5 de fevereiro de 2012

As Pecaminosas Noites De Um Nobre

Série Boscastle








Durante uma encantadora festa romântica no campo inglês, Lorde Devon Boscastle, um dos mais evasivos solteiros de Londres, tenta fazer com que uma dama, disposta e atrevida, queira compartilhar uma noite de pecado. 

Assim está encantado em aceitar um misterioso convite que lhe chegou para um encontro a meia-noite.
A senhorita Jocelyn Lydbury, uma recatada debutante, pôs seu coração na proposta de matrimônio de certo cavalheiro respeitável. 
Convidada a um encontro secreto, espera finalmente conhecer seu admirador de longo tempo. 
Para sua consternação, é o arrebatador Devon quem está à espera de sua dama à meia-noite. 
Antes que o casal possa desmascarar quem os enganou, são descobertos em um apaixonado abraço e forçados a se casarem. 
Embora Devon deixe claro que não mudará seus costumes libertinos por ninguém, uma vez de retorno a Londres se surpreende ao descobrir que sua tímida esposa se converteu em uma atraente tentadora e não desconfia que Jocelyn jurou domar seu formoso libertino... No salão de baile e no dormitório.








Série Boscastle
1 - Meu Amado Marquês
2 - Meu Amado Lorde
3 - A Noite de Núpcias
4 - Os Perversos Jogos de um Cavalheiro
5 - As Pecaminosas Noites de um Nobre
6 - Os Diabólicos Prazeres de um Duque
7 - Perverso Como o Pecado
8 - Um Perverso Lord nas Bodas
9- The Wicked duke takes a wife
 

O Príncipe Pirata

Série Príncipes do Mar
Numa noite de lua, o príncipe Lazar di Fiori retorna à ilha de Ascensão para vingar a morte de sua família e a usurpação de seu reino. 

Allegra Monteverdi, a filha de seu acérrimo inimigo, demonstra ser uma valente adversária e lhe implora para que não mate a sua família. 

Sua beleza e coragem impressionam 
Lazar e impregnam em seu frio coração, por isso aceita manter sua vida com a condição de que se converta em sua prisioneira. 
Apenas no mar, confundida entre o medo e a sedução, Allegra descobre que o misterioso e vingativo homem é o príncipe Lazar, aquele com que sonhava quando era menina. 
Mas será preciso muito mais que seu crescente amor para conseguir com que o príncipe pirata enfrente os fantasmas do passado e consiga apaziguar seu atormentado coração.

Capítulo Um 


Maio de 1785 

Uma onda lhe alagou o rosto de água salgada e com um furioso piscar sacudiu a ardência do sal enquanto se esforçava sobre os remos várias vezes com toda sua força. 
Ao seu redor, as ondas formavam redemoinhos e se elevavam como prateadas plumas de espuma, ensopando-o em seu esforço para conduzir o bote entre as afiadas rochas que protegiam a caverna. 
Apesar da dor nos braços e ombros continuou se esforçando em manter o bote bem manejado até que, ao final, com um grito de raiva, conseguiu passar entre as altas e dentadas rochas. 
Ao deslizar sob o arco rochoso, teve que baixar a cabeça para penetrar a boca da caverna. 
Nesse mesmo instante, a muitas léguas atrás dele, sete navios ancorados aguardavam na baía iluminada pela lua. 
Uma vez debaixo da escura abóbada de granito, secou o suor da testa com o antebraço e começou recuperar o fôlego. 
Ali não havia ninguém que percebesse sua presença, exceto os exércitos de morcegos que pendiam e batiam as asas por cima de sua cabeça, então prendeu uma tocha. 
Por fim, conduziu o bote para o chão e saltou à terra firme. 
Quinze anos. Tinham passado quinze anos desde a última vez que o príncipe Lazar di Fiori pisara em Ascensão. 
Quase a metade de sua vida, pensou, ou daquele tempo infernal que não tinha sido vida absolutamente. 
Olhou a suave areia que brilhava sob suas gastas botas negras e se abaixou para pegar um punhado em sua endurecida mão dourada pelo sol. 
Com expressão absorta e triste observou como a areia escorria entre seus dedos, igualmente acontecia com todo o resto. 
Seu futuro. Sua família. E, ao amanhecer, sua alma. 
A areia caiu no chão com um sussurro até que só ficou uma pequena pedra negra na palma da mão. 
Também essa deixou cair. Não queria nada. 
Levantou-se e ajeitou o cinturão do qual pendia sua espada. 
O couro úmido pressionara seu peito e irritara sua pele que a camisa negra deixava descoberto. De novo tomou um gole de rum da cigarreira de prata que pendurava de seu pescoço em um fino cordão de pele e estremeceu ao sentir o fogo que produzia em seu estômago. 
Levantou a tocha e observou a caverna ao seu redor até que localizou a entrada para os túneis secretos subterrâneos que tinham sido escavados séculos atrás por sua família. 
Era estranho pensar que agora ele era o único que sabia que não se tratava de outra lenda a respeito da grande casa dos Fiori. 
Avançou até a tosca entrada esculpida na rocha e levantou a tocha com prudência, esforçando-se para ver algo naquela garganta negra. 
Era condenadamente claustrofóbica para um homem acostumado ao mar aberto. 
— Vá em frente, traseiro medroso

Série Príncipes do Mar
1 - O Príncipe Pirata
2 - A Princesa
3 - O Príncipe Azul
Série Concluída

A Glória Do Amor



Daniela Colwyn ouviu, com horror,seu padrasto comunicar-lhe que devia se casar com um homem a quem desprezava.


Sem pensar, juntou seus poucos pertences e fugiu de casa. Desprotegida, sem dinheiro ou amigos que a socorressem, Daniela viu-se forçada a integrar um grupo de cantores que iam ao castelo do conde de Huntingforde alegrar uma festa exclusivamente masculina. 
Lá, ela cantou, traduzindo em sua canção toda a tristeza e solidão de que estava possuída. 


Arrebatado, o conde se declarou a ela,oferecendo mais do que amor a quem estava só e sem destino ... 


Capítulo Um 


1869 
Daniela sentia-se feliz ao chegar em casa. 
Voltava de um adorável passeio a cavalo pelo parque. Nada, ela pensava, poderia ser mais lindo do que os narcisos florescendo sob as árvores, e as prímulas e as violetas se mesclando entre o musgo. Quando ia entrando na casa pela porta principal, o mordomo veio-lhe ao encontro. 
— Sir Marcus deseja falar-lhe, Srta. Daniela. 
Daniela estremeceu involuntariamente. Tentava imaginar o que poderia ter feito para provocar o desagrado de seu padrasto. 
Deveria ser algo importante ou ele não teria dado ordem ao criado para chamá-la. 
Sabia que deveria estar esperando-a em seu estúdio. 
Daniela sempre associava aquela sala com algum tipo de problema. 
Todas as vezes que sir Marcus queria chamar a atenção de algum empregado ou dela própria, ele usava aquele local. 
Esperava que não fosse nada muito sério, pois gostava do padrasto porque ele fazia sua mãe feliz. Quando o capitão Angus Colwyn naufragara com seu navio durante uma violenta e incomum tempestade na baía de Biscaia, sua esposa sofrera muito. 
Custou tanto a se recuperar, que Daniela chegou a pensar que ela o seguiria para o outro mundo. Além do fato de adorar o marido e não suportar sua perda, ela ficara praticamente na miséria. 
O soldo de um capitão naval era baixo e a pensão que foi destinada à viúva e à filha era ainda menor. 
— Não sei o que será de nós, Daniela — a mãe lhe dissera entre lágrimas. 
— Daremos um jeito — Daniela afirmara. — Papai detestaria vê-la chorar e adoecer. 
A Sra. Colwyn precisou reunir uma enorme coragem para enfrentar a situação e amparar a filha. 
Amava-a e sabia que ela se tornaria uma linda mulher. 
Pensava com freqüência que Daniela merecia muito mais do que viver numa casa alugada num porto marítimo.
Havia poucas residências confortáveis em lugares como aquele, e as pessoas que lá viviam não se sentiam particularmente interessadas por um capitão do mar e sua esposa. 
A família da Sra. Colwyn vivia em Northumberland. 
Era filha de um popular e respeitado proprietário rural. Membro de uma família grande e importante, ela pudera participar de inúmeras festas e bailes. 
Embora nunca houvesse sido formalmente apresentada à rainha, ela tivera a possibilidade de conhecer muita gente da sociedade. 
Por ser dona de uma grande beleza, o pai sempre julgara que ela faria um bom casamento, de preferência com um de seus ricos e distintos vizinhos. Infelizmente para ele,
Mary Acton, como ela se chamava naquela época, conheceu o capitão Angus Colwyn em uma visita ao Hall, onde se realizaria um grande baile. 
No momento em que a viu, o capitão se apaixonou perdidamente pela primeira vez em sua vida. Apesar de todos os protestos do pai, Mary se casou com o capitão antes que ele tivesse de voltar ao mar. 
Decidiram mudar-se para o sul, de forma que ela pudesse esperá-lo em qualquer um dos portos em que fosse escalado para ancorar. 
A Sra. Colwyn e Daniela estavam morando em Portsmouth quando receberam a notícia da morte do capitão. 
Haviam alugado uma pequena casa mobiliada provisoriamente, pois de tempos em tempos eram solicitados a se mudarem para outras partes da costa. 
Após a morte do marido, a Sra. Colwyn sentiu-se incapaz de continuar vivendo próxima ao mar. Como poderia ficar observando os navios se aproximarem do porto, sabendo que nenhum deles estaria lhe trazendo o marido amado? 
DOWNLOAD

3 de fevereiro de 2012

Desafio Tentador











Do desejo à sedução Brooke Hammond atravessa o Atlântico, determinada a fazer progredir a fazenda que herdou na Louisiana. 


Existe apenas um obstáculo em seu caminho, um homem arrogante e diabolicamente encantador chamado Travis Montgomery, proprietário de metade da herança. 


Se Travis se casar e tiver um herdeiro no prazo de um ano, a fazenda será dele... a menos que ele se case com Brooke. 
Seduzir Travis e depois dispensá-lo deveria ser algo simples, mas o desejo alucinante que ele desperta em Brooke representa uma inesperada complicação... 
Travis transformou as terras abandonadas de seu pai numa fazenda produtiva, e mulher alguma irá apossar-se de sua propriedade. 
Tem início, então, um desafio de vontades na qual a tentação e beijos apaixonados são as armas escolhidas, e a entrega, o prêmio final. 
Mas para dois oponentes ferrenhos, vencer a batalha poderá significar perder aquilo que mais importa para ambos... 


Capítulo Um 


Brooke Hammond, Shannon McKinley e Jocelyn Rutland, de uma forma ou de outra, eram sobreviventes. 
Em pé no tombadilho ondulante do Flying Lady, as moças viam a costa americana aumentar de tamanho e imaginavam que aventuras as aguardavam naquela terra. 
Uma suave brisa morna soprou os cabelos de Brooke em seu rosto. 
Ela tirou o chapéu e os prendeu atrás das orelhas. 
Não que adiantasse muito, a menos que ela se mantivesse na mesma posição junto à grade do navio. Brooke relanceou o olhar para as amigas que a ladeavam. 
Estavam quietas demais. Imaginou se elas não diziam nada por medo de despertar do sonho maravilhoso de um novo início de vida. 
Brooke não permitiria que nada as impedisse de seguir em frente. 
Ela e as amigas não eram mais as moças ingênuas que haviam sido, aguardando, esperançosas, homens que lhes mudassem a vida. 
Bem, talvez Shannon ainda acreditasse que lá, em terra firme, havia alguém especial para ela, porém, era escocesa o que explicava suas noções românticas. 
E que homem não haveria de querer Shannon com sua alva pele macia e seus lindíssimos cabelos castanho-avermelhados? 
Mas Brooke não acreditava no amor. 
Pelo que tinha visto, homens e mulheres usavam-se mutuamente a fim de obter o que desejavam. E se uma mulher não tivesse dinheiro via-se forçada a depender dos outros. 
Lembrava-se muito bem de como era vagar pelas ruas de Londres sem ter um lar e não contar com dinheiro. 
Tal recordação ainda a fazia estremecer. 
Sabia o que era ser pobre e não queria nunca mais passar por tal experiência. 
Também não desejava depender de alguém para suprir suas necessidades. 
Ia construir algo na vida e jamais permitiria que homem algum se interpusesse em seu caminho. Na adolescência, alimentara visões de amor verdadeiro, mas não por muito tempo. 
Logo as tinha descartado, forçada pela realidade. 
Muitas vezes a vida não tinha sido como esperara, mas agora, seria. 
Esta era sua oportunidade de um novo recomeço. Brooke suspirou quando um bando de gaivotas passou voando e grasnando, trazendo de volta sua atenção ao presente. 
— Eu gostaria tanto que vocês duas fossem comigo para Nova Orleans — murmurou com um olhar tristonho para as amigas. 
As três tinham convivido nos últimos anos e se davam muito bem. 
Seria triste não contar mais com elas a fim de conversarem como faziam todos os dias. 
— Eu adoraria conhecer a fazenda, mas concordamos no início da viagem que cada uma de nós encontraria seu caminho — Shannon comentou em seu carregado sotaque escocês. 
— Mas foi muito simpático por parte do sr. Jeffries arranjar trabalho para mim numa chácara.
 DOWNLOAD

2 de fevereiro de 2012

Prazer Absoluto

A solitária lady Elizabeth Harcourt nunca se casou e deseja com desespero algo que dê sentido a sua vida. Encontra-o quando o azar a leva ao suntuoso estúdio do pintor Gabriel Cristofore que insiste em retratá-la, com o pretexto de fazer justiça a sua arrebatadora beleza. Elizabeth não demora a dar-se conta que o que Gabriel planeja tem pouco a ver com a pintura, pois sua verdadeira paixão é a arte da sedução.
Desde que a viu pela primeira vez, Gabriel soube que a pele imaculada e os lábios de rubi de Elizabeth prometiam um prazer absoluto ao homem que conseguisse conquistá-la. Inquieto, debate-se entre o imediato desejo de seduzi-la e adiar esse impulso o tempo necessário para conhecê-la em profundidade. Gabriel está a ponto de descobrir que não é tão fácil abandonar alguns romances. Sobre tudo, quando o coração de um patife foi capturado.

Capítulo Um

Londres, Inglaterra, 1812.
—Deliciosa. Na verdade deliciosa.
Elizabeth se deteve e inclinou a cabeça, escutando com atenção. Perto dela estava o homem que parecia estar cortejando a uma dama no meio do lotado vestíbulo do teatro. Tinha um acento pouco comum, quase exótico. Talvez fosse italiano ou francês.
—Esplêndida. Arrebatadora.
A voz voltou a ser ouvida, esta vez mais perto, e a jovem podia jurar que se encontrava exatamente detrás dela. Morria por virar-se e esquadrinhar o enxame de rostos para descobrir quem eram os apaixonados que tinham a audácia de demonstrar tanto afeto em um lugar público.
—Sua pele é como seda. Tão Lisa, tão suave.
Não cabia dúvida: ele estava imediatamente a sua esquerda. Ah! Se até podia sentir seu fôlego na nuca! O vestido da moça era soberbo, muito decote por diante e por detrás, e o ardente hálito do homem acariciou sua clavícula antes de escapulir-se por seu decote, assentando-se sobre seus seios de uma maneira desconcertante e perturbadora.
Embora o ar da lotada entrada estivesse viciado pela aglomeração dos corpos que avançavam para a escadaria e os camarotes, ela tremeu. Quem era ele? E quem era a mulher por quem estava tão apaixonado para arriscar-se a falar de maneira tão indecorosa em um lugar público?
Com cautela, olhou nessa direção, ansiosa por distinguir uma figura... e aí estava! A vaga silhueta de um homem alto e desconhecido, um torso esbelto vestido em um formal traje negro. Era a segunda semana de fevereiro, mas mesmo assim estava bronzeado, como se tivesse estado bronzeando-se.
Esforçou-se por desviar o olhar e o cravou na fila que se estendia frente a ela. Mas ele a tinha visto espiar! Quando riu, sua voz grave e sedutora a estremeceu. Morta de vergonha por ter sido surpreendida simulou concentrar-se na escadaria, que agora parecia inalcançável, a quilômetros dela. Um incômodo rubor avermelhou suas bochechas.
—Gloriosa beleza! — as pernas do homem roçavam suas saias— por favor, me diga seu nome, assim, se perecer neste instante, morro feliz.
O sotaque estrangeiro a perturbou. Estava falando com ela? Desconcertada, olhou a seu redor, procurando em vão a acompanhante do desconhecido. Havia dúzias de mulheres pulverizadas pelo vestíbulo, entretanto, nesse preciso momento, Elizabeth estava rodeada de homens. Surpreendeu-se ao notar que ela era a única mulher a quem lhe podia estar falando.
Que canalha! O que se acreditava, abordando a dessa maneira? Procurou algum rosto familiar, o de seu pai ou algum outro conhecido, que a resgatasse, mas não havia nem um amigo à vista. Embora esperasse que ninguém a visse falando com ele, voltou-se bruscamente para enfrentá-lo e afastá-lo com um olhar feroz. Mas, para seu horror, quando topou com seu rosto, sentiu-se incapaz de expressar até o menor rechaço.
Era realmente formoso. Seu cabelo reluzia à luz das velas. Tinha-o penteado para trás, o que acentuava seu nariz aristocrático, seus lábios plenos, sua pele bronzeada. Resplandecia. Os traços harmoniosos de seu rosto tentavam a qualquer artista a retratá-los na cúpula de uma catedral ou esculpi-los em mármore.

30 de janeiro de 2012

Além da Paixão

Kate Duncan concorda em ajudar sua jovem prima a encontrar um marido, ela pretende usar uma poção de amor de um farmacêutico para seduzir o famoso Marcus Pelham.
Marcus vive rodeado de numerosas damas dispostas a compartilhar sua cama.
Entretanto, nada o excitou tanto como a imagem de Kate observando-o.
Marcus tenta divertir-se um pouco com Kate, bebe o elixir e perde o controle cada vez que se aproxima dela.
A travessura acaba quando ele percebe que a atração que sente por Kate é selvagem e real.
Enquanto a ensina na arte da sedução, ele se apaixonará perdidamente pela primeira vez

Capítulo Um

Londres, Inglaterra, 1813…
- Uma poção de amor? -  brincou Kate Duncan. - Diga que é uma brincadeira, por favor.
- Não, não é.
- E o que imagina ganhar?
Lady Melanie Lewis, sua prima longínqua, de dezesseis anos, respondeu com rebeldia:
- O que você acha? Quero que Lorde Stanford se apaixone por mim.
Kate logo mal pôde conter as gargalhadas.
- Lorde Stanford? Apaixonar-se? - exclamou.
- Sim.
Kate respirou profundamente para tentar acalmar-se.
- Onde a conseguiu?
- Um farmacêutico vendeu-me. Melanie se inclinou para frente e acrescentou sussurrando: - O homem assegura que é extremamente forte, assim devo ser prudente e administrá-la de forma adequada; do contrário podem aparecer conseqüências imprevisíveis.
- Que tipo de conseqüências?
- Se não agir com cuidado, duas pessoas que não se dêem poderiam sentir-se atraídas, e isso seria catastrófico.
Kate olhou o teto com desdém.
- Melanie, não pode acreditar que esta beberagem seja autêntica.
- Por que não seria?
- As poções mágicas não existem!
- Pare! Isso demonstra o pouco que sabe. Paguei uma fortuna por esta. Tem que ser autêntica.
Kate segurou o frasco contra o abajur e o sacudiu levemente. Viu que continha um líquido escuro e teria apostado seu último níquel que se tratava de vinho tinto.
- O que é exatamente o que devo fazer? - perguntou.
- Tem que dar-lhe pouco antes da minha entrevista com ele. Ponha no brandy ou na sopa, sem que ele veja, é obvio.
- É obvio…
- Amanhã pela tarde, quando nos apresentarem, seria o momento ideal. Quero-o encantado desde o começo.
- Encantado?
- Sim.
Kate suspirou. Durante anos tinha sido dama de companhia de Melanie, e também sua tutora, instrutora e guardiã. Não era a primeira vez que a ouvia dizer uma série de bobagens, que a via engendrar idéias estranhas e insensatas, mas esta era, com certeza a mais extravagante.
Para todos, Marcus Pelham, de trinta anos, Conde de Stanford, era uma uva sem semente, frio, libertino e distante. O anseio de Melanie para deixá-lo apaixonado perdidamente era uma loucura. Não, era mais que uma loucura: roçava a demência. Teria ela enlouquecido?
Marcus Pelham jamais amaria Melanie. Pusesse a beberagem em sua comida ou não, ele jamais ia apaixonar-se.
Sem dúvida, Melanie conhecia os limites e as repercussões de um matrimônio aristocrático. Sua mãe Regina, mostrou-lhe todos os detalhes. Se Lorde Stanford escolhesse Melanie como prometida, seria pelos motivos habituais: dinheiro, propriedades, alianças familiares.
O carinho não desempenharia nenhum papel.
- O momento em que o faça é crucial - prosseguiu Melanie. - Tem que falar com o serviço para saber quando e onde é mais provável que ele…

Filha Do Sol







Seu nome agora é Filha do Sol. 


Precisa esquecer o passado e também o futuro com Jamie, planejado numa tarde quente de paixão. Prisioneira de índios, Tess Stuart será obrigada a casar-se com o chefe de uma tribo Apache. 
Ele se encanta com a beleza de Tess e aceita o desafio de domar um espírito rebelde. 
Mas a esposa de um líder precisa ser pura.

Sua fúria não conhecerá limites se descobrir que ela pertenceu a outro homem... um branco como todos os que dizimaram sua família. 
Um tenente da Cavalaria Americana que moverá céus e terras para ter de volta a mulher amada! 


Capítulo Um 


A oeste do Texas, 1870 
Jamie Slater puxou as rédeas do garanhão ruço. Semicerrou os olhos cinzentos e penetrantes, mirando o Oeste para onde o sargento Monahan apontava. 
Além das dunas e das salvas, chamas vermelhas rompiam a harmonia do azul-celeste em meio a uma parede negra de fumaça. 
— Índios... — balbuciou Monahan. À direita do tenente, Jon Pena Vermelha se retesou. Jamie observou o amigo. 
Alto, forte, de olhos verdes e feições marcantes, o descendente da tribo dos pés-pretos há muito vivia afastado de suas origens. 
Graças à riqueza do avô inglês, havia recebido uma educação esmerada, chegando até mesmo a frequentar a Universidade de Oxford. 
Ainda assim, era um dos melhores rastreadores da região. 
E sua expressão confirmava: algo estava muito errado. 
Os apaches odiavam o homem branco. Os comanches o detestavam; e não se ignorava a determinação da grande nação sioux em guerrear por toda a terra que lhes fora tomada por colonizadores inescrupulosos. 
Por intermédio de Jon, Jamie viera a conhecer bem os comanches. 
Jamais fora logrado por um deles. Porém não cometia o desatino de considerá-los dóceis.
— Vamos ver o que é isso — suspirou. Endireitou o corpo sobre a sela e voltou-se para a linha de quarenta e dois homens sob seu comando: 
— Avante, sargento! E depressa! Monahan repetiu a ordem aos brados. 
Jamie estalou as rédeas sobre o dorso do cavalo e o animal disparou com graça. 
Chamava-se Lúcifer. E o nome lhe caía bem. 
Era bravio e ágil como poucos. 
Essa era uma das vantagens da Cavalaria americana, refletiu, enquanto cavalgavam em direção à duna que semiocultava o fogo: oferecia bons cavalos a seus homens. 
Não tinha contado com esse prazer junto aos Confederados, já que a Secessão abatera grande parte das montadas. Agora a guerra estava terminada havia quase cinco anos. 
E, por ironia, usava um uniforme azul... do mesmo tipo no qual passara anos atirando. 
Ninguém, muito menos seus irmãos, tinha acreditado que ele, Jamie, duraria mais que um dia na Cavalaria. Não depois da Guerra Civil. 
Mas havia gostado daquela vida passada na sela, ao longo das planícies, lidando com índios. Muito mais do que testemunhar o que se havia feito do Sul. Aquele era o Oeste do Texas, e as retaliações da guerra não eram as mesmas que no extremo Sul. 
Lá, por todos os cantos das cidades e vilarejos, podiam-se ver homens em farrapos; muitos aleijados mancando sobre muletas. 
Desamparados e abatidos, tinham sido obrigados a se render nos campos, depois forçados a situações que nem sequer podiam entender: impostos exorbitantes, ianques no lugar dos xerifes... A guerra fora horrenda. 
Mesmo depois de terminada. Existiam bons ianques. Tinha consciência disso. 
Não culpava os bons pelo que acontecia. 
Culpava a ralé, os exploradores. Apreciava o próprio trabalho porque gostava, honestamente, de grande parte dos comanches e outros índios com os quais convivia. 
Estes pelo menos ainda guardavam algum senso de honra. 



Irmãos Slater
1- O Forasteiro 
 2- Rides a Hero
3- Filha do sol

Desonra E Delito



Perigoso como o pecado... 

Quando era pouco mais que uma menina, Bethany Munro se apaixonou perdidamente pelo atraente Ian Rockwell. 
Mas Ian teve de partir numa missão para a Coroa, e ela foi forçada a enterrar aquele sentimento bem fundo dentro de seu coração... 
Até uma noite enluarada, anos depois, quando ela o avista num salão de baile, e toda a paixão que um dia sentiu vem à tona. 
Agora, no entanto, Bethany tem seus segredos... ...Tanto quanto Ian. Ele leva uma vida perigosa e é suspeito de um crime que não cometeu. 
Ele não podia imaginar que a mocinha ingênua que conheceu anos atrás fosse aquela beldade que tinha agora diante dos olhos, muito menos que seria ela quem o ajudaria a provar sua inocência. 
Entretanto, num mundo de fascínio e intrigas, no qual nada é o que parece, um perigoso jogo de sedução logo se transforma numa noite de pecado, e Ian e Bethany descobrem que, ainda mais perigosos do que a atração e o desejo, são o amor e a paixão... 

Capítulo Um 

Inglaterra, 1876 
A alegria e o entusiasmo de Bethany Munro terminaram no momento em que Ian Rockwell passou sob o arco da porta. 
Como se a nevasca lá fora invadisse o salão de baile, murmúrios elevaram-se das pessoas que rodeavam a mesa do requintado banquete junto à parede dos fundos. 
Numa visão espetacular, todo vestido de preto, os ombros largos emoldurados pela elegante casaca, ele entrou no recinto com uma graciosidade máscula, um sorriso rápido exibindo as covinhas, o olhar reservado apenas à mulher apoiada em seu braço. 
Bethany sentiu a respiração presa sob o espartilho. Desde que se aventurara para longe da vida campestre, dois anos atrás, ela havia aprendido depressa que o mundo estava crivado de tentações. 
Porém, nunca cedera a nenhuma delas, pois a fantasia amorosa com um único homem a perseguia e parecia marcar-lhe o futuro. 
E, agora, ali estava ele com a linda condessa Dermott a seu lado. Atencioso, ele saudava o anfitrião e, sem saber ainda, reentrava em sua vida. 
Observou-o mover-se, um homem à vontade no ambiente refinado da aristocracia. 
Fazia três anos que Bethany não via Ian, e não esperava revelo. 
Seus cabelos castanhos exibiam um penteado perfeito no alto da cabeça, o vestido de seda e tule azul-celeste era mais uma joia em seu figurino elaborado. 
Imaginou se Ian a reconheceria ali, entre tantas pessoas. 
Então, a apreensão crescente dominou a excitação inicial, pois ele estava em Whitley Court, um lugar muito perigoso para ambos, e o último onde gostaria de encontrá-lo. De repente, Bethany desejou desaparecer dali. 
Enquanto refletia se teria coragem de ir embora, o olhar de lan a encontrou e fitou-a. Bethany ficou imóvel e rígida feito uma estátua de gelo. 
Com uma leve hesitação, o olhar de lan prendeu o seu, a expressão sombria e determinada. Então, a mulher apoiada no braço dele disse algo e o breve contato visual se desfez. 
Com um sorriso no rosto atraente, lan curvou a cabeça para ouvir sua acompanhante. 
Tudo havia ocorrido nos últimos dez segundos como se Bethany houvesse apenas imaginado o lampejo nos olhos verdes dele ao vê-la. 
Mas lan mal tinha notado sua presença.
DOWNLOAD

Uma Loba na Corte

Trilogia De Warenne
A filha de Jory de Beauchamp e amiga da rainha Isabel, a bela e corajosa Brianna de Beauchamp está comprometida com Lincoln Robert de Warenne, mas anseia uma paixão mais profunda. 
Quando conhece o sombrio e temível Wolf Mortimer 
— um homem que possui o dom da clarividência— sente o irresistível impulso de entregar seu corpo ao desejo.
Quando Roger Mortimer, pai de Wolf e amante da rainha, é encarcerado na Torre de Londres, Brianna se lança em uma série de aventuras que não só revolucionam seu coração mas põem em perigo a vida do homem que poderia ser seu destino. 

Comentário revisora Sandrinha: Gosta de história? Aventura? Drama? Mistério, traições e muito romance? Esse livro tem tudo o que um bom livro de romance histórico deve ter. Amei. Nosso herói “meu lobinho duro como mármore”... entenderam né? “ Meu! ” nem vou comentar... a mocinha é fofa e esperta demais. Recomendo! As românticas vão suspirar! Boa leitura. 


Capítulo Um 

—Não posso acreditar que já seja uma mulher, Brianna de Beauchamp. —Quando vi você pela última vez em Warwick, há quatro anos, era ainda uma menina — Roger Mortimer tomou as mãos da jovem e a beijou na testa. 
Logo se separou um pouco para observá-la com atenção. —Estava presente quando nasceu e nunca imaginei que aquela criaturinha frágil e pequena pudesse se transformar nesta deliciosa beleza que tenho ante a meus olhos. 
Brianna levantou os longos cílios e sorriu para o bonito Mortimer. 
Era, sem dúvida alguma, o homem mais formoso que tinha visto em sua vida. 
O coração começou a pulsar rapidamente. 
Seu irmão mais velho Rickard, estava casado com a irmã de Roger, Catherine e era um dos capitães do exército de Mortimer. 
—Seus olhos podem derreter corações de pedra e dobrar ao homem mais rude — disse Mortimer com absoluta sinceridade. Brianna tinha olhos de cervo, marrons, expressivos e emoldurados por grossos cílios com pontas douradas. 
—Minha mãe não percebe que já sou uma mulher e meu pai tampouco. Pensam que, aos dezesseis anos, ainda sou uma menina. 
—Que bobagem! Eu casei aos quatorze e fui pai aos quinze. Sua mãe assistiu meu casamento.
—Você teve o menino Edmund aos quinze anos? —perguntou Brianna assombrada. Roger jogou a cabeça para trás e sorriu. 
—Edmund não gostaria de saber que o chama "menino". Hoje é um homem de vinte e um anos e seu irmão, Wolf tem vinte. Protegem Gales quando eu estou na Irlanda. 
Os olhos de Brianna se acenderam com curiosidade. 
—Wolf? —Faz alguns anos que encontrou um filhote de lobo perdido e o criou. Após o apelidamos Wolf — Mortimer sorriu e sacudiu a cabeça. 
—Não posso acreditar que tenha passado dezesseis anos desde aquela noite em Windrush. "Nasci em Windrush? por que diabos não nasci no castelo de Warwick?", perguntou-se Brianna. Seus pensamentos se interromperam pela chegada de sua mãe. 
A elegante condessa de Warwick entrou exultante de energia no salão. 
Encontrou-se com um servente que levava dois jarros de cerveja para o convidado. 
—Bem vindo, Roger! Estou encantada de vê-lo novamente; — a condessa ofereceu um dos jarros de cerveja a Mortimer e levantou o outro para levá-lo diretamente a seus lábios. 
— Lady Mortimer não está com você? —Não, ficou na Irlanda. Lá tem vastas posses e leva uma vida muito agradável. Acredito que prefere a Irlanda a Gales.
—Suas vitórias na Irlanda já são legendárias. Rickard nos escreve com regularidade e nos mantém informados. É incrível. Ao vê-lo, nota-se imediatamente que é um herói. 
 Um ano depois da vitória de Robert Bruce sobre o jovem rei Eduardo e o exército inglês em Bannockburn, o rei da Escócia enviou seu irmão Eduardo a Irlanda para libertá-la do jugo inglês.
O rei da Inglaterra, por sua vez, escolheu Roger Mortimer, o mais feroz de seus lordes de Gales, para sufocar a rebelião do povo irlandês. Mortimer era um exímio líder militar e em quatro meses conseguiu recuperar Dundelk e logo conquistou Ulster. 
Nos últimos quatro anos permaneceu ali desempenhando o cargo de juiz supremo da Irlanda. Roger sorriu, enquanto seus viris olhos cinzentos estudavam cada detalhe da bela condessa. 
—Tem uma grande habilidade para adular um homem Jory, a ponto de fazê-lo sentir-se um grande conquistador — beijou a mão da condessa. 
—Seu marido tem uma sorte diabólica. Jory de Beauchamp revirou os olhos. —Chegou o diabo. 

Trilogia De Warenne
1 - Um Ano e Um Dia
2 - Infame
3 - Uma Loba na Corte
Trilogia Concluída

Seduzida pelo Highlander

Série Highlanders
No amor e na guerra 

O poderoso Laird Lachlan MacDonald conquistou tantos homens no campo de batalha como as mulheres no quarto, onde é praticamente imbatível. 

Mas um encontro desafortunado com uma bruxa sedutora o amaldiçoou para sempre. 
Agora, quer encontrá-la novamente ... 
Em perigo e desejo Lady Catherine é uma moça bonita de origem nobre ou plebeia, ela não sabe. 
Sofrendo de amnésia, está desesperada para encontrar a verdade sobre quem realmente é ... ou, pelo menos, encontrar alguém que inspire uma memória intensa ou emoção. 
Quando põe os olhos em Lachlan MacDonald, Catherine tem um sexto sentido de que ele pode desbloquear a chave para seu passado e talvez até o seu coração. 
Mas como ela poderia saber que a paixão que desperta no coração deste guerreiro poderia consumi-los e destruir a ambos? 
Comentário revisora Maristela: Mais um super super lançamento!! A historia é comovente, e merece os melhores elogios. Um romance lindo, com cenas bem picantes que vão deixa-las, louca por um pedainho do nosso herói!!! que todas tenham uma ótima leitura!! 

Capítulo Um 


Solar de Drumloch, Fronteiras escocesas, Outubro de 1721 

Do diário da senhora Catherine Montgomery. 
Eu decidi que hoje, já que o tempo está bom, vou escrever a minha primeira entrada no círculo de pedras. Eu não posso explicar, mas algo sobre este lugar me conforta, e eu preciso muito de conforto. Foram quatro meses desde o meu retorno. 
Apesar de que retorno não é a palavra adequada para o que aconteceu. 
Ainda não me lembro nada da minha vida de antes, apesar dos muitos esforços do médico e das tentativas incansáveis de me curar. 
O médico está ao mesmo tempo perplexo e entusiasmado, e estou começando a pensar que ele ficará desapontado se me curar da minha doença. 
Ele franze a testa para mim quando digo isso, mas sinto como se meu espírito estivesse no lugar errado, como se eu tivesse tomado posse do corpo de outra mulher e tomei tudo o que ela tinha como se fosse meu. 
Eu me sinto como uma charlatã, e às vezes me pergunto se é isso que sou, uma impostora, embora minha Avó e meu primo John me assegurem diariamente que sou ela. Lady Catherine Montgomery. 
Filha de um conde escocês. Uma mulher que desapareceu há cinco anos. 
 Dizem que meu pai foi um herói de guerra, e que morreu lutando pelos escoceses na rebelião recente (do lado dos jacobitas, que eu supostamente apoiei apaixonadamente). 
Não me lembro de nada disso. Tudo o que sei de mim é o que me foi dito, e o que experimentei desde a primavera, quando fui descoberta por um fazendeiro na Itália, escondida em uma barraca vazia, com fome e tremendo. 
As Freiras me levaram, e de certa forma, renasci naquele convento, trouxeram-me de volta a saúde, questionaram-me incansavelmente e, finalmente, identificaram-me como a herdeira de Drumloch, há muito desaparecida. Sou realmente ela? Eu não sei. 
Os retratos de Catherine Montgomery mostram uma menina gordinha e muito jovem. 
Não sou nem gorda, nem tão jovem. 
Faltam seis semanas para o meu vigésimo quinto aniversário, eles me disseram. 
E não sou mais inocente. O médico do convento confirmou. 
Eu não sei como me sentir sobre isso. Às vezes, me perturba, quando imagino o que não me lembro. Em minha mente, ainda sou virgem. 
Eu também sou muito magra, motivo pelo qual alguns dos servos não me reconheceram. 
Todos eles concordam que eu tenho o mesmo cabelo de Catherine, um tom bastante incomum de vermelho, mas, além disso, alguns deles acreditam que não faço nada como ela. 
Eles foram imediatamente demitidos. 
Mas e se eles estiverem certos? Às vezes sinto como se minha avó estivesse escondendo algo de mim. Ela diz que não é assim, mas eu suspeito. 
Será que alguma parte dela precise simplesmente acreditar que eu sou sua neta, mesmo sabendo que não sou? Afinal de contas, ela já perdeu seu filho, o herói de guerra que foi meu pai. 
Eu sou tudo o que restou dele. 
Se sou, de fato, a herdeira. 

Série Highlanders
0.5 - O Rebelde
1 - Capturada pelo Highlander
2 - Reivindicada pelo Highlander
3 - Seduzida pelo Highlander
4 - Return of the Highlander
5 - Taken by the Highlander

Lições De Sedução






Nenhuma dama de verdade deveria ter lições com uma cortesã… 

Brianna, a jovem esposa de Colton Northfield, quinto duque de Rolthven, é a encarnação da noiva perfeita. 

O que diria então a sociedade se a vissem com uma cópia dos conselhos de lady Rothburg, as lições de cabeceira de uma cortesã? 
Quando sua inocente esposa se transforma de repente em uma desavergonhada na cama, o recatado duque fica completamente atônito com seus poderes de sedução. Seguir o conselho de uma cortesã poderia trazer problemas… mas levará Brianna a conseguir seu maior desejo: o amor de seu marido? 

Comentário revisora Ana Júlia: O livro é leve, gostoso de se ler, sem muitas emoções. Uma recém casada que tenta através dos conselhos de uma ex cortesã conquistar seu marido e a melhor amiga desta que usa seus conselhos para conquistar o cunhado da amiga... Duas mocinhas que sabem o que querem e conseguem... 


Capítulo Um 


Os homens desejam nos entender, mas só em um sentido muito abstrato. 

Segundo eles, a volatilidade de nossas emoções nos converte em criaturas muito complicadas para poder nos compreender totalmente. 
Devo admitir que até certo ponto eles tem razão. 
Os homens enfrentam à vida de um modo muito direto. Algo que nos convém lembrar em nosso proveito. As mulheres, por sua vez, entendem-se muito bem entre si. 
“Do capítulo intitulado Sua realidade frente a nossas ilusões” 
O sol da tarde penetrava através das cortinas e seus raios caiam sobre o luxuoso tapete. As vidraças estavam abertas para os jardins e o aroma das rosas em flor perfumava o ar. Rebecca Marston, sentada na frente de Brianna, levantou uma sobrancelha. 
 —Parece estranha, Bri — disse com ar suspeito. — Está escutando a conversa pelo menos? 
 —Eu penso o mesmo — interveio Arabella Smythe, condessa de Bonham. 
Pequena e bonita, ela estava sentada em uma poltrona de tapeçaria requintada, com sua cabeleira de ébano preso em um recatado coque na nuca e a mesma pergunta escrita em seus encantadores olhos escuros. 
— Parece muito distraída. —Serio? — para Brianna pareceu impossível fingir inocência e pôs-se a rir. 
Suas amigas, reunidas na sala informal de Arabella para tomar o chá e conversar, tinham muita razão. 
Já fazia um tempo que perdera o fio do bate-papo sobre as últimas tendências da moda. 
A noite anterior havia sido um... Êxito. 
Ela inclusive a qualificaria de revelação. 
Como diabos podia pensar nisso sem sorrir? Bem, era impossível. 
 —Sim. Estranha como um gato que comeu o canário. 
 DOWNLOAD










A Máscara Da Traição









Jacqueline Holt desafiou abertamente a brilhante sociedade da Filadélfia. 


A beleza escandalosamente independente defendeu sua causa de forma perigosa e proibida, mesmo diante do maravilhoso estranho que ameaçava seu segredo e o seu coração. 
Dane Westbrooke nunca fugiu de um desafio. 
Nasceu como um nobre inglês, mas abandonou tudo para se tornar um federalista convicto e membro do círculo íntimo de Alexander Hamilton. 
Porém, agora, seu desejo incontrolável por Jacqueline Holt estava colocando em jogo sua razão, mas ele jurou tê-la, apesar de toda a evidência que o levava a crer que ela era uma traidora de seu país. 
Dividido entre a honra e o desejo, a lealdade e a traição poderia ele forjar seu próprio destino em nome do amor? 
DOWNLOAD

27 de janeiro de 2012

O Despertar da Paixão


O Casal Perfeito 

A alegre e espontânea Christobel Smyth é filha de um cavalheiro, enquanto o orgulhoso e taciturno John Leyden vem de uma família simples. 
Os dois não poderiam ser mais diferentes entre si, e no entanto, quando uma paixão alucinante explode entre ambos durante uma festa, Christobel percebe que aquele homem pode ser seu par perfeito, em todos os sentidos... 
Lições de Prazer
Recém-casada com seu amado James, Sarah Hood deveria estar radiante de felicidade... mas a proximidade tão íntima com um homem a deixa ansiosa.
James, porém, pretende despertar Sarah para o esplendor de dar e receber prazer, e solidificar uma verdadeira união de corpo e alma... 

Capítulo Um

 Ele se parece com o Sr. Rochester e... e... — Christobel procurou um exemplo literário adequado — ...e o Sr. Darcy, tudo embrulhado em um pacote ameaçador e arrogante. 
— Sim, era exatamente isso. — Sem as características positivas, é claro — acrescentou com um suspiro. — Ora, vamos, Christobel — repreendeu a mãe. 
— Não seja tão dramática. O Sr. Leyden não é tão mau assim. — Ela fez uma pausa, mordendo o lábio inferior, como sempre fazia quando assumia uma atitude dissimulada. Christobel lançou um olhar significativo à mãe. 
— Não é? — Bem, mesmo se fosse — amenizou ela. — É primo de Jasper, e você deve aturar a companhia dele de boa vontade. Não quero que fique agindo como uma criança malcriada. 
— Eu sempre tratei o Sr. Leyden com gentileza, mamãe. Mas pelo amor de Deus, a senhora há de convir que ele é terrivelmente enfadonho! Ao longo dos anos, desde que haviam se conhecido, Christobel tentara enxergar além das deficiências de John Leyden, de seus silêncios assustadores e atitude arrogante, tudo isso somado à descendência plebeia e uma leve, porém perceptível, claudicação, a fim de encontrar algo que pudesse admirar. 
No entanto, por mais que tentasse, jamais descobrira qualquer traço em seu caráter que despertasse um mínimo de interesse. 
Isso fora sempre um enigma para Christobel, pois o Sr. Leyden era exatamente o tipo de espécime que normalmente a atraía. Nunca conseguia passar por um cão faminto ou um pássaro com a asa quebrada sem se compadecer da pobre criatura, sem cuidar dela e confortá-la da melhor forma que pudesse. 
No entanto, pelo Sr. Leyden, o primo mais dedicado de seu cunhado, ela não conseguia sentir mais do que uma vaga irritação. 
Talvez, pensou Christobel, isso se devesse ao fato de o Sr. Leyden deixar evidente sua desaprovação com relação a ela. 
Quantas vezes sofrera sob o escrutínio daquele homem, quando, com uma sobrancelha levantada em sinal de censura, ele a observava rir e coquetear do outro lado do salão? 
Como se tais atitudes não fossem adequadas a uma jovem dama de sua estirpe. 
Christobel respirou fundo enquanto observava, através da janela do trem, as cores do outono formar uma gloriosa paisagem vermelha e dourada. 
O que mais uma moça solteira poderia fazer em uma festa, senão flertar e se divertir? 
Ela meneou a cabeça, alisando distraidamente as pregas da saia e desejando que o trem a levasse a qualquer lugar que não fosse a casa de Edith e Jasper, e para bem longe da companhia indesejável do Sr. Leyden. 
— Não faça carrancas, querida. Não é bom para a pele. Christobel voltou-se para a mãe, que estava sentada à sua frente, naquele compartimento do trem. 
Ao lado dela, estava Simpson, com a cabeça pendida para um lado enquanto cochilava e ressonava baixinho. 
— Como ela consegue dormir tão pesado com todo esse barulho e movimento em volta? — perguntou a mãe, sorrindo.
Sua mãe tão querida, que nunca fazia cara feia, nunca perdia o bom humor, mesmo após o infortúnio que se abatera sobre elas desde a morte do pai. 
Na realidade, ela encarara com um sorriso a dívida incomensurável e a quase ruína financeira que o pai lhes deixara. 
O sorriso da mãe não esmoreceu nem mesmo quando foram forçadas a vender a mobília e mudar das únicas casas que Christobel havia conhecido, a adorável casa de campo em Surrey e a residência em Wickham Road, na capital. 
E agora estavam reduzidas àquilo. Apartamentos alugados em Londres na temporada de verão e viagens entre as casas das três irmãs durante o resto do ano. 
A única criada que lhes restara fora a sempre leal Simpson, que costumava trabalhar como babá, e agora servia como camareira, arrumadeira e, algumas vezes, cozinheira, pelo menos quando estavam em Londres. 
A situação era, no mínimo, humilhante, quase o bastante para fazer Christobel desejar se casar apenas para ter um lugar para chamar de lar. 
Não que tivesse muitas opções quanto ao futuro. Ela poderia se casar ou continuar a ser a irmã solteira, forçada a contar com a caridade das outras e de seus respectivos maridos. 
Christobel não era inteiramente avessa ao casamento. 
Mas seus recursos haviam se tornado muito escassos após a morte do pai. E assim, não puderam custear uma verdadeira temporada para ela. 
Não após os gastos com os casamentos de suas três irmãs. 
Por fim, ela se tornara quase complacente. Acostumara-se à companhia da mãe. 
As duas haviam construído uma rotina confortável. Além disso, nenhum homem que ela conhecia a havia inspirado a mudar o curso de sua vida. 
— Quem você acha que Edith convidou este ano? — perguntou a mãe. — Ela é sempre tão astuta com a lista de convidados... 
— Astuta? — Christobel não pôde deixar de rir. — Ela é uma bruxa. Isso é o que ela é. Quase uma mercenária. A mãe assentiu com um sorriso de satisfação no rosto. 
— Encontros bem-sucedidos que levaram a três casamentos, três anos seguidos. Sua irmã está se tornando uma lenda. 
— Deve haver uma utilidade melhor para esses talentos — retrucou Christobel, mordaz. 
Em seguida se arrependeu do comentário. 
Afinal, o que mais poderia fazer sua irmã para se manter ocupada, vivendo naquele lugar longínquo ao norte, onde a companhia da sociedade era escassa? Pobre Edith! 
 DOWNLOAD

25 de janeiro de 2012

Donzela Rebelde

Inglaterra, 1208 


Para escapar de um casamento indesejável, lady Elsbeth fugiu da fortaleza de seu tio para um convento, acreditando que lá estaria segura. 
Ela jamais poderia imaginar que seria raptada por um monge, que logo se revelou como um dos cavaleiros de seu tio, incumbido de levá-la de volta para casa. 
0 arrogante Roger de Angelsey era tudo que Elsbeth desprezava em um homem, mesmo sendo mais atraente do que ela gostaria de admitir... 
Afugentar os ladrões que rondavam St. John's Wood era uma tarefa bastante desagradável, antes de Roger conhecer Elsbeth. 
No entanto, quando ele a devolveu ao tio, ficou surpreso ao se deparar com o rei na fortaleza, e a si mesmo numa posição de honra. 
Seu plano para proteger a segurança do castelo seria recompensada, nada mais nada menos do que uma noiva... Elsbeth! 
Conquistar a simpatia daquela donzela rebelde seria uma batalha ingrata... até Roger descobrir que desejava conquistar seu coração... 


Capítulo Um 


St. John 's Wood, 1208 


Elilsbeth sentou-se num tronco de árvore e contemplou a floresta à volta. Sombras e o solo salpicado de detritos era tudo o que via. 
— Milady, será que as feras irão nos devorar agora? — Grethna perguntou com os olhos arregalados. 
Elsbeth olhou com ar de reprovação para a criada. Grethna acompanhava a jovem dama desde que esta ficara órfã e tinha ido viver sob a proteção de tio Corwin. 
A princípio, Elsbeth relutou em trazê-la nessa aventura, mas foi com a ajuda preciosa da velha criada que conseguiu burlar a vigilância do tio e escapar de casa. 
No entanto, estava tão difícil suportar a presença de Grethna quanto o assalto que haviam sofrido pouco antes na estrada. 
— Não, não vamos ser devoradas por animais selvagens — Elsbeth tranqüilizou a trêmula acompanhante. — Oh! Que barulho foi esse, milady? — Grethna questionou, assustada, tentando descobrir de onde vinha o ruído. 
— Aqueles bandidos devem estar voltando para cá. Elsbeth endireitou-se. 
Um arrepio a percorreu, mas não podia deixar transparecer o quanto também estava amedron¬tada, senão a coitada da criada cairia no choro mais uma vez. 
Demonstrando uma força e coragem que não possuía, esboçou um sorriso. — Grethna, não acredito que os bandidos voltem. Levaram tudo o que possuíamos. E não há animais selvagens neste bosque — falou com voz calma. — Se não são os bandidos, devem ser fantasmas. Existem histórias de espíritos e coisas horríveis em St. John's Wood. — Ora, já encontramos o que há de mais horrível por aqui. São de carne e osso, roubam e saqueiam nas estradas do rei — Elsbeth disse com aparente despreocupação, mas seus pen¬samentos eram aterrorizantes ao olhar a floresta escura ao redor. Com angústia, lembrou-se da carroça que os bandidos haviam levado e a falta que faria. — Tem certeza? — Grethna sussurrou. — Acredite em mim. Por aqui, existem veados, doninhas e javalis. Não há dragões, serpentes venenosas nem fantasmas. O ruído de galhos e folhas secas sendo pisados a interrom¬peu. Ela olhou para trás, para a escuridão das altas árvores. Será que os ladrões iriam atacá-las novamente? O conven¬to a aceitaria se perdesse a castidade? Ela não era muito de¬vota, mas havia resolvido se tornar freira quando tio Corwin falara do interesse do rei em arranjar casamento entre seus intempestivos barões e as jovens ricas do reino. A maioria das herdeiras da idade de Elsbeth já estava casada. Ela sabia que não ficaria solteira por muito tempo. Se não fosse à Abadia de Lambeth, seria tratada como um animal reprodutor e mor¬reria jovem. Esse não era o destino que havia imaginado para si mesma. Tio Corwin, seu tutor, era um homem bondoso. Fazia as vontades da sobrinha sempre que possível, no entanto era um súdito leal. Se o rei desse a mão de Elsbeth a um de seus velhos cavaleiros, o tio se sentiria obrigado a entregá-la ao noivo para ser desposada no prazo de quinze dias. Era apenas uma donzela sem qualquer direito sobre si mesma. Nessas circunstâncias, sua única saída seria fugir e assegurar o próprio futuro. Acreditava que o casamento de¬veria ter o consentimento da noiva e contar com a afeição do casal, e não apenas ser um meio de unir propriedades e laços de sangue. Era mais do que alguém capaz de gerar um filho e satisfazer a necessidade de um herdeiro para o marido. Todavia, seria uma questão de tempo até que o rei John ficasse sabendo de seu rico dote. O Castelo Amberley, he¬rança da família da mãe de Elsbeth, certamente atrairia um barão rebelde. Sua opinião na escolha do marido não seria ouvida, e ela nem ao menos queria um. Passou muitas noites acordada, pensando no seu destino. Sem dúvida, preferia viver ajoelhada, rezando, a ser submissa a um rude cavaleiro. Tremeu só de imaginar. — Oh, se ao menos os ladrões não tivessem levado seu casaco de peles, milady. Vai morrer de frio, e o que será de mim? Seu tio não se importará comigo quando milady estiver morta e enterrada. — Fique quieta, Grethna, e use a cabeça. Não fomos estu¬pradas nem assassinadas, portanto tivemos muita sorte. Não vou lamentar a perda de um casaco quando o meu baú foi levado. Ali estava o dote para que eu fosse aceita na Abadia de Lambeth. A criada abaixou a cabeça, envergonhada. De repente, o silêncio tomou conta da floresta. Não se ouvia sequer um animalzinho correndo nem um pássaro cantando. Grethna se aproximou de sua ama. Elas se abraçaram, armadas apenas com facas de mesa e sua tênue coragem. — Não é tarde demais para voltar para a casa de seu tio, milady — a criada sussurrou. — Ele a perdoará com certeza. — Nunca! — Elsbeth levantou a cabeça e cerrou os den¬tes. — Fiz um juramento a Deus e não vou voltar atrás. Não serei negociada como um carregamento de lã. — Sua devoção a Deus é bastante conveniente — repli¬cou Grethna. — O que quer dizer? — Elsbeth ficou chocada com a audácia da criada. — Acho que milady pretende entrar para o convento só para continuar donzela — Grethna grunhiu. Elsbeth sentiu o rosto queimar. Por mais que relutasse em admitir, tinha fugido por medo, não pela fé. — Mais do que isso, Grethna. Não sou mercadoria; não quero ser propriedade de um homem. Vou entrar para o con¬vento, sim. E creio que Deus não vai se importar com os meus motivos, mas sim com minha obediência e lealdade. — Tem razão, milady — Grethna sussurrou num tom mais respeitoso. — Já está escurecendo, precisamos acender o fogo e fazer um abrigo para passarmos a noite. É bobagem ficarmos enco¬lhidas e com medo, como carneirinhos — Elsbeth disse. — Mas... 
DOWNLOAD

Seduzida por um Canalha

Série Botões de Rosa

Nessa boa sociedade em que se rechaça ao homem imoral, ninguém espera que Drake Wilder abra caminho até a mais elevada nobreza arrastando ao altar uma autêntica dama. Para salvar sua família da ruína, lady Alicia Pemberton aceita casar-se com o escandaloso proprietário de uma casa de jogos. Insiste em que seja um matrimônio puramente de conveniência. Mas Drake tem outros planos para sua adorável esposa: primeiro utilizará Alicia para vingar-se do pai a quem nunca conheceu.

Capítulo Um

Lady Alicia Pemberton se preparou para um ato desesperado. Agarrando-se com força à balaustrada de ferro forjado, dominou sua inquietação e seguiu o mordomo pela grande escada do Wilder Clube, em St. Jame's Street. Seus passos ressoaram através de um amplo vestíbulo com altas colunas brancas e paredes verde escuro, decoradas com pinturas e esculturas. O lugar poderia ter sido uma mansão em Mayfair, mas ela sabia que era uma casa para louvar o inferno do jogo.
A sua esquerda se vislumbrava um salão espaçoso, com poltronas de couro agrupadas e vazias, exceto a ocupada por um homem corpulento absorto no Time de Londres.
No grande aposento da direita, um par de cavalheiros jogava bilhar. Ouviu-se um forte golpe quando uma bola amarela cruzou o pano verde e desapareceu com um ruído surdo na fresta de uma das esquinas da mesa. Os jogadores estavam tão concentrados no jogo que nunca se inteiraram de que uma dama tinha invadido seu exclusivo clube.
Devia ser muito cedo para que tivessem chegado os farristas bêbados.
O elegante cenário fez com que Alicia fosse consciente de seu pobre aspecto; uma jaqueta curta passada de moda com os punhos desfiados, um vestido de musselina azul quase descolorido de tantos lavados, e o chapéu com um ramalhete infantil de fitas brancas mais apropriado para a frívola debutante que foi uma vez. Enterrou suas lembranças; os bons tempos tinham passado e os sonhos de antigamente eram para as jovens de olhos sonhadores, não para uma mulher amadurecida com uma família a que proteger. Uma família com espantosos problemas.
O mordomo se deteve ante uma porta com adornos dourados.
—Não parece do tipo habitual — disse asperamente com um gutural acento escocês.
A voz tirou a Alicia de seus negros pensamentos.
—Desculpe, dizia algo?
—Do tipo de Wilder.
Era um homem gigantesco com um emplastro de couro sobre um olho, que inclinando seu rosto cinzento a submeteu a um escrutínio insolente.
—Se quiser um pequeno conselho, senhora, fará melhor indo-se à sua casa para fazer tricô.
Alicia pensou que o que necessitava conselho, pelo menos em maneiras, era ele.
—Tenho negócios com o senhor Wilder.
—Negócios, né? Seu prazer os obteve sempre grátis, se for isso no que está pensando. Com o formigueiro de mulheres que lhe rodeia não precisa pagar um centavo.
Seu estômago se contraiu apesar de se propor ocultar suas emoções. Eram tão transparentes seus propósitos? Obrigou-se a adotar uma expressão de aristocrática dignidade, e disse:
—O senhor Wilder me espera. Conduza-me até ele imediatamente.
O mordomo encolheu os ombros.

Série Botões de Rosa
1 - Um Fogo no Coração
2 - Seduzida por um Canalha
3 - With All My Heart
4 - One Wild Night
5 - The Wedding Night