8 de março de 2016

O Acordo

Série O Clube dos Sobreviventes
Desesperado para escapar da casamenteira de sua mãe, Vincent Hunt, Visconde Darleigh, foge para uma aldeia remota do país. 

Mas mesmo lá, outra armadilha o espera. Então, quando a intervenção de Miss Sophia Fry para o salvar a lança numa situação desesperada, sendo obrigada, sem a menor cerimônia, a partir da casa de seus tios, Vincent é compelido a agir. 
Ele pode ter ficado cego em batalha, mas ele pode ver uma solução para ambos os problemas: o casamento.
Primeiro, a calma e despretensiosa Sophia rejeita a proposta de Vincent. Mas quando um homem tão gloriosamente bonito a convence de que ele precisa de uma mulher de sua própria escolha, tanto quanto ela precisa de proteção contra a miséria, ela concorda. 
Sua alternativa é horrível demais para contemplar. Mas como pode nascer um fogo consumidor a partir de um arranjo tão frio? 
Quando a amizade e camaradagem levam a uma doce sedução e prazer erótico, eles ousam acreditar que um negócio nascido do desespero pode levar os dois para um amor destinado a acontecer?

Capítulo Um

Quando se tornou claro para Vincent Hunt, Visconde Darleigh, que se ficasse em casa pelo resto da primavera, ele teria, sem qualquer sombra de dúvida, que se comprometer, até mesmo casar antes do verão, tinha corretamente resolvido: fugir. 
Ele fugiu de casa, o que era uma maneira ridícula, reduzindo um pouco a forma de colocá-lo, quando era o dono da casa e tinha quase vinte e quatro anos de idade. Mas o simples fato era que fugira.
Levou consigo seu criado, Martin Fisk; sua carruagem e cavalos de viagem; roupas suficientes e outros pertences necessários para durar um mês ou dois, ou seis. 
Ele realmente não sabia quanto tempo iria ficar longe. Pegou seu violino também, depois da hesitação de um momento. Seus amigos gostavam de provocá-lo sobre isso e demonstravam horror cada vez que ele o colocava sob o queixo, mas ele pensava que tocava razoavelmente bem. 
Mais importante, gostava de tocar. Acalmava sua alma, embora nunca tivesse confidenciado isso aos seus amigos. Flavian, sem dúvida, faria um comentário comparando seus acordes ao arrastar das botas a todos que estivessem ao alcance de sua voz.
O principal problema com a casa era que ele estava aflito com tantos parentes do sexo feminino e sem o suficiente do sexo masculino, e nenhum homem no comando. Sua avó e sua mãe viviam com ele, e suas três irmãs, embora casadas, com suas próprias casas e famílias, vinham para ficar, com demasiada frequência, e muitas vezes por períodos longos. 
Quase um mês se passara sem pelo menos uma delas estar na residência por alguns dias, uma semana ou mais. Seus cunhados, quando vinham com suas esposas, o que não era sempre, com muito tato, mantinham-se distantes dos assuntos de Vincent e permitiam às suas mulheres governar sua vida mesmo que, digno de nota, nenhum deles permitisse que suas esposas governassem as deles.
Tudo teria sido compreensível, mesmo em circunstâncias normais, Vincent supôs de má vontade. 
Ele era, afinal, o único neto, o único filho, o único irmão, e o mais novo, e, como tal, era justo que o protegessem, mimassem, se preocupassem e planejassem. Herdara seu título e fortuna há apenas quatro anos, com a idade de dezenove, a partir de um tio que havia sido saudável e tinha apenas 46 anos quando morreu tendo um filho tão resistente e apto como ele. Ambos morreram violentamente. A vida era um negócio frágil, bem como a herança, parentes de Vincent do sexo feminino gostavam de observar. 
Convinha, portanto, que enchesse o berçário com um herdeiro e um número de sobressalentes assim que fosse humanamente possível.

Série O Clube dos Sobreviventes
1 - A Proposta
1.5 - O Pretendente
2 - O Acordo
3 - A Fuga
O Grupo não continuará a traduzir a série 
porque foi comprada pela Editora Arqueiro.


6 de março de 2016

Reivindicando a Duquesa

Trilogia Fitzhugh
Clarissa, a duquesa viúva de Lexington, tem dois grandes amores: O reticente e recluso Senhor James Kingston e sua fiel correspondente, a Senhorita Julia Kirkland, quem Clarissa nunca encontrou pessoalmente. 

Agora, tanto o Senhor Kingston quanto a Senhorita Kirkland são esperados na residência dela — e Clarissa está prestes a descobrir que nada sobre ambos é exatamente como foi levada a crer.

Capítulo Um


Inglaterra, Abril 1882.
Pouco antes de Clarissa, a duquesa de Lexington, conhecer o homem que iria inspirar nela quatro longos anos de amor não correspondido, ela estava pensando em fósseis.
Não tinha qualquer interesse particular nesse período da vida pré-histórica, mas seu enteado, Christian, de quinze anos, adorava, e sua coleção crescia de maneira problemática.
O pai de Christian, e marido de Clarissa, não aprovava que seu herdeiro "brincasse na poeira", como ele dizia. Pior, estava sempre ameaçando se desfazer de todos os espécimes que Christian havia meticulosamente recolhido.
Todas as noites, durante o feriado de Páscoa, Christian havia arrastado os fósseis sobre bandejas, escondendo-os em vários baús e armários de vassouras. A casa era grande e alguns dos fósseis certamente permaneceriam imperturbáveis. Mas não havia qualquer chance de o resto escapar de um humilhante fim no lixo.
Se apenas...
— Aí está você, duquesa.
A voz pertencia a lorde Hatchford, um bom amigo do duque e seu companheiro de libertinagem. E onde Lorde Hatchford estava, o duque não estava longe.
Clarissa não amava o marido, mas, às vezes, quando o encontrava, ainda experimentava uma pontada no peito; ela sentia falta da menina — não da menina ingênua que o tinha adorado, mas da jovem otimista e confiante que havia acreditado em um mundo rosa.
Ou isso também fazia parte da sua ingenuidade? Em ambos os casos, havia sido uma enorme desilusão dolorosa perceber que o homem com quem se casara era vaidoso, arrogante, incapaz de fidelidade, e nem sequer divertido.
Ela virou-se da balaustrada do grande terraço onde estava de pé. Para sua surpresa, ao lado do duque e de lorde Hatchford, havia um terceiro homem.
— Duquesa, — disse lorde Hatchford. — Permita-me apresentar o meu primo, o senhor Kingston.
O senhor Kingston fez uma reverência.
Ele era um homem jovem — Clarissa tinha vinte e oito anos e ele devia ser dois ou três anos mais jovem. Também era um homem bonito, com um porte atlético perfeitamente definido por seu traje de equitação, cabelo castanho espesso, e um rosto esculpido, cuja seriedade era atenuada pela voluptuosidade de seus lábios — lábios que eram claramente definidos, como o resto de seus traços, e ainda mais carnudos do que seria de se esperar.
Esse contraste sutil chamou a atenção de Clarissa. Mas ela tinha aprendido muito bem que a beleza era um elemento superficial, certamente como no caso de seu marido.
— Bem-vindo à Algernon House, senhor Kingston, — disse ela. — Por favor, senhores, não me deixem mantê-los afastados de seus passeios. Está um lindo dia para uma cavalgada pelo campo.
O senhor Kingston curvou-se novamente. Quando se endireitou, seu olhar voltou-se para ela, direto e inabalável.
— Você convidou aquela senhorita Elphinstone de novo? — Exclamou o duque, que havia caminhado até a ponta do terraço. — Que serventia tem para mim uma mulher velha, feia, e briguenta em minha casa?
Clarissa só podia esperar que a mulher que respeitava pela sua educação, não tivesse ouvido o duque.
— Acontece que eu acho que a senhorita Elphinstone possui uma beleza não convencional e é muito original. — disse Clarissa.
O duque revirou os olhos.
— A duquesa e seus pontos de vista esclarecedores.
Lorde Hatchford riu na hora.
Ela esperou que o senhor Kingston fizesse o mesmo. Em vez disso, ele disse: — Concordo com a duquesa. A senhorita Elphinstone possui uma graça leonina e uma profunda erudição. Espero ser sortudo o bastante para sentar ao lado dela no jantar.


Trilogia Fitzhugh
0.5 - Reivindicando a Duquesa
1 - Uma Beleza Sedutora
2 - Uma Mulher para Todas as Estações
2.5 - Uma Dança ao Luar
3 - Uma Noiva Tentadora
3.5 - a revisar
Nova Leitura

1 de março de 2016

Enquanto Dorme a Paixão

Série Louisiana
Elizabeth Ridgeway é uma mulher de extraordinária beleza, capaz de incendiar o desejo dos homens. 

No entanto, Nathan, seu marido, mal a nota.
Rafael Santana, filho de uma família rica do Texas, é atraente e arrogante. 
Quando criança, ele foi sequestrado por Comanches e educado como um guerreiro, algo que seus modos aristocráticos não conseguem esconder. 
Elizabeth e Rafael tinham uma ideia errada um do outro. Mas algo mágico aconteceu quando eles se encontraram pela primeira vez em um baile deslumbrante em Nova Orleans...

Capítulo Um

Fevereiro de 1836
O casamento aconteceu. Acima, no quarto amplo e um pouco sombrio em que tinha vivido toda sua vida, a recém-casada Senhora Nathan Ridgeway, nascida Elizabeth Selby, contemplou temerosa e maravilhada a aliança larga de ouro que levava em seu dedo esbelto. Estava casada! Casada com um homem a quem quase não conhecia! Um homem que, em um lapso pavorosamente breve, a afastaria da Inglaterra e de tudo o que conhecia.
A América do Norte ficava tão longe de Maidstone, na Inglaterra, pensou com um calafrio repentino. Muito longe dos vales ondulados e dos bosques de Kent.
Mas isso era o que ela desejava, não é? Forjar uma nova vida, uma vida cheia de calidez e amor? Sentir-se, por fim, amada e protegida? Ser mais que uma odiosa lembrança de um casamento que, para seu pai, não era digno de seu título pomposo, nem de sua imensa fortuna.
Com uma expressão vulnerável na boca e uma sombra nos formosos olhos violeta, Elizabeth se olhou no espelho, desejando, como o tinha feito tantas vezes, que sua mãe estivesse viva, que não tivesse morrido quando ela nasceu. 
Havia tantas perguntas para as quais precisava de uma resposta, tantas coisas que devia saber a respeito de ser uma esposa... e não havia ninguém a quem se voltar. Por certo, não podia contar com seu pai ou Melissa! Respirou fundo. Não, não podia perguntar a Melissa, pois sabia muito bem que esta considerava o primeiro casamento de Lorde Selby um terrível engano.
Mas o seu seria diferente, pensou Elizabeth, com veemência, apertando os pequenos punhos. Nathan a amava! E, bem, ela se obrigaria a amá-lo. Já o respeitava, e com o tempo, estava certa de que se apoderariam dela as misteriosas e deliciosas emoções sobre as quais tinha lido nas poucas novelas que tinham passado em suas mãos, e a levariam a um maravilhoso mundo de paixão e ternura. 
Ela e Nathan encontrariam o amor juntos. Iriam se amar para sempre!
Seus pensamentos não a tranquilizaram muito e tentando, corajosamente, afogar o temor e as dúvidas que voltavam a aflorar, concentrou-se na tarefa simples de soltar os numerosos e diminutos botões de pérolas do punho justo de seu vestido de casamento. 
Era um vestido delicioso, feito em cetim branco e com o véu vaporoso com incrustações de pérolas que lhe ocultava quase totalmente os cachos loiros; Elizabeth tinha parecido uma criatura etérea, de outro mundo, quando avançara para o altar da capela familiar, há menos de uma hora. 
Sabendo que perdia tempo deliberadamente e adiando o momento em que deveria reunir-se aos convidados, apressou-se a desprender os botões. 
Devia ter chamado uma criada, mas como sabia que todas estavam ocupadas com os preparativos, não quis afastá-las de suas tarefas. Agora, arrependeu-se de não o ter feito, tirar o vestido seria difícil, e se Melissa a encontrasse ainda sem se trocar...
Suspirando, com expressão pensativa, finalmente conseguiu desabotoar e tirar o vestido. Deixou-o de lado sem sentir remorsos. O vestido significava pouco para ela, igual ao casamento em si.




Série Louisiana
1 - Gypsy Lady
2 - The Tiger Lily
3 - Deceive Not My Heart
4 - Each Time We Love
5 - A Amante Cativa
6 - Midnight Masquerade
7 - Whisper to Me of Love
8 - Enquanto Dorme a Paixão
9 - Love a Dark Rider
10 - Love Be Mine
11 - At Long Last



28 de fevereiro de 2016

Série Lições Pervertidas

APIMENTADO HISTÓRICO
Série Lições Pervertidas    



Um encontro a meia-noite entre dois amantes afastados reacende uma paixão além de seus sonhos...


Rowena, condessa de Northam, é surpreendida por encontrar o seu antigo pretendente voltando da Índia e está no seu caminho para a casa onde ela está hospedada.
Quando ele aparece em seu quarto tarde da noite, ela só pode acreditar que é um sonho...Leia mais aqui 

15 de fevereiro de 2016

Coleção Barbara Cartland


 Perigo na Escócia
Talbot Marsham foi chamado à Escócia para receber o título de conde e a chefia do clã dos McCairn. 
Há muito afastado da cultura escocesa, se recusou a viajar sem antes instruir-se em seus costumes e lendas. Determinado, contratou a linda Tara McDowall para ensiná-lo e acompanhá-lo nessa viagem. 
Porém, ao chegarem à Escócia, entre castelos lendários e misteriosos, Talbot descobriu que um primo tramava para tirar-lhe o poder, ajudado por uma perversa mulher, ameaçando assassiná-lo numa luta fatal!






Refém da Paixão

Série A Highland Feuding

                                            

Sequestrada nas Terras Altas...

Às vésperas de seu casamento, o pavor toma conta de Arabella Cameron. 
Apesar de ser um matrimônio sem amor, ela se consola com o fato de que a união dará um fim à guerra entre os clãs Cameron e Mackintosh. Mas seu destino toma outro rumo quando Brondie Mackintosh, um renegado, aparece em seu quarto e a leva para as montanhas.
Ele sabe que Arabella tem todo o direito de odiá-lo por serem inimigos, porém, um beijo proibido muda suas cabeças — e seus corações — de modo definitivo. Até o amor entre Brodie e Arabella ser ameaçado quando seu noivo aparece para tomá-la de volta!

Capítulo Um

Arabella Cameron comparou o que estava sentindo naquele momento a uma camada fina de gelo sobre o lago. O sorriso que mantinha no rosto, enquanto outro membro da família Mackintosh oferecia um verso sobre sua beleza, iria rachar logo, assim como o gelo se despedaçava quando atingido por um pedregulho. Sabia que não conseguiria continuar sorrindo quando a ridícula homenagem chegasse ao fim. De repente, a preocupação de não continuar sorrindo foi substituída pelo medo de começar a rir.
Respirando fundo e devagar, ela piscou várias vezes na esperança de que o perigo de ser impertinente ou faltar com o respeito passasse logo.
Ao levantar a cabeça, Arabella se apavorou ao encontrar com o olhar penetrante de Brodie Mackintosh. Sentado ao final da mesa, ao lado direito de Arabella, ele era o mais velho dos dois herdeiros do clã Mackintosh e a encarou sem mover um só músculo do rosto. 
Arabella não viu nenhum sinal naqueles olhos castanhos que demonstrasse o que ele achava daqueles homens se divertindo com as fábulas sobre sua beleza e graciosidade. Nem mesmo o que ele achava dela, ou da possibilidade de em alguns meses se tornarem marido e mulher. 
Distraída com aquele olhar intenso, não notou que o poema havia acabado e que o salão estava em silêncio, todos aguardavam a reação dela.
Arabella voltou à realidade quando Brodie desviou o olhar e inclinou a cabeça na direção do trovador dos Mackintosh, que havia parado de falar e a fitava ansioso, aguardando aprovação. Como o breve encanto havia terminado, ela aplaudiu.
— Estou honrada por suas palavras gentis... — Ela não se lembrava do nome do trovador.
— Dougal não estava sendo gentil, lady Arabella — disse Caelan Mackintosh, que estava sentado à esquerda dela e percebeu que ela havia esquecido o nome do trovador. — Dougal falava a verdade que todos nós comprovamos.
Arabella olhou para Caelan, meneou a cabeça e se dirigiu ao trovador:
— Mesmo assim, estou honrada pela homenagem, Dougal. Agradeço por você ter compartilhado com nossos clãs o seu poema.
O trovador fez uma vênia e foi se sentar no meio dos outros convidados da festa. Caelan se inclinou na direção de Arabella e falou em voz baixa para que ninguém mais ouvisse:
— Você encantou todos os Mackintosh com sua graça e beleza, Arabella. Se os Cameron a tivessem usado como arma secreta, podiam ter ganhado esse feudo há muito tempo. — Caelan tocou a mão dela sem desviar o olhar e tomou um gole de vinho. — Você me enfeitiçou.
Arabella já havia ouvido aquelas palavras antes, não era a primeira vez que sua beleza era louvada. Beleza esta que tinha sido um presente de Deus e não tinha nada a ver com as vitórias dela. Mas, ao olhar os olhos azuis e profundos de Caelan, ela quis muito desejá-lo e acreditar naquelas palavras gentis.
Ele ofereceu uma caneca de vinho, virando a borda onde seus lábios haviam tocado. Arabella aceitou o pequeno gesto de intimidade do homem com quem provavelmente se casaria. Caelan esboçou um sorriso enquanto ela tomava o vinho. O calor que se espalhou pelo corpo dela não estava relacionado à bebida forte, mas ao jeito que ele observava seu jeito de engolir o vinho e capturar uma gota perdida nos lábios com a ponta da língua.
Caelan se inclinou para a frente, aproximando-se como se fosse beijá-la ali, naquele momento e sem qualquer cerimônia. Ela segurou a respiração, esperando. Mas o barulho de metal contra o piso de pedra chamou sua atenção.
Brodie se abaixou e pegou a taça pesada, recolocando-a sobre a mesa. Aquela podia ter sido uma interrupção intencional ou não, mas quebrou o momento íntimo entre ela e Caelan. As chances de retomar a oportunidade terminaram quando o pai dela, Euan Cameron, ordenou:
— Sua tia espera por você, Arabella. Vá para seus aposentos.
Arabella pensou em desafiar o pai, mas não estavam em seu próprio castelo, e jamais faria isso com os dois clãs presentes. Além do mais, havia muita coisa dependendo de sua obediência para salvar o clã de sua família de continuar a ser massacrado e destruído.
Forçando o sorriso de volta, ela se levantou, reverenciou o pai e os Mackintosh, deu a volta na mesa e desceu os degraus do palanque. Tia Devorgilla a aguardava, observando cada movimento seu. Sem dúvida, a aparência e comportamento de Arabella naquela noite seria criticado.
Arabella meneou a cabeça a todos aqueles que falaram ou sussurraram seu nome durante o trajeto. Depois de tantas horas forçando um comportamento dócil, ela estava exausta.


Série A Highland Feuding
1- Refém da Paixão
(2 não publicado no Brasil)

O Duque

Lançamento Autora Brasileira!

A inglesa Victoria Longford foi prometida em casamento ao velho decrépito francês Sebastian Funevaire, desde os treze anos, quando sua irmã fugiu com um estranho e deixou Funevaire no altar.

Fadada à infelicidade, longe do olhar da sociedade, espera angustiantemente completar dezoito anos para que o casamento seja realizado.
Mas seu caminho cruza com o de Philip Beltoise Cevert, o arrogante e prepotente Duque de Trintignant.
Ele lhe rouba um beijo durante uma festa em Paris e ela paga um alto preço por isso. Com sua honra manchada, um casamento desprezível a caminho, ela terá de abrir mão de todo seu orgulho para tomar um novo rumo em sua vida.

Capítulo Um

- Sua cunhada e seu sobrinho acabam de chegar, senhor - a entrada do mordomo no grande escritório real não interrompeu a concentração do Duque de Trintignant nos papéis que analisava.
Porém a voz sublime e altamente controlada se repetiu e assim o duque deu-lhe a atenção necessária. Seus olhos eram de um azul profundo como o céu de outono, límpido e perfeito, porém eram frios como o ar gélido do inverno mais rigoroso.
Aquele olhar não demonstrava insatisfação pela interrupção, ao contrário, era uma manifestação normal e cotidiana que refletia seu temperamento forte, arrogante, distante de qualquer sentimento mais afetuoso ou qualquer compaixão para com os outros. Aquele olhar voltou-se para o mordomo, o duque estava aborrecido pelo fardo que recebia em sua casa após a morte de seu único irmão, Oliver Beltoise Cevert. Além de rebelde e mal agradecido, seu jovem consangüíneo abandonou a nobreza para viver com uma plebéia qualquer e ainda teve a petulância de morrer e deixar-lhe esposa e bastardo para que ele próprio cuidasse.
- E como eles são? – o duque perguntou deixando os papéis de lado e voltando o olhar impaciente para o mordomo. – Caso estejam muito sujos, peço-lhe que não os deixem passar da cozinha, eu os atenderei lá mesmo, onde poderão certamente fazer uma excelente refeição antes que eu os veja, afinal, esses esfomeados sempre estão desesperados por saciar seus corpos fracos e imundos! E não quero ter o desprazer de mirar suas feições miseráveis e cheias de piedade!
- Eles não estão sujos, meu caro senhor – Magnus respondeu demonstrando simpatia pelos visitantes – Surpreendeu-me a limpeza e o excelente aspecto com o qual se apresentaram neste castelo. Desculpe-me, excelência, mas tomo a liberdade de lhe revelar que a Sra. Beltoise Cevert demonstrou ser uma dama extremamente educada surpreendendo-me na elegância e classe. Em nada eles se parecem com aquilo que o senhor nos descreveu e afirmou sem dúvida que deveríamos aguardar quando chegassem.
Philip fitou o mordomo atenciosamente e percebeu que quem quer que fosse a Sra. Beltoise Cevert, havia ganhado um admirador, levando-se em conta o fato de Magnus sempre ter sido muito severo em suas observações quanto aos que o cercavam.
Seu mordomo e fiel empregado era um homem experiente, mas isso não o impedia de cometer erros e tirar conclusões precipitadas, ainda mais se tratando de mulheres bonitas e sedutoras. Mãe e filho poderiam estar descentes para a conferência, mas talvez fosse a única coisa de valor que possuíam, afinal como bem lhe fora dito, eram desprovidos de qualquer regalia.
O duque tinha certeza que se virasse a roupa do avesso encontraria uma costura grosseira e remendos sem fim, pensou entediado. Aliás, a verdade era que pouco lhe importava realmente como eram ou o que faziam!
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9 de fevereiro de 2016

A Aposta






Resistente e suave, doce e atrevida, aqui está uma história de honestidade e humor para qualquer um que já viveu e amou. 

Scotty Gandy sempre foi um jogador que conta com seu charme preguiçoso do sul para encontrar saídas para situações difíceis.
Com a esperança de fazer fortuna, ele abre uma casa de jogos em proffitt, kansas.
Logo, ele se torna um alvo do movimento pela moderadação liderado pela dona da loja de chapéus, ao lado do seu estabelecimento, A encantadora, ainda que volátil Agatha Downing. O dono do saloon e a modista tímida e recatada são inimigos ferozes!
Até que a inocência de uma criança abra os olhos e os corações de um para o outro.

Capítulo Um

1880
Agatha Downing olhou através da janela de sua chapelaria e viu uma pintura a óleo, em tamanho natural, que retratava uma mulher nua atravessando a rua. Ela engasgou e cerrou os punhos ˗ Esse homem de novo! O que tinha acontecido com ele agora? Já não era suficiente que houvesse instalado sua venda de bebidas incentivando homens honestos a esbanjar o dinheiro suado em jogos de azar na porta ao lado? Agora, trazia quadros de mulheres nuas!
Horrorizada, apertou a mão contra o espartilho de barbatanas de baleias e observou o alegre bando de desocupados que caminhava em sua direção. Lançando exclamações entusiasmadas, os homens abriram caminho em meio a empurrões até o Salão Gaiola Dourada carregando a tela sobre os ombros. A rua era larga e lamacenta e eles levaram algum tempo para cruzá-la. Antes que chegassem ao meio do caminho, todos os homens que estavam na calçada juntaram-se a eles uivando, jogando seus chapéus para cima, proporcionando uma ousada homenagem a este nu digno de Rubens. Quanto mais perto chegavam, mais Agatha pressionava o seu espartilho.
A triste figura, com mais de um metro e oitenta, tinha os braços erguidos aos céus, como se quisesse elevar-se… de frente, voluptuosa e nua como um pássaro recém-nascido.
Agatha afastou a vista de tão desagradável espetáculo.
Por todos os deuses! Sem dúvida nenhuma, todos caminhavam em direção contrária ao paraíso! E, ao que parecia, queriam levar as crianças com eles!
Duas crianças viram os arruaceiros e correram para o meio da rua lamacenta para melhor apreciarem o espetáculo.
Agatha abriu a porta de par em par e saiu na calçada, mancando.
─ Perry! Clydell! ─ gritou para os meninos de dez anos ─ Voltem logo para casa! Escutaram?
Os dois se aproximaram e olharam a Srta. Downing que indicava com o dedo a extremidade da rua.
─ Rápido ─ disse ─ ou eu contarei as suas mães.
Perry White virou-se para o amigo Clydell Hottle com expressão infeliz no rosto manchado:
─ É a velha Srta. Downing.
─ Ah, não!
─ Minha mãe compra chapéus com ela.
─ Sim, a minha também ─ lamentou-se Clydell.
Os meninos dirigiram um último olhar curioso para o quadro da dama desnuda e, relutantes, foram embora arrastando os pés.
Mooney Straub, um dos bêbados do grupo, levantou a voz e gritou para eles:
─ Esperem até terem idade suficiente, meninos!
Risos ásperos acompanharam o comentário, e a indignação de Agatha subiu um grau.
Que gentalha. Não passava de dez horas da manhã e Mooney Straub quase não se aguentava em pé. Lá estava também Charlie Yaeger, que tinha esposa e seis filhos vivendo em uma cabana digna apenas para os porcos; e o jovem filho de Cornelia Loretto, Dan, que o vizinho contratou como crupier do jogo de loteria, fato que envergonhou muitíssimo à sua pobre mãe; e o garçom de aspecto feroz, de espessos cabelos brancos que cresciam apenas na metade esquerda de sua cabeça; e o pianista negro de olhos vivazes que pareciam não perder nenhum detalhe; e George Sowers, que há anos havia enriquecido nas minas de ouro do Colorado e que, perdera tudo com a bebida e o jogo. Lá também se encontrava o "cabeça" de todos eles, o responsável por espalhar essa praga perto de Agatha: o homem que todos chamavam de Scottyy.
Agatha instalou-se na escadaria de entrada da taberna e esperou que a brigada do exército de Satanás abrisse caminho por entre o barro primaveril. Quando chegaram à barra de amarrar os cavalos, Agatha abriu os braços:
─ Senhor Gandy, eu protesto!
LeMaster Scotty Gandy levantou uma das mãos para deter os seus seguidores.
─ Um momento companheiros. Parece que teremos companhia.
Voltou-se lentamente e levantou os olhos para a mulher que assomava sobre ele como um anjo vingador. 
Vestia um vestido cinza desbotado. A saia de pregas austríacas, amarrada atrás, havia sido muito apertada. A anquinha posterior apontava para cima, como a coluna vertebral de um gato assustado. Anexado à cintura sob um par de anáguas, que as mulheres usaram do final do século XIX para avolumarem as roupas na parte de trás, mas caindo retas na frente. As "anquinhas" 









O Casamento do Século





Primeiro veio o casamento... Depois, a paixão!

Justin Thornborough, nono duque de Thornborough, precisava se casar urgentemente com uma herdeira rica, para livrar a família da falência. 
E a primeira pessoa em quem ele pensou foi Sarah Vangelder, uma milionária americana, que conhecera alguns meses antes, em uma festa. 
Depois que todos os arranjos foram feitos e os termos do casamento colocados no papel, eles se casaram na cerimônia mais esperada do século. Mas o que era para ser apenas um "arranjo" tomou um caminho inesperado quando Sarah descobriu-se apaixonada pelo marido...

Capítulo Um

Sarah Vangelder, passeando por entre os imensos jardins, constatou que acertara quando havia decidido realizar uma visita aos campos ingleses, depois de duas semanas de vida social intensa em Londres. Sim, respirando o ar puro e tranquilo, nos domínios daquele vasto palácio em estilo vitoriano, certificou-se de ter sido uma ótima opção de descanso.
A natureza parecia ter colaborado e abençoando o lugar. Nuvens brancas pontilhavam o céu azul. A grama e as árvores reluziam ao sabor de uma leve e agradável brisa e os famosos canteiros de Swindon estavam floridos, apesar de ainda não terem alcançado seu apogeu de beleza e exuberância, embora a primavera não tivesse começado.
Todos os convidados, ali presentes, pertenciam à mais alta linhagem da sociedade britânica e europeia. Os homens eram quase todos de famílias aristocráticas que contavam mais de quatrocentos anos, bonitos e garbosos em seus fraques e cartolas. 
As mulheres usavam vestidos lindos e extravagantes, modelos da última moda de Paris. Pelo menos, era o que ia pensando Sarah Catherine Vangelder, da rica família dos Vangelder, multimilionários de Nova York. A mulher a seu lado olhou-a, preocupada:
— Não me parece empolgada, Sunny.
Sarah olhou para a madrinha, com um sorriso nos lábios.
— Olhe só quem está falando! Como pode fazer um comentário desses a famosa Kathie Schmidt, de San Francisco, que escandalizou todo o high-society ao andar a cavalo pelo Hyde Park?
— Ora, ora! — ponderou a outra, sem nenhum sotaque americano. — É que agora não sou mais a Kathie Schmidt. Sou Katherine Schmidt Worthington, condessa de Westron, dama de companhia de sua rebelde e sem modos afilhada e sobrinha.
— Pensei que nós, garotas norte-americanas, fôssemos admiradas por nossa determinação e coragem — Sunny retrucou, ainda rindo. — E por nossa fortuna... É claro!
— Mesmo nas camadas sociais mais altas, as boas maneiras são bem-vindas, querida. Se quiser se tornar uma duquesa, deve se comportar melhor.
— E se não quiser?— indagou, depois de alguns instantes.
— Sua mãe passou os últimos vinte anos dando-lhe a melhor educação que o dinheiro pode comprar — lady Westron respondeu. — Será uma pena se tiver perdido tanto tempo...
— Sim, tia Katie. Se me comportar direitinho, posso ver o famoso jardim de inverno mais tarde?
— Não até que a apresente a todos que merecem ser conhecidos. Negócios antes do prazer, minha querida.
Lady Westron continuou a andar por entre os convidados, parando de vez em quando para apresentar à afilhada as pessoas mais influentes presentes àquela reunião.
Sabendo que estava sendo observada com muito rigor, Sunny sorria polida e conversava com toda a educação que achava possuir. Tentou não parecer deslumbrada com tudo o que via, até que foi apresentada a Paul Curzon.
Alto, loiro e simpático, Curzon era o tipo de homem que fazia qualquer mulher suspirar. Após os cumprimentos de praxe, ele disse:
— Foi um imenso prazer conhecê-la, srta. Vangelder.
— Chegou há pouco tempo à Inglaterra? — A pergunta foi acompanhada por um sorriso cativante.
Se não fosse pela rigorosa educação que tinha recebido, Sunny teria pulado no pescoço dele, como se fosse uma mulher vulgar. Em vez disso, murmurou:
— Cheguei de Londres ontem à noite. Antes disso, estávamos viajando pelo continente.
— Se quiser visitar o Parlamento, srta. Vangelder, do qual sou um dos membros, ficarei deliciado em poder servir de cicerone. Não possuo um cargo muito alto, mas ele é suficiente para poder levá-la para tomar um chá no terraço de suas dependências. Achará muito interessante.
— Talvez daqui há alguns dias a srta. Vangelder consiga ficar livre dos vários compromissos que assumiu — lady Westron interrompeu a conversa.
Depois de se desculpar com Curzon, a tia pegou Sunny pelo braço e levou-a para longe.
— O sr. Curzon é o homem mais bonito que já vi em toda minha vida! — Sunny murmurou.
— Sim, mas é o filho caçula de três irmãos... E por esse motivo não herdará o título da família. — lady Westron deu-lhe um olhar de advertência. — Não é o tipo que sua mãe aprovaria para você.
— Entretanto como membro do Parlamento britânico, deve ter algum prestígio — Sunny ponderou. — Meu avô aprovaria com toda certeza.
— O almirante Vangelder não iria querer um homem sem um título de nobreza para sua neta favorita! — lady Westron retrucou, com firmeza. — Venha, quero que conheça lorde Traymore. Um título irlandês, infelizmente, mas um conde é um conde. Além de ser muito charmoso, com ele você terá mais oportunidades.
Obediente, Sunny seguiu a madrinha até o próximo grupo de convidados, apesar de ter prometido a si mesma que escaparia dali, na primeira oportunidade que tivesse, pois queria visitar o jardim antes que fossem embora.
Ela se sentia feliz por ter se livrado da mãe. Augusta Vangelder era uma mãe muito devotada e solícita, contudo possuía ideias inflexíveis sobre como as coisas deveriam ser. Estava de cama numa suíte do hotel Claridge e, por isso, Sunny estava acompanhada da tia e madrinha, que era muito mais liberal e podia ser considerada uma verdadeira amiga.
Lady Westron conhecia todos os presentes e fazia alguns comentários, às vezes bastante engraçados, sobre eles, antes de apresentar a Sunny, fazendo com que a sobrinha tivesse de segurar o riso.
— Onde está o duque de Thornborough? Gostaria de conhecer nosso anfitrião tão prestativo — Sunny indagou.
Lady Westron olhou ao redor e depois apontou com ura gesto de cabeça.
— Aquele ali... Alto...

Noiva de Verão

Série Irmãos Ainsworth
-Por que você treme assim? Eu sou tão desagradável para você, Genevieve?

Ela olhou para baixo,
respirando deliberadamente, ainda infinitamente consciente da força e destreza de suas mãos, o calor de seu corpo, de modo muito próximo a ela.
-Nada poderia estar mais longe da verdade..., ela começou, então parou por medo do que esta declaração pudesse revelar.
-Minhas mãos estão simplesmente tocando você e está com medo de mim. Ele franziu a testa, olhando para seu corpo, sua pele. -Perdoe-me, Genevieve. Eu terei mais cuidado. A culpa a atingiu, mas ela não fez nenhum esforço para tranqüiliza- lo. 
Pois foi a ternura de seu toque que lhe pôs em um dilema. Mesmo agora, enquanto ele acariciava suavemente o tecido frio sobre a palma da mão, ela tinha que fechar os olhos para esconder a emoção que a percorria com o contraste entre esse pano frio e o calor de sua própria carne...!

Capítulo um

Parando sua montaria na última crista da subida da estrada, Marcel Ainsworth olhou para cima. Seu olhar estava, inconscientemente, ansiando enquanto avistava a ponta da torre mais alta em Brackenmoore. Marcel teve essa primeira visão da casa com tanto medo e saudade.
Dois anos.
Parecia muito tempo para estar longe de casa e de seus três irmãos, ainda que ele não tivesse nenhum plano imediato de retornar. Ou pelo menos, não até que Benedict o tivesse mandado chamar. Embora ele não soubesse a razão para a convocação de seu irmão mais velho, Marcel não poderia ignorá-lo. Não a Benedict.
Deixar a propriedade da família, Brackenmoore, não tinha sido fácil. Quando Marcel fez isso, sentiu que não havia mais nada que pudesse fazer. O que Genevieve dissera a ele no último dia em Brackenmoore o havia forçado a agir.
Seu peito doía. Mesmo agora, pensando na saudade e desespero que tinha conhecido. A tentação de agir de acordo com as palavras dela, ceder ao desejo que sentiu era muito mais forte do que ele poderia ter imaginado.
Ele não podia ceder a ela. Quando tinha pouco mais de quinze anos o incidente ocorrido o fez perceber que nunca poderia sucumbir à tentação que Genevieve oferecia. Tinha sido pouco depois de Benedict demitir Thomas, um jovem que havia trabalhado como assistente de mordomo de Benedict. Thomas era amigo de Marcel, mas ele estava roubando Benedict. 
Quando Marcel perguntou-lhe por que ele fazia uma coisa dessas, o mais velho tinha olhado para ele com um desprezo que o abalou. Thomas tinha dito a Marcel que tinha feito isso a fim de comprar coisas para uma mulher jovem em particular.
Ele amava esta donzela, faria qualquer coisa para conquistá-la. E agora, ao saber de sua demissão, ela o afastou.
Apesar de sua própria dor pela forma que seu amigo o estava tratando, Marcel disse que o amor de Thomas deveria ter sido suficiente, que ele agora nunca saberia se ela teria o amado por ele mesmo. Amargamente, Thomas se virou, dizendo a Marcel que ele não estava em posição de fazer tal declaração porque ele era um Ainsworth.
Como Ainsworth, Marcel sempre teria qualquer mulher que desejasse, e ele não precisaria fazer nada para conseguir isso. Marcel tinha um nome, mas nunca saberia se ela o queria por si. O que Thomas disse sobre as mulheres era verdade. 
Desde os quinze anos, Marcel observou que elas estavam mais que ansiosas por sua atenção, professando que ele era espirituoso e bonito quando ele se sentia estranho e tímido.
Marcel tinha visto seu amigo ir em silêncio, mas as palavras cortaram profundamente. Elas só reforçaram o que ele sentia na maior parte de sua vida, que ele, Marcel, não realizou nada, não ganhou nada. 
Benedict foi quem, na verdade, ganhou sua posição em Brackenmoore por, abnegadamente, cuidar das terras e povo como seu pai tinha feito.
Marcel teria ficado orgulhoso e realizado ao servir a esse propósito, ainda que só pudesse haver um herdeiro. Ele queria manter essa posição de responsabilidade. Mas ele conseguiria isso através de seus próprios esforços, não ao se casar com uma mulher que teria dele o seu nome.
Certamente os sentimentos que Genevieve tinha por ele tinham mudado. 
Dois anos era tempo mais do que suficiente para ela ver como eles eram inadequados um para o outro, que seu desejo de ser uma Ainsworth não era razão suficiente para que eles ficassem juntos.

Série Irmãos Ainsworth
1 - Um Amor Esquecido
2 - A Dama da Floresta
3 - Noiva de Verão
4 - Noiva do Outono
Série Concluída


Coleção Barbara Cartland


 Ritz de Paris
A vida mundana da Cidade Luz, no final do século passado, fervilhava com a concentração, em seus cafés, restaurantes, teatros e mansões, de pessoas ricas e famosas.
Nobres e plebeus, artistas e escritores, damas da sociedade e atrevidas cocottes mesclavam-se num desfile bizarro, que cortava todos os dias, com pompa espetacular, os grandes bulevares, atraindo olhares admirados e invejosos de homens e mulheres. E foi nessa apaixonante Paris, em um suntuoso quarto do requintadíssimo Hotel Ritz, que Vilma encontrou o homem que fez bater mais rápido seu pequeno coração de moça jovem e inocente...

 A Vingança do Conde
Tudo era uma farsa! 
Mas não havia como ficar imune ao charme da bela Raina
Charles Lyndon, depois de ver seu pedido de casamento recusado por uma aclamada beldade de Londres, oferece mil libras a Raina, irmã de um ex-colega seu que está à beira da falência, para ela representar o papel de sua noiva.
O plano é torná-la um grande acontecimento nas festas londrinas, a fim de provocar ciúme na ex-amada. Muito bem vestida, com modos finos e educados, Raina conquista a alta sociedade e é, de fato, aclamada a mais bela da temporada. 
Só que para Charles agora não basta que Raina seja apenas uma noiva de mentira. Quer por todos os meios conquistar seu coração!

 Estrela Cadente
O amor chegou de repente...
Lorde Linwood planeja o casamento de sua filha Flávia com o conde de Haugton por conveniências políticas. Ela, porém, não ama o conde, e seu maior sonho é se casar por amor. Flávia tenta de todas as maneiras evitar o casamento, mesmo que isso contrarie o desejo do pai. Mas ao conhecer o noivo descobre-se apaixonada por ele.
Seria mesmo um amor de verdade, ou apenas um encanto passageiro, como o de uma estrela cadente?




6 de fevereiro de 2016

Onde a Paixão nos leve

Série Berkley-Faulkner



A bela jovem Rosalie Belleau foi levada a um aristocrático mundo de luxo e complexas intrigas quando o mais notório e atrativo libertino de Londres, lorde Randall Berkeley, a sequestra acreditando que ela estava disponível para qualquer homem que a desejasse. 

Mas antes que Randall compreendesse seu engano, ficou marcado por seu desejo… E perdido seu coração para essa moça tão diferente de qualquer outra que tenha conhecido antes. 
Rosalie e lorde Randall, não sabiam nada um do outro… Até que as chamas da paixão iluminaram seu caminho através de um labirinto de perigo… Para chegar às deslumbrantes alturas do êxtase…

Capítulo Um

Para um coração jovem sedento de paixão e aventuras, aquela não era vida. Não havia nada que alterasse a rotina dos longos e entediantes dias de trabalho de Rosalie Belleau, não recebia as carícias de um amante, não desfrutava de nenhuma noite de risadas e danças, muito menos o sabor do vinho ou o efeito embriagador da liberdade ocasional. 

Não tinha outro recurso para escapar da monotonia senão por seus sonhos. Mais lamentável ainda, era sua imaginação empobrecida que com muita dificuldade não saberia com o que sonhar se não fosse por Elaine Winthrop, que lhe falava de uma existência que Rosalie só poderia invejar. 
Elaine, só um ano mais jovem que Rosalie, mas muito mais experiente, trazia-lhe fofocas e descrições esplêndidas dos bailes aos quais assistia os personagens deslumbrantes que lhe apresentavam e os numerosos prazeres que reservava Londres.
Embora a temporada estivesse a ponto de acabar e o verão já se apresentava com explendor, o ritmo febril de Londres apenas tinha diminuído e Rosalie ardia com a febre da juventude frustrada. 
Não era capaz de mudar sua situação e lhe faltava paciência para aguentar seu destino estoicamente. Devagar, tranquilizou-se com o morno e úmido ar primaveril e se afundou em suas fantasias. 
Um dia, sonhava Rosalie, despertaria pela manhã e os dias já não seriam cinza como até então, mas sim de uma cor intensa. Um dia, o sangue correria por suas veias com a doçura do champanhe. Um dia fugiria de sua prisão invisível e encontraria alguém a quem amar, um homem que a adoraria e respeitaria, que lhe permitiria ser amiga, mulher, companheira e amante. 
Um homem com o qual compartilharia seus sonhos, um homem que despertaria nela as emoções mais intensas e a acompanharia pelo mundo lhe ensinando suas maravilhas, absorvendo cada imagem e som. Um dia, tudo mudaria.
Quando esse dia chegou, não teve nada haver com o que ela tinha esperado.
Rosalie quase nunca encontrava tempo para conversar a sós com sua mãe Amille, mas quando surgia uma oportunidade, ambas a apreciavam e desfrutavam com prazer. A sua relação era bem especial, já que podiam falar não só como mãe e filha, mas também como amigas. Amille era a pessoa mais importante no mundo de Rosalie, e entendia as necessidades, perguntas, anseios e medos de sua única filha embora fossem muito diferentes dos seus próprios. 
De aspeto eram muito parecidas, duas mulheres miúdas e morenas, mas muito diferentes por dentro. Amille via a vida com um enfoque pragmático, enquanto que Rosalie era uma idealista, e quando fez vinte anos compreendeu de forma intuitiva que as causas de suas diferenças estavam além da idade e da experiência.
Amille era estável como uma rocha e amava a ordem. Embora instruída, necessitava de imaginação, enquanto que as emoções e os pensamentos de sua filha sempre pareciam levantar voo ou despencar no precipício.
 Por muito que Rosalie se esforçasse em controlar suas ânsias pouco ortodoxas, sabia que estava condenada pela vida a procurar emoções fortes e dar rédea solta a seus sentimentos.












Série Berkley-Faulkner
1 - Onde a Paixão nos leve
2 - Amar para Sempre
Série Concluída

Coleção Barbara Cartland


 O Magnífico Marquês
Delisa quis fugir de um casamento arranjado, mas caiu nos braços de um homem sem escrúpulos!
Depois de sofrer ameaças do pai, que deseja casá-la com um rico conde francês, Delisa percebe que sua única saída é fugir de casa. Quando vê uma bela carruagem à porta da mansão, percebe que esta é sua chance de livrar-se do incômodo casamento. Mas o que Delisa não sabia era que estava pondo em risco, além de sua vida, sua reputação.
A carruagem pertencia a ninguém menos do que ao marquês de Harlington, um dom-juan inveterado, com fama de terrível conquistador, que não respeitava nem as mulheres casadas...




A Maldição do Diamante
A luta de um homem para provar que era digno de um amor sincero.
Movida por uma forte tentação, lady Paola Forde abriu por um instante o embrulho que continha a jóia. Ficou encantada! A pedra parecia conter o sol em seu interior. Paola compreendeu, então, por que o marquês Di Lucca e ela estavam ameaçados de morte. A ambição desmedida marcara a disputa pela posse do raro diamante, culminando na maldição ao seu possuidor.
Contagiada pelos fluidos maléficos da jóia, a inocente Paola aceitara ficar ao lado do marquês, tido por todos como imoral e mulherengo!


Os Caminhos da Paixão
O amor e o destino têm caminhos tortuosos, porém que levam à felicidade suprema!
Lady Zelda, disposta a descobrir por que o pai está na miséria, começa uma investigação por conta própria. E a maior suspeita de ter roubado seu pai é a contesse de Courché. Consegue, então, um emprego como sua secretária particular, e passa a fazer sua pesquisa. Mas surge um problema inesperado: o belo marquês de Buckwood. Qual seria o envolvimento dele com a contesse? Perguntava-se Zelda, já irremediavelmente apaixonada por esse homem.


Três dias para o Amor
A cobiça e o poder impedindo o futuro do amor.
Olhos nos olhos, Lyla e o conde de Hallington nem se preocupavam com os amigos que os observavam com curiosidade. Haviam acabado de se conhecer, mas já sabiam que o tempo deles era muito pequeno. Se não conseguisse deter a fúria de seu primo e inimigo mortal, Basil Ling, o conde não mais estaria ali no dia seguinte. Por mais que quisesse, as juras de amor e os beijos enamorados fariam parte de uma romântica história de amor, sem futuro...

Um Desafio para o Duque
“Não quero ser uma debutante bem-comportada e aborrecida”, gritou lady Lenita, para o duque de Rockcliffe. “E quanto ao meu casamento, caro tutor, não aceitarei um noivo arranjado, só me casarei por amor!”. O duque bem que quis colocar sua estouvada e atraente pupila sobre os joelhos e dar-lhe umas palmadas, mas viu seus grandes olhos cheios de pavor e decidiu: não a forçaria a nada, até que essa emoção que o invadia cada vez que se fitavam fosse esclarecida. Não seria o carrasco da mais adorável mulher que conhecera na vida...

Um Minuto para Amar
Ao concordar em participar de um plano de contra espionagem, Lisa não imaginava conhecer o homem de sua vida! Ao viajar de férias com o tio para um pequeno país dos Bálcãs, Lisa se envolve num jogo perigoso para enganar os russos: concorda em fingir ser a noiva do príncipe Nikos, sem nem sequer conhecê-lo. Porém, quando o vê pela primeira vez, sente-se realmente apaixonada por esse homem bonito, gentil e atraente.
Só que Lisa sabe que seu noivado com o príncipe de Cavala é apenas uma farsa. Afinal, ele já está comprometido com outra mulher...


Uma Impostora Adorável
Disposta a lutar pelo amor, Sílvia não hesitou em tomar o lugar de sua prima no altar. 
Quando o padre abençoou o casal que havia pouco se tornara marido e mulher, Sílvia baixou os olhos, trêmula. Os presentes na cerimônia perceberam o gesto sutil, e compreenderam a tensão da noiva. Afinal, ela estava se casando com o marquês de Craigmere, o partido mais disputado na sociedade londrina. Para Sílvia, porém, seu tremor era causado por outro motivo: não poderia ocultar do marquês por muito tempo que seu nome e sua identidade eram falsos...

Uma Nobre Cigana
O amor aconteceu quando Bela menos esperava...
Fugindo de um casamento arranjado, Bela se refugia num acampamento cigano, onde se vê transformada num autêntico membro do grupo. Para garantir sua segurança, eles emprestam-lhe roupas típicas e tingem seu cabelo de preto. O que Bela jamais imaginara era encontrar ali o grande amor de sua vida...
Porém, havia duas grandes barreiras para concretizar esse amor: além de ser uma fugitiva, com certeza o marquês de Chorlton jamais se interessaria por ela.Afinal, ele a julgava uma simples cigana!