16 de dezembro de 2016

A Alma do Diabo

O "Diabo de Ronda" 

É um elegante assaltante andaluz que, em plena Guerra da Independência, só possui um objetivo na vida: vingar a morte de seu pai por um militar francês, enquanto luta em defesa do povo espanhol.
Carmen de Urquijo é a belíssima filha de um fazendeiro, simpatizante dos franceses, e bem acomodado que, ao ser abordado pelo famoso assaltante, não consegue evitar sentir-se fatalmente atraída por ele, sem saber que seu pai acabava de contratar seu matrimonio com um marquês, ferrenho colaborador da corte de Josefina. Seus destinos se verão continuamente entrelaçados, pondo a prova o aprumo de Carmen. 
Ela lutando por sublevar-se contra a obediência devida, em uma sociedade onde a mulher não tem estudos, voz, ou voto; e o assaltante, que deverá escolher entre a vingança, a qual se entrega há anos, e o amor que pensava jamais pudesse voltar a sentir em seu coração e sua alma.

Capítulo Um

Carmen de Urquijo estava francamente frustrada, enquanto seguia a caminho de Ronda em sua luxuosa carruagem. Não entendia por que tinha que ir escoltada a toda parte e menos ainda por todos aqueles odiosos militares franceses. 
Enquanto observava, mas incapaz de ver a paisagem verde e rochosa da cordilheira de Ronda que tanto adorava, a única coisa na qual pensava era sair correndo daquela maldita carruagem, para poder sentir-se livre.
Aspirou, por um momento, o cheiro da serra que penetrava pela janela, fechou os olhos e tentou não pensar. No momento, estava relaxada e pensando em Draco, seu magnífico cavalo andaluz. O puro sangue com o qual seu pai lhe presenteara quando completara dez anos. 
Amava mais que tudo no mundo as suas cavalgadas ao entardecer no lombo de Draco. Carmen era uma excelente amazona e conhecia muito bem a serra na qual havia se criado, e ainda que tentasse não se afastar dos caminhos, seu instinto aventureiro a levava a rastrear a zona e adentrar na natureza da serra; em seus majestosos bosques, grandes precipícios e verdes pinheiros. Assim, chegara a conhecer grande parte da cordilheira e seus intrincados recantos.
Desde pequena sempre saia cavalgando para fugir da realidade que a asfixiava. Sua mãe era uma mulher enferma da qual praticamente não se aproximavam, salvo para lavá-la e aplicar-lhe os curativos; e quando por fim morreu, seu pai parecia ter morrido com ela. Carmen teve que assumir o governo da casa, desde muito jovem e tomar conta de Ana, sua irmã pequena.
Seu pai sempre fora um homem muito bom e honrado, mas de caráter fraco. E depois da morte de Dona Francisca, sua mãe, essa característica se acentuara ainda mais. 
Don Manuel, seu pai, nunca conseguira dominar Carmen, devido ao seu carácter indômito. Amava seu pai e tentava sempre agradá-lo, pois o considerava maltratado pela vida e pensava que já havia sofrido demais; mas o problema era Carmen ser um espírito livre e inclusive solitário, que necessitava ficar tranquila e sozinha de vez em quando. 
Necessitava espaço ou se sentiria enjaulada. Nem era capaz de prestar atenção a incessante tagarelice alegre de sua irmã. 
Por Deus, já era bastante aguentá-la sempre que queria ir a algum lugar, mas tolerar aquela escolta francesa era o cúmulo.
Entendia que seu pai estivesse preocupado e que quisesse alguém acompanhando-a, devido aos tempos que estavam atravessando em todo o país e, sobre tudo, em Andaluzia. As quadrilhas de salteadores estavam causando verdadeiros estragos entre a população mais endinheirada e, a qualquer momento, ela poderia se tornar mais uma vítima. 
O certo é que tinha um pouco de medo de ser assaltada por um bando de malfeitores. Mas o pior era ser capaz de compreender aquele fenômeno do banditismo, que havia se desenvolvido na Espanha. O povo sofria e as pessoas tinham de recorrer a medidas desesperadas para sobreviver e para impor uma mudança aquele lugar.
Carmen odiava os franceses e não entendia como haviam deixado que invadissem a Espanha daquele modo. A Espanha poderia passar perfeitamente sem eles. Mas por azar, ela não era ninguém. E
ra mulher e não tinha voz nem voto. E não conseguia compreender seu pai. O bom,… ou melhor. Seu pai já havia perdido um ser amado e isso o destroçara. Agora, tinha medo. 
Medo de perder alguma de suas filhas. E tornara-se demasiado protetor. Mas em seu afã por cuidar de suas queridas filhas, Don Manuel restringia a liberdade de Carmen. E para ela, isso era uma morte lenta e asfixiante.
Com a invasão francesa, Don Manuel se convertera em um colaborador da corte de Napoleão. Seu pai tinha uma posição econômica bastante desenvolvida e possuía muitas terras para o gosto de Carmen. Aquilo o tinha convertido no branco perfeito para os franceses. E, quando Don Manuel se viu encurralado por eles, se fez colaborador da corte de Josefina como outros tantos que os temiam. 
Sim. Tinham medo que os despojassem de seus bens e de suas terras. Medo que fizessem mal a seus familiares. Haviam se convertido, aos olhos de todos, em simpatizantes dos franceses. Sua própria gente os desprezava e Carmen se odiava por isso. Entendia o medo de seu pai, mas entendia mais ao povo espanhol que clamava por sua liberdade.
E, agora, tinha que andar escoltada por toda parte por aqueles franceses. Franceses que lhe proporcionavam segurança, segundo seu pai. A segurança que Don Manuel acreditava que suas filhas necessitavam. — Carmen, está me ouvindo? 







15 de dezembro de 2016

Coleção Sissi

Amar é Viver
O pequeno mundo de Sophie não tinha cor, emoção, nem vida. Foi com indiferença que ela chegou a Londres para ser apresentada à sociedade e arranjar um marido. Mas despertou, maravilhada, quando sir Tony lhe revelou um mundo onde havia amor, sonho e poesia, num encantamento que a fez vibrar de emoção. No entanto, aquele não era o marido que o pai queria para ela e devia ser afastado a qualquer preço!

Retrato de Um Casamento 
“Por um instante, Catherine sentiu medo: sabia que no luxuoso salão toda a nobreza aguardava, ansiosa. Queriam conhecer a jovem órfã que se casara com o orgulhoso conde Marcus, repelido pela noiva ao voltar do front deformado por um ferimento de guerra. Mas essa provação era nada diante da determinação de Catherine para enfrentar qualquer humilhação e ir até o fim naquele casamento em que só ela sabia amar.”









Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi 
(relançamentos)



9 de dezembro de 2016

Mascarada

Isabelle está feliz sendo uma criada, e faria qualquer coisa por sua senhora ... até mesmo acompanhá-la em um baile de máscaras.

Lady Theodosia precisa de apoio na noite em que conhecerá o homem com o qual seus pais a haviam comprometido Isabelle nunca teve a oportunidade de participar deste tipo de evento, e no começo sentiu-se desconfortável. Porém encontra um homem adorável durante o baile que a faz desejar uma vida que nunca poderá ter.
Pensando que nunca irá vê-lo novamente ela flerta com ele e até mesmo revela a sua face. Imagine sua surpresa quando ele aparece na manhã seguinte anunciando ser o noivo de Lady Teodósia...
Isabelle se esforça para evitar Lord Adrian Wingave, mas ele não só a observa como também a reconhece. E para piorar as coisas, Isabelle teme que seus sentimentos não sejam unilaterais. Dividida entre o dever e o desejo, Isabelle terá que fazer uma escolha que mudará sua vida para sempre.

Capítulo Um

Os braços de Isabelle estavam ficando cansados, enquanto ela desfazia mais uma vez, o cabelo da sua senhora. Lady Teodósia Haywood não havia decidido que penteado ou roupa usar. E se Isabelle não se apressasse em ajudá-la, Lady Teodósia chegaria muito, muito tarde ao baile à fantasia daquela noite.
― Sinto muito ― sussurrou a senhora. Ela esfrega os braços, nervosa, deixando sua pele irritada.
― Não se preocupe ― Isabelle da um tapinha em seu ombro tentando confortá-la. Também se sentiria muito nervosa se estivesse indo conhecer pela primeira vez o homem com quem fosse se casar na manhã da véspera de Natal.
Isabelle arruma habilmente o cabelo de Lady Teodósia em um coque no alto da cabeça. Tira com os dedos algumas mechas do cabelo loiro colocando em torno do rosto delicado. ― Assim está melhor?
Antes que pudesse terminar de colocar a tiara, sua patroa achou o coque demasiado baixo. Embora seja um dos estilos de penteados que geralmente Lady Teodósia mais goste, Isabelle não questiona; quem sabe fosse esse o real motivo de que a mesma não quisesse repetir penteados no baile.
Estava indo para tirar a tiara, quando Lady Teodósia toca levemente em meu braço.
― Esta bonito. Obrigada.
Assentiu. ― Agora, que vestido devo usar?
Lady Teodósia se olhou no espelho oval. Sem sorrir, seu rosto parece mais longo do que o normal, e seus olhos azuis não tem o brilho habitual. Lady Teodósia geralmente adora bailes e festas, especialmente pouco antes do Natal. Agora a mesma não só perdeu o espírito natalino, mas também a disposição.
― E se ele for feio? Ou chato?
Isabelle mordeu a língua. Embora Lady Theodósia seja a pessoa mais gentil ao qual já tinha servido, só era sua empregada a dois anos. Apesar de serem um pouco próximas, Isabelle tinha certeza de que não poderia dizer o que pensava sobre o assunto. Ajudá-la a escolher vestidos: sim. Sugerir inúmeros penteados: claro. Falar sobre o marido que seus pais escolheram para ela: jamais.
― O que acontecerá se ele não gostar de mim, me ignorar e preferir desfrutar da companhia de outra mulher?
Agora que Lady Teodósia expressa seus medos reais, Isabelle fica muito comovida e não consegue manter-se em silêncio sobre o assunto: ― Então, garanta que amanhã ele se esqueça de que existem outras mulheres e não se preocupe ele terá olhos apenas para voçê.
Os brilhantes olhos de Lady Theodósia se iluminaram.
― Obrigada, Isabelle ― ela se levanta da cadeira da penteadeira e se senta na cama. Os dedos passando pela borda da máscara de ouro que se encontra no meio do colchão.
― Tenho certeza que ele te amará, e você o amará.
Os lábios rosados da Lady se enrolam para baixo. ― Como você pode ter tanta certeza?
― E quanto à Lady Helen? No mês passado os pais dela a fizeram casar, e hoje está feliz.
― Certo. Pelo menos eles são amigos, e ela acha que algum dia poderá vir a amá-lo. Talvez nem toda esperança esteja perdida para mim.
Isabelle chegou ao espaçoso guarda-roupa da senhora e escolheu um vestido. ― Você gosta desse? ― diz levantando um vestido roxo bonito.
― Não. Muito claro. ― Lady Teodósia toca o queixo com o dedo delgado. ― Sabe ... Charlotte vai hoje à noite, mas não sei se poderemos nos encontrar sem revelar nossas identidades. Não posso usar uma máscara onde me reconheçam instantaneamente e nem quero ficar sozinha no baile. Então... ― ela suspira antes de algo brilhar em seus olhos. ― Deveria vir comigo! Dessa forma, vou ter alguém com quem conversar, e seu trabalho será se assegurar de que eu me divirta.
Eu? Isabelle deu um passo para trás tentando se esconder nas montanhas de roupas. Não, eu não posso fazer isso. Não tenho nada para vestir, nem máscara nem...









7 de dezembro de 2016

A Aposta do dia de São Nicolau


Quando o relógio no corredor de White assinala a meia-noite na manhã do dia de São Nicolau, Lorde Nicholas, o visconde Eastden faz uma aposta estúpida.

Um tanto zangado, ele concorda com uma aposta que afirma que se casará com a irmã solteira do conde de Thornwich na véspera de Natal. 
Se Thornwich ganhar a aposta e Eastden falhar em se casar com ela, ele receberá dez mil libras e vice-versa. 
Tendo crescido em propriedades vizinhas, Nicholas não consegue descobrir por que uma garota simpática como Gabriella falhou por tantas temporadas no mercado de casamento. Gabriella aprecia a honestidade do visconde quando explica a aposta. 
Conhecendo as dificuldades extremas das finanças de sua família e o vício de seu irmão no jogo, parece que o casamento com Nick pode ser a única opção. Mas ela pode superar as palavras cruéis de sua infância quando ele a provocou sobre a marca de nascença em seu rosto, que prejudica sua aparência? 
Depois de um começo tão acidentado, pode o Espírito de Natal encontrar o seu caminho para a vida de Nick, Gabriella e suas famílias ou as lesões feridas e queixas do passado os irão manter separados para sempre?

Capítulo Um

Cinco de dezembro de 1818 - três minutos para a meia-noite
— Então, Eastden, como é que está esse velho coração partido? — A voz de Thornwich ressoou através da sala de jantar do exclusivo clube de cavalheiros White’s, mas ninguém realmente reparou. Todos tinham bebido excessivamente, tal como tinham Nick e os seus amigos… se alguém os pudesse chamar de amigos.
Para dizer a verdade, a sociedade que ficava na cidade, nesta época do ano, deixava muito a desejar. Cada cavalheiro sentado nesta mesa era tão dissoluto como ele. Todos eles eram devassos e libertinos, incluindo os casados. E neste momento, todos eles estavam completamente embriagados.
Nick rodopiava o brandy no seu copo, assistindo-o cobrir o interior, antes de bebê-lo de uma vez. Então olhou para cima para o homem que tinha acabado de falar.
— Coração partido, Thornwich? Não sei do que fala.
— Lady Ângela, a filha de Sedgwick. Parecia muito interessado nela durante a temporada, então de repente, ela estava prometida ao bastardo do Duque de Hawkhill.
— Mmm, sim. — Refletiu Nick, soando propositadamente reservado — Tenho certeza que ela é muito feliz com o senhor Stevenson e ele é obscenamente rico.
— Ouvi dizer que ela já está grávida, Eastden. Não é teu, pois não?
Nick tentou concentrar-se no seu atormentador. O que fazia ele aqui com este asno?
— Ao contrário de si, Thornwich, não tornei um hábito arruinar as jovens damas da sociedade.
Um murmúrio moveu-se ao redor da mesa.
— Por amor de Deus, Eastden, não vai tornar-se agora a minha bússola moral! Casei-me com a jovem dama que arruinei… bem, uma delas de qualquer modo. — Sorriu ao redor para os seus amigos, alguns dos quais assentiram elogiosamente com a cabeça à sua piada, enquanto outros, de repente, estavam mais interessados na forma dos seus próprios óculos.
— Não, Thornwich. Você tem de viver com o fato de que, duas jovens damas são agora solteironas devido ao seu comportamento imprudente e por tê-las seduzido e arruinado. Para não mencionar as criadas, que sem dúvida, leva para a cama. Salientava apenas que não sou como você. E uma vez que a única forma de salvar o seu pequeno e esquelético pescoço foi casar com Lady Edna, não teria esperado nada menos de você.
Nick não estava inteiramente certo de onde a sua súbita indignação moral tinha vindo. Thornwich tinha sido seu amigo quando eram crianças. Tinham aprendido a pescar juntos, puxavam-se um ao outro de volta aos seus pés, nos primeiros tombos que deram quando aprenderam a cavalgar, e fizeram concursos de atirar pedras, no lago do seu pai…Thornwich nunca conseguiu igualar o seu recorde, de nove saltos.
Agora Thornwich era um conde, tinha casado com Lady Edna Barrow, uma bonita filha de um visconde, mas ainda mantinha algumas amantes e preferia estar em Londres com a sua trupe de amigos do que em Thornwich com a sua perfeita e adorável mulher. O homem era um tolo.
Nick estava vagamente consciente das doze badaladas que soavam do relógio que se encontrava fora da sala de jantar.
— Você é tão dissoluto como eu sou, Eastden. — Thornwich zombou — A diferença é que eu já sou um conde e já estou casado. Você parece incapaz de atingir qualquer um deles.
— Não tenho a certeza de como você espera que me torne, em breve, num conde. Só se assassinar o meu próprio pai, o que é ridículo. Quanto ao casamento, poderia ter casado umas cem vezes. Quando entro num salão de baile, todas as mães, com filhas na idade de casar, olham para mim com esperança.
— Mas permanece solteiro, sem um herdeiro para prosseguir o título de conde, se o seu pai lhe sobreviver.
— Optei por permanecer celibatário. Diabos me levem! 









6 de dezembro de 2016

A Promessa de um Recomeço

Prestigiem... Autor Brasileiro!


Lauren Valley tinha um passado obscuro e guardava mais segredos do que podia suportar. 

Disposta a começar uma nova vida e se tornar uma nova mulher longe de todas as memórias que a atormentavam, ela decide mudar de cidade e lutar pela felicidade que sempre sonhou. 
Kaiden Sheppard é um homem como poucos. 
Sendo um pintor em ascensão e um adepto ao surf, vê na pequena Half Moon Bay a oportunidade de ter a paz que tanto precisa para viver.  Sexy e extremamente sedutor, ele sabe exatamente como ganhar o coração das mulheres. Mas ao ver a bela e fechada Lauren pela primeira vez com todo o seu ar de mistério, sentiu-se desafiado a conhecer mais sobre ela. 
O que nenhum dos dois esperava era que um encontro na praia mudaria para sempre as suas vidas. 
Nesse romance repleto de mistérios do passado e sensualidade à flor da pele, permita-se se apaixonar pelo doce sabor de um recomeço! “
— Eu o entenderia caso você quisesse partir. — disse ela. — Mas eu não me entenderia, caso o fizesse. Não sou um homem que foge, Lauren. Eu fico, porque sei o que quero. E com quem quero. Esse alguém é você. Ele a puxou e a beijou, deixando-a sem fôlego como sempre fazia, roubando todo o horror que havia dentro dela e jogando-o longe.”

5 de dezembro de 2016

Por Você

Série Libertinos


A partir do momento em que o mal falado empresário Tristan convida a inexperiente Juliet para dançar , tudo o que poderia ser considerado tradicional cai por terra . 

Desde a forma em que ele a conduz durante o bailado , até o modo como a pede em noivado , nada entre eles ocorre segundo as normas vigentes da época . 
E exatamente por isso o amor floresce espetacularmente entre os dois .
Um acidente que deixa o rapaz à beira da morte , no entanto , faz com que tudo que haviam vivido juntos fique para trás , forçando a moça a reconquistar seu amado Tristan , agora desmemoriado , e obrigando Julieta, por amor , superar a tragédia e mudar seu destino .

Nesse romance , onde a força da persistência se entrelaça com a beleza do amor , descubra que as vezes o destino pode ser surpreendente ! 
EBOOK aqui


Série Libertinos
1- Por Você
2- Somente em teus braços

Visite a página da Autora 
boa leitura!







2 de dezembro de 2016

Um Pirata para o Natal



Há um pirata na mansão!

O que a filha do vigário Bess Farrar fará quando o arrojado novo conde, que as fofocas dos homens pintam como um pirata cruel, a beija no dia em que se conheceram? Então, beijá-lo de volta, é claro!
Agora Lorde Channing promete reivindicar a linda atrevida, apesar da interferência dos moradores, uma tempestade de neve, escândalo, e um burro malandro.
O primeiro Natal em terra do galante capitão naval promete caos e uma vida de paixão de tirar o fôlego.
Perseguida pelo pirata ... Bess Farrar pode ser uma inocente moça de aldeia, mas sabe o suficiente sobre o mundo para duvidar dos motivos de Lorde Channing quando ele a beija no mesmo dia em que se encontram. Afinal, as fofocas locais insistem que antes deste arrojado libertino tornar-se um conde, ele navegou os sete mares como um pirata cruel.
Enfeitiçado pela filha do vigário... Até que ele inesperadamente herda um título, o honorável escocês Rory Beaton dedicou sua vida aventurosa à Marinha Real. Mas ele altera seu curso para novas águas tempestuosas quando conhece a adorável e brilhante Bess Farrar. Agora este marinheiro ousado fará o que for preciso para convencer a moça a se animar para lançar-se em seus braços e partir para o pôr do sol.
Um Natal marcado pela confusão. Cortejando aquela mulher vivaz, o novo conde de Channing encontra-se envolvido com as moradoras casamenteiras, um vigário excêntrico, a confusão de identidades, uma tempestade de neve, escândalo, e um burro malandro. A vida no mar nunca foi tão emocionante.

Capítulo Um

Penton Wyck, Northumberland, dezembro 1822 
Tudo começou com o burro. Em busca da estrela para o teatro da véspera de Natal, Bess Farrar apresentou-se na porta de Penton Abbey. Um vento cortante assobiou ao redor dela e a promessa de neve tingia o ar.
Ela bateu os pés em suas meias-botas para restaurar alguma sensação para os dedos dos pés. Enquanto esperava um inaceitável tempo para alguém responder a sua batida, encolhida em seu casaco e maldizendo os latifundiários que tomaram residência na comunidade e, em seguida, ignoraram suas obrigações.
As comemorações da natividade eram uma longa tradição em Penton Wyck. Assim como de longa data era a tradição que o senhor da casa providenciasse o burro.
O novo conde não iria se esquivar de seu dever apenas por jogar duro para o conseguir. Não se ela tinha alguma coisa a dizer sobre isso. E certamente que tinha. Suspirando, olhou para a impressionante fachada elizabetana da Abbey, observando os sinais de negligência na pedra dourada.
Como era triste ver a bela antiga casa amada. Todos na aldeia tinham a esperança de que o novo Lorde Channing fosse mais vigoroso e envolvido na vida local que o anterior. Até agora, as indicações eram de que ele iria revelar-se ainda menos eficaz do que seu falecido irmão, cujas boas intenções havia falhado, vítimas de problemas de saúde ao longo de sua vida.
Uma pena que o novo conde prometia ser uma decepção. Mas o que se poderia esperar de um homem com a fama de ser um pirata? E ainda mais um escocês.
Eventualmente, a porta pesada abriu e uns olhos inquisidores de óculos olharam para fora das sombras.
― Sua senhoria não está em casa.
― Boa tarde. ― Ela endireitou os ombros e fixou o homem com o olhar de verruma que sempre colocava os paroquianos recalcitrantes na linha.
― Meu nome é Elizabeth Farrar. Meu pai é o vigário de St. Martin. Como seu senhor saberia se tivesse o cuidado de mostrar seu rosto na igreja. Estranhamente, sua introdução pareceu confundir o homem, que não era um mordomo. Sua senhoria ainda estava para empregar uma equipe interna. Outro ponto que ela teria que tratar com ele. O principal meio de subsistência da aldeia baseava-se em encontrar trabalho na abadia, e tinha havido dificuldades desde que o conde anterior havia se mudado para a Itália por causa de sua saúde.
― Você é a senhorita Farrar? ― Ele soou como se não acreditasse nela.
― Sim. ― Hum, boa tarde. E sua senhoria ainda não está em casa. ― Eu vou esperar.
― Ele não é esperado de volta hoje. Porque o jovem Will Potts trabalhava nos estábulos e repassava qualquer notícia sobre as ações na abadia, ela sabia que era uma mentira. Colou um sorriso educado no rosto, e manteve seu tom firme, mas determinado.
― Eu ainda gostaria de esperar.








1 de dezembro de 2016

Rumores na corte

Série Casamentos Reais



Uma aliança duvidosa...

Lady Cecily despreza os reféns franceses mantidos na corte. 
Tratados como convidados de honra, não passam de escroques no jogo de sedução. 
Pior: Cecily teme que a princesa seja corrompida. Fadigado pela guerra, tudo o que o cavaleiro Marc de Marcel deseja é voltar para casa. 
Descrente de que seu resgate será pago um dia, ele faz um acordo arriscado com a tentadora Cecily. 
Marc manterá a princesa a salvo, se Cecily o ajudar a fugir. 
Um pacto que abrirá caminho para o escândalo!

Capítulo Um

Smithfield, Londres — 11 de novembro, 1363
Mon dieu, como essa ilha é fria.
O vento gélido afastou o cabelo da testa de Marc de Marcel e penetrou na cota de malha pela gola. Ele deu uma olhada para os cavaleiros do outro lado do campo, imaginando qual seria seu oponente e quem enfrentaria seu amigo francês.
Bem, não faria nenhuma diferença.
— Derrubarei qualquer um do cavalo — murmurou ele.
— O código de conduta dita que a luta deve consistir de duas partes, a primeira com três golpes com a lança — disse o lorde de Coucy — , a segunda com três golpes com a espada. Só então o vencedor será declarado.
Marc suspirou.
Era uma pena as justas terem se tornado tão enfadonhas. Ele bem que gostaria de matar outro maldito inglês.
— Isso é desperdiçar a força do cavalo, e a minha.
— É melhor não ofender aqueles que nos capturaram, mon ami. Se cooperarmos, nossa estada aqui será bem mais tolerável.
— Somos reféns. É impossível tornar nossa estada tolerável.
— Ah, as damas têm esse poder. — De Coucy inclinou a cabeça na direção da arquibancada. — Elas são très jolie.
Marc olhou na direção das damas, sentadas à direita do rei Eduardo. Impossível de distinguir uma da outra. A rainha devia ser aquela vestida com uma capa lilás com bordas de pele, enquanto as outras vestiam tons similares de violeta e cor de canela, pareciam um borrão colorido... com uma exceção.
Uma dama de cabelo escuro adornado com um arco de ouro olhou na direção dele com os braços cruzados e o cenho franzido. Mesmo à distância, ele reconheceu que ela estava tão aborrecida quanto ele, como se estivesse desprezando tudo e todos.
— Bem, o sentimento é mútuo.
Marc deu de ombro. Les femmes Anglaise não eram de sua conta. Havia dois outros monarcas visitantes ao lado do rei inglês Eduardo, supervisionando a liça do torneio.
— Quero impressionar les rois e não as damas.
— Ah, um cavaleiro sempre tenta impressionar as damas — disse o amigo de cabelo escuro, com um sorriso. — Essa é a melhor forma de espantar os homens delas.
Marc se encantara com a habilidade daquele jovem, Enguerrand, lorde de Coucy, em matar o inimigo com um machado; ele era igualmente competente em entoar umachanson para as damas em seguida. Marc o tinha ensinado a lutar, mas não a cantar.
— Como é que você consegue cumprimentar e sorrir para seus captores?
— Isso é para manter a honra da cavalaria francesa, mon ami.
Enguerrand estava falando em preservar a ideia de que os cavaleiros cristãos viviam de acordo com o código de conduta. E Marc bem sabia que era uma falácia. Os homens falavam em fidelidade aos princípios, mas faziam o que bem entendiam.
— A honra francesa morreu em Poitiers.
Durante a Batalha de Poitiers, os comandantes franceses, inclusive o filho mais velho do rei, fugiram covardemente, deixando o monarca para lutar sozinho.
Enguerrand balançou a cabeça.
— Não lutamos mais por isso.
Mas Marc lutava ainda, apesar de a guerra já ter terminado e a trégua, assinada. Ele era refém dos les Anglais, preso naquele lugar estrangeiro gelado. O ressentimento chegava quase a estrangulá-lo.
O arauto interrompeu os pensamentos dele ao dar as ordens aos dois grupos. Enguerrand lutaria primeiro contra o maior cavaleiro do grupo oponente. Pelo menos seria uma luta digna contra o inimigo.
Para ele sobrara um rapaz mais novo. Se não tomasse cuidado, ele seria capaz de matá-lo. Qual seria seu humor de hoje? Estava cuidadoso?
Por todos os santos, como está frio!
Lady Cecily, condessa de Losford, percebeu sua respiração se condensar enquanto olhava para o campo do torneio. A liça estava enfeitada com bandeirolas e faixas vermelhas, azuis, douradas e prateadas. A festa de cores se estendia também às capas dos cavaleiros e aos paramentos dos cavalos. Era um espetáculo digno da realeza. Eduardo III reinava com toda a majestade depois da vitória contra a França.
Cecily ergueu o queixo, esforçando-se para manter a postura digna de sua posição.
É o seu dever.
Ela ainda ouvia a voz dos pais na memória.
— Não é, Cecily?
Ela olhou para Isabella e imaginou o que a filha do rei devia ter dito. A princesa estava acompanhada por outras seis damas. Mas era ela que sempre se distraía.
— Estou certa de que tem razão, milady. — Esta era sempre uma boa resposta.
— É mesmo? — A princesa sorriu. — Achei que você não ligasse para os franceses.
Cecily suspirou. Isabella adorava brincar quando percebia que ela estava distraída.
— Lamento, mas eu não estava ouvindo.
— Eu disse que os franceses parecem ferozes.
Cecily acompanhou o olhar da princesa. Do outro lado da liça, havia dois franceses montados em seus cavalos, ainda sem o elmo. Um deles ela nunca tinha visto. Era um cavaleiro alto, louro e esbelto. Tal qual um leopardo. Uma fera que podia matar alguém com um salto.
— Ele é bonito, você não acha?
Cecily corou, envergonhada por Isabella ter percebido que ela olhava para o refém francês.
— Não gosto de homens de cabelo claro.
Isabella não escondeu o sorriso.
— Estou falando do moreno.










Série Casamentos Reais
1 - Segredos da Corte
2 - Rumores na Corte
3 - Rumors at Court

27 de novembro de 2016

A Inocente e o Canalha

Série Prêmio de Cavaleiro

Ela jurou resistir à tentação!

Celeste D’Orleau viajou para Dunborough a fim de investigar o assassinato da irmã.
Ao reencontrar Gerrard, o herói de sua infância, ela começa a ter fantasias proibidas. 
Gerrard usa toda a sua força de vontade para resistir ao desejo que sente pela bela e inocente Celeste. Depois de tanto lutar para restaurar sua reputação, ele não seduziria uma freira! 
Porém, conforme a missão de Celeste os deixa mais próximos, fica claro que essa paixão é mais forte do que qualquer voto!

Capítulo Um

Inglaterra, 1214
Caía a noite fria de novembro, mas dentro do salão de sir Melvin, o calor e a luz afastavam a baixa temperatura, proporcionando abrigo para a moça vestida num hábito de freira. Celeste viajara durante dias e agora aproveitava o conforto.
Havia uma lareira central e vários tocheiros alinhados nas paredes de pedra. A mesa principal, no tablado num dos cantos do salão, estava coberta por uma toalha e em cima dois candelabros ostentavam velas de cera de abelha. Celeste e o rechonchudo e próspero sir Melvin estava sentados à mesa. Atrás dele, havia uma tapeçaria de cavaleiros e damas bem-vestidos passeando no campo. 
A esposa, a calma e eficiente lady Viola, estava sentada do lado esquerdo dele. Criados, homens e mulheres circulavam por entre as mesas do salão, onde estavam o mordomo, o sacerdote, serventes, chefes dos criados e guardas da casa, servindo a refeição da noite.
O sacerdote tinha certa idade e, para Celeste, lembrava o Matusalém. Assim que ele terminou as orações, as criadas trouxeram as bandejas com grossos bifes de carne. Cestas de pão estavam espalhadas na mesa e os cálices de bronze refletiam a luz das velas.
— O senhor foi muito gentil ao me oferecer pousada e uma refeição tão farta — agradeceu Celeste ao anfitrião com toda a sinceridade.
— Estamos encantados com a sua presença aqui, irmã — disse sir Melvin com um sorriso largo. — Encantados!
— Vamos providenciar uma escolta para acompanhá-la pelo resto da viagem — ofereceu lady Viola.
— Sou muito grata a vocês, mas a viagem não será longa — respondeu Celeste. — Devo chegar em Dunborough amanhã.
— Você vai a Dunborough? — Sir Melvin ficou tão surpreso quanto se ela tivesse anunciado que estava feliz a caminho do inferno. — Mas o que você… — Ele olhou para a esposa, deu uma tossidela e continuou: — Ah, Dunborough? Conheço sir Roland. Ele e lady DeLac, noiva dele, hospedaram-se aqui vindos do castelo DeLac a caminho de Yorkshire.
Celeste alcançou uma cesta de pão e se serviu de um pedaço.
— Sir Roland é o lorde de Dunborough e está casado? — perguntou ela, esforçando-se para esconder o espanto.
— O pai e o irmão dele morreram há pouco tempo e ele se casou recentemente — explicou lady Viola.
Celeste não tinha motivos para não acreditar, mas mesmo assim não conseguia imaginar.
— Ele é um homem extraordinário… extraordinário — comentou sir Melvin, pegando uma faca para cortar um pedaço de carne, que uma criada bem-vestida havia colocado diante dele. — Mas um pouco sério demais para meu gosto, no entanto eu não sou a noiva. Nosso estábulo pegou fogo quando eles estavam aqui e ela perdeu todos os bens de seu dote. Ele nunca pediu remuneração pela perda.
— Foi ele que liderou o grupo que apagou o fogo — observou lady Viola.
— Ele não está em Dunborough agora — prosseguiu sir Melvin, sem saber o quanto deixava Celeste aliviada com a informação. — Ele está em DeLac porque…
Lady Viola tocou no braço do marido, balançando a cabeça.
— Bem, este não é um assunto adequado quando temos visita.
Celeste ficou curiosa para saber onde Roland teria ido e por que, mas não devia se importar com aquilo. O assunto que ela precisava tratar não era com o lorde de Dunborough.
— Você já esteve em Dunborough antes? — perguntou sir Melvin.
— Eu morava lá até entrar para o convento — admitiu ela.
— Ah! 

Série Prêmio de Cavaleiro
1 - O Castelo do Lobo
2 - A Noiva do Cavaleiro
2.5 - Kind Eyes and a Lion Heart
3 - A Inocente e o Canalha
Série Concluída

25 de novembro de 2016

Presente de Depedida

Casando-se com Maddie, uma mulher que trabalha em um bordel, a fim de sobreviver, o viúvo Charles Lawson espera fornecer a seus três filhos uma mãe amorosa até a sua doença terminal o obrigar a organizar um compromisso entre Maddie e seu irmão.







Capítulo Um

Texas, 1881
Maddie Sherwood ouviu quando as gargalhadas ecoaram na noite. Ela sabia que tipo de casa era aquela onde estava à espreita, o tipo de mulheres que viviam dentro de suas paredes, como elas ganhavam seu sustento. Suas bochechas estavam rosadas, seus peitos cheios, e ela teve a energia para rir.
Quando foi a última vez que ela riu?
Ela sentiu seu estômago guinar quando o aroma de cenouras, batatas e carne nadando em um caldo grosso flutuaram pelo beco. Sua boca encheu de água e as lágrimas brotaram espontaneamente em seus olhos. Ela agarrou a chita desgastada de seu vestido, como se isso, por si só, pudesse bloquear a fome crescendo em seu abdômen vazio.
Um vento frio varreu o beco deserto. Ela virou as costas para ele, seu cabelo emaranhado era uma barreira frágil contra os elementos agressivos à sua volta. Apenas dois dias antes, uma primavera persistente tinha começado a aliviar o caminho para o verão, e brisas quentes tinham acariciado a terra. 

Ela tinha aceitado a promessa de um clima mais quente da Mãe Natureza e trocado seu casaco por uma batata quente. Na semana anterior, ela tinha trocado os sapatos por um pão envelhecido e queijo mofado.
Agora ela não tinha mais nada para negociar, além de seus sonhos.
A porta traseira abriu guinchando, derramando a luz pálida da lamparina no beco, os dedos da luz estendendo a mão para a tocar. Uma mulher robusta apoiou o braço contra o limiar da porta, sua postura acomodando o quadril de modo que ela tivesse um lugar para plantar a outra mão. — Não gosto de pessoas aqui atrás do meu lugar — disse ela.
A voz rouca da mulher revelou sua identidade. O irmão de Maddie, Andrew, havia falado muitas vezes de Bev, a senhora que possuía este estabelecimento notório em Fort Worth, o “Hell's Half Acre”. 
Ela entretinha igualmente a bandidos e juízes e tinha a reputação de comandar uma casa honesta. Nada saía do bolso de um homem lá que não o tivesse tirado ele mesmo.
Maddie desejou poder se afastar mas era mais do que a fraqueza nas pernas que a mantinha presa ao chão. Era a suja verdade. — Eu não tenho nenhum outro lugar para ir.
Bev saiu da porta, seu vestido de tafetá escarlate sussurrando pelo chão enquanto passeava em direção à criança abandonada, inclinada contra o muro em ruínas. Ela colocou um dedo debaixo do queixo da jovem e levantou o rosto para a lua. — Você com certeza é uma coisinha magricela. Com fome também, eu aposto.
Ela deu um leve aceno de cabeça.
— Nada nesta vida vem de graça, querida. Eu tenho um pouco de comida quente, um banho quente e uma cama macia que eu poderia lhe dar, mas você tem que me dar algo em troca.
— Eu posso limpar a sua casa.
A risada gutural de Bev ecoou pelo corredor. — Querida, eu não ganho dinheiro com uma casa limpa. Se você está disposta a compartilhar uma cama macia com alguns cavalheiros a cada noite, então eu estaria disposta a deixar você dormir na mesma.
Maddie fechou os olhos. Ela sentiu a sombra do calor radiante a sua volta enquanto Bev posicionava seu corpo para que ele servisse como um amortecedor contra o vento.
— Querida, você não vai morrer do que estou lhe oferecendo. Na maior parte, não é tudo tão desagradável. Ah, inferno, você pode tratar com um homem que é um pouco áspero, um homem que nunca ouviu falar de sabão, mas na maior parte, os homens são apenas solitários. Por alguns minutos, você os faz esquecer o quão malditamente solitários eles são.
Maddie abriu os olhos, um tremor desagradável de ansiedade percorrendo o comprimento de seu corpo. — Eu nunca...









18 de novembro de 2016

Seduzindo o Príncipe

Série Os Kazanov
A filha do joalheiro mais famoso de Moscou, Katerina Pavlova herdou um olho afiado para pedras preciosas, mas quando os caprichos de um príncipe rico trazem a tragédia aos Pavlovas, Katerina foge da Rússia com a fortuna de sua família. 

Uma vez em Londres, Katerina sedutoramente reinventa-se como a Condessa de Salerno, uma bela e misteriosa aristocrata com um talento para fazer jóias deslumbrantes. 
Logo cada mulher em Londres deseja uma de suas criações, enquanto todo homem deseja a Condessa, sozinha...
O Príncipe Drako Kazanov é um dos homens que anseia seduzir a Condessa, mas Katerina está convencida de que Drako é o homem por trás da queda de sua família e está determinada a ter a vingança perfeita.
Quando Drako descobre a verdadeira identidade de Katerina, ele promete segredo, em troca de uma rendição completa para a atração que ambos sentiam. Katerina não tem outra escolha a não ser se tornar amante de Drako, um papel que ela acaba achando mais agradável do que jamais imaginou. Mas quando um inimigo invisível tenta matar Drako e ela, Katerina deve escolher entre a sua vida e de seu recém-descoberto amor.

Capítulo Um

Londres, 1821
A antecipação vibrou através dela, aguçando seus sentidos, quase podia ouvir a pulsação rítmica do seu fluxo sanguíneo.
Naquela noite ela e o príncipe se encontrariam. Ela havia esperado cinco anos para este momento e iria saborear cada precioso segundo de sua noite. O escândalo iria explodir como o Vesúvio em erupção, queimando a sociedade.
Katerina Garibaldi, a Condessa de Salerno, estudou sua imagem no espelho cheval, um sorriso felino de pura satisfação tocou seus lábios levantando os cantos de sua boca. A excitação reforçava a sua beleza, seus olhos escuros brilhavam assim como as jóias de valor inestimável que criava.
Duas delicadas fivelas com pingentes de diamante, de sua própria criação, atravessavam as tiras de gaze de seu vestido violeta, gotas de diamantes brilharam em seu cabelo negro como estrelas salpicadas no céu da meia-noite, usava um bracelete de diamantes em seu braço direito, e um par de brincos da mesma pedra pendia de suas orelhas, dispensando a necessidade de um colar.
Ela queria deslumbrar o príncipe, não o cegar.
De algum lugar atrás dela, Katerina ouviu o murmúrio de Nonna Strega, a viúva que havia trazido de Nápoles, o único outro som era das cigarras cantando na escuridão do jardim, abaixo de sua janela. 
Katerina colocou um ponto de perfume acima do lábio superior, inalar seu próprio perfume de jasmim aumentava sua consciência sobre si mesma e de quando entrou na sociedade, um lembrete para proteger sua expressão, seu comportamento e suas palavras.
O Kohl enfeitando suas pálpebras emprestou-lhe um toque dramático. Seu olhar seduzia, mas jamais prometia. Uma senhora deve apreciar o seu melhor quando juntar-se com um príncipe. Deus, ela se sentia como uma princesa dos contos de fadas que contava para a filha todas as noites!
Por um longo momento luvas brancas apareceram na sua frente, Katerina olhou das luvas para Nonna Strega.
— Nada de luvas para esta noite.
A mulher mais velha sorriu com aprovação.
— Bella, la Condessa
— Obrigada, Nonna. — Katerina sorriu para ela. — Nós falamos inglês na Inglaterra, lembra-se?
— Sí.

15 de novembro de 2016

O Regresso do Canalha

Série Homens do Duque
Victor Cale nunca imaginou que sua doce e tímida noiva, Isabella, iria usar seus talentos para a criação criminosa de imitação de jóias requintadas. 

Mas não há como negar que a sua obra foi usada no roubo de diamantes, logo após Isa desaparecer na noite.
Dez anos mais tarde, Victor é enviado para Edimburgo para investigar a misteriosa noiva de um rico barão... que acaba por ser Isa, disfarçada como uma viúva atraente. 
Não mais a menina mansa que ele conheceu, Isa afirma corajosamente que foi Victor que a abandonou, depois que ele ajudou a roubar os diamantes reais! Juntando os fatos a verdade do passado desperta sua paixão volátil, que arde mais quente do que nunca. Mas, com uma década de segredos entre eles, Victor e Isa precisam confiar um no outro para trazer os verdadeiros ladrões para a justiça, sem se queimarem.

Capítulo Um

Londres, Setembro 1828 
Victor Cale entrou no vestíbulo da despretensiosa casa na cidade onde era situado o escritório da Manton Investigações, em Bow Street, rezando para que seu amigo de longa data Tristan Bonnaud estivesse aqui hoje. Tristan teve que convencer Dominick Manton, proprietário da agência de investigação, para contratar Victor como investigador. Não que ele não tivesse tal habilidade ― era fluente em seis línguas, tinha boa pontaria e já tinha feito alguns trabalhos de investigação. Poderia até ser considerado habilidoso já que recentemente tinha sido descoberto como sendo o primo de Maximilian Cale, o Duque de Lyon, um dos homens mais ricos e poderosos da Inglaterra. E o mais importante, Tristan não jogara os crimes do pai de Victor contra ele, o que seria um alívio. 
Às vezes, sentia como se carregasse as ações de seu pai como uma marca, mesmo que Max nunca tivesse feito nenhuma alusão a elas. Na verdade, Max não poupava esforços para tratar bem ao seu primo recém-descoberto. Esse era o problema. Max parecia determinado a exibi-lo na alta sociedade, onde Victor nunca poderia se sentir confortável. A infância passada em campos regimentais Ingleses e três anos no exército Prussiano não praticamente não o prepara para uma vida assim. Sem mencionar, o breve casamento malfadado com uma ladra mentirosa. Ele franziu o cenho.
― O Sr. Manton vai vê-lo agora. Victor virou-se para encontrar o mordomo de Dominick Manton, o Sr. Skrimshaw, ali de pé em um colete salmão brilhante, cossacos azuis e um casaco trespassado com botões dourados parecendo um soldado de alguma guerra moderna. 
― Eu não estou aqui para ver Dom, Victor apontou. ― Venha, senhor, estamos há demasiado tempo com trivialidades. Com essa curta e curiosa afirmação, Skrimshaw se dirigiu para as escadas, claramente esperando que Victor o seguisse. Só então Victor recordou que Skrimshaw não só atuava no teatro, algumas vezes, mas tinha igualmente uma propensão para citar falas de peças. 
Ele desejou que o sujeito irritante tivesse a propensão de falar e se vestir com simplicidade, em seu lugar. O casaco do homem era um assalto aos olhos. Embora talvez fosse uma fantasia. Nunca se sabia com Skrimshaw. Quando o mordomo o introduziu no escritório de Dom, Victor relaxou para encontrar tanto Dom como Tristan esperando por ele. Sempre que via os dois meio irmãos juntos, ficava impressionado com a semelhança familiar. Ambos os homens tinham cabelo preto, embora o de Tristan fosse comprido e descontroladamente encaracolado, enquanto Dom tinha-o cortado mais curto, o que estava na moda. 
Os olhos de Tristan eram azuis e os de Dom, verdes, mas eles eram da mesma constituição e tamanho. E os dois homens tinham o tipo de atratividade magra que fazia as mulheres corar e gaguejar sempre que qualquer um deles entrava em uma sala. Era aí que a semelhança acabava, no entanto, Tristan gostava de uma boa piada, um bom copo de brandy, e de muitas mulheres bonitas, com quem pudesse conviver sem comprometer seu trabalho como investigador. 
Dom gostava do trabalho e nada mais. O homem queria fazer da Manton Investigações uma força a ser reconhecida. Aparentemente, brincadeiras, brandy, e mulheres bonitas eram distrações inaceitáveis.
Portanto, não foi surpresa quando Tristan foi o único que se adiantou para recebê-lo com palmadas no ombro de Victor. 
― Como vai você, meu velho? Já tem algumas semanas, não é? 
― Algumas. Victor lançou um olhar para Dom, que permaneceu sentado. A expressão do homem não revelava nada. Ele desejava que Dom não estivesse ali também. Isso poderia ficar muito estranho. 
― Sente-se, sente-se, disse Tristan encostando-se à mesa com os braços cruzados. ― Diga-nos porque você veio. Com um suspiro, Victor se estabeleceu em uma cadeira. Sem meias palavras, foi direto ao assunto. 
― É simples, realmente. Eu estava esperando que você pudesse me contratar como investigador. 

13 de novembro de 2016

Escolhas do Coração

Anne Koel,  Autora Brasileira



Emily Davies está em sua segunda temporada, não é nenhuma beldade, mas é considerada bonita, muitos a acham divertida, acredita que não terá dificuldades em encontrar um marido, e sua vida estava seguindo como deveria, até que o melhor amigo de seu irmão, Oliver Montoyre começa despertar desejos que a jovem não conhecia, e antes que ela possa se aprofundar nesse conhecimento ele vai embora.
Qualquer um poderia dizer que quatro anos seria tempo suficiente para esquecer uma paixão, mas ali estava Emily, com pedidos recusados, e frente a frente com o homem que ocupou seu coração por tanto tempo.
Agora era hora de saber o que o amor reservara para ela, e para isso Emily pediu ajuda ao Conde Charles Stolker, que está disposto a ajuda-la e confundi-la. Passado e presente juntos, o que será mais forte?

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11 de novembro de 2016

Um Libertino com Sotaque

Série Escândalos nas Highlands

1817: Preso em um salão de baile de Mayfair, graças a seu irmão apaixonado, o Highlander Arran MacLawry não quer nada mais do que um pouco de distração de um noivado arranjado, e uma moça ruiva inteligente, em uma máscara de raposa, promete apenas isso. . . 

Até que ele descobre que ela é a neta do Campbell, chefe do clã rival dos MacLawry de longa data. 
Apesar da trégua relutante de suas famílias, apaixonar-se pela ardente Mary Campbell é uma noção muito estranha mesmo para este Highlander ...Crescendo com os contos sobre os selvagens MacLawrys, Mary fica chocada ao perceber que o homem impressionantemente na máscara da raposa é um deles. Certamente o inimigo não deve ter um peito tão largo, e um sotaque tão sedutor? Não que sua curiosidade importe, qualquer flerte entre eles é estritamente proibido, e ela está prometida a outro. Mas com a faísca a crepitar entre eles pronta para pegar fogo, o amor vale a pena todos os riscos ...

Capítulo um

O clã MacLawry tinha um velho ditado que, ao longo dos anos, converteu-se em: — Se você quer ver o rosto do diabo, olhe um Campbell.
E havia um outro MacLawry falando sobre Londres e os Sasannach1 fracos e fanfarrões que moravam lá, Arran MacLawry recordou, mas como atualmente estava no centro de um salão de baile em Mayfair, iria mantê-lo para si mesmo. Um bando de jovens, todas elegantemente vestidas curvavam suas máscaras de cisne, passeavam como um bando. Sorriu para elas, interrompendo a formação e espalhando-as, assoviando encantadoramente, e indo em direção a mesa de refrescos.
— Pare com isso, seu diabo.
Arran olhou de relance para seu irmão, sentado a poucos passos de distância e conversando absorto - ou assim pensava - com uma elegante coruja mascarada. — Não fiz nada, apenas sorri. Você disse para ser amigável, Ranulf.
Ranulf, Marquês de Glengask, balançou a cabeça. Mesmo com o rosto parcialmente escondido por uma máscara de pantera negra, provavelmente não havia um único convidado no sarau Garreton esta noite que não soubesse exatamente quem ele era. — Disse para ser educado. Sem brigas, e sem insultos, e não deixar as pequeninas moças Sasannach em frenesi.
— Então, provavelmente deveria ter usado uma máscara de pirata ou uma de pombo, em vez de uma raposa. — Ou talvez não devesse ter comparecido esta noite, mas então, quem manteria um olho nos Campbells ou em outros tipos desagradáveis?
1 Sasannach: Uma palavra escocesa para uma pessoa inglesa ou uma palavra Highlander para uma planície escocesa.
A coruja ao lado de seu irmão riu. — Não acho que o disfarce teria importância, Arran, — disse em seu acentuado inglês educado. — Você ainda teria todas as jovens senhoras te observando.
— Suponho que isso foi um elogio, Charlotte, — retornou, inclinando sua cabeça para a noiva Sasannach de seu irmão mais velho, Charlotte Hanover, — então vou dizer obrigado. — Naquele mesmo instante avistou uma magnífica máscara de pavão diante de um vestido violeta e sorriu, mas sua expressão congelou quando o cisne de verde e dourado ao lado do pavão apareceu. Danação. Os dois jovens pássaros juntaram os braços e viraram-se na sua direção, mas não achava que o haviam visto ainda. Sua graciosa irmã não seria um cisne esta noite, seria? — Perguntou a Charlotte, lentamente inclinando-se contra a parede.
— Sim, — Charlotte retornou. — Coitadinha. Não acho que percebeu que muitas outras estariam usando máscaras de cisne hoje à noite, também.
— Bem, se você a vir e a Winnie, dê meus cumprimentos as moças! — Disse, virando-se para a porta do salão principal. — Vejo Tio Myles, e vejo que quer conversar comigo.
— Mentiroso, — Ranulf disse. — E não vá longe. Os Stewarts estão sendo esperados hoje à noite, e quero que conheça Deirdre Stewart.
Arran parou, embora disfarçasse um pouco, ficando para trás na confusão de máscaras entre ele e o cisne verde-dourado. — Deirdre Stewart? O que diabos isso quer dizer. Seu irmão mais velho não parecia estar brincando, no entanto. — Ouvi que ela é bastante afável, e tem vinte e dois anos. E é sobrinha de Stewart.
Então, esse foi o outro motivo que fez seu irmão dizer-lhe para permanecer em Londres, mesmo após as brigas e sua óbvia… impaciência com a maneira um pouco inglesa com que Ranulf estava comportando-se. — Esse é o meu dever agora, é?

Série Escândalos nas Highlands