26 de dezembro de 2012

Mais Que Uma Amante

Série Amantes


Ele entrou no campo desesperado para deter o duelo. No meio da confusão, Jocelyn Dudley, Duque de Tresham, foi baleado e para sua surpresa, contratam uma mulher para cuidar dele. 

Jane Ingleby é inteligente demais para seu próprio bem. Seus olhos azuis tem um brilho no qual um homem poderia se afogar... 

se não fosse por sua impertinência dela questiona cada movimento do Duque, explora os seus segredos e toca sua alma. 
Quando ele se oferece para estabelecê-la em sua casa em Londres, o amor é a última coisa que passa por sua cabeça... Jane tenta fingir que tudo é uma questão de negócios, um que foi forçada a aceitar a fim de esconder um segredo perigoso. 
Certamente não havia nada mais diabólico do que ser a amante de um homem assim. 
Apesar de sua fachada diabólica, Jane vê sua nobreza interior e também sabe o que era mais perigoso: a paixão que a levaria a jogar tudo para o alto e passar um mês com o cavalheiro que pensa que o amor é para os tolos. 

Comentário revisora Carol: O livro é uma graça, a mocinha é decidida, firme, não se rebaixa perante o mocinho, é um livro divertido, sem cenas hot, mas uma história muito interessante. Boa leitura 

Capítulo Um 

Os dois cavalheiros que se encontravam em mangas de camisa apesar do frio dessa manhã primaveril estavam a ponto de explodir os miolos. 
Ou de tentá-lo, ao menos. Estavam isolados em uma clareira no meio de um dos prados do Hyde Park, em Londres, de costas um para o outro, alheios à existência de qualquer outra pessoa até que chegasse o momento de apontar ao contrário e disparar para matar. 
No entanto, não estavam sozinhos, já que se tratava de um duelo de honra e se seguiu o protocolo indicado. Lançou-se uma luva, embora não literalmente, e o desafiante e o desafiado tinham acordado o encontro dessa manhã através de seus padrinhos. 
Ditos cavalheiros estavam presentes nesse momento, assim como um cirurgião e um pequeno grupo de espectadores interessados, todos homens, que tinham abandonado cedo suas camas (ou não se deitaram ainda depois dos excessos da noite anterior) pela emoção de ver como dois de seus pares tentavam matar-se. 
Um dos duelistas, o desafiante, o mais baixinho e atarracado dos dois, golpeava o chão com os pés, flexionava os dedos e umedecia os lábios secos com a língua mais seca ainda. 
Estava quase tão branco como sua camisa. 
—Sim, você pode perguntar a ele —disse a seu padrinho entre dentes, enquanto tentava, em vão, que nãobatessem — Embora não o fará claro, mas tem que ser honrado neste tipo de coisas. 
Seu padrinho pôs-se a andar com passo decidido para seu homônimo, que por sua vez se aproximou do outro duelista. 
Um cavalheiro alto e elegante que ganhava superioridade sem a jaqueta. 
A camisa branca não ocultava os fortes músculos de seus braços, de seus ombros e de seu torso e as calças e botas de montar acentuavam suas longas pernas. 
Dobrava com despreocupação o encaixe dos punhos da camisa sobre o dorso de suas elegantes e refinadas mãos, enquanto conversava de temas banais com seus amigos.
—Oliver está tremendo como uma folha em uma brisa forte —comentou o Barão Pottier colocando o monóculo— Seria incapaz de acertar uma catedral a trinta passos de distância, Tresham.
 
Série Amantes
1- Mais que uma Amante
2- Amante de Ninguém
2.5 – Agora uma Noiva
3 – A Amante Secreta 
Série concluída

17 de dezembro de 2012

O Segredo

Série Highlands' Lairds

Escócia, 1200



Iain Maitland era um indivíduo desagradável e ruim quando estava furioso.
Estava furioso agora. O sombrio humor descendeu sobre ele assim que seu irmão Patrick lhe falou da promessa que lhe tinha feito a seu doce algema, Frances Catherine.
Se Patrick tinha querido surpreender a seu irmão, indubitavelmente tinha obtido seu objetivo. Sua explicação tinha deixado ao Iain sem palavras.
Essa atitude não durou muito tempo. A ira a remplazó com rapidez. Na verdade, a ridícula promessa que seu irmão tinha feito a sua esposa não irritava tanto ao Iain como o fato de que Patrick tivesse chamado ao conselho para que desse uma opinião oficial a respeito. Iain tivesse evitado que seu irmão envolvesse aos anciões no que considerava um assunto privado e familiar, mas estava fora das terras nesse momento, perseguindo os malditos Maclean que tinham espreitado a três inexperientes guerreiros Maitland e, quando chegou a sua casa, fatigado mas vitorioso, a ação já se consumou.
Era típico do Patrick tomar uma questão singela e complicá-la endiabladamente. Ao parecer, não tinha considerado nenhuma das conseqüências de sua precipitada conduta. Iain, recentemente designado chefe do clã, agora teria que deixar a um lado seus deveres para com sua família imediata, tal como se esperava dele, e também sua lealdade, para atuar exclusivamente como conselheiro da assembléia.
É obvio, não ia cumprir com essas expectativas. Apoiaria a seu irmão sem que lhe importasse quanta oposição viesse dos anciões. Tampouco ia permitir que se castigasse ao Patrick. E se era necessário, estava completamente disposto a brigar.
Iain não compartilhou sua decisão com seu irmão, pela singela razão de que queria que Patrick sofresse a incerteza um pouco mais. Se a prova resultava ser o suficientemente penosa, talvez Patrick aprenderia por fim a utilizar um pouco de moderação.
Quando Iain terminou com suas obrigações e se dirigiu colina acima, a assembléia de cinco membros já se reuniu no grande salão para ouvir a petição do Patrick. Patrick o estava esperando no centro do pátio. Parecia estar preparado para entrar em batalha. Tinha as pernas bem plantadas e separadas, as mãos dobradas em punhos junto ao corpo e o sobrecenho de seu rosto era tão feroz como a tormenta que ameaçava por cima de suas cabeças.
Iain não estava absolutamente impressionado pela bravata de seu irmão. Apartou ao Patrick de seu caminho quando este tentou lhe bloquear o passo e continuou subindo os degraus para o torreão.
-Iain - chamou Patrick-. Pergunto-lhe isso agora, porque devo saber sua postura antes de entrar. Está junto a mim neste tema ou está contra mim?
Iain se deteve e logo se voltou lentamente para olhar a seu irmão. A expressão de seu rosto mostrava seu aborrecimento. Entretanto, quando falou, sua voz era engañosamente suave.
-E como sei eu, Patrick, se você tenta me provocar deliberadamente ao me fazer essa pergunta?
Imediatamente, Patrick se relaxou em sua atitude.
-Não quis te insultar, mas é novo como chefe e ainda deve ser provado por nossa assembléia de uma maneira tão pessoal. até agora não me tinha dado conta da difícil posição em que te coloquei.
-Está-te arrependendo?
-Não -respondeu Patrick com um sorriso. Caminhou para onde estava seu irmão-. Sei que não queria que envolvesse à assembléia, especialmente agora que está lutando para conseguir interessá-los em formar uma aliança com os Dunbar contra os Maclean, mas Frances Catherine estava decidida a obter a bênção do conselho. Deseja que sua amiga seja bem recebida aqui.
Iain não fez nenhum comentário a respeito dessa explicação.
Patrick seguiu pressionando.
-Também me dou conta de que não entende as razões pelas que lhe fiz essa promessa a minha esposa, mas algum dia, quando tiver encontrado à mulher adequada, tudo isto terá sentido para ti.
Série Highlands' Lairds
1 - O Segredo
2 - O Resgate
3 - Música Sombria
Série Concluída

Ventos Da Paixão




A noiva desafiadora do capitão 

Quando a jovem viúva Evelina Wylder foi colocada frente a frente com seu marido supostamente falecido, um elegante capitão, por sinal bem vivo, ficou ao mesmo tempo chocada, alegre... e furiosa! 

Por isso, qualquer que fosse a explicação dele para o ultrajante engano, ela não mais o aceitaria no leito conjugal. 
A corajosa inocência de Eve havia enfeitiçado Nick, mas a sua fúria ardente o conquistara! 
Agora, ele teria de encarar seu maior desafio: provar a Eve que sua primeira missão era amá-la e respeitá-la para sempre! 

Capítulo Um 

Mansão Makerham, Surrey... Julho, 1783 
— Ai! Evelina se assustou quando o espinho de uma rosa furou seu dedo. 
Na hora certa, refletiu, olhando para a pequena gota de sangue. 
Estivera justamente pensando que aquela era a atividade mais perigosa que assumira: cortar flores. Suspi¬ou. Aqueles jardins ornamentais em Makerham resumiam sua vida: organizados, seguros, protegidos. Limpou o sangue do dedo e reprimiu firmemente qualquer sentimento de insatisfação. 
Tornara-se ciente de tal sensação nos últimos tempos, da impressão de estar sendo sufocada. 
Ora, estava feliz, não estava? Cuidando das tarefas domésticas para seu avô? 
Ele tinha prometido cuidar dela, provê-la com todo o necessário. Não precisava se preocupar com mais nada. Evelina pegou a cesta cheia de flores de verão e estava andando de volta para casa quando ouviu cascos de animais no caminho de acesso à mansão. 
Olhou para cima e viu um cavaleiro se aproximando, montado num cavalo preto, alto e elegante. 
A ponte de pedra que dava acesso à casa antiga, Evelina parou, inclinando a cabeça com curiosidade quando o homem se aproximou. 
Ele soltou as rédeas e desmontou..Era muito alto. Forte também, era visível pela largura dos ombros sob o casaco escuro de montaria e pelas pernas poderosas cobertas por camurça e botas altas de verniz brilhante. Os cabelos pretos estavam presos com uma fita, e havia uma expressão arrojada em seus sorridentes olhos azuis. 
Parecia um aventureiro, pensou ela. Alto, imponente e... 
— Você deve ser Evelina. — A voz dele era rica e doce como mel. — Muito prazer. Sem esperar por resposta, aproximou-se, puxou-a para seus braços e a beijou. 
Eve ficou tão chocada que derrubou a cesta. 
Entretanto, não fez esforço nenhum para se afastar; e com aqueles braços a segurando com tanta firmeza, seria quase impossível, mesmo se quisesse.
Nunca havia sido beijada por um homem antes e a sensação era surpreendente e prazerosa, acordando seus sentidos, de modo a deixá-la ciente do cheiro daquela pele, uma mistura de sabonete com alguma coisa que Eve não sabia o quê. Com aroma de homem, supunha. 
Então ele levantou a cabeça e lhe deu um olhar arrependido, embora Eve achasse o brilho nos profundos olhos azuis positivamente malicioso. 
— Oh, Deus — exclamou ele, dando um passo atrás. 
— Isso não era para acontecer. Eve o fitou, trêmula, e perguntou-se o que uma jovem lady bem-criada deveria fazer nessa situação. 
De forma deliberada, levantou uma das mãos e lhe deu uma sonora bofetada. O homem recuou um pouco, mas continuou sorrindo, a travessura reluzia nos olhos azuis.
— Suponho que mereci. Foi necessário algum um esforço para que Eve desviasse a atenção daquele olhar hipnótico. 
Sua cesta estava caída no chão: rosas, íris e margaridas comuns espalhadas pelo caminho de acesso à casa. Com mãos trêmulas, começou a reuni-las. 
O homem ajoelhou-se ao seu lado, desconcertando-a com a proximidade. 
— Você não parece muito contente em me ver — observou. Eve se concentrou em coletar as flores e colocá-las de volta na cesta. 
De maneira tensa, murmurou: 
— Eu não o conheço, senhor. 
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O Resgate

Série Highlands' Lairds
Gillian encontra a chave para resolver o seu passado conturbado nos belos lairds escoceses Ramsey Sinclair e Brodick Buchanan.

Com a astúcia e a coragem dos escoceses e com a amizade de uma nova aliada, Brigid, Gillian envolve-se numa batalha com o inescrupuloso 

Barão Alfred, que quer reivindicar a sua casa, sua família e a reputação de seu pai.
Mas, na presença dos poderosos guerreiros, Gillian e Brigid descobrem que o desejo pode ser mais forte do que qualquer coisa.

Comentário revisora Tania Candida: É o livro que eu mais gosto e por isso já li e reli várias vezes e depois do interesse das meninas eu resolvi revisar.
E aproveitando que estou me recuperando da cirurgia, revisei aos poucos.
Estou te mandando se você quiser repassar ao grupo, sei que vão adorar aquelas que ainda não conhecem. É um livro espadão, não muito hot, só uma parte, mas a história é muito boa mesmo.
Na verdade são duas histórias, mocinhas fortes e decididas que não se deixam abater e mocinhos espadões possessivos e apaixonados.

Capítulo Um

A Escócia,
O destino de todo o clã Macpherson descansava nas mãos de Laird Ramsey Sinclair.
Com o recente nascimento de Alan Doyle e a tranquila morte de Walter Flanders, o número dos Macpherson era exatamente de novecentos vinte e dois, e a grande maioria daqueles orgulhosos homens e mulheres desejavam e precisavam desesperadamente da proteção de Ramsey.
Os Macpherson estavam em uma má situação.
Seu laird, um homem ruim de olhar triste chamado Lochlan, havia morrido no ano anterior, e por própria mão, que Deus se apiede de sua alma.
Os membros do clã tinham ficado aturdidos e horrorizados ante o ato de covardia de seu laird, e até esse momento não tinham sido capazes de falar abertamente do tema.
Nenhum dos mais jovens tinha reclamado com êxito seu direito a liderar o clã, mesmo que, para dizer verdade, a maioria não queria ocupar o lugar de Lochlan porque achavam que este tinha amaldiçoado o título ao suicidar—se.
 Devia estar louco, conjecturavam, um homem ajuizado jamais cometeria um pecado tal sabendo que teria que passar toda a eternidade no inferno por ter ofendido a Deus com um insulto de semelhante magnitude. Os dois idosos que tinham assumido o papel de líderes do clã Macpherson, Brisbane Andrews e Otis Macpherson, estavam velhos e cansados depois de mais de vinte anos de lutas contra os clãs ávidos de terras do leste, sul e oeste de seus domínios.
A luta tinha endurecido depois da morte do laird, já que os inimigos sabiam do vulnerável que estavam sem uma liderança efetiva.
No entanto, situações desesperadas como essa exigiam soluções engenhosas, de maneira que Brisbane e Otis, com a aprovação do resto do clã, decidiram abordar laird Ramsey Sinclair durante o transcurso do festival anual da primavera.
O acontecimento social parecia o momento ideal para apresentarem a ele sua petição, já que existia uma norma tácita que, durante a duração da festa, todos os clãs deixavam de lado sua animosidade e se uniam como uma só família ao longo das duas semanas de competições e harmonia.
Eram dias nos quais as velhas amizades se reafirmavam, os rancores se esqueciam, e, mais que tudo, se acertavam contratos matrimoniais.
Os pais das donzelas casadoiras passavam a maioria de seu tempo tratando ansiosamente de proteger seus brotos dos candidatos indesejáveis, ao mesmo tempo em que tentavam encontrar o melhor partido possível. Muitos homens sentiam que era esta uma época absolutamente revigorante.
Como as terras de Sinclair confinavam com as dos Macpherson no extremo sul, Ramsey supôs que os líderes Macpherson desejavam falar—lhe de uma possível aliança, mas foi que os idosos queriam muito mais que isso.
Estavam atrás de uma união, um casamento, para ser claros, entre os dois clãs, e estavam inclusive dispostos a renunciar a seu nome e converter—se em Sinclairs se o laird lhes desse sua solene palavra que todos os Macpherson seriam tratados como legítimos Sinclair.
Queriam um trato igualitário para cada um dos novecentos vinte e dois membros do clã.

Série Highlands' Lairds
1 - O Segredo
2 - O Resgate
3 - Música Sombria
Série Concluída

15 de dezembro de 2012

Sussurros De Seda


A brilhante e ambiciosa costureira Marcelline Noirot é uma estrela em ascensão em Londres, e quem melhor para beneficiar-se de seu talento do que a dama mais mal vestida da sociedade, a futura noiva de Gervaise Angier, o sétimo duque de Clevedon? 

Ter o patrocínio da futura duquesa significa prestígio e fortuna para Marcelline e suas irmãs. 
Entretanto, para chegar até ela deve ganhar Clevedon, cujos valores são tão altos quanto é baixa sua moral. 
O prêmio bem vale o risco… mas desta vez Marcelline encontrou a fôrma de seu sapato. 
Clevedon pode planejar uma sedução tão irresistível quanto seus vestidos, e o que começa sendo uma faísca de desejo entre duas das pessoas mais teimosas e sedutoras de Londres não demora em converter-se em um delicioso inferno… e em um ardente escândalo. 
E agora o futuro dos dois apoia-se em um delicioso fio de seda… 

Comentário revisora Ana Paula G.: Não pude evitar! Todas sabem das minhas reticências quanto aos livros que se passam neste período histórico.Mas...quando vi a autora...Quem resistiria? 
A mulher que criou o lorde mais amado e sexy dos livrinhos?huahahah...Ahhhhhh, Lorde Dain de Abandonada em Seus Braços é o sonho de consumo de qualquer mulher...Adorei o livro! 
Agradeço a Maria Emilia pela excelente revisão inicial, foi um prazer ler! 
Uma heroína de personalidade forte, um cavalheiro muito do safado, apesar de que algumas vezes o achei indeciso ao extremo...mas vale!! Loretta Chase é The Best! 
Não tem como não se apaixonar pelos personagens que ela cria.Esta história não é diferente: me encantou!!

Capítulo Um 

Londres, Março de 1835 
Marcelline, Sophia e Leonie Noirot, irmãs e proprietárias da Maison Noirot, um estabelecimento localizado em Fleet Street, ao oeste de Chancery Lane, estavam reunidas quando lady Renfrew, a esposa de sir Joseph Renfrew, soltou a bomba. 
Marcelline, a primogênita, uma jovem de cabelo escuro, estava fazendo um laço com forma de mariposa a fim de que a dama anteriormente mencionada se notasse sua última criação. 
Sophia, uma criatura angélica de cabelo claro, encontrava-se arrumando uma das gavetas que uma de seus clientes mais exigentes tinha desordenado um pouco antes. 
Leonie, a caçula, que era ruiva, estava ocupada costurando a barra do vestido da melhor amiga da dama, a senhora Sharp. 
Apesar de ter sido uma breve fofoca que saiu sem mais na conversa, a senhora Sharp gritou, como se na verdade tivesse havido uma explosão, tropeçou e pisou na mão de Leonie. 
 Leonie não soltou um impropério, embora Marcelline lesse em seus lábios uma palavra que duvidada muito que suas clientes estivessem acostumadas a ouvir. 
Alheia a uma possível lesão que pudesse ter causado a uma insignificante costureira, a senhora Sharp perguntou: 
—O duque de Clevedon retorna para a Inglaterra? 
—Exato — respondeu lady Renfrew, muito orgulhosa. 
—A Londres? 
—Exato — repetiu lady Renfrew—. Sei de muito boa fonte. 
—O que houve? Lorde Longmore ameaçou mata-lo? Qualquer costureira que aspirasse em vestir às damas mais seletas da sociedade devia estar a par de todas as notícias. 
Daí que Marcelline e suas irmãs conhecessem os detalhes da história em questão. 
Sabiam que Gervaise Angier, o sétimo duque de Clevedon, tinha sido no passado o tutelado do marquês de Warford. 
Sabiam que o senhor marquês era o pai do conde de Longmore. 
Sabiam que o duque de Clevedon e o conde de Longmore eram grandes amigos. 
Sabiam que o duque de Clevedon e lady Clara Fairfax, a mais velha das três irmãs do conde de Longmore, estavam comprometidos desde o seu nascimento. 
Clevedon a adorava desde que eram pequenos. Nunca tinha demonstrado o menor interesse em cortejar outras mulheres, embora certamente tivesse tido muitas relações de outra natureza, sobretudo durante os três anos que estava no continente. 
Embora nunca se anunciasse o compromisso de forma oficial, todo mundo estava a par de sua existência. Todo mundo supunha que o duque se casaria com lady Clara assim que o conde e ele retornassem de seu grande tour pela Europa. 
De modo que todo mundo ficou chocado quando o conde de Longmore retornou um ano antes... DOWNLOAD 


Série As Modistas
1– Sussurros de Seda
2– O Escândalo Veste Cetim
Essa série não será continuada.

12 de dezembro de 2012

Vidas Em Jogo


Ruínas, escândalos e casamentos na alta sociedade.

Uma relação muito perigosa!
A vibrante lady Perdita Brooke orgulha-se de sua posição social... Exceto quando é obrigada a suportar a presença de Alistair Lyndon com seu charme devastador.
O jovem sonhador que Dita conhecera se tornara um libertino egoísta; ele claramente não se lembrava da noite apaixonante que tiveram juntos...
Contudo, muita coisa ainda está gravada na memória dela! 

Agora, Dita tem a oportunidade perfeita de fazê-lo se lembrar daquela ardente química entre eles, mas está prestes a perder a cabeça...
Com todos os naipes que tem na mão, provocá-lo pode ser um jogo deliciosamente perigoso... até Alistair revelar sua carta na manga!

Capítulo Um 

7 de dezembro de 1808 Calcutá, Índia
Está bem mais fresco, Dita garantiu a si mesma, abanando seu leque furiosamente. 
O inverno chegara, o que queria dizer, na prática, que às 8h da noite fazia o mesmo calor que em uma tarde de verão na Inglaterra. Pelo menos, não estava chovendo, graças aos céus. Quanto tempo alguém tinha que viver na Índia para se acostumar com o calor? Uma gota de suor percorreu as costas dela enquanto Dita se lembrava de como fora o clima de março a setembro daquele ano. 
Mas algo precisava ser dito sobre a temperatura daquele país: ela fazia com que você se sentisse calmo e relaxado. Na verdade, era impossível sentir-se de outra forma, a não ser relaxado, usando o mínimo de roupas que a decência permitisse, sempre feitas de tecidos delicados como musselina, linho ou seda. 
Ela sentiria falta daquela indolência, do vagar, da calma sensual daquele lugar quando voltasse para a Inglaterra, agora que seu ano de exílio acabara. 
E o calor ainda trazia outro benefício, pensou Dita, prestando atenção ao grupo de garotas que também entrava no saguão todo feito de mármore do belíssimo Palácio do Governo. 
As altas temperaturas faziam com que a pele das louras, sempre tão clara, parecesse avermelhada e manchada, ao passo que ela, a cigana, como faziam questão de observar de forma depreciativa, quase não demonstrava os efeitos do calor em sua aparência. 
Dita demorou um longo tempo para se adaptar, levantar-se antes do amanhecer, dormir durante as tardes e reservar as noites para saraus e festas. 
Se não fosse pelo rastro de fofocas maldosas e rumores que trouxera consigo da Inglaterra, talvez pudesse ter reinventado a si mesma em sua nova vida na Índia. 
Mas a única coisa que aconteceu neste novo país foi Dita ter aprimorado sua capacidade de brigar e de se defender da maledicência alheia. 
Ela sentia falta da Inglaterra e queria estar lá.
Queria ver os verdes da paisagem inglesa, sentir a chuva no cabelo. 

Sentia falta da neblina densa de todas as manhãs e do sol que vinha em seguida, tão gentil, quase tímido. 
Sua sentença na Índia já estava quase toda cumprida.
Ela iria voltar para casa e pedir perdão ao pai na esperança de que seu reaparecimento na sociedade londrina não criasse uma nova onda de fofocas. 
Mas e daí se houvesse fofoca?, pensou ela enquanto entrava na sala com um sorriso de confiança forçada no rosto.
Ao inferno com todos eles, os maledicentes sussurrando atrás das portas sobre a minha vida. 
Quem eles pensam que são para me julgar, afinal? Cometi um engano, confiei no homem errado, foi só isso.
Não acontecerá novamente. Arrependimentos eram perda de tempo.
Dita deu-se uma sacudidela mental, obrigando-se a parar de pensar em tudo o que acontecera de novo e de novo, prestando atenção àquela sala incrível com colunas duplas de mármore e pé-direito altíssimo.

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9 de dezembro de 2012

Um Presente Duvidoso

Série Os Carharts
Lavinia Spencer esteve economizando para presentear sua família com uma verdadeira ceia de Natal. 

Dias antes das festas, seu irmão é vítima de uma fraude que os deixou individados e a beira da falência. Até que um misterioso benfeitor se oferece para saldar a dívida.
A inocente Lavinia fica atônita ao saber o que deseja em troca o atraente William White. 
Estaria disposta a aceitar aquele presente pelo bem de sua família? 

Comentário revisora Ana Catarina: A história me surpreendeu imensamente, por tratar-se de um casal pobre de marré... Não estamos acostumadas a ler historias de mocinhos tão pobres assim. É um florzinha curto, mas vale a pena ler.


Capítulo Um

Londres, 1822 

Faltavam quatro dias para o Natal e quatro minutos para que a livraria de empréstimo familiar fechasse. Lavinia Spencer se sentou com o livro de contas aberto ante ela e esperou que acabasse a jornada e pudesse retirar oficialmente seus cinco piniques da caixa. 
Todos os dias do verão tinha passado separando uma moeda dos lucros da família. 
Tinha guardado suas economias em uma saca que escondia na gaveta do escritório, onde ninguém a encontraria, nem sentiria a tentação de gastá-lo. 
Com o passar das semanas, a bolsa tinha começado a engordar. Tinha já quase duas libras. 
Duas libras em moedas pequenas e frias para o resto do mundo. 
Para ela, o dinheiro equivalia a empanadas. E a especiarias, açúcar e vinho para acompanhá-las. 
E possivelmente um ganso, um pequeno, assado com seus nabos de sempre. 
Suas duas libras significavam uma celebração natalina que faria papai se levantar e sorrir. 
Seis meses de planejamento, mas o esforço tinha valido a pena, porque Lavinia ia preparar uma ceia de Natal como as que antigamente sua mãe preparava. Esse dia tinha havido muita agitação na loja. 
Lavinia acabou de preencher as colunas do livro de contas e assentiu para si. 
Os lucros, segundo suas contas, tinham sido excelentes. 
Se não tinha calculado mal, esse dia poderia tirar seis piniques da caixa: meio xelim que a aproximava muito mais do ganso, em lugar de um simples guisado. Respirou fundo. 
Por cima do aroma dos volumes encadernados em coro e da tinta da índia, quase já detectava o aroma do assado. 
E imaginava seu pai erguido em sua poltrona, com a cor voltando por fim a suas faces. Pegou a caixa e começou a contar. 
A campainha de cima da porta soou quando faltava um minuto para o fechamento. 
Entrou uma rajada de vento. Lavinia levantou o olhar, pronta para zangar-se. Mas quando viu quem tinha entrado conteve o fôlego. Era ele. 
O senhor William Q. White, que não se atreveu a lhe perguntar o que significava o 
“Q” no dia em que pagou sua assinatura. O sobrenome, entretanto, desfazia-se na língua. 
William Q. White. Lavinia não podia pensar nele como em um simples sobrenome monossílabo. 
Esse ano, o nome lhe tinha desfeito na língua mais vezes das que lhe convinham. O senhor William Q. White tirou o chapéu e as luvas na soleira e sacudiu as gotas de chuva do capote cinza e empapado. Era muito alto e levava o cabelo escuro cortado quase na raiz do crânio.
Não se entreteve na porta, deixando que entrasse a chuva, como faziam muitos outros clientes. 
Avançou rapidamente com decisão, mas sem aparente pressa. 
Não passou nem um segundo antes que fechasse a porta ao ar gelado e entrasse no local. Apesar de sua presteza, não deixou manchas de barro no chão. 
 Seus olhos, de uma formosa cor mogno, encontraram-se com os dela. Lavinia mordeu o lábio e enganchou os pés ao redor das pernas de seu tamborete. 
Ele falava pouco, mas o que dizia… 

Série Os Carharts
1 - Um Presente Duvidoso
2 - Proof by Seduction
3 - Trial by Desire

8 de dezembro de 2012

Fascinação

Numa pequena e acolhedora cidade à beira mar, até a efervescente elegância de um salão londrino, trama-se a emocionante história de um homem e uma mulher diferentes em tudo.

Não existia nenhuma dúvida: o que Harriet Pomeroy precisava era de um homem forte e inteligente para lhe ajudar a desbaratar os planos de ladrões inescrupulosos que ocultavam em suas queridas cavernas, os despojos de seus saques. 
Mas, quando pediu ajuda a Gideon Westbrook não poderia imaginar que estava invocando o próprio diabo e, eventualmente, encontrando maneiras de conquistar o seu coração.

Capítulo Um

Era como uma cena saída de um pesadelo. Gideon Westbrook, visconde de St. Justin deteve-se na soleira para contemplar essa alegre e pequena ante-sala do inferno. Havia ossos em todos os cantos. Crânios que sorriam grosseiramente, costelas esbranquiçadas e fêmures feitos em pedaços espalhados por ali como refugos do diabo. No parapeito da janela se amontoavam pedras, sobre as quais se viam dentes, dedos e outras peças incrustadas.
Em um canto, espalhadas pelo chão, um punhado de vértebras.
Ocupava o centro dessa indigna desordem uma esbelta silhueta, com um avental coberto de manchas e uma touca torta de musselina branca sobre seu selvagem emaranhado de cachos castanhos. A mulher, obviamente jovem, estava sentada em uma pesada mesa de mogno, de costas para Gideon que apreciava sua elegante postura. Desenhava com concentração e interesse algo que parecia um osso comprido, encravado em um pedaço de rocha.
De onde estava Gideon notou que não tinha aliança nos graciosos dedos que sustentavam a pluma. Não era, então, a viúva do defunto reverendo Pomeroy, a não ser uma de suas filhas.
“Justamente o que eu precisava”, pensou Gideon, “outra filha de pároco.”
Quando o pesaroso pároco anterior abandonou a vizinhança, depois da morte de sua filha, o pai de Gideon designou o reverendo Pomeroy para seu lugar. Mas, ao morrer Pomeroy, quatro anos atrás, Gideon já estava responsável pelas propriedades de seu pai e não se incomodou em designar um novo pároco. O bem-estar espiritual do povo de Upper Biddleton não lhe interessava muito.
Segundo as condições que Pomeroy tinha estabelecido com o pai de Gideon, sua família continuou vivendo na casa paroquial. Os aluguéis eram pagos em dia e isso era a única coisa importante, pelo que concernia a Gideon.
Depois de contemplar a cena por mais um momento, deu uma olhada ao seu redor, procurando algum sinal de quem tivesse deixado aberta a porta da casa paroquial. Como não aparecia ninguém, tirou o chapéu de castor e entrou no pequeno vestíbulo. A forte brisa do mar o seguiu. Nesses primeiros dias de primavera, embora o tempo fosse invulgarmente quente para essa época do ano, o ar do mar ainda continuava frio.
Gideon se sentiu animado e (conforme admitiu para si mesmo) intrigado pelo espetáculo da jovem sentada entre ossos antigos que se espalhavam pelo aposento. Cruzou o vestíbulo em silêncio, cuidando para não fazer ruído com suas botas de montar. Era um homem corpulento (monstruoso, ao dizer de alguns) e tinha aprendido a mover-se sem ruído, em um vão esforço por compensar seu tamanho. Muitos o olhavam só pelo seu aspecto.
Parou na porta do gabinete, observando por mais um momento a mulher que trabalhava. Uma vez convencido de que ela estava muito absorta em seu desenho para perceber sua presença, quebrou o feitiço a contra gosto.
- Bom dia. – disse.
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2 de dezembro de 2012

O Laird De Stonehaven

Graeme Campbell, o Laird de Stonehaven, retorna de sua luta ao lado de Joana, a Donzela de Orleans, para suas terras na Escócia. 

Ele planeja se casar com Blair MacArthur, da qual correm rumores de que é uma fada e o foco atual da Profecia MacArthur. 
Seu primo diz que ele é louco por se casar com a Bruxa, mas Graeme sabe que precisa honrar o último desejo do pai moribundo. 
Ele também não acredita em bruxaria ou profecias e vê Blair simplesmente como uma curandeira. 
Blair sabe da profecia que afirma que a fada vai enfrentar um julgamento e não pode se apaixonar pelo homem errado. 
Parece que um casamento arranjado é a maneira ideal para salvar a si mesma especialmente porque o noivo está apaixonado por outra mulher. 
Blair concorda em se casar com Graeme sem nenhuma intenção de se apaixonar por seu marido. 
Mas conforme se conhecem o impossível acontece e eles se apaixonam especialmente quando Graeme sente que pode acontecer com Blair o mesmo que ocorreu com Joana.

A profecia de MacArthur 
Segundo a lenda, uma fada com poderes extraordinários nascerá a cada certo tempo no clã MacArthur. Será curandeira com o conhecimento e a capacidade de ajudar a outros, mas sua força e resistência deverão ser provadas pelos obstáculos.
Se sobreviver às duras provas do fogo, da água e da pedra, sempre será abençoada por Deus. 
A fada deve tomar cuidado de não apaixonar-se, pois, se seu amor não for correspondido, poderia perder seus poderes. 
Mas se tivesse a sorte de encontrar a seu verdadeiro amor e ser correspondida, sobreviverá a qualquer problema e viverá, junto a seu amado, felizes para sempre. 
Assim proclama a lenda. 

Comentário Revisora Samara: Não posso dizer que amei, mas o livrinho é bom. Senão fosse as cenas hot (que salvaram ele pra mim) seria florzinha. 
Não tem batalhas, nem brigas, não tem intrigas e nem mistérios. 
O mocinho é lindo e um fofo. Fofo mesmo.Romântico e daqueles que se apaixonam uma vez só. Ele acha que ainda é apaixonado pela Joana D'arc. 
Ele era um dos participantes da guarda dela e a viu morrer queimada.
E com isso ele enrola a mocinha até o final, já que a nossa mocinha em questão é uma bruxa. 
Na verdade do país das fadas. Uma curandeira com poderes de curas sobrenaturais. Uma linda e fofa bruxa. Fofa tbem... rsrs. 
Ela tem uma visão e acredita (é uma lenda) que se amar e não for correspondida perde os poderes. 
Não é muito comprido e vale como uma sessão da tarde... 

Capítulo Um 

Torreão de Stonehaven, Terras Altas, Escócia, 1432. 
—Está louco, Graeme! —repreendeu Heath Campbell ao laird de Stonehaven - Casaste-te com a moça MacArthur. Não ouvistes? Sei que estavas longe muito tempo, lutando na França com Joana, a donzela de Orleáns, mas certamente recorda a profecia de MacArthur. Diz que a moça vem do país das Fadas - baixou a voz até que apenas se ouvia o tinido dos arreios de seus cavalos 
- Alguns dizem que é uma bruxa. Às escuras sobrancelhas de Graeme se levantaram em posição obstinada. 
—Eu não acredito nas bruxas, primo.
—Pois deveria - queixou-se Heath. Graeme instruiu seu cavalo a seguir adiante, para a torre Gairloch onde se encontrava Douglas MacArthur, chefe do clã MacArthur e um aliado dos Campbell. 
—Douglas MacArthur está morrendo —disse Graeme rotundamente – E teme pela vida de sua filha. Não posso ignorar seu chamado. O mínimo que posso fazer é falar com ele, possivelmente posso sugerir a outro para casar-se com ela. Heath negou com a cabeça 
—Considero que não deveria considerar sequer um casamento com uma mulher do país das Fadas. 
—Acredita muito em rumores – se burlou Graeme —Blair MacArthur é conhecida por sua habilidade para as curas. Fala-se de outros poderes, mas não acreditarei neles se não vê-los com meus próprios olhos. 
—O que acontece com Joana a Donzela Guerreira? 
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1 de dezembro de 2012

Um Amor Quase Perfeito



Durante dez anos Camden e Gigi, Lorde e Lady Tremaine, tiveram o mais perfeito dos casamentos baseado na cortesia, no respeito e… na distância.

Um segredo, uma traição e um oceano os separam desde o dia seguinte ao seu enlace. 
Gigi vive na bela mansão londrina do casal, enquanto Camden se estabeleceu em Nova Iorque. 
Um não interfere na vida do outro. 
É uma combinação que não podia ser mais ideal e civilizada aos olhos da alta sociedade vitoriana, embora ninguém saiba o que aconteceu para acabar com o apaixonado amor que existia entre ambos. Agora as coisas vão mudar. 
Gigi é uma mulher inteligente, sofisticada, rica e muito segura de si. 
Decidiu agarrar-se à sua última oportunidade de ser feliz e aceitar a proposta de casamento do seu pretendente, Lorde Frederick, um jovem pintor. Assim, escreve ao marido, enviando-lhe os papéis do divórcio. 
Mas em vez de devolvê-los assinados, Camden apresenta-se à porta da mansão de Londres para lhe oferecer um acordo: vai conceder-lhe o divórcio - afinal, já não se amam, não é? - mas antes Gigi deve dar-lhe um filho, um herdeiro. 
Se ela não aceitar, ele não lhe concede o divórcio. Gigi aceita, mas impõe um período de um ano. 
Um ano em que se acumulam as lembranças da paixão que outrora os uniu, um ano em que segredos são revelados, um ano em que o desejo volta mesmo contra a vontade, e um ano em que ambos devem decidir se o casal mais admirado de Londres deve voltar a apaixonar-se... ou separar-se para sempre. 
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Escândalo



Para surpresa e escândalo de toda sociedade londrina, Charity Emmerson decidira pedir Simon Westport, o conde de Dure, mais conhecido como o Diabo Dure, em casamento.

Para Simon, Charity seria a última das opções.


Tudo o que ele queria era uma esposa madura, racional e calma, e não uma mulher tagarela, vaidosa, cheia de desejos.
Mas ambos acabaram caindo nas ciladas do amor...

Até que cartas misteriosas e o passado obscuro de Simon começaram a atrapalhar a felicidade de Charity, dando-lhe motivos para pensar que talvez tivesse se precipitado ao se oferecer como esposa de Simon. 
Pois se tornava cada vez mais evidente que alguém queria se vingar dela por um motivo absolutamente desconhecido... 

Capítulo Um 

Houve um momento de silêncio atordoado. 
O conde de Dure fitava Charity, boquiaberto. 
Ele se espantara quando seu mordomo, Chaney, anunciara que Charity Emerson estava à porta. 
Sabia que era a irmã de Serena, apesar de nunca a ter visto. Estivera intrigado, também, pois não podia imaginar que estranhas circunstâncias poderiam tê-la trazido até sua casa. 
Mesmo com os boatos que corriam nas últimas duas ou três semanas, de que ele estava a ponto de pedir Serena em casamento, ainda não havia nenhum tipo de relacionamento com os Emerson, e era um desastre social para uma jovem ir à casa de um homem que não lhe fosse aparentado. 
Quando Charity entrara na sala, ele se surpreendera novamente, pois esperava que a irmã de Serena fosse uma colegial, e não a jovem obviamente madura e florescente à sua frente. 
Era fácil, porém, compreender por que Charity fora deixada com as irmãs mais novas na sala de aula, em vez de ter sido apresentada com as outras, Serena e Elisabeth. 
A aparência excelente e a resplandecente beleza loura teriam ofuscado as duas. Ele se sentira imediatamente excitado ao olhar para ela. Sua pergunta o deixou sem fala. Finalmente, limpou a garganta e perguntou: 
— O que você disse? Charity enrubesceu, notando quão rudes suas palavras haviam saído. 
— Quero dizer... Isto é... O senhor está procurando uma esposa, não? As sobrancelhas do conde se ergueram devagar. 
Por maior que fosse sua surpresa, seu rosto frio e composto não a demonstrou. 
— Eu duvido que seja de sua conta, srta. Emerson, mas, sim, eu tenho a intenção de me casar logo. Desde a morte de meu avô, minha posição exige que eu tenha um herdeiro. — Bem, é por isto que eu estou aqui. 
— A senhorita está dizendo que tem a intenção de se colocar no mercado? O rubor de Charity se aprofundou em um vermelho intenso. 
Ela não dissera tudo que pretendia. Seu plano fora expor seu caso de maneira fria e lógica, mas de algum modo, como acontecia tanto com ela, as palavras só pareceram sair em enxurrada por sua boca. 
— Eu não estou — ela começara a responder, acaloradamente, depois parara
— Bem, sim, de certo modo, mas não como o senhor está insinuando. 
— Com certeza. — Os seus olhos escuros se tingiram de divertimento. 
— Será que poderia perguntar, se não for demais, para quê a senhorita está se oferecendo? Havia um tom obscuro e sutil em sua voz que fez com que um arrepio subisse pela espinha de Charity. Ela sabia que deveria se sentir insultada com estas palavras, que ele estava insinuando que não era uma dama, mas o timbre de sua voz a fez se sentir mais fraca do que indignada. 
Ergueu os ombros, lembrando-se do que estava em jogo ali, e disse: 
— Todos dizem que o senhor pretende pedir minha irmã em casamento. Até mesmo papai disse à mamãe ontem à noite que o senhor o faria logo. 
— É mesmo? — A boca do conde se retorceu. 
— Sim. Quando eu ouvi isto, soube que precisava fazer algo extremo. 
— A senhorita? E o que seria isto? 
— Pedir-lhe que se case comigo, em vez de com Serena. 
— A senhorita está tentando passar sua irmã para trás? Charity pareceu horrorizada. 
— Não! Não é isto. O senhor não deve pensar que eu jamais faria algo para prejudicar Serena. É exatamente o oposto. Eu a estou salvando. 
— Salvando? De se casar comigo? — Ergueu as sobrancelhas. — Eu não tinha me conscientizado de que era um destino tão cruel. 
Na verdade, eu pensei que a srta. Serena parecia perfeitamente... Ah... Resignada com ele.
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Abrigo Para O Coração



Um romance inesperado...

Uma nevasca leva Jake a procurar abrigo no chalé de Rachel Hudson.
Ele está seriamente ferido, e Rachel não hesita em cuidar dele, embora saiba que comentários maldosos começarão a circular. 
De repente, tudo pelo que Rachel lutou está em risco, e o passado que ela julgava enterrado começa a ameaçar seu futuro. 

Apesar disso, quando Jake a fita com seus olhos sedutores, tudo o que ela deseja é entregar-se aos braços dele... Jake McCain nunca se fixou em um lugar. 
Lar e família não são regalias para um homem acostumado a perseguir criminosos. 
Mas ao saber dos problemas que causou a Rachel, ele não pode simplesmente abandoná-la e deixá-la sozinha. Não quando os beijos inocentes daquela mulher alcançam sua alma, e quando aquele sorriso adorável é a única recompensa que ele deseja receber... 

Capitulo Um 

Oeste do Texas, início de março de 1890
Quem disse que o inferno era quente tinha mentido. Era frio, amargamente frio. 
Não que ele fosse viver para partilhar sua descoberta, pensou Jake McCain. 
A neve vinha de todos os lados, tão pesada que ele não enxergava o focinho do cavalo. 
Não havia como dizer onde estava ou para onde ia. Os flocos eram como lâminas afiadas esfolando sua pele. 
Ao menos o frio o impedia de sentir dor. A morte o rondava, mas ele já nem tinha energia para se preocupar com isso. 
Apeara do cavalo fazia uma hora. Ou apenas alguns minutos?Começara a andar, com o corpo do animal protegendo-o do vento frio, apesar das várias camadas de roupa que usava. 
Mas Grifo começava a se cansar. Se não se abrigassem logo, só encontrariam o que restara do cavalo e dele quando a neve derretesse. 
Segurou firme na sela do garanhão antes de erguer a cabeça para olhar em volta, e o vento cortante roubou-lhe a respiração. Mal conseguia entreabrir os olhos. 
Normalmente, possuía grande sentido de direção e distância, mas a nevasca e a surra que levara dos homens que devia ter prendido tornavam impossível ter certeza de qualquer coisa.
Poderia estar próximo de uma cidade qualquer ou no meio do nada. 
Apertou os olhos. Em meio a neve e ao vento, alguma coisa brilhou a distância. 
Apenas por um instante. Seria sua imaginação? Seguiu naquela direção.
Preferia caminhar para um ponto qualquer a ficar parado, esperando morrer congelado. 
De repente, perdeu a referência e apoiou a cabeça no pescoço de Grifo, exausto. 
Quando começava a pensar que estava andando em círculos, tornou a ver a luz. 
Concentrou-se em cada passo, pisando com um pé à frente do outro. 
Grifo cambaleou, pegando-o de surpresa, e ambos caíram. 
Com esforço, Jake conseguiu se levantar e puxar o animal até colocá-lo em pé. 
Protegeu o rosto no pescoço do cavalo e arrastou-se em direção à luz, fazendo daquele pequeno ponto seu porto seguro. 
Ao erguer novamente a cabeça, não viu mais nada. Só podia ser fruto da sua imaginação. DOWNLOAD

29 de novembro de 2012

Apaixonada Por Antony

Série O Guardião 

Na Regência da Inglaterra, uma Lady desesperada apaixona-se por seu amigo de infância Anthony, quando ele retorna dos mortos para protegê-la e ao irmão dela de um mal sobrenatural.


Uma montanha russa emocional para ambos, personagens e leitor. ...o amor desafiando a morte.


Comentário revisora Alcimar Silva: Ai, ai, ai! O meu gênero preferido de livro! Amei!
Inicialmente poderíamos pensar que só se trata de um romance histórico daqueles bem básicos: um caso de amor que não pode dar certo devido às barreiras sociais que separam nossos apaixonados. 
Um amor impossível, separação, promessas e o trágico final: a morte. 
 Mas eis que tudo se revela... Eu não posso contar, senão estrago a surpresa do livro. 
Só devo dizer que a história te prende do início ao fim. 
E que vamos ficar ansiosas pelo restante da Série.
Meus agradecimentos ao Grupo Pégasus Lançamentos por mais um livro gostoso de ler, e ao time incomparável: Bia, Márcia de Oliveira, Elena W e Silvia Helena por este trabalho maravilhoso. Beijos e até a próxima.

Capítulo Um

Londres, Inglaterra
Março 1811

Um único vislumbre na desordem no quarto de Colin e a expressão atormentada do camareiro era tudo o que Anthony Ramsdell necessitava para determinar que o melhor seria sair e rapidamente. Colin Ames-Beaumont, o filho mais novo do Conde de Norbridge, não podia ser apressado para se vestir. Nem o entretenimento mais agradável, nem a mulher mais bonita poderiam induzi-lo a sair de casa, antes que cada dobra de sua gravata estivesse perfeitamente no lugar. Qualquer pessoa que estivesse ao seu redor, naquele momento, poderia estar sujeito às atenções de seu camareiro, pois Colin julgaria aquela pessoa fora de moda de qualquer forma.
Anthony cometeu esse erro mais de uma vez, e apesar de seu colete verde, casaco preto e calça marrom pudessem passar na inspeção de Colin, sua roupa não tinha uma boa quantidade de amido e já não era incrivelmente branca. Seus sapatos de noite, embora ele tivesse feito o seu melhor para eles brilharem, estavam desgastados pelo uso regular. Seu cabelo castanho cresceu muito na frente. Colin o havia censurado na semana anterior por deixá-lo cair em seus olhos, parecendo um estudante. Ele havia observado que isso havia arruinado a perfeição de sua alfaiataria, por associação. Embora estivesse apenas brincando, Anthony estava certo de que se ele entrasse no quarto o camareiro teria uma tesoura na mão, em um instante.
A autopreservação o mandou em retirada pelas escadas, sorrindo. Ele não poderia incomodar-se com a vaidade de seu amigo, ele entendia Colin demasiadamente para isso. Estava feliz pelo outro homem recentemente ter mudado seu estilo, de sedas coloridas, brilhantes e o uso de cosméticos, para uma elegância simples de um dândi. Mesmo que essa elegância levasse quase duas horas para se alcançar e, segundo as aparências, estava apenas começando agora a segunda hora.
Sabendo por experiência própria como o tempo poderia arrastar-se, Anthony dirigiu-se para o estúdio do conde. Ele era um convidado frequente na casa há anos, passando o tempo, tanto com os Ames-Beaumont quanto com sua própria família, e o escritório sempre fora um de seus lugares favoritos. Embora muito menor do que a biblioteca da casa ancestral do conde em Derbyshire, o escritório guardava uma seleção significativa de volumes, com variedade suficiente para satisfazer o gosto volúvel de Norbridge e o gosto previsível de Anthony.

Série O Guardião
0.5 - Apaixonada por Antony
1 - Demon Angel
1.5 - Wild Thing
2 - Demon Moon
3 - Demon Night
3.5 - First Blood
4 - Demon Bound
5 - Demon Forged
5.5 - Must Love Hellhounds
6 - Demon Blood
7 - Demon Marked
7.5 - Angel of Darkness
8 - Guardian Demon