18 de fevereiro de 2017

Ao dispor do Conde

Depois de recusá-lo uma vez, a herdeira Srta Selina Wakefield aceitou a proposta de casamento de Giles Devereux, conde de Halcrow, apesar dos seus melhores instintos. 

O bonito conde confessou que ele precisava se casar por dinheiro para salvar Halcrow Hall que estava desmoronando e para produzir um herdeiro.
Giles é o homem mais interessante e fascinante que Selina conhece. Mas ele também é o mais misterioso. 
Ele renunciou ao seu cargo no exército enquanto a Inglaterra estava em guerra e por isso foi rejeitado pelas pessoas da cidade.
Por causa da má reputação do conde, Selina teme que ela esteja trocando sua calma e organizada vida por uma vida desordenada e desgostosa. Mas ela nunca esperou o que iria vir a seguir.

Capítulo Um

Bath, Inglaterra, 1812

O grande salão de baile da Nova Assembleia estava lotado. Selina Wakefield e sua melhor amiga, Elsbeth Millichamp, estavam espremidas em um canto perto de uma coluna de mármore. Longe da agitação, elas podiam ouvir uma a outra mais facilmente.
— Olhe, a senhorita Somersby tem todos os homens disponíveis a seus pés, o tempo todo — disse Elsbeth abanando irritada sua saia de musselina branca. Vários homens estavam reunidos em torno da Senhorita Somersby esperando para reivindicar uma dança.
— Ela é muito nova. E você não pode negar que ela é bonita. — O olhar de Selina varreu ao redor procurando por um rosto familiar.
— Se você gosta de loiras de olhos azuis — disse Elsbeth com uma bufada — Pessoalmente, eu as acho sem graça.
— Oh, Elsbeth, como você pode falar isso? — Selina voltou a se focar em sua amiga, bem ciente do que havia produzido seu humor sombrio.
— Eu prefiro muito mais as morenas. — Elsbeth colocou uma mão em seus cachos castanhoclaros torcidos na parte de trás da sua cabeça em um nó indiano — Sua cor é mais agradável, Selina.
— Castanho escuro?
— É um castanho tão escuro que quase se pode chamá-lo preto. E com seus olhos verdes e pele dourada você é mais incomum.
— Muito tempo gasto no sol sem o meu chapeu. Eu preferia ter uma tez mais rosada, muito mais elegante.
— Isso não importa mais de qualquer jeito — disse Elsbeth com um rictus em seus lábios — Com a nossa idade estamos destinadas a ser solteironas.
— Você poderia se casar com Freddie Goodwin — disse ela — Ele é louco por você. As sobrancelhas de Elsbeth se juntaram.— Freddie é muito decidido. Ele tinha certeza que iriamos nos casar só porque nós nos
conhecemos desde que éramos crianças. Coloquei-o firmemente em seu lugar e, finalmente, ele deu ouvido e desistiu — Uma expressão triste substituiu sua carranca — É horrível ter vinte e três anos e não ter uma perspectiva no mundo.
— Onde Freddie está?
— Londres. A última vez que eu ouvi sobre ele, seu pai o tinha empregado em seu negocio de exportação. Não que eu esteja interessada.Selina sorriu — Claro que não. Elsbeth alisou a saia de seu vestido de crepe branco.
— Como se você pudesse falar, Selina. Você recusou um conde, não menos. Lorde Halcrow, não foi? — Ela levantou as sobrancelhas — Eu não teria. Ele é diabolicamente belo. O olhar de Selina percorria o salão de baile.
— Você está sendo contraditória, Elsbeth. Devereux é loiro de olhos azuis.
— Eu ficaria feliz em fazer uma exceção para ele, se ele apenas olhasse para mim — Elsbeth esfregou os braços com um arrepio convincente — Aqueles olhos! Você nunca me disse por que o recusou. Era sua situação financeira? Ouvi dizer que ele está endividado e que suas propriedades são vinculadas.
— Eu ouvi isso também.
— Não é uma lorota então? Seu pai deixou para você uma fortuna considerável, de modo que não pode ser esta razão.
— Não — Selina mexia com o pendão sobre seu leque. Elsbeth riu.
— Eu posso ver que você não vai me contar. Devereux está lutando na Espanha?
— Eu ouvi que ele renunciou ao seu cargo.
— Você está muito bem informada. — Elspeth escondeu um sorriso com os dedos enluvados. — Não que você esteja interessada.
Os músicos tomaram seus lugares, e todos foram para a pista de dança para uma dança campestre.
— Aí vem o meu primo Eustace para pedir para dançar comigo. Ele é tão querido — Elsbeth se levantou quando um homem corpulento com um bigode eriçado se aproximou. — Mas eu preciso
conversar com ele por toda uma meia hora!

15 de fevereiro de 2017

O Retorno do Viking

A grande batalha do viking!

Kara agradeceu aos deuses quando foi desposada por Ash Hringson. Porém, esse destemido guerreiro estava desaparecido havia tanto tempo que a ela restara apenas boas lembranças.
Agora, Kara precisa se casar novamente para garantir o futuro de seu filho. Contudo, no dia da cerimônia, o heroico conquistador retorna e é recebido por suspiros de horror e de surpresa. Afinal, todos acreditavam que Ash morrera… Mas aos olhos repletos de desejo de Kara, ele parece tão lindo e sensual quanto no dia em que partira… E também nada feliz por sua bela esposa estar prestes a entregar-se a outro homem.

Capítulo Um

Início de outono, 793 d.C. — Sand, Raumerike, sudoeste da Noruega
JÁ SE passaram sete anos e Ash Hringson não conseguiria calcular quantos milhares de quilômetros viajara desde a última vez em que pusera os pés em Sand, a capital de Raumerike. Teria sido melhor ir direto para casa em Jaarlshiem, mas ele tinha a obrigação de informar ao rei sobre suas viagens e planos para o futuro.
Ash passou a mão no queixo e sobre uma pequena cicatriz em formato de meia-lua. Já havia participado de mais de trinta batalhas e conflitos menores. Se não fossem as pequenas cicatrizes, seu rosto estaria limpo, mas ele mancava um pouco, um legado de uma batalha três anos antes, que agravou um ferimento que tivera numa masmorra dos germânicos. Ele não era mais o mesmo jovem destemido que deixara a costa do Raumerike, com sede de aventura e a certeza de um futuro glorioso. Para Ash, Raumerike e todo o resto que deixara para trás permanecia o mesmo.
Ele sentiu um aperto no peito causado pela ansiedade do final de uma longa espera. Afinal estava em casa. Em seu país de origem. Com os pés em solo nativo. Ele já não era mais um estrangeiro em outras terras.
Ash esboçou um sorriso amargo. Devia ter feito algo para recuperar um pouco do respeito do pai. Seu destino não seria mais pautado pela vergonha e não teria mais que andar nas sombras. Ele havia se tornado um líder e não um covarde que deixava outros homens para morrer no inferno.
A cidade tinha mudado um pouco durante os últimos sete anos. Havia um ar de prosperidade provocado por algumas mudanças, mas as ruas continuavam no mesmo lugar. 
A  ferraria, onde ele comprara a primeira espada, parecia estar sob a gerência de outra pessoa, e o salão nobre do rei fora reconstruído. O mercado perto do porto estava maior, com um aumento do comércio de tecidos e peles, mas o peixeiro continuava vendendo no canto à direita do mercado, chamando os fregueses para comprar arenque e bacalhau salgado.
Os comerciantes olhavam de lado, empalideciam e viravam o rosto conforme ele se aproximava. Alguns deles corriam para fechar as portas. Por instinto, Ash colocou a mão na empunhadura da espada, mas forçou-se a relaxar.
Será que as pessoas lembravam-se da vergonha que ele causara ao pai e ao país? Ou da morte de irmãos, amigos e primos por causa de sua negligência naquela noite fatídica? Ou aquela seria uma reação típica dos moradores de Raumerike a um estranho?
Ash vestia roupas de um viking, mas seu coração pulsava de amor por Raumerike. Ele jamais se esqueceria de onde viera. Era exatamente por isso que voltara… para fazer as pazes com o pai e dar aos jovens guerreiros de Raumerike a oportunidade de progredir, em vez de morrerem num mar nada amistoso.
Foi preciso conter a vontade de gritar para os curiosos e desconfiados que a vergonha e a covardia não faziam mais parte de sua vida. O jovem, que havia encalhado o navio durante uma tempestade porque estava ansioso demais por riqueza, aprendera a lição. Agora, ele sabia que a vida de um homem era muito mais importante do que ouro e joias preciosas.
Ash continuou de boca fechada, braços estendidos ao longo do corpo enquanto caminhava. Travou o maxilar e virou na direção do salão nobre do rei. Primeiro se apresentaria ao rei, em seguida ao pai e à esposa. Era essa a ordem natural de tudo, agora.
Kara entenderia. Ele se lembrava dessa qualidade dela, apesar de não fazer ideia do tom exato da voz dela ou o louro de seu cabelo. Kara sempre o apoiara, desde que eram crianças. Ela havia colocado uma atadura na asa do falcão dele. A última cena em que estiveram juntos tinha sido quando ela de cabeça erguida, orgulhosa, com uma única lágrima escorrendo de seus olhos, implorou para que ele voltasse como herói.
Ash afastou as memórias de Kara, do mesmo jeito que vinha fazendo havia sete anos. Logo, logo ele se lembraria de mais detalhes. Antes, porém, precisava cumprir sua obrigação com o rei e com o país.
— Ora, ora, agora os fantasmas perambulam entre os vivos? — perguntou uma senhora de uma barraca de panelas de cerâmica. — Justo hoje.
Ash deu um passo em falso e colocou todo o peso do corpo na perna ruim. De todas as pessoas para cumprimentar, tinha de ser aquela mulher. Ele se forçou a se lembrar de cada um dos filhos dela antes de responder. O mais velho morrera numa tempestade, porém o mais novo fora seu companheiro de cativeiro, e o mantivera vivo contando histórias sobre bravura de tempos atrás.
Ash chorara bastante quando o último de seus amigos morreu. Durante um dia e uma noite, ele conviveu naquele buraco com o corpo. Quando um soldado germânico apareceu para ver como estavam, Ash o dominara e fugira através de um escoadouro estreito e fedido. Até o momento, depois de mais de seis anos, ele ainda não conseguia dormir e nem mesmo entrar em algum lugar subterrâneo.
Pela primeira vez naquela viagem amaldiçoada, os deuses estiveram ao seu lado. Depois de sair do escoadouro, ele encontrou um navio viking no porto, alistou-se e começou a vida de mercenário.
— Não sou fantasma, estou vivo, Hildi, mãe de guerreiros e uma pérola entre as mulheres. — Ash falou o nome dos três filhos dela que tinham viajado com ele e que estavam mortos. — Vim fazer uma homenagem a você pelas vidas de seus corajosos filhos. Os três estão jantando com Odin agora. Dê-me sua mão. Sinta que estou aqui mesmo.
Ela o cutucou com o dedo ossudo.
— Bah. Sua fala continua mansa, Ash Hringson. Tomara que desta vez você esteja sendo sincero. Vivo e não afogado. Isto é realmente uma coisa nova.
— Sim, eu sobrevivi, mas as mortes deles serão recompensadas. Dou a minha palavra, Hildi, da mesma forma como prometi a todos aqueles que me seguiram. — Ash fitou Hildi no fundo dos olhos. — Agora seus filhos moram em Valhalla, em vez de compartilhar a escuridão do reino das profundezas de Ran. O que mais você poderia querer?
— Nunca duvidei disso.




Coleção Barbara Cartland



A Cruz do Amor
Um encontro que mudaria o futuro de dois desconhecidos!
Inglaterra, 1864.
Ao chegar à mansão em ruínas, Rena pensou que tivesse perdido seu tempo em ir ali entregar o tesouro que encontrara ao pé da cruz que ficava nas terras do conde. O silêncio era total. Ela se aproximou devagar, empurrou a porta, esperando encontrar alguém. De repente, o conde de Lansdale surgiu em sua frente, como Rena nunca imaginara: bonito, elegante, contrastando com o interior da mansão. Para o conde, a fortuna que ela descobrira sob a cruz era sua salvação. Para Rena, a possibilidade de conhecer o verdadeiro amor!


A Bela Espiã

“A Princesa que tentou salvar um Reinado e conquistou um Principe”
Disfarçada de dama de companhia, a missão de Zuleika era, na verdade, servir de espiã para descobrir uma trama para invadir o pequeno principado da Silésia. Tudo ia muito bem, até aparecer o príncipe Vaslov. Vaslov achava a dama de companhia da princesa refinada demais, bela demais.
Uma mulher como aquela devia ser o porto-seguro para um homem acostumado a viver tensões e conflitos. E era isso que ele queria. Uma mulher que não representasse perigo. Mas era aí que ele estava enganado!


"Coleção Barbara Cartland"
A Cruz do Amor - 427
A Bela Espiã - 376

12 de fevereiro de 2017

Coleção Sissi

Uma Lady Perigosa
As mãos fortes do conde de Brandford seguraram os delicados ombros de Emma, causando-lhe uma indefinível sensação feita de encantamento, de estranha ansiedade. De repente, ele se afastou, os olhos castanhos quase negros de incontida fúria. O que ela teria feito dessa vez? A jovem lady não conseguia entender por que despertava tanta agressividade em Charles Brandford, quando tudo que desejava na vida era ser amada por ele...

Depois daquela Valsa
Os casais flutuavam, rodopiando no luxuoso salão, ao som romântico de uma valsa vienense. Lorde Jeremy mal conseguia respirar, emocionado por ter a linda e jovem lady Constance em seus braços. Compreendeu, então, que a queria a seu lado, para sempre, como sua esposa. Mas, para isso, ele teria de fazê-la perdoar e esquecer a terrível ofensa que lhe fizera ao oferecer-lhe proteção, pensando que ela era uma das "meninas" da casa de prazeres de madame Duprey.

Carrossel do Amor
O carrossel girava, veloz, mas suas voltas atordoavam menos o barão Maxim de Wolverton do que a perturbadora proximidade da condessa. A brisa perfumada da tarde fazia flutuar o véu que lhe ocultava o rosto, e o barão ficou paralisado, com o coração em tumulto: quem era, na verdade, aquela moça linda, de feiticeiros olhos verdes, que ria feliz como uma criança com as voltas do brinquedo? Por certo não era a condessa, famosa cortesã italiana, que ele conhecia muito bem!


Aconteceu na Praia
Georgiana, desesperada, entrou no mar, para salvar seu afoito cãozinho. De repente, uma onda enorme a envolveu e ela foi atirada na praia, aos pés do visconde Anthony Sarre. Horrorizada, Georgiana percebeu que seu vestido leve, de musselina, estava colado a seu corpo, deixando-a praticamente nua. Era uma situação muito comprometedora: como podia ficar tão exposta diante do homem que ia casar com sua irmã?









Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi 
(relançamentos) 19-20-21


11 de fevereiro de 2017

Amanhã a Glória

A Mulher
Ela é Kendall Moore ― uma belle do sul de espírito tão orgulhoso quanto ela é linda,
impulsionada por uma cruel traição no leito nupcial arrisca sua vida em um jogo perigoso pela
liberdade...
O Homem
Ele é Brent McClain ― o agente confederado que conhece Kendall a bordo do navio de guerra
Jenni-Lyn, e perde seu coração em uma única ardente noite de paixão...
A Glória
Mas a guerra e traição logo os separam ― Brent na furiosa batalha, Kendall em fuga desesperada da vingança do marido desprezado. Eles vivem somente para a promessa de um amanhã ― e um amor que vai arder para sempre em seus corações.

Capítulo Um

Novembro de 1861 
O mar parecia muito bonito. Em alguns locais a água era cristalina, brilhava à luz do sol, como o brilho de uma pedra preciosa. Ao penetrar nos recantos dos estreitos, seu tom azul se intensificava, até se converter em algo tão misterioso e profundo como a noite, irresistivelmente desafiante. 
De perto, era como o cristal, e na transparência de suas profundezas se distinguiam diminutos peixinhos brilhantes, que, se forçasse a vista, a Kendall pareciam tão mágicos e cheios de cor como um arcoíris, como a chama longínqua de uma promessa mística. 
Suspirou e abriu bem os olhos; a água não guardava nenhuma promessa em seu interior, e tão pouco havia na cativante beleza dos peixes do recife. 
Todavia fazia calor, apesar de que quase havia chegado o inverno. Se encontrava a muitos quilômetros ao sul da fronteira de Mason-Dixon, ainda em solo unionista. 
Se situava dentro dos limites do terceiro estado que se havia separado, que embora continuasse pertencendo à Confederação, Forte Taylor, e portanto toda a ilha do Oeste, formava parte da União. Kendall sabia que bem pouco podiam fazer os cidadãos da diminuta ilha do pequeno Oeste para combater as tropas unionistas, embora a maior parte deles se considerassem confederados. 
Essa certeza a reconfortava, apesar de que nunca lhe permitiam sair, por sua conta, dos limites de Forte Taylor. Entretanto podia sonhar; algum dia um soldado baixaria a guarda, e ela poderia escapar. 
Depois, os amáveis confederados, ao enteirar-se de que procedia da Carolina do Sul e que desejava fugir da União, a ajudariam. Sobretudo, quando lhes contasse como a haviam obrigado a contrair matrimônio. 
Os olhos se encheram de lágrimas, que em seguida enxugou com a palma da mão. 
Depois do tempo transcorrido, chorar era ridículo. Afinal, após a ultrajante proeza tentada durante o natal passado, devia se considerado afortunada de seguir com vida. 
Contemplou o mar, nublando outra vez o olhar e imaginando um arco-íris brilhante sobre a água. A vida teria sido mais agradável... não, agradável jamais. Mas mais suportável, se John não a detestasse tanto. 
Por que se havia empenhado em tê-la consigo a todo custo se a havia desprezado desde o primeiro momento? Travis insistia que John a amava, afirmava que rezava noite após noite para que sua enfermidade acabasse, para poder amá-la como um verdadeiro esposo. Mas Kendall não acreditava que isso pudesse ocorrer. 
Para John, ela não era mais que uma posse, tal como seu uniforme azul, suas espadas e seus rifles. Para ele, ela representava um símbolo; John Moore era um homem, e a presença de Kendall servia para lembrar a todo mundo: um homem, um homem...


7 de fevereiro de 2017

Coração de Templário

Inglaterra, ano do Senhor de 1191.

Catherine Rumsfield, filha do Conde de Rumsfield recebe a terrível notícia da morte de seu irmão mais velho, Michael, na Terra Santa.
Muitos habitantes da Europa Ocidental haviam partido para as Cruzadas, desejosos de conquistar Jerusalém e provar com sangue e fogo seu fervor religioso, e Michael, um mais nas centenas de nobres que atenderam a uma chamada do Rei Ricardo Coração de Leão, caiu em Limassol, deixando a sua família uma dívida milionária contraída com a Ordem do Templo...
Catherine deve se tornar responsável pelos tremendos problemas que sufocam sua família, e em meio de uma Inglaterra assolada pelo príncipe João, parte para a Terra Santa à procura de uma solução para os seus e no caminho vive a maior aventura de sua vida.
Aventura que a levará diretamente a Jerusalém, e também a percorrer a Europa e voltar à Inglaterra com uma salvação para sua família, ainda que o mais importante seja conhecer o grande amor de sua vida, Lorde Evrard de Clerc, Cavaleiro Templário, militar de alta categoria, primo do rei Ricardo, e o homem que mudará sua vida para sempre.

Prólogo

Terra Santa, ano de 1187.
As moedas de ouro pesavam e dificultavam o avanço, mas Zara não queria abandoná-las. Em um dos recantos do bairro dos comerciantes, Michael parou e se apoiou contra a parede de estuque para respirar e recuperar o fôlego; o peito explodindo, as pernas apenas lhe respondendo, mas deviam continuar fugindo; virou a cabeça e viu Zara, completamente vestida de negro, os cabelos e o rosto ocultos sob o hiyab1, decidida a cruzar o bairro muçulmano para sair da cidade. Ajustou o lenço e lhe fez um gesto com a cabeça para que continuassem; era de madrugada e eles deveriam sair de Jaffa2 antes do sol despontar.
Uma hora depois continuavam correndo pela paisagem do deserto a caminho de Raruim, sem conversar, somente fugindo para Jerusalém, com a intenção de escapar para o Egito e não se deixarem ver no porto de Jaffa onde certamente os estariam procurando nesse momento.
— Você está bem? — lhe perguntou em francês.
— E você meu amor? — respondeu ela dando-lhe um formoso sorriso com seus lindos olhos dourados — Se estamos juntos, nada pode ser ruim...
Chegar a Terra Santa, recentemente reconquistada pelo sultão Saladino, não sendo o lugar certo para um cruzado inglês como ele, mas precisamente por isso lhe parecendo ser uma opção certa, porque ninguém o procuraria ali. Entraram na cidade ocultos entre as centenas de árabes que se encontravam pelas ruas aglomeradas de comerciantes, militares, mercenários e aventureiros vários... com os alforges cheios de ouro e pedras preciosas, juntos, mas sem se tocar, até que encontraram o antigo templo de Salomão, e ao seu lado, a casa certa que seu contato conseguira para ele e sua jovem esposa.
— Conseguimos meu amor... — disse tirando o turbante e deixando a vista seus cabelos ruivos e longos, os olhos verdes faiscantes e o coração cheio de amor por ela. Havia chegado à Terra Santa para lutar pelos lugares santos, mas encontrara algo muito mais valioso, o amor nessa bela, misteriosa e única mulher de olhos ambarinos que não somente lhe salvara a vida, como agora fugia com ele dando as costas a sua família, suas crenças e seu país... somente para estar ao seu lado — Zara?
— Ainda não conseguimos nada, Michael... — deixou os alforges no chão e apareceu a janela com a angústia ainda colada ao peito — meu pai nos perseguirá até o fim do mundo se for preciso... ainda nos resta muito caminho...
— Sim, saímos de Jaffa e o pior já passou.
— Não acredito...
A bela Zara não acabou a frase, se virou para seu novo marido e tentou gritar, mas foi impossível. Michael Rumsfield conseguiu ver o brilho da adaga cruzando diante de seus olhos sem poder fazer nada para detê-la; a arma voou para sua mulher e cravou no seu peito de forma limpa. Deu um grito de terror e imediatamente desembainhou a espada em direção do agressor, um muçulmano enorme e de pele muito escura, que se deixou ver por um segundo antes de lançar-se contra ele gritando.
O jovem inglês se moveu para a esquerda e o esperou em guarda; o sarraceno avançou rápido demais e se pôs à frente com a direita desprotegida; Michael levantou com calma a espada e a cravou-lhe no pescoço, tirando-lhe a vida de forma instantânea; o sarraceno caiu de joelhos sangrando e então ele pode correr para atender sua esposa.
— Vai embora Michael! Saia daqui virão mais dois... vá embora!
— Não a deixarei, meu amor, não a deixarei... — as lágrimas apenas o deixavam ver o rosto pálido de sua amada — não a deixarei, você vai ficar bem...
— Estou morrendo... pegue as jóias e vá embora, volte à Inglaterra, fuja de meu pai... se me ama, vá embora! Pelo amor de Deus... Michael olhe-me... — ele vislumbrou seus olhos que perdiam o brilho pouco a pouco — deve fugir, quero morrer sabendo que se salvou. Prometa-me e leve nosso tesouro, leve-o, meu amado esposo, prometa-me!
— Prometo...




5 de fevereiro de 2017

O Retrato de Natal de Lady Jenny

Série Windham
Única irmã solteira da família Windham, Lady Jenny não se importaria muito em ficar cuidando de seus pais, se ao menos ela pudesse primeiro estudar artes em Paris por alguns anos. 

Jenny anseia por um desafio artístico e pelo gosto da paixão que a vida reserva para aqueles com coragem de aproveitá-la.
 Quando Lorde Elijah Harrington chega à casa dos Windham para passar as festas de Natal e pintar retratos encomendados pelo Duque e a Duquesa, Jenny acha que conheceu não apenas sua alma gêmea, mas um homem que ela pode amar.  Infelizmente para Jenny — e para Elijah — a honra o obriga a estar em outro lugar, e embora este seja um período de alegria, para Jenny e Elijah, será necessário um milagre para terem seu — felizes para sempre.

Capítulo Um

Ou Lady Genevieve Windham não reconheceu Elijah Harrison com suas roupas, ou ela tinha uma capacidade de autodomínio que ele só poderia invejar.
— Senhor, em que posso ajudá-lo?
Ela estava parada na porta, um anjo loiro em uma noite de inverno miserável, não permitindo sua entrada, e essa não admissão era a metáfora sucinta para os confrontos de Elijah com a sociedade educada.
— Peço sua hospitalidade, minha senhora, porque meu cavalo está mancando um pouco, e o tempo está piorando. Me chamo Elijah Harrison, ao seu serviço. Deixei a última estalagem algumas milhas para trás e vejo que não há outras hospedarias ao longo do caminho.
Ele estremeceu com o vento e o granizo e tentou evitar que seus dentes batessem. Ela estava pronta a recusá-lo ou dizer-lhe para dar meia-volta e procurar a entrada atrás das cozinhas. Seus dedos, pelos quais ele ganhava a vida, e uma série de outras partes estavam há muito dormentes, se assim não fosse não teria de jeito nenhum batido nesta porta.
A lady deu um passo para trás e fez um gesto para dentro.
— Deus do céu, Senhor Harrison, entre agora mesmo. Espero que os cavalariços estejam cuidando de seu cavalo.
Seus olhos verdes estavam iluminados com preocupação, e não era, Deus a abençoasse, por seu cavalo.
— Obrigado.
Ele entrou para o calor e a quietude da casa de campo de Kesmore quando ela fechou a porta atrás dele. Da última vez que viu, o animal estava sendo levado para uma baia acolhedora, já ficando mole rapidamente com a perspectiva de uma cama de palha e uma ração de aveia.
— Sou Jenny Windham —, disse ela. —Que ela evitasse seu título, como ele evitava o dele, havia capturado sua curiosidade. — Como é quase domingo, os criados já se recolheram por hoje. Deixe-me pegar seu casaco.
Ela levantou a lã encharcada de seus ombros e pendurou-a num gancho, estendendo a capa e as luvas da melhor forma para que secassem mais rápido. Esta atenção ao casaco de Elijah deu-lhe um momento para estudá-la da forma como um retratista estava condenado a fazê-lo com todos os outros de sua própria espécie.
Suas mãos tinham uma competência que ele não teria esperado da filha de um duque. Ela lidou com o tecido molhado como qualquer mulher do povo teria feito, em seguida, estendeu a mão para o cachecol de Elijah.
— Nunca vi chover gelo —, disse ela. — Uma nevasca ocasionalmente durante a tarde sim, mas não como essa... essa... 

Coleção Barbara Cartland



Em Busca da Aurora
Ela rejeitou uma grande fortuna para poder viver o amor verdadeiro.
Estados Unidos e Inglaterra, 1889.
Ao piano, a música fluía dos dedos da linda Georgina, como se viesse do céu. Ela era a própria música. Apaixonado demais para ser sensato, o duque David implorou: "Deixe esta vida errante. Fique comigo para sempre, eu a farei feliz". Estar com o duque de Stonebury era o refúgio e o paraíso que ela sempre almejara, mas ele nada sabia sobre ela. Para viver um amor pleno, escondera sua verdadeira identidade. Agora, estava ficando cada vez mais difícil sustentar a farsa que montara, e o medo de perder o duque fazia Georgina cada dia mais se afundar em mentiras...


Férias em Berlim
O passeio de Simona se transformou em pesadelo quando descobriu um plano mirabolante do Kaiser para obter informações sobre um projeto secreto que o marquês de Midhurst estava desenvolvendo. Os alemães queriam roubar esse projeto e depois assassinar o nobre inglês! Corajosa e audaz, Simona armou um plano para ajudar o marquês. Não podia deixar que um complô pusesse fim à vida do homem a quem amava! 



"Coleção Barbara Cartland"
Férias em Berlim - 332
Em busca da aurora - 417

31 de janeiro de 2017

Coleção Sissi

Uma Esposa Comprada 
O vento murmurava lá fora, derrubando as primeiras folhas secas do outono, e a lua apareceu entre as nuvens pondo reflexos de prata nas vidraças.
Emily Weston teve a perturbadora impressão de que naquela casa não existia mais ninguém a não ser ela e o capitão Adam Harcourt. O homem que a comprara por uma dívida de jogo! Um estranho que lhe despertava as mais contraditórias emoções. Será que um dia conseguiria amá-lo?


Entre o Amor e a Mentira
A bela Helena acordou assustada, com a sensação de que alguém a olhava intensamente.
Viu, então, lorde Peter Cliveden, seu marido, ao lado da enorme cama de casal que jamais haviam partilhado, pois o deles era um casamento apenas de aparência! Dominou a estranha atração que sentiu, lembrando a si mesma que jamais poderia pertencer a esse homem que a enganara, de modo desprezível...

O Cavaleiro Misterioso
Valentina Ashford não podia acreditar! 
Amava aquele homem selvagem e imprevisível.
Amava loucamente Charles de Michel, não importava o que ele tivesse feito, que fosse francês e o acusassem de trair a Inglaterra. Ao fitar aqueles olhos negros, profundos, teve certeza de que ele também a amava. Com o coração sangrando ao vê-lo ferido, humilhado e preso, Valentina jurou esperar por Charles e não vacilou, mesmo quando lhe disseram que ele havia morrido!

Feira de Verão
Dançar com o jovem lorde era uma experiência mágica!
Susan e o lorde beijaram-se com indescritível ternura e quando, por fim, separaram-se, permaneceram de mãos dadas. Ela sentiu-se deliciosamente perturbada ao notar o brilho apaixonado de seus olhos. Então, uma voz ecoou no silêncio da estrebaria, trazendo-os de volta à realidade. Uma realidade dura e fria, que obrigava Susan a repelir aquele sonho maravilhoso. Era procurada pela justiça: jamais poderia aceitar o amor do barão de Harleston.










Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi 15-16-17-18
(relançamentos)



Coleção Barbara Cartland



Um Sonho em Sevilha
Lady Cláudia Niven, órfã e ingênua, sem muito pensar, aceitou a proposta do marquês de Datchford para acompanhá-lo à Espanha. Feliz, visitava a galeria de quadros do palácio real quando se viu presa nos braços do monarca espanhol, homem devasso, que lhe exigia a atenção de forma grosseira. O marquês de Datchford acorreu para salvá-la, descobrindo em seus olhos assustados o segredo que lady Cláudia guardava sigilosamente no coração.


 Destino aventureiro 
A lua se escondia ligeira atrás de uma nuvem, apagando a luz prateada das águas do lago. Olhando-a, Athina pediu aos céus inspiração para resolver um dilema que a afligia, por ter ajudado um menino a fugir do jugo de seu cruel padrasto, O marquês de Rockindale fora seu cúmplice nessa empreitada, e agora estavam sendo vítimas de uma chantagem. Para protegê-la, o marquês lhe propôs um casamento de conveniência. Mas seu coração não aceitava esse pretexto para se casar sem amor!


"Coleção Barbara Cartland"
Um Sonho em Sevilha - 310

28 de janeiro de 2017

Fale Doce para Mim

Série Os Irmãos Sinitros
Ninguém sabe quem é Miss Rose Sweetly e ela prefere assim. 

Ela é uma mulher tímida, com uma mente matemática, filha de um lojista, e que sonha com as estrelas. 
Mulheres como ela só costumam chamar a atenção através de um escândalo. 
Ela prefere a obscuridade, muito obrigado.
Toda a Inglaterra sabe quem é Stephen Shaughnessy. 
Ele é um infame colunista de conselhos e só causa confusão. Quando ele se muda para a casa ao lado de Rose, ela descobre que ele também é perversamente engraçado, diabolicamente sedutor e lindo. Mas quando ele se interessa pelo seu trabalho de matemática, ela percebe que o Sr. Shaughnessy não é apenas um escândalo à espera de acontecer. Ele está à espera que ela se envolva em um escândalo com ele... e se ela não for cuidadosa, ela vai arruinar-se.

Capítulo um

Greenwich, novembro de 1882
Não era possível a senhorita Rose Sweetly colocar suavemente no chão os pacotes que carregava. Todos os seis estavam equilibrados precariamente sob um dos seus braços enquanto remexia o seu bolso com uma das suas mãos. Os seus dedos encontraram bocados de lápis usados e uma carta dobrada ao meio; o seu fardo se deslocou um pouco, deslizando para longe de si... Se aquele desgraçado chaveiro não estivesse neste bolso e estivesse no outro, ah!
O seu dedo polegar e o dedo indicador tocaram em frio metal. Rose estava a retirar as chaves em triunfo quando uma voz a interrompeu.
— Boa tarde, senhorita Sweetly.
O som da voz do Sr. Shaughnessy — aquele veludo cadenciado — colocou o inevitável em movimento. Primeiro, o livro embrulhado em papel escorregou; Depois, quando ela o agarrou, o seu caderno começou a cair. Ela conseguia calcular a física deste desastre em sua mente, uma avalanche em cascata de pacotes resultante de poucas mãos para os agarrar e muita gravidade. Rose só tinha tempo para tomar uma decisão: a régua de cálculo ou salvar as compras?
Optou pela sua régua de cálculo. Ela agarrou a bolsa em couro com a ponta dos dedos antes dela tocar no chão.
Os seus outros pacotes não foram tão sortudos. O livro caiu no chão fazendo pouco barulho ao bater na superfície dura. As compras caíram com um som mais alto — parecia que se estavam a partir ovos. Três laranjas escaparam do saco e rolaram pela calçada.
O Sr. Stephen Shaughnessy estava duas portas abaixo da dela. As suas sobrancelhas subiram com esta catástrofe, e Rose sentiu as bochechas aquecerem. Mas não havia nada a fazer agora a não ser manter um ar calmo e descontraído.
Ela deu-lhe o seu mais brilhante sorriso e acenou com a bolsa onde estava guardada a sua régua de cálculo — Boa tarde, Sr. Shaughnessy.
A bolsa se abriu um pouco, mas ela conseguiu apanhar a régua antes que acontecesse um desastre ainda maior.
Há três meses atrás, o Sr. Shaughnessy mudou-se para a casa ao lado da casa da irmã dela, onde Rose vivia. Em todo esse tempo, ela nunca conseguiu acalmar os nervos que ela sentia ao seu redor. Ele nunca tinha feito nada para merecer esse nervosismo, infelizmente; Era muito educado.
Como prova disso, ele não zombou dela por sua falta de jeito. Nem sequer disse nada sobre isso. Simplesmente veio em sua direção. Ele deu três passos para a frente — e ela andou para trás um — antes que ela percebesse que ele pretendia apenas apanhar as suas laranjas caídas.
Por que outro motivo ele poderia estar se aproximando dela? Ela tinha de parar de pensar em outras coisas.
Com cuidado, pousou a sua régua de cálculo e pegou a sua sacola de compras. Era de lona, e a maioria do conteúdo não tinha se derramado. 
A carne, embrulhada em papel encerado, ainda estava na parte inferior da sacola. Os ovos... bem, iria ver como estavam depois de entrar em casa, mas suspeitava que ela e a sua irmã iriam comer omeletes ao jantar. Apenas a fruta tinha ficado amassada. Ela pegou uma maçã, não olhando em sua direção. Mas ela não tinha que o olhar diretamente para estar ciente dele. O Sr. Shaughnessy era um jovem — apenas alguns anos mais velho que ela. Ele era alto e possuía umas linhas adoráveis, bem musculadas, o tipo que as jovens senhoras que pretendiam continuar inocentes não deveriam notar. 
Ele tinha um sorriso amigável, que fazia com que uma mulher quisesse sorrir em resposta, e um pequeno indício de um sotaque irlandês quando falava. Tinha cabelo escuro, olhos escuros e uma reputação muito mais escura. mMas ele pegou uma das frutas ofensivas e sorriu na sua direção.
— Por que é que as laranjas saltaram, mas as maçãs não?
Seu sorriso parecia uma flecha, que a atingiu direto no seu peito. Então, Rose ajustou os seus óculos no nariz e disse a primeira coisa que veio à mente.
Infelizmente, a primeira coisa que veio à mente foi...

Série Os Irmãos Sinitros
0.5 - A Paixão da Governanta
1 - A Guerra da Duquesa
1.5 - Um Beijo Durante o Solstício de Inverno
2 - A Vantagem da Herdeira
3 - A Conspiração da Condessa
4 - O Escândalo da Sufragista
4.5 - Fale Doce para Mim
Série Concluída

26 de janeiro de 2017

Seduzindo uma Dama Solteira

Ela é uma senhorita solteira 

A senhorita Susannah Gray poderia ter qualquer homem que quisesse, uma vez que é linda, rica e finalmente livre para incentivar pretendentes, após a morte do homem a quem estava prometida desde o nascimento ― e que fugiu para o continente, em vez de casar com a menina que ele descrevera uma vez Como uma “pirralha beligerante”.
Ele é um canalha “reformado”... Ou melhor, ele está tentando ser.
Após quase uma década de deboche, Damien Rhys Redmayne, visconde Bedford, retornou do continente, dissipando os rumores de sua morte. Ele está determinado a ser o filho digno que seu pai nunca teve, começando com o casamento com a noiva que deixou para trás.
Eles estão loucamente apaixonados... Damien cortejou Susannah em um dia de aventuras escandalosas ― e felizmente descobre que ela é uma menina impertinente. Mas quando a notícia de sua aposta tola bateu nas colunas de fofocas, tudo parece perdido. A única esperança de Damien é destruir a única coisa que os une e espera que sua garota de coração partido acredite que é insubstituível.

Capítulo Um

Damas Solteiras (Colocando um anel)
De todas as damas soleiras nas salas do Almack’s naquela noite, nenhuma tinha mais propensões a vexames ou confusão do que Miss Susannah Grey.
― Por certo deveria ser uma solteirona e ainda assim você é a bela do baile ―, seu querido amigo, o dândi Lorde Stanford declarou, elogiando e insultando ao mesmo tempo. Susannah decidiu ignorar isso.
― Engraçado como minha fortuna faz todo mundo esquecer que eu tenha a idade avançada de vinte e cinco anos ―, Susannah respondeu. ― Eu deveria estar definhando no canto como uma viúva. E no entanto…
Susannah abaixou os cílios para um de seus pretendentes, enquanto ela e Lorde Stanford passeavam.
― E no entanto, é o oposto. Você é a mais fascinante ― Stanford disse, com um olhar apreciativo em seu vestido de seda azul, seus cachos castanho-avermelhados perfeitamente domados e seus brincos de diamante.
― Depois de anos deliberadamente me vestindo miseravelmente para repelir meu noivo repugnante, confesso que estou bastante satisfeita com meus adoráveis vestidos de seda e cetim ― Susannah respondeu, alisando com as mãos enluvadas o luxuoso tecido do seu vestido.
― Por que eu temo que você vá gastar sua herança com vestidos, jóias e bugigangas?
― Porque eu realmente poderia ― Susannah disse com um sorriso malicioso. ― Depois de todos estes anos sendo negligenciada pelos meus parentes gananciosos, que gastaram grande parte da minha herança em seus próprios desejos, estou feliz em gastar comigo mesma. E me deleitar nisso, ― Susannah disse, movimentando seu braço para indicar a aglomeração no salão de baile do Almack’s, cheio de pretendentes competindo por sua atenção.
― Qual a sensação de finalmente se sentir um prêmio no mercado de matrimônio? Stanford perguntou. ― Tal coisa é rara e virou uma comoção
― Na verdade, eu estou desnorteada. Imaginava isso, é claro. Não é uma pena eu nunca ter tido uma temporada? Não houve um momento, uma vez que estava prometida desde o berço. Eu simplesmente nunca acreditei que isso iria acontecer.
― Bastou uma morte misteriosamente trágica ―, assinalou Stanford de forma grave.
― Um tanto triste, não é? ― Susannah disse com tristeza. Ela deu um suspiro sincero. ― Damien me atormentava desde que éramos crianças no berçário e eu detestava a ideia de me casar com ele. Embora eu esteja aliviada por minha liberdade, eu sinto por sua morte prematura.
Susannah não tinha chorado quando soube que Damien tinha sido estupidamente morto em uma discussão, em um canto longínquo do Continente, embora tenha ficado melancólica no dia, com as memórias que tinha dele.
Damien puxava sua trança sempre que tinha a oportunidade, apesar de seus choros e protestos. Suas recusas zombadoras quando pedia para se juntar a ela em sua festa do chá, salvo a única vez em que ele compareceu como ‛Lorde Destrutor‛, e quebrou seu lindo jogo chinês de porcelana e derramou chá em seu extravagante vestido.
Ele a tinha chamado de presunto, porque quando ele foi apresentado a sua infantil noiva, ele declarou que ela parecia com um presunto de Natal.
Seus pais, que eram melhores amigos e com propriedades vizinhas, decidiram arrumar o noivado de seus filhos, pensando que seria a combinação perfeita. Suas propriedades seriam unidas, os herdeiros assegurados e Susannah estaria protegida contra os caçadores de fortuna. Os contratos foram redigidos enquanto Susannah ainda era um bebê. Então, todos olhavam com aflição para as crianças, pois elas realmente não mostravam nenhuma afeição uma pela outra.
Durante os dezoito anos de Damien, ele ouvia o miserável Lorde Dudley declarar que ele estava fugindo do país, para evitar o casamento, ‘como a fedelha mimada que foi forçado a casar’.







Olhos de Mel, lábios de Fogo

Autora Brasileira!
Na efervescente França do século XVIII, onde a rica nobreza convivia com a decadência, o marquês Jean Pierre Deschamps, em sua nau mercante, resgata de um naufrágio a misteriosa Camille Dubois, que deixava o país rumo à Portugal.

A moça encontra-se sem acompanhante ou bagagem, e com um grave ferimento na cabeça. Encantado pela beleza sem par de Camille, e confundindo-a com uma meretriz em ascensão, o marquês inicia um intenso jogo de sedução que visa atraí-la para seus lençóis.
Mas será que ela é mesmo o que ele estava pensando?  E depois que ele se encontra irremediavelmente apaixonado por sua encantadora e convalescente hóspede, ela poderá corresponder a esse amor ou julgará que esse sentimento somente é o desejo fremente de um renomado libertino que costuma ver todas as suas vontades atendidas?
Prestigiem comentando no blog!


22 de janeiro de 2017

Coleção Sissi

O Primo que veio de longe
Então, aquele homem alto, de olhos cinzentos, cabelos castanhos, era Benjamin Custis Stanton, que herdara o título de conde e a adorada propriedade da família! Harriet, a jovem lady inglesa, não tolerava o "selvagem" americano, mas aceitou casar-se com ele. Seria seu marido só no papei, voltaria para a América dentro de um ano e tudo seria dela. Mas ao terminar esse prazo, lady Harriet descobriu que só queria uma coisa na vida: o amor de Ben Stanton... porém, seria tarde demais?

Uma Incrível Senhorita
O jovem cavalheiro Edward Farrineau compreendeu que enlouqueceria se visse Susanna casada com outro homem. E os lindos olhos verde-acinzentados diziam que ela também o amava. Mas o destino irônico e cruel fizera dele o encarregado de arranjar e aprovar um marido para Susanna porque a sociedade londrina recusava-se a aceitá-la como uma lady devido a sua má reputação e por ela não ser uma verdadeira dama...”

Marcada pelo passado
Deborah Tollin viu seu sonho de amor tornar-se realidade quando o elegante e jovem lorde Robert Eversley a pediu em casamento, o amor profundo que brilhava nos olhos verdes do lorde espelhava os sentimentos que ela guardava no coração. Era a felicidade. Mas o resto da tempestade de ódio que abalara a família Tollin, vinte anos atrás, veio destruir o presente cheio de ilusões da meiga Deborah.

Uma Jovem Sedutora
O senhor de Carrisbrooke aproximou-se e viu na rede a moça que tanto o impressionara e que decidira reencontrar. Adormecida, os cabelos negros, soltos, emolduravam-lhe o rosto, o vestido de musselina branca delineava as formas do corpo bonito. Num impulso, beijou-lhe de leve os lábios e Sophia acordou, assustada. Ali estava o homem ao qual resolvera vender sua honra em troca da publicação de seu livro! Só ele poderia realizar esse sonho...









Pasta Bárbara Cartland: 
Coleção Sissi 11-12-13-14
(relançamentos)










Alma de Guerreiro

Série Guerreiros da Irlanda

Lutando por honra e amor!

A fugitiva e o guerreiro!

Ao fugir de seu casamento arranjado com um rei cruel, lady Carice sabia que seus dias estavam contados. 
Ela jamais desejara um homem... até conhecer o soldado normando Raine de Garenne. 
Logo Carice passa a sonhar em entregar-se a essa paixão, mesmo que apenas por uma noite.
Raine está em uma missão: matar o rei ou suas irmãs sofrerão as consequências. Porém, quanto mais se aproxima de seu objetivo, mais perto fica de trair o amor que sente por Carice.

Capítulo Um

Irlanda — 1172
Carice Faoilin não tinha medo de morrer.
Ela estava doente havia tanto tempo que já não sabia mais como era se sentir uma mulher normal. Não se lembrava do que era acordar sem dor, ou andar ao sol e aproveitar o dia simplesmente. Na maioria dos dias, tinha apenas as paredes para olhar, confinada que estava à cama, fraca demais para se mexer.
Até agora.
De um dia para o outro, sua casa foi invadida por soldados, exigindo que ela cumprisse o acordo matrimonial. Carice tinha de acompanhar a comitiva e seguir ao encontro do Grande Rei do Eire, Rory Ó Connor, para se casar. O Grande Rei tinha uma péssima reputação e poucas mulheres queriam se casar com ele, inclusive ela mesma.
Talvez fosse melhor obedecer às ordens do Grande Rei como qualquer outra mulher faria. Entretanto, Carice nunca foi do tipo obediente. Na verdade, se seu pai ambicioso tivesse lhe dado escolha, ela jamais teria aceitado o casamento.
Ela estava decidida a não ceder e se oferecer como um cordeirinho para sacrifício, mesmo se acabasse morrendo ao tentar escapar. E as chances de isto acontecer eram grandes.
Mesmo usando uma bengala, improvisada com um galho, cada passo era uma dificuldade, parecia que seu corpo pesava muito mais do que na realidade. Mesmo assim, ela adentrou a floresta escura para fugir. Uma voz interna insistia em avisá-la: Você não tem forças para chegar a um abrigo. Você vai morrer esta noite.
Carice calou a voz. Fazia tanto tempo que vivia com a possibilidade de uma morte iminente, que diferença faria àquela altura? Não adiantaria nada se preocupar demais ou de menos. Por isso, ela lutou por cada passo, cada suspiro, vivendo o momento presente como se fosse o último.
Se bem que a possibilidade de aquele ser seu último dia era grande, ainda mais se não encontrasse abrigo logo. O frio piorava a cada passo. A neve aumentava a cada rajada de vento. Carice apertou a capa ao redor do corpo, apoiando-se na bengala improvisada. Seus pés estavam congelados e as mãos perdiam os movimentos rapidamente. 
Ela não sabia precisar havia quanto tempo que estava andando e rezando para encontrar um lugar quente para dormir. Por favor, preciso encontrar um abrigo não muito longe.
As preces foram ouvidas, pois, quando ela saiu da floresta e aventurou-se por um campo aberto, viu na direção do horizonte, iluminado pela lua, um castelo circundado por muralhas altas.
Ao se aproximar, ela viu que não era um castelo, mas sim um mosteiro. Contudo, nunca tinha visitado o lugar, apesar de estar a apenas alguns dias de viagem de Carrickmeath, onde ela morava. E naquele momento, o mosteiro concretizava suas esperanças de se abrigar. Não sei se consigo chegar até lá. Carice sentia dores pelo corpo inteiro, sem contar que estava morrendo de fome. A distância parecia muito maior do que era na realidade.
Se não continuar andando, vou congelar, ela pensou. E morrer congelada devia ser horrível, portanto, não era uma opção válida. Assim, ela continuou dando um passo após o outro com o incentivo da lembrança de que já havia percorrido uma distância razoável.
Assim sendo, continuou andando através do vale coberto pela neve, contando cada pisada. Suas pernas estavam trêmulas de exaustão, mas ela continuou a forçá-las. 
Enquanto andava, imaginava se os monges daquela abadia lhe proveriam com um lugar para dormir e uma lareira para se aquecer. Ou pelo menos um canto onde ela pudesse desmaiar de exaustão. A promessa de um lugar para se aquecer a impulsionou a continuar andando e enfrentando a neve que caía incessantemente.
Mais um pouquinho, ela dizia para si mesma. Não pare.
Ao chegar na abadia, encontrou os portões abertos. Estranho. Um corvo grasnou e veio voando baixo para inspecionar sua presença. Dentro do pátio, era possível ver que um incêndio havia arrasado as fortificações externas, as estruturas de pedra estavam chamuscadas e em ruínas. Uma das construções, porém, estava em melhores condições, embora com danos visíveis, bem como uma torre redonda próxima.
— Há alguém aí? — gritou ela.
Nenhuma resposta e nem qualquer outro som. Ela andou pelo pátio aberto com os sapatos cobertos de neve. No cemitério havia quatro covas recém-fechadas. A neve cobria os montes de terra ao redor de cada uma delas. Carice fez o sinal da cruz e sentiu um frio correr por sua espinha ao imaginar o que podia ter acontecido ali. 
Será que todos os monges tinham morrido no incêndio? Os sinais evidenciavam que a abadia havia sido abandonada. Ela subiu os degraus que levavam à capela. Não havia sinal da porta de madeira que devia estar ali, e lá dentro estava escuro e frio. Pelo menos era melhor do que ficar do lado de fora, ela pensou. O fogo não tinha alcançado a capela, pois o cheiro diminuía à medida em que ela adentrava o local. Na extremidade oposta havia um altar com uma enorme cadeira.
Havia teias de aranha nos cantos das paredes e um aroma interessante chamou a atenção de Carice. Era um perfume suave de comida, um cervo assado, talvez. Ossos espalhados pelo chão e a lembrança de uma refeição quente aguçaram seu apetite. A sensação era de que ela jamais conseguiria saciar a fome recorrente que a torturava.
— Há alguém aqui? — Ela gritou novamente, afastando a fome do pensamento.

Série Guerreiros da Irlanda
1 - Sangue de Guerreiro
2 - Alma de Guerreiro
Série Concluída