30 de abril de 2012

Para Sempre

Houve um tempo em que o nome de Abrielle foi pronunciado com reverência por todos os nobres solteiros de Londres. 

Uma mulher orgulhosa, cobiçada por sua beleza, sua linhagem, sua inteligência e elegância. 

Mas quando é negado ao seu padrasto, admirado por sua coragem e bravura durante as Cruzadas, o título que é seu por direito e a riqueza que o acompanha, Abrielle cai repentinamente em desgraça. 
Há apenas um homem que a deseja, embora o prazer físico seja tudo o que quer: o estúpido e grotesco Desmond de Marle.
Sua reputação sombria e escandalosa é lendária, e Abrielle ouviu rumores de que suas duas esposas anteriores morreram em suas mãos. 
Mas não há ninguém mais para resgatar a honra de sua família. 
A jovem dama não tem escolha a não ser aceitar o cruel e odioso de Marle e oferecer em sacrificar a sua virtude para um patife que teme e odeia ... mesmo quando outro amante anseia por ela. 
Raven Seabern é um emissário do rei, e um homem muito diferente de todos que Abrielle conheceu. 
Esse homem a fascina e encanta desde o momento em que seus olhos se encontraram. 
Mas Abrielle está prometida a um monstro. 
E o bem-estar de quem ama exige que faça jus à sua promessa. 
Raven sabe que encontrou seu verdadeiro amor e não a deixará partir, apesar dos segredos, enganos, desonra e perigos inimagináveis.
Conseguirão mudar o seu destino se seguirem os ditames de seus corações? 

Comentário revisora Kelly Cris: Amei a história. Para mim tem tudo o que um bom espadão pede: mocinha teimosa, mocinho charmoso e também teimoso, momentos hots e alguns engraçados.Leiam e confiram. 

Capítulo Um 

24 de agosto de 1135 
Sabia que se chamava Raven Seabern e que se achava ali, no castelo de Westminster, para servir a seu rei. 
Sabia também outra coisa, e era que aquele escocês alto e de cabelo negro como o azeviche estava olhando-a de novo. 
Mas ela era lady Abrielle de Harrington, filha de um falecido herói saxão das Cruzadas e enteada de um cavalheiro normando ao qual tinham em grande estima por seus anos de valorosa campanha na Terra Santa 
— e ambos seriam honrados ali naquela noite — e outorgaria à atenção daquele homem a falta de consideração que merecia, pois a presença dela na corte do rei Henrique estava despertando a admiração de muitos outros. 
Abrielle se voltou com movimento rápido para concordar com as palavras de elogio que sua mãe sussurrou ante a grandiosidade do interior do salão do castelo de Westminster. 
Duas lareiras enormes, uma em cada canto, onde ardiam chamas mais altas que um homem, dominava o salão. Grandes tapeçarias com cenas de batalha e de caça impediam a passagem das correntes de ar frio; se destacavam os bordados em ouro e carmesim real, o intenso azul das vestimentas reais, o vistoso verde como um bosque sombrio. 
Abrielle nunca tinha estado em um castelo tão magnífico em seu desdobramento de riqueza e poder. 
E havia sido o próprio rei quem a havia convidado. Queria saborear ao máximo tão feliz ocasião, pois infelizmente as noites como aquela haviam se convertido em algo excepcional em sua vida desde a morte de seu pai e as recentes dificuldades de seu padrasto. Entretanto, não era fácil sentir-se cômoda, e muito menos concentrar-se, com os vivos olhos azuis do escocês perseguindo-a com uma intensidade com a qual não estava acostumada. 
E se por acaso seu olhar não fosse perturbador o bastante, o homem parecia possuir um misterioso poder sobre o traiçoeiro olhar de Abrielle, que se desviava em sua direção uma e outra vez apesar de sua determinação de não lhe prestar nenhuma atenção. 
Até aquele momento havia conseguido conter-se e não ceder ao impulso de lhe dirigir nada mais que uma rápida olhada de soslaio ou um velado olhar por baixo de suas longas e escuras pestanas, mas na realidade não precisava olhar na direção dele para saber que seguia observando-a. 
Sua acirrada avaliação era quase palpável; notava o calor e o peso de seu olhar como se uma sedosa pluma percorresse sua pele, uma sensação da qual não podia escapar. 
Ele era mais um dos muitos homens que haviam mostrado interesse nela nos últimos dias. 
Desde sua chegada a Londres em companhia de sua mãe, Elspeth, e seu padrasto, Vachel de Gerard, Abrielle tinha sido objeto de um interesse entristecedor por parte de nobres que procuravam uma esposa apropriada.
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A Herdeira

Série Família Sherbrook

Sinjun tem dezenove anos, é abençoada com os olhos azuis dos Sherbrooke, uma personalidade cativante e um senso de humor maravilhoso. 

E está terrivelmente entediada com a temporada de bailes em Londres... até que avista Colin Kinross, o conde escocês de Ashburham, do outro lado do salão. 

Ao ouvi-lo comentar com um amigo que precisa encontrar com urgência uma moça rica para se casar a fim de salvar suas finanças, Sinjun prontamente se apresenta como resposta às preces do rapaz... 
Sinjun, então, faz a última coisa que imaginara que um dia tivesse coragem de fazer: contrariando todas as expectativas de sua família, ela vai para a Escócia, para começar uma nova vida num castelo antigo e misterioso, que contém mais revelações e surpresas do que ela esperava encontrar 

Capítulo Um 


Londres, 1807 

Sinjun o viu pela primeira vez no meio do mês de maio em uma reunião oferecida pelo duque e duquesa de Portmaine. 
Ele devia estar a alguns metros dela. Não conseguiu desviar o olhar. 
Dobrou o pescoço para continuar com uma boa visão quando ele parou diante de um grupo de damas, inclinando-se com respeito diante de uma delas. 
Era alto, Sinjun deduziu, já que a jovem dama chegava apenas ao ombro do rapaz. 
Continuou com o olhar fixo nele, sem saber por que e sem se importar tampouco com esse comportamento estranho até que sentiu uma mão pousar em seu braço. 
Mas não queria perder o rapaz de vista. Caminhou à frente. 
Ouviu a voz de uma mulher atrás de si, mas não se voltou. 
Ele sorria para a jovem, e Sinjun foi tomada por uma estranha sensação. Aproximou-se mais, circulando a pista de dança. 
Ele agora estava muito próximo e era definitivamente alto como Douglas, o irmão dela, e igualmente forte, os cabelos mais escuros que os do irmão, e os olhos... Oh, bom Deus, um homem não devia ter olhos daquela cor! 
Eram de um azul-escuro, mais escuro que o colar de safira que Douglas havia dado a Alex em seu aniversário. 
Se apenas estivesse próxima o suficiente para poder tocá-lo, colocar os dedos naqueles fios negros de cabelos... Soube naquele momento que seria feliz olhando para ele pelo resto de sua vida. 
Decerto era um pensamento maluco, mas mesmo assim verdadeiro. 
Esse homem tinha atributos masculinos. Sim, tinha um corpo atlético, forte e rijo, e era talvez mais jovem que Ryder, que acabara de completar vinte e nove anos.
Uma voz insistente lhe alertou que abrisse os olhos e parasse com toda essa bobagem. 
Afinal, era apenas um homem e, sendo assim tão bonito, possuiria também o mesmo problema de caráter que sempre acompanhava a boa aparência. 
Isso, ou pior. Não teria inteligência alguma. Talvez até tivesse algum dente podre. 
Mas não, não era verdade, porque ele jogou a cabeça para trás e riu, e aquela risada dava sinais de grande inteligência. 
Ah, quem sabe ele fosse um bêbado ou um jogador, ou um patife ou coisa do tipo. 
Ela não se importava. Continuou com os olhos fixos nele.
Sensações estranhíssimas invadiam seu corpo, sensações que não entendia bem. 
Finalmente a conversa entre ele e a jovem dama findou, e ele se curvou e se afastou em direção a um grupo de cavalheiros. 
O grupo seguiu para a sala de jogos, para grande desapontamento de Sinjun. 
Alguém bateu em seu braço de novo. Era Alex, sua cunhada. 
— Você está bem? Está aí parada como uma estátua. Eu a chamei, mas nem pareceu me ouvir.
 — Oh, sim, estou muito bem. — Ouviu uma risada masculina e soube que era a dele, pura e ressonante. Encheu-se de excitação, e algo que não soube definir bem, mas que era poderoso.
— Sinjun, que diabos está acontecendo com você? Está doente ou algo assim? 
Naquele momento Sinjun decidiu manter a boca fechada, o que não era de seu costume. Além do mais, o irmão se reunira a ela e à esposa. 
O conde Douglas Sherbrooke observou a irmã. Sinjun parecia estranha. 
Distraída, o que era uma novidade. 
Ela era como um lago de águas límpidas, seus pensamentos e sentimentos sempre visíveis no rosto expressivo, mas agora ele não conseguia ter a menor idéia do que lhe passava pela mente. Isso o aborrecia. 
Era como se não conhecesse mais a própria irmã. Tentou então a neutralidade.


Em Busca De Uma Ilusão


O conde de Kelvindale cavalgava fugindo da armadilha que sua pérfida amante, lady Imogen, lhe preparara.

Enfurecido, só pensava no plano para forçá-lo a casar-se e não percebeu o terreno acidentado por onde enveredara até sofrer uma queda e perder os sentidos. Quando afinal recobrou a consciência, viu a sua frente uma belíssima desconhecida que, para seu completo espanto, lhe disse: 
“Ah, então meu querido esposo já acordou?” 

Capítulo Um 

1823 
O conde de Kelvindale sentiu quando um corpo macio se movimentou junto ao seu. 
Estivera até então adormecido, o que não era de se sur-preender. 
Ele e lady Imogen Basset haviam feito amor de uma forma impetuosa e apaixonada, o que os deixara exaustos. 
O conde chegara à casa de Imogen após uma longa e exaustiva viagem de Londres. 
Esperava ter uma noite repousante e de preferência sozinho. No entanto, ao descobrir que lady Imogen havia programado uma reunião de família, sentira o desânimo invadi-lo. 
Tal reunião incluía dois irmãos dela que, conforme o conde sabia, gozavam de má reputação. Viviam envolvidos em jogos e apostas, que demandavam mais dinheiro do que podiam gastar, e por isso os dois estavam sempre com dívidas. 
Bebiam muito também, o que os lançava em escândalos sociais os mais diversos. 
Findo o jantar, o conde percebera que havia cometido um engano. 
Nunca deveria ter aceitado o convite de lady Imogen. Como o conde era importante e pertencia a uma das famílias mais tradicionais do país, além de ser rico, não lhe faltavam convites. 
Era sempre bem-vindo nas melhores casas e considerado persona grata em todos os círculos, principalmente na corte. 
Com relação a lady Imogen, ele se sentira muito mais como caça que como caçador. 
Sem dúvida, ela era uma das mulheres mais belas do beau monde. 
Vivia sendo perseguida por todos os nobres que se aglo-meravam em torno de George IV e causava inveja nas outras beldades que se achavam preteridas. 
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A Feiticeira


O eterno feitiço do amor...

As doces lembranças do passado de Kayleigh, de um tempo em que vivia descontraída e feliz no Castelo de Mhor, na 
Escócia, com a irmã gêmea Myrna, quando não tinha problemas nem atribulações, são assombradas pelo trágico dia em que Myrna foi vítima de uma crueldade sem igual, e quando a própria Kayleigh por pouco escapou do mesmo triste fim...
Agora ela vive perambulando pelas ruas de Nova Orleans, lutando pela sobrevivência e ainda fugindo do perigo. 
O destino a coloca frente a frente com St. Bride Ferfinger, que, ao salvar sua vida, se vê enfeitiçado por aquela jovem misteriosa e incrivelmente bela. 
Para Kayleigh, o sensual St. Bride pode ser a salvação que ela almeja... ou seu pior inimigo! 

Capítulo Um

Maio, 1746
Com um soluço, acordou do pesadelo. Levou as mãos ao rosto, e sentiu que estava úmido. Mas os traços provocados pelas lágrimas só limparam parte da su­jeira. Seu coração ainda estava pesado, os ombros duros, e continuava sufocando com o ar carregado ao redor.
Permaneceu quieta no escuro por muito tempo, pensando em Myrna. Seu espectro parecia planar à volta de Kayleigh, que ansiava por rever a irmã para ter sua companhia nas longas noites da Louisiana, uma amiga nas horas difíceis e na vida solitária que levava agora.
Mas Myrna não apareceu, e o único consolo de Kayleigh foi suspirar de frustração, e fazer o que já fizera centenas de vezes. Deixou a mente vagar no passado, pensando na vida feliz que perdera na Escócia, e que tanto queria recuperar.
Porém nessa madrugada parecia estar duplamente amaldi­çoada, pois mesmo esse pequeno conforto lhe era negado.
Por mais que tentasse, não conseguia sentir a maciez do cetim francês de encontro à pele, nem o calor do fogo acon­chegante da lareira nas noites frias. Naquele momento nem mesmo conseguia recordar com precisão os contornos do cas­telo de Mhor. Começava a esquecer os detalhes.
Um ano longe de casa faz com que as memórias se diluam, disse a si mesma. Então, desesperada, fechou os olhos com medo de esquecer tudo de vez, e forçou-se a recordar cada detalhe.
— Kestrel está tendo o sonho outra vez.
A voz soou no fundo da escura choupana. Ali não a chama­vam de Kayleigh, o nome da jovem escocesa de suas lembran­ças, mas de Kestrel, denominação inglesa de um falcão que sempre erguia a cabeça contra o vento.
— Não — replicou Kayleigh em um murmúrio. Tentava se lembrar do que estava gravado no escudo de Mhor.
— Não me engana, menina — replicou a voz macia em meio à escuridão da madrugada. Ouviu-se um som de passos arrastados, e em seguida um dedo ossudo a cutucou. — Aquele dia maldito em Mhor jamais será esquecido.
— Já não me lembro bem de Mhor. E era verdade, apesar de negar a si mesma. Relutante, sentou-se.
— Venha, menina. Onde está aquela força que demonstrou naquele dia no outeiro em Mhor? Foi tão intensa que não con­segui matá-la, e acabei fugindo com você para este lugar.
— Acho que desapareceu também, Bardolph. O calor da Louisiana a dissolveu. — Sacudiu a palha da cama. — Não consigo respirar aqui! Por que não sopra uma brisa fresca?
— Bem, não sei, mas trouxe-lhe algo que irá agradá-la. Quando Bardolph, o Negro, acendeu a vela, Kayleigh o viu fitando-a com atenção. Ergueu-se da cama forrada de palha, e alisou as saias esfarrapadas. Um gatinho preto esfregou-se em suas pernas, pedindo o café da manhã.
— Então qual é a surpresa, Bardie? Nossa! Acordou cedo para me trazer seu presente ou ficou fora a noite toda?
Arqueou as sobrancelhas, e o fitou. Sem dúvida Bardolph era uma criatura noturna. Com o corpo disforme e os longos cabelos acinzentados, a escuridão lhe assentava melhor que a luz do dia. Não era uma visão agradável, muito menos inspi­rava afeto, mas Kayleigh o amava de todo o coração. Bardolph salvara sua vida, e no último ano tentara de tudo para tornar seus dias suportáveis.
—Veja isto!

Escrito Nas Estrelas

Um homem muito especial. Tendo perdido a mãe quando menina, Heather McLaren foi criada pelo pai, um coronel do Exército que a levava consigo em todas as missões. 


Foi assim que ela se viu morando temporariamente em uma fortaleza, enquanto o pai se encarregava de negociações de guerra, assessorado por seus comandados. Heather não imaginava que ali conheceria um homem por quem se apaixonaria perdidamente e que mudaria sua vida para sempre... 
Jacob sabia que o pai de Heather jamais consentiria no casamento da filha com um rapaz que não pertencesse à sua classe social. 
Mas os olhares tímidos e ao mesmo tempo sensuais de Heather não deixavam dúvida quanto à natureza do sentimento que ela lhe dedicava. 
O relacionamento entre ambos teria de ser mantido em segredo, até que Jacob conseguisse provar ao coronel que era um homem de valor. 
Contudo, Jacob e Heather não contavam com a presença de um inimigo invejoso e ciumento, que estava disposto a separá-los e pôr à prova o amor de ambos... 


Capítulo Um 


Fort Bernard, Louisiana 1880. 
Há sapos em nossa água potável. Heathcr McLaren não levantou os olhos para responder à reclamação. Respirou fundo em um esforço para não perder a paciência, porém manteve o maxilar contraído. 
Focou a atenção na pilha de papéis, desarrumada, sobre a escrivaninha do pai, separando-os por assunto. 
Ouviu um barulho atrás da poltrona em que estava sentada. Ele estava perto demais. Ele, o gigante guerreiro Apache, encrenqueiro e soturno. 
Nenhum sonho bonito podia ser associado àquela figura. Na verdade, a vida ali no forte tornara-se um pesadelo desde a chegada daquele homem. 
Por essa razão em especial decidira não olhar para trás, pois bem sabia o quanto ele a desconsertava. 
— Sapos? — indagou com voz firme e casual, procurando dar a impressão de que aquele era um assunto fora de seu controle. 
— Não só isso, mas estão deixando o lugar cheio de sapos-conchos. 
O pai de Heather havia pedido... Implorado para que ela viesse para a Louisiana, ajudá-lo a aproximar os Apaches da cultura americana moderna. 
Em um primeiro momento a ideia lhe pareceu esplêndida, além de representar uma aventura que valeria muito a pena. 
No entanto, a realidade se apresentara bem diferente. Com um gesto demorado, ela colocou um cacho de cabelo para trás da orelha e respirou fundo mais uma vez, antes de virar o corpo para trás. 
— Você quer dizer girinos? Jerônimo, Hércules, Moisés não seriam comparações à altura do homem que se postava ali de braços cruzados. Talvez se assemelhasse mais a Átila, o huno. 
Os olhos dele eram acinzentados e os cabelos lisos, mais escuros do que a noite. 
As linhas do rosto pareciam ter sido desenhadas uma a uma em proporções perfeitas e precisas; talvez obra de um deus místico do amor. 
O corpo másculo e a pele more¬na compunham um conjunto magnífico. 
Afora isso, ele sabia de cor todas as leis dos Estados Unidos. Aparentemente o termo "girino" o confundiu, pois retrucou: 
— Sapo-cocho.
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A Noiva Endiabrada

Série Família Sherbrook

Ryder Sherbrooke é um conquistador galante e divertido, e que tem um segredo. 

Quando ele viaja para a Jamaica a fim de solucionar um intrigante mistério nos canaviais de sua família, um outro enigma se apresenta na forma de Sophie Stanton-Greville, uma jovem de dezenove anos que está determinada a seduzi-lo. 
E Ryder desconfia que não é por causa de seu charme irresistível. 
Sophia sempre teve absoluto controle sobre os rapazes, até conhecer Ryder. 
Seu vizinho, obviamente, é diferente dos outros. 
Ele, por sua vez, confiante e seguro como qualquer homem bom conhecedor das mulheres, trata de logo deixar claro para Sophie quem está no comando. 
Segundo os rumores, ela divide a cama com três amantes.
Será aquela jovem encantadora tão audaciosa como parece? 
Será que ela é uma mulher sedutora... ou uma garota inocente com um terrível segredo? 

Capítulo Um 

Montego Bay, Jamaica Junho de 1803. 
Dizia-se que ela colecionava amantes. 
Três constavam de sua lista atual: o pálido e franzino Oliver Susson, solteiro, advogado, rico, avançando rapidamente para a meia-idade; o fazendeiro Charles Grammond, com esposa e quatro filhos, dono de uma grande plantação de cana-de-açúcar, vizinho a Camille Hall, onde ela morava com o irmão e o tio; e lorde David Lochridge, o filho mais novo do duque de Gilford, banido da Inglaterra por participar de três duelos em três anos consecutivos, matando dois homens e ferindo o último, além de tentar dilapidar em mesas de pôquer a herança que a avó lhe deixara e da qual tomara posse ao completar a maioridade, sete anos antes. 
Ryder Sherbrooke ouviu atentamente cada detalhe a res¬peito de cada um daqueles homens em sua primeira tarde em Montego Bay. Era surpreendente, porém, que nada se expli¬casse sobre a notória mulher, cujos favores eram tão ostensi¬vamente disputados. Gold Doubloon poderia ser chamado de bar, de clube e de café. Construído em um único piso, ao lado da igreja de St. James, o local parecia ser o ponto de encontro preferido dos cavalheiros daquela ilha, ao que o movimento indicava. Ryder cogitava se o sucesso do empreendimento não se resumia a uma estratégia simples, mas eficaz do proprietário. Segundo ele, todas as lindas jovens que circulavam por entre as mesas com sorrisos e notável cordialidade, ou eram suas filhas, ou sobrinhas ou primas. 
Fosse isso verdade ou não, ninguém se atrevia a questionar. 
Em boas-vindas, Ryder fora convidado a provar uma cerveja artesanal, escura e espessa, que o fizera relaxar e se sen¬tir confortável, de volta mais uma vez à terra firme, de onde não acreditava que precisaria ter saído. Não fosse a insistência quase desesperada de Samuel Grayson, o administrador da fazenda de cana-de-açúcar que sua família possuía naquele fim de mundo, para que alguém viesse em seu socorro, Ryder não teria deixado a excitação de sua vida na Inglaterra e o convívio com seus entes queridos. 
Mas fora preciso tomar uma atitude altruísta e enfrentar sete semanas em alto-mar por águas turbulentas, até desembarcar no meio de um verão insuportável que fazia de cada respiração uma agonia. 
Não que ele preferisse ter permanecido em Northcliffe Hall, no lugar de Douglas. 
Por ser o irmão mais velho, fora Douglas a herdar o título de conde com todos seus atributos, mais a exigência de se casar com uma moça da escolha da família. 
Assim, enquanto Douglas se esforçava por se adaptar à nova vida de casado, Ryder empreendia uma viagem para verificar se havia algum fundamento nessas histórias sobrenaturais e malignas que estavam ocorrendo em Kimberly Hall, segundo o supersticioso administrador.


Para Sempre Em Seus Braços


A jovem condessa Sinnovea Altinai Zenkovna viaja a Moscou para ficar sob a tutela da princesa Anna e o príncipe Alexéi, seu marido. 

Estamos em 1620, em pleno verão. Depois da morte dos pais da condessa, o czar decidiu que seria melhor para uma jovem solteira de sua idade, estar na corte onde sem dúvida alguma seria mais fácil encontrar um marido adequado. 
O calor é horrível, os caminhos são desastrosos e ao desconforto da viagem, Sinnovea deve somar a desagradável companhia do clérigo Iván, homem mesquinho em quem a princesa Anna confia cegamente e que a acompanha como tutor. 
Sinnovea sabe que as coisas não vão ser tão fáceis como quando seus pais viviam. 
Sua educação no estrangeiro e seu conhecimento dos costumes nas cortes de outros países, serão sem dúvida um obstáculo que deverá superar na provinciana corte moscovita. 
De repente, em plena viagem, para sua surpresa alguns ladrões assaltam a comitiva sem dar tempo para que os soldados reajam. Sinnovea vê em perigo sua honra e sua vida até que, quando já acreditava estar perto o final, aparece o coronel Tyrone Bosworth, militar inglês a serviço do czar, que consegue resgatá-la. 
Desde o primeiro instante, entre eles nasce algo muito especial. 
Mas ambos deverão demonstrar uma grande força para superar todas as armadilhas que a vida lhes proporcionará. 
De um lado, o libertino príncipe Alexéi perseguirá Sinnovea sem descanso; de outra, o sórdido Iván fará intrigas para desprestigiar a ambos. 

Comentário revisora Ana Catarina:Tenham paciência até o meio do livro. Pois o começo é chatinho. Mas do meio em diante eu gostei muito. 
O mocinho é um assumido apaixonado, e se apaixona a primeira vista, dai para frente é só luta para conquistar a mocinha que é uma beleza, mas "carne de pescoço". Fiquei meio brava com ela, pois a achei muito submissa aos desejos de outras pessoas, que supostamente detinham sua tutela. 
Achei que ela poderia ter lutado mais por sua liberdade. Mas de resto é bem bacana, e dá para ler tranquilamente. Gostei muito. 

Capítulo Um 

Rússia, algum lugar ao leste de Moscou 8 de agosto de 1620 
O sol do entardecer brilhava fracamente através da névoa poeirenta que se depositava na lânguida quietude por cima das copas das árvores e banhava as pequenas partículas de areia com vibrantes tons de cor carmesim, de tal modo que o mesmo ar parecia arder em chamas. Era um fenômeno detestável, pois a aura avermelhada não prometia nem chuva e nem pausa à terra ressecada e sedenta. 
O excessivo calor do verão e a prolongada seca tinham chamuscado as planícies e tornado estéreis as mesetas, secando o infinito mar de pasto até suas emaranhadas raízes. 
Porém na região frondosa da Rússia, limitada para o norte e oeste pelo rio Volga e para o sul pelo Oka, o espesso bosque parecia relativamente intacto apesar da falta de chuva, embora os viajantes que atravessavam o vasto território não deixassem de sofrer a tortura do calor. 
 Em seus vinte anos de vida, a condessa Sinnovea Zenkovna tinha visto a grande variedade de facetas que sua terra natal podia apresentar. 
Eram tão únicas como as mudanças das estações do ano. 
Os longos e brutais invernos eram uma prova de resistência até para os mais entusiastas. 
Mas com a chegada da primavera, o gelo e a neve que se derretiam criavam traiçoeiros pântanos que em tempos passados tinham demonstrado ser o suficientemente formidáveis para dissuadir as hordas dos tártaros saqueadores e outros exércitos invasores. 
O verão se assemelhava a uma raposa temperamental.
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Um Coração Puro


O destino lhe enviou um bandido com a alma negra... Ou um amante com o coração mais puro? 

Seu nome é seu único crime, e mesmo assim lady Gillian deve refugiar-se em uma humilde cabana na tormentosa costa da Cornualia para ocultar-se de um rei que busca matá-la por causa da traição de seu pai. 
Agora o destino envia a Gillian o remédio para sua solidão: um belo estranho vítima de um naufrágio que é lançado a terra pela maré e que requer a atenção da amável dama para curar seu corpo machucado e seu espírito atormentado. 
Só lembra de seu nome: Gareth. Mesmo assim sabe que encontrou o paraíso em companhia dessa deliciosa beleza: suas carícias são um doce êxtase e seu sorriso lhe enfraquece a alma. 
Mas ao retornar suas lembranças pouco a pouco, também recorda a tarefa encomendada pelo Rei. 
Se falhar, seu filho perecerá inevitavelmente. 
Mas como poderá enganar Gillian, cujo amor apaixonado acendeu no coração de Gareth uma chama que nenhuma ordem de nenhum Rei vingativo pode extinguir?

Comentário revisora Ana Julia: O livro é bom, desde o inicio te prende, mas como as meninas disseram a mocinha chega a ser irritante pela teimosa desconfiança pelo mocinho, chega a ser verdadeiramente chato... Mas vale a pena ler o livro, o amor dele por ela é muito bom de se ler. 

Capítulo Um Inglaterra 

Princípios de outubro, 1215 
— Diga-me. Que novidades têm de Ellis de Westerbrook? A ordem imperiosa provinha de Juan, rei da Inglaterra, o mais novo da prole do Demônio, como tinha chegado a conhecer os filhos rebeldes de Enrique II, já que sempre estiveram em desacordo com seu pai… e entre eles mesmos. 
Gilbert de Lincoln espremeu a boina entre as mãos e levantou o olhar para o rosto de barba negra de seu rei. Igual a muitos outros habitantes da Inglaterra, ele também estava farto da cobiça do monarca; queixas descontentes se ouviam em todo o país. 
Muitos dos barões de Juan estavam indignados ante as exigências incessantes de restabelecer seu tesouro… Disso, e da chamada às armas para que Juan pudesse continuar sua luta por recuperar as terras ao outro lado do canal da Normandia e as províncias de Angevin. 
Juan tinha assinado a Carta Magna a princípios do verão. Não obstante, ainda se negava a dar uma lição de humildade. 
A discórdia com seus barões continuou até inflamar-se. De fato, vários estavam tão furiosos e tão decididos a obter que desaparecesse que tinham urdido um complô para assassiná-lo. 
Esse complô se malogrou seriamente. 
A flecha que lançou ao rei Juan, a quem tinham enrolado para que se afastasse de sua partida de caça, não deu no alvo quando no último momento, o cavalo do rei se assustou. 
Em troca, a flecha atingiu um dos guardas reais que tinha saído em busca de seu rei errante. 
O perpetrador fugiu entrando no bosque, já que era especialmente denso. Várias semanas mais tarde, antes que por fim o apanhassem e encarcerassem… Era Ellis, lorde Westerbrook. 
Embora também houvesse outro… Antes de exalar o último suspiro, o guarda ferido havia dito com voz entrecortada que havia dois agressores. 
Imediatamente, os homens do rei levaram Juan muito, muito longe por medo de que fizessem outra tentativa. 
E foi devido a esta tentativa de assassinar o rei que Gilbert de Lincoln tinha pegado seu cavalo e cavalgado de maneira amalucada pelo bosque, o lodo e a escuridão quase dois dias para alcançar seu rei. 
Estava empapado até os ossos pela interminável garoa, impregnado até o centro de seu ser. 
A capa gotejava em atoleiros sobre os juncos esparramados debaixo de suas botas. 
Gilbert não desfrutava das notícias que estava por dar. Temia profundamente que em breve o humor do rei seria tão horrível como o tempo de fora. 
—Sim, Majestade. Trago notícias de Ellis. 
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27 de abril de 2012

O Guardião

Série Retorno às Highlands
Quatro guerreiros destemidos retornam para reivindicar suas terras e seus legados. 

Mas todas as suas façanhas no campo de batalha não são suficientes para prepará-los para o seu maior desafio: Conquistar os corações de quatro belas escocesas. 
Após anos de luta no exterior, Ian MacDonald volta para casa para encontrar seu clã em perigo. 
Para salvar seus parentes, ele deve corrigir os erros do seu passa-do. . . e reivindicar a noiva que renegou por muito tempo. 
Quando era menina, Sìleas via em Ian o seu cavaleiro de armadura brilhante. 
Mas quando sua tentativa de resgate comprometeu sua virtude perante o clã, Ian foi forçado a se casar contra sua vontade. 
Cinco anos depois, Sìleas transformou-se de uma menina estranha em uma mulher bela e independente, que sabe que merece mais do que o marido relutante que preferiu a guerra à ficar com sua jovem esposa. 
Agora, este Highlander diabolicamente belo está finalmente apaixonado. 
Ele quer uma segunda chance com Sìleas - e não vai aceitar um não como resposta. 

Comentário da Revisora Ana Paula G.: Eu adorei a história: romântica, sensual em certos trechos e ainda fiquei feliz por ser uma série. 
Só achei que a heroína pegou pesado neste livrinho, afinal, ela guarda mágoa por anos do marido que a abandou..masssssss,poxa, eles se casaram quando ela tinha 13 ANOS! 
Ele obrigado pelo pai e a via como uma amiga de infância e nada mais. Tudo certo que ela foi humilhada quando o marido escafedeu-se sem ‘prestar as honras’,mas acho que não justifica todo o ressentimento dela...
Bom, ele volta cinco anos depois...huahah.e ai a coisa pega fogo..Achei uma historia emocionante, prende mesmo.E estou louca para ver como as previsões da Teàrlag vão se cumprir nas vidas dos outros.
Notem que ela fala por metáforas,quando chegar ao final do livro vocês vão perceber.Com ela,nada é o que parece....huahahah...Boa Leitura! 

Capítulo Um 

Ilha de Skye Escócia, 1508 

As mãos estendidas de Sìleas colidiram e rasparam contra as paredes ásperas, o tato substituindo a visão enquanto ela corria através da escuridão. 
Pequenas criaturas saltitavam a sua frente, correndo com medo igual a ela. 
 Mas não havia eco de passos atrás dela. Ainda. 
 Um círculo de luz cinza apareceu à frente, sinalizando o fim do túnel. 
Quando chegou a ele, Sìleas ficou de quatro e se arrastou pela abertura estreita, a lama arrastando em suas saias. 
 Os arbustos arranhavam o rosto e as mãos enquanto ela os afastava para o outro lado. 
Uma lufada do límpido ar marinho a envolveu, afastado a umidade, o de terra cheiro do túnel. Sìleas inspirou profundamente várias vezes, mas ela não tinha tempo para parar. 
Assustadas, as ovelhas estacavam ou trotavam para fora de seu caminho quando Sìleas subiu até o morro. Ela rezou para que não o tivesse perdido. 
Quando ela finalmente chegou ao topo, ela se escondeu atrás de uma pedra para esperar. 
 Antes que pudesse recuperar o fôlego, ouviu o som de cascos. 
Ela tinha que ter certeza de que era Ian. Com seu coração batendo nos ouvidos, ela espiou ao redor da pedra. 
 Tão logo ele contornou a curva, ela gritou o nome dele e pulou para o caminho. 
 ─ Isso foi perigoso, Sil─ disse Ian, depois de puxar com força as rédeas do cavalo. 
─ Eu quase passei por cima de você. Ian parecia tão bonito em seu belo cavalo, com seu cabelo escuro voando e o brilho do pôr do sol brilhando sobre ele, que por um longo momento Sìleas esqueceu a urgência de seu problema. 
 ─ O que está fazendo aqui?─ Ian perguntou. ─ E como você se sujou tanto? 
 ─ Eu estou fugindo do meu padrasto─, disse Sìleas, girando em volta de si mesma. ─ Eu saí pelo túnel secreto quando o vi dispensando você no portão da frente. ─ Eu ia passar a noite aqui no meu caminho para casa─, disse ele, ─, mas disseram-me que a metade do castelo estava doente com alguma pestilência e me mandaram embora. 
─ Eles mentiram para você─, disse ela, estendendo a mão para ele. ─ Temos de nos apressar antes de ele notar que eu parti. 
 Ian ergueu-a na frente dele. Apesar das costas arderem como o diabo, ela se inclinou contra ele e suspirou. 
 Estava segura. Ela tinha perdido Ian nestes últimos meses, quando ele estava na corte escocesa e combatendo na fronteira. 
Agora sentia-se como nos velhos tempos, quando ela era uma menina pequenina e Ian sempre ia ajudá-la por causa de um arranhão ou de qualquer outra coisa. 
 Mas desta vez ela estava com problemas, como nunca antes. Se ela tinha alguma dúvida sobre como a sua situação era calamitosa, ver a Dama Verde pairar sobre ela chorando foi um aviso claro. Quando Ian virou o cavalo na direção do castelo, ela se levantou e se virou para enfrentá-lo. 
 ─ O que está fazendo? ─ Eu estou levando você de volta─, disse Ian. ─ Eu não vou ser acusado de sequestro. 
 ─ Mas tem que me levar embora! O bastardo pretende casar-me com o pior dos MacKinnons. 
 ─ Segure sua língua─, disse Ian. ─ Você não deve chamar o seu padrasto de bastardo. ─ Você não está me ouvindo. O homem vai me fazer casar com Angus MacKinnon. Ian parou o cavalo. 
 ─ Você deve ter se confundido. Mesmo o bastardo do seu padrasto não faria isso. De qualquer maneira, eu prometo que vou contar ao meu pai e ao meu tio o que você disse. 
─ Eu vou contar-lhes pessoalmente quando você me levar até eles. Ian balançou a cabeça. 
─ Eu não vou iniciar uma guerra entre clãs por levar você embora. Mesmo se o que diz é verdade, não haverá casamento tão cedo. Você ainda é uma criança. 
 ─ Eu não sou criança─, disse Sìleas, cruzando os braços. ─ Tenho treze anos. 
 ─ Bem, você não tem seios,─ Ian disse, ─ e nenhum homem vai querer casar-se até você tê-los. Ouch!

Série Retorno as Highlands
1 - O Guardião
2 - O Pecador
3 - O Guerreiro - na lista
4 - O Laird - idem
4.5 - O Presente

A Rosa Rebelde

Em um tempo de cruéis rebeliões, um casal se vê afetado pelos ventos implacáveis que açoitam a História, e só poderão seguir adiante com seu valor, sua lealdade e sua paixão, até transformar-se em dois heróis legendários do povo escocês. 
Em meados do século XVIII, as Terras Altas sofriam a cruel dominação inglesa, contra a qual houve frequentes rebeliões.
Esta é a história da sublevação que finalizou com a legendária batalha de Culloden. 
A Rosa da Escócia foi à bela e guerreira Anne Farquharson, que tomou as rédeas de seu clã contra seu marido, a qual enfrentou para adotar a causa da rosa branca jacobita, a dos partidários do príncipe Carlos, o Pretendente, a quem consideravam seu legítimo senhor. Ambos viveram uma intensa paixão enquanto a luta política os obriga a se enfrentar uma e outra vez, até chegar a um final realmente inesperado.


Comentário revisora Ana Julia: A autora pegou um fato histórico para criar sua história, para quem gosta de história é um prato cheio, mas para quem não gosta e espera algo mais, não encontrará, mas não deixa de ser um bom livro. 



Houve uma singular estirpe de anciãs escocesas. 
Formavam um grupo encantador: tenazes, acolhedoras e corajosas, alegres inclusive na solidão e muito independentes. 
Indiferentes às modas e hábitos do mundo moderno, prendiam-se a seus próprios costumes, e assim se elevavam como rochas primitivas acima da sociedade comum. 
Seu bom senso, humor, afeto e coragem se mostravam em um exterior curioso, pois todas se vestiam, falavam e agiam como queriam



Capítulo Um 


Ao longe se ouvia um bater de tambores e o apagado eco de uma morosa melodia de gaitas de fole. 
Era uma chamada, uma reclamação, pois um chefe estava a ponto de morrer. 
Em momentos como esse até os inimigos inflamados esqueciam as rixas, deixavam a espada de lado e partiam para ir à convocatória. 
 Enquanto isso, indiferente ao longínquo sonsonete, uma coisa pastava entre rochas e urzes à luz mortiça do crepúsculo nos primeiros contrafortes dos Cairngorms. Soou um disparo; logo outro, apenas um segundo depois. O animal vacilou sobre as patas e caiu. 
—Trobhad*, vem! — gritou em gaélico uma menina de doze ou treze anos com o rosto sujo, enquanto, alerta e feliz, saia em disparada do matagal de árvores próximas, e corria para a criatura ferida com um mosquete ainda fumegante na mão. 
Apesar do emaranhado da cabeleira, vestia um vestido, montanhês, sim, mas de veludo e encaixe. 
— Anne, fuirich*, espera! — gritou uma voz masculina. Um menino de maior idade, com chapéu de chefe e tonelete, emergiu depois da menina com a segunda arma na mão; o brilho de seu cabelo loiro avermelhado ainda era visível na crescente escuridão. 
Correndo, fez caso omisso ao pedido e não vacilou enquanto deixava cair o mosquete e tirava uma faca do cinto; em seguida saltou por cima do animal ferido para evitar seus dentes, com o aço preparado. 
O veado se removeu e tentou levantar quando ela deu o salto, acertando à moça na tíbia. Anne caiu entre as urzes com um chiado.
Dois passos atrás dela, o jovem soltou a arma de fogo e pegou sua própria faca antes de cair de joelhos junto ao veado, cuja cabeça torceu para trás para matá-lo a seguir. 
Anne se jogou contra o peito do animal a fim de ser a primeira em lhe cravar o aço no pescoço. 
— Cacei-o eu — espetou ela com voz desafiante. O moço lhe lançou um olhar eloquente por cima da presa agonizante enquanto se elevava entre eles o terrestre fedor de sangue. 
— De acordo, MacGillivray — concedeu ela — O caçamos os dois. — Logo afundou os dedos no lento jorro que emanava da ferida e se desenhou uma linha sangrenta no centro da testa com o dedo do meio. 
— Mas a presa é minha. Levantou-se de um salto, assim que esteve segura de ter afirmado seu direito. 
A dor subiu em espiral por todo o corpo, a fazendo soltar um grito antes que pudesse o conter. 
Ao ver que cambaleava, o jovem MacGillivray a segurou. Anne puxou a larga saia de veludo para olhar para baixo. O tornozelo direito tinha começado a inchar. 
Tentou outra vez apoiar nele seu peso, mordendo o lábio para não voltar a gritar de dor. 
— A carregarei. — ofereceu MacGillivray. — E o veado? 
— Terá que esperar. 
— Gu dearbh, fhéin, chan fhirich!* De maneira nenhuma! DOWNLOAD 


16 de abril de 2012

Como se Casar com um Príncipe

Trilogia Irmãs Royle
Um sonho de Cinderela... 

Princesas costumam usar uma tiara na cabeça. 

Sendo assim, quando a tiara lhe servir, não desista de usá-la. E é exatamente isso que Elizabeth Royle pretende fazer. 
Afinal, se não conseguiu ser reconhecida como filha de um príncipe o mínimo que merece por direito é se casar com outro. 
Elizabeth, a mais nova das famosas irmãs Royle, quase perde os sentidos quando encontra seu futuro marido, um homem que antes tinha visto unicamente em sonhos, e que descobre tratar-se de um príncipe. 
Sua alegria, porém, dura pouco, pois ela logo fica sabendo que Leopold está noivo de outra jovem, ninguém menos do que a princesa Charlotte. 
Qualquer outra mulher, na mesma situação, recuaria, mas não Elizabeth. 
Afinal, ela é uma Royle... Recusando-se a abrir mão de seu sonho, Elizabeth assume a posição de dama de companhia de Charlotte, determinada a se aproximar de seu par perfeito. 
Mas o homem que ela deseja não é quem parece ser... e somente depois de descobrir a verdade é que ela encontra o amor pelo qual esperou a vida inteira... 

Capítulo Um 


Londres, 1815

Estava chovendo um pouco. Só um pouco, sua irmã dissera. 
Elizabeth Royle olhou com desalento para sua saia de musselina ensopada. 
Ela e Anne mal haviam começado a caminhar, e já estava molhada até os joelhos. 
O guarda-chuva que dividiam não a tinha protegido da água que caía como uma cortina sobre a rua Pall Mall e que encharcava não só a saia, mas também a pelerine azul que usava sobre o vestido. Seu traje de passeio ficaria arruinado, nunca mais voltaria a ser o mesmo. 
Elizabeth não teria concordado em sair às compras naquele dia horrível se não fosse pelo fato de que sua irmã iria embora para Brighton no dia seguinte, em viagem de lua-de-mel. 
E Elizabeth compreendia que ela precisava adquirir mais alguns itens de última hora. 
Fazia tempo que elas tinham aprendido a importância de estar sempre impecavelmente arrumadas e bem-vestidas. 
Elizabeth descobrira, por exemplo, que um chapéu bonito podia esconder sua pouco atraente cabeleira ruiva e proteger a pele branca dos efeitos do sol, evitando as sardas que fatalmente apareceriam. 
Ela, mais do que ninguém sabia escolher roupas que destacassem seus melhores atributos físicos, disfarçando os menos favoráveis. 
Sair com Anne naquela manhã lhe dava ao menos a oportunidade de contar à irmã um pouco sobre o homem com quem pretendia casar. 
Quem sabe Anne até adiasse a lua-de-mel por uns dias para poder assistir ao casamento.
Isto, é claro, se Elizabeth já tivesse marcado a data. 
Ou se ao menos soubesse o nome do noivo. 
— Pelo amor de Deus, Lizzie! Tudo não passou de um sonho — disse Anne, revirando os olhos com impaciência. 
— Mas não foi um sonho qualquer — retrucou Elizabeth. 
— Como assim? — Foi uma espécie de premonição, Anne. Ontem à noite embrulhei um pedacinho do seu bolo de casamento e coloquei embaixo do travesseiro, como a sra. Polkshank recomendou. E a simpatia deu certo! Sonhei com o homem com quem vou me casar. 
Anne afastou uma mecha molhada de cabelo que lhe caía sobre a testa e segurou com mais força o braço da irmã. 
— Sei... e você acha que esse homem será um... príncipe? Nada menos do que um príncipe? 
— Isso mesmo — Elizabeth afirmou, convicta. 
— Não percebe que é ridículo? Quem foi que você viu no sonho, afinal? Como sabe que esse homem era um nobre? — questionou a irmã com ar cínico, enquanto continuavam a caminhar. — Pense bem, Lizzie. Foi só um sonho... Um sonho, entendeu? 
— Mas eu vi!

Trilogia Irmãs Royle
1 - Como Seduzir um Duque
2 - Como Conquistar um Conde
3 - Como se Casar com um Príncipe
Trilogia Concluída

15 de abril de 2012

Como Conquistar um Conde

Trilogia Irmãs Royle
Ela pensou que ele estivesse sozinho. 
A última coisa que o conde MacLaren deseja é uma esposa. 
Por isso, ao acordar e descobrir uma beldade de cabelos loiros deitada em sua cama, ele se comporta como qualquer outro homem faria, aproveitando-se da deliciosa situação.
Então sua família irrompe quarto adentro, e a atrevida jovem anuncia que é sua prometida. 
E Maclaren se vê prestes a ser fisgado para sempre! 
A tímida e recatada Anne Royle nunca fez algo tão insano em toda sua vida. 
Ela entrou no quarto do conde, não com o intuito de seduzi-lo, e sim de encontrar um documento que poderia revelar a verdade sobre sua descendência. 
Agora, porém, seu mundo virou de pernas para o ar, e ao mesmo tempo que entra em pânico só de pensar na noite de núpcias, Anne se vê ansiando por esse momento, de uma maneira que nunca imaginou ser possível...

Capítulo Um

Ela pensou que ele estivesse sozinho. A última coisa que o conde MacLaren deseja é uma esposa. Por isso, ao acordar e descobrir uma beldade de cabelos loiros deitada em sua cama, ele se comporta como qualquer outro homem faria, aproveitando-se da deliciosa situação. 
Então sua família irrompe quarto adentro, e a atrevida jovem anuncia que é sua prometida. 
E Maclaren se vê prestes a ser fisgado para sempre! 
A tímida e recatada Anne Royle nunca fez algo tão insano em toda sua vida. 
Ela entrou no quarto do conde, não com o intuito de seduzi-lo, e sim de encontrar um documento que poderia revelar a verdade sobre sua descendência. 
Agora, porém, seu mundo virou de pernas para o ar, e ao mesmo tempo que entra em pânico só de pensar na noite de núpcias, Anne se vê ansiando por esse momento, de uma maneira que nunca imaginou ser possível...
Bem, antes que fosse obrigada a entrar em ação. Sim. 
Era exatamente isso o que devia fazer. Voltou-se para Elizabeth com um sorriso brejeiro nos lábios. 
— Aposto que consigo atravessar este salão e tomar os copos vazios das mãos dos convidados sem que eles se dêem conta. E ainda deixá-los sem saber o que aconteceu. 
— Claro que não! — Elizabeth riu, perplexa. 
— Só pode estar de brincadeira, Anne. Conheço você. Não sou mais a irmã boboca que acredita em tudo que fala. 
— Está duvidando, então? Será que um dia vai aprender? — Anne apanhou com decisão a mão enluvada da irmã e depositou nela o leque. 
— Segure para mim. Preciso estar com ambas as mãos livres. Assista a isso, maninha... E se prepare para me dar os parabéns depois. 
Laird Allan, o mais novo conde MacLaren, abriu as portas envidraçadas e deu um tapinha no generoso traseiro de sua companheira, incitando-a a adentrar o corredor escuro. 
Apenas uma vela bruxuleava na passagem estreita: luz o bastante para guiar os criados contratados especialmente para aquela noite. A penumbra, entretanto, servia bem a seus propósitos. 
— Quando a verei novamente... hã... milady? 
— Céus, MacLaren, nem sequer sabe meu nome! — A mulher baixou as mangas bufantes sobre os ombros e depois, sem nenhum pudor, ajeitou com ambas as mãos os seios fartos dentro do corpete. 
Ele reprimiu um sorriso ao vê-la fazer um muxoxo e, em seguida, suspirou, fingindo-se pesaroso. — Receio estar um pouco "alto" ainda. Mas saiba, minha doce milady, que embora eu não me recorde de seu nome neste exato momento, estou certo de que é tão adorável quanto a dona. Vai me perdoar por isso? 
— Sempre galanteador! — Ela riu, encantada, e o apertou nas bochechas com as duas mãos, num gesto que Laird execrou. — Não estou assim tão ofendida, fique tranqüilo. Na verdade, meu querido, estou até aliviada. Se não consegue se lembrar do meu nome, é pouco provável que meu marido fique sabendo do nosso... passeio pelo jardim. 
— E casada?! — Os olhos de Laird se arregalaram de espanto. Maldição!, praguejou consigo. 
Por onde andavam as mulheres solteiras, ultimamente? 
Pareciam evitá-lo como se ele estivesse com varíola. 
Afinal, estava mudado... Ou pelo menos vinha tentando mudar. 
A contragosto, retirou um graveto do penteado exagerado de sua companheira. 
— Não me diga que não sabia — a bela dama murmurou, rindo. — Não se preocupe. Meu marido já está velho demais para se importar com essas coisas, enquanto você, meu lindo e viril conde... — Fitou-o dos pés à cabeça com lascívia e soltou um longo suspiro. — Além do mais, ainda nem me mostrou o tal "jardim do luar". 
Laird ergueu uma sobrancelha. — Como sabe sobre o jardim do luar? 
— É só no que se fala esta noite, por aqui. Dizem que, com a lua cheia, o lugar é mágico... 

Trilogia Irmãs Royle
1 - Como Seduzir um Duque
2 - Como Conquistar um Conde
3 - Como se Casar com um Príncipe
Trilogia Concluída