13 de maio de 2012

A Paixão secreta de Simon Blackwell

Série Família McBride

Um cruel capricho do destino destroçou a vida de Simon Blackwell, e desde então vive em seu refúgio nos paramos, afastado do mundo, com a determinação de negar suas emoções. 

Mas uma noite, em uma viagem a Londres, ocorre o inconcebível: uma embriagadora mulher acorda nele sensações das que já se acreditava curado… se equivocava. 
Annabel não sabe nada da profunda dor que aflige Simon, mas um beijo irresistível a leva a um casamento com um homem que ela pouco conhece, um homem que sabe ocultar muito bem seu passado, e pelo qual ela sente uma intensa paixão. 
Mas Simon não se atreve a amar de novo e Annabel deve encontrar a forma para que ele abra seu coração e se arrisque a voltar a sentir o mais glorioso de todos os sentimentos. Poderá conseguir? 

Comentários: Livro Maravilhoso! É daqueles difíceis de esquecer. Pelo menos para mim, que adoro uma história densa, com heróis sofridos e heroínas destemidas e que ao final o amor redime tudo divinamente. 
Ah, lendo esse livro, fiquei sobressaltada por vários sentimentos, sofri com o Simon, e como o herói é atormentado! 
A perda que ele teve é irreparável, mas não a sua felicidade. Na medida em que a trama avança, percebi que a autora concentrou a primeira parte do livro nos segredos e sofrimento de Simon. 
Cheguei a pensar que a parte dramática se sobreporia ao romance. No entanto, na segunda parte do livro, a reviravolta é deliciosa, maravilhosa, mágica. 
Simon se casa com Anne de uma forma inesperada, contudo a heroína desconhece o passado de seu marido. A rapidez do casamento não a choca tanto quanto a proposta de Simon de ficarem casados por um ano apenas na aparência. Ah, eu fiquei com uma raiva momentânea, mas não depois de conhecer aos poucos os segredos de Simon... e são muitos, não para o leitor, que vai captando sutilmente os fatos, mas para Anne. 
Felizmente a heroína é fantástica, dessas que fala o que pensa e não se acovarda de forma alguma. 
Ela decide salvar seu casamento e o faz de forma esplêndida. Muita tensão sexual, moldada com uma narrativa sensual e a autora consegue fazer com que as cenas e os lugares se formem em nossa mente de uma forma única. 
Adoro a sua escrita, romântica e carregada de um sutil erotismo de parar a respiração. 
Amei. Essa série promete. 

Capítulo Um 

Aparentemente tia Letícia requer minha presença na celebração de seu septuagésimo aniversário. 
Ela e eu somos os únicos que restamos da família de minha mãe. Embora deteste Londres no verão — na realidade, detesto-a em qualquer época do ano—, sinto-me obrigado a agradá-la. Partirei pela manhã. 

Simon Blackwell 

Londres, 1848 
Lady Annabel McBride diminuiu o passo. Acompanhada de sua prima Caroline e dos dois filhos pequenos desta, cruzavam a pé o Hyde Park em direção oeste. 
—Senhor, devo dar medo — lamentou Caro— O calor se faz verdadeiramente insuportável em julho, não crê, Annie? Anne olhou para Caro por debaixo da aba de seu chapéu. 
No céu, o sol deslumbrava com seus raios. 
Não era nem meio-dia. Mesmo assim, Anne podia sentir as gotas de suor caindo pelas costas. 
O vestido de seda listrado era o adequado para um dia de passeio, o corpete ajustado e preso com fitas e laços. 
É óbvio, mamãe tinha se ocupado disto. 
Mas debaixo, as numerosas camadas de babados e saias presas com o espartilho a faziam se sentir como um preso preparado para ser jogado a um navio e transportado por mar para um lugar longínquo. 
Caro, pelo contrário, e apesar de seus protestos, parecia fresca como uma rosa em que era, sem dúvida, a manhã mais calorosa do verão. 
Como Caro conservava a sua esbelta silhueta depois de dois partos seguidos era um mistério que provocava inveja e comentários entre as damas da alta sociedade. Afinal, ter uma cintura diminuta era uma das coisas mais cobiçadas nesses dias. 
Anne, é óbvio, sabia que tinha muito a ver com Isabella e o pequeno John, de três e dois anos respectivamente, que nem sequer tinham um ano de diferença. 
Os dois se pareciam com Caro, com seu cabelo dourado, seus olhos de um azul escuro e as mesmas covinhas nas faces. 
A família os chamava de Izzie e Jack, adjetivos como vivazes e impetuosos ficavam pequenos para descreverem seus temperamentos. 
Se a isto se acrescentasse uma tendência marcadamente travessa —assim como a necessidade própria da idade de explorar cada canto e cada fresta do mundo circundante— poderia entender o porquê Caro não podia parar quieta nem um momento estando com eles. 
A maioria das vezes suas travessuras obrigavam Anne a morder os lábios para não rir, já que de outra forma os pequenos se sentiriam inclinados a repetir o que tanta graça causou aos mais velhos. —Ai, prima!

 



 

 

 Série Família McBride
1 - A Paixão Secreta de Simon Blackwell
2- A Sedução de uma dama desconhecida
3- Noiva de um escocês perverso
Série concluída

Reivindicada pelo Príncipe Lobo

Trilogia A Lenda de Faol
Scottish Highlands, 1700 

A lenda fala de um clã de guerreiros ferozes, os Faol, que dominam o espírito do lobo que vive dentro deles. 
Eles são famosos por suas habilidades em combate e pelo fascínio irresistível que exercem sobre as mulheres mortais... 
É uma atração irresistível que Iona McKinley experimenta pela primeira vez quando é tomada pelo Príncipe Struan Tolmach, Alfa Líder dos Faol. 
Seu toque é emocionante e excitante... mas ela é destinada a ser reivindicada por um outro guerreiro. 
Correrá Struan o risco de perder seu clã para manter Iona para si?


Trilogia A Lenda de Faol
1 - Reivindicada pelo Príncipe Lobo
2 - Vinculada ao Príncipe Lobo
3 - O Highlander e a Princesa Lobo
Trilogia Concluída

Feliz Dia Das Mães

Eu Marcia e Jenna, desejamos à todos vocês um Feliz Dia das mâes !
Mais feliz ainda é ter sua mãe aí juntinho com você para celebrar este dia. 


Muitos beijos.

12 de maio de 2012

A Herdeira Pecadora

Série Os Huntington

Inglaterra e Escócia, 1844. 

Ela não tinha nada a perder... Somente o coração! 
Depois de ser pivô de um escândalo que terminou com a morte de um homem, Alexandra se refugia na casa de campo do irmão, onde o ajuda a administrar os negócios. 
Mas a chegada do atraente escocês Collin Blackburn desperta sua curiosidade e seu desejo... 
E nesse momento Alexandra compreende que existem certas vantagens em ter a reputação arruinada... 
Para cumprir uma promessa feita ao pai, Collin está disposto a aceitar a ajuda da mulher que levou seu irmão a perder a vida num absurdo duelo. 
No entanto, Alexandra não é a mulher fatal e desavergonhada que ele esperava encontrar. Na verdade, Collin suspeita que a única culpa de Alexandra fosse o anseio de experimentar uma grande paixão, e ele está mais que disposto a colaborar. 
Só que, quando se trata de amor e sedução, Alexandra tem muito mais a ensinar do que a aprender... 

Capítulo Um 

Yorkshire, julho de 1844. 
Ela revirou os olhos diante da fatura comercial que examinava e rogou uma praga. 
Nada digno de uma dama como Alexandra Huntington. 
No entanto, estava sentada à mesa de um escritório masculino, vestindo calça de montaria e fazendo trabalho de homem. 
Seu xingamento não podia ser considerado chocante. 
— Bi... Bin... — Ela tentou decifrar a caligrafia tortuosa do proprietário de um moinho local. 
Sabia que a conta tinha algo a ver com grãos, provavelmente de aveia, triturados para o abastecimento de estábulos. 
Educado, o moleiro tratava Alexandra como era devido. Afinal, tratava-se da irmã do duque. 
Mas, no fundo, desejava que ela desistisse logo daquela brincadeira de gerenciar a propriedade rural do irmão. Ela levantou-se, carregando consigo o papel. 
O ruído de suas botas foi absorvido pelo grosso tapete que se estendia até o corredor. Ali, ouviu o som de uma voz pouco familiar. 
— Você deve ter se enganado — dizia um homem, enquanto Alexandra se detinha nas proximidades da porta. — O duque me assegurou de que a irmã dele estaria em casa. 
Alexandra pestanejou um tanto alarmada. 
Seu irmão havia enviado algum amigo de Londres para vê-la? 
Era improvável, contudo... O visitante permanecia a alguns passos dela, porta adentro o que também era estranho. 
Poucos venciam a barreira representada por Prescott, o mordomo, que controlava o acesso das pessoas ao jovem e poderoso duque. 
Curiosa, Alexandra avançou mais um metro e espiou pela porta. — Se puder deixar um cartão, senhor... — disse Prescott. 
— Não tenho cartão — o homem retrucou com firmeza, girando a cabeça instintivamente até deparar com Alexandra. 
Ele não podia atinar sobre quem ela era fora de seu traje normal e com os cabelos presos num coque atrás da cabeça. O casaco de montaria lhe escondia as curvas. 
Mas Alexandra sentiu o olhar ferino sobre ela, antes do estranho voltar-se para o mordomo. 
Prescott pareceu incólume à frieza daqueles olhos. Deixou passar dez segundos em silêncio, depois vinte. Com um encolher de ombros, o visitante aceitou, por fim, a impossibilidade de intimidar o mordomo. 
— Por favor, diga-lhe que preciso falar com ela. Estou na hospedaria Red Rose. 
Alexandra observou o homem girar rumo à saída. 
Foi atingida pela vibração de sua natureza impetuosa. Quem seria? Ele podia ter se irritado com a indiferença de Prescott, mas parecia autoconfiante até a última fibra de seu ser. 
Os cabelos castanhos necessitavam de um corte, e ele esquecera a gravata, assim como seu cartão de visitas, porém a elegância do casaco marrom que vestia atestava riqueza. 
E um sotaque escocês suavizava a voz grave... 
E acelerava o pulso de Alexandra. 
Seguramente, o irmão dela nunca a exporia a uma pessoa na qual não confiasse. 
— Prescott... 

Série Os Huntington
1 - A Herdeira Pecadora
2 - A Rake's Guide To Pleasure
3 - One Week as Lovers

6 de maio de 2012

Domando A Noiva

Série Highlanders 
Estava pronta para deixar que seu coração desabrochasse… 

Merry Stewart estava farta! 
Farta de seu pai e irmãos cujos comportamentos fariam ruborizar até a dama mais recatada. 
Farta de seu lar nas Highlands, que teria afundado há muito tempo se não fosse por ela. 
Merry sonhava fugir para os braços de seu prometido, Alexander d’Aumesbery… mesmo que nem sequer o conhecesse. Mas quando, por fim, se encontram Merry se sente desolada, pois parece que ele não é muito melhor que o resto dos homens de sua família. 
Tão bela, tão desavergonhada… No mesmo instante em que vê Merry, Alexander decide fazê-la sua. 
Desesperado para convencê-la de que não é igual aos descarados membros de seu clã, tentará demonstrar que é um cavalheiro de maneiras polidas, embora debaixo de todo esse refinamento bata um coração tão intenso e incontrolável quanto o de Merry. 
E, por fim, quando a vida de Alexander se vê ameaçada, ela perceberá que ele é o marido que esteve esperando… e a paixão que compartilham se transformará em algo impossível de domar. 

Comentário da revisora Ana Paula G.:Aff, tudo eu..huahahah...Brincadeira!! 
Olha, ri a valer com este livrinho. Tinha dias que meu menino perguntava o que eu estava lendo que gargalhava na frente do PC... 
Mas sério...NUNCA li um herói que levasse tanta trombada como esse!! Do começo até a metade do livro, ele cai de cara no chão, leva uma pedrada na cabeça, é atacado, drogado... minha nossa!!!!!! 
Tem trechos hot, aliás, um dos livros da Linsay com mais trechos hot que já li...mas é impossível, logo depois, não começar a rir com as situações absurdas que acontecem com o Alex e a Merry! 
 Sem falar do pequeno Alex (que de pequeno não tem nada!) sempre presente e atuante entre o casal!! Huahaha 
Enfim, como todos os livros desta escritora não tem como não adorar!!! Excelente!!! Divirtam-se! 

Capítulo Um 

 —Deveria fazer com que o ferreiro visse isso. Alexander d’Aumesbery parou de esfregar a mandíbula e deu de ombros. 
 —Não tenho tempo neste momento. Gerhard Abernathy estalou a língua com impaciência. 
 —Esse dente esteve incomodando-o desde que saímos da Tunísia. Deveria ter cuidado disso no instante em que retornamos à Inglaterra e não permitir que continuasse doendo. 
Alex sorriu afetuosamente ao homem mais velho. Gerhard era um dos soldados mais leais e de maior confiança de seu pai. 
Era esse o motivo pelo qual seu progenitor insistiu para que o guerreiro o acompanhasse quando o príncipe solicitou que viajasse com ele à Tunísia para unir-se às Cruzadas. 
Um Gerhard disposto o seguiu com muito prazer, embora frequentemente Alex se perguntava se tinha se arrependido depois. 
Nenhum dos dois imaginou ficar longe por tanto tempo. Realmente, depois de apenas um ano, o príncipe Edward retornou para assumir o trono depois da morte de seu pai. 
Mas tinha pedido a Alex que permanecesse em seu lugar, assim ele e seus homens ficaram para continuar lutando uma batalha perdida. 
Isso custou-lhes dois anos mais de calor, areia e sangue. Durante todo esse tempo, Gerhard foi seu amigo, seu conselheiro e às vezes sua babá, cuidando dele como uma mãe quando era ferido ou tomado pela febre, protegendo-lhe as costas em batalha e oferecendo sua sabedoria quando devia tomar decisões importantes. Alex não acreditava que tivesse conseguido sobreviver sem ele e lamentava que seu pai não estivesse vivo para agradecer por tê-lo obrigado a levar Gerhard com ele. Naquela época, Alex era um jovem arrogante e tinha visto Gerhard, dez anos mais velho, como um ancião. Achava que o homem faria mais lenta sua marcha e que seria um problema. 
Não podia estar mais enganado. Gerhard tinha salvado sua vida mais de uma vez e se transformou em seu amigo. 
—Tive muitas coisas para fazer para me incomodar com este dente —disse Alex imediatamente—.Cuidarei dele quando retornarmos de Donnachaidh. 
—Deveria fazer isso antes de visitar sua irmã e esse tal Diabo com o qual se casou —insistiu Gerhard.


Série Highlanders 
1 - O Diabo das Highlands
2 - Domando a Noiva
3 - A Diabinha E O Highlander
Série Concluída


5 de maio de 2012

O Buquê Da Noiva



Estados Unidos, 1863 


Em algum lugar do passado... 
A gerente de relações públicas Jennifer Hollis escolheu o Solar Apple Grove como locação para a cerimônia do seu casamento, com o intuito de mostrar a todos que aquele belo lugar deve ser preservado como centro histórico em vez de ser transformado em um parque de diversões. 
Porém, quando seu noivo não aparece, e um fotógrafo registra a imagem de Jennifer sozinha e desolada, segurando nas mãos seu buquê, o flash da câmera ilumina um ambiente totalmente diferente, e Jennifer se vê transportada para o ano de 1863, casando-se com o capitão Bennett Vance, e segurando nas mãos o mesmo buquê de noiva. 
Logo Jennifer percebe que Bennett é a sua alma gêmea... 
Mas ela precisa descobrir uma maneira de retornar ao futuro, a fim de continuar sua campanha para preservar Apple Grove, e não sabe se Bennett poderá acompanhá-la em sua viagem no tempo. 


Capítulo Um 


Kansas City, 1999 Solar Apple Grove 
— Pelo amor de Deus, Brad, os convidados para o casamento já estão todos aqui! — Jennifer Hollis segurava com tanta firmeza seu buquê de flores de maçã e rosas brancas que os dedos amassaram a fita enrolada ao redor dos talos. 
O pânico a impedia de ver o estrago causado às flores, enquanto ela falava ao telefone da sala de estar. 
— Brad, você não pode estar falando sério. O reverendo Gleeson já chegou. O pessoal da filmagem está pronto para rodar. O serviço de Buffet colocou a comida na mesa. Por favor, confesse que está brincando quando diz que não está preparado para se casar. 
Brad respondeu, mas Jennifer mal compreendeu as palavras de tão incrédula que estava. 
Sua cabeça girava e suas emoções eram um verdadeiro torvelinho. 
De qualquer forma, já ouvira tudo o que precisava saber: seu noivo tinha resolvido que não poderia dar continuidade ao casamento, e que sentia muito por deixá-la sozinha para lidar com toda a confusão. 
Segundo ele, tinha se dado conta de que os dois desejavam coisas diferentes da vida e que dar continuidade ao casamento seria um erro terrível. 
— E você esperou até agora para me dizer isso? — vociferou Jennifer, incrédula. 
— Péssimo momento, eu sei, mas é melhor agora do que depois que estivermos casados, Jennifer. — Brad respondeu com uma ponta de arrependimento na voz. — Um dia você entenderá. Vou para a Califórnia tão logo consiga resolver algumas coisas. Só assim nenhum de nós ficará com receio de esbarrar no outro pela cidade. Jennifer percebeu que não havia como evitar o desastre. A determinação no tom de Brad era clara. 
Sem esperar para ouvir mais, bateu o telefone com toda a força, desligando. 
O que mais poderia dizer para o homem que decidira abandoná-la no dia do seu casamento? 
O barulho do telefone sendo jogado sobre a base ecoou pelo saguão restaurado do Solar Apple Grove, ricocheteando na lareira de mantel de nogueira entalhada, nas arandelas de latão polido e nas portas da escrivaninha de carvalho. 
Atordoada, Jennifer deixou-se cair sobre a poltrona de couro preto, sem se preocupar se iria amassar seu vestido de casamento. 
Cetim plissado e rendas de Bruxelas amassada era o que menos importava naquele momento. 
Apesar disso, precisou se mover para ajeitar a pressão exercida pela anquinha do vestido ao encostar-se ao assento. 
O estranho acessório não caía muito bem sobre a lingerie Vitoria's Secret que usava sob o traje de casamento. Onde estava com a cabeça quando resolvera usar aquele modelo da década de 1870, com anquinha e tudo? 
Por que todos os seus sonhos estavam indo por água abaixo, de repente? 
Em pensar no trabalho que tivera... 
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Sedução E Confusão/ Amor por Acaso


Inglaterra, 1810 

Um encontro e tudo mudaria... Charity Standing é loira... Linda... 
E a mulher mais desejável de Devonshire. 
O único problema é que ela é desastrada. 

Não só desastrada, ela é capaz de fazer colidir as estrelas, de deixar o mundo de pernas para o ar. 
Como um talismã do azar, os problemas a seguem para onde quer que ela vá... 
Rane Austen é um homem de gosto impecável, mas de criação menos que satisfatória na ilha de Barbados. 
Ele não consegue arranjar uma esposa entre as refinadas damas da alta sociedade de Londres. 
Rude, atrevido e escandaloso além da conta, ele perdeu três mulheres para homens mais respeitáveis. 
Seu destino, porém, está prestes a mudar... 
Num piscar de olhos, Charity cruza seu caminho... 
E a vida de ambos vira do avesso! 
Para Rane, perigo nunca foi um empecilho e ele fará tudo para provar a Charity que foram feitos um para o outro... 

Capítulo Um 

Devonshire, Inglaterra, 1810 
Chuva. Era a última coisa de que Charity Standing precisava. E verdade o que dizem, ela pensou. 
Não importa o quanto as coisas pareçam ruins... 
Podem sempre ficar piores. 
Enxugou as lágrimas e correu o olhar pela pequena igreja em busca de conforto nas cinzentas paredes familiares. Seus antepassados tinham ajudado a construir aquela sólida capela, séculos antes. 
Agora, as grossas paredes de pedra emanavam uma úmida friagem e os bancos de carvalho carregavam o desolado bolor da idade e do desuso. A
bandono, Charity se deu conta; cheiravam a abandono. 
O pensamento provocou outro par de lágrimas. 
Não havia conforto para ela ali... Talvez em parte alguma. Um frêmito de inquietação dominou os outros enlutados sentados nos bancos, nos fundos da capela. Uma tempestade num enterro era um mau sinal, acreditava o povo do interior. 
Entreolharam-se com desassossego e viraram-se para observar Charity, velada de negro, alguns com simpatia e outros, com evidente curiosidade. 
Os ritos fúnebres para o fidalgo Upton Standing tinham sido modestos, porém adequados tanto ao seu status quanto ao seu caráter. 
A maioria dos ali presentes foram seus vizinhos durante toda a vida. 
Alguns eram de um nível social inferior com pequenas propriedades na área, outros eram fazendeiros arrendatários que moravam nas modestas cabanas que pontilhavam as terras do fidalgo. 
De maneira geral, todos tinham conhecido e respeitado o Sr. Standing. 
Contudo, o comparecimento ao funeral era a chance de ver a bela filha do fidalgo e sua excêntrica sogra, lady Margaret Villiers. 
Durante os últimos dez anos, o amável homem afastara mais e mais sua família do convívio público e despertara especulações sobre as razões pelas quais assim agira. 
O padre limpou a garganta, olhou para o aguaceiro, e voltou ao púlpito. 
— Continuaremos em... Prece e reflexão silenciosas. 
Uma palpável onda de alívio percorreu o grupo ao fundo; o reverendo os salvava a todos de ficarem encharcados. O atraso, porém, apenas vinha somar-se à tristeza de Charity, prolongando a agonia. 
Em breve depositariam seu amado pai sob o solo frio de Devonshire e o sepultariam para esperar pela eternidade. Ela sufocou um soluço no lenço e voltou-se para o caixão de carvalho. 
Uma nova onda de tristeza resultou em mais lágrimas. Quando conseguiu erguer a cabeça, seu olhar percorreu a nave da igreja, a fileira de bancos do outro lado, e seu espírito afundou em nova prostração. 
Lá estava Sullivan Pinnow, barão Pinnow, da vizinha cidade de Mortehoe. Charity podia sentir seu olhar contrito, procurando por ela. 
Sim, pensou aflita, as coisas poderiam sempre ficar piores. 
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Histórias Oeste Selvagem




O JUSTICEIRO
Jen Wise, junto de seus pai, faziam a viagem que seria a viagem que iria mudar definitivamente as suas vidas daí me diante iriam ser rancheiros, tinham acabado de vender a sua granja em Albany e tencionavam comprar um rancho em Bendville, infelizmente na viagem tiveram uma surpresa, dois bandidos tiraram a vidas aos pais, deixando desamparado, sem familia e sem dinheiro o jovem Jen. 
Contudo, Wise foi acolhido por Gregory, um homem que quanto Jen sabia apenas queria tambem comprar o seu proprio rancho. 
Dois anos volvidos e após o seu casamento com Ruth, Jen veio a descobrir que o homem que o tinha ajudado em tempos poderia ser o assassino de seus pais. 
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TÉCNICO EM TORTURA
Berlim, é o palco de mais uma missão do agente secreto do FBI, Roderick Mills, ele tinha apenas que fazer cehgar codigos de acesso a um preterido do governo sovietico, para que este se juntasse a Washington como delator. Este traidor do governo sovietico, Alejandro Guderian, não contava com a “sorte” de Mills, que estava disposto a vingar a morte do seu colega Mark morto numa embuscada criada pelo próprio Guderian. 
A maior recompensa de mills, foi o aceitar o seu antigo amor por Olga... 
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2 de maio de 2012

Uma Mulher Especial

Uma bela mulher, de caráter firme, muito falante e que sempre preferiu... 


Um encontro que resultaria em luta ou paixão? 


Estados Unidos, 1794 a independência ao casamento... Whitney Daniels é uma em um milhão. Finalmente a Guerra da Independência chegara ao fim, mas outra batalha acabava de se iniciar para ela. 
O major Garner orgulha-se de ser imune aos encantos femininos, mas Whitney é, na verdade, um problema selvagem, de um tipo que pode fazer com que qualquer homem se renda a um desejo incontrolável. 
E para complicar ainda mais, a moça em questão está disposta a uma boa briga, e o major parece aceitar o desafio... 


Capítulo Um 


Outubro de 1794 Condado de Westmoreland, Pensilvânia — Vamos, Whit, você sabe do que estou falando, sim! 
Mas Whitney Daniels não alterou seus passos naquela trilha bem disfarçada por árvores e arbustos. 
Levava o ma¬chado e continuou carregando-o, sem dar ouvidos a Charlie Dunbar. 
Cuidava para não fazer barulho nas folhas secas que cobriam o chão e também para não quebrar pequenos galhos com sua passagem, para não deixar vestígio algum de que estivera ali. 
Continuava descendo o caminho, e lançou um olhar rá¬pido por baixo da aba de seu velho chapéu de feltro para o rapaz musculoso que seguia a seu lado. 
Aprendera com o pai a discernir quando um homem falava sério sobre uma barganha. 
E Charlie não estava mostrando sinal algum de que era assim... 
— Então, o que me diz Whit? — ele insistia, observando suas pernas, que se moviam com agilidade dentro da calça masculina de pele de animal. 
Começava a sentir um calor quase sufocante na mata, mas percebia que Whitney não se mostrava cansada ou abatida com a caminhada forçada. 
— Posso cortar um pouco de lenha de excelente qualidade, madeira bem dura, para alimentar o fogo por bastante tempo. Você não vai conseguir cerrar uma árvore dura assim. Não deixa de ser uma boa troca... 
— Não, Charlie. — Whitney começou a olhar com atenção para o chão, à procura de ervas. — Ande, ajude-me a encontrar um pouco de hortelã. Sei que vi alguns pezinhos por aqui há dois dias. 
— Que tal um tecido bonito, florido, para fazer um vestido? Eu trouxe alguns comigo, para minha mãe e para as garotas, quando voltei do forte. 
Mas ela continuava a não ouvi-lo direito, envolvida na busca pela erva, cujas folhas fortes ela gostava de mastigar. — Não está me escutando, não é, Whit? — Charlie tentou fitá-la de frente, o que conseguiu apenas por breves instan¬tes, porque a concentração de Whitney estava, de fato, na hortelã. 
— Estou lhe oferecendo coisas... Tecidos, agora. O que me diz? Para fazer belas roupas... 
— Detesto vestidos.
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Coleção Barbara Cartland



O BRILHO DO AMOR 
O brilho do olhar de lady Angelina revelava o amor que trazia no coração. 
Lady Angelina teve de encarar a verdade: estava apaixonada por Charles, o duque de Sunbury. 
Amigos desde a infância, ela jamais imaginou que isso fosse acontecer. 
Quando Charles partira, não era o homem bonito e sedutor no qual se transformara após anos distante. Havia pouco, ele dera baixa na Marinha, pois herdara o título de duque. 
Para celebrar sua volta, ela organizou um grande baile, a pedido do próprio Charles. 
Lady Angelina tinha uma missão: convidar as mais belas ladies para vir recepcioná-lo, pois, empobrecido pela guerra, Charles precisava arranjar uma noiva rica para salvar sua casa ancestral! 




SONHOS AO VENTO 
Um momento inesquecível Sonho ou realidade? Cavalgando velozmente pela fazenda, Júlia sente no rosto a carícia do vento, os cabelos esvoaçantes transformando-a em uma verdadeira princesa. 
De repente, montado em um cavalo magnífico, surge um belo cavaleiro e emparelha sua montaria à dela. 
O coração de Júlia bate disparadamente, com a certeza de que aquele é o homem de sua vida. 


Após alguns minutos de corrida, separam-se sem que um saiba o nome do outro. 
Mas o destino os faz reencontrarem-se novamente, em uma noite de festa e tragédia! 




A FORTUNA DE AMAR 
Dinheiro! Ora, então é ele quem manda no amor? 
David, rechaçado pela mulher a quem tanto ama pelo fato de ser pobre, não lhe conta que agora é um rico herdeiro, e parte da Índia com o coração em pedaços. 
Ao chegar à Inglaterra, na casa do avô, conhece Nina, uma bela e delicada jovem que se apaixona por ele à primeira vista. 
Embora não ouse confessar seu amor, ela tem certeza de que David sabe de seus sentimentos. 
David, magoado com as mulheres, jura nunca mais se envolver com ninguém. 
Mas como resistir à meiguice de Nina e a seus olhares apaixonados? 



UM AMOR PARA O REI 
Apenas um encontro... 
E Tatiana descobriu o poder do verdadeiro amor... 
A viagem a Velidos seria monótona e cansativa, não fossem os longos passeios que Tatiana fazia pelos campos das terras do rei Alexius. 
Afinal, fora ali apenas para assistir ao casamento da prima. 
Porém o destino quis que ela encontrasse o jovem e atraente rei Alexius, em uma terrível situação: havia um complô para matá-lo. 
Tatiana, então, decidiu ajudá-lo. 
E, sem perceber, seu coração foi capturado na mais doce armadilha que pode existir: o amor! 



A FUGITIVA 
Sozinha no mundo, lady Helena buscou abrigo às margens da sociedade. 1866, Londres. 
Faltavam ainda nove meses para a emancipação de lady Helena Renton. 
Neste tempo, seu padrasto poderia dispor de sua vida a seu bel-prazer. E ele o fez. 
Ela teria de casar com um homem velho e interesseiro que nem conhecia! 
O que poderia fazer para escapar de uma sina tão cruel? Fugir! Desafiando a sorte, o destino e os deuses! 
Para isso, teve de mentir para as pessoas que mais confiaram nela...



A FALSA LADY 
Um encontro inesquecível Inglaterra, Paris, Grécia, Gibraltar 1876. 
No convés do navio que a levava ao encontro do desconhecido e da aventura, Celina Hart, que se fazia passar por lady Hartington, olhava o céu cravejado de estrelas, desejando chegar logo a seu destino, quando ouviu uma voz: 
"Queria saber, linda lady, que pedido estava fazendo às estrelas que eu, embora um simples mortal, faria o impossível para atender". 
Era o marquês de Merryfield. Marujo experiente, conhecido por suas conquistas, estava curioso de saber por que aquela bela jovem viajava sozinha naquele navio infestado de apátridas e aventureiros... 



UM RAIO DE ESPERANÇA 
Na primavera, o amor desabrocha no coração de Isa. Paris, 1875. 
Em toda sua vida, Isa jamais imaginara viver uma aventura igual a que estava vivendo. 
Filha de um referendo tivera uma educação recatada e polida. 
Agora, em meio a seqüestradores e bandidos, servindo de intérprete para lorde Lanwood, sabe que vai depender de toda sua astúcia para que tudo saia bem. 
Mas quando fita lorde Lanwood nos olhos, todo controle se esvai e o coração bate descompassado, as mãos transpiram, e inconscientemente seus lábios se entreabrem. 
Tudo que deseja é esquecer-se do perigo e atirar-se nos braços desse homem! 



CORAÇÃO ROUBADO 
Os planos eram perfeitos... Amanda e Vernon, seu irmão, juram vingar a morte do pai. 
Propõem-se também a pagar todos os credores, pois ao suicídio do pai seguiu-se a falência provocada pela deslealdade dos sócios. 
São auxiliados nessa vingança pelo major Jackson, que serviu com Vernon como comandante no Exército, na Malaia. 
E cada golpe planejado é um sucesso, exceto o último. Afinal, Max Manton é um homem requintado e charmoso, e Amanda se apaixona perdidamente por ele. 
Será que ela teria coragem de continuar sua vingança ou sucumbiria aos apelos do coração? 





Histórias Oeste Selvagem



FIBRA DE HERÓI
Os pesadelos de Betty a Vibora, como era conhecida em Portland, começaram quando Donald, amigo de john, sobrinho de Ben chegou na cidade. 
Betty dominava o negocio dos cabarés, o trafico de mulheres brancas era usual por estas bandas, serviam para alegrar os madeireiros que trabalhavam dia e noite para amealhar uns miseros cents. 
Os grandes negócios da venda das madeiras eram disputados por Van Dine, marido de Betty, e Tracy. Mortes e Trapaças eram mantidas em segredo pelo proprio xerife da cidade, a mando Betty.


NÃO ATIRE MEU VELHO
Howard Burdette, o forasteiro mais procurado na pequena cidade de Fort Davis, o mistério sobre os motivos de tanta busca, era “silenciado” por todos. 
O verdadeiro motivo, eram 25 mil dolares, fruto de um assalto ao trem de valores. June sabia o que sentia por Clark desde o primeiro instante em que vira Clark Mandei, e estava disposta a ajuda-lo na sua demanda, na busca do suposto “ladrão” e o seu bando.


A MARCA DO CHICOTE
Naquela noite de muita dor, Keit leit, tinha apenas uma certeza, iria voltar a Rio Muerto para concretizar a sua vingança. 
Tinha apenas um objectivo matar: matar Dextor Clinton, um poderoso rancheiro do Novo México e cinco dos seus vaqueiros, que obedecendo às ordens do seu patrão controlavam a maioria dos ranchos vizinhos. 
Quando Keit voltou a Rio Muerto, foi-lhe atribuido o cargo de agente federal, e com todos os poderes que lhe são inerentes conseguiu, fazer cumprir a lei, não se tornando um assassino apenas um homem da lei que a respeitava e fazia respeitar: 
“A violência nunca se justifica, e nem a vingança, são dignas de um homem honrado.” sempre repetindo estas palavras de seu pai, na hora do seu ultimo suspiro.



NO PAÇO DA MORTE
Levando uma vida simples em Monterrey cuidando de sua granja, Irish não imaginava a mudança que teria em sua vida. 
Após receber uma carta de seu pai, dizendo que tinha ido atrás de ouro, a fim de ter uma vida mais confortável, a jovem decidira seguir atrás dele, depois que sua mãe falecera. 
No entanto, em seu primeiro acampamento ela já fora atacada por homens selvagens, vindo a cair no Kern River e quase morrer. 
Se não fosse por Clark Jackson, sua vida teria sido ceifada naquelas águas. Ao lado deste charmoso e misterioso cavaleiro, Irish vive as mais incríveis aventuras de sua vida, atravessando o terrível deserto para chegar ao “Vale da Morte”. 
Um faroeste onde os bandidos são implacáveis e cada dia nasce com um novo desafio para Irish e Clark. 
Será que conseguirão chegar com vida até o seu destino?




1 de maio de 2012

Ariana

A promessa a um amigo moribundo obriga Rafael Rivera, conde de Torrijos, a converter-se no marido de uma herdeira inglesa. 

Ariana Seton aceita o compromisso imposto por seu avô, com a certeza de conseguir o divórcio rápido e encontrar o homem adequado para ser seu marido permanente. 
Em uma época em que a Espanha está dividida em dois bandos, os que tentavam instaurar de novo a monarquia e os que a insultam, Rafael e Ariana se verão envolvidos em um complô para assassinar o homem que subiria ao trono como Alfonso XII, enquanto lutam amargamente contra a atração que vai unindo-os.

Comentário revisora final: Linda história com uma mocinha teimosa e orgulhosa, e, um típico e lindo mocinho: irresistível, lindo másculo e heróico... Amei o fundo histórico, a intriga real, e a descrição de uma Espanha vibrante!
Sem grandes surpresas e fácil de seguir uma história romântica leve e divertida o Juan é demais kkkkk.

Capítulo Um 

Toledo Fevereiro De 1873. 
Os olhos escuros do jovem se estreitaram de modo imperceptível. 
Para os que lhe conheciam bem, era sintoma de irritação e o homem que estava frente a ele o adivinhou imediatamente. 
Viu-lhe esticar as longas e musculosas pernas e as pôr com desinteresse na banqueta forrada de cetim. Esperou. Esperou até que seu anfitrião apurou o conteúdo de sua taça, depositou-a sobre a mesinha a sua direita e se incorporou. 
Quando o fez, o estômago de Henry Seton se encolheu, seguro de não escapar a sua cólera. E não escapou. 
A voz de Rafael Rivera soou baixa, mas carregada de ira. — Henry, é a proposta mais estúpida que me fizeram em toda a vida. Seton suspirou e assentiu em silêncio. 
Ele também ele pensava que a proposta parecia uma ideia de loucos, mas não tinha outra saída. 
Devia conseguir a ajuda do espanhol e era capaz de qualquer coisa para consegui-la. 
— Rafael — disse, em tom conciliador — quer pensar de novo? Jogando faíscas pelos olhos, a resposta chegou quase em um grito. 
— Por Judas, homem! — Não é tão má ideia. 
— Para quem? — Ela não é... 
— Henry, meu amigo, me escute. — Rafael se aproximou e se inclinou, apoiando-se nos braços da poltrona que ocupava o outro — Agradeço-te o oferecimento, mas sigo dizendo que é um absurdo. Esqueçamos o tema, vamos sair para comer, vamos passear por Toledo e procuremos um par de mulheres. 
— Não vim lhe ver por... 
— Henry, não vou me casar! Disse com tanta raiva que Seton guardou silêncio uns instantes. 
Mas não demorou a voltar para a carga. 
— Estou-lhe pedindo ajuda, Rafael. 
— Está me pedindo que me ponha uma corda ao pescoço, condenação! Mas, que mosca te picou? Pelo amor de Deus! Levamos mais de seis anos sem nos ver, apresenta-se de supetão e me pede que despose sua neta a quem, seja dito de passagem, só vi uma vez em minha vida, quando era uma mucosa. 
Henry, seriamente não está louco? Devia estar, pensou ele. 
Mas o herdeiro dos Rivera era sua única salvação. Incorporou-se e passeou pela amplíssima biblioteca até reunir a coragem suficiente para lhe contar o que acontecia. 
— Rafael, sente-se, por favor, e escuta. 
— E um inferno! — grunhiu Rafael, dirigindo-se à porta-. — Sente-se demônios! O grito fez que Rafael ficasse pego ao chão. 
Girou lentamente e olhou seu amigo como se seriamente acabasse de escapar de algum centro de saúde mental. Mas o gesto de fúria do inglês era tão patente que, a pesar dele, e sem deixar de olhá-lo, tomou assento. 
— Estou morrendo. — disse Seton. 
— Como?! — Os médicos me deram um ano de vida, embora eu saiba que não fica nem a metade. Suponho que tentam me animar. 
— De que merda está falando, Henry? - sussurrou o espanhol. 
— Vejo que recuperei sua atenção. A notícia o fez perder a cor, moço. 
— Se for uma brincadeira maldito filho das ilhas! Não me faz graça. 
— Não é nenhuma brincadeira, Rafael. Morro. Algo relacionado com meu sangue, dizem. — de repente pôs-se a rir — Que ironia, meu Deus! Sempre pensei que os Seton tinham sangue quase real. Sabia que um de meus bisavôs estava aparentado com...?

Prisioneiro Em Seus Braços



Apesar dos grilhões tinha o olhar desafiante de um cavalheiro…


Um casamento estratégico com um poderoso emir sarraceno, obcecado por mulheres virgens, permitiria a lady Jocelyn conservar a fortaleza em que nasceu. 


Mas... a que preço? 
Sua única esperança de escapar do harém do depravado emir, seria perder o que mais lhe interessava: sua virgindade... e rápido! 
O prisioneiro Simon de Rhys não estava em condições de descartar a proposta de lady Jocelyn: sua liberdade por uma noite de amor com ela. 
A tarefa parecia simples, mas nada era como parecia...


Comentário revisora Ana Paula G.: Livrinho super agradável.É quase um ‘florzinha’, não tem muitos trechos hot, mas confesso que a história me prendeu. 
O resumo narra muito bem a história: realmente a heroína quer a todo o custo se livrar de sua virgindade para escapar do casamento com o emir. 
E claro que nosso herói aparece na hora e lugar certos para isso. 
O envolvimento entre os dois acontece logo nas primeiras páginas e depois a Jocelyn tem que lidar com as consequências de suas ações e tentar escapar da atração que sente pelo gostosão..huahahah Super gostoso de ler e muito romântico. 


Capítulo Um 


Na cidade portuária de Arish, na disputada fronteira do califado do Cairo com o Reino Latino de Jerusalém,Anno domini1152 
— Esse. 
Com o rosto inteiramente coberto por um véu, como usam as mulheres do Oriente, lady Jocelyn apontou com a cabeça o infeliz que arrastaram para fora da cela dos escravos. 
Foram necessários dois fortes guardas armados com lanças, para obrigá-lo a subir na plataforma de madeira onde aconteceria o leilão. 
Mesmo acorrentado, sua enorme estatura era um fator a ser levado em conta. 
— Minha senhora! O protesto de seu intendente foi pronunciado em um sussurro, só para os ouvidos da dama. 
Sir Hugh viajou através de muitos mares, muitos anos atrás, com o avô de Jocelyn. 
Atualmente seu cabelo estava grisalho, mas quase não tinha perdido o vigor e nem sua habilidade no manejo da espada. 
Como Jocelyn, adotou as vestimentas orientais em sua perigosa incursão na sempre instável fronteira entre os dois reinos. 
O capuz de sua longa túnica escondia boa parte de seu rosto enquanto se inclinava para a dama a que jurou servir. 
— Repare nos machucados de seus braços e do seu rosto. Demonstram uma natureza teimosa, indomável. Nunca se dobrará a sua vontade. — Não tem outra opção. Não se almejar à liberdade. Isso era perfeitamente certo. 
Desde que o Papa de Roma convocou uma Segunda Cruzada sete anos atrás, milhares de candidatos a tornarem-se guerreiros de Cristo tinham engrossado as filas dos peregrinos à Terra Santa. Inclusive Luis VII da França e sua esposa, Leonor de Aquitania, responderam a convocação. 
Embora tenham retornado à França depois da insatisfatória campanha, suas ousadas façanhas, assim como suas escandalosas aventuras, transformaram-se em uma espécie de lenda por todas os lugares. 
Por desgraça, o número de pessoas que se aproveitavam dos viajantes que se atreviam a participar daquela infeliz peregrinação, tinha aumentado também. 
Eram tantos os peregrinos e cruzados que foram vítimas de bandidos e piratas que os mercados de escravos do Cairo até Damasco estavam repletos de franceses de pele clara. 
Inclusive ali, na mesma fronteira do Reino Latino que era vosso destino quando partiram, meses ou anos atrás, eram tantos os que foram leiloados que os preços caíram como pesos de chumbo. 
Jocelyn teria dado tudo para poder comprá-los todos. 
Ela e seu avô estiveram enviando agentes para oferecer dinheiro por aqueles desventurados cativos, até que a tensão foi aumentando e os fatímidas do Egito fecharam as fronteiras. 
Seu nível de desespero estava tão alto que se atreveu a realizar a tão perigosa viagem para adquirir um escravo que pudesse servir a seus secretos objetivos. 
Se é que poderia chegar a utilizá-lo. Porque seu intendente parecia ainda mais desconfiado. 
— Olhe-o - disse sir Hugh — debaixo dessa pele machucada, é só músculos e tendões. 
Era verdade. Pela abertura de seu véu, Jocelyn inspecionou o escravo na plataforma de madeira do leilão. 
Sob seu sujo cabelo e sua repugnante barba, certamente cheia de piolhos, seu corpo espetacular revelava claramente que não era um simples peregrino. 
Não era um humilde camponês ou um mercador desejoso de conquistar a salvação eterna respondendo à convocação do Papa. 
Aqueles ombros tão musculosos, aquele ventre plano e tenso, aquelas coxas musculosas, mostravam anos de duro treinamento e rigorosa disciplina. 
Havia brandido uma espada, adivinhou sagazmente, e não uma mas muitas vezes.
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