7 de abril de 2012

Riscos Do Coração



Ela era uma lady... 
Ele um homem extremamente sexy. 


No que essa combinação poderia dar? 
Receber uma herança na África distante era um sonho que se tornava realidade para Olívia St. John. 
Uma pensão em uma cidade mineradora não era sinônimo de riqueza, mas possibilitaria a Olívia fazer o que mais desejava: conhecer outras terras, pessoas diferentes, viver uma vida de aventuras. 
O testamenteiro de seu tio providenciara um acompanhante para escoltá-la pela região implacável. 
Matthew Quinlan, rude e severo, era um respeitado comerciante de pedras preciosas. 
E nem de longe lembrava os cavalheiros com quem Olívia era familiarizada. 
O que não a impediu de sentir-se perigosamente atraída por ele! 


Capítulo Um 


Cidade do Cabo, África do Sul Outubro de 1883. 


Lembra-se do favor que você me deve? — Sidney Falk insinuou, logo pela manhã. Matthew Quinlan, ou Quinn para quem o conhecia havia mais de dez minutos, ocupava uma cadeira do outro lado da escrivaninha. 
Tinha o aspecto de quem acabara de acordar ou de quem não tivera tempo de dormir. 
Cabelos negros desalinhados, camisa amarrotada, paletó esquecido em algum lugar. 
Espiava o amigo por cima da caneca de café, com seus penetrantes olhos azuis. 
— Não — Quinn mentiu. Recordava muito bem, e não o agradava em absoluto o fato de o causídico bem educado cobrar-lhe a dívida. Sidney recostou-se no espaldar, cruzou as mãos sobre a barriga avantajada e sorriu. 
— Tenho um cliente que precisa de acompanhante. 
— Não levarei ninguém a passeio pela savana. Fale com o holandês. Ele gosta de perambular com um bando de nobres nos calcanhares. 
Hans Van Mier, o holandês, considerava-se um caçador e um guia. 
Ganhava a vida organizando safáris para aristocratas ricos e recebia o dinheiro deles, mesmo se tivesse de atirar na caça para satisfazê-los. 
— Uma inglesa não constitui um bando, meu caro. 
— Mais um motivo para recusar. — Quinn empurrou a cadeira e levantou-se. 
— Eu entrego diamantes, e não mulheres! 
— Por isso mesmo é a companhia ideal, camarada. Todos o conhecem de Kimberley até a Cidade do Cabo. Ninguém o atacará, e a Srta. St. John não correrá perigo. 
Sidney segurou o mata-borrão preto que estava em cima de sua mesa. 
— Ninguém conhece melhor a região do que você, Quinn. Não confio no holandês, e não deixaria uma mulher a seus cuidados. E ninguém ignora que você é muito honesto e de total confiança. 
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1 de abril de 2012

Esquecida por seu Marido

Série Clã MacKinloch
Voltaria à cama de seu marido? 

Alex MacKinloch se transformou no chefe de seu clã e, em um tempo tão incerto, tinha conseguido unir seu povo.
No entanto, a relação com sua esposa estava sendo muito mais difícil.
E quando descobriu que Laren esteve escondendo coisas, não pôde conter por mais tempo a frustração que sentia. 
Fazia muito que Laren se esqueceu dos prazeres do leito conjugal, mesmo assim, no olhar de seu marido havia cada vez mais desejo… 
O poderoso guerreiro escocês parecia estar decidido a voltar a seduzir sua mulher… 

Comentário revisora Rosangela Breda: Eu amei o livro a historia não é muito hot, mas têm umas cenas bem quentes e românticas eles sofrem muito para conseguirem recobrar a confiança que tinham um no outro e conseguirem reconquistar o amor que tinham um no outro, mas eu gostei muito espero que vocês gostem como eu. 

Capítulo Um 

Glen Arrin, Escócia. 1305 

Os soldados pegaram as lanças e começaram a avançar até sua esposa e suas filhas. 
A ferida que tinha no antebraço não parava de sangrar, mas Alex MacKinloch seguiu correndo. 
De sua boca saiu um rugido animal no momento em que levantou a espada para proteger as mulheres. Conforme lutava, sentiu que ardiam os pulmões e um aturdimento que mal lhe permitia ser consciente da realidade. 
Ao longe, distinguiu o cabelo vermelho de sua mulher, enquanto ela lutava para sair de uma vala cheia de água. O peso da saia molhada dificultava seus movimentos, e tinha que segurar nos braços sua filha pequena. 
Não via as dúzias de soldados que se aproximavam, enquanto ela tentava evacuar a fortaleza. 
 «Tenho que chegar a elas ou morrerão». 
Era uma terrível verdade com a qual Alex não queria confrontar-se, porque lhe horrorizava a ideia de que a espada de um soldado atingisse Laren. 
Sentia uma dor indescritível no braço, mas, ainda assim, seguiu avançando até elas. 
Os soldados se interpuseram em seu campo de visão, e, de repente, o único que pôde ver foi uma chuva de flechas. 
Porém, então, se deu conta de que essas flechas procediam do arco de seu irmão menor, Callum, que estava protegendo as mulheres e as crianças. 
Da torre, saíam labaredas enormes que lhe davam o aspecto de uma sentinela moribunda. 
A fortaleza estava a ponto de cair. Alex corria tão rápido como podia, em seguida, ouviu a voz de seu amigo Ross: 
—Mãe de Deus. Alex não deixou de correr, ao ouvir o chiar da madeira. 
—Pule para a água, Callum! — gritou um homem atrás dela. Laren MacKinloch tentava fugir pelo bosque, enquanto a torre caía consumida pelo fogo. 
Observou entre as árvores como se derrubava seu lar. O que teria sido de Alex, seu esposo? 
—Leve Mairin e Adaira — pediu a Vanora, entregando-lhe suas filhas — Eu me reunirei com vocês logo. 
—Não pode voltar — lhe advertiu a velha matrona — Isto ainda não acabou. 
—Não sairei do bosque — prometeu Laren. «Só necessito vê-lo. 
Necessito saber que está bem». Não esperou para ouvir a resposta de Vanora e foi até o limite do bosque, onde buscou apoio em uma fina bétula. 
O ar frio do vale lhe congelava a respiração. Ao ver que os soldados ingleses conseguiram rodear os homens, Laren sentiu que o horror lhe rompia o coração em pedaços. 
«Deus, não». Não ouvia o que estava ocorrendo, mas a expressão de fatalidade que havia no rosto de Alex indicava que estava a ponto de acontecer o pior. 
Conforme o observava de seu esconderijo, foi como se os anos retrocedessem. 
Já não era o poderoso chefe de um clã, senão o homem que Laren amou em outro tempo. 

Série Clã MacKinloch
1 - Reclamada por Seu Marido
2 - Esquecida por Seu Marido
2.5 - Desejando o Toque do Highlander

Histórias Oeste Selvagem


Para quem pediu tae!!!
Vou começar a postar esse tema.

ALGUM DIA VOLTAREI
Dez anos volvidos, Mike Garland volta a Safford para vingar a morte de seu irmão, enfrenta a família Murray, a mais poderosa e violenta da pequena cidade.
Sendo porém um homem de bem e de valores, Mike partiu com sua amada, sem destino... Não interessava para onde, desde que fosse com Betsy.



RIO DO ÓDIO




Crystal Dumein, só queria salvar o barco casino que fora de seu pai, fugindo ardilosamente de um casamento por obrigação envolve-se numa historia de amor não correspondida.... ou talvez não. 
As margens do rio de Nova Orleans serão palco destas aventuras com um final feliz.



A CAMINHO DO INFERNO




Um grupo de passageiros viaja de Broadriver para Dakota, sem saber que entre eles há um assassino louco, cujo único objetivo é matar todos os passageiros. 
O pior é que ele é reincidente deste tipo de crime. 
Uma viagem que tinha tudo para ser tranquila, torna-se um pesadelo de luta pela sobrevivência num lugar deserto e hostil, com a morte a espreita.




SOB O DOMÌNIO DO MEDO

Num dia do mês de abril de 1896, chegaram ao povoado texano de Amarillo uma mulher e três homens. 
Nessa época, Amarillo era bem importante como centro de criação de gado e comercial. 
Era um desvio da estrada de ferro, com recepção de gado para os Estados do Meio-Oeste, inclusive o Leste da União e Chicago, e isso lhe dava certa importância, pois para lá afluía grande quantidade de gado do Texas, Arizona e Novo México, o qual era depois transportado pela estrada de ferro. 
No entanto, em Amarillo só havia um cabaré. 
O dono, homem influente, generoso quando era preciso, tinha sabido manter aquela exclusividade ou monopólio. No entanto, não tinha conseguido ser o único a ter direito a manter o cabaré. 
Alguém lhe tinha tolhido a liberdade do estabelecimento, deixando-o reduzido a um simples café ou lugar de palestra de fregueses, que só podiam beber.



PERSEGUIÇÃO IMPLACÁVEL


Dorothy não imaginou que uma simples visita ao gerente do banco poderia mudar sua vida para sempre. 
Mudou sua vida e a de seu irmão. 
Assaltantes... tiros... mortes... um sobrevivente... uma caçada implacável do investigador McGuire aos homens que acabaram com sua vida. 
Mas, mesmo com tanto ódio, um amor pode nascer? 
Um misto de ódio e vingança movem os personagens deste livro, em busca de um final justo para todos, em busca de um final feliz...



UM REVOLVER PARA UMA DAMA
Alex Carter, tenta fugir do seu passado, onde é acusado de ter morto o próprio pai numa caçada, decidindo fugir, matando para se defender, torna-se defensor da lei, em Scott City, onde irá defrontar um juiz corrupto que detém a cidade sob seu mando através do medo e de suas fraudes.
Carter encontra o amor de sua vida, salvando-a das garras do mal feitor Marshall.


Ao Chegar A Meia-Noite


Na Londres vitoriana, a jovem viúva Caroline Fordyce publica por capítulos suas bem—sucedidas novelas de mistério. 

Enquanto escreve a última delas, O Cavalheiro Misterioso, Caroline tem problemas para definir o personagem do vilão; por isso quando Adam Hardesty, um homem da alta sociedade londrina, apresenta—se numa manhã em seu estúdio para interrogá—la sobre uma sessão de espiritismo que a jovem assistiu na noite anterior, e depois da qual se encontrou morta a médium que a oficiava, a dura fisionomia do indivíduo dá a Caroline a ideia exata de como descrever seu personagem. 
Seu «cavalheiro misterioso», entretanto, esconde um segredo: o motivo que o levou a revistar a casa da médium morta e que o instiga agora a continuar investigando o caso é a busca de um diário íntimo perdido que se for divulgado, revelaria sombrios segredos sobre seu passado familiar. 
Espantosamente, o habitual desinteresse de Adam pelos assuntos do coração se vê de repente questionado diante da forte atração que exerce sobre ele a jovem e bela escritora, sua principal suspeita. 
Logo ambos descobrirão que têm em comum mais do que acreditam enquanto entram em uma complexa trama de mortes, poderes psíquicos e fraudes financeiras em que deverão aprender a confiar um no outro, mesmo que nada seja o que pareça. 

Comentário revisora Jory K.: História muito gostosa, cheia de suspense, reviravoltas, e claro, um grande amor. Como fã desta escritora, só posso dizer que achei PERFEITA.
Espero que gostem tanto quanto eu. 

Capítulo Um 

O rosto da médium morta era uma mancha apagada e fantasmagórica sob o véu ensanguentado. Em vida, tinha sido muito bonita. 
A saia longa e pesada do vestido azul marinho, estava amassada em torno de suas pernas torneadas, vestidas em meias brancas. 
O atiçador de ferro com que o assassino lhe tinha destroçado a parte posterior do crânio estava jogado no chão, a poucos centímetros. 
Adam Hardesty cruzou a pequena e sombria estadia, fazendo um esforço por cruzar a barreira invisível formada por aquele aroma tão peculiar e frio que emana da morte. 
Agachou—se junto ao corpo e sustentou a vela no alto. Através do fino véu, viu o brilho das contas azuis que adornavam o colar que Elizabeth Delmont usava, combinando com o par de brincos pendurado em suas orelhas. 
No chão, junto a seus dedos pálidos e inertes, havia um relógio de bolso quebrado. 
O cristal que cobria a esfera estava em pedaços, e os ponteiros haviam ficado detidos para sempre, marcando as doze da noite. 
Hardesty tirou o seu próprio relógio de bolso de suas calças e deu uma olhada. Eram duas e dez. Se o relógio, que se encontrava sobre o tapete, houvesse se quebrado no transcurso da violenta resistência, que ao que parecia aconteceu na estadia, 
Delmont tinha sido assassinada há pouco mais de duas horas. 
Um broche de luto, decorado com esmalte negro, descansava sobre o corpete apertado e de formas rígidas, do vestido azul. 
Era como se alguém tivesse deixado o alfinete ali, deliberadamente, em uma macabra paródia de respeito fúnebre. 
Hardesty pegou o broche e o virou para ver seu dorso. A chama da vela iluminou uma pequena fotografia: o retrato de uma mulher loira, com um véu e um vestido branco. 
A dama não aparentava mais de dezoito ou dezenove anos. Algo na expressão triste e resignada de seu rosto formoso e sério dava a impressão de que não tinha muitas ilusões com a perspectiva do seu casamento. 
Sob o retrato havia um cachinho de cabelo loiro abaixo de um cristal bisotado. 
Hardesty estudou a imagem da mulher durante um bom tempo, memorizando todos os detalhes visíveis na diminuta fotografia. 
Quando terminou colocou cuidadosamente, de novo, o broche sobre o corpete de Delmont. Possivelmente, a polícia o consideraria uma pista útil. 
Ao levantar—se, virou devagar sobre seus saltos e percorreu com os olhos a estadia em que tinham assassinado Elizabeth Delmont. 
Parecia que uma tempestade tinha passado por ali,  
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31 de março de 2012

O Rapto Da Odalisca


A noite lançava sombras sinistras pelas ruas desertas do mercado marroquino. 

Conduzida por seus raptores, Narda chegou à casa onde as escravas brancas eram vendidas. 
Suspirou diante da perspectiva de conseguir escapar. 

Ouvira que os compradores só chegariam na noite seguinte e ela teria cuidado para não ser drogada como as outras moças. 
Mas o destino parecia querer contrariá-la, e um Sheik apresentou-se pedindo para ver a "mercadoria". 
Com horror, vi-o se aproximar e dizer, 
— Esta será a favorita de meu harém! 

Capítulo Um 

1874 
O Marquês de Calvadale lançou um olhar pela sala e viu que Lady Hester Sheldon flertava escandalosamente com o Embaixador francês, na festa de Lady Bellers. 
Ele não ignorava o motivo pelo qual ela agia assim, mas não ficou com ciúme, conforme fora a intenção de Lady Hester. 
Ao contrário se irritou. Se havia algo que ele detestava eram as demonstrações de carinho em público. 
Não gostava quando os casais se portavam de maneira íntima, sem reserva alguma, considerando propriedade um do outro. 
Homem difícil de se contentar, o Marquês mantivera relacionamento amoroso com grande número de mulheres, preferindo sempre as que não tomavam a iniciativa de procurá-lo. 
Isso cabia a ele. Já obtivera favores das mais famosas beldades de Londres. 
Contudo, tinha grande cuidado em manter a honradez de sua família. 
 Apesar de se divertir com mulheres, jamais manchara o nome de seus antepassados com escândalos. 
Decidiu, naquele instante, que seu romance com Lady Hester chegava ao fim. 
Ela era, sem dúvida, uma das mulheres mais lindas da Sociedade londrina. 
 Porém, ao mesmo tempo, possuía um temperamento selvagem, o que o fizera se enraivecer muitas vezes. 
Filha do Conde de Battledon, Governador da Índia, Lady Mester fora para Madras morar com o pai quando contava dezessete anos. 
Lá se apaixonara por um dos ajudantes de ordem do Palácio. Gordon Sheldon, rapaz atraente, sempre fardado, chamava a atenção de qualquer mulher. 
Acrescente-se a isso a beleza da Índia, que fornecia lindo cenário a relacionamentos amorosos. Apesar da oposição do pai, Lady Hester insistiu em se casar com Sheldon. 
Por dois anos viveram relativamente felizes. 
Depois disso, o tempo de serviço de Sheldon na Índia expirou, e ele teve de voltar à Inglaterra. Após o esplendor da casa Governamental em Madras, Lady Hester teve de fazer sua opção, acompanhar o marido e morar num acampamento militar em qualquer parte do mundo, ou ir para a casa de seu pai em Norfolk. 
Ela escolheu esta última e, daquele momento em diante, seu casamento estava praticamente terminado. 
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25 de março de 2012

O Leão De Wallace



























Comentário revisora Carol: Livro é bonitinho, curtinho, gostoso de ler, nem se vê o tempo passar... 


Capítulo Um 


Do mesmo modo como chegaram, se afastavam agora, com a única diferença que deixavam para trás alguns mortos e desolação. 
Alyx escutava o ressonar dos cascos de seu cavalo, que lhe parecia muito ruidoso. 
Estavam perto da fortaleza, o perigo ainda existia, não deviam confiar apenas pelo fato de que os MacConnor não tivessem aparecido. 
Tentou acalmar-se, até agora tudo ia bem, certamente chegariam a casa sem nenhum contratempo e poderia contar a seu pai todo o acontecido e os próximos movimentos que deviam realizar. 
Certamente, o velho Cormac riria, imaginando a reação de MacConnor novamente zombado. 
Alyx sorriu, meigamente, ao pensar em seu pai. 
Amava-o mais do que tudo neste mundo, e ele a correspondia com acréscimo. 
Depois do falecimento, em plena infância, dos quatro filhos varões que tivera, a mãe de Alyx voltou a ficar grávida; entretanto, quem nasceu não foi o filho desejado, a não ser ela; para cúmulo, uma semana depois, a mãe faleceu. 
Cormac era já ancião, e a morte de sua esposa o afundou na tristeza, desesperou-se, em sua tentativa de trazer para o mundo um varão que continuasse com o governo do clã; mas como Alyx era uma menina adorável, verteu nela todo o afeto que daria a seu herdeiro. 
Alyx aprendeu tudo aquilo que como mulher, jamais deveria lhe interessar, era destra com as armas e hábil rastreadora, sabia ser sigilosa como uma serpente, e seu engenho era rápido e acordado. 
Cormac estava orgulhoso dela, mas, embora o desejasse com toda sua alma, não podia esquecer sua condição de mulher. 
No momento, lhe permitia dirigir seus homens, posto que confiavam nela, mas ambos sabiam (embora ela não quisesse admitir), que não tolerariam muito tempo que fosse uma mulher quem dirigisse o clã, tanto em batalha como no resto das ocasiões. 
Logo, chegaria o dia em que ninguém consentiria essa atitude, Alyx deveria casar-se com um familiar ou admitir que o chefe do clã devesse ser o parente varão mais próximo. 
Suspirou, no momento, não queria pensar nisso, seus homens a respeitavam e, inclusive, a temiam, por que teriam de insistir que os abandonasse? Sabia muito bem a resposta. 
— Acredita que haverá represálias? — Era a voz de Dirk, em um tom muito baixo junto a ela.
— Certamente. A estas alturas, já devemos levar a sério. Eu gostaria de ver a cara dele, quando lhe disserem o que fizemos esta noite, você não? – E sorriu, regozijando-se pelas moléstias que estavam causando a MacConnor. 
— Suponho que se... Acredita que nos atacará com todos seus homens, que virá à Torre? 
— O moço estava preocupado sem dúvidas. 
— Atreveria a lhe dizer, Dirk, que, dada a petulância e a condescendência dos MacConnor, o mais provável é que façam um par de incursões em nossas terras e que, depois, nos peçam uma explicação. Eu não gosto da ideia de saber que, por nossa culpa muitos morrerão, mas isso é o que ocorre nas batalhas... É o único modo de fazer que nos levem a sério, Dirk.
— Oxalá esteja certa Alyx. MacConnor é cruel e sanguinário, não quero nem pensar no que fará, se o enfurece muito. — E o moço se afastou, deixando-a pensativa, refletindo sobre a importância de sua empreitada. 
Subitamente, como se viessem do nada, vários homens se equilibraram sobre eles. 
Alyx esquivou de um, rapidamente tirou sua espada e ficou em guarda. 
Tudo ao seu redor era um caos, homens lutando se perdiam entre as árvores, gritos de agonia...
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Roselyn

Série As Crônicas de Roselynde


Uma mulher apaixonada, um homem de honra… 


Um amor doce e ardente, que deseja ser consumado. 
Em uma época dominada pelos homens, Leonor não estava a mercê de nenhum deles. 
Bela, orgulhosa e decidida, era a senhora de Roselynde e também de seu coração, até que conheceu 
Simon, cavalheiro curtido em mil batalhas, cuja paixão e inteligência eram comparáveis às dela. 
Seu afã por permanecer unidos diante os obstáculos políticos que surgiam em seu caminho, levou-os da corte real a empreender uma intrépida cruzada pela exótica Bizâncio até chegar a Terra Santa. 
Tiveram que fazer frente a sangrentas batalhas, perigosas traições e resistir às dolorosas separações antes que seu amor pudesse vencer o destino e perdurar no tempo.


Comentário revisora Lourdinha do Carmo: A mocinha demonstra uma inteligência e perspicácia acima da média para as mocinhas da época,é interessante um mocinho com uma idade mais velha do que o usual,sendo várias vezes comparado ao avô da mocinha, mas embora detalhe bem os costumes da época, achei o livro meio maçante,eram várias descrições de cenário,intrigas,etc,até acontecer alguma ação real..História plausível e bem engendrada. 


Capítulo Um 


Lady Leonor, herdeira dos títulos de Roselynde, Mersea, Kingsclere, Iford e outros tantos feudos que a converteu em um dos melhores partidos da Inglaterra, se inclinou para frente para dar um tapinha no pescoço da sua desconfiada e encabritada égua, mas o gesto não conseguiu acalmá-la. Dawn continuava resistindo e Leonor teve que conter o impulso de gritar com ela. 
Isso seria como lançar mais lenha na fogueira: um resultado que não era incomum diante os primeiros impulsos de Leonor; no final das contas, o animal não fazia mais que reagir a apreensão oculta de sua amazona. 
Controlada, acrescentou um sussurro tranqüilizador as suas carícias. 
Ouvia por cima de sua voz um assobio estridente. 
Era um som que, apesar de familiar, não deixava de encrespar seus nervos. 
Quando sir Andre Fortesque, patrão de seus vassalos, assobiava entre dentes daquele jeito era porque estava preocupado. 
“Nem sequer criticou minha maneira de montar Dawn, pensou Leonor sentindo que o medo apertava a garganta; por que, então, não permite proteger minhas torres e lutar?” 
Mas, Leonor conhecia a resposta. Sir Andre era muito rápido quando se tratava de reunir os vassalos para defender sua dama de todas as ameaças de seus vizinhos ou de qualquer outro poderoso que pretendesse casar com uma presa tão suculenta (e rica). 
Durante o ano anterior, havia lutado por sua defesa em intermináveis combates e em duas guerras menores. 
Não obstante, aquela ocasião era diferente; tratava-se de um decreto real. Lorde Ricardo, que logo seria coroado monarca da Inglaterra, continuava ocupado na Normandia, mas sua poderosa mãe, a legendária Leonor da Aquitania, governava em seu lugar como regente.
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Série As Crônicas de Roselynde
1 – Roselynde
2 – Alinor
3 – Joanna
4 – Gilliane
5 – Rhiannon
6 - Sybelle

24 de março de 2012

Coração De Tormenta

Série Oeste II
O desejo inflama as suas ardentes paixões. 

Riqueza e criação a tinham preparado para ser uma jovem dama, mas seu fascínio suavemente brilhante não conseguia esconder o espírito obstinado que ninguém tinha conquistado. 

Que homem algum tentou. 
E ele enfrentou a fúria de um gato do inferno. 
Mas, Hank Chávez ousou tomar Samantha Blacktone Kingsley pela força. 
Com uma paixão que ele não tinha sentido por nenhuma outra mulher, ele despertou em Samina um desejo que ela nunca havia conhecido. 
Mas este homem, realmente era Enrique Antonio de Vega y Chávez, impulsionado pela injustiça para a vida de um fora da lei, também queria a terra de seu pai, indevidamente retiradas de sua família. 
E seu pai não iria matá-lo. Samantha prometeu matá-lo ela mesma. 
Mas ela não poderia matar seu coração. 
Apesar de sua arrogância enfurecida, e sua assustadora ousadia, sua vida era dela... seus destinos ligados por um amor que nem sequer o destino poderia destruir.

Capítulo Um

8 de fevereiro de 1870 Denver, Colorado

Samantha deixou de andar pelo quarto ao ver sua imagem no espelho oval que havia sobre a penteadeira. 
Estava a uma distância suficiente dele para se ver de corpo inteiro. Seus olhos brilhavam. 
Ela não percebeu o quanto provocadora estava com seu elegante traje de tafetá verde escuro com adornos de veludo negro. 
Só percebia seu cabelo: tinha passado uma hora arrumando-o e, com a fúria com que andou pelo quarto, via-se agora totalmente desalinhado. 
Duas de suas sedosas mechas castanho-avermelhadas caíam até sua cintura fina. 
Samantha apertou os dentes e continuou dando passos irados pela grande suíte do hotel que compartilhava com sua amiga, Jeannette Allston. Jeannette não estava ali, mas mesmo que estivesse, Samantha não teria tentado dissimular sua irritação. 
Em geral, mantinha seu temperamento sob controle, na frente de sua pequena e loira amiga, mas nesse momento estava muito irritada. 
Deteve-se em frente ao espelho oval, com as mãos nos quadris, olhando-se com raiva. 
Do espelho, seus grandes olhos de esmeralda lhe devolveram o olhar. 
— Vê o que fez, Samantha Blackstone Kingsley? — disse à sua imagem com desprezo — Voltou a permitir que ele se zangasse novamente. Olhe para você! Estupida! — Ela, muitas vezes amaldiçoava em espanhol porque sabia que assim era melhor que em Inglês. 
Com rebeldia, voltou a colocar os cachos soltos em seu lugar, sem que, na realidade se importasse com seu aspecto. 
De todos os modos, seu chapéu de veludo verde esconderia o penteado. 
Iria colocá-lo antes de sair; se é que ela sairia. 
Se Adrien chegasse para acompanhá-la ao restaurante. Uma hora atrasado! Uma hora! 
Seu estômago rugiu de fome e isso aumentou a fúria da jovem. 
Por que havia dito a Jeannette que esperaria seu irmão ali? Teria sido melhor sair junto com sua amiga. 
Mas não, Samantha queria uma oportunidade de estar sozinha com Adrien, o que nunca conseguia. 
Amava Adrien, o adorava, mas como podia fazê-lo se dar conta disso se nunca podia falar com ele a sós nem um momento? Mas Adrien havia se atrasado. 
Sempre chegava tarde e desta vez Samantha estava furiosa com ele. 
Havia tido uma oportunidade de ter Adrien somente para ela, mas ele havia arruinado tudo com seu atraso, o que tinha irritado o temperamento da garota. 
Quando ele chegasse, se é que chegaria, diria a Adrien Allston o que pensava dele. Que descaramento! 
Por que tinha escolhido a ele para namorar? 
O sofisticado Adrien. Era bonito... Não, charmoso. Era simplesmente charmoso. 
Não tão alto, não tão musculoso, mas de aspecto tão viril... Ele seria seu marido. 
Claro que Adrien ainda não sabia, mas Samantha estava segura disso desde o momento em que o havia conhecido, dois anos atrás. 
Era o homem que ela precisava e Samantha sempre conseguia o que queria. Desde que havia ido viver com seu pai há dez anos, quando tinha apenas nove anos, sempre conseguia o que queria. 
E Samantha queria Adrien, de modo que o conseguiria, de uma maneira ou outra... 

Série Oeste II
1 - Anjo de Glória
2 - Coração de Tormenta
Série Concluída

Liberdade Para Amar

País de Gales, Idade Média. 


Ele queria liberdade. 
Ela queria amor! 
Por treze anos Conway percorrera o mundo, vivendo aventuras, conhecendo lugares, cumprindo seu destino... Agora estava de volta à sua cidade natal, sonhando em reencontrar Enid, a mulher que nunca saíra de seu pensamento. 
Mas a realidade que encontrou fez com que sentisse a mais profunda decepção: Enid se casara, tivera três filhos e agora era uma viúva que só pensava em criar bem as crianças. 
Para Enid, Conway era passado, e como tal deveria ficar enterrado para sempre! 
Mas as visitas dele e seu jeito conquistador quase insolente fizeram o coração de Enid se reaquecer para o amor. 
Por que não tentar mais uma vez? 
Por que não esquecer todo o sofrimento que ele lhe causara no passado? 
Afinal, ela era jovem, bonita e ele pai de seu primogênito... Embora ainda não soubesse disso!

Capítulo Um 

Tome cuidado agora! Conwy ap Ifan advertiu a si mesmo enquanto cruzava a região rural das fronteiras sempre em disputa entre a Inglaterra e Gales. Mantenha-se em guarda! Vigie as costas! 
Era um indivíduo despreocupado e impulsivo por natureza. 
Mas como servira por muitos anos como mercenário, inclusive na Terra Santa, passara a cultivar um sentido de cautela. 
Con trazia cicatrizes que podiam comprovar o fato. 
Talvez fosse necessário ficar ainda mais atento do que habitualmente. 
Aquelas fronteiras, que os normandos chamavam de pântanos galeses, eram muito menos tranquilas do que podiam parecer a um viajante desavisado, mesmo naquele belo dia primaveril. — Bobagem! — Con murmurou para si mesmo, pulando de pedra em pedra para atravessar um regato cristalino. 
Naquela época do ano, durante o plantio e a tosquia, os galeses estavam ocupados demais para pensar em guerra. 
E quem iria se preocupar com um andarilho solitário que trazia pendurada no ombro a harpa de trovador? 
Con tornou a congratular-se pelo disfarce que usava para a missão na sua terra natal. 
Em Gales, um vate podia perambular à vontade. 
Sempre encontraria portas abertas, um lugar de honra junto à lareira, uma refeição farta e uma manta quente para cobrir-se. 
Quando um bardo tocava sua harpa e cantava as baladas heroicas que eram a força vital de seu país, todos se calavam para ouvi-lo. 
Somente depois do soar das últimas notas as pessoas tomavam mais uma caneca de cerveja ou sidra alcoólica e começavam a falar. 
Então, Conwy ap Ifan, emissário e espião da imperatriz Maud, lady dos ingleses, escutaria e acrescentaria mais alguns itens à coletânea de informações secretas sobre aquelas fronteiras. Con não se considerava um espião, de acordo com seu senso de honradez. 
Pelo menos não no sentido usual da palavra. 
Não pretendia fazer nenhum mal a seus compatriotas. 
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A Cruz Do Amor

Um encontro que mudaria o futuro de dois desconhecidos! 


Ao chegar à Mansão em ruínas, Rena pensou que tivesse perdido seu tempo em ir ali entregar o tesouro que encontrara ao pé da cruz que ficava nas terras do Conde. 
O silêncio era total. 
Ela se aproximou devagar, empurrou a porta, esperando encontrar alguém. 
De repente, o Conde de Lansdale surgiu em sua frente, como Rena nunca imaginara, bonito, elegante, contrastando com o interior da Mansão.
 Para o Conde, a fortuna que ela descobrira sob a cruz era sua salvação. 
Para Rena, a possibilidade de conhecer o verdadeiro amor! 


Capítulo Um 


Inglaterra, 1864  

Rena Colwell entrou na sala onde o pai costumava escrever os sermões, e foi para a escrivaninha que, no tempo de sua mãe, estava cheia de flores. 
Era uma linda sala. Agora, o local parecia abandonado, com o papel de parede rasgado em vários lugares, às cortinas velhas e desbotadas. 
Contudo, para Rena continuava sendo o lugar onde ela se sentia feliz e em segurança. 
Lá, estivera sempre na companhia das pessoas que amava. Sua mãe morrera antes. 
A partir do momento em que fora sepultada e que o marido dissera as preces, ele cessara de ser o mesmo homem. 
Perdera toda a alegria de viver. Prosseguira com a mesma atividade de Pastor da igreja durante meses ainda, visitando os doentes da paróquia, enterrando os mortos. 
E, acima de tudo, lutando para que os jovens assistissem à cerimônia dominical. 
Essa sua luta tornava-se mais difícil no verão, quando eles preferiam jogos ao ar livre ou nadar no rio. 
Rena achava que a nova geração não se interessava muito pelo futuro. 
Os adolescentes, pelos vistos, sentiam-se felizes com o que tinham. 
E Rena não podia entender tal atitude, pois a aldeia era muito pobre, as crianças não freqüentavam boas escolas, e raramente havia afetividades sociais para entretê-las. Contentavam-se com o pouco que tinham. 
Rena acreditava que, em grande parte, a razão dessa felicidade devia-se a seu pai, que estava sempre pronto a ajudar os habitantes locais na hora da desgraça. 
No entanto, depois da morte da esposa, o velho Pastor pareceu perder a energia, tornando-se menos ativo em seu apostolado. 
Rena detestava pensar dessa maneira, mas reconhecia ser a verdade. 
Seu pai se tornara uma sombra do que havia sido no passado. 
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23 de março de 2012

Anjo de Glória

Série Oeste II
ELE JUROU QUE JAMAIS SE SEPARARIA DELA, MAS UM TERRÍVEL SEGREDO COLOCARIA À PROVA SUA PROMESSA...

Angela, uma formosa e audaz moça, só sonhava em ser amada por Bradford, o rico herdeiro.
O pai de Bradford a tinha enviado para estudar no norte do país, transformando à rústica camponesa em uma jovem dama. Tanto ela tinha mudado que da última vez que a viu Bradford, que quando o azar os voltou a reunir – nos aposentos de um bordel elegante- ele não a reconheceu.
Desde a primeira vez que ela se entregou a ele, Bradford jurou que jamais se separaria de seu anjo... até que cruéis circunstâncias se cruzaram em seu destino e sobreveio a inevitável e dolorosa separação...

Capítulo Um

Angela Sherrington atirou outra lenha para a fogueira.
- Maldição! – Exclamou, enquanto olhava, furiosa, as faíscas que saíam lançadas para o chão.
Se não tivesse sido tão tonta ao desperdiçar os fósforos! Agora via-se obrigada a manter o fogo aceso dia e noite. Desde que se tinham acabado os fósforos na semana anterior, a barraca que Angela chamava de lar tinha-se transformado num inferno.
A moça deu outro olhar de raiva para a fogueira e saiu para o estreito alpendre localizado à frente da barraca que consistia apenas de uma sala. Ansiava por um pouco de brisa, mas fazia mais de quarenta graus de temperatura. Voltou a amaldiçoar-se. Neste duro ano de 1862 os fósforos escasseavam. Devido à guerra, todos os artigos de primeira necessidade eram raros, de maneira que teria que ser mais cuidadosa. O rancho Sherrington, se é que se podia considerar assim, era a cerca de quatrocentos metros do rio Mobile e a meio dia a cavalo a partir de Mobile, ficava a maior cidade do Alabama. Os campos que rodeavam o rancho estavam nus, como também o armazém, com as paredes apodrecidas e o teto arqueado.
Uma vez, tinham pintado a casa, mas agora era preciso esforçar-se para ver os restos da pintura. No alpendre havia duas cadeiras de vime e um baú de madeira que servia de mesa.
De má vontade, Angela regressou ao interior da casa e começou a amassar sobre a mesa da cozinha. O calor estava desgastando suas forças, pois o fogo que ardia atrás dela somava-se ao sol que entrava pelas janelas, à frente dela. Mas também era esgotante a preocupação por seu pai. Tinha ido a Mobile no dia anterior para vender a ultima remessa da sua colheita de milho. Ele devia ter voltado na parte da tarde mas, pela quarta vez na sua vida, Angela tinha passado a noite sozinha. Era triste que as quatro vezes tivessem tido lugar desde o começo da guerra.
Com um profundo suspiro, Angela olhou pela janela partida para os campos avermelhados. Deviam tê-lo arado essa manhã para prepará-los para o cultivo de feijão e de favas. Se tivessem mais do que uma mula, ela própria teria começado a tarefa, mas não era assim, e o seu pai tinha levado a velha Sarah agarrada à carroça. Maldito o seu velho pai! Onde é que estaria?
A moça tinha-se levantado muito antes do amanhecer. A essa hora gostava de limpar a casa, pois era o único momento do dia que não fazia calor. O seu lar não era grande coisa, mas ninguém podia dizer que não estava limpo.
Angela enxugou o suor do rosto. Tentou deixar de se preocupar, mas não conseguiu. As outras vezes que o seu pai não tinha regressado durante a noite, devia-se a estar bêbado demais para chegar à carroça. Agora esperava que apenas estivesse bêbado e que não se tivesse metido em alguma rixa.
Ela sabia cuidar-se sozinha; isso não a preocupava. Mesmo quando o pai estava em casa, frequentemente estava ébrio e estendido na cama. A moça odiava isso, mas não podia fazer nada para que deixasse de beber. William Sherrington era um bêbado.
Por necessidade, Angela havia aprendido a caçar. De outra maneira, poderia ter morrido de fome enquanto esperava que o pai recuperasse a lucidez. Podia matar um coelho em movimento com um só tiro.
Sim, sabia cuidar dela. Mas isso não evitava que se preocupasse sempre que o seu pai se afastava.
Um momento depois, o som de uma carroça que se aproximava animou-a. Já era hora! Agora que a sua inquietação havia passado, a sua fúria veio à superfície. Desta vez, o seu pai teria que a ouvir.
No entanto, não era a velha Sarah quem dobrava a curva junto aos altos cedros. Duas éguas cinzentas puxavam uma carruagem empoeirada e salpicada de lodo, e conduzia-a a pessoa a quem menos queria ver.

Série Oeste II
1 - Anjo de Glória
2 - Coração de Tormenta
Série Concluída

18 de março de 2012

Um Amor Perigoso

Série Solteironas De Swanlea
Ele estava praticando uma farsa perigosa... 

Griff Knighton encontrou o modo perfeito de evitar o casamento com uma das filhas do Conde de Swanlea: trocar sua identidade com a de seu secretário pessoal durante sua próxima visita a Swan Park... 

Será livre para fazer o que lhe agrada! 
Afinal de contas, não vai se casar com uma solteirona do campo apenas para reclamar seu direito. 
Mas Griff não contou com a atrevida e voluptuosa Rosalind Laverick, a qual pode fazer pecar até a um santo... e ele não é um santo. 
Ela estava decidida a desmascará-lo... Rosalind não quer tomar parte nos planos de seu pai para casá-la com um rico herdeiro, e mais ainda quando o secretário pessoal desse homem é um arrogante absoluto que, obviamente, não sabe qual é seu lugar, mas as faíscas que saltam cada vez que estão juntos a faz desejar que ele não seja um servo. 
Este homem exalava perigo e mistério por aonde ia. Atreveria-se a arriscar seu coração por um homem cujos segredos poderiam destruir seu amor? 

Comentário da revisora Zelpe: As solteironas de Swalea, são três irmãs: Helena, a mais velha; Rosalind, a filha do meio e Juliet, a caçula. Foram batizadas assim, em homenagem a Shakespeare. 

O livro conta a história de Rosalind, uma mulher que gosta de cores brilhantes, cuida da propriedade e tem um gênio que tem tudo a ver com a cor de seus cabelos! 
É uma mocinha impulsiva e muito inteligente. Griff, o par romântico desse romance, vai a Swalea Park em busca de vingança e um documento que legitima o seu nascimento e que foi roubado pelo pai de Rosalind. 
 Ele troca de identidade com seu amigo Daniel e quando ambos chegam na propriedade, ele percebe que não será tão fácil achar o documento e se vingar ! 
Um romance cativante com uma história que lembra muito as comédias de erro de Shakespeare. 
Os momentos hots são ótimos, principalmente o que se pode fazer com um balanço em uma árvore !!! 
Amei revisar este livro. Leiam, pois vale a pena !! 

Capítulo Um 


Londres, agosto de 1815. 

— Estarei ausente por umas duas semanas, mais ou menos. Marsden Griffith Knighton observou da cabeceira da comprida mesa que presidia como a previsível alegria se espalhava pelas feições de seus empregados. 
A última vez que Griff havia abandonado a direção da Companhia Knighton durante tanto tempo tinha sido para encabeçar uma delegação a Calcutá que tinha acabado por triplicar os lucros da companhia e havia aniquilado a dois de seus concorrentes de uma só vez. 
Mesmo Daniel Brennan, seu administrador e homem de confiança, que de maneira geral não se alterava por nada, ergueu um pouco as costas na cadeira. 
Daniel não estava acostumado a assistir a esse tipo de reuniões, agora que se encarregava de administrar uma parte substancial dos interesses privados de Griff. 
Entretanto, este tinha uma razão de peso para exigir sua presença aquele dia. 
— Ficará o senhor Brennan ao cargo da empresa, como de costume, senhor? — perguntou um jovem empregado. 
— Não. O senhor Brennan virá comigo. — Quando Daniel o olhou desconcertado, Griff sorriu. Era difícil surpreender Daniel, que virtualmente já tinha visto quase tudo na Companhia Knighton . 
Tinha começado a trabalhar na companhia quando seu patrão a fundou, ganhando seus primeiros salários com operações de contrabando. 
— O senhor Harrison ficará no comando. O rosto do empregado mais veterano se iluminou ante aquela amostra de deferência. 
— Aonde vai esta vez, senhor Knighton? A França? A Índia? — Em Green brilharam os olhos. — Talvez a China? 
 Griff abafou uma gargalhada. — A Warwickshire. Não se trata de uma viagem de negócios. Tenho que ir visitar uns parentes. 
— Fa... familiares?

Série Solteironas de Swanlea
1 - Um Amor Perigoso
2 - Um Amor Notório
3 - Depois do Sequestro
4 - A Dança da Sedução
5 - Casada com o Visconde
Série concluída