30 de março de 2013

Confissões de uma Noiva Inadequada

Série Irmãs Donovan

Serena Donovan abandonou Londres fazia seis anos, com o coração partido e sua reputação em frangalhos pelo diabólico e belo Jonathan Dane.

Agora, com o futuro de sua família em perigo, aceita retornar a Inglaterra e assumir a identidade de sua falecida irmã gêmea.
O preço? Casar-se com um homem ao qual não ama e passar o resto de seus dias vivendo uma mentira. Jonathan Dane, Conde de Stratford, converteu-se em um incorrigível libertino, um bêbado e um jogador, enquanto tenta esquecer Serena Donovan.
Mas assim que lhe apresentam à recatada e decente «Meg», reconhece a sensual mulher que capturou seu coração.
Atormentado por seus enganos do passado nega-se a perder de novo a Serena.
Embora convencê-la de que confie nele não vai ser uma tarefa fácil.
Reclamar seu amor perdido significa revelar a verdade e destruir a vida que com tantos sacrifícios Serena reconstruiu.
Com o futuro de todos os Donovan em perigo e sua imperecível paixão capaz de provocar outro escândalo, quanto arriscarão Jonathan e Serena para ter a oportunidade de viver o amor verdadeiro?

Comentário revisora Ana Catarina: Um florzinha bacana. Vale a pena ler. Em minha humilde opinião, o que o mocinho fez, foi algo imperdoável. Porém temos as mocinhas “sados” que perdoam tudo.
Resumão: os dois se conhecem antecipam a lua de mel, a mocinha leva um pé e dança sozinha, o mocinho passa os próximos anos na esbórnia pegando todas, anos depois ela encontra o mequetrefe arrependido e logo vem a perdoá-lo.

Capítulo Um

Portsmouth, Inglaterra 1822

Serena não tinha subido em um navio em seis anos.
Não tinha nenhum desejo de aproximar-se de um navio. Mas levava várias semanas miseráveis em Islington velando por sua irmã mais nova, Phoebe, com olhos de falcão, assegurando que se mantinha fora de perigo afastada da coberta.
Phoebe gostava de sua liberdade e estava a ponto de retorcer o pescoço de Serena de frustração, mas a Serena não importava.
Era muito melhor ter uma irmã zangada a que o impensável voltasse a ocorrer. Estas semanas no mar lhe trouxeram tantas lembranças de Meg. Cada dia era um doloroso aviso do buraco deixado em sua vida.
Serena estava na amurada, dando as costas ao seu destino, um destino que não tinha pedido e nunca quis.
Atrás dela, os homens corriam ao redor e os oficiais ladravam ordens.
O forte aroma acre de pescado do porto de Portsmouth se apoderava da coberta do Islington, entre as ordens designadas e a cadeia baixando raspando a madeira. Os marinheiros jogavam a âncora nas sujas águas do porto.
Serena olhava fixamente por volta de alta mar.
Um navio solitário passava a torre redonda que marcava a entrada portuária, fazendo sua saída mar dentro com suas velas inchadas pelo vento.
Uma parte dela lamentava não estar nesse navio, afastando-se da Inglaterra.
Cedar era um refúgio seguro, um asilo, um lugar onde podia ser ela mesma. Inglaterra não seria nenhuma dessas coisas. Aqui, seria somente uma falsificação.
Uma má cópia de um original inestimável.
Uma vez que desembarcasse em Islington, começaria a tecer uma teia de mentiras que assegurariam o futuro de suas três irmãs vivas.
Uma pessoa que admirava a honestidade sobretudo, não obstante, tinha a intenção de viver uma vida de engano.
Como o dirigiria? Sobretudo em Londres, um lugar infestado de perigo, com sua sociedade, festas e damas com olhos agudos procurando a oportunidade de propagar qualquer intriga mordaz.
Se fosse apanhada, a sociedade a rasgaria em pedaços.
Serena e Phoebe se alojariam com sua tia Geraldine em São James.
A tia Geraldine era uma viscondessa, viúva de Lorde Alcott, um dos membros mais respeitados do parlamento em seus dias.
Serena sabia desde sua última visita a Londres que sua tia estava governada pelas expectativas da sociedade, e se inclinava a seus caprichos.
Quando as irmãs partiram em desgraça fazia seis anos, tia Geraldine desprezava a Serena e Meg por associação. Inclusive pior, vivia a duas casas do Conde de Stratford, o pai de Jonathan Dane.
Esta vez, rogou a sua mãe que organizasse seu alojamento em qualquer outra parte, mas não podiam permitir-se hospedagens adequadas em Londres. Tia Geraldine era a única opção razoável.
Serena fechou os olhos. Jonathan Dane provavelmente não viveria em Londres. Fazia seis anos, seu pai tinha ambições para que tomasse ordens sagradas e se isso tivesse acontecido, residiria em sua casa em Sussex, ou em algum outro presbitério longe da cidade.
Esperava fervorosamente que Jonathan não estivesse em Londres.
Se não estava, só seria um aviso de toda a dor e pena do passado, e de seu engano deliberado no presente.


Série Irmãs Donovan
1 - Confissões de uma Noiva Inadequada
1.5 - Uma Noite Perversa
2 - Segredos Acidentais de uma Duquesa
3 - Uma Dama em tentação
Série concluída

Legado De Amor

Série Legado

Quando os segredos podem destruir, pode o amor sobreviver?

Quando seu breve e desastroso casamento com um caça-dotes acaba em um escândalo, o vingativo pai adotivo da baronesa Sabina von Ziegler a encerra em um claustro.
Mas, nove anos depois, após os ensinamentos do reformista Martín Lutero, organiza uma atrevida escapada.
Livre, enfim, ao menos no momento, e tendo aprendido uma lição sobre confiar nos homens que jamais esquecerá. Wolfgang Behaim, um plebeu viúvo, é um tipógrafo por tradição procedente da emergente classe média, com um segredo que ameaça destruir tudo aquilo que aprecia.
Atormentado pelas misteriosas circunstâncias que rodeiam a morte de seu pai, não procura o amor.
Mas, de repente, se encontra comprometido com Sabina, a filha adotiva do barão von Ziegler.
É um casamento que nenhum dos dois deseja.
Sabina se encontra, de novo, prisioneira do barão, desta vez, em uma masmorra e morrendo de inanição, pouco a pouco.
Sua única esperança de libertar-se é casar com Wolf. E Wolf deve casar-se com Sabina, ou, do contrário, o perigoso barão revelará o segredo de seu passado.
Embora nenhum deles compreenda o sinistro propósito que se esconde por trás das maquinações do barão, veem-se obrigados a uma união que não pretendem consumar.
Mas, enquanto lutam para descobrir a verdade dos mistérios que os rodeiam, são postos a prova por uma ardente paixão que nenhum deles pode resistir.
Conseguirão superar seu passado e encontrar o amor, apesar das mentiras, da guerra e de uma inesperada inspiração inimiga?

Comentário revisora Déia: Olha que eu sou uma pessoa que não se abala com qualquer mocinho teimoso... agora, este? Tenho que concordar com a Ana: o homem teimoso, cabeça dura!
A mocinha fazendo tudo pra mostrar a ele que o amava e ele insistindo em correr!
Deveria ter penado muito mais para conquistar a confiança dela! Mas são coisas de livrinhos! 

Capítulo Um

Wittenberg, Saxônia Eleitoral,
Anno Domini 1525
Deitada no chão, a baronesa Sabina von Ziegler ouviu uma pequena correria na escuridão e se levantou, de repente, ao ver a sombra de seu inimigo aproximar-se. 
—Levante — ordenou-se, com voz rouca por não falar — As correntes, Sabina... Agite as correntes. 
Obedeceu, como um bom soldado, e o repico metálico mal atravessou a penumbra. Quando o rumor se incrementou no canto, lhe esticaram todos os músculos. 
—Tranquila, tranquila... 
O rato correu veloz para seu tornozelo mostrando os dentes. Apesar de sua determinação, a baronesa gritou e chutou tão bem que golpeou o animal com o pé descalço. Um grito corroborou a força do impacto. 
  —Bicho asqueroso! 
  Uns olhos enviesados, pálidos e cristalinos olharam-na, através da escuridão. Uma piscada, e desapareceram. Os passinhos se afastaram, velozmente, para o canto oposto da habitação, e ela imaginou o rato analisando a situação com seus companheiros, tranquilamente. Sabina sabia que, simplesmente, esperaria outra oportunidade. Tremente e faminta, deixou-se cair contra a parede, enquanto o desespero lhe sussurrava ao ouvido que só era questão de tempo para que os ratos conseguissem seu alimento. 
  Uma lágrima silenciosa escorregou pela bochecha. Estendeu a mão para a bacia, repicou com os dedos sobre a capa de água quase congelada, rompeu-a e inundou a mão no gélido líquido. Salpicou um pouco o rosto e arrancou uma parte de tecido da bainha para secar-se. 
  Quando estivesse em frente ao Criador, pelo menos, teria o rosto limpo. 
  —Reze — se disse, com voz áspera — Reze. 
  Juntou as mãos em busca de palavras de consolo, mas só lhe veio à cabeça a súplica de nosso Senhor na cruz: «Meu Deus, meu Deus... Por que me abandonaste?» 
  Um som metálico interrompeu seus pensamentos. 
  Conteve o fôlego, enquanto o ferrolho corria, e a pesada porta de madeira se abria com um rangido. Quando a luz de uma tocha iluminou a habitação, ergueu-se, para esperar seu destino com a maior dignidade possível. 
  Um homem entrou com uma tocha em alto. Fazia muitos anos que Sabina havia deixado de considerá-lo seu pai. O barão Marcus von Ziegler, que era chamado de o Schenk   de Wittenberg, casou-se com sua mãe e adotara Sabina, quando esta só tinha dois anos. Era o proprietário do castelo Von Ziegler, a antiga casa e o atual cárcere de Sabina. 
  O barão posou seus pálidos olhos nela. 
  —Vá. Vejo que continua viva — disse. 
  —Apesar de tudo o que fez para que não fosse assim — replicou Sabina, levantando o queixo, com ar desafiante. 
  —É incrível o quanto você é corajosa. Sempre foi uma bênção para você e uma maldição para mim. — encolheu os ombros — É a vontade de Deus. Vim lhe dizer que a busca terminou.
Ela se sustentou contra a parede de detrás.
  —Não!

Série Legado
1 - Legado de Amor
2 - The Promisse
 

24 de março de 2013

Um Segredo Perigoso

Serie Ladies Em Desonra

Uma proposta que ela terá de recusar...

Geniosa e temperamental, lady Priscilla é a única mulher em Londres que não se dispõe a dar sorrisinhos tolos para Robert Magson. 

Como Duque de Reighland, ele precisa de uma esposa, e Priscilla é, sem dúvida, uma escolha interessante. 
Com ela, a vida de casados jamais seria um tédio. 
Embora exista uma atração irresistível entre ambos, lady Priscilla não tem a menor intenção de se casar. Ela esconde um segredo que poderia arruinar sua reputação. 
Certamente, um duque tão importante precisava encontrar uma mulher de bem. Porém, quando Robert sé encanta por uma beleza, não há nada que o impeça de conquistá-la!

Capítulo Um 

Robert Magson, duque de Reighland, lidava com cada novo salão de bailes como se fosse uma selva indiana cheia de armadilhas, não para tigres, mas para homens descuidados. 
Havia tantas mães e filhas em Londres que ele não teria ficado surpreso ao vê-las espreitando atrás dos móveis no clube de cavalheiros Whites.
E estavam todas ansiosas para chamar a sua atenção, mesmo que apenas por um momento.
Era como se elas pensassem que ele poderia escolher uma noiva com base em um único olhar dentro de um salão repleto de pessoas. 
Robert passava mais tempo do que isso comprando um cavalo. Nunca gastava dinheiro sem checar a dentição, sentir os boletos do animal e questionar sobre seu pedigree. 
Certamente, a escolha de uma esposa deveria ser feita com o mesmo cuidado.
Ele franziu o cenho e observou duas ou três damas jovens fazerem uma cortesia quando seu olhar passou por elas. 
Aquela súbita deferência era uma sensação estranha, como se seu menor olhar fosse o brilho ofuscante do sol do meio-dia num jardim cheio de flores delicadas. 
As mesmas garotas não o teriam olhado duas vezes um ano atrás. Então seu primo morreu. 
E subitamente Robert passou a ser o bom partido da Estação de Bailes.
Suas sobrancelhas se uniram enquanto ele observava a multidão se abrir para lhe dar mais espaço.
Não era que ele não pretendesse se casar com uma delas, mas muitas mulheres alimentavam esperanças na sua direção. 
Uma pessoa não podia parecer muito receptiva se não tinha sequer um momento de paz em suas noites.
Para ser justo, a multidão desta noite estava surpreendentemente alegre. 
E Robert não tinha motivo para suspeitar que seu anfitrião, o conde de Folbroke, estivesse tramando contra ele. 
O homem era muito jovem para ter filhas na idade de se casar, e, pelo que Robert sabia, não tinha irmãs.
— Eu ouvi dizer que você está pensando em oferecer casamento para a filha de Benbridge — disse Folbroke de seu lugar ao lado de Robert.
Robert surpreendeu-se que aquela notícia em particular tivesse viajado tão rapidamente. 
Embora ele estivesse cortejando diversas jovens, sem muito ânimo ou entusiasmo, a questão da filha de Benbridge havia sido introduzida em conversa apenas recentemente. 
Mas parecia que aquilo já era de conhecimento geral.
— O que pode ter lhe dado essa ideia? — perguntou ele em tom de voz entediado. — Eu ainda nem conheci a garota.
— Segundo minha esposa, lady Benbridge está falando para todo o mundo que você caiu na armadilha do casamento. — O conde sorriu. — E que a candidata favorita é sua enteada. Mas não me surpreende que você não a tenha conhecido. Nenhum de nós a vê por algum tempo. É claro, eu não notaria nem se ela estivesse aqui. — Folbroke ajustou seus óculos escuros.
Era um espanto contínuo para Robert que o conde fosse tão casual em chamar atenção para a própria cegueira. 
Ele supunha que isso impedisse as pessoas de tratá-lo como inválido, quando não havia razão para isso.

Série Ladies Em Desonra
1 - Amor Errante
2 - Um Caminho Perigoso
3 - Um Segredo Perigoso
Série Concluída

As Regras Da Paixão

O assassino de aluguel Leonard Kastner aceitou um contrato para cometer um odioso crime: por uma quantia astronômica de dinheiro ele concorda em matar o bebê herdeiro do reino europeu da Lubinia.

Justamente quando está a ponto de executar a atroz missão, a pequena acorda e lhe sorri.
Depois de perder seu coração para a pequena Alana Stindal, Leonard a leva de sua terra natal para a Inglaterra, oculta sua verdadeira identidade e lhe dá a educação digna de uma rainha.
Dezoito anos mais tarde, quando o rei da Lubinia se vê a frente de uma revolta por não poder ter outro herdeiro, Leonard sabe que deve retornar com Alana ao seu lar e impedir uma guerra civil.
Mas no palácio da Lubinia ninguém acredita que ela seja a princesa desaparecida. Christoph Becker, capitão da guarda real, prende Alana.
Ele suspeita que ela seja uma impostora e uma assassina sedutora.
Quando o rei reconhece Alana como sua filha perdida, cheio de orgulho concede sua mão em casamento ao único homem que ele acredita capaz de protegê-la, e, eliminar a todos aqueles que estão empenhados em destruir sua dinastia: Christoph Becker.

Capítulo Um

A lâmina da longa espada se curvou quando Alana pressionou com força a ponta no peito do seu oponente. 
Teria sido um golpe letal se não estivessem praticando com coletes protetores. 
—Poderia ter me vencido sem a necessidade dos três últimos movimentos —disse Poppie, tirando a máscara com o propósito de que Alana visse a decepção refletida em seus penetrantes olhos azuis—. Por que está distraída hoje? 
Tinha que tomar decisões, muitas decisões! 
Como não estaria distraída? Como ia se concentrar na esgrima com tantas coisas que tinha na cabeça? Devia tomar uma decisão que ia alterar sua vida. 
Tinha apenas três opções, cada qual com seu resultado, e tinha que decidir imediatamente,pois não tinha mais tempo. 
Hoje completaria dezoito anos. Não podia esperar mais. 
Seu tio sempre treinava as disputas de esgrima com grande seriedade. 
De modo que esse não era o momento de falar sobre o dilema que vivia. 
Entretanto, precisava falar com ele, e já o teria feito se não o tivesse visto tão preocupado durante os últimos meses. Porque isso não era normal nele. 
Quando perguntou se acontecia algo,ele sorriu e com ar de descaso disse que não.Tampouco essa reação era natural nele. 
Alana conseguiu esconder a preocupação que sentia até esse dia. 
Mas claro, seu tio a tinha ensinado a ocultar suas emoções, entre outras coisas, ao longo dos anos. 
Seus amigos diziam que era um homem excêntrico. 
Porque a incentivava a usar armas! Entretanto, ela achava que tinha direito a ser diferente,afinal não era inglês.
Sendo assim seus amigos não deveriam compará-lo com seus compatriotas. 
Com o passar do tempo,havia perdido algumas amizades devido a livre e aberta educação que Poppie queria que recebesse, mas para ela não fez falta.
Um exemplo perfeito da estreiteza da mente das pessoas era a moça que havia se mudado para a vizinhança,pouco depois de conhecê-la Alana tinha comentado sobre os seus estudos e de que como a Matemática a fascinava. 
—Fala como meu irmão mais velho —comentou a moça com desdém—. Que necessidade tem que nós saibamos tantas coisas sobre o mundo? A única coisa que temos que aprender é como cuidar de uma casa, por acaso já aprendeu? 
—Não, mas atravesso com a espada uma maça lançada pro alto antes que caia no chão. 
Não ficaram amigas. Alana não se importou. 
Tinha muitas outras amizades fascinadas por sua refinada educação, que atribuíam a sua condição de estrangeira, como Poppie, só que ela se considerava inglesa, afinal tinha vivido ali toda a sua vida.

DOWNLOAD


23 de março de 2013

A Marca Do Guerreiro






Cada vez que Ronald Kinnon levanta sua espada no campo de batalha, treina com seus homens ou faz amor com uma mulher, não pode ocultar a marca da vergonha.

A responsável é a jovem senhora do clã McKenzie, que gravou suas iniciais no peito do Highlander depois de derrotá-lo contra todas as possibilidades. 
Agora, a vingança não se fará esperar, e vindo de um dos homens mais poderosos e orgulhosos da Escócia, Edora sabe que será terrível.
O rei também sabe, por isso toma uma decisão que enfurecerá ambos os jovens, mas salvará seus clãs da destruição… 

Capítulo Um 

O dia tinha sido muito longo e a noite não parecia avançar com pressa. Edora se virou na grande cama do laird. Agora correspondia a ela ocupar o lugar de seu pai e, por fim, dormir naquele quarto carregado de lembranças que evocavam a figura de Iain McKenzie. Suspirou dando uma forte palmada à manta que fazia de cobertor. 
Não podia ficar quieta, os problemas a afligiam, mas era muito orgulhosa para compartilhá-los com o conselho de anciões.
«Ora, uma mulher —comentou o velho Angus—; seu pai devia estar delirando em seu leito de morte para permitir algo semelhante.» Essas palavras doeram, mas sua inteligência lhe dizia que a preocupação de seus homens tinha fundamento. 
Sabia que não só Angus pensava assim, e que alguns dos seus tinham abandonado o clã em busca da única alternativa: ir a terras onde um homem continuasse encarregando-se de administrar justiça, embora fosse um proscrito e um traidor a seu pai e a seu próprio clã. Soltou o ar que tinha estado contendo. 
Não se deixaria vencer tão facilmente, demonstraria do que era capaz Edora McKenzie. 
Sabia quantos obstáculos deveria superar. As fronteiras não eram seguras e os Kinnon se encarregavam de recordar isso nos últimos tempos, aproveitando a debilidade de seu pai, tinham arrebatado uma riqueza da qual eles não podiam prescindir. 
As cabeças de gado eram indispensáveis para passar o inverno, e este, que graças ao Céu chegava a seu fim, tinha sido o mais duro desde que acabou a guerra entre as duas coroas. 
Apertou os dentes entrelaçando os dedos atrás da nuca. Fixou o olhar em um ponto do teto e pensou com desgosto que logo teria que compartilhar essa cama com um homem para afiançar seu papel como senhora do clã. 
Não é que Edora não encabeçasse a marcha contra boas incursões, mas todos confiavam mais no braço de Broderick, a experiência de Duncan ou a inteligência de Robert para sair adiante. 
Choramingou por causa da impotência, mas logo se contentou com outros pensamentos. 
No fundo, aquilo não podia ser tão terrível. Os candidatos a desposá-la eram três e nenhum deles seria uma má escolha.Essa mesma tarde, horas antes, enquanto percorria o escuro corredor que a levaria junto ao leito de seu pai, Edora tinha perdido a coragem para enfrentar seu futuro. 
Mas de repente a figura protetora de Broderick empurrou levemente seu ombro para animá-la a continuar. Tinha completado com seu dever prometendo a seu pai velar por seu querido clã, mas suas palavras seguiam atormentando-a na escuridão do quarto. 
Sentiu um calafrio ao pensar que seu pai tinha morrido ali, mas não podia dormir em outro lugar, era a tradição e descumpri-la levantaria mais rumores sobre sua incapacidade para governar. 
Não devia ter medo, pois Iain McKenzie tinha morrido em paz e seu espírito não perambularia por ali, só suas palavras permaneceriam gravadas em sua mente para lembrar seu conselho. 
—Não estará sozinha
DOWNLOAD









22 de março de 2013

O Natal Do Highlander

Série Pine C. Highlander
Camry MacKeage não tinha intenção de dizer a seus pais que deixou seu trabalho como física da NASA para viver com cães cangurus em uma cidade pequena aproveitando as férias sozinha na costa do Maine, com seus peludos amigos Tigrão e Max.
A mãe de Camry confiou ao cientista Lucas Pascal a tarefa de fazer sua filha voltar pra casa para a festa familiar anual de solstício de inverno.
Mas Luke esconde seu próprio segredo, e precisa de um pouco de magia para ganhar a confiança de Camry... e muita sedução para entrar no seu coração.

Comentário revisora Fidalga: Livro gostoso, leve, com cenas hot, e principalmente, cheio de momentos familiares incríveis. Adoro a forma como essa família se ama, e como agrega os novos personagens.
O destino, como sempre, rege a vida dos principais personagens e faz um cético ficar de joelhos diante das evidências de que a magia existe.

Nota: Esta série mescla contemporâneo e histórico.

Capítulo Um

A única coisa que impedia Grey de estrangular o homem que estava agachado e tremendo diante da sua lareira era que ele não queria perturbar Grace.
E pelo fato de que sua esposa já estava bastante pálida e parecia que desmaiaria a qualquer momento, Greylen MacKeage se contentou em gritar com seu genro, o chefe de polícia Jack Stone que trouxe o homem quase congelado até eles.
Aparentemente também atordoado pelas notícias, Jack somente deu de ombros.
— Você se importaria em repetir o que acabou de dizer, Sr. Pascal? — Grace sussurrou, enquanto apertava os braços da cadeira. — Por que acho que não escutei direito da primeira vez.
Luke Pascal virou para esquentar as mãos no fogo, seu olhar preocupado dardejou para Gray antes de voltar a Grace.
— Quando fui para a NASA e pedi para vê-la uns dois meses atrás, fui informado que Camry não trabalhava lá desde dezembro do ano passado. Então fui ao seu apartamento e descobri que o vendeu na primavera passada. Desculpe-me, eu obviamente a choquei, Dra. Sutter, mas pensei que a senhora sabia.
Juro por Deus, se Pascal não parasse de chamar sua esposa de Dra. Sutter, Grey realmente estrangularia o bastardo.
— E como é que você conhece a nossa filha? — ele perguntou.
Luke Pascal levantou de sua posição abaixada e o enfrentou.
— Eu tenho me comunicado com Camry por e-mail há algum tempo. — Ele se moveu desconfortavelmente. — Ou tinha, até este verão, quando de repente parou de responder aos meus e-mails.
Grace de repente saltou de pé, o que fez com que Pascal desse um passo atrás.
— Você é o francês que estava incomodando Camry?
A face fria de Pascal corou.
— Prefiro pensar que nós estávamos comprometidos em uma animada discussão científica. Certamente não foi minha intenção perturbá-la. — Ele fez uma careta. — Embora a julgar por alguns dos seus e-mails, talvez eu possa ter atingido um nervo ou dois.
— E você diz que ela parou de enviar e-mails no verão passado.
— Logo depois que sugeri que eu deveria vir para a América para que pudéssemos colaborar um com o outro.
— Minha filha não achou que era uma boa ideia? — Gray perguntou, chamando a atenção de Pascal novamente.
O homem deu outro passo para trás.
— De acordo com seu último e-mail, eu tenho que dizer não, não achou.
— Mas você veio de qualquer maneira.
Seu hóspede que estava se descongelando lentamente olhou para Grace, obviamente sabendo que ela era a cientista da família e aparentemente decidindo que preferia lidar com ela.
— Estou finalmente perto de desvendar o segredo da propulsão iônica. — disse ele, mostrando com o polegar e o dedo indicador uma distância mínima. — Tenho certeza que se eu e Camry tentássemos resolver o problema juntos, poderíamos ter um protótipo funcionando dentro de um ano.

Série Pine C. Highlander
1 - O Feitiço de Grey
2 - Amando o Highlander
3 - O Casamento do Highlander
4 - Tentar a um Highlander
5 - Só com um Highlander
6 - Segredos de Highlander
7 - O Natal de Highlander
8 - Highlander for the Holidays

16 de março de 2013

Tudo Sobre A Paixão

Saga Familia Cynster


O destino fez de Gyles Rawlings um homem decidido a controlar cada aspecto de sua vida.

Resolveu se casar com uma dama de bom berço para lhe dar filhos, mas que faria vista grossa quando procurasse prazer em outra parte.
 A julgar pelas informações que chegavam aos seus ouvidos, Francesca deveria cumprir à perfeição suas exigências.
No que se referia a "outra parte", conheceu recentemente uma jovem muito bela e atrevida que seria uma amante ideal, com um caráter orgulhoso à altura do dele.
Mas Gyles descobrirá no momento menos apropriado que sua noiva é a atrevida feiticeira que inspira suas fantasias.
Encontrar a paixão e o amor na mesma mulher para ele foi sempre um temor secreto.
Mas enquanto seu mundo se vê confuso, Gyles fica obcecado para obter a posse daquilo que jamais pensou que desejaria: o coração de sua esposa.

Capítulo Um

Londres, Agosto de 1820

— Boa noite, Milorde. Seu tio está aqui. Espera-o na biblioteca.
Gyles Frederick Rawlings, quinto Conde de Chillingworth, fez uma pausa no ato de despojar-se de seu sobretudo. Depois encolheu os ombros e deixou cair o pesado casaco nas atentas mãos de seu mordomo.
— Não me diga.
— Ao que parece Lorde Walpole retornará em breve ao Castelo de Lambourn. Perguntava-se se não teria alguma mensagem para a Condessa viúva.
— Em outras palavras — murmurou Gyles, ajustando os punhos — quer se inteirar das últimas fofocas e sabe que seria mais interessante, que não se apresentasse diante de mamãe e minha tia sem estas.
— Como quiser Milorde. Também passou, há um momento, o Senhor Waring. Ao se inteirar que você voltaria esta noite, deixou recado que estaria disposto a atendê-lo tão logo disponha.
— Obrigado, Irving — Gyles avançou vagarosamente pelo vestíbulo. 
A porta principal se fechou atrás dele silenciosamente, impulsionada por um silencioso lacaio. Detendo-se no meio dos ladrilhos brancos e verdes, voltou-se para Irving que aguardava a viva imagem da paciência vestida de negro.
— Convoque Waring — Gyles continuou avançando pelo vestíbulo — Como é tarde, será melhor que envie um lacaio com a carruagem.
— Imediatamente, Milorde.
Outro lacaio bem treinado abriu a porta da biblioteca, Gyles entrou.
A porta se fechou a suas costas.
Seu tio, Horace Walpole, estava sentado na chaise longue, com as pernas estiradas e uma taça de conhaque quase vazia na mão. Abriu um pouco um olho, depois abriu os dois e se endireitou.
— Você chegou rapaz. Estava me perguntando se teria que voltar sem as notícias, e considerando o que poderia inventar para me salvar.
Gyles cruzou em direção ao aparador dos licores.
— Acredito que posso exonerar a sua imaginação dessa responsabilidade. Espero Waring em breve.
— Esse seu novo homem de confiança?
Gyles assentiu. Cálice na mão dirigiu-se a sua poltrona favorita e se afundou em sua comodidade acolchoada de couro.
— Esteve fazendo averiguações sobre certo assunto por minha conta.
— Ah, sim? Que assunto?
— Com quem terei que me casar.
Horace cravou os olhos nele e se endireitou.
— Por todos os demônios! 


Saga Familia Cynster
1-  Diabo
2- O Juramento de um libertino
3- Seu Nome é Escândalo
4- A Proposta de um libertino
5- Um Amor Secreto
6. Tudo sobre o amor
7- Tudo sobre a paixão
7.5 - A Promessa em um Beijo
8- Uma Noite Selvagem
9- Sombras ao Amanhecer
10- A Amante Perfeita
11- A Noiva Ideal
12-  A Verdade Sobre o Amor 
13-  Sangue Puro
14- O Sabor da Inocência
15- As Razões do Coração - em revisão
16- O sabor da Tentação -    idem

O Pacto de uma Dama

Trilogia Amantes

A ingênua Jocelyn descobre, não sem surpresa, que a mãe agonizante é a infame madame do bordel Bela Carmesim.

Depois de lhe prometer que se encarregará do estabelecimento e das garotas, Jocelyn se transforma e logo é conhecida como madame DeBourcier. Rakish Alex Randall, lorde Colwick, está decidido a repartir a cama da nova madame. 

Suas extravagantes tentativas não serão ignoradas por muito tempo... 
Quando o perigo espreita a elegante mulher, Jocelyn fecha um acordo com Alex, com a esperança de que possa lhe proporcionar proteção. 
Mas o pacto de Jocelyn os arrasta a um apaixonado duelo de vontades no qual todas as ilusões se verão desafiadas... 
E todas as fantasias serão cumpridas. 

Comentário revisora Aline: Estou muito feliz por ser minha primeira revisão e agradeço a revisora inicial Dani que tornou um prazer fazer esta final. 

A história é essencialmente erótica, muitas reviravoltas e um herói muito gostoso.rsrsrsrs.Adorei a escritora! 
Espero poder trabalhar em outras finais nos livros da Renee Bernard.

Capítulo Um

1870

—Assistirá?
Alex Randall se deu conta de que a irmã devia estar repetindo a pergunta. Sua voz tinha certo tom de exasperação. Afastou o jornal com pulso firme.
—Nem sequer pensei nisso.
—Não acredito que vá conseguir encontrar uma esposa, senhor, se não se incomodar em se rodear de boa companhia —repreendeu Eloise, arrumando zangada o vestido, e sentando-se junto a ele.
  —A temporada social nem sequer começou, Eloise. —Alex tratou de utilizar um tom neutro para dissimular a frustração. O limite de sua paciência com os sermões da irmã mais velha era cada vez menor—. Sei que terei chances suficientes de me rodear de boas companhias, e de outras.
—É muito velho para se fazer de libertino.
  Lorde Colwick respondeu com um sorriso irônico. 
Aos trinta e dois anos, não se achava preparado para usar bengala. 
E, embora desfrutasse de sua liberdade, não tinha má reputação. 
Nem sequer a estreita amizade com outros membros da alta sociedade rodeados pelo escândalo havia embaciado sua reputação. 
E embora invejasse o amigo, o duque de Sussex, por ter se casado recentemente com uma bela viúva, provocando um escândalo, não estava disposto a reconhecê-lo.
Tal como era, a vida de solteiro não estava desprovida de diversões, e dado que fazia algumas semanas a irmã veio morar ele, com vistas a cuidar da casa, tampouco via a necessidade de lançar-se nos braços da tristeza ou pena.
  —Eloise —continuou, decidindo-se por uma nova estratégia, para poder conceder um momento de paz—, me mimou muito para ter uma esposa. Não há outra mulher como você e que outra ia aguentar minhas tolices?
Ela tentou lançar um olhar de desaprovação, mas não conseguiu, já que suas lisonjas fizeram com que este se desvanecesse.
  —É certo, mas o acostumei mal. Por acaso deveria abandoná-lo a sua sorte, para que se achasse na necessidade de procurar um bom partido?
Em lugar de procurar uma resposta, limitou-se a aguardar.
—N... não é que vá abandoná-lo...

Trilogia Amantes
1 - O Prazer de uma Dama
2 - O Pacto de uma Dama
3 - O Jogo de um Canalha
Trilogia Concluída

15 de março de 2013

O Dia Sem Amanhã

Um romance histórico ambientado em grande parte na França do século XVII 
Reproduzir vídeo
  
 Uma viagem pela história, desde a França do século XVII até os nossos dias. 
Vivências e decisões do passado encontram sua efetivação no presente, dentro da indesviável lei… 

Para todas as informações do livro.

10 de março de 2013

A Profetisa







No século I D.C Ulrika faz uma longa viagem até Roma para encontrar seu pai e descobrir o significado de suas visões.

Desde muito pequena, Ulrika teve que esconder as estranhas visões que tinha repentinamente e cujo significado desconhecia.
Agora, além disso, sente que o mundo deixou de estar em harmonia.

Quando compartilha suas inquietações com uma profetisa, ela responde com uma perturbadora pergunta: 
«Terá suficiente coragem para responder quando a chamarem?»
Mas essa pergunta só consegue desconcertá-la mais ainda.
Do mesmo modo, tem visões recorrentes de um lobo, cujo significado não entende até que sua mãe conta a ela a verdade sobre seu pai, um grande líder militar germano chamado Wulf, «o Lobo».
Durante um jantar, Ulrika escuta os planos do exército romano para derrotar a rebelião germana que seu pai comanda, assim decide empreender uma longa viagem para avisá-lo dos perigos que se abatem sobre ele.
Mas embora o objetivo principal de Ulrika seja proteger seu pai, em seu caminho cruzarão também a descoberta de seu próprio destino e um homem que a ajudará em sua aventura e do qual se apaixonará para sempre.

Comentário revisora Déia: Eu gostei! Gosto bastante de história antiga e apesar de concordar que o romance não é o forte do livro, me empenhei ao máximo em tentar colocar notas de tradução de termos que nem conhecia, afinal o livro se passa no ano I D.C! Tem referências a expressões que nem imaginava..
Valeu pela aula de história!!rsrsrsrsrs

Capítulo Um 


Roma, ano 54 D.C
Em busca de respostas.
Ulrika, de dezenove anos, despertou essa manhã com a sensação de que algo não estava bem. 
A sensação aumentou enquanto tomava banho e se vestia, enquanto suas servas penteavam seu cabelo, amaravam suas sandálias e serviam o café da manhã de papa de trigo e leite de cabra. 
Já que a inexplicável sensação não diminuía, tinha decidido ir à Rua dos Adivinhos, onde videntes, místicos, astrólogos e pitonisas1 prometiam soluções aos mistérios da vida.  
Enquanto era transportada pelas buliçosas ruas de Roma em um palanquín2 com cortinas, perguntou-se de onde provinha seu mal-estar. 
Nada extraordinário tinha acontecido no dia anterior. Visitou umas amigas, bisbilhotou em livrarias e dedicou um momento ao tear, o típico dia de uma jovem de sua classe e educação. Mas então teve um sonho estranho… 
Logo depois da meia-noite sonhou que se levantou da cama, subiu ao batente da janela e caiu descalça em um chão coberto de neve. 
No sonho estava rodeada de altos pinheiros em lugar das árvores frutíferas que havia detrás da casa; de um bosque em lugar de uma horta, e as nuvens deslizavam sigilosas sobre o rosto de uma lua invernal. Viu passos, rastros de grandes pés que entravam no bosque. 
Consciente da carícia da lua em seus ombros nus seguiu os rastros até encontrar um lobo grande e peludo de olhos amarelos. 
Sentou-se na neve e o lobo se aproximou, deitou-se junto a ela e pôs a cabeça em seu colo. 
A noite estava limpa como os olhos do lobo que a olhavam de seu colo e podia notar o batimento regular de seu potente coração. 
Os olhos amarelos piscavam e pareciam dizer: «A confiança está aqui, o amor está aqui, seu lar está aqui». 
Ulrika despertou desorientada. 
«Por que sonhei com um lobo? – se perguntou –. Meu pai se chamava Wulf. Faleceu faz muitos anos na longínqua Pérsia. » 
O sonho seria um sinal? Mas um sinal do que? 
Seus escravos pararam o palanquín e Ulrika desceu; uma moça alta, embelezada com um vestido de seda longa de cor rosa pálido e uma estola que cobria recatadamente a cabeça e os ombros, ocultando um cabelo loiro avermelhado e um pescoço elegante. Caminhava com uma desenvoltura e um aprumo que escondiam uma crescente inquietação. 
A Rua dos Adivinhos era um beco estreito abraçado pela sombra de abarrotadas casas de vizinhos. 
Pintados de vivas cores e adornadas com objetos que muito brilhavam; as bancas e postos de videntes e profetas, adivinhos e pitonisas eram prometedores. 
O negócio ia de vento em popa para os vendedores de talismãs, amuletos da boa sorte e relíquias mágicas. 
Conforme Ulrika entrava no beco, impaciente para descobrir o significado de seu sonho com o lobo, os marreteiros a chamavam de suas bancas e barracos afirmando serem «caldeus autênticos» que gozavam de canais diretos com o futuro e possuíam o terceiro olho. 
Foi primeiro ao indivíduo das pombas engaioladas cujas vísceras lia por umas poucas moedas. Com as mãos meladas de sangue, o homem assegurou a Ulrika que encontraria um marido antes que finalizasse o ano. 
Em seguida parou no posto do homem que lia a fumaça, que declarou que o incenso augurava a ela cinco filhos sãos.

 DOWNLOAD


Refém De Seu Amor

Série Highlands

Ela é Lady Keyra Graham 

O pai de Keyra, Laird Graham, foi assassinado seis meses atrás e o culpado ainda não havia sido encontrado; para piorar tudo, seu irmão gêmeo, Ethan se viu obrigado a viajar para a França, para resolver um assunto importante, o que para Keyra não era nada além de uma armadilha da mesma pessoa culpada pelo crime de seu pai, para fazer desaparecer o novo Senhor.

O castelo e sua segurança ficaram em suas mãos e até agora ela tinha desempenhado bem seu papel de guardiã, mas irremediavelmente, seus sucessos estão a ponto de se desvanecer. 
Chegou aos ouvidos do Rei rumores de que a fortaleza está sem um homem no comando e ele está disposto a comprová-lo em pessoa. 
Se os falatórios forem confirmados, ele mesmo se encarregará de resolver a situação, fazendo Keyra se casar com Robert Graham, a pior opção de todas, um porco lascivo e ambicioso, primo da moça. 
Keyra está decidida a evitar que Robert ponha as mãos sobre as terras que sempre ambicionou e sobretudo, sobre ela mesma. 
Ela fará o impossível e se lançará em uma travessia pelas montanhas em busca do candidato perfeito para apresentar ao Monarca como seu prometido. 
Um guerreiro forte, que inspire segurança apenas em vê-lo! 
Esse é seu plano, encontrar o homem adequado para que represente o falso papel de seu futuro marido e protetor de sua gente e levá-lo até seu castelo, para mostrar ao Rei. Mesmo que para isso, seja obrigada a sequestrá-lo… 
Ele é Laird Colin McDonald 
Quatro anos atrás, Colin tinha se apaixonado por uma bonita jovem e depois de esperar o tempo que havia parecido adequado para pedir sua mão, tinha conseguido. 
Entretanto não contava que ela havia dado seu coração a outro homem. Resignado a perdê-la, e preferindo a felicidade dela antes de sua própria, no final acabou deixando-a livre para casar com seu verdadeiro amor. É no caminho de volta a suas terras que acaba vivendo a mais extraordinária e incrível das aventuras. 
Colin McDonald, o grande Laird das Ilhas de Skye, é feito refém…
Ninguém nunca diria que o magnífico guerreiro de cabelos de fogo e olhos verde-turquesa, perito no manejo de espadas, arco e flecha ou adaga, pudesse ser capturado ou vencido por um oponente. 
Muito menos, que esse oponente pudesse chegar a ser uma mulher… 
 “Há amarras que podem ser ainda mais fortes que uma corrente ou um pedaço de corda. 
Amarras que não só atam as mãos, mas que se agarram a fundo, ancorando-se na alma e também no coração. 
Você se transforma em um prisioneiro que não deseja ser libertado, quando simplesmente, é refém de seu amor…” 

Comentário revisora Cris Veiga: a história é gostosa de ler, flui bem, sem nada de hot... um florzinha tipo sessão da tarde. 
Ele só é muito demorado em reconhecer que a ama... e a história tem várias outras que são interessantes, como a história do irmão dela e das irmãs dele. 

Capítulo Um 

Ao norte das Highlands – Escócia Ano de Nosso Senhor de 1616

Keyra passeava nervosa pelo parapeito, com um pergaminho na mão. 
Às suas costas, o céu tingido de vermelhos com as últimas luzes do dia oferecia um espetáculo maravilhoso, digno de ser contemplado. Entretanto para ela, nesse momento, não existia mais que as palavras, quase uma sentença, que tinham sido escritas nesse papel. 
Ainda não podia acreditar na maneira tão abrupta que havia mudado sua vida nos últimos seis meses, e tudo tinha começado da maneira mais dolorosa, com o assassinato de seu pai, Laird Graham. 
Ela tinha jurado sobre a tumba dele que acharia o culpado, mas seis luas tinham transcorrido e o assunto continuava sem resolução. 
Depois tinha sido a viagem de Ethan. Seu irmão e novo Senhor do castelo, viu-se obrigado a viajar para a França para resolver um estranho assunto com umas terras. 
Keyra suspeitava que tudo era um ardil do mesmo assassino de seu pai e assim havia compartilhado sua preocupação a Ethan embora por mais que houvesse tentado fazê-lo desistir, o muito teimoso tinha realizado a viagem. 
— Nada vai acontecer comigo, irmãzinha, não fique preocupada — ele disse a ela abraçando-a e beijando-a na testa antes de deixar a fortaleza com uma escolta de cinco homens.
Sua ausência já somava três longos meses e não tinham recebido notícias dele. 
Nem boas nem más, simplesmente, nada… Os abutres não tinham demorado para lançar-se sobre a presa, à qual eles acreditavam não somente ser débil, como também morta. 
Keyra demonstraria a eles quão errados estavam! Iria lutar contra eles, não se renderia… 
Fúria, muita fúria tinha se acumulado em cada fibra de seu ser e se valeria dela para infundir-se de valor… De um só golpe tinham arrancado dela a vida a qual estava acostumada. 
Serenidade, paz, duro trabalho ao lado de sua gente, mas sempre rodeada de felicidade e do imenso amor de seu pai… Agora ele já não estava ali para protegê-los, alguém o tinha arrancado deste mundo… 
— Pai, você não deveria estar morto! — gritou à solidão que a rodeava e logo sentiu como a umidade banhava seu rosto pálido. — Oh pai! Você era tão jovem e vital, deveria estar aqui conosco... em casa — sussurrou com a voz quebrada, embora antes que a pena voltasse a mergulhá-la no desespero ganhou a batalha contra a raiva. 
O Laird havia sido assassinado covardemente pelas costas e isso enchia mais ainda Keyra de raiva. Ninguém teria tido nem a mais mínima possibilidade com o Grande Laird em um combate justo! 
Ninguém… E isso definitivamente sabia o agressor.
Desenrolou o pergaminho mais uma vez para ler o que estava escrito, embora soubesse cada letra de cor e, por mais que tentasse fazê-las desaparecer, continuavam ali, marcando seu destino, desafiando-a. 
Arrancou o lacre com o selo Real e o apertou com força em uma de suas mãos. 
Sentia como os relevos se cravavam em sua palma e apertou com mais força, em um arrebatamento, até que a cera se quebrou em vários pedaços pequenos que deixou cair ao chão. 
Parecia que Robert desta vez tinha apostado alto. Maldito porco lascivo e ambicioso! pensou Keyra com raiva, formando um bolo com o pergaminho. 
A missiva Real… uma muito educada e cortante ordem de Sua Alteza, onde a fazia saber a Lady Graham que haviam chegado rumores até seus ouvidos que a fortaleza se encontrava desprotegida e sem uma presença masculina à frente, devido ao lamentável falecimento de seu pai e do inegável desaparecimento de seu irmão. 
Ele comprovaria em pessoa esses falatórios e, se efetivamente eram corretos, iria se encarregar de remediá-los… 

Série Highlands
1 - O Guardião do meu Coração
2 - Refém de Seu Amor
3 - Corazones enemigos