderasse sua decisão e reatasse o romance. 
Talvez quisesse apenas maiores satisfações sobre os motivos que a tinham levado a romper o relacionamento de forma tão abrupta. E a idéia de que ele se importava a ponto de exigir ou suplicar por explicações deu a Felicity uma estranha sensação que não era, no entanto, totalmente desagradável. Poderia, talvez, compará-la à sensação que se tem ao se olhar uma belíssima paisagem, mas de um lugar perigosamente alto... Mesmo querendo muito, não podia mais continuar a ver Thorn Greenwood. 
E jamais poderia pensar em explicar-lhe seus motivos. Seguiu, apressada, até a porta de seu quarto e abriu-a por completo no exato instante em que ele aparecia diante dela. E, esperando encontrar um homem absolutamente fora de controle devido à bebida, como se acostumara quando ainda vivia com seu falecido marido, Felicity surpreendeu-se ao perceber que não havia o menor sinal de embriaguez em Thorn. 
Ali, na fraca luminosidade proporcionada pela arandela1 que ficava no topo das escadas, deu-se conta de que Thorn estava muito perturbado, tanto a ponto de tê-la feito imaginar que bebera para ganhar coragem de ir ter com ela. 
Sua aparência não era das melhores: tinha o paletó aberto, não usava chapéu, e seus cabelos escuros estavam desalinhados. Seus olhos, geralmente tão calmos, de um castanho muito claro, incomum, faiscavam. Felicity percebia-o mais alto, mais forte do que era, com os ombros largos e o corpo musculoso parecendo crescer de dentro de seu paletó, e teve uma vontade imensa de esquecer tudo que fizera e atirar-se em seus braços, tão atraída se sentia. Ele podia ter vindo confrontá-la num



24 de julho de 2015

Terra Selvagem




Kenneth Malory perdeu sua esposa e o bebê que esperavam.

Culpou-se por tê-la deixado sozinha naquela manhã, e já não se importa mais em saber se vai viver ou morrer.
Por isso, abandona seu rancho e vai em busca dos assassinos.
Prometeu a si mesmo encontrar e acabar com eles. Um por um.
Abbyssinya St. James, Abby, é jornalista. 
No entanto, em Boston, vê-se obrigada a publicar seus artigos com um pseudônimo masculino. Por isso, quando herda de seu tio Thomas, um pequeno jornal, em Santa Fé, não hesita e aceita o desafio. Enquanto atravessa o país, emocionada com a aventura, nem imagina que, não só terá que enfrentar criminosos, mas o homem mais enfurecido de todo o Oeste: um maldito caçador de recompensas.

Capítulo Um

Estava morrendo.
O fato em si já não importava, mas o que o afetava, o que o fazia desistir mentalmente, era a frustrante sensação de ter perdido. Sobretudo em ter falhado com Lidia. Desde aquele fatídico dia em que tudo aconteceu, havia tratado de vingar a vida de sua esposa e do filho que esperavam, e agora, como uma foice pairando sobre ele como um manto de agonia, a única coisa em que conseguia pensar era não ter podido levar a cabo sua vingança.
Alguém falava a seu lado, mas Kenneth Malory apenas captava as palavras. Os sons se desvaneciam tal qual luzes e cores, deixando ao redor um vazio frio, mortal, contra o qual não parecia capaz de lutar. Em imagens sobrepostas e aceleradas, recordou aquela tarde, em que sua vida deixou de ter sentido...
Havia saído com a maior parte de seus homens na tentativa de recuperar algumas cabeças de gado, dispersas pelo vale.
Nada indicava, naquela fria manhã, que seu mundo poderia virar de cabeça para baixo. Ao sair, não quis acordar Lidia, porque tinham-se deitado tarde na noite anterior, ao se lançarem na cama como adolescentes ansiosos, entre risos e carícias, para depois fazerem amor de maneira lenta.
Lidia ainda era uma menina, com apenas dezoito anos completos, morena e delgada como o leito de um rio, a pele suave, delicada e feminina.
Uma criatura capaz de converter o próprio Diabo em São Miguel Arcanjo. Ao conhecê-la, acreditou que era exatamente o que precisava o que necessitava depois de ter participado de uma guerra impiedosa em que guardava tristes recordações, marcando-o com raiva e consternação. Era um porto de paz para seu espírito. Apaixonou-se por ela e foi correspondido.
Esperavam um bebê. Faltavam apenas três meses para o seu nascimento e Ken estava no sétimo céu, dede que ela havia lhe dado á notícia. A vida lhe sorria. Tinha vinte e seis anos, um rancho próprio herdado de seu avô paterno, mais de dez mil cabeças do melhor gado e vontade suficiente para fazê-lo prosperar, expandindo-o, e conseguindo para sua jovem esposa e para o filho que ia chegar, um lugar para serem felizes. Mas a maldita tormenta que havia caído na noite anterior, tinha dispersado parte do gado, e eles saíram para recuperá-los.
Desde que havia terminado a Guerra da Secessão1, apenas alguns conflitos existiam no território. Por outro lado, seu rancho estava localizado longe o suficiente da cidade, mal recebiam visitas, apesar de irem com frequência ao rancho de sua irmã Vicky, felizmente bem casada com o bom Clay.
Dois homens ficaram de guarda no rancho: o jovem Conrad Thyssen e Bob Bradfort, um velho rabugento que trabalhava ali há anos. Bradford conhecia o rancho como a palma de sua mão, resmungão ou não, era incomparável em seu trabalho, e por este motivo tinha a total confiança de Ken, que no decorrer dos anos, tinha desenvolvido um verdadeiro carinho pelo velho vaqueiro. Recuperar o gado disperso tinha demandado mais tempo do que o previsto.
Assim quando o dia terminou, esgotados e suados, mas com bom ânimo, ele e seus homens regressaram a Siete Estrellas.
Foi seu avô quem colocou o nome no rancho, baseando-se na crença dos índios, por quem sempre sentiu respeito, passado aos seus descendentes. Os Lakotas e, os pawnis se guiavam na posição das Sete Estrelas (as Plêiades), para determinar o ano cerimonial.
Faltava menos de uma milha para chegar ao rancho, quando Ken pressentiu que alguma coisa estranha tinha acontecido. Uma fumaça negra subia no horizonte manchado de vermelho. Com o coração oprimido por um medo repentino, esporeou seu cavalo, deixando os outros homens para trás.
Sua casa estava em chamas, saltou da montaria de seu cavalo, antes mesmo que ele parasse da louca corrida por ele imposta, gritando o nome de sua esposa. O corpo crivado de balas do velho Bob deixou-o paralisado, aumentando seu medo. 
Já não havia dúvida: a tragédia havia atingido a ambos, com toda crueldade. Como um louco, com as batidas do coração ensurdecendo seus ouvidos, correu para casa onde as chamas devoravam as paredes e os telhados, que desmoronou tão logo cruzou o portal.
Ken nada escutava, apenas a descompassada batida de seu sangue, surdo aos chamados de seus homens, que atrás dele, tinham começado a tentar apagar o incêndio e o preveniam sobre o perigo de um desabamento total. Desviava dos escombros e das vigas em chamas cruzando a sala. A leve esperança de que Lidia pudesse ter escapado do desastre, deu-lhe forças para entrar no corredor que levava aos quartos.
Empurrou a porta do quarto do casal. E ficou pregado no chão.






21 de julho de 2015

O Lorde Apaixonado

Série Nobres Apaixonados
Lordes e Ladies podem se tornar companheiros distantes...

A festa na casa do Visconde promete ser um dos destaques da temporada, e Laird e Lady Kilgorn estavam encantados em comparecer.
No entanto se esse casal há muito tempo separado soubesse que ambos foram convidados — e que lhes foi reservado o mesmo quarto...
Lady Kilgorn não viajou quilômetros de sua casa confortável para que tivesse que compartilhar um quarto muito pequeno com o escocês canalha e bonito, que ela se casara quando muito jovem — e com extrema avidez!
E a última coisa que Laird Kilgorn precisa é ser provocado pela visão de sua esposa, cada vez mais linda! Mas enquanto o fim de semana avança, o casal vai descobrir que há alguns incêndios que até mesmo o tempo não pode apagar...

 Capítulo Um

Eleanor, condessa de Kilgorn, se afundou ainda mais na banheira de cobre, depois da longa viagem de carruagem, a água quente era maravilhosa, o nó de tensão nas costas começou a afrouxar. Mas não o nó que tinha no estômago, que seguia duro e tenso.
Fechou os olhos e tentou respirar fundo. Durante toda a longa viagem desde a Escócia, tinha esse nó pesado no ventre. Tinha desejado voltar atrás a cada quilômetro que a tinha trazido para esta terra tediosa e antinatural. Seu lugar não estava aqui, entre esses toscos convidados.
 Seu lugar era em casa, entre os despenhadeiros e os lagos, a salvo em Pentforth Hall. Agarrou a borda da banheira. Mas em Hall, já não estava mais a salvo, graças a esse verme do Pennington. Esse bastardo baboso.
Por quê Ian o tinha contratado? Acaso não pode encontrar um administrador mais adequado, menos desprezível, quando o senhor Lawrence, aquele doce velhinho, se aposentou? Por acaso…? Deus santo!
Se incorporou de um salto e um pouco de água foi parar no chão. Estava na Inglaterra, muito perto de Londres. Por acaso Ian... ? Ele não podia estar aqui, verdade? Era por isto que foi convidada? Para que esses sassenach  pudessem rir dela enquanto observavam como o conde de Kilgorn rechaçava publicamente sua inoportuna esposa? 
Obrigou os dedos a relaxar e afrouxar a pressão que faziam na borda da banheira. Não, de certo que não. Ian declinaria qualquer convite que a incluísse. Sem dúvida tinha tão pouca vontade de vê-la como ela à ele. — Os lacaios eram muito atraentes, não é mesmo, milady? Para ser sassenach, claro. — Annie, sua jovem criada, sorriu amplamente e alcançou o sabonete; — Percebeu como me olhava o de olhos azuis?
 — Não, não me dei conta — Annie não ia começar a perseguir os lacaios de Lorde Motton, certo!? Aquela reunião já era ruim o suficiente sem isto.
— Não acredito que sua mãe gostasse de escutar o quão atraentes te parecem os lacaios de Lorde Motton, Annie.
— Oh, mamãe não ia se importar. Ela sabe que tenho olhos na cara — resmungou Annie, enrugando o nariz enquanto olhava a sua volta. — E agora o que estou vendo é essa pequena ratoeira. Achei que iam lhe dar um dormitório mais elegante, milady.
A habitação era… acolhedora, estava quase toda ocupada por uma cama de quatro colunas. — É perfeitamente adequada para mim.
 — Mas a senhora é uma condessa. Merece o melhor.
 — Besteira — uma condessa sem um conde era mais uma figura alvo de diversão do que de respeito. Só esperava que não ficassem lhe olhando como tontos. Seu estômago revirou. Talvez, além dos nervos, tivesse fome. Tinha comido horas atrás. — Não disse que ia descer para me trazer o chá?
— Sim, é verdade — Annie se olhou no espelho e alisou a saia.
— O chá, Annie. Apenas, o chá. Não olhe para os lacaios. Annie deu risada. — A senhora se preocupa mais do que a minha mãe. Nell suspirou quando a porta fechou e se virou para o fogo da lareira.
Era bem provável que se preocupasse mais que Martha que tinha criado cinco filhas, enquanto que Nell não tinha sido capaz nem de dar à luz a seu pobre filhinho.

Série Nobres Apaixonados
1 - O Duque Apaixonado
2 - O Barão Apaixonado
2.5 - O Lorde Apaixonado
3 - O Marquês Apaixonado
4 - O Conde Apaixonado
5 - O Visconde Apaixonado
6 - O Cavalheiro Exposto
6.5 - Príncipe Apaixonado
7 - O Rei Apaixonado
Série Concluída

18 de julho de 2015

Sombras da Noite







Resgatada das ruas de Dublin...

Caitlyn O’Malley se encontrou sob o amparo de Connor D’Arcy, de dia conde de Iveagh e de noite o mais ousado salteador de estradas da Irlanda.
Das ruínas do castelo de Donoughmore, o valente nobre sai para roubar os odiados ingleses.
Logo Caitlyn cavalgará ao seu lado, atormentada pela crescente paixão que sente pelo homem que a converteu em mulher e, entretanto, trata-a como a uma menina… até essa noite infernal em que Caitlyn se viu obrigada a trair Connor para salvá-lo.

Capítulo Um

Caitlyn O’Malley era uma jovenzinha, mas ninguém o teria sabido se a tivessem visto pelas estreitas ruelas empedradas de Dublin aquela nebulosa tarde de abril de 1784. Nos últimos oito anos dos quinze que tinha vivido, tinha fingido ser um moço. Tanto êxito teve que ela mesma esquecia às vezes seu verdadeiro sexo. Seu negro cabelo emaranhado estava cortado de tal maneira que quase não chegava aos ombros.
Uma capa constante de fuligem escurecia suas feições delicadas.
 Seus enormes olhos azuis, grandes como ágatas em um rosto marcado pela fome, passavam quase despercebidos em meio de toda a sujeira. Um casaco velho e puído cobria seu corpo esguio e suas calças eram dois tamanhos maiores do que o necessário. 
Parecia-se muito ao menino esfarrapado de doze anos que a acompanhava.
—Por Deus, O’Malley, que aroma mais maravilhoso!
Willie Laha se deteve para cheirar com inveja a bandeja de bolos de carne que o vendedor estava acomodando em sua carroça. 
Estavam tão frescos que saía fumaça deles. Ao ver o exterior dourado e sentindo o seu delicioso aroma, Caitlyn sentiu a boca cheia d’água. A fome lhe retorceu o estômago. Nem ela nem Willie tinham comido a noite anterior nem em todo o dia, e já estava se aproximando a noite outra vez. 
As sobras para o jantar eram provavelmente escassas. Os grupos de rapazes, meninos e mendigos que se escondiam nas guaridas perto da Rua O’Connell eram tão famosos que os comerciantes quase andavam armados. A vida de um menino valia tanto como uma maçã. 
Com a feira de rua e os trabalhadores das docas nas ruas todas as noites, deveria haver abundantes sobras. Mas os farristas cuidavam de suas bolsas e os comerciantes olhavam com olhos de águia seus bens. Só uma semana atrás, Tim O’Flynn, um membro da turma de meninos, que era o mais próximo a uma família que Caitlyn tinha tido desde que sua mãe morreu, tinha sido enforcado por roubar duas ameixas e um pedaço de pão. 
Com esse exemplo em mente, Caitlyn era mais precavida do que o habitual, embora a fome estivesse começando a minar sua acostumada prudência. Se não se decidisse a roubar, não comeria.
—Ei, você! Te mova ou te dou uma surra! —O grito provinha do comerciante com o rosto vermelho que tinha notado seu interesse e os ameaçava com um pedaço de pau na mão. Caitlyn lhe respondeu com um gesto grosseiro, mas não resistiu quando Willie a empurrou pela rua, a qual estava isolada pelas carroças de vendedores que ofereciam desde bolos de carne até sapatos de couro.
—É melhor que fiquemos quietos até que Doley e os outros venham. Só nós dois não temos muitas oportunidades.
Caitlyn franziu o cenho ante a cautela de Willie. O destino de O’Flynn estava convertendo em mulherzinhas a muitos deles. Tinham que sacudir de cima esse espectro se quisessem comer com regularidade.
Era pura tolice pensar — como Willie e alguns dos outros — que estavam perseguidos pela má sorte. O’Flynn não tinha sido o suficientemente cuidadoso ou rápido. A lição que deviam aprender não era deixar de roubar a não ser assegurar-se de não ser apanhados. E ela não o seria. Sempre tinha sido cuidadosa e, além disso, era a mais rápida de todos. Nenhum comerciante gordo a apanharia, como tinha acontecido a O’Flynn. E Jamie McFinnian, que tinha sido enforcado um mês antes que O’Flynn, sempre tinha sido torpe.
Que tivesse escapado até então era um milagre, nem mais nem menos. Não, não era que a má sorte os perseguisse. Não era nada mais que desajuizados.
—Olhe ali. — Com a cabeça dirigiu a atenção de Willie a um ângulo mais afastado da rua. Um homem alto e esbelto, vestido com elegância, abria caminho com despreocupação através dos sujos trabalhadores das docas que, com suas mulheres, começavam a encher a rua. 
Enquanto eles olhavam, o homem tirou um relógio de ouro do bolso, abriu-o com a unha de seu polegar bem cuidada e o olhou um momento antes de voltar a pô-lo em seu lugar despreocupadamente. 
O desdém torceu a boca de Caitlyn em uma careta. Obviamente o cavalheiro era um recém-chegado da maldita Inglaterra, um dos membros da odiada casta governante, e ninguém lhe tinha avisado que não se aventurasse aos perigosos bairros irlandeses da cidade. Passeava como se não lhe importasse o mundo, alheio aos olhares sombrios que recebia da maré de oprimidos que o rodeava.
—O cordeiro justo para a tosquia, Willie, meu amigo. — Os olhos de Caitlyn brilharam com uma combinação de avareza e ódio quando se fixaram no cavalheiro. O ódio não tinha nada a ver com ele
como pessoa. Os irlandeses odiavam aos ingleses desde seu nascimento. Era algo que levavam no sangue e nos ossos.
 




8 de julho de 2015

Tahir


Quando Beatriz Ayala acorda, depois de quase morrer no deserto, só tem uma coisa em mente: voltar para sua casa, na Espanha, de onde foi brutalmente arrancada para ser vendida como escrava.

Nada, nem ninguém, vai impedi-la. Nem mesmo Tahir Abdul-Azim, o líder Tuareg poderoso que a salvou das garras da morte, tão atraente e imponente que desperta nela um desejo fulgurante, impossível de dominar. Mas ele não parece pensar da mesma forma. 
Tahir vive para o seu povo e está disposto a fazer qualquer sacrifício por ele. Especialmente, se o sacrifício inclui se encarregar de uma mulher bonita e teimosa, pela qual se sente irresistivelmente atraído. Consciente de que pertencem a mundos completamente diferentes, mas disposto a superar seu caráter obstinado para se tornar o mestre de toda a sua paixão, ele a aceita como hóspede. 
Assim, começam uma aventura, em um país devastado por lutas internas pelo poder e os efeitos devastadores da colonização, onde Beatriz será capaz de superar todos os tipos de perigo, exceto um: resistir ao feitiço obscuro do homem que vai protegê-la com sua própria vida, invadindo, com força, o seu coração.

Capítulo Um

Arredores de Fezzan, Líbia, outubro 1890
- Vamos linda, mantenha-se em movimento. Isso mesmo, muito bem. Provocante, sedutora, para me deixar louco...
Os olhos castanhos brilharam, complacentes, convidativos, aconchegantes. Suas pernas começaram a dança que ele tanto gostava. Elas eram longas, elegantes, e dotadas com movimentos que pareciam sensuais e cheios de um brilho inconfundível de vida. Não era a primeira vez que fazia esse jogo, mas sempre o excitava, da mesma maneira. Os olhos absorviam com prazer a suavidade do seu corpo, a inocência escorrendo por todos os poros da sua pele. Ele a queria em suas mãos com a avidez sem vergonha, de sempre.
Sentiu o corpo ficando tenso e suava muito sob a roupa. Seus sentidos se acentuaram, incentivando-o. Ele se moveu com a agilidade de um gato para se aproximar dela. O batimento cardíaco acelerou seu ritmo enquanto seus olhos se cravavam no pescoço longo e fino que foi oferecido, quando ela inclinou a cabeça para o chão.
- Oh, por Deus, isso já é demais para mim. Como eu te amo! Você vai me matar de tanto prazer...
Tahir trincou os dentes, disfarçadamente. O Wadi, um vale formado pelo leito do rio, após a estação chuvosa, que levava a pouca água existente, estava em completo silêncio. 
Formada por um delicioso contraste de texturas e cores, a partir de uma vasta área rochosa, as areias começavam um pouco mais além, e a relva tímida parecia ser alimentada pela umidade. O canal do rio apresentava um solo ligeiramente úmido, mas entrecortado em muitas áreas. Apesar de ainda estarem na estação das chuvas, estas eram escassas, fracas e irregulares.
Esperou, pacientemente, sua oportunidade, postado atrás de uma pedra, e observou que a jovem gazela fêmea ainda não tinha notado sua presença. De repente, olhou em volta, farejando o ar. Aquela manhã seu instinto não deixava de adverti-lo de que havia algo, uma presença, mas que não era perigosa. Assim, Tahir resolveu ignorá-lo até ter conseguido seu objetivo. A carne da gazela era um bem precioso em sua confederação de tribos, depois da escassez que os assolou um ano atrás, dizimando sua população. Ele não ia deixar que escapasse.
Pelo menos uma dúzia de tribos ou castas dependiam das suas decisões. Estava orgulhoso de pertencer à mais poderosa, composta por nobres guerreiros. O Conselho o havia escolhido como o amenokal, a cabeça sobre a qual recaía o peso de todas as decisões políticas e militares; um homem cujo valor é equiparado ao seu alto conceito de moral e honra.
Um homem disposto a se sacrificar em busca do que pensava ser justo. Era considerado extremamente equilibrado, muito intuitivo, e costumava utilizar essa intuição.
Apenas uma vez, seu sexto sentido havia falhado, há cinco anos atrás, e as consequências trágicas o perseguiriam por toda a vida. Tahir balançou a cabeça. 










(Tuareg)-Tahir = biblioteca

Curiosidade?? Talvez informação!


Muito provavelmente estou enterrando qualquer possibilidade de ter editoras parceiras com esse post. Mas eu já sei há muito tempo que ser linguaruda tem seu preço, e acho que consigo sobreviver com isso. Além do mais já venho há tempos querendo falar sobre.

Mês passado muitos blogs, bibliotecas e fóruns de grupos que traduzem livros foram denunciados e excluídos, muitos são a favor outros são contra. EU vim por meio dessa lista formar minha opinião sobre isso. Não vou entrar no mérito dos blogs e pessoas que disponibilizam, mas sim nos Grupos (GTs) que não ganham absolutamente um mísero centavo, perdem um tempo danado só para traduzir e dividir com outros leitores uma história incrível que não merece ficar desconhecida leiam mais...

* Nota Jenna: tudo que eu gostaria de contar à vocês vejam nas leituras da Taísa!

5 de julho de 2015

A Vingança do Libertino

Série Liga das Quartas-feiras
O conde de Glenross teria sua vingança, mas a que preço?

Rob McHugh tinha sobrevivido a uma provação angustiante em climas estrangeiros apenas para descobrir que a tragédia de sua família estava enraizada em solo britânico.
Uma terrível ironia revelou que Afton Lovejoy, sua bela rosa inglesa, tinha espinhos perigosos e que era, de fato, a mulher que ele jurou destruir!



Capítulo Um

Londres, 12 Dezembro de 1818
Poderia haver maior contraste entre esses cheiros e sons e o calabouço Mouro úmido que ele tão recentemente escapou? Lorde Robert McHugh, quarto conde de Glenross, tirou o casaco e entregou a um lacaio a espera. O cheiro de sempre-vivas misturadas com canapés picantes e vinho quente flutuava no ar. As notas suaves de uma orquestra e uma conversa educada eram transportadas de uma sala adjacente. Ao lado dele, Lorde Ethan Travis manteve um discurso sobre as muitas razões que Rob deveria reconsiderar em participar do sarau desta noite.
— Você não está pronto para isso, McHugh. Está apenas a uma quinzena de volta a Londres. Dê-se mais tempo antes de...
— Não existe tempo de sobra, Travis, disse ele. Isso terminou em Argel.
— Você precisa se familiarizar com a sociedade. Se você corre para lugares onde os anjos temem pisar...
— Pensa que a sociedade não está pronta para mim? Rob não podia deixar de sorrir com a preocupação de seu amigo.
Ethan lhe lançou um olhar exasperado.
— Eu procuraria um barbeiro, se fosse você. Seus cabelos estão além de byroniano. E suas emoções são tão brutas como um dia de inverno. Diplomacia nunca foi o seu forte. Dadas as circunstâncias, ninguém poderia culpá-lo, mas por que colocar a si mesmo atrás de cochichos, a piedade...
Piedade? Teria que esmagar isso. Preferia ser odiado que ser digno de piedade.
— Por que a preocupação, Ethan? O Gabinete das Relações Exteriores tem me mantido em isolamento desde o meu retorno. Duas malditas semanas escavando meu cérebro por qualquer pedaço de informação que consegui reunir durante a minha... ah, a residência no palácio do Dey. É muito cedo para você ter queixas de mim.
— Isso é o que eu estou tentando evitar.
— Alguém se queixou das minhas maneiras? — Perguntou ele.
— Suas maneiras, quando você quer, são impecáveis​​, Rob. Não tanto quanto a sua reputação. E você fez pouco para consertar isso. Sua obstinação e completa falta de consciência ao perseguir um objetivo são lendárias. Mas eu esperaria se não estivesse pronto para brindar debutantes e manter uma conversa educada se tivesse passado pelo que você sofreu nos últimos anos, e pior nos últimos seis meses.
Rob empurrou a dor das lembranças de volta para as trevas da sua mente. Não podia permitir que seus demônios o desviassem de sua missão esta noite. Sua preocupação é desnecessária, Ethan.
— Eu sei que você quer encontrar essa pessoa “Madame Zoe” e derrubá-la, mas este não é o momento para isso, Rob.
— Nenhum será melhor, ele respondeu. Mas não tenha medo. Eu não vou fazer uma cena. Ao contrário, quero manter em segredo as minhas intenções. É uma estratégia de caça ruim buzinar e enviar a raposa para a toca.
Ethan limpou a garganta. A Senhora Forbush é amiga íntima da minha esposa. Está introduzindo sua sobrinha, Senhorita Dianthe Lovejoy, a sociedade hoje. Ela ficaria arrasada se algo der errado.
— Você se arrepende de ter obtido o convite para mim? ele perguntou. — O que poderia dar errado?
— Bom Deus, McHugh. Você pode falar a sério?
Rob deu uma risada cruel. O Gabinete das Relações Exteriores pediu-lhe para me vigiar? Você fala como Lorde Kilgrew. Ele me incentivou a esperar algum tempo antes de retomar as minhas... obrigações.
— Rob puxou os cachos encaracolados na parte de trás de seu pescoço e permitiu-se um pequeno suspiro. Supunha que Ethan estava certo sobre uma coisa, ele deveria ter providenciado um corte de cabelo.
Mas Ethan Travis não precisava ter se preocupado. 

Série Liga das Quartas-feiras
1 - Por Justiça ou por Amor
2 - A Dama da Noite
3 - Um Segredo de Natal
4 - A Vingança do Libertino
5 - O Herdeiro Perdido
6 - Bela e Culpada
Série Concluída
Convite
O Challenge Groups convida todos os leitores e grupos para participar do
Uma união de vários grupos e leitores no intuito
de finalizar séries de livros que estão
incompletas e ou abandonadas.
Participantes:
Leitores, Grupos de
Tradução/Revisão/Digitalização, Formatação,
blogs, Fãs e todos que gostam de ler.
Participem!
A união faz a força!!

Será Divido em 3  ETAPAS: Leia no final como participar.

Chegamos na Etapa "3"

ETAPA 1- MAIS INDICADOS - EM ANDAMENTO 
-Jaye Wells- Série Sabina Kane
-Alma Katsu- tril. Taker livro 3
-karen marie morning- livro 07 Burned da serie ferver
-Kate Quinn -série Roma
-Sabrina Jeffries-escola para senhoritas 6
-Sally Mackenzie -Serie: Naked Nobillit
-Sthefanie Laurens- Série Bastion Club Aurora
-Hannah Howell- Terras Altas
-Elizabeth Elliot-O Duque
-Sabrina Jeffries -Série Solteironas de Swanlea 
-Arlette Geneve- Série Beresford [ encerrada pelo mutirão]
-Grace Burrowes -As Filha do Duque
-Carolyn Davidson -Texasman- série Collins Creek
-Meg cabot- Abandono
-Jennifer Haymore Série: Donavan sisters
-Jo Goodman -Família McClellan
-Tracy Anne Warren - Série Amantes -The Mistress- [encerrada pelo mutirão].


LISTA POR ORDEM DE VOTAÇÃO- CLASSIFICAÇÃO
-Madeline Hunter - serie Amantes Indomaveis 140
-Hannah Howell / Terras Altas- avenger 72
-Hannah Howell / Terras Altas- master 72
-Hannah Howell / Terras Altas- 20 72
-Madeline Hunter The Sinner/ The Seducer Series 66
-Samantha Young On Dublin Street 66 
[em editora previsao final 2015]
-Madeline Hunter - Medievals 65
-Catherine Archer- IR. AINSWORTH 61
-Teresa Medeiros – LIVRO 2- Serie Burke Brothers 60
-Emma Wildes - Série Notorius Bachelors 47
-Loretha Chase - Série As modistas – 54
[descartada- em andamento EDIT. previsão para dezembro /2015]
-Rachel Van Dyken Ruin 44
[ GT- cooperação]
[série Grupo Magush- faltam 2 livros]
-Joanna Fulford -Victorious VikingS 42 
-Nicole Jordan - Série Courtship Wars 38
Julia london serie: os segredos de Hadley Green 38 
-Mary wine-trilogia Highlanders 35 
[SÉRIE CONCLUÍDA NA NET 
-Elizabeth Elliot-O Duque 32
-Margareth Moore- Série Viking - The Saxon 32
-Jennifer Estep Mythos Academy 29 
-Lynn Kurland/De Piaget 29
[Em lista GT] 
- Lynn Kurland- Macleod Family 29 
[Em lista GT] 
-Sandra Hill serie Viking I 28 
-Gena Showalter- Imperia 2- TW 27 
-Brenda Joyce - DeWarrene Dinasty- 26 
-Lorraine Heath - Série Orfãos de Saint James 26 
-Sarah McCarty - série Os Oito do Inferno 26 
-Teresa mummert - white trash beautiful 25 
-Mary Jo Putney- serie guardians 24 
-Christina Dodd -Governess Brides 22
-Margo Maguire - the warrior laird - serie The Highland Brothers 21 
-Amanda Quick – Tril. Lake & March 20 
-Dana Marie Bell Série Gray Court 20 
-Marly Chance Livro 3 da Trilogia Juramento de Sedução 20
-Margaret Mallory Trilogia Todos os Homens do Rei 20
-Margaret Mallory-Return of the Highlanders 20
-Mary Wine- Bedding the enemy, serie McJames LIVRO 3 - 18
-Alyssa Morgan - Série Warlords – 18 
-Adriane Leigh - The Mourning After 18 
-Sarah McCarty - série Shadow Reapers 17 
-Christine Bell- Série For Hire 15 
-Jacquie DAlesssandro - serie Damas 15 
-Darynda Jones Série: Charley Davidson 14
-Donna Fletcher- Ir. Sinclare 14
-Rebecca Royce - The Westervelt Wolves 14
-Michelle Rowen - Immortality Bites 13 
-Tracy Ann Warren- Tril Amantes 12 [concluida mutirao ] 
-Lorraine Heath- Série Rogues and Roses 11 
-Heather Davis- Never Cry Werewolf 10 
-Monica Burns/order of the sicari 10 
[SERIE JÁ ENCERRADA -GT] 
-Mary Wine -Unexpected Pleasures-serie English Tudor 9
-Linda Winstead Jones serie irmães Fyne 9
-Sandra Hill serie Viking II 9
-Grace Burrownes- windhan - 
[ETAPA 1 - em andamento] 
-Kimberly Lauren Beautiful Broken Promess 8 
-Arlette Geneve- Família Bereford 2 7 
[concluída mutirão ] 
-Amanda Quick – Vanza 
[ ETAPA 1 -] 5
-Keri Arthur - Série Guardiã 6
-Terry Goodkind -Sword of Truth 5
-Mary Bologh - trilogia amante 
ETAPA 1 -  0 
Vamos para Etapa 3
ETAPA 2 PARTE 2 
Votem aqui até dia 30/6/15

ETAPA 2 PARTE 3
Votem aqui até dia 5/7/15

ETAPA 2 PARTE 4 FINAL
Votem aqui até dia 5/7/15


Vamos para ETAPA 2 Parte 2, 3 e 4

"ETAPA 2"

RESULTADO DA VOTAÇÃO 

ETAPA 2 - PARTE 1. 
Foi dividido em partes pois são muitos livros...Toda ajuda de revisoras será bem-vinda!

Hannah Howell / Terras Altas - 72 

Elizabeth Elliot-O Duque - 32 

Brenda Joyce - DeWarrene Dinasty - 26

Christina Dodd -Governess Brides - 22

Amanda Quick – Tril. Lake & March - 20 

Adriane Leigh - The Mourning After - 20

Alyssa Morgan - Série Warlords - 15

Arlette Geneve- Família Bereford 2 - 07

Amanda Quick – Vanza - 05  

Etapa 2 - Parte 1...VOTAÇÕES ENCERRADAS.

Vamos Para Etapa 2 Parte 1

Resultado de Análise dos livros indicados para o Mutirão.
NOTA: DESCULPE, A LISTA ESTÁ COMO IMAGEM...Recebi assim então para ler, salvar e usar o zoon.



Vamos para a SEGUNDA ETAPA...parte 1
PRIMEIRA ETAPA DO MUTIRÃO CONCLUÍDA...
O Mutirão será EM 3  ETAPAS

Como Participar:
O Mutirão terá três etapas:
Primeira Etapa: Os leitores indicarão suas séries
favoritas, todos vocês estão convidados a Votarem...com o nome original da série, autor e
indicará o livro faltante para completar a série.

Segunda Etapa: As séries indicadas e
pesquisadas serão votadas para finalização.

Terceira Etapa: Um grupo de Voluntários
Anônimos farão o trabalho de digitalização,
tradução, revisão formatação, e ou o necessário
para a conclusão da série, pela ordem de
votação, ou seja, os mais votados serão feitos
primeiro.
Escolha uma, ou todas e participem!


Quem desejar ajudar no mutirão dá um Oi 
Precisando de muita ajuda...



28 de junho de 2015

Seduzindo Um Canalha

Série Familia Beresford



Claire soube, pelo olhar que dedicou a ela, que Guillermo estava fora de si.

Não controlava a cólera nem o sentimento ferido de seu coração.
Ela o tinha desafiado ao limite. Havia provocado uma ferida mortal, sem embargo, necessitava, como o ar que respirava, a ação reprovável que ia receber dele graças a sua manipulação, e assim, a ansiada liberdade do jugo matrimonial.
À medida que avançava, Guillermo ia se despojando de sua roupa. Claire fechou os olhos e se encomendou a Deus frente a seu último sacrifício, ainda que ela ignorasse os desígnios da vida e sua forma de cobrar as ofensas cometidas. 
Queria mais que nada no mundo sua liberdade. Acima dos filhos. 
Acima do amor que lhe professava seu esposo. E ia encontrar-se com a liberdade tão ansiada.

Capítulo Um

Levantou o rosto e fechou os olhos. Entreabriu os lábios para receber o beijo ansiosamente desejado.
Percebeu as mãos fortes nos seus ombros e o coração ameaçou sair do peito. Apenas um roçar suave, efêmero, como se não fosse nada. Os lábios dele estavam mornos sobre os seus, e ela, em um impulso, esmagou a boca e introduziu a língua e a moveu como se buscasse algo. Notou com perfeita clareza o gemido de surpresa dele e o muro que levantou entre os dois, deixando-a desolada.
Entreabriu as pálpebras e o que viu encheu seus olhos de lágrimas.
Thomas estava horrorizado, como se na sua frente tivesse uma serpente a ponto de morder-lhe e não uma garota buscando um beijo. O rapaz recordou perfeitamente as advertências de sua mãe sobre Clara Luna. Sua inclinação pecaminosa, sua atitude indolente e, o mais preocupante, sua falta de moral. Ele acreditou que poderia trazê-la de volta ao caminho da virtude. Resgatá-la da lama do pecado em que estava enterrada, mas havia se equivocado completamente. A Eva tentadora que tinha na sua frente lhe oferecia sua maçã do pecado para contaminar sua alma e ele não podia permitir.
—Por que...? — O rapaz não pode continuar a pergunta — Estás maldita e perdida — assegurou com grave censura na voz. — Tenho que ir!
—Espera Thomas, não!
Mas nada pode fazer para impedir que se fosse. A garota tapou o rosto com as mãos enquanto cedia ao pranto mais humilhante. Lhe ardiam as bochechas pela vergonha. Sentia uma angústia no peito que apenas lhe permitia respirar. Escutou o galope do cavalo que já ia se perdendo na distância e deixando para trás uma nuvem de poeira.
Estava mortificada. Sumida em uma esmagadora autocompaixão.
«Como fui tão estúpida para permitir que me julgasse?», pensou ao mesmo tempo que varria as lágrimas de sua bochecha com os nós dos dedos. «Porque sou uma pecadora impenitente e me comporto como uma meretriz», se recriminou com dureza. «Por isto pode me julgar, porque mereço.»
E recordou vivamente quando anos atrás um grupo de rapazes zombou dela quando brincava no rio. Rasgaram suas roupas acusando-a de ser uma selvagem. Sua natureza sensível e forma de ver as coisas a aprisionaram com um estigma que não havia desaparecido com o tempo nem com seu esforço por parecer com sua mãe. Jamais a haviam aceitado entre eles e Thomaz acaba de demonstrar isto.
Apenas um deslize no rio e já não podia limpar a mancha sobre seu nome. Piscou várias vezes para clarear a visão e olhou adiante a nuvem de poeira que levantavam os cascos do cavalo no galope enquanto ele se afastava dela. Thomas Scott não girou a cabeça uma única vez para olhá-la. Logo seria apenas um ponto na distância e uma recordação constante de sua natural inclinação para o pecado.
—Te disse que era um pusilânime e um covarde, mas não me escutaste.
A garota girou sobre si mesma e olhou com tristeza o rosto do rapaz que lhe falava. Mike era franco, leal e o melhor amigo que tinha. —Não é um pusilânime

Série Família Beresford
1 - Me Ame, Canalha
2 - Me Beije, Canalha
3 - Seduzindo Um Canalha
Série Concluída