15 de setembro de 2012

Maiê em...




Sempre prontos! 

Confesso que essa semana a inspiração me faltou, comecei a trabalhar em algo novo e terminei sem muita cabeça para escrever. 
Acho que é normal se sentir assim de vez em quando, isto é, caso você não seja uma mocinha de romance. 
Eu leio todo dia um pouco antes de dormir, e como estava bem cansada terminei reparando na disposição inesgotável dos protagonistas dos livrinhos, principalmente no que se refere aos assuntos carnais, se é que vocês me entendem.

Não importa onde, quando ou depois de atravessar que deserto a pé, eles estão sempre querendo. 
Até entendo quando isso acontece nos livros da época da regência. 
Eles não tinham televisão, a vida dura dos nobres se resumia a decidir se ia jogar cartas, fazer a social em um baile ou passear por Bond Street. Trabalhar oito horas por dia, nem pensar... 
Vá, se fosse de outra forma eles nunca teriam tempo para abrir todos aqueles espartilhos, vestidos, anáguas, coletes, paletós e gravatas. 
Mas como explicar a prontidão dos personagens medievais e do Velho Oeste? 
Neles o homem treina os soldados, levanta uma cerca, conserta a vila, cavalga 200 quilômetros e volta de boa, para fabricar alguns herdeiros. 
E isso em uma época em que não haviam descoberto as propriedades medicinais da catuaba. 

Disposição não se compra, mas há outras coisas que podemos aprender com as cenas hot dos romances. Hora H sem neuras. 
Muitas coisas passam pela cabeça das mocinhas durante as cenas quentes, mas preocupação com celulite, culote e barriguinha não faz parte do repertório delas. Viver o momento. 
Quando a negócio pega fogo elas nunca deixam outras coisas interferirem. 
Se entregam e em boa parte do tempo se divertem muito. 

 Mais Coragem e menos auto piedade. 
As melhores mocinhas são aquelas que lutam pelo que querem. 
Não estou sugerindo que ninguém invada o quarto de um duque bonitão para pedir um beijo ou persiga um vampiro tatuado pela rua, mas quantas vezes simplesmente não corremos atrás do que queremos por medo?

Beijos 

Maiê


Os bonitões que sempre incorporam os protagonistas dos livros na minha imaginação. 
O Primeiro é o Billy Crudup, ele não é unanimidade entre o público feminino, mas não sei por quê. 
Ele é meu sonho de consumo, se acharem um assim perdido por aí me mandem de aniversário por sedex. Vi um filme com ele nada menos que 13 vezes, sim sou dessas... rs 
Quando Billy está de férias entra Paul Walker para ocupar seu lugar. 
O Wentworth Miller é outro que tem lugar cativo na minha imaginação. 
E vocês, quem imaginam quando estão lendo um romance?

Três livros em que não faltam cenas hots, mas que além disso possuem boas histórias também. 

Amante por um Mês da Miranda Lee - Rico Mandretti está no meu top 10 de mocinhos, e em questão de disposição é medalha de ouro. 
O que eu gosto nesse livro é que o casal é adulto, sofisticado e com uma sintonia perfeita, apesar de supostamente não se suportarem. 
Rico e Renée fazem uma aposta em um jogo de pôquer, ao perder ela terá que ser amante dele por um mês. As cenas hot são perfeitas. 

A Primeira Noite de Uma Mulher da Celeste Bradley - Quem gosta de livros com cenas hot já deve ter lido esse volume da série Royal Four. 
O mocinho tem um graaaaaande problema que faz todas as mulheres correrem dele. 
A Olivia é alta e nada delicada, por isso ele a escolhe para esposa. Adoro tudo nesse livro. 

Uma Proposta Indecente da Emma Wilde - Os dois maiores conquistadores de Londres fazem uma aposta para descobrir qual o melhor amante. 
Uma jovem viúva com a reputação de recatada se oferece para julgar. A história é muito romântica e tem cenas hots muito boas.

Boa Leitura!

Sedutor Dos Mares




Jamie Kerrick era um infame sedutor! 

Se Sarah Abernathy desejasse tornar a ver seu pai, unir forças ao devasso homem do mar parecia sua única escolha. 
Se bem que ela ficou com a impressão de que a busca por seu pai poderia resultar na perda de seu coração... para um aventureiro sem certos princípios. 
O capitão Jamie Kerrick tinha absoluto controle sobre seu navio e tripulação... assim como fazia com todos os aspectos de sua vida, incluindo suas emoções. 
Então, como era possível que a filha inocente de um simples missionário conseguisse tornar seu mundo ordenado um completo caos? 

Capítulo Um 

 Sarah Abernathy jamais estivera num bordel. 
Na verdade, se a situação de sua família fosse menos desesperadora, nem sequer teria sonhado em colocar os pés na Casa das Flores Dançantes. 
Mas seu pai estava desaparecido havia quase três semanas, e a única esperança de encontrá-lo era o homem que, segundo os mexericos, fazia visitas noturnas ao mais notório palácio de prazeres de Macau. Uma vez que James Kerrick, terceiro visconde de Straithe e capitão da escuna Fênix, havia ignorado os urgentes e repetidos pedidos dela para que se apresentasse na Casa de Missão Presbiteriana, não lhe restava escolha senão surpreendê-lo em seu reduto. 
— Você acha mesmo que deve se aventurar a sair vestida desse jeito, Sarah? — perguntou-lhe uma voz suave num tom preocupado. 
— Tenho a impressão de que papai objetaria se estivesse aqui. Amenizando a expressão dura, determinada em seu rosto, ela ergueu a cabeça e dirigiu um sorriso afetuoso à irmã mais nova. 
— Se papai estivesse aqui para objetar, eu não precisaria sair, não é mesmo? 
— Não...acho que não. Não era da natureza de Abigail argumentar ou desafiar a adorada irmã mais velha. Ainda assim, seu senso de decoro levou-a a mais um protesto: 
— Talvez você deva esperar. Tenho certeza de que teremos alguma notícia de papai em breve. Ele já se ausentou dessa maneira antes. Lembra-se daquela ocasião em Punjab, quando subiu pelas trilhas nas mon¬tanhas para encontrar um eremita? 
— Eu me lembro — respondeu Sarah secamente. — E também dos desastres que ocorreram como resultado. 
— Mas Sarah — disse o garotinho sentado ao lado de Abigail. — Não foi por culpa de papai que o poço do vilarejo ficou sujo no dia em que tirou aquele eremita da montanha. 
— É verdade, Charlie. E nem foi por culpa dele que os relâmpagos assustaram o rebanho de vacas sagradas e provocaram o estouro pelos campos naquela mesma tarde. Ainda assim, os habitantes culparam-no por esses desastres. 
O menino de seis anos abriu-lhe um sorriso. 
— Porque nosso pai persuadiu o homem sagrado deles a descer de sua caverna, em vez de deixá-lo nas montanhas para protegê-los com suas preces.
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Uma Rosa Com Amor

Entregando o coração... 

William Kent estava certo de que passaria um verão tranquilo em sua casa de campo. 
Porém seus pequenos sobrinhos e a chegada inesperada de hóspedes, se encarregam de acabar com o tão sonhado sossego, levando-o à beira do desespero! 
Quem poderia ajudar o pobre William? Emma Snow, a nova governanta, felizmente é uma jovem sensata e bastante jeitosa com crianças... 
Além de ser linda, inteligente e encantadora! 
Pensando bem, aquele verão poderá se tornar uma experiência bastante interessante, pois William está decidido a conquistar aquela jovem que cativou seu coração! 

Capítulo Um 

Devon, Inglaterra, 1820 

Nefret tomou posse da poltrona predileta de lorde William, e ele nada pôde fazer, exceto olhar zangado para a linda gata egípcia, de pêlo liso, brilhante, da cor da areia do deserto. 
Em resposta, ela fixou nele os olhos dourados, depois bocejou, curvou-se e acomodou o focinho na elegante cauda. 
Pelo menos a poltrona e os outros móveis estavam cobertos com tecido grosso de algodão, e as unhas aguçadas da gata não podiam rasgar o tecido. 
Nesse momento, os criados faziam rigorosa limpeza em Cranley Hall. Fred, um dos lacaios, por pouco não atingira lorde William com o batedor que manejava com energia no tapete pendurado em um varal, nos fundos da casa. 
O robusto Fred desculpara-se com veemência. Não tinha visto o patrão aproximar-se. 
Lorde William lembrou-se de que havia escapado de perigos semelhantes em Londres, na casa da mãe, que tinha obsessão por limpeza. 
Não esperava que isso também acontecesse ali no campo, no distante e tranquilo condado de Devon, onde a vida transcorria em ritmo lento. 
Antes da chegada de lorde William, os criados viviam ociosos, uma vez que ninguém aparecia na propriedade. 
Bem, lorde William estava de volta. E viera para ficar. Cansara-se das viagens e da vida fútil que havia tido, até então na sociedade londrina. 
Queria que Cranley Hall, o solar ancestral, voltasse a ter o esplendor do passado. 
Para isso, ele contratara empregados extras. 
Entretanto, os esforços bem-intencionados da criadagem eram, de certa forma, desperdiçados em Cranley Hall, que se deteriorava rapidamente, sem que o pudessem consertar. 
Lorde William achava que certas paredes só estavam de pé por causa da hera que as mantinha seguras pelos cantos. 
Havia goteiras no telhado, tábuas soltas no assoalho e falta de ladrilhos nos pisos. 
Mesmo assim, era sua casa. Uma das muitas que a família possuía e a sua favorita, apesar de semi-arruinada. 
Suas viagens o mantiveram fora da Inglaterra durante vários anos e, nesse período, Cranley Hall não fora bem-cuidado. I
sso, no entanto, iria mudar, graças ao empenho seu e dos criados. 
Até a biblioteca iria sofrer uma boa faxina. 
A governanta, senhora Diggory, e o mordomo, senhor Winkworth, que tinham a ajuda de moças da vila, usavam vassouras, escovas, esfregões e flanelas como se fossem armas de guerra. William sorriu sem humor. —Espere só pra ver, Nefret! 
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Inocente Pecado

Um ardil inocente... ou uma teia de mentiras? 

Quando a astuta Emily se vê comprometida com dois pretendentes no mesmo dia, sua irmã gêmea, Elizabeth, ingenuamente, concorda em se fazer passar por ela. 
Convencida de que desfrutar de uma tarde com o galante Randall Thorpe será inofensiva, Elizabeth representa tão bem o papel de Emily, que fica arrasada ao saber que o garboso magnata pediu a mão de sua irmã em casamento. 
O ardil lhe custou uma chance ao amor... até que um mal-entendido providencia uma oportunidade irresistível de estar com o homem que lhe roubou o coração. 
Randall não consegue entender o que aconteceu à dama charmosa e atraente que ele cortejou. 
Uma vez casada, Emily se tornou cruel e vingativa. 
Afastá-la da vida social de Londres, que ela tanto ama, lhe parece um castigo adequado. 
Mas assim que viajam, sua esposa se mostra novamente a mulher doce e encantadora que ele conheceu. 
Agora, Randall está determinado a decifrar de uma vez por todas o estranho comportamento da esposa e descobrir a verdade sobre a mulher que ama tão apaixonadamente... 

Capítulo Um

Londres, Inglaterra, 1840 

—Você quer que eu faça o quê? — Elizabeth Worth encarou a irmã, Emily, com espanto. 
— Não precisa ficar tão chocada — Emily rebateu. — Afinal, não estou pedindo que doe a mim seu primeiro filho. 
— Não seja má, Emily. — Elizabeth sentou-se na beirada de sua cama. — Não me neguei a ajudá-la. 
— Então vai fazer o que lhe pedi? 
— Ainda não sei. Não me parece justo.
— Eu faria isso por você, se me pedisse! 
— Mas eu pedi, lembra-se? E você atirou um vaso de flores em mim! — Elizabeth recordou. 
O pai delas sempre dizia que as achava tão idênticas que sequer conseguia diferenciá-las. 
Porém, jamais afirmava tal coisa diante de Emily. 
Afinal, ela se ressentia por ter de partilhar tudo com Elizabeth, desde a atenção dos pais a aniversários e a própria imagem.
— Essa vez não conta. Tínhamos apenas seis anos. — Sem se preocupar com o tecido delicado do vestido de baile, Emily se jogou na poltrona. 
— Por que você sempre dificulta minha vida? 
— Por que sempre me culpa por seus problemas? 
Ser desperta de um curto, mas abençoado, sono foi mais um acréscimo ao desastroso dia de Elizabeth. Passara horas se enfeitando para um baile, ao qual não desejara comparecer, só para voltar pouco tempo depois porque o pai se sentira mal. 
Suas costas doíam após passar horas atendendo às ne-cessidades dele, na tentativa de lhe proporcionar conforto até que sua respiração voltasse ao ritmo normal. 
Emocional e fisicamente exaurida, Elizabeth enfim se recolhera havia menos de duas horas. 
— Durante dezoito anos, você gritou e esbravejou cada vez que uma pobre alma acidentalmente a confundia comigo ou vice-versa. Agora, às quatro horas da manhã, você entra em meu quarto para propor que troquemos de lugar. Não estou dificultando sua vida, Emily. Só estou estranhando a mudança tão repentina! 
Elizabeth atravessou o quarto e parou diante da bacia e do jarro de porcelana. Resignada, jogou água fria no rosto. O choque térmico reavivou sua disposição, tal qual pretendera. 
— Desculpe-me, Emily, não devia ter sido ríspida com você — Depois de atribuir aquele rompante de agressividade à fadiga, prometeu a si mesma descansar ao final da tarde. 
— Claro que não devia ter sido ríspida comigo. — Emily se levantou. 
— Se não quiser fingir que sou eu, basta dizer. 
— Fingir... 

10 de setembro de 2012

Perverso Como O Pecado.

Série Boscastle
 
O belo oficial da cavalaria sir Gabriel Boscastle, retorna de Waterloo como um herói, só para retomar sua busca de prazeres proibidos em Londres.

Não há aposta que este cínico cavalheiro não aceite, nem mulher que não possa seduzir.
Mas quando viaja a mansão campestre que ganhou nas cartas, descobre que existe um jogo ao qual jamais jogou, e que poderia ter encontrado a forma de seu sapato. 
Seu competidor e vizinha não é outra que Alethea Claridge, a única pessoa que o enfrentou durante seus anos mais loucos e a única mulher que conseguiu capturar seu coração.
A formosa e solitária lady Alethea segue, aparentemente, de luto por seu noivo, que morreu na batalha.
Mas sob seu escudo de fingida aflição, oculta um atroz segredo que poderia destruir sua reputação para sempre.
De modo que, quando uma noite este bonito cavalheiro retorna como um trovão a sua vida, compreensivelmente fica receosa. 

Alethea defendeu Gabriel quando era um moço travesso.
Mas agora que é um sedutor, revela-lhe seus desejos sensuais sem a menor duvida, embora este prometa que se reformará. 
Redimiri-se-a este irresistível cafajeste e devolverá a Alethea a confiança no amor ou a arruinará para sempre? Alethea não demorará a ter a resposta enquanto Gabriel põe em dúvida tudo o que ela acredita sobre o amor, de si mesma, e do que se precisa para ser um herói. 

Comentário revisora Alcimar Silva.: Bem, temos aqui mais um livro da Série Boscastle, o sétimo. 
Como a Edith disse é um livro gostoso de ler e com muitas cenas hots. 
Veremos uma história em que um amor de infância se transforma em paixão adulta e arrebata mais um “Canalha Boscastle” tornando-o fiel e amado. 
Embora a trama se desenrole em um clima de suspeita e traição, a superação do amor é seu ponto principal. Vocês vão adorar a história, que faz jus a todas as outras da série. 
Muito romântica caliente e com certa pitada de mal entendidos que vão se resolvendo, aos poucos, durante a trama. Beijos e obrigada às moderadoras e responsáveis pelas traduções pela confiança em mim para realizar este belíssimo trabalho. 

Capítulo Um 

Enfield, Inglaterra. 1816. 
O diabo tinha vindo tomar posse de Helbourne Hall. Não era de tudo surpreendente considerando a história recente do malvado fidalgo proprietário da mansão. 
Lady Alethea Claridge não podia distinguir apropriadamente os detalhes da indigna chegada de seu vizinho com a gretada luneta que tinha na janela. 
Entretanto, o que conseguiu perceber trouxe pouco consolo a alguém que tinha procurado isolar-se dos cavalheiros de má conduta na sociedade. 
Junto a dois criados que estava o seu lado na longa galeria da casa de seu irmão, olhava para o cavaleiro em um encantado silêncio.
Enquanto pensava em sua dramática comparação desta pessoa com Mefistófeles , deu-se conta que podia dizer mais amavelmente, que parecia um cavaleiro sombrio de épocas brumosas, com a missão de arrasar tudo. 
Esta imagem lhe teria dado mais segurança, se tivesse compreendido a verdadeira natureza de sua busca. 
O alto usurpador envolvido em uma capa escura sentava-se em seu formoso andaluz negro como se dirigisse uma brigada de cavalaria. 
Vociferou baixando à costa iluminada pela lua com uma indiferença apocalíptica pela segurança e decoro. Estava atacando ou fugindo? Não viu ninguém que o perseguisse. 
- A esposa do hospedeiro disse que quase o mataram em Waterloo. - disse em voz baixa, a senhora Sudley, a governanta, amontoando-se para ver mais perto. -
 Tem cicatrizes horrendas no pescoço, de uma ferida que teria matado um homem normal. 
- Achei que tinha deixado de escutar falatórios - murmurou Alethea. 
- Até mais, essa irrefletida demonstração de equitação, não poderia ter sido efetuada por um homem que não estivesse no máximo de sua destreza física, a menos que seja um fantasma. 
O forte som nasal da senhora Sudley, indicou que se ofendera. 
- Só escutei o que se diz no povoado para seu próprio bem, Lady Alethea. 
- Para meu bem? - Alethea a olhou pela extremidade do olho 
- O que tenho que ver com ele? A senhora Sudley franziu o cenho. 
- É vital saber, para seu bem-estar, se será um bom guardião de sua propriedade. 
Alethea suspirou ante esta improvável possibilidade. 
- Quantos guardiões "bons" rouba de um homem seu lar, em um jogo de cartas, pergunto-me? - Aparentemente é de Londres. - acrescentou à senhora Sudley em um tom de voz que indicava que ele poderia também ter surgido do mundo subterrâneo. 
Ela sorriu. - Nem todos de Londres... 
 

Série Boscastle
1 - Meu Amado Marquês
2 - Meu Amado Lorde
3 - A Noite de Núpcias
4 - Os Perversos Jogos de um Cavalheiro
5 - As Pecaminosas Noites de um Nobre 
6 - Os Diabólicos Prazeres de um Duque
7 - Perverso Como o Pecado
8 - Um Perverso Lorde nas Bodas
9- The Wicked Duke Takes a Wife — em revisão

Relutante Amor







Escócia, 1407


A honra estava em suas mãos...

Havia uma última esperança para Ross Sutherland salvar sua propriedade, mas isso significava roubar lady Catlyn Boyd.
No entanto, ele não tinha escolha, pois estava sendo chantageado por um poderoso inimigo. 

Contudo, quando se viu diante de tão encantadora jovem, Ross soube que não importava o que isso fosse lhe custar, ele jamais iria traí-la.
Catlyn jurara jamais confiar em homem algum. 

Ainda assim, o inegável poder de sedução de Ross destruiu toda sua determinação, levando-a diretamente para os braços dele...
até que ela soube que o homem a quem entregara seu coração nada mais era que um inimigo mortal!...

Capítulo Um

Fortaleza de Kennecraig, Escócia Agosto de 1407
Os trovões ribombavam pelas montanhas Grampiam e ecoavam pelo desfiladeiro estreito de Finglas Glen.
Ao repercutir nas muralhas da fortaleza, o barulho ameaçador aumentava a tensão no subsolo.
A água da vida do clã Boyd ia ser provada. 

Com um vestido de lã alva e os cabelos cor de mel, soltos, Catlyn Boyd entrou na câmara de teto alto.
Aquele era o momento para o qual havia se preparado quase a vida inteira.
O entusiasmo que deveria sentir, porém, estava eclipsado pela tristeza.
— Papai, o senhor nos foi tirado cedo demais — murmurou. Como sentia falta dele, da paciência, da sabedoria e da coragem demonstrada após a morte do irmão ao nomeá-la sua herdeira.
Observou o aposento familiar. Não era grande, mas rico em história.
Duas colunas de pedra sustentavam o teto abobadado do qual pendia uma roda de ferro com doze velas. 

A luz refletia no único móvel, uma antiga mesa de carvalho.
No centro dela ficava outra preciosidade. O cálice.
O bojo de cristal de rocha permitia a passagem da luz que refletia no líquido cor de âmbar.
Séculos atrás, um ancestral o tinha trazido de uma viagem pelo Mediterrâneo e também a receita para se destilar bebida alcoólica de cereais.
Cada nova geração dos Boyd havia melhorado a fórmula original. 

O orgulho pela família e o senso de dever a dominaram.
Desviou os olhos do cálice e fitou as pessoas reunidas ali. 

Cada uma delas tinha contribuído na fabricação do uísque. 
O rosto fino de Roland, o encarregado do processo de fermentação, revelava ansiedade.
Se a bebida não estivesse boa, ele perderia a posição ocupada antes pelo pai e pelo avô.
Wesley, o filho e aprendiz dele, sorriu para Catlyn.
Adair, o capitão de seus homens, a quem considerava como mentor e que fora amigo de seu pai, fitou-a com olhar triste.
— Chegou o momento, menina — Adair murmurou.
Sem hesitação, Catlyn apanhou o cálice para aspirar o odor pungente. Forte e penetrante como deveria ser num uísque de apenas um ano.
Enquanto outras meninas aprendiam a bordar e a cuidar da casa, ela fora ensinada a reconhecer a mistura adequada de cevada e fogo.
O líquido queimou-lhe a boca.
Engoliu-o e sentiu nuances sutis.
Curioso como uma leve insinuação de doçura instigava novo gole.
— Como pode dizer se está bom, ou não? — Roland indagou. Catlyn estremeceu e engasgou com a bebida, o que não fazia desde a infância.
— Forte, não é? — Adair comentou ao tirar-lhe o cálice e bater em suas costas.
— Uísque é bebida de homem — resmungou Roland.
— Thomas devia ter designado um de nós para cuidar da destilaria. A insinuação de que não servia para substituir o pai fez Catlyn erguer bem os ombros.
— Acompanhei o trabalho de meu pai a vida inteira.
— Observar e fazer são duas coisas diferentes — Roland afirmou enquanto servia o uísque numa caneca de madeira. — Bom — declarou depois de prová-lo.
Wesley soltou uma exclamação de alegria, encheu a própria caneca e tomou a bebida de uma vez só.

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A Escolha do Amor










Moira faria qualquer coisa para salvar o pai da falência, por isso, decidiu que encontraria um noivo rico.

Sua primeira providencia foi viajar para Londres.

Afinal, lá estavam os melhores partidos da alta sociedade. Mas o destino decidiu não colaborar com ela: colocou o amor em seu caminho...
Só que o homem que despertou se coração não tinha dotes nem propriedades.
Tudo que ele podia oferecer a Moira era uma vida repleta de paixão!
E Moira teria de fazer sua escolha! 

Capítulo Um 

1871
O conde de Chanel deveria chegar por volta das cinco da tarde, e a casa toda se achava em polvorosa ultimando os preparativos para recebê-lo.
A condessa se esmerara nos arranjos florais e nos canapés que acompanhariam o chá naquele dia.
Sobretudo, tomara o cuidado de avisar aos filhos que estivessem lá no momento em que o conde chegasse.
— Pode ir pescar, Ewen, mas preste atenção ao relógio.
Seu pai ficaria muito triste se não encontrasse todos nós reunidos, a espera dele. Afinal, faz mais de dois meses que não nos vemos.
— Tomara que não volte arrependido. Não sei por que resolveu ir para a América com tanta pressa.
Quando eu soube, tive um mau pressentimento, que até hoje me incomoda.
— Seja como for, Hugh vai gostar de rever-nos. Quanto a mim, estou morrendo de saudade.
— Eu também, mamãe.
— Foi Larry Harwood quem virou a cabeça dele — interveio Moira, a filha do conde.
— Desde o momento em que pus os olhos naquele americano, impliquei com ele.
Só fazia elogiar a vida em Nova York, os museus, as boates, as mulheres. E o ar de superioridade dele quando falava na América, céus! Que homem maçante!
— Moira! — repreendeu-a a mãe, com brandura condescendente.
— Não fale assim de um amigo de seu pai.
— Papai conheceu o homem num dia, e no outro ele já se instalou em nosso lar. Ficou aqui uma semana inteirinha sem mover uma palha.
— E, e não foi capaz de elogiar nosso castelo nenhuma vez — apoiou Moira Ewen, agastada.
— Afinal, poucas famílias na Inglaterra têm quadros e tapetes iguais aos nossos.
— Harwood quis dar uma de esnobe, minha irmã. Mas não me enganou nem por um minuto, se quer saber.
— Nem a mim. Mas papai se fez de cego, ainda não entendi por quê.
— Meninos, parem com isso! — exclamou a condessa, severa.
— Hugh sabe o que faz. Agora, vão pescar, mas não deixem de voltar em tempo para o chá.
E tratem de deixar claro que todos estamos muito felizes com seu retorno. Decerto ele terá mil histórias interessantes para contar sobre a América.
Com um último olhar para o espelho, Moira deixou o quarto e desceu para a sala, onde Donna dava os últimos retoques nos vasos.
— Papai está chegando!

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A Fuga De Emilynne




Feitos Um Para o Outro...

Bryan Reilly se recusa a acreditar que seus parentes possuam a capacidade de reconhecer as grandes reviravoltas da vida, uma dádiva especial considerada dentro da família como 
"A Bênção".

Mas quando uma mulher misteriosa se joga em seus braços, pouco antes de ele zarpar para a Inglaterra, Bryan sente o poder da Bênção dos Reilly renascer naqueles lábios enfeitiçados.
Emilynne Wellesley revela apenas que está desesperada para fugir da Irlanda para garantir a segurança das duas crianças que viajam com ela.
Bryan sabe que ajudar Emilynne arruinará sua última chance de se reconciliar com a família... 
Mas como ignorar o caminho que o destino escolheu para ele, de proteger a beldade de cabelos dourados que capturou seu coração?... 

Capítulo Um

Limerick, Irlanda 1858

— Estamos prontos para zarpar, capitão Reilly.
Bryan Reilly estremeceu ao escutar seu honrado título ecoar nas docas.
A cortesia sempre lhe servia como lembrete dos sonhos que perdera por causa da própria imprudência.
Ele esbarrou em uma mulher vestida de preto, que se encontrava sozinha no píer, e acenou para Michael, um verdadeiro comandante, dando permissão para o navio Caithream partir.
Embora pequena, era uma bela embarcação, da proa à popa.
Bryan supervisionou o casco que flutuava sobre as águas do rio no cais de Limerick.
O Caithream fora construído pelos Reilly, tal qual Bryan, um símbolo de tudo o que ele outrora aspirara maestrar e que agora buscava proteger com toda a persuasão sagaz que possuía.
Se a missão na Inglaterra navegasse com a mesma suavidade do navio, tudo ficaria bem.
Um grito o fez hesitar à prancha de embarque.
— Querido, está são e salvo! Graças a Deus! A jovem viúva, um pouco mais baixa que ele, jogou-se em seus braços.
A essência de limão o envolveu de tal forma que eliminou o odor fétido das docas.
Quando os lábios rubros roçaram os seus, uma onda de desejo profundo o fez paralisar.
Antes que Bryan pudesse se recompor, a jovem colou o próprio corpo ao dele e sussurrou:
— Por favor, ajude-nos, por favor!
O desespero na voz se manifestou tão palpável quanto aquela manhã cinzenta.
O corpo de Bryan respondia a cada movimento que a mulher fazia. Droga.
Senti-la evocava emoções que deviam permanecer represadas e traía a promessa que ele fizera a si mesmo anos atrás. Não tinha tempo para atrasos por causa dos problemas de uma desconhecida.
E, por mais desejável que ela fosse, aquela mulher significava encrenca, isso era certo.
Bryan precisava se livrar dela o mais rápido possível, antes que sua vida mudasse de forma inimaginável.
— Está tudo bem, moça. Sob a aba do chapéu, Bryan notou os olhos azuis cintilantes. Tentou afastá-la, mas a jovem não o soltou e ele não queria atrair ainda mais a atenção dos curiosos.
— Marido, o que deve pensar de sua tola esposa que, até então, acreditava que tivesse se afogado?
Ela falava alto o suficiente para que todos no cais a ouvissem e o segurava pelos ombros com a mesma firmeza das palavras.
— Você é maluca? — Bryan retrucou. Até os trabalhadores das docas pararam para observá- los.
Houve uma pausa na agitação normal dos navios sendo carregados e descarregados. Que jogo era aquele, afinal?
— Beije-me! 
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9 de setembro de 2012

A Concubina De Roma

Série Roma
No dia em que Domiciano é coroado como novo imperador, Roma lhe rende as maiores honras com a celebração de jogos no Coliseu. 

Um homem sentenciado a morrer dobra todos os guardas romanos. 
É Arius, o Bárbaro. Um desconhecido. 
No espetáculo, ele não só chama a atenção de Thea, uma bela escrava procedente da Judéia, adquirida pelo organizador de jogos mais famoso de Roma, como também de sua proprietária, Lépida Pollio, a caprichosa filha deste. Entretanto, o Bárbaro se apaixona por Thea e Lépida Pollio decide humilhada, vendê-la.
Ainda não sabe que o destino reservou a sua escrava, o que ela sempre desejou.


Comentário revisora Ana Paula G.: Já quero avisar que este livro não é para todos os gostos. 
É bem realista, de acordo com a época em que se passa a história. 
Mas quem conseguir deixar de lado a visão ‘romanceada e irreal’ que a maioria das autoras dá aos personagens, vai se emocionar, como eu me emocionei com a história do Arius e da Thea, cheia de amor e desencontros! 
Bom, a Ceila não deixou mais nada pra contar..huahahahah...Eu adorei, gosto de ler livros que se passam nesta época histórica e são tão difíceis de encontrar. 
Com certeza, já estou me coçando pelo segundo da série, mas o que eu quero mesmo é ler o terceiro: o do Vix..huahhah E a minha amiga Ceila eu tenho que dizer: EU AMO O ARIUS!!!!! Sorry,miga, mas já coloquei ele na minha lista!!! Hauahha

Capítulo Um A

Abril, ano 82 D.C. 
A atmosfera na escola de gladiadores da Rua de Marte era de satisfação, camaradagem e masculinidade quando os cansados lutadores atravessaram suas portas. 
Dos vinte combatentes que tinham saído para participar dos jogos do Ceres, quatorze deles havia retornado com vida. 
Devido à tão bom desempenho, os vencedores caminhavam cheios de orgulho pelo estreito corredor iluminado por tochas, deixando suas armaduras nas cestas. 
Furei o grego justo na tripa, como uma obra de arte...
Notou como aquele Galo rompeu as costas do bastardo do Lápico? Já não voltará a colocar seu nariz onde não é chamado! 
Que má sorte teve o Teseo! Que tropeço! 
Arius depositou seu elmo de plumas na cesta, ignorando o escravo que o felicitava alegremente. 
As armas, é obvio, já haviam sido recolhidas, nada mais que acabar a luta.
— É seu primeiro combate? — Perguntou- um trácio falador lançando seu elmo na mesma cesta que Arius.
— Para mim também foi à primeira vez. Não foi mau, não é? 
Arius se abaixou para desatar as grevas das canelas.
— Lutou muito bem com o africano. — Seguiu dizendo o trácio.
 — Eu enfrentei um desses raquíticos gregos do Oriente... Sem problemas. Vamos ver se da próxima vez me toca lutar contra Belerofonte e por fim poder ganhar uma fortuna. 
Arius tirou a proteção de malha que protegia seu braço e a deixou na cesta, enquanto outros gladiadores foram entrando no enorme aposento das refeições, onde se sentavam entre conversas, nas mesas de cavalete e pegavam as ânforas de vinho. 
— Você é de poucas palavras, não? — Perguntou o trácio e deu uma cotovelada amistosa. — De onde você é? Eu cheguei da Grécia o ano passado... 
— Cale-se. — Exclamou Arius em seu pobre latim.
— O que? Afastando o trácio, Arius entrou no aposento e sem fazer caso das mesas com bandejas de pão e carne, pegou a primeira ânfora de vinho que encontrou e se dirigiu a outro corredor estreito e mal iluminando. 
— Não faça caso. — Ouviu outro lutador dizer ao trácio. — Ele é um bastardo amargurado.
O quarto de Arius nos barracões dos gladiadores era uma cela estreita e pobre: com paredes de pedra, uma cadeira, um tapete de palha e uma vela de sebo derretida.
Ele se sentou no chão, apoiando as costas na parede e esvaziou meia ânfora em longos goles.
O vinho barato deixava um gosto amargo na boca, mas não importava.
O vinho romano subia rápido à cabeça e isso era o que queria.
— Toe, toe! — Chamou uma voz diante da porta. — Não estará já dormido, querido? 
— Vá para o inferno, Galo!
— Muito bem! É essa a forma de tratar seu lanista? Seu amigo? 
Galo entrou na cela.
Gordo e de bochechas rosadas, ele usava a toga de um branco imaculado, anéis de ouro em todos os dedos e os cachos do cabelo lubrificados com azeite de magnólia.
Acompanhava-o um esbelto jovem vestido de seda. Galo era o proprietário da escola de gladiadores da Rua de Marte.
Arius soltou uma obscenidade e Galo se pôs a rir:
— Não, não, nada disso. Somente vim te felicitar pela grande estreia. Que forma de arrancar a cabeça daquele africano! Que dramatismo!


Série Roma
1 - A Concubina de Roma
2 - Daughters of Rome
3 - Empress of the Seven Hills
3.5 - The Three Fates
4 - Lady of the Eternal City

Desejando O Demônio

Série Orfãos de St. James
Jack Dodger sobreviveu às ruas de Londres para tornar-se o proprietário de um exclusivo clube para cavalheiros e em um dos homens mais ricos da Inglaterra.
Mas quando o falecido duque de Lovingdon misteriosamente o nomeia tutor de seu herdeiro, um menino de quatro anos, Dodger se vê preso a Olívia, a mãe, que deseja desfazer-se de Jack o quanto antes possível. 
Mas este não demora a descobrir um amor que não conhece limites quando acaba apaixonando-se por Olívia e se dá conta de que renunciaria a tudo o que possui só para fazê-la feliz. 

Comentário revisora Rosangela Breda : Livro muito bom, uma historia muito gostosa de se ler, com um mocinho que se acha o demônio e um anjo; maravilhoso e sempre protege a quem gosta; uma mocinha decidida, valente, sempre lutando por quem ama. Uma historia com poucas partes hot, mas muito romântica.
Gostei muito da historia.



Capítulo Um 

Londres, 1851
O demônio estava em sua casa. Olívia Stanford, duquesa de Lovingdon, estava sentada junto a ele em sua biblioteca e se debatia entre o horror e a fascinação. Aquele homem era uma criatura muito interessante e, embora tivesse escutado muitos dos sórdidos rumores que circulavam sobre ele, jamais o tinha visto pessoalmente até aquela noite. 
 Seu rebelde cabelo negro se enrolava provocativamente à altura de seus largos ombros, manifestando a opinião que tinha aquele homem das convenções sociais. 
Era evidente que as duras feições de seu rosto tinham sido esculpidas por uma vida de pecado, desobediência e excessos. 
Entretanto, era muito belo; sua áspera beleza podia apanhar a uma mulher da mesma forma que a magnificência das costas escarpadas pode deixar sem fôlego qualquer um. 
Afastou o olhar do perfil que a tinha encantado desde que tinha entrado em sua biblioteca e se encontrou cara a cara com o delicioso cafajeste Jack Dodger. 
 Seu antro de jogo proporcionava entretenimento a muitos homens da aristocracia. 
Muitas irmãs, esposas e mães tinham escutado balbuciar centenas de referências às libertinagens que tinham lugar nos domínios de Jack Dodger quando seus irmãos, maridos e filhos voltavam para casa a altas horas da madrugada, completamente bêbados. 
Em consequência, as damas aproveitavam o chá da tarde para trocar anedotas com a máxima discrição, e falavam da reputação de Jack Dodger e de seu estabelecimento, por isso inclusive as mais refinadas, as que se supunham ser ignorantes de tais coisas, estavam muito bem informadas sobre aquele libertino. 
As mulheres o detestavam, tanto ele como a oportunidade que brindava aos homens de suas vidas, que em seu clube se afastavam do bem e da respeitabilidade; entretanto, nenhuma delas podia negar a fascinação que sentiam por alguém tão unido ao pecado. 
 Sentada junto a ele, Olívia não podia evitar perceber a crua sexualidade que emanava dele. 
Estava certa que as mulheres o seguiriam até seu quarto sem que tivesse que dizer uma só palavra. 
Distinguia com claridade o aroma de tabaco e uísque que o envolvia e, para sua eterna vergonha, deu-se conta que estava desfrutando dessa escura e masculina fragrância. 
Tudo nele falava de proibidas indulgências. Realmente, era a obra do demônio . 
 Inclusive usava a marca deste perfeitamente visível na parte interior do polegar direito. 
Como tinha por costume não fazer uso de maneiras precisamente refinadas, não usava luvas, e naquele momento tinha as mãos bem abertas sobre os braços da poltrona. 
Embora ao se usasse mais a prática de marcar os delinquentes, Olívia sabia que o 
«L» que Dodger tinha gravada a fogo sobre a pele significava que o tinham sentenciado a passar algum tempo no cárcere por roubo 
Ela não tinha especial simpatia por quem se apropriava do que não lhe pertencia legitimamente. 

Série Orfãos de St. James
1 - Na Cama com o Diabo
2 - Desejando o Demônio
3 - O Nobre e a Plebeia
4 - Prazeres à Meia-Noite
5 - The Last Wicked Scoundrel

A Dama E O Cavaleiro

Este lançado por outro grupo
A grande batalha... uma linda dama... um bravo guerreiro 

Havia certa magia na guerra, as flechas adejavam ao céu como se fossem damas da morte procurando pela próxima vítima. 
Nem mesmo um bravo guerreiro como Brendan Graham estava a salvo! 
Para salvar o castelo de Clarin, Eleanor estava disposta a tudo, até mesmo lutar em uma batalha sangrenta, vestida como soldado da Casa de York. Mas quando Brendan a fez prisioneira, ela viu-se forçada a rever suas convicções. 
Como lutar contra um inimigo que a fazia tremer de paixão? Haveria alguma chance de o amor entre uma nobre inglesa e um guerreiro escocês sobreviver aos horrores daquela guerra cruel? Talvez sim... Afinal, Brendan era um bravo guerreiro, e Eleanor, uma mulher inesquecível! 

Capítulo Um 

Véspera do novo século, 1301-1302. 

Maldição! É um navio pirata! — o capitão Abraham exclamou, franzindo o cenho enrugado e esfregando nervosamente as mãos. — Eles estão navegando a toda velocidade que os ventos permitem. Precisamos ser mais rápidos do que esses bastardos! 
Vamos, homens. Mexam-se! 
Era óbvio que apesar de ser um velho lobo do mar, o capitão estava muito tenso e preocupado. 
A ordem aos marujos fora dada em tom imperioso, mas isso não conseguia disfarçar o terror que permeava a voz de falsete do comandante. 
Naquele momento, lady Eleanor de Clarin, de Yorkshire na Inglaterra, estava em pé na proa do navio, deixando que as gotículas de água salgada lhe beijassem a pele alva enquanto o vento soprava por entre as madeixas reluzentes de seus cabelos. 
Por uma fração de segundo, ela franziu o cenho, tentando compreender o que o comentário do capitão poderia, realmente, significar para um navio do porte daquele em que estavam viajando. 
Afinal, fora ela a primeira a avistar a estranha embarcação que se aproximava do navio de bandeira inglesa. — Um navio pirata — Eleanor repetiu mais para si mesma do que para qualquer outra pessoa. 
Não estava muito certa se acreditava no que o capitão dizia. 
Claro que já ouvira muitas histórias sobre homens que estariam dispostos a arriscar a vida em alto-mar apenas para fazer fortuna ou aumentar a que já possuíam, mas não sabia quanto dessas histórias era verdade ou apenas lendas. 
O fato era que a época em que os vikings haviam dominado os mares com seus saques e conquistas há muito ficara para trás. 
Poucos, ou melhor, dizendo, só os loucos se atreveriam a praticar pirataria tão próximo da costa da Inglaterra, pois, se fossem capturados, certamente seriam condenados à morte. 
O rei Eduardo I era impiedoso com aquele tipo de crime e não hesitava em mandar decapitar piratas e saqueadores. — Piratas à vista! 
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3 de setembro de 2012

O Encanto De Maddy

Trilogia Bruxas de Mayfair
Ele ansiava pela magia e doçura dos beijos daquela mulher... 

Ela é a mulher mais fascinante de Londres, conhecida por seu sorriso discreto e comportamento recatado. 
Porém, Maddy Fallon, não é uma simples donzela tímida. Abençoada com um talento extraordinário, ela está determinada a descobrir a verdade por trás de uma série de misteriosos raptos. 
E embora isso signifique arriscar a própria vida, ela não se deixará deter por ninguém, nem mesmo pelo atraente Jasper Reeves... 
Jasper se une a Maddy nas investigações, alegando que sua única preocupação é protegê-la. 
Mas seus motivos não são desinteressados. 
Dominado pelo desejo, e ansiando por satisfazer sua paixão, ele fará qualquer coisa para ficar perto da encantadora Maddy. 
Ele está enfeitiçado e seduzido pela poderosa magia daquela mulher, e jurou guardar segredos que não devem ser revelados, e que podem ameaçar esse amor recém-descoberto... 

Capítulo Um 

 — Lady Redcomb. Lorde Weatherby saudou Maddy com um sorriso afável, as mãos estendidas. Maddy Fallon retribuiu o sorriso e se conteve para não fazer nenhum gesto suspeito. 
Afinal, era uma bruxa apenas do ponto de vista técnico. 
Para todos, no geral, não passava de uma boa pessoa de voz macia, suave e bem-educada. 
Mas, pensando bem, o que isso lhe trouxera de bom? 
— Está linda esta noite — continuou Weatherby. Ergueu-lhe as mãos e roçou os lábios em seus dedos. Maddy sorria com modesta feminilidade, embora no íntimo estivesse ciente de sua aparência maravilhosa. Era linda desde o dia em que nascera, quando surgira já com os cabelos bem penteados e ar impecável. 
Ou pelo menos assim dizia sua irmã. Naquele momento, porém, pouco se importava com isso. 
Abanando-se de modo gracioso, fitou seu admirador sobre a borda rendada do leque. Era um homem atraente, alto, rico e seguro de si. 
Mesmo assim ela não se sentia atraída e, ao contrário, desejava com todas as suas forças que ele fosse embora. 
O que queria era poder passear o olhar pelo enorme salão de baile na vã tentativa de avistar o único homem que devia ignorar. 
— Lorde Weatherby... — Brincou com o leque e endereçou-lhe o mais sedutor dos sorrisos. — O senhor me lisonjeia
— De jeito nenhum — protestou o admirador, aproximando-se mais um pouco. — Deve ser a mulher mais fascinante nesta sala. Maddy corou de maneira modesta, e lançou um breve olhar para sua esquerda, porém Jasper Reeves ainda não chegara ao baile anual de lady Sedum. 
Na certa estava engendrando planos e concedendo as missões mais importantes para outras participantes da confraria Les Chausettes. 
Talvez para Faye ou Shaleena. Maddy conteve um resmungo de frustração. 
Atitudes do gênero não deviam ser muito apropriadas em uma festa da elite, refletiu. Weatherby prosseguiu com os elogios. 
— A mais fascinante e, portanto, a mais cobiçada também. 
— Que exagero, milorde — murmurou Maddy, sem graça. Arrancada dos próprios pensamentos, voltou a dar atenção a Weatherby, e ergueu o leque rendado para cobrir o queixo, deixando à mostra com cuidado apenas o lábio superior. 
Quem fora o gênio que decretara que as mulheres deviam ter sempre um leque nas mãos?
Sem dúvida os leves acessórios eram indispensáveis, e ajudavam a ocultar centenas de emoções, ao mesmo tempo em que revelavam outras tantas. 
Além disso, os leques constituíam uma arma eficaz, e com um gesto elegante e um pouco de força física, a dama podia atingir a traqueia de um cavalheiro inoportuno. 
E também... 

Trilogia Bruxas de Mayfair
1 - Under Your Spell
2 - O Encanto de Maddy
3 - Charming the Devil

2 de setembro de 2012

Me Ame, Canalha

Série Familia Beresford


Ágata Martin é filha de um francês e uma nobre espanhola que se apaixonaram durante a guerra da Independência. 

Repudiados por ambas as famílias, viram-se obrigados a levar uma vida mais que modesta na Espanha. 
Christopher Beresford, agente da Coroa britânica, é filho do poderoso marquês de Whitam, que, em sua época, deixou mulher e filhos para ir combater na Espanha contra Napoleão. 
A distante relação entre pai e filho transformou Christopher em um homem frio e amargurado que não acredita no amor. Quando conhece Ágata, encontra-se imerso em uma delicada missão para desmascarar um complô contra Fernando VII, o rei da Espanha. 
Desde o primeiro momento, Ágata e Christopher se detestam tanto quanto se atraem, mas inesperadas circunstâncias os obrigarão a colaborar e fingir um amor que complicará suas vidas e o desenlace da missão. 

Comentário revisora Ana Mayara: Eu amei o livro. O casal principal é perfeito um para o outro: um inglês frio e arrogante e uma espanhola-francesa encrenqueira e que sabe o que quer. 
Os dois protagonizam cenas muito hilárias, detalhe para os lenços do mocinho. Os irmãos e o pai dele também são ótimos. 
E o final, em minha opinião, foi lindo. Adorei! 

Capítulo Um 

Palácio de Westminster , 1830. 
Christopher George Beresford olhava para Robert Jenkinson , sem piscar. 
Os documentos que lhe entregara eram muito importantes, e, possivelmente por esse motivo, Robert tinha o rosto contraído de preocupação. 
—Se estas assinaturas forem autênticas, enfrentamos um problema de enorme envergadura. — Robert deu vários passos que o levaram de forma inconsciente para a mesa de seu escritório — É necessário convocar uma reunião de caráter urgente com Arthur Wellesley . 
Christopher fez uma leve inclinação com a cabeça. 
A amizade que unia Robert e John, seu pai, tinha sido o que o fez decidir procurar sua ajuda. 
Desde que o primo de sua meia-irmã Aurora havia lhe trazido os papéis da Espanha, mal podia conciliar o sonho. 
—Mandei seguir a pista de um possível espião francês — disse, de repente, com um tom de voz controlado — O indivíduo tinha os documentos em seu poder. Um amigo de minha família os recuperou na cidade espanhola de Córdoba. Robert optou por sentar-se na fofa poltrona acolchoada. —Não me importaria absolutamente que derrubassem o monarca espanhol — asseverou, com voz firme — mas há políticos ingleses que estão conspirando para fazê-lo efetivo, e isso pode nos levar a um conflito de interesses com nosso aliado. 
Christopher meditou um momento as palavras do conde de Liverpool . 
Se os espanhóis chegassem a descobrir que nobres ingleses conspiravam na Espanha para derrubar o rei Fernando, a relação entre ambos os países poderia romper-se e ficar muito danificada para alianças futuras. Para a Inglaterra, convinha manter os pactos e acordos com a coroa espanhola, mas tudo podia ir à ruína, se os partidários de 
Carlos obtivessem seu objetivo: derrubar Fernando. 
No mês de maio desse mesmo ano, o rei da Espanha publicara a Pragmática Sanção, que derrogava a Lei Sálica e que permitia às mulheres acessar ao trono espanhol, na ausência de herdeiros varões. 
O decreto fora originalmente aprovado em mil setecentos e oitenta e nove, mas nunca se promulgou de forma oficial até essa data. 
O motivo estava muito claro: María Cristina de Borbón, quarta esposa de Fernando, tinha-lhe dado uma filha, Isabel, e com o nascimento da menina, Carlos María Isidro de Borbón fora deslocado na linha de sucessão ao trono, mas os apostólicos continuavam apoiando os direitos de sucessão de Carlos, em detrimento da infanta Isabel, ao considerar ilegal a Pragmática Sanção. 
Mas o mais preocupante de tudo era que começavam a tramar a favor de Carlos e a obter resultados satisfatórios. 
—Acredita que é possível que os carlistas possam tomar as armas contra o rei Fernando? — A pergunta de Christopher fez com que Robert o olhasse, fixamente.
—A Espanha ainda se ressente do conflito bélico que teve com a França anos atrás, de modo algum lhe interessa uma nova disputa pelo trono entre partidários de Fernando e de Carlos — respondeu Robert, ao mesmo tempo em que baixava os olhos para olhar os documentos. 
Passava as folhas com autêntica surpresa. 
 —Se houver mais nobres implicados — comentou Christopher — terá de lidar com eles.

Série Família Beresford
1 - Me Ame, Canalha
2 - Me Beije, Canalha
3 - Seduzindo um Canalha
Série Concluída